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	<title>cinco dias &#187; Rogério da Costa Pereira</title>
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		<title>Nossa Senhora do Caravaggio</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 21:57:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A Albânia foi o local de diversas colónias gregas, e mais tarde fez parte da província romana de Ilíria (em latim, Illyricum). Depois de ter sido conquistada por um conjunto variado de nações, foi absorvida pelo Império Otomano em 1478. &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/15/nossa-senhora-do-caravaggio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<h6>A Albânia foi o local de diversas colónias gregas, e mais tarde fez parte da província romana de Ilíria (em latim, Illyricum). Depois de ter sido conquistada por um conjunto variado de nações, foi absorvida pelo Império Otomano em 1478.<br />
Após a primeira guerra balcânica, a Albânia declarou a independência do Império Otomano (1912), mas o país permaneceu instável. Foi ocupada pela Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Quando os italianos saíram, a resistência stalinista liderada por Enver Hoxha tomou o poder.<br />
Até 1990, cinco anos após a morte de Hoxha, a Albânia foi um estado isolado quer do ocidente quer dos outros estados situados no outro lado da Guerra Fria, como a União Soviética e a China. Atualmente, está a ser implantada no país uma democracia de tipo ocidental. O país sofre problemas económicos e tem problemas com o crime organizado e com os refugiados do Kosovo. [<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alb%C3%A2nia#Hist.C3.B3ria" target="_blank">wikipedia</a>]</h6>
</blockquote>
<p>Em 15 de Outubro de 2008, 10 dos seus homens (&#8230;). Segundo rezam as crónicas a selecção <s>humilhada</s> adversária teve exibição tal que até a jogar sem adversário não lograria (&#8230;).</p>]]></content:encoded>
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		<title>Emprenhar pelos ouvidos</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/14/emprenhar-de-ouvido/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 19:21:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por mais que mera curiosidade, gostava muito, mesmo muito, de conhecer os factos, mas factos mesmo &#8211; assim tipo provas, em que o Luis Rainha se apoia para aludir a &#8220;pressões governamentais no sentido de abafar a história da licenciatura &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/14/emprenhar-de-ouvido/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por mais que mera curiosidade, gostava muito, mesmo muito, de conhecer os factos, mas factos mesmo &#8211; assim tipo provas, em que o Luis Rainha se apoia para <a href="http://5dias.net/2008/10/14/credibilidade/" target="_blank">aludir</a> a <em>&#8220;pressões governamentais no sentido de abafar a história da licenciatura manhosa&#8221;</em>. Quer no que respeita às <em>&#8220;pressões governamentais&#8221;</em> quer no que tange à <em>&#8220;licenciatura manhosa&#8221;</em>. É que, nem de propósito, ouvi há tempos dois feirantes, eu vou a feiras &#8211; há aqui muito disso nas berças, dizer algo parecido. Fui ter com eles, tal como agora me dirijo ao Luis, e questionei-os. Curioso que estava. <em>&#8220;É o que se diz por aí&#8221;</em>, responderam-me.</p>
<p>Mas esses são uns palonços das beiras, por certo o Luis se saberá explicar melhor. Especialmente a parte em que refere: <em>&#8220;A verdade é simples e triste: o nosso primeiro-ministro, depois de afanosamente procurar a forma mais expedita e menos trabalhosa de compor o currículo escolar, ainda teve o topete de mandar esconder a história, mal se viu apanhado.&#8221;</em></p>
<p>Conta, Luis, conta-nos tudo!</p>
<p>A não ser que também seja de ouvir dizer, de te cheirar, espécie de depoimento indirecto mal amanhado. Nesse caso sentir-me-ia bastante incomodado e teria que concluir que o post que antecede o presente, ao melhor estilo do portugal profundo, representa tudo aquilo em que não acredito, tudo aquilo que repudio e abomino no portuguesinho habitual &#8211; a fofoca, a maledicência gratuita, o dizer mal só porque sim. Pior, teria que concluir que o Luis, ele sim, é o perfeito espelho do seu povo.</p>
<p>Mas não há-de ser o caso &#8211; há-de ser bem alicerçada em provas, a coisa. Estou em pulgas!</p>
<p><strong>Em tempo: </strong>pensei que seria escusado referi-lo, mas pelo número de comentários que já apaguei, parece que não. Não é que queira cercear a liberdade de expressão dos estimados leitores, mas como não pactuo com a ofensa de outros direitos fundamentais em jogo, e o principio da concordância prática não tem aqui aplicação, escusam de tentar publicar comentários que sabem à partida que eu não aprovarei. Não é que só queira ouvir um lado, a questão é que aqui só existe um lado &#8211; tudo o resto são meras atoardas, às quais não darei guarida.</p>
<p>O lado que existe, para que não restem dúvidas, é este: <strong>«Em comunicado (&#8230;) divulgado, e assinado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida e pela procuradora-geral Carla Dias, <em>&#8220;da análise conjugada de todos os elementos de prova carreados para os autos resultou não se ter verificado a prática de crime de falsificação de documento autêntico, na modalidade de falsidade em documento, ou de crime de uso de documento autêntico falso, envolvendo a licenciatura em engenharia civil de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa&#8221;</em>» </strong>[<a href="http://dn.sapo.pt/2007/08/02/nacional/pgr_que_socrates_teve_tratamento_fav.html" target="_blank">DN</a>]<strong><br />
</strong></p>]]></content:encoded>
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		<title>O saracoteio do Professor</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/14/o-saracoteio-do-professor/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 14:07:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[«Santana parece-me o melhor candidato» &#8211; Marcelo Rebelo de Sousa, 28/09/2008, RTP1. «No sábado, no semanário Sol, Marcelo disse discordar da solução Santana Lopes para candidato à Câmara de Lisboa e considerou a escolha como a decisão mais grave até &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/14/o-saracoteio-do-professor/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>«Santana parece-me o melhor candidato» &#8211; Marcelo Rebelo de Sousa, 28/09/2008, RTP1.</p></blockquote>
<blockquote><p>«No sábado, no semanário <em>Sol</em>, Marcelo disse discordar da solução Santana Lopes para candidato à Câmara de Lisboa e considerou a escolha como a decisão mais grave até agora tomada por esta líder», Diário de Notícias, 14/10/2008</p></blockquote>
<p>A verdade é que compreendo perfeitamente esta mudança de rumo do Professor &#8211; 15 dias, nos tempos que correm, é muito dia.</p>]]></content:encoded>
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		<title>página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/11/pagina-256-do-livro-de-cozinha-tailandesa-do-cristiano-ronaldo/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 22:06:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[trapos velhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Isto não é um post. Vamos fazer de conta que isto é a página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo. Ora, sendo isto a página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo, quem está a &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/11/pagina-256-do-livro-de-cozinha-tailandesa-do-cristiano-ronaldo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isto não é um post.<br />
Vamos fazer de conta que isto é a página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo.<br />
Ora, sendo isto a página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo, quem está a escrever deveria ser o biógrafo oficial do Cristiano Ronaldo para as questões culinárias – secção tailandesa.<br />
Mas não, sou eu.<br />
Vamos então fazer de conta, para dar senso à coisa (coisa muito importante aqui, o senso), que eu sou o biógrafo oficial do Cristiano Ronaldo para as questões culinárias – secção tailandesa.<br />
Recapitulando:<br />
Isto não é um post, é a página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo, escrita pelo biógrafo oficial do Cristiano Ronaldo para as questões culinárias – secção tailandesa.<br />
Agora que estamos todos em sintonia, podemos dar de barato que vocês têm na mão o livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo, correcto?<br />
O problema é que a página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo não tem nada de útil, pois corresponde exactamente ao fim da secção de sopas, podendo ler-se: <em>“aqui chegados é só polvilhar com sal a gosto e eis a sua sopa de espiráculo de golfinho pronta a servir”</em>, e ao início da secção de sobremesas, onde, após um longo intróito sobre a importância das sobremesas na cozinha tailandesa, se começa a discorrer sobre a primeira das sobremesas, a <em>“Duas bolas de gelado de melancia na taça de metal”</em> – <em>“Para fazer esta sobremesa é necessário dispor de duas bolas de gelado de melancia e uma taça de metal. Reunidos os ingredientes (…)”.</em><span id="more-7589"></span><br />
E pronto, tal e qual como eu dizia, um fim de sopa e um início de sobremesa. Só por si, convenhamos, não dá para nada. É pois óbvio que, para alcançar a lógica da coisa, necessitamos de descobrir as páginas 255 e 257 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo.<br />
O problema é que tais páginas não existem – pois se isto é um faz-de-conta criado apenas para arranjar uma desculpa para escrever algo longo sobre a ponta de um corno, sem dar abébias. Não existindo as páginas, ficamos apenas com a sensação de que passámos ao lado de uma grande carreira, com as promessas de uma suculenta sopa e uma agradável sobremesa. Como se fazem? Nunca saberemos.<br />
Com isto tudo acabei por levantar duas questões de suma importância, que é como quem diz, procedi ao levantamento das mesmas, certo que as ditas estavam caídas no chão, mesmo ao lado do dinheiro do Multibanco. São elas: a ponta de um corno e as abébias que não se dão.<br />
Comecemos pela ponta de um corno.<br />
A ponta de um corno, <em>“point of the horn”</em> em inglês, é mais ou menos o equivalente ao vazio, ao nada, a coisa nenhuma. Assim como em <em>“Ó Lopes, não vales a ponta dum corno”</em>. Mas que fizeram os cornudos, <em>“aqueles providos de cornos”</em>, como em <em>“a gaja merece é que lhe ponhas um par de cornos”</em> para que lhes desmereçam assim tanto as extremidades dos chavelhos?<br />
Terá algo a ver com as abébias?<br />
A ver vamos. Portugal é, claramente, um país onde não se dão abébias. Toda a gente as tem e toda a gente as guarda, não as disponibilizando a ninguém. E pouco mais posso avançar. Ainda há poucochinho me dizia um amigo que o Sá Pinto é que era, nunca deu abébias. Daqui eu concluo que abébias não são socos, palmadas, murros nas trombas ou algo de semelhante cariz. Cheira-me, e isto do “cheira-me” é outra coisa que dava pano para mangas, mas isso fica para outro post, perdão, outra página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo, cheira-me, dizia, que a abébia é exactamente o contrário da ponta dum corno. As abébias não se dão, pelo que devem valer muito. Já as pontas de cornos, e porque ninguém as quer, não devem valer nada. As duas expressões funcionam como perfeitos antónimos, pelo que as podemos, e devemos, passar a usar de forma mais variada.<br />
Podemos, por exemplo, elogiar alguém, atirando-lhe: <em>“És mais valioso que uma abébia”</em>. Já de alguém que é um forreta ou que não dá hipóteses a ninguém, podemos, com propriedade, afirmar: <em>“Aquele só dá pontas de cornos”</em>, que é como quem diz que não dá nada a ninguém, as tais das abébias. É tal e qual como dizer, neste segundo caso, <em>vox populi dixit</em>, <em>“Aquele gajo é um perfeito coninhas”.</em><br />
Ora, ora, este a talhe de foice vai a eito. Um perfeito coninhas em bom português é um fulano cujos contornos se assemelham a uma pequena e perfeita vagina, tipo não falta ali nenhum lábio, ou a uma vagina assim a modos que pró apertadita. Portanto, é uma expressão sem qualquer carácter objectivo. Quero dizer, o significado depende do sujeito que a profere. Experimentemos o segundo significado. Se for um admirador de vaginas assim a modos que pró apertaditas estamos perante um verdadeiro elogio, já se for alguém que se inclina para vaginas mais largas, tipo <em>“vê lá não caias pelo ralo”</em>, neste caso, então, devemos entender a coisa como uma ofensa.<br />
Em suma, ponto d’ordem, ponto d’ordem, ponto d’ordem &#8211; ponto d’ordem, se alguém nos chamar perfeito coninhas, devemos, antes de mais, perguntar-lhe que tipo de vaginas prefere. Assim tipo <em>“diz-me de que vagina gostas, dir-te-ei se te vou às trompas ou às trombas”</em> – é conforme o género do indivíduo.<br />
Esta página 256 do livro de cozinha tailandesa do Cristiano Ronaldo já vai longa, pelo que se impõe um fim. Ei-lo: Fim!</p>]]></content:encoded>
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		<title>Luz #1</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 11:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Add new tag]]></category>
		<category><![CDATA[Luz]]></category>

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		<description><![CDATA[Há exactamente um ano percebi na plenitude a propriedade da expressão “dar à luz”. Dei por mim contigo nos braços. Um desconhecido, que nem meio metro de gente era. E no entanto daria naquele momento a minha vida por ti. &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/09/luz-1/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há exactamente um ano percebi na plenitude a propriedade da expressão “dar à luz”. Dei por mim contigo nos braços. Um desconhecido, que nem meio metro de gente era. E no entanto daria naquele momento a minha vida por ti. Tentei reconhecer-nos em ti, reconhecer-te em nós. Nada. Não pude. Lembro-me da primeira roupinha que te vesti, ali, com 5 minutos de vida. Tu e eu, ambos com 5 minutos de vida. Um casaco azul por cima. Vou ali já venho, disse a enfermeira &#8211; vá-o vestindo. E vesti. Ao mesmo tempo que me degladiava com as instruções da caixa de recolha das células estaminais. E tu dormias ou tinhas os olhos fechados. Coisa que o valha. Deus meu. Que coisa tão forte, quem é que se recusa a passar por isto? Quem é que voluntariamente se recusa a ter um vislumbre de Deus? A tua mãe, exaurida, ainda não te tinha visto. O que é que eu faço? De que cor são as paredes? O tecto? Chove ou faz sol? Que dizem os jornais? Pára! Pára de rodar por um instante, que eu quero apreender tudo, até ao mais ínfimo pormenor. Antes, minutos antes: não queira ter o filho pela boca, mulher, que seria caso nunca visto. Força, força, amor. Já o vejo. Já o vejo. Já nos vê. Levantei a cabeça, tu choravas, eu chorava, ele chorava, o quarto sangrava. Os internos que assistiam olhavam para nós fascinados. Era fascínio, espanto, era também alguma cegueira, causada pela luz imensa que se fez naquela sala. E para a qual eles não estavam preparados. Nem nós, mas nós pudemos chorar para limpar os olhos. Ainda hoje sinto um nó de felicidade na garganta de cada vez que me lembro desse dia, desses instantes. As palavras são muito pouco e poderia estar aqui o resto do dia a debitá-las que nada acrescentaria ao que já disse. Luz, acima de tudo é isso. Uma luz imensa, divina. Como se alguém muito grande e com uma mão muito grande, tivesse carregado num interruptor muito grande e acendido uma lâmpada muito grande. Foi de parir. Esse alguém e essa mão e esse interruptor e essa luz. Foi de parir. Ao parir assim, e parimos os três, faz-se essa luz imensa. Dá-se essa luz, diferente de dar alguém à luz. Filho, um ano, e no entanto parece que foi no início desta carta que ora te deixo. Sei que daqui a cinquenta anos te diria o mesmo. Parece que foi mesmo agora. Há-de parecer sempre. Como se mesmo agora. E cada vez que te olho, a mesma luz desce sobre mim. A luz que nos alumiará aos três, para sempre. Haja o que houver. Ser pai, ser mãe, ser filho. Há um ano. Parabéns, meus amores. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Assino por baixo*</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/09/assino-por-baixo/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 23:08:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Anda no ar uma qualquer união entre o PCP e o Bloco, pela sublime razão de aparecerem sondagens a torná-la interessante. O oportunismo político destes dois partidos já saliva com a visão da terra prometida onde os amanhãs cantam a &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/09/assino-por-baixo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Anda no ar uma qualquer união entre o PCP e o Bloco, pela sublime razão de aparecerem sondagens a torná-la interessante. O oportunismo político destes dois partidos já saliva com a visão da terra prometida onde os amanhãs cantam a dançam, enquanto o maná é produzido em cooperativas. Se acontecer uma hecatombe que os leve para o poder, é inevitável que o <a href="http://arrastao.org/sem-categoria/irresponsavel-e-insensivel/" target="_blank">Daniel Oliveira</a> e o Bernardino Soares dêem voz de prisão ao Papa no caso deste ter a estultícia de vir a Fátima promover a SIDA e os abortos. E se o facínora resistir, vai de arrastão.&#8221;</p>
<p>[<a href="http://aspirinab.com/valupi/o-arrastao-da-inteligencia/" target="_blank">Valupi, Aspirina B</a>]</p></blockquote>
<p>E leiam os posts linkados e respectivos comentários. Um <em>must</em>. Como diria o Daniel Oliveira, perdão, como diria Daniel Oliveira, <a href="http://aspirinab.com/valupi/o-arrastao-da-inteligencia/#comment-39485" target="_blank">&#8220;Lamentável e revelador&#8221;</a>. No que toca a este último, claro.</p>
<p>* Estive para intitular este post &#8220;<a href="http://arrastao.org/sem-categoria/danos-colaterais/" target="_blank">dano colateral provocado pelo alargamento do Cinco Dias</a> cita aquele que  <a href="http://arrastao.org/sem-categoria/irresponsavel-e-insensivel/#comment-45995" target="_blank">transforma uma Aspirina num Valium</a>&#8220;. Depois de reflectir, mudei de ideias &#8211; era muito comprido, ia ocupar mais do que uma linha e os títulos com mais do que uma linha não saem justificados. Ficam alinhados à esquerda. Uma linha mais comprida do que a outra.  Feio. <a href="http://arrastao.org/sem-categoria/irresponsavel-e-insensivel/#comment-45995" target="_blank"><br />
</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>nove e quê?</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/08/nove-e-que/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 15:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Tentando lutar contra o pior defeito dos portugueses, ou pelo menos aquele que mais me aborrece, logo a seguir à preguiça e à incompetência, resolvi agir. Falo dos constantes, reiterados e, algumas vezes, orgulhosamente ostentados atrasos e desrespeitos por qualquer &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/08/nove-e-que/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/10/relogio.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/10/relogio.jpg" alt="" title="relogio" width="200" height="168" class="alignnone size-full wp-image-7358" /></a></p>
<p>Tentando lutar contra o pior defeito dos portugueses, ou pelo menos aquele que mais me aborrece, logo a seguir à preguiça e à incompetência, resolvi agir. Falo dos constantes, reiterados e, algumas vezes, orgulhosamente ostentados atrasos e desrespeitos por qualquer coisa que cheire a programação horária. A verdade é que este cancro dá-me, muitas vezes, cabo do dia &#8211; atrasa-se a primeira reunião e, depois, vão a todas a eito &#8211; fora de tempo, pois. E em relação a essas, a culpa passa a ser minha. </p>
<p>E assim, farto de secar à espera, avancei com uma estratégia que andava a ponderar há já algum tempo, passando a agendar todas as minhas reuniões para horas, digamos, pouco habituais. E assim, ainda que algo envergonhadamente, mas escudado por interposta pessoa, lá foi: <em>&#8220;diga-lhe que só tenho disponibilidade às 09h17 ou às 16H38, ele que escolha.&#8221;</em>.</p>
<p>O resultado foi deveras surpreendente. Na maior parte dos casos, agora as pessoas aparecem a horas, muitas vezes antes da hora, e, quando surge algum imprevisto, telefonam, algo aflitas, a justificarem o atraso &#8211; <em>&#8220;pode esperar mais dois minutos?&#8221;</em>. A lógica é do mais simples: o português não dá valor às horas marcadas porque sabe que normalmente o vão fazer esperar &#8211; e assim se foi passando dos 15 minutos académicos (treta de coisa) para o <em>quanto-mais-tarde-melhor-pelo-menos-não-espero</em>, porém, em face de um agendamento tão, digamos, coca-bichinhos, começam a pensar que o tipo do outro lado está a falar mesmo a sério, tem uma agenda real e cumpre os horários. E com um misto de curiosidade e medo de perder o lugar, lá aparecem à estranha hora.</p>
<p>Esta coisa, recentemente implementada, ainda está em fase de testes, mas confio no seu enorme potencial. Resolvida que esteja a questão dos meus agendamentos e feita prova em juízo (no meu) da eficácia do método, avançarei com o franchising.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Agarra-te bem ao sabão</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 23:03:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[“Vou ter que entrar novamente para a prisão, para as masmorras desta nova inquisição, mas quero que os portugueses saibam que continuarei a lutar pelo nacionalismo dentro das masmorras e que nem a prisão, nem toda a repressão que estamos &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/05/agarra-te-bem-ao-sabao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/10/monopolio.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/10/monopolio.jpg" alt="" title="monopolio" width="130" height="127" class="alignnone size-medium wp-image-7158" /></a></p>
<p><em>“Vou ter que entrar novamente para a prisão, para as masmorras desta nova inquisição, mas quero que os portugueses saibam que continuarei a lutar pelo nacionalismo dentro das masmorras e que nem a prisão, nem toda a repressão que estamos a sofrer vai ser motivo para desistirmos e baixarmos os braços”</em>, <a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=366232&#038;visual=26&#038;tema=1">declarou Mário Machado</a>. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Cubo (01/09/1985 &#8211; 01/10/2008)</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 21:33:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois é, cubo, apesar de te associar ao emagrecimento da minha conta bancária, vou ter saudades tuas. Acompanhas-me desde os tempos de faculdade, em que em dias de loucura chegava a levantar quinhentos paus. Lembras-te daquela vez que nos tentaram &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/04/cubo-01091985-01092008/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/10/multibanco.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/10/multibanco.jpg" alt="" title="multibanco" width="254" height="188" class="alignnone size-full wp-image-7152" /></a></p>
<p>Pois é, cubo, apesar de te associar ao emagrecimento da minha conta bancária, vou ter saudades tuas. Acompanhas-me desde os tempos de faculdade, em que em dias de loucura chegava a levantar quinhentos paus. Lembras-te daquela vez que nos tentaram assaltar, na Nova Rede do Largo de Camões? E tu, armado em forte, rodeado de fundo vermelho, lhes semicerraste esses teus enormes olhos, baixaste as sobrancelhas, e, fingindo ar triste, os mandaste dirigirem-se ao multibanco mais próximo? Assim me dando tempo para fugir para a tasca mais próxima? Apesar disso, concede, nunca foste grande mestre &#8211; com esse teu ar bonachão nunca me perguntaste, tinha eu 17 anos, <em>&#8220;tens a certeza, puto?&#8221;</em> <em>And yet&#8230;</em> será sempre em ti que pensarei enquanto me estiver a relacionar com o teu feio sucessor &#8211; certo que nunca ele me permitirá levantar € 2,50.</p>
<p>RIP, amigo meu!</p>]]></content:encoded>
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		<title>Desvarios insulares</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 12:23:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Ferreira Leite é a mãe do défice, a mãe de todos os problemas&#8221; Carlos César, aos berros]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Ferreira Leite é a mãe do défice, a mãe de todos os problemas&#8221;</p>
<p>Carlos César, aos berros</p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<title>Cá vamos, cantando e rindo (2)</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/04/ca-vamos-cantando-e-rindo-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 23:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ana, Como refere o acórdão do STJ: &#8220;O Supremo Tribunal de Justiça não pode, em regra (ressalvadas as excepções previstas no nº 2 do artigo 722º do Código de Processo Civil), alterar a matéria de facto fixada pelo tribunal recorrido, &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/04/ca-vamos-cantando-e-rindo-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2008/10/03/ca-vamos-cantando-e-rindo/#comment-68124" target="_blank">Ana</a>,<br />
Como refere <a href="http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/49966cc639b7e268802574d6002c6b95?OpenDocument" target="_blank">o acórdão do STJ</a>: <em>&#8220;O Supremo Tribunal de Justiça não pode, em regra (ressalvadas as excepções previstas no nº 2 do artigo 722º do Código de Processo Civil), alterar a matéria de facto fixada pelo tribunal recorrido, estando-lhe vedado sindicar o erro na apreciação das provas e na fixação dos factos materiais da causa em que eventualmente tenha incorrido aquele tribunal.&#8221;</em></p>
<p>Isto quer dizer que os factos que as instâncias, a 1ª e a Relação, apuraram são praticamente intocáveis.<br />
<span id="more-7103"></span><br />
