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	<title>cinco dias &#187; Carlos Vidal</title>
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		<title>ONTEM gritou-se em Atenas: &#8220;NAZIS OUT&#8221;; porque os gregos conhecem de cor a origem do problema, a razão do cancro que nos corrói, porque os gregos são credores dos BOCHES: concretamente, estes devem-lhes 162 Mil Milhões de Euros (há muito e sem sinal de vontade de pagar!!, além de terem roubado tesouros artísticos sem conta!!)</title>
		<link>http://5dias.net/2012/02/09/ontem-gritou-se-em-atenas-nazis-out-porque-os-gregos-conhecem-de-cor-a-origem-do-problema-a-razao-do-cancro-que-nos-corroi-porque-os-gregos-sao-credores-dos-boches-concretamente-estes-devem/</link>
		<comments>http://5dias.net/2012/02/09/ontem-gritou-se-em-atenas-nazis-out-porque-os-gregos-conhecem-de-cor-a-origem-do-problema-a-razao-do-cancro-que-nos-corroi-porque-os-gregos-sao-credores-dos-boches-concretamente-estes-devem/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 00:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Atenas, 7 de Feverero Increasingly hostile sentiment towards Greece from Germany has inevitably resulted in the issue of unpaid war reparations rising to center stage. The issue of the outstanding war debt owed to Greece by Germany will not go &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/09/ontem-gritou-se-em-atenas-nazis-out-porque-os-gregos-conhecem-de-cor-a-origem-do-problema-a-razao-do-cancro-que-nos-corroi-porque-os-gregos-sao-credores-dos-boches-concretamente-estes-devem/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><img src="http://greece.greekreporter.com/files/burn-germany1.jpg" alt="" width="475" height="317" /></span><br />
<strong>Atenas, 7 de Feverero</strong></p>
<div>
<h3 style="text-align: justify;"><em><a href="http://digitaljournal.com/article/319064">Increasingly hostile sentiment towards Greece from Germany has inevitably resulted in the issue of unpaid war reparations rising to center stage.</a></em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><a href="http://digitaljournal.com/article/319064">The issue of the outstanding war debt owed to Greece by Germany will not go away, having gained ground in recent years as Eurocrats dominated by Germany, force ever increasing austerity on the Greek populace. Now a cross party group of 28 Greek MP&#8217;s has tabled a proposal for the issue of German war reparations to be discussed in Parliament.</a></em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><a href="http://digitaljournal.com/article/319064">The Athens News reported that the MP&#8217;s have stressed that Germany owes Greece a debt of 54 billion euros before interest (70 billion with interest). They are calling for the issue to be raised as a national issue as Greece was the only country to which Germany failed to pay war reparations.</a></em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><a href="http://digitaljournal.com/article/319064">The issue of war reparations is one which is widely discussed amongst the Greek population who are increasingly resentful of criticism from Germany, which came to the fore when Germany proposed that Greece hand over budgetary sovereignty to the EU. In an article in German paper Der Spiegel in June 2011, eminent historian Albrecht Ritschl, a professor at the London School of Economics, criticized Germany for their hostility towards Greece in the current economic. He pointed out that Germany&#8217;s debt default in the 1930s makes the Greek debt look insignificant in comparison.</a></em></h3>
<p style="text-align: justify;">Mas vamos ao que interessa: <strong>Aristóteles, <em>ΠΟΛΙΤΙΚΩΝ Α :</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">«A natureza nada produz segundo o modo mesquinho dos fabricantes de facas de Delfos [vulgo "Mercedes"], mas destina cada coisa para um único uso; é que cada ferramenta será mais eficaz se servir apenas para uma função, e não para várias. Os bárbaros, não obstante, atribuem à mulher e ao escravo a mesma condição porque não possuem quem mande por natureza [Hitler e Merkel mandam por medo, um medo egoísta e destrutivo em larga escala], e a respectiva comunidade torna-se na de um escravo e de uma escrava. Por isso, como dizem os poetas (&#8230;), &#8220;<strong>é justo que os gregos deveriam dominar os bárbaros</strong>&#8220;» (1252b1-9)</p>
<p style="text-align: justify;">Ou, cada vez mais a sério:</p>
<p style="text-align: justify;">«Quem for incapaz de se associar ou <strong>que não sente essa necessidade por causa da sua auto-suficiência, não faz parte de qualquer cidade,</strong> e será um bicho (&#8230;)» (1253a28-30)</p>
<p>Sim, este já sabia tudo antes do primeiro alemão ter posto os pés no universo. <strong>E aqui está quase tudo dito!</strong></p>
<p><img title="Greek protesters rally against austerity measures" src="http://www.abc.net.au/news/image/3817934-3x2-700x467.jpg" alt="Greek anti-austerity protesters prepare to burn a German flag" width="465" height="361" /></p>
</div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Não é &#8220;de&#8221; (apesar de eu estar certo que ela gostaria de o ser), não é jornalista, vomita-se por ela e admira como ainda tem emprego (e aqui justifica-se também uma petição)</title>
		<link>http://5dias.net/2012/02/06/nao-e-de-apesar-de-eu-estar-certo-que-ela-gostaria-de-o-ser-nao-e-jornalista-vomita-se-por-ela-e-admira-como-ainda-tem-emprego-e-aqui-justifica-se-tambem-uma-peticao/</link>
		<comments>http://5dias.net/2012/02/06/nao-e-de-apesar-de-eu-estar-certo-que-ela-gostaria-de-o-ser-nao-e-jornalista-vomita-se-por-ela-e-admira-como-ainda-tem-emprego-e-aqui-justifica-se-tambem-uma-peticao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 17:06:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[(Claro que, no &#8220;5&#8243;, o engenheiro se antecipou, mas eu demoro a digerir: prefiro então a &#8220;literatura&#8221; do Rodrigues, comparativamente um génio absoluto &#8211; se esta mulher mantiver o emprego que tem, também me considero culpado de passividade, e vou comprar tudo &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/06/nao-e-de-apesar-de-eu-estar-certo-que-ela-gostaria-de-o-ser-nao-e-jornalista-vomita-se-por-ela-e-admira-como-ainda-tem-emprego-e-aqui-justifica-se-tambem-uma-peticao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="main-img" title="proposito da mais recente entrevista de judite de sousa ao ..." src="http://lh4.ggpht.com/_Xk7uDiUkyyA/SoBAuVPif7I/AAAAAAAAEd8/5HgjHn5tFZ4/s800/Judite_Sousa.jpg" alt="Image Detail" width="486" height="386" /></p>
<p style="text-align: justify;">(Claro que, no &#8220;5&#8243;, <a href="http://5dias.net/2012/02/06/jornalismo-independente/#comments">o engenheiro se antecipou, </a>mas eu demoro a digerir: prefiro então a &#8220;literatura&#8221; do Rodrigues, comparativamente um génio absoluto &#8211; <strong>se esta mulher mantiver o emprego que tem,</strong> também me considero culpado de passividade, e vou comprar tudo o que o sr. Rodrigues escreveu, e obrigar-me a lê-lo. Todos devemos ser castigados por pertencer, deste modo, a esta comunidade chamada &#8220;portugal&#8221;! Todos somos culpados! Foi então esta mulher que chamou a troika!)</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Nada que CAVACO SILVA faça pode apagar afirmações sobre as reformas&#8221;</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/23/nada-que-cavaco-silva-faca-pode-apagar-afirmacoes-sobre-as-reformas/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 19:13:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[impeachment]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Há actos e palavras que falam por si, não há nada daquilo que possa fazer que possa limpar, que possa apagar, aquilo que é o significado destas afirmações, que são profundamente desvalorizadoras das dificuldades de tantos portugueses, que, podemos dizer, &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/23/nada-que-cavaco-silva-faca-pode-apagar-afirmacoes-sobre-as-reformas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/Images%5Ccavaco-silva-reformas.jpg" alt="" width="354" height="401" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.publico.pt/Política/nada-que-cavaco-silva-faca-pode-apagar-afirmacoes-sobre-reformas-diz-pcp-1530362"><strong>&#8220;Há actos e palavras que falam por si, não há nada daquilo que possa fazer que possa limpar, que possa apagar, aquilo que é o significado destas afirmações, que são profundamente desvalorizadoras das dificuldades de tantos portugueses, que, podemos dizer, constituem um insulto a uma grande parte do povo português&#8221;,</strong> </a>afirmou Francisco Lopes quando questionado sobre se o Presidente devia retratar-se.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N19482">PETIÇÃO </a>- 19:00 &#8211; a caminho das 5 000 assinaturas !!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ADENDA &#8211; 19:20 &#8211; COM MAIS DE <span style="text-decoration: underline;">4 000</span> ASSINATURAS UMA PETIÇÃO PODE E DEVE SER APRECIADA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA. PARTIDOS E CONSTITUCIONALISTAS QUE SE PRONUNCIEM !</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ADENDA2 &#8211; 22:40 &#8211; cerca de <span style="text-decoration: underline;">8 000</span> assinaturas !!</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pela destituição imediata de ANÍBAL CAVACO SILVA da &#8220;presidência&#8221; desta desgraçada &#8220;República&#8221; de nome Portugal: uma petição (continuando uma indicação do Tiago, em baixo)</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/22/pela-destituicao-imediata-de-anibal-cavaco-silva-da-presidencia-desta-desgracada-republica-de-nome-portugal-uma-peticao-continunado-abaixo-uma-referencia-do-tiago/</link>
		<comments>http://5dias.net/2012/01/22/pela-destituicao-imediata-de-anibal-cavaco-silva-da-presidencia-desta-desgracada-republica-de-nome-portugal-uma-peticao-continunado-abaixo-uma-referencia-do-tiago/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 13:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Aníbal cavaco]]></category>
		<category><![CDATA[destituição]]></category>
		<category><![CDATA[impeachment]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo que soube da petição (agora mesmo), assinei-a de imediato e com toda a velocidade: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N19482 É urgente e mais do que decente (é um elevado DEVER MORAL, um imperativo) assinar esta petição. Mais informo que sou o número 981 e &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/22/pela-destituicao-imediata-de-anibal-cavaco-silva-da-presidencia-desta-desgracada-republica-de-nome-portugal-uma-peticao-continunado-abaixo-uma-referencia-do-tiago/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://4.bp.blogspot.com/_6HwwZMxy_hw/TQ5yqAVwDwI/AAAAAAAAAQ8/CduSgMBxoxk/s1600/cavaco-fisga_portugal-porreiro.jpg" alt="" width="514" height="514" /></p>
<p>Logo que soube da petição (agora mesmo), assinei-a de imediato e com toda a velocidade:</p>
<p><a href="http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N19482">http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N19482</a></p>
<p>É urgente e mais do que decente (é um elevado DEVER MORAL, um imperativo) assinar esta petição.</p>
<p>Mais informo que sou o número 981 e que em pouco mais de 10 SEGUNDOS mais trinta nomes aqui se juntaram. É o ritmo de crescimento desta petição que eu pretendo mencionar neste post. Atenção : é assinar rápido, muito rápido: 30 ASSINATURAS em poucos segundos é revelador.</p>
<p>Destituição de Cavaco, JÁ !!</p>
<p>(ADENDA: Bravo, 22:25 &#8211; Aceleradamente a caminho das 2 000 assinaturas; que venham mais 2 000 amanhã!!)</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Era um homem de outro tempo, com um génio e uma dignidade que hoje não são mais compreensíveis</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/18/era-um-homem-de-outro-tempo-com-um-genio-e-uma-dignidade-que-hoje-nao-sao-mais-compreensiveis/</link>
		<comments>http://5dias.net/2012/01/18/era-um-homem-de-outro-tempo-com-um-genio-e-uma-dignidade-que-hoje-nao-sao-mais-compreensiveis/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 01:28:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Terminou assim. Foi em Paris, há pouco tempo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/yhbLw2uiOyQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Terminou assim. Foi em Paris, há pouco tempo.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A COREIA DO NORTE outra vez, ó RENATO? (Sinceramente&#8230;)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/20/a-coreia-do-norte-outra-vez-o-renato-sinceramente/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 17:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Bater na Coreia está na moda?]]></category>

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		<description><![CDATA[ROMAN ABRAMOVICH e Cia. &#8211; Não tenho de gostar da coisa, pois não?? Vai com calma camarada. Com mais calma. Bater na Coreia é lucro e número de circo certo e ganho. Estás nessa? (Olha as companhias solidárias que vais &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/20/a-coreia-do-norte-outra-vez-o-renato-sinceramente/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://www.instablogsimages.com/images/2009/06/13/abramovich_eclipse_jPCDO_12.jpg" alt="" width="548" height="368" /></p>
<p><strong>ROMAN ABRAMOVICH e Cia. &#8211; Não tenho de gostar da coisa, pois não??</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/2011/12/20/condolencias/">Vai com calma camarada. Com mais calma. Bater na Coreia é lucro e <strong>número de circo certo e ganho.</strong></a> Estás nessa?<br />
(Olha as companhias solidárias que vais ter no teu post. Será sintomático.)<br />
Bater no elo mais fraco (assim parece e há algumas razões para tal) também eu sou capaz de peito aberto.<br />
O PCP (eu não posso falar pelo PCP, como é óbvio) não deve querer <strong>duas coisas:</strong> <strong>primeiro</strong> não concorda com a direcção que aquele país toma em todos os aspectos, mas aproveitar-se da sua fragilidade e complexidade (geoestratégica e histórica: uma guerra pelo meio, etc.) o PCP não o faz e muito bem.<br />
<strong>Por outro lado</strong>, o PCP não quer (eu não quero) ver aquilo transformado numa nova ex-República Soviética, nem que aquilo seja engolido pelo sul.</p>
<p style="text-align: justify;">Já agora, também choraste de alegria com a &#8220;reunificação&#8221; das Alemanhas, a queda do Muro e a &#8220;vitória da democracia&#8221;, bem plasmada na nova realidade da nova União que é o glorioso Euro? Eu, por acaso, não. Entendido?</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>COREIA DO NORTE: fome e pedido de adesão à UNIÃO EUROPEIA</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/19/coreia-do-norte-fome-e-pedido-de-adesao-a-uniao-europeia/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 14:36:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Coreia]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[União-Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Zona Euro]]></category>

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		<description><![CDATA[Os professores da Coreia do Norte, o estado mais secreto do mundo, estão preocupados com os inúmeros casos que se têm registado nos últimos meses de alunos que desmaiam nas escolas por fome e desnutrição, e já alertaram as autoridades &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/19/coreia-do-norte-fome-e-pedido-de-adesao-a-uniao-europeia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><img id="il_fi" src="http://www.portaldahora.com/imagens/noticias/temp/coreia_do_norte.jpg" alt="" width="555" height="386" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://economia.publico.pt/noticia/alunos-gregos-desmaiam-nas-escolas-com-fome-1525527">Os professores da Coreia do Norte, o estado mais secreto do mundo, estão preocupados com os inúmeros casos que se têm registado nos últimos meses de alunos que desmaiam nas escolas por fome e desnutrição, e já alertaram as autoridades de Pyongyang para o caso.</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://economia.publico.pt/noticia/alunos-gregos-desmaiam-nas-escolas-com-fome-1525527">O primeiro ocorreu há cerca de um ano e a ele seguiram-se mais denúncias de professores, que garantem que alunos seus estão na escola até às 16h00 sem comer todo o dia.</p>
<p>Os meios de comunicação deram conta do caso, mas as notícias foram catalogadas de exageros antipatrióticos até que, há cerca de duas semanas, um rapaz de 13 anos desmaiou num colégio de Yongbyong, importante centro industrial a norte do país.</p>
<p>Quando a directora avisou a mãe, que trabalha a tempo parcial numa empresa municipal e tem quatro filhos, ela disse que a sua família não comia nada há dois dias.</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://economia.publico.pt/noticia/alunos-gregos-desmaiam-nas-escolas-com-fome-1525527">Apesar de tudo, o país mantém o pedido de adesão à União Europeia, estando a assinatura do acordo marcada para o próximo dia 20 de Março, não se prevendo qualquer alteração à data, apesar de ter falecido hoje o presidente de República. A adesão à EU, já devidamente referendada como em todos os estados europeus, é vista como uma oportunidade económica sem paralelo para o país, e um passo decisivo para uma alteração constitucional que ponha freio ao seu crescente endividamento externo e orçamental. A opção “défice estrutural 0,5%” é muito popular no país.</a></strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>SIM, BOM DIA!, como dizia o outro (e porque, meus amigos e camaradas, quero que releiam a exemplar história contada em baixo por Bruno Carvalho: com PPereira, olho por olho e dente por dente – Bravo Bruno e Irene!, dedico-vos o José Forte)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/16/sim-bom-dia-como-dizia-o-outro-e-porque-meus-amigos-e-camaradas-quero-que-releiam-a-exemplar-historia-contada-em-baixo-por-bruno-carvalho-com-ppereira-olho-por-olho-e-dente-por-dente/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/12/16/sim-bom-dia-como-dizia-o-outro-e-porque-meus-amigos-e-camaradas-quero-que-releiam-a-exemplar-historia-contada-em-baixo-por-bruno-carvalho-com-ppereira-olho-por-olho-e-dente-por-dente/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 19:03:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Andre Martin]]></category>
		<category><![CDATA[anti-arte]]></category>
		<category><![CDATA[anti-cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ódio à contemporaneidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pacheco Pereira]]></category>

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		<description><![CDATA[EARLY MORNING!! “Outros antes de nós tentaram o mesmo esforço: dente por dente: não, nunca olhar de soslaio e manter a cabeça escar- late, o vómito nos pulsos por cada noite roubada; nem um minuto para a glória da pele. &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/16/sim-bom-dia-como-dizia-o-outro-e-porque-meus-amigos-e-camaradas-quero-que-releiam-a-exemplar-historia-contada-em-baixo-por-bruno-carvalho-com-ppereira-olho-por-olho-e-dente-por-dente/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR085nQiJlIw-WoJ62qqBqRFo1r77-xX7LrfYUl6gGY57ZzqpYq0RUDI3qzkQ" alt="" width="74" height="79" /></p>
<p><a href="http://abrupto.blogspot.com/">EARLY MORNING!!</a></p>
<p><strong>“Outros antes de nós tentaram o mesmo esforço: dente por</strong><br />
<strong>dente: não, nunca olhar de soslaio e manter a cabeça escar-</strong><br />
<strong>late, o vómito nos pulsos por cada noite roubada; nem um</strong><br />
<strong>minuto para a glória da pele. Despertar de lado: olho por</strong><br />
<strong>olho: conservar a família em respeito, a esperança à distância</strong><br />
<strong>de todas as fomes, o corno de cada dia nos intestinos. Aos</strong><br />
<strong>dezoito anos, aos vinte e oito, a vida posta à prova da raiva e</strong><br />
<strong>do amor, os olhos postos à prova do nojo. Entrar de costas no</strong><br />
<strong>festival das letras, abrir passagem a golpes de fígado para a</strong><br />
<strong>saída do escarro. Se não temos saúde bastante sejamos pelo</strong><br />
<strong>menos doentes exemplares.  </strong><br />
<strong>Fora do meu reino toda a pobreza, toda a ascese que gane </strong><br />
<strong>aos artelhos dos que rangem os dentes; no meu reino apenas </strong><br />
<strong>palavras provisórias, ódio breve e escarlate. Nem um gesto de </strong><br />
<strong>paciência: o sonho ao nível de todos os perigos. Pelo meu .</strong><br />
<strong>relógio são horas de matar, de chamar o amor para a mesa</strong><br />
<strong>dos sanguinários. (…)”</strong></p>
<p><strong>ANTÓNIO JOSÉ FORTE, <em>Uma Faca nos Dentes</em></strong></p>
<p><img id="il_fi" src="http://www.theslideprojector.com/images/1970s/mendieta/glassonfaceprint.jpg" alt="" width="417" height="539" /></p>
<p><strong>ANA MENDIETA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma forte saudação, portanto, ao <strong><a href="http://5dias.net/2011/12/15/para-o-pacheco-com-poucos-dentes-e-muito-amor/">Bruno e à Irene Sá</a></strong>, a propósito da “polémica” (vai entre aspas porque nunca se pugna com uma nulidade) com Pacheco Pereira sobre André Martin. Saudação, porque acreditaria sempre na história de Irene Sá, e tenho todo o direito de nunca acreditar em nada que faça, diga, esboce, balbucie ou desminta Pacheco Pereira, constatando eu &#8211; NÃO ESQUEÇO &#8211; apenas o seu ataque aos meus amigos e colegas artistas e gente da cultura (que um acéfalo considera sempre subsidiodependentes. Ah já me esquecia pois desde que, por exemplo, Leonardo cortou com os Sforza [estou brincando] e nunca mais precisou de ninguém!!, desde aí que os artistas vivem do seu trabalho e não “exploram o contribuinte” Pacheco, Ah, ahh – <strong>Pacheco sabe quanto o Estado paga por uma cadeira do S. Carlos, o pior é que nunca lá põe os pés!</strong>). Logo, será sempre Pacheco um “colosso” <strong>culturalmente (e mais não digo) desprezível.</strong> <strong>Que a arte e a cultura portuguesas CONTEMPORÂNEAS não o esqueçam.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://mcis2.princeton.edu/emuseum/media/full/2007-41-2.jpg" alt="" width="539" height="539" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>              ANA MENDIETA</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>TRÊS CARTAS ARMADILHADAS (nos últimos dias) são mais eficazes do que DEZ POSTS (ou seja: depois da cimeira de Bruxelas que entreteceu o fascismo nacional alemão com o fascismo económico, AINDA SERÁ POSSÍVEL ESCREVER POSTS?? PARA QUÊ??)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/12/tres-cartas-armadilhadas-sao-mais-eficazes-do-que-dez-posts-ou-seja-depois-da-cimeira-de-bruxelas-que-entreteceu-o-fascismo-nacional-alemao-com-o-fascismo-economico-ainda-sera-possivel-escrever-pos/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/12/12/tres-cartas-armadilhadas-sao-mais-eficazes-do-que-dez-posts-ou-seja-depois-da-cimeira-de-bruxelas-que-entreteceu-o-fascismo-nacional-alemao-com-o-fascismo-economico-ainda-sera-possivel-escrever-pos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 19:41:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[guerra económica é guerra total]]></category>

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		<description><![CDATA[É claro que eu estou a glosar a declaração ou statement de Theodor Adorno de 1949, quando escreveu não ser mais possível escrever poesia depois de Auschwitz. De seguida, releia-se o Capítulo III (ponto 1), da Terceira Parte de Negative &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/12/tres-cartas-armadilhadas-sao-mais-eficazes-do-que-dez-posts-ou-seja-depois-da-cimeira-de-bruxelas-que-entreteceu-o-fascismo-nacional-alemao-com-o-fascismo-economico-ainda-sera-possivel-escrever-pos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://3.bp.blogspot.com/_J_wYeBpgFj4/S4cNYJG5XfI/AAAAAAAAAIo/FbjD2eYbMs8/s320/carta_bomba.jpg" alt="" width="313" height="224" /></p>
<p style="text-align: justify;">É claro que eu estou a glosar a declaração ou <em>statement</em> de Theodor Adorno de 1949, quando escreveu <strong>não ser mais possível escrever poesia depois de Auschwitz.</strong> De seguida, releia-se o Capítulo III (ponto 1), da Terceira Parte de <em><strong>Negative Dialektik</strong></em>, de 1966. Fulminante Adorno, que não viveu até aqui, mas poderia estar a pensar na última cimeira de Bruxelas.</p>
<p style="text-align: justify;">Já lá iremos.</p>
<p style="text-align: justify;">Pedindo emprestado conceitos ao meu amigo A.V., repetiria que agora, findo o mundo das escolhas – comunismo ou liberalismo (sempre ilegal e selvagem, nunca com “rosto humano”) – <strong>resta-nos o mundo dos fascismos: o <span style="text-decoration: underline;">económico</span>,</strong> <strong>sempre apoiado na democracia</strong> (agora, mas não em 1973!), da Alemanha à Líbia, passando pelo Iraque, <strong>fazendo historicamente a sua trajectória do Chile de Pinochet ao Portugal de Vítor Gaspar;</strong> o <span style="text-decoration: underline;"><strong>fascismo nacional,</strong></span> triunfante na última cimeira de Bruxelas, aquela do défice ZERO (repito, “0” ou 0,5%, o que é a mesma coisa, ou ainda do défice orçamental 3% para as nações com menos de 60% de dívida em relação ao PIB, como se sabe); fascismo nacional, porque a Alemanha impôs o que nunca cumpriu, ou raramente cumpriu, <strong>fascismo nacional porque há um país que decide da justeza de punir outros – <em>a propósito: em que vão constar as punições??</em></strong> Olhar para o retrato de Merkel, dormir com Merkel?&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, sem comunismo, nem “social-democracia” (o tal abstruso “capitalismo de rosto humano”), nem liberalismo, entramos na era do fascismo GLOBAL: como disse, económico e nacional (e também religioso).</p>
<p style="text-align: justify;">E nunca como agora pude estar numa situação pronta a simpatizar com o bandidismo inglês que, a pretexto de proteger os offshores do Império britânico  e os especuladores da City, decidiu sair fora disto!! Pois muito bem feito, <strong>precisamente porque demonstraram ao verme alemão e ao anão francês que NÃO há “capitalismo legal”.</strong> Logo, toca a defender a City e toca de abandonar os teóricos do “capitalismo legal”. Pelo menos, no capitalismo, que nunca será “legal” nem humano, a Alemanha não reinará sozinha!</p>
<p style="text-align: justify;">Magnífico Adorno, dizia eu há pouco:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>A perpetuação do sofrimento tem tanto direito a expressar-se como o torturado tem de gritar; daí que quiçá tenha sido falso ter dito que depois de Auschwitz não mais se poderiam escrever poemas. Mas o que, diferentemente, não é falso é a questão menos cultural sobre se se pode viver depois de Auschwitz [ou depois de  Bruxelas-Merkl traduzo/actualizo eu].</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.eduardofischer.com.br/blog/media/1/20100219-Hydrogen_Bomb2.jpg" alt="" width="463" height="234" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Ora curtam, estetas do fascismo económico, curtam&#8230;&#8230;</em></p>
</blockquote>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Depois de OBAMA (o quê?, já acabou o mandato? Sim. E passou-se alguma coisa? Sim, na Líbia), depois de OBAMA, dizia eu, este será o próximo presidente dos EUA. Pergunto eu: e não se lhe pode enfiar um balázio na testa e mandá-lo para outro lugar? (Como o homem pretende fazer aos &#8220;inventados palestinianos&#8221;, que deveriam ir para outra terra qualquer)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/11/depois-de-obama-o-que-ja-acabou-o-mandato-sim-e-passou-se-alguma-coisa-sim-na-libia-depois-de-obama-dizia-eu-este-sera-o-proximo-presidente-dos-eua-pergunto-eu-e-nao-se-lhe-pode-enfiar-um/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/12/11/depois-de-obama-o-que-ja-acabou-o-mandato-sim-e-passou-se-alguma-coisa-sim-na-libia-depois-de-obama-dizia-eu-este-sera-o-proximo-presidente-dos-eua-pergunto-eu-e-nao-se-lhe-pode-enfiar-um/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 15:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="416" height="374" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" id="ep"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="movie" value="http://i.cdn.turner.com/cnn/.element/apps/cvp/3.0/swf/cnn_416x234_embed.swf?context=embed_edition&#038;videoId=politics/2011/12/10/wr-gingrich-palestinian-people.cnn" /><param name="bgcolor" value="#000000" /><embed src="http://i.cdn.turner.com/cnn/.element/apps/cvp/3.0/swf/cnn_416x234_embed.swf?context=embed_edition&#038;videoId=politics/2011/12/10/wr-gingrich-palestinian-people.cnn" type="application/x-shockwave-flash" bgcolor="#000000" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="416" wmode="transparent" height="374"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O mais radical/construtivo dos partidos oposicionistas ao governo pinochetista de Gaspar/Passos/Macedo há dois dias que mais nada tem para mostrar que não isto, esta trampa de bonecada</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/05/o-mais-radicalconstrutivo-dos-partidos-oposicionistas-ao-governo-pinochetista-de-gasparpassosmacedo-ha-dois-dias-que-mais-nada-tem-para-mostrar-que-nao-isto-estra-trampa-de-bonecada/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/12/05/o-mais-radicalconstrutivo-dos-partidos-oposicionistas-ao-governo-pinochetista-de-gasparpassosmacedo-ha-dois-dias-que-mais-nada-tem-para-mostrar-que-nao-isto-estra-trampa-de-bonecada/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 13:42:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[psssssssssssss]]></category>

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		<description><![CDATA[Consultem, consultem as actividades desta malta. Espantar-se-ão. Ou seja, escreve-se direito por linhas direitas: quem aspira o vazio, sempre o alcança. Isto é democracia. E, aliás, esta notícia, os factos, são antigos. E não, &#8220;socialistas&#8221;, nunca serão nossos aliados nem próximos &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/05/o-mais-radicalconstrutivo-dos-partidos-oposicionistas-ao-governo-pinochetista-de-gasparpassosmacedo-ha-dois-dias-que-mais-nada-tem-para-mostrar-que-nao-isto-estra-trampa-de-bonecada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://deyovrv3xqd78.cloudfront.net/logo_PS_small.jpg" alt="" align="middle" /></p>
<p><a href="http://www.ps.pt/">Consultem, consultem as actividades desta malta. Espantar-se-ão.</a></p>
<p>Ou seja, escreve-se direito por linhas direitas: quem aspira o vazio, sempre o alcança.</p>
<p>Isto é <a href="http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=27686">democracia.</a> E, aliás, esta notícia, os factos, são antigos. E não, &#8220;socialistas&#8221;, nunca serão nossos aliados nem próximos (desde há muito tempo, muito antes <a href="http://5dias.net/2008/12/20/ha-coisas-que-um-jugular-nao-consegue-nem-conseguira-ver-nem-conhecem-o-proprio-lombo/">disto</a>); em nada.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/12/05/o-mais-radicalconstrutivo-dos-partidos-oposicionistas-ao-governo-pinochetista-de-gasparpassosmacedo-ha-dois-dias-que-mais-nada-tem-para-mostrar-que-nao-isto-estra-trampa-de-bonecada/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>APETECE-ME dizer que o fascismo que grassa pela Europa (e a merda do trabalho que diariamente nos tolhe) é também isto, este esquecer: e só hoje me calhou referir aqui (alguns dias depois) a morte desta Senhora (sem comentários)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/30/apetece-me-dizer-que-o-fascismo-que-grassa-pela-europa-e-a-merda-do-trabalho-que-diariamente-nos-tolhe-e-tambem-isto-este-esquecer-e-so-hoje-me-calhou-referir-aqui-alguns-dias-depois-a-morte-des/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/11/30/apetece-me-dizer-que-o-fascismo-que-grassa-pela-europa-e-a-merda-do-trabalho-que-diariamente-nos-tolhe-e-tambem-isto-este-esquecer-e-so-hoje-me-calhou-referir-aqui-alguns-dias-depois-a-morte-des/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 02:43:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Montserrat Figueras (15 / 3 / 1942 &#8211; 23 / 11 / 2011)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/5vyn75hbj4w" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong><a href="http://www.alia-vox.com/">Montserrat Figueras (15 / 3 / 1942 &#8211; 23 / 11 / 2011)</a></strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/11/30/apetece-me-dizer-que-o-fascismo-que-grassa-pela-europa-e-a-merda-do-trabalho-que-diariamente-nos-tolhe-e-tambem-isto-este-esquecer-e-so-hoje-me-calhou-referir-aqui-alguns-dias-depois-a-morte-des/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>FORMAS DE EXPRESSÃO, FORMAS DE PENSAR</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/25/formas-de-expressao-formas-de-pensar/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/11/25/formas-de-expressao-formas-de-pensar/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 14:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[nada contra a catarse]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678925886884341170" src="http://1.bp.blogspot.com/-RmXXTHWgHHU/Ts-ZAYGC5bI/AAAAAAAAOuw/CVy_iDuIZ10/s320/untitled.bmp" alt="" border="0" /></p>
<p><img id="il_fi" src="http://www.marxists.org/history/france/may-1968/images/ne-travaillez-jamais.jpg" alt="" width="319" height="265" /></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/11/25/formas-de-expressao-formas-de-pensar/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>O ministro V. Gaspar sorve estes números ao pequeno-almoço (ou, do Chile ao Malawi)&#8230; E o ministro V. Gaspar está-se nas tintas para estes números.</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/24/o-ministro-sorve-estes-numeros-quica-ao-pequeno-almoco-ou-do-chile-ao-malawi/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/11/24/o-ministro-sorve-estes-numeros-quica-ao-pequeno-almoco-ou-do-chile-ao-malawi/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 15:05:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[ditaduras queridas]]></category>
		<category><![CDATA[Neoliberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Gaspar]]></category>

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		<description><![CDATA[O Chile, pioneiro na liberalização económica e impulsor do neoliberalismo, no ramo dos mercados livres é uma das economias mais globalizadas e competitivas do planeta. Os defensores do neoliberalismo apelidaram esse período de &#8220;milagre chileno&#8221;. Mas as estatísticas frias mostram &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/24/o-ministro-sorve-estes-numeros-quica-ao-pequeno-almoco-ou-do-chile-ao-malawi/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://2.bp.blogspot.com/-msK8BP2Adhc/Tm3-WOmRCGI/AAAAAAAAGws/DqFs7Ok-zrI/s1600/chile1973.jpg" alt="" width="460" height="338" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_Chile">O Chile, pioneiro na liberalização económica e impulsor do neoliberalismo, no ramo dos mercados livres é uma das economias mais globalizadas e competitivas do planeta. Os defensores do neoliberalismo apelidaram esse período de &#8220;milagre chileno&#8221;. Mas <strong>as estatísticas frias mostram números pouco milagrosos:</strong> <strong>durante o regime Pinochet, entre 1974 e 1987, o PNB per capita do Chile caiu 6,4% em dólares constantes, caindo de US$ 3.600 em 1973 para 3.170 em 1993 <small>(dólares constantes)</small>.</strong> Apenas cinco países da América Latina tiveram, em termos de PNB per capita, um desempenho pior que o do Chile durante a era Pinochet (1974-1989).</a></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_Chile">(&#8230;)</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_Chile">Apesar de ostentar alguns bons indicadores económicos, <strong>quando medidos exclusivamente pelo PIB</strong> (e consequentemente os indicadores de renda per capita, que não é nada mais que o PIB dividido aritmeticamente pelo número de habitantes), a economia chilena apresenta um grande defeito: <strong>a desigualdade na distribuição de renda entre a população, o que gera uma grande diferença social entre ricos e pobres.</strong> Segundo informe de desenvolvimento humano da Banco Mundial em 2005, apesar de estar colocado em 37º lugar no IDH, <strong>o Chile encontrava-se em 80º lugar da lista de países por desigualdade de renda &#8211; sendo o 4º pior colocado na América Latina (atrás de Brasil, Paraguai, e Colômbia) e tendo, nesse quesito, um desempenho pior que alguns países africanos muito mais pobres, como Zambia, Nigéria e Malawi,</strong> o que revela uma significativa distorção da economia chilena que ainda não foi superada.</a></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_Chile">(&#8230;)</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_do_Chile">Em 2005 os 10% mais pobres receberam 1,2% do PNB (2000 = 1,4%) enquanto os 10% mais ricos controlaram 47% do PIB (2000 = 46%).</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hoje somos <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/fitch-corta-rating-portugues-por-causa-do-baixo-crescimento-1522345">lixo.</a> Amanhã, quem sabe, poderemos ser o que quisermos.</strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/11/24/o-ministro-sorve-estes-numeros-quica-ao-pequeno-almoco-ou-do-chile-ao-malawi/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>O ministro Vitor Gaspar conhece os números, claro que conhece &#8211; e sabe quem está a pagar a &#8220;crise da banca&#8221;: um exemplo:</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/24/o-ministro-vitor-gaspar-conhece-os-numeros-claro-que-conhece-e-sabe-quem-esta-a-pagar-a-crise-da-banca-um-exemplo/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 02:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[experimentalismo pinochetiano]]></category>
		<category><![CDATA[guerra ao mundo do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Gaspar]]></category>

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		<description><![CDATA[«Em 2012, os docentes e investigadores continuarão a ter o seu salário reduzido pela &#8220;taxa de redução salarial&#8221; a que agora o governo PSD/CDS quer somar o roubo dos subsídios de férias e Natal. No que respeita à remuneração anual, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/24/o-ministro-vitor-gaspar-conhece-os-numeros-claro-que-conhece-e-sabe-quem-esta-a-pagar-a-crise-da-banca-um-exemplo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><img src="data:image/jpeg;base64,/9j/4AAQSkZJRgABAQAAAQABAAD/2wBDAAkGBwgHBgkIBwgKCgkLDRYPDQwMDRsUFRAWIB0iIiAdHx8kKDQsJCYxJx8fLT0tMTU3Ojo6Iys/RD84QzQ5Ojf/2wBDAQoKCg0MDRoPDxo3JR8lNzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzc3Nzf/wAARCACCAMgDASIAAhEBAxEB/8QAHAAAAQUBAQEAAAAAAAAAAAAAAwACBAUGAQcI/8QAPBAAAQMCBAIGCAUDBAMAAAAAAQACAwQRBRIhMRNBBiIyUWFxIzNCcoGRocEHFFJisTRD0RUkY4Ky4fD/xAAaAQACAwEBAAAAAAAAAAAAAAABAwACBAUG/8QAJBEAAgICAgIDAQADAAAAAAAAAAECEQMxEiEEQSIyUQUUUmH/2gAMAwEAAhEDEQA/APXQuQbP98pybFoZB+5JGhD2SE2m9S3yTgm03qR4XUIOm9U/yKc3Vo8k2TWN/uldiN4mHwCiIR8Q9SPeH8FCrNac27kav/pz5hBqDemJ/aEGEgRnVSAez7wUVhANybDclYfph07/ACkopMKnDSCRJIG3LiOQvy8VROiM9FrMSosOj4ldVwQMvvI8C6r3dMujuQFuKUzteRJ+y8IrcbdVTOlmPEldvJJqbqOapszXOykG3Wy7I8yrZ9I4fj+EYi4MosRpZXn2GyDN8t1YydgjwXzHQyvD2vjmyZDcXcA4L0Toj06q6VgpcUlNVThuVsjtHs8+8I8v0K7PXG7Lp2KHC9skTHsILXAOB7wUTkrkORdgJ6HCfRhEUIMb6x6emD1rk8KAGSdpnmiBDl7TPNERRGJ2xXIz1Akdj5LkfYCHsAyf2SklP2R5pKstlkRrrkfrJB4j+F1NZ66TyCJAt7JlP2CO5xCeEOn/ALnvlRkCu1aR4JsB9Cz3U/kh03qGeShAdd/Tn4IEmtJr+hHrf6Z/wQN6Qe6g9hMh00xJ2GdHqmZlw99ow4crrxjDad2M4sBNcMO48F6R+LUwbglNCSfSTXtfuCwvREhk0k7zliYLE7XSJtqLYYRUsiTNdh3RzCmvGambJqNXNJVnU9GcOkiLIoWRZhyaRb6Kogx/DOLeQVDgDbMGAg/MLQU2JUMkYdDIQLcri3wuscXNK2dLjB6RRz9DqG2ZjXWtzvb52VTiuAuwymNbTONox12nW7VrK7FcMhZmmqTm7mC5+6gNxOjr6eop6aRzy6N2jm2v8NFeMpWLyQhWjafhhjDsTwUwSPzup7ZfdOw+FitoF4/+DMpixesgbrFLThzT3WP/ALXr4XQi+jnsbB2B5oiHD2fiURWIMHrj5IiGPXf9URQAOX2T4oqFNs3zRFCCOxTYuwE5Mi7KhDk/ZHmklUdgeaSq9hRFSHr3e6F1NHr/ADaiQKEODtSj96IEOHSWYeIP0UZAyHTawjzKIN0Om0jI7nEfVQI2rF6Z/kosetIPdIUuq9RJ7qhQa0rfj/KD2Q8z/FiDi4LTSNtmZUaC+92lYzBKZ5wQ5W6l7rfNel9NKQVOEF5aX8CQOyW3vcfdYvCSKaGNjwO0bjvuVjzSdUjRhguSkU09NWRlrDCes62h0btqbLQ9F8OqqmeTjDLGGbOOt1YxtijPF4sbYt8pjDnDwBUvC8Vw6F0uaQBw9kO5H7pDycujWsfB2YvEm1kLpA6FxyOsS0b68lY4JFJ+dgfPGRctyvt3/wArQVUcVR6SlfC7iXIa8Xa7/BXKYCNzWS+sB0DdgfBWUvQJQ9k38JqQx4zipP8AaL2jTkX7fRepBYj8P44jiWMvjZYtkAP/AGJd/K2wXQx/U5+RU6OQ7uHiUQIUXaf5lFCuUBn1w91FQj64e790VAAOfst80QIc/Y+KINkSHUOLZEG6FFt8VCCqPVfFJKo9UfNJVYUReS5tUN90rgOnmuE+lj8iESBuaZH/AFEvk1PvqhMNqp/i0IEDodPtIP3lPuhwHrzD96JB0+sMnulQaU3ph5lTpNWOHgVXUR/258CqvYSoq4I6lktPLfhyAtNu5YLE8Pmw6pMVV1gTmY/k5vevQZNJne8VhOn+MUclXHQ05e6spgeM4DqNDvZJ5nTbwKzzjysdCfFohRVsUU0fFs5vsg7EqqxClglqXTUlTBnkPXaJBp5qFmbUxl8zXGNgsbaFRX0FM7rQ1AyncOcQQs8IpGrk5K9mtw+ngoqVrS3I49ZhadCVYwEuqInvNxffvWLpmOp6dojqHuAN8pOgC3fQqB+JYxTtyExwgSSHkANh87K8Y3LoEp0uzcdCqI02GvncwNdUPz6e0ORWjG6BAepr3lFBW6KpUYZPk7FGevJ5ohO6DGfSyeaJdEqcfpM3yKJzQXm0sfxRLokGz+rPmEQdkIU59G7/AO5p7D1Qp7IPG4Q4din3uhQnV3mVCDp/UuSTZj6F3kkqsiIIeA1lyBfQXPNJ7hxI7G+pXlWM4pLU47BWudI6khdFIwgdluht5k3Cv6PpvLiGIwww4cSx0lhZ93a89reKzryY20+gWbvNqh3tVHxj+6ZxBdAnqY4JeLNI1kbYyXOcbAAd60hLAFDhNpph4g/RZqt6Z4fBZtM19Q47Hst+apZ+mFe973QNhhDjybmI+f8AhBtEPQi64I8FTw1dPTU7/wAxPHHr7bgFhqnpDikwIfWyAHcMs3+FSyvL3bXcTa3eqtho0+M9KaWISihJlmJs1xFmtPesRBSfn4qw8T/cmUTNc72jYix8CCVaDCC+My10wpmcmu7R/wAJ9PLgdE70DpZZHA3Ln7edlnllimPhhnLsy1JWGjnlini0Ojmkagoz34ZK4P4JDvAq+qKuGpD2HBoMrmkCV7et8Fj5opaYF07CWj2xsqqPLuhjbh1ZcwupHdWCPrkjderfh6+jhwwQw5W1DrSS3Iu8EuDbeHVP1715DgMZrK+KOAEk6lw2aO9W/TSiZU15w9oAEVBE6Ikdlwc+1vr807DGuxOaR7jCSA6/6j8UUOvtqvnLBek+L4Y/8rJV1MXnIbH5rWU/SCqqWelqpXg/8rvsU7kxMals9faSJn9U625JSVEUR9JIxuntOAXlD5W1DLcV2Y/reXD6lQZG/l7iSKEsB3ay4+NxuUjJnnDvibMXj48jpTPY3SNe6MtcHDXY3R76rxejlhY935dvAednQnIb/BXlJ0hxGns1mIPfbtCdgkHz0P1S4+bF/ZDZ/wA2a+rs9Imd6JydG7qDyWEZ0pxNzHNJope68T2fXN9kZvTCqa0tdT0gcO57z9k3/Kx/ol+FmXo24fz7kOJ3XdbvKwU3TKtdYRuhjPMMj1t8Sf4VZPj9TOTxamVwO4zkA/AWVZeZj9F4/wA/K99HqFTI1kLi9waLbuNkl49JXxh1xG0EnfLc/VJKfmr8Hr+a/wDYHRY25lFwK2mZMxti27QPj5qodKRUOmhc9rSSQWmxF+WmyjsxF1b1WQZw08jspDZZ84cKMjSxAtqqTw5JLdnFtM1nR3FqxrPS1fHitowm7mnzUbpXjU07GU0d7DrP13HJUEE1VA/ispHMA3ObSyFWVzX1D5HvBcR1u4J+KM4RqQyLtEmnm4jcrt91IjILLgqlFbGQcjxm8Ev9Q4ErM5HDfzvsUyyxcuKGx0gnZJAHF0dyABfVNbK2VvVNlyXGZGRGnoIWNzWDnDQk96VnmlGv00YIcpX+BKmirKgPnr5mEjrGIO6yq5RE0Extygiwym2vepUE01NMZZ38SQjLryCdUxNlgzRsAaDrbksmONyNeaXwdFnSRmppI5LgmwDvMLO49iLKOp/JUr2CreAC6QdVl+/lf+FfYC+aSKeihk4crm3ZKRfIdtvkqefoPOyGWd82WrALm6k3PO5PM966kP8ApzZXXRXYXV4hhMbK+nliflcC+l6pa9p321adVo8TqocVrqPFqRx4VVShtnbtc1xzNPiL2WewvhyHg1TGRMa1rJGC5z2NjfuPNaCpwOPB4qPg5yySV+a7ja+ljbYJs0khSt7IFZQwVF88eY38iPJQfS4fK3r5oyerff4q7e25FueigPw9hnklkmdI54s3NazABsElotRZUdS2VocCLo87yXCN+olYWm3eNR/KpKVrqWcxg3adRbkp9bIeHE65sHXuN9ig1aovGTi0/wAIsVWWts07nWykCtAGVu1lAr2NgqRkOkmum17a/ZCZJYi/kVycmPjJo9NhyrJBSXstmV0gPUfl+y4+pcTYm4CrM5OnJO4pS+LG9E81ObUmyY6Ya3Kg8U2PyXM5tuioh6Jn5g5LDdJQ3P7NkkeKBYKhrGYcwtax7I3n1uYXd4lXENZxmB0NQXtPMOUOmijghZFoQBzCIIYHaNblv+g2P0W3keUjGS6I3SHFZKSDgxve6WQai5NmrNU2IytlDpQHDZwPMLQYpURUs0TZWlzHN3OpBCr5I8PqgckrRfXUWT4PopK7CuoaSti4tO4wSftOl/JQK2Gtp4jHUt4kPsyt5H7KVRQVdI88NgnhP6XC4VlVTsbTuz5wQL2DbkfDmroDVgujkk1Y9kLBc83cgBzJV3FhJp53moqadrmdlodcuWZw11ZR0ckzI3xw1LupKBZsjR3eCsqCF015pZHPcNQSVkz25HQ8alAdVSFshd3qwwqWKUBkjrGxGo0IPIqme8PqixxIsAFOYaeNhMbrOA1SWvwcq9mhwqgkp65kkeV8N7O61jlP+FpiI5Jgc7ewAbHZYGmr68RXjis3Wzid/gVaU0GNTMjqKeCCMzaBwn6tx4clojky19RLx4r2VOJYRUQ4hVCSA/ljI6oa4MsXAWvZ3M63t3A9yt4amXEcB4czQ19KM8bhzZcfwoOK4hiMJmw+saxz8wbmADm30Ol+diNbLmGSmnrJI52MJFOWPMdrFpAJueZAPzC6OPlPH8lTMeRRjL4ux46xB5AlCfEwOzC4tfQE22T6Z/oxm3siPYDr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alt="" name="luUizcMQ3FOqaM:" width="333" height="209" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Em 2012, os docentes e investigadores continuarão a ter o seu salário reduzido pela &#8220;taxa de redução salarial&#8221; a que agora o governo PSD/CDS quer somar o roubo dos subsídios de férias e Natal. No que respeita à remuneração anual, a eliminação destes subsídios tem o mesmo efeito que teria uma redução salarial mensal de 14,3%, em cima da que já se aplicou em 2011 e transita para 2012. Um retrocesso inadmissível para níveis de há mais de uma década.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tendo em conta estes cortes, o aumento dos impostos, a inflação, o aumento da contribuição para a ADSE e a Caixa Geral de Aposentações, e ainda o congelamento das progressões (desde 2005!!!), o retrocesso remuneratório levará a grande maioria dos professores e investigadores para a situação que detinham NA DÉCADA DE 90 DO SÉCULO PASSADO [Sublinhado meu].»</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ver detalhes: <a href="http://www.fenprof.pt">www.fenprof.pt</a></strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/11/24/o-ministro-vitor-gaspar-conhece-os-numeros-claro-que-conhece-e-sabe-quem-esta-a-pagar-a-crise-da-banca-um-exemplo/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>O MINISTRO QUE APLICA AS MEDIDAS ECONÓMICAS DE PINOCHET é este aqui, e diz que não sabe o que está a fazer! Afinal, SABE OU NÃO SABE?? E ainda é ministro?, ou é um &#8220;estudante&#8221; a brincar com o meu e o vosso futuro?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/24/o-ministro-que-aplica-as-medidas-economicas-de-pinochet-e-este-aqui-e-diz-que-nao-sabe-o-que-esta-a-fazer-afinal-sabe-ou-nao-sabe-e-ainda-e-ministro-ou-e-um-estudante-a-brincar-com-o-meu-e/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 02:29:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[experimentalismo pinochetiano]]></category>
		<category><![CDATA[guerra ao mundo do trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Gaspar]]></category>

