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	<title>cinco dias &#187; Ricardo Santos Pinto</title>
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		<title>A Escola da Fontinha e as Hortas da Moita: Descubram as diferenças</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 16:24:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Escola da Fontinha]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 2009, um grupo de moradores enssencialmente jovens de Vale da Amoreira, concelho da Moita, ocupou um terreno baldio onde crescia mato e nele fez nascer um conjunto de hortas destinadas ao consumo próprio. Essas hortas ficaram conhecidas como as &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/05/09/a-escola-da-fontinha-e-as-hortas-da-moita-descubram-as-diferencas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2009, um grupo de moradores enssencialmente jovens de Vale da Amoreira, concelho da Moita, ocupou um terreno baldio onde crescia mato e nele fez nascer um conjunto de hortas destinadas ao consumo próprio. Essas hortas ficaram conhecidas como as «hortas da crise» devido aos tempos que o país atravessava. No fundo, seguindo o exemplo da própria Câmara Municipal, que em 2002 iniciara um projecto de hortas familiares através do programa «<a href="http://www.cm-moita.pt/pt/conteudos/o+concelho/ambiente/educacao+ambiental/maos+a+horta" target="_blank">Mãos à Horta</a>».<br />
Para o local, não estava nem está prevista qualquer obra nem existe qualquer plano de construção.<br />
A Câmara Municipal da Moita, eleita pela CDU, anunciou a destruição imediata destas hortas pelo facto de estarem em domínio público. Toda a história pode ser lida <a href="http://blog.stress.fm/2012/05/vale-da-amoreira-ordem-de-demolicao-uma.html" target="_blank">aqui</a>.<br />
Dos comentadores que foram berrar para a caixa de comentários do meu post sobre a<a href="http://5dias.net/2012/04/20/rui-rio-e-um-democrata/" target="_blank"> Escola da Fontinha </a>, espera-se que sejam coerentes e que defendam a atitude da Câmara Municipal da Moita. De todos aqueles que defenderam e muito bem a Fontinha, espera-se também que sejam coerentes. É que são 2 situações muito parecidas.<br />
Com uma diferença: de uma Câmara PSD, espera-se uma atitude como a da Fontinha. De uma Câmara da CDU, não.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O Syriza e o Bloco de Esquerda</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 18:08:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[bloco de esquerda]]></category>
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		<description><![CDATA[Acho mal que se diga que o Syriza pertence à Esquerda Radical, ainda para mais quando se diz ao mesmo tempo que o Syriza é uma espécie de Bloco de Esquerda da Grécia. Todos sabem que o Bloco de Esquerda &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/05/08/o-syriza-e-o-bloco-de-esquerda/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho mal que se diga que o Syriza pertence à Esquerda Radical, ainda para mais quando se diz ao mesmo tempo que o Syriza é uma espécie de Bloco de Esquerda da Grécia.<br />
Todos sabem que o Bloco de Esquerda não é radical. Pois se ainda há um ano se coligou com o Governo de José Sócrates em favor de um determinado candidato presidencial, e se ainda hoje continua a defender coisas como a Parque Escolar, a «menina dos olhos» de José Sócrates&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 25 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 00:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Termino aqui a «leitura» das capas do «Jornal de Notícias» durante o mês de Abril. No dia 25, o «JN» teve duas edições. A primeira, a normal, tinha como manchete a visita do Subscretário de Estado da Segurança Social, Ivo &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/26/memorias-de-abril-25-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www1.ci.uc.pt/cd25a/media/Textos/dia_dl.gif" class="alignnone" width="581" height="815" /><br />
Termino aqui a «leitura» das capas do «Jornal de Notícias» durante o mês de Abril.<br />
No dia 25, o «JN» teve duas edições. A primeira, a normal, tinha como manchete a visita do Subscretário de Estado da Segurança Social, Ivo Cruz, a Coimbra. São mil as carências na Assistência e excessivo o número de instituições.<br />
O «JN» continua com a campanha contra o aumento do preço dos telefones. «Subiram os preços: Subirá também a qualidade do serviço?»<br />
A nível internacional, a campanha presidencial francesa decorre sem tabus. Morreu, de cancro, o cómico Abbott.<br />
No desporto, Joaquim Leite terminou a etapa da Vuelta na Montanha da Vuelta. Na Taça das Taças, o Sporting foi eliminado pelo Magdeburgo.<br />
Poucas horas depois da saída do jornal, já estava a Revolução na rua e o «JN» publica uma edição especial. A capa, como é óbvio, é totalmente dedicada aos acontecimentos da madrugada, bem como a maior parte do jornal. «Movimento das Forças Armadas desencadeado em todo o país». As forças estão concentradas no Terreiro do Paço desde as três horas da manhã. Duas fotos com tanques no Porto intercalam mais dois títulos: «PSP e GNR não intervieram». «Tranquilidade nas ruas do Porto».<br />
Os comunicados do MFA, diz o «JN», estão a ser difundidos através dos emissores do RCP. Os Aeroportos estão encerrados.<br />
Chegara a Revolução.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Um colaboracionista não pode criticar</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 17:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um colaboracionista como Marques Júnior, que traíu a Revolução durante décadas a fio ao serviço do PS, é o último a poder criticar a Associação 25 de Abril pelo facto de não estar presente nas comemorações da Revolução. Os seus &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/24/um-colaboracionista-nao-pode-criticar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ui7KQuwBd38/SfOcbx2MtTI/AAAAAAAADZo/F7eF1BUDPOE/s400/marques+junior.bmp" class="alignnone" width="400" height="330" /><br />
Um colaboracionista como Marques Júnior, que traíu a Revolução durante décadas a fio ao serviço do PS, é o último a poder criticar a Associação 25 de Abril pelo facto de não estar presente nas comemorações da Revolução.<br />
Os seus companheiros de então, ao contrário dele, souberam ser coerentes ao longo de uma vida. E amanhã, mesmo que com alguns anos de atraso, continuarão a dar provas dessa coerência. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 24 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 17:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem, dia 23 de Abril de 1974, o norte do país esteve isolado do mundo. «Caiu uma faísca no cabo coaxial Porto – Lisboa», refere o «Jornal de Notícias». Notícias do mar. Na Póvoa, os habitantes viram roubar mais de &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/24/memorias-de-abril-24-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, dia 23 de Abril de 1974, o norte do país esteve isolado do mundo. «Caiu uma faísca no cabo coaxial Porto – Lisboa», refere o «Jornal de Notícias».<br />
 Notícias do mar. Na Póvoa, os habitantes viram roubar mais de trinta quilos de ouro, num valor total de seis mil contos. Na Costa Verde, reclamam-se as praias que o mar está a fazer desaparecer.<br />
 A nível internacional, nas eleições francesas Miterrand faz namoro ao voto das mulheres.<br />
 Hoje, dia 24 de Abril, o Império está mais calmo do que nunca. O Governo ocupa-se de medidas a tomar quanto ao funcionalismo público. O tema dominante da reunião do Conselho de Ministros, no entanto, foi a inflação. Decidiram ainda os ilustres ministros reorganizar o sistema de previdência da classe médica.<br />
 O «Jornal de Notícias» anda revoltado com o aumento do preço dos telefones. Um aumento que é comparado à extorsão dos produtores de petróleo.<br />
 Cresce o porto de Leixões: Novas esperanças para a Barra do Douro.<br />
 Na campanha para as presidenciais francesas, o «eterno feminino» está bem presente. Num atentado contra Sadat, morreram 24 pessoas. Faleceu Franz Jonas, presidente da Áustria.<br />
 Tudo parecia calmo no império. Faltavam algumas horas para a Revolução.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 22 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 22:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem, o «Jornal de Notícias» noticiava um pavoroso incêndio na Reitoria da Universidade do Porto. «Um pesadelo enquanto a cidade dormia». Do Salão Nobre e do Arquivo Geral, só restam cinzas. Da primeira página, pouco mais há a reter, a &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/22/memorias-de-abril-22-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, o «Jornal de Notícias» noticiava um pavoroso incêndio na Reitoria da Universidade do Porto. «Um pesadelo enquanto a cidade dormia». Do Salão Nobre e do Arquivo Geral, só restam cinzas. Da primeira página, pouco mais há a reter, a não ser uma pequena referência ao almoço em Belém dos membros do Governo com o chefe de Estado.<br />
Hoje, 22 de Abril de 1974, continua sem se saber a origem do fogo que destruíu parte da Reitoria da Universidade do Porto.<br />
No Campeonato Nacional de Futebol, Benfica e Setúbal apertam o cerco ao líder Sporting. Yazalde e Dinis, lesionados, não vão a Magdeburgo.<br />
A nível internacional, sobe a cotação de Miterrand na campanha para as eleições francesas. A Gioconda está no Japão. 10 segundos é quanto cada visitante tem para olhar para ela, tão grande é o número de curiosos.<br />
Faltam 3 dias para a Revolução.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 20 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 15:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem, dia 19 de Abril de 1974, o «Jornal de Notícias» revelava o novo chefe de Distrito do Porto, o Conselheiro Valente Leal. Na tomada de posse, promete «manter a ordem e a tranquilidade da vida pública». Presidiu à cerimónia &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/20/memorias-de-abril-20-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, dia 19 de Abril de 1974, o «Jornal de Notícias» revelava o novo chefe de Distrito do Porto, o Conselheiro Valente Leal. Na tomada de posse, promete «manter a ordem e a tranquilidade da vida pública». Presidiu à cerimónia o Ministro do Interior.<br />
Américo Tomás, por seu lado, anda pelo vale do Mondego. Ontem, foi dia de visitar a Barragem da Aguieira.<br />
A nível internacional, vai animada a campanha presidencial de França. Ainda em França, morreu Marcel Pagnol, dramaturgo e cineasta de grande nível.<br />
Hoje, dia 20 de Abril, voltam a ser as eleições presidenciais o tema forte. Delmas e Miterrand vão à frente do pelotão.<br />
Uma agência do BPA foi assaltada no Bombarral. Levaram três mil contos. Sarmento de Beires venceu o prémio «Barretina de Ouro».<br />
Na Asembleia Nacional, discute-se a habitação de Angola e Moçambique.<br />
Faltam 5 dias para a Revolução.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Rui Rio é um democrata</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 14:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Formado no país de Hitler, Rui Rio é um adepto do rigor e da exigência. Tem-no demonstrado ao longo de quase 12 anos de mandato, período durante o qual a cidade do Porto se desenvolveu extraordinariamente e se assumiu como &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/20/rui-rio-e-um-democrata/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Formado no país de Hitler, Rui Rio é um adepto do rigor e da exigência. Tem-no demonstrado ao longo de quase 12 anos de mandato, período durante o qual a cidade do Porto se desenvolveu extraordinariamente e se assumiu como a capital do norte e de todo o noroeste peninsular.<br />
A par deste crescimento exponencial, Rui Rio tem dado provas de ser um democrata emérito, como o atesta o despejo, sem aviso prévio, da Escola da Fontinha. Uma atitude compreensível face ao espírito e à letra da lei. A verdade é que ainda não chegámos à Madeira. Se queriam ocupar um espaço vazio que depois disto vai continuar vazio, os marginais em questão deviam ter cumprido as regras vigentes. É assim a democracia. Da mesma forma que quem diz mal de Rui Rio não tem direito a subsídios, quem dá vida a um espaço morto não tem também direito à existência.<br />
Portanto, repitam comigo: Rui Rio é um democrata de mão cheia. Rui Rio tem virtudes cívicas e éticas que deixam qualquer um assombrado. Rui Rio gosta do 25 de Abril. Rui Rio não tem saudades de Salazar. Rui Rio é um amante da liberdade.<br />
Repitam estas frases muitas vezes e lamentem o facto de hoje não ser dia 1 de Abril. É que seriam mentiras mesmo muito giras.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Em luta pela Escola da Fontinha</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 21:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A zona da Escola da Fontinha, situada paredes-meias com a rua de Santa Catarina, parecia estar a viver um Golpe de Estado. Eram 5 ou carrinhas do Corpo de Intervenção e dezenas de Polícias armados até aos dentes. Os activistas &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/19/em-luta-pela-escola-da-fontinha/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/j2VE-B6llZQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
A zona da Escola da Fontinha, situada paredes-meias com a rua de Santa Catarina, parecia estar a viver um Golpe de Estado. Eram 5 ou carrinhas do Corpo de Intervenção e dezenas de Polícias armados até aos dentes.<br />
Os activistas da Fontinha, como se pode ver pelo pequeno filme que fiz, eram extremamente perigosos&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 18 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 15:44:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[25-de-Abril]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem, dia 17 de Abril de 1974, faltavam 8 dias para a Revolução, o «Jornal de Notícias» dava a conhecer as conversações entre o Vaticano e o Governo a propósito do caso dos Missionários de Nampula. O Ministério do Ultramar &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/18/memorias-de-abril-18-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, dia 17 de Abril de 1974, faltavam 8 dias para a Revolução, o «Jornal de Notícias» dava a conhecer as conversações entre o Vaticano e o Governo a propósito do caso dos Missionários de Nampula. O Ministério do Ultramar publicava uma nota sobre o assunto.<br />
As Juntas Médicas vão passar a funcionar junto dos postos clínicos das Caixas de Previdência.<br />
Américo Tomás vai visitar a «notável» Barragem da Aguieira.<br />
Em França, o radical Schreiber não vai concorrer às eleições. Ainda assim, já são 33 os candidatos.<br />
Hoje, 18 de Abril, fala-se do aumento dos funcionários públicos. Aumento para breve? – uma sugestão renovada na Assembleia Nacional.<br />
Na Rotunda da Boavista, no Porto, vai começar em breve a Feira do Livro. No mesmo dia, um camião espalhou dezenas de pernis de porco em plena Avenida da Boavista.<br />
Nos Estados Unidos, nova derrota de Nixon. Fracassou o apoio a um republicano. William Simon nomeado Secretário do Tesouro. Em França, foram eliminados 19 dos 33 candidatos ao Eliseu. Nova sondagem dá vitória a Giscard d’Estaign.<br />
Faltam 7 dias para a Revolução.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 16 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 23:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 16 de Abril de 1974, a política internacional é o prato forte da capa do «Jornal de Notícias». Em França, Fouchet desistiu a favor de Delmas. Na Nigéria, a tropa ocupou o poder. Um tenente-coronel derrubou o Presidente &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/16/memorias-de-abril-16-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 16 de Abril de 1974, a política internacional é o prato forte da capa do «Jornal de Notícias». Em França, Fouchet desistiu a favor de Delmas. Na Nigéria, a tropa ocupou o poder. Um tenente-coronel derrubou o Presidente da República. Na Síria e no Líbano, continuam os ataques de Israel. O Egipto avisa que não ficará de braços cruzados se esses ataques continuarem.<br />
A Portugal, já chegou o Bispo de Nampula, D. Manuel Vieira Pinto, para discutir a questão dos padres combonianos.<br />
Agora que se aproximam as Feiras do Livro, o que lêem as crianças? Mafalda ou Mickey.<br />
Charles Chaplin, o Charlot, está de parabéns. Faz hoje 85 anos.<br />
Faltam 9 dias para a Revolução.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 15 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 20:27:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[15 de abril de 1974]]></category>
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		<description><![CDATA[A 15 de Abril de 1974, israelitas e sírios batiam-se no monte Hermon: dezenas de homens foram mortos na disputa de um «pico nevado». Entretanto, a nível nacional, surgem preocupações quanto à praia Figueira da Foz: é possível conciliar petróleo &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/15/memorias-de-abril-15-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-xUZp_aSvt1o/TeaXhw5ylfI/AAAAAAAAAl8/toe4wX49DIU/s1600/salmo133_19.jpg" class="alignnone" width="222" height="289" /><br />
A 15 de Abril de 1974, israelitas e sírios batiam-se no monte Hermon: dezenas de homens foram mortos na disputa de um «pico nevado».<br />
Entretanto, a nível nacional, surgem preocupações quanto à praia Figueira da Foz: é possível conciliar petróleo com turismo. O turismo ainda lá anda, o petróleo é que não.<br />
A Direita francesa tenta ainda a unidade em torno de Messner. Miterrand esclarece que não é antiamericano.<br />
Faltam 10 dias para a Revolução.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 14 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 15:32:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[14 de abril de 1974]]></category>
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		<description><![CDATA[O «Jornal de Notícias» de 14 de Abril de 1974 noticia a «rajada de internacionalização» no Aeroporto de Pedras Rubras. Em 1975, prevê-se que mais de um milhão de passageiros utilize a infra-estrutura. É Domingo de Páscoa e o «JN» &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/14/memorias-de-abril-14-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www.primeiramao.pt/wordpress/wp-content/uploads/2011/03/ANT%C3%93NIO-FERREIRA-GOMES.jpg" class="alignnone" width="427" height="535" /><br />
O «Jornal de Notícias» de 14 de Abril de 1974 noticia a «rajada de internacionalização» no Aeroporto de Pedras Rubras.  Em 1975, prevê-se que mais de um milhão de passageiros  utilize a infra-estrutura.<br />
É Domingo de Páscoa e o «JN» publica a mensagem pascal do Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes. Ainda uma nota sobre o Compasso, uma «tradição perdida».<br />
amanhã, aumenta o preço das comunicações telefónicas.<br />
No noticiário internacional, Miterrand é o favorito depois da primeira sondagem realizada em França; e Israel vinga-se no Líbano, matando 2 mulheres e dinamitando 24 casas.<br />
Faltam 11 dias para a Revolução.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Nos 103 anos do nascimento de Soeiro Pereira Gomes</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 14:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Completam-se amanhã 103 anos sobre o nascimento de Soeiro Pereira Gomes. O texto que segue, publicado na obra «Vila Franca de Xira: O Homem e a Lezíria», é a minha pobre homenagem. &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;- Joaquim Soeiro Pereira Gomes é uma das &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/13/nos-103-anos-do-nascimento-de-soeiro-pereira-gomes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.livroseleituras.com/web/images/stories/soeiro_pereira_gomes_ampl.jpg" alt="" width="193" height="260" /><br />
Completam-se amanhã 103 anos sobre o nascimento de Soeiro Pereira Gomes. O texto que segue, publicado na obra «Vila Franca de Xira: O Homem e a Lezíria», é a minha pobre homenagem.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<br />
Joaquim Soeiro Pereira Gomes é uma das figuras maiores de Vila Franca de Xira. Mesmo não tendo nascido no concelho, a população, sobretudo a de Alhandra, vê-o como um dos seus.<br />
Soeiro Pereira Gomes nasceu em Gestaçô, Baião, em 14 de Abril de 1909, no seio de uma família de pequenos agricultores. Fez os primeiros estudos na terra-natal e seguiu para Coimbra, onde tirou o curso de Regente Agrícola.<br />
Em 1930 e 1931, trabalhou em Angola ao serviço da Companhia de Catumbela, mas regressou devido às más condições de trabalho e ao clima demasiado rigoroso. Apesar de curta, esta experiência em África deu-lhe uma consciência diferente dos valores do humanismo e da liberdade, devido à opressão colonial que ali sentiu bem de perto.<br />
Instalou-se então em Alhandra e começou a trabalhar como chefe de escritório na fábrica «Cimento Tejo», que pertencia ao Grupo Sommer Champalimaud. <span id="more-81165"></span><br />
A sua intervenção política iniciou-se nos finais dos anos 30, no momento em que aderiu ao Partido Comunista. Pouco tempo depois, integrava já o Comité Central de Alhandra e participava activamente na acção cultural e política que o Partido desenvolvia em todo o Baixo Ribatejo.<br />
Algumas das iniciativas que protagonizou foram extremamente importantes para o desenvolvimento da freguesia de Alhandra. Organizou cursos de ginástica para os operários da fábrica onde trabalhava, ajudou a criar bibliotecas populares nas sociedades recreativas e impulsionou a construção de uma piscina, a «charca», que servisse toda a população.<br />
Era uma altura em que, em Alhandra, os assalariados da indústria e da agricultura lutavam, em conjunto, por melhores condições de vida.<br />
Ao mesmo tempo, começa a dedicar-se à literatura e ao movimento neo-realista, que então dava os primeiros passos. Escreve para o «Sol Nascente» e para «O Diabo» e recebe em sua casa figuras como Sidónio Muralha, Alexandre Cabral e Alves Redol. Com este último e ainda com Dias Lourenço, promoveu e animou inúmeras excursões de fragata no rio Tejo, os tais «passeios culturais» a que anteriormente aludimos. Mais do que a confraternização, o objectivo era o trabalho político e a conspiração contra o regime.<br />
<img class="alignnone" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2009/04/acunhal.jpg?w=234&amp;h=179" alt="" width="234" height="167" /><br />
Entre 1940 e 1942, Soeiro Pereira Gomes participou na reorganização interna do Partido Comunista e ingressou no Comité Central do Ribatejo. No seguimento da acção cívica que desde cedo empreendera, empenhou-se activamente no resgate de muitas famílias afectadas pelo grande ciclone de 1941. Tripulando uma frágil barca no Tejo, com três outros trabalhadores de Alhandra, salvou mais de vinte assalariados que se refugiavam da intempérie numa pequena ilhota em frente à cimenteira, o Mouchão de Alhandra.<br />
Foi nesse mesmo ano que publicou «Esteiros», uma obra editada pela Sirius e ilustrada por Álvaro Cunhal. Dedicou-a aos adultos que nunca foram meninos. Crianças que foram obrigadas a trabalhar quando deviam estar a estudar, crianças tão aventureiras quanto miseráveis. Não escondendo demasiadamente os seus sentimentos, o autor indigna-se pela exploração infantil de que são vítimas essas crianças e transmite a sua ternura por elas.<br />
Soeiro Pereira Gomes conhecia bem a realidade de que falava em «Esteiros». Personagens como as do João Gaitinhas, do Maquineta, do Malesso, do Cocas, do Sagui ou do Gineto eram, afinal, bem reais. Representavam as vítimas das injustiças sociais, da exploração dos fracos pelos fortes, do monopólio crescente da grande fábrica perante as pequenas e médias empresas.<br />
<img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/-Y_QSOPUHZAk/Tjqe5x6MmlI/AAAAAAAAMbY/RNGrK0wjlOM/s1600/engrenagem+OUT.jpg" alt="" width="216" height="268" /><br />
Três anos depois, em 1944, começa a escrever «Engrenagem», mas não chega a concluir o livro. A realidade que apresenta nesse romance não difere muito da dos «Esteiros». Retrata as relações económicas e humanas numa grande fábrica de ferro e aço de uma vila ribatejana, que podia muito bem ser a fábrica de cimentos de Alhandra. Os diálogos, a acção, as condições de trabalho – tudo se assemelha a um quotidiano que o autor conhecia perfeitamente.<br />
Os «Contos Vermelhos», que foram escritos na clandestinidade, narram a vida dos resistentes comunistas que, como ele próprio, andavam fugidos à PIDE. Cada um deles é um homem comum – com medo de tudo, mas também com esperança num futuro melhor e com força para o procurar.<br />
Em «Refúgio Perdido», um homem perseguido é obrigado a dormir ao relento depois de perder o local onde se refugiava. Em «O Pio dos Mochos», um «bufo» recebe uma segunda oportunidade para regressar à luta política contra o regime. Em «Mais um Herói», tudo gira à volta da capacidade de resistência dos presos perante os horrores da tortura e dos interrogatórios.<br />
A sua intervenção política, por alturas da publicação de «Esteiros» e da redacção de «Engrenagem», era cada vez mais intensa. Numa altura em que decorria a II Guerra Mundial e o mundo tomava conhecimento da barbárie nazi, Soeiro Pereira Gomes abria as janelas da sua casa para que todos pudessem ouvir as novidades da Guerra através da BBC, que estava proibida em todo o país.<br />
Quando participou nas greves de 8 e 9 de Maio de 1944, como membro do Comité Regional da Greve do Baixo Ribatejo, chamou a atenção da PIDE para as suas movimentações políticas. Quando a Polícia Política se preparava para prendê-lo, conseguiu escapar e acabou por entrar na clandestinidade no dia 11 de Maio daquele ano. Na altura, foi uma vizinha que o avisou de que a chegada da PIDE estava eminente. Só teve tempo de fugir, dentro do seu automóvel, a caminho da clandestinidade.<br />
Mesmo fugido, Soeiro Pereira Gomes não abrandou a sua acção política. Assumiu o comando da Direcção-Regional do Alto Ribatejo, contribuindo para o alargamento da base de apoio do Partido, e foi eleito membro do Comité Central.<br />
Em 1946, elaborou um «esboço sobre a maneira como utilizar as praças de jornas ou praças de trabalho no Movimento de Unidade Camponesa para o derrubamento do fascismo». Esse trabalho foi publicado pela primeira vez no jornal «Ribatejo», periódico clandestino por ele impulsionado. O objectivo do seu escrito era criar «Comissões de Praça», que discutissem com os patrões o valor a pagar por cada jorna.<br />
Torna-se membro da Comissão Executiva do MUNAF – Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista, acompanha as actividades do MUD – Movimento de Unidade Democrática, serve de elemento de ligação entre o Partido e o Conselho Nacional de Unidade Anti-Fascista e participa na primeira fase da campanha presidencial de Norton de Matos.<br />