Ora, e como refere o dito aresto, <em>&#8220;<strong>Resultando dos factos apurados pelas instâncias</strong> – <strong>sobre os quais o Supremo não pode exercer censura</strong> –, em síntese, <strong>que o A. é portador de HIV positivo, que esta é uma doença infecto-contagiosa crónica que o torna inapto para o exercício das funções de cozinheiro, dado ter de manipular alimentos e de utilizar objectos cortantes e que o vírus respectivo existe no sangue, saliva, suor e nas lágrimas e pode ser transmitido no caso de haver derrame dos mesmos sobre alimentos servidos em cru consumidos por quem tenha na boca uma ferida mucosa de qualquer espécie, é de entender que se verifica uma impossibilidade superveniente</strong> (porque surgida posteriormente à contratação do A.) e definitiva de o A. prestar à R. as suas funções de cozinheiro.&#8221; </em>[meu bold]</p>
<p>Ou seja, o STJ tem que se conformar com os factos que vieram apurados pelas instâncias, só lhe cabendo discutir matéria de Direito.</p>
<p>Em face disto, pouco mais lhe restava fazer. Poderá parecer um mero tecnicismo, concedo, mas a verdade é que, a terem sido cometido erros de análise e de interpretação pericial, os mesmos não são imputáveis ao STJ, mas, eventualmente, às instâncias inferiores, que, repito, apuraram que <em>&#8220;o vírus respectivo existe no sangue, saliva, suor e nas lágrimas e pode ser transmitido no caso de haver derrame dos mesmos sobre alimentos servidos em cru consumidos por quem tenha na boca uma ferida mucosa de qualquer espécie&#8221; &#8211; </em>digo eventualmente porque um juiz até pode entender que o vírus <span style="text-decoration: underline;">não</span> pode ser transmitido no caso de haver derrame dos mesmos sobre alimentos servidos em cru consumidos por quem tenha na boca uma ferida mucosa de qualquer espécie, porém, se tiver peritos a dizer o contrário, tem que se sujeitar.</p>
<p>Ora, vir provado (das instâncias) que <em>&#8220;O vírus HIV pode ser transmitido no caso de haver derrame de sangue, saliva, suor ou lágrimas sobre alimentos servidos em cru consumidos por quem tenha na boca uma ferida mucosa de qualquer espécie.&#8221;</em>, é, tendo em conta as regras do processo civil, assaz diferente de dizer que o <em>&#8220;Supremo Tribunal de Justiça «<span style="text-decoration: underline;">aceitou</span> como “provado” que “o vírus pode ser transmitido no caso de derrame de sangue, suor e lágrimas sobre alimentos crus” », ainda que os decisores tenham notado que «não têm competência para avaliar “a argumentação do recorrente que se dirige ao erro na apreciação das provas”.</em></p>
<p>No caso, aceitou porque não podia fazer diverso. Está-lhe vedado! <em>&#8220;No apontado quadro legal, o erro na apreciação das provas e na fixação dos factos materiais da causa não pode ser, em regra, objecto de recurso de revista e a decisão proferida pelo tribunal recorrido quanto à matéria de facto não pode ser alterada pelo Supremo.&#8221;</em></p>]]></content:encoded>
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		<title>Desde os tempos do fascismo até agora há poucachinho</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/03/desde-os-tempos-do-fascismo-ate-agora-mesmo/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 14:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Tendo em conta o último post da Fernanda, cujo teor subscrevo na íntegra, não deixa de ser interessante deixar um excerto do artigo de opinião de Baptista-Bastos, intitulado “Entre a honra e a perfídia”, publicado ontem no Jornal do Fundão: &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/03/desde-os-tempos-do-fascismo-ate-agora-mesmo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tendo em conta o <a href="http://5dias.net/2008/10/03/santa-camara/#more-7068">último post da Fernanda</a>, cujo teor subscrevo na íntegra, não deixa de ser interessante deixar um excerto do artigo de opinião de Baptista-Bastos, intitulado <em>“Entre a honra e a perfídia”</em>, publicado ontem no <a href="http://www.jornaldofundao.pt/">Jornal do Fundão</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;(&#8230;) Em Portugal por alturas de eleições, sejam elas quais forem, os boatos e as atoardas, as insídias e as ciladas colocadas no caminho de gente de bem tornaram-se comuns, a miséria moral parece ter atingido, endémica e transversalmente, a sociedade portuguesa. Sei do que falo. Há longos anos que a miuçalha me salta às canelas. Sacudo-as e ferro valentes pontapés nos tunantes. Mas estamos no domínio da meia-verdade, da calúnia sussurrada, de jornalistas estipendiados e de jornais que fazem fretes políticos. Uma Direita retrógrada e ressentida tomou lugar em importantes publicações, trepou a postos e funções do Estado, silenciou ou tenta silenciar as poucas  vozes livres e os poucos jornais honrados. É uma rude e áspera peleja. Quanto a mim e às pequenas perfídias de que sou objecto, desde os tempos do fascismo até agora mesmo, repito o que sempre disse e voltei a dizer, na quarta-feira, 1 de Outubro, no «Diário de Notícias»: Vão bater a outra porta!&#8221;</p></blockquote>
<p>Não deixando de concordar, repito, com o post da Fernanda, e calhando ter lido logo de seguida o artigo do BB, o que surtiu em mim um efeito quente-frio assaz curioso, não posso deixar de sorrir com o discurso tonitruante deste último, espécie farpas de cordel, género chapadas nas trombas e ide todos bardamerda. E o &#8220;Desde os tempos do fascismo até agora mesmo&#8221; é um mimo rococó que sabe sempre bem rever. </p>
<p>Sem ironias, que é estória viva.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Pedro? Busca!</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/30/pedro-vai-buscar/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 16:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[E escusam de tentar, já procurei por &#8220;subprime&#8221; na Bíblia toda. Nada! Tinha mesmo que ser invenção de hereges. Em tempo: Palmira, deixa lá isso, escusas de agradecer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.petruseni.com.br/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-6819 alignleft" title="petruseni" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/petruseni.jpg" alt="" width="360" height="211" /></a></p>
<p>E escusam de tentar, já procurei por <em>&#8220;subprime</em>&#8221; na Bíblia toda. Nada! Tinha mesmo que ser invenção de hereges.</p>
<p><strong>Em tempo:</strong> Palmira, deixa lá isso, escusas de agradecer.</p>]]></content:encoded>
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		<title>As quê?*</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/30/as-que/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 15:47:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar da crise financeira mundial, o primeiro-ministro garante que as poupanças dos portugueses estão asseguradas, acrescentando que o sistema financeiro em Portugal tem mostrado «boa resistência» e «boa saúde». [TSF] *OK, eu sei que os colchões estão que rebentam, mas &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/30/as-que/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Apesar da crise financeira mundial, o primeiro-ministro garante que as poupanças dos portugueses estão asseguradas, acrescentando que o sistema financeiro em Portugal tem mostrado «boa resistência» e «boa saúde». [<a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1019954" target="_blank">TSF</a>]</p></blockquote>
<p>*OK, eu sei que os colchões estão que rebentam, mas não resisti à piada fácil. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Fim do mundo em cuecas</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/30/fim-do-mundo-em-cuecas/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 11:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Aparentemente, MacCain contou com o ovo no cu da galinha e vai de dizer, ou mandar dizer, que sem ele o plano nunca seria aprovado. Com ele, sabe-se agora, também não foi. Ou seja, após todos os esforços alegadamente feitos, &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/30/fim-do-mundo-em-cuecas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.politico.com/news/stories/0908/14088.html" target="_blank">Aparentemente</a>, MacCain contou com o ovo no cu da galinha e vai de dizer, ou mandar dizer, que sem ele o plano nunca seria aprovado. Com ele, sabe-se agora, também não foi. Ou seja, após todos os esforços alegadamente feitos, não lhe passou pela cabeça, ao homem que quer ser presidente, que <em>&#8220;os seus homens&#8221;</em> o mandariam bardamerda, rejeitando o plano em massa. Este foi o ponto de viragem decisivo e definitivo na corrida para a presidência, como <a href="http://www.gallup.com/poll/110788/Gallup-Daily-Obama-Maintains-8Point-Lead.aspx">as sondagens</a>, de resto, vão indicando. Porém, nesta altura do campeonato, o espantoso é que as eleições passaram para segundo plano.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Deus os ouça</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/29/deus-os-ouca/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 17:57:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O social-democrata Pedro Passos Coelho afirmou, este sábado, que Santana Lopes pode ser um «nome forte» como candidato do PSD à presidência da câmara de Lisboa, frisando que essa é uma decisão da distrital e da presidente do partido, escreve &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/29/deus-os-ouca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O social-democrata Pedro Passos Coelho afirmou, este sábado, que Santana Lopes pode ser um «nome forte» como candidato do PSD à presidência da câmara de Lisboa, frisando que essa é uma decisão da distrital e da presidente do partido, escreve a Lusa. [<a href="http://diario.iol.pt/politica/pedro-passos-coelho-santana-lopes-camara-de-lisboa-psd-manuela-ferreira-leite-politica/993145-4072.html" target="_blank">Portugal Diário</a>]</p>
<p>«Santana parece-me o melhor candidato», afirmou ontem Marcelo Rebelo de Sousa na RTP1.</p></blockquote>
<p>Era tão bom assim fosse. Ele e o <a href="http://dn.sapo.pt/2008/09/29/media/ze_carlos_marca_regresso_gato_a_sic.html" target="_blank">Zé Carlos</a> são decisivos para a minha boa disposição, e parece que o segundo regressa ao activo já no Domingo. Falando menos a sério, o que é que o bom do Professor andará a tramar? Como é óbvio, ninguém acredita na bondade desta sua súbita boa vontade. A não ser que a coisa deva ser levada a outro tipo de letra, tipo, a ele, Marcelo, parece-lhe bem, e até lhe convém, que o Santana se estampe de vez. E nada melhor do que numa Câmara como Lisboa, onde até já ganhou. O Passos Coelho deve afinar pelo mesmo diapasão, penso. Ou seja, estão a fazer-lhe a cama, o que é uma pena &#8211; o que o país ganha em eficácia executiva, perde em boa disposição.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Tomba gigantes</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/27/tomba-gigantes/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Sep 2008 21:42:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Isto é futebol. Faz-me lembrar a derrota do Sporting em Paços de Ferreira por 4-0, aqui há uns anos. Equipas pequenas que, contra os grandes, se transfiguram &#8211; em que cada um são dois. Tudo aponta para que a equipa &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/27/tomba-gigantes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/pardal.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-6661" title="pardal" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/pardal-300x246.jpg" alt="" width="300" height="246" /></a></p>
<p><a href="http://www.record.pt/noticia.asp?id=806081&amp;idCanal=6" target="_blank">Isto</a> é futebol. Faz-me lembrar a derrota do Sporting em Paços de Ferreira por 4-0, aqui há uns anos. Equipas pequenas que, contra os grandes, se transfiguram &#8211; em que cada um são dois. Tudo aponta para que a equipa cujo símbolo é um pardal consiga mesmo o acesso directo à UEFA, sem passar pela intertoto. Imagino o imenso orgulho da agremiação rosa que, em altura imberbe do campeonato, está a um ponto do líder.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Obama vs Palin&#8217;s runmate</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/27/obama-vs-palins-runmate/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 23:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/usa.bmp"><img class="size-full wp-image-6584 alignleft" title="usa" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/usa.bmp" alt="" width="231" height="271" /></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>homem moderno</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/26/estorias-de-homens/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 21:29:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Duas vacas estão a pastar. Diz uma para a outra: - Que pensas sobre a doença das vacas loucas? - Que me interessa isso? &#8211; responde a outra. &#8211; Eu sou um avião!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas vacas estão a pastar. Diz uma para a outra:</p>
<p>- Que pensas sobre a doença das vacas loucas?</p>
<p>- Que me interessa isso? &#8211; responde a outra. &#8211; Eu sou um avião!</p>]]></content:encoded>
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		<title>Dos desmandos do novo CPP</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 19:48:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Cenário hipotético: uma sala, uma testemunha, um advogado, um inspector da polícia judiciária. O advogado aconselha o seu constituinte, mera testemunha, recordo, a não responder a uma determinada pergunta uma vez que a resposta é passível de o responsabilizar criminalmente &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/26/dos-desmandos-do-novo-cpp/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cenário hipotético: uma sala, uma testemunha, um advogado, um inspector da polícia judiciária.</p>
<p>O advogado aconselha o seu constituinte, mera testemunha, recordo, a não responder a uma determinada pergunta uma vez que a resposta é passível de o responsabilizar criminalmente (n.º 2 do artigo 132º do Código de Processo Penal: <em>&#8220;A testemunha não é obrigada a responder a perguntas quando alegar que das respostas resulta a sua responsabilização penal&#8221;</em>). A testemunha segue o conselho do seu mandatário, pelo que o inspector opta por constituir arguido a testemunha, concedendo-lhe os direitos que na primeira qualidade o individuo não tinha, designadamente, a não prestar declarações.</p>
<p>Ao abrigo do n.º 5 do artigo 132º do Código de Processo Penal (<em>&#8220;Não pode acompanhar testemunha, nos termos do número anterior, o advogado que seja defensor de arguido no processo.&#8221;</em>), o inspector solicita ao advogado que se retire e pergunta ao ora arguido se deseja constituir novo advogado antes de o interrogatório prosseguir.</p>
<p>A lógica é: não pode acompanhar testemunha o advogado que seja defensor de arguido no processo, <em>ergo</em> não pode ser defensor de arguido o advogado que tenha acompanhado testemunha no processo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O ardina #3</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/24/o-ardina-3/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 19:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[O ardina]]></category>

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		<description><![CDATA[O directo que faltava Acabei de ouvir uma vaca a voar. Há cerca de uma hora atrás, por volta das sete e meia, pude testemunhar, no RCP, um directo que irrompeu pelo maravilhoso mundo da compra de bilhetes para o &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/24/o-ardina-3/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O directo que faltava</strong></p>
<p><img style="border-color: #FFFFFF; border-width:3px;" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/ardina.jpg" border="0" alt="" align="left" />Acabei de ouvir uma vaca a voar. Há cerca de uma hora atrás, por volta das sete e meia, pude testemunhar, no RCP, um directo que irrompeu pelo maravilhoso mundo da compra de bilhetes para o clássico pelos sócios do clube do lado de lá da segunda circular. <em>&#8220;Quero dois para a Sagres!, não há!, só Coca-Cola ao pé das bandeirolas!; e a máquina, enorme, está a imprimir os bilhetes, dizia o repórter; quatro para a Sagres!, só Coca-Cola!, cá para baixo então!; dois estrangeiros?, alemães? conhece o Hugo Almeida? Portuguese football is entertaining.&#8221;</em></p>
<p>E nisto mais de 5 minutos.</p>
<p>PS &#8211; Se bem percebi, Coca-Cola e Sagres são zonas do campo de jogos, o tal que fica do lado de lá. Não é de admirar que os da Sagres já estivessem esgotados &#8211; só bem bebidos é que os pobres vão aguentar o resultado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Oh meu Deus!</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/23/oh-meu-deus/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 15:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de mais, deixai-me alertar-vos para a realidade de quem escreve o sermão que se segue. Fui, como todos os portugueses que foram educados sob a tirania das idas dominicais à missa, educado sob a tirania das idas dominicais à &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/23/oh-meu-deus/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais, deixai-me alertar-vos para a realidade de quem escreve o sermão que se segue. Fui, como todos os portugueses que foram educados sob a tirania das idas dominicais à missa, educado sob a tirania das idas dominicais à missa. Era aquilo uma verdadeira tortura, já não me lembro bem dos <em>timings</em> da coisa, mas eu dividia o suplício em momentos chave cujo valor aumentava conforme a proximidade do anunciado final, tipo, a hóstia, o beijinho ao próximo mais próximo, a colecta com a cesta do pão e, clímax, o <em>ite, missa est</em> (já em tradução livre, que não sou assim tão velho). <strong>Um dia, confesso, acolitei. E acolitei tão mal que deixei metade da Igreja a olhar para mim, uns prendendo o riso, outros soltando a indignação (acho que até me vaiaram). Não voltei a acolitar</strong>, e <a href="http://5dias.net/2008/03/20/aa/" target="_blank">livrei-me deste tipo de agrura</a>. Tudo isto para dizer que cumpri o calvário da educação cristã: baptismo (chorei), primeira comunhão (chorei), profissão de fé (chorei) e crisma (chorei). Mais tarde, &#8220;casei-me pela Igreja&#8221;. E chorei de novo. A minha mulher convenceu-me, e bem, que valia a pena aproveitar o coro (belo, a propósito) e o facto da cerimónia ser realizada numa Igreja fantástica com um padre fantástico (ok, alguma instituição religiosa milenar foi instrumentalizada). Bem, fui na conversa e não me arrependi. Foi um momento bonito, no final até dei um abraço ao padre e ao sacristão. E, casamentos, baptizados e funerais à parte, foi esta a minha relação com a religião da situação. No entanto, não vejam este post como um gozo estéril, infundado, impregnado de ódio. Respeito a religião em causa, apenas decidi não jogar o jogo que a mesma, legitimamente, me propôs.<strong> Não escrevo <s>ICAR</s> (foi agora a primeira vez e já risquei), escrevo sempre Deus com letra maiúscula e faço outras coisas singelas, como não alinhar em raves em Igrejas abandonadas. Respeito, portanto.</strong> Mas afastei-me: decidimos (eu e a da na-Igreja-é-mais-bonito), por exemplo, não baptizar o nosso filho (ele que tome essa opção, se quiser e quando quiser), fi-lo antes sócio do Sporting &#8211; que acho que tem uma imagética do calvário bem mais rica.<br />
Tudo isto, uf, para falar da última crónica de João César das Neves, intitulada<a href="http://dn.sapo.pt/2008/09/22/opiniao/deve_horrivel_deus.html"> <em>&#8220;Deve ser horrível ser Deus&#8221;</em></a> e que reza (que apropriado), na parte que me apetece destacar, assim: <em>&#8220;Ser Deus é ser incompreendido. Não existe nada no mundo tão evidente, tão visível, tão compreensível como Deus. Deus, porque é Deus, resplandece em tudo. Por isso, a existência de Deus é uma das certezas mais consensuais da humanidade. No entanto Deus está também acima de tudo, infinitamente acima de tudo. Claro que Deus sabe que as suas criaturas nunca O conseguirão compreender. O problema não está aí, mas na forma como as criaturas lidam com o que não entendem.&#8221; </em><br />
<span id="more-6317"></span><br />
Desde logo, não sei se acredito em Deus, o que faz de mim uma pessoa que não sabe se acredita em Deus. Acredito na palavra, isso sim. A palavra Deus, que acabei de escrever, e com maiúscula. Basta recuar no texto e lá está ela. Deus. Mas, a acreditar nalguma coisa (este momento é patrocinado pelo lugar comum), não é no Deus da crónica citada, que eu presumo votada à incompreensão. Aqui entre nós, admiro imenso a coragem do autor &#8211; expor assim os seus pensamentos, desta forma digamos tão, como dizer?, tão crua (?), é de homem. É que depois leva logo com tontinhos como eu que aproveitam as fezadas do senhor professor para fazer um post em que, está-se-me a acabar o tempo, acaba por nem sequer se comentar o que o senhor disse. Falei mais de mim do que da crónica (já vou! &#8211; estão mesmo a chamar-me), essa é que é essa.<br />
Mas a verdade é que não estou aqui para crucificar ninguém, muito menos em algo que nem ajuda nem deixa de ajudar o PS. E, sejamos rigorosos, só me pagam, e bem, pelos posts em que declaradamente apoio o PS e dou razões à pessoas para votarem PS. Este não me parece que seja lá muito útil, ainda para mais agora que me perdi e já não sei do que estava a falar e nem tenho tempo de ir lá acima reler.<br />
Termino dizendo que lamento, profundamente, a vida vazia daqueles que não acreditam no Senhor. Os crentes (que não têm dúvidas) e eu (que não tenho certezas) jamais seremos incomodados com o vazio de palavras com que os incréus, que têm fé que Deus não existe (parece-me que há um ou outra neste blogue), são confrontados no <em>&#8220;clímax do acto sexual que, no homem, é acompanhado da ejaculação de sémen e, na mulher, corresponde à excitação máxima durante a qual ocorrem contracções na vagina, a que se segue, em ambos os casos, o declínio da tensão&#8221;</em> [<a href="http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx?pal=orgasmo" target="_blank">priberam</a>].<br />
Que é que eles dizem? O que é que eles dizem(!) para anunciar ao parceiro o declínio da tensão? &#8220;Oh não acredito?&#8221; O que esta gente perde em léxico sexual. Pobres.</p>]]></content:encoded>
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		<title>de perfil</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/22/olhar-de-lado/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 22:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Rodrigo Adão da Fonseca e um amigo foram dar um passeio pelo campo. O amigo disse: &#8211; Repara naquelas ovelhas no alto da colina! Foram tosquiadas! - Sim &#8211; disse o Rodrigo. &#8211; Mas só deste lado! E acrescentou: &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/22/olhar-de-lado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://oinsurgente.org/2008/09/22/humanismo-caviar-ii/" target="_blank">Rodrigo Adão da Fonseca</a> e um amigo foram dar um passeio pelo campo.</p>
<p>O amigo disse: &#8211; Repara naquelas ovelhas no alto da colina! Foram tosquiadas!</p>
<p>- Sim &#8211; disse o Rodrigo. &#8211; Mas só deste lado! E acrescentou: &#8211; os senhores da SONAE deviam ter mais cuidado com os tosquiadores que recrutam.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sejamos práticos</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/21/sejamos-praticos/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 23:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou, por princípio, contra referendos. Não acho que a plebe endividada, que paga descascadores de bananas em 500 prestações, com taxas de juro tais que davam para comprar um BM bem negociado, esteja habilitada a participar em qualquer tipo de &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/21/sejamos-praticos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou, por princípio, contra referendos. Não acho que a plebe endividada, que paga descascadores de bananas em 500 prestações, com taxas de juro tais que davam para comprar um BM bem negociado, esteja habilitada a participar em qualquer tipo de decisões &#8211; se nem a casa sabem governar. Também não acredito em programas de Governo, sei que existem mas, sejamos francos, ninguém lhes liga. Tudo isto para dizer que acho um perfeito absurdo que o casamento entre homossexuais seja referendado (tal tontice começa a ser sugerida). Por outro lado, não penso que o facto de a referida questão não fazer parte do programa de Governo retire legitimidade ao PS para fazer o que deve &#8211; o absurdo divórcio sem culpa, com a inaudita conta corrente acoplada, também não integrava o dito almanaque e nem por isso a coisa, teimosamente, deixará de vingar. Como é óbvio, acho que o PS devia avançar com uma proposta própria, sem ficar à boleia do Bloco e dos Verdes. De uma forma ou de outra, politiquices à parte, interessa salvaguardar de vez as questões sucessórias, fiscais e de reconhecimento social de parentesco, entre outras, dos homossexuais. Por menos que eu os compreenda, sexualmente falando, e não lhes gabe o gosto &#8211; mas isso remete para a velha questão do <em>&#8220;se fosse gaja era fufa&#8221;</em>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Previsões</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/19/previsoes-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 19:59:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O PS vai acabar por não impor a disciplina de voto na questão do casamento entre homossexuais ou, se preferirem, a excepção vai virar regra. Será um tudo em um para Sócrates: saca votos à dupla BE/PCP e não compromete &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/19/previsoes-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PS vai acabar por não impor a disciplina de voto na questão do casamento entre homossexuais ou, se preferirem, <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&#038;op=view&#038;fokey=ex.stories/407516">a excepção vai virar regra</a>. Será um tudo em um para Sócrates: saca votos à dupla BE/PCP e não compromete por aí além a caça ao voto no centrão, afinal <em>dizqué</em> uma questão de consciência. </p>]]></content:encoded>