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		<description><![CDATA[              Vítor Gaspar, ministro das Finanças, afirmou hoje no Parlamento que não é possível estimar qual o impacto das reformas estruturais que o Governo defende, e onde se incluem um ambicioso plano de privatizações, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/24/o-ministro-que-aplica-as-medidas-economicas-de-pinochet-e-este-aqui-e-diz-que-nao-sabe-o-que-esta-a-fazer-afinal-sabe-ou-nao-sabe-e-ainda-e-ministro-ou-e-um-estudante-a-brincar-com-o-meu-e/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img src="http://www.jornaldenegocios.pt/images/2011_10/vitor_gaspar3_not_baixo.jpg" alt="" width="400" height="300" align="left" border="0" /></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;id=521445"><em>Vítor Gaspar, ministro das Finanças, afirmou hoje no Parlamento que não é possível estimar qual o impacto das reformas estruturais que o Governo defende, e onde se incluem um ambicioso plano de privatizações, o aumento da concorrência, a redução do peso do Estado na economia, e a liberalização do mercado de trabalho</em><span style="color: #ff0000;"><em>.</em></span><br />
</a></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, é preciso dizer a esta personagem que Portugal não é (não deve ser, não sei) o Chile, e que por detrás dele, ministro, <strong>não tem o exército para se apoiar.</strong> Aliás, o exército, de várias formas, já disse de que lado estava! <strong>E não, não está do lado de Vitor Gaspar.</strong> <strong>E é também importante que a população registe isso: porque as batalhas democráticas travam-se nas ruas, na GREVE GERAL de amanhã,</strong> e não no chamado Parlamento, que tem uma reformada (há muitos anos reformada) como presidente (a propósito, <strong>quem acha ser altura de lançar uma petição para a demissão imediata de Assunção Esteves <a href="http://5dias.net/2011/10/24/expliquem-me-uma-coisa-sff-o-que-e-que-a-doutura-assuncao-esteves-esta-a-fazer-na-casa-da-democracia-safa-se-isso-fosse-verdade-se-essa-fosse-a-casa-de-alguma-coisa/">[VER]</a>??)</strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/11/24/o-ministro-que-aplica-as-medidas-economicas-de-pinochet-e-este-aqui-e-diz-que-nao-sabe-o-que-esta-a-fazer-afinal-sabe-ou-nao-sabe-e-ainda-e-ministro-ou-e-um-estudante-a-brincar-com-o-meu-e/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>O experimentalismo pinochetiano já está a (começar) a bater em retirada (isto é, a reconhecer-se mais e mais destrutivo)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/21/o-experimentalismo-pinochetiano-ja-esta-a-comecar-a-bater-em-retirada-isto-e-a-reconhecer-se-mais-e-mais-destrutivo/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/11/21/o-experimentalismo-pinochetiano-ja-esta-a-comecar-a-bater-em-retirada-isto-e-a-reconhecer-se-mais-e-mais-destrutivo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 18:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Pinochet]]></category>
		<category><![CDATA[Milton Friedman]]></category>
		<category><![CDATA[Recessão profunda]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Gaspar]]></category>

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		<description><![CDATA[O ministro das Finanças disse hoje que o Governo agravou as previsões macroeconómicas para o próximo ano, prevendo uma contracção do PIB de 3%, em linha com o previsto pela Comissão Europeia (Não, não é um &#8220;mago das Finanças&#8221;, não &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/21/o-experimentalismo-pinochetiano-ja-esta-a-comecar-a-bater-em-retirada-isto-e-a-reconhecer-se-mais-e-mais-destrutivo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong><em><a href="http://economia.publico.pt/Noticia/governo-agrava-previsao-de-recessao-para-2012-1521893">O ministro das Finanças disse hoje que o Governo agravou as previsões macroeconómicas para o próximo ano, prevendo uma contracção do PIB de 3%, em linha com o previsto pela Comissão Europeia</a></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img src="http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/362516?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=350&amp;ts=1321899682,51563" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">(Não, não é um &#8220;mago das Finanças&#8221;, não senhor)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/2011/11/12/o-chileno-augusto-pinochet-o-americano-milton-friedman-e-o-portugues-vitor-gaspar-ou-porque-e-que-otelo-saraiva-de-carvalho-nao-pode-falar-num-golpe-militar-progressista-que-reponha-a-democracia-em/"><strong>Entretanto, ver </strong>aqui <strong>a justificação e explicação para o título deste Post. ATENÇÃO !! Não falo por falar !!</strong></a></p>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/11/21/o-experimentalismo-pinochetiano-ja-esta-a-comecar-a-bater-em-retirada-isto-e-a-reconhecer-se-mais-e-mais-destrutivo/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>OLHA QUE GRANDE MEDALHA [o assunto do dia, pelos vistos]: entre uma lei que me permite reformar aos 40 anos (servindo o TC &#8221; com uma folha A4 &#8220;, por exemplo), de um lado, e a Maçonaria ou Opus Dei de outro, eu escolheria sempre o primeiro lado ou termo</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/20/olha-que-grande-medalha-o-assunto-do-dia-pelos-vistos-entre-uma-lei-que-me-permite-reformar-aos-40-anos-servindo-o-tc-com-uma-folha-a4-por-exemplo-de-um-lado-e-a-maconaria-ou-opus-dei-de/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/11/20/olha-que-grande-medalha-o-assunto-do-dia-pelos-vistos-entre-uma-lei-que-me-permite-reformar-aos-40-anos-servindo-o-tc-com-uma-folha-a4-por-exemplo-de-um-lado-e-a-maconaria-ou-opus-dei-de/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 16:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Look]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma]]></category>
		<category><![CDATA[reformas]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, é esse o meu ponto de vista. Qual é o problema?? (NOTA: Uso aqui a imagem de um dos artistas que mais considero no século XX, para chamar a atenção para o que me parece ser uma imitação barata, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/20/olha-que-grande-medalha-o-assunto-do-dia-pelos-vistos-entre-uma-lei-que-me-permite-reformar-aos-40-anos-servindo-o-tc-com-uma-folha-a4-por-exemplo-de-um-lado-e-a-maconaria-ou-opus-dei-de/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://3.bp.blogspot.com/-y4rmfenzRDw/TjzdbgsUJ8I/AAAAAAAACGU/t5yc76YLW-4/s1600/AndyWarhol%255B1%255D.jpg" alt="" width="364" height="279" /></p>
<p>Sim, é esse o meu ponto de vista. <strong><a href="http://www.publico.pt/Política/assuncao-esteves-fui-convidada-pela-maconaria-e-pela-opus-dei-mas-nao-fui-para-nenhuma-1521615">Qual é o problema??</a></strong></p>
<h6 style="text-align: justify;">(<span style="text-decoration: underline;"><strong>NOTA</strong></span>: Uso aqui a imagem de um dos artistas que mais considero no século XX, para chamar a atenção para o que me parece ser uma imitação barata, <em>de imagem</em>, que não de &#8220;qualidades&#8221;. Aliás, <strong><a href="http://5dias.net/2009/02/16/andy-warhol-o-maior-cronista-do-nosso-medo-o-maior-cronista-do-nosso-colapso-esteticizado/">sobre Warhol, já aqui deixei isto</a></strong>. E, no fundo no fundo, o que eu quero é que releiam Warhol, sempre, e deixem a outra senhora em paz!)</h6>]]></content:encoded>
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		<title>Lá vos espero, na Capela</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/19/la-vos-espero-na-capela/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 03:02:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/11/DEUS-CARAVAGGIO.bmp"><img class="alignnone size-full wp-image-74222" title="DEUS-CARAVAGGIO" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/11/DEUS-CARAVAGGIO.bmp" alt="" /></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Cardeal Manuel Cerejeira, perdão, enganei-me, o sociólogo, por assim dizer, Manuel Villaverde Cabral, propõe um novo feriado nacional que comemore a Revolução Nacional de 1926, ou seja, o 28 de Maio; e eu junto-lhe o dia 13 de Maio (um dia de recolhimento)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/17/o-cardeal-manuel-cerejeira-perdao-enganei-me-o-sociologo-por-assim-dizer-manuel-villaverde-cabral-propoe-um-novo-feriado-nacional-que-comemore-a-revolucao-nacional-de-1926-ou-seja-o-28-de-maio/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/11/17/o-cardeal-manuel-cerejeira-perdao-enganei-me-o-sociologo-por-assim-dizer-manuel-villaverde-cabral-propoe-um-novo-feriado-nacional-que-comemore-a-revolucao-nacional-de-1926-ou-seja-o-28-de-maio/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 15:44:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Mentes brilhantes]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro de Maio]]></category>

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		<description><![CDATA[O sociólogo é este aqui. Quando for grande, gostava de o conhecer. (Ver notícia!!!!!!) Não, não, não é o de cima, é este: Ou melhor, não é nenhum dos dois em particular, porque são todos a mesma coisa !! Falando &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/17/o-cardeal-manuel-cerejeira-perdao-enganei-me-o-sociologo-por-assim-dizer-manuel-villaverde-cabral-propoe-um-novo-feriado-nacional-que-comemore-a-revolucao-nacional-de-1926-ou-seja-o-28-de-maio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://2.bp.blogspot.com/_KvwX2AfAgwc/TPmTdalWeMI/AAAAAAAAB1c/Y4W9XOyK1Pk/s1600/salazar_estudante.jpg" alt="" width="402" height="411" /></p>
<p>O sociólogo é este aqui. Quando for grande, gostava de o conhecer. <a href="http://www.publico.pt/Sociedade/villaverde-cabral-defende-fim-dos-feriados-do-1-de-maio-e-1-de-dezembro-1521322">(Ver notícia!!!!!!)</a></p>
<p>Não, não, não é o de cima, é este:</p>
<p><img id="il_fi" src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSYhaXeg3E4DnbnFhLs76y7y90idrJt-Y_OLTvayTkze6UDVziKVX017_fF" alt="" width="256" height="196" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.publico.pt/Sociedade/cgtp-diz-que-razoes-para-abolicao-do-1º-de-maio-sao-inadmissiveis-aberrantes-e-estupidificantes_1521351">Ou melhor, não é nenhum dos dois em particular, porque são todos a mesma coisa !!</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Falando a sério</span>: proponho que, a partir de agora, o dia 17 de Novembro fique como o &#8220;Dia Nacional Manuel Villaverde Cabral, do Proletariado, do Nome e da Coisa e dos Trabalhadores&#8221;, porque, no fundo, é TUDO, TUDO, TUDO, TUDO A MESMA COISA.</strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/11/17/o-cardeal-manuel-cerejeira-perdao-enganei-me-o-sociologo-por-assim-dizer-manuel-villaverde-cabral-propoe-um-novo-feriado-nacional-que-comemore-a-revolucao-nacional-de-1926-ou-seja-o-28-de-maio/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>O CHILENO AUGUSTO PINOCHET, O AMERICANO MILTON FRIEDMAN E O PORTUGUÊS VITOR GASPAR (Ou: porque é que Otelo Saraiva de Carvalho não pode falar num golpe militar progressista que reponha a democracia em Portugal e o ministro das Finanças pode mostrar-se admirador sem escrúpulos do conselheiro económico de Augusto Pinochet??)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/12/o-chileno-augusto-pinochet-o-americano-milton-friedman-e-o-portugues-vitor-gaspar-ou-porque-e-que-otelo-saraiva-de-carvalho-nao-pode-falar-num-golpe-militar-progressista-que-reponha-a-democracia-em/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/11/12/o-chileno-augusto-pinochet-o-americano-milton-friedman-e-o-portugues-vitor-gaspar-ou-porque-e-que-otelo-saraiva-de-carvalho-nao-pode-falar-num-golpe-militar-progressista-que-reponha-a-democracia-em/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 21:57:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[coisas estranhas que me escapam]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[Milton Friedman]]></category>
		<category><![CDATA[Pinochet]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Gaspar]]></category>

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		<description><![CDATA[1. AVISO AO LEITOR MAIS SENSÍVEL: Este post é um meio ensaio e meio panfleto que relata factos verídicos, por cá ocorridos (ou em decorrência, até nós o permitirmos!). E, como diria Mehdi Kacem, ao pé disto até o filme &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/12/o-chileno-augusto-pinochet-o-americano-milton-friedman-e-o-portugues-vitor-gaspar-ou-porque-e-que-otelo-saraiva-de-carvalho-nao-pode-falar-num-golpe-militar-progressista-que-reponha-a-democracia-em/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>1. AVISO AO LEITOR MAIS SENSÍVEL: Este post é um meio ensaio e meio panfleto que relata <em>factos verídicos</em>, por cá ocorridos (ou em decorrência, até nós o permitirmos!). E, como diria Mehdi Kacem, ao pé disto até o filme “Hannibal” parecerá um simples conto de fadas. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://thegate-web.com/wp-content/uploads/2011/09/pinochet.jpg" alt="" width="321" height="355" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O chileno Augusto Pinochet</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Diz o nº 4 do artigo 46º da “Constituição da República Portuguesa”, como sabemos, que “não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.”. <strong>Ora a frase também tem que significar que não são (não devem ser) consentidas simpatias por associações militares ou paramilitares (etc.) que perfilhem a ideologia fascista, nomeadamente através da simpatia pelos seus colaboradores directos,</strong> a saber: <strong>não deveriam ser consentidas simpatias por generais criminosos que atentam contra a nossa espécie e vida colectiva, através da simpatia específica pelas suas políticas, nomeadamente económicas protagonizadas por “distintos” conselheiros e outros colaboradores.</strong> E só assim se pode cumprir este artigo da Constituição.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2.</strong> Ora, <strong>vem este arrazoado a propósito do facto do ministro Vítor Gaspar exibir a sua grande admiração (<em>é o economista que mais admira</em>) pelo conselheiro de economia de Pinochet, Milton Friedman.</strong> E quem é este sujeito, o ídolo do “nosso técnico” das Finanças?</p>
<p style="text-align: justify;">Desaparecido deste mundo apenas em 2006, aos 94 anos de idade, foi o mais fanático e assanhado defensor do <em>laissez faire</em> na economia, um dos infelizmente mais famosos economistas do século XX, sucessivamente o primeiro conselheiro de Augusto Pinochet, inspirador de Nixon e Reagan, com discípulos que, como se vê, chegam aos dias de hoje e à nação mais ocidental da Europa que nos calhou habitar.</p>
<p style="text-align: justify;">Destrutivo e cego protagonista de vários desastres económicos (ao qual agora Portugal se candidata alegremente), há muito que as suas tenebrosas ideias foram erradicadas da América do Sul (onde pontificaram no Chile e Argentina). Como dizia, pela mão do ministro Vítor Gaspar seu “fã”, as suas ideias regressam agora, infelizmente ao Portugal de 2011 (até quando??), tornado <strong>laboratório para um novo crime económico anunciado.</strong> Portugal (e, de certo modo, a Europa e parte do mundo) sujeitam-se agora ao monstro por Friedman criado, o chamado “monetarismo”:</p>
<p style="text-align: justify;">Preconiza esta doutrina uma redução da massa monetária em circulação (e temos já em Portugal este corte de 2 ou 3 salários, política já iniciada por Teixeira dos Santos, na função pública e reformas), ligada a uma aplicação absurda de impostos (na restauração, por exemplo) para <strong>forçar falências sobre falências de modo a gerar “mais competitividade”</strong> (uma palavra que, quando a ouço, vontade me dá de sacar logo o meu revolver). Ou seja, consiste isto em institucionalizar uma total lei da selva na sociedade onde apenas sobreviverão os mais fortes e mais corruptos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3.</strong> Por isso há quem diga, e muito acertadamente, que esta estranha personagem (o ministro das Finanças, que há dias no debate parlamentar sobre o – seu – Orçamento eu não vi uma única vez levantar a cabeça e o olhar para o hemiciclo, antes se mantendo permanentemente de cabeça em baixo olhando quiçá para os seus papeis e hieroglífica letra, como sem graça chegou a dizer), há quem diga, sim e com razão, que <strong>esta personagem se está nas tintas para o défice, estando antes interessado em ressuscitar o monetarismo de Friedman para um Portugal tornado laboratório, ou campo de batalha experimental de desfecho previsível.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><img id="il_fi" src="http://aeiou.expresso.pt/users/2661/266108/vitor-gaspar-respondeu-as-questoes-dos-d-a65c.jpg" alt="" width="308" height="354" /></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="color: #000000;">O português Vítor Gaspar</span></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Recuemos no tempo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. Em 1973</strong>, ex-alunos chilenos de Friedman em Chicago entraram de imediato ao serviço de Pinochet <em>logo logo</em> no dia seguinte à sangrenta tomada do poder pelo general. Depois, em Abril de 1975, já o regime fascista de Pinochet teria averbado uma sinistra conta de mais de 30 000 assassinatos e número idêntico de prisioneiros políticos, escrevia o ídolo de Vítor Gaspar ao protagonista deste mar de sangue, o general Pinochet:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><a href="http://textospra.blogspot.com/2006/11/159-carta-de-milton-friedman-ao-ditador.html">Permita-me antes de mais que lhe diga o quanto, eu e a minha mulher, estamos agradecidos pela calorosa hospitalidade com que nos brindaram tantos chilenos durante a nossa breve visita ao país; sentimo-nos como se realmente estivéssemos na nossa própria casa.</a></strong></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Portanto, sentia-se Friedman, aí, numa casa ensanguentada, como se estivesse no seu próprio lar. É natural que a personagem do governo português não chegue a este ponto, embora sobre isto não se tenha pronunciado quando refere Freidman como o “seu” economista, <strong>sendo ainda um tanto ou quanto chocante ouvi-lo acusar (a que ponto chegámos!!) e culpar a oposição política (PCP e BE) portuguesa às suas conhecidas e <em>nada originais políticas</em>, ou seja, CULPAR-NOS de um eventual fracasso económico no cumprimento do pacto com a troika (como se esse cumprimento nos interessasse).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na citada carta, depois de salamaleques e mais salamaleques, prossegue Milton Friedman com oito conselhos (numerados) económicos para o general tendentes a destruir toda e qualquer réstia de “socialismo” (de que festeja a “morte” em Setembro de 1973), elevando a coisas sagradas a desestatização acelerada, a desregulamentação económica e as privatizações, receita “infalível” contra a inflação com sucesso em poucos meses (fazendo lembrar aqueles charlatães que prometem a um tipo com trombose que jogará futebol na próxima semana).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5.</strong> Ora, <strong>se substituirmos “inflação” por “défice”, temos nesta carta de Friedman a Pinochet, seguramente, uma importante fonte bibliográfica do ministro Vítor Gaspar.</strong> Outra fonte do mesmo género, outra cartilha a seguir por Vítor Gaspar é certamente <strong><a href="http://www.cepchile.cl/dms/lang_1/cat_794_inicio.html">o documento preparado pelos ex-alunos chilenos de Friedman (que este certamente não desconhecia, nem desconhecia a finalidade nem o início da sua provável aplicação), documento que logo a 12 de Setembro de 1973 (um dia depois do golpe) já estaria em cima da mesa dos generais, documento intitulado “El Ladrillo”.</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isto foi posto em prática, lá como cá (será possível?). Entretanto, até meados de 80, o PIB chileno cai cerca de 30%, sendo sabido que até há bem pouco tempo cerca de 40% de chilenos viviam abaixo do limiar da pobreza (e 1% da população detinha 40% da riqueza nacional chilena), sendo a mesma percentagem, sensivelmente, os que não tinham nenhum tipo de Segurança Social. E em 1982, no Chile, a taxa de desemprego rondava os 20%. E é isto que agora se propõe para Portugal – ou então o ministro que o desminta. (Espero sentado.)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6.</strong> Eu não sei se temos de questionar o “técnico” Vítor Gaspar sobre o crescimento negativo de 4% (o mais certo) que Portugal irá para o próximo ano colher, mas temos, sim, de o questionar sobre a receita milagrosa do seu ídolo Milton Friedman no Chile de Pinochet. O que pensa Vítor Gaspar desta receita e o que nos propõe de diferente?</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim: <strong>sabendo nós que o inspirador económico de Pinochet, por acaso, também é o inspirador de Vítor Gaspar, conhecendo nós o resultado das políticas económicas do americano, consentiremos nós esta realidade em que estamos a ser metidos, sendo que nada disto foi sufragado em eleições nenhumas??</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://demoncraticnation.com/wp-content/uploads/2011/01/AMILTON1.jpg" alt="" width="542" height="389" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O americano Milton Friedman (junto a um ilustre desconhecido, julgo que também americano)</strong></em></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ATENÇÃO e ALARME: os TARADOS que agora formam GOVERNO (democrático???) vão, violando toda e qualquer lei, decretar o RECOLHER OBRIGATÓRIO</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/04/atencao-e-alarme-os-tarados-que-agora-formam-governo-democratico-vao-violando-toda-e-qualquer-lei-decretar-o-recolher-obrigatorio/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/11/04/atencao-e-alarme-os-tarados-que-agora-formam-governo-democratico-vao-violando-toda-e-qualquer-lei-decretar-o-recolher-obrigatorio/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 12:56:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[O fim da linha]]></category>

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		<description><![CDATA[IMAGEM: cidadãos a caminho do trabalho e atravessando o tejo, tal como perspectivado pelo governo. O &#8220;primeiro do governo&#8221; é mandado por um tal Vitor Gaspar, que fala para o além com Milton Friedman, o conselheiro de Pinochet. A recessão atingirá, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/04/atencao-e-alarme-os-tarados-que-agora-formam-governo-democratico-vao-violando-toda-e-qualquer-lei-decretar-o-recolher-obrigatorio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.jornallivre.com.br/images_enviadas/Ong-divulga-campanha-contra-transporte-de-gado.jpg" alt="" width="285" height="421" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IMAGEM: cidadãos a caminho do trabalho e atravessando o tejo, tal como perspectivado pelo governo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O &#8220;primeiro do governo&#8221; é mandado por um tal <strong>Vitor Gaspar,</strong> que fala para o além com Milton Friedman, o conselheiro de Pinochet.</p>
<p style="text-align: justify;">A recessão atingirá, por este caminho, 4%, sem dúvida em 2012.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.publico.pt/Local/jeronimo-governo-de-estar-a-promover-recolher-obrigatorio_1519430">A circulação fluvial entre as duas margens do Tejo vai ser suprimida. Fica apenas uma carruagem por dia (para lá e para cá) para transportar o gado para o trabalho e para a produção do que ninguém consumirá. Metro e Carris, na cidade, vão à vida. Brevemente, ninguém sairá de casa.</a> E mesmo em casa, certamente que a luz eléctrica virá a terminar o seu serviço por volta das 21h. O cenário é real! E é para 2012!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se não houver um Buíça em cada esquina da cidade, que se foda a vida em Portugal e <strong>emigremos para a Grécia, onde não há loucos destes.</strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/11/04/atencao-e-alarme-os-tarados-que-agora-formam-governo-democratico-vao-violando-toda-e-qualquer-lei-decretar-o-recolher-obrigatorio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>23</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O FASCISMO EXISTE e o PCP continua a ser o seu mais forte e perturbador inimigo (se não o único): sobre uma recente polémica em torno do &#8220;Avante!&#8221; e do inevitável sionismo</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/03/o-fascismo-existe-e-o-pcp-continua-a-ser-o-seu-mais-forte-e-perturbador-inimigo-se-nao-o-unico/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/11/03/o-fascismo-existe-e-o-pcp-continua-a-ser-o-seu-mais-forte-e-perturbador-inimigo-se-nao-o-unico/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 13:50:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[PCP vigiado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=73556</guid>
		<description><![CDATA[(JENIN, varrida do mapa) 1. Jorge Messias, na coluna “argumentos” do jornal “Avante!” de 27 / 10 / 2011, publicou um texto intitulado “A máquina da morte e da utopia”. Nele, para fundar as suas teses sobre os actuais poderes &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/03/o-fascismo-existe-e-o-pcp-continua-a-ser-o-seu-mais-forte-e-perturbador-inimigo-se-nao-o-unico/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img id="il_fi" src="http://www.palestinefacts.org/images/jenin_idf03_sm.jpg" alt="" width="443" height="289" /></strong></p>
<p><strong>(JENIN, varrida do mapa)</strong></p>
<p><strong>1.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.avante.pt/pt/1978/argumentos/116792/"><strong>Jorge Messias, na coluna “argumentos” do jornal “Avante!” de 27 / 10 / 2011, publicou um texto intitulado “A máquina da morte e da utopia”.</strong> </a>Nele, para fundar as suas teses sobre os actuais poderes conspirativos mundiais cita um livro de atribuição falsa, dizendo explicitamente num ponto do seu texto <strong>“pareceria um conto de fadas se……”.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não vejo nenhum problema no citar-se um livro hoje tido como forjado desse modo “pareceria um conto de fadas se…..”;</strong> além do mais, qual é o problema de se citar tal livro, uma vez que essa obra, para o colunista, sustenta o seu ponto de vista sobre o mundo contemporâneo e a realidade criminosa actual, <strong>onde um estado criminoso, artificial, pária e ilegal, Israel,</strong> tendo violado centenas de resoluções da ONU, manda e desmanda na terra de outros que invadiu, ocupou e continua a ocupar alegre e indiferentemente, com o apoio dos Estados Unidos e a abstenção de Portugal (esta é para rir, mas é verdade – Portugal absteve-se na votação de entrada da Palestina como membro da UNESCO, como se um povo histórico não pudesse cuidar daquilo que é seu).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jorge Messias tem uma leitura sobre a economia e os poderes mundiais. Mas parece-me que a democracia não o permite</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O post em baixo, intitulado <a href="http://5dias.net/2011/11/02/eu-bem-sei/"><strong>“Eu bem sei…”</strong>, </a>mais a capa do <strong>“Público” de hoje</strong> &#8211; <strong>ATENÇÃO: UM JORNAL QUE NADA LIGA ÀS INICIATIVAS DO PCP!!</strong> -, são a prova mais do que provada de que o PCP continua, em “democracia”, a ser <strong>o partido e a força política mais vigiada e espiada de todas (quiçá a única nessas condições).</strong> O que é positivo para o PCP e para todos aqueles que nele vêem um lugar de combate fiel e seguro à ordem dominante, política e económica, concretamente ao Pacto de Agressão recentemente movido contra esta comunidade de nome Portugal e que, muito antes, destruiu um país chamado Grécia.</p>
<p style="text-align: justify;">O fascismo de rosto “democrático” ainda teme e abomina o PCP, até porque nunca vi, até mesmo neste blogue, um texto tão agressivo (o autor do post já teve de pedir desculpa a José Casanova) e polémico contra um texto do “Avante!”, que é <strong>um jornal com dezenas de páginas <em>entretanto não comentadas,</em></strong> nem vejo correntemente o <strong>“Público”</strong> fazer capas sobre artigos de outros jornais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. E. MUCZNIK</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A sionista e acrítica <strong>apoiante</strong> de todas as iniciativas de Israel, seja qual for o governo ao leme desse “estado”, seja qual for o número de mortos e massacres infligidos aos palestinianos, de nome <strong>Esther Mucznik,</strong> deixa hoje a sua coluna no jornal <strong>“Público”</strong>. Este ponto 2. não está directamente ligado ao ponto anterior, claro, <strong>mas é com enorme satisfação que eu vejo partir uma das mais abomináveis prosas da imprensa portuguesa.</strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/11/03/o-fascismo-existe-e-o-pcp-continua-a-ser-o-seu-mais-forte-e-perturbador-inimigo-se-nao-o-unico/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>QUE MERDA É ESTA????? Agora também se elogiam coisas que não podem existir!?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/02/que-merda-e-esta-agora-tambem-se-elogiam-coisas-que-nao-podem-existir/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 00:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[viver bem é viver bem]]></category>

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		<description><![CDATA[A democracia representativa burguesa, apesar de tudo, é um mal menor face a uma junta militar, mesmo que esta se diga &#8220;progressista&#8221; ou &#8220;revolucionária&#8221;. Que linguagem é esta? É a da chantagem da definição de &#8220;bem&#8221; a partir da definição de mal. &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/02/que-merda-e-esta-agora-tambem-se-elogiam-coisas-que-nao-podem-existir/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://viasfacto.blogspot.com/2011/11/nao-esquecer.html">A democracia representativa burguesa, apesar de tudo, é um mal menor face a uma junta militar, mesmo que esta se diga &#8220;progressista&#8221; ou &#8220;revolucionária&#8221;. </a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Que linguagem é esta? <strong>É a da chantagem da definição de &#8220;bem&#8221; a partir da definição de mal. É o absurdo da equivalência entre &#8220;bem&#8221; e &#8220;não-mal&#8221;. O &#8220;texto&#8221; em cima é inaceitável, porque, precisamente, não existe uma coisa chamada &#8220;mal menor&#8221;!!</strong> <strong>Um &#8220;mal menor&#8221;??</strong> Alguém pode desejar, por um segundo que seja, um &#8220;mal menor&#8221;?? A expressão não tem correspondência com nada, e muito menos agora <em>agora.</em> Um governo cruel derrubado é sempre, para todos os efeitos, um governo cruel derrubado!</p>
<p style="text-align: justify;">É evidente que só um golpe militar progressista pode pôr no seu lugar, ou no lugar devido, o português que comanda <em>de facto</em> o actual governo fascista de Portugal, que me rouba (a mim como a milhões de cidadãos, não nos deixando competentemente exercer o nosso trabalho) e se diz &#8220;fã&#8221; de Milton Friedman!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.flickr.com/photos/27862259@N02/5942143619/in/photostream"><img src="http://farm7.static.flickr.com/6127/5942143619_9090219f41_m.jpg" alt="Alexander Deineka, Floatplane Taking Off (illustration), 1930" width="449" height="334" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">(É até muito provável que o meu próximo post seja sobre <a href="http://www.march.es/arte/ingles/madrid/exposiciones/aleksandr-deineka/">Deineka.</a> Um homem com um sentido da forma e da ordem genial. E não é preciso ler Rousseau para se perceber que a vontade geral e o interesse comum nada têm a ver com a expressão da maioria.)</p>]]></content:encoded>
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		<title>EXPLIQUEM-ME UMA COISA, sff: o que é que a doutora ASSUNÇÃO ESTEVES está a fazer na &#8220;Casa da Democracia&#8221;? (safa!, se isso fosse verdade!, se essa fosse a Casa de alguma coisa!)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/24/expliquem-me-uma-coisa-sff-o-que-e-que-a-doutura-assuncao-esteves-esta-a-fazer-na-casa-da-democracia-safa-se-isso-fosse-verdade-se-essa-fosse-a-casa-de-alguma-coisa/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 16:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[42 anos]]></category>

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		<description><![CDATA[O caso do recorte em baixo remonta a 1998 (tem 13 anos, portanto). Lembro-me da coisa vagamente &#8211; primeiro, porque a ideia de reforma ainda me (era e) é esquisita; segundo, porque a personagem doutora Assunção Esteves nunca me mereceu qualquer &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/24/expliquem-me-uma-coisa-sff-o-que-e-que-a-doutura-assuncao-esteves-esta-a-fazer-na-casa-da-democracia-safa-se-isso-fosse-verdade-se-essa-fosse-a-casa-de-alguma-coisa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O caso do recorte em baixo remonta a 1998 (tem 13 anos, portanto). Lembro-me da coisa vagamente &#8211; primeiro, porque a ideia de reforma ainda me (era e) é esquisita; segundo, porque a personagem doutora Assunção Esteves nunca me mereceu qualquer atenção ou interesse. Nunca lhe vi obra, nem pensamento, nem acto genérico de relevo. Não lhe conheço a biografia nem a carreira (que presumo brilhante e fulgurante!). Mas lembro-me do sucedido no recorte em baixo, e ter achado muito estranho uma pessoa reformar-se aos 42 anos (!!).</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei como tal sucedeu, como tal foi possível, e como não acompanhei o caso (era o que faltava!!), alguma coisa me está a escapar. <strong>Sim, só pode ser isso.</strong> E também me está a escapar o que é que a senhora doutora Conceição (perdão, Assunção) Esteves está a fazer na presidência da AR, também conhecida por &#8220;Casa da Dem&#8230;&#8230;..&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://fotos.sapo.pt/amvenda/fotos/?uid=Ja69GZBlvZEn9ktohvBO"><img src="http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4807e8ac/9328090_t6WTK.jpeg" alt="" width="500" height="266" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/3628151.html">(daqui)</a></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto é que dá 464 contos mensais?</p>
<p style="text-align: justify;">E hoje, quanto é que é isso? E a coisa continua? Foi interrompida? Houve assomo ético de algo ou alguém? Muitas questões e eu sem respostas. Por isso, gostava de ser ajudado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Vai uma chupeta Chicco pró bebé??</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/21/vai-uma-chupeta-chicco-pro-bebe/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 00:49:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[revolucionário democrata]]></category>
		<category><![CDATA[Robespierre]]></category>

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		<description><![CDATA[Não, não se pode exigir que o fedelho Lavos Lavos saiba quem foi Robespierre (depois de o ter comparado a Hitler)! Robespierre, discurso «Sur les subsistences et le droit à l’existence» à Convenção de 2 de Dezembro de 1792 (apenas para quem &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/21/vai-uma-chupeta-chicco-pro-bebe/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://arrastao.org/2380692.html">Não, não se pode exigir que o fedelho Lavos Lavos saiba quem foi Robespierre (depois de o ter comparado a Hitler)!</a></strong></p>
<h3><a title="Robespierre" href="http://www.chrishorner.net/wp-content/uploads/2009/06/Robespierre.jpg" rel="lightbox[pics2134]"><img src="http://www.chrishorner.net/wp-content/uploads/2009/06/Robespierre.jpg" alt="Robespierre" width="307" height="400" /></a></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Robespierre, discurso «Sur les subsistences et le droit à l’existence» à Convenção de 2 de Dezembro de 1792 (apenas para quem sabe ler e tem consideração pelos seus iguais):</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">O negociante pode muito bem guardar, nos seus armazéns, as mercadorias que o luxo e a vaidade cobiçam, até ao momento em que as pode vender ao mais alto preço possível; mas nenhum homem tem o direito de acumular amontoados de trigo na proximidade do seu semelhante que morre de fome.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual é o primeiro objectivo da sociedade ? É o de manter os direitos imprescritíveis do homem. Qual é o primeiro desses direitos ? É o de existir.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, a primeira lei social é aquela que garante a todos os membros da sociedade os meios para existir; todos os outros são subordinados a esse fim; <strong>a propriedade não é instituída nem garantia senão para cimentar a existência; antes do mais, é para viver que existem propriedades.</strong></p>
</blockquote>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>HÁ ALGUMAS HORAS no VIETNAME, perdão em SIRTE: foi encontrada (já estava há muito) a solução para a crise das dívidas soberanas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/20/esta-encontrada-ja-estava-ha-muito-a-solucao-para-a-crise-das-dividas-soberanas/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 18:20:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>

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		<description><![CDATA[A solução: Matar, expropriar e disseminar/espalhar/aprofundar/desenvolver (ufa!) ao infinito a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Matar todo aquele ou aqueles que se oponham ao ocidente democrático (ainda que no fim se tenham revelado seus aliados, sobretudo se se revelam &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/20/esta-encontrada-ja-estava-ha-muito-a-solucao-para-a-crise-das-dividas-soberanas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://4.bp.blogspot.com/-Oxt13HsKAY4/TlJW08FG90I/AAAAAAAAEEE/SsOHq8QYLag/s1600/gaddafi+death+photo%2527s.jpg" alt="" width="311" height="539" /></p>
<p>A solução:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Matar, expropriar</strong> e disseminar/espalhar/aprofundar/desenvolver (ufa!) ao infinito a <strong>democracia, a liberdade e os direitos humanos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Matar todo aquele ou aqueles que se oponham ao ocidente democrático (ainda que no fim se tenham revelado seus aliados, sobretudo se se revelam e são, de facto, aliados).</p>
<p style="text-align: justify;">Expropriar sempre os tendencialmente mais fracos (ou seja, os que ainda têm algo e podem resistir), o que têm e não têm, revelando que só destruindo o estado social se defende o estado social: o que é bem feito para quem defende o estado social - não percebendo que ele é parte desta máquina infernal capitalista que mentiu, sobre a coisa &#8220;social&#8221;, desde sempre. Usando a coisa &#8220;social&#8221; para poder sobreviver (e desde o século XIX), sobrevivência aparentemente garantida, altura para o capital demolir de vez a coisa &#8220;social&#8221; (quem é parvo que não o seja ou não o fosse!).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.guardian.co.uk/world/middle-east-live/2011/oct/20/gaddafi-killed-sirte-falls-live">Enfim, espalhar a democracia pelo mundo inteiro e, quiçá, um dia&#8230;.. até aos Estados Unidos da América. Pode ser que um dia tal seja possível. Veremos.</a></p>
<p style="text-align: justify;">( E agora, porque não?, <strong>vamos às canções:</strong> )</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>GREVE GERAL (imediatamente?? ou Janeiro??)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/17/greve-geral-imediatamente-ou-janeiro/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 19:12:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[greve geral]]></category>