No entanto, nesta altura, já se encontrava gravemente doente e impedido, por razões óbvias, de ser devidamente tratado. Chegou a estar previsto a sua deslocação a Inglaterra, mas os perigos que encerrava uma viagem clandestina com várias escalas levaram o cancelamento da operação. Tinha apenas 40 anos quando morreu, no dia 5 de Dezembro de 1949.<br />
No largo fronteiro à Sociedade Euterpe Alhandrense, a mais antiga colectividade do concelho (1862), encontra-se o monumento de homenagem a Soeiro Pereira Gomes. Foram seus autores os escultores João Duarte e João Afra, após concurso público em 1981.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 12 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 13:49:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 1974, o dia 12 de Abril calhou numa Sexta-Feira Santa. Os espanhóis invadem Portugal em busca de um fim-de-semana mais alargado. Alguns padres combonianos foram ontem expulsos de Moçambique. Não se sabe para onde vão. A União dos Sindicatos &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/12/memorias-de-abril-12-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://2.bp.blogspot.com/_yvUOVZyMZfk/TBQw3V1WH3I/AAAAAAAAAv0/niqT1GcV2_Q/s1600/Baltasar+Rebelo+de+Sousa.jpg" alt="" width="530" height="795" /></p>
<p>Em 1974, o dia 12 de Abril calhou numa Sexta-Feira Santa. Os espanhóis invadem Portugal em busca de um fim-de-semana mais alargado.<br />
Alguns padres combonianos foram ontem expulsos de Moçambique. Não se sabe para onde vão.<br />
A União dos Sindicatos Ferroviários, lê-se em todos os matutinos de Lisboa e Porto, deslocou-se ontem ao gabinete do ministro do Ultramar, Baltazar Rebelo de Sousa, para lhe manifestar o seu reconhecimento pelos benefícios resultantes de alterações ao acordo colectivo de trabalho (ACT) introduzidas por este ministro quando era titular das Corporações e Segurança Social. O líder da União, Olímpio da Conceição Pereira, não se queda, porém, pelos agradecimentos sindicais. Aproveita para deixar dito que o Governo “pode contar sempre com os dirigentes corporativos dos verdadeiros ferroviários” na sua política ultramarina.<br />
O sindicalismo, realmente, não era o que é hoje. Quer dizer, a UGT é a reencarnação exacta do velho sindicalismo do Estado Novo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 11 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 18:09:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após o susto inicial, o navio Niassa lá partiu. Desta vez, não há qualquer referência aos feridos provocados pelo rebentamento da bomba. No próximo dia 22, a Bolsa do Porto começará a funcionar, terminando assim a «Bolsa de Sampaio Bruno», &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/11/memorias-de-abril-11-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.prof2000.pt/users/secjeste/arkidigi/Niassa/Niassa001.jpg" alt="" width="486" height="284" /><br />
Após o susto inicial, o navio Niassa lá partiu. Desta vez, não há qualquer referência aos feridos provocados pelo rebentamento da bomba.<br />
No próximo dia 22, a Bolsa do Porto começará a funcionar, terminando assim a «Bolsa de Sampaio Bruno», que há vários meses funcionava na cidade ao ar livre.<br />
Em Ribeira de Pena, um homem construiu sozinho uma estrada.<br />
Faltam 14 dias para a Revolução.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 9 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 17:57:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diz o «Jornal de Notícias» de 9 de Abril de 1974 que já são 17 os candidatos ao Palácio do Eliseu. A Esquerda unida apoia François Miterrand. Ao que parece, Giscard d’Estaign também vai concorrer. Entretanto, em Inglaterra, o primeiro-ministro &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/09/memorias-de-abril-9-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_80904" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-80904" title="Harold-Wilson-006" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/04/Harold-Wilson-006-300x180.jpg" alt="" width="300" height="180" /><p class="wp-caption-text">Harold Wilson</p></div>
<p>Diz o «Jornal de Notícias» de 9 de Abril de 1974 que já são 17 os candidatos ao Palácio do Eliseu. A Esquerda unida apoia François Miterrand. Ao que parece, Giscard d’Estaign também vai concorrer.<br />
Entretanto, em Inglaterra, o primeiro-ministro Harold Wilson deu explicações na Câmara dos Comuns. «Negada qualquer ligação com negócios obscuros». Heat &amp; Cª. ouviram e calaram.<br />
Iniciou-se finalmente a construção da nova ponte de Vila do Conde.<br />
No Porto, foi realizada uma sessão de Satsang (uma palavra Hindu que significa associação com o Sábio ou mais popularmente, encontro com a Verdade).<br />
Faltam 16 dias para a Revolução.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 8 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 17:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O «Jornal de Notícias» de 8 de Abril de 1974 refere a presença no norte do Secretário de Estado da Agricultura, Mendes Ferrão. O Palácio do Leite irá estar a produzir em pleno dentro de um mês. Todos os dias &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/08/memorias-de-abril-8-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://actd.iict.pt/eserv/actd:AHUD19644/web_n20748.jpg" alt="" width="144" height="189" /><br />
O «Jornal de Notícias» de 8 de Abril de 1974 refere a presença no norte do Secretário de Estado da Agricultura, Mendes Ferrão. O Palácio do Leite irá estar a produzir em pleno dentro de um mês. Todos os dias se consomem no distrito do Porto 130 mil litros de leite.<br />
No Cais do Cavaco, um carro embateu contra uma coluna. Resultado da tragédia: dois mortos.<br />
No desporto, Famalicão e Avintes agigantam-se na Taça de Portugal.<br />
Na Praça de Touros de Vila Franca de Xira, o toureiro espanhol Jose Fuentes foi colhido por um touro e encontra-se em estado grave. Azar. Não fosse torturar animais para a arena.<br />
Faltam 17 dias para a Revolução.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memórias de Abril: 7 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2012 17:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A 7 de Abril de 1974, diz o «Jornal de Notícias», decorrem em Paris as últimas homenagens a Georges Pompidou. À margem das cerimónias fúnebres, chefes de Estado de todo o mundo encontram-se para conversações informais. A grande entrevista do &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/07/memorias-de-abril-7-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://farm4.staticflickr.com/3544/3632887590_496308941e.jpg" class="alignnone" width="480" height="360" /><br />
A 7 de Abril de 1974, diz o «Jornal de Notícias», decorrem em Paris as últimas homenagens a Georges Pompidou. À margem das cerimónias fúnebres, chefes de Estado de todo o mundo encontram-se para conversações informais.<br />
A grande entrevista do dia é com Sarmento de Beires, que explica «como voei até Macau». Sarmento de Beires foi o primeiro piloto a efectuar uma missão de voo nocturno em Portugal em 22 de Janeiro de 1920. Em 1924, realiza com Brito Pais e Manuel Gouveia um voo até Macau.<br />
No Porto, as crianças das escolas foram ao teatro e tiveram a surpresa de ver Cubillas, o jogador do F. C. do Porto. Na Taça de Portugal, o Tomba-Gigantes foi o Salgueiros, que eliminou a Académica.<br />
No Festival da Eurovisão, o resultado do costume. Paulo de Carvalho terminou em último com 3 pontos, sendo que 2 deles foram atribuídos pela Espanha. A grande vencedora da noite foi a Suécia, com a canção «Waterloo». Os intérpretes? Um grupo que iria dar muito que falar nos anos seguites: os ABBA.<br />
Faltam 18 dias para a Revolução.<br />
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		<title>Memórias de Abril: 6 de Abril de 1974</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 16:56:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estamos em Abril e, como sempre faço todos os anos, quero assinalar diariamente uma das datas mais importantes das nossas vidas, mesmo que a minha tivesse começado apenas 3 anos antes. Não vivi o 25 de Abril e não conheci &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/06/memorias-de-abril-6-de-abril-de-1974/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2012/04/salgueiromaiaay21.jpg?w=640" class="alignnone" width="170" height="240" /><br />
Estamos em Abril e, como sempre faço todos os anos, quero assinalar diariamente uma das datas mais importantes das nossas vidas, mesmo que a minha tivesse começado apenas 3 anos antes. Não vivi o 25 de Abril e não conheci Salgueiro Maia, que é provavelmente a pessoa que guia de forma mais marcante a minha existência. O meu farol, a minha linha de rumo. Não o conheci – é algo de irrecuperável no meu percurso de vida.<br />
Foi há 38 anos. O dia-a-dia corria calmo no Portugal bafiento de fim de regime. Aquele 6 de Abril de 1974, dizia o «Jornal de Notícias», era o grande dia do ano. Logo à noite, em Brighton, realiza-se o Eurofestival da Canção, um dos maiores acontecimentos do ano. E lá está Paulo de Carvalho, com o seu «E Depois do Adeus», com música de José Calvário e letra de José Nisa, a representar Portugal.<br />
Como sempre, a imprensa dá a nossa canção como uma das favoritas. Como sempre, diz-se que foi a mais aplaudida dos ensaios. Como sempre, e desculpem-me o tom pessoal, a minha mãe fez um bolo para passarmos o serão.<br />
Como sempre, a desilusão seria tão grande quanto a esperança. Não faz mal. «E Depois do Adeus», no 25 de Abril, desempenharia um papel muito mais importante.<br />
Faltam 19 dias para a Revolução.<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Engj_bWvJIc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]></content:encoded>
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		<title>Unidade na acção? Qual unidade?</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 19:59:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[CGTP]]></category>
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		<description><![CDATA[Acabo de ver na SIC-Notícias o nosso Renato a falar da carga policial despropositada, mas cada vez mais habitual, e da altercação com elementos da CGTP, que impediram a passagem de faixas do Movimento Sem-Emprego. Se em relação à Polícia &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/03/22/unidade-na-accao-qual-unidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ver na SIC-Notícias o nosso Renato a falar da carga policial despropositada, mas cada vez mais habitual, e da altercação com elementos da CGTP, que impediram a passagem de faixas do Movimento Sem-Emprego.<br />
Se em relação à Polícia estamos falados &#8211; decerto os meus colegas se dedicarão ao assunto porque viveram «in loco» os acontecimentos &#8211; a questão da CGTP é mais grave. De que serve falar de unidade se, no momento decisivo, a Central Sindical trata os movimentos não-sindicais como se fossem inimigos e como se não andassem todos na mesma luta.<br />
É que a luta é a mesma e, quando vêm com estas tretas, lembro-me logo da manifestação dos 100 mil professores e de que como os sindicatos tiveram de ir atrás dos movimentos cívicos que foram sendo criados. Já para não falar da traição perpetrada no final desse processo com a assinatura de um vergonhoso Memorando de Entendimento cozinhado nos dias anteriores entre o ministro Vieira da Silva e o secretário-geral da CGTP Carvalho da Silva.<br />
«Unidade na acção» é um «slogan» muito bonito, mas convinha que fosse posto em prática de vez em quando.</p>
<p>Nota: <a href="http://forteapache.blogs.sapo.pt/375886.html" target="_blank">Fernando Moreira de Sá</a>, a luta faz-se em diversas frentes e, se os elementos do 5 Dias estão todos nos piquetes, é porque neste momento são mais necessários lá. Não te preocupes, estou cá eu para salvar a «honra do convento».</p>]]></content:encoded>
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		<title>Greve Geral: Uma questão de coerência</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 11:28:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[22 de Março]]></category>
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		<description><![CDATA[Sou uma pessoa extremamente incoerente na minha vida privada. E mesmo quem não me conhece poderá perceber isso através de alguns dos meus textos, sobretudo os mais antigos. Um tipo entretém-se durante anos a acusar este e aquele de incoerência &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/03/22/greve-geral-uma-questao-de-coerencia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou uma pessoa extremamente incoerente na minha vida privada. E mesmo quem não me conhece poderá perceber isso através de alguns dos meus textos, sobretudo os mais antigos. Um tipo entretém-se durante anos a acusar este e aquele de incoerência e, quando vai a ver, a maior das incoerências está dentro de si. Não me orgulho disso e tento contrariar esse enorme defeito, mas nem sempre é fácil.<br />
Mesmo não concordando com o «timing», hoje fiz Greve. E era fácil não fazer. Por causa das reuniões de avaliação, onde todos os professores têm de estar presentes, a minha escola antecipou ou adiou todo o serviço marcado para hoje. Ou seja, não tinha serviço e não precisava sequer de sair de casa. Mas porque em relação às minhas opções ideológicas não costumo ser tão incoerente como no resto, decidi fazer Greve. Decidi ser coerente.<br />
Sou um herói por causa disso? Claro que não. Herói é o <a href="http://5dias.net/2012/03/19/no-dia-22-faco-greve/" target="_blank">Carlos Guedes</a>, que trabalha há um mês numa empresa e não hesita um segundo na hora de fazer Greve. Heróis são os milhares e milhares de precários que estão na mesma situação.<br />
Se me perguntarem se vair sair alguma coisa de útil desta luta, eu direi que suponho que não. Mas sem lutar é que não se consegue nada certamente. Foi assim no passado e terá de continuar a ser assim no futuro. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Do PCP, separa-me um oceano</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 21:16:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mas como do Bloco de Esquerda separam-me 2, e dos restantes Partidos um Universo inteiro, é no PCP que vou continuar a votar. Por isso, se já tive ocasião de criticar por mais de uma vez posições internas e externas do &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/03/08/do-pcp-separa-me-um-oceano/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas como do Bloco de Esquerda separam-me 2, e dos restantes Partidos um Universo inteiro, é no PCP que vou continuar a votar.<br />
Por isso, se já tive ocasião de criticar por mais de uma vez posições <a href="http://5dias.net/2012/02/25/um-partido-conservador-e-reaccionario/" target="_blank">internas</a> <a href="http://5dias.net/2012/02/04/a-matanca-na-siria-continua/" target="_blank">e</a> <a href="http://5dias.net/2011/12/21/ainda-a-coreia-do-norte/" target="_blank">externas</a> do Partido em que voto, era o que faltava, <a href="http://5dias.net/2012/03/07/o-renato-teixeira-e-as-culpas-do-bloco-de-esquerda-nas-presidenciais-ou-eis-o-motivo-pelo-qual-eu-nao-escrevo-nada-quando-nada-tenho-para-dizer-e-por-isso-se-passa-tanto-tempo-sem-que-aqui-escreva-o/" target="_blank">Carlos Guedes</a>, que não pudesse criticar o Bloco de Esquerda.<br />
Disse. </p>]]></content:encoded>
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		<title>O Bloco de Esquerda e as Presidenciais</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 14:16:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  É isso, Renato. Espero que o Bloco de Esquerda não mantenha a tradição de apoiar o candidato presidencial do Partido que está no Governo&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-79310" title="alegre" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/03/alegre-300x142.jpg" alt="" width="300" height="142" /> <img class="alignnone" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/03/Louçã-e-Marcelo-520x411.jpg" alt="" width="191" height="141" /></p>
<p>É isso, <a href="http://5dias.net/2012/03/06/louca-usa-marcelo-para-promover-o-seu-livro-ou-marcelo-usa-louca-para-a-pre-campanha-das-presidenciais/" target="_blank">Renato</a>. Espero que o Bloco de Esquerda não mantenha a tradição de apoiar o candidato presidencial do Partido que está no Governo&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>A TSF e as rádios livres a que Cavaco chamou de piratas</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 11:09:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[via Viceland Só consegui ouvir, no carro, os primeiros 2 minutos da entrevista de Cavaco Silva à TSF. Foi suficiente, ainda assim, para começar a bolsar copiosamente &#8211; ainda mais do que um grande amigo quando leu ontem a entrevista &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/29/a-tsf-e-as-radios-livres-a-que-cavaco-chamou-de-piratas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.viceland.com/blogs/pt/files/2012/02/08_radio-caos2.jpg" alt="" width="466" height="539" /><br />
via <a href="http://www.viceland.com/pt/" target="_blank">Viceland</a></p>
<p>Só consegui ouvir, no carro, os primeiros 2 minutos da entrevista de Cavaco Silva à TSF. Foi suficiente, ainda assim, para começar a bolsar copiosamente &#8211; ainda mais do que um grande amigo quando leu ontem <a href="http://www.ionline.pt/portugal/elisio-summavielle-possivel-fazer-omoletes-pouquissimos-ovos-sem-passivos-medonhos" target="_blank">a entrevista de Elísio Summavielle </a>ao I.<br />
Diz o Presidente da República que, outrora, quando desempenhava as funções de Primeiro-Ministro, liberalizou a rádio e foi assim que nasceu a TSF.<br />
Ora, se a memória não me atraiçoa, o que fez o Governo em 1988 foi exactamente o contrário. Acabou com centenas e centenas de emissoras livres, onde se fazia rádio a sério, e chamou-lhes piratas, acabando assim com um dos momentos mais belos da comunicação social portuguesa no pós-25 de Abril.<br />
Ao invés, através de critérios pouco transparentes, criou um feudo para meia dúzia de rádios ditas locais. Entre elas, a TSF. Que, como se sabe, é uma emissora eminentemente local&#8230;<br />
Foi isto que aconteceu com a dita «liberalização» da rádio. Todos sabemos que a memória de Cavaco já não é o que era, mas há limites para tudo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Um Partido conservador e reaccionário</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Feb 2012 14:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nunca pensei que, ao nível dos costumes, o PCP fosse um Partido tão conservador e reaccionário. Como o lamento&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca pensei que, ao nível dos costumes, <a href="http://aventar.eu/2012/02/25/partido-comunista-conservador-e-reaccionario/http://aventar.eu/2012/02/25/partido-comunista-conservador-e-reaccionario/">o PCP fosse um Partido tão conservador e reaccionário</a>. Como o lamento&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>José Afonso: A busca da utopia</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 15:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A 28 de Fevereiro de 1987, 5 dias depois da morte de José Afonso, José A. Salvador publica uma longa biografia do cantor no «Expresso», onde constam também algumas das entrevistas que o Zeca foi dando ao longo dos anos. &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/24/jose-afonso-a-busca-da-utopia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A 28 de Fevereiro de 1987, 5 dias depois da morte de José Afonso, José A. Salvador publica uma longa biografia do cantor no «Expresso», onde constam também algumas das entrevistas que o Zeca foi dando ao longo dos anos. Aqui fica:</p>
<p>«Mandei-lhes um telegrama. Podes pôr isso lá no jornal?»<br />
Olhei José Afonso ainda surpreso pelas suas palavras ciciadas quando o visitei em finais de Junho de 1986. A doença avançava a olhos vistos e fitei-o de novo sem perceber totalmente o alcance da sua pergunta.<br />
Instantes depois tudo se esclarecia: o cantor desejava publicitar que enviara ao Presidente da Guiné-Bissau Nino Vieira um telegrama de apoio para que não fossem fuzilados os seis condenados à morte envolvidos no caso Paulo Correia. Ao tomar esta atitude, José Afonso invocou razões de humanidade e as tradições humanísticas do PAIGC fundado por Amilcar Cabral.<br />
Mesmo aqui, na aparente dissonância em relação ao Partido no poder em Bissau, José Afonso não questionava o processo político guineense nem o apoio que mantinha em relação a todos os movimentos de libertação africanos das ex-colónias portuguesas.<br />
De resto, a realidade colonial que conheceu de perto, sobretudo em Moçambique, foi marcante na sua formação política e até na sua música.<br />
Sempre de costas para o poder, apenas se lhe reconhecem dois períodos, ou situações, em que lhe concedeu o seu apoio: no período de 25 de Abril a 25 de Novembro, colaborando activamente com as iniciativas da 5ª Divisão e do MFA em relação aos regimes de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e S. Tomé. Esta postura perante os vários e sucessivos poderes, aqui e além fronteiras, é um dos aspectos mais salientes da sua obra.<br />
Curiosamente, apenas uma vez José Afonso concede comparecer a um jantar de Estado, no Palácio da Ajuda: aquando da visita de Samora Machel a Portugal, com quem na ocasião estabelece uma breve conversa.<br />
Era um homem em desobediência civil permanente assumindo-a no sarcasmo e na ironia com que encarava o pomposo da realidade, da vida, da morte ou do Estado.<span id="more-78696"></span><br />
E todo este olhar perante o mundo se desdobra em sucessivas canções desde a época coimbrã ao período pós-25 de Abril, abrindo perspectivas inovadoras na música popular portuguesa e acabando por constituir um ponto de referência política e ética para várias gerações.<br />
Exigente em tudo o que fazia, excessivo no juizo crítico e na vigilância que impunha a si próprio, José Afonso sempre se escusou a admitir ser um mito. Em todo o caso, para além da sua vontade, ele é hoje, mais do que nunca, um mito do imaginário referencial, quer dos seus admiradores quer de quantos dele divergiam.<br />
«Eu um mito?» – interroga-se um dia. «Só sinto que sou mito quando me falam disso. O facto é que em muitos ambientes fui bem estimado e em outros hostilizado de modo grosseiro».<br />
Envolvido na timidez dos seus gestos e na sobriedade das suas atitudes, o autor de «Menino do Bairro Negro» tem uma infância repartida por Aveiro, onde nasceu em 1929, Angola, Moçambique, onde o pai desempenhou sucessivamente funções de Procurador da República e de Juiz.<br />
A experiência africana infantil permanece-lhe na memória assim como a imagem do pai, de quem fica afastado largos anos, quando este parte para Timor durante a II Guerra e para Moçambique mais tarde.<br />
Todo o espaço de liberdade e subversão transmitido pela realidade física africana transparece na sua obra e nas suas obsessões, assim como muitas das suas referências surrealizantes expressas nas suas canções.<br />
Do pai herda o rigor ético e a pesquisa da informação cultural que passa pelos clássicos portugueses (ao fim da tarde, ele reunia os filhos – João e Zeca e Mariazinha – e lia-lhes poemas de Camões…) e por escritores como Proust e Romain Rolland. Mas para além disso, José Nepomuceno transmite ao filho José Afonso o grande prazer de conversar. «Meu pai queria que eu fosse doutor e não cantador. No final da sua vida já aceitava, quando soube que eram canções contra o regime. Mas o pai de José Afonso morreria sem nunca o ter ouvido cantar.<br />
No quotidiano, do autor da «Canção do Medo» entravam inúmeras histórias, recordações e vivências que contava aos amigos durante largas conversas.<br />
Conversador, contador de histórias, José Afonso não esqueceu os tempos passados em Belmonte, onde um tio lhe vestiu a farda da Mocidade Portuguesa sem lhe esconder as suas tendências salazaristas e pró-hitlerianas.<br />
Quando José Afonso começa a cantar, em Coimbra, por volta do 6.º ano do liceu, está próximo o seu casamento com Amália, de quem vem a ter os seus dois primeiros filhos. O casal encontra dificuldades de ordem diversa e pela primeira vez o cantor experimenta na carne as agruras da vida. Matrimónio desfeito, dificuldades económicas, remete os filhos para Moçambique, onde são recebidos em casa dos pais. Sua irmã Mariazinha, a quem o liga um afecto particular, desempenha um papel particular nesta conjuntura.<br />
Em Coimbra, José Afonso passa pelas Repúblicas, onde conhece a solidariedade e a boémia académica. Tem os primeiros contactos com clubes recreativos e joga futebol («Entreguei-me totalmente à mística da chamada Briosa»), acompanhando a Académica um pouco por toda a parte.<br />
E canta, em serenatas, «em festarolas de aldeia, outras vezes em casa… Era um sujeito qualquer que queria convidar uns tantos estudantes de Coimbra, enchia-nos a barriga de vinho, e a malta cantava…». Nos finais dos anos 40, quando Carmona passa de comboio por Coimbra em campanha contra Norton de Matos, Zeca, de emoção, cchora que «nem um vitelo» ao ver o antigo chefe de Estado. É o tempo das boleias, da capa e batina («Porque um tipo de capa e batina era rei nas estradas») que lhe permite os primeiros contactos com os meios miseráveis do Porto, no Bairro do Barredo, que motivará a canção «Menino do Bairro Negro».<br />
Sem uma postura ainda politizada, José Afonso é sensível aos dramas sociais que as suas viagens lhe desvendam.<br />
Só em 58/59 com o surgimento de Humberto Delgado e a crise académica de 1962 – já José Afonsoi dava aulas e conhecera Zélia – se processa uma viragem na sua evolução político-cultural. O alvoroço político provocado tanto pelo general Humberto Delgado como pelo movimento estudantil de 62 reflectem-se na própria obra de José Afonso. É de 1958 a publicação do seu primneiro disco – «Baladas de Coimbra», com «Menino d’Oiro», «No largo do Breu», «Tenho barcos, tenho remos» e «Senhor Poeta», canções que se desviam da tradição coimbrã pura, tanto nas temáticas como na interpretação. Zeca é apenas acompanhado à viola por Rui Pato. Como tantas vezes sucederá ao longo da sua vida, apenas suportado por cordas de viola. Não havia as guitarras de Coimbra que Adriano Correia de Oliveira, por exemplo, nunca abandonaria.<br />
Os discos posteriores aprofundam esta experiência. Continua Rui Pato, a acompanhá-lo sozinho, e os poemas são mais empenhados do ponto de vista social: «Menino do Bairro Negro» e depois «Vampiros», uma balada emblemática das suas posições antifascistas.<br />
Evidentemente que nesta época José Afonso não abandonou o lirismo de Coimbra – que de resto o acompanha um pouco por toda a vida, assim como o fado de Coimbra, como se verifica em 1980 quando publica o seu album «Fados de Coimbra», dedicados à memória do seu pai e de Edmundo Bettencourt (um dos seus poetas preferidos). Mas a componente social continua a marcar preferencialmente a sua obra.<br />