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		<title>s.m.o.</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/19/smo/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 16:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Fernanda, A alínea a) do artigo 202º do Código de Processo Penal prevê que o juiz pode impor ao arguido a prisão preventiva quando houver fortes indícios de prática de crime doloso punível com pena de prisão de máximo superior &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/19/smo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2008/09/19/duvidas-grosseiras/">Fernanda</a>,<br />
A alínea a) do artigo 202º do Código de Processo Penal prevê que o juiz pode impor ao arguido a prisão preventiva quando houver fortes indícios de prática de crime doloso punível com pena de prisão <u>de máximo</u> superior a 5 anos. Ora, como ao crime de homicídio tentado, conjugados os artigos 23º, 73 e 131º do Código Penal, corresponde a moldura penal abstracta de prisão de 1 ano 7 meses e 6 dias até 10 anos e 8 meses, há que concluir que, em tal tipo de crime, o juiz podia aplicar a prisão preventiva. Porém, há que não olvidar que o juiz não é obrigado a impor a prisão preventiva em tais circunstâncias &#8211; o juiz <u>pode</u> aplicar a prisão preventiva, mas não está obrigado a fazê-lo. De resto, se considerar adequadas ou suficientes uma das demais medidas de coacção previstas na lei, até é natural, e aconselhável, que se fique por elas, sem recorrer à prisão preventiva, tendo em conta a natureza subsidiária e excepcional desta, que não pode ser decretada ou mantida sempre que possa ser aplicada outra medida de coacção menos gravosa.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A coisa &#8216;tá preta</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/18/a-coisa-esta-preta/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/09/18/a-coisa-esta-preta/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 18:04:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Em menos de um mês, pudemos assistir aos furacões Gustav e Palin, à suposta tentativa de homicídio de Obama, às tropelias do casal sulista Fannie Mae and Freddie Mac (irresistível: leiam com sotaque), à falência do Lehman Brothers, à salvação &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/18/a-coisa-esta-preta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em menos de um mês, pudemos assistir aos furacões <em>Gustav</em> e <em>Palin</em>, à suposta tentativa de homicídio de <em>Obama</em>, às tropelias do casal sulista <em>Fannie Mae and Freddie Mac</em> (irresistível: leiam com sotaque), à falência do <em>Lehman Brothers</em>, à salvação da <em>AIG</em>.<br />
A faltar cerca de mês e meio para as eleições, e com toda a água do mundo a parecer ter escolhido este exacto momento histórico para correr debaixo da ponte, com os candidatos a não descolarem dos 48%-48% (mais ponto para um, menos ponto para outro e vira o disco e toca o mesmo), tudo parece indicar que a decisão dos americanos vai ser tomada de acordo com o que acontecer na semana do sufrágio ou com o acumular do que for acontecendo até lá. Se, por exemplo, e contra todas as expectativas (as minhas, ok), o efeito Palin jogou a favor de McCain, parecem não restar dúvidas que, no imediato, a crise financeira vai favorecer Obama &#8211; penso que os eleitores tenderão a culpar o partido da situação.<br />
Tudo parece indicar, dizia, mas na verdade não é assim. A carta fundamental há muito está lançada e não passa por coisas de somenos, como hecatombes financeiras ou <em>misses-alasca-com-óculos-à-moda-e-com-cinco-filhos-e-um-até-tem-síndrome-de-down</em>, e mesmo aceitando que os dez furacões e os cinquenta escândalos que se hão-de suceder até às eleições poderão ser importantes, a verdade é que o factor determinante nesta eleição é racial. <strong>Obama</strong>, caso ainda não tenham reparado, <strong>é preto</strong>. E, para mal dos nossos pecados, <strong>vai perder as eleições por isso mesmo, porque é preto</strong>.<br />
Como se refere no artigo que <a href="http://5dias.net/2008/09/16/a-questao-racial-nas-eleicoes-norte-americanas/">aqui</a> transcrevi na íntegra, a raça é um factor fundamental e decisivo. Há brancos que nunca votarão em Obama porque Obama é preto &#8211; não falo só dos óbvios &#8220;<em>farmers, bond traders or gun collectors&#8221;</em>, falo também dalguma esquerda pechisbeque que, na hora da verdade, por mais que se benza, não conseguirá fazer o que se impõe &#8211; está-lhes na massa do sangue. Além do mais, Barack Obama não vai alcançar o que se indica como essencial (e é-o verdadeiramente) no artigo atrás referenciado, tudo porque o sistema (que também é branco) não o vai permitir: <em>&#8220;Barack Obama can only become president by mustering a turnout that will surpass the votes he is not going to get. This may well mean that more black Americans than ever will have to go to the polls, if only because the electorate is predominantly white, and it isn’t clear how their votes will go. Obstacles to getting blacks to vote have always been formidable, but this year there will be barriers—some new, some long-standing—that previous campaigns have not had to face.&#8221;</em>  </p>
<p>O que (me) vale é que eu engano-me imensas vezes em imensas coisas. Será esta, estou certo, mais uma &#8211; o pior é se me engano nesta certeza (logo eu, que me engano imensas vezes em imensas coisas).</p>]]></content:encoded>
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		<title>O ardina #2</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/18/o-ardina-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 15:24:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A moda dos títulos-preencha os-espaços-em-branco parece ter pegado «AR: PS com disciplina voto casamento entre homossexuais, mas líder bancada admite equacionar &#8220;excepções&#8221;» [Expresso]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://5dias.net/2008/09/11/titulo-pressa-feito/">A moda dos títulos-preencha os-espaços-em-branco</a> parece ter pegado</strong></p>
<p><img style="border-color: #FFFFFF; border-width:3px;" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/ardina.jpg" border="0" alt="" align="left" /><em>«AR: PS com disciplina voto casamento entre homossexuais, mas líder bancada admite equacionar &#8220;excepções&#8221;»</em><br />
[<a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&#038;op=view&#038;fokey=ex.stories/407516">Expresso</a>]</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ora deixa cá experimentar esta</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/18/ora-deixa-ca-experimentar-esta/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 08:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[trapos velhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Para além de ser contra a adopção de homossexuais por crianças, também não vejo com bons olhos que aos petizes seja dado o direito de adoptar bissexuais ou transgéneros. Nem transgénicos, já agora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para além de ser <a href="http://5dias.net/2008/09/17/manifesto/">contra a adopção de homossexuais por crianças</a>, também não vejo com bons olhos que aos petizes seja dado o direito de adoptar bissexuais ou transgéneros. Nem transgénicos, já agora.</p>]]></content:encoded>
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		<title>todos espremidinhos</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 16:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/lemon-brothers.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/lemon-brothers.jpg" alt="" title="lemon-brothers" width="240" height="189" class="alignnone size-medium wp-image-6001" /></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Hoje, após atestar o depósito, e juntamente com a factura, deram-me este simpático cartãozinho</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 14:43:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mas bem que podiam ter dado, a sinceridade enternece-me.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/gasolineiras.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5987" title="gasolineiras" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/gasolineiras-300x295.jpg" alt="" width="300" height="295" /></a></p>
<p>Mas bem que podiam ter dado, a sinceridade enternece-me.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Manifesto</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 14:23:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[trapos velhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Reflectindo de novo sobre uma das questões do momento, reitero que, por motivos que não carecem de ser explicados, sou contra a adopção de homossexuais por crianças. De resto, penso não estar enganado se disser que a opinião é unânime &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/17/manifesto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reflectindo de novo sobre uma das questões do momento, reitero que, por motivos que não carecem de ser explicados, sou contra a adopção de homossexuais por crianças. De resto, penso não estar enganado se disser que a opinião é unânime aqui no blogue.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Primeira parte em Camp Nou</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 19:33:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2008/09/16/primeira-parte-em-camp-nou/shining_stars_gold_lion_reviews_472514_300/" rel="attachment wp-att-5903"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/shining_stars_gold_lion_reviews_472514_300.jpg" alt="" title="shining_stars_gold_lion_reviews_472514_300" width="300" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-5903" /></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A questão racial nas eleições norte-americanas</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/16/a-questao-racial-nas-eleicoes-norte-americanas/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 11:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Obama: The Price of Being Black By Andrew Hacker The New York Review of Books In May, Hillary Clinton described many of her core supporters as &#8220;hard-working Americans, white Americans.&#8221; Primary voting in Pennsylvania, Ohio, and West Virginia confirmed her &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/16/a-questao-racial-nas-eleicoes-norte-americanas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/lowndes-county.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-5875" title="lowndes-county" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/lowndes-county-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p><strong>Obama:</strong> <a href="Obama: The Price of Being Black">The Price of Being Black</a><br />
By Andrew Hacker<br />
The New York Review of Books</p>
<blockquote><p>In May, Hillary Clinton described many of her core supporters as &#8220;hard-working Americans, white Americans.&#8221; Primary voting in Pennsylvania, Ohio, and West Virginia confirmed her surmise. Her remark seemed, without saying so, to claim an advantage over Obama that was due to his race. But there&#8217;s more we need to know. We can see how being a farmer or a bond trader or a gun collector might influence your vote. And we understand why black Americans would want a person of their race in the Oval Office. But just what is there about being white that might incline someone toward one candidate instead of another?<br />
Senator Clinton implied that this identity was salient for some voters and that she could appeal to it. Polls showed that some 15 to 20 percent of white voters in those three states said that &#8220;race&#8221; was a factor in their vote, and we are left to wonder just how much of a factor and how many more would have said the same if they had been frank with the interviewer. People are uneasy talking about the subject of race, but the feeling persists that Obama&#8217;s half-ancestry could tip the scales on November 4.<br />
<strong>1.</strong><br />
Barack Obama can only become president by mustering a turnout that will surpass the votes he is not going to get. This may well mean that more black Americans than ever will have to go to the polls, if only because the electorate is predominantly white, and it isn&#8217;t clear how their votes will go. <strong>Obstacles to getting blacks to vote have always been formidable, but this year there will be barriers—some new, some long-standing—that previous campaigns have not had to face.</strong><br />
For many years, the momentum was toward making the franchise universal. Property qualifications ere ended; the poll tax was nullified; the voting age was lowered to eighteen. But now strong forces are at work to downsize the electorate, ostensibly to combat fraud and strip the rolls of voters who are ineligible for one reason or another. But the real effect is to make it harder for many black Americans to vote, largely because they are more vulnerable to challenges than other parts of the population.</p></blockquote>
<p><span id="more-5870"></span></p>
<blockquote><p><strong>Licensed to Vote</strong><br />
In a 6–3 decision in April written by John Paul Stevens, Crawford v. Marion County Election Board , the Supreme Court upheld a 2005 Indiana law requiring voters in that state to produce a government document with a photograph at the polls. In practical terms, this meant a passport or a driver&#8217;s license. Since less than a third of adults have a passport, the Indiana case focused largely on how many adults lack a license to drive. During oral arguments, several justices pressed the plaintiff&#8217;s lawyer for an answer. For reasons I cannot fathom, he kept using the number 43,000, for a state whose voting-age population is 4.6 million. In fact, the Federal Highway Administration, in an easily obtained report, says that 673,926 adult residents of Indiana have no license, which works out to a not trivial 14.7 percent of the state&#8217;s potential electorate. Had that percentage been stressed, we can conjecture that Justices Stevens and Anthony Kennedy might have shifted their position.<br />
Requiring a driver&#8217;s license to vote has a disparate racial impact, a finding that once commanded judicial notice. To apply for the state ID card that Indiana offers as an alternative, moreover, nondrivers must travel to a motor vehicles office, which for many would be a lengthy trip. While licenses do not record race, Justice David Souter cited relevant studies of the race of license-holders in his dissent, which was joined by Justices Stephen Breyer and Ruth Bader Ginsburg. In one survey, made by the Department of Justice in 1994, black residents of Louisiana were found to be four to five times more likely not to have the official photograph needed for an identifying document. (Not to mention access to a car; recall how many couldn&#8217;t leave as Katrina approached.) A Wisconsin survey published in 2005 was more precise. No fewer than 53 percent of black adults in Milwaukee County were not licensed to drive, compared with 15 percent of white adults in the remainder of the state. According to its author, similar disparities will be found across the nation. [1]<br />
The Indiana decision will not only make it harder to add new people to the rolls; many who had previously voted without photo identification are now required to produce an official photograph. If Marion County (Indianapolis) has the same proportion of unlicensed voters as Milwaukee County, I count it as having more than 44,000 black residents who will be needing transport to motor bureaus to ensure that each item in their nondriver ID application has been properly filled in. Extended nationwide, this means that a lot of on-the-ground assistance is going to be needed.<br />
<strong>Purging the Rolls</strong><br />
In 2002, Congress passed the amiably titled Help America Vote Act, presumably to thwart the recurrence of butterfly ballots and dimpled chads. To ensure that voters won&#8217;t face problems at their polling place, each state is required to maintain an electronic &#8220;statewide voter registration list,&#8221; to be linked to every precinct. States were also mandated to keep their lists current, eliminating the people who die or move away. One method is to mail letters to everyone on the rolls and expunge the names on those letters returned because the addressee could not be found. But black families tend to move more, especially in cities, and few think to notify election officials. When Ohio purged 35,427 returned names in 2004, a review found that the addresses were in &#8220;mostly urban and minority areas.&#8221; [2] Here too, getting back on the rolls can be like mending a mistaken credit rating.<br />
Florida doesn&#8217;t depend on mailings. Rather, it uses computers to match registrants&#8217; names against their Social Security numbers, which are then sent to Washington (actually Baltimore) to see if they match. Whoever devised this system should have known that the Social Security Administration is unable to match submitted names with numbers in 28 percent of the cases sent to it: for example, because they are maiden names of women who married or changed them back after a divorce. [3] Not to mention keyboard operators getting a single digit wrong. Florida also uses the help-the-voter act to check felony records, since convicted criminals there can&#8217;t vote. Oddly, it only requires that 80 percent of the letters in your name match with the name of someone with such a record. So if there&#8217;s a murderous John Peterson, the software disenfranchises everyone named John Peters. In view of the racial rates for incarceration, black voters are more apt to have names closely resembling those with felony histories.<br />
Florida&#8217;s system for purging the voting lists was approved by a 2–1 ruling in federal circuit court this spring, Flor-ida State Conference of the NAACP v. Browning . The dissenting judge, Rosemary Barkett, a Clinton appointee, was the only one to spell out the disparate racial impact. She noted that while black voters made up 13 percent of the scanned pool, they comprised 26 percent of those who were purged; while whites were 66 percent of the pool, they were only 17 percent of the rejected group. Again, if you have plenty of time, you can claim that the computer was mistaken and try to find documents that show you exist and were never a felon.<br />
<strong>Voteless for Life</strong><br />
Proportional to the population, the United States leads the world in putting people behind bars, and currently has 2.3 million in its jails and prisons. Among inmates, black men and women outnumber Hispanics by more than two to one and whites by nearly six to one. This is another reason why a much higher ratio of black citizens will be unable to vote this year, because they are among either the 882,300 who are currently incarcerated or the two million who have served sentences but continue to be disenfranchised. According to Restoring the Right to Vote , a report by the Brennan Center for Justice at New York University Law School, 13 percent of black men cannot cast votes; in three states 20 percent cannot because they are locked up or formerly were.<br />
Some states specify felonies that condemn the citizen to disenfranchisement for life. Alabama includes soliciting a child by computer, possession of obscene matter, and treason. Yes, some crimes are heinous; but completing a sentence is supposed to signify that a debt has been paid. Indeed, a desire to vote can be seen as showing a willingness to accept a citizen&#8217;s obligations. Virginia takes an especially harsh view of drug offenses, which is mainly why so many black Americans are imprisoned there, not least because it&#8217;s so easy to make such arrests. Released offenders must wait seven years before they can file a petition for their vote, which must be accompanied by seven documents and several supporting letters, plus another to the governor detailing &#8220;how your life has changed&#8221; and specifying &#8220;why you feel your rights should be restored.&#8221;<br />
Mississippi has a similar regimen: with 155,127 men and women released between 1992 and 2004, only 107 petitions to have the right to vote restored were approved. The disenfranchisement of former felons in Kentucky has reduced its potential black electorate by 24 percent. [4]<br />
According to the Brennan Center report, only Maine and Vermont allow inmates to vote (as they can in Israel and Canada). Thirteen states, including Pennsylvania and Michigan, allow former convicts to vote upon their release from prison, while twenty-five bar voting until such ex-prisoners have completed their probation or parole. The other ten, like Alabama and Virginia, make the process of reattaining the right to vote so arduous that most people don&#8217;t try. Nor does there seem to be much sentiment in those states for removing the bans or lowering the barriers. So allowing one-time inmates to become full citizens will be a long-term campaign; it will not likely have much effect on the next few elections.<br />
<strong>2.</strong><br />
While a high black turnout will obviously help Obama, whether he becomes president will hinge on the decisions of white voters. (Most Hispanic-Americans list themselves as white or don&#8217;t designate a race.) In all, 94.2 million white Americans took part in the 2004 presidential election, as compared to only 13.5 million blacks; and 58 percent of whites supported George W. Bush against just 41 percent for John Kerry. So the Obama campaign, even if helped by external events, will have to change a lot of white minds.<br />
There are already danger signs. In three states, race will in effect be on the ballot. Colorado and Nebraska are giving their residents a chance to ban affirmative action. The measures in both states carry the title &#8221; civil rights initiative ,&#8221; at the urging of the black political activist Ward Connerly, who succeeded in outlawing affirmative action in California and has inspired similar campaigns in other states. The signs are that both measures will pass with votes to spare. This is what happened in California (1996), Washington (1998), and Michigan (2006), which tend to be liberal states. The reason isn&#8217;t hard to find. Putting affirmative action on a ballot encourages white majorities to identify themselves by their race. It&#8217;s their rights they are voting to restore.<br />
What is seldom openly said is that a lot of white Americans feel racially aggrieved. They were represented by Barbara Grutter and Jennifer Gratz, whose petitions to end affirmative action reached the Supreme Court in 2003. [5] Their claims were that places which would otherwise have been theirs at the University of Michigan were given to less qualified black applicants. Thus, they argued, they were rejected because they were white, and there was an official preference for other races. In separate decisions, the Court narrowly upheld the law school&#8217;s affirmative action method, while striking down the undergraduate admissions procedure.<br />
What is rarely mentioned is that neither Grutter nor Gratz were outstanding candidates. To put it crudely, they weren&#8217;t high on the &#8220;white list.&#8221; And a lot of whites see themselves in the same situation. They are the ones who don&#8217;t get admission or promotions, and thus feel they bear the brunt of affirmative action. Nor are they wrong about this, as Obama observed in his Philadelphia speech. Moreover, such feelings about affirmative action appear to be nationwide, even in states where it hasn&#8217;t been on the ballot. Obama&#8217;s word &#8220;bitter&#8221; may describe a good many blue-collar and middle-income families whose children have been rejected by their state&#8217;s university.<br />
This explains why close to 65 percent of white voters in California, Washington, and Michigan supported the bans, and why similar proportions are expected to in Colorado and Nebraska this November. So a task of Obama&#8217;s campaign is to ensure that this white cause—which is what it is—does not carry over to the presidential contest. While only fourteen electoral votes are at stake, they could make a difference. Two Democratic senators, Patty Murray of Washington and Debbie Stabenow of Michigan, may have some useful advice. In 1998 and 2006, it was clear that many voters whose support they needed would also be supporting repeal of affirmative action. Yet Murray managed to win with 58 percent of the total, while Stabenow&#8217;s margin was 56 percent. How they managed to keep separate their own election and the vote on affirmative action, for example, by emphasizing economic issues, could be instructive.<br />
As I write, several polls give Obama about 47 percent and McCain about 45 percent, a decline of several points for Obama from the polls of May and July. The rest of the respondents say they are undecided. At the same time the state-by-state estimates by pollster.com show Obama leading in electoral votes, with 102 such votes a &#8220;toss-up.&#8221; The numbers will probably have changed by the time you read this. Yet now and later, there&#8217;s a chance that the real percentages will be the reverse of those I&#8217;ve cited. Some people who are telling pollsters they&#8217;re for Obama could actually be lying.<br />
Such behavior has been called the &#8220;Bradley Effect ,&#8221; after Tom Bradley, a black mayor of Los Angeles who lost his bid to be California&#8217;s governor back in 1982. While every poll showed him leading his white opponent, that isn&#8217;t how the final tally turned out. Things haven&#8217;t been far different in some other elections involving black candidates. In 1989, David Dinkins was eighteen points ahead in the polls for New York&#8217;s mayoral election, but ended up winning by only a two-point edge. The same year, Douglas Wilder was projected to win Virginia&#8217;s governorship by nine points, but squeaked in with one half of one percent of the popular vote. Nor are examples only from the past. In Michigan in 2006, the final polls forecast that the proposal to ban affirmative action would narrowly prevail by 51 percent. In fact, it handily passed with 58 percent. That&#8217;s a Bradley gap of seven points, which isn&#8217;t trivial.<br />
