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	<title>cinco dias &#187; Ricardo Santos Pinto</title>
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		<title>Miguel Relvas não ouve a Antena 1?</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 14:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[a vida é feita de pequenos nadas]]></category>
		<category><![CDATA[Antena 1]]></category>
		<category><![CDATA[miguel relvas]]></category>
		<category><![CDATA[pedro rosa mendes]]></category>
		<category><![CDATA[rádio renascença]]></category>
		<category><![CDATA[sergio godinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais ou menos à mesma hora a que devia estar a falar Pedro Rosa Mendes ou Raquel Freire, o Programa da Manhã da Antena 1 passava a música do Sérgio Godinho «A vida é feita de pequenos nadas». Atendendo à &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/06/miguel-relvas-nao-ouve-a-antena-1/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/YP9Rc3KIz9g" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Mais ou menos à mesma hora a que devia estar a falar Pedro Rosa Mendes ou Raquel Freire, o Programa da Manhã da Antena 1 passava a música do Sérgio Godinho «A vida é feita de pequenos nadas».<br />
Atendendo à letra do maior dos cantautores, não será melhor criar já um Index para a Antena 1, a exemplo do que acontece com a Rádio Renascença? É que o Ministro da Presidência anda desatento&#8230; </p>
<p>Letra completa:</p>
<p><em>«(Segunda-feira<br />
trabalhei de olhos fechados<br />
na terça-feira<br />
acordei impaciente<br />
na quarta-feira<br />
vi os meus braços revoltados<br />
na quinta-feira<br />
lutei com a minha gente<br />
na sexta-feira<br />
soube que ia continuar<br />
no sábado<br />
fui à feira do lugar<br />
mais uma corrida, mais uma viagem<br />
fim-de-semana é para ganhar coragem) </p>
<p>Muito boa noite, senhoras e senhores<br />
muito boa noite, meninos e meninas<br />
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas<br />
enfim, boa noite, gente de todas as cores<br />
e feitios e medidas<br />
e perdoem-me as pessoas<br />
que ficaram esquecidas<br />
boa noite, amigos, companheiros, camaradas<br />
a vida é feita de pequenos nadas<br />
a vida é feita de pequenos nadas </p>
<p>Somos tantos a não ter quase nada<br />
porque há uns poucos que têm quase tudo<br />
mas nada vale protestar<br />
o melhor ainda é ser mudo<br />
isto diz de um gabinete<br />
quem acha que o casse-tête<br />
é a melhor das soluções<br />
para resolver situações<br />
delicadas<br />
a vida é feita de pequenos nadas <span id="more-77679"></span></p>
<p>E o que é certo<br />
é que os que têm quase tudo<br />
devem tudo aos que têm muito pouco<br />
mas fechem bem esses ouvidos<br />
que o melhor ainda é ser mouco<br />
isto diz paternalmente<br />
quem acha que é ponto assente<br />
que isto nunca vai mudar<br />
e que o melhor é começar a apanhar<br />
umas chapadas<br />
a vida é feita de pequenos nadas </p>
<p>(Segunda-feira<br />
trabalhei de olhos fechados<br />
na terça-feira<br />
acordei impaciente<br />
na quarta-feira<br />
vi os meus braços revoltados<br />
na quinta-feira<br />
lutei com a minha gente<br />
na sexta-feira<br />
soube que ia continuar<br />
no sábado<br />
fui à feira do lugar<br />
mais uma corrida, mais uma viagem<br />
fim-de-semana é para ganhar coragem) </p>
<p>Muito boa noite, senhoras e senhores<br />
muito boa noite, meninos e meninas<br />
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas<br />
enfim, boa noite, gente de todas as cores<br />
e feitios e medidas<br />
e perdoem-me as pessoas<br />
que ficaram esquecidas<br />
boa noite, amigos, companheiros, camaradas<br />
a vida é feita de pequenos nadas<br />
a vida é feita de pequenos nadas </p>
<p>Ouvi dizer que quase tudo vale pouco<br />
quem o diz não vale mesmo nada<br />
porque não julguem que a gente<br />
vai ficar aqui especada<br />
à espera que a solução<br />
seja servida em boião<br />
com um rótulo: Veneno!<br />
é para tomar desde pequeno<br />
às colheradas<br />
a vida é feita de pequenos nadas<br />
boa noite, amigos, companheiros, camaradas<br />
a vida é feita de pequenos nadas.»</em></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A matança na Síria continua</title>
		<link>http://5dias.net/2012/02/04/a-matanca-na-siria-continua/</link>
		<comments>http://5dias.net/2012/02/04/a-matanca-na-siria-continua/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 17:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Um Ditador é, por princípio, um ser inqualificável. Mas um Ditador que mata o seu próprio povo ultrapassa todos os limites de qualquer qualificação que se tente fazer. Sou contra as intervenções militares em países estrangeiros, directas ou por via &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/04/a-matanca-na-siria-continua/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://blogs.estadao.com.br/fernando-gabeira/files/2011/05/protesto-manifestantes-exercito-siria-20110422-06-size-5981.jpg" class="alignnone" width="597" height="336" /><br />
Um Ditador é, por princípio, um ser inqualificável. Mas um Ditador que mata o seu próprio povo ultrapassa todos os limites de qualquer qualificação que se tente fazer.<br />
Sou contra as intervenções militares em países estrangeiros, directas ou por via indirecta, sejam ou não ao abrigo de <a href="http://www.publico.pt/Mundo/china-e-russia-vetam-resolucao-da-onu-que-condenaria-violencia-na-siria-1532262" target="_blank">resoluções das Nações Unidas</a>. Assim sendo, espero que o povo sírio tenha força suficiente para se livrar do facínora que o governa sem precisar de ajuda internacional, algo que no actual contexto seria um péssimo sinal.<br />
Enquanto isso não acontecer, infelizmente, os sírios vão continuar a tombar diariamente. Mortos por um Ditador que mata o seu próprio povo.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os «boys» da Guimarães Capital da Cultura. O caso do extraordinário Carlos Martins</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/31/os-boys-da-guimaraes-capital-da-cultura-o-caso-do-extraordinario-carlos-martins/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 18:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O portuense Carlos Martins é o Director Executivo da Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura. E é também o Presidente da ADDICT &#8211; Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas. E é sócio e principal responsável da Opium - uma &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/31/os-boys-da-guimaraes-capital-da-cultura-o-caso-do-extraordinario-carlos-martins/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/01/despesa-pública.jpg" alt="" title="despesa pública" width="550" height="111" class="alignnone size-full wp-image-77418" /><br />
O portuense Carlos Martins é o Director Executivo da <a href="http://www.guimaraes2012.pt/" target="_blank">Guimarães 2012 </a>Capital Europeia da Cultura. E é também o Presidente da <a href="http://www.addict.pt/" target="_blank">ADDICT</a> &#8211; Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas. E é sócio e principal responsável da<a href="http://www.opium.pt/" target="_blank"> Opium </a>- uma empresa cuja principal missão é a organização de candidaturas a fundos comunitários. E é responsável pela candidatura ao QREN da Braga 2012. E é responsável do Portugal Criativo 2011.<br />
O homem está em todo o lado e até dá vontade de <a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5455654.html" target="_blank">fazer queixa à Inspecção-Geral do Trabalho</a> (ah, espera, isso é só para os comunistas&#8230;)<br />
No meio destes cargos todos, desempenhados em simultâneo e cujo objecto é muitas vezes o mesmo, o incansável Carlos Martins conseguiu entre 2009 e 2011 cerca de 630 mil euros em adjudicações por  <a href="http://www.despesapublica.com/entidades/View?ID=E7F3C79208114999B52DE56A882CCAD3" target="_blank">Ajuste Directo</a>. Promiscuidades?<br />
A verdade é que Carlos Martins é o típico «boy» do Bloco Central. Embora militante do PSD, parece ter excelentes ligações dentro da área socialista, o que o levou a ser nomeado para sucessivos cargos durante os Governos do PS. <span id="more-77062"></span><br />
Experiência é coisa que não falta a Carlos Martins. Onde existem fundos comunitários, ele diz presente. Foi assim no Programa de Animação das Cidades no EURO 2004, no Programa de Dinamização das Aldeias Vinhateiras do Douro, no Programa &#8220;Coordenar para desenvolver &#8211; O Turismo do Norte em Rede&#8221;, no Programa de Desenvolvimento Territorial da Área Metropolitana do Porto e Trás-os-Montes, no Plano de Gestão do Centro Histórico do Porto Património Mundial e por aí fora. Carlos Martins é incansável, embora, diz quem sabe, o que ficou depois da sua passagem por todos estes projectos foi uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma.<br />
Em relação a Guimarães Capital da Cultura, Carlos Martins tem muito que se lhe diga. Esteve na Comissão Executiva desde o princípio, demitiu-se quando a Presidente começou a ser contestada e regressou, pouco tempo depois, pela «porta grande». Pelo meio, esqueceu-se &#8211; ou alguém por ele &#8211; de apresentar vários projectos e investimentos que teriam dado a Guimarães Capital da Cultura vários milhares de euros directamente de fundos ligados ao Turismo.<br />
E quem tem acompanhado com atenção, como eu, o evento, não pode deixar de se perguntar em que é que foram ou vão ser gastos 111 milhões de euros &#8211; 22 milhões de contos. É que logo ao lado, em Braga, decorre um Evento com a mesma programação e praticamente o mesmo mediatismo e no qual foram gastos <em>apenas </em>6 milhões.<br />
Pergunto, mas a <a href="http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/ajustedirecto/search.aspx" target="_blank">Base dos Contratos Públicos </a>do Estado responde: quase 300 mil euros para dois filmes de 15 minutos sobre Guimarães, 150 mil euros para um outro filme sobre a obra de Fernando Távora, mais 150 mil euros para um filme sobre a memória histórica, 135 mil euros para elaborar o projecto «Cidades Participativas», seja lá isso o que for, 182 mil euros para o projecto «Cluster Arte» e por aí fora.<br />
<a href="http://www.despesapublica.com/entidades/View?ID=E7F3C79208114999B52DE56A882CCAD3" target="_blank">Saiba onde, como e por quem é gasto o dinheiro dos contribuintes</a>. É isso tudo. Já sabemos.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A voz da Raquel Freire nunca será amordaçada</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/24/a-voz-de-raquel-freire-nunca-sera-amordacada/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 14:40:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos jornalistas do regime, José Manuel Fernandes, já tinha dado sinais de que a voz da Raquel Freire na Antena 1 era incómoda. E só quem não estivesse atento aos sinais que vão saindo do actual Governo é que &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/24/a-voz-de-raquel-freire-nunca-sera-amordacada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/kCaBCdJWOyM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Um dos jornalistas do regime, José Manuel Fernandes, já tinha dado sinais de que a voz da Raquel Freire na Antena 1 era incómoda. E só quem não estivesse atento aos sinais que vão saindo do actual Governo é que poderia pensar que a sua crónica iria ser tolerada durante muito mais tempo.<br />
Não foi. Em directo, hoje, a Raquel Freire anunciou que esta tinha sido a sua última crónica. Nesta sociedade de pensamento único em que, na Comunicação Social, não é permitida uma voz diferente da do Governo, o desfecho é aquele que se esperava. Continuando o seu trabalho de purga de todos aqueles que se atrevem a pôr em causa o esforço patriótico de Passos Coelho e seus apaniguados, o comissário político do PSD no Governo, Miguel Relvas, silenciou mais uma voz. Chegou a vez da Raquel Freire, como já tinha chegado a de Pedro Rosa Mendes, com o destino traçado <a href="http://aventar.eu/2012/01/24/pedro-rosa-mendes-agora-e-ouvir-a-cronica-de-que-eles-nao-gostaram/">desde que se atreveu a criticar a fantochada que foi a presença do Ministro dos Assuntos Parlamentares em Angola</a>, acompanhado do Prós e Contras e da inefável Matos Ferreira, sempre pronta a servir todos os Governos.<br />
Felizmente para todos nós, nesta pseudo-democracia em que vivemos nada se esgota na Antena 1. Continuaremos a ter o privilégio de ouvir e de ler a Raquel Freire por aqui e por onde ela quiser. Porque a voz de quem preza a liberdade nunca será amordaçada. </p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O mentiroso compulsivo ou a inutilidade mais bem paga do Portugal Democrático</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/20/o-mentiroso-compulsivo-ou-a-inutilidade-mais-bem-paga-do-portugal-democratico/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 16:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O destruidor do tecido produtivo português dos anos 80, o líder de anos e anos de repressão policial, o Pai do Monstro do Défice, o padrinho de uma troupe de vigaristas, ladrões e assassinos que hoje estão presos ou andam &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/20/o-mentiroso-compulsivo-ou-a-inutilidade-mais-bem-paga-do-portugal-democratico/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/01/Cavaco.jpg" alt="" title="Cavaco" width="360" height="303" class="alignnone size-full wp-image-76789" /><br />
O destruidor do tecido produtivo português dos anos 80, o líder de <a href="http://5dias.net/2011/12/06/psd-historia-da-repressao-1989-2011/" target="_blank">anos e anos de repressão policial</a>, o Pai do Monstro do Défice, o padrinho de uma troupe de vigaristas, ladrões e assassinos que hoje estão presos ou andam fugidos, transformou-se na maior inutidade do Portugal Democrático. Ainda assim, uma nulidade muito bem paga e que sai <a href="http://aventar.eu/2011/10/28/cavas-em-grande/" target="_blank">caríssima aos cofres do Estado</a>.<br />
Com a austeridade que toca a todos, com a miséria a agravar-se na sociedade portuguesa, com o aumento exponencial dos que passam fome, o actual Presidente da República, um dos poucos reformados em Portugal que vai receber Subsídio de Férias e de Natal em 2012, tem o desplante de vir dizer que <a href="http://aventar.eu/2012/01/20/porque-nao-te-calas/" target="_blank">«só» vai receber de reforma 1300 euros </a>e que a mesma não lhe vai chegar para as despesas.<br />
Porque é mentiroso compulsivo e não tem vergonha disso, e porque não tem pela frente jornalistas com tomates que lhe façam as perguntas certas, «esquece-se» de que, como ex-Presidente da República, vai usufruir de um conjunto de mordomias inqualificáveis para os tempos que correm:<br />
- subvenção mensal vitalícia igual a 80% do vencimento do Presidente da República em exercício;<br />
- no caso de morrer, subvenção mensal vitalícia de 50% do vencimento do Presidente da República em exercício para a sua viúva;<br />
-  Direito ao uso de automóvel do Estado, para o seu serviço pessoal, com condutor e combustível;<br />
- Direito a dispor de um gabinete de trabalho, sendo apoiado por um assessor e um secretário da sua confiança;<br />
- Direito a ajudas de custo nos termos da lei aplicável às deslocações do Primeiro-Ministro;<br />
- Direito a livre trânsito, a passaporte diplomático nas suas deslocações ao estrangeiro e a uso e porte de arma de defesa.<br />
E como José Sócrates alterou em 2008 a lei que vinha de 1984, vai poder acumular todas estas subvenções com as pensões de Reforma a que tem direito.<br />
E no fim disto tudo, ainda tem a lata de vir queixar-se de que se só vai receber 1300 euros de reforma por mês. Haja decoro!</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A coerência dos deputados do PS</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/19/a-coerencia-dos-deputados-do-ps/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 22:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho muito bem que alguns deputados do PS tenham suscitado a inconstitucionalidade do Orçamento de Estado para 2012 por causa do corte dos Subsídios de Férias e de Natal aos funcionários públicos. Só não percebo por que razão não tomaram &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/19/a-coerencia-dos-deputados-do-ps/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho muito bem que alguns <a href="http://www.publico.pt/Política/alberto-costa-diz-defender-estado-de-direito_1529830" target="_blank">deputados do PS </a>tenham suscitado a inconstitucionalidade do Orçamento de Estado para 2012 por causa do corte dos Subsídios de Férias e de Natal aos funcionários públicos.<br />
Só não percebo por que razão não tomaram a mesma iniciativa quando o Governo de José Sócrates cortou 5% dos salários dos trabalhadores do Estado. Ou quando as taxas do IRS foram aumentadas a meio do ano, abrangendo mesmo os meses anteriores às novas taxas.<br />
Deve ser uma questão de coerência&#8230;  </p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A única solução é extinguir a UGT</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/18/a-unica-solucao-e-extinguir-a-ugt/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 11:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Renato, o Tiago e o Paulo Granjo já aqui deram conta das gravíssimas implicações para os trabalhadores portugueses do acordo assinado entre o Governo e a UGT. Tão graves que, para a Central Sindical, o caminho escolhido não tem &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/18/a-unica-solucao-e-extinguir-a-ugt/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://5dias.net/2012/01/17/the-house-negro/" target="_blank">Renato</a>, o <a href="http://5dias.net/2012/01/18/a-central-sindical-que-precisamos/" target="_blank">Tiago </a>e o <a href="http://5dias.net/2012/01/18/porque-e-que-como-diz-o-daniel-bessa-ao-pe-disto-a-meia-hora-e-uma-brincadeira-de-criancas/" target="_blank">Paulo Granjo </a>já aqui deram conta das gravíssimas implicações para os trabalhadores portugueses do acordo assinado entre o Governo e a UGT.<br />
Tão graves que, para a Central Sindical, o caminho escolhido não tem retorno. Não é possível estar de bem com Deus e com o Diabo durante anos a fio. Da mesma forma que não é possível defender a luta dos trabalhadores ao mesmo tempo que se é militante do Partido do Governo e grande camarada do Primeiro-Ministro. Continuar a receber as quotizações dos trabalhadores para, no final, dar a mão a todas as propostas dos patrões é algo que não cabe na cabeça de ninguém.<br />
E no entanto, tem sido assim ano após ano. Já nem vale a pena funalizar. É João Proença como se calhar seria qualquer outro. O problema é mesmo a UGT, cuja existência já não faz qualquer sentido. Para fazer o que a UGT tem feito nos últimos anos, já lá temos a CIP e as outras organizações patronais. A menos que UGT passe a significar <strong>U</strong>nidos para <strong>G</strong>amar os <strong>T</strong>rabalhadores, o único caminho, depois disto,<a href="http://economia.publico.pt/Noticia/fundador-da-ugt-diz-que-acordo-pode-ser-certidao-de-obito-desta-central-sindical-1529580" target="_blank"> é a extinção</a>.<br />
Ganhavam todos. Uma Central única teria muito mais força na defesa dos trabalhadores portugueses. Uma Central plural e democrática, que acolhesse todo o tipo de ideias da Esquerda e que se mostrasse intransigente nos ataques contínuos dos Governos do Bloco Central e das confederações patronais. A CGTP, essa mesma. Eis o caminho a seguir.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O maior inimigo dos trabalhadores portugueses</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/17/o-maior-inimigo-dos-trabalhadores-portugueses/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 12:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O braço direito de José Sócrates ao longo de 6 anos continua o seu trabalho ao serviço do Centrão. Foi o PS no passado, da mesma forma que agora é o PSD / CDS. Para João Proença, a redução do &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/17/o-maior-inimigo-dos-trabalhadores-portugueses/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.parlamentoglobal.pt/NR/rdonlyres/B901D4F7-C359-49B1-A136-DE78E8259ECE/25549/181109_JOAO_PROEN%C3%87A.jpg" alt="" width="483" height="269" /><br />
O braço direito de José Sócrates ao longo de 6 anos <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/governo-e-parceiros-sociais-assinam-acordo-tripartido-1529363" target="_blank">continua o seu trabalho</a> ao serviço do Centrão. Foi o PS no passado, da mesma forma que agora é o PSD / CDS.<br />
Para João Proença, a redução do número de férias, a redução das indemnizações por despedimento, a facilitação desses mesmos despedimentos ou a redução do subsídio de desemprego devem ser grandes conquistas dos trabalhadores portugueses.<br />
Com amigos assim, quem precisa de inimigos?<br />
Obrigado, Carvalho da Silva.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Não, obrigado, não quero recibo</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 13:17:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sou fiscal do Estado, nem este me paga para andar à cata de impostos alheios. Nem sou assim tão lorpa que vá voluntariamente pagar por um bem ou serviço mais 23% do que ele me custaria sem recibo. Não, &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/16/nao-obrigado-nao-quero-recibo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou fiscal do Estado, nem este me paga para andar à cata de impostos alheios. Nem sou assim tão lorpa que vá voluntariamente pagar por um bem ou serviço mais 23% do que ele me custaria sem recibo. <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/economia-paralela-subiu-em-portugal-e-vale-quase-25-do-pib-1529201" target="_blank">Não, não peço recibo</a>. E mesmo que pague o mesmo, só peço recibo se tiver alguma vantagem nisso. Caso contrário, não, não peço recibo.<br />
Se querem que eu peça recibo, aprendam a ser justos. Aprendam a governar. Caso contrário, não vou pedir recibos para ajudar a pagar <a href="http://aventar.eu/2012/01/09/o-fabuloso-destino-de-andre-viola/" target="_blank">os motoristas de 21 anos do Francisco José Viegas </a>que recebem 1600 euros por mês; ou <a href="http://www.publico.pt/Política/governo-fez-pelo-menos-1193-nomeacoes-1529198" target="_blank">as 1097 nomeações de Passos Coelho</a>; ou <a href="http://www.diarioaveiro.pt/noticias/governo-ordena-saida-de-helena-terra-da-seguranca-social" target="_blank">as trocas de boys e respectivas indemnizações</a>; ou os Grupos de Trabalho criados pelo Relvas; ou os benefícios fiscais da Banca e das SGPS; ou os salários milionários dos Catrogas deste país; ou os <a href="http://aventar.eu/2011/11/07/o-plano-nacional-de-barragens-vai-nos-custar-16000000000-00-euros/" target="_blank">inúteis Planos Nacionais de Barragens</a>; ou os Subsídios de Férias e de Natal do Cavaco e dos demais reformados do Banco de Portugal. Ou para andarem <a href="http://5dias.net/2012/01/15/a-politica-de-austeridade-principalmente-dirigida-as-familias-mais-pobres-e-com-mais-filhos/" target="_blank">a cortar apenas aos mais pobres</a>.<br />
Não, enquanto não houver justiça e equidade fiscal em Portugal, não tenho qualquer motivo para pedir recibo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Passos Coelho fez até ao momento mais nomeações do que Sócrates</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/12/passos-coelho-fez-ate-ao-momento-mais-nomeacoes-do-que-socrates/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 15:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos primeiros 6 meses, o actual Governo já fez 618 nomeações, o que dá uma média de 103 nomeações por mês. Nos primeiros dois anos, entre 2005 e 2007, José Sócrates nomeara 2373 pessoas, o que dá uma média de &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/12/passos-coelho-fez-ate-ao-momento-mais-nomeacoes-do-que-socrates/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos primeiros 6 meses, o actual <a href="http://economico.sapo.pt/noticias/nprint/135211.html">Governo já fez 618 nomeações</a>, o que dá uma média de 103 nomeações por mês. Nos primeiros dois anos, entre 2005 e 2007, José Sócrates nomeara 2373 pessoas, o que dá uma média de 98 nomeações por mês.<br />
Sei bem que, a partir dessa primeira fase, José Sócrates começou a acelerar. Mas se é de aceleração que estamos a falar, então vejamos com atenção como têm sido, em termos de nomeações, os últimos dias de Passos Coelho. E esperemos pelo que vem aí.<br />
Para quem dizia que Passos Coelho era diferente dos outros, está aqui a prova. Para o próprio, que dizia que <a href="http://arrastao.org/2445587.html" target="_blank">não iria enxamear a Administração do Estado com militantes e simpatizantes do PSD</a>, é só mais uma de quem <a href="http://aventar.eu/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/">não parou de mentir </a>desde que foi eleito líder do PSD. </p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>O prato do dia passou para 5 euros</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/09/o-prato-do-dia-passou-para-5-euros/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 17:58:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Na imagem: Massa à lavrador, um dos mais usuais Pratos do Dia No Café Chaplin, onde almoço sempre que o horário não me permite ir a casa, o prato do dia passou de 4,75 para 5 euros desde que o IVA &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/09/o-prato-do-dia-passou-para-5-euros/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://4.bp.blogspot.com/-gOGsUoE35EI/TdZ30SxWX_I/AAAAAAAAAsk/CbnLkUK8hSc/s1600/Massa+Lavrador+.gif" alt="" width="422" height="244" /><br />
<em>Na imagem: Massa à lavrador, um dos mais usuais Pratos do Dia</em></p>
<p>No Café Chaplin, onde almoço sempre que o horário não me permite ir a casa, o prato do dia passou de 4,75 para 5 euros desde que o IVA da restauração aumentou para 23%.<br />
Para os nossos leitores de Direita, menos familiarizados com isto do Prato do Dia por razões que facilmente se compreendem, passo a explicar o conceito: trata-se de um prato fixo com um preço fixo ao longo da semana. Na maior parte dos casos, há duas opções &#8211; peixe ou carne &#8211; mas é normal haver apenas uma opção ou até mais do que duas. Quanto ao preço, tanto pode englobar toda a refeição como apenas o prato propriamente dito.<br />
No caso do Café Chaplin, o prato do dia engloba um prato de comida (entre 4 ou 5 opções disponíveis diariamente), a sopa, o pão, meio litro de vinho (e não é uma zurrapa qualquer) e café. Por razões óbvias, o proprietário viu-se obrigado a aumentar os preços, algo que não fazia há muito tempo porque, já se sabe, a concorrência é grande.<br />
Os <a href="http://aventar.eu/2011/04/27/diogo-leite-de-campos-explica-o-que-nao-e-um-rico-e-o-que-e-a-miseria/">Diogos Leites Campos </a>deste país não devem conceber a ideia de almoçar diariamente &#8211; e bem &#8211; por 5 euros. Por isso, também não perceberão que 25 cêntimos diários, nos dias que correm, é muito para um trabalhador. O mesmo que, doravante, passará a preparar a sua marmita com aquilo que sobrou do jantar da véspera.<br />
Também por isso, há-de haver quem pegue na máquina de calcular para dizer que um aumento de 25 cêntimos é maior do que o aumento do IVA de 13 para 23%. E com razão. É um extorsionário, o dono do Chaplin&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Eis o relatório do ICOMOS sobre a Barragem do Tua que Passos, Relvas e Viegas andaram a esconder durante 6 meses</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/30/eis-o-relatorio-do-icomos-sobre-a-barragem-do-tua-que-passos-relvas-e-viegas-andaram-a-esconder-durante-6-meses/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/12/30/eis-o-relatorio-do-icomos-sobre-a-barragem-do-tua-que-passos-relvas-e-viegas-andaram-a-esconder-durante-6-meses/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 12:46:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[barragem do tua]]></category>
		<category><![CDATA[relatório do icomos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dantes, quem queria ver algo publicado, enviava-o a um jornal. Agora, enviam-no aos blogues. Significativo indicador da independência destes e da subserviência daqueles face aos poderes político e económico. Sinais dos tempos&#8230; O Aventar publica hoje, em Inglês com tradução &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/30/eis-o-relatorio-do-icomos-sobre-a-barragem-do-tua-que-passos-relvas-e-viegas-andaram-a-esconder-durante-6-meses/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2011/12/tua-53.jpg" class="alignnone" width="350" height="234" /><br />
Dantes, quem queria ver algo publicado, enviava-o a um jornal. Agora, enviam-no aos blogues. Significativo indicador da independência destes e da subserviência daqueles face aos poderes político e económico. Sinais dos tempos&#8230;<br />
O Aventar publica hoje, em Inglês com tradução para Português, o <a href="http://aventar.eu/2011/12/30/barragem-do-tua-o-relatorio-do-icomos-unesco-que-o-governo-tentou-esconder/">relatório do ICOMOS / UNESCO sobre a Barragem do Tua</a>. Arrasador é a palavra que me ocorre para caracterizar os impactos da construção da Barragem. E escolho apenas algumas passagens:</p>
<p><strong>. A área de intervenção da Barragem afecta totalmente a Região do Douro Património Mundial.<br />
. A construção da Barragem significaria um impacto muito grande na Região do Alto Douro Património Mundial que implicaria a perda do VEU (Valor Excepcional Universal) e sérias ameaças à sua autenticidade e integridade.<br />
. Todas as outras estruturas, incluindo as linhas para o transporte de energia que não estão representadas nos projectos, têm um impacto muito negativo numa área classificada como Património Mundial.<br />
. Medidas compensatórias, mesmo que tenham de ser revistas à luz do Plano de Gestão, não são o ponto mais importante, mas sim se a Barragem de Foz Tua deve ser construída de todo.</strong></p>
<p>Tudo isto &#8211; destruição do Vale e da Linha do Tua, destruição do Douro Património Mundial, fim de uma fonte de turismo irrepetível, alteração das próprias características que fazem do Porto um vinho único &#8211; para produzir 0,6% da energia eléctrica do país e criar meia dúzia de empregos &#8211; o daqueles que a partir de Lisboa vão fazer a gestão da Barragem. Ah, claro, e <a href="http://aventar.eu/2011/11/07/o-plano-nacional-de-barragens-vai-nos-custar-16000000000-00-euros/">para a EDP fazer um negócio de muitos milhões </a>à custa de todos nós.<br />
<img alt="" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2011/12/tua-41.jpg?w=640" class="alignnone" width="348" height="234" /></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ainda a Coreia do Norte</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/21/ainda-a-coreia-do-norte/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 11:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao contrário do Bernardino Soares, não tenho dúvidas de que a Coreia do Norte é uma Ditadura. Agressiva, militarista, baseada no culto do chefe. Há Ditaduras piores e regimes democráticos mais perigosos? Haverá certamente, mas a questão não é essa. &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/21/ainda-a-coreia-do-norte/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/12/coreia.jpg" alt="" title="coreia" width="450" height="300" class="alignnone size-full wp-image-75613" /><br />
Ao contrário do Bernardino Soares, não tenho dúvidas de que a Coreia do Norte é uma Ditadura. Agressiva, militarista, baseada no culto do chefe. Há Ditaduras piores e regimes democráticos mais perigosos? Haverá certamente, mas a questão não é essa.<br />
A questão é que são regimes como o coreano que dão mau nome ao comunismo e são esse tipo de regimes um dos principais obstáculos a que um dia o Partido Comunista chegue ao poder em Portugal (e, já agora, <a href="http://5dias.net/2011/12/20/condolencias/">a forma como o PCP olha para eles</a>). Nesse sentido, eles &#8211; a par dos <a href="http://5dias.net/2011/12/20/a-coreia-do-norte-outra-vez-o-renato-sinceramente/">regimes capitalistas selvagens </a>- são os nossos principais inimigos.<br />
É que o verdadeiro comunismo raramente chegou a ser implementado. Como seria diferente o mundo, hoje, se o tivesse sido. </p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Manifesto pela desclassificação do Douro como Património da Humanidade</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/14/manifesto-pela-desclassificacao-do-douro-como-patrimonio-da-humanidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 11:35:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Douro que nós amamos – o Douro das paisagens, das gentes, da natureza – não é aquele que nos querem impor: um Douro feito de betão, de turbinas e de lagos artificiais apenas para que negociatas entre o Estado &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/14/manifesto-pela-desclassificacao-do-douro-como-patrimonio-da-humanidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/SZKLJI34loI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
O Douro que nós amamos – o Douro das paisagens, das gentes, da natureza – não é aquele que nos querem impor: um Douro feito de betão, de turbinas e de lagos artificiais apenas para que negociatas entre o Estado e empresas privadas permitam a riqueza de alguns.<br />
Hoje mesmo, enviei uma Carta por Correio para os responsáveis da UNESCO e do ICOMOS, respectivamente Irina Bokova (directora-geral) e Gustavo Araoz (presidente). Enviei também por mail para todos os membros das duas instituições e pelo Facebook para todos os apaixonados pelo Douro em Portugal e no Mundo.<br />
Aquilo que proponho &#8211; a desclassifcação do Douro Património Mundial &#8211;  pode ser polémico, mas não haverá muito mais a fazer. O Governo já anunciou, através desse homem de cultura que se chama Francisco José Viegas, que não interrompe a construção da Barragem. Num país em condições, o Douro continuaria a ser Património da Humanidade e o Vale do Tua teria, ele mesmo, a sua própria classificação.<br />
E porque ainda vamos a tempo, é altura de espalhar esta mensagem por todo o mundo e tornar o Tua uma questão com exposição internacional. Todos os que a leram têm nas suas mãos a oportunidade de fazer algo pela região que todos amamos.<br />
O texto completo da Carta, em Inglês e em Português, pode ser lido no <a href="http://aventar.eu/2011/12/14/1130903/">Aventar</a>.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mumia Abu-Jamal, prisioneiro político nos Estados Unidos da América</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/08/mumia-abu-jamal-prisioneiro-politico-nos-estados-unidos-da-america/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 09:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Mumia Abu-Jamal, um dos casos mais mediáticos e mais significativos do que é hoje a pena de morte nos Estados Unidos, viu hoje a pena capital ser-lhe comutada pelo Estado de Filadélfia. Pseudónimo de Wesley Cook, estava no corredor da &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/08/mumia-abu-jamal-prisioneiro-politico-nos-estados-unidos-da-america/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-75116" title="mumia" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/12/mumia.jpg" alt="" width="600" height="400" /><br />
Mumia Abu-Jamal, um dos casos mais mediáticos e mais significativos do que é hoje a pena de morte nos Estados Unidos, <a href="http://www.publico.pt/Mundo/mumia-abujamal-ja-nao-ira-ser-executado-1524210">viu hoje a pena capital ser-lhe comutada pelo Estado de Filadélfia</a>.<br />
Pseudónimo de Wesley Cook, estava no corredor da morte desde 1982. Pertencia ao Partido dos Panteras Negros, destinado a defender os habitantes dos bairros negros da violência da Polícia, e foi um conhecido jornalista de rádio – a «voz dos que não têm voz». Foi detido sob a acusação de ter matado um polícia que estava a espancar o seu irmão. Mais do que um prisioneiro comum, Jamal é hoje um prisioneiro político.<br />
Todo o processo está repleto de ilegalidades e de mentiras, a começar pelo momento da morte do polícia. Jamal interveio para defender o irmão, que estava a ser espancado, mas havia outras pessoas no local e uma delas fugiu logo a seguir aos disparos. <span id="more-75115"></span><br />
A arma de Jamal, de calibre 38, não disparou (o polícia foi morto por uma de calibre 44 jamais encontrada) – de resto, não foi feito qualquer exame de balística à sua arma ou às suas mãos.<br />
Quanto às testemunhas, nenhuma das que o defendeu foi arrolada, sendo que várias foram pressionadas para alterar o seu depoimento. O juiz que presidiu ao Julgamento declarou publicamente o seu desapreço por Jamal e pelas suas actividades políticas e demonstrou-o ao longo do processo.<br />
11 jurados negros foram eliminados do Júri.<br />
O seu advogado afirmou publicamente que não estava preparado e que não falara com as testemunhas.<br />
Jamal foi impedido pelo juiz de se defender a si próprio.<br />
O Ministério Público não apresentou qualquer prova do envolvimento de Jamal no homicídio, mas apresentou 600 páginas com as suas actividades políticas descritas ao pormenor.<br />
Em 2010, os Estados Unidos da América são um dos 74 países do mundo que permitem a pena de morte. É permitida em 36 dos 50 Estados e, sendo a injecção letal o método mais utilizado, a electrocussão, a câmara de gás, o enforcamento e o fuzilamento também são permitidos. Pela sua importância, o fim da pena de morte na América ditaria o fim da pena de morte em muitos outros países.<br />
O caso de Mumia Abu-Jamal é elucidativo quanto ao sistema de Justiça americano. É que, mesmo que não tenha sido condenado mais um inocente, a verdade é que alguém vai passar o resto da vida na prisão por causa um crime que se calhar nunca cometeu e cuja condenação tem claros contornos políticos.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Jobs for the Boys and Girls: Os novos rostos da Segurança Social</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/07/jobs-for-the-boys-and-girls-os-novos-rostos-da-seguranca-social/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 17:26:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns meses, Pedro Mota Soares, jovem líder parlamentar do CDS, exibia na Assembleia da República um powerpoint que comprovava a instrumentalização e partidarização da Segurança Social pelo PS, então no Governo. Hoje, Pedro Mota Soares é Ministro da Segurança &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/07/jobs-for-the-boys-and-girls-os-novos-rostos-da-seguranca-social/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns meses, Pedro Mota Soares, jovem líder parlamentar do CDS, <a href="http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1784744">exibia na Assembleia da República um powerpoint </a>que comprovava a instrumentalização e partidarização da Segurança Social pelo PS, então no Governo.<br />
Hoje, Pedro Mota Soares é Ministro da Segurança Social e não tem qualquer powerpoint para mostrar. Mas os factos falam por si.<br />
A nova Presidente do Instituto de Segurança Social, com a saída de Edmundo Martinho, é Mariana Ribeiro Ferreira Costa Cabral, orgulhosa esposa de um descendente de D. Afonso Henriques e filha do jornalista António Ribeiro Ferreira, o tal que queria <a href="http://www1.ionline.pt/conteudo/148095-e-urgente-partir-espinha-aos-sindicatos">partir a espinha aos sindicatos </a>e que era um grande admirador dessa <a href="http://ultraperiferias.blogspot.com/2008/04/ministra-da-educao-somos-o-pas-em-que-h.html">«senhora adorável»</a> que se chama arguida Maria de Lurdes Rodrigues. Não tem a experiência necessária para um cargo desta envergadura, apesar de ter passado pela Acção Social na Vereação de Cascais, mas tem o indispensável cartãozinho do CDS-PP, Partido do qual é Vice-Presidente.<br />
Mas há mais. Luís Monteiro, Vogal do Conselho Directivo, foi assessor parlamentar do PSD; Miguel Coelho e Joaquim Caeiro, outros dois vogais, foram assessores parlamentares do CDS.<br />
Nos Centros Distritais da Segurança Social, é o que já sabemos e que há bem  pouco tempo <a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&#038;id=519581">foi denunciado</a> pelo PS &#8211; Partido que, como se sabe, nunca faz este tipo de coisas. Os Centros de Coimbra, Bragança, Viseu e o Porto, pelo menos, já começaram a infestar a Administração Central com apaniguados seus.<br />
Quanto ao Porto, estamos em presença de um caso deveras interessante. O centrista Sampaio Pimentel, ex-vereador da Câmara do Porto na área da Protecção Civil, é o novo Presidente do Centro Distrital. O facto de nada perceber do assunto não deve ser, para quem o nomeou, muito importante. Para coadjuvá-lo, foi nomeada Ana Venâncio, vereadora do PSD e antiga colega de Marco António Costa na Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Uma curiosa arquitectura política que leva a que um membro da confiança de Pedro Mota Soares seja sempre marcado em cima por alguém ligado a Marco António. <span id="more-74901"></span><br />
Ainda no Centro Distrital do Porto, a rebaldaria continua com os assessores da Presidência. Sabe-se que vão ser nomeados 4, sendo que 2 dos nomes já são conhecidos: Maria Manuel, amiga de Sampaio Pimentel cujo maior feito profissional dos últimos anos tem sido o de se manter durante longos períodos em casa com atestado médico; e Ana Cancela, uma educadora de infância do Centro Infantil de Crestuma (de novo a predominância de Vila Nova de Gaia) cujos insuspeitos méritos na gestão e assesoria da «coisa pública» acabam de ser premiados com esta nomeação.<br />
O mais curioso é que, ainda em finais de Agosto, o Governo anunciava com toda a pompa <a href="http://www.rtp.pt/noticias/index.php?t=Governo-anuncia-extincoes-de-cargos-de-chefia-nos-gabinetes-distritais-da-Seguranca-Social.rtp&#038;headline=20&#038;visual=9&#038;article=474008&#038;tm=6">a extinção de 18 cargos</a> de dirigentes distritais adjuntos da Segurança Social. Extinguem 18 directores-adjuntos, mas à razão de 4 assessores por Centro Distrital, vão nomear mais de 70. Excelente!<br />
E como o exemplo vem de cima, aí temos <a href="http://aventar.eu/2011/12/06/peticao-dirigida-a-pedro-audi-soares/">Pedro Mota Soares</a>, o putativo Ministro, a deslocar-se num Audi A7 de 86 mil euros para reuniões sobre pobreza e miséria, onde geralmente o vemos a perorar <a href="http://www.precariosinflexiveis.org/2011/11/mota-soares-persegue-os-beneficiarios.html">contra os beneficários do Rendimento Mínimo</a> &#8211; sim, já sabemos que o contrato vem do Governo anterior e que não é possível rasgar contratos (só os contratos que o Estado tem com os Funcionários Públicos e demais contribuintes é que podem ser rasgados).<br />
E como o exemplo vem, novamente, de cima, aí temos o verdadeiro Ministro, Marco António Costa, a reservar para si e para a sua assessora, trazida de Lisboa, metade do 15.º andar da rua António Patrício (Centro Distrital do Porto), num gabinete remodelado de onde se alcança uma vista esplendorosa sobre o Douro. Desta vez, pelo menos,<a href="http://aventar.eu/2010/04/10/deus-nos-livre-de-marco-antonio/"> não repetiu a façanha </a>da sua anterior passagem pela Segurança Social.<br />