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		<description><![CDATA[De qualquer forma, apoio total, evidentemente. Com manifs e/ou sem manifs, creio que deverão ser 2 dias (como está dito noutro post). A marcação desta Greve e o seu mais que certo sucesso, devo sublinhar, é também uma espécie de suave &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/17/greve-geral-imediatamente-ou-janeiro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>De qualquer forma, apoio total, evidentemente.</h2>
<p><img id="il_fi" src="http://copa.imguol.com/2010/album/100628torcidanobrasil_f_036.jpg" alt="" width="573" height="421" /></p>
<h2 style="text-align: justify;">Com manifs e/ou sem manifs, creio que deverão <span style="color: #ff0000;">ser 2 dias</span> (como está dito noutro post).</h2>
<h2 style="text-align: justify;">A marcação desta Greve e o seu mais que certo sucesso, devo sublinhar, é também uma espécie de suave correctivo ao tom anti-partidos e anti-sindicatos de alguns escribas desta página. Tom esse que, ao mesmo tempo que se manifesta, manifesta contradição, não deixa DE FAZER APELO AOS SINDICATOS. Precisamente sobre a GREVE.</h2>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O GOLPE NECESSÁRIO (quem o encetará?): esta comunidade chamada Portugal não precisa de Passos Coelhos, precisa de pessoas inteligentes e atentas, que executem o que deve ser executado e quando deve ser executado (continuando o post em baixo do Tiago Saraiva)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/16/esta-comunidade-chamada-portugal-nao-precisa-de-passos-coelhos-precisa-de-pessoas-inteligentes-e-atentas-que-executem-o-que-deve-ser-executado-e-quando-deve-ser-executado-continuando-o-post-em-baix/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/10/16/esta-comunidade-chamada-portugal-nao-precisa-de-passos-coelhos-precisa-de-pessoas-inteligentes-e-atentas-que-executem-o-que-deve-ser-executado-e-quando-deve-ser-executado-continuando-o-post-em-baix/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Oct 2011 23:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[«Que ninguém ouse pensar que as Forças Armadas poderão ser usadas na repressão à convulsão social que estas medidas poderão provocar» Esta declaração enche-nos de esperança. Vêm da Associação Nacional de Sargentos e de António Lima Coelho. Os militares, com &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/16/esta-comunidade-chamada-portugal-nao-precisa-de-passos-coelhos-precisa-de-pessoas-inteligentes-e-atentas-que-executem-o-que-deve-ser-executado-e-quando-deve-ser-executado-continuando-o-post-em-baix/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: justify;"><a href="http://mobile.economico.pt/noticias/militares-avisam-governo-que-estao-com-a-populacao-contra-a-austeridade_129069.html">«Que ninguém ouse pensar que as Forças Armadas poderão ser usadas na repressão à convulsão social que estas medidas poderão provocar»</a></h1>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;">Esta declaração enche-nos de esperança. Vêm da Associação Nacional de Sargentos e de António Lima Coelho. Os militares, com a luta popular de décadas, fizeram o 25 de Abril. Creio que têm a obrigação de o repor contra a ilegitimidade democrática instalada!!! </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;">Saudações daqui!!!</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>PS: </strong>Apenas uma explicação &#8211; <strong>por que tenho as minhas caixas fechadas a comentários.</strong> Desde que dois <em>bloggers</em> desta página &#8221;experimentaram&#8221; a graça de me rasurar comentários (R. Varela e A. Paço) que não comento aqui na casa (ou raramente, raramente: nunca me poria em fila de espera para &#8220;moderação&#8221;). Ora, não comentando, decidi &#8220;inutilizar&#8221; as minhas próprias caixas. Lamento-o, sobretudo por muito apreciar diálogos e conversas com o Renato, a Helena e visitantes como o Justiniano. A estes devo esta explicação.</span></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>MENTIRA! Estivemos a lanchar no Chiado (não digo exactamente onde)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/13/mentira-estivemos-a-lanchar-no-chiado-nao-digo-exactamente-onde/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/10/13/mentira-estivemos-a-lanchar-no-chiado-nao-digo-exactamente-onde/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 21:56:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=72602</guid>
		<description><![CDATA[O presidente do BES entrou hoje pelas 18h05 no edifício onde decorre o conselho de ministros que irá aprovar o orçamento. Questionado pelos jornalistas à entrada para o edifício, o banqueiro recusou-se a prestar qualquer declaração. Ricardo Salgado, presidente do &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/13/mentira-estivemos-a-lanchar-no-chiado-nao-digo-exactamente-onde/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong><img id="il_fi" src="http://www.unicre.pt/archive/img/Armaz_ns-do-Chiado-1958-nova.jpg" alt="" width="577" height="532" /></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><a href="http://economico.sapo.pt/noticias/salgado-entra-no-edificio-onde-decorre-conselho-de-ministros_128957.html">O presidente do BES entrou hoje pelas 18h05 no edifício onde decorre o conselho de ministros que irá aprovar o orçamento. </a></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://economico.sapo.pt/noticias/salgado-entra-no-edificio-onde-decorre-conselho-de-ministros_128957.html">Questionado pelos jornalistas à entrada para o edifício, o banqueiro recusou-se a prestar qualquer declaração.</a></em></p>
<p><em><a href="http://economico.sapo.pt/noticias/salgado-entra-no-edificio-onde-decorre-conselho-de-ministros_128957.html"><strong>Ricardo Salgado</strong>, presidente do maior banco privado português em valor de mercado, entrou no edifício da Presidência do Conselho de Ministros às <strong>18h05,</strong> <strong>cerca de duas horas antes de Pedro Passos Coelho fazer uma declaração ao País.</strong></a></em></p>
<p><em><a href="http://economico.sapo.pt/noticias/salgado-entra-no-edificio-onde-decorre-conselho-de-ministros_128957.html">Nesse edifício decorre, desde as 8h30, um conselho de ministros para aprovar o Orçamento do Estado para 2012.</a></em></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/10/13/mentira-estivemos-a-lanchar-no-chiado-nao-digo-exactamente-onde/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>Pois, 15 de Outubro, muito bem, e depois?, vai mais uma manif &#8220;pacífica&#8221;, é?? (E mais bonecada da &#8220;Gui&#8221; prá malta se divertir??)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/13/pois-15-de-outubro-muito-bem-e-depois-vai-mais-uma-manif-pacifica-e-e-mais-bonecada-da-gui-pra-malta-se-divertir/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/10/13/pois-15-de-outubro-muito-bem-e-depois-vai-mais-uma-manif-pacifica-e-e-mais-bonecada-da-gui-pra-malta-se-divertir/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 21:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Portugueses, boa noite. Não preciso de vos dizer que vivemos momentos da maior gravidade. Todos os Portugueses estão a sentir nas suas vidas os efeitos de um terrível estrangulamento financeiro da nossa economia. O Estado depende em absoluto da assistência &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/13/pois-15-de-outubro-muito-bem-e-depois-vai-mais-uma-manif-pacifica-e-e-mais-bonecada-da-gui-pra-malta-se-divertir/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://economia.publico.pt/noticia/discurso-integral-do-primeiroministro-1516375"><em>Portugueses, boa noite.</em><br />
<em>Não preciso de vos dizer que vivemos momentos da maior gravidade. Todos os Portugueses estão a sentir nas suas vidas os efeitos de um terrível estrangulamento financeiro da nossa economia. </em><br />
<em>O Estado depende em absoluto da assistência externa para cumprir as suas funções básicas, desde o pagamento de salários a enfermeiros, professores ou polícias, até à realização das mais variadas prestações sociais. </em><br />
<em>Também o sector privado sofre cada vez mais com a escassez de crédito, do crédito de que precisa para financiar a aquisição de matérias-primas e de equipamento, para financiar o pagamento de salários e preservar o emprego. Vivemos um momento de emergência nacional.</em><br />
<em>Quando no ano passado ajudei a viabilizar o orçamento para 2011, fiz questão que nele estivessem contidas reduções significativas da despesa pública. Foi esse o compromisso que estabeleci com o Governo de então, porque sem essas reduções seria impossível resolvermos os nossos problemas. </em><br />
<em>Quando tomei posse sensivelmente a meio do ano, eu esperava que metade desse orçamento tivesse sido devidamente executado. </em><br />
<em>Porém, tal como foi recentemente mostrado pelo INE, nesses primeiros meses que antecederam a minha posse no Governo, 70 por cento do défice permitido para a totalidade do ano fora já esgotado. </em><br />
<em>É preciso que os Portugueses compreendam todos os contornos da situação actual. No passado, habituámo-nos a tolerar as derrapagens orçamentais. </em><br />
<em>Tornou-se num hábito político que é urgente reparar. Mas este ano todos tinham a obrigação de já ter aprendido a lição. </em><br />
<em>As derrapagens orçamentais num País que enfrenta a perda da credibilidade externa e a vê secar as suas fontes de financiamento têm consequências muito mais gravosas do que é habitual. </em><br />
<em>Temos de acrescentar a tudo isto uma contracção económica prevista para 2012 maior do que foi antecipado e uma deterioração severa das circunstâncias externas à economia portuguesa. </em><br />
<em>E é preciso sublinhar que se agravou substancialmente o peso dos prejuízos e do endividamento do Sector Público Empresarial, o que vai obrigar a uma profunda reestruturação do sector.</em> </a></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://economia.publico.pt/noticia/discurso-integral-do-primeiroministro-1516375">(&#8230;)</a></em></p>]]></content:encoded>
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		<title>Defesa de Berardo, da COLECÇÃO BERARDO (e mais algumas coisas&#8230;)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/10/defesa-de-berardo-da-coleccao-berardo-e-mais-algumas-coisas/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 21:36:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[coisas da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[(oriundo da péssima colecção Berardo) Por acaso, a versão de Joe Berardo é aquela em que eu acredito (ou melhor, a colecção é aquilo que eu quero defender – mas não apenas, eu quero comentar uma coisa). A CGD (banco &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/10/defesa-de-berardo-da-coleccao-berardo-e-mais-algumas-coisas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://mirror.berardocollection.com/?toplevelid=33&amp;CID=102&amp;opt=sw&amp;tab=enlarge&amp;v1=623&amp;lang=pt"><img src="http://www.berardocollection.com/lightbox/102/102M/102-623M.jpg" alt="" width="300" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">(oriundo da péssima colecção Berardo)</p>
<p style="text-align: justify;">Por acaso, a versão de Joe Berardo é aquela em que eu acredito (ou melhor, <strong>a colecção é aquilo que eu quero defender</strong> – mas não apenas, eu quero comentar uma coisa). A CGD (banco público) e o BES (sempre ele), mais o BCP (porque não?, olha quem…), ofereceram $$$$$$$$$ ao homem para entrar no capital do BCP. O homem contraiu uma dívida de 1000000000 de Euros, mil milhões de Euros. Ou seja, a CGD em vez de financiar a economia portuguesa (como se costuma dizer não é?, que é essa a “função” dos bancos e tal e tal…), “ofereceu” dinheiro a Berardo para comprar acções no BCP que hoje não valem quase nada. Parece-me que a posição do senhor hoje no BCP não vale mais do que 70000000 de Euros, o que dá uma dívida monstruosa. Julgo que a colecção é uma das garantias do empresário.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim ou não, não é isso que agora me interessa. Interessa-me que esta está avaliada em 316000000 de Euros, e que o Estado (que sempre se interessou muito por arte contemporânea, e por arte e cultura em todos os seus âmbitos), desconfia desse valor, e já pediu a outra leiloeira nova avaliação. <strong>Não tenho agora muito tempo para arrumar as peças do puzzle,</strong> mas sei que o Estádio de Leiria custou a esta nobre e culta pocilga de nome Portugal 90000000 de Euros.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora bem, se a colecção do homem, que abrange todo o século XX (diferentemente da de Serralves, por exemplo – dedicada ao pós-anos 60, ou seja, às neovanguardas) é coisa de pouca monta, porque é que este lugar e este Estado não construiu há muito uma colecção de arte do século XX, e teve de ser este homem (quiçá um enormíssimo especulador) a proporcionar a um Estado, que nunca teve pensamentos nem dores de cabeça para estes assuntos, preocupações e escolhas (a não ser agora!!), teve de ser este tipo a proporcionar a existência de um primeiro (!!!) museu de arte moderna e contemporânea a Portugal. Também há a versão simples (de governante, por exemplo: <em>ah, não pensemos nisso, por cá não há “hábitos culturais”…</em>).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E há a versão complexa, de alguém que reuniu 2 Picassos, Mondrian, Bacon, Pollock, Balthus, Dali, uma belíssima panorâmica do Expressionismo Abstracto, da Escola de Paris, da Pop, do conceptualismo, de tendências pouco ortodoxas (conceptualismo, letrismo, situacionismo, COBRA!!) e de artistas actuais como Gabriel Orozco, manos Chapman, Oursler, Rebecca Horn, Manuel Ocampo, Gerhard Richter, o genial William Kentridge, Gursky, Kapoor, Koons ou Bill Viola, etc, etc.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O meu mestre, professor, depois colega e amigo Lima Carvalho teve nos anos de 1974 e 1976 um grupo artístico em Portugal chamado <strong>ACRE</strong> (com Queiroz Ribeiro e Clara Menéres). Entre outras acções colectivas, distribuíram Diplomas de Artista a quem quisesse (era o espírito da época), pintaram com um padrão de círculos pela noite adentro para que de manhã a cidade acordasse com uma rua-tela uma das ruas da baixa, e executaram uma pouco referida acção arriscada. Lima Carvalho, à frente do colectivo suponho, ocupou (1976?) uma moradia devoluta na cidade (e foi necessária alguma violência) – era um gesto simbólico do <strong>ACRE</strong> para anunciar à sociedade que ali seria construído o 1º museu português de arte moderna. Até hoje…. <strong>Agora esta sociedade entretém-se a reavaliar Picassos!!!!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(Continuando e concluindo<a href="http://5dias.net/2011/10/09/concretamente-o-que-e-uma-reavaliacao-de-uma-coleccao-de-arte-e-uma-reavaliacao-de-uma-reavaliacao-e-mais-e-mais-o-resultado-e-sempre-diferente-nao-e-pioremelhor-artistas-e-coleccionadores/"> isto</a>)</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/10/10/defesa-de-berardo-da-coleccao-berardo-e-mais-algumas-coisas/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>ANNE TERESA DE KEERSMAEKER é uma das mais geniais criadoras das últimas décadas (assídua felizmente nos palcos portugueses); BEYONCÉ é apena (e muito bem) a boazona da BEYONCÉ; mas lá que é um plágio de m. lá isso é&#8230;</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/10/anne-teresa-de-keersmaeker-e-uma-das-mais-geniais-criadoras-das-ultimas-decadas-assidua-felizmente-nos-palcos-portugueses-beyonce-e-apena-e-muito-bem-a-boazona-da-beyonce-mas-la-que-e-um-plagio/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/10/10/anne-teresa-de-keersmaeker-e-uma-das-mais-geniais-criadoras-das-ultimas-decadas-assidua-felizmente-nos-palcos-portugueses-beyonce-e-apena-e-muito-bem-a-boazona-da-beyonce-mas-la-que-e-um-plagio/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 20:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[E é claro que a boazona (evidentíssimo, e de roer unhas) apenas faz o que a mandam fazer e, pobre, culpa não tem nennhuma. Mas&#8230;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/3HaWxhbhH4c" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E é claro que a boazona (evidentíssimo, e de roer unhas) apenas faz o que a mandam fazer e, pobre, culpa não tem nennhuma. Mas&#8230;.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/10/10/anne-teresa-de-keersmaeker-e-uma-das-mais-geniais-criadoras-das-ultimas-decadas-assidua-felizmente-nos-palcos-portugueses-beyonce-e-apena-e-muito-bem-a-boazona-da-beyonce-mas-la-que-e-um-plagio/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>CONCRETAMENTE, o que é uma reavaliação de uma colecção de arte?? E uma reavaliação de uma reavaliação?? E mais e mais?? O resultado é sempre diferente, não é (pioremelhor)?? Artistas e coleccionadores: impostores (oh, Estado e CGD imaculados!&#8230;)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/09/concretamente-o-que-e-uma-reavaliacao-de-uma-coleccao-de-arte-e-uma-reavaliacao-de-uma-reavaliacao-e-mais-e-mais-o-resultado-e-sempre-diferente-nao-e-pioremelhor-artistas-e-coleccionadores/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/10/09/concretamente-o-que-e-uma-reavaliacao-de-uma-coleccao-de-arte-e-uma-reavaliacao-de-uma-reavaliacao-e-mais-e-mais-o-resultado-e-sempre-diferente-nao-e-pioremelhor-artistas-e-coleccionadores/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 00:39:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora imaginem isto aqui, na foto em baixo, entregue a essa grande figura da cultura mundial que dá pelo nome artístico de A. Mega Ferreira (e sua trupe)&#8230; Isso é que seria vida&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ctli3Gj8C_g/SB-YIb2XtiI/AAAAAAAAAJI/1INsuZTs7QU/s400/berardo-picasso.jpg" alt="" width="328" height="400" /></p>
<p style="text-align: justify;">Agora imaginem isto aqui, na foto em baixo, entregue a essa grande figura da cultura mundial que dá pelo nome artístico de A. Mega Ferreira (e sua trupe)&#8230;</p>
<p><img id="il_fi" src="http://www.cienciahoje.pt/files/17/17142.jpg" alt="" width="400" height="300" /></p>
<p>Isso é que seria vida&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/10/09/concretamente-o-que-e-uma-reavaliacao-de-uma-coleccao-de-arte-e-uma-reavaliacao-de-uma-reavaliacao-e-mais-e-mais-o-resultado-e-sempre-diferente-nao-e-pioremelhor-artistas-e-coleccionadores/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>As minhas 5 exposições de Setembro (na &#8220;Sábado&#8221;)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/30/as-minhas-5-exposicoes-de-setembro-na-sabado/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 22:39:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA["Sábado"]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de arte]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[MARGARIDA CORREIA Museu da Electricidade, Lisboa (até 18/9) Tempo, distância e memória marcam esta exposição. Parte-se de sinais identitários da comunidade emigrante portuguesa de Parkville (Hartford, Connecticut). Temos fotos das gentes da comunidade (como membros do rancho folclórico de Hartford), &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/30/as-minhas-5-exposicoes-de-setembro-na-sabado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><img id="il_fi" src="http://www.realartways.org/images_gallery/new-world-parkville-pr.jpg" alt="" width="469" height="370" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MARGARIDA CORREIA</strong><br />
<strong>Museu da Electricidade, Lisboa (até 18/9)</strong><br />
Tempo, distância e memória marcam esta exposição. Parte-se de sinais identitários da comunidade emigrante portuguesa de Parkville (Hartford, Connecticut). Temos fotos das gentes da comunidade (como membros do rancho folclórico de Hartford), evocam-se (refotografadas) imagens de décadas passadas, desde a vivência religiosa à mitologia fadista (lembrando a luso-americana Maria Alves), passando por inúmeras capas de discos e cenas de interiores; questiona (como um inquérito tradicional) ainda a autora emigrantes sobre imagens que relacionam com Portugal (uma vista da praia da Nazaré foi a mais referida). Trata-se de uma exposição documental? Da visualização da “saudade”? Isso e também uma prova estética, pois as fotos da Margarida nunca são frias, documentos. Desde a sua formação escolar, quando criava fotos a partir de rostos transfigurados até ao limite do bizarro. A exposição não é documental, pois há uma relação com sentimentos, factos imateriais, como a saudade. “Saudade” foi aliás o título da exposição da autora em Lisboa, 2005, em torno de objectos usados (um saudosismo feito matéria, portanto). O passado surge sempre neste trabalho como coisa que se pode tocar: objectos usados e factos protagonizados. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 1/9)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img id="il_fi" src="http://cultura.sapo.pt/images/eventos2/JoseEscada_SemTitulo_e2.jpg" alt="" width="461" height="280" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JOSÉ ESCADA</strong><br />
<strong>Centro de Arte Manuel de Brito &#8211; Palácio dos Anjos, Algés (até 2/10)</strong><br />
Retoma-se aqui uma obra injustamente esquecida. Escada teve um interessante papel no grupo português e parisiense “KWY”, ao lado de René Bértholo, Costa Pinheiro, Lurdes Castro (seus colegas da ESBAL nos anos 50), João Vieira, Christo e Jan Voss. Christo, Pinheiro e Lurdes Castro interessaram-se por acumulações objectuais, ligando formas e discurso social (“Nouveau Réalisme”). Escada não aborda o objecto, mas a sua pintura é feita de tensões: bidimensionalidade e tridimensionalidade (“Relevo Espacial”, de 1974: põe em acto o que antes se apresentava em potência, digamos). Predominando esta dinâmica (bi <em>versus</em> tridimensão) sobre a da abstracção <em>versus </em>figuração. Nas suas mais conhecidas composições dos anos 50 e 60, opta Escada por uma pintura similar a uma escrita que se desenvolve numa composição em rede, multiplicando microfiguras quase sempre simétricas. O campo da tela é depois banhado por zonas de luz diferenciadas. Neste período, o que liga Escada a Castro é a acumulação: de objectos em Castro, de signos em Escada. O minucioso recorte destas formas de Escada é ambíguo: temos uma pintura que parece composta de pequenas esculturas no seu interior. Uma pintura que pede corpo escultórico. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 8/9)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img id="il_fi" src="http://www.artecapital.net/uploads/CA_AC.jpg" alt="" width="290" height="372" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;ALL TO WALL&#8221; (Colectiva)</strong><br />
<strong>Galeria Cristina Guerra, Lisboa (até 17/9)</strong><br />
Ligado à colecção da FLAD, tem vindo João Silvério a apresentar-se como comissário de exposições (nomeadamente através do projecto Empty Cube, exposições-intervenções apenas de uma só noite), sendo esta ideia para a Gal. Cristina Guerra uma das suas propostas mais significativas. De título sugestivo “all to wall” (gostaria de traduzir “convergência para a parede”), é agora apresentada uma primeira parte. Segue-se uma ideia de Daniel Buren de que não só o espaço expositivo não é neutro, como também o objecto nunca o é. Nunca há objectos puros, há interacções. Estas ampliam o nosso imaginário e inventam arquitecturas imaginárias (“paredes”). Há aqui trabalhos que jogam bem com esta ideia, outros que com ela não se relacionam. Normal em qualquer exposição: acertos e desacertos. Destacaria o óculo aberto na parede por Christian Andersson: uma figura está entre um projector e uma parede, mas a sua silhueta projectada não é visível, pois a luz vem de dentro da parede (retroprojecção). Ainda as instalações escultóricas de Nuno Sousa Vieira (que parte de objectos pré-existentes) e de Vasco Barata. O vídeo e a foto de João Onofre fazem alusão à luz; podem estar aqui a dizer-nos que a luz é uma arquitectura imaginária. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 15/9)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.viva-agenda.com/images/events/1-1315301516-vic.jpg" rel="venue"><img src="http://www.viva-agenda.com/images/events/th-1-1315301516-vic.jpg" alt="Retrospetiva de Vik Muniz" width="303" height="305" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VIK MUNIZ<br />
Museu Colecção Berardo, Lisboa (até 21/10)<br />
</strong>Muniz (S. Paulo, 1961) é um artista apostado no alargamento dos limites das artes plásticas: recentemente colaborou com uma Associação de Catadores [indivíduos que vivem de lixeiras] brasileira num filme candidato ao Óscar de melhor documentário deste ano (ganhou o Prémio do Público de Sundance). Esta colaboração não se afasta do centro do seu trabalho como artista plástico, onde emprega os mais diversos materiais: creme e cobertura de chocolate (para desenhar e depois fotografar os desenhos), papéis, pó de grafite, areias, sucatas e algodão e ainda, como sabemos, o desenho, a pintura, a fotografia e o filme. Apresenta agora o Museu Berardo, de Muniz (que já expôs no MoMA), uma ampla retrospectiva com uma centena de trabalhos de várias fases do autor. Muniz é conhecido desde que nos anos 80 começou a usar calda de chocolate para retratar imagens banais umas, “cultas” outras (por exemplo, copiou fotos de Namuth de Pollock a trabalhar). Calvin Reid, crítico, falava de David Hammons, que também recorre a lixos, como artista político. E crítico da história da arte. No entanto, Muniz passa também por estes problemas, mas assume o passado do seu ofício nas imagens que cria. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 22/9)</strong></p>
<h6 style="text-align: justify;"><strong><img src="http://4.bp.blogspot.com/-QkeTyPe8wGI/TnZyQCo29PI/AAAAAAAAgYQ/gPC9HUJSSh4/s400/IMG_1292.jpg" alt="" width="292" height="439" border="0" /><a href="http://missdove.blogspot.com/2011/09/rodrigo-oliveira-at-museu-do-chiado.html">(foto, daqui)</a></strong></h6>
<p style="text-align: justify;"><strong>RODRIGO OLIVEIRA<br />
Museu do Chiado, Lisboa (até 20/11)<br />
</strong>Para entendermos esta intervenção, pensemos em dois momentos: um, expõe presentemente o artista no Porto um projecto intitulado “Se respeitássemos a arquitectura ainda vivíamos nas cavernas”; um segundo, ou primeiro momento, diz respeito aos seus inícios na FBAUL. É sempre um “escultor” intentando encontrar o denominador comum à escultura e arquitectura. Para esta intervenção partiu de uma obra do museu: escolheu os seixos pintados de Fernando Lanhas. De novo, a pedra como ponto de ligação arquitectura-escultura. Numa fase recente da sua expansão, a escultura invade a arquitectura mas mantém-se “não-arquitectura” (Rosalind Krauss). Em Rodrigo, apesar de, em 2005, ter incendiado maquetas de edifícios (peças emblemáticas), creio que o autor pretende realizar obras que sejam arquitecturas, esculturas ou “construções”. Nesta intervenção, usa cartão para construir grelhas geométricas que reproduzem uma mesma unidade pela parede acima da sala do museu. De novo a ligação entre a escultura e a arquitectura, com uma alusão à pintura, pois a grelha é cromaticamente vibrante. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 29/9)</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Continuam a aceitar a DEMOCRACIA REPRESENTATIVA, é? E até quando?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/30/continuam-a-aceitar-a-democracia-representativa-e-e-ate-quando/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 14:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Importa-se de repetir]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma sondagem realizada entre 22 e 27 de Setembro mostra que o Partido Socialista é o único a crescer nas intenções de voto, sendo que ainda assim o PSD manteria uma confortável maioria. Entretanto, de um gajo muita conhecido: &#8220;Deve &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/30/continuam-a-aceitar-a-democracia-representativa-e-e-ate-quando/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.publico.pt/Política/sondagem-coloca-ps-a-subir-mas-psd-continuaria-a-vencer-eleicoes-1514439">Uma sondagem realizada entre 22 e 27 de Setembro mostra que o <span style="color: #ff0000;">Partido Socialista</span> é o único a crescer nas intenções de voto, sendo que ainda assim o PSD manteria uma confortável maioria.</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.zimbio.com/pictures/rATgSiFFWow/New+Riots+Break+Out+Greek+Capital/c-GWs1vYI1E" target="_blank"><img title="New Riots Break Out In Greek Capital" src="http://www4.pictures.gi.zimbio.com/New+Riots+Break+Out+Greek+Capital+c-GWs1vYI1El.jpg" alt="New Riots Break Out In Greek Capital" width="594" height="370" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, de um gajo muita conhecido:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Deve inferir-se que o que torna <span style="text-decoration: underline;">geral</span> a vontade pública <span style="text-decoration: underline;">não é o número de votantes</span>, mas o interesse comum que os une, porque nesta instituição cada um se submete necessariamente às condições que impõe aos outros.&#8221;</strong></p>
</div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Se este tipo fosse vivo, gostava de vos ver e ouvir oh catalanitos santos, limpinhos, civilizados e puros (é que se vissem o tipo da foto escondiam a cabecinha, não era?)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/29/se-este-tipo-fosse-vivo-gostava-de-vos-ver-e-ouvir-oh-catalanitos-santos-limpinhos-civilizados-e-puros-e-que-se-vissem-o-tipo-da-foto-escondiam-a-cabecinha-nao-era/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 23:17:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[catalanitos]]></category>
		<category><![CDATA[Picasso]]></category>
		<category><![CDATA[Toros]]></category>

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		<description><![CDATA[1959 Picasso, Dominguín, Cocteau, em flagrante numa cena de evidente retrocesso civilizacional: três homens ou três animais?? (Eu vou mais para a segunda hipótese; e o puro imaculado leitor sem sangue nas mãos??) (O Museu Picasso, por acaso, é o mais visitado &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/29/se-este-tipo-fosse-vivo-gostava-de-vos-ver-e-ouvir-oh-catalanitos-santos-limpinhos-civilizados-e-puros-e-que-se-vissem-o-tipo-da-foto-escondiam-a-cabecinha-nao-era/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3311/3498003712_7246a6f2b2.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>1959</strong></p>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/-3v10pMKkQJk/TkPiQejTfDI/AAAAAAAANTo/ebk43JV3Pa0/s1600/famoso+picasso.jpg"><img src="http://4.bp.blogspot.com/-3v10pMKkQJk/TkPiQejTfDI/AAAAAAAANTo/ebk43JV3Pa0/s640/famoso+picasso.jpg" alt="" width="525" height="444" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Picasso, Dominguín, Cocteau, em flagrante numa cena de evidente retrocesso civilizacional: três homens ou três animais?? (Eu vou mais para a segunda hipótese; e o puro imaculado leitor sem sangue nas mãos??)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(O Museu Picasso, por acaso, é o mais visitado de Barcelona, com mais de 1 000 000 de almas anuais &#8211; <strong>bárbaros!</strong> <em>Ah, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra!</em>, Pois não, só tem. Além do mais, $$$$$$$$$$$$$$$. Quem nasce burro e ignorante!&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/2010/07/31/catalunha-nao-tauromaquia-sim/">(Noutro momento, sobre o assunto, escrevi isto &#8211; e não repito agora, nem polemizo.)</a></p>
<h6 style="text-align: justify;">(<strong>Nota:</strong> não levem a sério a dos &#8220;catalanitos&#8221;; a minha família, de Carlos Vidal Tenes, a minha, como disse, é daquelas bandas.)</h6>]]></content:encoded>
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		<title>de Kooning no MoMA ou eu me engano muito ou esta é mesmo a mais importante (e a melhor) exposição do ano</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/23/de-kooning-no-moma-ou-eu-me-engano-muito-ou-esta-e-mesmo-a-mais-importante-exposicao-do-ano/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/09/23/de-kooning-no-moma-ou-eu-me-engano-muito-ou-esta-e-mesmo-a-mais-importante-exposicao-do-ano/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 00:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais de 200 obras e 5 000 metros quadrados? (Até 9 de Janeiro) VOLTAREI AO ASSUNTO.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://www.productionmyarts.com/Images/dekooning/woman-iii-1952-53.jpg" alt="" width="380" height="506" /></p>
<p>Mais de 200 obras e 5 000 metros quadrados?</p>
<p><a href="http://www.moma.org/">(Até 9 de Janeiro)</a></p>
<p>VOLTAREI AO ASSUNTO.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>RESENDE</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/21/resende/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/09/21/resende/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 22:34:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Resende que eu mais gostava (idos de 50 e 60): Duro Denso, pesado Económico na composição e massas cromáticas Brumoso : 1961 O Resende que menos me interessava: Leve Aquoso, linear Vibrátil (paixão pelos lugares inspiradores visitados) e mimético &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/21/resende/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Resende que eu mais gostava (idos de 50 e 60):</p>
<p><strong>Duro</strong><br />
<strong>Denso, pesado</strong><br />
<strong>Económico na composição e massas cromáticas</strong><br />
<strong>Brumoso :</strong></p>
<p><img src="http://www.saomamede.com/admin/fotos/big_914.jpg" alt="" border="0" /><br />
1961</p>
<p>O Resende que menos me interessava:</p>
<p><strong>Leve</strong><br />
<strong>Aquoso, linear</strong><br />
<strong>Vibrátil (paixão pelos lugares inspiradores visitados) e mimético na cor</strong><br />
<strong>Luminoso, pictoricamente descritivo :</strong></p>
<p><img src="http://2.bp.blogspot.com/_tz8vAoROv8s/TLth60jRVRI/AAAAAAAAChc/LSI1DxGGIzY/s1600/J%C3%BAlioResende.jpg" alt="" width="421" height="438" /></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O CASO HIERONYMUS BOSCH: o que é um visionário? E, já agora, o que é um pintor? Um visionário?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/16/o-caso-hyeronimus-bosch-o-que-e-um-visionario-e-ja-agora-o-que-e-um-pintor-um-visionario/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/09/16/o-caso-hyeronimus-bosch-o-que-e-um-visionario-e-ja-agora-o-que-e-um-pintor-um-visionario/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 23:06:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[arte flamenga]]></category>
		<category><![CDATA[Hieronymus Bosch]]></category>
		<category><![CDATA[história da arte]]></category>
		<category><![CDATA[visionarismo]]></category>

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		<description><![CDATA[No Prefácio ao seu gigantesco estudo sobre Hieronymus Bosch (a referência cimeira dos estudos boschianos), R. H. Marijnissen (autor que trabalhei aquando do meu 2º Ano de História da Arte na então ESBAL) escreve o seguinte, sucitando problemas, desenvolvimentos e &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/16/o-caso-hyeronimus-bosch-o-que-e-um-visionario-e-ja-agora-o-que-e-um-pintor-um-visionario/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No Prefácio ao seu gigantesco estudo sobre Hieronymus Bosch (a referência cimeira dos estudos boschianos), R. H. Marijnissen (autor que trabalhei aquando do meu 2º Ano de História da Arte na então ESBAL) escreve o seguinte, sucitando problemas, desenvolvimentos e posições muito curiosas: “Como inventor de imagens, Hieronymus Bosch é absolutamete único” (uso a tradução ing. da Tabard Press, e não o original neerlandês). Único, sim, certo, mas podemos defini-lo facilmente como “criador de imagens”? E se o considerássemos antes um “criador de narrativas”? Simplificando agora um ponto de vista desse meu tempo de formação (ponto de vista meu, responsabilidade minha, que tenho vindo a mudar): é Bosch um literato ou um pintor?</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0c/Hieronymus_Bosch%2C_Garden_of_Earthly_Delights_tryptich%2C_centre_panel_-_detail_6.JPG"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0c/Hieronymus_Bosch%2C_Garden_of_Earthly_Delights_tryptich%2C_centre_panel_-_detail_6.JPG/800px-Hieronymus_Bosch%2C_Garden_of_Earthly_Delights_tryptich%2C_centre_panel_-_detail_6.JPG" alt="File:Hieronymus Bosch, Garden of Earthly Delights tryptich, centre panel - detail 6.JPG" width="570" height="437" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jardim das Delícias (detalhe)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Saltando bastante no tempo (e na arte/autor abordados e a abordar), lembro-me de um dos capítulos, o 10º (“Note – Qu’est-ce qu’un triptyque”), do estudo de Deleuze sobre Bacon, <em>Logique de la Sensation</em> (Différence, 1984 – com uma vantagem sobre a recente edição portuguesa em magnífica trad. de Miranda Justo: a de trazer as reproduções de todas as obras analisadas). Neste precioso estudo, prosseguindo Lyotard, vai Deleuze prolongar a distinção entre Figura e figuração, empenhando-se em mostrar como Bacon está apostado na Figura sem poder ser considerado (impossível, de facto) um artista “figurativo”. Devido ao estudo formal das estruturas materiais (ossatura), da base (quase sempre monocromática) e da Figura numa relação de sístole/diástole com o fundo (respectivamente, ora a estrutura comprime a Figura, ora o inverso), vai Deleuze resgatar a pintura dos territórios da narração e da particularidade (alcandorando-a à sensação cézanniana); isto apesar da recorrente apetência de Bacon pelo tríptico – como em Bosch, aliás: as <em>Tentações de Santo Antão</em> (do MNAA, Lisboa) e o seminal <em>Jardim das Delícias</em>, de Madrid, ou o <em>Juízo Final,</em> de Viena.<br />
Nos trípticos de Bacon, há geralmente figuras acopladas (enroladas como animais) e <em>figuras-testemunhas</em> que observam a cena. A horizontalidade da colocação de ambas estas tipologias de personagens, conduz ao que Deleuze chama <em>ritmo-testemunha</em> em Bacon. Que eu, para simplificar, consideraria apenas um eleito procedimento formal/composicional: é a horizontalidade de Bacon que liga as partes do trítptico. Em Bosch, impera a verticalidade (por causa da descritividade): cada peinel é um mundo em si mesmo, a infinitude de figuras e cenas de cada painel individualiza-as e a horizontalidade-una (Bacon) não se impõe aqui, fragmenta-se, perde compacticidade; mas, se em Bacon, essa horizontalidade é formal/composicional, em Bosch julgo que ela é descritiva/narrativa. O que me leva a outra questão: o visionarismo de Bosch faz dele um pintor “visionário”, ou o visionarismo é imanente à pintura (pois não será uma forma de visionarismo a invenção de Alberti e contemporâneos, a perspectiva linear? Ou alguém acredita que duas paralelas se encontram no infinito??).</p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://new.assets.thequietus.com/images/articles/453/Francis_Bacon_triptych_1222194701_crop_500x227.jpg" alt="" width="558" height="277" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BACON &#8211; Three Studies for a Crucifixion. 1962</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Continuemos com Marijnissen, agora em favor do pictorialismo de Bosch (algo que me deixa algumas dúvidas, pelo que acima afirmei): para entendermos Bosch, diz Marijnissen, “nada necessitamos de conhecer das alegorizações medievais, do jargão da História da Arte, da história social dos Países Baixos no tempo de Bosch, temos ainda toda a liberdade para ignorar as contribuições académicas dos iconologistas. Todo o amante da arte tem o direito de colocar de lado a informação histórica e daí experimentar o trabalho do artista num nível puramente estético. Vamos [Marijnissen co-assina o trabalho com o seu assistente P. Ruyffelaere] mesmo ao ponto de recomendar que o leitor folheie este livro, ignorando o texto por um momento, observando as suas reproduções&#8221; [experimente isso o leitor, eu não creio muito nesta possibilidade].<br />
A qualidade pictórica de Bosch foi aplaudida por Carl Justi em 1889, assim: “nunca devemos perder o ponto de vista de que seja qual for o sentido/significado de uma sua qualquer pintura, Bosch foi, acima de tudo, um pintor”. Interessantíssimo o texto de Marijnissen: ele compreende que a modernidade impôs o foco sobre a obra (veja-se os textos de Greenberg), e que a propensão para a interpretação iconográfica de Bosch, ao não ter fim, faz-nos descurar a evidência pictorialista de Jeroen van Aken (o seu nome verdadeiro).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_qRExF1DnDMY/TMQThypmH3I/AAAAAAAACLw/097DqwmOcS8/s1600/THE+GARDEN+OF+EARTHLY+DELIGHTS,+DETAIL,+HIERONYMUS+BOSCH.jpg"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_qRExF1DnDMY/TMQThypmH3I/AAAAAAAACLw/097DqwmOcS8/s320/THE+GARDEN+OF+EARTHLY+DELIGHTS,+DETAIL,+HIERONYMUS+BOSCH.jpg" alt="" width="509" height="347" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jardim das Delícias (detalhe)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Considerando Marijnissen que a relação entre o espectador-amante e a obra é uma verdadeira relação de amor (que não admite intrusos, muito menos explicadores iconologistas), diz-nos ele que o amor do espectador pelo <em>Jardim</em> do Prado o leva, certamente, a não querer saber a “verdade” do tema e do quadro. Mas Marijnissen descai-se e diz tratar-se de um “jardim de amor” (um tema, e um tema forte).<br />
Amor e utopia conduzem a leitura, sempre a ter em conta, de Hans Belting, no seu <em>Hieronymus Bosch: Le Jardin des Délices</em> (trad. francesa Gallimard, 2005, orig. alemão, 2002, o que nos coloca perante o mais importante estudo sobre o pintor de entre os mais recentes). Bosch figura então um mundo utópico filiado em Thomas Morus, dizendo-nos Belting que Bosch faz ou faz-nos, acima de tudo, fazer esta pergunta: “a que se assemelharia o mundo se não tivesse ocorrido o pecado original?”. Atenção, não é se não existir Deus, é o pecado.</p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.penwith.co.uk/artofeurope/bosch_garden_earthly_delights.jpg" alt="" width="604" height="365" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jardim das Delícias (tríptico)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas Marijnissen avança um pouco mais; “mesmo que estajamos todos no mesmo ponto para amar Bosch, nem todos estamos no mesmo ponto para o compreender”. Contradição? Provavelmente, pois Marijnissen diz-nos agora algo diferente de há pouco, propõe-nos desta feita que amar seja também compreender, embora aqui (em Bosch) compreender seja um beco-sem-saída.<br />
Entretanto, difuculta-nos a vida, como em Caravaggio, o sabermos pouco da personagem. Sobre a sua formação podemos supor tê-la iniciado com seu pai. Marijnissen dá importância a um documento de 1475-76 em que Bosch e o pai Antonius <em>ende syn soenen</em> se comprometiam a desenvolver o seu métier em conjunto. Há ainda a informação (importantíssima) que teve formação teológica e tardiamente se tornou pintor.<br />
Por mim, a tese mais plausível é o do especialista do caravaggismo (por mim aqui amplamente citado) Friedlander, que propõe afastar Bosch do famosíssimo van der Weyden (em termos de influências) para o aproximar de um autor de iluminuras de livros, o que me parece lógico, como eu disse no início (quando levantei a questão: literato ou pintor? “Pintor pictórico” ou “pintor literário-descritivo”?). De qualquer forma, se teve formação teológica (o que me parece evidente) é certo que teve conhecimento dos textos místicos, S. Boaventura e Santo Agostinho, porque não?, ou a Legenda Aurea (obrigatoriamente).<br />
Entre contemporâneos e próximos do seu tempo, Lomazzo admirava-o, apesar de muitíssimo distante dos pressupostos renascentistas mediterrânicos: “veramente divino”. Quevedo, por seu lado, adversário de Góngora, a este chamava “o Bosch dos Poetas”. Enfim, Bazin, diz algo muito semelhante a Marijnissen, que Bosch mais do que à Idade Média pertence à modernidade, logo a sua descritividade não nos impede de admirar as suas qualidades pictóricas, o que é ainda hoje a minha pequena dúvida, embora esteja cada vez mais próximo de Bazin/Marijnissen ou Belting (e quanto à sua ideia de figuração de um mundo utópico e sem pecado). Enfim, relendo hoje Marijnissen mais me espanta a sua argúcia. A C. Harbison, por exemplo, que em 1979 dizia que uma análise iconográfica tende a tratar as imagens como ilustrações de textos pré-existentes (e também a pintura), responde Marijnissen que nós não podemos imaginar Bosch usando o seu dedo indicador apontando para uma passagem de um livro a ilustrar. Os incunábulos em que nos tendemos a basear servem sobretudo para mostrar a nossa leitura insuficiente de Bosch, ou a incapacidade de uma qualquer leitura &#8220;bem sucedida&#8221; (se isso existisse). Em suma, a atitude correcta é a de uma reserva (perante nós mesmos e as nossas interpretações).<br />
Sobre <em>O Jardim das Delícias</em>, a opinião do referido Justi espanta-nos: apesar da luz que emana cromaticamente de quase toda a obra, esta seria a mais negra das alegorias de Bosch. Porque aqui Bosch teria pretendido repreender a sensualidade da pintura renascentista (sobretudo esta) e o seu entendimento da sensualidade pagã (o que o aproximaria de uma crítica do neoplatonismo): o nosso conhecido Friedlander, o especialista de Miguel Ângelo, Charles De Tolnay, e muitos outros tornaram canónica esta leitura de Justi. Luxúria sádica, comédia satânica, a apoteose do pecado, é interessante que o Vaticano não tenha desdenhado estas obras. Outro enigma, sem dúvida.</p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://potatoartviews.files.wordpress.com/2011/07/hieronymus_bosch_garden_of_earthly_delights2.jpg" alt="" width="575" height="396" /></p>
<p style="text-align: justify;">Literal ou linearmente, o painel da esquerda sinaliza o paraíso terrestre, embora as cenas do painel central não possam apenas representar a luxúria; daí as alusões ao satanismo e ao sadismo (a sua complexidade está para além de tudo). Ao satanismo ou às relações com a Irmandade do Livre Espírito (posição mencionada, embora sem desenvolvimento, por Vaneigem, em <em>La Résistence au Christianisme: Les Héresies des Origines au XVIII siècle</em> – embora não o desenvolvendo, outra ideia boschiana não seria de esperar de Vaneigem).<br />
Gombrich é sempre, nestas temáticas, importantíssimo. Paralelamente a Belting (ou este a Gombrich, que primeiro surgiu), temos aqui a representação de um mundo de felicidade <em>anterior ao Dilúvio</em> (e para Belting <em>anterior ao pecado original</em>). De qualquer forma, o modo como as figuras (no primeiro painel, o de Adão e Eva) “tocam” no chão, gravitando sem sombra, quase ausente, recorda-nos a iconografia e representação medieval (se bem que também isto possa ser uma alusão à ausência de pecado).<br />
Mas há mais: Belting vê semelhanças entre este Deus-Pai que cria Adão e Jesus (se pensarmos em grande parte da História da Arte), o que nos permite considerar que a Incarnação está aqui em premonição na pessoa de Adão. Interessante. Ainda neste painel da esquerda, celebra-se a criação de Adão e Eva ou o casamento e o amor? Seja como for, não podemos agora ir mais longe, mas há aqui uma figuração da perda total apocalíptica, pois a natureza do painel da esquerda (luminosa), desaparece no painel do Inferno (sem elementos naturais). O grande mérito de Marijnissen é o de uma indexação deste infinito labirinto boschiano, e um apelo para uma leitura pictórica (o prazer da pintura) que supere este labirinto.<br />
Quanto ao tríptico de Lisboa (<em>As tentações de Santo Antão</em>), nada se sabe sobre quem o encomendou e para onde se destinava, apenas que foi adquirido por Damião de Goes, então a viver na Holanda, e que foi inspirado pela biografia escrita por Sto. Atanásio de Santo Antão do Deserto. Sabe-se, lendo Sto. Atanásio, que a obra não segue o texto, e o seu delírio de tentações para o santo é assim muito bem resumido por J. Destrée: “Pour Bosch, la tentation n’est pas, comme pourrait le croire les modernes, le trouble de la chair privée de la femme, mais un affolement résultant de l’hallucination provoque par des choses étranges, faisant vaciller le raison et la foi.”</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="st_anthony_bosch" src="http://guniah.files.wordpress.com/2010/10/st_anthony_bosch1.jpg?w=630&amp;h=689" alt="" width="573" height="663" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tentações de Santo Antão (detalhe)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, quem foi Hieronymus Bosch? Um sacerdote do Mal? Um &#8220;pedagogo&#8221; crente? Um herege? Um pintor? Um narrador sádico? Um visonário fora, aquém ou além do seu tempo? Um pintor-narrador? Concluindo… não serei eu a responder-vos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(<span style="text-decoration: underline;">NOTA</span>: Não esquecer de visitar o Museu Nacional de Arte Antiga até ao próximo dia 25, para ver a exposição <em>Bosch: Comparações. E o seu Círculo</em>; juntando-se ao tríptico de Santo Antão, o <em>Juízo Final</em> e as <em>Tribulações de Job</em>, ambas vindas de Bruges.)</strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/09/16/o-caso-hyeronimus-bosch-o-que-e-um-visionario-e-ja-agora-o-que-e-um-pintor-um-visionario/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Berio / Sequenza III / Cathy Berberian (2)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/13/berio-sequenza-iii-cathy-berberian-2/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/09/13/berio-sequenza-iii-cathy-berberian-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 22:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Berberian]]></category>
		<category><![CDATA[Berio]]></category>