Pollsters contend that respondents often change their minds at the last minute, or that conservatives are less willing to cooperate with surveys. Another twist is that more voters are mailing in absentee ballots, and it&#8217;s not clear how those early decisions are reflected in the polls. Yet the Bradley gap persists after voters have actually cast their ballots. Just out of the booth, we hear them telling white exit pollers that they supported the black candidate, whereas returns from these precincts show far fewer such votes. Thus they lie to interviewers they don&#8217;t know and will never see again. Barack Obama wants to think &#8220;white guilt [over treatment of blacks] has largely exhausted itself in America.&#8221; [6] I&#8217;m less sure. Almost all people who reject black candidates say they have nonracial reasons for doing so. And many undoubtedly believe what they&#8217;re saying. So I&#8217;m not persuaded that the Bradley gap won&#8217;t emerge this year. The Obama campaign would do well to print signs to post prominently in all its offices: ALWAYS SUBTRACT SEVEN PERCENT!<br />
Since 1968, the Democratic Party has not been able to muster a majority of white Americans. Al Gore fell twelve percentage points behind among white voters in 2000, and John Kerry had a seventeen-point gap four years later. It all started with Richard Nixon&#8217;s strategy, which was initially aimed at the South. With the opening of electoral rolls to blacks, the then-dominant Democrats were becoming a biracial party, which disconcerted many whites. So Nixon invited them to join the Republicans, assuring them that they would not press to integrate their party. The formula continued to work when it moved north with the emergence of Reagan Democrats. By the 2000 GOP convention, there were only eighty-five black faces among the 2,022 Republican delegates. Some unknown proportion of white voters doesn&#8217;t want to support a party to which black Americans are drawn—&#8221;any more,&#8221; as Darryl Pinckney has noted, &#8220;than they would go on living on a street that got too integrated.&#8221; [7]<br />
I&#8217;ve been careful so far not to use the word &#8220;racism.&#8221; The term itself has become an obstacle to understanding. Once white people hear it, they tend to freeze, and start listing reasons why it doesn&#8217;t apply to them. After all, most Americans admire Oprah Winfrey, like Tiger Woods, and respect Colin Powell. Yet racism persists, albeit not publicly voiced, especially in the belief that one&#8217;s own is a superior strain. Here, however, not many whites regard Barack Obama as their inferior; effete or arrogant perhaps, but they don&#8217;t fault him on intellect. To some, indeed, he may seem too much the intellectual. Resentment of perceived black privilege is also involved, as we have seen with respect to affirmative action, and even fear of some kind of racial payback. Over half of a largely white sample told a Rasmussen poll that they feel Obama continues to share at least some of Reverend Jeremiah Wright&#8217;s positions on America.<br />
On underlying sentiments, surveys aren&#8217;t much help. For example, in an ABC News /Washington Post poll in June, 20 percent of the whites who responded said a candidate&#8217;s race would factor heavily in their vote, while 30 percent admitted to feelings of racial prejudice. If the Bradley Effect was at work, as many as one third of the voters may count race as important. (We know of whites who are for Obama because they&#8217;d like to have a black president, which is also a racial reason.) In July, 70 percent of whites told a New York Times/ CBS News poll that they felt the country &#8220;is ready to elect a black president.&#8221; Of course; that&#8217;s what people feel obliged to say today. Yet some might have followed it up with &#8220;but not Barack Obama.&#8221; The surveys can&#8217;t measure white apprehensions over having a black man at the head of their government.<br />
Michael Tomasky has said that to win, Barack Obama &#8220;will need to build multiracial coalitions.&#8221; [8] What seems more needed, in my view, are two parallel campaigns: a quiet one to assure a maximum black turnout, and a more public one to make the most of the white backing the Obama-Biden ticket already has. His rallies, appearances, and advertisements would benefit from featuring white faces, and they should be accompanied by endorsements from white military veterans, union leaders, police chiefs, and firemen. His black supporters will know what is going on, and not take this as a rebuff.<br />
—August 28, 2008</p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<title>faz de conta (texto de Jaime Roriz)</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/15/faz-de-conta-colaboracao-de-jaime-roriz/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 13:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[convidado]]></category>

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		<description><![CDATA[O Sr Presidente da República vetou a lei do divórcio. Os partidos políticos chamaram ao novo regime do divórcio, lei do divórcio. Os jornais, a televisão e a imprensa em geral (ainda não percebi porque carga d&#8217;água rádio e televisão &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/15/faz-de-conta-colaboracao-de-jaime-roriz/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Sr Presidente da República vetou a lei do divórcio. Os partidos políticos chamaram ao novo regime do divórcio, lei do divórcio. Os jornais, a televisão e a imprensa em geral (ainda não percebi porque carga d&#8217;água rádio e televisão são imprensa) continuam a clamar pela lei do divórcio, uns contra outros a favor. Na blogosfera discute-se assanhadamente que &#8230; porque tal &#8230; e coiso &#8230; ai &#8230; que não querem que as pessoas se divorciem &#8230; ou pelo contrário que o divórcio fica um contrato a prazo.<br />
Resumindo, todos andam muito preocupados com aquilo que pode acontecer a adultos, capazes de consentir, caso queiram, ou não queiram, divorciar-se. Todos acham que vão surgir umas pobres pessoas vitimadas pela lei actual ou pelo novo regime.<br />
Porém, e eu não me conformo com isto, será que alguma destas cabeças pensantes terá efectivamente lido os documentos todos? É que, não devem ter reparado ainda mas, metade do texto da alteração legislativa refere-se às responsabilidades parentais.<br />
<span id="more-5840"></span><br />
O Presidente &#8220;faz de conta&#8221; que não deu por isso, os partidos fazem de conta que não deram por isso, a ordem dos advogados, a imprensa e até na <a href="http://5dias.net">blogosfera</a>, a jornalista Fernanda Câncio invectivando, muito bem, contra o veto presidencial – sempre tão atenta e com análises profundas dignas do melhor jornalismo que por cá se faz – &#8220;faz de conta(?!?)&#8221; que não deu por isso.<br />
O texto aprovado na Assembleia da República vem rectificar uma situação profundamente injusta e dar o primeiro passo no sentido de as crianças terem direito ao pai e à mãe em caso de separação. O texto, repito, muda o termo &#8220;Poder Paternal&#8221; para &#8220;Responsabilidades Parentais&#8221; retirando do ordenamento jurídico essa expressão medieval, rural e sexista. Ao mesmo tempo o novo regime preconiza que ambos os progenitores devem estar o mais próximo possível dos filhos, mesmo em caso de separação, plasmando na lei o regime de guarda conjunta como regime obrigatório (salvas algumas, raras, excepções).<br />
Como membro de uma IPSS e parceiro social, tive o privilégio de poder discutir com todos os grupos parlamentares as questões relativas às responsabilidades parentais. Fiquei abismado pelo facto de estar a dar novidades aos srs deputados – que nos receberam sempre bem e com um interesse que, pelo menos no que se via, parecia genuíno – ninguém tinha pensado ainda, de tão preocupados que estavam com o divórcio, nas consequências benéficas desta alteração legislativa, mais uma vez, lá estavam todos preocupados com as contas dos divorciados e com todas as questões de sexismo, conservadorismo, religião, etc etc. E as crianças Senhor? (&#8220;porque lhes dais tanta dor?&#8221; como dizia o poeta Augusto Gil)<br />
Eis, assim, um assunto que apaixonou a opinião pública e em que o mais importante passou completamente ao lado a toda a gente. Adultos capazes de consentir que se cuidem, digo eu, ao contrário de toda a gente. Dos menores temos todos nós que cuidar, não só porque são o futuro de Portugal, porque também é hoje que, formando os homens e mulheres de amanhã, faremos deste país um lugar melhor, ou pior, para se viver. Mas as crianças não dão polémica, não servem para fazer chicana política, não votam enfim.<br />
No fim serão as crianças que hoje vocês maltrataram, pela via da chicana política, que, quando crescerem, vos assaltarão os carros, vos violarão as filhas e que encherão o, depauperado, sistema de saúde de pedidos de consultas de psicologia. Vocês estão a roubar-lhes um dos pais.<br />
<strong>Do direito &#8230;</strong><br />
Fiquei a saber que a disposição transitória no que respeita aos processos pendentes foi feita à pressa porque algum jurista presente nas comissões de especialidade lá se terá lembrado &#8230; &#8220;Errr&#8230;. e a disposição transitória?&#8221; &#8230;. &#8220;Não se aplica aos processos pendentes&#8221; pronto(s)! Esqueceu-se, neste caso, o legislador e o sr jurista que os processos relativos às responsabilidades parentais só deixam de estar pendentes com a maioridade da criança (repare-se no disposto no artigo 292.º do CPC [aplicável aos processos de jurisdição voluntária, ex vi artigo 463.º/1 do CPC], que considera renovada a instância nos casos ali previstos, onde se pode incluir a regulação do poder paternal). Ou seja, um processo que seja regulado quando a criança tem 1 ano de idade manter-se-á regulado pela lei actual, na melhor das hipóteses, durante dezassete anos, ou, na pior das hipóteses, durante até 25 anos.<br />
Resta-me levantar aqui a questão. Quando daqui a 20 anos se queixarem da juventude mostrar-vos-ei este texto.</p>
<p><strong>Jaime Roriz</strong></p>]]></content:encoded>
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		<title>¿pontos invertidos?</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 14:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por causa da minha mais recente tara, anda-se-me aqui a formar uma ideia algo estranha (também elas se atropelam). Alguma alma caridosa terá a arte e o saber para me esclarecer quando e por que forma foram os pontos de &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/14/%c2%bfpontos-invertidos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por causa da minha mais <a href="http://5dias.net/2008/09/14/%C2%A1pai-so-ha-um/">recente tara</a>, anda-se-me aqui a formar uma ideia algo estranha (também elas se atropelam). Alguma alma caridosa terá a arte e o saber para me esclarecer quando e por que forma foram os pontos de exclamação e interrogação invertidos retirados do uso corrente em português? Após meia dúzia de investidas em alfarrabistas (foram duas, para ser rigoroso) e outras demandas, encontrei, até agora, duas teses &#8211; absolutamente contraditórias. Antes de avançar mais, gostava de ter a vossa ilustre colaboração, mas adianto já que uma das teses é deveras curiosa e tem implicações ainda mais curiosas.</p>]]></content:encoded>
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		<title>¡pai, só há um!</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 23:27:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Arrastado pela minha mais recente mania (elas atropelam-se), tenho-me dedicado à leitura, desinfectada de tradução, de alguns autores espanhóis. Para além de poder contactar com a fascinante crueza da língua, com os práticos pontos de interrogação e exclamação invertidos [¡que &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/14/%c2%a1pai-so-ha-um/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arrastado pela minha mais recente mania (elas atropelam-se), tenho-me dedicado à leitura, desinfectada de tradução, de alguns autores espanhóis. Para além de poder contactar com a fascinante crueza da língua, com os práticos pontos de interrogação e exclamação invertidos [¡que falta eles nos fazem!, ¿não?], com os velhos <em>&#8220;y&#8221;</em> em vez dos horríveis <em>&#8220;e&#8221;</em>, os livros são surpreendentemente mais baratos e encontram-se verdadeiras preciosidades. Hoje, na Fnac de Coimbra, deparei-me com <a href="http://www.fnac.pt/pt/Catalog/Detail.aspx?cIndex=0&#038;catalog=livros&#038;categoryN=Livros&#038;category=turismo&#038;product=9788420880402">esta</a> <em>[Por tierras de Portugal y de España, de Miguel de Unamuno]</em>. O site da Fnac diz que o artigo está indisponível, mas é falso &#8211; depois de ter levado o meu ainda lá ficou um (ferido na lombada, mas nem por isso menos apelativo). O livro, com um índice espantoso <em>(Eugenio de Castro; Desde Portugal; Las ánimas del purgatorio en Portugal; Braga; Guarda; Un Pueblo suicida; etc.</em>), recolhe algumas das marcas que o autor desvelou no Portugal do início de século XX. </p>
<p>Pela actualidade, transcrevo esta:</p>
<blockquote><p><em>«Esta enorme tristeza, este arraigado pesimismo, arranca de la falta de un elevado ideal colectivo, de uno de esos ideales que, unificando la vida de un hombre y la de un pueblo, les dan aquella personalidad sin la cual no es la vida, aun con riqueza, más que vaciedad y tristeza. Ese pessimismo arranca de apatía, una apatía que produce a las veces arranques de furia.»</em></p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<title>O ardina</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2008 00:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[O ardina]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando-me-der-na-telha-mente desenvolverei o magazine que acabo de inaugurar no post anterior. O ardina será uma espécie de revista da imprensa improvável &#8211; pela forma ou pela substância. Da que temos, mas também, e especialmente, da que merecemos. Naturalmente mais vocacionado &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/13/o-ardina/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border-color: #FFFFFF; border-width:3px;" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/ardina.jpg" border="0" alt="" align="left" /><em>Quando-me-der-na-telha-mente</em> desenvolverei <em>o magazine</em> que acabo de inaugurar no post anterior. <strong><em>O ardina</em></strong> será uma espécie de revista da imprensa <em>improvável</em> &#8211; pela forma ou pela substância. Da que temos, mas também, e especialmente, da que merecemos. Naturalmente mais vocacionado para a questão da <em>justiça vista pela comunicação social</em>, <em>o magazine</em> (gosto da palavra, ¿o que é que querem?) não deixará de abordar o tema <a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/untitled1.bmp" target="_blank">gajas nuas</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O ardina #1</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 23:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O ardina]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; e o resto é paisagem «João Nabais, na sessão de hoje, a propósito de uma alegada citação incorrecta feita por Pinto Bronze nas suas alegações, sugeriu ao magistrado que «para a próxima devia ouvir melhor as cassetes». Esta expressão &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/13/ardina-1-e-o-resto-e-provincia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8230; e o resto é paisagem</strong></p>
<p><img style="border-color: #FFFFFF; border-width:3px;" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/ardina.jpg" border="0" alt="" align="left" /><em>«João Nabais, na sessão de hoje, a propósito de uma alegada citação incorrecta feita por Pinto Bronze nas suas alegações, sugeriu ao magistrado que «para a próxima devia ouvir melhor as cassetes». Esta expressão mereceu imediato reparo do presidente do colectivo, José Castro.<br />
«Esse tom para com o senhor procurador é naturalmente desagradável. Não sei como está habitado em Lisboa, mas aqui fazemos de modo diferente», observou o juiz.»<br />
</em>[<a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=108864">Sol</a>]</p>]]></content:encoded>
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		<title>¿€ 131.133,26? (#4)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 23:11:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Paulo Pedroso vai voltar a ocupar o seu lugar de deputado na Assembleia da República, lugar que não ocupava desde 2003 quando suspendeu o seu mandato após ter sido detido em 2003.&#8221; [TSF]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Paulo Pedroso vai voltar a ocupar o seu lugar de deputado na Assembleia da República, lugar que não ocupava desde 2003 quando suspendeu o seu mandato após ter sido detido em 2003.&#8221;</p>
<p>[<a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1009705">TSF</a>]</p>]]></content:encoded>
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		<title>Título pressa feito</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 14:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Advogado vítimas na A23 requer tribunal processo. [in Diário Digital]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Advogado vítimas na A23 requer tribunal processo.</p>
<p>[in <a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&#038;id_news=348563&#038;page=0">Diário Digital</a>]</p>]]></content:encoded>
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		<title>O fenómeno</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 11:04:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem o João Miranda publicou um post sem mais texto que o singelo título Bola. Já vai com trinta comentários. Segue agora o link.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem o João Miranda publicou um post sem mais texto que o singelo título <a href="http://blasfemias.net/2008/09/10/bola-3/">Bola</a>. Já vai com trinta comentários. Segue agora o link.</p>]]></content:encoded>
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		<title>tradução livre</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 10:04:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Anteontem li esta notícia [Procurador da República pede absolvição de Fátima Felgueiras de crimes de corrupção e prevaricação] e não fiquei com a ideia que as alegações do procurador, no caso do saco azul de Felgueiras, tivessem ficado por concluir. &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/11/traducao-livre/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Anteontem li esta <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1342145&#038;idCanal=62">notícia</a> [<em>Procurador da República pede absolvição de Fátima Felgueiras de crimes de corrupção e prevaricação</em>] e não fiquei com a ideia que as alegações do procurador, no caso do saco azul de Felgueiras, tivessem ficado por concluir. Embora tenha pensado que não havia de ter sido bem assim, que faltava ali qualquer coisa, o tempo que não tive impediu-me de procurar outra fontes. Ontem, no mesmo jornal, sob o título <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1342275&#038;idCanal=62">Procurador pede prisão efectiva para Fátima Felgueiras</a> compreende-se o que no dia anterior devia ter ficado bem explícito: que as alegações do Procurador se estenderam por dois dias. Em relação a uns crimes pediu a absolvição em relação a outros a condenação da senhora de Felgueiras.<br />
Inocente, despiciendo, de somenos, desculpável? Por certo, até concedo. Mas a verdade é que muita da gente que leu a primeira notícia ficou a pensar que o Procurador tinha pedido a absolvição <em>tout court</em>. Cliquei no primeiro <a href="http://raivaescondida.wordpress.com/2008/09/10/ha-justica-em-portugal/">blogue</a> que linkava a primeira notícia e apareceu-me isto:<em> &#8220;O que o levou a mudar de opinião entre o dia de ontem e de hoje? A justiça está assim, à mercê de caprichos, ou o Procurador anda às aranhas?&#8221;</em><br />
Tendo em conta o papel determinante da comunicação social na educação e ilustração das massas, reitero que há que ter especial atenção na tradução excessivamente livre que a comunicação social faz da linguagem da justiça &#8211; impõe-se mais e melhor formação e muito maior cuidado no tratamento dos factos. </p>
<p><strong>Em tempo</strong>: seguindo a dica do Luis, constato que até o avisado <a href="http://oinsurgente.org/2008/09/10/reparacao-de-danos-a-politicos-do-ps-parte-2/">Insurgente</a> foi na cantiga. Lá está o que eu digo: contribuição para a educação e ilustração das massas.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Menezes a presidente</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/10/menezes-a-presidente-nao-ines-nao-es-tu/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 17:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por mais que pense que depois desta é impossível, que este tipo não me torna a apanhar, com Menezes e Santana é impossível um gajo não ser constantemente surpreendido. E como eles agora até parecem ter as parições (não, não &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/10/menezes-a-presidente-nao-ines-nao-es-tu/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por mais que pense que depois desta é impossível, que este tipo não me torna a apanhar, com Menezes e Santana é impossível um gajo não ser constantemente surpreendido. E como eles agora até parecem ter as parições (não, não falta o &#8220;a&#8221;, falo de parir &#8220;espécie de ideias&#8221;) combinadas, em estilo <em>ora-vais-lá-tu-ora-vou-lá-eu</em>, a surpresa, que inevitavelmente equivale a paródia, agora é praticamente semanal (o mesmo já não me acontece com o Alberto João, mas isso são virtudes medicamentosas).<br />
Desta vez saiu-se com esta, o Menezes:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Luís Filipe Menezes admitiu uma candidatura, mas somente num «contexto de um presidente do PSD não ser [simultaneamente] candidato a primeiro-ministro», segundo cita a agência Lusa. E referiu como «bons candidatos» ao cargo «Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Cadilhe ou Mira Amaral».<br />
Defendendo a necessidade de regenerar o partido, que liderou até há pouco tempo, o presidente da Câmara de Gaia referiu que, neste momento, o PSD «não dá horizontes» aos portugueses e que por isso se impõe um período de «reflexão&#8221;.<br />
</em>[<a href="http://diario.iol.pt/politica/menezes-psd-ferreira-leite-entrevista-iol-jornal/989003-4072.html">Portugal Diário</a>]</p></blockquote>
<p>Ele quer portanto regenerar um partido que liderou até há meia dúzia de dias, mas como parecia mal querer voltar assim de repente, acrescenta uma pitada de <em>nonsense</em>: só se os candidatos a PM forem o Marcelo Rebelo de Sousa, o Miguel Cadilhe ou o Mira Amaral. Assim, sem mais. Eu fico-me pela presidência, a regenerar o partido até que a voz me doa e, entretanto, o Marcelo Rebelo de Sousa, o Miguel Cadilhe ou o Mira Amaral vão à luta, numas eleições que, nem de propósito, já estão perdidas. Parece-vos bem?<br />
A mim parece. A ideia é gira e o país anda tão carentes de ideias engraçadas &#8211; de resto, conheço pessoas que estavam de tal modo viciadas no ar meditabundo do Menezes-presidente que agora,  para não ressacarem, são obrigados a fazer duas tomas diárias de gravações dos bons velhos tempos.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Palavras eternas</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 13:48:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[«Ordinariamente, todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações, e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/07/palavras-eternas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>«Ordinariamente, todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações, e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governando ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?»</p>
<p>Eça de Queirós, 1867, in &#8220;O Distrito de Évora&#8221;</p></blockquote>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>¿€ 131.133,26? (#3)</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 22:24:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[«Temia pela vida. No primeiro dia, os presos em celas próximas gritavam-lhe &#8220;mete a corda&#8221;, sugerindo o suicídio.» Sábado n.º 227, página 60.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>«Temia pela vida. No primeiro dia, os presos em celas próximas gritavam-lhe &#8220;mete a corda&#8221;, sugerindo o suicídio.»</p></blockquote>
<p>Sábado n.º 227, página 60. </p>]]></content:encoded>
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		<title>¿€ 131.133,26? (#2)</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 22:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste post censurei mais de uma dezena de comentários.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2008/09/04/pontos-da-situacao-notorios-mas-algo-esquecidos/">Neste post</a> censurei mais de uma dezena de comentários. </p>]]></content:encoded>
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		<title>¿€ 131.133,26? (#1)</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 22:05:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O pai costumava aparecer nos jornais, mas agora umas pessoas disseram umas mentiras sobre o pai e, até que essas mentiras sejam vencidas, o pai tem de ficar preso.&#8221; Paulo Pedroso, carta à filha de 5 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;O pai costumava aparecer nos jornais, mas agora  umas pessoas disseram umas mentiras sobre o pai e, até que essas mentiras sejam vencidas, o pai tem de ficar preso.&#8221;</p></blockquote>
<p>Paulo Pedroso, carta à filha de 5 anos.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Aguarda-se a errata da praxe</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/06/aguarda-se-a-errata-da-praxe/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 11:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com a Sábado desta semana (página 18), 84% dos franceses escolheria Obama e 33% John McCain, na Alemanha 81% estão por Obama contra 40% por McCain. Japão: 77% vs 40%. Reino Unido: 74%-44%. Percentagem como uma parte de &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/06/aguarda-se-a-errata-da-praxe/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com a Sábado desta semana (página 18), 84% dos franceses escolheria Obama e 33% John McCain, na Alemanha 81% estão por Obama contra 40% por McCain. Japão: 77% vs 40%. Reino Unido: 74%-44%.  </p>