E assim vamos, cantando e rindo, num dos principais ministérios da governação do país. Porque os tempos são difíceis e ninguém está imune aos sacrifícios. </p>]]></content:encoded>
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		<title>PSD &#8211; História da Repressão (1989 &#8211; 2011)</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 08:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Já estamos habituados. Em Portugal, a Direita Radical resolve os problemas sempre da mesma maneira quando está no poder: à bastonada. Foi assim durante o longo e estéril cavaquismo e continua, 20 anos depois, a ser assim. O actual primeiro-ministro &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/06/psd-historia-da-repressao-1989-2011/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/sfEs8NToGO8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Já estamos habituados. Em Portugal, a Direita Radical resolve os problemas sempre da mesma maneira quando está no poder: à bastonada. Foi assim durante o longo e estéril cavaquismo e continua, 20 anos depois, a ser assim. O actual primeiro-ministro não percebeu a lição.<br />
Pedro Passos Coelho, já o disse aqui, está de cabeça perdida. A rua assusta-o de tal forma que a contestação ainda nem sequer começou a sério e, em apenas 5 meses, já adoptou a cartilha de Cavaco.<br />
O que é grave: se num mini-ensaio do que vem aí a Polícia já começou a <a href="http://5dias.net/2011/12/05/ausencia-de-duvida-plausivel-mais-provas-cabais-sobre-a-violencia-policial-os-infiltrados-e-os-provocadores-que-ja-actuam-pelo-menos-desde-o-dia-15-de-outubro-com-estas-imagens-agora-e-passos-c/">distribuir pancada</a> a torto e a direito, imagine-se o que será quando todos começarem a sair para a rua.<a href="http://5dias.net/2011/09/06/transformemos-portugal-numa-nova-grecia-ou-como-passos-coelho-anda-de-cabeca-perdida/"> Quando isto estiver transformado numa nova Grécia</a>.<br />
O que fará então Pedro Passos Coelho? </p>]]></content:encoded>
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		<title>Isto é uma guerra dos ricos contra os pobres e a pandilha de Pedro Passos Coelho está a vencê-la</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/11/isto-e-uma-guerra-dos-ricos-contra-os-pobres-e-a-pandilha-de-pedro-passos-coelho-esta-a-vence-la/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 19:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A frase original não é minha, mas faz todo o sentido adaptá-la aos dias que vivemos. Mesmo que os dotes de oratória do primeiro-ministro conseguissem convencer-nos do contrário, o que não é o caso, a verdade é que está a &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/11/isto-e-uma-guerra-dos-ricos-contra-os-pobres-e-a-pandilha-de-pedro-passos-coelho-esta-a-vence-la/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A frase original não é minha, mas faz todo o sentido adaptá-la aos dias que vivemos.<br />
Mesmo que os dotes de oratória do primeiro-ministro conseguissem convencer-nos do contrário, <a href="http://5dias.net/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/">o que não é o caso</a>, a verdade é que está a ser delineada uma guerra que, em última instância, tem como objectivo aumentar as desigualdades sociais e cavar um fosso cada vez maior entre ricos e pobres através da transferência de dinheiro dos segundos para os primeiros.<br />
Ao mesmo tempo que se <a href="http://www.ionline.pt/portugal/passos-anuncia-fim-dos-subsidios-ferias-ntal-salarios-acima-mil-euros">esbulha funcionários públicos e reformados em 14% do seu vencimento anual</a>, os detentores das grandes fortunas não pagam um cêntimo que seja para a resolução da crise.<br />
Ao mesmo tempo que se esbulha funcionários públicos e reformados em 14% do seu vencimento anual, os grandes grupos económicos vêem ser criada uma pequena taxa adicional de apenas 5%.<br />
Ao mesmo tempo que funcionários públicos e reformados são espoliados em 14% do seu vencimento anual, os detentores do grande património continuam sem qualquer tipo de taxação.<br />
Ao mesmo tempo que funcionários públicos e reformados são rapinados em 14% do seu vencimento anual, os Bancos &#8211; principais causadores da crise &#8211; continuam a não pagar impostos e ainda se dão ao desplante de querer <a href="http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Associacao-de-bancos-contra-proposta-de-recapitalizacao-do-Governo.rtp&#038;headline=20&#038;visual=9&#038;article=498341&#038;tm=6">abocanhar</a>, sem condições, os milhões da Troika que todos nós vamos pagar.<br />
Ao mesmo tempo que funcionários públicos e reformados são usurpados dos seus direitos mais básicos, todos aqueles que ganham milhões <a href="http://beparlamento.net/bloco-acusa-governo-de-isentar-sgps-e-prop%C3%B5e-taxa-de-215-sobre-dividendos">em mais-valias bolsistas e dividendos</a> continuam a rir-se do esforço que os outros fazem.<br />
Ao mesmo tempo que tudo se ratoneia aos mais pobres, tudo se perdoa aos mais ricos.<span id="more-73894"></span><br />
Ao mesmo tempo que as Micro e Pequenas e Médias Empresas vão sobrevivendo como podem, o Grande Capital esconde o seu dinheiro nos off-shores e paraísos fiscais e sai da crise ainda mais rico do que antes.<br />
Ao mesmo tempo que todos os sectores públicos sofrem cortes, o dinheiro disponível para consultorias e pagamento de projectos, sabemos nós a quem, vai aumentar.<br />
Ao mesmo tempo que todos pagam os bens de primeira necessidade mais caros através do IVA, os produtos de luxo continuam sem qualquer tipo de aumento fiscal.<br />
Ao mesmo tempo que as escolas públicas se debatem com dificuldades cada vez maiores, as escolas privadas vêem crescer o quinhão que generosamente recebem do Orçamento de Estado.<br />
Os exemplos podiam continuar. Mas a verdade, sem querer desculpar Pedro Passos Coelho, é que ele não é o principal culpado. O primeiro-ministro não passa de um peão, devidamente instrumentalizado pelos chefes da pandilha que nos governa. Todos eles estão conscientes de que a guerra só será vencida quando os portugueses forem reduzidos a uma condição de quase escravatura e quando todos os os europeus estiverem a receber <a href="http://aventar.eu/2011/11/11/nao-vai-haver-espaco-para-cobardias/">ao nível dos chineses</a>. Estas medidas são apenas a forma de chegar lá.<br />
Como diz acima o <a href="http://5dias.net/2011/11/11/reconheca-se-a-defesa-que-fazem-dos-da-sua-classe-reconheca-se-o-seu-salazarismo/">Tiago</a>, os ricos protegem-se entre si quando chegam ao poder. Porque há uma guerra a travar. E infelizmente, por muito que nos custe, são eles que neste momento estão a ganhar essa guerra.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os «libertadores» do povo líbio</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/03/os-%c2%ablibertadores%c2%bb-do-povo-libio/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 23:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A estas crianças, por exemplo, libertaram-nas da lei da vida. E sobre isto, vale a pena ler, mesmo com alguns exageros, o texto fantástico da De Puta Madre no Aventar. «A Guerra na Líbia foi um pacto Ocidental com Terroristas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/03/os-%c2%ablibertadores%c2%bb-do-povo-libio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2011/11/girl-khaleda-daughter1.png?w=600" class="alignnone" width="600" height="527" /><br />
A estas crianças, por exemplo, libertaram-nas da lei da vida.<br />
E sobre isto, vale a pena ler, mesmo com alguns exageros, o texto fantástico da De Puta Madre no Aventar.<br />
<em>«A Guerra na Líbia foi um pacto Ocidental com Terroristas Extremistas Islamitas. A Guerra na Líbia foi a Pulverização de um País por uma acção de extermínio Y morte. O Séc. XXI, entre muitas coisas surreais, vê nascer nas crianças pretas Líbias a Figura de Perigosos Mercenários – bebés de meses, inclusive. Mas a Democracia é Urgente. A Democracia tem Urgência. A Democracia têm Urgências. As crianças de KHALED AL-HAMEDI tem direito a uma Página na web Y destaque neste Post – INDIGNO! – vociferarão raivosos e de tresloucada demência os senhores NATO y todos os que se curvam à Democracia, Liberdade Y Direitos Humanos, acima Y mais Valorosos do que a vida de qualquer Criança; especialmente das Crianças Líbias Pretas Y Filhas de Amigos Ricos de Longa data de Saif Al-Islam</em>». Ler o resto <a href="http://aventar.eu/2011/11/02/a-tragedia-de-um-jovem-pai-so-por-ser-amigo-de-saif-al-islam-kadhafi/">aqui</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A ignorância e as mentiras de Miguel Relvas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/29/a-ignorancia-e-as-mentiras-de-miguel-relvas/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 19:18:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Como seria de prever, o Governo já começou a preparar-nos, lentamente, para o fim definitivo dos subsídios de Férias e de Natal. Primeiro, foi Vítor Gaspar a falar, de forma inusitada, em «vários anos» de cortes, dando a entender que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/29/a-ignorancia-e-as-mentiras-de-miguel-relvas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_OLfyLbzE3kc/SMU_hXz__mI/AAAAAAAABdI/3zJNj-wb5ik/s400/mentiras+novas.jpg" class="alignnone" width="400" height="300" /><br />
Como seria de prever, o Governo já começou a preparar-nos, lentamente, para o fim definitivo dos subsídios de Férias e de Natal. Primeiro, foi Vítor Gaspar a falar, de forma inusitada, em «vários anos» de cortes, dando a entender que seriam mais de dois. Seguiu-se-lhe Miguel Relvas a preparar o terreno para Pedro Passos Coelho, como sempre a desdizer tudo o que andou a dizer nos últimos anos.<br />
No meio disto tudo, as declarações de Miguel Relvas, para além de profundamente demagógicas, revelam um ministro que não sabe do que fala &#8211; e quem não sabe é ignorante &#8211; e que falseia a verdade em vários pontos. Ora, quem falseia a verdade mente. E quem mente é mentiroso.<br />
Diz Miguel Relvas que <a href="http://m.publico.pt/Detail/1518592">há muitos países que só têm 12 vencimentos</a>, citando a propósito a Holanda, a Inglaterra e a Noruega. E não se percebendo como afirmação tão momentosa não mereceu mais comentários por parte da nossa Comunicação Social, só se pode considerar lamentável que, na ânsia de enganar os contribuintes, os nossos governantes não se importem de passar por ignorantes.<br />
Como Miguel Relvas deve saber, o rendimento do trabalho em todos os países é anual &#8211; aliás, é assim que se calcula o IRS. O que existe são formas diferentes de o distribuir durante o ano. Em Portugal, por exemplo, o rendimento anual é distribuído, ou era, por 14 meses.<br />
Quanto aos exemplos dados por Miguel Relvas, chegam a roçar o ridículo. Nem de propósito, falha em todos eles.<br />
Em Inglaterra, o rendimento anual é dividido por 52 semanas e não por 10, 12, 14 ou 16 meses. 52 semanas, senhor ministro.<br />
Na Holanda, os trabalhadores têm direito a Subsídio de Férias, correspondente a 8% do salário anual. Ou seja, caso se tenha trabalhado um ano inteiro, recebe-se um pouco menos de um mês de salário no mês de Junho, para além do mês de férias pagas.<br />
Na Noruega, o rendimento anual é realmente pago em 12 meses. No entanto, o valor do IRS é dividido por 11 meses, sendo que os trabalhadores por conta de outrém recebem, no mês de férias, o ordenado isento de impostos. Ora, não é isto um subsídio de férias?<br />
Para além das mentiras e da ignorância confessa, nota-se no meio disto tudo uma demagogia profunda. Como é possível querer comparar os salários dos portugueses (salário médio anual de 11 689 euros) com os salários de países como a Holanda (23 022 euros), a Noruega (22 263 euros) ou o Reino Unido (22 185 euros)? E ainda por cima querer cortar definitivamente uma parte significativa desse rendimento anual?<br />
O Governo até pode ter legitimidade, o que duvido, para impor este tipo de medidas. Que não faziam parte do Programa de Governo ou do acordo com a Troika. O que não pode é mentir descaradamente aos portugueses e continuar a fazê-lo constantemente como se nada fosse. É que ainda não passaram 5 meses e <a href="http://aventar.eu/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/">já estamos fartos destas mentiras</a>. E que tal mentiras novas?</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O meu ranking das escolas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/17/o-meu-ranking-das-escolas/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 09:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano após ano, a comunicação social apresenta-nos resultados completamente falaciosos do panorama das nossas escolas secundárias. Quem vir esses «rankings» chega à conclusão de que se vive o melhor dos mundos nas escolas privadas e o «inferno na terra» nas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/17/o-meu-ranking-das-escolas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano após ano, a comunicação social apresenta-nos resultados completamente falaciosos do panorama das nossas escolas secundárias. Quem vir esses «rankings» chega à conclusão de que se vive o melhor dos mundos nas escolas privadas e o «inferno na terra» nas escolas públicas. São «rankings» que ignoram a componente sócio-económica dos alunos que compõem cada escola.<br />
São «rankings» que ignoram também a localização de cada escola – estar situada no litoral ou no interior não é despiciendo. São «rankings» que ignoram ainda o número de alunos que cada escola leva a exame – nuns casos, 50; noutros casos, 500.<br />
Bastava deslocar os alunos de uma escola privada para uma pública, e vice-versa, e os resultados seriam exactamente o oposto. Uma escola em 400.º lugar no «ranking» pode fazer um trabalho melhor do que uma escola classificada nos 10 primeiros lugares.<br />
Como não é possível transferir os alunos, decidi elaborar o meu próprio «ranking» das escolas secundárias em 2011. Partindo das Classificações de Exame em cada escola, decidi acrescentar uma variável sócio-económica, uma outra variável geográfica e uma outra relacionada com o número de alunos que cada escola levou a exame. Estas variáveis destinam-se a corrigir as assimetrias regionais e económicas que se verificam no nosso país e a dimensão de cada estabelecimento de ensino.<br />
Essas duas variáveis traduzem-se da seguinte forma no meu «ranking»:<br />
- 1ª bonificação para as escolas públicas dos distritos do interior do país;<br />
- 2ª bonificação para as escolas públicas dos distritos do litoral do país (excepto Lisboa e Porto)<br />
- 3ª bonificação para as escolas privadas do interior do país;<br />
- 4ª bonificação por cada 100 exames realizados para todas as escolas.</p>
<p>Tendo em conta estes valores, obviamente subjectivos (mas tão subjectivos como a lista que a comunicação social anualmente publica), o meu «ranking» é o seguinte:</p>
<p>1 – Escola Secundária Alves Martins (PUB, Viseu)<br />
2 – Escola Secundária Jaime Moniz (PUB, Madeira)<br />
3 – Externato Ribadouro (PRI, Porto)<br />
4 – Escola Secundária Garcia de Orta (PUB, Porto)<br />
5 – Escola Secundária Carlos Amarante (PUB, Braga)<br />
6 – Escola Secundária Gabriel Pereira (PUB, Évora)<br />
7 – Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo (PUB, Leiria) <span id="more-72742"></span><br />
8 – Escola Secundária Domingos Sequeira (PUB, Leiria)<br />
9 – Escola Secundária de S. João do Estoril (PUB, Lisboa)<br />
10 – Escola Secundária Eça de Queirós – Póvoa (PUB, Porto)<br />
11 – Escola Secundária de Raúl Proença (PUB, Leiria)<br />
12 – Escola Secundária Vergílio Ferreira (PUB, Lisboa)<br />
13 – Escola Secundária Infanta D. Maria (PUB, Coimbra)<br />
14 – Escola Secundária Leal da Câmara – Sintra (PUB, Lisboa)<br />
15 – Escola Secundária Santa Maria de Sintra – Sintra (PUB, Lisboa)<br />
16 – Escola Secundária D. Maria II (PUB, Braga)<br />
17 – Colégio Nossa Senhora do Rosário (PRI, Porto)<br />
18 – Escola Secundária de José Gomes Ferreira (PUB, Lisboa)<br />
19 – Escola Secundária Dr. Ginestal Machado (PUB, Santarém)<br />
20 – Escola Secundária Sebastião e Silva – Oeiras (PUB, Lisboa)<br />
21 – Escola Secundária Poeta António Aleixo – Portimão (PUB, Faro) 22 – Escola Secundária Camilo Castelo Branco (PUB, Vila REal)<br />
23 – Colégio Luso-Francês (PRI, Porto)<br />
24 – Escola Secundária da Amadora (PUB, Lisboa)<br />
25 – Escola Salesiana do Estoril (PRI, Lisboa)</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pedro Passos Coelho &#8211; Best of 2010-2011</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 20:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante 2010 e 2011, Pedro Passos Coelho disse que sim, disse que não e disse o contrário. Durante várias semanas recolhi, compilei e compus as melhores declarações deste extraordinário homem. Hoje, tenho o prazer de apresentar os melhores momentos de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/gNu5BBAdQec?hl=pt&amp;fs=1" frameborder="0" width="425" height="349"></iframe><br />
Durante 2010 e 2011, Pedro Passos Coelho disse que sim, disse que não e disse o contrário. Durante várias semanas recolhi, compilei e compus as melhores declarações deste extraordinário homem. Hoje, tenho o prazer de apresentar os melhores momentos de Pedro Passos Coelho (e o <a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/4507359.html">Rodrigo Moita de Deus </a>há-de desculpar o roubo descarado deste texto).</p>
<p>Adenda: Especialmente esclarecedoras as afirmações deste <a href="http://www.ionline.pt/portugal/passos-anuncia-fim-dos-subsidios-ferias-ntal-salarios-acima-mil-euros">extraordinário homem</a>, nos últimos 2 anos, após a <a href="http://www.publico.pt/Política/governo-corta-subsidios-de-natal-e-ferias-a-funcionarios-publicos-que-ganham-mais-de-mil-euros-1516374">declaração ao país acerca do Orçamento de Estado para 2012</a>.</p>
<p style="text-align: right;">Publicado originalmente no <a href="http://aventar.eu/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/">Aventar</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Os amigos são para as ocasiões</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/22/os-amigos-sao-para-as-ocasioes/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 18:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O PCP apresentou uma proposta para aumentar os impostos sobre os automóveis de luxo, iates e aviões particulares. Os amigos do PSD têm automóveis de luxo, iates e aviões particulares. O PSD chumbou a proposta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PCP apresentou uma proposta para aumentar os impostos sobre os automóveis de luxo, iates e aviões particulares.<br />
Os amigos do PSD têm automóveis de luxo, iates e aviões particulares.<br />
O PSD chumbou a proposta. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Nos 5 anos do 5 Dias</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/17/71547/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Sep 2011 13:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao longo de 5 anos de 5 dias, desde 17 de Setembro de 2006, foram quase 100 os autores que passaram pelo blogue. Alguns ficaram até hoje, outros partiram para novos desafios. Alguns deixaram a sua passagem indelével por centenas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/17/71547/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo de 5 anos de 5 dias, desde 17 de Setembro de 2006, foram quase 100 os autores que passaram pelo blogue. Alguns ficaram até hoje, outros partiram para novos desafios. Alguns deixaram a sua passagem indelével por centenas de posts que ficam na história da blogosfera, outros não chegaram sequer a estrear-se. Uns ficaram para sempre amigos do 5 Dias, outros inimigos figadais. Mas todos eles, queiram ou não queiram, serão parte integrante da história de um blogue que &#8211; perdoem-me a distinção &#8211; começou com 2 que ainda cá estão: o Nuno Ramos de Almeida e o António Figueira. Deixemo-nos de tretas, ser fundador é mesmo um posto.<br />
O 5 Dias é de todos os que nele participaram. E como é também um bocadinho meu, junto-me às comemorações do seu aniversário através de um post que evoca todos os seus autores desde 2006 até hoje. Por ordem alfabética (nome pelo qual assinam), aqui estão eles:<br />
Ana Filipa Oliveira, Ana Matos Pires, André Levy, António David, António Figueira, António Filipe, António Mira, António Paço, Arcebispo de Cantuária, Bicyclemark, Bruno Carvalho, Bruno Peixe, Bruno Sena Martins, Carlos Guedes, Carlos Vidal, Catarina Henriques,<br />
Claudia Silva, Daniel Medina, Diana Dionísio, Emídio Fernando, Engenheiro, Eugénio Rosa, Ezequiel, Fernanda Câncio, <span id="more-71547"></span>Filipe Gomes, Filipe Moura, Francisco Furtado, Francisco Santos, Helena Borges, Inês Meneses, Ivan Nunes, Joana Amaral Dias, Joana Simões Piedade, João Branco, João Galamba, João Labrincha, João Paulo Cotrim, João Pedro Henriques, João Pinto e Castro, João Torgal, João Valente Aguiar, Jorge Mateus, Jorge Palinhos, José Borges Reis, José Pedro Barreto, José Vieira Mendes, Levina Valentim, Luis Rainha, Manuel Gusmão, Margarida Santos, Maria João Pires, Mariana Canotilho, Marta Rebelo, Miguel Carranca, Miguel Serras Pereira, Morgada de V., Natasha Nunes, Nuno Ramos de Almeida, Nuno Vasco Fernandes, Ondina, Palmira Silva, Paulo Granjo, Paulo Jorge Vieira, Paulo Pinto, Pedro Ferreira, Pedro Penilo, Pedro vieira, o irmaolucia, Rafael Fortes, Raquel Freire, Raquel Varela, Renato Teixeira, Ricardo Noronha, Ricardo Santos Pinto, Rogélio da Costa Pereira, Rui Curado Silva, Rui Tavares, Sassmine, Sérgio Vitorino, Tiago Mota Saraiva, Tiago Ribeiro, Youri Paiva, Zé Neves e Zé Nuno.<br />
Qual foi a contribuição de cada um deles para a história do 5 Dias? Bem, essa será a segunda parte deste post. </p>]]></content:encoded>
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		<title>A morte de Salvador Allende</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/11/a-morte-de-salvador-allende/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 17:36:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[«Allende não era apenas médico e homem da política: conhecia a obra de Marx e aplicava-a. Eis o terror dos burgueses chilenos, que nunca tinham lido nem meia letra de quem tanto temiam sem saber porquê» (Raul Iturra) Tinha apenas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/11/a-morte-de-salvador-allende/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/09/allende.jpg" alt="" title="allende" width="276" height="183" class="alignnone size-full wp-image-71136" /></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>«Allende não era apenas médico e homem da política: conhecia a obra de Marx e aplicava-a. Eis o terror dos burgueses chilenos, que nunca tinham lido nem meia letra de quem tanto temiam sem saber porquê» (Raul Iturra)</strong><br />
</em></p>
<p><em>Tinha apenas 2 anos quando se deu o 11 de Setembro de 1973, que deu origem a uma das mais cruéis ditaduras do séc. XX na América Latina, a de Augusto Pinochet. Por todas as razões, mas sobretudo porque temos entre nós um chileno que viveu de perto os acontecimentos, decidi pedir ao professor <a href="http://aventar.eu/author/rauliturra1/">Raul Iturra</a>, catedrático de Etnopsicologia no ISCTE, um texto sobre o triste dia que hoje se comemora. Aqui vai ele com um grande bem-haja ao decano professor. </em></p>
<p>«Era uma grande surpresa para os meus professores da minha Universidade Britânica de Cambridge, que um médico político, socialista e marxista, tivesse sido eleito Presidente do Chile. Os meus chefes tinham lutado pela República da Espanha: George Orwell e Maurice Dobb sempre referiam esses dias e como o povo lutou para salvar a liberdade conquistada em 1931, dia em que o Rei Afonso XIII se demitiu, a República foi proclamada e Manuel Azaña a presidiu.<br />
Jack Goody, meu chefe directo, não lutou pela República Espanhola, por ter estado em Auschwitz como prisioneiro de guerra. Curioso por saber como um marxista e fundador do Partido Socialista era Presidente do conservador Chile, enviou-me a mim e à família para indagar como era esse facto possível. Solicitei ao meu amigo e Reitor, Fernando Castillo Velasco, ser enviado a uno dos campus da Pontifícia Universidade do Chile, aceitou e fui enviado à sucursal de Talca, 350 quilómetros ao Sul de Santiago, área denominada o rim da aristocracia chilena: todos tinham milhares de hectares de terra preta, vinhas, casas imensas e um número impossível de contar de jornaleiros para trabalhar para eles.<br />
A nossa família possuía bens, mas nunca fui a casa deles. O meu pequeno grupo doméstico habitou na nossa casa da cidade e eu, interessado, fui morar na casa de jornaleiros, fundámos uma Universidade para camponeses, aulas à noite e fim-de-semana, trabalho e aulas de dia nos sítios de trabalho. Escrevi três livros sobre a experiência, todos eles queimados quando fui feito prisioneiro pelas Forças Armadas e levado a um campo de concentração para ser fuzilado. <span id="more-71133"></span></p>
<p>Allende habitava na sua casa pessoal, daí La Moneda, construída no século XVII, ser apenas um lugar de trabalho. Vivíamos felizes esse ano e meio do começo do Governo, até que o Senhor Presidente começou a correr para cumprir o prometido: confiscar terras, indústrias, fábricas e entregá-las aos seus legítimos proprietários, os jornaleiros, que de produção nada sabiam. Daí, também, as nossas escolas para camponeses, o CEAC- Centro de Estúdios Agrários e Campesinos, para homens e mulheres. O cobre do Chile foi confiscado e passou para as mãos dos chilenos, sem nenhuma compensação, como aos antigos proprietários de indústria de lucro: <em>Já ganharam muito ao longo destes mais de trezentos anos, era bem ao contrário, os usurpadores deviam devolver o lucro da mais-valia retirada aos operários</em>, costumava dizer o Companheiro Presidente. Acabaram os tratamentos protocolares, éramos todos iguais, como Babeuff escrevia no seu jornal, <em>La Gazette</em><em> du Peuple</em> especialmente o de 1785: <em>O Manifesto dos plebeus.</em></p>
<p>A justiça de Allende, foi a porta aberta para a sua morte. Estávamos cercados: nada havia para comer, circular em carros, nem tabaco nem artigos de consumo. O mercado negro começou a funcionar. Todos nós, os marxistas de Allende, sentíamos arrepios, mas a nossa frase vulgar era: <em>não, no Chile isto não acontece….</em>para tirar o medo real que nos habitava alma e corpo. Como Presidente de um dos Partidos da Coligação que apoiava ao Presidente, a Unidade Popular, mandei realizar dois factos destemidos: um, preparar membros da UP para lutar com armas, caso fosse necessário e conveniente. Outro, organizar guerrilhas, com o modelo francês, tão bem sucedido durante a Segunda Grande Guerra da Europa. Mandei chamar um dos meus vice-presidentes, expliquei-lhe o plano e passou a ser o único que me conhecia.</p>
<p>A 11 de Setembro, numa altura em que o Companheiro Presidente queria organizar um plebiscito e perguntar ao povo se queriam que ele continuasse como Presidente da República, as Forças do Mar começaram a navegar para o Norte do Chile, com armamento e marinheiros treinados para uma guerra, apesar de não saberem qual guerra seria. A maior parte da esquadra apoiava Allende como Supremo Chefe das Forças Armadas do Chile. O Companheiro sabia que qualquer coisa podia acontecer, confidenciou-se com o Geral em Chefe das Forças de Terra, em quem confiava por cobarde e sabia que nada diria a ninguém. Mas o nosso primo, Almirante Toribio Merino e o seu segundo, primo da minha mulher, Franklin González, convenceram Merino e o General em Chefe da Força Aérea, Gustavo Leigh o hostilizou, argumentando que devia ser o General em Chefe das Forças de Terra quem liderara o alçamento. </p>
<p>Cobarde e arrogante como era, e Edecan do Presidente, mal soube a data, seria a 10 de Setembro, correu aos colegas, revelou o segredo e por vários dias não visitou o Presidente, tão grande era o seu temor de ser soberbo, arrogante e traidor. O Companheiro andava na Universidade de Guadalajara, no México, foi a casa de Tomás Moro e o grupo de amigos do Presidente estava já ai, para avisar o Presidente do alçamento. De imediato foi a La Moneda com os seus apoiantes pessoais, preparou um certo tipo de defesa, mandou chamar a sua guarda que o louvava e honrava, foi intimado pelas Forças Armadas para se render. Cobardia do General de terra foi toda gravada, o CD está comigo, mandou, como Presidente da República, que os Generais dos quatro ramos viessem de imediato ao Salão Toesca, o mais luxuoso de La Moneda. </p>
<p>Vestiu-se a rigor, era um homem elegante e gostava da boa roupa. Ninguém apareceu. Às 10 da manhã, um grupo sublevado, com o coronel Palácios, hoje falecido, tentaram entrar com tanques e um pelotão de fuzileiros. Rejeitados pela Guarda de Palácio, a luta continuou, os Hawkers-Hunters começaram a voar por cima de La Moneda e a bombardear. O Companheiro mandou todos vestir cascos de guerra, disparar desde o balcão que discursava, e conseguiram rebentar três tanques e fazer retroceder as tropas assaltantes. O Companheiro, desde sempre, temia este assalto e esta perda. Tencha tinha chegado na noite do 10 a 11 do México e ao saber o que acontecia, não confiou em ninguém, procurou ter ajuda em casa dos Embaixadores mexicanos, que não estavam, e passou a noite toda a vagabundear só pelas ruas. Beatriz e Laura estavam com o pai, quem, sem direito a reclamo, foram enviadas a Embaixada do México, onde Tencha e a Senadora Laura Allende de Pascal, irmã do companheiro, se encontravam. O Governo mexicano tinha enviado um avião para asilar a família no seu país. Mas, era-lhe impossível, ao Companheiro Presidente, sair do Palácio sem ser feito refém, julgado, assassinado e sabe-se lá que mais.</p>
<p>Falou duas vezes pelas antenas da Rádio Magalhães, até ao discurso final das 14 horas. No seu desespero, o Jornalista Augusto Olivares matou-se. O Companheiro mandou a sua guarda aos seus, porque temiam serem punidos, retirou-se ao Salão Toesca, discretamente fechou a porta, vestiu a banda presidencial e disparou um tiro, apenas um, da caçadeira que Fidel Castro lhe oferecera na sua visita em 1972, e para ele tudo acabou. O exército amotinado entrou no Paço em procura do Presidente Constitucional e encontraram apenas um corpo sem cabeça. Estava por perto o médico pessoal, o Dr. Danilo Bartulín, que foi obrigado a confessar que ele o tinha matado. A raiva de Palácios e dos outros era tanta que cravejaram o que restava do corpo do Companheiro, com tiros de pistola.</p>
<p>Os seus planos tinham fracassado: ser julgado como réu de delitos duros, exilá-lo e lançar o seu corpo vivo ao Pacífico. O exemplo de coragem pela Presidência e por não abandonar o cargo em que o povo o tinha sentado foi a pior vergonha para os militares, especialmente para uma Ditadura que começava a governar com um crime de lesa-majestade nas suas mãos…pela vergonha que sentia desse exemplo de coragem, de nunca abandonar o barco enquanto este se está a afundar. Por saber escolher a melhor opção: matar-se antes de abandonar o cargo que o povo lhe tinha oferecido, e que crescia e crescia enquanto melhor era o cumprimento das promessas de candidato.</p>
<p>Tinha por alcunha el <em>pije</em>, palavra castelhano-Chilena, que em português seria betinho. Sabia ser elegante no vestir, nas formas de falar, o seu falar era cadenciado e firme, sem ofender, nunca falava com um decibel a mais, mas quando tinha que falar das traições do Governo Norte-Americano, de forma calma levantava a voz e julgava, com provas, sempre com provas, sem inventar <em>estorias</em>. Confiávamos nele e ele tomava conta de nós.</p>
<p>Nunca esqueço quando lhe foi proibido entrar em propriedade privada. O senhor meu pai mandou a Guarda fechar as grandes portas ou portões e aí ficou o Senhor Senador. Vestido de fato azul, perfumado: <em>o povo tem que aprender costumes</em>…Mal soube, corri, entrei na casota da Guarda, o Companheiro observava em silêncio a minha enérgica voz de mando, sem me atropelar nem insultar. Tinha eu 15 anos mas sabia definir. Pedi desculpas ao Senador, subi a uma cadeira improvisada, mandei a vários juntar ralé, expliquei que nunca um representante da nossa Soberania podia ficar do outro lado: ele tinha poder, sabia usá-lo como Deputado primeiro, Ministro da saúde nos anos dos governos radicais, e como Senador Socialista, partido fundado por ele em 1930. A burguesia apenas sabia esconder-se atrás das trancas da propriedade. Finalmente, acrescentei, estamos perante um Soberano que respeita marxistas, ateus e cristãos, por saber que eles sabem essas ideias. Acabei. Estendeu-me a mão, disse para quem falo eu se o companheiro já disse tudo! Não larguei o seu braço e o apresentei aos duzentos que arrecadei dos 350 confiscados para trabalhar pelo ordenado pago pelo Senhor Engenheiro, o Senhor Pai. Nunca mais se falou do assunto em casa, mandei a Guarda esconder-se na sua casota e acrescentei: <em>ninguém viu nada…</em></p>
<p>Esse 11 foi cumprido. Às 23 horas, uma caixa de pau e as iniciais NN foram entregues a Tencha e Laura Allende. Foram numa furgoneta, proibidas de ver o corpo, a caixa foi lançada a uma fossa no cemitério de Santa Inês em Vinha del Mar. A Primeira-dama e a Senadora não se cansavam de gritar pelas ruas: <em>saibam que nesse caixote, repousa o corpo do Presidente Constitucional do Chile, o Dr.</em> -porque médico era, não como em Portugal onde todos são Drs. Os Doutores, não nos interessamos…Famosos soldados, com essa cortesia que mata a quem for, sem cortesia encerraram às Senhoras na furgoneta e as lançaram a rua, no dia pior de toque de recolher obrigatório. Não tiveram medo. Esgotadas, foram a Tomás Moro, pouca roupa, e, dai, ao avião que as levara a México. Em desespero, a Senadora, sem nada saber do seu filho membro do Movimento de Esquerda Revolucionária, Andrés Pascal Allende, não suportou tanta dor e matou-se. Beatriz Allende Bussi, asilada desde esse dia em Cuba, suicidou-se.</p>
<p>Foi um dia para não esquecer. A nossa ideia de organizar uma guerrilha e a de termos uma secreta resistência acabou com todos na nossa casa de Talca, a esperar notícia do Companheiro. Às 16 horas pararam os desfiles e apareceu no ecrã o médico pessoa de Salvador Allende, com a cara ferida, ar cansado, mãos agrilhoadas por baixo da mesa, quase sem voz, a dizer: <em>sim, matei o Senhor Presidente para ele não sofrer mais, tinha o corpo cheio de feridas e solicitou-me acabar com ele</em>. Os que conhecíamos o Presidente do Chile, sabíamos que não era verdade. Outra versão apareceu também dentro dos três dias, privados como estávamos de sair de casa, de noite eram as razias e os corpos já não estavam e parte nenhuma no dia a seguir. Foram os dias em que houve mais mortes no Chile.</p>
<p>A outra versão é mais mentirosa que a anterior, sabe-se até pelos nomes inexistentes no Chile: O palácio de La Moneda ardia por todos os lados depois do intenso bombardeio golpista, e os militares rebeldes já mostravam seus fuzis pelas esquinas da rua Morandé, convencidos de que nesse dia, 11 de Setembro de 1973, deteriam o &#8220;comunista vendedor da pátria&#8221; entrincheirado no edifício sob ataque. Em um dos salões, o presidente constitucional do Chile, Salvador Allende, disparando com a metralhadora presenteada por Fidel Castro, pediu um último favor a Danilo Bartulín: &#8220;Você foi meu melhor e mais leal amigo. Se eu for ferido, me dê um tiro&#8221;. &#8220;O senhor é o último que deve morrer aqui. Antes morreremos nós&#8221;, respondeu Bartulín.</p>
<p>Hoje em dia sabemos a verdade, narrada como está ao longo do texto. O Ditador queria ver-se livre da acusação e mandou realizar uma autópsia: Allende tinha morto só, sem assistência, por causa da Pátria; uma segunda e terceira autópsia, comprovaram o acerto: entrou só, calmo, ao Salão Toesca, cruzou a Banda Presidencial, usou o rifle oferecido por Fidel Castro. Em silêncio e sereno, disparou e faleceu: o tiro tinha sido na cabeça.</p>
<p>Após 17 anos de ditadura e de matar pessoas por meio do grupo de ditadores de América Latina, com Augusto Pinochet e Patrício Aylwin à cabeça, o Companheiro Presidente teve exéquias com soberanos de todo o mundo. E uma estátua no Jardim dos Presidentes do Chile, construído no Palácio de La Moneda.</p>
<p>O povo levou a urna a pé entre Viña del Mar e Santiago; os soberanos de outros países não puderam assistir ao funeral, porque o povo apoderou-se mais uma vez da urna, construída com cedros do Líbano. Nasceu em Valparaíso a 28 de Junho de 1908. Foi orientado ao suicídio calmo e racional, pelas forças armadas do Chile, orientadas pelos assassinos da América do Norte, a 11 de Setembro de 1973.»<br />
<img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/09/Allende_LaMoneda02.jpg" alt="" title="Allende_LaMoneda02" width="320" height="219" class="alignnone size-full wp-image-71137" /></p>]]></content:encoded>
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		<title>Não se enriquece a trabalhar</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/07/nao-se-enriquece-a-trabalhar/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 16:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[ricos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda a taxação das grandes fortunas, de novo rejeitada ontem pelo ministro Vítor Louçã Gaspar. Seria muitíssimo fácil justificar uma medida desse tipo &#8211; justiça social, justiça fiscal, aumento das receitas em impostos, simples questão de solidariedade e por aí &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/07/nao-se-enriquece-a-trabalhar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/dxvC0TfKLSo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Ainda a taxação das grandes fortunas, de novo rejeitada ontem pelo ministro Vítor Louçã Gaspar.<br />
Seria muitíssimo fácil justificar uma medida desse tipo &#8211; justiça social, justiça fiscal, aumento das receitas em impostos, simples questão de solidariedade e por aí fora.<br />
Mas uma só razão parece-me suficiente: não se enriquece a trabalhar. Os ricos são ricos porque, na maior parte dos casos, roubaram a alguém o dinheiro com que fizeram a sua fortuna:<br />
- aos seus trabalhadores, esmifrando até ao tutano a sua força de trabalho durante décadas a fio;<br />
- ao Estado, fugindo aos impostos devidos e recebendo os incentivos fiscais indevidos;<br />
- através de outras ilegalidades / imoralidades.<br />
Claro que há excepções. <span id="more-70918"></span> Como ter ganho o Euromilhões, por exemplo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Transformemos Portugal numa nova Grécia (ou como Passos Coelho anda de cabeça perdida)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/06/transformemos-portugal-numa-nova-grecia-ou-como-passos-coelho-anda-de-cabeca-perdida/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 09:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Campo Maior, Pedro Passos Coelho decidiu mostrar os dentes e, de forma velada, ameaçou com repressão todos aqueles que se manifestarem nas ruas: «Nós não confundiremos o exercício dessas liberdades com aqueles que pensam que podem incendiar as ruas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/06/transformemos-portugal-numa-nova-grecia-ou-como-passos-coelho-anda-de-cabeca-perdida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/08/fotomontagem-grecia.jpg" alt="" width="541" height="401" /><br />
Em Campo Maior, Pedro Passos Coelho decidiu mostrar os dentes e, de forma velada, <a href="http://economico.sapo.pt/noticias/executivo-avisa-que-nao-aceitara-tumultos-nas-ruas_125871.html">ameaçou com repressão</a> todos aqueles que se manifestarem nas ruas: «Nós não confundiremos o exercício dessas liberdades com aqueles que pensam que podem incendiar as ruas e ajudar a queimar Portugal. Pode haver quem se entusiasme com as redes sociais e com aquilo que vê lá fora, esperando trazer o tumulto para as ruas de Portugal. Saberão que nós sabemos dialogar, mas que também sabemos decidir.»<br />
Pelo que explica o Público de hoje (versão em papel), Pedro Passos Coelho referia-se à Grécia e às manifestações populares contra as medidas de austeridade do Governo. Aproveitando a embalagem, o jornalista justifica a preocupação do líder do PSD com aquilo que foi publicado aqui no 5 Dias, tanto <a href="http://5dias.net/2011/08/09/transformemos-portugal-numa-nova-inglaterra/">por mim </a>como pelo <a href="http://5dias.net/2011/08/10/feios-porcos-e-maus/">Tiago Mota Saraiva</a>.<br />
Todos sabemos que Pedro Passos Coelho <a href="http://aventar.eu/2009/12/30/cabidela-com-jidungo-na-mesa-com-passos-coelho/">dá muita atenção à blogosfera</a> e não seria de admirar que tivesse passado parte das suas férias a ler blogues.<br />
Vai daí, parte para a ameaça e mostra, como disse Marcelo Rebelo de Sousa, que está cheio de medo da rua. Confunde a Grécia com a Inglaterra, mete os pés pelas mãos e agora tenta remediar o mal.<br />
Uma atitude típica de alguém que está em final de mandato e que já não consegue controlar as suas próprias afirmações. Se é assim ao fim de 2 meses &#8211; já treme como varas verdes &#8211; imagine-se como será daqui para a frente, quando a rua se começar a manifestar a sério. Pergunto-me se irá conseguir bater o record de permanência no cargo de Pedro Santana Lopes.<br />
E não, não defendo aquilo em que se transformou a revolta na Inglaterra a partir de certa altura (destruição de bens de pessoas inocentes, saques de lojas, etc.), como muitos maldosamente quiseram fazer crer, mas defendo a forma como tudo começou, nomeadamente as gigantescas manifestações de meio milhão de pessoas nas ruas e as vigílias contra a prepotência da Polícia inglesa.<br />
Da mesma forma que defendo tudo o que se passou na Grécia. Foi usada a violência, é certo, mas como responder perante a violência, bem maior, de que usou o Governo grego?<br />
E o que se passou na Grécia está a passar-se agora em Portugal. É por isso que temos todos de sair para a rua e de lutar contra o Governo de Passos Coelho. Com greves. Com manifestações. Com tumultos &#8211; os tais de que o primeiro-ministro fala. Com agitação a sério.<br />
E aí veremos quem é quem. E aí veremos de que material é Pedro Passos Coelho feito. É que todos nos lembramos de que forma o Governo PSD respondeu às manifestações sociais da primeira metade dos anos 90, quando era primeiro-ministro aquele que hoje, como Presidente da República, <a href="http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1135493.html">apela aos jovens para sairem às ruas </a>e mostrarem o seu descontentamento.</p>]]></content:encoded>
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		<title>26 anos de Carvalhesa – não há festa como esta</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 10:10:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[festa do avante]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma Festa do PCP que é muito mais do que isso&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/3ILYx0qewm0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Uma Festa do PCP que é muito mais do que isso&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Tantos anos a preparar-se para isto?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/31/tantos-anos-a-preparar-se-para-isto/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 20:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[antónio josé seguro]]></category>