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		<description><![CDATA[(Por hoje é tudo. Amanhã talvez volte com outro &#8220;assunto&#8221;. Talvez.)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/1hxjCIANddU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>(Por hoje é tudo. Amanhã talvez volte com outro &#8220;assunto&#8221;. Talvez.)</p>]]></content:encoded>
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		<title>SUBSCREVO</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 15:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[estado pária]]></category>
		<category><![CDATA[israel]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O Tempo do sionismo acabou&#8221; (Há dias / RTP1) (Ver também, outro ponto de vista, outro contexto)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://editorart.files.wordpress.com/2010/08/mahmoud_ahmadinejad1.jpg" alt="" width="250" height="280" /></p>
<p><strong>&#8220;O Tempo do sionismo acabou&#8221;</strong></p>
<p>(Há dias / RTP1)</p>
<p><a href="http://ocastendo.blogs.sapo.pt/1236912.html">(Ver também, outro ponto de vista, outro contexto)</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Stripsody / Cathy Berberian</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 15:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Berberian]]></category>
		<category><![CDATA[Berio]]></category>

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		<description><![CDATA[Não, não há nada a dizer, nem me apetece, sobre Cathy Berberian. (Mas podia &#8211; devia? &#8211; fazê-lo.) A propósito disto (&#8220;Stories / Luciano Berio and Friends&#8221;): (Há pouco publicado)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/0dNLAhL46xM" frameborder="0" width="420" height="345"></iframe></p>
<p>Não, não há nada a dizer, nem me apetece, sobre Cathy Berberian.<br />
(Mas podia &#8211; devia? &#8211; fazê-lo.)</p>
<p>A propósito disto (&#8220;Stories / Luciano Berio and Friends&#8221;):</p>
<p><a href="http://www.amazon.co.uk/gp/product/images/B004IXP5M8/ref=dp_image_z_0?ie=UTF8&amp;n=229816&amp;s=music" target="AmazonHelp"><img id="prodImage" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/51SfQKjYy5L._SL500_AA300_.jpg" alt="Stories - Berio and Friends (Theatre of Voices/Paul Hillier)" width="352" height="341" border="0" /></a></p>
<p><a href="http://www.amazon.co.uk/Stories-Friends-Theatre-Voices-Hillier/dp/B004IXP5M8/ref=sr_1_1?s=music&amp;ie=UTF8&amp;qid=1315926088&amp;sr=1-1">(Há pouco publicado)</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>As minhas 4 exposições de Agosto (na &#8220;Sábado&#8221;)</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 18:08:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA["Sábado"]]></category>
		<category><![CDATA[Cabrita Reis]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de arte]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[PEDRO CABRITA REIS  (I) Museu Colecção Berardo, Lisboa (até 2/10) Cabrita Reis mostra-se em duas grandes exposições: uma alargada revisão, em termos de obras e meios convocados, de cerca de 30 anos de trabalho pictórico, escultórico, instalativo, videográfico, de imagens, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/27/as-minhas-4-exposicoes-de-agosto-na-sabado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><img id="il_fi" src="http://www.moleskine.com/moleskine/moleskinecity/w&amp;w/Odile_Decq_7.jpg" alt="" width="596" height="396" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PEDRO CABRITA REIS  <span style="color: #ff0000;">(I)</span></strong><br />
<strong>Museu Colecção Berardo, Lisboa (até 2/10)</strong><br />
Cabrita Reis mostra-se em duas grandes exposições: uma alargada revisão, em termos de obras e meios convocados, de cerca de 30 anos de trabalho pictórico, escultórico, instalativo, videográfico, de imagens, em suma (Museu Berardo); cerca de 400 desenhos na Fundação Carmona e Costa, obras desde os anos 70. Lembro-me de uma frase do autor, dos anos 80, que continua a validar esta longa trajectória: “Entre o Destino e a Pintura a diferença é o Homem”. Ou seja, nem a Pintura nem o Homem se acomodam ao Destino, uma vez que há no Homem-Artista uma espécie de demiurgia que, inevitavelmente, rivaliza com Deus. Trata-se, acima de tudo, de uma aspiração e não de uma realidade. Para P. C. Reis não faz sentido o artista se lançar na obra com outro pensamento. Esta concepção não é megalómana, é clássica, e é a essência da criação artística. Na medida em que a arte sempre aspirou à representação do irrepresentável: os sentimentos, a vida, a morte, o mundo e os espaços da divindade (a Madonna de Giotto, um Cristo de Caravaggio, os enigmáticos retratos de Velázquez…). Deste modo, P. C. Reis recorre a todos os materiais que encontra e constrói todo o tipo de obras: pinturas, esculturas, casas, arquitecturas, paredes de luzes, redes tridimensionais de aço&#8230; E também desenhos, o centro da sua arte e do seu pensamento. <strong>(“Sábado”, 4/8)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img id="il_fi" src="http://www.boasnoticias.pt/img/Ricardo-Jacinto.jpg" alt="" width="487" height="278" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>RICARDO JACINTO</strong><br />
<strong>Chiado 8 (até 14/10)</strong><br />
De circulação recente, mas com vasto currículo, Ricardo Jacinto deixa transparecer nas suas obras elementos da sua formação: arquitectura e música, seja: espaço e mutações perceptivas. Na presente exposição, os objectos e construções anteriores dão lugar exclusivo às imagens projectadas (e sons). Mas a disposição dos elementos é arquitectónica. Temos duas salas ligadas por um corredor (o título da exposição). Em cada sala, ou topos e prolongamentos do corredor, temos uma projecção vídeo. A parede de fundo de uma sala liga-se assim à outra oposta (pelo corredor). A obra que medeia estes dois filmes (dos topos) é um conjunto de vozes e um filme de difícil discernimento. É o centro da obra/instalação, onde desaparece a clareza das significações. A total obscuridade deste espaço é “iluminada” pelas imagens provenientes dos filmes: uma experiência científica sonora, cenas de uma festividade vimaranense (interessante alusão ao colectivo, perante um espectador aqui isolado na obscuridade da exposição) e filmagens de atletas de natação sincronizada (o colectivo organizado). A narrativa dos filmes não é linear, mas o espaço que tudo isto liga e nos envolve é contínuo. O espaço resulta das imagens, único ponto de apoio (o resto é o vazio absoluto) – estas iluminam e permitem (condicionam) a movimentação do espectador. <strong>(“Sábado”, 11/8)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img id="il_fi" src="http://www.arsmagazine.com/uploads/images//000/003/241/news_story_detail-4.jpeg" alt="" width="492" height="359" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JOÃO PENALVA</strong><br />
<strong>Centro de Arte Moderna, Lisboa (até 9/10)</strong><br />
Com longa trajectória, Penalva representou Portugal nas Bienais de S. Paulo, Veneza e Berlim. Comecemos então pelo princípio. Nas suas pinturas do início dos 90, Penalva apostava em soluções compósitas, diversificando materiais pictóricos, escalas, composição fragmentada, por vezes instalativa (combinando sabiamente várias unidades). Tinham contudo uma matriz excessivamente retiniana, por vezes decorativa. Mas o trabalho de Penalva sempre buscou a interdisciplinaridade. Como bailarino trabalhou com Pina Bausch. Certamente com ela aprendeu a construir histórias com fragmentos que, cada um, são uma unidade sem relação de causa-efeito entre eles. Daí a sua obra ser ao mesmo tempo visual, textual e ficcional. Em 1993, apresenta uma enorme instalação na Alfândega do Porto (um seu opus magnum): abriu-lhe os arquivos, iluminou-os, criando um teatro de rara intensidade. O “arquivo” tornou-se uma paixão: em 1997, inventa um coleccionador (Ormsson) e apresenta-lhe a colecção. Verdade e ficção sempre lhe foram indistintas, como vemos aqui. No entanto, muitas obras parecem sofrer de excessivo requinte, de um cansativo design. <strong>(“Sábado”, 18/8)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img id="il_fi" src="http://www.sabado.pt/getattachment/1f95b459-c163-4251-b242-edace4fb5f7d/.aspx?maxsidesize=303" alt="" width="385" height="284" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PEDRO CABRITA REIS  <span style="color: #ff0000;">(II)</span></strong><br />
<strong>Fundação Carmona e Costa, Lisboa (até 8/10)</strong><br />
Quatrocentos desenhos (bruscos, rápidos pensamentos), referentes a 40 anos de trabalho. Assim é esta exposição, acompanhada de um excepcional álbum com todas as obras e um texto do autor, que as pontua. Numa das páginas: “quando se começa, queremos trazer tudo connosco. ao longo da viagem vai-se aprendendo que basta apenas caminhar”. Logo, não se trata de escolher os “melhores” desenhos, mas os desenhos como “companheiros” (de todos os géneros) de uma obra: retratos, paisagens despretensiosas, todas as formas e estilos, experiências automáticas, estudos preparatórios de esculturas. Uma coisa sublinho: o autor expõe-se na intimidade e revela os fundos das gavetas. Desde há 40 anos temos aqui um caos inevitável. Já numa recente exposição na Galeria Miguel Nabinho, PCR mostrava uma série de fotos suas (com legenda) viajando, na intimidade e trabalhando. O que é aqui importante é ver que esta exposição é fria e sistemática, mais do que narcísica. Como se o autor dissesse que tudo vai acontecendo: erros e acertos. E expor-se às claras afasta-o de paradigmas míticos e românticos. Por isso as duas últimas mostras de PCR são importantes: para nós e para o próprio. <strong>(“Sábado”, 25/8)</strong></p>]]></content:encoded>
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		<title>AINDA HÁ LUCIDEZ?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/26/ainda-ha-lucidez/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 22:36:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[União Africana recusa reconhecer rebeldes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a href="http://www.publico.pt/Mundo/uniao-africana-recusa-reconhecer-rebeldes_1509392">União Africana recusa reconhecer rebeldes</a></h2>]]></content:encoded>
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		<title>Então, eh pá&#8230; e quando choram, também choram ao mesmo tempo?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/26/entao-eh-pa-e-quando-choram-tambem-choram-ao-mesmo-tempo/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 22:08:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[«tenho pena &#8212; tenho sempre, juro &#8212; quando vejo mais uma pessoa ir pelo caminho que certamente lhe surge mais fácil e conveniente, o de confundir o inconfundível e de fazer piadolas estultas, sonsas ou, pior, rascas e desonestas. a &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/26/entao-eh-pa-e-quando-choram-tambem-choram-ao-mesmo-tempo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://30.media.tumblr.com/tumblr_lg2teklABz1qah4rlo1_400.jpg" alt="" width="360" height="453" /></p>
<p style="text-align: justify;">«tenho pena &#8212; tenho sempre, juro &#8212; quando vejo mais uma pessoa ir pelo caminho que certamente lhe surge mais fácil e conveniente, o de confundir o inconfundível e de fazer piadolas estultas, sonsas ou, pior, rascas e desonestas. a raiva e o ódio cegam, e vão cegando cada vez mais gente. era desse vírus que eu falava no tal post que tanta vontade de rir dá ao carlos [Botelho – “Cachimbo de Magritte”]: o vírus da raiva e do ódio gratuitos, pessoalizados, que se fundam em diferenças ideológicas e de opinião; a raiva e o ódio aos &#8216;adversários&#8217; de ideias.»<br />
<strong>f. </strong>(apenas, e é tudo)</p>
<p style="text-align: justify;">«Nós estamos cheios de falhas, preconceitos, medos, ilusões. Nós queremos e não queremos ter protagonismo político, porque nós somos e não somos cobardes e valentes. Nós atacamos os poderosos com gritos, os vizinhos com palavras e os miseráveis com silêncios. Nós deixamo-nos andar, mas não estamos a fazer caminho, não chegamos a lado algum se continuarmos à nora. A paixão pela política é a paixão pela aprendizagem.»<br />
<strong>Vapuli </strong>ou<strong> Valupo </strong>ou<strong> Valupi, </strong>ou lá o que é (anagrama/referência a pólipo??)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;">E porque choram</span> <span style="color: #ff0000;">hoje</span> os que quiseram &#8220;engolir&#8221; ontem este blogue? Porque é tarefa que não está à altura de/dos cujos. Não esteve, não está, não vai estar. Apenas o choro. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(De resto, não linko trampa, como sempre.)</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Hádem ver, hádem</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/24/hadem-ver-hadem/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 23:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[gaveta]]></category>
		<category><![CDATA[organização]]></category>
		<category><![CDATA[PS]]></category>
		<category><![CDATA[rebanho]]></category>

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		<description><![CDATA[(Lopez) Como e por que é que gente sem rosto nem existência, que parasita os impostos dos outros no culto único do seu chefe, os famigerados Abrantes, dos quais um tonto abrantizado se transferiu para a cloaca Jugular (e os outros &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/24/hadem-ver-hadem/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://24.media.tumblr.com/wdf1FEhFtmhjp4h3O8fDlsxYo1_500.jpg" alt="" width="342" height="539" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(Lopez)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como e por que é que gente sem rosto nem existência, que parasita os impostos dos outros no culto único do seu chefe, <strong>os famigerados Abrantes</strong>, dos quais um tonto abrantizado se transferiu para a cloaca Jugular (e os outros são muita gente ao mesmo tempo a coberto de dois nomes) decide fazer, não do meu camarada e companheiro António Figueira um alvo, mas isso mesmo, um alvo, <em>de todo o 5dias</em>??</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/2008/12/20/ha-coisas-que-um-jugular-nao-consegue-nem-conseguira-ver-nem-conhecem-o-proprio-lombo/">Como é que esse monte excrementício de subserviência socratista, constituído de coisas meio humanas, que dá pelo nome de Jugular, </a>capitaneados pela mais repelente criatura da blogosfera (e não apenas, toda a gente o sabe e diz), chamada Ferneda Cnacio, decide o mesmo que a “corporação” acima citada <em><a href="http://5dias.net/2009/01/27/existe-heteronimia-sem-heterodoxia-nunca-se-sabe-uma-adivinha-va-la-leitores/">e ao mesmo tempo e em coro</a></em>?? (<strong><a href="http://3.bp.blogspot.com/_Tgh5KnE8Eqg/SwF1uzJQlTI/AAAAAAAAAkQ/Cn3KoS87BGk/s1600/Ana+Vidigal+-+ARTELISBOA+09+c%C3%B3pia.jpg">Até a Anã Vidigal</a></strong> – espantemo-nos!! – balbuciou qq coisa, essa personagem que nunca soube ligar uma vogal a uma consoante: mas esta fica para depois, a decoradora de salões de chá que agora quer passar por “artista feminista conceptual”, tendo numa recente exposição escondido <strong><a href="http://4.bp.blogspot.com/_TIOLfMijttY/SecxYoEgGFI/AAAAAAAACQs/XnVApUIlEo4/s1600-h/Sem%2Bt%25C3%25ADtulo-3.jpg">a merda das decorações </a></strong>que faz há mais de 30 anos&#8230; Já falamos, daqui a pouco, brevemente.)</p>
<p style="text-align: justify;">Como é que duas criaturas “arrastadas”, apagadas, cinzentas e tristes, o amanuense Sales e o pobre Lavos, dois pusilânimes empregados de escritório (a que se junta o colorido insecto Vieira) que sempre me suscitaram pena, decidem entrar na liça?? (Ah, até já apareceu o Oliveira da SIC, mas este nunca teve qualidades – é apenas um &#8220;ético&#8221;).</p>
<p style="text-align: justify;">Como é que um Fernandes e Fernandes faz do 5dias um tema (acho que pela 4ª vez!!!!) de uma crónica do DN??</p>
<p style="text-align: justify;">Sei e não sei porquê.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é bom que se deixe aqui um aviso a estes meninos uníssonos (como se Sócrates ainda existisse e lhe quisessem mostrar serviço): o <strong>5dias é <span style="text-decoration: underline;">3 coisas</span> – é composto pelas suas <span style="text-decoration: underline;">individualidades</span>, pela <span style="text-decoration: underline;">soma dessas individualidades</span> e é, acima de tudo, um lugar que por excelência exemplifica que <span style="text-decoration: underline;">o todo é mais do que soma das partes.</span> Por isso, cuidado: o 5dias não é uma dessas coisas de cada vez, é tudo isso ao mesmo tempo: cada um, a soma de todos e, evidentemente, a prova de que, quase sempre entre nós, o todo é mais do que a soma das partes. [Parte didáctica]</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cuidado <strong>PS e arrastados.</strong> Por mim, por exemplo, melhor trabalharia com um social-democrata liberal do que com um <strong>“social”-Mota Engil,</strong> hádem ver que tal seria natural. (Como é natural.)</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não é esta a resposta aos ataques da corja. A resposta é uma evidência: o bloco central é uma estrutura mafiosa, com uma nuance: o PS (que já conseguiu exilar do país um imprescindível historiador e faz diariamente salivar Oliveira) é uma máfia organizadíssima, oleadíssima; o PSD é-o desorganizada (o que é muito mais simpático). O PS não faz temer nem tremer nada nem ninguém, apesar de, à sua mesa, tudo e todos já se terem sentado: da CIA a Berlusconi (nos velhos e bons tempos de um tal Soares-presidente). Mas, senhores câncios e Coelhos (Jorges): <strong>o PS não mete medo a ninguém, e não conseguirá repetir o caso Rui Mateus nem vingar nada de nada que lhe tenha acontecido (e para o qual esta casa contribuiu).</strong> Falando genericamente. <strong>Não, sr. Jorge Coelho Oliveira, quem se mete com o PS não leva. Nada.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Anotem “socialistas”.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://2.bp.blogspot.com/-xt3nfynF000/TiXpLlMziaI/AAAAAAABqI8/eKz_0kD1pZo/s1600/Him2001%2529-MaurizioCattelan-6.jpg.jpg" alt="" width="345" height="458" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(Maurizio) </strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/08/24/hadem-ver-hadem/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>ATENÇÃO, parece-me que MSousa Tavares já avisou: David Cameron não pode ser atirado ao mar &#8211; nada em comum entre estes nobres &#8220;governantes justiceiros&#8221; e os vândalos de Lagos e Londres: tudo se quer no seu lugar (e NUMA SOCIEDADE MAIS DO QUE PERFEITA)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/21/atencao-parece-me-que-msousa-tavares-ja-avisou-david-cameron-nao-pode-ser-atirado-ao-mar-nada-em-comum-entre-estes-nobres-governantes-justiceiros-e-os-vandalos-de-lagos-e-londres-tudo-se-quer/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/08/21/atencao-parece-me-que-msousa-tavares-ja-avisou-david-cameron-nao-pode-ser-atirado-ao-mar-nada-em-comum-entre-estes-nobres-governantes-justiceiros-e-os-vandalos-de-lagos-e-londres-tudo-se-quer/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Aug 2011 23:12:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[                      Numa cidade inglesa um bando de jovens parte uma vitrina, foge na noite e dirige-se a correr para o jardim botânico. A polícia segue-os, apanha alguns com seus telemóveis &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/21/atencao-parece-me-que-msousa-tavares-ja-avisou-david-cameron-nao-pode-ser-atirado-ao-mar-nada-em-comum-entre-estes-nobres-governantes-justiceiros-e-os-vandalos-de-lagos-e-londres-tudo-se-quer/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><img src="http://resistir.info/gb/imagens/bullington_club.jpg" alt="Membros do Bullington Club." align="right" /></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em></em> </p>
<p style="text-align: justify;"><em></em> </p>
<p style="text-align: justify;"><em></em> </p>
<p style="text-align: justify;"><em></em> </p>
<p style="text-align: justify;"><em></em> </p>
<p style="text-align: justify;"><em></em> </p>
<p style="text-align: justify;"><em></em> </p>
<p style="text-align: justify;"><em></em> </p>
<p style="text-align: justify;"><em></em> </p>
<p style="text-align: justify;"><em></em> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://resistir.info/gb/david_parte_vitrinas.html"><em>Numa cidade inglesa um bando de jovens parte uma vitrina, foge na noite e dirige-se a correr para o jardim botânico. A polícia segue-os, apanha alguns com seus telemóveis e põe-nos no calabouço. </em></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://resistir.info/gb/david_parte_vitrinas.html">O problema é que não se trata de um episódio ocorrido nestes dias. E que os jovens detidos <strong>não são desordeiros sub-proletários.</strong> Não, o episódio verificou-se há 24 anos em Oxford e os 10 jovens eram todos membros do Bullington Club, uma associação estudantil oxfordiana com 150 anos de idade, famosa pelas suas travessuras estudantis, suas bebedeiras e por considerar a vandalização de lojas e restaurantes como a melhor das distracções. Os problemas com donos de restaurantes, comerciantes e de denúncias à polícia são resolvidos com algumas indemnizações generosas vindas das gordas carteiras paternais. Algumas horas antes, os dez bravos jovens fizeram-se retratar nos degraus de uma grande escada, todos em uniforme do clube, roupa de recepção a 1000 libras esterlinas (1150 euros) cada uma. <strong>Dentre eles destaca-se um jovem David Cameron e um, também imberbe, Boris Johnson. </strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://resistir.info/gb/david_parte_vitrinas.html">Acontece que hoje Cameron é o primeiro-ministro conservador e Johnson é presidente conservador da Grande Londres. E que tanto um como outro trovejam contra os vândalos que destroem as propriedades privadas. Tanto um como outro defendem a linha dura, a mão de ferro. Cameron quer recorrer ao exército e censurar as redes sociais; Johnson quer aumentar os efectivos da polícia. Sem sequer a menor compreensão por quem não faz outra coisa, no fundo, senão emular os seus gestos de outrora. </a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://resistir.info/gb/david_parte_vitrinas.html">Mas, evidentemente, é característico da mentalidade de um filho do papá considerar que os outros não podem – e não devem – permitir-se aquilo que lhes foi permitido, a eles, por direito de nascimento e de extracção social. </a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://resistir.info/gb/david_parte_vitrinas.html">David Cameron nasceu em 1966, filho de um pai agente da bolsa e de uma mãe filha de um baronete: o actual primeiro-ministro gosta de divulgar que é o descendente ilegítimo do rei Guilherme IV e da sua amante Dorotéia, e portanto que é um parente longínquo da rainha Elisabeth II. Snob típico, Cameron foi enviado aos sete anos para Heatherdown, escola elementar frequentada também pelos príncipes Andrew e Edward, escola cuja atitude de classe era sem equívocos: nos dias de excursão, as toilettes portáveis eram designadas por &#8220;Ladies&#8221;, &#8220;Gentlemen&#8221; e &#8220;Chauffeurs&#8221;. E quando Margaret Thatcher foi eleita primeira-ministra, a escola celebra isso com uma partida de cricket improvisada de alunos contra professores. No liceu, Cameron foi enviado à mais prestigiosa escola privada da Inglaterra, Eton (despesas anuais de escolaridade: 27 mil libras esterlinas, cerca de 31 mil euros), o cadinho da classe dominante (Boris Johnson também foi seu colega de classe em Eton): é divertido que na Grã-Bretanha as escolas privadas sejam chamadas de escolas públicas (public schools). Ali o jovem Cameron foi surpreendido em vias de colar e, como punição, teve de copiar 500 linhas de latim. Depois de Eton seguiu-se, naturalmente, a Universidade de Oxford e seu clube, o Bullington. Como perfeito snob, Cameron casou-se depois com Samantha Gwendoline Sheffield, cujo pai é um baronete proprietário de terras e cujo padrinho é visconde. Samantha Gwendolina trabalha na célebre casa de produtos de luxo Smyrne, da Bond Street, e recebeu o prémio de Melhor Desenhadora de Acessórios concedido pelo British Glamour Magazine. </a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://resistir.info/gb/david_parte_vitrinas.html">Quando se recuperam das suas asneiras estudantis, os filhos do papá geralmente fazem uma bela carreira: Boris Johnson tornou-se director do Spectator (ainda que a sua carreira cambaleie com as suas aventuras de mulherengo inveterado, apesar de casado). Cameron tornou-se director de Assuntos Corporativos na Carlton Communication, uma sociedade de media absorvida a seguir pela Granada plc para constituir a ITV plc. </a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://resistir.info/gb/david_parte_vitrinas.html">Em 2006, quando Cameron vence o congresso Tory e torna-se líder do partido conservador, tem apenas 38 anos. E é muito naturalmente que, no governo sombra que forma (o primeiro-ministro na época era Tony Blair), três dos membros são antigos alunos de Eton (Old Etonians). Mas no grupo dos seus colaboradores mais próximos, pelo menos 15 são Old Etonians. E passa-se o mesmo quando, em Maio de 2010, Cameron ganha (pela metade) as eleições e torna-se primeiro-ministro à testa de uma coligação com os neoliberais dirigidos por Nick Clegg: também aqui o núcleo duro do governo é constituído por aristocratas, etonianos ou oxfordianos, como o actual o ministro da Economia George Gideon Osborne, também ele nobre, herdeiro do baronato Osborne, também ele diplomado em Oxford, e também ele, é claro, antigo membro do Club Bullington. </a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://resistir.info/gb/david_parte_vitrinas.html"><strong><em>Como se dizia outrora: o bom sangue não mente. A classe (social) tão pouco.</em></strong></a></p>
<p><strong>(&#8220;Resistir.info&#8221;, 12, Agosto, 2011)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">[<a href="http://5dias.net/2011/08/20/argh-come-on-bloke-were-just-the-studio-version/comment-page-1/#comment-204664">Agradecendo a "De"; </a>entretanto, para quê ligar a isto? São só umas brincadeiras de quem molda um país! Também não se pode estar sempre a moldar, não é verdade? E uma brincadeira tem o mérito de não ser um motim nem uma revolução, mesmo que viole propriedade. <a href="http://5dias.net/2011/08/14/informo-em-primeira-mao-que-o-5dias-vai-contratar-como-colunista-o-meu-vizinho-do-talho-acougueiro-e-cortador-eximio-e-nada-rasca-para-coluna-semanal-ao-sabado-para-nao-so-concorrer-com-esta/">E um abastado proprietário não pode partir uma montra??]</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/08/21/atencao-parece-me-que-msousa-tavares-ja-avisou-david-cameron-nao-pode-ser-atirado-ao-mar-nada-em-comum-entre-estes-nobres-governantes-justiceiros-e-os-vandalos-de-lagos-e-londres-tudo-se-quer/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Informo em primeira-mão que o 5dias vai contratar como colunista o meu vizinho do talho, açougueiro e cortador exímio (e nada rasca), para coluna semanal, ao sábado, para não só concorrer com esta ….. (prosa?, estômago meu), mas para fazer melhor, evidentemente</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/14/informo-em-primeira-mao-que-o-5dias-vai-contratar-como-colunista-o-meu-vizinho-do-talho-acougueiro-e-cortador-eximio-e-nada-rasca-para-coluna-semanal-ao-sabado-para-nao-so-concorrer-com-esta/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 00:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[hábito]]></category>
		<category><![CDATA[normalidade]]></category>
		<category><![CDATA[opinião rasca]]></category>

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		<description><![CDATA[(E peço desculpa ao R. H. van Rijn por estar a utilizá-lo em tão deprimente situação:) Passemos a excertos do MSTavares do costume (leitor, melhor não é possível, “Expresso”, 13/8): «Dá vontade de agarrar nestes tipos e atirá-los ao mar. (…) &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/14/informo-em-primeira-mao-que-o-5dias-vai-contratar-como-colunista-o-meu-vizinho-do-talho-acougueiro-e-cortador-eximio-e-nada-rasca-para-coluna-semanal-ao-sabado-para-nao-so-concorrer-com-esta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://4.bp.blogspot.com/_zqdN1zNGdas/TMXeoVW6KaI/AAAAAAAAASg/ek7zHaAaVmA/s1600/24+-+Rembrandt+-+Le+boeuf+ecorche.jpg" alt="" width="445" height="587" /></p>
<p style="text-align: justify;">(E peço desculpa ao <strong>R. H. van Rijn</strong> por estar a utilizá-lo em tão deprimente situação:)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Passemos a excertos do MSTavares do costume (leitor, melhor não é possível, “Expresso”, 13/8):</strong></p>
<p>«<em>Dá vontade de agarrar nestes tipos e atirá-los ao mar.</em><br />
<em>(…)</em><br />
<em>Não são parte de uma geração à rasca, são sim parte do mal. E o mal, desgraçadamente, existe, vive paredes-meias connosco e só há uma forma de o combater que é reprimi-lo sem tréguas e desde o início.</em><br />
<em>(…)</em><br />
<em>Mas eu bem vejo estes </em>hoods <em>nos </em>pubs<em> do Algarve, no seu melhor estilo: a embebedarem-se com litradas de cerveja até caírem para o lado a vomitar. Ao vê-los, é difícil acreditar que esta é parte da juventude de um país que, nas horas mais sombrias da sua história, foi sempre um exemplo de cidadania, coragem e patriotismo. Como escreveu o “Times”, estes bandos de jovens arruaceiros que espalharam o terror nas cidades inglesas, destruindo vidas e o produto do trabalho e esforço de tanta gente, ingleses ou imigrantes, tentam sabotar os alicerces de uma sociedade onde tantos jovens do mundo inteiro gostariam de poder viver e crescer</em>.»</p>
<p>Ora, isto tem classificação?</p>
<p><strong>Isto é publicável?</strong> Isto é uma coluna?</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo se verdadeira fosse esta caracterização (<strong>e suas ilações</strong>), seria natural que a prosa de um desses bêbados ingleses com litradas de cerveja até cair para o lado a vomitar fosse mais elaborada (não tão abjecta) do que a que publica hoje o «Expresso» assinada por este conhecido «jornalista». De outro modo, comparado com isto, não são os textos de José Manuel Fernandes exemplos sofisticados de excelente sociologia?</p>
<p style="text-align: justify;">Não estará aqui subjacente, nesta caracterização de uma «elevada Inglaterra», de um lado, e de seu amotinados a caírem de bêbados, de outro lado, um convite à supressão/anulação («repressão sem tréguas»!!!!!!!!) pura e simples de uma parte da população de um país? Sim, <strong>pelo menos para fazer frutificar o cliché desse país</strong> (ou de outro qualquer) como «exemplo de cidadania e coragem». Porque, evidentemente, <strong>só há cliché com limpeza,</strong> não é verdade? E por onde vamos começar a limpeza? Por Lagos??</p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.contemporarypaint.co.uk/essay%20on%20Bacon_html_m1661d031.jpg" alt="" width="504" height="539" /></p>
<p style="text-align: justify;">(E também peço desculpa a <strong>F. Bacon</strong>, pela mesma razão; não deveria utilizá-lo em tão deprimente situação)</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>(É só porque muitos intentaram &#8220;enterrar&#8221; o homem demasiadamente cedo e não, não é minimamente justo; não foi e não é)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/10/e-so-porque-muitos-intentaram-enterrar-o-homem-demasiadamente-cedo-e-nao-nao-e-minimamente-justo-nao-foi-e-nao-e/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/08/10/e-so-porque-muitos-intentaram-enterrar-o-homem-demasiadamente-cedo-e-nao-nao-e-minimamente-justo-nao-foi-e-nao-e/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 02:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por exemplo, este. E os outros também.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="imageViewerDiv"><img id="prodImage" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/31MQY9KNA3L._SS500_.jpg" alt="" /></div>
<div>
<p><a href="http://www.amazon.fr/Power-Inferno-Jean-Baudrillard/dp/2718606045/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;qid=1312943458&amp;sr=8-1">Por exemplo, este</a>. E os outros também.</p>
</div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>OUTRA VEZ, CONTINUEMOS&#8230;: “Mais ce qui est liquidé, il faut encore le détruire”: é isto e não outra coisa que está em causa em Londres</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/10/outra-vez-continuemos-%e2%80%9cmais-ce-qui-est-liquide-il-faut-encore-le-detruire%e2%80%9d-e-isto-e-nao-outra-coisa-que-esta-em-causa-em-londres/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 01:35:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Certamente o sistema continuará sem prazo, sem fim doravante, nem mesmo o do seu apocalipse. Uma vez que o apocalipse já lá está instalado desde dentro, sob a forma de inexorável liquidação de toda a civilização, talvez mesmo da espécie. &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/10/outra-vez-continuemos-%e2%80%9cmais-ce-qui-est-liquide-il-faut-encore-le-detruire%e2%80%9d-e-isto-e-nao-outra-coisa-que-esta-em-causa-em-londres/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><img id="il_fi" src="http://3.bp.blogspot.com/-EAr_fqw4vcU/Tg3CFrfRMlI/AAAAAAAACsk/1_JEkIHw89E/s1600/london460.jpg" alt="" width="460" height="300" /></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Certamente o sistema continuará sem prazo, sem fim doravante, <a href="http://5dias.net/2011/08/08/continuemos-pois/">nem mesmo o do seu apocalipse.</a> Uma vez que o apocalipse já lá está instalado desde dentro, sob a forma de inexorável liquidação de toda a civilização, talvez mesmo da espécie. </em><strong><a href="http://5dias.net/2011/08/10/escrevi-isto-ha-8-anos-sobre-baudrillard-e-power-inferno-o-ocidente-declarou-guerra-a-si-mesmo-e-isso-so-pode-ser-positivo/">Mais ce qui est liquidé, il faut encore le détruire.</a></strong><em> E o pensamento e o acontecimento partiram ligados através desse acto de destruição simbólica.</em> <strong>(Baudrillard)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É isto e não outra coisa. Quem quiser que continue a gritar e a chorar em defesa do “estado social”. É o pior que agora se pode fazer: é a tarefa do Arrastão, Jugular e quejandos. Não de quem pensa (e tenta pensar).</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Escrevi isto há 8 anos sobre BAUDRILLARD e &#8220;Power Inferno&#8221;: o OCIDENTE declarou guerra a si mesmo e isso só pode ser positivo!</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/10/escrevi-isto-ha-8-anos-sobre-baudrillard-e-power-inferno-o-ocidente-declarou-guerra-a-si-mesmo-e-isso-so-pode-ser-positivo/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/08/10/escrevi-isto-ha-8-anos-sobre-baudrillard-e-power-inferno-o-ocidente-declarou-guerra-a-si-mesmo-e-isso-so-pode-ser-positivo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 00:41:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[(&#8230;) Se o objecto substitui o sujeito e o hiper-real substitui o real, se o capitalismo de simulação substitui a economia política, inscreve-se aqui uma crítica: a da «troca simbólica» como tentativa de superação da equivalência na troca mercantil. Daqui &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/10/escrevi-isto-ha-8-anos-sobre-baudrillard-e-power-inferno-o-ocidente-declarou-guerra-a-si-mesmo-e-isso-so-pode-ser-positivo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(&#8230;)</p>
<p style="text-align: justify;">Se o <strong>objecto</strong> substitui o <strong>sujeito</strong> e o <strong>hiper-real</strong> substitui o <strong>real,</strong> se o capitalismo de simulação substitui a economia política, inscreve-se aqui uma crítica: a da «troca simbólica» como tentativa de superação da <em>equivalência</em> na troca mercantil. <strong>Daqui se parte para a análise do actual <em>estado de guerra</em>. Se os privilegiados da globalização destroem a troca fundada no símbolo e na diferenciação singular, a resposta dos humilhados faz-se através da reposição e afirmação do acto simbólico – como no ritual do «potlatch», <em>jogada mínima, resultado máximo.</em></strong> A origem do terrorismo é esta humilhação infligida pelo ocidente às outras sociedades (de diferente <em>intensidade</em>), às sociedades do «outro», aos Outros TODOS (nós). </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Faz-se neste livro uma importante referência à <em>troca simbólica</em> que serve ou é a base de um desafio <em>impossível</em> ao sistema – ao hiper-poder – através desse «dom simbólico da morte». Precisamente porque expropriado de tudo e impossibilitado de retribuir os «favores» que deve ao ocidente, o terrorista suicida só pode dar a sua vida e a de outros. Neste sentido, os autores do 11 de Setembro humilharam a hiperpotência porque esta muito antes os humilhara <em>sem réplica</em>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.worldstatesmen.org/9-11_Statue_of_Liberty_and_WTC.jpg" alt="" width="516" height="382" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>[Sim, o problema é hoje o mesmo em Londres: já todos foram expropriados de tudo e nada têm para dar em troca: a não ser a DESTRUIÇÃO TOTAL!! E é preciso que seja TOTAL!!]</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://coto2.files.wordpress.com/2010/11/london-riots-11-2010.jpg" alt="" width="514" height="325" /></p>
<p style="text-align: justify;">A actual barbárie americana, em 2002 <strong>[ou a das polícias ocidentais contra os seus manifestantes que, legitimamente, querem destruir tudo o que puderem!],</strong> contra o Iraque comprova <em>a posteriori</em> as teses de Baudrillard – o humilhado não é aqule a quem tudo se roubou, mas aquele a quem o Império do Bem, «a violência do Bem», tudo deu sem que ele pudesse retribuir de modo algum. E agora até a democracia este «Bem» supremo quer oferecer. <strong>Assim, ao humilhado apenas resta uma resposta: humilhação contra humilhação, e humilhar o Império significa dar-lhe algo que ele não pode retribuir – os atentados de Nova Iorque, por exemplo. [Londres e Paris também, pensemos agora em Londres e Paris!!] </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A potência mundial humilha agindo de duas formas: não suporta a diferença nem a singularidade (todos têm de se integrar a bem ou à força na ordem global; <strong>é completamente absurdo e mesmo «exterior à humanidade» não fazer parte do <em>destino universal</em> da modernidade</strong>); e inveja ferozmente as sociedades de «alta intensidade». Mas o mais interessante e preocupante surge quando Baudrillard, com vincada lucidez, vai coligar o ódio à diferença com <span style="color: #ff0000;"><strong>o ódio do ocidente em relação a si próprio;</strong></span> portanto, temos o ódio ao outro ligado à autodestruição no campo dos privilegiados da globalização: «o terrorismo assenta tanto no desespero dos humilhados como no desespero invisível dos privilegiados da globalização, na nossa própria submissão a uma tecnologia integral, a uma virtualização esmagadora».</p>
<p style="text-align: justify;">Detestamos o excesso de realidade, de poder e de conforto, porque tal nos aprisiona num espaço de «dádiva» sem que possamos reagir ou promover uma contradádiva. Ter tudo em <em>excesso</em> é não respirar mais. Por isso Baudrillard escreve que se o islão dominasse o mundo, o terrorismo virar-se-ia contra o islão. <strong>Nunca paramos de sonhar com a destruição da potência e do poder supremo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(C. Vidal, &#8220;Exitbook&#8221;, nº2, Madrid, 2003)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://jeena.net/images/2010/riot-london.jpg" alt="" width="518" height="405" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>É preciso continuar, hoje, em Londres, sem parar. </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Baudrillard magnífico explicava isto:</span> &#8220;Deus, ele mesmo, não pode declarar-se guerra. E sim: o Ocidente, em posição de Deus, do todo-poderoso divino com sua legitimidade moral absoluta, tornou-se suicidário, declarou guerra a si mesmo&#8221;.<em> <a href="http://5dias.net/2011/08/08/continuemos-pois/">Sim, como eu dizia há pouco ao comentador Justiniano, tendo acumulado tanto poder, a quem é que o poder do Ocidente poderia declarar guerra se não a si mesmo???</a></em></span></strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/08/10/escrevi-isto-ha-8-anos-sobre-baudrillard-e-power-inferno-o-ocidente-declarou-guerra-a-si-mesmo-e-isso-so-pode-ser-positivo/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Continuemos, pois&#8230;</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/08/continuemos-pois/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/08/08/continuemos-pois/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 20:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Londres: Os motins não têm &#8220;absolutamente nada a ver com a morte de Mark Duggan&#8221;, diz o vice-primeiro britânico. Pois não. Também acho que não. Entretanto, na Lusitânia: &#8220;Não me comprometo com resultados rápidos nem com sacrifícios suaves.&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Um caro foi incendiado em Hackney" src="http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/350390?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=350&amp;t=1312838785,09721" alt="Um caro foi incendiado em Hackney" /></p>
<p style="text-align: justify;">Londres: Os motins <a href="http://www.publico.pt/Mundo/violencia-alastra-a-varios-bairros-de-londres_1506749">não têm &#8220;absolutamente nada a ver com a morte de Mark Duggan&#8221;, diz o vice-primeiro britânico. </a>Pois não. Também acho que não.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, na Lusitânia:</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="Pedro Passos Coelho" src="http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/350275?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=350&amp;t=1312839145,47221" alt="Pedro Passos Coelho" width="353" height="218" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.publico.pt/Política/sacrificios-pedidos-aos-portugueses-nao-vao-ser-suaves-avisa-passos_1506622">&#8220;Não me comprometo com resultados rápidos nem com sacrifícios suaves.&#8221;</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Se o PS não é um partido e uma organização fascista, então que….</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 20:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[«Esquerda»]]></category>
		<category><![CDATA[censura]]></category>
		<category><![CDATA[o costume]]></category>
		<category><![CDATA[o já habitual]]></category>
		<category><![CDATA[PS]]></category>