As dificuldades económicas que atravessou em Coimbra obrigaram-no a abandonar os estudos e a daegrinação docente iniciada em Mangualde acaba por conduzi-lo até ao Algarve, onde convive com Luiza Neto Jorge, António Ramos e Zélia, com quem – «um pouco ao jeito siciliano» – acaba por casar contra a vontade da família da noiva.<br />
A companhia da Zélia é determinante na evolução do poeta. Abrindo-lhe espaço para os seus devaneios criativos, escutando-lhe os rumores e os humores, envolvendo-o numa serena e profunda ternura, Zélia seguiu-lhe o percurso e apoiou-o onde a sua acção foi indispensável. Seria ela a sugerir-lhe o regresso a Moçambique para assim poder acompanhar os filhos do primeiro casamento. E em 1964 José Afonso está de novo no então Lourenço Marques onde uma vez mais sente o peso da exploração colonial.<br />
De Lourenço Marques salta para a Beira. Aí assiste revoltado às festividades dos colonos portugueses que apoiam a independência unilateral da Rodésia de Jan Smith. Apesar da presença do irmão João Afonso e dos amigos do cineclube local que chegam a encenar Brecht com músicas suas, José Afonso não resiste e volta a Lisboa em 1967 na disposição, como revelou a Adelino Gomes, à chegada, de ser apenas e exclusivamente professor.<br />
Instalado em Setúbal, os seus desígnios não serão satisfeitosw e a expulsão do ensino oficial por motivos políticos impele-o para as cantigas. O destino era-lhe um tanto traçado pelas perseguições da Polícia Política. E abre-se um novo ciclo, marcado pelo aparecimento em 1968 do album «Cantares do Andarilho».<br />
Até ao 25 de Abril, assistimos a um dos períodos mais fecundos e brilhantes da sua actividade artística que se confundia (ou fundia) com uma intensa actividade de agitação política clandestina, sobretudo os núcleos da LUAR e do PCP da Margem Sul.<br />
Preso diversas vezes pela PIDE («como sabes eu estou preso mas também não sou um homem mau. Viste como foi. Não sejas rabugenta e ajuda o Pedro», escreve ele de Caxias à sua filha Joana em 1973), desenvolve uma dupla acção de agitação cultural e política que o leva a colectividades, clubes recreativos, associações culturais e sindicatos colaborando activamente no movimento constitutivo da Intersindical.<br />
É neste período contactado da margem sul para aderir ao PCP mas recusa, invocando a sua condição de classe. «Respondi que não poderia ser elemento do PCP por várias razões, uma das quais era a minha origem de classe pequeno-burguesa. A única coisa que sabia de certeza eram as minhas limitações e não me arriscava a fraquejar. Se um dia fosse preso e denunciasse camaradas isso constituiria para mim uma experiência da qual nunca me sairia bem. Nunca perdoaria a mim próprio um momento de fraqueza desses. No fundo, gostava também de me movimentar numa certa margem de invenção. E pressentia que existiam outras forças embora o PCP fosse hegemónico naquela zona».<br />
A escusa de José Afonso consagrava, afinal, a sua rebeldia permanente, o seu imaginário sem rédeas e possivelmente incompatível com qualquer disciplina partidária. E sugeria algo que sempre o perseguiu e de que sempre procurou libertar-se: o medo, embora a sua vida e prática social ilustrem a coragem da sua postura. Mas o facto de não aderir ao PC não impediu que as forças maoístas de vários quadrantes o classificassem depreciativamente, de, antes do 25 de Abril, «Amália do PC».<br />
Mas também não o impediu de colaborar, antes e depois do 25 de Abril, com o seu PCP. O seu não alinhamento organizativo concedia-lhe uma grande margem de manobra suportado pelo seu talento artístico. Canta na Festa do Avante, em 1980, e durante a sua enfermidade Álvaro Cunhal, embora sem o visitar, coloca à sua disposição os seus préstimos caso houvesse notícia de cura para sua doença na URSS, como em tempos se admitira.<br />
A CGTP vai um pouco mais longe e mantém-lhe um apoio inequívoco incluindo o de carácter material, como de resto várias outras entidades não oficiais, amigos e admiradores anónimos.<br />
Sucessivamente publicará «Contos Velhos, Rumos Novos», «Traz Outro Amigo Também» e «Cantigas do Maio», com que inicia uma colaboração activa com José Mário Branco que se prolongou até hoje.<br />
Este album marcará particularmente a sua carreira, pois nela se incluem «Cantar Alentejnao», canção mais conhecida por Catarina, e «Grândola Vila Morena». É sobretudo a partir deste trabalho que o chamado «nacional-cançonetismo», já na era marcelista, sente a necessidade de encontrar respostas musicais do regime face ao contar José Afonso.<br />
Mas nascem novos cantores: José Mário Btranco, Sergio Godinho, Luis Cilia, Fanhais, Manuel Freire e mais tarde Vitorino, Fausto, Júlio Pereira e Janita Salomé, um grupo heterogéneo que comunga o mesmo referencial e o mesmo propósito: José Afonso e o alargamento dos espaços da música popular portuguesa.<br />
Num outro plano, Adriano Correia de Oliveira, embora fiel às formas tradicionais de Coimbra, opta por dar voz à poesia de Manuel Alegre, que Zeca Afonso curiosamente nunca cantou.<br />
Mas José Afonso e os outros cultores da chamada MPP criaram também um grau de exigência maior por parte do público, que se reflectiu tanto no panorama da música ligeira como no próprio fado. Amália pasa a cantar Camões, Alexandre O’Neill, Homem de Mello, David Mourão-Ferreira, e na chamada canção ligeira surgem intérpretes de maior qualidade como Paulo de Carvalho ou Fernando Tordo.<br />
Ninguém ficou indiferente à acção musical de José Afonso, que até ao 25 de Abril ainda publicaria «Eu vou ser como a toupeira» e «Venham mais cinco».<br />
O 25 de Abril, desencadeado por «GRândola Vila Morena», surpreende-o e «obriga-o» a participar activamente em todas as acções de massas. Ocupações de casas e terras no Alentejo, manifestações, comícios, acções de dinamização no nordeste, a tudo José Afonso se entrega de forma esgotante. Canta por toda a parte e só em 1975 volta a publicar um album – «Coro dos Tribunais» – com canções que fizera em Moçambique para a peça de Brecht e outros originais, como «Lá no Xepangara», que o revela ligado ao ritmo e tendências de África. Aqui, desempenha especial colaboração Fausto, também ele directo conhecedor dessas experiências musicais africanas.<br />
Até ao 25 de Novembro é um verdadeiro rodopio, prevalecendo uma colaboração estreita entre o cantor e a LUAR. O desencanto posterior – jamais calará, por exemplo, o «escândalo dos salários em atraso», ou a situação de miséria da população trabalhadora da região de Setúbal, onde vive até morrer – os próprios acontecimentos que o levaram a escrever ao PAIGC, para Bissau, e posterior evolução política encenada pelos vários Governos constitucionais abrem-lhe espaço para se dedicar mais cuidadosamente à sua obra.<br />
Os albuns «Com as minhas Tamanquinhas», «Enquanto Há Força» e «Fura-Fura», são verdadeiras crónicas do período revolucionário e pós-revolucionário. A história que se fez confunde-se com a sua vida e obra: sendo protagonista de tantos acontecimentos, é também o seu jogral / narrador.<br />
Politicamente, manifesta o seu apoio claro a Otelo Saraiva de Carvalho em 1976 e em 1981, e estabelecdeu com ele uma amizade profunda. Nas eleições de 1986, José Afonso apoia Maria de Lurdes Pintasilgo, que corresponde às suas convicções, e confiança nas organizações populares de base, cujo papel social a ex-primeira-ministra se propunha enriquecer.<br />
Com mos seus dois últimos albuns publicados em vida, «Como se Fora seu Filho» e «Galinhas do Mato» (este já com a colaboração vocal de outros cantores), José Afonso prossegue as suas vertentes estéticas e políticas. Por um lado, um grande enriquecimento musical a que não é estranho no primeiro caso a colaboração de Fausto, Júlio Pereira e José Mário Branco e, no segundo, a destes dois últimos. Por outro lado, José Afonso continua a sua actividade cronista e aponta a sua proposta utópica que sempre perseguiu em vida. A construção da cidade sem barreiras de homens iguais e livres é cantada em «Utopia» inserta no primeiro daqueles albuns.<br />
Em cada disco que saía José Afonso encontrava motivo de crítica. Nunca um disco o satisdfez completamente. Depois de publicados, como confessava, era incapaz de se ouvir e de ouvi-los. Esta exigência sobre si próprio não o poderá agora assumir quando ainda este ano for publicado um novo album da sua autoria, para o qual deixou originais e todas as indicações. Provavelmente na capa seria ironizada a figura do presidente da Câmara de Lisboa, Nuno Abecassis – cuja vereação, posinal, já concedeu o nome de uma da rua da capital a José Afonso.<br />
Mesmo depois de morto, José Afonso continua assim de costas viradas para o poder – que à boa tradição portuguesa se preocupa em fazer agora o que lhe recusou em vida.</p>
<p>José A. Salvador</p>
<p>Publicado originalmente no <a href="http://aventar.eu">Aventar</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Zeca Afonso &#8211; Sou o meu próprio comité central</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 23:59:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Excertos da entrevista de José Afonso ao jornal «Sete» de 22 de Abril de 1980 Sobre a regularidade de publicação de discos: «Houve só uma época, logo após o 25 de Abril, em que como sabes não tínhamos mãos a &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/23/zeca-afonso-sou-o-meu-proprio-comite-central/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Excertos da entrevista de José Afonso ao jornal «Sete» de 22 de Abril de 1980</em></strong></p>
<p><em>Sobre a regularidade de publicação de discos: </em><br />
«Houve só uma época, logo após o 25 de Abril, em que como sabes não tínhamos mãos a medir, e em que isso aconteceu. Foi uma fase de expectativa, em que eu reflecti sobre o que devia fazer, se deveria ir para o ensino, se a minha função de cantante se justificava no novo processo que estávamos a viver. Pus mesmo a hipótese de me afastar, porque cantores de origem populares seriam vozes muito mais representativas do que as nossas e o processo nos iria ultrapassar. O certo é que fui extraordinariamente solicitado, eu e os meus colegas, de tal maneira que fiquei completamente «nas lonas».» </p>
<p><em>Sobre a imagem de radicalismo que transmitiu na fase pós-25 de Abril:</em><br />
«Isso foi uma fase que se desculpa, que quanto a mim é um reflexo do próprio processo, apareceram coisas diferentes porque apareceram realidades diferentes e um público também, pelo menos em superfície e em quantidade, diferente. Dantes eu cantava para Assembleias Populares, mas muito mais restritas. No final do fascismo era-me mesmo já praticamente impossível cantar em público e nos dois últimos anos eu vivia quase só entregue a uma tarefa de propaganda e de agitação, difundia livros e panfletos, de apoio aos presos políticos, etc.»</p>
<p><em>Sobre a censura nos últimos tempos do Marcelismo:</em><br />
«Sim, e no final acabei por ser preso [depois de fazer uma sessão num pinhal para tentar escapar à Polícia]. Com o 25 de Abril surgiu uma oportunidade enorme para chegarmos às fábricas, aos locais de trabalho, ir às aldeias onde havia comissões de moradores que estavam a fazer o seu caminho público, o seu fontanário, etc.. Participei muito directamente nesse processo, eu e outros cantores que tiveram uma actividade incrível nesse aspecto.»<br />
<em><br />
Sobre as discordâncias em relação ao PCP</em><br />
«Pois tenho. <span id="more-78647"></span>Por exemplo, eu pertenço à Comissão de Apoio à Frente Polisário e o PC não toma qualquer posição a seu respeito. O PC é muito rígido e tem uma ligação estreita com a URSS com a qual não estou de modo nenhum de acordo. Mas julgo que o PC tem psições mais correctas do que o PS quanto a questões fundamentais, exactamente como a Reforma Agrária. E mesmo na política internacional, no que respeita a África (e eu sou um terceiro-mundista e a minha formação política fez-se em África), as ex-colónias, também conocrdo com a sua política.»</p>
<p><em>Sobre o apoio a Otelo nas Eleições Presidenciais</em><br />
«Uma coisa são grupos políticos com as suas direcções e estratégias, outra são as bases. Eu fiz parte da campanha do Otelo. Mas o que eu apoiei não foram os grupos partidários que constituiram o seu aparelho e o próprio movimento popular. E este não se constitui como o fizeram agora na FJP nem se confunde com os seus dirigentes.»</p>
<p><em>Sobre a passagem pela LUAR</em><br />
«As experiências do poder popular acho-as todas correctas e representam uma dada fase. Desde o caso da Torrebela, cheio de contradições, mas no qual se transformou um couto de caça em terras produtivas, até ao da Caixa Popular da Cova da Piedade.»</p>
<p><em>Sobre a sua ideologia política</em><br />
«O que eu gostava era de uma espécie de socialismo em que houvesse uma participação tão directa quanto possível dos trabalhadores na política e em todas as decisões (se seria aqui possível, não sei&#8230;).»</p>
<p><em>Sobre a Grândola</em><br />
«[Nos concertos] não dispensam [a Grândola] e tem de ser. O que me custa, até porque puxa muito pelo gargalo. Mas tem de ser, embora eu explique sempre que ela corresponde a uma certa época, não podemos ser revivalistas, temos de criar novos símbolos, as condições surgirão para que haja outro tipo de luta, etc. Mas as pessoas mesmo assim não se convencem.»</p>
<p><em>Sobre o dia 25 de Abril</em><br />
Estava praticamente escondido em casa de um amigo. Dedicava-me então sobretudo a vender e distribuir livros e panfletos proibidos, em especial a propósito da guerra colonial. A PIDE andava em cima de mim e eu dormia sempre fora de casa.» </p>]]></content:encoded>
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		<title>Cantar Alentejano</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Feb 2012 08:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[25 anos]]></category>
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		<category><![CDATA[josé afonso]]></category>
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		<description><![CDATA[Cantar Alentejano from Gustavo Imigrante on Vimeo. Um poema de Jose Afonso, &#8220;ilustro-animado-analogicamente&#8221;, por Gustavo Imigrante. A ver com atenção até ao fim. Nos 25 anos da morte de José Afonso, mais do que a recordação, impõe-se a pergunta: O &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/23/cantar-alentejano/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/23881872?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/23881872">Cantar Alentejano</a> from <a href="http://vimeo.com/user3080829">Gustavo Imigrante</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Um poema de Jose Afonso, &#8220;ilustro-animado-analogicamente&#8221;,<br />
por Gustavo Imigrante. A ver com atenção até ao fim.</p>
<p>Nos 25 anos da morte de José Afonso, mais do que a recordação, impõe-se a pergunta: O que teria ele a dizer sobre o estado a que isto chegou?<br />
A homenagem, essa, é obrigatória.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Strange things happenin&#8217;, diz o Gustavo Imigrante</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 16:43:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[críse]]></category>
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		<category><![CDATA[grécia]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[Strange things happenin&#8217; from Gustavo Imigrante on Vimeo. Why do people protest in Europe? Portugal, Greece and Spain&#8230; there are strange things happening? A protest edit by Gustavo Imigrante]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/25817206?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/25817206">Strange things happenin&#8217;</a> from <a href="http://vimeo.com/user3080829">Gustavo Imigrante</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Why do people protest in Europe?<br />
Portugal, <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gkRldhkDfPLS-seOdB44YS_xFIrw?docId=CNG.106cf68f9800fa1729e7042e60abf176.31" target="_blank">Greece </a>and <a href="http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=2313998" target="_blank">Spain</a>&#8230; there are strange things happening?<br />
A protest edit by Gustavo Imigrante </p>]]></content:encoded>
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		<title>Ultrapassado o impedimento, Cavaco Silva vai à António Arroio na próxima semana</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 15:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
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		<description><![CDATA[Mas «just in case», está indeciso entre ir na segunda, na terça ou na quarta. Quinta e Sexta é que estão fora de hipótese. A verdade é que o nosso Presidente sempre gostou muito do Carnaval&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas «just in case», está indeciso entre ir na segunda, na terça ou na quarta. Quinta e Sexta é que estão fora de hipótese.<br />
A verdade é que o nosso Presidente sempre gostou muito do Carnaval&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Um cobardolas na Presidência da República</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 14:02:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi-se a Monarquia, veio a República. Foram-se os reis, vieram os Presidentes. Excelente, agora o povo escolhe o mais alto magistrado da Nação. Aquele que o representa em última instância. No caso de Portugal, esse alguém é Cavaco. Alguém que, &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/16/um-cobardolas-na-presidencia-da-republica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/vnbPGNPpwcfae5YD59vf/340x255" class="alignnone" width="260" height="194" /><br />
Foi-se a Monarquia, veio a República. Foram-se os reis, vieram os Presidentes. Excelente, agora o povo escolhe o mais alto magistrado da Nação. Aquele que o representa em última instância.<br />
No caso de Portugal, esse alguém é Cavaco. Alguém que, perante uma manifestação pacífica de estudantes, <a href="http://www.publico.pt/Política/visita-de-cavaco-a-escola-antonio-arroio-cancelada-1534044" target="_blank">cancela uma visita oficial</a>. Alguém que, perante o medo de ser contestado, foge a sete pés. Alguém que tem medo de putos.<br />
Na minha terra, o presidente Cavaco tem um nome: cobardolas. É o que ele é. Um cobarde. Um fraco. Um pixote. Sempre foi.<br />
Esperava mais da República de que ele se diz representante supremo. Uma República onde, apesar de tudo e como se pode ver pela foto, uns são mais cobardes do que outros.<br />
Apesar de tudo, foi bom para os putos da António Arroio, que hoje estão de Parabéns. Afinal, quem é que o queria lá?</p>
<p><strong>ADENDA</strong>: O «corajoso» José Sócrates também foi à António Arroio enquanto decorria uma manifestação dos estudantes. Tão corajoso que no final fugiu pela porta das traseiras.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Bitri</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 12:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[bitri]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao contrário da Política, área em que perco sempre, o Futebol sempre me deu muitas alegrias. Preferia que fosse ao contrário, mas as coisas não são como nós queremos. Por isso, mas não só, a minha postura perante a Política &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/14/bitri/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-78117" title="fc_porto_emblema" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/02/fc_porto_emblema1-229x300.jpg" alt="" width="229" height="300" /><br />
Ao contrário da Política, área em que perco sempre, o Futebol sempre me deu muitas alegrias. Preferia que fosse ao contrário, mas as coisas não são como nós queremos.<br />
Por isso, mas não só, a minha postura perante a Política e o Futebol não podia ser mais distinta. A Política é algo que está ou deveria estar ao serviço da população e defender ou não um determinado Partido só faz sentido enquanto esse Partido continuar a enquadrar-se naquela que é a nossa ideologia. O Futebol não. Somos de um clube incondicionalmente, aconteça o que acontecer. Não mudamos de clube. Não nos sentimos traídos.<br />
A liberdade com que encaro Política e Futebol, essa, é a mesma. Da mesma forma que a minha ideologia me coloca muito próximo do Partido Comunista, subscrevendo muitas das suas propostas a nível interno &#8211; quase todas, não tenho qualquer problema em criticar todas as posições do Partido no contexto da política internacional, abominando todos os regimes que o PCP teima em defender. Da mesma forma que digo que o FC Porto é neste momento o número um em Portugal por mérito próprio, não tenho qualquer problema em questionar tudo o que acho que está errado no interior do clube.<br />
Tudo isto para dizer que a partir de hoje poderão encontrar-me no <a href="http://bitri.blogs.sapo.pt/">Bitri</a>. Um blogue colectivo, constituído por bloggers que têm em comum o facto de serem adeptos do FC do Porto. Entre eles, está o João Valente Aguiar, daqui da casa, mas também o Rui Curado Silva, que já por cá passou, o João José Cardoso, do Aventar, o André Azevedo Alves, do Insurgente, o Fernando Moreira de Sá, do Forte Apache, o António Nogueira Leite e muitos outros que a seu tempo darão notícias.<br />
Estão todos convidados para irem lá dar umas opiniões. Em especial tu, Tiago &#8211; sim, que agora estamos do lado contrário da barricada&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Miguel Relvas não ouve a Antena 1?</title>
		<link>http://5dias.net/2012/02/06/miguel-relvas-nao-ouve-a-antena-1/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 14:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[a vida é feita de pequenos nadas]]></category>
		<category><![CDATA[Antena 1]]></category>
		<category><![CDATA[miguel relvas]]></category>
		<category><![CDATA[pedro rosa mendes]]></category>
		<category><![CDATA[rádio renascença]]></category>
		<category><![CDATA[sergio godinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais ou menos à mesma hora a que devia estar a falar Pedro Rosa Mendes ou Raquel Freire, o Programa da Manhã da Antena 1 passava a música do Sérgio Godinho «A vida é feita de pequenos nadas». Atendendo à &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/06/miguel-relvas-nao-ouve-a-antena-1/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/YP9Rc3KIz9g" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Mais ou menos à mesma hora a que devia estar a falar Pedro Rosa Mendes ou Raquel Freire, o Programa da Manhã da Antena 1 passava a música do Sérgio Godinho «A vida é feita de pequenos nadas».<br />
Atendendo à letra do maior dos cantautores, não será melhor criar já um Index para a Antena 1, a exemplo do que acontece com a Rádio Renascença? É que o Ministro da Presidência anda desatento&#8230; </p>
<p>Letra completa:</p>
<p><em>«(Segunda-feira<br />
trabalhei de olhos fechados<br />
na terça-feira<br />
acordei impaciente<br />
na quarta-feira<br />
vi os meus braços revoltados<br />
na quinta-feira<br />
lutei com a minha gente<br />
na sexta-feira<br />
soube que ia continuar<br />
no sábado<br />
fui à feira do lugar<br />
mais uma corrida, mais uma viagem<br />
fim-de-semana é para ganhar coragem) </p>
<p>Muito boa noite, senhoras e senhores<br />
muito boa noite, meninos e meninas<br />
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas<br />
enfim, boa noite, gente de todas as cores<br />
e feitios e medidas<br />
e perdoem-me as pessoas<br />
que ficaram esquecidas<br />
boa noite, amigos, companheiros, camaradas<br />
a vida é feita de pequenos nadas<br />
a vida é feita de pequenos nadas </p>
<p>Somos tantos a não ter quase nada<br />
porque há uns poucos que têm quase tudo<br />
mas nada vale protestar<br />
o melhor ainda é ser mudo<br />
isto diz de um gabinete<br />
quem acha que o casse-tête<br />
é a melhor das soluções<br />
para resolver situações<br />
delicadas<br />
a vida é feita de pequenos nadas <span id="more-77679"></span></p>
<p>E o que é certo<br />
é que os que têm quase tudo<br />
devem tudo aos que têm muito pouco<br />
mas fechem bem esses ouvidos<br />
que o melhor ainda é ser mouco<br />
isto diz paternalmente<br />
quem acha que é ponto assente<br />
que isto nunca vai mudar<br />
e que o melhor é começar a apanhar<br />
umas chapadas<br />
a vida é feita de pequenos nadas </p>
<p>(Segunda-feira<br />
trabalhei de olhos fechados<br />
na terça-feira<br />
acordei impaciente<br />
na quarta-feira<br />
vi os meus braços revoltados<br />
na quinta-feira<br />
lutei com a minha gente<br />
na sexta-feira<br />
soube que ia continuar<br />
no sábado<br />
fui à feira do lugar<br />
mais uma corrida, mais uma viagem<br />
fim-de-semana é para ganhar coragem) </p>
<p>Muito boa noite, senhoras e senhores<br />
muito boa noite, meninos e meninas<br />
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas<br />
enfim, boa noite, gente de todas as cores<br />
e feitios e medidas<br />
e perdoem-me as pessoas<br />
que ficaram esquecidas<br />
boa noite, amigos, companheiros, camaradas<br />
a vida é feita de pequenos nadas<br />
a vida é feita de pequenos nadas </p>
<p>Ouvi dizer que quase tudo vale pouco<br />
quem o diz não vale mesmo nada<br />
porque não julguem que a gente<br />
vai ficar aqui especada<br />
à espera que a solução<br />
seja servida em boião<br />
com um rótulo: Veneno!<br />
é para tomar desde pequeno<br />
às colheradas<br />
a vida é feita de pequenos nadas<br />
boa noite, amigos, companheiros, camaradas<br />
a vida é feita de pequenos nadas.»</em></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A matança na Síria continua</title>
		<link>http://5dias.net/2012/02/04/a-matanca-na-siria-continua/</link>
		<comments>http://5dias.net/2012/02/04/a-matanca-na-siria-continua/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 17:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Um Ditador é, por princípio, um ser inqualificável. Mas um Ditador que mata o seu próprio povo ultrapassa todos os limites de qualquer qualificação que se tente fazer. Sou contra as intervenções militares em países estrangeiros, directas ou por via &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/04/a-matanca-na-siria-continua/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://blogs.estadao.com.br/fernando-gabeira/files/2011/05/protesto-manifestantes-exercito-siria-20110422-06-size-5981.jpg" class="alignnone" width="597" height="336" /><br />
Um Ditador é, por princípio, um ser inqualificável. Mas um Ditador que mata o seu próprio povo ultrapassa todos os limites de qualquer qualificação que se tente fazer.<br />
Sou contra as intervenções militares em países estrangeiros, directas ou por via indirecta, sejam ou não ao abrigo de <a href="http://www.publico.pt/Mundo/china-e-russia-vetam-resolucao-da-onu-que-condenaria-violencia-na-siria-1532262" target="_blank">resoluções das Nações Unidas</a>. Assim sendo, espero que o povo sírio tenha força suficiente para se livrar do facínora que o governa sem precisar de ajuda internacional, algo que no actual contexto seria um péssimo sinal.<br />