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		<description><![CDATA[As gaffes de Seguro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tvi24.iol.pt/economia/governo-gaffes-ps-seguro/1276746-4058.html">As gaffes de Seguro</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>(In)justiça fiscal à moda de Vítor Louçã Gaspar</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 17:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[vitor louçã gaspar]]></category>

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		<description><![CDATA[Para o ministro Vítor Louçã Gaspar, as novas medidas anunciadas hoje - mais aumentos de impostos &#8211; vão no sentido de uma maior justiça fiscal. Claro que não vão e Vítor Louçã Gaspar sabe-o. Uma taxa extraordinária de 2,5% para &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/31/injustica-fiscal-a-moda-de-vitor-louca-gaspar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para o ministro Vítor Louçã Gaspar, <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/vitor-gaspar-anuncia-taxa-adicional-de-irs-de-25-por-cento-para-maiores-rendimentos_1509978">as novas medidas anunciadas hoje </a>- mais aumentos de impostos &#8211; vão no sentido de uma maior justiça fiscal.<br />
Claro que não vão e <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/146321-irs-sobe-25-quem-ganha-mais-153-mil-euros-mais-3-irc-grandes-lucros-">Vítor Louçã Gaspar</a> sabe-o. Uma taxa extraordinária de 2,5% para quem ganha mais de 10 mil euros por mês não é nada &#8211; uns 250 euros. Quanto às empresas, passam a pagar uma taxa de 3% quando têm lucros superiores a 1,5 milhões de euros. Ou seja, 45 mil euros por cada 1,5 milhões de euros de lucros. Uma fortuna, sobretudo se tivermos em conta que é uma medida extraordinária! Se nos lembrarmos que os funcionários públicos ficaram, para sempre, sem 5% ou mais dos seus ordenados&#8230;<br />
Depois, vem o fim das deduções para quem ganha pouco mais de 2500 euros por mês. Para Vítor Louçã Gaspar, uma família que ganha 2500 euros por mês e que tem 2 ou 3 filhos a estudar não precisa de fazer deduções.<br />
De fora, como sempre, fica o património. E ficam as heranças. E ficam os ricos mesmo ricos. Como sempre. É a (in)justiça fiscal à moda de Vítor Louçã Gaspar, de Pedro Passos Coelho e deste Governo PSD/CDS. Alguém pensou que ia ser diferente?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Na Líbia de hoje, não há heróis</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/28/na-libia-de-hoje-nao-ha-herois/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 23:15:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[conselho nacional de transição]]></category>
		<category><![CDATA[kadaffi]]></category>
		<category><![CDATA[Líbia]]></category>

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		<description><![CDATA[É verdade que a intervenção da NATO na Líbia é criminosa e motivada apenas pelo petróleo. É verdade que o Conselho Nacional de Transição não tem qualquer legitimidade. É verdade que os actos de barbárie protagonizados pelos novos detentores do &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/28/na-libia-de-hoje-nao-ha-herois/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://i0.ig.com/fw/8j/ry/zb/8jryzb9r24hmu0r6iivddwmck.jpg" class="alignnone" width="652" height="408" /><br />
É verdade que a intervenção da NATO na Líbia é criminosa e motivada apenas pelo petróleo. É verdade que o Conselho Nacional de Transição não tem qualquer legitimidade. É verdade que os actos de barbárie protagonizados pelos novos detentores do poder têm afogado em sangue milhares de líbios inocentes e a Comunicação Social <a href="http://5dias.net/2011/08/28/as-respostas-que-nunca-te-darei/">tem-se esforçado por esconder</a> essa parte.<br />
Mas também <a href="http://www.avante.pt/pt/1969/internacional/115988/">convém não exagerar</a> na descrição dos acontecimentos. Do lado contrário, está um regime ditatorial e violento que não hesitou em disparar contra o próprio povo logo que se viu ameaçado. Do outro lado, está o sanguinário <a href="http://www.publico.pt/Mundo/khadafi-dizse-pronto-a-falar-sobre-a-passagem-de-poder-e-nato-bombardeia-a-sua-casa-em-sirte_1509495">Kadaffi</a>, que reprime os líbios há mais de 40 anos. Não é propriamente o mártir no meio desta história.<br />
Na Líbia de hoje, à excepção do povo inocente que vai sobrevivendo como pode, não há heróis. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Eles não têm tomates para isso&#8230;</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/26/eles-nao-tem-tomates-para-isso/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 23:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Pedro Passos Coelho e Vítor Louçã Gaspar foram lestos, muito lestos, a encontrar uma forma de roubar metade do Subsídio de Natal aos trabalhadores portugueses. Já quanto à taxação das grandes fortunas, ah e tal, vamos pensar, logo se vê. &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/26/eles-nao-tem-tomates-para-isso/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://2.bp.blogspot.com/_1GC_7x6TYM0/TLKw--w6cXI/AAAAAAAAFBc/ZMXL7mKBQOQ/s1600/tomates.jpg" alt="" width="566" height="410" /><br />
Pedro Passos Coelho e Vítor Louçã Gaspar foram lestos, muito lestos, a encontrar uma forma de roubar metade do Subsídio de Natal aos trabalhadores portugueses. Já quanto à <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/cavaco-apoia-imposto-extra-sobre-ricos-e-exclui-bens-patrimoniais_1509294">taxação das grandes fortunas</a>, ah e tal, vamos pensar, logo se vê.<br />
Como é óbvio, a não ser que tomem alguma medida meramente simbólica para tapar os olhos aos burros, tipo uma taxa de 1% sobre os bens móveis, Pedro Passos Coelho e Vítor Louçã Gaspar não vão ter coragem para mais nada. Vão alegar o perigo da fuga de capitais, mas a realidade é outra. O que eles defendem é os seus amigos, aqueles que mais contribuiram para as suas campanhas eleitorais, para a sua chegada ao poder. Não há almoços grátis.<br />
E no fundo, defendem-se também a eles próprios, que também seriam chamados a contribuir se a medida avançasse. Basta olhar para as Declarações de Rendimentos <a href="http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/passos-coelho-a-meio-da-tabela-dos-rendimentos-declarados-pelos-actuais-ministros_1508695">entregues no Tribunal Constitucional</a> por ministros como Paulo Macedo, José Pedro Aguiar-Branco ou Miguel Relvas.<br />
Já em relação aos socialistas, o que têm a menos em tomates têm a mais em falta de vergonha. Depois de terem estado no poder nos últimos 6 anos (e em 8 dos 10 anos anteriores), <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/ps-quer-taxar-rendimentos-de-capital_1509181">vêm com a maior das canduras propor a taxação dos rendimentos do capital </a>e falar de justiça social. E então por que é que não tomaram essa medida e aprovaram um dos muitos projectos que PCP e BE apresentaram? O <a href="http://5dias.net/2011/08/26/esquizofrenia-xuxa/">Carlos Guedes </a>responde.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O moço de recados</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/23/o-moco-de-recados/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 17:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[antónio figueira]]></category>
		<category><![CDATA[ferreira fernandes]]></category>

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		<description><![CDATA[Regresso de férias com a notícia do momento na blogosfera. Um escândalo! No meio disto tudo, o mais triste é mesmo ver como um cronista, que até escreve bem, se transformou num moço de recados de certas colegas do seu &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/23/o-moco-de-recados/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Regresso de férias com<a href="http://aventar.eu/2011/08/23/o-caso-antonio-figueira/"> a notícia do momento </a>na blogosfera. Um escândalo!<br />
No meio disto tudo, o mais triste é mesmo ver como <a href="http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1959476&#038;seccao=Ferreira Fernandes&#038;tag=Opini%E3o - Em Foco">um cronista</a>, que até escreve bem, se transformou num moço de recados de certas colegas do seu jornal. Já começa a ser um <em>must</em>: caso que envolva o 5 Dias é tema de crónica no dia seguinte no DN. Manda quem pode, obedece quem deve. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Transformemos Portugal numa nova Inglaterra*</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/09/transformemos-portugal-numa-nova-inglaterra/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 17:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[crise económica]]></category>
		<category><![CDATA[grécia]]></category>
		<category><![CDATA[inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Passos Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproveitemos as férias para descansar. Depois de Agosto, todas as forças vão ser necessárias para lutar. O Governo Passos Coelho / Portas já mostrou ao que vem e todos temos de estar preparados. A receita é a do costume: aumento &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/09/transformemos-portugal-numa-nova-inglaterra/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-69776" title="fotomontagem grecia" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/08/fotomontagem-grecia.jpg" alt="" width="890" height="562" /></p>
<p>Aproveitemos as férias para descansar. Depois de Agosto, todas as forças vão ser necessárias para lutar. O Governo Passos Coelho / Portas já mostrou ao que vem e todos temos de estar preparados.<br />
A receita é a do costume: aumento de impostos directos e indirectos sobre os trabalhadores ao arrepio de todas as promessas eleitorais. É tão fácil ser forte com os fracos e tão difícil ser forte com os fortes! Aos poderosos, como os Bancos, os principais responsáveis pela crise, não se pede um cêntimo a mais e ainda se lhes reduz a Taxa Social Única.<br />
É por isto que urge transformar Portugal numa nova Inglaterra. Não porque gostemos de ver o nosso país a ferro e fogo nem porque sejamos adeptos da violência como solução para os problemas. Mas porque é essa a única forma de lutar contra tudo o que o Governo se prepara para fazer. Como alguém disse em forma de previsão para o futuro, nós não somos carneiros.</p>
<p><em>(* escrito para a edição de estreia de «<a href="http://www.meiosepublicidade.pt/2011/07/28/the-printed-blog-portugal-nas-bancas-a-partir-de-2-de-agosto/">The Printed Blog»</a> com o título «Transformemos Portugal numa nova Grécia», daí a fotomontagem que pedi ao <a href="http://aventar.eu/author/fliscorno/">Jorge Fliscorno</a>. Mas <a href="http://5dias.net/2011/08/09/nao-temos-nada-a-perder/">a realidade</a> desta <a href="http://www.publico.pt/Mundo/tumultos-em-londres-fazem-o-primeiro-morto_1506809">Europa em crise</a> <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/142253-primeira-vitima-mortal-em-londres-cameron-diz-que-ninguem-ficara-impune">não pára</a>, daí esta adaptação que faz todo o sentido</em>)</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Principais pontos do Programa de Emergência Nacional</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/05/principais-pontos-do-programa-de-emergencia-nacional/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 18:09:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Feito à imagem e semelhança do Programa da Câmara Municipal de Gaia &#8211; provando, para quem tivesse dúvidas, quem é de facto o verdadeiro Ministro da Segurança social (uma dica: não anda de mota) &#8211; o Programa de Emergência Nacional &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/05/principais-pontos-do-programa-de-emergencia-nacional/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Feito à imagem e semelhança do Programa da Câmara Municipal de Gaia &#8211; provando, para quem tivesse dúvidas, quem é de facto o verdadeiro Ministro da Segurança social (uma dica: não anda de mota) &#8211; o Programa de Emergência Nacional hoje apresentado pelo Governo traça as directrizes que se seguem:</p>
<p>. atolhar crianças pobres em creches superlotadas.</p>
<p>. pagar aos Bancos (um clássico&#8230;) para famílias pobres ocuparem casas devolutas.</p>
<p>. dar aos pobrezinhos medicamentos fora de prazo.</p>
<p>. <a href="http://aventar.eu/2011/08/05/a-comida-dos-pobres-pode-ser-toda-badalhoca/">deixar de fiscalizar, através da ASAE, as cantinas das IPSS&#8217;s</a> (comem de borla, a higiene é o menos).</p>
<p>. pôr os beneficiários do Rendimento Mínimo (80% deles são crianças e idosos) a trabalhar.</p>
<p>No fundo, é toda uma ideologia a funcionar. Como refere o Marco do <a href="http://bitaites.org/">Bitaites </a>na caixa de comentários <a href="http://aventar.eu/2011/08/05/programa-de-emergencia-social-vamos-brincar-a-caridadezinha/">deste post</a>, «é um bom exemplo do que separa uma pessoa de esquerda de uma pessoa de direita: a de esquerda pensa em solidariedade, a de direita em caridade».</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os políticos de direita têm mais capacidade de transmitir a sexualidade</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/03/os-politicos-de-direita-tem-mais-capacidade-de-transmitir-a-sexualidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 18:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cavaco Silva]]></category>
		<category><![CDATA[políticos de direita]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo moita de deus]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RdN7VOo1fQM/Sr1FtLrrtcI/AAAAAAAABoQ/9a00xfLZmcs/s400/cavaco_silva1.jpg" class="alignnone" width="320" height="240" /></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os países monárquicos têm mais capacidade de receber atentados terroristas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/02/os-paises-monarquicos-tem-mais-capacidade-de-receber-atentados-terroristas/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 14:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[atentados]]></category>
		<category><![CDATA[Monarquia]]></category>
		<category><![CDATA[república]]></category>
		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Para o Rodrigo Moita de Deus, os países republicanos são os únicos que pedem ajuda ao FMI. Os países monárquicos não. Sem perceber o que tem uma coisa a ver com a outra, lembrei-me &#8211; não sei bem por quê &#8211; &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/02/os-paises-monarquicos-tem-mais-capacidade-de-receber-atentados-terroristas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para o <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/140800-os-politicos-direita-tem-mais-capacidade-transmitir-sexualidade">Rodrigo Moita de Deus</a>, os países republicanos são os únicos que pedem ajuda ao FMI. Os países monárquicos não.<br />
Sem perceber o que tem uma coisa a ver com a outra, lembrei-me &#8211; não sei bem por quê &#8211; que os países monárquicos são aqueles onde os atentados terroristas têm sido mais frequentes. Inglaterra, Irlanda do Norte, Espanha, <a href="http://5dias.net/2011/07/29/a-noruega-nao-e-um-exemplo-de-tolerancia-de-democracia-e-de-respeito-pelos-direitos-humanos/">Noruega</a>.<br />
Será que a culpa é do rei?</p>]]></content:encoded>
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		<title>A Noruega não é um exemplo de tolerância, de democracia e de respeito pelos direitos humanos</title>
		<link>http://5dias.net/2011/07/29/a-noruega-nao-e-um-exemplo-de-tolerancia-de-democracia-e-de-respeito-pelos-direitos-humanos/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 04:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[anders breivik]]></category>
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		<description><![CDATA[Anda tudo muito espantado pelo facto de o brutal acto de Anders Breivik ter acontecido na Noruega, um país tão tolerante e onde a democracia funciona de forma tão exemplar. Não é verdade que a Noruega seja esse exemplo de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/29/a-noruega-nao-e-um-exemplo-de-tolerancia-de-democracia-e-de-respeito-pelos-direitos-humanos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_69192" class="wp-caption alignleft" style="width: 228px"><img class="size-medium wp-image-69192" title="capa jornal noruegues" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/07/capa-jornal-noruegues2-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" /><p class="wp-caption-text">«Os noruegueses étnicos em breve serão a minoria» - capa do jornal Finans</p></div>
<p>Anda tudo muito espantado pelo facto de o brutal acto de <a href="http://www.publico.pt/Mundo/autor-dos-atentados-na-noruega-volta-a-ser-interrogado-amanha_1505133" target="_blank">Anders Breivik</a> ter acontecido na Noruega, um país tão tolerante e onde a democracia funciona de forma tão exemplar.<br />
Não é verdade que a Noruega seja esse exemplo de tolerância e de respeito pelos direitos humanos. Aliás, o regime político norueguês está muito longe da perfeição e, tal como acontece em todos os países onde o capitalismo selvagem assentou arraiais, soçobrou de forma clara face ao poder do dinheiro e dos interesses dos grandes grupos económicos. Já abordei, em tempos, o caso <a href="http://aventar.eu/2010/12/12/o-wikileaks-e-a-mafia-nordica/">Jan Fredrik Wiborg</a>, um engenheiro civil assassinado, presumivelmente pelo Estado norueguês, em 1994. Na altura da morte, num hotel de Copenhaga onde a queda acidental de uma janela era impossível, Wiborg transportava uma pasta de documentos comprometedores para o Governo norueguês, documentos esses que provavam a falsificação de informações na escolha da localização do novo Aeroporto de Oslo. Uma longa reportagem da imprensa da época demonstra que Wiborg morreu a lutar contra os Ministérios, as Agências Estatais e o Parlamento norueguês.<br />
Nesse mesmo post, dava conta de que o Wikileaks revelou, em 2010, <a href="http://aventar.eu/2010/12/12/o-wikileaks-e-a-mafia-nordica/">o nebuloso negócio da compra de 48 aviões F-35</a>, em 2008, pelo Estado norueguês a uma empresa americana, em detrimento de um concorrente sueco e de um consórcio europeu. A troca de mensagens diplomáticas é reveladora da teia de interesses que então se formou para condicionar a decisão política que foi tomada. Em ambos os casos, o Partido Trabalhista, social-democrata, estava no Governo. Em 1994, a primeira-ministra era Gro Harlem Brundtland, em 2008 era Jens Soltemberg, o actual primeiro-ministro.<br />
No que diz respeito ao sistema político do país, <a href="http://www.ssb.no/english/subjects/00/minifakta_en/po/main_01.html" target="_blank">a actual composição do Parlamento </a>é a melhor prova da falta de tolerância de parte significativa do povo norueguês. O segundo Partido mais votado nas últimas Legislativas, em 2009 (como já o fora em 2005), foi o Partido do Progresso &#8211; o FrP &#8211; com mais de 600 mil votos, correspondentes a mais de 24%. Elegeu 41 deputados.<br />
Ora, o FrP é um Partido de Extrema-Direita, que contesta a entrada de imigrantes no país e que rejeita em absoluto o auxílio social para refugiados e trabalhadores que chegam de forma ilegal à Noruega. Tem uma posição claramente pró-Israel e pretende um maior controle da ajuda governamental aos países em desenvolvimento. Aliás, é o Partido onde militou durante 7 anos Anders Breivik, que ali ocupou vários cargos de confiança. À beira do FrP, até o CDS parece eivado de valores altamente democráticos. <span id="more-68865"></span><br />
Quando 25% da população de um país vota neste tipo de ideias racistas e xenófobas, dificilmente poderemos estar a falar de uma sociedade tolerante e atenta aos direitos humanos.<br />
Não é só nas eleições, infelizmente, que a sociedade norueguesa evidencia o seu carácter racista. Nos últimos anos, os episódios de discriminação e violência contra imigrantes, em especial muçulmanos, têm aumentado de forma preocupante. Através de grupos de extrema-direita e, pior ainda, através do próprio Estado.<br />
Essa discriminação começa, frequentemente, na fronteira. Aí, os funcionários do organismo equivalente ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras utilizam técnicas específicas, baseadas na raça, para revistar membros de minorias étnicas. Não porque haja suspeitas acerca de determinada pessoa, mas apenas porque essa pessoa não é caucasiana.<br />
Quanto aos Centros de Acolhimento de Imigrantes, onde são albergados todos aqueles que esperam por uma autorização de residência (que chega a demorar, quando chega, 18 meses), caracterizam-se, sobretudo na área de Oslo, pelas más condições que apresentam. A revolta dos detidos é frequente e até o Centro Norueguês contra o Racismo foi da opinião de que os incidentes que vão surgindo não são uma surpresa.<br />
Porque uma criança nascida na Noruega não se torna automaticamente norueguesa, havia nos inícios de 2010, segundo o ACNUR, quase 3 mil apátridas no país. Desses, 95% eram palestinianos, os restantes essencialmente bálticos. Muitos deles tiveram de renunciar à sua Nacionalidade para obterem a Nacionalidade norueguesa, mas esta, por algum motivo, foi-lhes retirada, daí serem apátridas, bem como os seus descendentes nascidos em solo norueguês.<br />
Hoje em dia, o aumento de obstáculos à entrada de muçulmanos no país, sobretudo palestinianos (no passado, foram afegãos, somalis, iraquianos, chechenos, sérvios do Kosovo e eritreus) levou mesmo Kari Partapuoli Helene, Presidente do <a href="http://www.antirasistisk-senter.no/english.109478.no.html">Centro Norueguês contra o Racismo</a>, a dizer que «um dos grupos mais vulneráveis da sociedade mundial está agora a começar a ser um dos grupos mais marginalizados da sociedade norueguesa.»<br />
Ainda no que diz respeito ao racismo latente nos serviços públicos do país, originou uma grande controvérsia a morte de uma imigrante sexagenária, por ataque cardíaco, depois de nove chamadas para o 112 que não obtiveram resposta. Em vez de enviarem uma ambulância, os operadores chamaram primeiro a Polícia. Acabaram absolvidos, apesar de fortemente criticados pelo organismo ministerial respectivo e apesar de terem sido acusados de violar a lei.<br />
Em Maio de 2010, a autorização de funcionamento de uma escola primária muçulmana provocou uma forte revolta na cidade de Oslo, cujas autoridades chegaram a recorrer da decisão. Isto num momento em que já existiam quase cem escolas cristãs no país.<br />
Na sequência do caso <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paramedics_incident_in_Oslo_2007" target="_blank">Ali Farah</a> (muçulmano deixado ao abandono no centro da cidade pelos serviços de Emergência Médica), a <a href="http://www.ldo.no/">LDO &#8211; Equality and Anti-Discrimination Ombud </a>–  fez um levantamento geral do trabalho contra a discriminação no sector governamental. Quase um terço das empresas estatais nem sequer respondeu.<br />
Antes ainda de entrar nos grupos de extrema-direita que espalham o terror e a violência junto das comunidades islâmicas, não faltam os exemplos de discriminação racial na sociedade civil norueguesa. Diversos estudos e estatísticas têm-no comprovado.<br />
<a href="http://www.antirasistisk-senter.no/norske-muslimer.4766344-170044.html" target="_blank">Um estudo</a> de 2009 mostrava que os noruegueses têm mais medo dos muçulmanos do que do aquecimento global e da crise financeira mundial. Metade dos entrevistados não-muçulmanos acreditava então que os valores do Islão são incompatíveis com os valores fundamentais da sociedade norueguesa. O que é profundamente errado no caso dos muçulmanos noruegueses, que se preocupam menos com a religião (apenas 18% participam em cerimónias religiosas) do que aquilo que os restantes noruegueses pensavam (o estudo revelou que a maior parte da população acreditava que 62% dos muçulmanos frequentava as mesquitas do país).<br />
Aliás, a maior parte dos inquiridos acredita que apenas 37% dos muçulmanos do país querem uma maior integração na sociedade norueguesa, quando na realidade esse número é de 94%; e pensam que 65% dos muçulmanos noruegueses consideram imoral a sociedade do país, quando afinal só 15% dos muçulmanos têm essa opinião.<br />
A maior parte dos entrevistados acredita que 43% dos muçulmanos querem introduzir a Sharia na Noruega e que 64% querem sanções mais severas para a publicação de desenhos e fotografias ofensivas (contra respectivamente 14% e 42% na realidade).<br />
A conclusão do estudo foi evidente: «O povo em geral é profundamente ignorante sobre as atitudes de seus concidadãos muçulmanos. O facto é que a religiosidade forte e aversão à sociedade norueguesa só será expressa por uma minoria muçulmana.»<br />
O medo de que os imigrantes venham a dominar a Noruega é tanto que o jornal Finans (na imagem) fez as contas e chegou à conclusão de que em 2030 o número de imigrantes em Oslo será superior ao número de nativos. <a href=" Os políticos não vêem os desafios com os quais nossos filhos serão confrontados" target="_blank">No texto da reportagem</a>, diz-se textualmente: «O problema é que há menos cultura norueguesa. Os políticos não vêem os desafios com os quais nossos filhos serão confrontados». E os desafios dos «nossos filhos», para o jornal, são coisas tão caricatas como as crianças norueguesas não conseguirem fazer amizades na creche e os seus amigos imigrantes não comparecerem, apesar de convidados e apesar de não haver porco na mesa, às suas festas de aniversário.<br />
Os próprios políticos não se têm coibido de discutir abertamente as suas preocupações relativamente à diluição da cultura norueguesa através do aumento da imigração vinda de países com valores e religiões diferentes. A maior parte desses políticos pertencem a Partidos de Direita e muitos deles ao FrP, a que já me referi anteriormente.<br />
No campo do emprego, a discriminação contra os imigrantes é evidente e atinge também os seus descendentes nascidos na Noruega.<br />
Um estudo recente demonstra que os filhos de imigrantes, mesmo os nascidos no país, têm mais dificuldade em encontrar emprego (taxa de desemprego de 7,3 %) do que noruegueses «puros» com as mesmas qualificações (2,2%). Uma outra conclusão desse estudo é paradigmática: os candidatos a emprego com primeiro ou último nome que pareça ser muçulmano continuam a ser muito menos propensos a receber respostas aos seus pedidos de emprego.<br />
Segundo um estudo da Universidade de Oslo, de 2008, um imigrante africano com o mestrado de uma universidade da Noruega e notas tão boas como as de um norueguês tem apenas 30% de hipóteses de conseguir um emprego depois de terminar os estudos. As próprias rendas das casas são mais elevadas em cerca de 10% para os grupos minoritários.<br />
A já referida Kari Partapuoli Helene, presidente do Presidente do Centro Norueguês contra o Racismo, tem dedicado parte do seu tempo a avaliar a discriminação contra os palestinianos a residir na Noruega. São dela as palavras que se seguem: «A sociedade em geral olha para as minorias com desconfiança. Especialmente vulneráveis são os de origem muçulmana. Mas quão perigosa é realmente uma menina muçulmana que estuda medicina? Que ameaça aos valores da Noruega constitui um rapaz muçulmano estudando para ser polícia ou carpinteiro? Que isto seja a mensagem de hoje: Como toda a gente, estes jovens têm um direito absoluto a ser considerado, tratados e respeitados como indivíduos e como os noruegueses.»<br />
Já depois do ataque de Anders Breivik, é um dos jornais noruegueses mais importantes, o <a href="http://www.aftenposten.no/nyheter/uriks/article4186402.ece" target="_blank">Aftenposten</a>, que reconhece o peso do racismo na Noruega de hoje e em tudo o que tem vindo a acontecer: «O medo é aumentado pela mistura potencialmente explosiva de recessão económica, aumento do racismo e um sentimento anti-islâmico ainda mais forte.»<br />
O racismo e a discriminação contra os imigrantes são visíveis, como já disse, nas mais diversas áreas da sociedade norueguesa. Aliás, é usual os noruegueses receberem na sua caixa de correio panfletos anónimos de grupos de extrema-direita.<br />
Apenas alguns exemplos. O Centro Norueguês contra o Racismo fez um teste à noite de Oslo através de uma visita a 5 estabelecimentos de diversão. E chegou à conclusão de que, em 3 desses estabelecimentos, grupos de jovens que não pareciam ser de origem norueguesa foram rejeitados, enquanto que os grupos étnicos de jovens noruegueses nos mesmos locais foram imediatamente admitidos. Alguns dos jovens envolvidos começaram por sua própria iniciativa a recolher uma amostra maior. O ministro da Inclusão e Igualdade condenou publicamente o racismo em casas nocturnas e a LDO abriu um inquérito. Em Outubro, a LDO concluiu a sua investigação, que culminou com a conclusão de que 6 bares e discotecas discriminavam os clientes em função da raça. Apesar de recomendarem que fosse retirada a esses estabelecimentos a licença da venda de álcool, como prevê a Lei, a verdade é que não houve relatos de licenças retiradas durante o ano.<br />
No futebol, tornaram-se alvo de grande polémica os actos de racismo contra um jogador norte-americano, o defesa-central Robbie Russel, a jogar no Sogndal. Num jogo contra o Brann, os adeptos desta equipa cuspiram e insultaram-no ao longo de todo o jogo, tendo chegado mesmo a agarrá-lo pela camisola quando ele se aproximou da linha lateral. Todas estas acções foram acompanhadas ao longo do jogo por hinos racistas.<br />
Em Maio de 2010, chegou ao Tribunal para a Igualdade o caso de uma mulher que se recusava a trabalhar com uma agente imobiliária muçulmana e que exigia uma agente cristã ou não-muçulmana para avaliar a sua casa. O Tribunal determinou que foi um acto discriminatório perante a lei.<br />
<a href="http://bacalhaucarioca.blogspot.com/2011/01/discriminacao-racismo-na-noruega.html" target="_blank">Alex Falcão</a>, um brasileiro imigrado na Noruega, publicou em 3 de Janeiro de 2011 um texto de opinião no Aftenposte que começa com a frase «Imigrantes ou Seres Humanos». Depois de relatar o preconceito que sente diariamente, apesar de todos os esforços de integração, acusa os noruegueses de dividirem a sociedade entre «eles» e «os outros», ou seja, os noruegueses e os imigrantes. Conta até que uma vez foi intimidado por um grupo de jovens em Oslo que gritavam «morte aos imigrantes».<br />
No que toca ao sistema de ensino, Alex Falcão refere que os livros escolares em que se aprende o norueguês são praticamente uma lavagem cerebral e são concebidos de forma a abafar outras culturas. Conta mesmo o caso de uma aluna norueguesa que se recusou a fazer dupla com uma colega num exame de primeiros socorros só porque ela era estrangeira.<br />
Com este tipo de mentalidade, que se vai generalizando, não admira que a violência contra os imigrantes não tenha parado de aumentar nos últimos anos. E se no caso de Anders Breivik ainda não se esclareceu cabalmente se foi um acto isolado ou de um grupo organizado, a verdade é que na Noruega não faltam exemplos dos dois géneros. Desde as agressões a imigrantes, praticadas por indivíduos racistas, até a um sem-número de assassinatos, perpetrados por organizações de extrema-direita, as ocorrências são quase diárias.<br />
Os Centros de Acolhimento, pela sua natureza, costumam ser alvos preferenciais de indivíduos isolados ou de grupos organizados. Um dos casos mais conhecidos ocorreu em Outubro de 2009, quando alguns jovens atiraram pedras através duma janela num centro em Fossanaasen. Um bilhete com símbolos nazis foi anexado às pedras com a mensagem: «Vão para casa, para o vosso país.» No mês anterior, o Centro de Namsos fora atacado três vezes. Símbolos nazis foram atirados para o interior, notas com mensagens racistas foram deixadas na porta de entrada do centro e três janelas foram partidas. Na mesma altura, um centro de refugiados em Sjoholt foi atacado com armas de fogo. Ninguém ficou ferido, mas as balas entraram pelas janelas.<br />
O caso Ali Farah foi um dos que deu brado na Noruega. Somali de nascença, mas com Nacionalidade norueguesa, estava com a família num piquenique quando foi agredido na cabeça por um homem a quem se dirigiu com o objectivo de solicitar que parasse com o comportamento desordeiro. Sangrava abundantemente quando chegou a Ambulância. Ao ser levantado do chão, urinou involuntariamente, o que fez com que o paramédico lhe chamasse porco e se recusasse a transportá-lo, preferindo chamar a Polícia antes de ir embora. A polémica na imprensa foi enorme e vários políticos verberaram o comportamento racista dos paramédicos. Estes foram suspensos e multados, mas ilibados na Justiça.<br />
Nos últimos anos, vários foram os assassinatos por motivos raciais ou religiosos. Por ordem cronológica, temos em primeiro lugar Arve Beheim Karlsen, morto em 23 de Abril de 1999. Nascido na Noruega, mas de origens índias, afogou-se no rio Songdal ao fugir de dois jovens que corriam atrás dele com ameaças de morte e insultos racistas, entre os quais a frase «vamos matar o nigger». O Tribunal reconheceu as motivações racistas mas recusou-se a relacionar essas motivações com a morte de Arve Karlsen e condenou os dois jovens a 1 e 3 anos de prisão.<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Murder_of_Benjamin_Hermansen" target="_blank">Benjamim Hermansen</a> foi morto em 26 de Janeiro de 2001 e foi provavelmente o homicídio que mais agitou a sociedade norueguesa. Filho de pai ganês e mãe norueguesa, mestiço, tinha apenas 15 anos. Foi esfaqueado até à morte, em Oslo, por dois indivíduos do grupo neo-nazi BootBoys, que foram condenados a 17 e 18 anos de prisão. Ficou provado que os assassinos tinham saído de casa com o objectivo de encontrar um estrangeiro e encontraram-no junto a um parque de estacionamento.<br />
Foram organizadas várias marchas de homenagem ao jovem. A 27 de Janeiro de cada ano, é entregue o Prémio Benjamim Hermansen. O álbum «Invicible», de Michael Jackson, foi-lhe especialmente dedicado. Ao invés, Clara Dorothea Weltzin, uma mulher de Oslo de extrema-direita, deixou em testamento 250 000 coroas norueguesas a um dos assassinos.<br />
Mahmed Jamal Shirwac foi morto em 23 de Agosto de 2008. Taxista somali, pai de 6 filhos, foi morto em Trondheim com 13 tiros. O autor do crime, membro de um grupo neo-nazi, espalhava pela internet o seu ódio racial e assumia que iria matar muçulmanos se alguma ocasião se proporcionasse.<br />
«Ambos morreram como vítimas de ódio contra a pele, e contra a religião. Benjamin e as outras vítimas merecem mais de nós do que tochas. A sua memória merece a nossa fidelidade, a sua morte, os nossos esforços incansáveis para proteger o direito de todos a uma vida de paz e segurança em um país que pertence a todos nós», referiu a propósito destes assassinatos a já referida Presidente do Centro Norueguês Anti-Racismo.<br />
No meio disto tudo, a Polícia norueguesa conseguiu notar nos últimos anos apenas um ligeiro aumento da actividade de grupos extremistas de direita e chegou a sugerir que o movimento seria fraco, sem um líder e com pouco potencial de crescimento. Quanto ao líder, parece que já está encontrado.<br />
O mais engraçado de tudo – embora não tenha graça nenhuma &#8211; é que a Noruega trata mal os imigrantes, mas não trata melhor determinadas camadas da sua população, como é o caso das mulheres. Um país que se ufana da igualdade concedida às mulheres em todos os sectores da sociedade mas que, na prática, não as protege devidamente.<br />
O crime de violação é o melhor exemplo da afirmação anterior. A situação é de tal forma grave que a <a href="http://canais.sol.pt/paginainicial/internacional/interior.aspx?content_id=165048" target="_blank">Amnistia Internacional </a>já teve de repreender por diversas vezes as autoridades do país. Nos últimos anos, a situação tem-se agravado, com um aumento de 30% das violações consumadas. 45% das vítimas têm menos de 20 anos. No entanto, com mais ou menos provas, só 16% dos casos é que chega a Tribunal e só 12% dos violadores são condenados.<br />
Segundo diversos estudos realizados na Noruega, a violação não é uma prioridade para as autoridades de investigação policial. Os suspeitos raramente são interrogados e, quando o são, o interrogatório é pouco exaustivo e mal planeado. A cena do crime é investigada em apenas metade das denúncias. As provas forenses muitas vezes não são usadas.<br />
Como não podia deixar de ser numa sociedade com as características da norueguesa, a percentagem de mulheres violadas pertencentes a grupos minoritários é anormalmente elevado.<br />
Segundo a Amnistia Internacional, os países nórdicos não lutam o suficiente contra a violência sexual, sendo que na Finlândia a situação ainda é mais grave do que na Noruega. Um dos relatórios produzidos pela AI é elucidativo: «Apesar dos progressos realizados para a igualdade entre os homens e as mulheres em numerosos domínios das sociedades nórdicas, quando se trata de violação, as disposições penais não continuam adequadas para proteger. A violação e as outras formas de violência sexual continuam a ser uma realidade alarmante que afecta as existências de milhares de jovens raparigas e mulheres, a cada ano em todos os países nórdicos».<br />
Curiosamente, ainda há bem pouco tempo acabou por ser condenada a pena de prisão <a href="http://deaviking.multiply.com/journal/item/14/14" target="_blank">uma mulher norueguesa </a>por ter violado um homem, fazendo-lhe sexo oral enquanto ele estava a dormir. Deve ser a tal igualdade entre homens e mulheres de que os noruegueses se ufanam.<br />
Embora muito mais houvesse para dizer, já não fica dito pouco. Ainda assim, fica dito o suficiente, em minha opinião, para se poder chegar à conclusão de que a Noruega é um país muito pouco recomendável no que diz respeito à tolerância, à democracia e aos direitos humanos.<br />
Perguntar-me-ão se um louco como Breivik não poderia aparecer em qualquer país do mundo. Talvez, não sei. Mas o que sei é que as características políticas e sociais da Noruega tornaram-se o viveiro ideal para o desenvolvimento da sua ideologia. E sei também que o acto de Anders Breivik, apesar das proporções, não foi um acto isolado. Definitivamente, ele não está sozinho.</p>
<p>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O farsola, o pote e as muitas formas de corrupção</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 10:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Farsola]]></category>
		<category><![CDATA[josé sócrates]]></category>
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		<description><![CDATA[Pedro Passos Coelho é outro dos artistas que têm vindo a governar Portugal nos últimos anos. O paladino da transparência e da verdade nas contas públicas sonha com a redução do défice, mas sempre à custa dos mesmos. Nem uma &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/15/o-farsola-o-pote-e-as-muitas-formas-de-ser-corrupto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro Passos Coelho é outro dos artistas que têm vindo a governar Portugal nos últimos anos.<br />
O paladino da transparência e da verdade nas contas públicas sonha com a redução do défice, mas sempre à custa dos mesmos. Nem uma medida contra os benefícios fiscais à Banca, nem uma medida contra a isenção de mais-valias, nem uma palavra que explique por que razão só os grandes não vão ter de pagar o <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/governo-diz-que-50-dos-visados-pelo-novo-imposto-pagam-menos-de-150-euros_1502938" target="_blank">imposto extraordinário</a>.<br />
Tal como José Sócrates, Pedro Passos Coelho está refém do grande capital. Está refém dos poderosos. Os que lhe pagaram as sondagens nas vésperas de chegar ao poder no PSD, os que lhe pagaram a campanha interna. Já se sabia que aqueles que o levaram ao poder, mais cedo ou mais tarde, iriam querer o pagamento. A cobrança já começou.<br />
Tal como José Sócrates, Pedro Passos Coelho põe-se de cócaras perante o grande capital. Só que, ao contrário daquele, que voga à medida dos seus próprios interesses, a sua matriz ideológica é exactamente essa: a submissão do Estado aos poderosos. Aos mesmos de sempre.<br />
O problema? O problema é que os políticos portugueses que nos têm governado são corruptos. Corruptos na verdadeira acepção da palavra e moralmente corruptos. Ladrões de colarinho branco, que ao contrário dos heróis da literatura, roubam aos pobres para dar aos ricos. No fundo, são lixo, mas lixo que nem uma agência de rating conseguiria classificar.<br />
É por isso que Portugal é um dos países da Europa em que a diferença entre ricos e pobres é maior. É por isso que as desigualdades aumentam a cada passo. É por isso que o Governo corta a torto e a direito nos <a href="http://economia.publico.pt/noticia/taxa-de-35-por-cento-dara-o-dobro-da-receita-anunciada-com-imposto-extra_1502817" target="_blank">grandes «privilégios» dos trabalhadores por conta de outrem </a> e deixa impunes os pobres capitalistas que vivem à custa do dinheiro que não é seu. É que um novo imposto, a gentalha do capital não poderia suportar. Tem de continuar a enriquecer. Tem de continuar a poder emprestar dinheiro à economia, diz o <a href="http://aventar.eu/2011/07/01/o-farsola-ja-comecou-a-ir-ao-pote/" target="_blank">farsola </a>que estava mortinho por ir ao pote. Sim, tem emprestado muito até agora&#8230;<br />
Aos meus amigos e conhecidos: Depois disto, venham com as costumeiras estórias do Rendimento Mínimo, essas migalhas que os nossos políticos dão aos miseráveis, como se estivessem a dar uma grande coisa, e venham com as estórias de quem não quer trabalhar. Insulto-vos de tudo no mesmo segundo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O coerente Rui Tavares sai do Bloco de Esquerda</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/21/coerente-rui-tavares-sai-do-bloco-de-esquerda/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 15:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[josé sá fernandes]]></category>
		<category><![CDATA[Parlamento Europeu]]></category>
		<category><![CDATA[rui tavares]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas se quisesse ser coerente, o novo José Sá Fernandes do BE, também não devia sair do Parlamento Europeu e entregar o lugar ao Partido que o convidou?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas se quisesse ser coerente, <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/131838-rui-tavares-sai-do-bloco-falta-confianca-em-louca">o novo José Sá Fernandes </a>do BE, também não devia sair do Parlamento Europeu e <a href="http://www.publico.pt/Política/rui-tavares-desvinculase-do-be-no-parlamento-europeu_1499620">entregar o lugar </a>ao Partido que o convidou?</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>As confusões de Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/12/as-confusoes-de-filipe-moura/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 10:43:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[1º de Maio]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois anos e meio depois de ter saido definitivamente do 5 Dias, a 2 de Janeiro de 2009, Filipe Moura vem acusar-me, numa caixa de comentários do «Vias de Facto», de ter sido o responsável pela sua saída. Eu, que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/12/as-confusoes-de-filipe-moura/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois anos e meio depois de ter saido definitivamente do 5 Dias, a 2 de Janeiro de 2009, Filipe Moura vem acusar-me, numa caixa de comentários do «Vias de Facto», de ter sido o responsável pela sua saída. Eu, que entrara apenas na semana anterior, a 27 de Dezembro:</p>
<blockquote><p>«Ao contrário do que possas julgar, em última instância nem foi por causa do Vidal que eu saí do 5 Dias. (O Vidal é um tipo que se torna cómico e ninguém leva a sério.) Antes de sair do 5 Dias tinha falado com o Nuno e tudo estava ok. Nesse intervalo de tempo entrou o Ricardo Santos Pinto e escreveu dois ou três posts. E eu achei que era a gota de água.»</p></blockquote>
<p>Curioso com esta versão dos acontecimentos, fui aos arquivos do 5 Dias procurar o seu <a href="http://5dias.net/2009/01/02/resolucao-de-ano-novo/">post de despedida.</a> E lá estavam as razões, ligeiramente diferentes, da sua saída do blogue:  </p>
<blockquote><p>«Porque Carlos Vidal é membro do Cinco Dias, não estou disposto a continuar a pertencer a este colectivo. É uma decisão difícil, porque aqui encontro pessoas com quem é um prazer partilhar um blogue. Era isso que ainda me fazia hesitar. Ainda no passado fim de semana, após me ter encontrado com o Nuno Ramos de Almeida, não pensava tomar esta decisão. Digamos que a questão do Sokal me fez ver claramente que o equilíbrio que o Nuno nos pedia (a mim e ao Carlos Vidal) era instável e na prática impossível de alcançar, a menos que eu não escrevesse o que quisesse escrever (algo que nunca ninguém impediu ninguém no Cinco Dias) ou declarasse sistematicamente “para mim, o Vidal não existe”. Em ambos os casos é melhor sair.»</p></blockquote>
<p>Sair pela terceira vez, diga-se de passagem, porque Filipe Moura já saira 2 vezes no dia 17 de Outubro de 2008 (<a href="http://5dias.net/2008/10/17/eu-nao-poderia-ir-me-embora-sem-colocar-isto/">aqui </a>e <a href="http://5dias.net/2008/10/17/o-luis-lavoura-tem-sempre-alguma-razao/http://5dias.net/2008/10/17/o-luis-lavoura-tem-sempre-alguma-razao/">aqui</a>), certamente poque já adivinhava que um dia eu iria entrar no 5 Dias. <span id="more-65935"></span><br />
O mais engraçado é que Filipe Moura achou que o melhor local para ajustar contas com o passado era uma caixa de comentários de um post do <a href="http://viasfacto.blogspot.com/2011/06/fasquia-vai-baixando-baixando.html">Luis Rainha </a>, que me atacava violentamente por causa de <a href="http://5dias.net/2011/06/08/o-povo-de-felgueiras-micou-o-antes-de-todos/">Francisco Assis</a>. Filipe Moura achou por bem ir a essa caixa  atirar-se a mim em 6 ou 7 comentários. Não estando eu presente e sabendo ele a minha morada, isto mostra a fineza da personagem.<br />
Na altura em que Filipe Moura saiu do 5 Dias, até tinha uma boa impressão dele e cheguei a convidá-lo para um blogue colectivo que fundei pouco tempo depois, o <a href="http://aventar.eu">Aventar</a>. Nem sequer respondeu e só após a minha insistência é que disse umas coisas quaisquer acerca de mudar de casa como razão para a recusa.  Hoje em dia, valha a verdade, já nem me lembrava que existia no mundo alguém chamado Filipe Moura.<br />
Já agora, rapaz, porque não costumo ir a casa de outros falar de quem não está presente, rasca és tu. E mentiroso &#8211; agora percebi que não gostes dos meus posts anti-Sócrates. É que tu e ele têm esta última característica em comum.<br />
Ainda assim, tenho pena que tenhas saido. É que, posts <a href="http://5dias.net/2008/07/02/algumas-delicias-sobre-esses-parasitas-chamados-senhorios/">tão cómicos como os teus</a>, nunca mais eu vi no 5 Dias.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Valsinha das Medalhas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/10/valsinha-das-medalhas/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Jun 2011 12:33:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[10 de junho]]></category>
		<category><![CDATA[manuela ferreira leite]]></category>
		<category><![CDATA[valsinha das medalhas]]></category>