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		<description><![CDATA[1… então que permita, o PS ou quem o rodeia e o “apoia” (de várias formas), que permita o calmo e absolutamente seguro regresso a Portugal (vindo de paradeiro incerto, precisamente “exilado” pelo PS e temendo pela sua vida) de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/08/se-o-ps-nao-e-um-partido-e-uma-organizacao-fascista-entao-que%e2%80%a6/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>1…</strong> então que permita, o PS ou quem o rodeia e o “apoia” (<strong><em>de várias formas</em></strong>), que permita o calmo e absolutamente seguro regresso a Portugal (vindo de <strong>paradeiro incerto</strong>, precisamente “exilado” pelo PS e temendo pela sua vida) de <strong>RUI MATEUS</strong>, autor do livro <strong>“Contos Proibidos: Memórias de um PS Desconhecido”.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://ferrao.org/uploaded_images/memorias.jpg" alt="" width="376" height="539" /></p>
<p style="text-align: justify;">É certo que se <strong>RUI MATEUS</strong> não temesse pela sua vida não se teria <strong>rapidamente</strong> posto em lugar seguro e até hoje de todos desconhecido, lugar onde teve de refazer a sua vida e ver de longe o seu livro “proibido”, com tudo o que isso tem de negativo (e trágico) para o homem e para a <strong>história do Portugal contemporâneo,</strong> <strong>história que, precisamente, não pode ser feita sem este livro</strong> (é uma das 3 ou 4 obras mais importantes para se historiar o pós-25 de Abril, ao lado de, por exemplo, “Alvorada em Abril”, entre vários outros – independentemente das nossas posições políticas; e não, não é um livro de um “traidor”, isso só mesmo na cabeça do habitual e inenarrável M Sousa Tavares!).</p>
<p style="text-align: justify;">Sinteticamente, para quem não o saiba <strong>(mas há quem não o saiba???),</strong> o livro trata da forma como <strong>Mário Soares</strong> construiu um mundo empresarial &#8211; a célebre Emaudio, andanças onde vamos encontrar espécimes como Murdoch, esse mesmo!, Berlusconi, esse mesmo!&#8230; - com as sobras financeiras da sua vitoriosa campanha eleitoral para a presidência da República em 1986 (ver <a href="http://muitocurioso.blogs.sapo.pt/arquivo/899883.html">aqui, textos que levaram à expulsão de Joaquim Vieira da &#8220;Grande Reportagem&#8221;, depois compulsivamente encerrada </a>; <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/20769-escandalos-da-democracia-o-livro-que-vendeu-30-mil-e-desapareceu">aqui</a>, <a href="http://aventar.eu/2010/12/19/contos-proibidos-o-ficheiro/">aqui, do corajoso &#8220;Aventar&#8221; </a>,  <a href="http://ferrao.org/2008/03/rui-mateus-contos-proibidos/">aqui, de Ferrão, o divulgador pioneiro </a>- entre infinitos sites e lugares).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2.</strong> <strong>Se o PS não é… então que permita que a editora Publicações Dom Quixote reedite a obra,</strong> uma vez que num dia esgotou milhares de exemplares <strong>(30 000 exemplares vendidos no lançamento no dia 27 de Janeiro de 1996!!!).</strong> Perante estes números esmagadores não há editora que não queira, no fundo (mais do que obviamente), reeditar a obra: por razões comerciais e historiográficas (com as suas 5 dezenas de preciosos anexos, não é possível fazer nenhuma história de Portugal na segunda metade do século XX sem esta ferramenta!).</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>3.</strong> E este é o meu post de boas vindas</span><span style="color: #ff0000;"> ao novo secretário-geral (ou lá como se chama a coisa) do PS. (Um post muitíssimo VERMELHO.)</span></p>
<p style="text-align: justify;">(Porque é claro que não quero eu, nem quero que <strong>ninguém</strong> ande oculta e obscuramente, com medo e segredando de alfarrabista em alfarrabista procurando este &#8220;bendito/maldito/utilíssimo&#8221; objecto.)</p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Notices à venir&#8221; e BHL</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/02/notices-a-venir-e-bhl/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 23:52:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que Deleuze o demoliu definitivamente que sempre considerei o nazi-sionista Bernard-Henry Lévy (tipo “matem 10 000 palestinianos, mas dêem-me o Gilad”, não foi bem assim mas poderia ter sido), sempre considerei esta coisa como um dos maiores palhaços de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/02/notices-a-venir-e-bhl/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://fredericerk.files.wordpress.com/2009/06/bhl.jpg?w=350&amp;h=377" alt="" width="350" height="377" /></p>
<p style="text-align: justify;">Desde que Deleuze o demoliu definitivamente que sempre considerei o nazi-sionista Bernard-Henry Lévy (tipo “matem 10 000 palestinianos, mas dêem-me o Gilad”, não foi bem assim mas poderia ter sido), sempre considerei esta coisa como um dos maiores palhaços de França (que não o merecia, sinceramente).</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, numa pausa de uns trabalhos (e não há cá pausas longas em Agosto: o que é Agosto??), <a href="http://www.bernard-henri-levy.com/his-concepts-6657.html">passei pelo site que tem o nome do homem,</a> do “filósofo-palhaço” BHL. Entro muito curioso num espaço com o título “Ses Concepts”, e vem-me: <em>Notices à venir</em>. Então não é que o palhaço que disse que Soljenitsine era o Dante do nosso tempo, que abominou Platão como precursor do fascismo, que abomina Hegel e Bergson, que nasceu em 1948 (!!), ainda não fez colocar nem ajudou a quem lhe fez esta burlesca página (para, precisamente, provar que BHL é um “filósofo”) com uma merda de um “concept” ?? Vá lá, apenas um, foda-se!</p>]]></content:encoded>
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		<title>Again</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/02/again/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 23:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/7IykgpJ7WCs" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]></content:encoded>
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		<title>Pedido de ajuda encarecida (e salvação angustiada)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/02/pedido-de-ajuda-encarecida-e-salvacao-angustiada/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 22:58:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[GRIGORY SOKOLOV é &#8211; desde há muito e se eu tivesse de mencionar apenas um nome &#8211; o meu pianista de cabeceira. Dará no Grande Auditório da FCGulbenkian, a 13 de Novembro, um recital Bach (por isso deixo aqui 2 &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/02/pedido-de-ajuda-encarecida-e-salvacao-angustiada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>GRIGORY SOKOLOV </strong>é &#8211; desde há muito e se eu tivesse de mencionar apenas um nome &#8211; o meu pianista de cabeceira.</p>
<p>Dará no Grande Auditório da FCGulbenkian, a 13 de Novembro, um recital Bach (por isso deixo aqui 2 vídeos Sokolov/Bach).</p>
<p>É hábito da Fundação abrir a compra por correspondência antes de on-line, e esta antes da &#8220;bilheteira aberta&#8221; (onde o essencial já desapareceu e nada se encontra). Não mandei a minha carta nos primeiros dias, é facto. Por isso, recebi o que pedi menos o bilhete Sokolov.</p>
<p>Neste caso, a quem me disponibilizar um bilhete, pago + 25 € do que o que está impresso.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Waul-tBFkc8" frameborder="0" width="640" height="390"></iframe><br />
<strong>(Prelúdio BWV 855a)</strong></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/SJm-ytracjs" frameborder="0" width="640" height="390"></iframe><br />
<strong>(Prelúdio e Fuga BWV 846)</strong></p>
<p>(Confesso que <a href="http://5dias.net/2011/08/02/www-ftube-pt/">os atilhos da Câncio </a>a desatarem-se, puseram-me assim meio honesto e verdadeiro &#8211; queiramos um verão libidinoso e negócios, principalmente negócios, claro.)</p>
<p><strong>ADENDA (5/8/2011): A quem não entendeu este post: eu não estou a brincar!!</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O que querem o PS, o Jugular, o Câmara Corporativa, o PSD e o CDS&#8230;&#8230;?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/07/31/o-que-querem-o-ps-o-jugular-o-camara-corporativa-o-psd-e-o-cds/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 02:15:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O PSD e CDS-PP chumbaram hoje um requerimento do Bloco de Esquerda para a audição de Diogo Freitas do Amaral sobre a questão das ‘golden shares’. A audição de Freitas do Amaral foi recusada pela maioria, que justifica com o &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/31/o-que-querem-o-ps-o-jugular-o-camara-corporativa-o-psd-e-o-cds/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><img id="il_fi" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQZ5OUHtF4Luca7KfheCZacQDghZyeMwiQhE9sDGYThrdneCZyS0g" alt="" width="189" height="267" /></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://www.publico.pt/Economia/psd-e-cdspp-chumbam-audicao-de-freitas-do-amaral-sobre-golden-shares_1504939">O PSD e CDS-PP chumbaram hoje um requerimento do Bloco de Esquerda para a audição de Diogo Freitas do Amaral sobre a questão das ‘golden shares’.</a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.publico.pt/Economia/psd-e-cdspp-chumbam-audicao-de-freitas-do-amaral-sobre-golden-shares_1504939"><em>A audição de Freitas do Amaral foi recusada pela maioria, que justifica com o agendamento para a próxima quarta-feira da apreciação parlamentar do decreto-lei aprovado pelo Governo para o fim das ‘golden shares’. </em></p>
<p></a><a href="http://www.publico.pt/Economia/psd-e-cdspp-chumbam-audicao-de-freitas-do-amaral-sobre-golden-shares_1504939"><em>O deputado do PSD Duarte Pacheco considerou “extemporâneo” o requerimento do BE, e admitiu a realização de um debate sobre a questão e até outras audições, mas recusou esta audição por se tratar de apenas uma opinião e já conhecida, o que resultaria em apenas ouvir um dos lados da questão. </em></p>
<p><em>O requerimento foi chumbado com os votos contra do PSD e do CDS-PP. O PS absteve-se na votação, votando a favor apenas o BE e o PCP. </em></p>
<p><em>Num artigo de opinião publicado na revista &#8220;Visão,&#8221; Freitas do Amaral mostrou-se contra a decisão do Tribunal Europeu de acabar com as ‘golden shares’ e considerou ser preciso defender as participações na PT, EDP, Galp e TAP, se necessário através de nacionalizações.</em> </a></p>
<p style="text-align: justify;">O mais ridículo de tudo isto é o Jugular (sempre este lar e o mesmo ar): apenas expressando cegamente saudades de J Sócrates (detestanto José Seguro como eu, que abomino a coisa PS, seja qual for a &#8220;ala&#8221; em causa), investe violentamente este blog contra este governo pretendendo o mesmo politicamente. <a href="http://5dias.net/2008/12/20/ha-coisas-que-um-jugular-nao-consegue-nem-conseguira-ver-nem-conhecem-o-proprio-lombo/">Há coisas que um Jugular não consegue nem conseguirá ver, nem conhecem o próprio lombo.</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(Sim, porque as &#8220;receitas&#8221; das privatizações PS/PSD/CDS renderão uns 5 mil milhões para uma dívida de 160 mil milhões. Ora porra.)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.melhoresdestinos.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tap-novo-voo.jpg" alt="" width="400" height="300" /></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma nota suplementar sobre um vídeo de HELENA ALMEIDA</title>
		<link>http://5dias.net/2011/07/29/uma-nota-suplementar-sobre-o-video-em-baixo-assinalado-de-helena-almeida/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 02:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[arte contemporânea]]></category>
		<category><![CDATA[Helena Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[HELENA ALMEIDA. Foto. 2010. Recordo o título do meu extenso post aqui publicado, no 5dias (2009): “HELENA ALMEIDA, a obra fotográfica e os seus desenhos: um círculo fechado e perfeito”. Muito bem, retome o leitor esse texto, pois há aqui &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/29/uma-nota-suplementar-sobre-o-video-em-baixo-assinalado-de-helena-almeida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img title="Helena Almeida, Untitled" src="http://www.artnet.de/artwork_images_180756_681056_helena-almeida.jpg" alt="Helena Almeida, Untitled" width="481" height="454" border="0" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>HELENA ALMEIDA. Foto. 2010.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Recordo o título do meu extenso post aqui publicado, no 5dias (2009): <strong><a href="http://5dias.net/2009/04/10/helena-almeida-a-obra-fotografica-e-os-seus-desenhos-um-circulo-fechado-e-perfeito/">“HELENA ALMEIDA, a obra fotográfica e os seus desenhos: um círculo fechado e perfeito”. </a></strong>Muito bem, retome o leitor esse texto, pois há aqui continuidade e suplemento.</p>
<p style="text-align: justify;">Vinha ele na sequência da exposição-livro “Caderno de Campo”, 2006, mostrada na Galeria Filomena Soares e no MEIAC de Badajoz. O <strong><a href="http://5dias.net/2009/04/10/helena-almeida-a-obra-fotografica-e-os-seus-desenhos-um-circulo-fechado-e-perfeito/">“círculo fechado e perfeito”</a></strong> dizia respeito à primeira vez (relevando ao mesmo tempo um procedimento) que Helena Almeida mostrava exaustivamente a sua produção desenhística. Não me referia, nesse post ou neste presente texto, somente ao facto de uma faceta menos divulgada da autora passar a estar aqui a descoberto. Não, o “círculo fechado e perfeito” significava a forma da articulação entre o desenho e a foto-pintura da autora. Por um lado, o desenho da autora é informativo, minuciosamente informativo: aponta para poses e situações que a autora faz (faz-se) fotografar com a exactidão de uma cópia (do desenho). Executado o desenho fotograficamente ele torna-se, depois, uma parte de um <strong>arquivo</strong>. No seu conjunto, revelado o <strong>arquivo</strong> (desde os anos 70), estamos perante obras autónomas do factor informativo inicial (para a autora ou para o “homem da câmara”), uma narrativa corporal, uma história do corpo mais do que da obra fotográfica “final”. Retroactivamente, a fotografia vivifica o desenho que lhe é anterior, como se a fotografia tivesse surgido primeiro. Ou seja, parece-me que o desenho começa a ter um sentido peculiar depois de vista a fotografia.</p>
<p style="text-align: justify;">A fotografia da autora, em síntese, está ligada à pintura, a uma sua arquelogia ou inventariação de processos pictóricos: a autora vivifica, tridimensionaliza, põe no espaço os elementos estruturais da linguagem plástica (ponto, linha, cor). E é aqui que entra o corpo da artista: é o seu corpo que manieta no espaço estes elementos: “engole” manchas de cores como se de seres vivos se tratassem, brinca com linhas no espaço, em suma, estas fotografias são também (ou sobretudo) performances.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/2011/07/29/as-minhas-4-exposicoes-de-julho-1-exposicao-de-junho-na-sabado/">Tudo isto vem a propósito do excepcional vídeo (sem título, 2010) que é mostrado nesta exposição <strong>“Voo do Bumerangue”. </strong></a>É importante mencionar que este vídeo prolonga uma série fotográfica o ano passado mostrada em Paris (também s / título).</p>
<p style="text-align: justify;">E é importante sublinhar que a foto, ou as fotos, sinalizam uma acção na sua sucessão, mas não podem como o vídeo assinalar um contínuo real-temporal. Volto ao título do meu post anterior, de 2009: um “círculo fechado e perfeito”. Ora tal fechamento, como se de uma cúpula se tratasse, só se dá com a junção dos vídeos às fotografias e aos desenhos, vejo-o eu agora (pois não basta a pintura e o desenho). E a autora em várias décadas de trabalho, apenas expôs três vídeos (o que significa <em>CRITÉRIO</em>): de 1979, “Ouve-me”; de 2001/02, momentos preparativos (como que desenhos) da série “Seduzir”; e agora este vídeo sem título.</p>
<p style="text-align: justify;">Fecha-se a abóbada desta obra não porque estejam agora presentes todos os seus meios: desenho, fotografia, pintura, vídeo. Não é só por isso. É antes porque se fica a perceber melhor qual a função de cada meio e o seu lugar: o desenho liga-se à fotografia, o vídeo ao corpo e à vida da autora; o desenho como que “biografa” a fotografia, o vídeo biografa corpo e vida da artista Helena Almeida. No vídeo da série “Seduzir”, vemos um corpo em trabalho, posicionamento, esforço. Logo, ele é “biografado” na sua funcionalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste vídeo do ano passado, a questão é outra: a obra é autobiográfica. Tudo neste vídeo causa assombro: o acto e o espaço fechado. Num enquadramento que apenas permite ver da(s) coxa(s) para baixo, a autora amarra com fio eléctrico a sua perna direita à perna esquerda do seu marido, o escultor Artur Rosa, no primeiro plano. Depois, vira-nos as costas e caminha, caminham, amarrados até à parede (em escassa profundidade e quase sem espaço); voltam à boca de cena e um pouco da amarra é solta; caminham outra vez para a parede, etc. Trabalho infinito, trabalho de amor, tanto mais infinito porquanto os corpos nunca se chegam a “libertar” um do outro. Porque não há fim para o princípio. <strong><a href="http://5dias.net/2009/04/10/helena-almeida-a-obra-fotografica-e-os-seus-desenhos-um-circulo-fechado-e-perfeito/">Voltemos ao círculo fechado e perfeito.</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img title="Helena Almeida, Sans titre" src="http://www.artnet.de/artwork_images_141828_656888_helena-almeida.jpg" alt="Helena Almeida, Sans titre" border="0" /></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>As minhas 4 exposições de Julho + 1 exposição de Junho (na &#8220;Sábado&#8221;)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/07/29/as-minhas-4-exposicoes-de-julho-1-exposicao-de-junho-na-sabado/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 01:40:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA["Sábado"]]></category>
		<category><![CDATA[arte contemporânea]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de arte]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>
		<category><![CDATA[Helena Almeida]]></category>

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		<description><![CDATA[HELENA ALMEIDA. Sem título, vídeo (stills). &#8220;VOO DO BUMERANGUE&#8221;. Colectiva nos 10 anos da Galeria Filomena Soares. Galeria Filomena Soares, Lisboa (até 10/9) Há várias razões para assinalar e celebrar esta exposição, a começar pelo subtítulo, “10 anos da Galeria Filomena &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/29/as-minhas-4-exposicoes-de-julho-1-exposicao-de-junho-na-sabado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2009/04/10/helena-almeida-a-obra-fotografica-e-os-seus-desenhos-um-circulo-fechado-e-perfeito/"><img title="HH.2" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/07/HH.21-300x110.jpg" alt="" width="516" height="159" /><br />
<strong>HELENA ALMEIDA. Sem título, vídeo (stills).</strong><br />
<strong></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;VOO DO BUMERANGUE&#8221;. Colectiva nos 10 anos da Galeria Filomena Soares.<br />
Galeria Filomena Soares, Lisboa (até 10/9)</strong><br />
Há várias razões para assinalar e celebrar esta exposição, a começar pelo subtítulo, “10 anos da Galeria Filomena Soares”. Trata-se de uma galeria de projecto e escolha criteriosa de artistas de variadas gerações (Inês Botelho ou Helena Almeida), independentemente do seu grau de maior ou menor consenso (e nenhum artista é consensual). A comemoração reúne obras de Olaio, as já citadas Inês e Helena, Croft, Rodrigo Oliveira e Rui Ferreira, os meus destaques dos 12 escolhidos por um comissário espanhol (David Barro). Olaio parodia a ideia da cátedra universitária, num vídeo e pintura em que a capa é um emblema teatral, cinéfilo, adereço performativo; Inês Botelho confirma a sua capacidade de, na escultura, através de formas evocativas de muletas, questionar o peso e a leveza, forma e sombra, cimo e baixo; Croft prossegue a sua visão de uma interacção pintura-escultura no espaço; Rui Ferreira, aplica numa rampa de skate as camadas matéricas da sua pintura, criando um estranho objecto; por fim, a grande obra é o vídeo de Helena Almeida: a artista prende com grosso arame a sua perna à do seu companheiro de vida e arte, caminham como Sísifo numa sala fechada. Vida interminável. Arte sábia. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 30/6)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/07/Rui-Ferreira.Skate_.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-69198" title="Rui Ferreira.Skate" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/07/Rui-Ferreira.Skate_-300x225.jpg" alt="" width="437" height="306" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://pinturaportuguesa.blogs.sapo.pt/arquivo/eloy_pereira7g.jpg" alt="" width="270" height="360" /><br />
<strong>MÁRIO ELOY</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ARTE PORTUGUESA 1910-1960</strong><br />
<strong>Museu do Chiado (até 5/10)</strong><br />
Depois da exposição dedicada ao século XIX, prossegue agora o Museu do Chiado as comemorações dos seus 100 anos, dedicando-se ao período nacional 1910-1960. Vimos que o paisagismo português (de Anunciação a Pousão) não entendera a importância da invenção cromática impressionista, vindo daí um desfasamento que não impediria a originalidade da nossa arte de oitocentos, de Metrass a Columbano. No século XX, desaparece esse desfasamento, e, logo no início, desde Amadeo, a arte portuguesa entra nas trocas das vanguardas internacionais. Os Delaunay tiveram estadias em Portugal, marcaram Almada e, sobretudo, Eduardo Viana. Destaque-se ainda o expressionismo de Eloy, misturando um colorismo à Gauguin com o expressionismo alemão (ele foi um emigrado, entre muitos). Estes 50 anos são ainda marcados pela peculiaridade do surrealismo português, de matriz gestual, “abjeccionista” (Cesariny), aleatória e experimental (fotografia de Lemos), e pela introdução do abstraccionismo (Lanhas). O convívio destas experiências com o nosso tardio naturalismo fornece uma das originalidades destas 5 primeiras décadas (do século e do museu). <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 7/7)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://cultura.sapo.pt/images/eventos1/PropriedadeHorizontal_CatarinaBotelho_e1.jpg" alt="" width="283" height="305" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CATARINA BOTELHO, &#8220;Propriedade Horizontal&#8221;</strong><br />
<strong>Galeria Arte Contempo, Lisboa (até 23/7)</strong><br />
Catarina Botelho expõe há pouco mais de seis anos, e está actualmente numa interessante colectiva de premiação, EDP Novos Artistas. Contudo, não comentarei esta exposição, mas antes a sua individual na Arte Contempo. O que é mais interessante nesta obra é a maturidade formal. Expressa desde logo na forma como a autora titula aquilo que fotografa e no-lo mostra. Podemos olhar para estas fotos, e para o vídeo de uma desolada cidade nos seus recantos (Budapeste), e pensar em decadência ou degradação (física, psíquica). Mas o rigor formal das imagens retira-lhes essa narrativa e faz-nos concentrar na composição. A autora recorre ao “sem título” descrevendo entre parêntesis (na ficha técnica) aquilo que estamos a ver. O resultado é tautológico. Ou seja, indica-se “desnecessariamente” o que vemos: camisa, sacos, toalha. Sob um enquadramento e luz rigorosa temos o objecto e, do outro lado da composição, um certo vazio. Desaparece de cena a figura humana. Mas já na mostra anterior (“Dias Úteis”, 2009) a figura aparecia estática e hierática. Embora aqui, na Arte Contempo, também desaparecida, fica da figura uma sua réstia, memória, um objecto vivido. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 14/7)</strong></p>
<p><strong><img src="http://www.artecapital.net/uploads/T_AC.jpg" alt="" width="284" height="407" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TÂNIA CAEIRO</strong><br />
<strong>Módulo-Centro Difusor de Arte, Lisboa (até 30/7).</strong><br />
Tânia Caeiro é uma pintora ainda de curta trajectória. Mostrou trabalhos, stand da Módulo, na última Arte Lisboa, e agora aparece individualmente nas salas da mesma galeria. É uma autora que cruza linguagens e disciplinas, forma e informe, no limiar do desenho e da pintura, parecendo a pintura funcionar como laboratório de desenho, e o desenho ganhar a espessura da mancha pictórica. Funciona este laboratório plástico em dois suportes: o papel e a tela, com resultados sempre surpreendentes. Quatro termos importantes caracterizam esta pintura: inscrição, transparência, véus e manchas. No papel, temos grandes e pequenos formatos; na tela, apenas o grande formato. Esta constatação é importante. A escala opera como factor de composição. Através de uma matéria sempre muito líquida e transparente (à beira do informe), dispõe a autora fragmentos de objectos na superfície, entre o desenho e a inscrição, o fragmento e a mancha. As suas opções revelam a natureza do objecto: uma gaiola é quase sempre desenhada; uma cadeira é uma mancha. A cor é rarefeita. Esta rarefacção transfere o interesse para o objecto, mais denso na tela, mais “líquido” no papel. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 21/7)</strong></p>
<p><strong><img id="PictureBox" src="http://www.pedrodinizreis.net/files/images/v_dictionary/PDR_DIC_05.jpg" alt="" width="428" height="335" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PEDRO DINIZ REIS</strong><br />
<strong>Culturgest, Lisboa (até 18/9)</strong><br />
“Kerze”/”Vela” é uma pintura de Gerhard Richter: uma solitária vela acesa diante de uma parede lisa, expressão de solidão e morte. Em 1997, numa das suas primeiras exposições, Pedro Reis faz este filme (6h de duração): coloca uma vela numa posição muito semelhante à de Richter e deixa-a derreter. Agora, na Culturgest, propõe-se filmar a “construção” de um dicionário inteiro (o Oxford), palavra a palavra, carácter a carácter. Entramos na primeira sala, temos nos monitores esta imagem: uma série de “aa”, outra de outras letras, são disparadas no filme e ditas em voz off. No fim, temos uma página completa; terminada a página quase nem podemos ler as palavras, porque a página (o plano) muda – esta transcrição de imagem-som-letra do dicionário dura 50h. Apesar das 6h anteriores e das 50h presentes, o tema de Reis não é o tempo: é a construção da palavra, a complexidade dessa construção portadora de sentido (e linguagem). Noutra sala, temos um conjunto de 26 livros, o “A”, “B” até “Z”. Cada livro é também um dicionário de onde são retiradas todas as letras menos aquela que lhe dá o título. Na última sala, em obra sonora, Eunice Muñoz “lê” o “Livro dos AA”. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 28/7)</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Rasurar, apagar, ferir, ocultar, ocultar cada vez mais: tudo isso para mostrar (ILUMINAR) o esplendor de uma ferida (eis o meu TRIBUTO a CY TWOMBLY)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/07/12/rasurar-apagar-ferir-ocultar-ocultar-cada-vez-mais-tudo-isso-para-mostrar-iluminar-o-esplendor-de-uma-ferida-eis-o-meu-tributo-a-cy-twombly/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/07/12/rasurar-apagar-ferir-ocultar-ocultar-cada-vez-mais-tudo-isso-para-mostrar-iluminar-o-esplendor-de-uma-ferida-eis-o-meu-tributo-a-cy-twombly/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 01:14:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Morreu na passada semana um dos (meus) eleitos, o pintor Cy Twombly, com 83 anos, idade que, desde logo, nos informa de algo muito significativo, pois coloca-o como um dos representantes de uma notabilíssima geração de artistas americanos (apesar da sua &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/12/rasurar-apagar-ferir-ocultar-ocultar-cada-vez-mais-tudo-isso-para-mostrar-iluminar-o-esplendor-de-uma-ferida-eis-o-meu-tributo-a-cy-twombly/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://graphics8.nytimes.com/images/2005/06/03/arts/04houston.large1.jpg" alt="" width="565" height="384" /></p>
<p style="text-align: justify;">Morreu na passada semana um dos (meus) eleitos, o pintor <strong>Cy Twombly</strong>, com 83 anos, idade que, desde logo, nos informa de algo muito significativo, pois coloca-o como um dos representantes de uma notabilíssima geração de artistas americanos (apesar da sua vida ter decorrido em Itália desde os anos 50), a geração imediatamente posterior à “gloriosa” do Expressionismo Abstracto.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/2008/11/08/cy-twombly-um-gigante-da-montanha/">Tendo eu já aqui apresentado o autor, sobretudo no decorrer de uma interessante caixa de comentários, optei por não escrever propriamente um obituário em cima do acontecido, para poder ir um pouco mais longe desta feita. Prossigamos.</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cy Twombly</strong> pertence, com Robert Rauschenberg, Jasper Johns, John Cage, Helen Frankenthaler, Kenneth Noland ou Jules Olitski, e mais tarde Frank Stella, à primeira geração de artistas posteriores àquela que simbolizou ou encarnou a colocação de Nova Iorque (e Estados Unidos) como nova “capital” das artes, um posto “roubado” a Paris e à tradição modernista europeia. Mas, facto curiosíssimo: nesse mesmo instante, no instante da centralidade americana, Twombly tudo faz (já com a sua linguagem consolidada nessa primeira metade dos anos 50) para regressar a uma espécie de “origem”, tudo faz (aproveitando um genuíno interesse europeu pela nova arte americana) para se instalar definitivamente na Europa, o que sucede em 1957.</p>
<p style="text-align: justify;"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_0HMFbeyEUx8/TQ-xC6EmKkI/AAAAAAAAJhg/TdefGMRTGV8/s1600/artwork_images_112382_287385_helen-frankenthaler.jpg" alt="" width="576" height="386" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>HELEN FRANKENTHALER</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tinha, anteriormente, sido um excelente aluno da Escola do Museu de Belas-Artes de Boston (1947-49), da Art Students League de Nova Iorque (1950-51) e do Black Mountain College, para onde vai em 1951, a conselho do amigo Rauschenberg, aí conhecendo Robert Motherwell.</p>
<p style="text-align: justify;"> <img id="il_fi" src="http://sweeney.ucr.edu/egallery/images/artists/motherwell2.jpg" alt="" width="552" height="348" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ROBERT MOTHERWELL</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Motherwell, nome a registar, era um pintor, embora dos mais novos, ainda pertencente aos da geração do Expressionismo Abstracto, um termo estilístico nunca aceite por Greenberg (o crítico mais polémico e influente deste tempo, internacionalmente e não apenas nos EUA), que, com razão, propunha o classificativo “painterly abstraction”, ou seja, uma abstracção em busca de um pictorialismo que pudesse constituir uma essência da própria pintura, algo que Greenberg via como facto trans-histórico. Como dizia no polémico ensaio “How art writing earns its bad name” (1962), nada havia em Pollock que não houvesse em certas facetas do cubismo, nada havia no cubismo que os impressionistas não tivessem já procurado, nem estes teriam avançado muito em relação ao Renascimento, porque, é uma das suas teses (e certeiras) <em>não há progresso em arte</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Motherwell, além disso, cunhou uma expressão também interessante para a geração de Hofmann, Barnett Newman e Pollock (o mais novo, mas o emblema desta revolução): New York School. Assim, deparamos com três termos para perceber melhor o espaço de diferenças e contradições de onde proviria Twombly (um homem do sul e desde sempre admirador da arquitectura neoclássica das casas apalaçadas das antigas plantações): Expressionismo Abstracto, “painterly abstraction”, Escola de Nova Iorque. Excluída fica a ideia e conceito de “action painting” (de Harold Rosenberg) que Greenberg combateria como ninguém (no ensaio acima citado, concretamente; porque Greenberg, razoavelmente, nunca poderia aceitar que a valorização do “processo” de pintar – Pollock em “acção” em todos os ângulos da tela – pudesse levar a uma apreciação indiferenciada do resultado da obra; dizia Greenberg que, se o processo fosse <em>tudo</em>, então a arte seria fruto do acaso, o que significaria que os artistas americanos como Pollock, Newman ou o europeu de Kooning, <em>não sabiam pintar</em> – tese que chegaria a contagiar críticos europeus como Herbert Read, visado também por Greenberg, que o considerava “cego”).</p>
<p style="text-align: justify;">De certo modo, nunca saberemos exactamente de que falamos quando falamos em Expressionismo Abstracto (diverso e contraditório), “painterly abstraction” ou Escola de Nova Iorque, à maneira de Motherwell, que viria a prefaciar a primeira exposição individual (na The Seven Stairs Gallery, em Chicago) de Cy Twombly. A referência a Motherwell deve aqui ser aprofundada: pintor oriundo do Expressionismo Abstracto, como disse, viria a interessar-se, curiosamente, pelas experiências dadaistas e por Duchamp (para quem a obra de arte nada mais seria que um “nome próprio”, nos termos de De Duve), organizando, em 1951, a histórica e famosa antologia <em>The Dada Painters and Poets</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Também a seu modo Twombly faria esta passagem ou síntese, quanto a mim determinante para entender as peculiaridades da sua pintura, entre uma obra de natureza “expressiva” (matérica, pastosa e hierática, como era a sua pintura de 1951, mas depois livre, caligráfica, orgânica, aquosa) e uma obra de natureza “transgressiva”, ou anti-artística, como se queria o dadaismo. É aliás Kirk Varnedoe, o curador-em-chefe de Pintura do MoMA em 1994, que tal sublinha no texto para a retrospectiva que organizou do pintor: já nos seus estudos em Boston, Twombly mostrava interesse simultâneo por artistas de matriz expressionista (como Soutine) e dadaistas e surrealistas, como o “anti-artista” Kurt Schwitters.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, na minha opinião, é exactamente esta atracção pelos opostos ou pólos diferenciados (Poussin e Pollock, escrita infantil e Homero, etc.) que fará da pintura de Twombly um privilegiado lugar para mal-entendidos (de certo modo, sempre foi um nem sempre compreendido “exilado” da América) e atracções fortes (sem que eu acredite lá muito numa descendência que se viria a manifestar nos anos 80, sobretudo naquilo que se chamou de “regresso à pintura”, em Schnabel ou Francesco Clemente, autores que me parece pouco entenderem da pintura de Twombly, o que não quer dizer que não tivessem a sua própria). Por outro lado ainda, como sublinha Varnedoe no catálogo do MoMA (1994), o interesse e a leitura de Twombly das conquistas do Expressionismo Abstracto (ou da “painterly abstraction”) tinham marcantes peculiaridades, nunca participando num “projecto” que, no fundo, seria o de Warhol, o de passar do Expressionismo Abstracto para a Pop Art, nunca caindo numa geometrização representada pelas “estruturas” de Frank Stella, nunca partilhando o interesse pela cultura de massas de gente como Roy Lichtenstein ou Claes Oldenburg. Talvez pelo seu grande amor pela cultura erudita europeia, Twombly sempre se revelou imune a esta transição do expressionismo para a pop, da “painterly” para qualquer tipo de massificação. E mesmo por cá, já em Itália e na Europa, não deixaria de ser incompreendido, com um artista como Marca-Relli, um elo de ligação Itália-América, a dizer que a originalidade de Twombly era ele ser “ele próprio, alguém nascido fora deste tempo”.</p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.johnbr.com/.a/6a00d83451b84369e2014e89a0cbb1970d-800wi" alt="" width="570" height="386" /></p>
<p style="text-align: justify;">Apresentado o artista e o seu contexto histórico, passaria agora a três factores que considero determinantes para um eficaz entendimento da sua pintura.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-68109"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Creio mesmo que sem um aprofundado trabalho de leitura destas “grelhas”, Cy Twombly corre o risco de ser visto como um “post-painterly-abstraction-artist” relativamente “delicado” ou mesmo “menor”. E nada é mais errado do que isso; portanto, passemos aos factores determinantes: <strong>1)</strong> creio haver uma “pintura processual” e uma “pintura orgânica” – definidas ambas há então que colocar Twombly como expoente máximo de uma arte (genericamente, pois temos de igualmente considerar que o autor foi igualmente um escultor e fotógrafo) ou uma “pintura orgânica”; <strong>2) </strong>há que entender as “pinturas de urina”, <em>Piss Paintings</em>, de Andy Warhol; <strong>3) </strong>há que, firmando-nos no interesse expresso pelo próprio autor, sublinhar a afectação que nele provocou a arte primitiva (em primeiro lugar, dos americanos nativos) – propondo eu que a leitura ou o sentido deste termo “arte primitiva” vá buscar a Georges Bataille e ao seu seminal livro <em>Lascaux ou la Naissance de l’Art </em>(ed. Skira, 1955), sem esquecer os textos do francês datados desde os anos 30 na revista <em>Documents</em> (ver edição facsimilada: Documents, 2 vols., Paris, Jean-Michel Place, 1991), a principal legibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Comecemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Há “pintura orgânica” quando o pintor trata o suporte como uma pele e a pintura como uma sucessão de camadas umas determinando as outras, pele sobre pele, camada/película de gesto e matéria sobre camada/película de gesto e matéria, até formar, num procedimento de sobreposições quase indeterminadas, uma “pele final”; há aqui, portanto, uma relação de causa/efeito entre o que está e o que vai sendo sobreposto, misturado, transfigurado, um corpo compacto de vários corpos feito. Orgânica é uma pintura em que as formas vão-se gerando umas às outras, gesto sobre gesto, mancha sobre mancha (como aliás também em Lascaux é possível observar, mas aqui devido à transparência da figuração e do pigmento, uma forma sobre outra forma, uma figura sobre outra figura). Nestas sobreposições ou nesta organicidade há sempre uma espécie de apagamento, rasura, ocultação, “invisualização” – muitas vezes, na própria pintura de Twombly, parece-nos que os planos mais recuados, as pastas de tinta mais soterradas querem vir à superfície como bolhas de pus rebentando, bolhas de cor informes (e aqui também é o “informe” de Bataille que convoco), traços, filamentos, aparência de caligramas indistintos. Esta expressão ou desocultação do soterrado, do coberto, diz-nos que por muito fina ou indistintos que sejam os signos pictóricos vistos ou avistados à superfície, há sempre uma aglomeração de gestos e matérias, há sempre algo que, estando oculto, a qualquer momento pode emergir à superfície.</p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://4.bp.blogspot.com/-Fim3UZ63LdY/ThRC0DcTHII/AAAAAAAAAWo/hE-eevZ648w/s1600/ntm5-1-21.jpg" alt="" width="576" height="364" /></p>
<p style="text-align: justify;">“Processual” é uma pintura diferente. É predeterminada e corresponde de antemão a uma “maquinaria” que o pintor inventou para dar forma final à sua obra: uma forma de trabalhar original e única que determina o resultado, uma “oficina”, sendo efectivamente o <em>processo</em> o factor determinante. Seria como se Harold Rosenberg tivesse razão na descrição de Pollock como um “action painter” apenas!</p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo: uma “pintura processual” é como um “carimbo” inventado pelo pintor que se coloca (cola, põe) na superfície e tudo parece aí ter terminado; numa “pintura orgânica”, diferentemente, há sempre uma imagem em transformação, transfiguração, como se a tinta não aderisse ao suporte e tudo se pudesse transformar incessantemente; foi por acaso, estou certo, esta a leitura de Warhol dos <em>drippings</em> de Pollock (as primeiras “pinturas de urina” de Warhol datam de 1961, mais tarde retomadas nas <em>Oxidation Paintings</em> dos anos 70): ironicamente, Warhol fazia com o seu sexo o mesmo que Pollock com os seus movimentos de mão e pincel, criando uma forma ou formas que se alteram com o tempo (a urina mudando de cor), como deve acontecer a um qualquer corpo onde a organicidade permanece como coisa predominante.</p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://28.media.tumblr.com/tumblr_lihka38ZZ81qb03ezo1_500.jpg" alt="" width="428" height="539" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>WARHOL &#8211; Piss Paintings</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img id="il_fi" src="http://26.media.tumblr.com/tumblr_lj7gdu5yGa1qc9484o1_400.jpg" alt="" width="411" height="380" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>WARHOL &#8211; Oxidation Paintings</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E é também neste ponto que os textos de Bataille sobre a arte primitiva nos ajudam a entender a pintura de Cy Twombly. Olhando para as pinturas de Lascaux, Bataille vê aí um desfazer mais que um fazer, uma espécie de instintualidade sádica de apagamento e de sobreposições, onde o humano é expulso para dar lugar à recuperação da animalidade do homem, ou seja, à unidade perdida. Perdida no triunfo da civilização (burguesa) e do trabalho, recuperada aqui no arabesco sem finalidade, no garatujo, em suma, no jogo infinito.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amanhã será um dia feliz e eu vou almoçar à tasca do L. M&#8230;. &#8220;dúvida metódica&#8221; sempre em frente (com toda a certeza)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/07/02/amanha-sera-um-dia-feliz-e-eu-vou-almocar-a-tasca-do-ludgero-manel-duvida-metodica-sempre-em-frente-com-toda-a-certeza/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/07/02/amanha-sera-um-dia-feliz-e-eu-vou-almocar-a-tasca-do-ludgero-manel-duvida-metodica-sempre-em-frente-com-toda-a-certeza/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 Jul 2011 02:27:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Strauss-Kahn libertado sem pagamento de caução Dominique Strauss-Kahn, antigo director-geral do FMI acusado de ter violado uma funcionária da limpeza de um hotel nova-iorquino, foi libertado sem pagamento de caução. A libertação está relacionada com o facto de ter sido &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/02/amanha-sera-um-dia-feliz-e-eu-vou-almocar-a-tasca-do-ludgero-manel-duvida-metodica-sempre-em-frente-com-toda-a-certeza/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Strauss-Kahn libertado sem pagamento de caução</strong></h2>
<p><img title="Strauss-Kahn  e a mulher Anne Sinclair à saída da audiência" src="http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/345862?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=350&amp;t=1309575267,19906" alt="Strauss-Kahn  e a mulher Anne Sinclair à saída da audiência" width="464" height="244" /></p>
<p><em><a href="http://www.publico.pt/Mundo/strausskahn-libertado-sem-pagamento-de-caucao_1501027">Dominique Strauss-Kahn, antigo director-geral do FMI acusado de ter violado uma funcionária da limpeza de um hotel nova-iorquino, foi libertado sem pagamento de caução. A libertação está relacionada com o facto de ter sido posta em causa a credibilidade da mulher que o acusou.</a></em></p>
<h2><strong>Fátima Felgueiras absolvida dos crimes do caso do &#8220;saco azul&#8221;</strong></h2>
<p><img title="Fátima Felgueiras" src="http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/345832?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=350&amp;t=1309575494,34375" alt="Fátima Felgueiras" width="476" height="231" /></p>
<p><em><a href="http://www.publico.pt/Sociedade/fatima-felgueiras-absolvida-no-caso-do-saco-azul_1501064">Fátima Felgueiras, ex-presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, foi absolvida de todos os crimes de que era acusada no âmbito do processo conhecido como &#8220;saco azul&#8221;.</a></em></p>
<p>Duas observações:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">1.</span> O tipo de cima não me merece mais consideração que a tipa de baixo. Nem um bocadinho mais. Nem um bocadinho menos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">2. </span>Acabado de chegar da <em>vernissage </em>de expo do meu amigo PDR, apenas posso dizer (depois desenvolverei) que o trabalho estava muito bem conseguido. Para o resto estou-me nas tintas. (São 3:22h. Estou a pensar no que escrever sobre o problema da indexação, sobre a equivalência entre &#8220;arte&#8221; e &#8220;definição da arte&#8221;, sobre o ponto 6.54 do <em>Tractatus Logico-Philosophicus </em>do Wittgenstein, sobre a proposição analítica de A. J. Ayer, sobre a &#8220;cor invisível&#8221; de Duchamp, sobre o 115 das <em>Philosophical Investigations</em>: &#8220;Estavamos presos a uma imagem. E dela não podíamos sair, porque ela própria estava na nossa linguagem, a qual nos parecia repeti-lo implacavelmente&#8221;; gosto disto, <strong><em>O RESTO DEIXO PARA VOCÊS, OS DO COSTUME</em></strong>&#8230; Mas não contem comigo para a festa: <em>Banquete</em>, como eu dizia a uma colega de blogue há pouco noutro contexto, só o platonista).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/07/02/amanha-sera-um-dia-feliz-e-eu-vou-almocar-a-tasca-do-ludgero-manel-duvida-metodica-sempre-em-frente-com-toda-a-certeza/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Para a Helena Borges, a propósito da nossa conversa sobre Raduan Nassar (que chegou a passar por Bizet e la carmencita &#8211; ver post abaixo)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/27/para-a-helena-borges-a-proposito-da-nossa-conversa-sobre-raduan-nassar-que-chegou-a-passar-por-bizet-carmen-la-carmencita-ver-post-abaixo/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/06/27/para-a-helena-borges-a-proposito-da-nossa-conversa-sobre-raduan-nassar-que-chegou-a-passar-por-bizet-carmen-la-carmencita-ver-post-abaixo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 01:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A fabulosa Orquestra Sinfónica Juvenil Simón Bolívar da Venezuela, dirigida por Gustavo Dudamel; aqui, de Arturo Márquez, &#8220;Danzón nº 2&#8243;. Londres enfeitiçada. Aqui, a mesma formação, no mesmo lugar (Proms, Londres, 2007), com Dudamel. O &#8220;Mambo&#8221; do Bernstein (coisa de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/27/para-a-helena-borges-a-proposito-da-nossa-conversa-sobre-raduan-nassar-que-chegou-a-passar-por-bizet-carmen-la-carmencita-ver-post-abaixo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/3vwZAkfLKK8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<strong>A fabulosa Orquestra Sinfónica Juvenil Simón Bolívar da Venezuela, dirigida por Gustavo Dudamel; aqui, de Arturo Márquez, &#8220;Danzón nº 2&#8243;. Londres enfeitiçada.</strong></p>
<p><iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/pEMIX-N3B5Q" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<strong>Aqui, a mesma formação, no mesmo lugar (Proms, Londres, 2007), com Dudamel.<br />
O &#8220;Mambo&#8221; do Bernstein (coisa de antologia)</p>
<p>Post scriptum: que Hugo Chávez recupere, e rápido. </strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>UM ÚLTIMO LIVRO: «Paulista de Pindorama, moro em São Paulo desde a adolescência. Isto posto, acho que posso passar por um sujeito sem biografia, pois&#8230;.</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/25/um-ultimo-livro-%c2%abpaulista-de-pindorama-moro-em-sao-paulo-desde-a-adolescencia-isto-posto-acho-que-posso-passar-por-um-sujeito-sem-biografia-pois/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 19:28:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Raduan Nassar]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;. minha vida tem se resumido à banalidade de uns poucos desencontros. No colegial, depois de dois anos no científico, pulei pro Clássico. Comecei o curso de Letras Clássicas, nos tempos da Rua Maria Antônia, mas logo desisti. Estudei Direito &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/25/um-ultimo-livro-%c2%abpaulista-de-pindorama-moro-em-sao-paulo-desde-a-adolescencia-isto-posto-acho-que-posso-passar-por-um-sujeito-sem-biografia-pois/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.beefpoint.com.br/mypoint/159166/foto.aspx?idFoto=9625&amp;tamanho=10" alt="" width="454" height="346" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8230;. minha vida tem se resumido à banalidade de uns poucos desencontros. No colegial, depois de dois anos no científico, pulei pro Clássico. Comecei o curso de Letras Clássicas, nos tempos da Rua Maria Antônia, mas logo desisti. Estudei Direito no Largo de São Francisco, mas abandonei o curso no último ano. Cursei Filosofia na mesma Maria Antônia, e ia me iniciar na carreira universitária, mas piquei a mula em tempo. Tentei me aventurar no estrangeiro, mas dei com os burros nágua. Dediquei uns bons aninhos ao jornalismo, e nunca mais voltei a uma redação. Diante disso, meu caro leitor, e mesmo diante de outros desenganos não tão banais, seria ledo engano concluir que só fiz quebrar a cara na vida. Hoje, finalmente, estou perto de realizar o que mais queria ser quando criança: criador! Nada a ver, está claro, com a auto-suficiência exclusiva dos artistas (Deus os tenha!), que estou falando simplesmente em criador de bichos. <strong>É o que venho fazendo no sítio Capaúva, a 250 Km de São Paulo, onde tenho passado mais tempo que na capital. Aliás, se já suspeitei uma vez, continuo agora mais desconfiado ainda que não há criação artística que se compare a uma criação de galinhas»</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>RADUAN NASSAR</strong>, em 1978 anunciando o <strong>terminus</strong> da sua actividade literária!</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quem não leu, que leia, quem leu, que releia: este tipo foi para o campo, mandou-nos às favas, fez muito bem, escreve ao longo da vida apenas três pequenos livros:</strong> o conto <em>Um Copo de Cólera</em>, o &#8220;romance&#8221; <em>Lavoura Arcaica </em>e os contos <em>Menina a Caminho</em>. Mais nada e nada mais aparecerá &#8211; não sei se ele vive numa fazenda tratando bicho, ou na cidade de São Paulo: mas não contem, dele, com mais &#8220;literatura&#8221;. <strong>E escrevam comigo: esqueçam tudo, NASSAR é (não só para mim, pobre de mim!) o melhor escritor brasileiro do século XX. </strong></p>
<p>De <em>Lavoura Arcaica</em>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) que culpa temos nós dessa planta da infância, de sua sedução, de seu viço e constância? que culpa temos nós se fomos duramente atingidos pelo vírus fatal dos afagos desmedidos? que culpa temos nós se tantas folhas tenras escondiam a haste mórbida desta rama? que culpa temos nós se fomos acertados para cair na trama desta armadilha? temos os dedos, os nós dos joelhos, as mãos e os pés, e os nós dos cotovelos enroscados na malha deste visgo, entenda que, além de nossas unhas e de nossas penas, teríamos com a separação nossos corpos mutilados; me ajude, portanto, querida irmã, me ajude para eu possa te ajudar (&#8230;)</p>
<p style="text-align: justify;">eu tinha gordura nos meus olhos, uma fuligem negra se misturava ao azeite grosso, era uma pasta escura me cobrindo a vista, era a imaginação mais lúbrica me subindo num só jorro, e minha mãos cheias de febre que desfaziam os botões violentos da camisa, descendo logo pela braguilha, reencontravam altivamente a sua vocação primitiva, já eram as mãos remotas do assassino (&#8230;)</p>
</blockquote>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>As minhas 4 exposições de Junho (na &#8220;Sábado&#8221;)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/23/as-minhas-4-exposicoes-de-junho-na-sabado/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Jun 2011 03:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA["Sábado"]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de arte]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[JOÃO LOURO BES Arte &#38; Finança, Lisboa (até 15/7) João Louro expõe desde os inícios de 90: objectos, instalações, pintura, fotografia e vídeo (documentário, nesta exposição). Dele se pode dizer que suspeita da força desviante das imagens, representação perfeita e &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/23/as-minhas-4-exposicoes-de-junho-na-sabado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/06/JLouro.00.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-66659" title="JLouro.00" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/06/JLouro.00-300x222.jpg" alt="" width="395" height="297" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JOÃO LOURO</strong><br />
<strong>BES Arte &amp; Finança, Lisboa (até 15/7)</strong><br />
João Louro expõe desde os inícios de 90: objectos, instalações, pintura, fotografia e vídeo (documentário, nesta exposição). Dele se pode dizer que suspeita da força desviante das imagens, representação perfeita e sedutora. Mais desviante do que alienante, até porque o autor sempre preferiu mostrar o funcionamento das imagens, das marcas, dos signos omnipresentes na “sociedade do espectáculo”, sempre se interessou mais por essa amostragem do que pela sua crítica ou rasura explícita. Mas, quando necessário apaga imagens: são as “Blind Images” (desde 2001: fotografias negras com títulos alusivos a episódios conhecidos da história, mas aqui sem nada visível). Agora, no átrio do BES, mostra uma experiência pessoal nas cidades de S. Diego (rica, limpa e universitária) e Tijuana (pobre e caótica – ao serviço dos americanos). Um vídeo é central: em Tijuana, o autor compra um automóvel numa sucata, vende-o em S. Diego pintado com tinta dourada (lixo e luxo); depois volta a Tijuana e oferece os dólares a crianças de uma escola para que os pintem; seguidamente, esses dólares voltam para a “pátria” de origem. Fluxos de imagens, fluxos de dinheiro. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 2/6)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/06/Croft.Foto_.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-66660" title="Croft.Foto" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/06/Croft.Foto_-300x190.jpg" alt="" width="396" height="232" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JOSÉ PEDRO CROFT</strong><br />
<strong>Chiado 8. Lg. do Chiado, 8 (até 8/7)</strong><br />
José Pedro Croft expõe escultura desde o início dos anos 80. Escultura que é por vezes “instalação”, trazendo inusitados materiais à nossa presença, outras vezes relaciona-se com a pintura e, agora, mostra-nos pela primeira vez, fotografias (juntamente com esculturas recentes), fotografias-contraponto e não fotografias-ponto de partida. A definição que nos dá, no catálogo, de fotografia, faz-nos pensar no carácter multifacetado do seu trabalho. Diz-nos o autor que a fotografia é “leve”, deambula sem raízes. E a escultura é peso, gravidade, “marcação de território”. Nos seus primeiros anos, Croft, no mármore, queria mostrar que a escultura era a arte do espaço. Actualmente, opta por produzir objectos sensoriais, com vidros coloridos e leves estruturas, que aproximam a escultura da pintura e do nomadismo da fotografia. Estes vidros, porque são transparentes, deixam ver as paredes das salas, o que quer dizer que a escultura pretende pousar na parede, como a pintura, e aí poder ser vista e fragmentada. Nalgumas obras, precisamente, a escultura adere à parede e dela sai ao nosso encontro. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 9/6)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.artecapital.net/uploads/nguyen01_AC.jpg" alt="" width="293" height="437" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ALFREDO JAAR</strong><br />
<strong>“A Hundred Times Nguyen”. Museu Berardo (Expo PhotoEspaña) (até 28/8)</strong><br />
Alfredo Jaar é um artista chileno de longa carreira americana (onde está baseado) e internacional, que pratica uma arte que chamaremos “conceptual politizada. Recorre aos mais diversificados meios: fotografias, instalação (caixas de luz no chão, o nosso espaço, tendo nós que rodear a caixa de luz), filme, arquitectura, etc. O lema do artista é o de fazer arte a partir daquilo que o universo da informação ignora ou esconde. Por isso, é ele que tem de viajar pelo mundo em busca daquilo que é sonegado, pretendendo depois revelá-lo a partir de meticulosos trabalhos plásticos (onde coexiste imagem e linguagem). Algumas das suas obras têm por tema o mundo do trabalho, outras os refugiados, ignorados e esquecidos. A montagem das suas obras proporciona mais pensamento que contemplação. Nesta exposição de cem fotos de uma mesma criança (multiplicando cinco originais por vários painéis), é de novo o tema dos refugiados que ocupa Jaar. Em 1991, visitou em Hong Kong refugiados vietnamitas. Percorrendo os seus campos foi sempre acompanhado, sem o pedir, por esta menina, Nguyen Thuy. Decidiu mostrar apenas as fotos desta criança de entre as mais de mil que fez em Hong Kong. A criança é o paradigma do refugiado: nasceu refugiado e como tal crescerá. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 16/6)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash2/74059_442630538151_365286268151_5192902_5828816_n.jpg" alt="" width="376" height="571" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“FRONTEIRAS/BORDERS”. Colectiva.</strong><br />
<strong>Fundação Calouste Gulbenkian (até 28/8)</strong><br />
O Mali, em África, tornou-se uma “potência fotográfica”, um interessante centro de produção de imagens. Depois de conhecido entre nós o interessantíssimo Malik Sidibé (exposto alargadamente no sempre atento CAV, Coimbra), eis que pelas mãos da Gulbenkian chegam até nós obras dos Encontros Fotográficos de Bamako. O multiculturalismo e o pós-colonialismo (o recrudescimento das identidades ou, inversamente, a abertura ao cosmopolitismo) são realidades inerentes à circulação global e respectiva teorização do objecto artístico. Presentemente, e divergindo de uma moda dos anos 90, esta circulação é hoje mais cosmopolita do que antropológica – porque, agora, artista, crítico ou curador não se apresentam como “etnógrafos”, embora a linguagem fotográfica predominante nesta exposição (Festival “Próximo Futuro” da Gulbenkian) seja documental. Mas a largueza geográfica do continente africano, aqui representado, do Magrebe (Tunísia, Líbia, Argélia…) à África do Sul, revela precisamente a impossibilidade de uma única “identidade africana”. Fronteiras, migrações, alteridade (o que é o “outro”?), novas situações urbanas dão a esta larga colectiva uma marca de reflexão sobre o mundo, partilhando os problemas do mundo e recusando a redução de África ao cliché. <strong>(&#8220;Sábado&#8221;, 23/6)</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>RESPONDENDO a tudo tudo tudo (Livros) com educação extremada e irrepreensível</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/23/respondendo-a-tudo-tudo-tudo-livros-com-educacao-extremada-e-irrepreensivel/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Jun 2011 02:27:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[questionário]]></category>