Enquanto isso não acontecer, infelizmente, os sírios vão continuar a tombar diariamente. Mortos por um Ditador que mata o seu próprio povo.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os «boys» da Guimarães Capital da Cultura. O caso do extraordinário Carlos Martins</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/31/os-boys-da-guimaraes-capital-da-cultura-o-caso-do-extraordinario-carlos-martins/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 18:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O portuense Carlos Martins é o Director Executivo da Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura. E é também o Presidente da ADDICT &#8211; Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas. E é sócio e principal responsável da Opium - uma &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/31/os-boys-da-guimaraes-capital-da-cultura-o-caso-do-extraordinario-carlos-martins/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/01/despesa-pública.jpg" alt="" title="despesa pública" width="550" height="111" class="alignnone size-full wp-image-77418" /><br />
O portuense Carlos Martins é o Director Executivo da <a href="http://www.guimaraes2012.pt/" target="_blank">Guimarães 2012 </a>Capital Europeia da Cultura. E é também o Presidente da <a href="http://www.addict.pt/" target="_blank">ADDICT</a> &#8211; Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas. E é sócio e principal responsável da<a href="http://www.opium.pt/" target="_blank"> Opium </a>- uma empresa cuja principal missão é a organização de candidaturas a fundos comunitários. E é responsável pela candidatura ao QREN da Braga 2012. E é responsável do Portugal Criativo 2011.<br />
O homem está em todo o lado e até dá vontade de <a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5455654.html" target="_blank">fazer queixa à Inspecção-Geral do Trabalho</a> (ah, espera, isso é só para os comunistas&#8230;)<br />
No meio destes cargos todos, desempenhados em simultâneo e cujo objecto é muitas vezes o mesmo, o incansável Carlos Martins conseguiu entre 2009 e 2011 cerca de 630 mil euros em adjudicações por  <a href="http://www.despesapublica.com/entidades/View?ID=E7F3C79208114999B52DE56A882CCAD3" target="_blank">Ajuste Directo</a>. Promiscuidades?<br />
A verdade é que Carlos Martins é o típico «boy» do Bloco Central. Embora militante do PSD, parece ter excelentes ligações dentro da área socialista, o que o levou a ser nomeado para sucessivos cargos durante os Governos do PS. <span id="more-77062"></span><br />
Experiência é coisa que não falta a Carlos Martins. Onde existem fundos comunitários, ele diz presente. Foi assim no Programa de Animação das Cidades no EURO 2004, no Programa de Dinamização das Aldeias Vinhateiras do Douro, no Programa &#8220;Coordenar para desenvolver &#8211; O Turismo do Norte em Rede&#8221;, no Programa de Desenvolvimento Territorial da Área Metropolitana do Porto e Trás-os-Montes, no Plano de Gestão do Centro Histórico do Porto Património Mundial e por aí fora. Carlos Martins é incansável, embora, diz quem sabe, o que ficou depois da sua passagem por todos estes projectos foi uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma.<br />
Em relação a Guimarães Capital da Cultura, Carlos Martins tem muito que se lhe diga. Esteve na Comissão Executiva desde o princípio, demitiu-se quando a Presidente começou a ser contestada e regressou, pouco tempo depois, pela «porta grande». Pelo meio, esqueceu-se &#8211; ou alguém por ele &#8211; de apresentar vários projectos e investimentos que teriam dado a Guimarães Capital da Cultura vários milhares de euros directamente de fundos ligados ao Turismo.<br />
E quem tem acompanhado com atenção, como eu, o evento, não pode deixar de se perguntar em que é que foram ou vão ser gastos 111 milhões de euros &#8211; 22 milhões de contos. É que logo ao lado, em Braga, decorre um Evento com a mesma programação e praticamente o mesmo mediatismo e no qual foram gastos <em>apenas </em>6 milhões.<br />
Pergunto, mas a <a href="http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/ajustedirecto/search.aspx" target="_blank">Base dos Contratos Públicos </a>do Estado responde: quase 300 mil euros para dois filmes de 15 minutos sobre Guimarães, 150 mil euros para um outro filme sobre a obra de Fernando Távora, mais 150 mil euros para um filme sobre a memória histórica, 135 mil euros para elaborar o projecto «Cidades Participativas», seja lá isso o que for, 182 mil euros para o projecto «Cluster Arte» e por aí fora.<br />
<a href="http://www.despesapublica.com/entidades/View?ID=E7F3C79208114999B52DE56A882CCAD3" target="_blank">Saiba onde, como e por quem é gasto o dinheiro dos contribuintes</a>. É isso tudo. Já sabemos.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A voz da Raquel Freire nunca será amordaçada</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/24/a-voz-de-raquel-freire-nunca-sera-amordacada/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 14:40:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos jornalistas do regime, José Manuel Fernandes, já tinha dado sinais de que a voz da Raquel Freire na Antena 1 era incómoda. E só quem não estivesse atento aos sinais que vão saindo do actual Governo é que &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/24/a-voz-de-raquel-freire-nunca-sera-amordacada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/kCaBCdJWOyM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Um dos jornalistas do regime, José Manuel Fernandes, já tinha dado sinais de que a voz da Raquel Freire na Antena 1 era incómoda. E só quem não estivesse atento aos sinais que vão saindo do actual Governo é que poderia pensar que a sua crónica iria ser tolerada durante muito mais tempo.<br />
Não foi. Em directo, hoje, a Raquel Freire anunciou que esta tinha sido a sua última crónica. Nesta sociedade de pensamento único em que, na Comunicação Social, não é permitida uma voz diferente da do Governo, o desfecho é aquele que se esperava. Continuando o seu trabalho de purga de todos aqueles que se atrevem a pôr em causa o esforço patriótico de Passos Coelho e seus apaniguados, o comissário político do PSD no Governo, Miguel Relvas, silenciou mais uma voz. Chegou a vez da Raquel Freire, como já tinha chegado a de Pedro Rosa Mendes, com o destino traçado <a href="http://aventar.eu/2012/01/24/pedro-rosa-mendes-agora-e-ouvir-a-cronica-de-que-eles-nao-gostaram/">desde que se atreveu a criticar a fantochada que foi a presença do Ministro dos Assuntos Parlamentares em Angola</a>, acompanhado do Prós e Contras e da inefável Matos Ferreira, sempre pronta a servir todos os Governos.<br />
Felizmente para todos nós, nesta pseudo-democracia em que vivemos nada se esgota na Antena 1. Continuaremos a ter o privilégio de ouvir e de ler a Raquel Freire por aqui e por onde ela quiser. Porque a voz de quem preza a liberdade nunca será amordaçada. </p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O mentiroso compulsivo ou a inutilidade mais bem paga do Portugal Democrático</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/20/o-mentiroso-compulsivo-ou-a-inutilidade-mais-bem-paga-do-portugal-democratico/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 16:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O destruidor do tecido produtivo português dos anos 80, o líder de anos e anos de repressão policial, o Pai do Monstro do Défice, o padrinho de uma troupe de vigaristas, ladrões e assassinos que hoje estão presos ou andam &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/20/o-mentiroso-compulsivo-ou-a-inutilidade-mais-bem-paga-do-portugal-democratico/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/01/Cavaco.jpg" alt="" title="Cavaco" width="360" height="303" class="alignnone size-full wp-image-76789" /><br />
O destruidor do tecido produtivo português dos anos 80, o líder de <a href="http://5dias.net/2011/12/06/psd-historia-da-repressao-1989-2011/" target="_blank">anos e anos de repressão policial</a>, o Pai do Monstro do Défice, o padrinho de uma troupe de vigaristas, ladrões e assassinos que hoje estão presos ou andam fugidos, transformou-se na maior inutidade do Portugal Democrático. Ainda assim, uma nulidade muito bem paga e que sai <a href="http://aventar.eu/2011/10/28/cavas-em-grande/" target="_blank">caríssima aos cofres do Estado</a>.<br />
Com a austeridade que toca a todos, com a miséria a agravar-se na sociedade portuguesa, com o aumento exponencial dos que passam fome, o actual Presidente da República, um dos poucos reformados em Portugal que vai receber Subsídio de Férias e de Natal em 2012, tem o desplante de vir dizer que <a href="http://aventar.eu/2012/01/20/porque-nao-te-calas/" target="_blank">«só» vai receber de reforma 1300 euros </a>e que a mesma não lhe vai chegar para as despesas.<br />
Porque é mentiroso compulsivo e não tem vergonha disso, e porque não tem pela frente jornalistas com tomates que lhe façam as perguntas certas, «esquece-se» de que, como ex-Presidente da República, vai usufruir de um conjunto de mordomias inqualificáveis para os tempos que correm:<br />
- subvenção mensal vitalícia igual a 80% do vencimento do Presidente da República em exercício;<br />
- no caso de morrer, subvenção mensal vitalícia de 50% do vencimento do Presidente da República em exercício para a sua viúva;<br />
-  Direito ao uso de automóvel do Estado, para o seu serviço pessoal, com condutor e combustível;<br />
- Direito a dispor de um gabinete de trabalho, sendo apoiado por um assessor e um secretário da sua confiança;<br />
- Direito a ajudas de custo nos termos da lei aplicável às deslocações do Primeiro-Ministro;<br />
- Direito a livre trânsito, a passaporte diplomático nas suas deslocações ao estrangeiro e a uso e porte de arma de defesa.<br />
E como José Sócrates alterou em 2008 a lei que vinha de 1984, vai poder acumular todas estas subvenções com as pensões de Reforma a que tem direito.<br />
E no fim disto tudo, ainda tem a lata de vir queixar-se de que se só vai receber 1300 euros de reforma por mês. Haja decoro!</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A coerência dos deputados do PS</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/19/a-coerencia-dos-deputados-do-ps/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 22:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho muito bem que alguns deputados do PS tenham suscitado a inconstitucionalidade do Orçamento de Estado para 2012 por causa do corte dos Subsídios de Férias e de Natal aos funcionários públicos. Só não percebo por que razão não tomaram &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/19/a-coerencia-dos-deputados-do-ps/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho muito bem que alguns <a href="http://www.publico.pt/Política/alberto-costa-diz-defender-estado-de-direito_1529830" target="_blank">deputados do PS </a>tenham suscitado a inconstitucionalidade do Orçamento de Estado para 2012 por causa do corte dos Subsídios de Férias e de Natal aos funcionários públicos.<br />
Só não percebo por que razão não tomaram a mesma iniciativa quando o Governo de José Sócrates cortou 5% dos salários dos trabalhadores do Estado. Ou quando as taxas do IRS foram aumentadas a meio do ano, abrangendo mesmo os meses anteriores às novas taxas.<br />
Deve ser uma questão de coerência&#8230;  </p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A única solução é extinguir a UGT</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/18/a-unica-solucao-e-extinguir-a-ugt/</link>
		<comments>http://5dias.net/2012/01/18/a-unica-solucao-e-extinguir-a-ugt/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 11:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Renato, o Tiago e o Paulo Granjo já aqui deram conta das gravíssimas implicações para os trabalhadores portugueses do acordo assinado entre o Governo e a UGT. Tão graves que, para a Central Sindical, o caminho escolhido não tem &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/18/a-unica-solucao-e-extinguir-a-ugt/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://5dias.net/2012/01/17/the-house-negro/" target="_blank">Renato</a>, o <a href="http://5dias.net/2012/01/18/a-central-sindical-que-precisamos/" target="_blank">Tiago </a>e o <a href="http://5dias.net/2012/01/18/porque-e-que-como-diz-o-daniel-bessa-ao-pe-disto-a-meia-hora-e-uma-brincadeira-de-criancas/" target="_blank">Paulo Granjo </a>já aqui deram conta das gravíssimas implicações para os trabalhadores portugueses do acordo assinado entre o Governo e a UGT.<br />
Tão graves que, para a Central Sindical, o caminho escolhido não tem retorno. Não é possível estar de bem com Deus e com o Diabo durante anos a fio. Da mesma forma que não é possível defender a luta dos trabalhadores ao mesmo tempo que se é militante do Partido do Governo e grande camarada do Primeiro-Ministro. Continuar a receber as quotizações dos trabalhadores para, no final, dar a mão a todas as propostas dos patrões é algo que não cabe na cabeça de ninguém.<br />
E no entanto, tem sido assim ano após ano. Já nem vale a pena funalizar. É João Proença como se calhar seria qualquer outro. O problema é mesmo a UGT, cuja existência já não faz qualquer sentido. Para fazer o que a UGT tem feito nos últimos anos, já lá temos a CIP e as outras organizações patronais. A menos que UGT passe a significar <strong>U</strong>nidos para <strong>G</strong>amar os <strong>T</strong>rabalhadores, o único caminho, depois disto,<a href="http://economia.publico.pt/Noticia/fundador-da-ugt-diz-que-acordo-pode-ser-certidao-de-obito-desta-central-sindical-1529580" target="_blank"> é a extinção</a>.<br />
Ganhavam todos. Uma Central única teria muito mais força na defesa dos trabalhadores portugueses. Uma Central plural e democrática, que acolhesse todo o tipo de ideias da Esquerda e que se mostrasse intransigente nos ataques contínuos dos Governos do Bloco Central e das confederações patronais. A CGTP, essa mesma. Eis o caminho a seguir.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O maior inimigo dos trabalhadores portugueses</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 12:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O braço direito de José Sócrates ao longo de 6 anos continua o seu trabalho ao serviço do Centrão. Foi o PS no passado, da mesma forma que agora é o PSD / CDS. Para João Proença, a redução do &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/17/o-maior-inimigo-dos-trabalhadores-portugueses/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.parlamentoglobal.pt/NR/rdonlyres/B901D4F7-C359-49B1-A136-DE78E8259ECE/25549/181109_JOAO_PROEN%C3%87A.jpg" alt="" width="483" height="269" /><br />
O braço direito de José Sócrates ao longo de 6 anos <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/governo-e-parceiros-sociais-assinam-acordo-tripartido-1529363" target="_blank">continua o seu trabalho</a> ao serviço do Centrão. Foi o PS no passado, da mesma forma que agora é o PSD / CDS.<br />
Para João Proença, a redução do número de férias, a redução das indemnizações por despedimento, a facilitação desses mesmos despedimentos ou a redução do subsídio de desemprego devem ser grandes conquistas dos trabalhadores portugueses.<br />
Com amigos assim, quem precisa de inimigos?<br />
Obrigado, Carvalho da Silva.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Não, obrigado, não quero recibo</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/16/nao-obrigado-nao-quero-recibo/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 13:17:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sou fiscal do Estado, nem este me paga para andar à cata de impostos alheios. Nem sou assim tão lorpa que vá voluntariamente pagar por um bem ou serviço mais 23% do que ele me custaria sem recibo. Não, &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/16/nao-obrigado-nao-quero-recibo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou fiscal do Estado, nem este me paga para andar à cata de impostos alheios. Nem sou assim tão lorpa que vá voluntariamente pagar por um bem ou serviço mais 23% do que ele me custaria sem recibo. <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/economia-paralela-subiu-em-portugal-e-vale-quase-25-do-pib-1529201" target="_blank">Não, não peço recibo</a>. E mesmo que pague o mesmo, só peço recibo se tiver alguma vantagem nisso. Caso contrário, não, não peço recibo.<br />
Se querem que eu peça recibo, aprendam a ser justos. Aprendam a governar. Caso contrário, não vou pedir recibos para ajudar a pagar <a href="http://aventar.eu/2012/01/09/o-fabuloso-destino-de-andre-viola/" target="_blank">os motoristas de 21 anos do Francisco José Viegas </a>que recebem 1600 euros por mês; ou <a href="http://www.publico.pt/Política/governo-fez-pelo-menos-1193-nomeacoes-1529198" target="_blank">as 1097 nomeações de Passos Coelho</a>; ou <a href="http://www.diarioaveiro.pt/noticias/governo-ordena-saida-de-helena-terra-da-seguranca-social" target="_blank">as trocas de boys e respectivas indemnizações</a>; ou os Grupos de Trabalho criados pelo Relvas; ou os benefícios fiscais da Banca e das SGPS; ou os salários milionários dos Catrogas deste país; ou os <a href="http://aventar.eu/2011/11/07/o-plano-nacional-de-barragens-vai-nos-custar-16000000000-00-euros/" target="_blank">inúteis Planos Nacionais de Barragens</a>; ou os Subsídios de Férias e de Natal do Cavaco e dos demais reformados do Banco de Portugal. Ou para andarem <a href="http://5dias.net/2012/01/15/a-politica-de-austeridade-principalmente-dirigida-as-familias-mais-pobres-e-com-mais-filhos/" target="_blank">a cortar apenas aos mais pobres</a>.<br />
Não, enquanto não houver justiça e equidade fiscal em Portugal, não tenho qualquer motivo para pedir recibo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Passos Coelho fez até ao momento mais nomeações do que Sócrates</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/12/passos-coelho-fez-ate-ao-momento-mais-nomeacoes-do-que-socrates/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 15:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos primeiros 6 meses, o actual Governo já fez 618 nomeações, o que dá uma média de 103 nomeações por mês. Nos primeiros dois anos, entre 2005 e 2007, José Sócrates nomeara 2373 pessoas, o que dá uma média de &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/12/passos-coelho-fez-ate-ao-momento-mais-nomeacoes-do-que-socrates/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos primeiros 6 meses, o actual <a href="http://economico.sapo.pt/noticias/nprint/135211.html">Governo já fez 618 nomeações</a>, o que dá uma média de 103 nomeações por mês. Nos primeiros dois anos, entre 2005 e 2007, José Sócrates nomeara 2373 pessoas, o que dá uma média de 98 nomeações por mês.<br />
Sei bem que, a partir dessa primeira fase, José Sócrates começou a acelerar. Mas se é de aceleração que estamos a falar, então vejamos com atenção como têm sido, em termos de nomeações, os últimos dias de Passos Coelho. E esperemos pelo que vem aí.<br />
Para quem dizia que Passos Coelho era diferente dos outros, está aqui a prova. Para o próprio, que dizia que <a href="http://arrastao.org/2445587.html" target="_blank">não iria enxamear a Administração do Estado com militantes e simpatizantes do PSD</a>, é só mais uma de quem <a href="http://aventar.eu/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/">não parou de mentir </a>desde que foi eleito líder do PSD. </p>]]></content:encoded>
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		<title>O prato do dia passou para 5 euros</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/09/o-prato-do-dia-passou-para-5-euros/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 17:58:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Na imagem: Massa à lavrador, um dos mais usuais Pratos do Dia No Café Chaplin, onde almoço sempre que o horário não me permite ir a casa, o prato do dia passou de 4,75 para 5 euros desde que o IVA &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/09/o-prato-do-dia-passou-para-5-euros/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://4.bp.blogspot.com/-gOGsUoE35EI/TdZ30SxWX_I/AAAAAAAAAsk/CbnLkUK8hSc/s1600/Massa+Lavrador+.gif" alt="" width="422" height="244" /><br />
<em>Na imagem: Massa à lavrador, um dos mais usuais Pratos do Dia</em></p>
<p>No Café Chaplin, onde almoço sempre que o horário não me permite ir a casa, o prato do dia passou de 4,75 para 5 euros desde que o IVA da restauração aumentou para 23%.<br />
Para os nossos leitores de Direita, menos familiarizados com isto do Prato do Dia por razões que facilmente se compreendem, passo a explicar o conceito: trata-se de um prato fixo com um preço fixo ao longo da semana. Na maior parte dos casos, há duas opções &#8211; peixe ou carne &#8211; mas é normal haver apenas uma opção ou até mais do que duas. Quanto ao preço, tanto pode englobar toda a refeição como apenas o prato propriamente dito.<br />
No caso do Café Chaplin, o prato do dia engloba um prato de comida (entre 4 ou 5 opções disponíveis diariamente), a sopa, o pão, meio litro de vinho (e não é uma zurrapa qualquer) e café. Por razões óbvias, o proprietário viu-se obrigado a aumentar os preços, algo que não fazia há muito tempo porque, já se sabe, a concorrência é grande.<br />
Os <a href="http://aventar.eu/2011/04/27/diogo-leite-de-campos-explica-o-que-nao-e-um-rico-e-o-que-e-a-miseria/">Diogos Leites Campos </a>deste país não devem conceber a ideia de almoçar diariamente &#8211; e bem &#8211; por 5 euros. Por isso, também não perceberão que 25 cêntimos diários, nos dias que correm, é muito para um trabalhador. O mesmo que, doravante, passará a preparar a sua marmita com aquilo que sobrou do jantar da véspera.<br />
Também por isso, há-de haver quem pegue na máquina de calcular para dizer que um aumento de 25 cêntimos é maior do que o aumento do IVA de 13 para 23%. E com razão. É um extorsionário, o dono do Chaplin&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Eis o relatório do ICOMOS sobre a Barragem do Tua que Passos, Relvas e Viegas andaram a esconder durante 6 meses</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/30/eis-o-relatorio-do-icomos-sobre-a-barragem-do-tua-que-passos-relvas-e-viegas-andaram-a-esconder-durante-6-meses/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/12/30/eis-o-relatorio-do-icomos-sobre-a-barragem-do-tua-que-passos-relvas-e-viegas-andaram-a-esconder-durante-6-meses/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 12:46:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[barragem do tua]]></category>
		<category><![CDATA[relatório do icomos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dantes, quem queria ver algo publicado, enviava-o a um jornal. Agora, enviam-no aos blogues. Significativo indicador da independência destes e da subserviência daqueles face aos poderes político e económico. Sinais dos tempos&#8230; O Aventar publica hoje, em Inglês com tradução &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/30/eis-o-relatorio-do-icomos-sobre-a-barragem-do-tua-que-passos-relvas-e-viegas-andaram-a-esconder-durante-6-meses/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2011/12/tua-53.jpg" class="alignnone" width="350" height="234" /><br />
Dantes, quem queria ver algo publicado, enviava-o a um jornal. Agora, enviam-no aos blogues. Significativo indicador da independência destes e da subserviência daqueles face aos poderes político e económico. Sinais dos tempos&#8230;<br />
O Aventar publica hoje, em Inglês com tradução para Português, o <a href="http://aventar.eu/2011/12/30/barragem-do-tua-o-relatorio-do-icomos-unesco-que-o-governo-tentou-esconder/">relatório do ICOMOS / UNESCO sobre a Barragem do Tua</a>. Arrasador é a palavra que me ocorre para caracterizar os impactos da construção da Barragem. E escolho apenas algumas passagens:</p>
<p><strong>. A área de intervenção da Barragem afecta totalmente a Região do Douro Património Mundial.<br />
. A construção da Barragem significaria um impacto muito grande na Região do Alto Douro Património Mundial que implicaria a perda do VEU (Valor Excepcional Universal) e sérias ameaças à sua autenticidade e integridade.<br />
. Todas as outras estruturas, incluindo as linhas para o transporte de energia que não estão representadas nos projectos, têm um impacto muito negativo numa área classificada como Património Mundial.<br />
. Medidas compensatórias, mesmo que tenham de ser revistas à luz do Plano de Gestão, não são o ponto mais importante, mas sim se a Barragem de Foz Tua deve ser construída de todo.</strong></p>
<p>Tudo isto &#8211; destruição do Vale e da Linha do Tua, destruição do Douro Património Mundial, fim de uma fonte de turismo irrepetível, alteração das próprias características que fazem do Porto um vinho único &#8211; para produzir 0,6% da energia eléctrica do país e criar meia dúzia de empregos &#8211; o daqueles que a partir de Lisboa vão fazer a gestão da Barragem. Ah, claro, e <a href="http://aventar.eu/2011/11/07/o-plano-nacional-de-barragens-vai-nos-custar-16000000000-00-euros/">para a EDP fazer um negócio de muitos milhões </a>à custa de todos nós.<br />
<img alt="" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2011/12/tua-41.jpg?w=640" class="alignnone" width="348" height="234" /></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ainda a Coreia do Norte</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/21/ainda-a-coreia-do-norte/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/12/21/ainda-a-coreia-do-norte/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 11:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao contrário do Bernardino Soares, não tenho dúvidas de que a Coreia do Norte é uma Ditadura. Agressiva, militarista, baseada no culto do chefe. Há Ditaduras piores e regimes democráticos mais perigosos? Haverá certamente, mas a questão não é essa. &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/21/ainda-a-coreia-do-norte/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/12/coreia.jpg" alt="" title="coreia" width="450" height="300" class="alignnone size-full wp-image-75613" /><br />
Ao contrário do Bernardino Soares, não tenho dúvidas de que a Coreia do Norte é uma Ditadura. Agressiva, militarista, baseada no culto do chefe. Há Ditaduras piores e regimes democráticos mais perigosos? Haverá certamente, mas a questão não é essa.<br />
A questão é que são regimes como o coreano que dão mau nome ao comunismo e são esse tipo de regimes um dos principais obstáculos a que um dia o Partido Comunista chegue ao poder em Portugal (e, já agora, <a href="http://5dias.net/2011/12/20/condolencias/">a forma como o PCP olha para eles</a>). Nesse sentido, eles &#8211; a par dos <a href="http://5dias.net/2011/12/20/a-coreia-do-norte-outra-vez-o-renato-sinceramente/">regimes capitalistas selvagens </a>- são os nossos principais inimigos.<br />