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		<description><![CDATA[  «Quem és tu, donde vens? Mostra-me lá os teus feitos Que eu nunca vi pátria assim Pequena e com tantos peitos» Desde que foi condecorado no 10 de Junho esse vulto do jornalismo português que dá pelo nome de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/10/valsinha-das-medalhas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/kVnKnHGuUrU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p style="text-align: right;">«<em>Quem és tu, donde vens?<br />
Mostra-me lá os teus feitos<br />
Que eu nunca vi pátria assim<br />
Pequena e com tantos peitos»</em></p>
<p style="text-align: right;">Desde que foi condecorado no 10 de Junho esse vulto do jornalismo português que dá pelo nome de Leonor Pinhão, há uns anos atrás, ninguém se pode admirar que continuem a ser condecoradas pessoas como <a href="http://www.publico.pt/Política/presidente-da-republica-assinala-dia-de-portugal-em-castelo-branco_1498305">Manuela Ferreira Leite</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O povo de Felgueiras micou-o antes de todos</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 13:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[francisco assis]]></category>
		<category><![CDATA[PS]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelos vistos, Francisco Assis vai ser mesmo candidato a líder do PS. Se ganhar, é o melhor que podia acontecer à coligação de Direita que vai para o Governo. Porque ele próprio é mais de Direita do que muitos PSD&#8217;s, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/08/o-povo-de-felgueiras-micou-o-antes-de-todos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelos vistos, Francisco Assis <a href="http://www.publico.pt/Política/costa-fora-da-corrida-seguro-e-assis-querem-lideranca-do-ps_1497958">vai ser mesmo candidato a líder do PS</a>. Se ganhar, é o melhor que podia acontecer à coligação de Direita que vai para o Governo. Porque ele próprio é mais de Direita do que muitos PSD&#8217;s, mas também porque deve ser, como político, uma das maiores nulidades do Portugal Democrático. Quanto ao carisma necessário para ser líder de um Partido como o PS, bem, suponho que <a href="http://5dias.net/2009/02/28/a-cadela-sininho/">a minha cadela Sininho</a> seja mais carismática.<br />
Em décadas de total apagamento político, Francisco Assis só mostrou os dentes por uma vez, quando ameaçou que se demitia da liderança do Grupo Parlamentar do PS se este aprovasse a taxação de mais-valias aos dividendos que a PT antecipou para 2010.<br />
Terá sido nessa altura que Francisco Assis, do alto da sua insignificância, percebeu que só seria respeitado se utilizasse ameaças e chantagens.<br />
O pequeno serventuário de Sócrates esteve desde sempre ao lado dos poderosos e chegou a pôr o seu futuro político em causa para defendê-los. Não sei por que razão defendeu com tanta punjança &#8211; característica até aí insuspeita naquela inutilidade &#8211; a taxação de dividendos, mas também não interessa.<br />
A cara de songamonga e o nome de santo já não conseguem disfarçar a sua verdadeira personalidade. Já o miquei há muito, mas o povo de Felgueiras micou-o antes de todos.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Construam-se portas grandes para os ricos nos Hospitais Públicos (e, já agora, portas mais pequenas para os pobrezinhos)</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 17:45:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[hospitais públicos]]></category>
		<category><![CDATA[hospital de santa maria]]></category>
		<category><![CDATA[pobres]]></category>
		<category><![CDATA[ricos]]></category>

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		<description><![CDATA[No Albergue Espanhol, Francisca Prieto é da opinião de que, por ser rica, devia poder entrar num hospital público pela porta grande, já que paga muitos impostos para que esse hospital público funcione. Suponho que, ao invés, os pobres devam &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/07/65704/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Albergue Espanhol, <a href="http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/1134428.html?mode=reply#reply">Francisca Prieto </a>é da opinião de que, por ser rica, devia poder entrar num hospital público pela porta grande, já que paga muitos impostos para que esse hospital público funcione.<br />
Suponho que, ao invés, os pobres devam entrar nesse hospital pela porta pequena, já que nem impostos pagam, esses parasitas.<br />
Tinha muito mais a dizer sobre esta forma de ver a sociedade. A consideração que tenho por algumas das pessoas que escrevem nesse blogue, sobretudo o meu Fernando Moreira de Sá e o nosso António Figueira, impede-me de o fazer.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A narrativa segue dentro de momentos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 17:38:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[2016]]></category>
		<category><![CDATA[CDU]]></category>
		<category><![CDATA[presidenciais]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>

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		<description><![CDATA[As eleições legislativas de ontem iniciaram um ciclo político novo em Portugal. E ou muito me engano ou todos aqueles que ontem festejaram a derrota de José Sócrates vão ter muito que amargar. A verdade é que tão cedo não &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/06/a-narrativa-segue-dentro-de-momentos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_65571" class="wp-caption alignnone" style="width: 491px"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/06/socrates-passos-coelho.jpg" alt="" title="socrates - passos coelho" width="481" height="283" class="size-full wp-image-65571" /><p class="wp-caption-text">Março de 2016 - O recém-empossado Presidente da República, José Sócrates, recebe na audiência semanal da quinta-feira o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que cumpre a sua segunda Legislatura no comando dos destinos de Portugal </p></div><br />
As eleições legislativas de ontem iniciaram um ciclo político novo em Portugal. E ou muito me engano ou todos aqueles que ontem festejaram a derrota de José Sócrates vão ter muito que amargar. A verdade é que tão cedo não nos vamos livrar desta gente.<br />
Passos Coelho vai governar com Maioria Absoluta num momento em que a maioria dos portugueses já está convencida das dificuldades que vai enfrentar. O discurso perante a agitação social já deve estar articulado: a culpa é de Sócrates, que deixou o país na bancarrota; e vão ser necessários alguns sacrifícios para que voltemos a ter dias felizes. Com a máquina do Estado e dos grandes grupos económicos ao seu serviço, a partir de 2014 começarão a ser distribuídas umas côdeas aos portugueses, anunciando-se o fim dos sacrifícios graças à política rigorosa do PSD. Que em 2015 ganha novamente as eleições &#8211; e quem sabe se com Maioria Absoluta. Já vimos que os portugueses são capazes de tudo.<br />
Quanto a Sócrates, no discurso da derrota já ensaiou a continuação da narrativa. Um discurso que foi ensaiado ao pormenor para que o autor deixasse de ser visto como o «animal feroz» de antigamente. Agora não: é um ser afável, meigo, simpático, cordial e digno. E logo no momento da maior derrota do PS nos últimos 24 anos! Aposto que nos próximos 2 anos ninguém lhe vai pôr o olho em cima. Em 2013 voltará a aparecer para preparar a candidatura às Presidenciais de 2016. E ganhará, porque em confronto terá um Durão Barroso com o estigma da fuga para Bruxelas em 2004. Sócrates andará durante um ano inteiro (ou alguém por ele) a debitar a cassete da fuga. E o povo, burro como sempre, já não se irá lembrar de tudo o que Sócrates lhe fez ao longo de 6 anos e dar-lhe-á mais 10 anos de poder.<br />
Enquanto isso, a Esquerda irá definhando. Por essa altura, o Bloco já deve ter desaparecido e muitos dos seus elementos estarão integrados no PS. Quanto ao PCP, está visto que a receita certa não é aquela que tem sido seguida. Se num momento de Bancarrota, com um culpado claramente identificado e outros dois coadjuvantes também claramente identificados, não consegue assumir-se como a terceira força política em Portugal, então é porque alguma coisa está mal. O discurso do costume, com as noites eleitorais que são sempre vitoriosas, se calhar precisa de ser revisto. É que, se isso não acontecer, teremos os mesmos de sempre a governar. E quando pensámos que nos livrámos deles, afinal não.<br />
Gostava muito de estar enganado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Como é óbvio, vou deitar o voto na CDU</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/05/como-e-obvio-vou-deitar-na-cdu/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 09:43:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[CDU]]></category>
		<category><![CDATA[eleições legislativas]]></category>
		<category><![CDATA[voto]]></category>

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		<description><![CDATA[Como se diz na minha terra, hoje vou deitar o voto na CDU. Não tive grandes dúvidas sobre o Partido em que iria botar o voto (outra expressão deliciosa), mas soube desde o início, de forma muito clara, em quem &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/05/como-e-obvio-vou-deitar-na-cdu/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como se diz na minha terra, hoje vou deitar o voto na CDU. Não tive grandes dúvidas sobre o Partido em que iria botar o voto (outra expressão deliciosa), mas soube desde o início, de forma muito clara, em quem não votaria.<br />
Nunca poderia votar num Partido, o PS, que deixou Portugal na bancarrota ao fim de 6 anos de governação. Misturando a mentira com a propaganda e com a tentativa (bem sucedida) de silenciar os críticos, o PS usou a máquina do Estado, durante longos anos, em benefício do Partido e dos seus dirigentes. O PS é muito pior do que o PSD ou o CDS. Porque estes, aspesar de tudo, assumem-se de Direita. O PS não, tem vergonha de ser de Direita e anda ali pelo meio, dando umas côdeas à Esquerda, mas nada mais faz senão governar completamente à Direita. Em termos económicos e sociais, os Governos de Sócrates sempre estiveram mais à Direita do que alguma vez o PSD esteve.<br />
Nunca poderia votar num Partido, o PSD, que governou como governou sempre que esteve no poder. No PSD, os grandes interesses dos grandes grupos económicos têm lugar marcado, ainda para mais agora que o Partido se prepara para virar (ainda mais) à Direita.<br />
Nunca poderia votar num Partido, o CDS, que ainda há pouco tempo tinha como principal bandeira eleitoral a luta contra os emigrantes e que hoje em dia, ignorando os grandes privilégios que os Governos de Sócrates deram à Banca, enche a boca diariamente para falar do Rendimento Mínimo. Da última vez que esteve no Governo, o CDS mostrou bem por que razão precisa de estar no poder: o caso Portucale, os financiamentos do BES (Jacinto Leite Capelo Rego, lembram-se?), os submarinos e por aí fora. Isto tudo em apenas 2 anos. Foi mesmo à descarada.<br />
Decidi também desde cedo que não ia votar no Bloco de Esquerda, <span id="more-65455"></span> apesar de me identificar com muitas das suas ideias e de, ideologicamente, estar muito perto. A questão, em relação ao Bloco, é outra. Durante mais de um ano, Louçã andou de braço dado com Sócrates no apoio ao candidato presidencial do Governo.  E à medida que se aproximavam essas eleições, os PEC&#8217;s sucessivos de José Sócratres contrastavam de forma crescente com um silêncio cada vez mais ensurdecedor de Francisco Louçã. Para cúmulo, logo que acabaram as Presidenciais apresentou uma moção de censura atabalhoada, como forma de se demarcar do PS e de se antecipar ao PCP. Mas deixou bem claro que aquela moção não era para aprovar &#8211; porque se os Partidos da Direita a votassem seriam ridículos.<br />
Assim sendo, nada mais me resta a não ser votar na CDU. O Partido que mais defende os trabalhadores e as camadas sociais mais carenciadas. O Partido que mais defende o tecido económico português e o emprego.  O Partido que mais defende o Estado Social. Mesmo que nem sempre concorde com algumas das posições do Partido, sobretudo na forma como encara os regimes comunistas do resto do mundo, parece-me que votar CDU (já que não se pode votar apenas PCP) é o voto correcto.  </p>]]></content:encoded>
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		<title>A oportunidade perdida de Francisco Louçã</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/03/a-oportunidade-perdida-de-francisco-louca/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 00:26:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bloco de esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[carta de intenções]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Louçã]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[memorando]]></category>
		<category><![CDATA[toika]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelos vistos, a Comunicação Social portuguesa descobriu ontem que existe uma Carta de Intenções assinada pelo Governo na mesma altura em que foi assinado o Memorando da Troika. Nessa Carta dirigida ao FMI, o Governo compromete-se, entre outras medidas, a &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/03/a-oportunidade-perdida-de-francisco-louca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelos vistos, a Comunicação Social portuguesa descobriu ontem que existe uma Carta de Intenções assinada pelo Governo na mesma altura em que foi assinado o Memorando da Troika. Nessa Carta dirigida ao FMI, <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/127610-governo-prometeu-corte-significativo-da-tsu-ao-fmi">o Governo compromete-se</a>, entre outras medidas, a reduzir de forma significativa a Taxa Social Única.<br />
É estranho que essa Carta seja agora apresentada como nova, quando a sua existência já é muito do conhecimento geral. Mesmo o 5 Dias já publicou <a href="http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo/">um resumo das partes mais importantes</a> há mais de 15 dias.<br />
Relembre-se que quem «levantou a lebre» pela primeira vez foi Francisco Louçã no debate com José Sócrates, atirando com a questão da TSU e deixando o primeiro-ministro embaraçado.<br />
O que não se compreende é a razão pela qual o líder do Bloco não explorou devidamente o documento. Neste, o Governo compromete-se a aumentar o IVA, a introduzir uma nova taxa sobre a electricidade a partir de 2012, a privatizar uma parte da Caxa Geral de Depósitos, a privatizar mais 2 grandes empresas em 2012 e a alterar a legislação relativa ao despedimento por justa causa. E Francisco Louçã, com o documento na mão, foi incapaz de questionar Sócrates sobre estas matérias.<br />
Foi aí que Louçã perdeu uma oportunidade única para derrotar Sócrates de forma flagrante e pôr em xeque toda a narrativa.<br />
É igualmente espantoso o que aconteceu nos dias seguintes. O PS negou tudo, chegando a dizer que era uma carta que ainda não tinha ido para o Correio, mas o Bloco também não soube esclarecer devidamente que carta era aquela.<br />
E de repente o documento «desapareceu». Até ontem. Agora, o Bloco <a href="http://www.publico.pt/Política/luis-fazenda-acordo-com-a-troika-e-inconstitucional_1497260">já fala outra vez.</a><br />
Mas não será tarde?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Dúvidas existenciais de um ateu</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/31/duvidas-existenciais-de-um-ateu/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 15:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[ateus]]></category>
		<category><![CDATA[aulas de substituição]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Moral Religiosa Católica]]></category>
		<category><![CDATA[EMRC]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que um ateu, que abomina o catolicismo e os seus hediondos crimes ao longo da História da Humanidade, devia ser obrigado a dar uma Aula de Substituição de Educação Moral e Religiosa Católica? Mais uma vez, aconteceu hoje. E &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/31/duvidas-existenciais-de-um-ateu/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será que um ateu, que abomina o catolicismo e os seus hediondos crimes ao longo da História da Humanidade, devia ser obrigado a dar uma Aula de Substituição de Educação Moral e Religiosa Católica?<br />
Mais uma vez, aconteceu hoje. E era suposto eu dizer o quê durante a aula? Que abomino tudo aquilo que é o tema da disciplina? Que não acredito em nada do que o professor deles lhes disse ao longo do ano lectivo? Que aquela disciplina não faz qualquer sentido na Escola Pública de um Estado laico? Que estar ali é a mesma coisa que obrigar um médico a eutanasiar alguém ou a praticar um aborto contra a sua vontade? Que me recuso a dizer seja o que for por motivos de objecção de consciência?</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A extraordinária máquina de propaganda eleitoral do PS</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/30/a-extraordinaria-maquina-de-propaganda-eleitoral-do-ps/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 16:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitos comentadores têm mostrado a sua admiração pelo facto de o PS conseguir estar ainda tão bem colocado nas sondagens. O que me admira é como é que não está à frente e como é que não vai ganhar estas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/30/a-extraordinaria-maquina-de-propaganda-eleitoral-do-ps/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-64910" title="ps máquina" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/ps-máquina-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /><br />
Muitos comentadores têm mostrado a sua admiração pelo facto de o PS conseguir estar ainda tão bem colocado nas sondagens. O que me admira é como é que não está à frente e como é que não vai ganhar estas eleições. Ao lado da extraordinária máquina de propaganda eleitoral do PS, todos os outros Partidos, incluindo o PSD, são quase amadores. Senão vejamos:<br />
- 5 autocarros de 55 lugares em permanência<br />
- 20 monovolumes em permanência<br />
- um camião tir com palco, régie e ecrã gigante e 3 técnicos<br />
- duas estruturas independentes com equipas de 10 elementos cada uma para montagem e desmontagem de palco, dotado de sistema de som profissional estilo concerto de média dimensão<br />
- 3 bancadas (duas laterais e uma frontal) com capacidade total para 250 pessoas sentadas<br />
- t-shirts, sacos de pano, canetas, calendários, chapéus, edição de 6 jornais de campanha, flyers de todo o tipo e feitio, múltiplos adereços para oferta, autocolantes, etc.<br />
- mobilização constante de dezenas de autocarros &#8211; foram pelo menos 20 no comício da Afurada, 25 no de Braga (todos da Transdev) e um número incalculável no comício do Porto de ontem.<br />
No meio disto tudo, expliquem-me por favor como é que o PS <a href="http://www.tvi24.iol.pt/politica/ps-campanha-partidos-eleicoes-tvi24-custos-eleicoes/1249020-4072.html">só prevê gastar 2 milhões de euros </a>na presente campanha eleitoral. E, já agora, quem é que vai pagar o resto&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>O discurso de Futre nos «Globos de Ouro» e o incómodo de Mira Amaral</title>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 15:34:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Futre esteve em grande nos «Globos de Ouro». À parte os seus ataques a Bárbara Guimarães (só faltou saltar-lhe em cima), numa atitude típica de «macho latino», ficou uma mensagem séria aos políticos portugueses. Falou da classe média, que tem &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/30/o-discurso-de-futre-nos-%c2%abglobos-de-ouro%c2%bb-e-o-incomodo-de-mira-amaral/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><embed width="410" height="358" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/fUDKROoEjnWjqI1mRaOU/mov/1"></embed><br />
Paulo Futre esteve em grande nos «Globos de Ouro». À parte os seus ataques a Bárbara Guimarães (só faltou saltar-lhe em cima), numa atitude típica de «macho latino», ficou uma mensagem séria aos políticos portugueses. Falou da classe média, que tem cada vez mais dificuldades em chegar ao fim do mês; e nos pobres, que nem sequer têm dinheiro para comer. «A classe baixa portuguesa está a passar fome. Repito, a classe baixa portuguesa está a passar fome. Concentrem-se, por favor», disse.<br />
Um discurso que arrancou muitos aplausos da multidão presente na cerimónia. Inadvertidamente, no meio dos aplausos entusiásticos, a realização mostra um Mira Amaral descontente que não bate palmas e que está visivelmente irritado com o discurso. Logo atrás, um outro «colarinho branco» não disfarça os seus sentimentos com uma expressão marcada pela arrogância (cerca dos 4 minutos).<br />
Para a classe política, a pobreza é um incómodo. Um tema extremamente inadequado para uma cerimónia daquelas. E Futre, esse, deve ser um comunista radical &#8211; só pode&#8230;<br />
Houve um outro político que não pareceu gostar muito da prestação de Futre. Manuel Maria Carrilho não conseguiu disfarçar o sorriso amarelo. Mas aí, está bom de ver, os motivos foram outros&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Como o PS preparou a privatização do ensino</title>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 11:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Primeiro, privatizaram alguns serviços das escolas, como as cantinas, concessionadas a privados. É o que temos hoje na maioria dos estabelecimentos de ensino público: comida de pior qualidade (na minha escola, dizem os alunos, come-se arroz com arroz, porque às &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/24/como-o-ps-preparou-a-privatizacao-do-ensino/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro, privatizaram alguns serviços das escolas, como as cantinas, concessionadas a privados. É o que temos hoje na maioria dos estabelecimentos de ensino público: comida de pior qualidade (na minha escola, dizem os alunos, come-se arroz com arroz, porque às vezes a carne ou o peixe não chega para todos ou chega aos seus pratos intragável), gastos maiores para o Estado e um reduto privado dentro da própria escola que, no fundo, não é público. Chega-se ao absurdo de ver a escola a pagar o aluguer da cantina se quiser organizar aí um convívio de professores ou de alunos. Isto se a empresa autorizar, claro.<br />
Forma hábil, também, de reduzir drasticamente a probabilidade de existirem greves e consequente encerramento das escolas. Em tempos, bastava que as cozinheiras fizessem greve para que a escola fechasse. Com privados, a cantiga é sempre outra.<br />
Depois veio a entrega do ensino básico de 1.º ciclo aos municípios, que muitas vezes gerem o seu parque escolar através de empresas municipais facilmente privatizáveis. Não é difícil imaginar que, nas mãos de um município, uma escola perde a sua autonomia administrativa e pedagógica. Mesmo nas restantes escolas básicas e secundárias, os famigerados Agrupamentos e Mega-Agrupamentos, hoje em dia são os municípios que, na prática, escolhem o Director. Fecharam-se escolas a torto e a direito nas aldeias, mas em seu lugar criaram-se centros escolares, muitas delas em centros urbanos e em locais muito apetecíveis para os privados. E todos conhecemos o apetite devorador das Câmaras pelo sector urbanístico.<br />
Ainda dentro do 1.º ciclo, a criação das AEC&#8217;s &#8211; Actividades Extra-Curriculares foi porventura o exemplo mais às claras de privatização do ensino. <span id="more-64489"></span>Actividades entregues sem disfarce a empresas privadas, que por sua vez passaram a contratar os professores. Aqui, a exploração foi sempre a palavra de ordem. Abundam os casos em que estes professores, muitas das vezes a recibo verde, recebem 4 euros por hora e, para além das aulas, ainda têm de acompanhar os meninos durante o intervalo. Uma situação que foi piorando à medida que o programa se foi implementando. Na Câmara do Porto, por exemplo, começou por ser a Faculdade de Letras a contratar os professores de Inglês das AEC&#8217;s, mas dois anos depois já era uma empresa privada de Lisboa a tratar do assunto, pagando, como é óbvio, muito menos. Em 2009/2010, numa medida com o mais elevado sentido pedagógico, os docentes receberam os seus horários para o ano lectivo numa garagem de Matosinhos.<br />
A cereja no topo do bolo chamou-se Parque Escolar. A pretexto de modernizar as escolas &#8211; algumas precisavam, outras não &#8211; entregou-se a uma empresa pública o planeamento, a gestão, o desenvolvimento e a execução das obras, na maior parte das vezes através de ajustes directos e sem a menor transparência, como o <a href="http://5dias.net/author/tiagoms/">Tiago Mota Saraiva </a>tantas vezes denunciou no 5 Dias. Uma empresa pública que, repare-se, tornou-se a proprietária das escolas que intervencionou, sendo que estas passaram a pagar verdadeiros balúrdios de renda mensal à Parque Escolar. E se esta um dia for privatizada (será <a href="http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo/">uma das duas grandes empresas que Sócrates queria privatizar em 2012</a>?), todas essas escolas passam a ser privadas. Simples, não é?<br />
Num assomo de honestidade, em fim de festa, os nossos amigos corporativos <a href="http://aventar.eu/2011/05/24/o-amor-do-ps-pelo-ensino-privado/">acabam por reconhecer que os Governos de Sócrates não pararam de aumentar o financiamento do ensino privado</a>, apesar da diminuição do número de turmas subsidiadas.<br />
Depois disto tudo, é provável que os socialistas tenham a suprema lata de vir dizer que o PSD quer privatizar o ensino. E logo eles que não fizeram nada para isso&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>A questão nuclear da campanha não é saber quem vai destruir o Estado Social</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/23/a-questao-nuclear-da-campanha-nao-e-saber-quem-vai-destruir-o-estado-social/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 10:38:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Campanha]]></category>
		<category><![CDATA[estado social]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque, no fundo, o dito Estado Social já está em fanicos. A questão é saber quem é que andou a destruí-lo  nos últimos 6 anos (e, já agora, quem são os únicos que podem salvar o pouco que resta).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque, no fundo, o dito Estado Social já está em fanicos.<br />
A questão é saber quem é que andou a destruí-lo  nos últimos 6 anos (e, já agora, quem são os únicos que podem salvar o pouco que resta).</p>]]></content:encoded>
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		<title>Se ganhar as eleições, Sócrates aumenta o IVA</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/20/se-ganhar-as-eleicoes-socrates-aumenta-o-iva/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 May 2011 14:37:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[carta do governo]]></category>
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		<description><![CDATA[Foi ele próprio que se comprometeu com o aumento do IVA na «Carta do Governo» que enviou ao FMI e que faz parte do Memorando da Troika. 7. Do lado da receita, o foco é aumentar a quota dos impostos sobre &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/20/se-ganhar-as-eleicoes-socrates-aumenta-o-iva/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi ele próprio que se comprometeu com o aumento do IVA na <a href="http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo/">«Carta do Governo» </a>que enviou ao FMI e que faz parte do Memorando da Troika.</p>
<blockquote><p><strong>7. Do lado da receita, o foco é aumentar a quota dos impostos sobre o consumo e reduzir privilégios fiscais</strong>:</p>
<ul>
<li>O valor mais elevado das taxas do IVA, IRS e de IRC no Orçamento de 2011 permanecerão em vigor até 2013. A lista de bens e serviços sujeitos a uma taxa reduzida do IVA será revista em 2011.</li>
</ul>
</blockquote>
<p>E para que servirá o aumento do IVA? Para compensar a descida «ousada» da Taxa Social Única. É ele que o diz.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">39. Um dos principais objectivos do nosso programa é incrementar a competitividade. Isso implicará uma <strong>redução significativa das contribuições patronais para a segurança social</strong>. Esta medida será totalmente calibrada aquando da primeira revisão. As medidas de compensação necessárias para garantir a neutralidade fiscal poderão incluir a alteração da estrutura e das taxas de IVA, reduções adicionais permanentes das despesas e aumento de outros impostos que não tenham efeito adverso na competitividade. Embora a proposta possa ser implementada em duas etapas, <strong>um primeiro passo ousado será implementado no contexto do orçamento de 2012 </strong>(tradução para português <a href="http://aventar.eu/2011/05/18/carta-do-governo-para-a-troika-em-portugues/">aqui</a>)</p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p> </p></blockquote>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Será que Sócrates quer privatizar as Águas de Portugal?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/19/sera-que-socrates-quer-privatizar-as-aguas-de-portugal/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 15:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[águas de portugal]]></category>
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		<description><![CDATA[No ponto 17 da chamada «Carta do Governo», na qual o Primeiro-Ministro se compromete, junto do FMI, com uma série de medidas para os próximos dois anos, José Sócrates refere expressamente: «Pretendemos acelerar o nosso programa de privatizações. O plano já &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/19/sera-que-socrates-quer-privatizar-as-aguas-de-portugal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.prlog.org/10580890-thames-water-utilities-ltd.jpg" alt="" width="278" height="275" /></p>
<p>No ponto 17 da chamada <a href="http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo">«Carta do Governo», </a>na qual o Primeiro-Ministro se compromete, junto do FMI, com uma série de medidas para os próximos dois anos, José Sócrates refere expressamente:</p>
<blockquote><p>«Pretendemos acelerar o nosso programa de privatizações. O plano já existente abrange os transportes (Aeroportos de Portugal, TAP e ramo de mercadorias da CP), energia (GALP, EDP e REN), comunicações (Correios de Portugal) e de seguros (Caixa Seguros). Vamos identificar, no momento da segunda avaliação, mais duas grandes empresas para privatização até ao final de 2012. Um plano de privatização actualizado será preparado até Março de 2012.» (tradução portuguesa <a href="http://aventar.eu/2011/05/04/memorando-da-troika-em-portugues/">aqui</a>)</p></blockquote>
<p>Para além de Sócrates assumir perante o FMI que vai privatizar parte da Caixa Geral de Depósitos (medida que tanto tem criticado ao PSD), é muito interessante a frase que se segue: <strong>«Vamos identificar, no momento da segunda avaliação, mais duas grandes empresas para privatização até ao final de 2012».</strong><br />
Sendo que assumidas já estão as privatizações da TAP, parte da CP, GALP, EDP e REN e Correios, e sabendo que quase tudo o resto já está privatizado, quais serão as duas grandes empresas que Sócrates se propõe privatizar em 2012? Serão as Águas de Portugal? A RTP? Ou outra empresa qualquer?</p>
<p>Especulação? <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/socrates-e-mario-lino-prepararam-privatizacao-das-aguas-em-2000_1494883">Leiam o Público de hoje</a>, que descobriu que já em 2000 José Sócrates, como Ministro do Ambiente, preparava com Mário Lino a venda das Águas de Portugal à inglesa Thames Water.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Aleluia!</title>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 00:21:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[liga europa]]></category>
		<category><![CDATA[porto - braga]]></category>