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		<description><![CDATA[É isto que querem (Ouriquense, João Gonçalves e maradona) ? 1 &#8211; Existe um livro que lerias e relerias várias vezes? Poderia começar de forma caótica (&#8220;vazia&#8221;? &#8220;pomposa&#8221;?), não indicando títulos mas autores, autores que detalharei (nos &#8220;preferidos&#8221;, com títulos), que me satisfazem &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/23/respondendo-a-tudo-tudo-tudo-livros-com-educacao-extremada-e-irrepreensivel/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É isto que querem (<strong><a href="http://ouriquense.blogs.sapo.pt/348128.html">Ouriquense</a></strong>, <strong><a href="http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2011/06/os-cantos-em-geral.html">João Gonçalves </a></strong>e <strong><a href="http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/535268.html">maradona</a></strong>) ?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211; Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?</strong><br />
Poderia começar de forma caótica (&#8220;vazia&#8221;? &#8220;pomposa&#8221;?), não indicando títulos mas autores, autores que detalharei (nos &#8220;preferidos&#8221;, com títulos), que me satisfazem no meu prazer de saborear vistas desesperançadas, sobretudo se com embrulho “estético”, ou melhor, com alma sedutora (para mandarmos a esperança pró lixo), autores como <strong>CIORAN, DEBORD, SHAKESPEARE, ROTH, COETZEE,</strong> mas a pergunta pede-me um livro, UM, e eu penso porque não responder de <strong>Sto AGOSTINHO, </strong>as <em>Confissões</em> (lê-se: “Daqui passa-se à indagação dos segredos da natureza … que não há nenhum proveito em conhecer, mas os homens não desejam senão conhecer” – e é a própria relação entre conhecimento e infinito que aqui está em causa, pois conhecer não é estética, ciência nem teologia: como não sei, de facto, o que é, lanço-me por aí e acabo por vir a “conhecer”. <strong>AGOSTINHO</strong> ensina a familiaridade destes problemas. E é um poeta do outro mundo. Escolha única feita. Pode acabar aqui o questionário?).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 &#8211; Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?</strong><br />
Vem-me à mente o nome de Bernard-Henry Lévy, a bosta, mas não sei se com este tipo tentei algum desses exercícios (parar, recomeçar, etc.); portanto, ainda não respondi à pergunta. Entretanto, aqui à minha volta estão 3 coisas à espera de tempo para trabalho sério (a sério): <strong>STIRNER,</strong> <em>O Único e a sua Propriedade</em>; <strong>CLAUSEWITZ,</strong> <em>Vom Kriege</em> e <strong>WARBURG </strong>(na edição do Getty Research, superlativa!), <em>The Renewal of Pagan Antiquity</em>. Não há aqui pesporrência ou vaidade, apenas uma “confissão”: hei-de terminá-los em breve.<br />
Também gosto de pensar que ninguém deve chegar ao fim do <em>cerradíssimo The Andy Warhol Diaries</em>: não sei quantas datas e entradas começam por “It was a beautiful day”. É a vingança de um génio e um livro fantástico: uma vez que estamos numa sociedade em que tudo foi esteticizado (vida, morte, consumo, desastres, cadeiras eléctricas, liberdade, objectos, homens, mulheres), o católico hipocondríaco <strong>WARHOL</strong> decidiu dessacralizar, banalizar e inutilizar tudo!! </p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://penzu.com/cimages/warhol_diaries.png" alt="" width="267" height="309" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211; Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?</strong><br />
Talvez <strong><em>Finnegans Wake</em></strong>. Porque a leitura tem de ser um “auto-retrato do leitor enquanto criatura limitada”. Tomando consciência de tal, o leitor (eu, neste caso) vai sempre em frente, não pára e acaba por ultrapassar o escritor, porque depois lê-o, interpreta-o, e sobre ele exerce “juízo de valor”.<br />
Falando também a sério (e estava, desde o início, claro), acho que devia citar as <em>Vidas</em> do <strong>VASARI.</strong><br />
Mas não, na verdade terá de ser <em>A República</em>, de <strong>PLATÃO,</strong> porque aí se mostra um mundo onde tudo se deve inverter: os valores e a instituição familiar e a abjecta propriedade privada. O comunitarismo (que se lixe ARISTÓTELES, que não gostava nada disto).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 &#8211; Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?</strong><br />
As obras completas de <strong>ESTALINE </strong>(tenho aqui um <em>The Essential Stalin: Major Theoretical Writings, 1905-52</em>, da Anchor Books, Nova Iorque, 1972 – mas isto não me chega!!!). E, claro, o <strong><em>The Andy Warhol Diaries</em>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5- Que livro leste cuja &#8216;cena final&#8217; jamais conseguiste esquecer?</strong><br />
<strong>J. M. COETZEE</strong>, <em>Age of Iron</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?</strong><br />
Tinha, evidentemente. Tenho aqui três preciosidades desse tempo, do tamanho da palma da minha mão: os <em>Estatutos do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado</em> (1975); uma coisinha do Comité Lenine também do MR, <em>Pensar, Agir e Viver como revolucionários!</em> (1972), e, de <strong>ARNALDO MATOS </strong><em>Acerca das Comissões de Trabalhadores</em> (1975). Não lia “policiais” nem “ficção científica”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?</strong><br />
Gosto de coisas chatas. Mas poderia citar 2 livros de <strong>ARTHUR C. DANTO</strong> sobre a Cindy Sherman. Li por causa da Cindy Sherman. E estou chateado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8. Indica alguns dos teus livros preferidos.</strong><br />
Não vou usar nem a ordem cronológica, nem a arrumação temática. Mas justifico:<br />
- <strong>ROSALIND KRAUSS, </strong><em>The Originality of Avant-Garde and Other Modernists Myths</em>; preciosa Krauss, porque me desvia da obrigação de citar a <em>Crítica da Faculdade do Juízo</em>, que deveria citar por todas as razões, e não o faço agora porque este “The Originality…” começa desta maneira: “Não se pode defender que o interesse da crítica repousa no seu método? Não se pode sustentar que o conteúdo de qualquer enunciado avaliativo – ‘bom, importante’, ‘mau trivial’ – não é aquilo que comanda a crítica séria? Diferentemente, a crítica séria percorre as formas e inventa argumentos, de forma que é o método, no processo constitutivo da crítica, que expõe escolhas que precedem o acto do juízo” (!!!)<br />
- <strong>HAL FOSTER</strong>, <em>The Return of The Real: The Avant-Garde at the End of the Century</em> (o melhor estudo sobre o passado, o presente e o futuro das vanguardas).<br />
- <strong>DERRIDA, </strong>dois: <em>Marges de la Philosophie</em>: não se percebe a desconstrução sem a leitura do cap. “A Mitologia Branca”, a crítica e a crise da mitologia do “homem branco” e do seu falogocularcentrismo; ainda e sempre, <em>Mémoires d’Aveugle: L’Autoportrait et Autres Ruines</em>, infinitamente superior ao que <strong>DELEUZE </strong>escreveu sobre Bacon (<em>Logique de la Sensation</em>); ah, o <strong>BADIOU</strong>, sim, marcante o <em>L’Éthique</em>, um cartão de visita do caraças.<br />
- <strong>HEIDEGGER, </strong>duas vezes: o <em>Sein und Zeit</em> (§39: “Ser é cair, cair é Ser”); e o que dizer do <em>Parmenides</em>, hã: <strong>“A problemática realidade de que um pensador necessita hoje de 400 páginas para expressar algo, é um sinal inequívoco de que o pensamento moderno se afastou do pensamento primordial. A <em>Crítica da Razão Pura</em> e a <em>Fenomenologia do Espírito</em> são sinais de que o homem está no caminho do erro” (!!!). </strong>Meu Deus, que dizer mais (hã António Figueira)??<br />
- <strong>SARTRE</strong>, <em>L’Être et le Néant </em>: só o capítulo sobre o OLHAR vale uma vida (Parte terceira, IV); a propósito, <strong>MARTIN JAY,</strong> <em>Downcast Eyes: The Denigration of Vision in Twentieth-Century French Thought </em>: sem este livro, eu seria uma besta cega, vendo sem ver (e sou, com todo o prazer).<br />
- <strong>PLATÃO,</strong> <em>A República</em> (já disse porquê, e não liguem ao Livro II da <em>Política </em>do Estagirita, porque ele não tem razão).<br />
- <strong>JOYCE,</strong> <em>Ulisses</em>, <em>work in progress, </em>para manter como tal.<br />
- <strong>THOMAS MANN</strong>, <em>Doktor Faustus</em>: faz o artista um pacto que o impede de amar; será verdade a oposição génio/amor? Não.… de <strong>BROCH, </strong><em>Der Tod des Vergil</em>: pode o poeta destruir a sua obra, a <em>Eneida</em>? É sua ou é do Estado? <a href="http://umblogsobrekleist.blogspot.com/">Isto faz-me lembrar o imbecil de “Um blog sobre Kleist” que há tempos se mostrava indignado por eu ter elogiado <strong>SAVONAROLA </strong>(e os seus <em>sermões </em>também devem ser considerados “meus livros”) por ter queimado pinturas, mal sabe o tosco e cabotino blogueiro que é com a arte e da arte que eu vivo (que ganho o meu salário).<br />
</a>- De outra assentada: <strong>GABRIELA LLANSOL</strong>, <em>Onde Vais Drama Poesia?</em>; <strong>CARLOS DE OLIVEIRA</strong>, <em>Finisterra</em>; <strong>AGUSTINA, </strong><em>Antes do Degelo</em> (o tema da “quebra da razão” é fascinante – depois disso, mata-se, e o que é a “quebra da razão”, quando se dá? Tenhamos medo); <strong>VIRGÍLIO FERREIRA, </strong><em>Para Sempre</em>; e ainda a obra daquele monge de Singeverga, <strong>DANIEL FARIA</strong>, conhecem?<br />
- D’ <em>A República</em> e das <em>Confissões</em> já falei, não foi?<br />
- Mais dois “livrinhos”: <strong>LEZAMA LIMA, </strong><em>Paradiso</em> (“A mão de Baldovina separou as cortinas de casa do mosquiteiro, remexeu suavemente como se fora uma esponja que ali estava e não um menino de cinco anos; abriu-lhe a camisola e contemplou todo o peito do menino coberto de crostas, de sulcos de violenta coloração, e o peito que se dilatava…” – sabem o que é o barroco? O compatriota de <strong>LEZAMA,</strong> o <strong>SARDUY</strong> sabe).<br />
- Como se vive mal e eu gosto muito disso, vamos ao <strong>THOMAS BERNHARD</strong>, <em>O Náufrago</em>; e porque não <strong><em>Os Irmãos Karamazov</em> </strong>(sim, tudo é permitido, e nada é para nada).<br />
- Gosto do <strong>DEBORD </strong>de <em>in girum imus nocte et consumimur igni</em> (script): “Esta ‘terra infectada’ tornou-se ingovernável; esta terra onde os novos sofrimentos se disfarçam com o nome dos antigos prazeres; e onde as pessoas tanto medo têm. Elas movem-se na noite sem saída e são devoradas pelo fogo”.<br />
- Mas a obra perfeita, é, ao mesmo tempo,  a <em>mise en abîme</em> perfeita, <strong><em>Hamlet</em></strong>, evidentemente, e o seu <em>Assassínio de Gonzaga</em>. Quando uma obra contém outra obra que nos explica tudo, estamos salvos. E falta <strong>LENINE, </strong>as Obras Completas – não se pode viver sem isto. Do que me esqueci (e eu sei de quê) lembrar-me-ei depois.</p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://images.amazon.com/images/P/0253212146.01._SX240_SCLZZZZZZZ_.jpg" alt="" width="263" height="410" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9. Que livro estás a ler neste momento?</strong><br />
Sempre os volumes do grande <strong>ROBERTO LONGHI </strong>sobre Merisi da Caravaggio: o <em>Quesiti Caravaggeschi</em> e os volumes I e II dos <em>Studi Caravaggeschi</em> (tudo na Sansoni e nas obras completas de Longhi): e assim vou percebendo a besta que sou! Ainda: <strong>TEIXEIRA GOMES,</strong> <em>Cartas a Columbano</em> e, de <strong>MICHEL HENRY, <em>Incarnation: Une Philosophie de la Chair.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10. Indica dez amigos para responderem a isto.</strong><br />
Vou pensar.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ADENDA,</strong></span> 14:08. Já pensei: aqui da casa, o <strong>Bruno Peixe</strong>, o <strong>Nuno Ramos de Almeida</strong> e, como o Figueira pediu e bem, e eu gosto dela, a <strong>Sassmine</strong> (e o Figueira também a avisou o que lhe pode acontecer se não responder!); e não, não quero incomodar a <strong>Helena Borges</strong>, a não ser que&#8230;..; também o <a href="http://unipoppers.blogspot.com/"><strong>Ricky ex-Radio Miami</strong>;</a> o <strong><a href="http://cachimbodemagritte.com/user/paraocachimbo">Carlos Botelho</a></strong>, <strong><a href="http://cachimbodemagritte.com/user/paulo-tunhas">Paulo Tunhas </a></strong>e <strong><a href="http://cocanha.blogspot.com/">obrigatroriamente a zazie</a></strong>, o <a href="http://tempodascerejas.blogspot.com/"><strong>Vitor Dias</strong>,</a> o grande camarada blogosférico <strong><a href="http://spectrum.weblog.com.pt/">Party Program</a></strong><strong>, <a href="http://imperiobarbaro.blogspot.com/">pedras contra canhões</a></strong> e <strong><a href="http://lojade300.blogspot.com/">Fátima Ribeiro</a></strong>. 11. (E tu, <strong>Almajecta</strong>, por onde andas agora? PS: e sei que o <strong>Renato</strong> tem mais que fazer.)</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>É evidente que R Tavares é um erro de casting no BE; não há sequer uma vírgula mal colocada neste post de Louçã &#8211; e o deputado R Tavares deveria antes protestar com os jornais citados por Louçã (em vez de procurar protagonismo à custa do economista e líder do partido)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/19/e-evidente-que-r-tavares-e-um-erro-de-casting-no-be-nao-ha-sequer-uma-virgula-mal-colocada-neste-post-de-louca-e-o-deputado-r-tavares-deveria-antes-protestar-com-os-jornais-citados-por-louca-em-ve/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Jun 2011 18:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[BE]]></category>

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		<description><![CDATA[Um jornal (o &#8220;i&#8221;) enganou-se e escreveu, com ligeireza, que os quatro fundadores do Bloco foram o Luis Fazenda, o Miguel Portas, este que assina e o Daniel Oliveira. O Fernando Rosas desaparecia da história. Explicou depois o jornalista que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/19/e-evidente-que-r-tavares-e-um-erro-de-casting-no-be-nao-ha-sequer-uma-virgula-mal-colocada-neste-post-de-louca-e-o-deputado-r-tavares-deveria-antes-protestar-com-os-jornais-citados-por-louca-em-ve/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.publico.pt/Política/post-de-francisco-louca-no-facebook_1499334">Um jornal (o &#8220;i&#8221;) enganou-se e escreveu, com ligeireza, que os quatro fundadores do Bloco foram o Luis Fazenda, o Miguel Portas, este que assina e o <strong>Daniel Oliveira.</strong> O Fernando Rosas desaparecia da história. Explicou depois o jornalista que tinha sido levado ao engano por uma informação de uma conversa com o Rui Tavares.<br />
Escreve hoje outro jornal (o &#8220;Sol&#8221;) a mesma coisa. Estou por isso curioso acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos.</a></em></p>
<p><em><a href="http://www.publico.pt/Política/post-de-francisco-louca-no-facebook_1499334">A história, aliás, é bem conhecida. O Luis Fazenda contactou-me em 1999 e apresentou a ideia da formação de um novo partido. Eu contactei para o efeito o Fernando Rosas e o Miguel. Entre os quatro fizemos cuidadoso trabalho de casa para ver se era possível. E depois decidimos avançar e começamos a reunir com outras pessoas sobre a ideia (incluindo o Daniel). Por isso, é simplesmente uma falsificação a tentativa de retirar o Fernando desta história e de a refazer com novos protagonistas.</a></em></p>
<p><strong>(FRANCISCO LOUÇÃ)</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Um tirão no pé ferido: uma declaração apalermada, errada e inútil &#8211; não sou apoiante do BE; mas não creio que o BE tenha perdido UM VOTO SEQUER (!) por não ter ido à troika (pelo contrário)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/19/um-tirao-no-pe-ferido-uma-declaracao-apalermada-errada-e-inutil-nao-sou-apoiante-do-be-mas-nao-creio-que-o-be-tenha-perdido-um-voto-sequer-por-nao-ter-ido-a-troika-pelo-contrario/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Jun 2011 17:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[BE]]></category>

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		<description><![CDATA[O coordenador do Bloco de Esquerda reconheceu hoje que teria participado nas reuniões com a “troika” para a ajuda externa a Portugal. Francisco Louçã, em entrevista ao programa Gente que Conta, transmitido pela TSF, lamentou que o eleitorado não tivesse &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/19/um-tirao-no-pe-ferido-uma-declaracao-apalermada-errada-e-inutil-nao-sou-apoiante-do-be-mas-nao-creio-que-o-be-tenha-perdido-um-voto-sequer-por-nao-ter-ido-a-troika-pelo-contrario/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong><img title="Francisco Louçã" src="http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/344467?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=350&amp;t=1308509609,82155" alt="Francisco Louçã" /></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.publico.pt/Política/francisco-louca-reconhece-erro-ao-recusar-encontro-com-a-troika_1499349">O coordenador do Bloco de Esquerda reconheceu hoje que teria participado nas reuniões com a “troika” para a ajuda externa a Portugal. Francisco Louçã, em entrevista ao programa Gente que Conta, transmitido pela TSF, lamentou que o eleitorado não tivesse compreendido a posição de força que o seu partido assumiu ao recusar encontrar-se com as delegações internacionais que negociaram com PS, PSD, e CDS-PP o memorando que traça as principais linhas que garantirão o financiamento externo do país.</a></strong></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Faz mal Louçã, muito mal, ao querer estar de bem com o socialismo, a esquerda crítica e atenta e a entidade DOliveiresca &#8211; se o BE não tiver cuidado com as suas &#8220;ZITAS SEABRAS&#8221;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ou seja, se não correr com as suas &#8220;ZITAS&#8221;, a próxima derrocada será muito maior! (Passam a ter dois votantes: M Serras Pereira e o deputado R Tavares &#8211; e o problema não é meu.)</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Um comentário breve, breve, muitíssimo breve (ou mais do que isso) ao post em baixo de António Paço</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/17/um-comentario-breve-breve-muitissimo-breve-ou-mais-do-que-isso-ao-post-em-baixo-de-antonio-paco/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 19:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[URSS]]></category>

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		<description><![CDATA[Há um facto que não cabe no post de António Paço sobre os &#8220;amanhãs que cantam&#8221; - post que se limita ao &#8220;vivo bem&#8221;, &#8220;não vivo bem&#8221;, prefiro A a B, B a A, C a B etc., ele prefere C a D, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/17/um-comentario-breve-breve-muitissimo-breve-ou-mais-do-que-isso-ao-post-em-baixo-de-antonio-paco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há um facto que não cabe <strong><a href="http://5dias.net/2011/06/17/em-defesa-dos-amanhas-que-cantam/">no post de António Paço</a></strong> sobre os &#8220;amanhãs que cantam&#8221; - post que se limita ao &#8220;vivo bem&#8221;, &#8220;não vivo bem&#8221;, prefiro A a B, B a A, C a B etc., ele prefere C a D, etc., segundo padrões do ocidente capitalista, segundo critérios que não têm interesse numa situação vivida (na intemporalidade sem medida do presente, como diz Sto. Agostinho, que é quando temos de decidir, e não 50 anos depois), tudo no post sobre o &#8220;fracasso&#8221; dos &#8220;amanhãs que cantam&#8221; vem revestido num &#8220;impressionismo&#8221; de pouca utilidade. Precisamente porque não são os amanhãs que cantam, é, desde logo, o presente vivido no contexto do pensamento-acção sentido na hipótese (real) desses &#8221;amanhãs&#8221;.<br />
Mas a arte ajuda e muito (quem não a conhece A FUNDO, paciência).<br />
Nos anos 10, passando por Meyerhold, Gabo, Pevsner, Lissitsky, Popova, Rodchenko ou Vertov (não, não basta ter ouvido os nomes, conhecer uma obra aqui outra acolá, não basta), basta olhar para algumas das suas imagens (o crítico americano Alfred Barr sabe do que eu estou a falar), para a forma como elas eram participadas e vividas (a Susan Sontag tem um texto excelente onde mostra a diferença entre Vertov e Riefensthal, e essa diferença alinha por aquilo que estou ou vou dizer) para se perceber o que <strong><a href="http://5dias.net/2011/06/17/em-defesa-dos-amanhas-que-cantam/">não cabe no post de António Paço:</a></strong> é o fulgor de que colectivamente se está a construir um mundo. E mais nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse fulgor não tem nem preço nem explicação <strong>nem duração. </strong>Não tem post possível.<br />
Chega, por agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Um <em>Post Scriptum:</em> esse fulgor de <strong>um colectivo com o futuro nas mãos, no momento em que é captado e vivido, não tem descrição</strong> (sendo aí a arte insuficiente). É que eu, agora, bem sentado no meu sofá, também posso dizer que, por exemplo, as lições de Corbusier no Niemeyer de Brasília falharam, ou outras coisas retrospectivas do género. Pois posso, e depois? Durmo a sesta?<br />
Depois, ora, depois é fácil escrever posts destes. É um texto, digamos, fora da vida. A vida, a construção da vida, é outra coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Abdico de imagens e sons. Trata-se de um post &#8211; este meu - sem ilustração (naturalmente). Sem imagens nem estatísticas (sei lá quem está &#8220;satisfeito&#8221; ou não, quem esteve ou não: 20% ?, 60 %, todos?, nenhuns?, ora bolas). Não é preciso dizer muito mais, porque o que morreu foi o &#8220;futuro&#8221;, e isso não se celebra. Reinventa-se (quem o souber fazer).</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ana Gomes e Paulo Portas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/14/ana-gomes-e-paulo-portas/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 23:32:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA["Socialismo"]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[deputados]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos, uma outra vez, ao caso Paulo Portas e Ana Gomes. Deixem-me justificar porque intitulei o meu (meramente alusivo e não desenvolvido) post sobre este caso  como &#8220;ESGOTO&#8221;, deixem-me dizer-vos que concordo por inteiro com o texto de Pezarat Correia, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/14/ana-gomes-e-paulo-portas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://adevidacomedia.files.wordpress.com/2011/04/ana-gomes1.jpeg" alt="" width="318" height="218" /></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos, uma outra vez, ao caso Paulo Portas e Ana Gomes. Deixem-me justificar <a href="http://5dias.net/2011/06/13/esgoto/">porque intitulei o meu (meramente alusivo e não desenvolvido) post sobre este caso  como &#8220;ESGOTO&#8221;, </a><strong>deixem-me dizer-vos que concordo por inteiro com o texto de Pezarat Correia,</strong> personalidade por quem tenho funda admiração, e deixem-me acrescentar que, com tudo isto em questão e sopesado, não tenho e nunca tive nenhum respeito pela personagem Ana Gomes. Repito o que concordo com Pezarat Correia <strong>(desculpa lá Tiago, repetir a citação do teu post):</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/2011/06/14/quando-comprar-um-artigo-da-controlinveste-saiba-que-pode-ter-passado-por-uma-comissao-de-bom-gosto-da-nacao/">«(&#8230;)</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/2011/06/14/quando-comprar-um-artigo-da-controlinveste-saiba-que-pode-ter-passado-por-uma-comissao-de-bom-gosto-da-nacao/">Paulo Portas, enquanto ministro da Defesa Nacional de anterior governo, mentiu deliberadamente aos portugueses sobre a existência de armas de destruição maciça no Iraque, que serviram de pretexto para a guerra de agressão anglo-americana desencadeada em 2003. Sublinho o deliberadamente porque, não há muito tempo, num frente-a-frente televisivo, salvo erro na SICNotícias, a deputada do CDS Teresa Caeiro mostrou-se muito ofendida por Alfredo Barroso se ter referido a este caso exactamente nesses termos. A verdade é que Paulo Portas, regressado de uma visita de Estado aos EUA, declarou à comunicação social que “vira provas insofismáveis da existência de armas de destruição maciça no Iraque” (cito de cor mas as palavras foram muito aproximadamente estas). Ele não afirmou que lhe tinham dito que essas provas existiam. Não. Garantiu que vira as provas. Ora, como as armas não existiam logo as provas também não, Portas mentiu deliberadamente. E mentiu com dolo, visto que a mentira visava justificar o envolvimento de Portugal naquela guerra perversa e que se traduziu num desastre estratégico. A tese de que afinal Portas foi enganado não colhe. É a segunda mentira. Portas não foi enganado, enganou. Um político que usa assim, fraudulentamente, o seu cargo de Estado, não deve voltar a ser ministro. Mas já não é a primeira vez que esgrimo argumentos pelo seu impedimento para funções ministeriais. Em 12 de Abril de 2002 publiquei um artigo no Diário de Notícias em que denunciava o insulto de Paulo Portas à Instituição Militar, quando classificou a morte em combate de Jonas Savimbi como um “assassinato”. Note-se que a UNITA assumiu claramente – e como tal fazendo o elogio do seu líder –, a sua morte em combate.»</a></p>
<p style="text-align: justify;">Sobre isto nada a dizer &#8211; Pezarat disse-o melhor que ninguém e eu subscrevo tudo. <strong>O que desprezo nas declarações/insinuações de Ana Gomes coincide com aquilo que Pezarat Correia, dignamente, ele próprio diz não entender (terceira e quarta linha do citado pelo Tiago).</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Misturar os factos apresentados por Pezarat (justíssimos) com a Casa Pia (suponho que Ana Gomes se queira <em>vingar </em>de quem, diz ela, &#8220;acusou&#8221; Ferro Rodrigues e insinua que essa pessoa foi Portas &#8211; ou foi Portas ou foi um jornal, não sei, não entendo a mulher nem a quero entender), insinua pormenores da vida de Portas, que a pouca gente interessa, não sei porque mistura a Casa Pia com os submarinos &#8211; e não devia, porque os submarinos são assunto greve e muito grave mesmo foram as milhares fotocópias de Portas ao sair do Ministério da Defesa (que até o <em>Gato Fedorento</em> com isso gozou &#8211; mas gozou com o político Portas e nada mais).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas A. Gomes é isto mesmo: isto e nada: a declaração de que &#8221;os homossexuais são pessoas como as outras&#8221; não tem classificação. E não digo mais nada, porque a personagem nada me motiva, a não ser acabar aqui o post.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(<strong><span style="text-decoration: underline;">Adenda</span>: </strong>Vi, com satisfação, que também Vitor Dias distingue os argumentos de Pezarat dos de Ana Gomes, que chama &#8211; e muito bem &#8211; de &#8220;<span style="color: #ff0000;">anagomada</span>&#8220;.)</p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>ESGOTO</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/13/esgoto/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 13:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[deputados]]></category>
		<category><![CDATA[PS]]></category>

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		<description><![CDATA[Este assunto tem alguns dias, mas deixo-vos com uma pérola que bem o remata: «Uma pessoa gay, para mim, é como todas as outras pessoas: merecedora de consideração (&#8230;)» ANA GOMES, ó sr. deputada, se você o diz&#8230;&#8230;. é bem dito, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/13/esgoto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://adevidacomedia.files.wordpress.com/2011/04/ana-gomes1.jpeg" alt="" width="318" height="218" /></p>
<p>Este assunto tem alguns dias, mas deixo-vos com uma pérola que bem o remata:</p>
<p><strong><a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2011/06/homofobia.html">«Uma pessoa gay, para mim, é como todas as outras pessoas: merecedora de consideração (&#8230;)»</a></strong></p>
<p>ANA GOMES, ó sr. deputada, se você o diz&#8230;&#8230;. é bem dito, sim senhora.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>É que nem reeditando uma Marinha Grande ou outra Felgueiras&#8230;</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/13/e-que-nem-reeditando-uma-marinha-grande-ou-felgueiras/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/06/13/e-que-nem-reeditando-uma-marinha-grande-ou-felgueiras/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 00:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA["Socialismo"]]></category>
		<category><![CDATA[PS]]></category>

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		<description><![CDATA[Não, nada a fazer Francisco de Sócrates e Assis Pinto de Sousa. É um sinal claro para dentro da coisa (o que não me diz nada de nada): até o PS está farto deste pessoal !]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://3.bp.blogspot.com/_4aYoFdiHgTk/TCy_c66h2mI/AAAAAAAAgkc/T38Yx516h8A/s1600/Assis.jpg" alt="" width="463" height="289" /></p>
<p><strong><a href="http://www.publico.pt/Política/seguro-tem-apoio-da-maioria-dos-lideres-das-distritais-do-ps_1498459">Não, nada a fazer Francisco de Sócrates e Assis Pinto de Sousa.</a></strong></p>
<p>É um sinal claro para dentro da coisa (o que não me diz nada de nada): <strong>até o PS está farto deste pessoal !</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ESPAÇO PÚBLICO e ESFERA PÚBLICA: a sua ocupação é uma forma de a libertar da privatização em curso – E UMA PALAVRA DE SOLIDARIEDADE ÀS ACAMPADAS MUNDIAIS (DE TAHRIR AO ROSSIO)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/12/espaco-publico-e-esfera-publica-a-sua-ocupacao-e-uma-forma-de-a-libertar-da-privatizacao-em-curso-%e2%80%93-e-uma-palavra-de-solidariedade-as-acampadas-mundiais-de-tahrir-ao-rossio/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 23:57:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Acampada Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[espaço-público]]></category>
		<category><![CDATA[luta dos trabalhadores]]></category>
		<category><![CDATA[M19]]></category>
		<category><![CDATA[Público/Privado]]></category>