É que o verdadeiro comunismo raramente chegou a ser implementado. Como seria diferente o mundo, hoje, se o tivesse sido. </p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Manifesto pela desclassificação do Douro como Património da Humanidade</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/14/manifesto-pela-desclassificacao-do-douro-como-patrimonio-da-humanidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 11:35:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Douro que nós amamos – o Douro das paisagens, das gentes, da natureza – não é aquele que nos querem impor: um Douro feito de betão, de turbinas e de lagos artificiais apenas para que negociatas entre o Estado &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/14/manifesto-pela-desclassificacao-do-douro-como-patrimonio-da-humanidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/SZKLJI34loI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
O Douro que nós amamos – o Douro das paisagens, das gentes, da natureza – não é aquele que nos querem impor: um Douro feito de betão, de turbinas e de lagos artificiais apenas para que negociatas entre o Estado e empresas privadas permitam a riqueza de alguns.<br />
Hoje mesmo, enviei uma Carta por Correio para os responsáveis da UNESCO e do ICOMOS, respectivamente Irina Bokova (directora-geral) e Gustavo Araoz (presidente). Enviei também por mail para todos os membros das duas instituições e pelo Facebook para todos os apaixonados pelo Douro em Portugal e no Mundo.<br />
Aquilo que proponho &#8211; a desclassifcação do Douro Património Mundial &#8211;  pode ser polémico, mas não haverá muito mais a fazer. O Governo já anunciou, através desse homem de cultura que se chama Francisco José Viegas, que não interrompe a construção da Barragem. Num país em condições, o Douro continuaria a ser Património da Humanidade e o Vale do Tua teria, ele mesmo, a sua própria classificação.<br />
E porque ainda vamos a tempo, é altura de espalhar esta mensagem por todo o mundo e tornar o Tua uma questão com exposição internacional. Todos os que a leram têm nas suas mãos a oportunidade de fazer algo pela região que todos amamos.<br />
O texto completo da Carta, em Inglês e em Português, pode ser lido no <a href="http://aventar.eu/2011/12/14/1130903/">Aventar</a>.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mumia Abu-Jamal, prisioneiro político nos Estados Unidos da América</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/08/mumia-abu-jamal-prisioneiro-politico-nos-estados-unidos-da-america/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/12/08/mumia-abu-jamal-prisioneiro-politico-nos-estados-unidos-da-america/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 09:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=75115</guid>
		<description><![CDATA[Mumia Abu-Jamal, um dos casos mais mediáticos e mais significativos do que é hoje a pena de morte nos Estados Unidos, viu hoje a pena capital ser-lhe comutada pelo Estado de Filadélfia. Pseudónimo de Wesley Cook, estava no corredor da &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/08/mumia-abu-jamal-prisioneiro-politico-nos-estados-unidos-da-america/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-75116" title="mumia" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/12/mumia.jpg" alt="" width="600" height="400" /><br />
Mumia Abu-Jamal, um dos casos mais mediáticos e mais significativos do que é hoje a pena de morte nos Estados Unidos, <a href="http://www.publico.pt/Mundo/mumia-abujamal-ja-nao-ira-ser-executado-1524210">viu hoje a pena capital ser-lhe comutada pelo Estado de Filadélfia</a>.<br />
Pseudónimo de Wesley Cook, estava no corredor da morte desde 1982. Pertencia ao Partido dos Panteras Negros, destinado a defender os habitantes dos bairros negros da violência da Polícia, e foi um conhecido jornalista de rádio – a «voz dos que não têm voz». Foi detido sob a acusação de ter matado um polícia que estava a espancar o seu irmão. Mais do que um prisioneiro comum, Jamal é hoje um prisioneiro político.<br />
Todo o processo está repleto de ilegalidades e de mentiras, a começar pelo momento da morte do polícia. Jamal interveio para defender o irmão, que estava a ser espancado, mas havia outras pessoas no local e uma delas fugiu logo a seguir aos disparos. <span id="more-75115"></span><br />
A arma de Jamal, de calibre 38, não disparou (o polícia foi morto por uma de calibre 44 jamais encontrada) – de resto, não foi feito qualquer exame de balística à sua arma ou às suas mãos.<br />
Quanto às testemunhas, nenhuma das que o defendeu foi arrolada, sendo que várias foram pressionadas para alterar o seu depoimento. O juiz que presidiu ao Julgamento declarou publicamente o seu desapreço por Jamal e pelas suas actividades políticas e demonstrou-o ao longo do processo.<br />
11 jurados negros foram eliminados do Júri.<br />
O seu advogado afirmou publicamente que não estava preparado e que não falara com as testemunhas.<br />
Jamal foi impedido pelo juiz de se defender a si próprio.<br />
O Ministério Público não apresentou qualquer prova do envolvimento de Jamal no homicídio, mas apresentou 600 páginas com as suas actividades políticas descritas ao pormenor.<br />
Em 2010, os Estados Unidos da América são um dos 74 países do mundo que permitem a pena de morte. É permitida em 36 dos 50 Estados e, sendo a injecção letal o método mais utilizado, a electrocussão, a câmara de gás, o enforcamento e o fuzilamento também são permitidos. Pela sua importância, o fim da pena de morte na América ditaria o fim da pena de morte em muitos outros países.<br />
O caso de Mumia Abu-Jamal é elucidativo quanto ao sistema de Justiça americano. É que, mesmo que não tenha sido condenado mais um inocente, a verdade é que alguém vai passar o resto da vida na prisão por causa um crime que se calhar nunca cometeu e cuja condenação tem claros contornos políticos.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Jobs for the Boys and Girls: Os novos rostos da Segurança Social</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 17:26:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns meses, Pedro Mota Soares, jovem líder parlamentar do CDS, exibia na Assembleia da República um powerpoint que comprovava a instrumentalização e partidarização da Segurança Social pelo PS, então no Governo. Hoje, Pedro Mota Soares é Ministro da Segurança &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/07/jobs-for-the-boys-and-girls-os-novos-rostos-da-seguranca-social/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns meses, Pedro Mota Soares, jovem líder parlamentar do CDS, <a href="http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1784744">exibia na Assembleia da República um powerpoint </a>que comprovava a instrumentalização e partidarização da Segurança Social pelo PS, então no Governo.<br />
Hoje, Pedro Mota Soares é Ministro da Segurança Social e não tem qualquer powerpoint para mostrar. Mas os factos falam por si.<br />
A nova Presidente do Instituto de Segurança Social, com a saída de Edmundo Martinho, é Mariana Ribeiro Ferreira Costa Cabral, orgulhosa esposa de um descendente de D. Afonso Henriques e filha do jornalista António Ribeiro Ferreira, o tal que queria <a href="http://www1.ionline.pt/conteudo/148095-e-urgente-partir-espinha-aos-sindicatos">partir a espinha aos sindicatos </a>e que era um grande admirador dessa <a href="http://ultraperiferias.blogspot.com/2008/04/ministra-da-educao-somos-o-pas-em-que-h.html">«senhora adorável»</a> que se chama arguida Maria de Lurdes Rodrigues. Não tem a experiência necessária para um cargo desta envergadura, apesar de ter passado pela Acção Social na Vereação de Cascais, mas tem o indispensável cartãozinho do CDS-PP, Partido do qual é Vice-Presidente.<br />
Mas há mais. Luís Monteiro, Vogal do Conselho Directivo, foi assessor parlamentar do PSD; Miguel Coelho e Joaquim Caeiro, outros dois vogais, foram assessores parlamentares do CDS.<br />
Nos Centros Distritais da Segurança Social, é o que já sabemos e que há bem  pouco tempo <a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&#038;id=519581">foi denunciado</a> pelo PS &#8211; Partido que, como se sabe, nunca faz este tipo de coisas. Os Centros de Coimbra, Bragança, Viseu e o Porto, pelo menos, já começaram a infestar a Administração Central com apaniguados seus.<br />
Quanto ao Porto, estamos em presença de um caso deveras interessante. O centrista Sampaio Pimentel, ex-vereador da Câmara do Porto na área da Protecção Civil, é o novo Presidente do Centro Distrital. O facto de nada perceber do assunto não deve ser, para quem o nomeou, muito importante. Para coadjuvá-lo, foi nomeada Ana Venâncio, vereadora do PSD e antiga colega de Marco António Costa na Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Uma curiosa arquitectura política que leva a que um membro da confiança de Pedro Mota Soares seja sempre marcado em cima por alguém ligado a Marco António. <span id="more-74901"></span><br />
Ainda no Centro Distrital do Porto, a rebaldaria continua com os assessores da Presidência. Sabe-se que vão ser nomeados 4, sendo que 2 dos nomes já são conhecidos: Maria Manuel, amiga de Sampaio Pimentel cujo maior feito profissional dos últimos anos tem sido o de se manter durante longos períodos em casa com atestado médico; e Ana Cancela, uma educadora de infância do Centro Infantil de Crestuma (de novo a predominância de Vila Nova de Gaia) cujos insuspeitos méritos na gestão e assesoria da «coisa pública» acabam de ser premiados com esta nomeação.<br />
O mais curioso é que, ainda em finais de Agosto, o Governo anunciava com toda a pompa <a href="http://www.rtp.pt/noticias/index.php?t=Governo-anuncia-extincoes-de-cargos-de-chefia-nos-gabinetes-distritais-da-Seguranca-Social.rtp&#038;headline=20&#038;visual=9&#038;article=474008&#038;tm=6">a extinção de 18 cargos</a> de dirigentes distritais adjuntos da Segurança Social. Extinguem 18 directores-adjuntos, mas à razão de 4 assessores por Centro Distrital, vão nomear mais de 70. Excelente!<br />
E como o exemplo vem de cima, aí temos <a href="http://aventar.eu/2011/12/06/peticao-dirigida-a-pedro-audi-soares/">Pedro Mota Soares</a>, o putativo Ministro, a deslocar-se num Audi A7 de 86 mil euros para reuniões sobre pobreza e miséria, onde geralmente o vemos a perorar <a href="http://www.precariosinflexiveis.org/2011/11/mota-soares-persegue-os-beneficiarios.html">contra os beneficários do Rendimento Mínimo</a> &#8211; sim, já sabemos que o contrato vem do Governo anterior e que não é possível rasgar contratos (só os contratos que o Estado tem com os Funcionários Públicos e demais contribuintes é que podem ser rasgados).<br />
E como o exemplo vem, novamente, de cima, aí temos o verdadeiro Ministro, Marco António Costa, a reservar para si e para a sua assessora, trazida de Lisboa, metade do 15.º andar da rua António Patrício (Centro Distrital do Porto), num gabinete remodelado de onde se alcança uma vista esplendorosa sobre o Douro. Desta vez, pelo menos,<a href="http://aventar.eu/2010/04/10/deus-nos-livre-de-marco-antonio/"> não repetiu a façanha </a>da sua anterior passagem pela Segurança Social.<br />
E assim vamos, cantando e rindo, num dos principais ministérios da governação do país. Porque os tempos são difíceis e ninguém está imune aos sacrifícios. </p>]]></content:encoded>
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		<title>PSD &#8211; História da Repressão (1989 &#8211; 2011)</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 08:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Já estamos habituados. Em Portugal, a Direita Radical resolve os problemas sempre da mesma maneira quando está no poder: à bastonada. Foi assim durante o longo e estéril cavaquismo e continua, 20 anos depois, a ser assim. O actual primeiro-ministro &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/06/psd-historia-da-repressao-1989-2011/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/sfEs8NToGO8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Já estamos habituados. Em Portugal, a Direita Radical resolve os problemas sempre da mesma maneira quando está no poder: à bastonada. Foi assim durante o longo e estéril cavaquismo e continua, 20 anos depois, a ser assim. O actual primeiro-ministro não percebeu a lição.<br />
Pedro Passos Coelho, já o disse aqui, está de cabeça perdida. A rua assusta-o de tal forma que a contestação ainda nem sequer começou a sério e, em apenas 5 meses, já adoptou a cartilha de Cavaco.<br />
O que é grave: se num mini-ensaio do que vem aí a Polícia já começou a <a href="http://5dias.net/2011/12/05/ausencia-de-duvida-plausivel-mais-provas-cabais-sobre-a-violencia-policial-os-infiltrados-e-os-provocadores-que-ja-actuam-pelo-menos-desde-o-dia-15-de-outubro-com-estas-imagens-agora-e-passos-c/">distribuir pancada</a> a torto e a direito, imagine-se o que será quando todos começarem a sair para a rua.<a href="http://5dias.net/2011/09/06/transformemos-portugal-numa-nova-grecia-ou-como-passos-coelho-anda-de-cabeca-perdida/"> Quando isto estiver transformado numa nova Grécia</a>.<br />
O que fará então Pedro Passos Coelho? </p>]]></content:encoded>
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		<title>Isto é uma guerra dos ricos contra os pobres e a pandilha de Pedro Passos Coelho está a vencê-la</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 19:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A frase original não é minha, mas faz todo o sentido adaptá-la aos dias que vivemos. Mesmo que os dotes de oratória do primeiro-ministro conseguissem convencer-nos do contrário, o que não é o caso, a verdade é que está a &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/11/isto-e-uma-guerra-dos-ricos-contra-os-pobres-e-a-pandilha-de-pedro-passos-coelho-esta-a-vence-la/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A frase original não é minha, mas faz todo o sentido adaptá-la aos dias que vivemos.<br />
Mesmo que os dotes de oratória do primeiro-ministro conseguissem convencer-nos do contrário, <a href="http://5dias.net/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/">o que não é o caso</a>, a verdade é que está a ser delineada uma guerra que, em última instância, tem como objectivo aumentar as desigualdades sociais e cavar um fosso cada vez maior entre ricos e pobres através da transferência de dinheiro dos segundos para os primeiros.<br />
Ao mesmo tempo que se <a href="http://www.ionline.pt/portugal/passos-anuncia-fim-dos-subsidios-ferias-ntal-salarios-acima-mil-euros">esbulha funcionários públicos e reformados em 14% do seu vencimento anual</a>, os detentores das grandes fortunas não pagam um cêntimo que seja para a resolução da crise.<br />
Ao mesmo tempo que se esbulha funcionários públicos e reformados em 14% do seu vencimento anual, os grandes grupos económicos vêem ser criada uma pequena taxa adicional de apenas 5%.<br />
Ao mesmo tempo que funcionários públicos e reformados são espoliados em 14% do seu vencimento anual, os detentores do grande património continuam sem qualquer tipo de taxação.<br />
Ao mesmo tempo que funcionários públicos e reformados são rapinados em 14% do seu vencimento anual, os Bancos &#8211; principais causadores da crise &#8211; continuam a não pagar impostos e ainda se dão ao desplante de querer <a href="http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Associacao-de-bancos-contra-proposta-de-recapitalizacao-do-Governo.rtp&#038;headline=20&#038;visual=9&#038;article=498341&#038;tm=6">abocanhar</a>, sem condições, os milhões da Troika que todos nós vamos pagar.<br />
Ao mesmo tempo que funcionários públicos e reformados são usurpados dos seus direitos mais básicos, todos aqueles que ganham milhões <a href="http://beparlamento.net/bloco-acusa-governo-de-isentar-sgps-e-prop%C3%B5e-taxa-de-215-sobre-dividendos">em mais-valias bolsistas e dividendos</a> continuam a rir-se do esforço que os outros fazem.<br />
Ao mesmo tempo que tudo se ratoneia aos mais pobres, tudo se perdoa aos mais ricos.<span id="more-73894"></span><br />
Ao mesmo tempo que as Micro e Pequenas e Médias Empresas vão sobrevivendo como podem, o Grande Capital esconde o seu dinheiro nos off-shores e paraísos fiscais e sai da crise ainda mais rico do que antes.<br />
Ao mesmo tempo que todos os sectores públicos sofrem cortes, o dinheiro disponível para consultorias e pagamento de projectos, sabemos nós a quem, vai aumentar.<br />
Ao mesmo tempo que todos pagam os bens de primeira necessidade mais caros através do IVA, os produtos de luxo continuam sem qualquer tipo de aumento fiscal.<br />
Ao mesmo tempo que as escolas públicas se debatem com dificuldades cada vez maiores, as escolas privadas vêem crescer o quinhão que generosamente recebem do Orçamento de Estado.<br />
Os exemplos podiam continuar. Mas a verdade, sem querer desculpar Pedro Passos Coelho, é que ele não é o principal culpado. O primeiro-ministro não passa de um peão, devidamente instrumentalizado pelos chefes da pandilha que nos governa. Todos eles estão conscientes de que a guerra só será vencida quando os portugueses forem reduzidos a uma condição de quase escravatura e quando todos os os europeus estiverem a receber <a href="http://aventar.eu/2011/11/11/nao-vai-haver-espaco-para-cobardias/">ao nível dos chineses</a>. Estas medidas são apenas a forma de chegar lá.<br />
Como diz acima o <a href="http://5dias.net/2011/11/11/reconheca-se-a-defesa-que-fazem-dos-da-sua-classe-reconheca-se-o-seu-salazarismo/">Tiago</a>, os ricos protegem-se entre si quando chegam ao poder. Porque há uma guerra a travar. E infelizmente, por muito que nos custe, são eles que neste momento estão a ganhar essa guerra.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os «libertadores» do povo líbio</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/03/os-%c2%ablibertadores%c2%bb-do-povo-libio/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 23:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A estas crianças, por exemplo, libertaram-nas da lei da vida. E sobre isto, vale a pena ler, mesmo com alguns exageros, o texto fantástico da De Puta Madre no Aventar. «A Guerra na Líbia foi um pacto Ocidental com Terroristas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/03/os-%c2%ablibertadores%c2%bb-do-povo-libio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2011/11/girl-khaleda-daughter1.png?w=600" class="alignnone" width="600" height="527" /><br />
A estas crianças, por exemplo, libertaram-nas da lei da vida.<br />
E sobre isto, vale a pena ler, mesmo com alguns exageros, o texto fantástico da De Puta Madre no Aventar.<br />
<em>«A Guerra na Líbia foi um pacto Ocidental com Terroristas Extremistas Islamitas. A Guerra na Líbia foi a Pulverização de um País por uma acção de extermínio Y morte. O Séc. XXI, entre muitas coisas surreais, vê nascer nas crianças pretas Líbias a Figura de Perigosos Mercenários – bebés de meses, inclusive. Mas a Democracia é Urgente. A Democracia tem Urgência. A Democracia têm Urgências. As crianças de KHALED AL-HAMEDI tem direito a uma Página na web Y destaque neste Post – INDIGNO! – vociferarão raivosos e de tresloucada demência os senhores NATO y todos os que se curvam à Democracia, Liberdade Y Direitos Humanos, acima Y mais Valorosos do que a vida de qualquer Criança; especialmente das Crianças Líbias Pretas Y Filhas de Amigos Ricos de Longa data de Saif Al-Islam</em>». Ler o resto <a href="http://aventar.eu/2011/11/02/a-tragedia-de-um-jovem-pai-so-por-ser-amigo-de-saif-al-islam-kadhafi/">aqui</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A ignorância e as mentiras de Miguel Relvas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/29/a-ignorancia-e-as-mentiras-de-miguel-relvas/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 19:18:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Como seria de prever, o Governo já começou a preparar-nos, lentamente, para o fim definitivo dos subsídios de Férias e de Natal. Primeiro, foi Vítor Gaspar a falar, de forma inusitada, em «vários anos» de cortes, dando a entender que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/29/a-ignorancia-e-as-mentiras-de-miguel-relvas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_OLfyLbzE3kc/SMU_hXz__mI/AAAAAAAABdI/3zJNj-wb5ik/s400/mentiras+novas.jpg" class="alignnone" width="400" height="300" /><br />
Como seria de prever, o Governo já começou a preparar-nos, lentamente, para o fim definitivo dos subsídios de Férias e de Natal. Primeiro, foi Vítor Gaspar a falar, de forma inusitada, em «vários anos» de cortes, dando a entender que seriam mais de dois. Seguiu-se-lhe Miguel Relvas a preparar o terreno para Pedro Passos Coelho, como sempre a desdizer tudo o que andou a dizer nos últimos anos.<br />
No meio disto tudo, as declarações de Miguel Relvas, para além de profundamente demagógicas, revelam um ministro que não sabe do que fala &#8211; e quem não sabe é ignorante &#8211; e que falseia a verdade em vários pontos. Ora, quem falseia a verdade mente. E quem mente é mentiroso.<br />
Diz Miguel Relvas que <a href="http://m.publico.pt/Detail/1518592">há muitos países que só têm 12 vencimentos</a>, citando a propósito a Holanda, a Inglaterra e a Noruega. E não se percebendo como afirmação tão momentosa não mereceu mais comentários por parte da nossa Comunicação Social, só se pode considerar lamentável que, na ânsia de enganar os contribuintes, os nossos governantes não se importem de passar por ignorantes.<br />
Como Miguel Relvas deve saber, o rendimento do trabalho em todos os países é anual &#8211; aliás, é assim que se calcula o IRS. O que existe são formas diferentes de o distribuir durante o ano. Em Portugal, por exemplo, o rendimento anual é distribuído, ou era, por 14 meses.<br />
Quanto aos exemplos dados por Miguel Relvas, chegam a roçar o ridículo. Nem de propósito, falha em todos eles.<br />
Em Inglaterra, o rendimento anual é dividido por 52 semanas e não por 10, 12, 14 ou 16 meses. 52 semanas, senhor ministro.<br />
Na Holanda, os trabalhadores têm direito a Subsídio de Férias, correspondente a 8% do salário anual. Ou seja, caso se tenha trabalhado um ano inteiro, recebe-se um pouco menos de um mês de salário no mês de Junho, para além do mês de férias pagas.<br />
Na Noruega, o rendimento anual é realmente pago em 12 meses. No entanto, o valor do IRS é dividido por 11 meses, sendo que os trabalhadores por conta de outrém recebem, no mês de férias, o ordenado isento de impostos. Ora, não é isto um subsídio de férias?<br />
Para além das mentiras e da ignorância confessa, nota-se no meio disto tudo uma demagogia profunda. Como é possível querer comparar os salários dos portugueses (salário médio anual de 11 689 euros) com os salários de países como a Holanda (23 022 euros), a Noruega (22 263 euros) ou o Reino Unido (22 185 euros)? E ainda por cima querer cortar definitivamente uma parte significativa desse rendimento anual?<br />
O Governo até pode ter legitimidade, o que duvido, para impor este tipo de medidas. Que não faziam parte do Programa de Governo ou do acordo com a Troika. O que não pode é mentir descaradamente aos portugueses e continuar a fazê-lo constantemente como se nada fosse. É que ainda não passaram 5 meses e <a href="http://aventar.eu/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/">já estamos fartos destas mentiras</a>. E que tal mentiras novas?</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O meu ranking das escolas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/17/o-meu-ranking-das-escolas/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 09:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano após ano, a comunicação social apresenta-nos resultados completamente falaciosos do panorama das nossas escolas secundárias. Quem vir esses «rankings» chega à conclusão de que se vive o melhor dos mundos nas escolas privadas e o «inferno na terra» nas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/17/o-meu-ranking-das-escolas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano após ano, a comunicação social apresenta-nos resultados completamente falaciosos do panorama das nossas escolas secundárias. Quem vir esses «rankings» chega à conclusão de que se vive o melhor dos mundos nas escolas privadas e o «inferno na terra» nas escolas públicas. São «rankings» que ignoram a componente sócio-económica dos alunos que compõem cada escola.<br />
São «rankings» que ignoram também a localização de cada escola – estar situada no litoral ou no interior não é despiciendo. São «rankings» que ignoram ainda o número de alunos que cada escola leva a exame – nuns casos, 50; noutros casos, 500.<br />
Bastava deslocar os alunos de uma escola privada para uma pública, e vice-versa, e os resultados seriam exactamente o oposto. Uma escola em 400.º lugar no «ranking» pode fazer um trabalho melhor do que uma escola classificada nos 10 primeiros lugares.<br />
Como não é possível transferir os alunos, decidi elaborar o meu próprio «ranking» das escolas secundárias em 2011. Partindo das Classificações de Exame em cada escola, decidi acrescentar uma variável sócio-económica, uma outra variável geográfica e uma outra relacionada com o número de alunos que cada escola levou a exame. Estas variáveis destinam-se a corrigir as assimetrias regionais e económicas que se verificam no nosso país e a dimensão de cada estabelecimento de ensino.<br />
Essas duas variáveis traduzem-se da seguinte forma no meu «ranking»:<br />
- 1ª bonificação para as escolas públicas dos distritos do interior do país;<br />
- 2ª bonificação para as escolas públicas dos distritos do litoral do país (excepto Lisboa e Porto)<br />
- 3ª bonificação para as escolas privadas do interior do país;<br />
- 4ª bonificação por cada 100 exames realizados para todas as escolas.</p>
<p>Tendo em conta estes valores, obviamente subjectivos (mas tão subjectivos como a lista que a comunicação social anualmente publica), o meu «ranking» é o seguinte:</p>
<p>1 – Escola Secundária Alves Martins (PUB, Viseu)<br />
2 – Escola Secundária Jaime Moniz (PUB, Madeira)<br />
3 – Externato Ribadouro (PRI, Porto)<br />
4 – Escola Secundária Garcia de Orta (PUB, Porto)<br />
5 – Escola Secundária Carlos Amarante (PUB, Braga)<br />
6 – Escola Secundária Gabriel Pereira (PUB, Évora)<br />
7 – Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo (PUB, Leiria) <span id="more-72742"></span><br />
8 – Escola Secundária Domingos Sequeira (PUB, Leiria)<br />
9 – Escola Secundária de S. João do Estoril (PUB, Lisboa)<br />
10 – Escola Secundária Eça de Queirós – Póvoa (PUB, Porto)<br />
11 – Escola Secundária de Raúl Proença (PUB, Leiria)<br />
12 – Escola Secundária Vergílio Ferreira (PUB, Lisboa)<br />
13 – Escola Secundária Infanta D. Maria (PUB, Coimbra)<br />
14 – Escola Secundária Leal da Câmara – Sintra (PUB, Lisboa)<br />
15 – Escola Secundária Santa Maria de Sintra – Sintra (PUB, Lisboa)<br />
16 – Escola Secundária D. Maria II (PUB, Braga)<br />
17 – Colégio Nossa Senhora do Rosário (PRI, Porto)<br />
18 – Escola Secundária de José Gomes Ferreira (PUB, Lisboa)<br />
19 – Escola Secundária Dr. Ginestal Machado (PUB, Santarém)<br />
20 – Escola Secundária Sebastião e Silva – Oeiras (PUB, Lisboa)<br />
21 – Escola Secundária Poeta António Aleixo – Portimão (PUB, Faro) 22 – Escola Secundária Camilo Castelo Branco (PUB, Vila REal)<br />
23 – Colégio Luso-Francês (PRI, Porto)<br />
24 – Escola Secundária da Amadora (PUB, Lisboa)<br />