<p>Percentagem como uma parte de tanto por cada cem? Isso é para malta limitada. </p>]]></content:encoded>
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		<title>A festa do lavagante*</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/05/a-festa-do-lavagante/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 22:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[* começa hoje, fique de Atalaia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/lavagante.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/09/lavagante.jpg" alt="" title="lavagante" width="336" height="274" class="alignnone size-full wp-image-5302" /></a></p>
<p>* começa hoje, fique de <a href="http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&#038;task=blogcategory&#038;id=503&#038;Itemid=612">Atalaia</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A merdatização da Justiça</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/05/a-merdatizacao-da-justica/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 16:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meados dos anos 90, não consigo precisar exactamente em que circunstâncias de tempo e espaço, Vera Jardim advertia que “A justiça Penal sente cada vez mais dificuldades em manter uma equilibrada convivência com as exigências de uma sociedade de &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/05/a-merdatizacao-da-justica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em meados dos anos 90, não consigo precisar exactamente em que circunstâncias de tempo e espaço, Vera Jardim advertia que <em>“A justiça Penal sente cada vez mais dificuldades em manter uma equilibrada convivência com as exigências de uma sociedade de informação, que, a todo transe tende a impor as suas regras de imediatismo e transparência”.</em> Referia-se à hoje cada vez mais indisciplinada relação entre a Justiça e a Comunicação Social.<br />
Desde então para cá, nada se fez no sentido de disciplinar o que já na altura começava a escoicear. Agora, apesar de para estas coisas nunca ser tarde, qualquer medida que se tome será sempre extemporânea para os que já sofreram na pele os resultados do actual estado de<em> é fartar vilanagem</em>, quanto mais não seja pela óbvia inexistência de efeitos retroactivos que permitam evitar, ou ao menos dificultar, a criação de situações de tal modo injustas que, em relação a elas, a justiça cível não passará nunca de insosso e pouco adequado paliativo.<br />
Ainda assim, urge, com efeito, e para regular no futuro, tentar encontrar um ponto de equilíbrio que garanta aos meios de comunicação social o direito à informação sem que se permita a ofensa de direitos fundamentais do cidadão e em especial dos arguidos – assim evitando que a justiça desça à rua, em corrida tonta em direcção ao auto de fé mais próximo.<span id="more-5273"></span><br />
Sucede que, a principal culpada desta dificuldade de relacionamento é a própria forma como a justiça e os media lidam com a informação, quer numa perspectiva meramente interna, quer numa perspectiva de comunicação com o exterior.<br />
Efectivamente, por vocação, a Justiça tem características egocêntricas de informação, vê a informação numa perspectiva unidireccional; a linguagem assume carácter de coisa secreta, oculta, estranha e misteriosa; é puramente esotérica, reservada aos magistrados, aos advogados, aos oficiais de Justiça e a meia dúzia de curiosos, engenheiros de um outro qualquer ofício. Mais grave, não só assume este carácter como tenta fazer dele uma escola, cultivando uma política de temor reverencial que mais não serve que para esconder as suas próprias fraquezas. Além do mais, qualquer tipo de informação é veiculada em tempo virtual, não no sentido moderno e actual do termo, mas no sentido de distante do real.<br />
Ao contrário, os media tendem para uma comunicação em tempo real, antecipando-se por vezes à própria realidade e, não poucas vezes, desvendando factos que a Justiça não alcança por si.<br />
Todos estes dados colocam a Justiça numa situação deveras complicada que é a de se adaptar a este ambiente ou a de entrar em rota de colisão com ele.<br />
Por todos estes motivos, mas acima de tudo porque vivemos na sociedade do &#8220;é para ontem&#8221;, do consumismo desenfreado de tudo o que é novo, a comunicação social vem, cada vez mais, assumindo um papel substitutivo da própria Justiça, de ingerência no seu funcionamento, rejeitando um papel passivo de mero relator (impropriamente, a função que a comunicação social parece não cumprir é aquela que se afigura mais importante, a função pedagógica, e para a qual aparece colocada em posição privilegiada).<br />
E é aqui que a porca torce o rabo. Com efeito, se é certo que o direito à informação deve ser assegurado, é igualmente verdade que não pode ser exercido sem restrições ou censuras, ofendendo o direito, também ele constitucionalmente tutelado, à reserva da vida privada, ao bom-nome. À honra, afinal. A ceder um dos direitos, tem sempre de ceder o primeiro. Como se faz tal coisa?<br />
Legislando bem e sem medos. Regulamentando exaustivamente a letra morta que é o principio da concordância prática, alterando novamente os Códigos Penal e de Processo Penal, criando regras claras de diálogo entre a justiça e a comunicação social, e responsabilizando esta última pela violação de tais regras, que têm que ser claras, impondo cominações de tal forma duras que possam pesar de forma significativa no bolso de quem faz as contas antes de se esticar, de quem se gaba do vasto rol de condenações por abuso de liberdade de imprensa, como se de uma medalha se tratasse.<br />
Outro bom caminho seria incutir algum bom senso nas cabeças dos agentes judiciários e, neste particular, de alguns advogados que, por vezes, sedentos de protagonismo, se atiram, literalmente, de encontro às câmaras de TV dando entrevistas que em nada abonam a classe e, mais grave, prejudicam o próprio constituinte, expondo desnecessariamente a sua imagem – <em>a contrario</em>, não posso olvidar a excelente defesa que Proença de Carvalho fez no caso dos hemofílicos, em que se viu obrigado a publicar um livro, tal era a torrente de informação prejudicial que todos os dias assaltava o quiosque.<br />
A propósito, as sábias palavras as de António Arnaut: <em>&#8220;A intromissão da comunicação social no quotidiano forense, se teve a virtude de dessacralizar os tribunais, oferece o grande perigo de perturbar a boa administração da Justiça. Que a imprensa, a rádio e a televisão cumpram o seu dever. Mas que não lhes seja permitido, sobretudo com a conivência dos Advogados, transformar as audiências num banal espectáculo mediático e, muito menos, num circo em que os arguidos, ou até as testemunhas, fazem o papel das feras para gáudio dos espectadores famintos de sensacionalismo. (&#8230;) Este verdadeiro assédio dos mass media e, em particular das televisões, só foi possível com a complacência de juízes e advogados, desejosos de assumirem certo vedetismo, ao verem as suas figuras aparecerem nas pantalhas televisivas. A vaidade é sempre má conselheira, especialmente para os profissionais do foro&#8230;&#8221;.</em><br />
E a verdade também é esta, por mais que as televisões se intrometessem, por mais que o público se pusesse em bicos dos pés, alguns dos males seriam por certo atenuados se magistrados e advogados assumissem o seu papel de guardiães do decoro que deve rodear tudo o que envolva a função judicial, tentando, uns e outros, não fomentar velhas guerras que em tempos idos deram origem a maravilhosas dissertações com ainda mais maravilhosos títulos – como sejam &#8220;Eles, Os Juízes Vistos Por Nós, Os Advogados&#8221;, por Piero Calamandrei, &#8220;De Como Os Juízes Não Podem Ser Deuses Nem Os Advogados Anjos&#8221;, por Miguel Veiga, &#8220;Vil Perseguição A Um Advogado Por Um Delegado Do Ministério Público&#8221;, por José Joaquim Abreu.<br />
Assim não sendo, que não é, com a comunicação social a fazer aquilo que diz ser o seu papel, doa a quem doer, coisa de somenos, com o compadrio de todos os que se deviam intrometer, grão a grão  se vão constituindo verdadeiras penas acessórias para os arguidos que, culpados ou inocentes, venha a justiça a decidir o que seja, serão sempre apontados a dedo como criminosos, marcados que foram a fogo pelo ferro dos medíocres, dos que fazem da inveja a religião nacional com mais seguidores.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Pontos da situação (notórios mas algo esquecidos)</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/04/pontos-da-situacao-notorios-mas-algo-esquecidos/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 19:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[I &#8211; O processo que está a ser julgado no Tribunal de Monsanto nada tem a ver com Paulo Pedroso, pelo singelo motivo de este não estar ali a ser julgado. II &#8211; O acórdão do Tribunal da Relação de &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/04/pontos-da-situacao-notorios-mas-algo-esquecidos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>I &#8211; O processo que está a ser julgado no Tribunal de Monsanto nada tem a ver com Paulo Pedroso, pelo singelo motivo de este não estar ali a ser julgado.</p>
<p>II &#8211; O acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, de Novembro de 2005, confirmou o despacho de não pronúncia recorrido, não conduzindo Paulo Pedroso, precisamente, ao Julgamento referido no ponto anterior.</p>
<p><strong>Em actualização</strong>: oito comentários a este post foram parar ao balde do lixo &#8211; oito em dez, <em>so far</em> (23h59). Nada que me surpreenda &#8211; em bom rigor fiz deste post um teste. Não sou eu o censor, os comentadores em questão foram os seus próprios censores, movidos que foram pelo velho <em>paradigma</em> luso <em>de que o êxito é prova irrefutável de incapacidade, falta de merecimento</em> e, modernamente, de que quem o alcançou é, certamente, um criminoso.</p>
<p>(em itálico algo que me ficou do último livro de Zafón, <em>El Juego de Ángel</em> &#8211; de memória e sem aspas, pois não consegui reencontrar a frase exacta nas cerca de 700 páginas do dito. A propósito, quem apreciar o autor que leia o livro no original &#8211; um mimo.)</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Aos do alecrim e da manjerona &#8211; um remake feito recado a alguns dos que nos têm linkado</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/04/aos-do-alecrim-e-da-manjerona-um-remake-feito-recado/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 10:28:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[trapos velhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Para os do normal-em-blogue-que-se-quer-político, os da sintonia recorrente na modorra e na chatice, os que caracterizam e rotulam sem ler, só porque isto foi escrito aqui e aquilo acolá, os que linkam sem atentar. Continuem a discutir a que banda &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/04/aos-do-alecrim-e-da-manjerona-um-remake-feito-recado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para os do <em>normal-em-blogue-que-se-quer-político</em>, os da sintonia recorrente na modorra e na chatice, os que caracterizam e rotulam sem ler, só porque isto foi escrito aqui e aquilo acolá, os que linkam sem atentar.<br />
Continuem a discutir a que banda pertencem, a dizer que Abel é que matou Caim, a inventar demais frases bombásticas, sonoras mas sem sentido, para alimentar os vossos saracoteios, continuem a reagir não em face da substância das acções, mas dos sujeitos das mesmas, e, quando menos esperarem, a serem sinceros com o vosso reflexo, hão-de verificar que a serpente da vossa tão amada (e gasta) dialéctica esquerda-direita vos está a morder o rabo.<br />
De resto, sensíveis como parecem ser, já o hão-de ter sentido amiúde.<br />
A cartilha por onde aprenderam a pensar, leva-vos, de uma forma geral, a discernir (apenas) o despiciendo, na vã esperança de que a brasa feita cinza se chegue mais rapidamente à vossa sempre crua sardinha.<br />
Para além de, dessa forma, o mundo não pular, deve ser triste e cansativo viver assim.<br />
<em>“Sempre de bibe amarelo”</em>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sem comentários</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/03/sem-comentarios-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 14:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Sobre a primeira página de hoje do &#8220;jornal&#8221; Público, que aqui não reproduzo nem linko, não consigo tecer quaisquer comentários. Há coisas que nos deixam sem palavras. Este é, portanto, um não-post.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a primeira página de hoje do &#8220;jornal&#8221; <em>Público</em>, que aqui não reproduzo nem linko, não consigo tecer quaisquer comentários. Há coisas que nos deixam sem palavras. Este é, portanto, um não-post.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Apelo à razão e ao coração</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/03/apelo-ao-coracao/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/09/03/apelo-ao-coracao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 14:09:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[«Não compensa assaltar postos de combustível À saída da reunião presidente da ANAREC, Augusto Cymbrom, afirmou que «não compensa assaltar bombas de gasolina», já que estas «têm muito pouco dinheiro disponível». O responsável apelou ainda aos assaltantes para que se &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/03/apelo-ao-coracao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>«Não compensa assaltar postos de combustível</strong></p>
<p>À saída da reunião presidente da ANAREC, Augusto Cymbrom,                   afirmou que «não compensa assaltar bombas de gasolina», já que estas «têm muito pouco dinheiro disponível».</p>
<p>O responsável apelou ainda aos assaltantes para que se recordem que «além de prejudicarem a empresa detentora do posto estão a pôr em causa postos de trabalho».</p>
<p>«Deixem de assaltar e vão trabalhar que é melhor», disse Augusto Cymbrom.</p>
<p>[<a href="http://diario.iol.pt/sociedade/gasolina-assaltos-anarec-criminalidade-mai-psp/987369-4071.html">Portugal Diário</a>]</p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<title>Num país alternativo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/03/num-pais-alternativo/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 10:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[- Olha lá, vamos roubar aquela bomba? - Roubar ou furtar? - Logo se vê, mas antes de decidirmos liga mas é ao advogado para saber se isso dá prisão preventiva.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Olha lá, vamos roubar aquela bomba?</p>
<p>- Roubar ou furtar?</p>
<p>- Logo se vê, mas antes de decidirmos liga mas é ao advogado para saber se isso dá prisão preventiva.</p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;The real story behind John McCain choosing Sarah Palin&#8221;</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/03/a-verdadeira-razao-da-escolha-de-palin/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/09/03/a-verdadeira-razao-da-escolha-de-palin/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 10:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="350" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/d-QevraCQUc&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="350" height="300" src="http://www.youtube.com/v/d-QevraCQUc&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>Ponto em um ou outro i</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/02/ponto-em-um-ou-outro-i/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 10:44:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Longe de ser um obamaníaco, como o Rui Tavares se confessa, a verdade é que me agradaria ver uma mudança, ténue que fosse, na política externa norte americana. E essa mudança passa pela escolha de Obama que, pouca dúvidas tenho, &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/02/ponto-em-um-ou-outro-i/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Longe de ser um obamaníaco, como o Rui Tavares se confessa, a verdade é que me agradaria ver uma mudança, ténue que fosse, na política externa norte americana. E essa mudança passa pela escolha de Obama que, pouca dúvidas tenho, arrebatará o ceptro. </p>
<p>Claro que não tenho ilusões e sei que a esquerda europeia ficará desiludida com a governação, no terreno, de Obama (é inevitável), assim como espero, com ansiedade, para ver como esta mesma esquerda, depois de tantos anos de diabolização dos EUA, lidará com esse mesmo país liderado por um Obama que não governará para 200 mil berlinenses, mas para 300 milhões de norte-americanos.</p>
<p>Nada disso me vai atentar por aí além porque nem pertenço à esquerda europeia, nem tenho qualquer espécie de agenda política que me cerceie os movimentos, ou me <em>cartilhe</em> os pensamentos</p>
<p>Agora que deixei claro o que me move e o que não me move, quero também clarificar que repudio veementemente a utilização que alguns blogues norte-americanos fizeram da gravidez da filha de Sarah Palin. Inicialmente avançaram com a ideia de que o filho mais novo desta não seria seu filho mas seu neto, filho da filha que ora se revela grávida. Feita a revelação de que a tal filha, afinal, está grávida de 5 meses, e como o filho que seria neto tem 4 meses, meteram a viola no saco e deixaram cair o assunto.</p>
<p>De resto, o facto de estar solidário com os Palin, o que estou certo os enternece, no que toca à absurda questão atrás relatada, não me impede de manter a minha estranheza pela escolha de Sarah Palin, a qual parece ser extensível a grande parte dos norte americanos, como <a href="http://wap.cbsnews.com/site?t=ABPfg88DF3glfCAg0rWtJg&amp;tsid=QWS318C62D5113C65757E0F9287234B44E41365a05&amp;tcid=QWC22982f4111604ebb93fe1b26c256fdc6">as primeiras sondagens realizadas após escolha dos VP já demonstraram</a>. </p>
<p>A escolha de Palin caiu que nem mel na sopa de Obama &#8211; alguém imagina uma Sarah Palin, perante o impedimento de McCain, a governar os EUA? E <em>mutatis mutandis</em> para a dupla Obama-Biden? Bem diferente, há que admitir.</p>
<p><strong>Em tempo:</strong> <a href="http://blogs.tnr.com/tnr/blogs/the_plank/archive/2008/08/29/an-astonishingly-arrogant-v-p-selection.aspx">An Astonishingly Arrogant V.P. Selection</a>, de Peter Scoblic</p>]]></content:encoded>
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		<title>telenovela mexicana</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/01/surpreendente-reviravolta/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 16:51:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois deste rumor, ninguém pode dizer que contava com esta: Bristol Palin, 17-year-old daughter of Sarah Palin, is pregnant and will keep the baby and marry the father, a senior McCain aide confirms. The aide said they decided to reveal &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/01/surpreendente-reviravolta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois <a href="http://www.google.com/trends/hottrends?q=palin+babygate&amp;date=2008-9-1&amp;sa=X">deste rumor</a>, ninguém pode dizer que contava com esta:</p>
<blockquote><p><a href="http://politicalticker.blogs.cnn.com/2008/09/01/palins-17-year-old-daughter-pregnant/">Bristol Palin, 17-year-old daughter of Sarah Palin, is pregnant and will keep the baby and marry the father, a senior McCain aide confirms.</a></p>
<p><a href="http://politicalticker.blogs.cnn.com/2008/09/01/palins-17-year-old-daughter-pregnant/">The aide said they decided to reveal this information now because of rampant Internet rumors that Sarah Palin’s four month old baby, who has Down’s Syndrome, was actually Bristol’s.</a></p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<title>National Rifle Association, gun laws, 2nd Amendment, Charlton Heston, firearms, Sarah Palin, olhá bela da estola e VP in your dreams, McSame</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/30/national-rifle-association-gun-laws-2nd-amendment-charlton-heston-firearms-and-sarah-palin/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 23:20:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou eu não percebo nada disto (o que é provável) ou, com esta escolha que não lembrava ao diabo, o tipo quer convencer quem já estava convencido. Não vislumbro que Miss lifetime member of the NRA seja uma mais valia &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/30/national-rifle-association-gun-laws-2nd-amendment-charlton-heston-firearms-and-sarah-palin/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/sarah-palin1.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/sarah-palin1.jpg" alt="" title="sarah-palin1" width="419" height="453" class="alignnone size-full wp-image-5011" /></a></p>
<p>Ou eu não percebo nada disto (o que é provável) ou, com esta escolha que não lembrava ao diabo, o tipo quer convencer quem já estava convencido. Não vislumbro que <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sarah_Palin">Miss lifetime member of the NRA</a></em> seja uma mais valia para a candidatura do elefante, mas, sexta à noite <em>oblige</em>, não devo estar a ver bem a coisa. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Best of Manuela Ferreira Leite (Agosto)</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/29/best-of-manuela-ferreira-leite-agosto/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 10:21:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de exaustiva selecção, apresento um resumo das reacções da líder da oposição aos principais acontecimentos de Agosto (o caso das massagens que terminam sabe-se lá como, o uso de snipers no caso BES, a vaga de criminalidade que vem &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/29/best-of-manuela-ferreira-leite-agosto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de exaustiva selecção, apresento um resumo das reacções da líder da oposição aos principais acontecimentos de Agosto (o caso das massagens que terminam sabe-se lá como, o uso de snipers no caso BES, a vaga de criminalidade que vem assolando o país, o veto presidencial à nova lei do divórcio e, na secção desportiva, a ida de Quaresma para o Inter e o Caso Vanessa &#8211; Fortes)<span id="more-4993"></span></p>
<p>«<span style="color: #ffffff;">zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz</span>»</p>
<p>Já me esquecia, sobre o caso Pinho &#8211; Phelps: «<span style="color: #ffffff;">zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz</span>»</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sangue, sangue, sangue!</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/28/sangue-sangue-sangue/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 11:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem, em mais uma operação de charme, alguma da comunicação social que merecemos resolveu pedir explicações a Vanessa Fernandes, acabadinha de chegar de Pequim, acerca das palavras que esta proferiu a propósito das infelizes declarações de alguns atletas da comitiva. &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/28/sangue-sangue-sangue/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, em mais uma operação de charme, alguma da comunicação social que merecemos resolveu pedir explicações a Vanessa Fernandes, acabadinha de chegar de Pequim, acerca das palavras que esta proferiu a propósito das infelizes declarações de alguns atletas da comitiva. A miúda, que estava ali para falar dela e do seu feito, passou grande parte do tempo (até eu resolver acabar com aquele enfado, desligando o receptor) a justificar-se. <em>Porque razão disse o que disse? O que queria dizer? Hoje teria dito o mesmo?</em> Admirável.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Factual</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/26/factos-e-mais-factos/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 17:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Sob o mesmo holofote em que que se vê Teddy Kennedy a discursar na convenção democrata, podemos observar a polícia norte-americana a proceder à detenção de quatro homens suspeitos de quererem assassinar Barack Obama. Um dos suspeitos, Nathan Johnson, devidamente &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/26/factos-e-mais-factos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sob o mesmo holofote em que que se vê Teddy Kennedy a discursar na convenção democrata, podemos observar a polícia norte-americana a proceder à detenção de quatro homens suspeitos de quererem assassinar Barack Obama. Um dos suspeitos, Nathan Johnson, devidamente encarcerado, já deu uma entrevista exclusiva, cheia de declarações de primeira página, à <a href="http://cbs4denver.com/investigates/assisination.plot.obama.2.802827.html">cbs4denver</a>: <em>&#8220;So your friends were saying threatening things about Obama?&#8221; Maass asked. &#8220;Yeah,&#8221; Nathan Johnson replied. &#8220;It sounded like they didn&#8217;t want him to be president?&#8221; &#8220;Yeah,&#8221; Johnson said. &#8220;He don&#8217;t belong in political office. Blacks don&#8217;t belong in political office. He ought to be shot,&#8221; Johnson told Maass. &#8220;Do you think they were really plotting to kill Obama?&#8221; Maass asked. &#8220;I don&#8217;t want to say yes, but I don&#8217;t want to say no,&#8221; he said.</em></p>]]></content:encoded>
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		<title>A Marinha Grande de Obama?</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/26/a-marinha-grande-de-obama/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 10:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A polícia norte-americana deteve ontem na cidade de Denver, onde decorre a Convenção Democrata, quatro homens suspeitos de quererem assassinar Barack Obama.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1340509&#038;idCanal=11">A polícia norte-americana deteve ontem na cidade de Denver, onde decorre a Convenção Democrata, quatro homens suspeitos de quererem assassinar Barack Obama.</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Manual de Instruções para Discussões na Blogosfera*</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/25/manual-de-instrucoes-para-discussoes-na-blogosfera/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/08/25/manual-de-instrucoes-para-discussoes-na-blogosfera/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 14:25:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=4890</guid>