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		<description><![CDATA[Dúvida? Não. Mas, luz, realidade e sonho que, na luta, amadurece. - O de tornar maior esta cidade. Eis o desejo que traduz a prece. Só quem não sente o ardor da juventude poderá vê-la, de olhos descuidados. Porto – &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/19/aleluia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.record.xl.pt/storage/ng1163338.jpg" alt="" width="446" height="330" /><br />
Dúvida? Não. Mas, luz, realidade<br />
e sonho que, na luta, amadurece.<br />
- O de tornar maior esta cidade.<br />
Eis o desejo que traduz a prece.</p>
<p>Só quem não sente o ardor da juventude<br />
poderá vê-la, de olhos descuidados.<br />
Porto – palavra exacta. Nunca ilude.<br />
Renasce, nela, a ala dos namorados!</p>
<p>Deram tudo por nós estes atletas.<br />
Seu trajo tem a cor das próprias veias<br />
e a brancura das asas dos poetas…<br />
Ó fé de que andam nossas almas cheias!</p>
<p>Não há derrotas quando é firme o passo.<br />
Ninguém fale em perder! Ninguém recua…<br />
E a mocidade invicta em cada abraço<br />
a si mais nos estreita. A pátria é sua.</p>
<p>E, de hora a hora, cresce o baluarte!<br />
Lembro a torre dos Clérigos, às vezes…<br />
Um anjo dá sinal quando ele parte…<br />
São sempre heróis! São sempre portugueses!</p>
<p>E, azul e branca, essa bandeira avança…<br />
Azul, branca, indomável, imortal.<br />
Como não pôr no Porto uma esperança<br />
se “daqui houve nome Portugal”?</p>
<p>Pedro Homem de Mello</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Memorando da Troika: O documento escondido, ou o programa neo-liberal do Governo Sócrates</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 17:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O documento principal do Memorando da Troika já é por demais conhecido e nele estão previstas as medidas do FMI para a sua intervenção em Portugal. O debate entre Francisco Louçã e José Sócrates, no entanto, chamou a atenção para &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O documento principal do <a href="http://aventar.eu/2011/05/04/memorando-da-troika-em-portugues/">Memorando da Troika</a> já é por demais conhecido e nele estão previstas as medidas do FMI para a sua intervenção em Portugal.<br />
O debate entre Francisco Louçã e José Sócrates, no entanto, chamou a atenção para um outro documento constante desse Memorando, que o Executivo tentou manter escondido até hoje.<br />
Esse documento é uma Carta do Governo ao FMI / BCE, na qual o Primeiro-Ministro assume uma série de compromissos para os próximos anos. O Aventar acaba de publicar a sua <a href="http://aventar.eu/2011/05/18/carta-do-governo-para-a-troika-em-portugues/">tradução integral em português</a> e, depois de a ler, só dá mesmo para abrir a boca de espanto com aquilo que o Governo lá escreve. Não tanto pelo neo-liberalismo de algumas dessas medidas, algumas já conhecidas, mas sobretudo pela desfaçatez com que José Sócrates tem falado delas na pré-campanha eleitoral a propósito do PSD.<br />
Eis algumas pérolas: <span id="more-64054"></span></p>
<blockquote><p>. A lista de bens e serviços sujeitos a uma redução de valores do IVA será revista em 2011.</p>
<p>. Uma taxação sobre a electricidade será introduzida a partir de Janeiro de 2012.</p>
<p>. <strong>Pretendemos acelerar o nosso programa de privatizações.</strong> O plano já existente abrange os transportes (Aeroportos de Portugal, TAP e ramo de mercadorias da CP), energia (GALP, EDP e REN), comunicações (Correios de Portugal) e de<strong> seguros (Caixa Seguros).</strong></p>
<p>. Vamos identificar, no momento da segunda avaliação, mais duas grandes empresas para privatização até ao final de 2012. <strong>Um plano de privatização actualizado será preparado até Março de 2012</strong>.</p>
<p>. As taxas moderadoras serão aumentadas em Setembro de 2011, indexadas à inflação no final de 2011, e as isenções serão substancialmente reduzidas.</p>
<p>. O banco da CGD deverá aumentar o seu capital para os novos níveis exigidos a partir de recursos internos do grupo e melhorar a gestão do grupo. Isso incluirá uma agenda mais ambiciosa com vista à já anunciada <strong>venda do ramo de seguros do grupo</strong>, um programa para a eliminação gradual de todas as subsidiárias não nucleares.</p>
<p>. Vamos nivelar as indemnizações por rescisão nos contratos sem termo e nos contratos a prazo, vamos apresentar legislação com vista a reduzir a indemnização para todos os novos contratos para 10 dias por ano de trabalho.</p>
<p>. Vamos preparar até ao final de Dezembro de 2011, uma proposta que visa introduzir <strong>ajustamentos aos casos de despedimento individual com justa causa.</strong></p>
<p>. Um dos principais objectivos do nosso programa é incrementar a competitividade. Isso implicará uma <strong>redução significativa das contribuições patronais para a segurança social</strong>. As medidas de compensação necessárias para garantir a neutralidade fiscal poderão incluir a alteração da estrutura e das taxas de IVA, reduções adicionais das despesas permanentes e aumento de outros impostos que não tenham efeito adverso na competitividade. <strong>Embora a proposta possa ser implementada em duas etapas, um primeiro passo ousado será implementado no contexto do orçamento de 2012</strong>.</p>
<p>. O envolvimento do Estado nas actividades do sector privado será reduzido, e a independência das entidades reguladoras sectoriais reforçado. Vamos eliminar os &#8220;golden shares&#8221; e todos os direitos especiais.</p>
<p>. A administração tributária vai ser modernizada. A administração tributária nacional, a administração aduaneira e os serviços de tecnologia da informação serão unificados. A estrutura irá racionalizar agências locais, fechando pelo menos 20 por cento das repartições locais em 2011 e 2012.</p></blockquote>
<p>No meio disto tudo, faz ainda parte do Memorando da Troika um terceiro documento, que por enquanto permanece secreto&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Ou como Manuel António Pina sacudiu de vez um arreliador pintelho que teimosamente o importunava</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2011 14:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[manuel antónio pina]]></category>
		<category><![CDATA[marinho pinto]]></category>
		<category><![CDATA[prémio camões]]></category>

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		<description><![CDATA[E não é que o cretino lá ganhou o Prémio Camões&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/_Bjnwc8xM8eU/TPEhOB8X4FI/AAAAAAAAWYY/TygTer1Dbhw/s1600/marinho-pinto1%255B1%255D.jpg" alt="" width="501" height="366" /></p>
<p>E não é que <em><a href="http://aventar.eu/2011/05/03/a-fineza-e-educacao-de-um-bastonario/">o cretino </a></em>lá ganhou o Prémio Camões&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Festival da Eurovisão: O dia em que a Europa fica maior</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 16:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[dana internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Festival da canção]]></category>
		<category><![CDATA[Homens da Luta]]></category>
		<category><![CDATA[israel]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu era pequenino, a minha mãe fazia um bolo sempre que dava na televisão o Festival da Canção. Era nesse dia e no dia das eleições, cujos resultados finais só chegavam pela madrugada. Eram os momentos mais importantes do &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/10/festival-da-eurovisao-o-dia-em-que-a-europa-fica-maior/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/_77tWdzYyKEw/RmwdrBPA7RI/AAAAAAAAAUw/sL1z97k3HEw/s1600/oriente_medio_mapa.gif" alt="" width="439" height="475" /><br />
Quando eu era pequenino, a minha mãe fazia um bolo sempre que dava na televisão o Festival da Canção. Era nesse dia e no dia das eleições, cujos resultados finais só chegavam pela madrugada. Eram os momentos mais importantes do ano. Não me lembro da «Desfolhada», porque ainda não tinha nascido; nem do «E Depois do Adeus», porque tinha apenas 3 anos; mas lembro-me perfeitamente do «Adios, adios, aufwiedersehen, goodbye» (uma canção eminentemente <a href="http://aventar.eu/2011/05/08/os-tres-tristes-e-os-homens-da-luta/">étnica</a>); ou da magnífica canção da Sabrina que representou Portugal na semi-final de 2007 e cuja letra tocava o menos sensível.</p>
<blockquote><p>Dança comigo, que eu dou-te o céu que há em mim<br />
Dança comigo, que aos teus desejos direi sim<br />
Dança comigo, que nos teus braços vou sonhar<br />
Dança comigo, que eu dou-te a lua, o sol e o mar</p></blockquote>
<p>Devia ter uns 7 ou 8 anos quando Israel ganhou o Festival da Canção com «Aleluia». Ao que parece, a Turquia não participou por motivos políticos, mas suponho que na altura esse pormenor me tenha passado ao lado. Aliás, é provável que tenha ficado a pensar que Israel fazia parte da Europa.<br />
Passaram muitos anos. Nunca mais me lembrei do Festival da Canção<a href="http://www.publico.pt/Media/os-homens-da-luta-sobem-ao-palco-amanha-e-ja-tem-apoio-de-duas-finlandesas_1493317"> até hoje</a>. Os <a href="http://aventar.eu/2011/03/06/homens-da-luta-o-video-da-vitoria-e-a-letra-de-um-hino-politico-para-toda-a-europa/">«Homens da Luta» </a>devolveram-me a lembrança desses tempos. E com mais ou menos caricaturas, não me lembro de ter ouvido antes num festival transmitido em directo pela RTP a frase gritada «A luta continua / quando o povo sai à rua».<br />
No entanto, há uma dúvida que continua a atormentar-me tantos anos depois. Israel fica na Europa? Eu até nem desgosto da letra da música que vai representar Israel em 2011, cantada pela famosa <a href="http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/_Ldjs9cIwRJE/TOaJOhjKSYI/AAAAAAAACQI/uKLZL8X3sYA/s1600/dana.jpg&amp;imgrefurl=http://angelahelenos.blogspot.com/2010_11_01_archive.html&amp;h=567&amp;w=378&amp;sz=157&amp;tbnid=MmYw9USOj_PI7M:&amp;tbnh=134&amp;tbnw=89&amp;prev=/search%3Fq%3Ddana%2Binternacional%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&amp;zoom=1&amp;q=dana+internacional&amp;hl=pt-PT&amp;usg=__fS8oInYSI43xDpY8tvF6Qq26dwo=&amp;sa=X&amp;ei=XWbJTbD5G8HX8gOf0aTbBg&amp;ved=0CD4Q9QEwAg">Dana Internacional</a> <span id="more-63503"></span></p>
<blockquote><p>Ding dong, diz nunca mais<br />
Ouço uma oração silenciosa<br />
Que me faz levitar e voar &#8211; eu sei até onde<br />
Estou a vir-me</p></blockquote>
<p>mas a questão não é essa. A questão é mais geográfica. Aquilo é um Festival da Canção da Europa, constituído por países que ficam na Europa.<br />
Mas Israel fica na Europa? E a Palestina? E a Síria, Jordânia, Arábia, também? E o Iraque? E o Irão? E o Afeganistão?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os convites do Bloco</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/09/os-convites-do-bloco/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 08:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bloco de esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[convenção]]></category>

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		<description><![CDATA[O Bloco de Esquerda convidou para o último dia da sua Convenção o PCP e o PS, mas não convidou o PSD e o CDS. Passando ao lado da refinada educação dos Bloquistas, apetece perguntar se o Bloco vê alguma &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/09/os-convites-do-bloco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Bloco de Esquerda convidou para o último dia da sua Convenção o PCP e o <a href="http://5dias.net/2011/05/08/convencao-do-be-viii-a-resposta-do-ps-ao-governo-de-esquerda-foi-peremptoria-e-nao-veio-da-boca-do-socrates-o-ps-quer-governar-com-o-psd-com-o-cds-ou-com-ambos/">PS</a>, mas não convidou o PSD e o CDS.<br />
Passando ao lado da refinada educação dos Bloquistas, apetece perguntar se o Bloco vê alguma diferença entre PS e PSD. Eu não vejo e, <a href="http://www.publico.pt/Política/louca-pede-voto-a-sociaisdemocratas-e-centristas_1493222">pelo discurso </a>que fez, pensei que Francisco Louçã também não via.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A caminho do Temple Bar</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/06/a-caminho-do-temple-bar/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 10:55:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[dublin]]></category>
		<category><![CDATA[liga europa]]></category>
		<category><![CDATA[porto - braga]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou a festa de Portugal em Dublin. Desde que não falte o «whiskey in the jar». Quem ganha? Quase me apetecia dizer que agora já não interessa. Mas interessa, claro que interessa. Por agora, que viva o Porto e que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/06/a-caminho-do-temple-bar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2011/05/dsc01045.jpg?w=400" class="alignnone" width="400" height="300" /><br />
Ou a festa de Portugal em Dublin. Desde que não falte o «whiskey in the jar».<br />
Quem ganha? Quase me apetecia dizer que agora já não interessa. Mas interessa, claro que interessa. Por agora, que viva o Porto e que viva o Braga.<br />
<iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/46EXY4oP1Do" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]></content:encoded>
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		<title>A hipocrisia do subsídio de desemprego para os recibos verdes</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/05/a-hipocrisia-do-subsidio-de-desemprego-para-os-recibos-verdes/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 10:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[memorando]]></category>
		<category><![CDATA[troika]]></category>

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		<description><![CDATA[A frase do ponto 4.1 do «Memorando da Troika é esta: «Apresentação de uma proposta para alargar a elegibilidade para receber o subsídio de desemprego para categorias claramente definidas de trabalhadores independentes que prestam serviços a uma única empresa numa &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/05/a-hipocrisia-do-subsidio-de-desemprego-para-os-recibos-verdes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A frase do ponto 4.1 do «Memorando da Troika é esta: <a href="http://aventar.eu/2011/05/04/memorando-da-troika-em-portugues/">«Apresentação de uma proposta para alargar a elegibilidade para receber o subsídio de desemprego para categorias claramente definidas de trabalhadores independentes que prestam serviços a uma única empresa numa base regular».</a><br />
Ou seja, estender o subsídio de desemprego aos falsos recibos verdes.<br />
Uma verdadeira hipocrisia, pois. Porque se são falsos não deviam existir. Em vez deles, tinham de ser estabelecidos os normais contratos de trabalho a termo certo ou incerto.<br />
Não é a primeira vez que o Governo faz isso: em vez de combater os falsos recibos verdes, legitima-os. E pelo que se percebe agora &#8211; «<em>prestam serviços a uma única empresa numa base regular</em>» &#8211; é muito fácil perceber se um recibo verde é falso ou não. Basta vontade política.<br />
E ainda há quem fique contente com isto.  </p>]]></content:encoded>
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		<title>O memorando aí está</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/04/o-memorando-ai-esta/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 19:25:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Já se pode encontrar o texto integral em português do Memorando de entendimento entre a Troika e o Governo. Está aqui. De José Sócrates, já se esperava ouvir dizer que era um bom acordo. De Manuel Alegre também. E de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/04/o-memorando-ai-esta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já se pode encontrar o texto integral em português do Memorando de entendimento entre a Troika e o Governo. Está <a href="http://aventar.eu/2011/05/04/memorando-da-troika-em-portugues/">aqui</a>.<br />
De José Sócrates, já se esperava ouvir dizer que era um bom acordo. De <a href="http://5dias.net/2011/05/04/esquerda-de-confianca/">Manuel Alegre </a>também. E de João Galamba também.<br />
Bom acordo? São todos uns brincalhões&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Viva a tortura, viva a pena de morte</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/04/viva-a-tortura-viva-a-pena-de-morte/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 15:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bin laden]]></category>
		<category><![CDATA[pena de morte]]></category>

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		<description><![CDATA[O Pedro Correia do Delito de Opinião escreve que eu sou a favor da execução de George W. Bush e de Tony Blair, a propósito da minha alusão aos maiores terroristas da actualidade que ainda permanecem vivos. Fazendo igualmente uma &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/04/viva-a-tortura-viva-a-pena-de-morte/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Pedro Correia do <a href="http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/">Delito de Opinião </a>escreve que eu sou a favor da execução de George W. Bush e de Tony Blair, a propósito da <a href="http://5dias.net/2011/05/02/so-faltam-dois/">minha alusão </a>aos maiores terroristas da actualidade que ainda permanecem vivos.<br />
Fazendo igualmente uma interpretação livre <a href="http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/2973533.html">deste post</a>, então poderia concluir que o Pedro Correia é a favor da pena de morte e da <a href="http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1843619&#038;especial=11%20de%20Setembro&#038;seccao=MUNDO">tortura</a> como meio para alcançar os fins, sejam eles quais forem.<br />
Não, Pedro, não sou a favor da execução de George W. Bush, de Tony Blair, de <a href="http://www.publico.pt/Mundo/cia-diz-que-foto-de-bin-laden-morto-devera-ser-divulgada_1492581">Bin Laden </a>ou de outra pessoa qualquer. Porque sou completamente contra a pena de morte. Tu, pelos vistos, não és.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Só faltam dois&#8230;</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/02/so-faltam-dois/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 11:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bin laden]]></category>
		<category><![CDATA[geoge w. bush]]></category>
		<category><![CDATA[tony blair]]></category>

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		<description><![CDATA[Dos 3 grandes terroristas mundiais da actualidade, um já foi, executado em país estrangeiro e sem direito a julgamento a mando do Prémio Nobel da Paz de 2010. Agora, só faltam os outros dois&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/LeadersBinLaden19981-150x150.jpg" alt="" title="LeadersBinLaden1998" width="150" height="150" class="alignnone size-thumbnail wp-image-62757" />  <img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/george-w-bush1-150x150.jpg" alt="" title="george-w-bush" width="150" height="150" class="alignnone size-thumbnail wp-image-62758" />  <img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/blair1-150x150.jpg" alt="" title="blair" width="150" height="150" class="alignnone size-thumbnail wp-image-62759" /><br />
Dos 3 grandes terroristas mundiais da actualidade, um já foi, <a href="http://www.publico.pt/Mundo/corpo-de-bin-laden-foi-lancado-ao-mar_1492178">executado em país estrangeiro e sem direito a julgamento </a> a mando do Prémio Nobel da Paz de 2010.<br />
Agora, só faltam os outros dois&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>As receitas do FMI são velhas de séculos</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/01/as-receitas-do-fmi-sao-velhas-de-seculos/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 10:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>

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		<description><![CDATA[«O camponês vive como um porco. Não gosta de uma vida graciosa e a riqueza sobe-lhe à cabeça quando se eleva a uma posição de prosperidade. Portanto, o melhor é manter-lhe a manjedoura vazia, consumir os seus bens e fazê-lo &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/01/as-receitas-do-fmi-sao-velhas-de-seculos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<blockquote>«O camponês vive como um porco. Não gosta de uma vida graciosa e a riqueza sobe-lhe à cabeça quando se eleva a uma posição de prosperidade.<br />
Portanto, o melhor é manter-lhe a manjedoura vazia, consumir os seus bens e fazê-lo sofrer o vento e a chuva.»<br />
Bertran de Born (trovador do séc. XII)</p></blockquote>
<p></strong></p>
<p>No <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/ugt-e-cgtp-apelam-luta-pelo-estado-social-no-dia-do-trabalhador_1492122">Dia do Trabalhador</a>, convém não esquecer que as receitas que o FMI agora nos quer servir são as mesmas desde há vários séculos.<br />
Nada de novo, portanto. O povo não se sabe governar, por isso deve ser aliviado do pouco dinheiro que ganha. Através dos impostos, do roubo e da subjugação, os senhores do poder tratarão do assunto. Mas é só para ajudar. Afinal, não é público que os pobres gastam todos os subsídios que recebem <a href="http://www.esquerda.net/content/idosos-pobres-usam-subs%C3%ADdios-em-cervejas-e-doces-diz-mjnogueira-pinto">em cervejas e bolos</a>?<br />
Mesmo que o PS tenha seguido à letra estes ensinamentos, reduzindo a fanicos o Estado social &#8211; ou se calhar por isso mesmo &#8211; e que não pareça haver grandes esperanças para o futuro, a única solução é lutar.<br />
Lutar sempre com todos os que não se vergam, mesmo que, pelo meio, não se perceba a presença nas comemorações do 1.º de Maio de <a href="http://aventar.eu/2010/12/22/joao-proenca-devia-ter-vergonha/">certos sindicalistas </a>sempre tão amigos do poder. </p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como o PS prepara o Fórum da TSF</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/29/como-o-ps-prepara-o-forum-da-tsf/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 18:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[fórum tsf]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagino a cena. Na véspera, o Quartel-General Abrantes reune-se em conferência. Em cima da mesa, o Fórum da TSF do dia seguinte, para além do programa equivalente da Antena 1, dos agendamentos do blogue do regime e da agenda mediática &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/29/como-o-ps-prepara-o-forum-da-tsf/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagino a cena.<br />
Na véspera, o Quartel-General Abrantes reune-se em conferência. Em cima da mesa, o Fórum da TSF do dia seguinte, para além do programa equivalente da Antena 1, dos agendamentos do blogue do regime e da agenda mediática dos mais diversos órgãos de comunicação.<br />
Há gente para tudo. O Quartel-General Abrantes tem ao seu serviço uma legião de fiéis remunerados. Pagos, como é óbvio, pelo Erário público.<br />
Dada <a href="http://aventar.eu/2011/04/28/eu-tambem-gosto-muito-do-forum-tsf/">a vergonha que constituiu ontem a entrevista do Primeiro-Ministro aos ouvintes</a>, e que obrigou a uma espécie de pedido de desculpas por parte do seu Director, concentro-me no Fórum da TSF.<br />
Não é difícil, ao Quartel-General Abrantes, adivinhar o tema do dia seguinte, sobretudo nos dias que correm. Caso haja dúvidas, é só perguntar. O <a href="http://aventar.eu/2010/03/09/o-%C2%ABamigo-joaquim%C2%BB-tem-medo-de-que/">«amigo Joaquim»</a> está mesmo à mão, embora, como é óbvio, <a href="http://aeiou.expresso.pt/paulo-baldaia-desmente-sol=f566222">haja um caminho bem mais curto</a>. <span id="more-62502"></span><br />
Conhecido o tema, falta apenas a distribuição de tarefas. A cassete, debitada até à exaustão, está preparada e pronta a funcionar nos mais diversos níveis de acção do Quartel-General Abrantes. Consoante o tema, a ramificação central, distrital ou regional do Quartel-General Abrantes é chamada a actuar. Nos casos mais graves, <a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5003276.html">o próprio líder </a>do Quartel-General Abrantes é instado a entrar em acção.<br />
Imagino toda esta cena, como disse no princípio, mas conheço demasiado bem alguns casos para ficar apenas pela imaginação.<br />
Um deles é sintomático sobre a forma como se é recrutado pelo Quartel-General Abrantes. Uma estrutura que, no fundo, já existe no PS há muitos anos, embora no passado funcionasse de forma relativamente informal e bem mais amadora face ao profissionalismo que hoje em dia revela.<br />
Um «boy». Um «boy», militante da JS, destaca-se pela presença assídua nas reuniões da sua Concelhia e, mais tarde, da sua Distrital. Anos de abnegação são recompensados com um cargo na área do Ambiente de uma Câmara Municipal do PS da Área Metropolitana de uma das grandes cidades portugueses.<br />
Nessa Câmara Municipal, a parte mais importante do seu trabalho prende-se com o Fórum da TSF. Telefonar diariamente para o Fórum, sempre com nomes diferentes, e, consoante o tema, defender as políticas do Governo e atacar as Oposições.<br />
Este caso em concreto passou-se na fase final do Governo de António Guterres. Terminado esse Governo e aquele que se seguiu, do PSD, esse «boy» viria a passar pelo Governo Civil de um determinado distrito e hoje em dia é Administrador de uma empresa pública.<br />
O Quartel-General Abrantes ainda hoje lhe agradece a devoção. E tal foi a sua experiência no cargo que, de quando em vez, chama esse «boy» para intervir no Fórum da TSF.<br />
Não sei se foi o caso de ontem. Mas pelo que se viu, também não foi necessário&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sons de Abril: Sérgio Godinho &#8211; Eh meu irmão! (ou mais uma canção do medo)</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 22:28:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[eh meu irmão]]></category>
		<category><![CDATA[segio godinho]]></category>
		<category><![CDATA[sons de abril]]></category>

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		<description><![CDATA[«Eh meu irmão (Ou mais uma canção do medo)» faz parte do LP «Pré-Histórias», editado em 1972, ainda nos tempos da Ditadura. Foi o seu segundo trabalho. Passada a fase de Abril, Sérgio Godinho continua a ser um símbolo da &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/24/sons-de-abril-sergio-godinho-eh-meu-irmao-ou-mais-uma-cancao-do-medo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/d1EWEPNcB2E" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
 «Eh meu irmão (Ou mais uma canção do medo)» faz parte do LP «Pré-Histórias», editado em 1972, ainda nos tempos da Ditadura. Foi o seu segundo trabalho. Passada a fase de Abril, Sérgio Godinho continua a ser um símbolo da intervenção da música na sociedade e – opinião pessoal – o mais importante escritor de canções da actualidade.</p>
<p>Letra completa:</p>
<p>Eh, meu irmão, que é que tens<br />
que tremes como um chouriço?<br />
Eh, meu irmão que é que tens,<br />
parece que viste um bicho! <span id="more-62114"></span><br />
Um bicho vi, sim senhor,<br />
enroscou-se a mim e pediu-me amor<br />
tinha corpo de mulher<br />
cabelo encaracolado<br />
beijou-me, apagou as luzes<br />
e eu então gritei!<br />
Ai, um bicho!<br />
Eh, meu irmão, que é que tens<br />
estás branco que nem um nabo!<br />
Eh, meu irmão que é que tens,<br />
parece que vistes o diabo!<br />
Vi mesmo, bateu-me à porta<br />
disse que o povo estava na rua<br />
e que a rua era do povo<br />
que é p´ra quem ela foi feita<br />
e o povo somos nós todos<br />
e eu então gritei!<br />
Ai, o diabo!</p>
<p>Eh, meu irmão, que é que tens<br />
estás branco como o jasmim!<br />
Eh, meu irmão, que é que tens<br />
o que é que te pôs assim!<br />
Foi o medo da água fria<br />
o medo da vida, o medo da morte<br />
o medo da lua-cheia<br />
o medo da lua-nova<br />
o medo até de ter medo<br />
que me faz gritar<br />
Ai, que medo!</p>
<p>E assim com medo de tudo<br />
perdeu meu irmão a vida<br />
e assim com medo de tudo<br />
viveu-a e não foi vivida<br />
meteram-no num caixão<br />
às duas por três, num dia de Verão<br />
desceram-no p´ra uma cova<br />
deitaram terra por cima<br />
espetaram-lhe uma cruz<br />
ita missa est<br />
Amen. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Sons de Abril: José Jorge Letria &#8211; Tango dos Pequenos Burgueses</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/23/sons-de-abril-jose-jorge-letria-tango-dos-pequenos-burgueses/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 Apr 2011 22:09:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[josé jorge letrias]]></category>
		<category><![CDATA[sons de abril]]></category>
		<category><![CDATA[tango dos pequenos burgueses]]></category>

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		<description><![CDATA[A voz, muito semelhante à de uma cana rachada, obrigou José Jorge Letria a dedicar-se à escrita. Mas da sua experiência musical ficaram pequenos tesouros, como este «Tango dos Pequenos Burgueses», inserido no album «Até ao Pescoço», que contou com &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/23/sons-de-abril-jose-jorge-letria-tango-dos-pequenos-burgueses/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/LrQiUQyPfII" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
A voz, muito semelhante à de uma cana rachada, obrigou José Jorge Letria a dedicar-se à escrita. Mas da sua experiência musical ficaram pequenos tesouros, como este «Tango dos Pequenos Burgueses», inserido no album «Até ao Pescoço», que contou com a participação de José Mário Branco. Neste caso, a voz é mesmo o menos importante&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sons de Abril: Amália &#8211; Grândola</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/22/sons-de-abril-amalia-grandola/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 11:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[alain oulman]]></category>
		<category><![CDATA[amália]]></category>
		<category><![CDATA[grândola]]></category>
		<category><![CDATA[sons de abril]]></category>