25 – Escola Salesiana do Estoril (PRI, Lisboa)</p>]]></content:encoded>
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		<title>Pedro Passos Coelho &#8211; Best of 2010-2011</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 20:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante 2010 e 2011, Pedro Passos Coelho disse que sim, disse que não e disse o contrário. Durante várias semanas recolhi, compilei e compus as melhores declarações deste extraordinário homem. Hoje, tenho o prazer de apresentar os melhores momentos de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/gNu5BBAdQec?hl=pt&amp;fs=1" frameborder="0" width="425" height="349"></iframe><br />
Durante 2010 e 2011, Pedro Passos Coelho disse que sim, disse que não e disse o contrário. Durante várias semanas recolhi, compilei e compus as melhores declarações deste extraordinário homem. Hoje, tenho o prazer de apresentar os melhores momentos de Pedro Passos Coelho (e o <a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/4507359.html">Rodrigo Moita de Deus </a>há-de desculpar o roubo descarado deste texto).</p>
<p>Adenda: Especialmente esclarecedoras as afirmações deste <a href="http://www.ionline.pt/portugal/passos-anuncia-fim-dos-subsidios-ferias-ntal-salarios-acima-mil-euros">extraordinário homem</a>, nos últimos 2 anos, após a <a href="http://www.publico.pt/Política/governo-corta-subsidios-de-natal-e-ferias-a-funcionarios-publicos-que-ganham-mais-de-mil-euros-1516374">declaração ao país acerca do Orçamento de Estado para 2012</a>.</p>
<p style="text-align: right;">Publicado originalmente no <a href="http://aventar.eu/2011/10/13/pedro-passos-coelho-best-of-2010-2011/">Aventar</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Os amigos são para as ocasiões</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/22/os-amigos-sao-para-as-ocasioes/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 18:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O PCP apresentou uma proposta para aumentar os impostos sobre os automóveis de luxo, iates e aviões particulares. Os amigos do PSD têm automóveis de luxo, iates e aviões particulares. O PSD chumbou a proposta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PCP apresentou uma proposta para aumentar os impostos sobre os automóveis de luxo, iates e aviões particulares.<br />
Os amigos do PSD têm automóveis de luxo, iates e aviões particulares.<br />
O PSD chumbou a proposta. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Nos 5 anos do 5 Dias</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Sep 2011 13:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao longo de 5 anos de 5 dias, desde 17 de Setembro de 2006, foram quase 100 os autores que passaram pelo blogue. Alguns ficaram até hoje, outros partiram para novos desafios. Alguns deixaram a sua passagem indelével por centenas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/17/71547/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo de 5 anos de 5 dias, desde 17 de Setembro de 2006, foram quase 100 os autores que passaram pelo blogue. Alguns ficaram até hoje, outros partiram para novos desafios. Alguns deixaram a sua passagem indelével por centenas de posts que ficam na história da blogosfera, outros não chegaram sequer a estrear-se. Uns ficaram para sempre amigos do 5 Dias, outros inimigos figadais. Mas todos eles, queiram ou não queiram, serão parte integrante da história de um blogue que &#8211; perdoem-me a distinção &#8211; começou com 2 que ainda cá estão: o Nuno Ramos de Almeida e o António Figueira. Deixemo-nos de tretas, ser fundador é mesmo um posto.<br />
O 5 Dias é de todos os que nele participaram. E como é também um bocadinho meu, junto-me às comemorações do seu aniversário através de um post que evoca todos os seus autores desde 2006 até hoje. Por ordem alfabética (nome pelo qual assinam), aqui estão eles:<br />
Ana Filipa Oliveira, Ana Matos Pires, André Levy, António David, António Figueira, António Filipe, António Mira, António Paço, Arcebispo de Cantuária, Bicyclemark, Bruno Carvalho, Bruno Peixe, Bruno Sena Martins, Carlos Guedes, Carlos Vidal, Catarina Henriques,<br />
Claudia Silva, Daniel Medina, Diana Dionísio, Emídio Fernando, Engenheiro, Eugénio Rosa, Ezequiel, Fernanda Câncio, <span id="more-71547"></span>Filipe Gomes, Filipe Moura, Francisco Furtado, Francisco Santos, Helena Borges, Inês Meneses, Ivan Nunes, Joana Amaral Dias, Joana Simões Piedade, João Branco, João Galamba, João Labrincha, João Paulo Cotrim, João Pedro Henriques, João Pinto e Castro, João Torgal, João Valente Aguiar, Jorge Mateus, Jorge Palinhos, José Borges Reis, José Pedro Barreto, José Vieira Mendes, Levina Valentim, Luis Rainha, Manuel Gusmão, Margarida Santos, Maria João Pires, Mariana Canotilho, Marta Rebelo, Miguel Carranca, Miguel Serras Pereira, Morgada de V., Natasha Nunes, Nuno Ramos de Almeida, Nuno Vasco Fernandes, Ondina, Palmira Silva, Paulo Granjo, Paulo Jorge Vieira, Paulo Pinto, Pedro Ferreira, Pedro Penilo, Pedro vieira, o irmaolucia, Rafael Fortes, Raquel Freire, Raquel Varela, Renato Teixeira, Ricardo Noronha, Ricardo Santos Pinto, Rogélio da Costa Pereira, Rui Curado Silva, Rui Tavares, Sassmine, Sérgio Vitorino, Tiago Mota Saraiva, Tiago Ribeiro, Youri Paiva, Zé Neves e Zé Nuno.<br />
Qual foi a contribuição de cada um deles para a história do 5 Dias? Bem, essa será a segunda parte deste post. </p>]]></content:encoded>
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		<title>A morte de Salvador Allende</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/11/a-morte-de-salvador-allende/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 17:36:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[«Allende não era apenas médico e homem da política: conhecia a obra de Marx e aplicava-a. Eis o terror dos burgueses chilenos, que nunca tinham lido nem meia letra de quem tanto temiam sem saber porquê» (Raul Iturra) Tinha apenas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/11/a-morte-de-salvador-allende/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/09/allende.jpg" alt="" title="allende" width="276" height="183" class="alignnone size-full wp-image-71136" /></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>«Allende não era apenas médico e homem da política: conhecia a obra de Marx e aplicava-a. Eis o terror dos burgueses chilenos, que nunca tinham lido nem meia letra de quem tanto temiam sem saber porquê» (Raul Iturra)</strong><br />
</em></p>
<p><em>Tinha apenas 2 anos quando se deu o 11 de Setembro de 1973, que deu origem a uma das mais cruéis ditaduras do séc. XX na América Latina, a de Augusto Pinochet. Por todas as razões, mas sobretudo porque temos entre nós um chileno que viveu de perto os acontecimentos, decidi pedir ao professor <a href="http://aventar.eu/author/rauliturra1/">Raul Iturra</a>, catedrático de Etnopsicologia no ISCTE, um texto sobre o triste dia que hoje se comemora. Aqui vai ele com um grande bem-haja ao decano professor. </em></p>
<p>«Era uma grande surpresa para os meus professores da minha Universidade Britânica de Cambridge, que um médico político, socialista e marxista, tivesse sido eleito Presidente do Chile. Os meus chefes tinham lutado pela República da Espanha: George Orwell e Maurice Dobb sempre referiam esses dias e como o povo lutou para salvar a liberdade conquistada em 1931, dia em que o Rei Afonso XIII se demitiu, a República foi proclamada e Manuel Azaña a presidiu.<br />
Jack Goody, meu chefe directo, não lutou pela República Espanhola, por ter estado em Auschwitz como prisioneiro de guerra. Curioso por saber como um marxista e fundador do Partido Socialista era Presidente do conservador Chile, enviou-me a mim e à família para indagar como era esse facto possível. Solicitei ao meu amigo e Reitor, Fernando Castillo Velasco, ser enviado a uno dos campus da Pontifícia Universidade do Chile, aceitou e fui enviado à sucursal de Talca, 350 quilómetros ao Sul de Santiago, área denominada o rim da aristocracia chilena: todos tinham milhares de hectares de terra preta, vinhas, casas imensas e um número impossível de contar de jornaleiros para trabalhar para eles.<br />
A nossa família possuía bens, mas nunca fui a casa deles. O meu pequeno grupo doméstico habitou na nossa casa da cidade e eu, interessado, fui morar na casa de jornaleiros, fundámos uma Universidade para camponeses, aulas à noite e fim-de-semana, trabalho e aulas de dia nos sítios de trabalho. Escrevi três livros sobre a experiência, todos eles queimados quando fui feito prisioneiro pelas Forças Armadas e levado a um campo de concentração para ser fuzilado. <span id="more-71133"></span></p>
<p>Allende habitava na sua casa pessoal, daí La Moneda, construída no século XVII, ser apenas um lugar de trabalho. Vivíamos felizes esse ano e meio do começo do Governo, até que o Senhor Presidente começou a correr para cumprir o prometido: confiscar terras, indústrias, fábricas e entregá-las aos seus legítimos proprietários, os jornaleiros, que de produção nada sabiam. Daí, também, as nossas escolas para camponeses, o CEAC- Centro de Estúdios Agrários e Campesinos, para homens e mulheres. O cobre do Chile foi confiscado e passou para as mãos dos chilenos, sem nenhuma compensação, como aos antigos proprietários de indústria de lucro: <em>Já ganharam muito ao longo destes mais de trezentos anos, era bem ao contrário, os usurpadores deviam devolver o lucro da mais-valia retirada aos operários</em>, costumava dizer o Companheiro Presidente. Acabaram os tratamentos protocolares, éramos todos iguais, como Babeuff escrevia no seu jornal, <em>La Gazette</em><em> du Peuple</em> especialmente o de 1785: <em>O Manifesto dos plebeus.</em></p>
<p>A justiça de Allende, foi a porta aberta para a sua morte. Estávamos cercados: nada havia para comer, circular em carros, nem tabaco nem artigos de consumo. O mercado negro começou a funcionar. Todos nós, os marxistas de Allende, sentíamos arrepios, mas a nossa frase vulgar era: <em>não, no Chile isto não acontece….</em>para tirar o medo real que nos habitava alma e corpo. Como Presidente de um dos Partidos da Coligação que apoiava ao Presidente, a Unidade Popular, mandei realizar dois factos destemidos: um, preparar membros da UP para lutar com armas, caso fosse necessário e conveniente. Outro, organizar guerrilhas, com o modelo francês, tão bem sucedido durante a Segunda Grande Guerra da Europa. Mandei chamar um dos meus vice-presidentes, expliquei-lhe o plano e passou a ser o único que me conhecia.</p>
<p>A 11 de Setembro, numa altura em que o Companheiro Presidente queria organizar um plebiscito e perguntar ao povo se queriam que ele continuasse como Presidente da República, as Forças do Mar começaram a navegar para o Norte do Chile, com armamento e marinheiros treinados para uma guerra, apesar de não saberem qual guerra seria. A maior parte da esquadra apoiava Allende como Supremo Chefe das Forças Armadas do Chile. O Companheiro sabia que qualquer coisa podia acontecer, confidenciou-se com o Geral em Chefe das Forças de Terra, em quem confiava por cobarde e sabia que nada diria a ninguém. Mas o nosso primo, Almirante Toribio Merino e o seu segundo, primo da minha mulher, Franklin González, convenceram Merino e o General em Chefe da Força Aérea, Gustavo Leigh o hostilizou, argumentando que devia ser o General em Chefe das Forças de Terra quem liderara o alçamento. </p>
<p>Cobarde e arrogante como era, e Edecan do Presidente, mal soube a data, seria a 10 de Setembro, correu aos colegas, revelou o segredo e por vários dias não visitou o Presidente, tão grande era o seu temor de ser soberbo, arrogante e traidor. O Companheiro andava na Universidade de Guadalajara, no México, foi a casa de Tomás Moro e o grupo de amigos do Presidente estava já ai, para avisar o Presidente do alçamento. De imediato foi a La Moneda com os seus apoiantes pessoais, preparou um certo tipo de defesa, mandou chamar a sua guarda que o louvava e honrava, foi intimado pelas Forças Armadas para se render. Cobardia do General de terra foi toda gravada, o CD está comigo, mandou, como Presidente da República, que os Generais dos quatro ramos viessem de imediato ao Salão Toesca, o mais luxuoso de La Moneda. </p>
<p>Vestiu-se a rigor, era um homem elegante e gostava da boa roupa. Ninguém apareceu. Às 10 da manhã, um grupo sublevado, com o coronel Palácios, hoje falecido, tentaram entrar com tanques e um pelotão de fuzileiros. Rejeitados pela Guarda de Palácio, a luta continuou, os Hawkers-Hunters começaram a voar por cima de La Moneda e a bombardear. O Companheiro mandou todos vestir cascos de guerra, disparar desde o balcão que discursava, e conseguiram rebentar três tanques e fazer retroceder as tropas assaltantes. O Companheiro, desde sempre, temia este assalto e esta perda. Tencha tinha chegado na noite do 10 a 11 do México e ao saber o que acontecia, não confiou em ninguém, procurou ter ajuda em casa dos Embaixadores mexicanos, que não estavam, e passou a noite toda a vagabundear só pelas ruas. Beatriz e Laura estavam com o pai, quem, sem direito a reclamo, foram enviadas a Embaixada do México, onde Tencha e a Senadora Laura Allende de Pascal, irmã do companheiro, se encontravam. O Governo mexicano tinha enviado um avião para asilar a família no seu país. Mas, era-lhe impossível, ao Companheiro Presidente, sair do Palácio sem ser feito refém, julgado, assassinado e sabe-se lá que mais.</p>
<p>Falou duas vezes pelas antenas da Rádio Magalhães, até ao discurso final das 14 horas. No seu desespero, o Jornalista Augusto Olivares matou-se. O Companheiro mandou a sua guarda aos seus, porque temiam serem punidos, retirou-se ao Salão Toesca, discretamente fechou a porta, vestiu a banda presidencial e disparou um tiro, apenas um, da caçadeira que Fidel Castro lhe oferecera na sua visita em 1972, e para ele tudo acabou. O exército amotinado entrou no Paço em procura do Presidente Constitucional e encontraram apenas um corpo sem cabeça. Estava por perto o médico pessoal, o Dr. Danilo Bartulín, que foi obrigado a confessar que ele o tinha matado. A raiva de Palácios e dos outros era tanta que cravejaram o que restava do corpo do Companheiro, com tiros de pistola.</p>
<p>Os seus planos tinham fracassado: ser julgado como réu de delitos duros, exilá-lo e lançar o seu corpo vivo ao Pacífico. O exemplo de coragem pela Presidência e por não abandonar o cargo em que o povo o tinha sentado foi a pior vergonha para os militares, especialmente para uma Ditadura que começava a governar com um crime de lesa-majestade nas suas mãos…pela vergonha que sentia desse exemplo de coragem, de nunca abandonar o barco enquanto este se está a afundar. Por saber escolher a melhor opção: matar-se antes de abandonar o cargo que o povo lhe tinha oferecido, e que crescia e crescia enquanto melhor era o cumprimento das promessas de candidato.</p>
<p>Tinha por alcunha el <em>pije</em>, palavra castelhano-Chilena, que em português seria betinho. Sabia ser elegante no vestir, nas formas de falar, o seu falar era cadenciado e firme, sem ofender, nunca falava com um decibel a mais, mas quando tinha que falar das traições do Governo Norte-Americano, de forma calma levantava a voz e julgava, com provas, sempre com provas, sem inventar <em>estorias</em>. Confiávamos nele e ele tomava conta de nós.</p>
<p>Nunca esqueço quando lhe foi proibido entrar em propriedade privada. O senhor meu pai mandou a Guarda fechar as grandes portas ou portões e aí ficou o Senhor Senador. Vestido de fato azul, perfumado: <em>o povo tem que aprender costumes</em>…Mal soube, corri, entrei na casota da Guarda, o Companheiro observava em silêncio a minha enérgica voz de mando, sem me atropelar nem insultar. Tinha eu 15 anos mas sabia definir. Pedi desculpas ao Senador, subi a uma cadeira improvisada, mandei a vários juntar ralé, expliquei que nunca um representante da nossa Soberania podia ficar do outro lado: ele tinha poder, sabia usá-lo como Deputado primeiro, Ministro da saúde nos anos dos governos radicais, e como Senador Socialista, partido fundado por ele em 1930. A burguesia apenas sabia esconder-se atrás das trancas da propriedade. Finalmente, acrescentei, estamos perante um Soberano que respeita marxistas, ateus e cristãos, por saber que eles sabem essas ideias. Acabei. Estendeu-me a mão, disse para quem falo eu se o companheiro já disse tudo! Não larguei o seu braço e o apresentei aos duzentos que arrecadei dos 350 confiscados para trabalhar pelo ordenado pago pelo Senhor Engenheiro, o Senhor Pai. Nunca mais se falou do assunto em casa, mandei a Guarda esconder-se na sua casota e acrescentei: <em>ninguém viu nada…</em></p>
<p>Esse 11 foi cumprido. Às 23 horas, uma caixa de pau e as iniciais NN foram entregues a Tencha e Laura Allende. Foram numa furgoneta, proibidas de ver o corpo, a caixa foi lançada a uma fossa no cemitério de Santa Inês em Vinha del Mar. A Primeira-dama e a Senadora não se cansavam de gritar pelas ruas: <em>saibam que nesse caixote, repousa o corpo do Presidente Constitucional do Chile, o Dr.</em> -porque médico era, não como em Portugal onde todos são Drs. Os Doutores, não nos interessamos…Famosos soldados, com essa cortesia que mata a quem for, sem cortesia encerraram às Senhoras na furgoneta e as lançaram a rua, no dia pior de toque de recolher obrigatório. Não tiveram medo. Esgotadas, foram a Tomás Moro, pouca roupa, e, dai, ao avião que as levara a México. Em desespero, a Senadora, sem nada saber do seu filho membro do Movimento de Esquerda Revolucionária, Andrés Pascal Allende, não suportou tanta dor e matou-se. Beatriz Allende Bussi, asilada desde esse dia em Cuba, suicidou-se.</p>
<p>Foi um dia para não esquecer. A nossa ideia de organizar uma guerrilha e a de termos uma secreta resistência acabou com todos na nossa casa de Talca, a esperar notícia do Companheiro. Às 16 horas pararam os desfiles e apareceu no ecrã o médico pessoa de Salvador Allende, com a cara ferida, ar cansado, mãos agrilhoadas por baixo da mesa, quase sem voz, a dizer: <em>sim, matei o Senhor Presidente para ele não sofrer mais, tinha o corpo cheio de feridas e solicitou-me acabar com ele</em>. Os que conhecíamos o Presidente do Chile, sabíamos que não era verdade. Outra versão apareceu também dentro dos três dias, privados como estávamos de sair de casa, de noite eram as razias e os corpos já não estavam e parte nenhuma no dia a seguir. Foram os dias em que houve mais mortes no Chile.</p>
<p>A outra versão é mais mentirosa que a anterior, sabe-se até pelos nomes inexistentes no Chile: O palácio de La Moneda ardia por todos os lados depois do intenso bombardeio golpista, e os militares rebeldes já mostravam seus fuzis pelas esquinas da rua Morandé, convencidos de que nesse dia, 11 de Setembro de 1973, deteriam o &#8220;comunista vendedor da pátria&#8221; entrincheirado no edifício sob ataque. Em um dos salões, o presidente constitucional do Chile, Salvador Allende, disparando com a metralhadora presenteada por Fidel Castro, pediu um último favor a Danilo Bartulín: &#8220;Você foi meu melhor e mais leal amigo. Se eu for ferido, me dê um tiro&#8221;. &#8220;O senhor é o último que deve morrer aqui. Antes morreremos nós&#8221;, respondeu Bartulín.</p>
<p>Hoje em dia sabemos a verdade, narrada como está ao longo do texto. O Ditador queria ver-se livre da acusação e mandou realizar uma autópsia: Allende tinha morto só, sem assistência, por causa da Pátria; uma segunda e terceira autópsia, comprovaram o acerto: entrou só, calmo, ao Salão Toesca, cruzou a Banda Presidencial, usou o rifle oferecido por Fidel Castro. Em silêncio e sereno, disparou e faleceu: o tiro tinha sido na cabeça.</p>
<p>Após 17 anos de ditadura e de matar pessoas por meio do grupo de ditadores de América Latina, com Augusto Pinochet e Patrício Aylwin à cabeça, o Companheiro Presidente teve exéquias com soberanos de todo o mundo. E uma estátua no Jardim dos Presidentes do Chile, construído no Palácio de La Moneda.</p>
<p>O povo levou a urna a pé entre Viña del Mar e Santiago; os soberanos de outros países não puderam assistir ao funeral, porque o povo apoderou-se mais uma vez da urna, construída com cedros do Líbano. Nasceu em Valparaíso a 28 de Junho de 1908. Foi orientado ao suicídio calmo e racional, pelas forças armadas do Chile, orientadas pelos assassinos da América do Norte, a 11 de Setembro de 1973.»<br />
<img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/09/Allende_LaMoneda02.jpg" alt="" title="Allende_LaMoneda02" width="320" height="219" class="alignnone size-full wp-image-71137" /></p>]]></content:encoded>
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		<title>Não se enriquece a trabalhar</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/07/nao-se-enriquece-a-trabalhar/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 16:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[ricos]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda a taxação das grandes fortunas, de novo rejeitada ontem pelo ministro Vítor Louçã Gaspar. Seria muitíssimo fácil justificar uma medida desse tipo &#8211; justiça social, justiça fiscal, aumento das receitas em impostos, simples questão de solidariedade e por aí &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/07/nao-se-enriquece-a-trabalhar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/dxvC0TfKLSo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Ainda a taxação das grandes fortunas, de novo rejeitada ontem pelo ministro Vítor Louçã Gaspar.<br />
Seria muitíssimo fácil justificar uma medida desse tipo &#8211; justiça social, justiça fiscal, aumento das receitas em impostos, simples questão de solidariedade e por aí fora.<br />
Mas uma só razão parece-me suficiente: não se enriquece a trabalhar. Os ricos são ricos porque, na maior parte dos casos, roubaram a alguém o dinheiro com que fizeram a sua fortuna:<br />
- aos seus trabalhadores, esmifrando até ao tutano a sua força de trabalho durante décadas a fio;<br />
- ao Estado, fugindo aos impostos devidos e recebendo os incentivos fiscais indevidos;<br />
- através de outras ilegalidades / imoralidades.<br />
Claro que há excepções. <span id="more-70918"></span> Como ter ganho o Euromilhões, por exemplo.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Transformemos Portugal numa nova Grécia (ou como Passos Coelho anda de cabeça perdida)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/06/transformemos-portugal-numa-nova-grecia-ou-como-passos-coelho-anda-de-cabeca-perdida/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 09:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Campo Maior, Pedro Passos Coelho decidiu mostrar os dentes e, de forma velada, ameaçou com repressão todos aqueles que se manifestarem nas ruas: «Nós não confundiremos o exercício dessas liberdades com aqueles que pensam que podem incendiar as ruas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/06/transformemos-portugal-numa-nova-grecia-ou-como-passos-coelho-anda-de-cabeca-perdida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/08/fotomontagem-grecia.jpg" alt="" width="541" height="401" /><br />
Em Campo Maior, Pedro Passos Coelho decidiu mostrar os dentes e, de forma velada, <a href="http://economico.sapo.pt/noticias/executivo-avisa-que-nao-aceitara-tumultos-nas-ruas_125871.html">ameaçou com repressão</a> todos aqueles que se manifestarem nas ruas: «Nós não confundiremos o exercício dessas liberdades com aqueles que pensam que podem incendiar as ruas e ajudar a queimar Portugal. Pode haver quem se entusiasme com as redes sociais e com aquilo que vê lá fora, esperando trazer o tumulto para as ruas de Portugal. Saberão que nós sabemos dialogar, mas que também sabemos decidir.»<br />
Pelo que explica o Público de hoje (versão em papel), Pedro Passos Coelho referia-se à Grécia e às manifestações populares contra as medidas de austeridade do Governo. Aproveitando a embalagem, o jornalista justifica a preocupação do líder do PSD com aquilo que foi publicado aqui no 5 Dias, tanto <a href="http://5dias.net/2011/08/09/transformemos-portugal-numa-nova-inglaterra/">por mim </a>como pelo <a href="http://5dias.net/2011/08/10/feios-porcos-e-maus/">Tiago Mota Saraiva</a>.<br />
Todos sabemos que Pedro Passos Coelho <a href="http://aventar.eu/2009/12/30/cabidela-com-jidungo-na-mesa-com-passos-coelho/">dá muita atenção à blogosfera</a> e não seria de admirar que tivesse passado parte das suas férias a ler blogues.<br />
Vai daí, parte para a ameaça e mostra, como disse Marcelo Rebelo de Sousa, que está cheio de medo da rua. Confunde a Grécia com a Inglaterra, mete os pés pelas mãos e agora tenta remediar o mal.<br />
Uma atitude típica de alguém que está em final de mandato e que já não consegue controlar as suas próprias afirmações. Se é assim ao fim de 2 meses &#8211; já treme como varas verdes &#8211; imagine-se como será daqui para a frente, quando a rua se começar a manifestar a sério. Pergunto-me se irá conseguir bater o record de permanência no cargo de Pedro Santana Lopes.<br />
E não, não defendo aquilo em que se transformou a revolta na Inglaterra a partir de certa altura (destruição de bens de pessoas inocentes, saques de lojas, etc.), como muitos maldosamente quiseram fazer crer, mas defendo a forma como tudo começou, nomeadamente as gigantescas manifestações de meio milhão de pessoas nas ruas e as vigílias contra a prepotência da Polícia inglesa.<br />
Da mesma forma que defendo tudo o que se passou na Grécia. Foi usada a violência, é certo, mas como responder perante a violência, bem maior, de que usou o Governo grego?<br />
E o que se passou na Grécia está a passar-se agora em Portugal. É por isso que temos todos de sair para a rua e de lutar contra o Governo de Passos Coelho. Com greves. Com manifestações. Com tumultos &#8211; os tais de que o primeiro-ministro fala. Com agitação a sério.<br />
E aí veremos quem é quem. E aí veremos de que material é Pedro Passos Coelho feito. É que todos nos lembramos de que forma o Governo PSD respondeu às manifestações sociais da primeira metade dos anos 90, quando era primeiro-ministro aquele que hoje, como Presidente da República, <a href="http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1135493.html">apela aos jovens para sairem às ruas </a>e mostrarem o seu descontentamento.</p>]]></content:encoded>
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		<title>26 anos de Carvalhesa – não há festa como esta</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/02/26-anos-de-carvalhesa-%e2%80%93-nao-ha-festa-como-esta/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 10:10:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[festa do avante]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma Festa do PCP que é muito mais do que isso&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/3ILYx0qewm0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Uma Festa do PCP que é muito mais do que isso&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Tantos anos a preparar-se para isto?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/31/tantos-anos-a-preparar-se-para-isto/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 20:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[antónio josé seguro]]></category>