		<description><![CDATA[* da autoria do meu amigo Gibel (quem mais?), publicado num blogue defunto, em Março de um ano defunto. É fundamental desmontar quais as técnicas de falsa argumentação &#8211; vulgo falácias – mais habituais na discussão diária e que medram &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/25/manual-de-instrucoes-para-discussoes-na-blogosfera/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #333333;"><em>* da autoria do meu amigo <strong><span style="color: #000000;">Gibel</span></strong> (quem mais?), publicado num blogue defunto, em Março de um ano defunto.</em></span></p>
<p>É fundamental desmontar quais as técnicas de falsa argumentação &#8211; vulgo falácias – mais habituais na discussão diária e que medram (e merdam!) na blogosfera nacional. São técnicas clássicas, mas que, reconheço, talvez apanhem alguns jovens mais desprevenidos &#8211; o sistema de ensino já conheceu melhores dias e duvido que a malta nova ainda aprenda estas coisas.</p>
<p>- <strong>O apelo à emoção</strong>: tenta-se convencer através do recurso a argumentos emocionais ou sentimentais, geralmente negativos, em vez da apresentação de premissas ou evidências convincentes. Geralmente, as emoções mais instrumentalizadas são a raiva, a culpa, a vergonha, o medo, etc. O apelo à emoção anda paredes-meias com a falácia da reductio ad absurdum. (“Como é que podes ser católico depois da Inquisição?” “Como é que podes ser comunista depois dos Gulags?” “Como é que podes ser Alemão depois do Holocausto?” “Como é que podes ser físico nuclear depois de Hiroshima?”, and so on and so on)<br />
- <strong>A analogia imprópria</strong>, ou non sequitur: é uma falácia argumentativa clássica, consistindo em retirar conclusões de premissas que não têm nenhuma conexão de implicação lógica. (“Ando com as regras atrasadas porque tenho o salário em atraso” argumenta a Celeste ou “Há muita sida em África porque o Papa convenceu o pessoal a não usar o preservativo” o que pressupõe um poder notável do Papa em face de um continente maioritariamente animista e islamista, onde a generalidade dos homens considera culturalmente o preservativo como um empecilho à sua virilidade (!), o mesmo Papa que igualmente pediu aos Estados Unidos que não invadissem o Iraque e não é que os gajos invadiram?! Logo! Pôrra da lógica! Se invadiram foi porque o Papa-Todo-Poderoso certamente não se esforçou o suficiente!&#8230;).<br />
- <strong>O apelo ao ridículo</strong>: introduz-se uma passagem de presuntivo humor (geralmente o humorista de serviço ao argumento acha-se muita piada, pelo que o presuntivo é nosso) ou ridícula no argumento, procurando desta forma o espertalhão encobrir a sua incapacidade ou laxismo intelectual para responder à altura do argumento adversário. É uma falácia bastante eficaz: geralmente a força lógica do argumento adversário é completamente ensombrada pela tirada humorística do outro – a assistência aplaude e agradece o circo, pois é da natureza das massas simpatizar com a facilidade mental, preferindo-a à trabalhosa e, porque não dizê-lo, opressora e fria inquirição do mérito das premissas usadas em debate.<br />
- <strong>O acento impróprio</strong>: acrescenta-se um acento ou expressão maliciosa à apresentação de um facto para desacreditar as suas motivações. Admito, às vezes é irresistível: tipo quando se informa que o Morais Sarmento disse que “vai alternar como Deputado por Castelo Branco”, está mesmo a pedir um acento impróprio&#8230;<span id="more-4890"></span><br />
- <strong>A descida escorregadia</strong>: sugere-se geralmente que a opção numa determinada direcção desencadeará necessariamente um processo irreversível de consequências ainda mais radicais. (“Se se privatiza a gestão dos hospitais acaba-se o serviço nacional de saúde!”; “Se deixo o Ruben André beber antes dos vinte e um anos, acabará nos Alcoólicos Anónimos”; “Se se descriminaliza o aborto, as mulheres vão todas desatar a fazer abortos”, etc.)<br />
- <strong>A ignoratio elenchi</strong>: não podendo atacar o argumento original que lhe é proposto, o adversário trata de introduzir material irrelevante para o ponto em discussão de forma a desviar o argumento para outra conclusão em geral mais fácil de ser atacada que o argumento original (é muito vulgar o uso desta falácia por Pastores da Igreja Ateísta Militante).<br />
- <strong>O wishful thinking</strong> toda a gente sabe o que é, não se fala noutra coisa na blogosfera.<br />
- <strong>A petitio principii</strong> é o vulgar argumento circular: a falácia consiste em usar a conclusão a que se tenta chegar como componente ou suporte de uma das premissas. A melhor forma de desmontar a falácia é reescrever o argumento do adversário numa forma que demonstre a respectiva circularidade: “Ou seja, Vossa Eminência está afirmando que se o gato tinha botas, então é porque o gato tinha botas!”<br />
- <strong>O ataque ad hominem</strong> (ou ad mulierem, para não ser acusado de sexista): consiste em atacar o adversário, geralmente diminuindo-o, em lugar de atacar os seus argumentos. Ao contrário das restantes falácias, e do que as pessoas geralmente pensam, esta técnica, além de muitas vezes ser irresistível e saudável para mantermos o bom metabolismo dos nossos fígados, é também lícita em muitos casos: é admissível quando se trata de atacar a credibilidade de um mero testemunho ou opinião apresentado pelo adversário.</p>
<p>Argumentar é coisa mais séria do que parece.<br />
Opiniões, factos, descrições, questões, emoções, não são argumentos.<br />
O pessoal argumenta só para persuadir?<br />
Ou para crescer intelectualmente com o conhecimento de todos?<br />
Querem a verdade? Certamente que a repetição não é a verdade: proposições e lugares-comuns, bastantes dichotes e bocas que se tornaram hábito em quem aplica a régua da tolerância aos outros mas que raramente a aplica a si próprio, designadamente nos clichés com que classifica quem lhe é diferente, não se tornam verdadeiros por serem ditos e re-ditos, lidos e re-lidos à exaustão.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Sister Italia 2008 &#8211; Fotografia espiritual</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/24/sister-italia-2008-fotografia-espiritual/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 23:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[«Para se inscreverem, as religiosas terão que enviar &#8220;fotos bonitas e expressivas, que mostrem sua beleza nos planos estético e espiritual [?]&#8220;, disse o padre. Depois, caberá aos internautas escolher a freira mais bonita da Itália. &#8220;Uma freira santa, inteligente, &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/24/sister-italia-2008-fotografia-espiritual/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>«Para se inscreverem, as religiosas terão que enviar &#8220;fotos bonitas e expressivas, que mostrem sua beleza nos planos estético e espiritual <strong>[?]</strong>&#8220;, disse o padre.<br />
Depois, caberá aos internautas escolher a freira mais bonita da Itália.<br />
&#8220;Uma freira santa, inteligente, mas também bonita, pode contribuir muito para a missão evangelizadora e da pastoral juvenil&#8221;, acrescentou o sacerdote, que pediu que várias freiras revelassem sua beleza neste concurso.»</p>
<p>in <a href="http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI3128849-EI1141,00.html"><em>Terra</em></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>true story</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/23/true-story/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 23:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[- Vizinho, tem algum gémeo na China ou vi-o mesmo a abraçar a Vanessa Fernandes? - Estive lá, estive. O meu filho é o &#8230; que ficou em &#8230;º no &#8230; masculino. - &#8230;? - Quer uma melancia? Esta é &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/23/true-story/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/melancia.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/melancia-297x300.jpg" alt="" title="melancia" width="297" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-4856" /></a></p>
<p>- Vizinho, tem algum gémeo na China ou vi-o mesmo a abraçar a Vanessa Fernandes?<br />
- Estive lá, estive. O meu filho é o &#8230; que ficou em &#8230;º no &#8230; masculino.<br />
- &#8230;?<br />
- Quer uma melancia? Esta é das boas.<br />
- Pode ser, trouxe-a de Pequim?<br />
- Não, esta é daqui. Olhe que aquilo lá é muito bonito, mas não deixam fotografar tudo.<br />
- Os gajos são assim. Parabéns ao seu filho. (despachei a coisa, que a melancia era pesada e tinha a  Sábado, o casaco e o DN na outra mão)</p>]]></content:encoded>
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		<title>A realidade do (novo) divórcio</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 16:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A propósito do veto presidencial à nova lei do divórcio, a Fernanda refere que: «E quanto aos “créditos” invocados pelo veto, só se aplicam no caso de “trabalho no lar”, ou seja, ao contributo invisível e não financeiro prestado à vida &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/22/4832/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito do veto presidencial à nova lei do divórcio, <a href="http://5dias.net/2008/08/22/o-divorcio-da-realidade/">a Fernanda refere que</a>:</p>
<blockquote><p><em>«E quanto aos “créditos” invocados pelo veto, só se aplicam no caso de “trabalho no lar”, ou seja, ao contributo invisível e não financeiro prestado à vida em comum (&#8230;).»</em></p></blockquote>
<p>Ora, com o devido respeito pela minha colega de blogue, tal não é inteiramente exacto. Com efeito, a norma que regularia os tais créditos de compensação seria o artigo 1676.º do Código Civil, a qual, sob a epígrafe <em>&#8220;Dever de contribuir para os encargos da vida familiar&#8221;</em>, passaria a ter a seguinte redacção (as novidades são os n.ºs 2 e 3):</p>
<blockquote><p>1 &#8211; O dever de contribuir para os encargos da vida familiar incumbe a ambos os cônjuges, de harmonia com as possibilidades de cada um, e pode ser cumprido, por qualquer deles, pela afectação dos seus recursos àqueles encargos e pelo trabalho despendido no lar ou na manutenção e educação dos filhos.<br />
<em>2 &#8211; Se a contribuição de um dos cônjuges para os encargos da vida familiar exceder manifestamente a parte que lhe pertencia nos termos do número anterior, esse cônjuge torna-se credor do outro pelo que haja contribuído além do que lhe competia.<br />
3 &#8211; O crédito referido no número anterior só é exigível no momento da partilha dos bens do casal, a não ser que vigore o regime da separação.</em><br />
4 &#8211; Não sendo prestada a contribuição devida, qualquer dos cônjuges pode exigir que lhe seja directamente entregue a parte dos rendimentos ou proventos do outro que o tribunal fixar.</p></blockquote>
<p>Ou seja, os ditos créditos de compensação teriam como origem não só<em> </em>o<em> </em>trabalho despendido no lar ou na manutenção e educação dos filhos, mas também a afectação dos recursos dos cônjuges aos encargos da vida familiar, pelo que não é correcto afirmar que «<em>os “créditos” invocados pelo veto, só se aplicam no caso de “trabalho no lar”, ou seja, ao contributo invisível e não financeiro prestado à vida em comum.»</em></p>
<p><span id="more-4832"></span></p>
<p>Também neste pressuposto, tem toda a razão o PR ao <a href="http://www.presidencia.pt/?idc=10&amp;idi=19016">alertar</a> <em>«para o paradoxo que emerge do novo modelo de divórcio, a que corresponde uma concepção de casamento como espaço de afecto, quando a seu lado se pretende que conviva, através da criação do crédito de compensação, uma visão “contabilística” do matrimónio, em que cada um dos cônjuges é estimulado a manter uma “conta corrente” das suas contribuições para os encargos da vida conjugal e familiar. Existe, assim , uma forte probabilidade de aquela visão “contabilística” ser interiorizada pelos cônjuges, gerando-se situações de desconfiança algo desconformes à comunhão de vida que o casamento idealmente deve projectar.»</em></p>
<p>Desta vez devidamente autorizado pelo Luis Rainha, <a href="http://5dias.net/2008/04/16/casamentos-conta-corrente/">recorro</a> à auto-citação:</p>
<blockquote><p>«A nova lei do divórcio prevê que o cônjuge que contribui manifestamente mais do que era devido para os encargos da vida familiar adquire um crédito de compensação que deve ser respeitado no momento da partilha. Só mesmo alguém instalado numa torre de marfim, que não conhece, do ponto de vista jurídico, a realidade que envolve um divórcio e a subsequente partilha, se podia lembrar de tal coisa. Como raio se vai quantificar o dito <em>“crédito de compensação”</em>? <em>“Contribuir manifestamente mais do que era devido para os encargos da vida familiar”</em>, conceito para além do vago e indeterminado, traduz-se em quê? Uma mudança de fralda vale quanto? Ou pura e simplesmente não se trata de um <em>“encargo da vida familiar”? </em>E no caso do casal ter decidido, em plena loucura <em>pós-lua-de-mel</em>, que ele trabalharia enquanto ela ficava incumbida da casa e dos filhos? Ou vice-versa. Como é? Estou louco por ver as tabelas de equivalências. Uma aspiradela à carpete vale 5 euros, uma amante abate 100. Eis chegados os casamentos conta corrente!»</p></blockquote>
<p>Acresce, ainda a respeito do que refere a Fernanda, a propósito da fundamentação do presidencial do veto, na parte que refere que <em>«é no mínimo singular que um cônjuge que viole sistematicamente os deveres conjugais previstos na lei – por exemplo, uma situação de violência doméstica &#8211; possa de forma unilateral e sem mais obter o divórcio e, sobretudo, possa daí retirar vantagens aos mais diversos níveis, incluindo patrimonial.», que, </em>naturalmente não imagino que, em situação de prévia inexistência de processo crime por crime de maus tratos, o agressor se apresente <em>«a tribunal fundamentando nas agressões de que é autor o pedido de divórcio», </em>mas configuro perfeitamente possível, a nova lei não parece afastá-lo, que um agressor, já condenado com sentença transitada em julgado, use a decisão que o condenou para provar a ruptura definitiva do casamento e, logo, com base nela, fundamente o pedido de divórcio. Trata-se, inquestionavelmente, de um facto que, independentemente da culpa dos cônjuges, mostra a ruptura definitiva do casamento, como prevê a alínea d) do artigo 1781º do Código Civil na redacção dada pela lei ora vetada.</p>
<p>Devia agora terminar com uma qualquer sentença de estilo, mas não tenho tempo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Catano, parece o Marco Fortes</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/21/catano-parece-o-marcos-forte/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/08/21/catano-parece-o-marcos-forte/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 14:39:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo a sério: Parabéns ao Nelson. E obrigado! (bloguisticamente parolo, eu sei, mas é assim que me sinto: agradecido!)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/nelson-evora.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-4782" title="nelson-evora" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/nelson-evora-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Mesmo a sério: Parabéns ao Nelson.</p>
<p>E obrigado! (bloguisticamente parolo, eu sei, mas é assim que me sinto: agradecido!)</p>]]></content:encoded>
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		<title>Dos comités escrutinadores independentes e doutras brincadeiras</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/20/dos-comite-escrutinadores-independentes-e-outras-brincadeiras/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/08/20/dos-comite-escrutinadores-independentes-e-outras-brincadeiras/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 17:41:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Alertado pelo João Galamba, lá fui ler o post do João Miranda, com o apelativo título &#8220;Direito de matar&#8221; (com tal título, dificilmente um post pode ser mau). E não me arrependi, porque me diverti imenso (o Galamba nem sabe &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/20/dos-comite-escrutinadores-independentes-e-outras-brincadeiras/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2008/08/19/entre-banhos/"> Alertado pelo João Galamba</a>, lá fui ler o post do João Miranda, com o apelativo título <a href="http://blasfemias.net/2008/08/08/direito-de-matar/">&#8220;Direito de matar&#8221;</a> (com tal título, dificilmente um post pode ser mau). E não me arrependi, porque me diverti imenso (o Galamba nem sabe o que perdeu).</p>
<p>Depois de um curto arrazoado, o JM conclui: </p>
<blockquote><p><em>&#8220;No caso dos snipers, a decisão é tomada no terreno em reacção ao desenrolar dos acontecimentos. Existe uma grande probabilidade de se cometerem erros de avaliação, de se atingirem inocentes ou de a função para que foram constituídas as forças policiais ser subvertida. Existem por isso boas razões para que o uso de snipers no mínimo seja escrutinada por autoridades independentes. A principal função desse escrutínio é dissuadir os usos inadequados deste instrumento policial.<br />
Mas esta até é uma posição moderada. Existem boas razões para se colocar em causa o poder do ramo executivo do Estado para tirar a vida através da iniciação de um nível mais elevado de violência que aquele que foi utilizado pelos alvos. A natureza do Estado recomenda que o seu poder seja sempre limitado. Devem ser-lhe retiradas as formas mais extremas de poder.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Vindo dessa entidade blogo-etérea que é o João Miranda, a falha só pode ser minha, mas raios me partam se percebo sequer como é que, sem ser a brincar, no que não me convenço, alguém possa escrever tal disparate e assinar por baixo. É que a simples ideia do uso de snipers a ser escrutinado por autoridades independentes remete-me para o melhor de Monty Python. Mais: tenho a certeza que com a utilização de tal <em>nonsense</em> até o Herman voltaria a ter piada.</p>
<p>À laia de declaração de interesses, sejamos claros: eu não acredito no João Miranda. Literalmente. Não se trata apenas de não acreditar no que ele escreve, eu pura e simplesmente não acredito que ele exista. Acho que se trata de um produto da imaginação colectiva, assim tipo três pastorinhos, ou coisa que o valha &#8211; mas isso são coisas que não são para aqui chamadas.<br />
<span id="more-4750"></span><br />
Mas dando de barato que ele existe, apenas para efeitos de raciocínio, sem conceder, parece-me óbvio que o João Miranda é um puro provocador. Ou seja, não me parece que ele acredite, de acreditar, em tudo o que escreve. O que realmente lhe dá gozo é esticar uma corda invisível num passeio público e ficar, na varanda, a ver as pessoas caírem. A rir-se que nem um perdido. E, no caso, as pessoas caem mesmo: levam-no a sério, comentam, concordam, discordam. </p>
<p>Vejamos: ao escrever aquela barbaridade do escrutínio dos snipers <em>&#8220;por uma autoridade independente&#8221;</em> (o tipo é mesmo bom), e caso estivesse a falar a sério, que autoridade independente teria ele em mente? Teria que ser privada, isso é certo. Uma espécie de ONG feita comité, digo eu. </p>
<p>Depois vem o pormenor que ele não esclarece, o tal comité independente agiria no terreno? BES a BES? E assim sendo, como decorre óbvio, cada sniper teria direito ao seu próprio comité, formado por não menos de três pessoas, para não haver empates e com direito a apelo para instâncias superiores, também elas independentes, claro. (até parece que estou a ver: <em>&#8220;senhor gatuno, por decisão do senhor sniper, corroborada, por unanimidade, pelo comité escrutinador independente, decidimos matá-lo, assim que o senhor decida afastar a cabecinha assim um bocadinho para o lado direito. Tem, portanto, 15 segundos para apelar para o comité escrutinador independente de apelo. Caso assim pretenda, afaste a cabecinha assim um bocadinho para o lado direito&#8221;).</em></p>
<p>Não sendo no terreno, e tratando-se de um comité supra e extra situação, a coisa ainda tem mais piada, pelo tipo de discussões que propiciaria, com muito mais tempo para escrutinar.</p>
<p>Mas onde o João exagera, e se revela o brincalhão que é, é no último parágrafo, quando, após a cena do escrutínio dos snipers, escreve: <em>&#8220;Mas esta até é uma posição moderada.&#8221;</em> Que mimo. O tipo leva-nos às lagrimas e depois diz que é uma posição moderada. Para terminar esta curta análise, que isto era merecedor de ensaio, chamo, de forma avulsa, a atenção para as expressões <em>&#8220;iniciação de um nível mais elevado de violência que aquele que foi utilizado pelos alvos&#8221;</em>, que se vê ter sido coisa pensada em rima, e depois transformada assim em prosa corrida, para a paródia não ser muito óbvia, e &#8220;a natureza do Estado&#8221;</em>, que ele se dispensa de nos explicar, tão óbvia ela é &#8211; para todos os que o seguem. Ao João</p>]]></content:encoded>
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		<title>O pós-31 de Julho</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/20/o-pos-31-de-julho/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 10:18:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[«De acordo com o site do chefe do Estado, “o Presidente da República decidiu devolver hoje à Assembleia da República o Decreto nº232/X que aprova o Regime Jurídico do Divórcio, solicitando que o mesmo seja objecto de nova apreciação, com &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/20/o-pos-31-de-julho/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1339679&amp;amp;idCanal=12">«De acordo com o site do chefe do Estado, “o Presidente da República decidiu devolver hoje à Assembleia da República o Decreto nº232/X que aprova o Regime Jurídico do Divórcio, solicitando que o mesmo seja objecto de nova apreciação, com fundamento na desprotecção do cônjuge que se encontre em situação mais fraca – geralmente a mulher – bem como dos filhos menores a que, na prática, pode conduzir o diploma, conforme explica na mensagem enviada aos deputados”.»</a></p></blockquote>
<p>Aplaudo, assim que acabar de teclar, o veto político, este, <em>stricto sensu, </em>do Presidente da República. A minha opinião sobre a matéria ora vetada já a deixei <a href="http://5dias.net/2008/04/16/casamentos-conta-corrente/#comments">aqui</a>. Espero que agora percebam a importância do <a href="http://5dias.net/2008/08/01/o-fim-da-cooperacao-estrategica/">31 de Julho de 2008</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Última hora</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/16/ultima-hora-3/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/08/16/ultima-hora-3/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 21:41:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Benfica (vencedor da Taça de Portugal) humilha Paços de Ferreira (campeão nacional) e vence Supertaça por 5-0. Golos de Reyes, Aimar, Quim, Usain Bolt e Michael Phelps.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Benfica (vencedor da Taça de Portugal) humilha Paços de Ferreira (campeão nacional) e vence Supertaça por 5-0. Golos de Reyes, Aimar, Quim, Usain Bolt e Michael Phelps.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A metamorfose (versão &#8220;bastão fino de grafite inserido num cilindro de madeira&#8221;)</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/15/a-metamorfose-versao-bastao-fino-de-grafite-inserido-num-cilindro-de-madeira/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/08/15/a-metamorfose-versao-bastao-fino-de-grafite-inserido-num-cilindro-de-madeira/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 23:43:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[(imagem gentilmente cedida pela &#8220;Fundação Inês Meneses&#8221;) Acordou sem razão aparente. O coração palpitava, como se lhe fosse saltar pela boca. Tentou respirar fundo, mas não conseguiu. Levantou-se. Vou molhar a cara, a ver se me acalmo. Caiu da cama. &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/15/a-metamorfose-versao-bastao-fino-de-grafite-inserido-num-cilindro-de-madeira/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/lampreia-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-4580" title="lampreia-2" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/lampreia-2.jpg" alt="" width="320" height="320" /></a><span style="color: #333333;"><em><br />
(imagem gentilmente cedida pela &#8220;Fundação Inês Meneses&#8221;)</em></span></p>
<p>Acordou sem razão aparente. O coração palpitava, como se lhe fosse saltar pela boca. Tentou respirar fundo, mas não conseguiu. Levantou-se. <em>Vou molhar a cara, a ver se me acalmo</em>. Caiu da cama. Sentia-se cego, pelo que teve de recorrer a outros sentidos para se percepcionar. Algo estranho se passava. Não tinha bracinhos, não tinha perninhas, disso tinha a certeza. Sobejava-lhe boca, porém. E apetecia-lhe escrever. Mas coisas de merceeiro de drogaria. <em>2 pacotes de açúcar, 3 quilos de farinha, 4 pilhas, das alcalinas, que duram mais. 150$50.</em> E escreveu, rapidamente, como se com dez fura-bolos. Naquele papel pardo que alguém ali tinha colocado. Sentiu-se aliviado. Mas nova ansiedade se seguiu. Uma espécie de medo. Vou mas é lavar a cara. Chegou ao lavatório e sentiu que não tinha caminhado, antes se arrastado pelo chão, que ficou todo riscado &#8211; como se por minas de lápis. Olhou como pôde para o espelho que o encimava &#8211; os olhos continuavam a não responder. Não tinha cara. <em>Staedtler. Staedtler. Staedtler</em>. Amarelo e preto. Staedtler amarelo e preto. &#8220;Viu-se&#8221; como um lápis. Centenas deles, em rigor. Teve medo. Muito medo. Não por ter adormecido homem e acordado espécie ignota de agregado de lápis baratos. Era pelo seu aspecto de lampreia, que agora vislumbrava pelo olho pineal que aprendia a usar. E temeu a Inês. A <a href="http://5dias.net/2008/08/14/onda-estacionaria/#comments">receitinha minhota do arroz de Lampreia</a> da Inês. Não aguentou, aquilo era demais.</p>