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		<description><![CDATA[Acampada Rossio. Maio. 2011. THOMAS HIRSCHHORN. Banners (intervenção no Guggenheim, Nova Iorque). 2009.  1. CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA ESFERA PÚBLICA A ideia central deste post está no seu título: defende-se que o espaço público, ou esfera pública, alicerce da afirmação &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/12/espaco-publico-e-esfera-publica-a-sua-ocupacao-e-uma-forma-de-a-libertar-da-privatizacao-em-curso-%e2%80%93-e-uma-palavra-de-solidariedade-as-acampadas-mundiais-de-tahrir-ao-rossio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="https://lh3.googleusercontent.com/-axEXlZ-YMa4/TfL7KqQ-nHI/AAAAAAAABf4/eRYyOuD06mU/s576/AcampadaLisboa_493.jpg" alt="" width="576" height="383" /><br />
<strong>Acampada Rossio. Maio. 2011.</strong></p>
<p><strong><img src="http://www.dennishollingsworth.us/archives/image/Thomas-Hirschhorn-Banners.gif" alt="Thomas-Hirschhorn-Banners.gif" width="404" height="500" border="0" /></strong><br />
<strong>THOMAS HIRSCHHORN. <em>Banners </em>(intervenção no Guggenheim, Nova Iorque). 2009. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA ESFERA PÚBLICA</strong><br />
A ideia central deste post está no seu título: defende-se que o espaço público, ou esfera pública, alicerce da afirmação e consolidação da democracia burguesa e da burguesia como classe dominante, está desde o princípio <strong>destinado à total privatização, </strong>conclusão subsequente a uma reflexão sobre o “ser” da arquitectura e o urbanismo contemporâneos. Algo que, precisamente, inverte e subverte esta mesma criação utópica burguesa deste espaço e de sua funcionalidade. Este é um primeiro ponto.</p>
<p style="text-align: justify;">Num segundo tempo, e ao contrário do que muitos julgam (<strong><a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/2705138.html">Madame Mubarak </a></strong>e a <strong><a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/">incomensurável burrice Jugular,</a></strong> por exemplo <strong><a href="http://5dias.net/2008/12/20/ha-coisas-que-um-jugular-nao-consegue-nem-conseguira-ver-nem-conhecem-o-proprio-lombo/">ver aqui</a></strong>), só uma ocupação como a das <strong><a href="http://acampadalisboa.wordpress.com/">“acampadas” </a></strong>(Tahrir, Barcelona, Madrid, Lisboa-Rossio, etc.) pode restituir o classificativo “público” ao que deveria ser público e vem sendo cada vez mais privado, intimidatório, “protegido”. Logo, <strong>desejo que os projectos de ocupação do Rossio nunca terminem</strong>, e que à acampada outras formas de mobilização (assembleias populares, <em>flash mobs</em>, etc.) se venham tornando a forma ideal de vivenciar a praça, aquela e outras praças numa cidade (a própria cidade contemporânea em geral) cada vez mais <em>ghettizada</em> e exclusivista (privatizada, em suma), e que essa forma de ocupação (de libertação, no fundo) seja cada vez mais politizada, pois o entretecimento público-político é, como já um camarada desta casa afirmou, <strong>um restabelecimento da definição de espaço público desde Péricles, Tucídides ou Aristóteles.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, na Grécia, o conceito de “esfera pública” ainda não existia, pelo menos como <strong>Jürgen Habermas, em <em>Strukturwandel der Öffentlicheit /</em> <em>A Transformação Estrutural da Esfera Pública </em>(1962)</strong> o instituiu como realidade histórica e sinal de outros e novos tempos. Expliquemo-nos. Como se sabe, historicamente, uma das conquistas das sociedades liberais democráticas, representantes de uma etapa de desenvolvimento do estádio civilizacional do capitalismo e do paradigma vivencial da burguesia ascendente, é o espaço público ou esfera pública. Esta abertura (inicialmente pretendida como <em>verdadeiramente pública</em>) assumiu na <em>polis </em>e na sua gestão um papel relevante desde o século XVII, sobretudo em Inglaterra, transformada pela revolução industrial mais tarde, e associada a uma outra etapa de desenvolvimento dos modelos mercantilistas de produção de riqueza; correspondendo ao aparecimento dos <em>massmedia</em> e à estrutura do estado moderno e dos seus renovados espaços de circulação: de pessoas, de mercadorias e mensagens (como a publicidade ou a actividade multipartidária), o que inclui não só a praça pública mas também locais de encontro e de <strong>formação de opinião, do café aos jornais. </strong>E hoje, acrescentaríamos um processo de que desconhecemos as consequências, para a democracia como para a própria “esfera pública”: as redes da globalização (“sociais”) e a internet.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, acontece que <strong>pensar-se nesta “esfera pública” como espaço de liberdade é ilusório e paralisante. </strong>Porque o poder (seja feudal, seja burguês) não abdica, nunca abdicou, da sua afirmação celebrativa através da arquitectura (dando razão ao velho enunciado de Benjamin que dizia cada “documento de cultura” ser um “documento de barbárie”), tornando a arquitectura, como referiu Bataille em 1929, uma forma convexa (“saliente” e agressiva em nossa direcção) de intimidação e silenciamento das multidões (ou seja, do que é possível manifestar-se na “esfera pública”). Aqui, <strong>diz Bataille que a tomada da Bastilha é a resposta ou ódio do povo a essa lógica do monumento intimidatório.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, <strong>a primeira forma de privatização do espaço público reside na natureza da própria arquitectura</strong> (agressiva em Bataille, “vigilante” e côncava em Foucault, vendo este a prisão como o lugar de nascimento da arquitectura).</p>
<p style="text-align: justify;">Esta crescente (e secreta) privatização do espaço público foi muito bem entendida cinicamente pela arquitectura das <strong><em>big corporations</em>,</strong> que, nos anos 70 (associada a arquitectos como Kevin Roche e John Portman) criaram uma nova realidade: o <strong><em>corporate atrium</em></strong><em>,</em> que consistia, como ainda consiste, na criação de “novos” e naturais-artificiais jardins (totalmente privados, invertendo a lógica do parque público) nos átrios das sedes das grandes multinacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">No Ford Foundation Building (Kevin Roche, 1967), o jardim do seu átrio reinstala então uma nova paisagem arcadiana privada no centro de Nova Iorque. O antigo e idílico jardim público suburbano é, desde aí, “espaço público corporativo” no centro da cidade, um novo “jardim privado” (que acompanhou o regresso habitacional das classes médias para o centro da cidade!, e nenhum interesse público se lhe deve reconhecer).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O facto do <em>corporation building</em> incorporar “jardins” pretensamente “públicos” em nada contribui para desprivatizar o que já vinha, em alta velocidade, sendo privatizado:</strong> depois de privatizado o espaço das consciências (publicidade), efectiva-se a privatização global da cidade através do poder do dinheiro e da sua vontade arquitectónica de recriar a “natureza”.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste tempo, dos anos 60 aos anos 80 (e à actualidade), fica também a perceber-se que <strong>a chamada requalificação urbana é uma outra e refinada política de exclusão,</strong> nascendo daí a realidade “institucional” da <strong>homelessness.</strong> A arquitectura passa a funcionar, desde então, como factor de exclusão económica, mostrando Rosalyn Deutsche (<em>Evictions: Art and Spatial Politics,</em> 1996) que o aumento dos <em>homeless</em> é também fruto desta privatização absoluta inerente às novas políticas de desenvolvimento e requalificação urbana. Resumindo, a requalificação urbana (chamemos-lhe <strong>“pós-moderna”</strong>) e a nova era do <strong><em>corporate building</em></strong> <strong>(e o falso “parque urbano” que alberga) </strong>é assim um campo de exclusão, que não só dele exclui o <strong><em>homeless,</em></strong> mas, mais imporatente, o produz e multiplica.</p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.duncanpickstock.co.uk/uploads/7b9d47aa-aff0-47ab-9db2-24ad07bcdfa3.jpg" alt="" width="571" height="440" /><br />
<strong>THOMAS HIRSCHHORN. <em>Spinoza Festival</em>. 2009.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. EM APREÇO DAS ACAMPADAS</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-65999"></span><br />
Consciente e inconscientemente, com ideologia ou sem ideologia, mesmo ouvindo eu coisas que nada me interessam como um slogan proferido em Madrid, “nem comunismo nem capitalismo”, apesar de ambiguidades e indefinições<strong>, as ACAMPADAS são uma excelente resposta à história de privatização da vida que aqui descrevi,</strong> uma excelente resposta ao urbanismo inaceitável que vemos desenvolver-se, e uma resposta às decisivas questões políticas do momento: privatização geral da economia (que deve ser relacionada com a do espaço público), de todos os serviços públicos, dívida pública a arcar com a dívida privada criminosa, novo fôlego do “socialista” (foda-se!!) FMI, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A urgente e necessária resposta popular tem de passar pela ocupação do privatizado espaço público, pois só essa ocupação o devolve ao público, e, por outro lado, também há que referir que a urgência dessa acção (dessas acções) tornou estas novas praças, publicamente vivenciadas, em <em>obras de arte.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, o Rossio em muito me fez lembrar as intervenções (escultóricas, instalativas e públicas) de um dos mais interessantes artistas da actualidade, <strong>Thomas Hirschhorn.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das suas mais conhecidas intervenções (no contexto de uma importantíssima exposição como foi a <em>Documenta</em> de Kassel de 2002), passou por criar espaços polivalentes (num bairro de imigrantes turcos em Kassel) em tudo semelhantes aos da <strong>acampada do Rossio.</strong> A obra que propôs à Documenta desse ano era constituída por uma biblioteca comunitária, um café, um improvisado estúdio de televisão, onde os habitantes do bairro falavam e eram difundidos num criado canal local (uma espécie de <strong>assembleia popular,</strong> que eu não perdia ao fim da tarde depois de “passear” pelos espaços da mega-exposição que é sempre Kassel). Chamava-se, não por acaso, <em>Bataille Monument</em>. Arte e política irmanadas. Uma luta idêntica.</p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.onedaysculpture.org.nz/assets/images/artist_images/thomas-hirshhorn.jpg" alt="" width="572" height="503" /><br />
<strong>THOMAS HIRSCHHORN. <em>Bataille Monument </em>(intervenção na Documenta de Kassel, 2002).</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Acabado de chegar da província, só agora reparo nesta discussão entre Z. Neves e Renato Teixeira sobre LENINE, organização política e movimentos – e aqui vai uma recomendação ao Renato: ao “vazio pomposo” (como a partir de agora chamarei Z. Neves) apenas se deve responder com ESTALINE</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/12/acabado-de-chegar-da-provincia-so-agora-reparo-nesta-discussao-entre-z-neves-e-renato-teixeira-sobre-lenine-organizacao-politica-e-movimentos-%e2%80%93-e-aqui-vai-uma-recomendacao-ao-renato-ao/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 23:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[(Porra, assim nunca hei-de obter convites para as magníficas iniciativas da UNIPOP!&#8230;). E com Estaline – o sábio – me quedo, como sempre. Mais um comentário: o “vazio pomposo” foi recomendando, por aqui e por ali, Tronti e Negri, mas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/12/acabado-de-chegar-da-provincia-so-agora-reparo-nesta-discussao-entre-z-neves-e-renato-teixeira-sobre-lenine-organizacao-politica-e-movimentos-%e2%80%93-e-aqui-vai-uma-recomendacao-ao-renato-ao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.agoravox.fr/IMG/lenin-stalin-1922.jpg" alt="" width="434" height="403" /></p>
<p style="text-align: justify;">(Porra, assim nunca hei-de obter convites para as magníficas iniciativas da UNIPOP!&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify;">E com Estaline – o sábio – me quedo, como sempre. Mais um comentário: o <strong>“vazio pomposo” </strong>foi recomendando, por aqui e por ali, Tronti e Negri, mas nós ainda temos <strong>Estaline, Lukács e Althusser. </strong>Se ainda valesse a pena discutir com o do <strong><a href="http://5dias.net/2011/06/09/para-defender-a-sua-linha-movimentista-neves-pode-citar-negri-bernstein-ranciere-kautsky-ou-foucault-rosa-nao-para-dizer-adeus-a-lenine-nao-pode-valer-tudo-e-a-historia-pa/">“vazio pomposo” </a></strong>por todos eles passaríamos (Tronti e Negri), como não vale a pena, vamos ao Estaline, que sabia muito bem o que fazer aos que “não atam nem desatam”, como leremos em seguida (que ninguém se <em>assuste</em>, Estaline é uma voz crítica, sabedora como deve ser, como devemos ser):</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Há dois tipos de marxistas. Ambos actuam sob a bandeira do marxismo e ambos se julgam “autenticamente” marxistas. Todavia, estão longe de ser idênticos. Mais: separa-os um abismo, pois os seus métodos de trabalho são diametralmente opostos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O primeiro destes grupos limita-se habitualmente a reconhecer exteriormente o marxismo, a proclamá-lo solenemente. Não sabendo ou não desejando pô-lo em prática <span style="color: #ff0000;">(o que é o autonomismo se não um espontaneísmo que acaba forçosamento no absoluto vazio onanista, caríssimo Z. Neves??), </span>ele transforma as teses vivas e revolucionárias do marxismo em fórmulas mortas, que nada dizem. Ele baseia a sua actividade não na experiência, nem nos ensinamentos do trabalho prático, mas sim nas citações de Marx <span style="color: #ff0000;">(Força Z. Neves, venham mais, da Rosa e tudo).</span> Indicações e directivas, colhe-as não na análise da realidade viva, mas sim nas analogias e nos paralelismos históricos. Divórcio entre as palavras e os actos, tal é a doença essencial deste grupo. Daí as decepções e esse eterno descontentamento do destino que, em todos os momentos, o trai, o deixa de tal modo que “não ata nem desata”. (…)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>No congresso de Londres [o 5º do Partido Operário Social-Democrata Russo, 1907], o camarada Tychko caracterizou de modo bastante feliz este grupo, afirmando que ele não se baseava, mas <strong>jazia</strong> na plataforma marxista.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pelo contrário, o segundo grupo atinge o centro de gravidade do problema, desde o reconhecimento exterior do marxismo até à sua aplicação e utilização prática. Determinar, de acordo com a situação, as vias e os meios que permitem aplicar o marxismo, modificar essas vias e meios logo que a situação mude, eis os principais pontos para os quais este grupo dirige principalmente a sua atenção. Não é em analogias nem em paralelismos históricos que este grupo vai colher directivas e indicações, mas no estudo das condições circundantes. Ele não se apoia em citações e sentenças, mas sim na experiência prática, através da qual ele verifica cada um dos seus passos, colhendo lições nos seus próprios erros e ensinando os outros a edificar uma nova vida. (…)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A este grupo aplicam-se perfeitamente as palavras de Marx, segundo as quais os marxistas não se podem contentar em explicar o mundo, mas devem ir mais longe para o modificar. Este grupo tem um nome: bolchevismo, comunismo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O ORGANIZADOR E CHEFE DESTE GRUPO É LENINE.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ESTALINE, 1920</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Genial, sábio, sintético. Melhor não é possível!</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Libertango: que se abram, JÁ, as hostilidades: governo Sócrates » investigação » tribunais; governo Passos » derrubamento » luta a curto e médio prazo</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/07/libertango-que-se-abram-ja-as-hostilidades-governo-socrates-%c2%bb-investigacao-%c2%bb-tribunais-governo-passos-%c2%bb-derrubamento-%c2%bb-luta-a-curto-e-medio-prazo/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/06/07/libertango-que-se-abram-ja-as-hostilidades-governo-socrates-%c2%bb-investigacao-%c2%bb-tribunais-governo-passos-%c2%bb-derrubamento-%c2%bb-luta-a-curto-e-medio-prazo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 17:12:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Piazzolla (Oblivion Quartet), ou Ensaio sobre a emancipação urgente (Não respeitar a &#8220;democracia&#8221; quando ela não nos respeita a nós, todos)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/0qomSvlCGns" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Piazzolla (Oblivion Quartet), ou <em>Ensaio sobre a emancipação urgente</em></p>
<p>(Não respeitar a &#8220;democracia&#8221; quando ela não nos respeita a nós, todos)</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/06/07/libertango-que-se-abram-ja-as-hostilidades-governo-socrates-%c2%bb-investigacao-%c2%bb-tribunais-governo-passos-%c2%bb-derrubamento-%c2%bb-luta-a-curto-e-medio-prazo/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Que se foda a democracia, como digo e sempre disse, mais logo Tilson Thomas, com a Sinfónica de S. Francisco, dirigirá a &#8220;Ressurreição&#8221; de Mahler (Coliseu, 21h)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/06/que-se-foda-a-democracia-como-digo-e-sempre-disse-mais-logo-tilson-thomas-com-a-sinfonica-de-s-francisco-dirigira-a-ressurreicao-de-mahler-coliseu-21h/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/06/06/que-se-foda-a-democracia-como-digo-e-sempre-disse-mais-logo-tilson-thomas-com-a-sinfonica-de-s-francisco-dirigira-a-ressurreicao-de-mahler-coliseu-21h/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 03:16:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[  Aqui, abrindo a obra (1. Allegro maestoso). É isto que vamos ouvir. Entretanto, repare-se nesta imagem. É a Morte de Marat de David. Repare-se no braço direito de Marat, que David copiou da Pietá de Miguel Ângelo: Também Bruce &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/06/que-se-foda-a-democracia-como-digo-e-sempre-disse-mais-logo-tilson-thomas-com-a-sinfonica-de-s-francisco-dirigira-a-ressurreicao-de-mahler-coliseu-21h/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/nBNhR4UhNVE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> </p>
<p>Aqui, abrindo a obra (1. Allegro maestoso). É isto que vamos ouvir.<br />
Entretanto, repare-se nesta imagem. É a <em>Morte de Marat </em>de David. Repare-se no braço direito de Marat, que David copiou da Pietá de Miguel Ângelo:</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Michelangelo%27s_Pieta_5450_cropncleaned.jpg"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8a/Michelangelo%27s_Pieta_5450_cropncleaned.jpg/320px-Michelangelo%27s_Pieta_5450_cropncleaned.jpg" alt="Michelangelo's Pieta 5450 cropncleaned.jpg" width="422" height="466" /></a></p>
<p>Também Bruce Nauman se encantou por um braço, uma obra-um braço, o braço direito. <strong>Braço que para nada serve, quando serve para votar, que para nada serve:</strong></p>
<p><img id="il_fi" src="http://tojiemorimoto.files.wordpress.com/2009/01/from-hand-to-mouth.jpg?w=310&amp;h=500" alt="" width="310" height="500" /></p>
<p>(<a href="http://5dias.net/2011/06/05/sentimento-experimentado-ao-saber-os-resultados-das-eleicoes/">No mais, praticamente de acordo com o Bruno, <em>after Agamben</em></a>; logo, acordarei mais bem disposto; <strong>recomeçar: o desaparecimento de Sócrates é um óptimo sinal!)</strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/06/06/que-se-foda-a-democracia-como-digo-e-sempre-disse-mais-logo-tilson-thomas-com-a-sinfonica-de-s-francisco-dirigira-a-ressurreicao-de-mahler-coliseu-21h/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>41</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>E os processos judiciais, pá?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/05/e-os-processos-judiciais-pa/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/06/05/e-os-processos-judiciais-pa/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 21:19:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=65524</guid>
		<description><![CDATA[E os processos judiciais, pá?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E os processos judiciais, pá?</p>]]></content:encoded>
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		<title>DEUS, CARAVAGGIO e EU</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 00:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[(Capa) Sim, de facto, está (por agora, a curto prazo – continuarei, emendando erros graves e menos graves) terminado o meu estudo sobre o pintor Michelangelo Merisi da Caravaggio, cujo resultado dá conta este livro, disponível (em princípio) na próxima &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/03/deus-caravaggio-e-eu/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/deus-e-caravaggio.bmp"><img title="deus e caravaggio" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/deus-e-caravaggio.bmp" alt="" width="413" height="609" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(Capa)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, de facto, está (por agora, a curto prazo – continuarei, emendando erros graves e menos graves) terminado o meu estudo sobre o pintor <strong>Michelangelo Merisi da Caravaggio</strong>, cujo resultado dá conta <strong>este livro,</strong> disponível (em princípio) na próxima semana. Estudo (não confundir com um trabalho académico concluído em que Caravaggio também toma protagonismo) de que fui dando conta, neste blogue, de alguns tópicos, temas, ideias, nos posts que destacaria; primeiro post:</p>
<p><strong><a href="http://5dias.net/2009/05/07/o-essencial-sobre-caravaggio-o-inventor-da-arte-moderna/">http://5dias.net/2009/05/07/o-essencial-sobre-caravaggio-o-inventor-da-arte-moderna/</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Procurei, neste post, iniciando uma série de outros que acompanhou pesquisas e especulações teóricas variadas, minhas e de acompanhamento de outros autores (por mim seleccionados, desviando-me sempre de mitificações e mistificações nunca confirmadas), perceber como é que a obra de Caravaggio, sobretudo desde os trabalhos realizados para a Igreja de S. Luís dos Franceses em Roma (1599-1602, aproximadamente), ou desde a <em>Sta Catarina de Alexandria </em>(1597, ver aqui perto, Madrid, no Thyssen), se foi tornando próxima do grande e central tópico de toda a arte moderna, não apenas da pintura, tópico que repensa Kant e que se sistematiza numa reivindicação de <strong>autonomia,</strong> ou seja (ainda que com claridade excessiva) sob a forma de uma “proposição analítica” (no dizer recente de Kosuth), no sentido em que a modernidade tende para uma auto-justificação, ou como também se diz, <strong>auto-reflexividade.</strong> Que diz que a obra se legitima através dos elementos que a compõem, quer dizer, a obra está ligada a um vocabulário (há um vocabulário da dança, do teatro, da poesia, da pintura…), e é nesse vocabulário (e não na filosofia, na estética, por exemplo) que ela adquire os dados para a sua legitimação.</p>
<p style="text-align: justify;">Explico no post como o Impressionismo, na pintura, foi cimentando esta realidade, conferindo à cor o elemento desencadeante do trabalho da retina (seja: o tempo da câmara escura, da retinopassividade desaparece com o Impressionismo, e ainda com os dados da filosofia de um Bergson).</p>
<p style="text-align: justify;">Sublinhei, neste contexto, que a luz de Caravaggio era exclusivamente pictórica e não simbólica. Como elemento pictórico, EXCLUSIVAMENTE, ela só terá nome através de um termo pictórico. Até à “fabricação” desse nome ela, a luz caravaggesca, será sempre <strong>“luz sem nome”. </strong>Repare-se n’ <em>A Vocação de Mateus </em>(em baixo): a luz nem provém de Deus, nem ilumina a divindade, a qual precisamente por efeito da luz se apaga e esconde.</p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://onework.ru/wp-content/uploads/art/Caravaggio%20(1573-1610)/Caravaggio%20The%20calling%20of%20St%20Matthew,%201599-1600,%20Contarelli%20.jpg" alt="" width="558" height="535" /></p>
<p style="text-align: justify;">Mas, paradoxalmente, esta luz para Deus é reenviada (a tal procede o pensamento do pintor). Deste modo: o autor tem perante si uma realidade extrema: crendo ou não (e eu estou convencido de que Caravaggio era um seguidor de ensinamentos como os de Filipe Neri), a sua pergunta é a seguinte: como representar o irrepresentável? (ou, no Eclesiastes, I, 12: &#8220;Que é o homem para poder seguir as obras do Criador?&#8221;) Questão que também se aplicaria à morte ou à alma. Como representar <em>pictoricamente</em> o inominável (palavra querida a Beckett)? Apenas de uma maneira, julgo – através de uma invenção artística, poética, pictórica (isto é, no <em>medium</em>) inédita e sem explicação. Quando no post citado comento Rudolph Wittkower percebe-se esta questão. Passemos ao segundo post:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://5dias.net/2009/12/30/uma-licao-de-pintura-e-uma-licao-de-politica-de-caravaggio-a-lenine/">http://5dias.net/2009/12/30/uma-licao-de-pintura-e-uma-licao-de-politica-de-caravaggio-a-lenine/</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui, o problema era diferente: <strong>Caravaggio surgia como precursor de Lenine</strong>, como eu titulava. Lendo o que escrevi acima com atenção percebe-se um ou outro sinal desta relação Caravaggio-Lenine. O inédito, o não-existente, o novo sem nome é o risco inerente ao acto revolucionário. Escrevia então neste post: advogo, “três tópicos de abordagem fundamentais em torno de Caravaggio: 1) o carácter <strong>inédito </strong>do seu trabalho lumínico [analisado nos parágrafos anteriores]; 2) a sua recusa em mostrar a “mão oficinal” [Caravaggio desprezava qualquer tipo de gestualidade, marca do “fazer”, algo que mais tarde caracterizaria Velázquez]; e, por fim 3) a sua recusa total em elaborar para as suas obras estudos prévios, uns atrás dos outros (nunca desenhou, não se lhe conhece um único desenho); e vamos então chamar a este puro pragmatismo e predisposição para acertar no alvo, um ‘leninismo pictórico’ “.</p>
<p style="text-align: justify;">Este era um ponto determinante: como nunca de Caravaggio se conheceu um desenho, então residiria aí o sinal do risco. No livro actual esta posição é um pouco matizada: não desenhar não significa não pensar (apenas Poussin acreditaria nisto), não reflectir obsessivamente – na composição, na forma, na cor, nas massas figurais, etc. Mas, a ausência de estudos prévios contribuíam para a descrita realidade (evidência) de uma “pintura sem precedentes”. Terceiro post:</p>
<p><strong><a href="http://5dias.net/2010/04/03/400-anos-depois-exactamente-400-anos-depois-pouco-se-sabe-acerca-de-caravaggio-e-o-pouco-que-se-sabe-do-homem-e-da-obra-esta-quase-sempre-errado-ate-que%e2%80%a6/">http://5dias.net/2010/04/03/400-anos-depois-exactamente-400-anos-depois-pouco-se-sabe-acerca-de-caravaggio-e-o-pouco-que-se-sabe-do-homem-e-da-obra-esta-quase-sempre-errado-ate-que%e2%80%a6/</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este foi o mais extenso e mais detalhado dos meus posts caravaggescos. Falava-se do facto de nem sempre, e quase nunca, Caravaggio ter sido reconhecido como autor relevante, e do facto não de todo estranho de ter sido apenas (!!) redescoberto cerca de <strong>1950/51, </strong>aquando de uma grande exposição em Milão, comissariada por Longhi, o seu estudioso por excelência. Cito o post: “Caravaggio vem forçar a entrada em cena do vocábulo &#8216;inovação&#8217;, na medida em que os anteriores classificativos existentes, <em>imitatio</em> e <em>inventio</em> não são suficientes para descrever o que está em causa (…). E desde cedo se procurou negar a ligação do pintor à novidade ou inovação, precisamente pela dificuldade em entender o que tal pode sinalizar.&#8221; Quarto post:</p>
<p><strong><a href="http://5dias.net/2011/01/21/um-homem-profundamente-devoto/">http://5dias.net/2011/01/21/um-homem-profundamente-devoto/</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/42/Michelangelo_Caravaggio_021.jpg"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/42/Michelangelo_Caravaggio_021.jpg/800px-Michelangelo_Caravaggio_021.jpg" alt="File:Michelangelo Caravaggio 021.jpg" width="552" height="393" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Este post foi mais etreito de objectivos que os três anteriores: aqui, procurava questionar a tradicional imagem do Caravaggio assassino e lutador de rua (o homicídio de Ranuccio Tomassoni está documentado, bem como a fuga do pintor para Nápoles, Malta, onde foi armado cavaleiro da Ubidienza, estranhamente, ou talvez não, com autorização do Papa, depois Sicília e a morte em Port’Ercole, 1610). Mas este não é o retrato do artista. Ao invés, é credível que Caravaggio tenha tido marcas da espiritualidade de S. Filipe Neri, fundador da Congregação do Oratório, influente pensador da época (que se reclamava herdeiro de Savonarola e de Santo Agostinho), e deixou alguns textos dispersos, dos quais um conjunto de pensamentos destinados um para cada dia do ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Com data de 13 de Março, recomendava: “O melhor remédio para a secura do espírito, é representarmo-nos sempre, perante Deus e os santos, como mendigos”; explico ainda que esta aceitação dos excluídos fora determinante no pintor. Passe-se pois ao post, onde comento o sentido de “vida angélica”, conceito de Neri, que perpassa pela maioria das pinturas do artista, na medida em que a sua obra tudo tende a aceitar sem repugnância. (Aceitar a existência = combater, nada ocultar.)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E poucos como Caravaggio se abeiraram tanto desse encontro com a carne quotidiana. Talvez banal. Mas resgatada pela pintura (e pela vontade).</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</strong></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">CONCLUSÃO: Emancipação pictórica = emancipação política.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;">Por isso e de imediato, mudando de tema (ou não, claro que não), passando ao outro nosso assunto, depois desta digressão, registar:</span></strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #ff0000;">HOJE</span></strong><strong><span style="color: #ff0000;">, COMÍCIO DE ENCERRAMENTO DA CAMPANHA DA CDU, Lg. de CAMÕES, LISBOA, 22h. Com a participação do secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa.</span></strong></span></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>MSerras Pereira já tem a quem pedir ajuda (contra os actos ignóbeis deste blogue)&#8230;.</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/02/mserras-pereira-ja-tem-a-quem-pedir-ajuda-contra-os-actos-ignobeis-deste-blogue/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/06/02/mserras-pereira-ja-tem-a-quem-pedir-ajuda-contra-os-actos-ignobeis-deste-blogue/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 17:16:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;. e um interlocutor válido!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://www.asbeiras.pt/wp-content/uploads/2011/03/12-POLICIA-CASINO-JA.jpg" alt="" width="586" height="345" /></p>
<p><strong><a href="http://viasfacto.blogspot.com/2011/06/censura-rubra.html">&#8230;. e um interlocutor válido!!</a></strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Magnífica entrevista com André, Helena: &#8220;Acordo com &#8216;troika&#8217; aumenta protecção aos trabalhadores&#8221;</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/30/magnifica-entrevista-com-andre-helena-acordo-com-troika-aumenta-proteccao-aos-trabalhadores/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 14:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[  Gostaram (do texto completo)? (comentário também no Cantigueiro)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/KYYRY7AA1FA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong><a href="http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1860842">Gostaram (do texto completo)?</a></strong></p>
<p>(comentário também no <a href="http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2011/05/helena-andre-uma-personagem-sinistra.html">Cantigueiro</a>)</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sócrates e &#8220;cultura&#8221; é coisa contraditória nos termos, mas tudo é possivel em portugal (pequenino, muito pequenino)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/30/socrates-e-cultura-e-coisa-contraditoria-nos-termos-mas-tudo-e-possivel-em-portugal-pequenino-muito-pequenino/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/05/30/socrates-e-cultura-e-coisa-contraditoria-nos-termos-mas-tudo-e-possivel-em-portugal-pequenino-muito-pequenino/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 May 2011 13:30:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[eleições legislativas 2011]]></category>
		<category><![CDATA[orçamento de estado]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>

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		<description><![CDATA[SIZA VIEIRA. Mimesis Museum (Coreia do Sul). 2009. Siza Vieira e Souto Moura não quiseram pequeno-almoçar (não caíram na ratoeira) com este homem e vulto de veneração da CULTURA, este citador de todos os clássicos do património da humanidade, este erudito candidato &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/30/socrates-e-cultura-e-coisa-contraditoria-nos-termos-mas-tudo-e-possivel-em-portugal-pequenino-muito-pequenino/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><img title="1285188261-63-666x1000" src="http://www.janelaurbana.com/wp-content/uploads/2011/02/1285188261-63-666x1000.jpg" alt="" width="344" height="517" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;">SIZA VIEIRA. Mimesis Museum (Coreia do Sul). 2009.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.cdu.pt/2011/apoiantes">Siza Vieira </a></strong>e Souto Moura não quiseram pequeno-almoçar <strong>(não caíram na ratoeira)</strong> com este homem e vulto de veneração da CULTURA, este citador de todos os clássicos do património da humanidade, este erudito candidato que confunde na escrita de Pessoa aquele verso do &#8220;menino de sua mãe&#8221; com &#8220;amor de sua mãe&#8221; (este último, versão JSócrates &#8211; o que é muito bonito).</p>
<p style="text-align: justify;">Siza recusou, mas <strong><a href="http://www.publico.pt/Política/acabar-com-ministerio-e-menorizar-a-cultura-diz-jose-socrates_1496630">estes (e que &#8220;estes&#8221;!&#8230;) lá estiveram. </a></strong>Agora, <strong>a quem pequeno-almoçou hoje com Sócrates para falar de CULTURA, faço um pequeno desafio: que se atrevam a fazer um balanço destes últimos 6 anos 6! socratistas culturais. </strong>Por exemplo, aquela senhora, muito pequeno-almoçadora, muito sucialista (e <em>socialite</em>) e que foi parar (por milagre?) à Cinemateca, que o faça. Um balanço, um balancete. Comecem, por exemplo, com Pinamonti e depois continuem com uma meditação sobre a percentagem da cultura no orçamento de estado&#8230;</p>
<p>E todos, toda a gente o faça seguidamente, para que tudo fique mais claro.</p>
<p>Leiam JSócrates:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.publico.pt/Política/acabar-com-ministerio-e-menorizar-a-cultura-diz-jose-socrates_1496630">“Quando dizem que querem acabar com o Ministério da Cultura estão a dizer que querem menorizar a cultura, andar para trás nas funções do Estado e entregar tudo ao mercado”, disse.</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">E eu, por mim, não direi mais nada.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pois, claro, evidentemente, morto o comunismo, vem a felicidade</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/29/pois-claro-evidentemente-morto-o-comunismo-vem-a-felicidade/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 23:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[When the U.S. economy was riding high for most of the 20th century, it would have been impossible to imagine a foreign city&#8211;especially one in a Communist country&#8211;with more of the planet&#8217;s very richest than New York, home of old-money &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/29/pois-claro-evidentemente-morto-o-comunismo-vem-a-felicidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><a rel="attachment wp-att-41611" href="http://5dias.net/2010/06/27/eu-nao-sou-o-carlos-vidal/41572-revision-20/"><img title="02c Svetlana Medvedev met Mehriban Aliyeva" src="http://02varvara.files.wordpress.com/2011/05/02c-svetlana-medvedev-met-mehriban-aliyeva.jpg?w=1000&amp;h=1350" alt="" width="509" height="658" /></a></strong></em></p>
<p><a href="http://realestate.yahoo.com/promo/cities-with-the-most-billionaires-2011.html">When the U.S. economy was riding high for most of the 20th century, it would have been impossible to imagine a foreign city&#8211;especially one in a Communist country&#8211;with more of the planet&#8217;s very richest than New York, home of old-money Wall Street. But that indeed is the case. Today Moscow is the city with the most billionaire residents in the world.</a></p>
<p><strong><a href="http://realestate.yahoo.com/promo/cities-with-the-most-billionaires-2011.html"><span style="color: #ff0000;">The Russian capital boasts 79 billionaires, </span>a stunning increase of 21 in just one year. That more than edges out No. 2 New York, with 59 billionaires, and No. 3 London with 41. Other cities in the top 15 include such rising stars as Mumbai, Taipei, Sao Paolo and Istanbul. Los Angeles manages a tie for No. 8.</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(Oh, por que espera a <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/2673590.html">Câncio </a>e não embarca já&#8230; É que aqui, em Moscovo, não se fala de outra coisa: a tão ansiada chegada da f&#8230;)</strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/05/29/pois-claro-evidentemente-morto-o-comunismo-vem-a-felicidade/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>O PAR da CÂNCIO; sobre a acampada de Lisboa, o indivíduo da foto é notável: em prosa que lembrar me faz um “saudoso” (para o da foto, estou quase certo) político francês já não no activo, e de que não me lembro o nome (uma ajudinha vossa, sff)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/29/o-par-da-cancio-sobre-a-acampada-de-lisboa-o-individuo-da-foto-e-notavel-em-prosa-que-lembrar-me-faz-um-%e2%80%9csaudoso%e2%80%9d-para-o-da-foto-estou-quase-certo-politico-frances-ja-nao-no-acti/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/05/29/o-par-da-cancio-sobre-a-acampada-de-lisboa-o-individuo-da-foto-e-notavel-em-prosa-que-lembrar-me-faz-um-%e2%80%9csaudoso%e2%80%9d-para-o-da-foto-estou-quase-certo-politico-frances-ja-nao-no-acti/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 May 2011 23:19:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[M19]]></category>
		<category><![CDATA[opinião rasca]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre a acampada e participantes, podemos ler esta funda meditação: “Esforçadamente, o repórter ouve as reivindicações de quatro ou cinco jovens que, em comum, têm um discurso muito ‘solto’, muito ‘alternativo’, e uma evidente e urgente necessidade de água e &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/29/o-par-da-cancio-sobre-a-acampada-de-lisboa-o-individuo-da-foto-e-notavel-em-prosa-que-lembrar-me-faz-um-%e2%80%9csaudoso%e2%80%9d-para-o-da-foto-estou-quase-certo-politico-frances-ja-nao-no-acti/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" src="http://aeiou.caras.pt/users/0/14/miguel-sousa-tavares-47cf.jpg" alt="" width="470" height="370" /></p>
<p>Sobre a <strong>acampada </strong>e participantes, podemos ler esta funda meditação:</p>
<p style="text-align: justify;">“Esforçadamente, o repórter ouve as reivindicações de quatro ou cinco jovens que, em comum, têm um discurso muito ‘solto’, muito ‘alternativo’, e uma evidente e urgente necessidade de água e sabão azul-e-branco. Parece, todavia, que é muito importante escutá-los com atenção, pois consta que eles representam qualquer coisa de difuso, nebuloso ou peganhento, que vai alastrando às praças, às cidades e aos países como amanhãs que cantam. (…) que lástima de futuro, digo-vos eu! São ‘precários’? <strong>Coitadinhos</strong>……”</p>
<p><strong>PAUSA, porque isto vai <em>melhorar</em>:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Coitadinhos</strong>, mas quem é que não foi precário aos 20 anos? (…) E saberão eles o que é ser precário aos cinquenta anos de idade, depois de ter trabalhado vinte ou trinta anos e descontado impostos <strong>para pagar a Faculdade ou o Bairro Alto aos meninos?”</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Está definitivamente encontrado o par da Câncio</strong> – talvez, <em>se isto for possível</em>, para pior, inimaginavelmente pior; e agora à maneira do tal francês de que não me lembro o nome:</p>
<p>“Claro que a vida está difícil para muitos deles – não todos, <strong>AQUELES QUE REALMENTE PROCURAM EMPREGO </strong>E NÃO O ENCONTRAM [leia-se: a vida está difícil não para vocês, parasitas, mas para os que querem TRABALHAR a sério!]”.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, o fim, o remate: “Mas a vida está difícil para todos e muito mais para alguns dos pais deles que se mataram a trabalhar para que os filhos tivessem um futuro melhor.” (em “Uma sociedade doente”, <em>Expresso</em>, 28 de Maio – data a condizer – 2011: e haver um &#8220;jornal&#8221; que publique isto!&#8230;)</p>
<p>Ou seja, malta parasita: TRABALHEM e NÃO PENSEM!</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, e já me esquecia; <strong>o exemplo bom e muito digno que o da foto, no mesmo artigo, vos dá</strong>, vem do <strong>FUTEBOL </strong>(estavam à espera de quê?, seus parasitas do Facebook, estavam à espera de melhor do indivíduo da foto?): é… <strong>André Villas-Boas!! </strong>(Sinceramente, quem é este??)</p>
<p><strong><a href="http://5dias.net/2011/05/29/o-dia-em-que-a-madame-mubarak-desce-a-praca-tahir-de-lisboa/">Então, encontrei ou não o par da Câncio?</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>P&#8217;ra melhor, p&#8217;ra pior?? </strong>(Já agora, estou a respeitar a &#8220;antiga ortografia&#8221;?)</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/05/29/o-par-da-cancio-sobre-a-acampada-de-lisboa-o-individuo-da-foto-e-notavel-em-prosa-que-lembrar-me-faz-um-%e2%80%9csaudoso%e2%80%9d-para-o-da-foto-estou-quase-certo-politico-frances-ja-nao-no-acti/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>As minhas 4 exposições de Maio (na &#8220;Sábado&#8221;)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/26/as-minhas-4-exposicoes-de-maio-na-sabado/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 17:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA["Sábado"]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de arte]]></category>
		<category><![CDATA[exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[PAULO CATRICA Museu da Electricidade, Lisboa (até 22/5). Prossegue o ciclo temático em torno do Teatro S. Carlos, agora com “TNSC: A Prospectus Archive”, por Paulo Catrica. À primeira vista, agora imerso nos espaços interiores do S. Carlos, seríamos levados &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/26/as-minhas-4-exposicoes-de-maio-na-sabado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong></strong><strong><img id="il_fi" src="http://1.bp.blogspot.com/-OyLdH1MkpUg/TZjhggjcsCI/AAAAAAAACMQ/TMdzUH6YThI/s1600/catrica008_780%255B1%255D.jpg" alt="" width="442" height="535" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PAULO CATRICA</strong><br />
<strong>Museu da Electricidade, Lisboa (até 22/5).</strong><br />
Prossegue o ciclo temático em torno do Teatro S. Carlos, agora com “TNSC: A Prospectus Archive”, por Paulo Catrica. À primeira vista, agora imerso nos espaços interiores do S. Carlos, seríamos levados a pensar num terreno diverso e não habitual para o autor, ligado à foto de arquitecturas. Mas, não, é ainda, e uma outra vez, a arquitectura que aqui está em causa: o seu “interior”, no fundo o que a faz ser “arquitectura”. A exposição contraria um pouco a imagem formatada de Catrica; por isso, note-se que o fotógrafo já abordou a paisagem, o registo da acção desportiva (“Uma Cidade do Futebol”, 2004), onde a observância formal dos elementos em jogo acarreta outra vez uma “arquitectura”. E está presentemente e desenvolver doutoramento numa área atenta ao planeamento urbano (Universidade de Westminster). Esta abordagem aos interiores do Teatro de S. Carlos pode ser assim vista: o fotógrafo recria os bastidores do teatro como “arquitectura dentro da arquitectura”, dissolvendo as fronteiras entre interior e exterior, na forma e espaço. <strong>(“Sábado”, 5/5)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img src="http://www.gulbenkian.pt/media/files/FTP_files/imagens_alta_resolucao/2011/Koo11/IMG_Koo2362.jpg" alt="" width="455" height="303" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>KOO JEONG A.</strong><br />
<strong>Centro de Arte Moderna, Fundação Gulbenkian (até 3/7)</strong><br />
Poderia começar por dizer – a propósito desta exposição de Koo Jeong A., artista coreana que agora se apresenta no CAM da Gulbenkian com obras produzidas para o local – que ainda bem que ela vai permanecer em Lisboa até ao próximo mês de Julho. Por uma razão simples (tão simples quanto a inteligente austeridade das obras): é que esta é uma exposição contracorrente, requerendo uma vivência meditativa e continuada, inventando lugares e distante da espectacularização da cidade. Koo Jeong A. (n. 1967) é uma artista de consagração internacional (merecidíssima) desde a passada década, por onde circulou pelas mais importantes bienais e locais (em 2010, expôs no Dia Center de Nova Iorque). Aqui expõe cinco caixas ou arquitecturas em forma de bunker, que nos convidam a entrar – mas nessas caixas muito pouco nos podemos adentrar. Apenas perscrutar uma ténue luz vermelha, uma parede escura, etc. Percepção e memória são temas convocados. São espaços nem abertos nem fechados, radicalizando as nossas impressões íntimas – e é essa, no fundo, a função do museu. Aqui cumprida. <strong>(“Sábado”, 12/5)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img id="il_fi" src="http://naportaaolado.files.wordpress.com/2011/04/bes2.jpg" alt="" width="563" height="466" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BESPhoto 2011</strong><br />
<strong>Museu Berardo (até 13/6).</strong><br />
Nesta 7ª edição do BESPhoto, a premiação foi justa: Manuela Marques, uma fotógrafa de circulação francesa mais que nacional (por cá, uma individual e várias colectivas que não permitem um regular acompanhamento). Os outros finalistas são Carlos Lobo, Kiluanji Kia Henda, Mário Macilau e Mauro Restiffe. Este Prémio nacional tem adquirido prestígio, por criteriosas selecções de finalistas e por premiação a cargo de jurados não nacionais, salvaguardando assim proximidades pessoais (normais num país pequeno). Este ano, a <em>short list</em> final incluía artistas dos países de língua portuguesa. Interessante escolha mas, nalguns casos, presa de realidades nacionais e identitárias. Manuela Marques, longe desses pressupostos, mostrava fotos e um vídeo ligados aos problemas da imagem e sua construção. A sua videoinstalação “Close-up” (em vários ecrãs) é um bom mote para a sua obra: no vídeo, figurantes lançam em câmara lenta bolas que lhes tapam-destapam os rostos. Tal como os seus espaços urbanos, sempre ocultados por árvores e sombras, ou as suas figuras – de costas para o espectador. Questão interessante: o que é fotografar e ser fotografado? <strong>(“Sábado, 19/5)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://www.ci.uc.pt/artes/6spp/imagens/malhoa-clara-1a.jpg" alt="" width="290" height="535" /><br />
(José Malhoa, &#8220;Clara&#8221;)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ARTE PORTUGUESA DO SÉCULO XIX</strong><br />
<strong>Museu do Chiado, Lisboa (até 12/6)<br />
</strong>O século XIX é a porta de entrada na modernidade: pertencem-lhe as revoltas de emancipação (1848 e 1871), Marx, Turner e a destruição do ponto de vista na pintura através de um espectador imerso na cena, a pintura francesa de <em>plein-aire</em>, Barbizon, Millet, Courbet, enfim… o Impressionismo, o começo de tudo. Aparentemente nada disso cá chegou, ao pacato Portugal artístico (porque de revoltas políticas tivemos a nossa conta). Mas esta exposição do Museu do Chiado é surpreendente e imperdível. Precisamente para verificar como, sem revoluções artísticas (não contamos um único pintor Impressionista em Portugal!), sem revoluções as nossas inovações foram aparecendo potencial e contidamente, em indispensáveis discursos de pintura como no romantismo de Francisco Metrass e Lupi, no paisagismo de Tomás da Anunciação e Silva Porto, no simbolismo de António Carneiro, no pré-Impressionismo de Malhoa e Henrique Pousão. Na virtuosa pintura de História de Veloso Salgado ou nos retratos e nas “penumbristas” cenas domésticas de Columbano, o pintor que representou o fim de um tempo e o princípio de outro: o tempo moderno, concretamente. <strong>(“Sábado, 26/5)</strong></p>]]></content:encoded>
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		<title>Uma pergunta para JSócrates: onde estão afinal os paquistaneses?? Desapareceram?? Como??</title>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 10:16:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições antecipadas 2011]]></category>
		<category><![CDATA[PS]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicitado o caso [dos paquistaneses e moçambicanos fazendo de figurantes a troco de lanche nos comícios de JSócrates], desapareceram, primeiro, alguns turbantes &#8211; substituídos por chapéus de campanha do PS. Depois, sumiram-se os imigrantes, muitos que mal articulavam uma palavra em &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/24/uma-pergunta-para-jsocrates-onde-estao-afinal-os-paquistaneses-desapareceram-como/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><img id="il_fi" src="https://lh4.googleusercontent.com/_Xk7uDiUkyyA/Tdph4J_1ZkI/AAAAAAAAHuM/rdRA7HJygrI/s800/Imigrantes%20PS-FOTO_RICARDO_OLIVEIRA.jpg" alt="" width="588" height="397" /></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Publicitado o caso <a href="http://5dias.net/2011/05/22/guantanamo-allgarve-inn/">[dos paquistaneses e moçambicanos fazendo de figurantes a troco de lanche nos comícios de JSócrates], </a>desapareceram, primeiro, alguns turbantes &#8211; substituídos por chapéus de campanha do PS. Depois, sumiram-se os imigrantes, muitos que mal articulavam uma palavra em português e que não podiam votar nas eleições legislativas de 5 de Junho por não terem nacionalidade portuguesa. A duvida fica: se foram transportados de Lisboa para o Alentejo no autocarro socialista como é que regressaram a casa? </em><a href="http://www.ionline.pt/conteudo/125023-ps-faz-desaparecer-imigrantes-da-campanha-depois-do-escandalo">(AQUI)</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">É uma boa pergunta. Medonha, diria &#8211; a pergunta e a situação. Nada igualmente internacionalista sucedera por cá nas últimas décadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Já agora, <a href="http://5dias.net/2011/04/11/sim-muito-me-comovi-ontem-perante-a-gigantesca-mare-de-bandeiras-nacionais-no-comicio-do-ps-em-matosinhos-sobretudo-quando-uma-ribombante-onda-sonora-marcou-a-entrada-do-chefe-ao-ponto-de-ter-feito/">quantos dos milhares que empunharam bandeiras portuguesas no Comício Nacionalista de Matosinhos (igualmente conhecido como &#8220;Congresso&#8221;) foram também pagos ou forçados, como e a troco de quê?</a></p>
<p style="text-align: justify;">E como regressaram a casa? Ou ainda andam em <em>tournée </em>por este estranho e bizarro &#8221;país&#8221;?? E quem teve a ideia cosmopolita? Augusto S. S.? Vitorino? Canas? Estrela? Francisco de Assis??</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Seja como for: esta situação é o fim da linha. Não, já não é desespero.</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>O QUE É UMA REVOLUÇÃO? &#8211; E porque falhou a nossa Revolução de 1975?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/21/o-que-e-uma-revolucao-e-porque-falhou-a-nossa-revolucao-de-1975/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 May 2011 18:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[luta dos trabalhadores]]></category>
		<category><![CDATA[luta popular]]></category>