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		<description><![CDATA[Amália sempre revelou uma grande ambiguidade no seu posicionamento ideológico, ambiguidade essa que foi aproveitada pelo poder político antes e depois do 25 de Abril. É verdade que fez muitas digressões ao estrangeiro no âmbito da campanha propagandística dirigida por &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/22/sons-de-abril-amalia-grandola/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/ObL11AOeBhc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Amália sempre revelou uma grande ambiguidade no seu posicionamento ideológico, ambiguidade essa que foi aproveitada pelo poder político antes e depois do 25 de Abril.<br />
É verdade que fez muitas digressões ao estrangeiro no âmbito da campanha propagandística dirigida por António Ferro. É também verdade que foi homenageada por Marcello Caetano e que chorou no funeral de Salazar.<br />
A fadista <a href="http://fadista-valeria-mendez.weblog.com.pt/arquivo/442179.html">chegou a estar na China</a> no início dos anos 50, a convite da República Popular que se iniciara pouco tempo antes.<br />
Mas voltando atrás, é também verdade que Salazar falava dela, de forma depreciativa, como «a criaturinha». E é também verdade que a PIDE via-a como simpatizante do Partido Comunista devido às suas ligações a<a href="http://www.pcp.pt/joomla/index.php?option=com_content&#038;task=view&#038;id=6229&#038;Itemid=242"> Alain Oulman</a>, músico e compositor de Esquerda que chegou a ser preso e torturado pela PIDE e que acabou por ser deportado para França. <span id="more-61890"></span><br />
Uma das músicas que Oulman compôs para Amália, «Abandono», mais conhecido por «Fado de Peniche», com poema de David Mourão-Ferreira, foi proibida por ser considerado um hino aos que se encontravam presos em Peniche.<br />
Por essa altura, Amália terá envidado esforços para a libertação de Oulman, bem como para a saída de muita gente de Esquerda do país.<br />
Por diversas vezes, contibuiu com donativos para o Partido Comunista, então na clandestinidade. É conhecida a simpatia que Amália nutria por Álvaro Cunhal, que, diz-se, chegou a convidá-la para a Festa do Avante.<br />
Após o 25 de Abril, Amália foi acusado de ter colaborado com o regime fascista, sendo então defendida por Alain Oulman e por pouca gente mais. A gravação que fez de «Grândola» terá sido uma tentativa de se dissociar dos tempos da Ditadura.<br />
A sua popularidade, no entanto, esteve sempre em alta e o novo poder, com Mário Soares à cabeça, não hesitou em utilizá-la para fins eleitorais.<br />
No fundo, Amália foi uma artista sem grande consciência política que sempre procurou ambientar-se ao regime em que vivia.<br />
Neste vídeo, postado no youtube por um espanhol, é possível ainda ver a «Grândola» cantada por José Saramago e por gente como Luis Pastor ou Pilar del Rio.<br />
É isso, ao contrário do <a href="http://5dias.net/2011/04/21/detesto-a-grandola-vila-morena/">António Paço</a>, eu adoro a Grândola. Na voz do Zeca, da Amália ou dos Filhos da Madrugada. Na versão original, em fado, pop ou clássico. Em português, <a href="http://poresteraiacima.blogspot.com/2011/03/betagarri-grandola-vila-morena-zuzenena.html">em basco</a> e até em <a href="http://aventar.eu/2009/04/24/a-grandola-em-finlandes/">finlandês</a>.<br />
<iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/N-aMK6QiRq0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]></content:encoded>
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		<title>Sons de Abril: Samuel &#8211; Venceremos</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/21/sons-de-abril-samuel-venceremos/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 08:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[samuel]]></category>
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		<category><![CDATA[venceremos]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/msRYfbDd-TI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]></content:encoded>
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		<title>O plafonamento das reformas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/19/o-plafonamento-das-reformas/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 23:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[plafonamento]]></category>
		<category><![CDATA[reformas]]></category>

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		<description><![CDATA[Concordo com a proposta de Pedro Passos Coelho relativamente ao plafonamento das reformas pagas pelo Estado. Algumas dessas reformas são verdadeiramente pornográficas, sobretudo quando comparamos com os descontos que estiveram na base do cálculo dessas reformas. Concordo, mas com uma &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/19/o-plafonamento-das-reformas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com a proposta de Pedro Passos Coelho relativamente ao plafonamento das reformas pagas pelo Estado. Algumas dessas reformas são verdadeiramente pornográficas, sobretudo quando comparamos com os descontos que estiveram na base do cálculo dessas reformas.<br />
Concordo, mas com uma nuance: os descontos para a Segurança Social manter-se-iam inalterados. Ou seja, as pessoas continuariam a descontar o mesmo, mas a sua reforma não seria obrigatoriamente o reflexo dos descontos feitos.<br />
Por duas razões: por uma questão de sustentabilidade da Segurança Social, que não se compadece com uma diminuição drástica das contribuições; e por uma questão de justiça social &#8211; quem ganhou muito dinheiro durante a vida activa pode muito bem abdicar de uma parte da reforma a que teria direito em favor daqueles que, por uma razão ou por outra, têm pensões de miséria. <span id="more-61715"></span><br />
Assim caminharíamos para um equilíbrio entre as reformas mais altas e as mais baixas e, no fundo, para uma sociedade mais justa.<br />
No fundo, não seria nada de muito inovador: o plafonamento de determinados subsídios, como o do Desemprego, já existe, independentemente de quanto a pessoa contribuiu enquanto trabalhou.<br />
Como é óbvio, refiro-me às reformas realmente escandalosas e não àquelas que um trabalhador normal justamente recebe no final de uma vida de trabalho.<br />
Como é óbvio também, todos sabemos quais são as verdadeiras intenções de Passos Coelho ao lançar esta proposta&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sons de Abril: Luís Cília &#8211; Canção Final, Canção de Sempre</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 00:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[canção final canção de sempre]]></category>
		<category><![CDATA[luis cilia]]></category>
		<category><![CDATA[sons de abril]]></category>

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		<description><![CDATA[Luís Cília canta a sua canção de 1964 e hino de resistência, «Canção Final, Canção de Sempre», com poema de Manuel Alegre. A gravação foi feita num restaurante de Paris, onde o autor, exilado, ganhava a vida cantando. Devido à &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/19/sons-de-abril-luis-cilia-cancao-final-cancao-de-sempre/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/jrcE-9qhbs8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Luís Cília canta a sua canção de 1964 e hino de resistência, «Canção Final, Canção de Sempre», com poema de Manuel Alegre. A gravação foi feita num restaurante de Paris, onde o autor, exilado, ganhava a vida cantando. Devido à proibição dos seus discos em Portugal, esta música foi editada no nosso país com a voz de Adriano Correia de Oliveira. </p>
<p>Letra completa: <span id="more-61675"></span><br />
Quando desembarcarmos no Rossio,<br />
Canção<br />
Vão<br />
Dizer que a rua não é um rio,<br />
Vão apresar o teu navio<br />
Carregado de vento, carregado de pão.<br />
Dirão que trazes tempestades,<br />
Dirão que vens de espada em riste<br />
E que foi, sangue sangue o vinho que pediste<br />
Vão vestir-te com grades<br />
Que é o destino para todas as idades<br />
Na pátria dos poetas em Rossio triste<br />
Virão em busca do teu sonho do teu pão<br />
E hão-de exigir a nossa rendição<br />
Quando desembarcarmos no Rossio<br />
Mas, eu, canção<br />
Eu gritarei de pé no teu navio<br />
«Não».</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A palhaçada das listas de Deputados do Bloco Central</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 22:14:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[deputados]]></category>
		<category><![CDATA[falsificação]]></category>
		<category><![CDATA[jsd]]></category>
		<category><![CDATA[listas]]></category>
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		<category><![CDATA[simão ribeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[As listas de deputados à Assembleia da República apresentadas pelo PS E pelo PSD mais não são, ano após ano, do que do um conjunto de joguinhos de interesses, de lutas pelo poder, de compra e venda de influências. Basta &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/18/a-palhacada-das-listas-de-deputados-do-bloco-central/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As listas de deputados à Assembleia da República apresentadas pelo PS E pelo PSD mais não são, ano após ano, do que do um conjunto de joguinhos de interesses, de lutas pelo poder, de compra e venda de influências. Basta olhar para o passado.<br />
As listas para as Legislativas deste ano não fogem à regra. No PS, vários membros do Governo são premiados com a liderança de Círculos Eleitorais pelo seu <em>fantástico </em>desempenho no Executivo. Com a aquisição de Basílio Horta, esse exemplo de socialismo, também o PS tem o seu Fernando Nobre. E é o tempo das pequenas vinganças, como aquela que está a ter como alvo Ana Paula Vitorino, que se atreveu a acusar Mário Lino no âmbito do Face Oculta.<br />
No PSD, é a trapalhada do costume. Não bastava a confusão gerada à volta de Nobre, que só enganou quem quis ser enganado, e agora não há meio de conseguirem fechar as listas.<br />
Entre centenas de nomes, aparece pelo meio das listas uma sigla, «JSD», ou seja, um nome a apontar pela JSD. O nome inicial era o de Simão Ribeiro, presidente da Distrital daquela estrutura de juventude, mas, pelos vistos, o jovem de Lousada &#8211; conhecido pelos seus repetidos chumbos &#8211; mentiu sobre as suas habilitações literárias e entregou documentos com dados incorrectos (eufemisticamente falando) relativos à sua passagem pela Faculdade de Direito do Porto. Que, à luz de Bolonha, simplesmente não existe. O PSD está a tentar minimizar mais este estrago, mas a bronca deve chegar aos jornais em breve.<br />
E no meio disto tudo, estamos nós, os portugueses, em nome de quem, pretensamente, eles falam&#8230; </p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sons de Abril: Grupo Outubro &#8211; A luta vai ser dura, companheiro</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 22:21:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[a luta vai ser dura companheiro]]></category>
		<category><![CDATA[grupo outubro]]></category>

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		<description><![CDATA[Diz a história que o «Grupo Outubro» foi um dos melhores grupos de música de intervenção no período que se seguiu ao 25 de Abril. Era formado por Carlos Alberto Moniz e a sua mulher, Maria do Amparo (na foto &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/16/sons-de-abril-a-luta-vai-ser-dura-companheiro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/7uIpUDY-0lM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Diz a história que o «Grupo Outubro» foi um dos melhores grupos de música de intervenção no período que se seguiu ao 25 de Abril. Era formado por Carlos Alberto Moniz e a sua mulher, Maria do Amparo (na foto do filme com Lúcia Moniz ao colo), por Pedro Osório, Madalena Leal e Alfredo Vieira de Sousa. Lançaram dois discos, «A Cantar também a gente se entende» (1976) e «Cantigas de ao pé da porta» (1977).<br />
É do primeiro álbum a canção que hoje vos trago, «A luta vai ser dura companheiro». No blogue «Cantigueiro», de Samuel, um comentador anónimo descreve assim o momento em que esta música foi cantada em 1976: «Então, aqui vai uma opinião insuspeita: o Grupo “Outubro” protagonizou o que de melhor se fez na música de intervenção em Portugal.<br />
Só um Grande grupo conseguia (eu estava lá, eu vivi-o), pouco tempo depois do 25 de Novembro, levar um Pavilhão dos Desportos (hoje Pavilhão Carlos Lopes) apinhado de gente, às lágrimas, com uma canção cujo título não recordo (seria a luta vai ser dura companheiro?), mas que no refrão dizia “por cada voz calada, mil vozes vão romper, gritando a força deste povo, que não se vai render”.<br />
E de repente, um pavilhão inteiro, de lágrima ao canto do olho, soltou-se num grito de determinação e força, tão longo e tão intenso que, 35 anos depois, ainda o consigo descrever ao pormenor.<br />
Um abraço ao Samuel e à Maria do Amparo, porque a história, também é isto.»</p>
<p>Letra completa:<br />
A luta vai ser dura camarada<br />
Mas nada se conquista sem canseira<br />
Com o sangue vertido na jornada<br />
Faremos palmo a palmo a sementeira <span id="more-61577"></span></p>
<p>Por cada voz calada<br />
Mil vozes vão nascer gritando a força deste povo<br />
Que não se vai render</p>
<p>A luta vai ser longa companheiro<br />
Mas quem sabe esperar não desespera<br />
Teremos de lutar de corpo inteiro<br />
Pois temos o futuro à nossa espera</p>
<p>A luta vai ser longa camarada<br />
Mas cada passo em frente é mais um passo<br />
Havemos de vencer a caminhada<br />
Que o povo não se vence pelo cansaço</p>
<p>Por cada voz calada<br />
Mil vozes vão nascer gritando a força deste povo<br />
Que não se vai render</p>
<p>A luta vai ser dura companheiro<br />
Mas nada mudará o rumo à história<br />
Lutando pela paz no mundo inteiro<br />
Nós temos a certeza da vitória</p>
<p>Por cada voz calada<br />
Mil vozes vão nascer gritando a força deste povo<br />
Que não se vai render</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sons de Abril: Tonicha &#8211; Já chegou a Liberdade</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 00:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[já chegou a liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[sons de abril]]></category>
		<category><![CDATA[tonicha]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar de ser conhecida junto do grande público por alguns registos mais ligeiros, entre os quais se encontram o Festival da Canção da RTP, que venceu em 1971, Tonicha gravou várias canções-protesto. «Já chegou a liberdade» era o lado B &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/15/sons-de-abril-tonicha-ja-chegou-a-liberdade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EiMYmWuULqw?hl=pt&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EiMYmWuULqw?hl=pt&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
Apesar de ser conhecida junto do grande público por alguns registos mais ligeiros, entre os quais se encontram o Festival da Canção da RTP, que venceu em 1971, Tonicha gravou várias canções-protesto. «Já chegou a liberdade» era o lado B de um single editado em 1974, cujo lado principal era «Obrigado Soldadinho», também sobre a Revolução de Abril. A letra é de Ary dos Santos / Popular, o arranjo musical de Pedro Osório. </p>
<p>Letra completa:<br />
Já chegou a LIBERDADE<br />
Com um chapéu encarnado <span id="more-61331"></span></p>
<p>Chegou um dia ao Rossio.<br />
Estava tanto frio, tanta gente triste.<br />
Entrou de espingarda em riste </p>
<p>Chegou um dia à cidade<br />
E só atirou um amor-perfeito<br />
Era o que trazia ao peito</p>
<p>Já chegou a liberdade<br />
Com um chapéu encarnado<br />
No rosto trazia verdade<br />
E na baioneta já floriu um cravo</p>
<p>Já chegou a LIBERDADE<br />
Com um chapéu encarnado </p>
<p>Depois foi até ao Carmo<br />
Foi até ao cerne da nossa tristeza<br />
E cantou “A Portuguesa”<br />
E eu que também cantei<br />
Só então me dei conta da beleza<br />
Da voz que ficou acesa.</p>
<p>Já chegou a LIBERDADE<br />
Com um chapéu encarnado<br />
No rosto trazia verdade<br />
E na baioneta já floriu um cravo</p>
<p>Já chegou a LIBERDADE<br />
Com um chapéu encarnado </p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Sons de Abril: Zeca Afonso &#8211; Foi na cidade do Sado&#8230; e o PPD era a CIA*</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 01:01:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[foi na cidade do sado]]></category>
		<category><![CDATA[sons de abril]]></category>
		<category><![CDATA[zeca-afonso]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta música, «Foi na cidade do Sado», faz parte do album «República» e foi gravado em Roma em 1975. O disco nunca seria editado em Portugal e Zeca Afonso não voltaria a utilizá-la ao longo da sua carreira, a não &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/14/sons-de-abril-zeca-afonso-foi-na-cidade-do-sado-e-o-ppd-era-a-cia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/-rnLYctrYEY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Esta música, «Foi na cidade do Sado», faz parte do album «República» e foi gravado em Roma em 1975. O disco nunca seria editado em Portugal e Zeca Afonso não voltaria a utilizá-la ao longo da sua carreira, <em>a não ser como lado B do single «Viva o Poder Popular», uma edição da Luar de 1975.</em><br />
«Foi na cidade do Sado» descreve os incidentes ocorridos em Setúbal a 7 de Março de 1975, durante um comício do PPD, e dos quais resultaram um morto. «E o PPD era a CIA», diz a certa altura.<br />
A receita do disco foi destinada a apoiar os trabalhadores do jornal português «República» ou, no caso deste fechar, uma cooperativa agrícola, daí o nome «Per le Cooperative Portoghesi».<br />
Francisco Fanhais e músicos italianos colaboram na gravação.</p>
<p>Letra completa:<br />
Foi na cidade do Sado<br />
No pavilhão do Naval<br />
Havia uma bronca armada<br />
Pelas bestas do capital </p>
<p>Aos sete do mês de Março<br />
Quinta-feira já se ouvia<br />
Dizer a boca calada<br />
Que o PPD era a CIA <span id="more-61285"></span></p>
<p>Uma tarjeta laranja<br />
Convite ao povo fazia:<br />
Venham todos ao comício<br />
Da Social Democracia</p>
<p>Eram talvez quatrocentos<br />
Gritando a plenos pulmões:<br />
Abaixo o capitalismo<br />
Não queremos mais tubarões</p>
<p>Lá dentro sessenta manos<br />
Do PPD exibiam<br />
Matracas e armas de fogo<br />
E o mais que os outros não viam</p>
<p>A um sinal combinado<br />
Já quente a polícia vem<br />
Arreia, polícia, arreia<br />
Que o Totta-Acores paga bem</p>
<p>Amigo arrebenta a porta<br />
Que te vão para matar<br />
As bestas já fazem fogo<br />
Lá fora tens de lutar</p>
<p>Os gases lacrimogénios<br />
E os tiros que então partia<br />
Mais os cordões da polícia<br />
Os Pê Pê Dês protegiam</p>
<p>Cai morto João Manuel<br />
De nascimento algarvio<br />
Dezoito já eram feridos<br />
Ficou o Naval vazio</p>
<p>Justiça pela noite fora<br />
Pediu o povo na rua<br />
Morte à polícia assassina<br />
Amigo a vitória é tua</p>
<p>Aos onze do mesmo mês<br />
Às onze horas do dia<br />
Enquanto o João passava<br />
Enquanto o João jazia</p>
<p>Do outro lado do rio<br />
Morre o soldado Luís<br />
Soldado filho do Povo<br />
Vamos fazer um País </p>
<p>* Corrigido.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Sons de Abril: Carlos Puebla &#8211; Adelante Portugal</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/13/sons-de-abril-carlos-puebla-adelante-portugal/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/04/13/sons-de-abril-carlos-puebla-adelante-portugal/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 16:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[adelante portugal]]></category>
		<category><![CDATA[carlos puebla]]></category>
		<category><![CDATA[sons de abril]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos sabem quem foi Carlos Puebla &#8211; o músico cubano que deu voz ao célebre «Hasta Siempre, Comandante». Em 1977, como forma de homenagear a Revolução de Abril, Carlos Puebla escreveu «Adelante Portugal», música que no ano seguinte seria integrada &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/13/sons-de-abril-carlos-puebla-adelante-portugal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><code></code><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/m2jkHW6FLuE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Todos sabem quem foi Carlos Puebla &#8211; o músico cubano que deu voz ao célebre «Hasta Siempre, Comandante».<br />
Em 1977, como forma de homenagear a Revolução de Abril, Carlos Puebla escreveu «Adelante Portugal», música que no ano seguinte seria integrada no LP do mesmo nome.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Sons de Abril</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/11/sons-de-abril/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 09:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[25-de-Abril]]></category>