<p>Afiou-se todo. Staedtler por Staedtler. A vergonha que a Inês sentiria diante dos seus convidados fê-lo sorrir.</p>
<p><em>Arroz de lampreia, amiga? Fica-te mas é com as aparas.</em></p>
<p><em>Afiei-me até ao tutano, mas afiei-me feliz.</em></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Onda estacionária</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/14/onda-estacionaria/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/08/14/onda-estacionaria/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 23:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[À semelhança da Fernanda e do Filipe, que ora se vêm especializado em posts unitemáticos, respectivamente, sobre danos colaterais e João Miranda* (ninguém os pode acusar de reducionismo ambicioso), vou encetar uma série sobre a lampreia. São doze, os posts, &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/14/onda-estacionaria/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>À semelhança da Fernanda e do Filipe, que ora se vêm especializado em posts unitemáticos, respectivamente, sobre <em>danos colaterais</em> e <em>João Miranda</em><em>*</em> (ninguém os pode acusar de <em>reducionismo ambicioso</em>), vou encetar uma série sobre a lampreia. São doze, os posts, dos quais, à laia de <em>teaser</em>, adianto os respectivos títulos:</p>
<p>- Lampreia: peixe ou felino?;<br />
- A língua raspadora da Lampreia e o artigo 6º do Código Civil;<br />
- Lampreia, quo vadis?;<br />
- Petromyzontida ou Cephalaspidomorphi?;<br />
- A minha Lampreia é maior que a tua;<br />
- A importância da Lampreia no cinema polaco;<br />
- Minha Lampreia, meu tesouro (versão alternativa de Benjamim Spock);<br />
- De olho pineal em ti;<br />
- A câmara branquial das Lampreias: feitio ou defeito?;<br />
- A Lampreia e o domínio do mundo: do auge do Carbonífero ao declínio do Devoniano;<br />
- Há boa Lampreia onde o Douro abocanha o Sousa;<br />
- A utilização da Lampreia, como arma branca, em assaltos a agências do BES.</p>
<p><em>* E do Luis, ora especialista em prequelas (vide supra).</em></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Danos colaterais &#8211; a prequela</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/13/danos-colaterais-a-prequela/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/08/13/danos-colaterais-a-prequela/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 22:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[1 Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? 2 E disse &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/13/danos-colaterais-a-prequela/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1  Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?<br />
2  E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,<br />
3  Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.<br />
4  Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.<br />
5  Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.<br />
6  E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.<br />
7  Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.<br />
<span id="more-4512"></span><br />
8  E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim.<br />
9  E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?<br />
10  E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.<br />
11  E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?<br />
12  Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.<br />
13  E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.<br />
14  Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.<br />
15  E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.<br />
16  E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.<br />
17  E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.<br />
18  Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.<br />
19  No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.<br />
20  E chamou Adão o nome de sua mulher Eva; porquanto era a mãe de todos os viventes.<br />
21  E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu.<br />
22  Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,<br />
23  O SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado.<br />
24  E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida. </p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;(e o cabrão ainda tem a lata de se dizer crente, o filho-da-puta)&#8220;</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/12/e-o-cabrao-ainda-tem-a-lata-de-se-dizer-crente-o-filho-da-puta/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 00:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Este blogue, tal como o arrastão, tem os comentários moderados, o que quer dizer que só são publicados os que os respectivos moderadores deixam &#8211; passe uma falha ou outra, imputáveis à pressa, à carga pejorativa que a acção censória &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/12/e-o-cabrao-ainda-tem-a-lata-de-se-dizer-crente-o-filho-da-puta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este blogue, tal como o <a href="http://arrastao.org">arrastão</a>, tem os comentários moderados, o que quer dizer que só são publicados os que os respectivos moderadores deixam &#8211; passe uma falha ou outra, imputáveis à pressa, à carga pejorativa que a acção censória ainda tem e, no caso do 5 Dias, também, ao facto sermos mais que as mães. </p>
<p>Sucede que, um dos moderadores desse imenso blogue colectivo que é o arrastão, fez questão de deixar publicar (ou, no mínimo, de não censurar) <a href="http://arrastao.org/sem-categoria/danos-colaterais/#comment-40104">estes</a> <a href="http://arrastao.org/sem-categoria/danos-colaterais/#comment-40107">dois</a> comentários, dum(a) senhor(a) que assinou <em>&#8220;Zazie&#8221;</em> (e são daqueles que não passam por engano, não se encaixam em nenhum dos 3 desleixos supra citados &#8211; vide, a título ilustrativo, a alarvidade que intitula este post).</p>
<p>O(A) dito(a) Zazie,  que anda nisto há um par de anos (muitos pares, em rigor), e até me conhece o ofício, já tem idade para ter juízo, e, azar dos azares, o mesmo par de anos, para sua infelicidade, fá-lo(a) conhecido (a)em juízo (no meu, pelo menos).</p>
<p>Ontem, houve por aqui muita gente a ferver em pouca água, mas os comentários do(a) Zazie, no Arrastão, extravasaram o aceitável.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Hoje vou adormecer assim</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/11/hoje-vou-adormecer-assim/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 23:53:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A expressão Danos Colaterais, utilizada como foi, parece fazer comichão a muita gente. A verdade é que, a partir do momento em que a situação foi levada, pelos sequestradores, ao ponto a que pudemos observar, reafirmo, “ali só havia dois &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/11/hoje-vou-adormecer-assim/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/detritus.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/detritus.jpg" alt="" title="detritus" width="233" height="164" class="aligncenter size-full wp-image-4343" /></a></p>
<p>A expressão <em>Danos Colaterais</em>, utilizada como foi, parece fazer comichão a muita gente. A verdade é que, a partir do momento em que a situação foi levada, pelos sequestradores, ao ponto a que pudemos observar, reafirmo, “ali só havia dois que careciam de ser salvos &#8211; aqueles que não se tinham lembrado de tomar reféns e de lhes apontar armas à cabeça. O resto nem danos colaterais são.” </p>
<p>Mas isto já estava dito no <a href="http://5dias.net/2008/08/10/a-vida-no-bes/">post</a> do <em>Detritus</em>. Leiam-no sem ser de esguelha.</p>
<p>PS &#8211; Hoje é um dia incaracterístico, em que se assiste à promessa de fusão entre o <a href="http://blasfemias.net/2008/08/10/%c2%abdispiciendo%c2%bb/">Blasfémias</a> e o <a href="http://arrastao.org/sem-categoria/danos-colaterais/">Arrastão</a>. A paz esteja convosco.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Isto não é o Barnabé</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/10/isto-nao-e-o-barnabe/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 19:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Sr. Oliveira, o da cabecita à direita na foto, resolveu dedicar-me um post, ao melhor estilo do populismo moderno das extremas donde provém (semelhante, de resto, ao dos da outra extrema &#8211; falo do PP, não se abespinhem), onde, &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/10/isto-nao-e-o-barnabe/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/emplastro-thumb.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/emplastro-thumb.jpg" alt="" title="emplastro-thumb" width="420" height="315" class="alignnone size-full wp-image-4337" /></a></p>
<p>O Sr. Oliveira, o da cabecita à direita na foto, resolveu dedicar-me <a href="http://arrastao.org/sem-categoria/danos-colaterais/">um post</a>, ao melhor estilo do populismo moderno das extremas donde provém (semelhante, de resto, ao dos da outra extrema &#8211; falo do PP, não se abespinhem), onde, no seu habitual estilo circense, para além de me chamar <em>&#8220;cowboy de sofá&#8221;</em>, volta a mostrar-se preocupado com a minha presença no 5 Dias (deve pensar que isto é o Barnabé e que ele ainda o integra).</p>
<p>Sobre o assunto BES, e tendo em conta o que realmente aconteceu e não o que podia ter acontecido, já disse o que pensava e reitero cada palavra. Das que proferi e de acordo com o entendimento que lhes dei, que o do Sr. Oliveira fica para ele. E dou aqui por encerrado o assunto. Aqui terminam os 15 minutos que, um dia ou outro, acabo por dedicar a todos os Srs. Oliveira deste mundo. Agora, meu caro, regresse lá ao seu cantinho, onde o pensamento exteriorizado se quer uníssono.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A vida no BES</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/10/a-vida-no-bes/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 00:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo que tenham sido os negociadores, ainda que imbuídos de uma, por aí insinuada, má fé negocial, a conduzir os sequestradores ao local onde um pôde ser facilmente abatido (a verdade é que só aqueles puderam avaliar, no local e &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/10/a-vida-no-bes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo que tenham sido os negociadores, ainda que imbuídos de uma, por aí insinuada, <em>má fé negocial</em>, a conduzir os sequestradores ao local onde um pôde ser facilmente abatido (a verdade é que só aqueles puderam avaliar, no local e ao segundo, a eventual necessidade de recorrer a esse alegado estratagema), continuo a achar que o resultado da operação de resgate não podia ter sido mais positivo. </p>
<p>Neste caso, em bom rigor, considero perfeitamente despiciendo o resultado, <em>vida-ou-morte</em>, no que tange aos ditos sequestradores. O que realmente interessava era salvar os reféns. E isso foi conseguido. Tudo o resto são sentenças ditadas do alto de torres de marfim por treinadores de bancada.</p>
<p>Mais valia ter salvo os quatro, parecem dizer alguns. Sejamos francos: ali só havia dois que careciam de ser salvos &#8211; aqueles que não se tinham lembrado de tomar reféns e de lhes apontar armas à cabeça. </p>
<p>O resto nem danos colaterais são.</p>
<p>Aproveito o ensejo para concordar na íntegra com a afirmação do coordenador da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da PJ, Luís Neves, transcrita no blogue <a href="http://arrastao.org/sem-categoria/a-festa/">Arrastão</a>, «que terá dito que o facto de um dos assaltantes ter ficado gravemente ferido e outro ter sido abatido pela polícia <em>“pode, no mundo do crime violento, ter um efeito dissuasor”</em>.»</p>
<p>Claro que a parte onde o Daniel Oliveira, comentador bem identificado, diz que <em>«esta afirmação, vinda de uma pessoa com responsabilidades, pode ser lida como um encorajamento à justiça feita por polícias. Ou seja: como um incitamento ao crime»</em>, não passa de pura demagogia, ao melhor estilo das origens políticas do dito comentador.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Liga dos últimos</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/09/liga-dos-ultimos/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 19:23:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste campeonato, mais do que assistir à luta entre Sporting e Porto, vai ser curioso ver até que ponto o Benfica consegue superar-se a si próprio, alcançando, desta vez, o 3º lugar. Naturalmente, não será fácil. Este tipo de agremiações, &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/09/liga-dos-ultimos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste campeonato, mais do que assistir à luta entre Sporting e Porto, vai ser curioso ver até que ponto o Benfica consegue superar-se a si próprio, alcançando, desta vez, o 3º lugar. Naturalmente, não será fácil. Este tipo de agremiações, quando têm de lutar em várias frentes (taça UEFA e luta por um lugar na Taça UEFA), acabam por dar de si. Mas resta sempre a secretaria, claro.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Questões que me atormentam #1</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/08/duvida-que-me-atormenta/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 21:02:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A SIC tem um presidente da Câmara Municipal de Santarém. Terá a Câmara Municipal de Santarém um comentador da SIC?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A SIC tem um presidente da Câmara Municipal de Santarém. Terá a Câmara Municipal de Santarém um comentador da SIC?</p>]]></content:encoded>
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		<title>9 to 5</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/08/9-to-5/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 18:49:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[trapos velhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Era assim o trabalho de campo. Das 9 às 5. Comenta daqui, refere dali, aponta d’acolá. Até metiam dó, os meninos. Quanto lhes pagarão, muito me questionava (rios de dinheiro, por certo, qu’aquilo é coisa de “pró” bem remunerado). Olha &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/08/9-to-5/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era assim o trabalho de campo. Das 9 às 5. Comenta daqui, refere dali, aponta d’acolá. Até metiam dó, os meninos. Quanto lhes pagarão, muito me questionava (rios de dinheiro, por certo, qu’aquilo é coisa de “pró” bem remunerado). Olha o acontecimento. Morreu uma andorinha. Raisparta. Vê se sabes algo da caixa negra. Manda lá o mai’novo, quero saber se alguém lhe deu milho envenenado, a causa das coisas, que todas as coisas têm causa (já dizia o que agora tomou o lugar da bomba, lá para as laudas doze da revista do Semanário Oficial). Entretanto descansa os leitores, diz-lhes que não morreu a Primavera, que é só uma andorinha e que estamos em cima do acontecimento. Coisa esquisita, chefe, não morreu a Primavera? Custa-me enquadrar a notícia, uma vez que estamos em pleno Inverno e o raio do bicho nem tinha nada que cheirar por aqui. Provavelmente caiu-lhe foi geada no toutiço e vai daí esticou o pernil (pernil d’andorinha, não me hei-de esquecer desta). Esse é trabalho para o místico, chama o místico, ele há-de explicar porque raio morreu uma andorinha no Inverno e que se faz do Inverno quando se lhe morre uma andorinha. Fica o relógio das estações avariado, é o que é. Se calha a ter morrido o Inverno, vem agora a Primavera e ainda só estamos em Janeiro. Chefe, chefe, chefe! Seria caso para dizer: por morrer uma andorinha começou a Primavera. Discute isso com os da banda de lá. Lança-lhes o isco. Consulta a comunidade gay, vê que dividendos tiram eles disto. Os ateus, os agnósticos, os comunas, os fascistas, os liberais, os do contra e os do a favor. Entretanto? Manda-lhes música. Põe o Amsterdam a tocar bem alto, q’eles até ficam surdos e olvidam a andorinha. Ao abrir de página? Ao abrir de página. E o outro, já telefonou? Diz que sim, que está zangado com a não tomada de posição e que toma isso como uma tomada de posição contra ele. Que vai sair, que assim não pode ser. Que por ele se matava mais uma andorinha e se passava já para o Verão. Chefe? São 5! Nem penses, alguém tem de dizer algo sobre a andorinha. Chefe? Foi falso alarme, era coma induzido, o bicho está vivo e já ouve quem publicasse declarações dele. Que é um tal de piu-piu-piu, piu-piu-piu, todo o mundo vai dançá (olha que não é assim). Vai, vai para casa. Mas antes escreve qualquer coisa. Já passou um dia e só lá temos o Amsterdam.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8220;A NASA quer chichi&#8221;</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/07/a-nasa-quer-chichi/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/08/07/a-nasa-quer-chichi/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 18:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Em &#8220;A NASA quer chichi&#8221;, a Sábado esclarece: «É apenas para testar as novas casas de banho do Programa Orion que a NASA irá enviar astronautas de volta à lua em 2020. A ideia é verificar como reagem os filtros &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/07/a-nasa-quer-chichi/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em>&#8220;A NASA quer chichi&#8221;</em>, a <em>Sábado</em> esclarece:</p>
<blockquote><p>«É apenas para testar as novas casas de banho do Programa Orion que a NASA irá enviar astronautas de volta à lua em 2020. A ideia é verificar como reagem os filtros do WC espacial com diferentes tipos de urina &#8211; e aceitam-se ofertas de amostras de voluntários.»
</p></blockquote>
<p>É por causa deste tipo de notícia, em que são revelados os verdadeiros desígnios das missões espaciais, e de erratas como <a href="http://5dias.net/2008/06/07/a-sabado-retracta-se/">esta</a>, que eu compro a <em>Sábado</em>. Para além, claro, das crónicas compostas pelo inefável sociólogo Gonçalves.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Tudo me apoquenta&#8221; (Rui, vai buscar!) ou &#8220;O Truão de Alicante&#8221; (irmaolucia, vai buscar!)</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/07/tudo-me-apoquenta-rui-vai-buscar/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/08/07/tudo-me-apoquenta-rui-vai-buscar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 00:04:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis a história do Truão (Fernanda, vai buscar!). Sem pudores – e quando um homem se despe de pudores é mesmo assim, criam-se histórias com nexo. O Truão, como é bom de ver, é um homem. Pelo menos, ao sentido &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/07/tudo-me-apoquenta-rui-vai-buscar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis a história do Truão <em>(Fernanda, vai buscar!)</em>.<br />
Sem pudores – e quando um homem se despe de pudores é mesmo assim, criam-se histórias com nexo.<br />
O Truão, como é bom de ver, é um homem. Pelo menos, ao sentido da visão assim se afigura. E, como todos os homens, estultos, tem um ideal de vida &#8211; não ter nenhuma ideia para a vida é, por si, um ideal de vida.<br />
É um panteísta puro, daqueles que empurra para a terra as folhas caídas no passeio de cimento &#8211; não se lhes vá perder o desígnio. O Truão acredita que a morte é um princípio e, no caso de algumas pessoas, um bom princípio. Vá-se lá entender o Truão.<br />
O Truão ia então pela rua, chamemos-lhe da Saudade, em Alicante, quando tropeçou num sapo, e vivo, que se lhe dirigiu nos seguintes termos &#8211; se não se incomodam, nesta história, a sapos e quejandos foi dado o dom da fala &#8211; dizia eu, nos seguintes termos falaram:<br />
O Sapo: Caminhais? Qual a razão?<br />
O Truão: Bardamerda?<br />
<span id="more-4210"></span><br />
O Sapo: Se andais sem motivo, sabeis ao menos porque não tendes motivo?<br />
O Truão: Ó espécie de criatura verde-ranho, por que me incomodas? E não me venhas com a conversa de que és um príncipe. Pernas de rã são boas, que tal serão as de sapo?<br />
O Sapo: Ameaças. É próprio de ti, Truão.<br />
O Truão: Conheces-me, reles batráquio?<br />
O Sapo: Se vos conheço? Eu fui um de vós!<br />
O Truão: Já cá faltava o lirismo! Conta-me lá então a tua história! Mas vamos para minha casa, porque de doido já vou tendo fama e não aguentaria as consequências de me verem a falar com um sapo.<br />
O Sapo: Truão, não era preciso vir tão longe para que te contasse a minha história. É curta e simples! Não nasci girino. Outrora, fui um homem, e, como tu, apaixonado por uma mulher. Apostei com uma bruxa, por cujos encantos me perdi, que jamais amaria uma mulher que não fosse a minha. Que pela bruxa, e pelas outras mulheres, não nutriria mais do que desejos de ocasião.<br />
O Truão: E então?<br />
O Sapo: A bruxa apostou comigo que em sapo me transformaria (não que me transformaria em sapo, sublinhe-se) se por ela viesse a sofrer de amores.<br />
O Truão: E?<br />
O Sapo: E aqui estou eu, sapo, sapinho, batráquio anuro, sem nunca ter sido girino!<br />
O Truão: E que porra tenho eu a ver com isso?<br />
O Sapo: Pensei que como caminhavas tão desatento pela Rua da Saudade, tivesses feito alguma aposta do género. Daí querer saber a razão de caminhares!<br />
O Truão: Deixa-me que te conte a minha história, ó ranhoso. Nasci girino, um dia perdi-me de encantos por uma sapa que era bruxa, apostei que jamais a amaria e ela replicou que, assim não sendo, em homem me transformaria. Eis porque, batráquio nascido, hoje sou homem.<br />
O Sapo: Isso é mesmo verdade?<br />
O Truão: Não, sapo filho da puta! `tou só a gozar contigo!<br />
O Sapo: Porquê?<br />
O Truão: Não acredito em sapos!</p>
<p>Era assim o Truão, um egoísta sem magia. E olhem que nem todos merecemos que um sapo nos dirija a palavra. É coisa de predestinados. Não acontece todos os dias.<br />
Tudo, só para dizer que o Truão morreu de velho, com um cancro de fumador passivo, num hospício, sem mulher, sem filhos, sem família (nem pintelho de girininho). Panteísta como era, o seu destino se cumpriu, foi deitado aos peixes do mar alto, que dele se alimentaram. Sem apelo nem agravo, memórias não deixou e de actos valorosos, o único de que restou lembrança &#8211; sem chegar para o libertar da morte, foi ter caído de um 4º andar, com os chavelhos no cimento do passeio, e não ter morrido.</p>
<p>Pelo menos no mesmo dia.</p>
<p>Do último relatório médico, antes de morrer, consta, além das algaraviadas do costume, o que passo a citar:<br />
“O paciente julga que foi sapo. Diz que um dia um sapo lhe falou de outros sapos, bruxas, mulheres, amores e paixões (&#8230;) Conselho (não tivesse ele esticado pernil &#8211; bom como os de rã, <em>by the way</em>): juntá-lo a uma paciente que julgue ser a Branca de Neve.”<br />
Isto tudo para vos dizer o seguinte. A história do Truão que foi Truão, que foi batráquio, baseia-se em factos reais, os nomes foram alterados para não ferir susceptibilidades. A moral é inexistente. E este é o meu receio. Acabar sem moral, sem ninguém que ouça as minhas loucuras de velho. Por mais loucas que elas sejam.<br />
É também para isso que serve o amor, para confiarmos um ao outro as nossas loucuras. Aqueles segredos loucos, imprudentes, alienados. Daqueles que apertam no peito se não se contam a uma mulher. Pós-afazeres de alcova&#8230;<br />
Afinal, é também para isso que as mulheres (produto melhorado da fotocópia de fim de tonner que é o homem) foram feitas.<br />
Caso contrário, acabaremos como o Truão: triste, a pensar que viu um sapo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Um mundo meão!*</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 21:49:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, não faz sentido que a discussão se centre entre esquerda e direita, cavaqueira que, sendo cada vez mais despida de conteúdo, é totalmente vazia de sentido prático. Desabafo, pois, sobre algo que sempre me atormentou, que me vem atormentando &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/05/um-mundo-meao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, não faz sentido que a discussão se centre entre esquerda e direita, cavaqueira que, sendo cada vez mais despida de conteúdo, é totalmente vazia de sentido prático.<br />
Desabafo, pois, sobre algo que sempre me atormentou, que me vem atormentando de forma mais aguda ultimamente, algo que me enraivece até às lágrimas, que me tolda o espírito, que me altera o humor até ao Prozac: a Mediocridade!<br />
O mundo parece, cada vez mais, estar cheio desses pequenos répteis, repelentes e asquerosos, que vêem o mundo por entre duas palas de orientação, como burros de carga que na realidade são. E eu, estupidamente, deixo-me incomodar por eles, com os seus olhares entupidos, com os seus sorrisos vazios, com o alimento que dão à indústria livresca da faca e alguidar, com a seborreia com que me engraxam os sapatos.<br />
A mediocridade da televisão.<br />
A mediocridade d&#8217;algum jornalismo que é judiciário porque escreve sobre tribunais mas jamais o será por o ser.<br />
A mediocridade da <em>pulp fiction</em>.<br />
A mediocridade do Zé-povinho.<br />
A mediocridade d&#8217;alguns comentadeiros.<br />
A mediocridade dos estudantes que não pagam, não pagam, nem eles sabem bem o quê.<br />
A mediocridade das generalizações por falta de tempo e de interesse.<br />
A mediocridade das descontextualizações.<br />
A mediocridade a que a mediocridade nos conduz.<br />
A mediocridade do terror.<br />
A mediocridade da casa que um dia foi pintada de branco e, havendo falta de melhor, casa branca ficou.<br />
<span id="more-4130"></span><br />
(imaginem a confusão, se a moda pega cá pelo nosso mui português e desaguado Alentejo e começam os seus indígenas a dizerem-se moradores da casa branca. Pois se de cal foram as suas casas pintadas e se o outro, num país bem maior e provavelmente com maior número de casas brancas, se arrisca a que o carteiro não lhe conheça o paradeiro, porque não eles, que antes da tinta havia a cal e antes das Américas já o Alentejo deitava cal nas suas casas, findas as últimas chuvas, lá para os idos de Maio, não fosse a pintura ficar borrada – de um fôlego, este).<br />