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		<description><![CDATA[As gaffes de Seguro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tvi24.iol.pt/economia/governo-gaffes-ps-seguro/1276746-4058.html">As gaffes de Seguro</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>(In)justiça fiscal à moda de Vítor Louçã Gaspar</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 17:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[vitor louçã gaspar]]></category>

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		<description><![CDATA[Para o ministro Vítor Louçã Gaspar, as novas medidas anunciadas hoje - mais aumentos de impostos &#8211; vão no sentido de uma maior justiça fiscal. Claro que não vão e Vítor Louçã Gaspar sabe-o. Uma taxa extraordinária de 2,5% para &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/31/injustica-fiscal-a-moda-de-vitor-louca-gaspar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para o ministro Vítor Louçã Gaspar, <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/vitor-gaspar-anuncia-taxa-adicional-de-irs-de-25-por-cento-para-maiores-rendimentos_1509978">as novas medidas anunciadas hoje </a>- mais aumentos de impostos &#8211; vão no sentido de uma maior justiça fiscal.<br />
Claro que não vão e <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/146321-irs-sobe-25-quem-ganha-mais-153-mil-euros-mais-3-irc-grandes-lucros-">Vítor Louçã Gaspar</a> sabe-o. Uma taxa extraordinária de 2,5% para quem ganha mais de 10 mil euros por mês não é nada &#8211; uns 250 euros. Quanto às empresas, passam a pagar uma taxa de 3% quando têm lucros superiores a 1,5 milhões de euros. Ou seja, 45 mil euros por cada 1,5 milhões de euros de lucros. Uma fortuna, sobretudo se tivermos em conta que é uma medida extraordinária! Se nos lembrarmos que os funcionários públicos ficaram, para sempre, sem 5% ou mais dos seus ordenados&#8230;<br />
Depois, vem o fim das deduções para quem ganha pouco mais de 2500 euros por mês. Para Vítor Louçã Gaspar, uma família que ganha 2500 euros por mês e que tem 2 ou 3 filhos a estudar não precisa de fazer deduções.<br />
De fora, como sempre, fica o património. E ficam as heranças. E ficam os ricos mesmo ricos. Como sempre. É a (in)justiça fiscal à moda de Vítor Louçã Gaspar, de Pedro Passos Coelho e deste Governo PSD/CDS. Alguém pensou que ia ser diferente?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Na Líbia de hoje, não há heróis</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/28/na-libia-de-hoje-nao-ha-herois/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 23:15:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[conselho nacional de transição]]></category>
		<category><![CDATA[kadaffi]]></category>
		<category><![CDATA[Líbia]]></category>

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		<description><![CDATA[É verdade que a intervenção da NATO na Líbia é criminosa e motivada apenas pelo petróleo. É verdade que o Conselho Nacional de Transição não tem qualquer legitimidade. É verdade que os actos de barbárie protagonizados pelos novos detentores do &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/28/na-libia-de-hoje-nao-ha-herois/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://i0.ig.com/fw/8j/ry/zb/8jryzb9r24hmu0r6iivddwmck.jpg" class="alignnone" width="652" height="408" /><br />
É verdade que a intervenção da NATO na Líbia é criminosa e motivada apenas pelo petróleo. É verdade que o Conselho Nacional de Transição não tem qualquer legitimidade. É verdade que os actos de barbárie protagonizados pelos novos detentores do poder têm afogado em sangue milhares de líbios inocentes e a Comunicação Social <a href="http://5dias.net/2011/08/28/as-respostas-que-nunca-te-darei/">tem-se esforçado por esconder</a> essa parte.<br />
Mas também <a href="http://www.avante.pt/pt/1969/internacional/115988/">convém não exagerar</a> na descrição dos acontecimentos. Do lado contrário, está um regime ditatorial e violento que não hesitou em disparar contra o próprio povo logo que se viu ameaçado. Do outro lado, está o sanguinário <a href="http://www.publico.pt/Mundo/khadafi-dizse-pronto-a-falar-sobre-a-passagem-de-poder-e-nato-bombardeia-a-sua-casa-em-sirte_1509495">Kadaffi</a>, que reprime os líbios há mais de 40 anos. Não é propriamente o mártir no meio desta história.<br />
Na Líbia de hoje, à excepção do povo inocente que vai sobrevivendo como pode, não há heróis. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Eles não têm tomates para isso&#8230;</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/26/eles-nao-tem-tomates-para-isso/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 23:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Pedro Passos Coelho e Vítor Louçã Gaspar foram lestos, muito lestos, a encontrar uma forma de roubar metade do Subsídio de Natal aos trabalhadores portugueses. Já quanto à taxação das grandes fortunas, ah e tal, vamos pensar, logo se vê. &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/26/eles-nao-tem-tomates-para-isso/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://2.bp.blogspot.com/_1GC_7x6TYM0/TLKw--w6cXI/AAAAAAAAFBc/ZMXL7mKBQOQ/s1600/tomates.jpg" alt="" width="566" height="410" /><br />
Pedro Passos Coelho e Vítor Louçã Gaspar foram lestos, muito lestos, a encontrar uma forma de roubar metade do Subsídio de Natal aos trabalhadores portugueses. Já quanto à <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/cavaco-apoia-imposto-extra-sobre-ricos-e-exclui-bens-patrimoniais_1509294">taxação das grandes fortunas</a>, ah e tal, vamos pensar, logo se vê.<br />
Como é óbvio, a não ser que tomem alguma medida meramente simbólica para tapar os olhos aos burros, tipo uma taxa de 1% sobre os bens móveis, Pedro Passos Coelho e Vítor Louçã Gaspar não vão ter coragem para mais nada. Vão alegar o perigo da fuga de capitais, mas a realidade é outra. O que eles defendem é os seus amigos, aqueles que mais contribuiram para as suas campanhas eleitorais, para a sua chegada ao poder. Não há almoços grátis.<br />
E no fundo, defendem-se também a eles próprios, que também seriam chamados a contribuir se a medida avançasse. Basta olhar para as Declarações de Rendimentos <a href="http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/passos-coelho-a-meio-da-tabela-dos-rendimentos-declarados-pelos-actuais-ministros_1508695">entregues no Tribunal Constitucional</a> por ministros como Paulo Macedo, José Pedro Aguiar-Branco ou Miguel Relvas.<br />
Já em relação aos socialistas, o que têm a menos em tomates têm a mais em falta de vergonha. Depois de terem estado no poder nos últimos 6 anos (e em 8 dos 10 anos anteriores), <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/ps-quer-taxar-rendimentos-de-capital_1509181">vêm com a maior das canduras propor a taxação dos rendimentos do capital </a>e falar de justiça social. E então por que é que não tomaram essa medida e aprovaram um dos muitos projectos que PCP e BE apresentaram? O <a href="http://5dias.net/2011/08/26/esquizofrenia-xuxa/">Carlos Guedes </a>responde.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O moço de recados</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/23/o-moco-de-recados/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 17:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[antónio figueira]]></category>
		<category><![CDATA[ferreira fernandes]]></category>

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		<description><![CDATA[Regresso de férias com a notícia do momento na blogosfera. Um escândalo! No meio disto tudo, o mais triste é mesmo ver como um cronista, que até escreve bem, se transformou num moço de recados de certas colegas do seu &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/23/o-moco-de-recados/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Regresso de férias com<a href="http://aventar.eu/2011/08/23/o-caso-antonio-figueira/"> a notícia do momento </a>na blogosfera. Um escândalo!<br />
No meio disto tudo, o mais triste é mesmo ver como <a href="http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1959476&#038;seccao=Ferreira Fernandes&#038;tag=Opini%E3o - Em Foco">um cronista</a>, que até escreve bem, se transformou num moço de recados de certas colegas do seu jornal. Já começa a ser um <em>must</em>: caso que envolva o 5 Dias é tema de crónica no dia seguinte no DN. Manda quem pode, obedece quem deve. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Transformemos Portugal numa nova Inglaterra*</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/09/transformemos-portugal-numa-nova-inglaterra/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 17:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[crise económica]]></category>
		<category><![CDATA[grécia]]></category>
		<category><![CDATA[inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Passos Coelho]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproveitemos as férias para descansar. Depois de Agosto, todas as forças vão ser necessárias para lutar. O Governo Passos Coelho / Portas já mostrou ao que vem e todos temos de estar preparados. A receita é a do costume: aumento &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/09/transformemos-portugal-numa-nova-inglaterra/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-69776" title="fotomontagem grecia" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/08/fotomontagem-grecia.jpg" alt="" width="890" height="562" /></p>
<p>Aproveitemos as férias para descansar. Depois de Agosto, todas as forças vão ser necessárias para lutar. O Governo Passos Coelho / Portas já mostrou ao que vem e todos temos de estar preparados.<br />
A receita é a do costume: aumento de impostos directos e indirectos sobre os trabalhadores ao arrepio de todas as promessas eleitorais. É tão fácil ser forte com os fracos e tão difícil ser forte com os fortes! Aos poderosos, como os Bancos, os principais responsáveis pela crise, não se pede um cêntimo a mais e ainda se lhes reduz a Taxa Social Única.<br />
É por isto que urge transformar Portugal numa nova Inglaterra. Não porque gostemos de ver o nosso país a ferro e fogo nem porque sejamos adeptos da violência como solução para os problemas. Mas porque é essa a única forma de lutar contra tudo o que o Governo se prepara para fazer. Como alguém disse em forma de previsão para o futuro, nós não somos carneiros.</p>
<p><em>(* escrito para a edição de estreia de «<a href="http://www.meiosepublicidade.pt/2011/07/28/the-printed-blog-portugal-nas-bancas-a-partir-de-2-de-agosto/">The Printed Blog»</a> com o título «Transformemos Portugal numa nova Grécia», daí a fotomontagem que pedi ao <a href="http://aventar.eu/author/fliscorno/">Jorge Fliscorno</a>. Mas <a href="http://5dias.net/2011/08/09/nao-temos-nada-a-perder/">a realidade</a> desta <a href="http://www.publico.pt/Mundo/tumultos-em-londres-fazem-o-primeiro-morto_1506809">Europa em crise</a> <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/142253-primeira-vitima-mortal-em-londres-cameron-diz-que-ninguem-ficara-impune">não pára</a>, daí esta adaptação que faz todo o sentido</em>)</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Principais pontos do Programa de Emergência Nacional</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/05/principais-pontos-do-programa-de-emergencia-nacional/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 18:09:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Feito à imagem e semelhança do Programa da Câmara Municipal de Gaia &#8211; provando, para quem tivesse dúvidas, quem é de facto o verdadeiro Ministro da Segurança social (uma dica: não anda de mota) &#8211; o Programa de Emergência Nacional &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/05/principais-pontos-do-programa-de-emergencia-nacional/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Feito à imagem e semelhança do Programa da Câmara Municipal de Gaia &#8211; provando, para quem tivesse dúvidas, quem é de facto o verdadeiro Ministro da Segurança social (uma dica: não anda de mota) &#8211; o Programa de Emergência Nacional hoje apresentado pelo Governo traça as directrizes que se seguem:</p>
<p>. atolhar crianças pobres em creches superlotadas.</p>
<p>. pagar aos Bancos (um clássico&#8230;) para famílias pobres ocuparem casas devolutas.</p>
<p>. dar aos pobrezinhos medicamentos fora de prazo.</p>
<p>. <a href="http://aventar.eu/2011/08/05/a-comida-dos-pobres-pode-ser-toda-badalhoca/">deixar de fiscalizar, através da ASAE, as cantinas das IPSS&#8217;s</a> (comem de borla, a higiene é o menos).</p>
<p>. pôr os beneficiários do Rendimento Mínimo (80% deles são crianças e idosos) a trabalhar.</p>
<p>No fundo, é toda uma ideologia a funcionar. Como refere o Marco do <a href="http://bitaites.org/">Bitaites </a>na caixa de comentários <a href="http://aventar.eu/2011/08/05/programa-de-emergencia-social-vamos-brincar-a-caridadezinha/">deste post</a>, «é um bom exemplo do que separa uma pessoa de esquerda de uma pessoa de direita: a de esquerda pensa em solidariedade, a de direita em caridade».</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os políticos de direita têm mais capacidade de transmitir a sexualidade</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/03/os-politicos-de-direita-tem-mais-capacidade-de-transmitir-a-sexualidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 18:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Cavaco Silva]]></category>
		<category><![CDATA[políticos de direita]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo moita de deus]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RdN7VOo1fQM/Sr1FtLrrtcI/AAAAAAAABoQ/9a00xfLZmcs/s400/cavaco_silva1.jpg" class="alignnone" width="320" height="240" /></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Os países monárquicos têm mais capacidade de receber atentados terroristas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/02/os-paises-monarquicos-tem-mais-capacidade-de-receber-atentados-terroristas/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 14:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[atentados]]></category>
		<category><![CDATA[Monarquia]]></category>
		<category><![CDATA[república]]></category>
		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Para o Rodrigo Moita de Deus, os países republicanos são os únicos que pedem ajuda ao FMI. Os países monárquicos não. Sem perceber o que tem uma coisa a ver com a outra, lembrei-me &#8211; não sei bem por quê &#8211; &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/02/os-paises-monarquicos-tem-mais-capacidade-de-receber-atentados-terroristas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para o <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/140800-os-politicos-direita-tem-mais-capacidade-transmitir-sexualidade">Rodrigo Moita de Deus</a>, os países republicanos são os únicos que pedem ajuda ao FMI. Os países monárquicos não.<br />
Sem perceber o que tem uma coisa a ver com a outra, lembrei-me &#8211; não sei bem por quê &#8211; que os países monárquicos são aqueles onde os atentados terroristas têm sido mais frequentes. Inglaterra, Irlanda do Norte, Espanha, <a href="http://5dias.net/2011/07/29/a-noruega-nao-e-um-exemplo-de-tolerancia-de-democracia-e-de-respeito-pelos-direitos-humanos/">Noruega</a>.<br />
Será que a culpa é do rei?</p>]]></content:encoded>
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		<title>A Noruega não é um exemplo de tolerância, de democracia e de respeito pelos direitos humanos</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 04:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[anders breivik]]></category>
		<category><![CDATA[atentado]]></category>
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		<description><![CDATA[Anda tudo muito espantado pelo facto de o brutal acto de Anders Breivik ter acontecido na Noruega, um país tão tolerante e onde a democracia funciona de forma tão exemplar. Não é verdade que a Noruega seja esse exemplo de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/29/a-noruega-nao-e-um-exemplo-de-tolerancia-de-democracia-e-de-respeito-pelos-direitos-humanos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_69192" class="wp-caption alignleft" style="width: 228px"><img class="size-medium wp-image-69192" title="capa jornal noruegues" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/07/capa-jornal-noruegues2-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" /><p class="wp-caption-text">«Os noruegueses étnicos em breve serão a minoria» - capa do jornal Finans</p></div>
<p>Anda tudo muito espantado pelo facto de o brutal acto de <a href="http://www.publico.pt/Mundo/autor-dos-atentados-na-noruega-volta-a-ser-interrogado-amanha_1505133" target="_blank">Anders Breivik</a> ter acontecido na Noruega, um país tão tolerante e onde a democracia funciona de forma tão exemplar.<br />
Não é verdade que a Noruega seja esse exemplo de tolerância e de respeito pelos direitos humanos. Aliás, o regime político norueguês está muito longe da perfeição e, tal como acontece em todos os países onde o capitalismo selvagem assentou arraiais, soçobrou de forma clara face ao poder do dinheiro e dos interesses dos grandes grupos económicos. Já abordei, em tempos, o caso <a href="http://aventar.eu/2010/12/12/o-wikileaks-e-a-mafia-nordica/">Jan Fredrik Wiborg</a>, um engenheiro civil assassinado, presumivelmente pelo Estado norueguês, em 1994. Na altura da morte, num hotel de Copenhaga onde a queda acidental de uma janela era impossível, Wiborg transportava uma pasta de documentos comprometedores para o Governo norueguês, documentos esses que provavam a falsificação de informações na escolha da localização do novo Aeroporto de Oslo. Uma longa reportagem da imprensa da época demonstra que Wiborg morreu a lutar contra os Ministérios, as Agências Estatais e o Parlamento norueguês.<br />
Nesse mesmo post, dava conta de que o Wikileaks revelou, em 2010, <a href="http://aventar.eu/2010/12/12/o-wikileaks-e-a-mafia-nordica/">o nebuloso negócio da compra de 48 aviões F-35</a>, em 2008, pelo Estado norueguês a uma empresa americana, em detrimento de um concorrente sueco e de um consórcio europeu. A troca de mensagens diplomáticas é reveladora da teia de interesses que então se formou para condicionar a decisão política que foi tomada. Em ambos os casos, o Partido Trabalhista, social-democrata, estava no Governo. Em 1994, a primeira-ministra era Gro Harlem Brundtland, em 2008 era Jens Soltemberg, o actual primeiro-ministro.<br />
No que diz respeito ao sistema político do país, <a href="http://www.ssb.no/english/subjects/00/minifakta_en/po/main_01.html" target="_blank">a actual composição do Parlamento </a>é a melhor prova da falta de tolerância de parte significativa do povo norueguês. O segundo Partido mais votado nas últimas Legislativas, em 2009 (como já o fora em 2005), foi o Partido do Progresso &#8211; o FrP &#8211; com mais de 600 mil votos, correspondentes a mais de 24%. Elegeu 41 deputados.<br />
Ora, o FrP é um Partido de Extrema-Direita, que contesta a entrada de imigrantes no país e que rejeita em absoluto o auxílio social para refugiados e trabalhadores que chegam de forma ilegal à Noruega. Tem uma posição claramente pró-Israel e pretende um maior controle da ajuda governamental aos países em desenvolvimento. Aliás, é o Partido onde militou durante 7 anos Anders Breivik, que ali ocupou vários cargos de confiança. À beira do FrP, até o CDS parece eivado de valores altamente democráticos. <span id="more-68865"></span><br />
Quando 25% da população de um país vota neste tipo de ideias racistas e xenófobas, dificilmente poderemos estar a falar de uma sociedade tolerante e atenta aos direitos humanos.<br />
Não é só nas eleições, infelizmente, que a sociedade norueguesa evidencia o seu carácter racista. Nos últimos anos, os episódios de discriminação e violência contra imigrantes, em especial muçulmanos, têm aumentado de forma preocupante. Através de grupos de extrema-direita e, pior ainda, através do próprio Estado.<br />
Essa discriminação começa, frequentemente, na fronteira. Aí, os funcionários do organismo equivalente ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras utilizam técnicas específicas, baseadas na raça, para revistar membros de minorias étnicas. Não porque haja suspeitas acerca de determinada pessoa, mas apenas porque essa pessoa não é caucasiana.<br />
Quanto aos Centros de Acolhimento de Imigrantes, onde são albergados todos aqueles que esperam por uma autorização de residência (que chega a demorar, quando chega, 18 meses), caracterizam-se, sobretudo na área de Oslo, pelas más condições que apresentam. A revolta dos detidos é frequente e até o Centro Norueguês contra o Racismo foi da opinião de que os incidentes que vão surgindo não são uma surpresa.<br />
Porque uma criança nascida na Noruega não se torna automaticamente norueguesa, havia nos inícios de 2010, segundo o ACNUR, quase 3 mil apátridas no país. Desses, 95% eram palestinianos, os restantes essencialmente bálticos. Muitos deles tiveram de renunciar à sua Nacionalidade para obterem a Nacionalidade norueguesa, mas esta, por algum motivo, foi-lhes retirada, daí serem apátridas, bem como os seus descendentes nascidos em solo norueguês.<br />
Hoje em dia, o aumento de obstáculos à entrada de muçulmanos no país, sobretudo palestinianos (no passado, foram afegãos, somalis, iraquianos, chechenos, sérvios do Kosovo e eritreus) levou mesmo Kari Partapuoli Helene, Presidente do <a href="http://www.antirasistisk-senter.no/english.109478.no.html">Centro Norueguês contra o Racismo</a>, a dizer que «um dos grupos mais vulneráveis da sociedade mundial está agora a começar a ser um dos grupos mais marginalizados da sociedade norueguesa.»<br />
Ainda no que diz respeito ao racismo latente nos serviços públicos do país, originou uma grande controvérsia a morte de uma imigrante sexagenária, por ataque cardíaco, depois de nove chamadas para o 112 que não obtiveram resposta. Em vez de enviarem uma ambulância, os operadores chamaram primeiro a Polícia. Acabaram absolvidos, apesar de fortemente criticados pelo organismo ministerial respectivo e apesar de terem sido acusados de violar a lei.<br />
Em Maio de 2010, a autorização de funcionamento de uma escola primária muçulmana provocou uma forte revolta na cidade de Oslo, cujas autoridades chegaram a recorrer da decisão. Isto num momento em que já existiam quase cem escolas cristãs no país.<br />
Na sequência do caso <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paramedics_incident_in_Oslo_2007" target="_blank">Ali Farah</a> (muçulmano deixado ao abandono no centro da cidade pelos serviços de Emergência Médica), a <a href="http://www.ldo.no/">LDO &#8211; Equality and Anti-Discrimination Ombud </a>–  fez um levantamento geral do trabalho contra a discriminação no sector governamental. Quase um terço das empresas estatais nem sequer respondeu.<br />
Antes ainda de entrar nos grupos de extrema-direita que espalham o terror e a violência junto das comunidades islâmicas, não faltam os exemplos de discriminação racial na sociedade civil norueguesa. Diversos estudos e estatísticas têm-no comprovado.<br />
<a href="http://www.antirasistisk-senter.no/norske-muslimer.4766344-170044.html" target="_blank">Um estudo</a> de 2009 mostrava que os noruegueses têm mais medo dos muçulmanos do que do aquecimento global e da crise financeira mundial. Metade dos entrevistados não-muçulmanos acreditava então que os valores do Islão são incompatíveis com os valores fundamentais da sociedade norueguesa. O que é profundamente errado no caso dos muçulmanos noruegueses, que se preocupam menos com a religião (apenas 18% participam em cerimónias religiosas) do que aquilo que os restantes noruegueses pensavam (o estudo revelou que a maior parte da população acreditava que 62% dos muçulmanos frequentava as mesquitas do país).<br />
Aliás, a maior parte dos inquiridos acredita que apenas 37% dos muçulmanos do país querem uma maior integração na sociedade norueguesa, quando na realidade esse número é de 94%; e pensam que 65% dos muçulmanos noruegueses consideram imoral a sociedade do país, quando afinal só 15% dos muçulmanos têm essa opinião.<br />
A maior parte dos entrevistados acredita que 43% dos muçulmanos querem introduzir a Sharia na Noruega e que 64% querem sanções mais severas para a publicação de desenhos e fotografias ofensivas (contra respectivamente 14% e 42% na realidade).<br />
A conclusão do estudo foi evidente: «O povo em geral é profundamente ignorante sobre as atitudes de seus concidadãos muçulmanos. O facto é que a religiosidade forte e aversão à sociedade norueguesa só será expressa por uma minoria muçulmana.»<br />
O medo de que os imigrantes venham a dominar a Noruega é tanto que o jornal Finans (na imagem) fez as contas e chegou à conclusão de que em 2030 o número de imigrantes em Oslo será superior ao número de nativos. <a href=" Os políticos não vêem os desafios com os quais nossos filhos serão confrontados" target="_blank">No texto da reportagem</a>, diz-se textualmente: «O problema é que há menos cultura norueguesa. Os políticos não vêem os desafios com os quais nossos filhos serão confrontados». E os desafios dos «nossos filhos», para o jornal, são coisas tão caricatas como as crianças norueguesas não conseguirem fazer amizades na creche e os seus amigos imigrantes não comparecerem, apesar de convidados e apesar de não haver porco na mesa, às suas festas de aniversário.<br />
Os próprios políticos não se têm coibido de discutir abertamente as suas preocupações relativamente à diluição da cultura norueguesa através do aumento da imigração vinda de países com valores e religiões diferentes. A maior parte desses políticos pertencem a Partidos de Direita e muitos deles ao FrP, a que já me referi anteriormente.<br />
No campo do emprego, a discriminação contra os imigrantes é evidente e atinge também os seus descendentes nascidos na Noruega.<br />
Um estudo recente demonstra que os filhos de imigrantes, mesmo os nascidos no país, têm mais dificuldade em encontrar emprego (taxa de desemprego de 7,3 %) do que noruegueses «puros» com as mesmas qualificações (2,2%). Uma outra conclusão desse estudo é paradigmática: os candidatos a emprego com primeiro ou último nome que pareça ser muçulmano continuam a ser muito menos propensos a receber respostas aos seus pedidos de emprego.<br />
Segundo um estudo da Universidade de Oslo, de 2008, um imigrante africano com o mestrado de uma universidade da Noruega e notas tão boas como as de um norueguês tem apenas 30% de hipóteses de conseguir um emprego depois de terminar os estudos. As próprias rendas das casas são mais elevadas em cerca de 10% para os grupos minoritários.<br />
A já referida Kari Partapuoli Helene, presidente do Presidente do Centro Norueguês contra o Racismo, tem dedicado parte do seu tempo a avaliar a discriminação contra os palestinianos a residir na Noruega. São dela as palavras que se seguem: «A sociedade em geral olha para as minorias com desconfiança. Especialmente vulneráveis são os de origem muçulmana. Mas quão perigosa é realmente uma menina muçulmana que estuda medicina? Que ameaça aos valores da Noruega constitui um rapaz muçulmano estudando para ser polícia ou carpinteiro? Que isto seja a mensagem de hoje: Como toda a gente, estes jovens têm um direito absoluto a ser considerado, tratados e respeitados como indivíduos e como os noruegueses.»<br />