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		<description><![CDATA[Capa do disco de Zeca Afonso e Francisco Fanhais publicado em Roma em 1975 e nunca editado em Portugal Faltam duas semanas para o 25 de Abril. Como forma de celebrar a data, que este ano nem direito terá a &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/11/sons-de-abril/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_61013" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-61013" title="abril" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/abril.jpg" alt="" width="400" height="200" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Capa do disco de Zeca Afonso e Francisco Fanhais publicado em Roma em 1975 e nunca editado em Portugal</dd>
</dl>
<p>Faltam duas semanas para o 25 de Abril. Como forma de celebrar a data, que este ano nem direito terá a cerimónias oficiais, publicarei diariamente a partir de amanhã alguns dos sons que fazem parte integrante da Revolução &#8211; antes, durante e depois. Perdoar-me-ão se optar por sons menos óbvios e, pelo meio, por algumas pequenas provocações.<br />
Porque tudo o que foi conquistado com a Revolução está hoje em causa, celebrar Abril é um dever cívico. Eu sei que são cada vez menos os que o celebram e menos ainda os que o praticam. Por isso mesmo, por isso mesmo&#8230;</p></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Justificação histórica para uma Coligação de Esquerda</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/07/justificacao-historica-para-uma-coligacao-de-esquerda/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/04/07/justificacao-historica-para-uma-coligacao-de-esquerda/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 15:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bloco de esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[coligação de esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[pcp]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca como hoje uma Coligação de Esquerda foi tão necessária para fazer face aos avanços da Direita portuguesa. Já se sabe que PSD, ou PSD e CDS, ou PSD, PS e CDS, sempre com o FMI, vão governar a partir &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/07/justificacao-historica-para-uma-coligacao-de-esquerda/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60817" class="wp-caption alignnone" style="width: 287px"><img class="size-medium wp-image-60817" title="pcp-be-pev-2" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/pcp-be-pev-2-277x300.jpg" alt="" width="277" height="300" /><p class="wp-caption-text">Proposta para um logotipo da Coligação de Esquerda (Autor: Jorge Fliscorno)</p></div>
<p>Nunca como hoje uma Coligação de Esquerda foi tão necessária para fazer face aos avanços da Direita portuguesa. Já se sabe que PSD, ou PSD e CDS, ou PSD, PS e CDS, <a href="http://economia.publico.pt/noticia/governo-formaliza-hoje-por-escrito-pedido-de-ajuda-a-comissao-europeia_1488764">sempre com o FMI</a>, vão governar a partir de 5 de Junho. Por agora, não há muito a fazer face a essa realidade, a não ser contrapor uma força sólida, um conjunto tenaz das várias sensibilidades de Esquerda que vão resistindo no nosso país e que, em conjunto, seja capaz de chegar aos 20 – 25% e de sonhar, quem sabe, com os 30%.<br />
Impossível? Quem anda pelas ruas e nos transportes ouve amiúde dizer que o PS é muito mau mas que não há alternativa. Votar em quem? Aos promotores da reunião de sexta-feira, exige-se que essa alternativa passe a existir na cabeça dos milhões de portugueses descontentes com tudo o que a política de Direita lhes deu.<br />
A história mostra-nos que uma Coligação de Esquerda, que una Partido Comunista, Bloco e outros Partidos e movimentos, não é tão descabida como alguns querem fazer crer.<br />
O próprio Bloco de Esquerda é a prova disso mesmo: resultou da fusão de PSR, UDP, Política XXI e outros pequenos movimentos. Ora, o PSR era essencialmente trostskista, a UDP marxista-leninista e a Política XXI o resultado da união entre dissidentes comunistas e antigos membros do MDP/CDE. Na junção de todas estas correntes, não faltaram sequer elementos com um passado ligado ao PCTP/MRPP.<br />
São conhecidas as divergências entre trotskistas e leninistas ao longo da História. <span id="more-60816"></span> Em carta a Tchkheidze, Trotsky chegou a considerar que &#8220;<em>todo o edifício do leninismo está hoje construído sobre a mentira e a falsificação e leva em si o germe envenenado da sua própria decomposição</em>&#8220;, chamando a Lenine um «<em>explorador profissional de todo o atraso no movimento operário russo</em>» que mais não fazia do que «<em>martelar em todas as ocasiões propícias a ideia da inevitabilidade do terrorismo</em>» e que desejava «<em>tomar o Poder com as suas próprias mãos, independentemente dos Sovietes e à revelia deste</em>». A ideia, segundo alguns autores, era a de tentar desacreditar por todos os meios a memória de Lenine com o objectivo de substituir o termo leninismo por trotskismo.<br />
Em resposta às opiniões produzidas por Trotsky, Lenine chegou a dizer que «passar por cima do movimento camponês seria brincar com a tomada do Poder». Sobre o caos da luta fraccionária, teoria defendida por Trotsky, Lenine considerou-a uma «clamorosa mentira», proferida por um homem de passado caduco que gostava de debitar «<em>frases sonantes e ocas</em>» e que tinha «<em>um imperdoável vazio na cabeça</em>». Afinal, termina Lenine, Trostky é, no fim de contas, um representante dos «<em>piores restos do fraccionismo</em>» sem qualquer ideologia precisa.<br />
<em>«Resultado: 1. Trotski não explica nem compreende o significado histórico das divergências ideológicas entre as correntes e fracções no marxismo, apesar de estas divergências encherem vinte anos de história da social-democracia e dizerem respeito às questões fundamentais da actualidade (como mostraremos ainda); 2. Trotski não compreendeu as particularidades fundamentais do fraccionismo, como o reconhecimento nominal da unidade e a fragmentação real; 3. Sob a bandeira do «não fraccionismo» Trotski defende uma das fracções no estrangeiro, especialmente sem ideias e privadas de base no movimento operário da Rússia. Nem tudo o que luz é ouro. Há muito brilho e barulho nas frases de Trotski, mas conteúdo não.» </em>(<a href="http://www.marxists.org/portugues/lenin/1914/05/unidade/index.htm">Lenine</a>)<br />
Tudo isto para dizer o quê? Se forças como o leninismo e o trotskismo se puderam unir há bem pouco tempo em Portugal num Partido, apesar das naturais divergências históricas e diferentes pontos de vista, também actualmente seria possível, se todos quisessem, a formação de uma coligação eleitoral que, como é óbvio, não teria fins permanentes.<br />
O próprio Partido Comunista, ao contrário da velha e estafada cassete de estar sempre contra tudo e contra todos, tem sabido dar exemplos de união e de alianças com forças próximas sempre que estão em causa os interesses nacionais.<br />
Comecemos pelo ponto 3 do <a href="http://www.pcp.pt/programa_pcp">Programa do Partido</a>: «<em>O sistema de alianças político-partidárias abrange de forma diferenciada todos os movimentos, organizações e partidos democráticos que, nos seus objectivos e na sua prática, defendam os interesses e aspirações das classes e forças sociais participantes no sistema de alianças sociais.</em><br />
<em>O crescente domínio estrangeiro sobre a economia portuguesa e a subalternização dos interesses portugueses a interesses estrangeiros no quadro da restauração dos monopólios e da integração europeia criam condições susceptíveis de alargar ainda mais as alianças sociais e político-partidárias com objectivos concretos, mesmo que de natureza conjuntural.</em><br />
<em>Do sistema de alianças decorre a política do PCP no sentido da unidade da classe operária e de todos os trabalhadores, da unidade ou convergência das classes e movimentos sociais anti-monopolistas, da unidade ou convergência de acção das forças democráticas e patrióticas</em>.»<br />
<em>Alianças político-partidárias com objectivos concretos, mesmo que de natureza conjuntural </em>– parece-me que nada mais seria necessário para comprovar a exequibilidade da coligação que está em cima da mesa. Mas podemos sempre juntar-lhe alguns factos históricos.<br />
A própria criação do PCP foi o resultado da união entre militantes saídos das fileiras do sindicalismo revolucionário e do anarco-sindicalismo. Em Dezembro de 1943, na sequência das grandes greves operários do ano anterior e desse mesmo ano, o PCP esteve na base da criação do Conselho Nacional de Unidade Anti-Fascista, órgão que conseguiu reunir todos os sectores que se opunham à ditadura salazarista, incluindo grupos militares e correntes católicas.<br />
Nos anos seguintes, uma série de organizações evidenciaram as tentativas do PCP de congregar num amplo espaço político todos aqueles que se opunham ao fascismo. Foi o caso do Movimento Nacional Democrático; das Juntas de Acção Patriótica, às quais chegaram a pertencer elementos como Mário Soares ou Salgado Zenha, da Frente Patriótica de Libertação Nacional; das Comissões Democráticas Eleitorais; dos Congressos da Oposição Democrática; do MUD Juvenil; do Movimento da Juventude Trabalhadora (MJT); do Movimento Democrático das Mulheres; e de muitas outras instituições e organizações.<br />
Muitas delas, sempre com o PCP na base da sua criação, foram fundamentais para a continuação da luta contra o fascismo e para importantes momentos de luta, como foram as candidaturas presidenciais de Norton de Matos e de Humberto Delgado.<br />
A existência de diferentes pontos de vista internos acabou por ditar a divisão da grande maioria dos movimentos referidos. Algo que, mesmo assim, em nada reduz a sua importância histórica naquele momento preciso.<br />
Já depois do 25 de Abril, o Partido Comunista soube encontrar plataformas de unidade com outras forças de Esquerda. Foi assim que nasceu a APU, formada pelo PCP, MDP/CDE e mais tarde por «Os Verdes»; e mais tarde a CDU – Coligação Democrática Unitária, que reúne o PCP e Os Verdes e que tem concorrido nas últimas eleições.<br />
Pontualmente, como exigiam as circunstâncias, o PCP coligou-se com o PS de Jorge Sampaio para a corrida à Câmara de Lisboa em 1989. O acordo foi facilmente fechado, tendo em conta o perigo da vitória do PSD, e a coligação durou até 2001.<br />
Aqui chegados, temos dois Partidos – PCP e Bloco – com uma história de alianças político-partidárias. Olhando para trás, o que interessa saber é que a a união deu bons resultados. É para isso que a História serve, para que dela se retirem lições para o futuro.<br />
E o futuro é hoje. Uma coligação de Direita que muito provavelmente vai governar em coligação entre si e com o FMI e encetar (continuar) <a href="http://5dias.net/2011/04/07/o-que-vem-ai-fora-o-que-nao-e-explicito/">as políticas que todos conhecemos</a> tem de ter um adversário à altura. Uma Coligação de Esquerda, que saiba apresentar-se como alternativa credível às políticas que nos governam há várias décadas e que seja um obstáculo a essas políticas, que culminarão necessariamente numa Revisão Constitucional, que se tornará inveitável com uma aliança PSD &#8211; PS &#8211; CDS, com os resultados de que todos suspeitamos.<br />
Bastava que os políticos de Esquerda se entendessem. Afinal, as diferenças entre PCP e Bloco são assim tão inultrapassáveis? Não será que aquilo que os une é maior do que aquilo que os separa?</p>
<h6><em>Nota</em>: É um prazer estar de volta.</h6>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A gente vê-se por aí</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/07/a-gente-ve-se-por-ai/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 00:36:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Este é o meu «post» de despedida. A vida tem destas coisas. Ainda ontem ou anteontem, dizia ao Paulo Pinto do Jugular, na caixa de comentários de um «post» do Nuno Ramos de Almeida, que vestira a camisola do «5 &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/03/07/a-gente-ve-se-por-ai/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é o meu «post» de despedida.<br />
A vida tem destas coisas. Ainda ontem ou anteontem, dizia ao Paulo Pinto do <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/">Jugular</a>, na caixa de comentários de um «post» do <a href="http://5dias.net/2009/03/04/aviso-2/">Nuno Ramos de Almeida</a>, que vestira a camisola do «5 Dias», que um blogue colectivo era uma espécie de família e que não previa para breve a minha saída destas bandas.<br />
Afinal, parece que perdi uma boa oportunidade de estar calado. Mordi a língua. Os planos que tinha sairam ao contrário e acabo por sair, hoje, claramente derrotado. Vencido. Quem te manda a ti, carpinteiro, tocar rabecão, ou lá o que é.<br />
Por que saio? Fiquemo-nos pelos «motivos pessoais», que é o que se diz nestas alturas, não é?<br />
Gostei muito desta curta experiência no «5 Dias». Ainda me lembro perfeitamente quando recebi um mail do Luís Rainha a convidar-me, em pleno Jantar de Natal da minha escola. Eu, um simples comentador que nunca tinha pensado chegar a autor de um blogue. Eu, um «slumdog».<br />
Ao longo de pouco mais de dois meses, escrevi dezenas de «posts» e recebi centenas de comentários. Uns agradáveis, outros menos, mas todos importantes. De todos os comentadores, tenho de dirigir uma palavra especial ao Luís Moreira e à De Puta Madre. De todos os «posts», arrependo-me apenas de um, aquele em que me meti de forma estúpida com a Fernanda Câncio a propósito dos despedimentos na Controlinveste. Não fiz por mal, mas foi mau.<br />
Quanto aos outros, orgulho-me de todos. Nos «Momentos de Lucidez» de Mário Soares, disse as verdades que ninguém parece ter coragem de dizer neste pântano em que se transformou Portugal; de Sócrates, disse também tudo o que tinha a dizer; do Freeport, tentei esclarecer o que se passou em dois textos que me deram muito trabalho; com Rui Curado Silva, brinquei, mas parece que só o próprio não levou a mal; hoje mesmo, voltei a brincar com os IP&#8217;s e os comentadores, mas parece que também ninguém percebeu.<br />
Aqui chegados, faltam os agradecimentos. Ao Luís Rainha e ao Nuno Ramos de Almeida, por me terem convidado para esta experiência inesquecível que foi o «5 Dias». Já lá está no meu currículo &#8211; autor do «5 Dias» em 2008 e 2009. Para um «slumdog», nada mau, ah? Quanto aos outros, um abraço muitíssimo especial aos excelentes Carlos Vidal e Tiago Mota Saraiva, para mim os melhores deste blogue, apesar de alguns exageros (para chocar) do Carlos; um abraço ao Pedro Ferreira, com quem troquei interessantes experiências, e ao João Branco, que tenho pena de não ter conhecido melhor; um beijo de muita amizade ao Paulo Jorge &#8211; havemos de nos conhecer, puto!; cumprimentos ao Zé Nuno, sempre pronto a resolver os meus problemas técnicos, e a todos os outros.<br />
Despeço-me da forma que se despediu, emocionado, o jornalista do último telejornal da saudosa NTV: a gente vê-se por aí. </p>
<p>Ricardo Nuno Santos Ferreira Pinto</p>]]></content:encoded>
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		<title>À atenção dos outros blogues</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 16:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Venho por este meio dirigir-me a todos os outros blogues que, tal como o «5 Dias», têm comentários moderados. Pois bem: proponho que se comece a estudar, com a maior urgência, a criação de uma Base Nacional de Comentadores de &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/03/06/a-atencao-dos-outros-blogues/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Venho por este meio dirigir-me a todos os outros blogues que, tal como o «5 Dias», têm comentários moderados.<br />
Pois bem: proponho que se comece a estudar, com a maior urgência, a criação de uma Base Nacional de Comentadores de Blogues. Nessa Base, todos os bloggers deverão ter acesso ao IP de cada comentador, aos seus e-mails e aos diferentes nomes que os comentadores usam em cada comentário que fazem e em cada blogue. Um poderoso motor de pesquisa filtrará em breves segundos todos os resultados desejados.<br />
Assim se dará um passo, quiçá decisivo, para acabar com essa verdadeira chaga social que é a dos comentadores que falsificam nomes e e-mails e que, em cada comentário que fazem, utilizam um nome diferente. Isso já é possível fazer a nível do próprio blogue, mas não a nível da blogosfera em geral. Todos nós iremos descobrir, certamente, coisas muito interessantes com esta metodologia. Não conheço bem a legislação, mas penso que será necessário pedir autorização à Comissão Nacional de Protecção de Dados.<br />
Paralelamente, penso que devíamos pensar na criação de um Livro de Estilo da Blogosfera. O que se deve e o que não se deve fazer na publicação de «posts» e na aprovação de comentários. O tipo de «posts» a publicar. Os procedimentos a adoptar após a saída de bloggers. A relação com os diferentes poderes. A dicotomia blogue individual versus blogue colectivo. A criação de uma entidade para dirimir eventuais conflitos entre blogues.<br />
Peço-vos que acolham esta ideia com amizade. A bem de todos nós. Juntos, seremos mais fortes.<br />
Dentro em breve, voltarei à vossa presença para lançar uma outra ideia: a criação de uma Associação Nacional de Blogues com Comentários. Temos de nos distinguir daqueles blogues que não têm coragem de dar voz aos seus leitores. Que exibem, no final de um «post», um silêncio ensurdecedor. Que têm medo.<br />
Agora, vou entrar em estágio para o sempre delicioso Jornal de Sexta da TVI. E depois de ver o programa, ou ainda antes, vou ler os comentários que, estou crer, sobre ele vão aparecer (é tão inevitável como a morte) num blogue perto de vós.<br />
E lembrem-se: blogosfera unida jamais será vencida!</p>]]></content:encoded>
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		<title>A religião na escola pública</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 17:45:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em mais uma comparação entre os sistemas de ensino português e francês, debruço-me hoje sobre a religião na escola pública portuguesa. Quando era miúdo, sempre tive padres como professores de EMRC &#8211; Educação Moral e Religiosa Católica. Embora proveniente da &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/03/05/a-religiao-na-escola-publica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em mais uma comparação entre os sistemas de ensino português e francês, debruço-me hoje sobre a religião na escola pública portuguesa.<br />
Quando era miúdo, sempre tive padres como professores de EMRC &#8211; Educação Moral e Religiosa Católica. Embora proveniente da classe média, filho de um funcionário público e de uma dona de casa, fiz todo o liceu numa escola de meninos ricos, o Garcia de Orta, na freguesia de Nevogilde e a dois passos da Foz. A paróquia de Cristo-Rei tinha então, graças aos seus endinheirados fiéis, uma presença muito forte na comunidade e também na escola. Lembro-me do Frei Eugénio e do Frei Jerónimo, que eram os padres da missa a que era obrigado a ir depois da catequese e também os meus professores. Lembro-me de ter visto, com alegria, que no boletim de matrícula do 9.º ano podia ser eu a decidir se queria ou não ter EMRC sem ter de perguntar aos meus pais. Nunca mais tive.<br />
Para ser sincero, não guardo quaisquer recordações dessas aulas. Nem positivas nem negativas.<br />
Entretanto, passaram-se os anos. Tornei-me professor e deparei-me com uma realidade diferente. Ao longo dos meus catorze anos de contratado, em que andei aos restos (mini-concursos e quejandos), pelo Porto e arredores, raramente encontrei um padre professor de EMRC. Tive colegas de outras disciplinas, padres, mas muito poucos. Geralmente, eram rapazes novos, alguns deles com um perfil diametralmente diferente do perfil de professor de EMRC que eu conservava na minha memória. Numa dessas escolas, em S. Romão do Coronado, era uma professora que leccionava, mas não EMRC. Conseguira juntar meia dúzia de alunos para formar uma turma de EMRE &#8211; Educação Moral e Religiosa Evangelista.<br />
São anos que recordo com saudade, embora não saiba muito bem por quê. A instabilidade económica seria insuportável se não fosse a alegria de jovem professor que então sentia. Isso e, claro, a minha actividade profissional paralela ao ensino.<br />
<span id="more-16725"></span><br />
Há pouco tempo, entrei finalmente para os quadros do Ministério da Educação. Arranjei vaga apenas no interior, distrito de Viseu, o que até não foi mau, porque nesse ano concorri até ao Algarve. Mais uma vez, a realidade a que estava habituado era totalmente diferente. Aqui, há muitos padres no ensino. Leccionam EMRC, leccionam outras disciplinas e, muitas vezes, são Presidentes do Conselho Executivo. São os «senhores padres», nalguns casos alvos de mesuras ridículas por parte de alguns funcionários. Parece ser aqui como era no Porto há vinte anos atrás.<br />
A bem da verdade, a presença da religião na escola pública não é maior nas escolas dirigidas por padres do que nas outras. Aliás, hoje em dia, essa presença é meramente residual. 45 minutos por semana e em regime facultativo, razão pela qual a maioria dos alunos, mesmo no interior, não frequenta a disciplina. Não conheço a realidade francesa, mas em seguida o Pedro Ferreira irá debruçar-se sobre o assunto. Só mais uma nota: em Portugal, a colocação dos professores de EMRC está a cargo do Secretariado das Dioceses e depende da autroização do Bispo Diocesano. Mas quem paga, claro, é o Ministério.<br />
No final, deixo umas quantas perguntas aos nossos leitores: faz sentido, hoje em dia, haver uma disciplina de Religião nas escolas? Deve o Estado laico fornecer essa oferta aos seus alunos? Deve a Igreja Católica intrometer-se na colocação de professores? Devem padres dirigir escolas? Não seria a Educação Sexual, por exemplo, mais importante do que a Educação Religiosa?</p>]]></content:encoded>
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		<title>A ideia era tirar aos putos o medo da pica?</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/05/a-ideia-era-tirar-aos-putos-o-medo-da-pica/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 09:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pintura na sala de espera do Centro de Saúde de Rio Tinto A expressão sádica do enfermeiro. A seringa gigantesca. A mancha de sangue no rabo da criança. O esgar do seu rosto. Uma outra criança, em cadeira de rodas &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/03/05/a-ideia-era-tirar-aos-putos-o-medo-da-pica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/03/dsc04573.jpg"></a><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/03/dsc045731.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16736" title="dsc045731" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/03/dsc045731-300x225.jpg" alt="dsc045731" width="314" height="262" /></a><br />
Pintura na sala de espera do Centro de Saúde de Rio Tinto</p>
<p>A expressão sádica do enfermeiro. A seringa gigantesca. A mancha de sangue no rabo da criança. O esgar do seu rosto. Uma outra criança, em cadeira de rodas (resultado da pica?), do lado esquerdo da imagem.<br />
Não sei muito bem por quê. Mas se a ideia era tirar aos putos o medo das injecções, parece-me que não foi lá muito bem conseguida.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias do «Reviralho» (II)*</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/04/memorias-do-%c2%abreviralho%c2%bb-ii/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 17:50:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[(segunda e última parte do texto de Paulo Sérgio Ferreira publicado hoje) II – DO 28 DE MAIO ÀS PRIMEIRAS MOVIMENTAÇÕES ANTIDITATORIAIS. O INÍCIO DO REVIRALHO. Finalmente, a 28 de Maio de 1926, com a sublevação inicial do Regimento de Infantaria &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/03/04/memorias-do-%c2%abreviralho%c2%bb-ii/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://4.bp.blogspot.com/_csva7PFVgLg/RcpvtMv3T6I/AAAAAAAAAC8/ypD493jbCN0/s320/O_Reviralho.JPG" alt="" width="316" height="124" /></p>
<p>(segunda e última parte do texto de Paulo Sérgio Ferreira publicado hoje)</p>
<p>II – DO 28 DE MAIO ÀS PRIMEIRAS MOVIMENTAÇÕES ANTIDITATORIAIS. O INÍCIO DO REVIRALHO.</p>
<p>Finalmente, a 28 de Maio de 1926, com a sublevação inicial do Regimento de Infantaria 8, de Braga, e em nome de “um governo nacional militar, rodeado das melhores competências para instituir, na Administração do Estado, a disciplina e a honradez que há muito perdeu” (como se lê na proclamação ao País de Gomes da Costa), inicia-se o movimento militar que rapidamente se estendeu às Divisões militares de Vila Real, Coimbra, Viseu, Tomar e Évora.<br />
O General Adalberto Gastão de Sousa Dias, que, desde 1925, comandava a 3 ª Divisão do Exército, no Porto, assumiu então – após recusar o convite que, a partir de Penafiel, lhe fez o General Gomes da Costa, de se juntar ao levantamento militar, reiterando a obediência devida ao Ministro da Guerra – o comando das operações de resistência, organizando um Grupo de Destacamentos para contra atacar os revoltosos, que nesse mesmo dia marchou em direcção a Braga, ocupando posições em Famalicão e Nine.<br />
Contudo, apenas dois dias depois, dada a clara superioridade das forças revoltosas, por um lado, a neutralização dos reforços enviados de Lisboa, pelo Governo, entretanto demissionário, juntamente com Bernardino Machado, por outro, e por fim a adesão à revolta de várias das unidades sob o seu comando, e após reunião com os comandantes dos vários corpos militares aquartelados no Porto, ao mesmo tempo que pedia a exoneração do cargo que exercia, acabaria por dar, em nome da 3ª Divisão do Exército, a adesão ao movimento.<br />
Face à enorme instabilidade política da agónica 1ª República, à agitação social, e à crise económica e financeira em que o país se encontrava mergulhado, o regime ditatorial obteve senão o apoio, pelo menos a aceitação tácita de uma parte substancial da população.<br />
No entanto ao contrário do que a historiografia do Estado Novo quis fazer crer, não foi nada fácil consolidar o regime que durante quase meio século Oliveira Salazar dirigiu. Com Fernando Rosas podemos mesmo concluir que entre 1926 e 1931, período em que o reviralhismo foi mais activo, o país viveu um período de “guerra civil intermitente&#8221;. <span id="more-16673"></span><br />
O reviralhismo ainda é, muitas vezes, encarado como uma página esquecida da nossa história, porque a história feita pelos vencedores aponta, em especial, no sentido da força hegemónica do Partido Comunista Português, que foi, como se sabe o principal foco de resistência organizada ao Estado Novo.<br />
Segundo Luís Farinha (8), dentro do reviralhismo era possível encontrar dois tipos de facções republicanas: os conservadores ou moderados e os revolucionários ou radicais. Estes republicanos revolucionários estabeleceram uma estreita rede de contactos, em particular com Espanha. Outro dos aspectos a salientar é que quase todos estes homens, pelo menos os que apareceram a liderar os processos de revolta, tinham ligações maçónicas.</p>
<p>III – A revolta militar de 3 de Fevereiro de 1927</p>
<p>Com excepção daquilo que Fernando Rosas (9) qualifica como “comichão insurreccional” da infantaria flaviense, logo em 11 de Setembro de 1926 (10), o movimento de 3 a 7 de Fevereiro de 2007, foi o primeiro e único a constituir uma verdadeira ameaça para a ditadura.<br />
A esquerda republicana, apesar das prisões e deportações logo no consulado de Gomes da Costa, mantinha-se activa e atenta, tanto no Exército, como na Marinha, na GNR, na PSP, na Guarda Fiscal, tanto a nível dos oficiais (superiores e intermédios), como dos sargentos. As organizações de operários, em especial a CGT, bem como os partidos republicanos mantinham-se em funcionamento, e continuavam a editar a sua imprensa, não obstante as crescentes restrições censórias e policiais.<br />
A iminência da revolta era pública e notória. O próprio Presidente Carmona havia visitado o Porto e unidades militares da região, nas vésperas do movimento e os ministros haviam estado reunidos no Quartel de Artilharia nº 3, em Lisboa, “contando espingardas”, e ordenando alertas e prevenções em todo o país.<br />
A revolta inicia-se a 3 de Fevereiro, pelas 4.30 da madrugada, com a saída do Regimento de Caçadores 9, a que se juntou o Regimento de Cavalaria 6, vindo de Penafiel, vários núcleos de outros regimentos da cidade e uma companhia da Guarda Nacional Republicana, aquartelada na Bela Vista.<br />
No dia seguinte, 4 de Fevereiro, vieram juntar-se aos revoltosos os militares do Regimento de Artilharia de Amarante.<br />
Comanda a Revolta o General Sousa Dias (11), secundado pelo Coronel Fernando Freiria e pelo Comandante Jaime de Morais. Dos civis destacam-se José Domingos dos Santos (12), Jaime Cortesão (que havia sido Capitão-médico do Corpo Expedicionário Português), logo nomeado Governador Civil do Porto, e Raúl Proença que teve uma intervenção activa nesta revolta – foi conspirador, organizador e combatente de armas na mão (13).<br />
Os revoltosos tomam de assalto a sede do Quartel-General e do Governo Civil, bem como os Correios, e fazem prisioneiros o general Ernesto Sampaio e o coronel Zamith, respectivamente primeiro e segundo comandantes da Região Militar, o tenente-coronel Nunes da Ponte, governador civil do Porto, e o seu substituto, major Sequeira Tavares e o comandante da força que fazia a guarda ao Quartel-General, tenente Alão, e o presidente da Comissão de Censura à Imprensa.<br />
Nesse mesmo dia, e nos dias imediatos, juntam-se aos revoltosos outras forças do Exército, vindas de Penafiel, Póvoa do Varzim, Famalicão, Guimarães, Valença, Vila Real, Régua, e Lamego. De Amarante chega a artilharia, que é colocada nas imediações de Monte Pedral.<br />
Simultaneamente levantam-se tropas em Viana do Castelo, Figueira da Foz, Faro (apoiadas por forças de Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António), combatendo, contudo, por escassas horas.<br />
Lisboa, centro vital, permanece queda, o que obviamente, permite ao Ministro da Guerra, Coronel Passos e Sousa concentrar todas as forças no combate aos entricheirados no Porto.<br />
Montaram-se trincheiras na zona envolvente à Praça da Batalha (14) e, na confluência desta com a Rua de Entreparedes, duas peças de artilharia.<br />
O chefe militar do &#8220;Comité Revolucionário do Norte&#8221;, Jaime de Morais, envia ao general Carmona, presidente da República, um ultimato: &#8220;Os oficiais revoltosos decidiram reintegrar o País dentro do regimen democrático constitucional, com a formação de um Governo Nacional que afirmasse a supremacia do poder civil, guardado e defendido pela força armada, que assim teria restituído as funções de que a desviaram.” (15)<br />
Na própria tarde do dia 3, sob o comando inicial de Craveiro Lopes (16) as tropas fieis ao Governo – parte bastante reduzida do Regimento de Infantaria 18, o Regimento de Cavalaria 9 e o Regimento de Artilharia 5, da Serra do Pilar – concentram-se nesta última e abrem fogo de artilharia contra os revoltosos. Mais tarde, o bombardeamento prossegue a partir do Monte da Virgem (Vila Nova de Gaia), para onde são obrigadas a recuar pela resposta das peças de artilharia vindas de Amarante.<br />
Do lado governamental, na manhã do dia 4, furando o fogo dos revolucionários, o Regimento de Cavalaria nº 8, vindo de Aveiro atravessa a Ponte de D. Luís, mas esbarra nas barricadas que defendem a Praça da Batalha. A mesma sorte têm as tropas fiéis ao regime da própria cidade, que são rechaçadas pelo fogo intenso das trincheiras.<br />
A Leixões chegava, no dia 5, o vapor &#8220;Infante de Sagres&#8221;, com tropas governamentais, comandadas por Farinha Beirão. Outras atravessam o Douro em Valbom e encaminham-se para o centro da cidade.<br />
Começa então a montar-se o cerco aos revoltosos, envolvendo o Porto num anel de fogo e metralha: pelo Norte as tropas desembarcadas do “Infante de Sagres”; do leste as tropas fiéis vindas de Bragança e da Régua, chefiadas por Lopes Mateus; e em Vila Nova de Gaia concentra-se um verdadeiro exército vindo de todo o país – em números redondos 4 000 homens, munidos de farta artilharia, preparando-se assim o assalto final.<br />
Perante o esmagador e sufocante ataque das forças governamentais, faltando os géneros, e perante um cenário dantesco de destruição, fogo e fome, os revoltosos na noite do dia 5 propõe um armistício. Contudo, face à dureza das condições governamentais apresentadas na manhã do dia 6, ainda se resiste – com os olhos postos em Lisboa, onde, finalmente no dia 7 o movimento arranca – por mais dois dias.<br />
Na tarde do dia 7, o quartel-general, instalado no Teatro de S. João, dispensa os civis ali aquartelados. À meia-noite Sousa Dias faz chegar ao Regimento de Artilharia nº 5, em Vila Nova de Gaia, documento apenas por si subscrito, em que propõe a rendição salvaguardando a isenção de responsabilidades de sargentos, cabos e soldados e toda a responsabilidade dos oficiais. Como resposta as forças fiéis ao Governo admitem apenas a isenção quanto a cabos e soldados. Na madrugada do dia 8, pelas 3 da manhã, sucumbe o Porto revolucionário: Sousa Dias, em resposta, afirma aceitar as condições propostas.<br />
Pelas 8.30 horas da manhã, Passos e Sousa, entra na cidade, pela Ponte D. Luís, depois de ter avisado que qualquer civil apanhado de armas na mão seria imediatamente fuzilado.<br />
Craveiro Lopes, envia ao presidente da República o seguinte telegrama &#8220;Felicito V. Ex.ª e o Governo da Nação. Tropas entraram Praça da Batalha, Porto, às 8 horas e meia, tomando conta da cidade onde a vida vai retomando a sua normalidade&#8221;.<br />
“Esperava se a revolta simultânea, em Lisboa e Porto. Mas não. Daí o desastre. Não sai igualmente com toda a força de que dispunha ou que estava comprometida. A organização poderia e deveria ter ido mais longe, arrostando com as dificuldades dos ronceiros; mas o optimismo, contando com adesões que não vieram e outras que demoraram, foi fatal”. (17) Sousa Dias, por seu turno, considerou que o insucesso se deveu essencialmente “à falta de acção de elementos militares mais do que suficientes para garantir o seu êxito em todo o País, e que no momento necessário faltaram” . (18)<br />
Em Lisboa, apenas a 7 de Fevereiro, e comandada pelo comandante Agatão Lança e pelo Coronel Mendes dos Reis, irrompe a “revolução do remorso”, como lhe chamaria ironicamente Sarmento Pimentel. A 9 de Fevereiro, pelas 19.30 horas, já sem munições para combater as tropas governamentais (reforçadas, entretanto com a tropa mandada regressar do Porto), Mendes dos Reis pede a rendição. Desta vez cumpre-se a ameaça feita no Porto, e repetida em Lisboa: inicia-se uma caça ao homem, e marinheiros e civis, no dia 9, junto ao chafariz do Largo do Rato, são sumariamente fuzilados.<br />
Balanço final: no Porto, 80 mortos e 360 feridos (19) (segundo alguns autores, mais de 100 mortos e mais de meio milhar de feridos(20)), em Lisboa, 70 mortos e cerca de 400 feridos (21).<br />
Na sequência do fracasso do 3 de Fevereiro, o General Sousa Dias, como muitos outros líderes revolucionários, foi preso e separado do serviço activo, com direito a apenas metade do respectivo vencimento (22), sendo-lhe fixada residência obrigatória em São Tomé e Príncipe, uma situação considerada oficialmente como de deportação política que se prolongou por nove meses, sujeito aos caprichos atrabiliários do Governo. Do degredo continuou a manter activa ligação com os exilados políticos da Liga de Paris, sempre coerente com a sua lealdade aos princípios, valores e ideais constitucionais da República e sempre confiante no triunfo final desta contra a ditadura. (23)<br />
Transferido, em Dezembro de 1927, de S. Tomé para o Faial (Açores), foi julgado em 1929, no Forte da Graça, em Elvas, por um tribunal especial e condenado a dois anos de prisão, tendo-lhe sido descontado o tempo passado em São Tomé e nos Açores. Voltou a ser-lhe fixada residência no Faial, sendo em 1930 transferido para o Funchal.<br />
A 21 de Fevereiro, sem julgamento, são deportados para os Açores e para as colónias africanas, a bordo do Lourenço Marques, mais de 700 pessoas.<br />
A derrota do movimento militar marca o início de uma era de repressão como não havia memória no passado, desferindo um rude golpe nas forças democráticas e republicanas do reviralhismo.</p>
<p>(8) Luís Manuel do Carmo Farinha, O Reviralho: revoltas republicanas contra a ditadura e o Estado Novo (1926-1940). Editorial Estampa, colecção Histórias de Portugal, Lisboa, 1998. O 26 de Agosto de 1931 foi o verdadeiro canto do cisne do reviralhismo insurreccional, já que a partir daí o espaço de manobra para a acção revolucionária foi drasticamente reduzido, pouco mais restando do que vagas movimentações que acabam por desaparecer com o rebentar da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>9) Fernando Rosas, O Estado Novo (1926-1974) in José Mattoso (editor) História de Portugal (vol. VII), Círculo de Leitores, Lisboa, 1994.</p>
<p>10) Comandada pelo capitão Alfredo Chaves.</p>
<p>11) O General Sousa Dias encontrava se no Porto, ao tempo, sob prisão e com baixa no Hospital Militar.</p>
<p>12) Líder da Esquerda Democrática, que, em 1918, dirigira a conspiração civil contra a Monarquia do Norte, e agora comandava os combatentes civis.</p>
<p>13) Através do estudo do espólio de Raúl Proença, especialmente a correspondência e as notas que tomava nos seus cadernos de apontamentos, ficamos a saber que, em 25 de Junho de 1926, isto é, um mês depois do golpe de 28 de Maio já se trabalhava em preparar uma revolta contra a Ditadura Militar. Quem liderava o processo era o denominado grupo da Biblioteca Nacional, onde trabalhavam Raúl Proença, Jaime Cortesão, David Ferreira que também tinham fortes ligações à Seara Nova. A 21 de Janeiro de 1927, Raúl Proença parte para a cidade do Porto, para servir como elemento de ligação. Profundamente envolvido na revolta, Raúl Proença convoca os civis para combaterem ao lado dos revoltosos, mas com pouco sucesso. Na noite de 6 de Fevereiro de 1927 regressa a Lisboa para pedir auxílio e para tentar ajudar a desencadear a revolta que começava a enfrentar sérias dificuldades no Porto. Intervenção do Prof. Doutor António Reis, intitulada Raul Proença e a participação em Fevereiro de 1927, em conferência promovida a 2 de Fevereiro de 2007, no Arquivo da Universidade de Coimbra, pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, sob o tema “A Revolução de Fevereiro de 1927 contra a ditadura: oitenta anos depois”.</p>
<p>14) A que foi erguida na bifurcação da Rua 31 de Janeiro com a Rua de Santa Catarina ficou conhecida como “trincheira da morte”…</p>
<p>15)  Citado por José Freire Antunes, “A Desgraça da República na Ponta das Baionetas – As Forças Armadas do 28 de Maio”, Livraria Bertrand, Amadora, 1978.</p>
<p>16)  João Carlos Craveiro Lopes, ao tempo comandante da Região Militar e governador militar da cidade, pai do futuro presidente da República (1951-1958), Marechal Francisco Craveiro Lopes.</p>
<p>17) Raúl Rego, “História da República” Vol. V, Círculo de Leitores, 1987.</p>
<p>18)  Citado por A.H. de Oliveira Marques, “O General Sousa Dias e as Revoltas contra a Ditadura 1926 1931”, publicações Dom Quixote, 1975</p>
<p>19)  Fernando Rosas, ob. cit.</p>
<p> 20) Germano Silva a 3 de Fevereiro de 2007, in Jornal de Notícias, Germano Silva.</p>
<p>21)  Fernando Rosas, ob. cit. Segundo Germano Silva, loc. cit., em Lisboa, os combates entre os revoltosos e as forças governamentais causaram 90 mortos e 400 feridos.</p>
<p>22)  Decreto n º 13 137, de 15 de Fevereiro de 1927 e Decreto de 14 de Julho de 1927.</p>
<p>23) Seguindo de perto o Major-General Augusto José Monteiro Valente, em texto alusivo a Adalberto Gastão de Sousa Dias, publicado na Revista Militar nº 2447 &#8211; Dezembro de 2005.  </p>
<p>Paulo Sérgio Ferreira</p>
<p>* modificado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias do «Reviralho» (I)*</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 10:39:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto que se segue, bem como a nota prévia, é da autoria do meu bom amigo Paulo Sérgio Ferreira e evoca o «Reviralho», movimento republicano que procurou combater a Ditadura Militar implantada em Portugal em 28 de Maio de &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/03/04/memorias-do-%c2%abreviralho%c2%bb-i/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto que se segue, bem como a nota prévia, é da autoria do meu bom amigo Paulo Sérgio Ferreira e evoca o «Reviralho», movimento republicano que procurou combater a Ditadura Militar implantada em Portugal em 28 de Maio de 1926.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://img204.imageshack.us/img204/2998/blog0419do.jpg" alt="" width="400" height="296" /><br />
Emídio Guerreiro, em pé, em primeiro plano, envergando o uniforme de um dos regimentos de Guimarães, junto à &#8220;trincheira da morte&#8221;, que foi erguida na confluência das Ruas 31 de Janeiro, e Santa Catarina, junto à Livraria Latina, no Porto.<br />
In http://pedraformosa.blogspot.com/2005/07/emdio-guerreiro-na-barricada-da_01.html</p>
<p>Nota prévia: A memória histórica do povo português esquece este importante acontecimento: por um lado, a historiografia do Estado Novo apagou-a por completo, passando a ideia de que a implantação do novo regime decorreu com tranquilidade e com pleno apoio dos militares e mesmo do povo, e por outro lado a que surge no pós 25 de Abril mostra-se profundamente marcada pela ideia de que só o Partido Comunista Português constituiu resistência activa à Ditadura Militar e ao Estado Novo que se lhe seguiu.</p>
<p>A REVOLTA DE 3 DE FEVEREIRO DE 1927: A PRIMEIRA GRANDE AMEAÇA DO REVIRALHO</p>
<p>I – A lenta agonia da 1ª República – de 1925 até ao 28 de Maio de 1926.</p>
<p>No processo dinâmico que antecede o evento ora em análise, imprescindível nos parece que, ainda que de forma perfunctória, se analise o último ano da 1ª República, para lhe adivinhar as fragilidades, as convulsões e instabilidade provocadas pela tensão dialéctica entre os vários grupos, tendências e personalidades marcantes que posteriormente nos surgem no apoio e na contestação à Ditadura Militar.<br />
Entre a implantação da República e o golpe militar de 28 de Maio de 1926, o país conheceu:<br />
a) 7 eleições legislativas gerais (1911, 1915, 1918, 1919, 1921, 1922 e 1925);<br />
b) 8 eleições presidenciais (1911, duas em 1915, duas em 1918, 1919, 1923 e 1925), em que só António José de Almeida conseguiu cumprir o mandato completo;<br />
c) 5 eleições municipais (1913, 1917, 1919, 1922 e 1925);<br />
d) 45 ministérios. <span id="more-16639"></span></p>
<p>Olhando-se, tão só, para o último ano de vida da primeira experiência republicana, vários são os golpes militares que, testando a sua solidez, lhe prenunciam a morte, e lhe vão cavando a sepultura, abrindo caminho para que os sectores mais conservadores da sociedade lhe desfiram o golpe de misericórdia:</p>
<p>A – em primeiro lugar, as do grupo sidonista monárquico de Sinel de Cordes (1), em 5 de Março e 18 de Abril de 1925.<br />
No primeiro, três oficiais monárquicos (capitão Cal, tenente Mendes de Carvalho e alferes Martins Lima, todos afastados do exército por causa da revolta de Monsanto (2)) tentam apossar-se do quartel-general da guarnição militar de Lisboa.<br />
Analisando de forma mais pormenorizada a última, até pelo simples facto de ter sido uma revolta de grande magnitude, envolvendo, pela primeira vez desde 1870, oficiais generais no activo, este movimento insurreccional é tido como o primeiro ensaio do golpe de 28 de Maio de 1926 e surgiu depois de boatos de uma tentativa de revolta monárquica publicados na imprensa a 5 de Março.<br />
A revolta teve o apoio da Cruzada Nun’Álvares (3), era de carácter nacionalista e assumiu claras semelhanças com o golpe de Primo de Rivera em Espanha.<br />
Envolveu pelo menos 61 oficiais, tendo, entre os líderes militares Sinel de Cordes, Gomes da Costa, Raul Augusto Esteves, Alfredo Augusto Freire de Andrade, e Filomeno da Câmara Melo Cabral (4) e, entre os conspiradores civis, Antero de Figueiredo, Carlos Malheiro Dias, José Adriano Pequito Rebelo e Martinho Nobre de Melo.<br />
Os jornais O Século e o Diário de Notícias são suspensos. Sinel de Cordes chegou a sugerir a Teixeira Gomes, presidente da República, que nomeasse Filomeno chefe do governo. Para o jugular do golpe teve especial destaque o ministro da marinha (Pereira da Silva), dado que o ministro da guerra (Vieira da Rocha) defendia que se parlamentasse com os revoltosos.</p>
<p>B – Depois a do grupo republicano conservador de Mendes Cabeçadas (5) e Jaime Baptista, em 19 de Julho.<br />
É decretado o estado de sítio, mas Jaime Baptista, que estava detido no Forte de São Julião da Barra, consegue evadir-se e assalta o Forte do Bom Sucesso, enquanto Mendes Cabeçadas revoltava o cruzador Vasco da Gama. A muito custo a revolta é dominada por forças fiéis ao governo, comandadas por Agatão Lança, resultando um único ferido em combate (o capitão Armando Pinto Correia), sendo os implicados presos e julgados, mas rapidamente libertados e reintegrados, tal era a falta de autoridade das instituições da República.</p>
<p>C &#8211; e, por fim em 2 de Fevereiro de 1926, foi a vez do grupo radical de José Augusto da Silva Martins Júnior.<br />
A chamada revolução de Almada. O governo, chefiado por António Maria da Silva e o presidente da república (Bernardino Machado), estavam no Porto a comemorar o 31 de Janeiro. A revolta era chefiada pelo construtor civil Martins Júnior, reunindo outubristas (6), sidonistas, ex-democráticos, formigas pretas (7) e radicais. Depois de tomada a Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas, e presos os oficiais, o regimento comandado pelos sargentos dirigiu-se para o Seixal tendo ocupado o forte de Almada, donde dispararam contra Lisboa.</p>
<p>1)  General. Chefe do Estado-Maior do Exército de 1926 a 1928. Juntamente com o Marechal Carmona e com Alves Roçadas, um dos organizadores do golpe de Estado de 28 de Maio. Foi ministro das Finanças por três vezes (nomeado em 9 de Julho de 1926, em 19 de Dezembro de 1927 e em 7 de Abril de 1928. Negociou com a Sociedade das Nações, um empréstimo a Portugal, no valor de 12 milhões de libras esterlinas, para evitar a bancarrota. Deixou as Finanças públicas da Ditadura Militar num estado deplorável, situação com que teve de se defrontar o ministro que lhe sucedeu em 1928, Salazar.</p>
<p>2) De 22 a 24 de Janeiro de 1919 ocorreu uma revolta monárquica em Lisboa, de apoio à restauração da monarquia no Porto.</p>
<p>3) A Cruzada Nacional D. Nuno Álvares Pereira, mais conhecida por Cruzada Nun&#8217;Álvares, foi um movimento político português de extrema-direita, fundado com o objectivo de contribuir para uma solução ordeira de direita para os problemas de instabilidade crónica e de elevada conflituosidade social que afligiam a Primeira República Portuguesa. Das suas fileiras saíram alguns dos principais apoiantes das soluções fascizantes que dominaram a transição da Ditadura Nacional para o Estado Novo.</p>
<p>4)  Filomeno da Câmara Melo Cabral, oficial da armada. Governador de Timor em 1910-1913 e 1914-1917. Militante de dirigente da Cruzada Nun’Álvares e deputado nacionalista em 1925. Ministro das finanças em 1926, no governo de Gomes da Costa. Ministro das finanças de 19 de Junho a 9 de Julho de 1927. Tenta, depois do 28 de Maio, um golpe contra Óscar Carmona, a chamada revolta dos fifis, onde conta com o apoio do então director da Biblioteca Nacional, Fidelino de Figueiredo, bem como de António Ferro.</p>
<p>5) Oficial de Marinha (Almirante) e maçon. Participa activamente na implantação da República.<br />