Dizia (mente tortuosa, esta minha, que não me deixa escrever sem a propósitos):<br />
E o problema começa a ser sério e grave, pelo menos para mim que não consigo passar por cima da merda, acabando sempre por pisá-la. Fico ali, a fazer pontaria e lá vai.<br />
Não consigo ignorar, não consigo olhar adiante, fico a remoer naquilo, horas a fio. Fico a imaginar como me saberia bem ter dito isto, feito aquilo.<br />
E estudo o fenómeno.<br />
Para melhor combater a coisa, é necessário entendê-la.<br />
Até se me arrepiar a espinha e depois vocifero. Impreco!<br />
Não fosse eu ter uma réstia de razão e coração e ter-me-ia casado por puro interesse científico. Seria um mártir da investigação. Teria escolhido uma mulher medíocre.<br />
E estudá-la-ia. De forma afincada!<br />
E descobriria a cura para o mal. Pelo menos para este mal em que todos os outros se condensam, a que todos se resumem.<br />
A qualidade do assim-assim, do não-é-carne-nem-é-peixe, do cá-se-vai-andando.<br />
Raios me partam se não!<br />
Oportunidade perdida, reduzo-me a imaginar o mundo sem mediocridade.<br />
Onde estaríamos, quem seríamos, onde teríamos chegado ou não.<br />
Imagino isso tudo – vou ao dicionário e vejo: Medíocre: mediano; meão; que está entre o bom e o mau; ordinário; insignificante.<br />
E penso em Adão e na maçã.<br />
E sem concluir, antevejo: não podia ser de outra forma, tinha de ser assim.<br />
Um mundo meão!</p>
<p>* Adaptação do meu primeiro texto na blogosfera (cortesia, na altura, do José Mário), publicado em 3 de Abril de 2004, no saudoso <a href="http://bde.weblog.com.pt">Blogue de Esquerda</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>E dei eu o nome de Moutinho ao peluche favorito do meu filho. Aceitará o registo civil pelúcio a invocação da alteração de circunstâncias?</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/04/e-dei-eu-o-nome-de-moutinho-ao-peluche-favorito-do-meu-filho/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 23:53:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[«Já disse que quero sair», João Moutinho, 26/07/2008 «Estou de corpo e alma no Sporting», João Moutinho, 02/08/2008]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_dlNoticia_ctl00_titulo" class="titulos"><em>«Já disse que quero sair»</em>, João Moutinho, 26/07/2008<br />
</span></p>
<p><span id="ctl00_ContentPlaceHolder1_dlNoticia_ctl00_noticia"><em>«Estou de corpo e alma no Sporting»</em>, João Moutinho, 02/08/2008</span></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Fuga de cérebros&#8221;</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/04/retratos-do-burgo/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 23:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Dezembro de 2007]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/141120070011.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-4051" title="141120070011" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/08/141120070011.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<pre><span style="color: #333333;">Dezembro de 2007

</span></pre>]]></content:encoded>
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		<title>Do mau gosto e outros desmandos</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 19:28:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>

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		<description><![CDATA[Só há uma coisa que me irrita mais do que um congresso uma convenção do Bloco de Esquerda. Falo da porra de quinze adolescentes avecs e aparentados, machos e fêmeas, a tentarem engatar-se (esgadanhar-se) uns aos outros no meio da &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/01/do-mau-gosto-e-outros-desmandos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só há uma coisa que me irrita mais do que <s>um congresso</s> uma convenção do Bloco de Esquerda. Falo da porra de quinze adolescentes <em>avecs</em> e aparentados, machos e fêmeas, a tentarem engatar-se (esgadanhar-se) uns aos outros no meio da praia. Ainda suporto as corridas idiotas e até acho piada ver os tipos mandarem-se brutalmente para cima delas, mas a moda das cuecas à mostra por baixo dos calções de banho (neles) e os quilos de base e batôn (nelas) têm em mim efeito aproximado, por exemplo, ao das interpelações da supra referida amálgama opinativa, e de esquerda, ao Governo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O fim não oficioso da cooperação estratégica</title>
		<link>http://5dias.net/2008/08/01/o-fim-da-cooperacao-estrategica/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Aug 2008 00:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo pela manhã, alguém me garantia que a anunciada comunicação do nosso PR ao país só podia ser por causa dos Açores. Assunto menor, retorqui, não acredito. Confirmada a profecia, e quando reflecti para além do conteúdo estrito da mesma, &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/08/01/o-fim-da-cooperacao-estrategica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Logo pela manhã, <a href="http://joaopaulopedrosa.blogspot.com/">alguém</a> me garantia que a anunciada comunicação do nosso PR  ao país só podia ser por causa dos Açores. Assunto menor, retorqui, não acredito. Confirmada a profecia, e quando reflecti para além do conteúdo estrito da mesma, não fiquei a achar que a montanha tivesse parido um rato, como logo se apressaram a ditar as esquerdas pensantes &#8211; aqui no blog de imediato ilustradas pelo Rainha, cego pela pouca conta em que tem o homem.</p>
<p>Tratava-se de um claro aviso à navegação, obviamente. Não se ocupem só de rever as inconstitucionalidades ditadas pelo TC, que, a ser assim, o veto político vem a caminho, avisou Cavaco.  De resto, logo um senhor do PS Açores, mas que falava mandatado pelo PS nacional, veio confirmar a minha impressão.  Modificariam o que o TC tinha anotado, mas o resto seria naturalmente reiterado. E que viesse o veto político, lia-se nas entrelinhas. Foi, ninguém o duvide, o fim do ciclo da aparente cooperação entre o PR e o PS. O Sócrates que se prepare, que o disco virou mas não vai continuar a tocar a melodia que tão bem lhe soava.</p>
<p>Este primeiro mandato do actual PR vai dividir-se entre o antes e o pós 31 de Julho de 2008. E o mesmo é válido para o do Governo. Ano político interessante, o que se avizinha pós-banhos.</p>
<p>Em suma, a indesmentível pouca importância do tema é precisamente a revelação da grande importância política da comunicação.</p>
<p>Tratou-se, pois, de uma clara viragem, e só um ingénuo pode ficar atido à enfezada árvore, esquecendo a floresta &#8211; a forma, o cirúrgico momento escolhido (último dia do ano que interessa) e o decisivo recado político.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Prevenção do &#8220;hit and run&#8221; (algures na IC8, ontem)</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/16/um-sorriso-na-ic8/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 15:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/06/15062008011.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3356" title="15062008011" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/06/15062008011.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A Sábado retracta-se</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/07/a-sabado-retracta-se/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 22:39:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Por lapso, na revista especial sobre o Euro 2008, publicada na semana passada, é dito que Nuno Gomes usa uma bandolete durante os jogos. Na verdade, o avançado do Benfica usa uma fita para o cabelo. Ao visado, as nossas &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/06/07/a-sabado-retracta-se/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Por lapso, na revista especial sobre o Euro 2008, publicada na semana passada, é dito que Nuno Gomes usa uma bandolete durante os jogos. Na verdade, o avançado do Benfica usa uma fita para o cabelo. Ao visado, as nossas desculpas.&#8221;</p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ganhei um almoço</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/06/ganhei-um-almoco/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 10:51:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Garantiam-me há pedaço, em conversa, que o Acórdão da coutada do chamado «macho ibérico» não passava de um mito urbano-judicial. Aposta feita, almoço ganho. Trata-se de um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 18 de Outubro de 1989, publicado &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/06/06/ganhei-um-almoco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Garantiam-me há pedaço, em conversa, que o Acórdão da coutada do chamado «macho ibérico» não passava de um mito urbano-judicial.</p>
<p>Aposta feita, almoço ganho.</p>
<p>Trata-se de um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 18 de Outubro de 1989, publicado no BMJ nº 390, de Novembro de 1989, página 160 e seguintes. Passou-se no Algarve, em 28 de Setembro de 1988, na E.N. 125, à saída de Almansil, entre duas jugoslavas e dois nativos.</p>
<p>Reza assim, na parte interessante:</p>
<blockquote><p><span style="font-family: 'Times New Roman',Times,serif; color: #333333;">“&#8230; se é certo que se trata de crimes repugnantes que não têm qualquer justificação, a verdade é que, no caso concreto, as duas ofendidas muito contribuíram para a sua realização. Na verdade, não podemos esquecer que as duas ofendidas, raparigas novas, mas mulheres feitas, não hesitaram em vir para a estrada pedir boleia a quem passava, em plena coutada do chamado «macho ibérico». É impossível que não tenham previsto o risco que corriam; pois aqui, tal como no seu país natal, a atracção pelo sexo oposto é um dado indesmentível e, por vezes, não é fácil dominá-la. Assim, ao meterem-se as duas num automóvel justamente com dois rapazes, fizeram-no, a nosso ver, conscientes do perigo que corriam, até mesmo por estarem numa zona de turismo de fama internacional, onde abundam as turistas estrangeiras habitualmente com comportamento sexual muito mais liberal e descontraído do que a maioria das nativas. De resto, as duas ofendidas deviam já ser raparigas de comportamento sexual experiente e desinibido, pois vem provado que a S., perante a perspectiva de ser violada, optou por escolher um dos arguidos para o fazer e logo lhe «passou o braço por cima dos ombros». Por sua vez, a U. rapidamente deixou de oferecer resistência à violação e, no fim, até elogiou a forma e o ardor viril com que o seu violador tinha com ela copulado.”</span></p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Poisson &#8220;Crude&#8221;: o prato da conjuntura</title>
		<link>http://5dias.net/2008/06/05/poisson-crude-o-prato-da-conjuntura/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 17:21:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Restasse alguma lógica no mundo e estes aqui em baixo vender-se-iam que nem pãezinhos quentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Restasse alguma lógica no mundo e estes aqui em baixo vender-se-iam que nem pãezinhos quentes.<br />
<a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/06/fish1921.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3254" title="China Pollution" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/06/fish1921.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Reclames ainda mais estranhos</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/25/estranhos-reclames-3/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 May 2008 01:18:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo o delegado, Ronaldo contratou o travesti pensando que era garota de programa e levou para um motel na Barra da Tijuca. A Publicis Rio criou para Varilux um anúncio de oportunidade que remete ao recente caso do jogador Ronaldo &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/05/25/estranhos-reclames-3/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://integras.blogspot.com/2008/04/ronaldo-se-envolve-com-travesti-e-diz.html" target="_blank">Segundo o delegado, Ronaldo contratou o travesti pensando que era garota de programa e levou para um motel na Barra da Tijuca.</a><a href="http://integras.blogspot.com/2008/04/ronaldo-se-envolve-com-travesti-e-diz.html"> </a></p></blockquote>
<blockquote><p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/05/variluxrio08.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3154" title="variluxrio08" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/05/variluxrio08.jpg" alt="" width="250" height="218" /></a><a href="http://www.vitrinepublicitaria.net/noticiasdomercado2.asp?menucodigo=1615" target="_blank"> </a></p>
<p><span class="conteudo"><a href="http://www.vitrinepublicitaria.net/noticiasdomercado2.asp?menucodigo=1615" target="_blank">A Publicis Rio criou para Varilux um anúncio de oportunidade que remete ao recente caso do jogador Ronaldo envolvido com travestis na noite do Rio de Janeiro. A peça que diz &#8220;Para não levar André por Andréia, use Varilux&#8221; faz referência a Andréia Albertini, um dos três travestis envolvidos.</a><br />
</span></p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<title>Longe e largo</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/21/longe-e-largo/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 May 2008 22:31:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A propósito deste post da João, recupero um post de 6 de Dezembro de 2007, sobre a questão do novo mapa judiciário. Depois das maternidades, das urgências, das escolas, eis que chegou a vez de os Tribunais serem postos bem &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/05/21/longe-e-largo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito <a href="http://5dias.net/2008/05/21/declaro-me-oficialmente-speachless/" target="_blank">deste</a> post da João, recupero um post de 6 de Dezembro de 2007, sobre a questão do novo mapa judiciário.</p>
<blockquote><p>Depois das maternidades, das urgências, das escolas, eis que chegou a vez de os Tribunais serem postos bem longe das populações, pelo menos das populações que têm o azar de viver nas berças.</p>
<p>De resto, tão mal anda a Justiça que pode ser que, assim, as coisas se endireitem, afinal, coração que não vê, coração que não sente &#8211; e não vendo (sentindo) as agruras de andar com a cruz de um processo às costas, pode ser que nos nasçam asas. Daquelas bem branquinhas, que dá vontade de depenar. E que deixemos de necessitar de Tribunais.</p>
<p>Com efeito, não restem dúvidas de que, mais cedo ou mais tarde, as máfias alternativas à Justiça tomarão conta dos locais não eleitos (no caso, futuro este, de nascente, selvagem).</p>
<p>Porque, cheira-me, as populações não estão para pagar os inconvenientes de ver a sua Casa Grande transformada num armazém de papéis, à qual os juízes virão esporadicamente realizar julgamentos.</p>
<p>Eu, para já, vou ter que tentar convencer os meus clientes que mais vale pagarem-me os honorários e os quilómetros da deslocação ao tribunal mais próximo, e assim poderem usufruir dos meus excelsos serviços, do que mudarem para um advogado que tenha a fortuna de estar domiciliado ao pé de um qualquer super-tribunal.</p></blockquote>]]></content:encoded>
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		<title>Para mais tarde recordar</title>
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		<pubDate>Wed, 21 May 2008 21:53:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O cheiro é, definitivamente, algo menosprezado. Há mil maneiras de aprisionar imagens, para utilizar essencialmente em caso de desnecessidade, até ao limite da vulgarização. Com o cheiro não é assim. Talvez por os haver, também, tão desagradáveis. No que ao &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/05/21/para-mais-tarde-recordar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/05/parfum-dete.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3127" title="perfume" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/05/parfum-dete.jpg" alt="" width="250" height="250" /></a></p>
<p>O cheiro é, definitivamente, algo menosprezado. </p>
<p>Há mil maneiras de aprisionar imagens, para utilizar essencialmente em caso de desnecessidade, até ao limite da vulgarização. Com o cheiro não é assim. </p>
<p>Talvez por os haver, também, tão desagradáveis. </p>
<p>No que ao cheiro respeita, contamos apenas com as nossas memórias olfactivas. Cheiros há que me recordam momentos inacreditavelmente longínquos e efémeros. E, no entanto, são momentos, talvez pelo desprevenido que me apanham (aparecem sem avisar), indiscritivelmente agradáveis.</p>
<p>Tudo para dizer que nunca, como agora, senti tanto a falta de uma máquina de guardar cheiros. Para captar o perfume do meu menino de sete meses. O cheiro a bebé é algo de demasiado belo para ser chamado de belo, palavra que se aplica a coisas demasiado pouco belas.</p>
<p>O cheiro do meu filho quando bebé. Numa garrafinha &#8211; para eu poder usar enquanto o vejo crescer. Eis o meu desejo. Não que me desagrade o medrar (não o das borbulhas na cara, mas aquilo que diz o povo elas significam &#8211; <em>“medrou”</em>), pelo contrário, orgulho-me dele. Mas o cheiro do meu filho bebé é algo de único, que eu gostaria de poder guardar.</p>
<p>Para mais tarde recordar e lhe poder dizer <em>“vês&#8221;* filho, eras assim”</em>.</p>
<p><em>* leia-se: <em>“cheiras”</em>, enfim, mais uma prova do que atrás disse &#8211; ao cheiro não se dá o devido valor.</em></p>]]></content:encoded>
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		<title>Conforme original</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/17/conforme-original/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 May 2008 13:46:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[trapos velhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebeu-o das minhas mãos e acariciou-lhe, por duas vezes, o “Ne varietur” da capa, como que para o fazer seu (pois naquele nunca tinha tocado) e para se certificar do que tinha mudado desde que o havia passado para as &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/05/17/conforme-original/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/05/la.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3072" title="la" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/05/la.jpg" alt="" width="149" height="48" /></a></p>
<p>Recebeu-o das minhas mãos e acariciou-lhe, por duas vezes, o <em>“Ne varietur”</em> da capa, como que para o fazer seu (pois naquele nunca tinha tocado) e para se certificar do que tinha mudado desde que o havia passado para as folhas do Bombarda. Depois de, à segunda, ter percebido o nome de quem o interpelava, passou-o para o papel, precedendo-o de um <em>“Para”</em> e preenchendo os espaços vazios, e assinou. Sem acento no <em>“o”</em> de António. E, de novo, passou por duas vezes o polegar da mão esquerda no <em>“Ne varietur”</em> da capa. Descansado, entregou-mo &#8211; <em>“o Barrigana continua lá”</em>, disse-me (em azul e sem abrir a boca). Apontando com os olhos para o <em>“Para”</em> dela, Maria Eugénia, a senhora da caixa, ao reparar que também eu levava um “Para”, atirou-me: <em>“É um malandreco, aquele! Não fazia ideia!”</em>. Depois, sem mos pedir, disse-me que eram vinte e cinco euros. Aceitando o eufemismo (é uma Bertrand, caramba), entreguei-lhe as duas notas que tinha.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Hoje o Vasco apareceu&#8230; e o umbigo da Manela quase que também</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/16/hoje-o-vasco-apareceu-e-o-umbigo-da-manela-quase-que-tambem/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 May 2008 21:05:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O título e a imagem praticamente esgotam o assunto. Pouco mais há a acrescentar &#8211; depois do estranho happening da semana passada, Vasco Correia Guedes apareceu. Arejou meia-dúzia de vulgaridades ["O acordo ortográfico tem duas virtudes: primeiro é inútil e &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/05/16/hoje-o-vasco-apareceu-e-o-umbigo-da-manela-quase-que-tambem/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/05/tvi.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3069" title="tvi" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/05/tvi.jpg" alt="" width="500" height="179" /></a></p>
<p>O título e a imagem praticamente esgotam o assunto.</p>
<p>Pouco mais há a acrescentar &#8211; depois do <a href="http://5dias.net/2008/05/09/manela-declama-vasco/" target="_blank">estranho happening</a> da semana passada, Vasco Correia  Guedes apareceu.</p>
<p>Arejou meia-dúzia de vulgaridades <span style="color: #808080;">[<em>"O acordo ortográfico tem duas virtudes: primeiro é inútil e depois é estúpido"; "Nós não queremos aqui um homem destes (...) é bom que ele perceba que aqui em Portugal ele não conta" </em>(em referência ao Alberto João)<em>; "Um catálogo de todos os erros políticos que se podem cometer"</em> (em referência à cigarrada do Sócrates)]</span><em> </em>e, à hora à que escrevo, já deve estar de regresso ao Gambrinus.</p>
<p>De realçar o facto de não ter tecido qualquer comentário à inenarrável fatiota da <em>apresentadora</em> deste autêntico espectáculo de variedades a que se reduz o jornal das sextas da TVI.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Cigarrogate</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/14/cigarrogate/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 May 2008 18:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas. Constitucionalistas dizem que José Sócrates violou Lei do Tabaco. PSD e BE querem que José Sócrates seja multado por fumar em avião. O primeiro-ministro José &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/05/14/cigarrogate/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="verdana_10_blue" style="margin: 2px 0px;"><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328604">Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas.</a></span></p>
<p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328684">Constitucionalistas dizem que José Sócrates violou Lei do Tabaco</a>.</p>
<p><span class="verdana_10_blue" style="margin: 2px 0px;"><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328757">PSD e BE querem que José Sócrates seja multado por fumar em avião</a>.</span></p>
<p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328751&amp;idCanal=12">O primeiro-ministro José Sócrates pediu hoje desculpa por ter fumado no voo que transportou a comitiva governamental para a Venezuela. Em declarações aos jornalistas, na venezuela, o primeiro-ministro diz que desconhecia que estava a violar a lei. José Sócrates adiantou ainda que decidiu deixar de fumar em definitivo, na sequência da polémica.</a></p>
<p>Teço meia dúzia de considerações &#8211; embora ache que esta ordenação de notícias constitui, por si só, um post, e bem esclarecedor, sobre o estado da nação. Após a manifestação dos constitucionalistas, fico agora a aguardar que o Público inquira os fiscalistas e os civilistas, assim como os sapateiros, as varinas e o senhor do Portugal Profundo (Filipe: repara em como não ponho o link do tipo, ó pra mim, vês?, não pus!). Tudo gente especializada na área em apreço. Quanto à multa: Não acho que o devam multar, penso que deviam obrigá-lo a ser raptado pelas FARC. Trocá-lo pela outra senhora, ou isso. Quanto às desculpas do ilustre fumador e à promessa de não voltar a fumar: para se redimir, das desculpas que apresentou e da promessa que fez, deviam obrigá-lo a correr a próxima meia-maratona de Lisboa de cigarro sempre aceso.</p>
<p>E é só!</p>
<p>Próximo assunto!</p>]]></content:encoded>
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		<title>O guarda costas, o homem da tábua no colchão, o adorador solícito, um caso de amizade muito especial e “Ah, não sei, não faço ideia”</title>
		<link>http://5dias.net/2008/05/13/o-guarda-costas-o-homem-da-tabua-no-colchao-o-adorador-solicito-um-caso-de-amizade-muito-especial-e-%e2%80%9cah-nao-sei-nao-faco-ideia%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 17:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogério da Costa Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[trapos velhos]]></category>

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		<description><![CDATA[«PSL &#8211; Trabalhei muito com o doutor Sá Carneiro. (…) O doutor Sá Carneiro, lembro-me, na altura dispensou a segurança e zangou-se com a polícia. E eu andei a fazer de guarda-costas dele; ele não aguentava, por causa da coluna, &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/05/13/o-guarda-costas-o-homem-da-tabua-no-colchao-o-adorador-solicito-um-caso-de-amizade-muito-especial-e-%e2%80%9cah-nao-sei-nao-faco-ideia%e2%80%9d/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/05/santana-lopes.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3019" title="santana-lopes" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2008/05/santana-lopes.jpg" alt="" width="200" height="190" /></a></p>
<blockquote><p><em>«PSL &#8211; Trabalhei muito com o doutor Sá Carneiro. (…) O doutor Sá Carneiro, lembro-me, na altura dispensou a segurança e zangou-se com a polícia. E eu andei a fazer de guarda-costas dele; ele não aguentava, por causa da coluna, levar pancadas nas costas quando estava no meio das pessoas e eu, como era mais alto, lá andava sempre com os braços à volta, e adorava fazer o que ele me pedisse. Lembro-me que à noite &#8211; nunca escrevi isto; um dia hei-de escrever, tenho já muita história para contar, com quase 34 anos -, à noite ia ver o colchão dele, se ele tinha a tábua para as costas, e ia pôr-lhe um bocadinho de whisky que ele gostava e nunca me caíram os parentes na lama, pelo contrário. </em></p>
<p><em>(…) o Marcelo, como sabe, é um caso de amizade muito especial. Com toda a gente, não é só comigo. Eu acho que ele sabe ser amigo das pessoas, mas não é um amigo de todos os dias.</em></p>
<p><em>K &#8211; O que é que quer? Quer ser Primeiro Ministro? Acha que vai ser Primeiro Ministro?<br />
</em></p>
<p><em> PSL &#8211; Ah, não sei, não faço ideia.»</em></p>
<p><strong>Pedro Santana Lopes, entrevista à K (n.º 1), Outubro de 1990</strong></p></blockquote>]]></content:encoded>
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