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		<description><![CDATA[Já aqui, no 5dias, a citei. Uma longa carta de Guy Debord ao seu amigo a tradutor Afonso Monteiro, que (com Francisco Alves) passou para português, em 1972 em trabalho muito elogiado pelo autor, La Société du Spectacle. A carta é datada &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/21/o-que-e-uma-revolucao-e-porque-falhou-a-nossa-revolucao-de-1975/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://farm4.static.flickr.com/3530/4024022470_8b7ea108bb.jpg" alt="" width="500" height="386" /></p>
<p style="text-align: justify;">Já aqui, no <strong>5dias,</strong> a citei.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma longa carta de Guy Debord ao seu amigo a tradutor Afonso Monteiro, que (com Francisco Alves) passou para português, em 1972 em trabalho muito elogiado pelo autor, <em>La Société du Spectacle</em>. A carta é datada de 8 de Maio de 1974, é extensa e detalhada sobre o nosso processo revolucionário, vem reproduzida no Vol. 5 de <em>Correspondence</em> (apresentada por Alice Debord e organizado por P. Mosconi).</p>
<p style="text-align: justify;">Que nos propõe Guy Debord, a A. Monteiro e a nós, habitantes do presente mórbido, cruel mas esperançoso? Uma agitação permanente, claro, sem travões nem freios, uma lição e um manifesto em favor do <strong>novo </strong>(sim, não é muito diferente de Badiou, que lhe chamaria &#8220;acontecimento&#8221;); a começar:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>O objectivo principal dos revolucionários portugueses deve então ser: fazer da situação actual <em>uma verdadeira revolução do nosso tempo</em>. Eles devem, denunciando o espectáculo mundial, e o ‘espectáculo revolucionário’ da nascença a posteriori de uma democracia burguesa, expor um <em>programa mínimo</em> de uma tal revolução. Esse programa mínimo depressa se encontra: é tudo o que pode ser realizado, dito e escrito de <em>mais avançado</em> no mundo nos últimos dez anos. Mas, sobretudo: expor através de uma perspectiva revolucionária deve sempre consistir na explicação e descrição <em>daquilo que se passa</em> dia após dia; e jamais ficar satisfeito com a proclamação ridícula e abstracta de objectivos genéricos.</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Concretamente, em 1975, isto corresponderia (!):</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quanto às temáticas de uma <em>agitação</em> permanente, julgo que as primeiras que se impõem são: embarque e regresso imediato das tropas de África </strong><em>[resolvido]</em><em>; </em><strong>denúncia quotidiana de toda e qualquer aproximação dos partidos de esquerda em relação a António de Spínola, à Igreja e aos banqueiros </strong><span style="color: #333333;"><em>[quase resolvido, pois o PCP, sobretudo este, e o BE afastaram-se de habituais subserviências a banqueiros]; </em></span><strong>autonomia das assembleias de trabalhadores e seu armamento (…) </strong><em>[ponto não efectivado]<strong>.</strong></em></p>
</blockquote>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ouvi isto depois do debate JSócrates / Passos :</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/21/ouvi-isto-depois-do-debate-jsocrates-passos/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 May 2011 17:33:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[opinião rasca]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo que terminou o debate de ontem entre JSócrates (o maior defensor mundial do Estado Social!!) e Passos, num subsequente painel da SIC Notícias, ouvi o mais abjecto e indigno comentário sobre as nossas vidas em comunidade: do tipo que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/21/ouvi-isto-depois-do-debate-jsocrates-passos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://aeiou.caras.pt/users/0/14/miguel-sousa-tavares-47cf.jpg" alt="" width="470" height="370" /></p>
<p style="text-align: justify;">Logo que terminou o debate de ontem entre JSócrates (o maior defensor mundial do Estado Social!!) e Passos, num subsequente painel da SIC Notícias, ouvi o mais abjecto e indigno comentário sobre as nossas vidas em comunidade: do tipo que está na foto, nome que, por pudor, não pronuncio. Ouvi, por certo isto, ouvi. Por isso, não vale muito a pena entrar em disputas, como o indivíduo entrou (consta que vive destas disputas e <em>peixeiradas</em>), sobre se chegou a dizer ou não que “os professores são a classe de parasitas mais bem paga do país”. Sobre as frustrações deste tipo na escola nada sei. Por isso, assunto encerrado. Mas o que ouvi, da personagem, foi o mais primitivo ataque ao que chamamos Estado Social. Ao ponto de dizer que… – isto: <strong><em>mas porque é que uma pessoa no interior acha que, por se sentir mal, tem de ter uma ambulância à porta para a levar ao hospital mais próximo? Então não tem vizinhos?</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Deixo-vos com a frase, porque não sei comentá-la. <strong>Será que eu não ouvi isto??? Alguém me esclarece esta incredulidade???</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><img id="il_fi" src="http://2.bp.blogspot.com/_3wjiJKo7hlE/TI0R3s80F-I/AAAAAAAABHE/W3L9d4YvwEQ/s1600/piodao01.jpg" alt="" width="494" height="410" /></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>UM POSTAL: </strong>de preferência, para alguns, sem gente!</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma revolução só é revolução ou transformação se fizer desaparecer definitivamente (à força, se necessário) a tirania, económica e política</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/21/uma-revolucao-so-e-revolucao-ou-transformacao-se-fizer-desaparecer-definitivamente-a-forca-se-necessario-a-tirania-economica-e-politica/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/05/21/uma-revolucao-so-e-revolucao-ou-transformacao-se-fizer-desaparecer-definitivamente-a-forca-se-necessario-a-tirania-economica-e-politica/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 May 2011 16:49:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[luta dos trabalhadores]]></category>
		<category><![CDATA[luta popular]]></category>

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		<description><![CDATA[Acto de soberania popular: execução de Luís XVI. O interessantíssimo post, em baixo, da Helena Borges (que está a suscitar uma discussão importante), trouxe-me à memória conhecidos episódios de 1789, e sobretudo as magníficas reflexões revolucionárias de Saint-Just. Também logo &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/21/uma-revolucao-so-e-revolucao-ou-transformacao-se-fizer-desaparecer-definitivamente-a-forca-se-necessario-a-tirania-economica-e-politica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://1.bp.blogspot.com/_I-wo1lky-FE/TToYHsiD6FI/AAAAAAAAAq8/LTRTz7mTKMI/s1600/Luis_XVI_executado-1.jpg" alt="" width="570" height="402" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Acto de soberania popular: execução de Luís XVI.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://5dias.net/2011/05/20/ja-se-queimavam-umas-fotografias-da-familia-real/">O interessantíssimo post, em baixo, da Helena Borges (que está a suscitar uma discussão importante), </a>trouxe-me à memória conhecidos episódios de 1789, e sobretudo <strong>as magníficas reflexões revolucionárias de Saint-Just.</strong> Também logo a 13 de Março passado entrei em suspeição com o 12 anterior e os seus exaltantes desfiles nacionais. Porque, muitos dos que auscultei, disseram-me: “não irei à manifestação seguinte de 19 de Março da CGTP”.<br />
Por mim, e não sei se isso interessa, eu decidi não ir ao 12/3 e ir à da CGTP (!), pois logo ali vi uma espécie de folclore útil, mas pouco consequente: o que é que muitas destas pessoas tinham contra a manif da CGTP, e, no fundo, o que pretendiam e o que é que rejeitavam? <strong>A organização? Porquê? </strong>Agora, em Madrid, tudo pode ser diferente, e, espero, de uma tenacidade ilimitada. E que não termine sem uma recomposição, violenta ou pacífica, da sociedade.<br />
<strong>Mas voltemos a Saint-Just. </strong>Recapitulando.</p>
<p><img src="http://www.antoine-saint-just.fr/iconographie/18siecle/st-just_3.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>DAVID. &#8220;Saint-Just&#8221;.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-64299"></span></strong><br />
Os acontecimentos de 14 de Julho de 1789, centrados na tomada da Bastilha, constituem o que chamamos de Revolução Francesa. No entanto, a monarquia não foi logo ali abolida. A família real ainda se estabelece em Versalhes no final de 1789, para lá fora levada à força, o rei conspira entretanto com forças estrangeiras, e a monarquia só é abolida em Setembro de 1792. No mês de Dezembro seguinte, com a mais alta e lógica força revolucionária, diz Robespierre: <strong>“se o rei não é culpado, então nós que o destronámos, somo-lo.” </strong>Impõe-se pois o julgamento de Luís XVI, o qual, para Danton, só poderia ser dado como culpado (do que hoje não restam quaisquer dúvidas).<br />
À Convenção de Novembro de 1792 diz o genial Sain-Just:</p>
<blockquote><p><strong>“O único fim do comité foi de vos persuadir que o rei deve ser julgado como simples cidadão, e eu digo que o rei deve ser julgado como inimigo”.</strong></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Consubstancia-se nesta certeira frase toda a essência de um processo revolucionário – <strong>àqueles que o povo (não o voto, porque o voto é um acto de Estado, de subserviência) derruba, não devem ser conferidos quaisquer direitos. </strong>O mesmo se dirá do mais do que válido conceito de ditadura do proletariado: o povo não, nunca, derruba, cidadãos, o povo derruba tiranos burgueses e a esses tem de ser dito e mostrado o caminho apontado por Saint-Just, que continuou:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>“nessa altura [aquando da morte de César], o tirano foi imolado em pleno Senado, sem mais formalidades que vinte e três golpes de punhal, e sem outra lei que a liberdade de Roma”. </strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Repare-se, Saint-Just não diz “a lei de Roma” (ou a “lei portuguesa” ou “espanhola”, mas a “liberdade”, o que significa que o povo tem uma razão acima da lei que o limita limitando a sua liberdade. E a lei que limita a liberdade chama-se “democracia”.<br />
Por isso, continua Saint-Just, contra um julgamento “humano” de Luís XVI: <strong>“E hoje é feito com respeito um processo de um homem assassino de um povo, preso em flagrante delito, com a mão no sangue, a mão no crime!” </strong>Enfim, não pode ser deste modo, mas antes:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>“quanto a mim, não vejo meio termo possível: este homem deve reinar, ou então morrer”.</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">E não podemos transportar isto para esta era gerida pelos governantes que infelizmente todos conhecemos??<br />
Condenado o rei à morte, executada justamente a sentença, diria ainda Saint-Just dois anos depois, num dos seus últimos relatórios apresentados à Convenção: <strong>“o que é um rei comparado com um francês?”.</strong> Rematando:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Temos respondido à luta com a luta e a liberdade está fundada; ela saiu do seio das tempestades: esta sua origem é comum com a do mundo, saído do caos, e com a do homem que chora ao nascer”.</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Nunca li nada de tão fulminante e certeiro sobre a transformação radical de uma sociedade. Que as palavras de Saint-Just ecoem na cabeça dos manifestantes de Madrid e do mundo inteiro, e <strong>que se vá além e muito além da queima de fotos (também necessárias!), sejam elas as que forem.</strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/05/21/uma-revolucao-so-e-revolucao-ou-transformacao-se-fizer-desaparecer-definitivamente-a-forca-se-necessario-a-tirania-economica-e-politica/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>EIS O QUE O PS QUER &#8211; por isso é que o considero o INIMIGO Nº 1: porque este é o inimigo que age subterraneamente (o outro age às claras)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/19/eis-o-que-o-ps-quer-por-isso-e-que-o-considero-o-inimigo-n%c2%ba-1-porque-este-e-o-inimigo-que-age-subterraneamente-o-outro-age-as-claras/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 13:57:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=64111</guid>
		<description><![CDATA[O cabeça de lista do PS pelo Porto, Francisco Assis, sugeriu hoje ao líder do PSD que tenha a “contenção verbal imprescindível” para que “se não fechem portas a eventuais compromissos que o interesse nacional venha a exigir”. (ATENÇÃO &#8211; &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/19/eis-o-que-o-ps-quer-por-isso-e-que-o-considero-o-inimigo-n%c2%ba-1-porque-este-e-o-inimigo-que-age-subterraneamente-o-outro-age-as-claras/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img title="Francisco Assis aconselhou o presidente do PSD a ter “clareza na apresentação das propostas&quot;" src="http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/340909?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=350&amp;t=1305816393,63939" alt="Francisco Assis aconselhou o presidente do PSD a ter “clareza na apresentação das propostas&quot;" /></h2>
<h2><a href="http://www.publico.pt/Política/francisco-assis-sugere-contencao-verbal-a-pedro-passos-coelho_1494953">O cabeça de lista do PS pelo Porto, Francisco Assis, sugeriu hoje ao líder do PSD que tenha a “contenção verbal imprescindível” para que “se não fechem portas a eventuais compromissos que o interesse nacional venha a exigir”.</a></h2>
<h3><strong>(ATENÇÃO &#8211; Muita atenção a este Prémio Nobel do Município de Felgueiras: ATENÇÃO, porque lhe deram este Prémio injustamente: provocar a população de uma vila, de uma cidade e de um país, por si só, não deve dar direitos a prémios.)</strong></h3>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/05/19/eis-o-que-o-ps-quer-por-isso-e-que-o-considero-o-inimigo-n%c2%ba-1-porque-este-e-o-inimigo-que-age-subterraneamente-o-outro-age-as-claras/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Apesar da lógica (não é apenas &#8220;justa&#8221;, é LÓGICA) revolução mundial em marcha, a pequena pulhice nacional mostra-se activa e sem medo</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/19/apesar-da-logica-nao-e-apenas-justa-e-logica-revolucao-mundial-em-marcha-a-pequena-pulhice-nacional-mostra-se-activa-e-sem-medo/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 13:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Face à discriminação, a CDU apresentar-se-á junto da TVI para exigir a participação no debate Quinta 19 de Maio de 2011 A CDU tomou conhecimento de que a TVI irá promover dois debates, hoje dia 19 e a 23 de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/19/apesar-da-logica-nao-e-apenas-justa-e-logica-revolucao-mundial-em-marcha-a-pequena-pulhice-nacional-mostra-se-activa-e-sem-medo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 class="title"><span style="color: #ff0000;">Face à discriminação, a CDU apresentar-se-á junto da TVI para exigir a participação no debate</span></h2>
<p><span class="submitted">Quinta 19 de Maio de 2011</span></p>
<p><a href="http://www.cdu.pt/2011/face-%C3%A0-discrimina%C3%A7%C3%A3o-cdu-apresentar-se-%C3%A0-junto-da-tvi-para-exigir-participa%C3%A7%C3%A3o-no-debate">A CDU tomou conhecimento de que a TVI irá promover dois debates, hoje dia 19 e a 23 de Maio, na TVI 24, <strong>entre as candidaturas de PS e PSD, </strong>pelos círculos eleitorais de Lisboa e Porto, excluindo assim os restantes partidos. </a></p>
<p>Trata-se de uma inaceitável tentativa de falsear o objectivo destas eleições – a eleição de 230 deputados &#8211; reduzindo-as a uma disputa entre dois partidos. Quer a TVI com estes debates promover uma ilegítima linha de bipolarização – PS, PSD &#8211; em torno dos círculos eleitorais de Lisboa e Porto, aliás, ao arrepio daquilo que se verificou no plano nacional com a realização de dez debates cruzados entre as cinco principais forças políticas que, actualmente, têm representação parlamentar.</p>
<p>Na medida em que, após um contacto formal, a TVI persistiu na realização destes debates, a CDU informa que não aceita esta discriminação, pelo que ao mesmo tempo que realizará uma acção simbólica de protesto junto da TVI, se apresentará nas instalações desta estação de TV hoje à noite (dia 19), pelas 22h30, para participar no debate com os candidatos do círculo eleitoral de Lisboa por via de Bernardino Soares &#8211; candidato da CDU pelo círculo eleitoral de Lisboa e actual Presidente do Grupo Parlamentar do PCP.</p>
<p><img id="il_fi" src="http://www.tvuniverso.com/wp-content/uploads/2011/03/jose-alberto-carvalho-e-judite-de-sousa-8767.jpg" alt="" width="364" height="246" /></p>
<p><strong>(FIXEM-NOS BEM, MIREM-NOS BEM.)</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Arte Artista Política Sociedade, momento actual: o que é uma democracia cultural?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/18/arte-artista-politica-sociedade-momento-actual-o-que-e-uma-democracia-cultural/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 01:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Debaterão, e estarão presentes para falar dos tópicos do título do post: o autor do post e Manuel Gusmão. O Secretário-Geral do Partido Comunista Português encerrará a sessão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/CDU_cultura_convite-copy.bmp"><img class="alignnone size-full wp-image-64020" title="CDU_cultura_convite copy" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/CDU_cultura_convite-copy.bmp" alt="" width="584" height="278" /></a></p>
<p><strong>Debaterão, e estarão presentes para falar dos tópicos do título do post: o autor do post e Manuel Gusmão. </strong></p>
<p><strong>O Secretário-Geral do Partido Comunista Português encerrará a sessão.</strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/05/18/arte-artista-politica-sociedade-momento-actual-o-que-e-uma-democracia-cultural/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>E porque será que os sabujos dos poderes não suportam ver um &#8220;poderosíssimo&#8221; algemado, sobretudo se a acusação partir de uma ignota criada de quarto?? Não é isto fascismo social??</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/16/e-porque-sera-que-os-sabujos-dos-poderes-nao-suportam-ver-um-poderosissimo-algemado-sobretudo-se-a-acusacao-partir-de-uma-ignota-criada-de-quarto-nao-e-isto-fascismo-social/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/05/16/e-porque-sera-que-os-sabujos-dos-poderes-nao-suportam-ver-um-poderosissimo-algemado-sobretudo-se-a-acusacao-partir-de-uma-ignota-criada-de-quarto-nao-e-isto-fascismo-social/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 May 2011 15:28:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[(Ver aqui, claro) E, depois, passar a outro assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607281616589961650" src="http://3.bp.blogspot.com/-gKtqe2ILNtY/TdEQ6_BsObI/AAAAAAAABJg/HzdqSdOIR9w/s400/ng1528670.jpg" border="0" alt="" /></p>
<p><strong><a href="http://viasfacto.blogspot.com/2011/05/da-via-sexual-como-meio-de-realizacao.html">(Ver aqui, claro)</a></strong></p>
<p><strong>E, depois, passar a outro assunto.</strong></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/05/16/e-porque-sera-que-os-sabujos-dos-poderes-nao-suportam-ver-um-poderosissimo-algemado-sobretudo-se-a-acusacao-partir-de-uma-ignota-criada-de-quarto-nao-e-isto-fascismo-social/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>DEFESA DE UMA ACÇÃO DIRECTA GLOBAL: &#8220;É o povo, pá!&#8221;</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/16/em-defesa-de-uma-accao-directa-e-o-povo-pa/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 15:12:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Lutas civis]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Não, este pequeno post não é uma apologia da violência política, do &#8220;terrorismo&#8221; (embora me confesse adepto de Robespierre). Mas é a apologia de uma necessidade premente, e quanto ao seguinte ponto de vista sei que há uma esmagadora quantidade de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/16/em-defesa-de-uma-accao-directa-e-o-povo-pa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/aQeECdWZq-o" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
<strong>1.</strong><br />
Não, este pequeno post não é uma apologia da violência política, do &#8220;terrorismo&#8221; (embora me confesse adepto de Robespierre). Mas é a apologia de uma necessidade premente, e quanto ao seguinte ponto de vista sei que há uma esmagadora quantidade de pessoas, colegas, amigos ou camaradas, que com tal concordam. E qual é esse ponto de vista? Provavelmente, até pouco original: <strong>não alinho, como muitos &#8220;galambeiros&#8221;, numa condenação ABSTRACTA da luta armada, não alinho na abstractização dos termos “terrorismo” e “violência”. Assim sendo, se eu seguisse essa via &#8220;correcta&#8221; e &#8220;DOliveiresca&#8221; ainda vivíamos na Idade Média,</strong> sem Thomas Muntzer (é a sua revolta de camponeses que Álvaro Cunhal, inteligentemente, vê expressa na dolorosa <em>Crucificação </em>de Grünewald, no seu notável <em>A arte, o artista e a sociedade</em>), sem Saint-Just, sem Revolução de 1789, sem barricadas de 1848, sem Marx, sem Comuna (cujo esmagamento, esse sim, foi um dos maiores crimes da história humana), etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Este post advoga formas de luta que têm de ser vistas no seu contexto e necessidade, como as lutas anti-imperialistas/anticolonialistas e anticapitalistas, e é também uma oportunidade para recordar algumas cínicas e desprezíveis declarações de um tal Medina Carreira,</strong> que do alto da sua escassa educação cívica rebaixa as lutas de toda uma comunidade, roncando graças e gozando connosco: diz o indivíduo que sempre fica satisfeito com as manifestações da CGTP, pois as pessoas abancam (<em>como porcos</em>, suponho eu que ele pense isso) no Parque Eduardo VII, assam peixe, sujam tudo e depois marcham, urram, gritam e vão para casa. <strong>É pensando em gente como este Medina que eu fico satisfeito QUANDO SE VAI MAIS LONGE! Porque é preciso ir mais longe!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O assunto é complexo (táctica e ideologicamente falando). Mas o meu juízo, aquilo que sobre tal se me afigura dizer é relativamente simples, duas linhas bastam:</p>
<p style="text-align: justify;">- não me passa pela cabeça criticar ou condenar sem mais, sem pensar, nenhum acto de subversão directa, violenta ou não violenta <strong>(e este post é sobre um caso de “acção directa” não violenta), </strong>concorde eu total ou apenas parcialmente com os seus princípios, reconheça eu a pertinência, justeza ou inconsequência da sua efectivação.</p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes, temos um golpe assestado com justeza ou eficácia, outras vezes não, temos golpes de eficácia duvidosa (embora sustentados em princípios justíssimos), outras vezes não veria os princípios como “justíssimos”, embora a eficácia o seja flagrante e posteriormente. <strong>Complicado.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo o que acima disse <strong>se aplica acima de tudo </strong>às acções de subversão civil armada perpetradas ao longo de décadas <strong>contra o capitalismo, o imperialismo e o colonialismo (ou neocolonialismo),</strong> tudo o que acima disse se aplica às acções directas de subversão quer executadas no seio das “democracias”, quer no seio das terras, lugares e países, da Argélia ao Vietname, que aspiram (aspiraram e conseguiram) à sua libertação e emancipação (nomeadamente, colonial e anticapitalista). Em resumo, creio que a democracia de “acção directa” e de rua é efectiva, e a democracia parlamentar é formal.</p>
<p><strong>2.</strong><br />
Aliás, sempre admirei esta frase de Ulrike Meinhoff, a mulher que foi, como se sabe, “suicidada” numa prisão alemã:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.amazon.com/Everybody-Talks-About-Weather-Dont/dp/1583228314/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;qid=1305557691&amp;sr=8-1">“O protesto é quando eu digo não querer uma coisa. Resistência é quando eu ponho um fim ao que não me agrada. O protesto é quando eu digo que recuso contemporizar com isto por mais tempo. Resistência é quando eu me certifico de que toda a gente pára de contemporizar com isto por mais tempo”.</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Seguem estas linhas como introdução ao movimento de acção directa não violenta “É o povo, pá!” </strong>que, pela disseminação das suas acções esta madrugada em todo o país e em simultâneo, denotam um nível de organização que felicito. Em Março, invadiram instalações do BPN onde colaram cartazes com a seguinte mensagem: “O vosso roubo custou 13 milhões”. <strong>Agora, em 30 cidades do país (!!!), esta noite, “atacaram” centros de emprego colando cartazes com a frase: “Não queremos subsídios, queremos empregos”. Porque estes lugares tornaram-se &#8220;centros de acusação&#8221; e fiscalização de quem não tem emprego. Em suma, &#8220;lugares&#8221; de humilhação.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.publico.pt/Sociedade/movimento-e-o-povo-pa-ataca-centros-de-emprego_1494290">Ver notícia aqui</a>, e ver principalmente este, <a href="http://eopovopa.wordpress.com/">o site detalhado do movimento (obrigatório).</a> Liberdade é isto, em resumo. E não me apetece muito dialogar com quem o contesta.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como compatibilizar a coisa-sondagem (em baixo mostrada) com este parágrafo?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/13/como-compatibilizar-a-coisa-em-baixo-mostrada-com-este-paragrafo/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/05/13/como-compatibilizar-a-coisa-em-baixo-mostrada-com-este-paragrafo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 May 2011 23:48:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=63772</guid>
		<description><![CDATA[(URNA: um belo objecto de belo design: embarquem nisto, embarquem&#8230;. Morrerão todos antes dos &#8220;50&#8243;) «Em matéria de coligações, subiu o número dos que, defendendo uniões governativas, gostariam de ter um “casamento” entre PSD e CDS, passando de 23,2% na &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/13/como-compatibilizar-a-coisa-em-baixo-mostrada-com-este-paragrafo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://1.bp.blogspot.com/_P4X_ucX9HoY/Sr9z3yDAJlI/AAAAAAAAA8g/X2R0ihUEx_Q/s400/Post%2BElei%25C3%25A7%25C3%25B5es%2Blegislativas%2B2009%2BUrna%2Bde%2Bvoto%2B%255B22_08_2009%255D.jpg" alt="" width="311" height="310" /></p>
<p style="text-align: justify;">(URNA: um belo objecto de belo design: embarquem nisto, embarquem&#8230;. Morrerão todos antes dos &#8220;50&#8243;)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.publico.pt/Política/ps-passa-psd-e-cds-dispara-para-os-134_1494074"><strong>«Em matéria de coligações, subiu o número dos que, defendendo uniões governativas, gostariam de ter um “casamento” entre PSD e CDS, passando de 23,2% na passada segunda-feira para 28,1% agora.</strong> Uma coligação PSD-PS-CDS reúne 15,5% das preferências (20,5% na sondagem anterior); PSD-PS soma 17,9% (21,2% na anterior); PS-PCP-BE tem 13,5% (11,6% na anterior) e PS-CDS 6,9% (6,3% na anterior)».</a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">NOTA BREVE, com cor: <span style="color: #008000;">a ter um átomo mínimo de verdade </span>- o que não acredito &#8211; não será que <strong><a href="http://5dias.net/2011/05/13/13-de-maio-questao-porque-e-que-esta-gente-trabalha-ardua-e-visivelmente-para-um-futuro-governo-ps-cds-o-que-pretendem/">a sondagem em baixo postada </a></strong>se destina expressamente a robustecer a solução de governo à direita que aqui, neste parágrafo acima, parece mais débil, <strong>precisamente a solução PS-CDS, apenas [ !!! ] com 6,9% das preferências??</strong> Sim, porque todas as combinações à direita &#8211; PS-PSD, 17,9% e PS-CDS-PSD &#8211; se encontram aqui razoavelmente bem representadas, menos aquela em que é preciso agora mais apostar, por poder vir a ser a &#8220;solução&#8221;: precisamente por vontade de Portas, logo aquele que mais sobe!!</span></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A 13 de Maio&#8230; questão: porque é que esta gente trabalha árdua e visivelmente para um futuro governo PS / CDS?? O que pretendem??</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/13/13-de-maio-questao-porque-e-que-esta-gente-trabalha-ardua-e-visivelmente-para-um-futuro-governo-ps-cds-o-que-pretendem/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/05/13/13-de-maio-questao-porque-e-que-esta-gente-trabalha-ardua-e-visivelmente-para-um-futuro-governo-ps-cds-o-que-pretendem/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 May 2011 23:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[                                                             (Aqui)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://static.publico.pt/homepage/sondagens/13_interior.jpg" alt="" width="344" height="451" align="right" /></p>
<p>                                                             <a href="http://www.publico.pt/Política/ps-passa-psd-e-cds-dispara-para-os-134_1494074"><span style="color: #ff0000;">(Aqui)</span></a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2011/05/13/13-de-maio-questao-porque-e-que-esta-gente-trabalha-ardua-e-visivelmente-para-um-futuro-governo-ps-cds-o-que-pretendem/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Pois, e eu também não estou disponível para ter esta personagem como primeiro-ministro (venha quem vier, até pode vir Napoleão Bonaparte)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/11/pois-e-eu-tambem-nao-estou-disponivel-para-ter-esta-personagem-como-primeiro-ministro-venha-quem-vier-ate-pode-vir-napoleao-bonaparte/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/05/11/pois-e-eu-tambem-nao-estou-disponivel-para-ter-esta-personagem-como-primeiro-ministro-venha-quem-vier-ate-pode-vir-napoleao-bonaparte/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 May 2011 00:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/KXbIvW_5KBM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>CUBA: Juan Wilfredo Soto e questões de credibilidade</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/09/cuba-juan-wilfredo-soto-e-questoes-de-credibilidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 23:45:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O senhor da foto, um ultra-famoso mitómano cubano, creio que psicólogo e especialista em autopromover-se com greves de fome meticulosamente preparadas desde há mais de 25 anos (ou melhor, desde os seus 20 anos de idade já foram umas dezenas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/09/cuba-juan-wilfredo-soto-e-questoes-de-credibilidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="Dissidente Guillermo Fariñas responsabiliza o Governo pelo &quot;assassínio&quot; de Soto" src="http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/339663?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=350&amp;t=1304984639,27797" alt="Dissidente Guillermo Fariñas responsabiliza o Governo pelo &quot;assassínio&quot; de Soto" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O senhor da foto, um ultra-famoso mitómano cubano,</strong> creio que psicólogo e especialista em autopromover-se com greves de fome meticulosamente preparadas desde há mais de 25 anos (ou melhor, desde os seus 20 anos de idade já foram umas dezenas de &#8220;greves&#8221; certamente, o que lhe valeu um qualquer prémio internacional com o nome de um antigo, por assim dizer, &#8220;dissidente&#8221; soviético), esta idónea fonte jornalística, assegura que um outro &#8220;dissidente&#8221; do seu país, de nome <strong><a href="http://www.publico.pt/Mundo/dissidentes-cubanos-pedem-investigacao-a-morte-do-dissidente-juan-soto_1493399">Juan Wilfredo Soto,</a></strong> um &#8220;activista&#8221; com inúmeros problemas de saúde, foi assassinado pela polícia cubana (quer dizer assassinado na quinta-feira, vindo a morrer ontém). Se foi ou não verdade, sobre o que se passou apenas temos a versão de Fariñas, na foto, e da famosa e <strong>fogosa lutadora dos direitos humanos Yoani Sanchez, crítica radical de Fidel baseada na ultrademocrática cidade de Miami&#8230; não, enganei-me, Havana.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A pressa dos jornais em dar a notícia deve (ou não) ser sintomática. Parece-me que Cuba ainda representa qualquer coisa de <em>desagradável.</em> Muito <em>desagradável. </em>É que não há meio de por lá rebentar uma revolta tunisina. <strong>E o pessoal da Florida já espera pela coisa há mais de 50 anos!!</strong></p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/-QQQ6OvpeEs8/Tbc95mBT0iI/AAAAAAAAC9I/ZRV01zOseH8/s1600/yoani-sanchez-todo-por-dine.jpg"><img src="http://2.bp.blogspot.com/-QQQ6OvpeEs8/Tbc95mBT0iI/AAAAAAAAC9I/ZRV01zOseH8/s1600/yoani-sanchez-todo-por-dine.jpg" border="0" alt="" width="348" height="279" /></a></p>
<p><strong>YOANI SÁNCHEZ, </strong>de quem se pode conhecer <a href="http://convencao2009.blogspot.com/2011/04/el-pais-se-ve-obrigado-reconhecer-que.html">aqui, </a>por exemplo, algumas histórias curiosas. Era Luís Figo um <em>pesetero</em>? E era o único??</p>
<p><strong>E aqui vai <a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/">o seu blogue, muito interessante (uma merda, vamos!) e ultra-proibido </a>e consultável por todos e a qualquer hora (não recomendo, contudo).</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Afinal a ÚNICA DEMOCRACIA DO MÉDIO ORIENTE, aquela que mata mais por dia que a Síria e a Líbia juntas, afinal, afinal&#8230; não gosta de mulheres</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/09/afinal-a-unica-democracia-do-medio-oriente-aquela-que-mata-mais-por-dia-que-a-siria-e-a-libia-juntas-afinal-afinal-nao-gosta-de-mulheres/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/05/09/afinal-a-unica-democracia-do-medio-oriente-aquela-que-mata-mais-por-dia-que-a-siria-e-a-libia-juntas-afinal-afinal-nao-gosta-de-mulheres/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 May 2011 22:33:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[(Também no &#8220;Erro Crasso&#8221;) Eis a famosa foto do staff americano de comando, aquando da operação do assassinato de Bin Laden: da esq. para a direita, Biden, Obama e&#8230;. a senhora de que reproduzo foto, em baixo, aqui e agora, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/09/afinal-a-unica-democracia-do-medio-oriente-aquela-que-mata-mais-por-dia-que-a-siria-e-a-libia-juntas-afinal-afinal-nao-gosta-de-mulheres/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="A edição de sexta-feira do &lt;i&gt;Der Tzitung&lt;/i&gt; fotografada por Shmarya Rosenberg" src="http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/339566?tp=UH&amp;db=IMAGENS&amp;w=350&amp;t=1304982116,7471" alt="A edição de sexta-feira do &lt;i&gt;Der Tzitung&lt;/i&gt; fotografada por Shmarya Rosenberg" width="434" height="309" /></p>
<h4><span style="color: #000000;"><em><a href="http://errocrasso.blogs.sapo.pt/857.html">(Também no &#8220;Erro Crasso&#8221;)</a></em></span></h4>
<p>Eis a famosa foto do<em> staff </em>americano de comando, aquando da operação do assassinato de Bin Laden: da esq. para a direita, Biden, Obama e&#8230;. <a href="http://www.publico.pt/Mundo/judeus-ultraortodoxos-removem-hillary-clinton-de-fotografia-na-situation-room_1493240">a senhora de que reproduzo foto, em baixo, aqui e agora, e que num jornal da &#8220;única democracia do Médio Oriente&#8221;, aquela que mata mais do que a Síria e a Líbia, foi apagada.</a> Ei-la:</p>
<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/noiva.2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-63449" title="noiva.2" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/noiva.2-264x300.jpg" alt="" width="430" height="502" /></a></p>
<p><strong>AGUARDA-SE A QUALQUER INSTANTE UM COMUNICADO DA <em><a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/">JUGULENTA </a></em>DE SERVIÇO.</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>REITERO: SÓCRATES E O PS SÃO O INIMIGO NÚMERO 1</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/09/reitero-socrates-e-o-ps-sao-o-inimigo-numero-1/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 19:02:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Leio no &#8220;Portugal dos Pequeninos&#8221; uma interpretação muito certeira de recentes palavras televisivas de MANUEL MARIA CARRILHO, alguém que muito tem ajudado a desmontar e ridicularizar o Sócrates do deslumbramento vazio na &#8220;tecnologia&#8221; (tecnochoque, choque, choque) e na apaixonada &#8220;obra pública&#8221;, do &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/09/reitero-socrates-e-o-ps-sao-o-inimigo-numero-1/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img id="il_fi" src="http://cdn.ehelpcarolina.com/wp-content/uploads/2010/09/20100113_unemployment.grande-300x199.jpg" alt="" width="329" height="221" /><img id="il_fi" src="http://cesaredama.blogs.sapo.pt/arquivo/jose%20socrates.JPG" alt="" width="139" height="222" /></p>
<p style="text-align: justify;">Leio no &#8220;Portugal dos Pequeninos&#8221; uma interpretação muito certeira de recentes palavras televisivas de <strong>MANUEL MARIA CARRILHO,</strong> alguém que muito tem ajudado a desmontar e ridicularizar o Sócrates do deslumbramento vazio na &#8220;tecnologia&#8221; (tecnochoque, choque, choque) e na apaixonada &#8220;obra pública&#8221;, do Magalhães ao Joaquim, ou, porque não?, dos jaquinzinhos à couve-flor:</p>
<blockquote>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2011/05/o-obstaculo.html">É preciso um socialista &#8211; <strong>Manuel Maria Carrilho </strong>- para, numa frase singular proferida na tvi, resumir a falácia de Sócrates. Há escassas semanas atrás, o referido Sócrates afirmou que entre ele e o FMI estavam 10 milhões de portugueses. Agora, entre estes 10 milhões de portugueses, o FMI, a CE e o BCE encontram-se 78 mil milhões de euros &#8211; os juros elevarão a quantia para cerca de cento e tal mil milhões &#8211; indispensáveis para o país poder sobreviver a Sócrates e à sua privada alucinação. Dito de outra forma, Sócrates é um obstáculo caríssimo, enquistado entre 10 milhões de portugueses e o seu futuro, que vai passear pelo país nos próximos dias como se fosse um vulgar inimputável. Não é. Convém remover o obstáculo sem a menor contemplação.</a></div>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Não corcondando eu, de modo nenhum, com a indispensabilidade deste &#8220;resgate&#8221;, faço notar de uma parte deste excerto uma coisa <strong>tipicamente socrateira: o homem dizia que entre ele e o FMI estavam 10 milhões de portugueses. Mas acontece que, agora, sem vergonha, entre ele e os 10 milhões de portugueses apareceram 80 000 milhões de Euros </strong>- o que para Portugal é muito mau (o &#8220;resgate&#8221;, que é humilhação e capitulação &#8211; também socrateira!), mas para Sórates é muito bom!! O que não admira o que lemos hoje no <em>Jornal de Negócios</em>, vindo do <em>FT</em> e dos que emprestam $$ &#8211; mesmos estes, o grupo com que Sócrates negoceia, que ele serve e de que faz parte de corpo e alma inteira, mesmos estes acham a personagem inaceitável:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;id=483433">Colunista do &#8220;Financial Times&#8221; acusa o primeiro-ministro português de se &#8220;preocupar apenas com o seu quintalinho&#8221; e de ter mentido ao país e diz que Portugal geriu a crise de forma &#8220;assustadora&#8221;. Para Wolfgang Munchau, a comunicação de Sócrates ao país, na semana passada, foi apenas um &#8220;alerta trágico-cómico&#8221; da crise na Europa. (&#8230;)</a></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Continua o colunista alemão, do <em>FT </em>citado no <em>JNegócios:</em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;id=483433">&#8220;Com o país à beira da extinção financeira, <strong>foi à televisão nacional orgulhar-se de ter garantido um acordo melhor do que a Grécia e a Irlanda. Além disso, garantiu que o entendimento não seria muito doloroso. Quando os detalhes foram conhecidos, poucos dias depois, percebeu-se que nada disso era verdade. </strong>O pacote contém cortes de custos severos, congela os salários da função pública e as pensões, aumenta os impostos e <strong>prevê uma recessão profunda nos próximos dois anos&#8221;.</strong></a></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Esta última parte da citação é o melhor naco desta prosa, como é bem de ver!!</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>É abominável e mais do que inaceitável este encapotado apelo ao voto útil de DANIEL OLIVEIRA, que arrasta como sempre uma mentira e uma ocultação, parecendo fazer festinhas da praxe ao partido do &#8220;S&#8221; (de Sócrates e Santos e Silva)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/09/e-abominavel-e-mais-do-que-inaceitavel-este-encapotado-apelo-ao-voto-util-de-daniel-oliveira-que-arrasta-como-sempre-uma-mentira-e-uma-ocultacao-parecendo-fazer-festinhas-da-praxe-ao-partido-do-s/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/05/09/e-abominavel-e-mais-do-que-inaceitavel-este-encapotado-apelo-ao-voto-util-de-daniel-oliveira-que-arrasta-como-sempre-uma-mentira-e-uma-ocultacao-parecendo-fazer-festinhas-da-praxe-ao-partido-do-s/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 May 2011 18:08:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O QUE É ISTO !???? É AQUI QUE ESTÁ O PERIGO: em Sócrates e nos seus &#8220;VOLUNTÁRIOS Camisas Verdes&#8221; !! «Passos Coelho, sendo um líder fraco rodeado de extremistas, é, neste momento histórico que vivemos, um homem perigoso. Não é preciso &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/09/e-abominavel-e-mais-do-que-inaceitavel-este-encapotado-apelo-ao-voto-util-de-daniel-oliveira-que-arrasta-como-sempre-uma-mentira-e-uma-ocultacao-parecendo-fazer-festinhas-da-praxe-ao-partido-do-s/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img id="il_fi" src="http://3.bp.blogspot.com/-pez2d9wFTos/Tb_veLENz9I/AAAAAAAABWc/x8TZJ_yDe6o/s320/P4300102.JPG" alt="" width="320" height="240" /></em></p>
<p><strong>O QUE É ISTO !????</strong></p>
<p><em><img id="il_fi" src="http://2.bp.blogspot.com/-PYQjyn1P5yo/TcGDqkFwUrI/AAAAAAAABX8/-nfO9AGOG_4/s320/IMG_7124.JPG" alt="" width="320" height="240" /></em></p>
<p><em><img id="il_fi" src="http://www.mouzinhoalbuquerque.com/imagens_gal/gal5/Mocidade_Portuguesa_noa_Industria.jpg" alt="" width="548" height="370" /></em></p>
<p><strong>É AQUI QUE ESTÁ O PERIGO: em Sócrates e nos seus <span style="color: #008000;">&#8220;VOLUNTÁRIOS Camisas Verdes&#8221; <span style="color: #000000;">!!</span></span></strong></p>
<p><em>«<a href="http://arrastao.org/2251863.html">Passos Coelho, sendo um líder fraco rodeado de extremistas, é, neste momento histórico que vivemos, um homem perigoso. </a></em></p>
<p><em><a href="http://arrastao.org/2251863.html"><span style="color: #000000;"><strong>Não é preciso qualquer apelo ao voto útil. </strong></span>Para impedir que estes lunáticos apliquem tamanhas irresponsabilidades basta garantir que a direita não tenha maioria no Parlamento. Sem ela, esta loucura, que dificilmente poderíamos remendar depois de decidida, não passará do papel. Não pode passar»</a></em></p>
<p><strong><a href="http://arrastao.org/2251863.html">(Daniel Oliveira, arrasto)</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Passos é um liberal radical que combatemos com todas as nossas forças </strong>- mas a partir deste ponto: <strong>o que Passos anunciou ontém não me surpreende nada!,</strong> o seu programa de governo é o que seria normal que fosse, para alguém como Passos, liberal radical, e o PSD. Aquilo é cristalino. <strong>Sócrates é tudo menos isso: não é aos olhos de ninguém cristalino, aparece despudoramente como cavaleiro do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Pública, o que me faz convulsões estomacais,</strong> como alguém dizia este fim-de-semana faz o que não diz e não diz o que faz. É uma personalidade política abjecta desde o princípio. E mais: é preciso não esquecer que a sua tropa, onde se incluem personalidades como Assis e Augusto S.S. e uma coisa sinistra chamada <strong><a href="http://www.defenderportugal.net/index.php?option=com_rsform&amp;view=rsform&amp;Itemid=83"><span style="color: #008000;">DEFENDER PORTUGAL &#8211; MOVIMENTO VOLUNTÁRIOS SÓCRATES 2011,</span></a></strong> considera e <strong>usa despudoramente o classificativo de extrema-esquerda e de extremistas para os eleitores e apoiantes do PCP e do BE, </strong>pelo menos daqueles que não jantam, nem convivem <em>democraticamente</em> com eles. Atenção, os socrateiros usam para pessoas como as deste blogue e muitas outras o mesmo qualificativo que DOliveira foi buscar: é aqui que também todo o cuidado é pouco. <strong>Aos olhos dessa gente, muitos de nós somos &#8220;extremistas&#8221;.</strong> O que é eles querem fazer dos extremistas que nós somos, não sei ainda. <strong>A direita é o PS e o PSD!! Fim de conversa. E não apenas um destes dois!!</strong></p>]]></content:encoded>
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