Primeiro-ministro, por indicação de Bernardino Machado, torna-se quase plenipotenciário, ao acumular as pastas ministeriais mais relevantes. Por renúncia do Presidente da República, assume, em concomitância a chefia das Forças Armadas (31 de Maio de 1926). É afastado do poder, após uma reunião dos revoltosos no seu quartel-general em Sacavém, em 17 de Junho de 1926, e forçado a renunciar às funções de Presidente da República e de Primeiro-Ministro a favor de Gomes da Costa.<br />
Feroz opositor da autocracia de Carmona e Salazar, conspira em, pelo menos, duas tentativas insurreccionistas em 1946 e 1947.</p>
<p>6) Uma brevíssima nota para recordar um dos mais hediondos dias da República Portuguesa: a noite sangrenta. Em 19 de Outubro de 1921, a Noite Sangrenta, são assassinados o presidente do ministério, António Granjo e o fundador da República, Machado Santos, juntamente com J. Carlos da Maia, o coronel Botelho de Vasconcelos o secretário do ministro da marinha, comandante Freitas da Silva. Triunfava a revolta falhada em 30 de Setembro, agora apoiada por forças da marinha. Uma camioneta-fantasma com o cabo Abel Olímpio, chamado O Dente de Ouro, circula por Lisboa recolhendo aqueles que serão assassinados. As culpas foram entretanto atribuídas à esquerda republicana, mas a viúva de Carlos da Maia, Berta Maia, decidiu investigar junto do marinheiro que chefiava a camioneta, o “Dente de Ouro”, e concluiu que tudo tinha sido uma conspiração monárquica destinada a eliminar os autores do 5 de Outubro de 1910. </p>
<p>7) Surge por oposição à Formiga Branca – nome pejorativo com que foi baptizada pelos inimigos a milícia semiclandestina do Partido Democrático destinada a apoiar pelas armas as instituições da I República.<br />
A Formiga Branca começou por combater as incursões monárquicas de 1911-12, mas rapidamente se dedicou à repressão de todos os opositores de Afonso Costa, o político mais influente do regime – desde os sindicalistas e os operários em geral até aos republicanos de outras tendências. O massacre da ‘Noite Sangrenta’, foi atribuído a elementos da Formiga Branca. Uma milícia formada sobretudo por carbonários. Teve um papel fundamental no derrube da ditadura de Pimenta de Castro (1915).<br />
A  formiga preta foi o nome pelo qual ficaram conhecidos os apoiantes de Machado dos Santos. Estas milícias defendem o ataque dos primeiros a O Intransigente, jornal diário de Machado Santos, dito diário republicano radical. Começa por proclamar-se órgão dos verdadeiros carbonários. Combatia os provisórios e os adesivos. </p>
<p>Paulo Sérgio Ferreira</p>
<p>* modificado</p>]]></content:encoded>
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		<title>O Idalécio e o Joaquim</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 19:07:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro «post» inofensivo&#8230; Lá para os lados de Cantanhede, mesmo na fronteira com o concelho da Mealhada, um jovem casal, há mais de quarenta anos, recebia a mais bela das notícias: a família ia aumentar. Seria o primeiro de muitos &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/28/o-idalecio-e-o-joaquim/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro «post» inofensivo&#8230;<br />
Lá para os lados de Cantanhede, mesmo na fronteira com o concelho da Mealhada, um jovem casal, há mais de quarenta anos, recebia a mais bela das notícias: a família ia aumentar. Seria o primeiro de muitos filhos que já tinham planeado.<br />
Por razões que não foi possível apurar, a jovem futura mãe era flipada no nome Joaquim. E logo que soube que ia ser um rapaz, decidiu que ele iria chamar-se Joaquim.<br />
Porém, as coisas complicaram-se durante a gravidez e a criança nasceu prematura. Naquela altura, a mortalidade infantil era muito elevada e os médicos desenganaram logo a senhora. Não havia qualquer hipótese de sobrevivência. Mulher temente a Deus, não quis enterrar o filho sem primeiro proceder ao seu baptismo e ao registo da criança. Chamou-lhe Idalécio.<br />
Idalécio? Mas então&#8230;? Exactamente, Idalécio. A senhora era temente a Deus, mas muito pragmática e nada burra. Seria um desperdício gastar um nome de que tanto gostava, Joaquim, com uma criança que ia morrer. Assim como assim, o nome era uma questão de somenos. Joaquim seria o nome do filho seguinte, vivo se Deus quisesse, este seria Idalécio. Idalécio Marcelino.<br />
Mas a vida está cheia de ironias. Infelizmente, o casal não conseguiu ter mais filhos, por mais que tentasse. E o bebé Idalécio, desenganado pelos médicos, recuperou milagrosamente e conseguiu sobreviver, tornando-se um rapagão cheio de energia e de saúde.<br />
Quanto ao Joaquim, nunca chegou a nascer. Ai se a sua mãe sabia&#8230;<br />
Esta história é verídica. O Idalécio e os seus pais estão vivos para contá-la a quem a quiser ouvir.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O maravilhoso site do IGESPAR</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 15:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Devido à minha actividade profissional, paralela ao ensino, sou obrigado a consultar frequentemente o «site» do Instituto Português de Arqueologia. Um «site» excelente, que, para além de outras funcionalidades, inventaria todos os sítios arqueológicos do país, por tipo, projectos, arqueólogos, &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/28/o-maravilhoso-site-do-igespar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc04562.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16449" title="dsc04562" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc04562-300x225.jpg" alt="dsc04562" width="312" height="258" /></a><br />
Devido à minha actividade profissional, paralela ao ensino, sou obrigado a consultar frequentemente o «site» do Instituto Português de Arqueologia. Um «site» excelente, que, para além de outras funcionalidades, inventaria todos os sítios arqueológicos do país, por tipo, projectos, arqueólogos, concelhos, etc..<br />
Habituei-me a ir lá diariamente, ao ponto de saber o endereço de cor: <a href="http://www.ipa.min-cultura.pt/">www.ipa.min-cultura.pt</a>. Mas, desde há mais de um ano, se quiser entrar directamente no «site» através do endereço, eles não deixam. Enviam-me para o maravilhoso «site» do <a href="http://www.igespar.pt/">IGESPAR</a>, que está em construção há mais de um ano. E como está em construção, pedem-me que faça a fineza de consultar o «site»&#8230; www.ipa.min-cultura.pt.<br />
Mas se é assim, por que razão não me deixam entrar lá directamente? E por que é que não acabam o raio do «site» de uma vez por todas? Será assim tão difícil?</p>]]></content:encoded>
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		<title>A cadela Sininho</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 15:03:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[   Após a públicação de «A Origem do Mundo (Canino)», a cadela Sininho tornou-se rapidamente uma estrela da blogosfera, ao ponto de merecer comentários noutros blogues. E uma horda de tarados invadiu o meu mail pessoal, querendo saber pormenores íntimos &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/28/a-cadela-sininho/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc01423.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16465" title="dsc01423" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc01423-300x225.jpg" alt="dsc01423" width="176" height="144" /></a> <a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/cadelinha4.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16466" title="cadelinha4" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/cadelinha4-300x225.jpg" alt="cadelinha4" width="182" height="145" /></a> <a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc02585.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16467" title="dsc02585" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc02585-300x225.jpg" alt="dsc02585" width="172" height="146" /></a><br />
Após a públicação de <a href="http://5dias.net/2009/02/26/a-origem-do-mundo-canino/">«A Origem do Mundo (Canino)»,</a> a cadela Sininho tornou-se rapidamente uma estrela da blogosfera, ao ponto de merecer comentários <a href="http://paisrelativo.net/politicas/para-espinho-e-em-forca/">noutros blogues</a>. E uma horda de tarados invadiu o meu mail pessoal, querendo saber pormenores íntimos do animal.<br />
Sinceramente, não sei o que lhes diga. Fui buscá-la ao Canil Municipal de Gondomar, onde fora abandonada pelos antigos donos, e consegui arranjar uma família para ela, visto que não podia ficar com mais animais. Só que, ao fim de uma semana, essa família telefonou a dizer que já não a queria &#8211; era muito calma, nem parecia uma cadela. Tendo sido abandonada pela segunda vez, decidi que não voltaria a sê-lo. Fiquei definitivamente com ela.<br />
É um encanto de bicha. Confesso que não percebo a razão dos dois abandonos. Muito calma? Quem me dera que fosse um bocadinho mais calma. Como há duas semanas, em que, depois de ter roido o comando da televisão, comeu um queijo do Rabaçal inteiro e uma embalagem de margarina que, inadvertidamente, deixei ao seu alcance. Mas está feliz e isso é o que interesssa. Feliz, muito feliz, ao lado dos seus pais adoptivos, dos seus dois irmãos cães, dos seus sete irmãos gatos e da sua pequena irmã humana. E aqui ficará até ao dia em que morrer de velhinha.<br />
Pormenores íntimos da cadela? Lamento, seus tarados, mas daqui não levam nada, a não ser a terceira foto &#8211; a sua posição mais habitual sempre que eu e a minha mulher chegamos a casa.<br />
Já agora, este «post» serve também para ir mais longe do que Courbet e Orlan. Eles só mostraram o sexo, deixando o pessoal a salivar. Eu mostro tudo: o sexo e o resto.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A Origem do Mundo (Canino)</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 09:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Origem do Mundo (Canino), de Ricardovsky SantosPintovsky (2009) Por ser um cidadão temente a Deus e pelo facto de ter amigos na PSP de Braga e no Ministério Público de Torres Vedras, não posso concordar com a recente deriva &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/26/a-origem-do-mundo-canino/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc04556.jpg"></a><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/sininho.bmp"><img class="alignnone size-full wp-image-16348" title="sininho" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/sininho.bmp" alt="sininho" /></a><br />
A Origem do Mundo (Canino), de Ricardovsky SantosPintovsky (2009)</p>
<p>Por ser um cidadão temente a Deus e pelo facto de ter amigos na PSP de Braga e no Ministério Público de Torres Vedras, não posso concordar com a recente deriva pornográfica do «5 Dias». Primeiro, foi uma pássara, insistentemente publicada por <a href="http://5dias.net/2009/01/02/eu-nao-sabia-que-um-cientista-tinha-de-desgostar-de-arte-de-especulacao-estetica-e-de-filosofia-nao-sabia/">Carlos Vidal</a>, <a href="http://5dias.net/2009/02/23/dedicado-a-psp-de-braga/">Nuno Ramos de Almeida </a>e <a href="http://5dias.net/2009/02/24/o-lacan-e-que-sabia/">Luis Rainha</a>. Não contente com isso, <a href="http://5dias.net/2009/02/24/a-origem-da-guerra/">Paulo Jorge Vieira </a>conseguiu, sabe-se lá onde, desencantar uma piroca.<br />
Pois bem. Mesmo sabendo que estou a pecar, não quero ficar atrás. Por isso, apresento-vos hoje a minha mais recente obra de arte, a que dei o nome de «A Origem do Mundo (Canino)». Uma obra que apresenta em grande plano o baixo ventre de uma cadela, mais concretamente a cadela Sininho, retirada do Canil Municipal de Gondomar vai para dois anos. Patas estendidas e abertas, uma farta pelugem negra, mas com o centro completamente branco. A entrega total ao dono, a confiança absoluta no ser humano que a salvou.<br />
Eis uma obra que apresento sem nenhuma restrição ou reserva moral. Como diria Derek Sayer, isto não é  o pito de uma cadela, isto é arte. Uma obra que, espero, encontrará o seu lugar na história da pintura moderna. Carlos Vidal, melhor do que eu, fará a sua crítica.</p>
<p>P. S. -  A cadela Sininho não foi minimamente molestada durante a realização desta obra de arte.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Elogio à Ministra da Educação</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 01:56:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apesar das críticas que tenho feito à Ministra da Eduação, desta vez tenho de dar o braço a torcer. Sou insuspeito, porque todos sabem o que eu penso da sua política educativa. Mas desta vez, embora me custe, tenho de &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/26/elogio-a-ministra-da-educacao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar das críticas que tenho feito à Ministra da Eduação, desta vez tenho de dar o braço a torcer. Sou insuspeito, porque todos sabem o que eu penso da sua política educativa. Mas desta vez, embora me custe, tenho de reconhecer que tem razão.<br />
Só eu não. Penso que chegou a altura do Paulo Guinote, do alto do seu Umbigo, reconhecer o valor a quem o tem. E Ramiro Marques também. E todos os sindicatos de professores, mesmo o irredutível Mário Nogueira. Se eu reconheço, tão crítico que tenho sido, eles também o saberão reconhecer.<br />
Há muito que se fala da violência nas escolas, sobretudo contra professores. A Ministra da Educação prometeu que ia resolver o problema e cumpriu. Os resultados começam agora a ser visíveis.<br />
Com efeito, nos primeiros três dias desta semana (segunda, terça e quarta-feira), não houve uma única agressão a professores nas escolas portuguesas. Nem uma. Foram dias em que o ambiente nas escolas esteve mais pacífico do que nunca.<br />
A senhora Ministra tinha razão. As agressões a professores eram apenas casos isolados. Quem é competente, quem é?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Comércio Justo (e uma crítica gastronómica)</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 00:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  Fui almoçar a Guimarães. «Cor de Tangerina», assim se chamava o restaurante, provavelmente o melhor vegetariano que já conheci. Se fosse crítico gastronómico (profissão que não desdenharia), diria que a amesendação esteve impecável e que o serviço foi eficiente &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/25/comercio-justo-ou-uma-critica-gastronomica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc04511.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16251" title="dsc04511" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc04511-300x225.jpg" alt="dsc04511" width="285" height="204" /></a>  <a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc04513.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16256" title="dsc04513" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc04513-300x225.jpg" alt="dsc04513" width="274" height="204" /></a><br />
Fui almoçar a Guimarães. «Cor de Tangerina», assim se chamava o restaurante, provavelmente o melhor vegetariano que já conheci. Se fosse crítico gastronómico (profissão que não desdenharia), diria que a amesendação esteve impecável e que o serviço foi eficiente e muito competente. Que o tofú grelhado com açorda portou-se muito bem e que o puré de batatas com estufado de ervilhas e cogumelos denotou muita dignidade. Que a carta de vinhos era correcta, embora sem grandes aventuras, e que se experimentou um verde branco que se viria a revelar muito falador.<br />
Como não sou crítico gastronómico, direi apenas que é um restaurante excelente, um espaço fantástico, mesmo em frente ao Paço dos Duques, com funcionários muito atenciosos e comida muito boa. Como entrada, uma malga de azeite biológico com gergelim torrado (sésamo), acompanhado de pão produzido na padaria do restaurante. Apenas dois pratos à escolha, aqueles que referi acima, para além de pizza vegetariana. Como sobremesa, o folhado de frutos que deixo em fotografia. Para acompanhar, um «Quinta da Tojeira» de Cabeceiras de Basto, biológico como todos os que constavam da carta de vinhos. Fresquíssimo, num frapé em cortiça.<br />
<a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc045221.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16253" title="dsc045221" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc045221-225x300.jpg" alt="dsc045221" width="225" height="300" /></a>  <a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc04526.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16254" title="dsc04526" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/02/dsc04526-225x300.jpg" alt="dsc04526" width="225" height="300" /></a><br />
O «Cor de Tangerina» faz parte de uma cooperativa que engloba uma loja de Comércio Justo &#8211; e é esta uma das suas particularidades. O Comércio Justo («Fair Trade» em inglês) é um movimento social que procura estabelecer preços justos a pagar aos produtores do terceiro mundo pelo artesanato e pelos produtos agrícolas que vendem aos países desenvolvidos. Ou seja, é o comércio onde o produtor recebe a remuneração justa pelo seu trabalho. Uma entidade global, a International Fair Trade Association, certifica as boas práticas de todo o processo. A protecção dos direitos humanos e do ambiente é uma das suas principais preocupações.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A propósito do Carnaval de Torres</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 09:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Carnaval de Torres Vedras marca a vivência quotidiana das suas gentes. Não só durante a quadra mas ao longo de todo o ano. Diz-se que a vida são dois dias e o Carnaval são três. Em Torres, são seis. &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/24/com-o-%c2%abmagalhaes%c2%bb-nao-se-brinca-a-proposito-do-carnaval-de-torres/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://img341.imageshack.us/img341/4962/torrescrianassz2.jpg" class="alignnone" width="450" height="600" /><br />
O Carnaval de Torres Vedras marca a vivência quotidiana das suas gentes. Não só durante a quadra mas ao longo de todo o ano. Diz-se que a vida são dois dias e o Carnaval são três. Em Torres, são seis. Seis dias de puro prazer e entretenimento, que só se podem comparar à tradicional Feira de S. Pedro.<br />
O termo Entrudo serve para designar o período que antecede a Quaresma e provém da palavra latina introitu – início. Quanto a Carnaval, está relacionado com o abuso da carne (em todos os sentidos) na mesma época do ano.<br />
A comemoração do Entrudo perde-se na poeira dos tempos. Antes ainda do nascimento de Cristo, estava relacionada com os cultos da fertilidade, no início da Primavera. Era o regresso da luz e da abundância que então se comemorava. Os egípcios dedicavam a festa a Isis e a Apis, os atenienses dedicavam as suas «festas de Bacanais» a Dionísio, os Romanos a Saturno, protector da agricultura e das sementeiras.<br />
Em 340, o Papa Júlio I autorizou que, em Milão, os cristãos pudessem despedir-se em grande dos prazeres da carne antes da Quaresma. Daí os excessos que se começaram a cometer no Carnaval a partir daí em países de forte tradição católica. Foi a forma encontrada pela Igreja, segundo algumas versões, de se apropriar de todo o simbolismo popular.<br />
«Segundo uma lenda popular recolhida no concelho de Torres Vedras, existia no tempo de Cristo um santo que gostava muito de carne, chamado de Santo Entrudo, fazendo grandes festas com muitos convidados, onde só se comia carne. Quem não estava contente com essa situação eram os pescadores, que não vendiam o seu peixe e foram queixar-se a Jesus Cristo, que então definiu os dias em que se podia comer carne, dançar e fazer festas, e marcou a época para os pescadores, a quaresma, durante a qual não se podia comer carne, nem dançar ou fazer festas.» (Jornal Área, 4 de Março de 1980, in Venerando de Matos, «Carnaval de Torres: Uma História com Tradição») <span id="more-16119"></span><br />
A moda das máscaras e dos cortejos de rua iniciou-se durante o Renascimento, na Itália dos séculos XV e XVI. Incomparável, em relação a todos os outros, era o Carnaval de Veneza. Um Carnaval que é hoje sinónimo de charme e de classe, mas que na época significava libertinagem sem limites. No resto da Europa, a quadra também se comemorava, mas de forma mais pobre e mais espontânea.<br />
Em Portugal, uma das épocas de maior projecção do Carnaval ocorreu durante o reinado de D. João V, no qual o ouro proveniente do Brasil lhe conferia características palacianas e marcadas por um enorme luxo.<br />
Desde o século XVI, pelo menos, que existem referências a certas brincadeiras que se faziam nesta época, como lançar fardos ou «jugando as farelhadas». A espontaneidade, desorganização e até violência marcavam esses dias, de tal forma que, nos inícios do século XVII, D. Filipe III viu-se obrigado a proibir as «laranjadas e brigas de Entrudo».<br />
Em 1608, a Igreja Católica, sem qualquer resultado, introduziu o «jubileu das quarenta horas», uma tentativa de acabar com os festejos carnavalescos, desviando a população para missas e riquíssimas procissões. Foi com o advento do liberalismo que o Carnaval ganhou um novo estatuto, surgindo com uma forte carga de crítica social, simbolizada no «xexé», máscara que caricaturava os miguelistas.<br />
«Os divertimentos eram diabólicos, como passamos a narrar: entrava-se em casa da vizinhança com as mãos cheias de cal e empoava-se o cabelo de toda a gente, estragando os fatos sem piedade. Besuntavam-se as escadas de sabão e os trambulhões eram certos. Quem quisesse apanhar uma moeda de prata do chão arriscava-se a grande vexame, porque a moeda estava presa a um cordel que se puxava no momento preciso. Das janelas faziam-se novas brutalidades. Despejavam baldes de água sobre quem passava e atiravam sobre os transeuntes tudo o que encontravam no caixote do lixo: folhas de couve, cascas de batata, ossos, espinhas, etc.» (Lourenço Rodrigues, Boémia de Outros Tempos, in « Venerando de Matos, «Carnaval de Torres: Uma História com Tradição»)<br />
<img alt="" src="http://www.geocities.com/locbelvedere/Aochiadobrasileiro/Ate1900/Entrudo.jpg" class="alignnone" width="251" height="183" /><br />
É ainda na primeira metade do século XIX que, em contraponto aos festejos de rua, desorganizados e desordeiros, começam a aparecer os bailes públicos nos teatros ou no Casino Lisbonense, destinados a uma burguesia endinheirada.<br />
Ao longo do século XIX, o Carnaval de Lisboa foi definhando, na mesma medida em que nas terras em redor as comemorações da quadra eram cada vez maiores. Foi o caso de Torres Vedras.<br />
A relação do Carnaval com as tradições rurais e populares é bem evidente. Em alguns locais, iniciava-se a 20 de Janeiro, no dia de S. Sebastião (Alentejo); noutros, dois dias depois, no dia de S. Vicente (Ericeira, Alenquer ou Vila Franca de Xira); noutros ainda, quatro semanas antes dos dias do Entrudo (Serpa). Costumes como o sacrifício do galo, o de «deitar pulhas» ou o «cavalinho» eram simultaneamente rituais de origem pagã.<br />
Em finais do século XIX, as principais brincadeiras de Carnaval consistiam em pintar frases brejeiras nas paredes sobre a vida privada das pessoas; atirar para dentro das casas bocados de terra, cinza, pedras ou cascas de laranjas – os coqueiros; espetar seringas em quem passava; lançar uma pedra aquecida ao lume para, dentro de casa, alguém queimar as mãos; pôr «rabos de papel» presos com alfinete, nos transeuntes.<br />
O uso de máscaras, por sua vez, remonta pelo menos à primeira metade do século XVII. Um alvará de 20 de Agosto de 1649 proíbe o seu uso nas igrejas. Ainda antes, o seu uso fora objecto de perseguição por parte da «Santa» Inquisição. E ainda antes disso, D. João II terá aparecido mascarado para comemorar o casamento do seu filho.<br />
Em relação ao Carnaval de Torres Vedras, a primeira referência à sua comemoração data de 1547, através da queixa de um tal de Jerónimo de Miranda, revoltado pelo facto de uns moços, moradores na vila, terem provocado uma briga, «trazendo rodelas, espadas, paus como costumam o tal dia.» O «tal dia», obviamente, era o dia de Entrudo.<br />
Em finais do século XIX, o Carnaval de Torres Vedras era muito desorganizado, limitando-se a bailes e récitas em colectividades e casas particulares, alguns mascarados pelas ruas e pouco mais. «Como nos anos anteriores, o Carnaval passou-se em completa desanimação, o que não é para admirar. Velho caduco, já não está para grandes coisas», era a tónica dominante dos comentários da imprensa, neste caso publicada em «A Voz de Torres Vedras» de 26 de Fevereiro de 1887.<br />
Mesmo assim, nesse ano e nos que se seguiram, já se notava uma característica que ia marcar estes festejos ao longo de toda a sua história: a sátira política. O costume de «lançar pulhas», por seu lado, serviu muitas vezes como pretexto para as autoridades municipais tentarem «calar» os foliões. Por essa época, o Carnaval de 1908, realizado um mês depois do Regicídio de D. Carlos, foi o mais animado de todos.<br />
<img alt="" src="http://www.carnavaldetorres.com/templates/2008/grafismo/historia_1.jpg" class="alignnone" width="447" height="285" /><br />
De resto, o advento da República vai significar também o advento do Carnaval. Em 1912, é formada uma comissão para animar as ruas, acompanhada de filarmónica. Até à década de 20, enfarinhar o cabelo das raparigas, atirar sacos de grainha, tremoços ou farinha e mascaradas ou burricadas constituíram o grosso dos festejos.<br />
O primeiro Carnaval devidamente organizado decorreu em 1923. Previamente anunciadas na imprensa local, as comemorações incluíram a recepção ao Rei Carnaval, que chegou de comboio a Torres antes de percorrer em cortejo as ruas da vila. Uma imitação dos cortejos que então se realizavam em Lisboa e Coimbra e que teve como principais impulsionadores Leonel Trindade, Carlos Torres, Luis Faria e Alfredo Santos. Logo no ano seguinte, surge a primeira Rainha do Carnaval e o cortejo é filmado pelo alemão Otto Liebell.<br />
Em 1926, provavelmente, aparecem as primeiras matrafonas – grupos de homens mascarados de mulheres. Mas não eram mulheres quaisquer&#8230;<br />
«Esses grupos de matrafonas não eram mais do que indivíduos que vestiam um fato de mulher – mas que não ficava bem a senhora nenhuma. Procuravam era vestir um fato que lhes ficasse horrivelmente mal e feio. Por exemplo, não se usavam colares encarnados, pois ele procurava era arranjar um colar encarnado; não se usavam toucas na cabeça, pois ele procurava era arranjar uma touca horrivelmente mal feita para ir para a rua.» (Constância Bataglia – Entrevista com a Comissão do Carnaval de Torres, in Venerando de Matos &#8211; «Carnaval de Torres: Uma História com Tradição»)<br />
Ao contrário do que acontecerá hoje, as matrafonas surgiram a partir das dificuldades económicas dos homens do campo, gente pobre que não tinha dinheiro para comprar máscaras e, dessa forma, recorria ao vestuário da esposa ou da mãe.<br />
A implantação da Ditadura Militar, em 1926, e da consequente censura, significou o abrandamento da crítica social e mesmo o cancelamento dos festejos em algumas ocasiões – 1927, 1928 e 1929.<br />
Foi como que uma hibernação para um regresso em grande nos anos 30. A edição de 1931 conta com a primeira «batalha de flores»; a de 1932 com uma profusa animação no cortejo e no cine-teatro; a de 1933 com muita publicidade na imprensa, a presença de uma equipa de cinema para filmar e a realização de dois desfiles – na segunda e na terça-feira. O «Ovo», o «Penedo do Guincho», o «Elefante», o «Couraçado» ou o «Moinho Holandês» foram alguns dos carros participantes.<br />
No ano seguinte, 1934, o carro do «Elefante» percorreu o país a publicitar o Carnaval de Torres. De avião, foram lançados folhetos de propaganda em Lisboa e Leiria. De ano para ano, a sua importância ia aumentando no contexto da economia local.<br />
«Torres, hoje, precisa já do seu Carnaval, e não estará longe o dia em que precisará dele tal qual como hoje carece de vender vinho da sua região. E o próprio país que pode vir a ter em Torres o seu Carnaval – o Carnaval de Portugal! – perderia com o seu acabamento, dado que no país nenhuma festa existe, há dez anos, verdadeiramente digna daquele nome.» (Jornal «Linhas de Torres», 1935, in Venerando de Matos &#8211; «Carnaval de Torres: Uma História com Tradição»)<br />
Entre 1941 e 1945, não houve Carnaval em Torres por causa da II Guerra Mundial. Voltou a realizar-se em 1946, mas conheceu novas interrupções em 1953 e 1954 e entre 1956 e 1960. Só a partir daqui é que os festejos viriam a renascer com o fulgor do passado. Um renascimento que teve como centelha um conjunto de artigos de António Augusto Sales na imprensa local, intitulado «O Carnaval de Torres não Pode Morrer».<br />
Em 1965, dá-se o arranque definitivo do Carnaval. Aos festejos burgueses e elitistas de outras terras, Torres respondia com um cunho cada vez mais popular e cada vez mais irreverente. Durava três dias e cada carro alegórico já orçava em cerca de cinquenta contos. Com o primeiro passeio do auto-trapalhão, realizado em 1972, o Carnaval de Torres ganhou todas as características modernas.<br />
Um corso em que a grande componente é a espontaneidade, visto que qualquer um pode participar, mesmo que não esteja mascarado. Inevitavelmente, as matrafonas são a grande atracção. Essa participação espontânea «é desejada para a animação do desfile e assim vemos os mais variados foliões nos espaços entre os carros, fazendo a sua festa, exibindo as suas máscaras e facécias, pregando as suas partidas, enquanto simples curiosos, mesmo à paisana, podem ir ao lado dos mascarados.» (José Alberto Sardinha, Tradições Musicais da Estremadura)<br />
Ao contrário de outras terras do país, neste Carnaval não se assiste a um simples desfile de carros alegóricos em que o povo assiste, nos passeios, de uma forma passiva. Pelo contrário, os foliões intrometem-se no desfile de forma espontânea e mesmo pessoas sem qualquer máscara também andam de um lado para o outro no meio do cortejo, só para fruírem de todo aquele espectáculo.<br />
A partir de 1985, a Câmara Municipal assume a organização do evento, que voltara a cair numa fase de estagnação. Encarando o Carnaval, actualmente, como um espectáculo de grande importância para a população de Torres Vedras e que dá uma projecção nacional à cidade.<br />
Actualmente, realiza-se ao longo de seis dias, entre sexta e quarta-feira. O momento alto é o corso de Domingo Gordo, repetido na terça-feira, bem como o corso dos Trapalhões, à segunda-feira à noite. De resto, todo o programa mostrou a diversidade dos festejos e a tentativa de chegar a todos os escalões etários da sociedade. Logo na sexta-feira, realizou-se o corso Escolar, destinado às escolas do concelho. No sábado à tarde, o Corso Tradição, que relembra os Carnavais do passado e os mais antigos foliões, sempre acima dos cinquenta anos. No sábado à noite, chegam a Torres os reis do Carnaval, que recebem as chaves da cidade e ouvem um discurso sobre o «estado da nação». Ainda nesse dia, decorre um concurso de mascarados e o corso nocturno. Na quarta-feira, depois da realização dos já referidos corsos principais e do corso dos Trapalhões, o Entrudo vai a enterrar. Uma encenação na qual participam mais de três mil pessoas e que, no fim de contas, representa o pontapé de saída para os festejos do ano seguinte.<br />
Para além dos carros alegóricos oficiais, organizados e profissionais, muitos outros carros espontâneos fazem a sua aparição durante os desfiles, feitos com os objectos mais inacreditáveis. Em alguns desses casos, o maior mistério é mesmo saber como é que conseguem andar.<br />
Quanto aos carros oficiais, geralmente imponentes, são concebidos por diversos artistas plásticos e executados, na sua totalidade, dentro do concelho. Materiais como esferovite, fibra de vidro e poliuretano expandido são os mais utilizados. As dimensões aproximam-se de catorze metros de comprimento, quatro e meio de largura e mais de seis metros de altura. Cada um deles constitui uma alegoria aos diversos temas, muitas vezes políticos, e uma caricatura das personalidades mais conhecidas da sociedade portuguesa.<br />
<img alt="" src="http://www.tvi.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13113282/360" class="alignnone" width="360" height="296" /><br />
Os últimos Carnavais assumirm todas estas características tradicionais, sobretudo uma forte carga satírica aos costumes e uma grande componente de ironia política e social. Em 2009, o evento foi censurado pela primeira vez por ter brincado com o computador «Magalhães».<br />
Este respeito pela fidelidade e pela matriz cultural do Entrudo português está bem presente em várias das suas manifestações: na arruada, na presença de Zés Pereiras e Cabeçudos, nas matrafonas, no “Enterro do Entrudo” e em muitas outras. Daí o justo epíteto de o «Carnaval mais português de Portugal», que Torres Vedras se ufana de ser, um dos poucos que na Estremadura e no resto do país ainda não caiu no erro – e espera-se que não caia – de se abrasileirar. No fim de contas, é uma forma de resistência à globalização e uma maneira de defender o património cultural nacional. </p>
<p>in «Torres Vedras: Na Esteira do Passado», Paços de Ferreira, Hestia Editores, 2005.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Quem se mete com o «5 Dias» leva!</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 22:40:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Através de um «post» do Nuno Ramos de Almeida, fiquei a saber que, muito recentemente, existiu no «5 Dias» um blogger chamado Rui Curado Silva. Ao que parece, foi meu colega durante um mês. Pelo que vi nos Arquivos, despediu-se &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/23/quem-se-mete-com-o-%c2%ab5-dias%c2%bb-leva/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Através de um «<a href="http://5dias.net/2009/02/23/por-uma-blogosfera-pimba/">post</a>» do Nuno Ramos de Almeida, fiquei a saber que, muito recentemente, existiu no «5 Dias» um blogger chamado Rui Curado Silva. Ao que parece, foi meu colega durante um mês. Pelo que vi nos Arquivos, despediu-se no dia 23 de Janeiro com um «<a href="http://5dias.net/2009/01/23/fim-de-colaboracao/">post</a>» em que anunciava o fim da sua colaboração e que mereceu um comentário da De Puta Madre, que comenta tudo o que mexe. Fez bem em despedir-se. Para o caso de ninguém ter reparado que ele tinha entrado.<br />
Através do «post» do Nuno Ramos de Almeida, fiquei também a saber que Rui Curado Silva andou a dizer mal do «5 Dias», sem referir nomes, <a href="http://klepsydra.blogspot.com/2009_02_01_archive.html#7411111677861433915"> noutro blogue</a>. É feio. É desleal. É morder a mão que nos alimentou. Podem considerar-me caceteiro ou pouco moderado, mas é algo que eu nunca faria. Honra seja feita, neste ponto, ao Jugular: batem-nos forte e feio, mas têm quase sempre a hombridade de dizer que estão a falar de nós.<br />
Por tudo isto, hoje vou ter de escolher a via do insulto. Quem me lê, sabe que não é habitual em mim, mas hoje não posso conter-me. Os leitores que me perdoem a agressividade verbal, mas aqui vai. Rui Curado Silva, foste um maroteiro!</p>]]></content:encoded>
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		<title>Apenas casos isolados. Apenas 140 casos isolados.</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 15:32:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Do «Diário de Notícias» de hoje: «O Ministério Público abriu 138 inquéritos-crime a casos de violência nas escolas, no último ano, segundo dados a que o DN teve acesso. (&#8230;) Os 138 processos que o MP tem entre mãos incluem &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/23/apenas-casos-isolados-apenas-140-casos-isolados/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do <a href="http://dn.sapo.pt/2009/02/23/sociedade/pgr_abriu_inqueritos_violencia_escol.html">«Diário de Notícias»</a> de hoje:</p>
<p>«O Ministério Público abriu 138 inquéritos-crime a casos de violência nas escolas, no último ano, segundo dados a que o DN teve acesso. (&#8230;)<br />
Os 138 processos que o MP tem entre mãos incluem agressões violentas contra professores e alunos no espaço dos estabelecimentos de ensino. E reflectem uma média de quase um caso por dia &#8211; dividindo este número pelos 180 dias de aulas do ano lectivo. (&#8230;)<br />
No entanto, como o DN noticiou a semana passada, o sistema de videovigilância paras as 1200 escolas do 1.º e 2.º ciclos está parado, depois de a ministra da Educação ter revogado o concurso por irregularidades processuais.<br />
Estes dados da PGR não permi-tem ainda verificar se a violência escolar está a aumentar porque é a primeira vez que Pinto Monteiro reúne dados sobre o tema. &#8220;Não é possível, para já, fazer comparações com anos anteriores, uma vez que este tipo de registo só começou a ser feito em 2008&#8243;, explica a porta-voz oficial da PGR.<br />
Por outro lado, os dados de 2008 da Escola Segura &#8211; que incluem todas as ocorrências vividas na escola, incluindo os crimes &#8211; ainda não são conhecidos.<br />
Aliás, contrariando o discurso oficial da ministra da Educação &#8211; segundo a qual não existiam razões para uma &#8220;preocupação excessiva&#8221; sobre o tema &#8211; Pinto Monteiro disse, em Abril , ter &#8220;elementos seguros de que muitos alunos vão armados para as salas de aulas.<br />
&#8220;Há alunos que levam pistolas de 6,35 e 9 mm para as escolas. Para não falar de facas, que essas são às centenas&#8221;, avisou ainda o procurador-geral que, em Junho, chegou a reunir-se com o Presidente da República, Cavaco Silva, para debater a a violência nas escolas portuguesas. Uma realidade que continua a marcar o dia-a-dia dos estabelecimentos de ensino em Portugal.»</p>]]></content:encoded>
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		<title>Slumdog Millionaire</title>
		<link>http://5dias.net/2009/02/23/slumdog-millionaire/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 12:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Gostei do «Slumdog Millionaire». É um filmezinho, embora não tão leve como parece à primeira vista, com uma estoriazinha rebuscada, mas gostei. A companhia ajudou e o cinema também &#8211; um daqueles cinemas onde não temos de levar com intervalos, &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/23/slumdog-millionaire/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.theampersandagency.co.uk/blog/wp-content/uploads/2008/12/slumdog-millionaire.jpg" alt="" width="528" height="354" /><br />
Gostei do «Slumdog Millionaire». É um filmezinho, embora não tão leve como parece à primeira vista, com uma estoriazinha rebuscada, mas gostei. A companhia ajudou e o cinema também &#8211; um daqueles cinemas onde não temos de levar com intervalos, putos irritantes e o massacrante barulho das pipocas.<br />
Quanto ao filme, penso que a India será mais ou menos aquilo. Não só, mas sobretudo. Por isso é que os indianos o criticaram tanto.<br />
Sempre gostei de Danny Boyle. «Trainspotting» foi um dos filmes que mais me marcou e «The Beach» não deixa de ser interessante. No «Slumdog Millionaire», só era escusado um final tão feliz.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O que é preciso para ser professor? (II)*</title>
		<link>http://5dias.net/2009/02/22/o-que-e-preciso-para-ser-professor-ii/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Feb 2009 23:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A propósito do «post» anterior do Pedro Ferreira, darei aqui a minha visão do problema. É curioso que Portugal está a seguir o caminho inverso da França. Ao que parece, lá era necessária uma prova de acesso e agora vai &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/22/o-que-e-preciso-para-ser-professor-ii/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito do «post» anterior do Pedro Ferreira, darei aqui a minha visão do problema. É curioso que Portugal está a seguir o caminho inverso da França. Ao que parece, lá era necessária uma prova de acesso e agora vai ser suficiente o curso. Em Portugal, bastava o curso com componente pedagógica e agora o Governo pretende que seja obrigatória a realização de uma prova de acesso.<br />
Antes de falar da actual formação de professores, recuemos até ao 25 de Abril ou a anos anteriores. Muitos dos docentes de então não tinham a licenciatura. À actual Ministra da Educação, por exemplo, foi-lhe permitido leccionar ao ensino primário apenas com o 9.º ano de escolaridade. Uma nódoa. Havia uma coisa chamada Curso do Magistério Primário que permitia dar aulas.<br />
Desde há alguns anos, já não é assim. Para concorrerem aos concursos internos e externos, os professores têm de ser profissionalizados, ou seja, têm de ter realizado um estágio profissional, integrado na licenciatura, normalmente realizado numa escola pública e supervisionado pela instituição de ensino superior responsável pela licenciatura. No meu caso pessoal, fiz o estágio profissional (duração de um ano lectivo, com duas turmas a meu cargo) na Escola Secundária de Rio Tinto e sob a supervisão dos metodólogos da Faculdade de Letras do Porto.<br />
Será uma formação adequada aquela que é ministrada actualmente aos futuros professores? Sim e não. As comentadoras Catarina e De Puta Madre, nos comentários ao «post» do Pedro Ferreira, têm razão. Por um lado, se o Estado deu autorização para determinadas instituições formarem professores, é porque tinha confiança nelas e reconhecia-lhes todas as condições necessárias. Por outro lado, quando pensamos na forma como determinadas instituições foram legalizadas, sobretudo no período cavaquista, e quando pensamos na sua qualidade, somos obrigados a ficar de pé atrás. A De Puta Madre falou no Piaget &#8211; conheço bem o Piaget. Olhem o caso da Universidade Independente. Já pensaram na hipótese do primeiro-ministro José Sócrates poder ser professor? Como diz o meu sobrinho Gustavo, que medo! <span id="more-16062"></span><br />
E agora? Parece que o Governo quer criar uma prova de acesso à carreira docente. Espera-se que apenas para os que ainda não são profissionalizados e ainda vão entrar na carreira. Porque quanto aos outros, seria muito injusto alterar as regras a meio do jogo. Se já lá estão, é porque o Estado o permitiu.<br />
Só que essa prova de acesso que o Governo quer implementar é de rir! Parece que irá ser uma prova com questões de escolha múltipla. Quer dizer que, a partir de agora, para ser professor, será preciso fazer um teste de cruzinhas. E é assim que aquela gente perceberá quem é que merece ser professor?<br />
A «coisa» ficará resolvida se, um dia, como se vai falando, for criada a Ordem dos Professores. Já há organismos a movimentarem-se nesse sentido, embora os Sindicatos sejam contra. É que, a existir essa Ordem, seriam os próprios professores a fixar as condições de acesso à profissão. Pessoalmente, é uma questão para a qual não tenho opinião definitiva. Já agora, gostava de saber a opinião dos nossos leitores.<br />
Ainda a propósito do «post» do Pedro Ferreira, sempre direi que, em minha opinião, é muito mais importante, no ensino básico, a componente pedagógica do que a componente científica. Claro que é necessário saber, mas saber demasiado se não se souber comunicar com miúdos em idade complicada não serve de nada. A partir do ensino secundário, penso que a componente científica passa a ser mais importante. </p>
<p>* modificado</p>]]></content:encoded>
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		<title>Stomp</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Feb 2009 22:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Coliseu do Porto, ontem à noite Os Stomp são um grupo fundado em Inglaterra em 1991. Em palco, misturam a dança, o teatro, a música e o humor. Como instrumentos, utilizam objectos do dia-a-dia, como vassouras, caixotes do lixo e &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/02/22/stomp/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/qX-yjEttzhs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qX-yjEttzhs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
Coliseu do Porto, ontem à noite</p>
<p style="text-align: left;">Os Stomp são um grupo fundado em Inglaterra em 1991. Em palco, misturam a dança, o teatro, a música e o humor. Como instrumentos, utilizam objectos do dia-a-dia, como vassouras, caixotes do lixo e quejandos.  Estiveram em Portugal, mais uma vez, durante este mês. O pequeno excerto que apresento resulta de uma pequena gravação (ilegal, claro) que fiz durante o concerto de ontem à noite. Apesar dos 25 euros por um lugar que nem sequer era central (caríssimo!), valeu bem a pena.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Apenas um palhaço</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 19:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[  «Eu continuo a ser apenas uma coisa &#8211; um palhaço. O que me coloca a um nível bem mais alto do que o de qualquer político.» (Charles Chaplin)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://tbn1.google.com/images?q=tbn:4auVI0BXGVoshM:http://www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/88E7BF49-4A14-44D1-A6A5-80E5F34E4533/0/Jose_Socrates_600.JPG" alt="" width="100" height="142" />  <img class="alignnone" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:OqEkfxjagLuHvM:http://www.imagick.org.br/zbolemail/Bol02x06/palhaco.jpg" alt="" width="129" height="141" /><br />
«Eu continuo a ser apenas uma coisa &#8211; um palhaço. O que me coloca a um nível bem mais alto do que o de qualquer político.»</p>
<p>(Charles Chaplin)</p>]]></content:encoded>
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		<title>Livros da Anita: Uma bela recordação da nossa infância</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 09:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Retirado de http://paresdetres.blogspot.com/2008/11/anita.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://1.bp.blogspot.com/_IL62neKBqN4/SQ5hhj3qOAI/AAAAAAAAAzg/wLbG_PbVPnU/s320/anita2.JPG" alt="" width="198" height="284" /><img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/_IL62neKBqN4/SQ5hiNOGP-I/AAAAAAAAAzo/Fy5lBlC4uKc/s320/anita3.jpg" alt="" width="225" height="288" /><img class="alignnone" src="http://1.bp.blogspot.com/_IL62neKBqN4/SQ5ib2BRmAI/AAAAAAAAA0A/EZ4ccr3-0C8/s320/Anita%282%29.jpg" alt="" width="239" height="278" /><img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/_IL62neKBqN4/SQ5icR2R4FI/AAAAAAAAA0Q/7CSeLmLa_S8/s320/anita8.JPG" alt="" width="203" height="276" /><img class="alignnone" src="http://2.bp.blogspot.com/_IL62neKBqN4/SQ5icW-QmaI/AAAAAAAAA0Y/ZeQi1Qgk5d8/s320/anita_insegura%282%29.jpg" alt="" width="225" height="299" /><img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/_IL62neKBqN4/SQ5icEaCtCI/AAAAAAAAA0I/ybl8P-qyRig/s320/anita9.JPG" alt="" width="220" height="300" /><br />
Retirado de http://paresdetres.blogspot.com/2008/11/anita.html</p>]]></content:encoded>
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		<title>Estou a ver que o jeito para os edifícios é coisa de família!</title>
		<link>http://5dias.net/2009/02/19/estou-a-ver-que-o-jeito-para-os-edificios-e-coisa-de-familia/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 17:15:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Torre de Santo António, na Covilhã, mais conhecida por «Mamarracho da Covilhã» ou «Torre de Pisa» (devido à inclinação). Projectada pelo pai do primeiro-ministro José Sócrates.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://plantadospes.files.wordpress.com/2008/06/out-3.jpg" class="alignnone" width="1536" height="2048" /><br />
Torre de Santo António, na Covilhã, mais conhecida por «Mamarracho da Covilhã» ou «Torre de Pisa» (devido à inclinação). Projectada pelo pai do primeiro-ministro José Sócrates.</p>]]></content:encoded>
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