Já depois do ataque de Anders Breivik, é um dos jornais noruegueses mais importantes, o <a href="http://www.aftenposten.no/nyheter/uriks/article4186402.ece" target="_blank">Aftenposten</a>, que reconhece o peso do racismo na Noruega de hoje e em tudo o que tem vindo a acontecer: «O medo é aumentado pela mistura potencialmente explosiva de recessão económica, aumento do racismo e um sentimento anti-islâmico ainda mais forte.»<br />
O racismo e a discriminação contra os imigrantes são visíveis, como já disse, nas mais diversas áreas da sociedade norueguesa. Aliás, é usual os noruegueses receberem na sua caixa de correio panfletos anónimos de grupos de extrema-direita.<br />
Apenas alguns exemplos. O Centro Norueguês contra o Racismo fez um teste à noite de Oslo através de uma visita a 5 estabelecimentos de diversão. E chegou à conclusão de que, em 3 desses estabelecimentos, grupos de jovens que não pareciam ser de origem norueguesa foram rejeitados, enquanto que os grupos étnicos de jovens noruegueses nos mesmos locais foram imediatamente admitidos. Alguns dos jovens envolvidos começaram por sua própria iniciativa a recolher uma amostra maior. O ministro da Inclusão e Igualdade condenou publicamente o racismo em casas nocturnas e a LDO abriu um inquérito. Em Outubro, a LDO concluiu a sua investigação, que culminou com a conclusão de que 6 bares e discotecas discriminavam os clientes em função da raça. Apesar de recomendarem que fosse retirada a esses estabelecimentos a licença da venda de álcool, como prevê a Lei, a verdade é que não houve relatos de licenças retiradas durante o ano.<br />
No futebol, tornaram-se alvo de grande polémica os actos de racismo contra um jogador norte-americano, o defesa-central Robbie Russel, a jogar no Sogndal. Num jogo contra o Brann, os adeptos desta equipa cuspiram e insultaram-no ao longo de todo o jogo, tendo chegado mesmo a agarrá-lo pela camisola quando ele se aproximou da linha lateral. Todas estas acções foram acompanhadas ao longo do jogo por hinos racistas.<br />
Em Maio de 2010, chegou ao Tribunal para a Igualdade o caso de uma mulher que se recusava a trabalhar com uma agente imobiliária muçulmana e que exigia uma agente cristã ou não-muçulmana para avaliar a sua casa. O Tribunal determinou que foi um acto discriminatório perante a lei.<br />
<a href="http://bacalhaucarioca.blogspot.com/2011/01/discriminacao-racismo-na-noruega.html" target="_blank">Alex Falcão</a>, um brasileiro imigrado na Noruega, publicou em 3 de Janeiro de 2011 um texto de opinião no Aftenposte que começa com a frase «Imigrantes ou Seres Humanos». Depois de relatar o preconceito que sente diariamente, apesar de todos os esforços de integração, acusa os noruegueses de dividirem a sociedade entre «eles» e «os outros», ou seja, os noruegueses e os imigrantes. Conta até que uma vez foi intimidado por um grupo de jovens em Oslo que gritavam «morte aos imigrantes».<br />
No que toca ao sistema de ensino, Alex Falcão refere que os livros escolares em que se aprende o norueguês são praticamente uma lavagem cerebral e são concebidos de forma a abafar outras culturas. Conta mesmo o caso de uma aluna norueguesa que se recusou a fazer dupla com uma colega num exame de primeiros socorros só porque ela era estrangeira.<br />
Com este tipo de mentalidade, que se vai generalizando, não admira que a violência contra os imigrantes não tenha parado de aumentar nos últimos anos. E se no caso de Anders Breivik ainda não se esclareceu cabalmente se foi um acto isolado ou de um grupo organizado, a verdade é que na Noruega não faltam exemplos dos dois géneros. Desde as agressões a imigrantes, praticadas por indivíduos racistas, até a um sem-número de assassinatos, perpetrados por organizações de extrema-direita, as ocorrências são quase diárias.<br />
Os Centros de Acolhimento, pela sua natureza, costumam ser alvos preferenciais de indivíduos isolados ou de grupos organizados. Um dos casos mais conhecidos ocorreu em Outubro de 2009, quando alguns jovens atiraram pedras através duma janela num centro em Fossanaasen. Um bilhete com símbolos nazis foi anexado às pedras com a mensagem: «Vão para casa, para o vosso país.» No mês anterior, o Centro de Namsos fora atacado três vezes. Símbolos nazis foram atirados para o interior, notas com mensagens racistas foram deixadas na porta de entrada do centro e três janelas foram partidas. Na mesma altura, um centro de refugiados em Sjoholt foi atacado com armas de fogo. Ninguém ficou ferido, mas as balas entraram pelas janelas.<br />
O caso Ali Farah foi um dos que deu brado na Noruega. Somali de nascença, mas com Nacionalidade norueguesa, estava com a família num piquenique quando foi agredido na cabeça por um homem a quem se dirigiu com o objectivo de solicitar que parasse com o comportamento desordeiro. Sangrava abundantemente quando chegou a Ambulância. Ao ser levantado do chão, urinou involuntariamente, o que fez com que o paramédico lhe chamasse porco e se recusasse a transportá-lo, preferindo chamar a Polícia antes de ir embora. A polémica na imprensa foi enorme e vários políticos verberaram o comportamento racista dos paramédicos. Estes foram suspensos e multados, mas ilibados na Justiça.<br />
Nos últimos anos, vários foram os assassinatos por motivos raciais ou religiosos. Por ordem cronológica, temos em primeiro lugar Arve Beheim Karlsen, morto em 23 de Abril de 1999. Nascido na Noruega, mas de origens índias, afogou-se no rio Songdal ao fugir de dois jovens que corriam atrás dele com ameaças de morte e insultos racistas, entre os quais a frase «vamos matar o nigger». O Tribunal reconheceu as motivações racistas mas recusou-se a relacionar essas motivações com a morte de Arve Karlsen e condenou os dois jovens a 1 e 3 anos de prisão.<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Murder_of_Benjamin_Hermansen" target="_blank">Benjamim Hermansen</a> foi morto em 26 de Janeiro de 2001 e foi provavelmente o homicídio que mais agitou a sociedade norueguesa. Filho de pai ganês e mãe norueguesa, mestiço, tinha apenas 15 anos. Foi esfaqueado até à morte, em Oslo, por dois indivíduos do grupo neo-nazi BootBoys, que foram condenados a 17 e 18 anos de prisão. Ficou provado que os assassinos tinham saído de casa com o objectivo de encontrar um estrangeiro e encontraram-no junto a um parque de estacionamento.<br />
Foram organizadas várias marchas de homenagem ao jovem. A 27 de Janeiro de cada ano, é entregue o Prémio Benjamim Hermansen. O álbum «Invicible», de Michael Jackson, foi-lhe especialmente dedicado. Ao invés, Clara Dorothea Weltzin, uma mulher de Oslo de extrema-direita, deixou em testamento 250 000 coroas norueguesas a um dos assassinos.<br />
Mahmed Jamal Shirwac foi morto em 23 de Agosto de 2008. Taxista somali, pai de 6 filhos, foi morto em Trondheim com 13 tiros. O autor do crime, membro de um grupo neo-nazi, espalhava pela internet o seu ódio racial e assumia que iria matar muçulmanos se alguma ocasião se proporcionasse.<br />
«Ambos morreram como vítimas de ódio contra a pele, e contra a religião. Benjamin e as outras vítimas merecem mais de nós do que tochas. A sua memória merece a nossa fidelidade, a sua morte, os nossos esforços incansáveis para proteger o direito de todos a uma vida de paz e segurança em um país que pertence a todos nós», referiu a propósito destes assassinatos a já referida Presidente do Centro Norueguês Anti-Racismo.<br />
No meio disto tudo, a Polícia norueguesa conseguiu notar nos últimos anos apenas um ligeiro aumento da actividade de grupos extremistas de direita e chegou a sugerir que o movimento seria fraco, sem um líder e com pouco potencial de crescimento. Quanto ao líder, parece que já está encontrado.<br />
O mais engraçado de tudo – embora não tenha graça nenhuma &#8211; é que a Noruega trata mal os imigrantes, mas não trata melhor determinadas camadas da sua população, como é o caso das mulheres. Um país que se ufana da igualdade concedida às mulheres em todos os sectores da sociedade mas que, na prática, não as protege devidamente.<br />
O crime de violação é o melhor exemplo da afirmação anterior. A situação é de tal forma grave que a <a href="http://canais.sol.pt/paginainicial/internacional/interior.aspx?content_id=165048" target="_blank">Amnistia Internacional </a>já teve de repreender por diversas vezes as autoridades do país. Nos últimos anos, a situação tem-se agravado, com um aumento de 30% das violações consumadas. 45% das vítimas têm menos de 20 anos. No entanto, com mais ou menos provas, só 16% dos casos é que chega a Tribunal e só 12% dos violadores são condenados.<br />
Segundo diversos estudos realizados na Noruega, a violação não é uma prioridade para as autoridades de investigação policial. Os suspeitos raramente são interrogados e, quando o são, o interrogatório é pouco exaustivo e mal planeado. A cena do crime é investigada em apenas metade das denúncias. As provas forenses muitas vezes não são usadas.<br />
Como não podia deixar de ser numa sociedade com as características da norueguesa, a percentagem de mulheres violadas pertencentes a grupos minoritários é anormalmente elevado.<br />
Segundo a Amnistia Internacional, os países nórdicos não lutam o suficiente contra a violência sexual, sendo que na Finlândia a situação ainda é mais grave do que na Noruega. Um dos relatórios produzidos pela AI é elucidativo: «Apesar dos progressos realizados para a igualdade entre os homens e as mulheres em numerosos domínios das sociedades nórdicas, quando se trata de violação, as disposições penais não continuam adequadas para proteger. A violação e as outras formas de violência sexual continuam a ser uma realidade alarmante que afecta as existências de milhares de jovens raparigas e mulheres, a cada ano em todos os países nórdicos».<br />
Curiosamente, ainda há bem pouco tempo acabou por ser condenada a pena de prisão <a href="http://deaviking.multiply.com/journal/item/14/14" target="_blank">uma mulher norueguesa </a>por ter violado um homem, fazendo-lhe sexo oral enquanto ele estava a dormir. Deve ser a tal igualdade entre homens e mulheres de que os noruegueses se ufanam.<br />
Embora muito mais houvesse para dizer, já não fica dito pouco. Ainda assim, fica dito o suficiente, em minha opinião, para se poder chegar à conclusão de que a Noruega é um país muito pouco recomendável no que diz respeito à tolerância, à democracia e aos direitos humanos.<br />
Perguntar-me-ão se um louco como Breivik não poderia aparecer em qualquer país do mundo. Talvez, não sei. Mas o que sei é que as características políticas e sociais da Noruega tornaram-se o viveiro ideal para o desenvolvimento da sua ideologia. E sei também que o acto de Anders Breivik, apesar das proporções, não foi um acto isolado. Definitivamente, ele não está sozinho.</p>
<p>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O farsola, o pote e as muitas formas de corrupção</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 10:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Farsola]]></category>
		<category><![CDATA[josé sócrates]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Passos Coelho]]></category>
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		<description><![CDATA[Pedro Passos Coelho é outro dos artistas que têm vindo a governar Portugal nos últimos anos. O paladino da transparência e da verdade nas contas públicas sonha com a redução do défice, mas sempre à custa dos mesmos. Nem uma &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/15/o-farsola-o-pote-e-as-muitas-formas-de-ser-corrupto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro Passos Coelho é outro dos artistas que têm vindo a governar Portugal nos últimos anos.<br />
O paladino da transparência e da verdade nas contas públicas sonha com a redução do défice, mas sempre à custa dos mesmos. Nem uma medida contra os benefícios fiscais à Banca, nem uma medida contra a isenção de mais-valias, nem uma palavra que explique por que razão só os grandes não vão ter de pagar o <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/governo-diz-que-50-dos-visados-pelo-novo-imposto-pagam-menos-de-150-euros_1502938" target="_blank">imposto extraordinário</a>.<br />
Tal como José Sócrates, Pedro Passos Coelho está refém do grande capital. Está refém dos poderosos. Os que lhe pagaram as sondagens nas vésperas de chegar ao poder no PSD, os que lhe pagaram a campanha interna. Já se sabia que aqueles que o levaram ao poder, mais cedo ou mais tarde, iriam querer o pagamento. A cobrança já começou.<br />
Tal como José Sócrates, Pedro Passos Coelho põe-se de cócaras perante o grande capital. Só que, ao contrário daquele, que voga à medida dos seus próprios interesses, a sua matriz ideológica é exactamente essa: a submissão do Estado aos poderosos. Aos mesmos de sempre.<br />
O problema? O problema é que os políticos portugueses que nos têm governado são corruptos. Corruptos na verdadeira acepção da palavra e moralmente corruptos. Ladrões de colarinho branco, que ao contrário dos heróis da literatura, roubam aos pobres para dar aos ricos. No fundo, são lixo, mas lixo que nem uma agência de rating conseguiria classificar.<br />
É por isso que Portugal é um dos países da Europa em que a diferença entre ricos e pobres é maior. É por isso que as desigualdades aumentam a cada passo. É por isso que o Governo corta a torto e a direito nos <a href="http://economia.publico.pt/noticia/taxa-de-35-por-cento-dara-o-dobro-da-receita-anunciada-com-imposto-extra_1502817" target="_blank">grandes «privilégios» dos trabalhadores por conta de outrem </a> e deixa impunes os pobres capitalistas que vivem à custa do dinheiro que não é seu. É que um novo imposto, a gentalha do capital não poderia suportar. Tem de continuar a enriquecer. Tem de continuar a poder emprestar dinheiro à economia, diz o <a href="http://aventar.eu/2011/07/01/o-farsola-ja-comecou-a-ir-ao-pote/" target="_blank">farsola </a>que estava mortinho por ir ao pote. Sim, tem emprestado muito até agora&#8230;<br />
Aos meus amigos e conhecidos: Depois disto, venham com as costumeiras estórias do Rendimento Mínimo, essas migalhas que os nossos políticos dão aos miseráveis, como se estivessem a dar uma grande coisa, e venham com as estórias de quem não quer trabalhar. Insulto-vos de tudo no mesmo segundo.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O coerente Rui Tavares sai do Bloco de Esquerda</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/21/coerente-rui-tavares-sai-do-bloco-de-esquerda/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 15:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[josé sá fernandes]]></category>
		<category><![CDATA[Parlamento Europeu]]></category>
		<category><![CDATA[rui tavares]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas se quisesse ser coerente, o novo José Sá Fernandes do BE, também não devia sair do Parlamento Europeu e entregar o lugar ao Partido que o convidou?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas se quisesse ser coerente, <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/131838-rui-tavares-sai-do-bloco-falta-confianca-em-louca">o novo José Sá Fernandes </a>do BE, também não devia sair do Parlamento Europeu e <a href="http://www.publico.pt/Política/rui-tavares-desvinculase-do-be-no-parlamento-europeu_1499620">entregar o lugar </a>ao Partido que o convidou?</p>]]></content:encoded>
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		<title>As confusões de Filipe Moura</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 10:43:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[1º de Maio]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois anos e meio depois de ter saido definitivamente do 5 Dias, a 2 de Janeiro de 2009, Filipe Moura vem acusar-me, numa caixa de comentários do «Vias de Facto», de ter sido o responsável pela sua saída. Eu, que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/12/as-confusoes-de-filipe-moura/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois anos e meio depois de ter saido definitivamente do 5 Dias, a 2 de Janeiro de 2009, Filipe Moura vem acusar-me, numa caixa de comentários do «Vias de Facto», de ter sido o responsável pela sua saída. Eu, que entrara apenas na semana anterior, a 27 de Dezembro:</p>
<blockquote><p>«Ao contrário do que possas julgar, em última instância nem foi por causa do Vidal que eu saí do 5 Dias. (O Vidal é um tipo que se torna cómico e ninguém leva a sério.) Antes de sair do 5 Dias tinha falado com o Nuno e tudo estava ok. Nesse intervalo de tempo entrou o Ricardo Santos Pinto e escreveu dois ou três posts. E eu achei que era a gota de água.»</p></blockquote>
<p>Curioso com esta versão dos acontecimentos, fui aos arquivos do 5 Dias procurar o seu <a href="http://5dias.net/2009/01/02/resolucao-de-ano-novo/">post de despedida.</a> E lá estavam as razões, ligeiramente diferentes, da sua saída do blogue:  </p>
<blockquote><p>«Porque Carlos Vidal é membro do Cinco Dias, não estou disposto a continuar a pertencer a este colectivo. É uma decisão difícil, porque aqui encontro pessoas com quem é um prazer partilhar um blogue. Era isso que ainda me fazia hesitar. Ainda no passado fim de semana, após me ter encontrado com o Nuno Ramos de Almeida, não pensava tomar esta decisão. Digamos que a questão do Sokal me fez ver claramente que o equilíbrio que o Nuno nos pedia (a mim e ao Carlos Vidal) era instável e na prática impossível de alcançar, a menos que eu não escrevesse o que quisesse escrever (algo que nunca ninguém impediu ninguém no Cinco Dias) ou declarasse sistematicamente “para mim, o Vidal não existe”. Em ambos os casos é melhor sair.»</p></blockquote>
<p>Sair pela terceira vez, diga-se de passagem, porque Filipe Moura já saira 2 vezes no dia 17 de Outubro de 2008 (<a href="http://5dias.net/2008/10/17/eu-nao-poderia-ir-me-embora-sem-colocar-isto/">aqui </a>e <a href="http://5dias.net/2008/10/17/o-luis-lavoura-tem-sempre-alguma-razao/http://5dias.net/2008/10/17/o-luis-lavoura-tem-sempre-alguma-razao/">aqui</a>), certamente poque já adivinhava que um dia eu iria entrar no 5 Dias. <span id="more-65935"></span><br />
O mais engraçado é que Filipe Moura achou que o melhor local para ajustar contas com o passado era uma caixa de comentários de um post do <a href="http://viasfacto.blogspot.com/2011/06/fasquia-vai-baixando-baixando.html">Luis Rainha </a>, que me atacava violentamente por causa de <a href="http://5dias.net/2011/06/08/o-povo-de-felgueiras-micou-o-antes-de-todos/">Francisco Assis</a>. Filipe Moura achou por bem ir a essa caixa  atirar-se a mim em 6 ou 7 comentários. Não estando eu presente e sabendo ele a minha morada, isto mostra a fineza da personagem.<br />
Na altura em que Filipe Moura saiu do 5 Dias, até tinha uma boa impressão dele e cheguei a convidá-lo para um blogue colectivo que fundei pouco tempo depois, o <a href="http://aventar.eu">Aventar</a>. Nem sequer respondeu e só após a minha insistência é que disse umas coisas quaisquer acerca de mudar de casa como razão para a recusa.  Hoje em dia, valha a verdade, já nem me lembrava que existia no mundo alguém chamado Filipe Moura.<br />
Já agora, rapaz, porque não costumo ir a casa de outros falar de quem não está presente, rasca és tu. E mentiroso &#8211; agora percebi que não gostes dos meus posts anti-Sócrates. É que tu e ele têm esta última característica em comum.<br />
Ainda assim, tenho pena que tenhas saido. É que, posts <a href="http://5dias.net/2008/07/02/algumas-delicias-sobre-esses-parasitas-chamados-senhorios/">tão cómicos como os teus</a>, nunca mais eu vi no 5 Dias.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Valsinha das Medalhas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/10/valsinha-das-medalhas/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Jun 2011 12:33:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[10 de junho]]></category>
		<category><![CDATA[manuela ferreira leite]]></category>
		<category><![CDATA[valsinha das medalhas]]></category>

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		<description><![CDATA[  «Quem és tu, donde vens? Mostra-me lá os teus feitos Que eu nunca vi pátria assim Pequena e com tantos peitos» Desde que foi condecorado no 10 de Junho esse vulto do jornalismo português que dá pelo nome de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/10/valsinha-das-medalhas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/kVnKnHGuUrU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p style="text-align: right;">«<em>Quem és tu, donde vens?<br />
Mostra-me lá os teus feitos<br />
Que eu nunca vi pátria assim<br />
Pequena e com tantos peitos»</em></p>
<p style="text-align: right;">Desde que foi condecorado no 10 de Junho esse vulto do jornalismo português que dá pelo nome de Leonor Pinhão, há uns anos atrás, ninguém se pode admirar que continuem a ser condecoradas pessoas como <a href="http://www.publico.pt/Política/presidente-da-republica-assinala-dia-de-portugal-em-castelo-branco_1498305">Manuela Ferreira Leite</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O povo de Felgueiras micou-o antes de todos</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 13:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[francisco assis]]></category>
		<category><![CDATA[PS]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelos vistos, Francisco Assis vai ser mesmo candidato a líder do PS. Se ganhar, é o melhor que podia acontecer à coligação de Direita que vai para o Governo. Porque ele próprio é mais de Direita do que muitos PSD&#8217;s, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/08/o-povo-de-felgueiras-micou-o-antes-de-todos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelos vistos, Francisco Assis <a href="http://www.publico.pt/Política/costa-fora-da-corrida-seguro-e-assis-querem-lideranca-do-ps_1497958">vai ser mesmo candidato a líder do PS</a>. Se ganhar, é o melhor que podia acontecer à coligação de Direita que vai para o Governo. Porque ele próprio é mais de Direita do que muitos PSD&#8217;s, mas também porque deve ser, como político, uma das maiores nulidades do Portugal Democrático. Quanto ao carisma necessário para ser líder de um Partido como o PS, bem, suponho que <a href="http://5dias.net/2009/02/28/a-cadela-sininho/">a minha cadela Sininho</a> seja mais carismática.<br />
Em décadas de total apagamento político, Francisco Assis só mostrou os dentes por uma vez, quando ameaçou que se demitia da liderança do Grupo Parlamentar do PS se este aprovasse a taxação de mais-valias aos dividendos que a PT antecipou para 2010.<br />
Terá sido nessa altura que Francisco Assis, do alto da sua insignificância, percebeu que só seria respeitado se utilizasse ameaças e chantagens.<br />
O pequeno serventuário de Sócrates esteve desde sempre ao lado dos poderosos e chegou a pôr o seu futuro político em causa para defendê-los. Não sei por que razão defendeu com tanta punjança &#8211; característica até aí insuspeita naquela inutilidade &#8211; a taxação de dividendos, mas também não interessa.<br />
A cara de songamonga e o nome de santo já não conseguem disfarçar a sua verdadeira personalidade. Já o miquei há muito, mas o povo de Felgueiras micou-o antes de todos.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Construam-se portas grandes para os ricos nos Hospitais Públicos (e, já agora, portas mais pequenas para os pobrezinhos)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/07/65704/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 17:45:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[hospitais públicos]]></category>
		<category><![CDATA[hospital de santa maria]]></category>
		<category><![CDATA[pobres]]></category>
		<category><![CDATA[ricos]]></category>

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		<description><![CDATA[No Albergue Espanhol, Francisca Prieto é da opinião de que, por ser rica, devia poder entrar num hospital público pela porta grande, já que paga muitos impostos para que esse hospital público funcione. Suponho que, ao invés, os pobres devam &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/07/65704/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Albergue Espanhol, <a href="http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/1134428.html?mode=reply#reply">Francisca Prieto </a>é da opinião de que, por ser rica, devia poder entrar num hospital público pela porta grande, já que paga muitos impostos para que esse hospital público funcione.<br />
Suponho que, ao invés, os pobres devam entrar nesse hospital pela porta pequena, já que nem impostos pagam, esses parasitas.<br />
Tinha muito mais a dizer sobre esta forma de ver a sociedade. A consideração que tenho por algumas das pessoas que escrevem nesse blogue, sobretudo o meu Fernando Moreira de Sá e o nosso António Figueira, impede-me de o fazer.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A narrativa segue dentro de momentos</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/06/a-narrativa-segue-dentro-de-momentos/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 17:38:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[2016]]></category>
		<category><![CDATA[CDU]]></category>
		<category><![CDATA[presidenciais]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>

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		<description><![CDATA[As eleições legislativas de ontem iniciaram um ciclo político novo em Portugal. E ou muito me engano ou todos aqueles que ontem festejaram a derrota de José Sócrates vão ter muito que amargar. A verdade é que tão cedo não &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/06/a-narrativa-segue-dentro-de-momentos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_65571" class="wp-caption alignnone" style="width: 491px"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/06/socrates-passos-coelho.jpg" alt="" title="socrates - passos coelho" width="481" height="283" class="size-full wp-image-65571" /><p class="wp-caption-text">Março de 2016 - O recém-empossado Presidente da República, José Sócrates, recebe na audiência semanal da quinta-feira o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que cumpre a sua segunda Legislatura no comando dos destinos de Portugal </p></div><br />
As eleições legislativas de ontem iniciaram um ciclo político novo em Portugal. E ou muito me engano ou todos aqueles que ontem festejaram a derrota de José Sócrates vão ter muito que amargar. A verdade é que tão cedo não nos vamos livrar desta gente.<br />
Passos Coelho vai governar com Maioria Absoluta num momento em que a maioria dos portugueses já está convencida das dificuldades que vai enfrentar. O discurso perante a agitação social já deve estar articulado: a culpa é de Sócrates, que deixou o país na bancarrota; e vão ser necessários alguns sacrifícios para que voltemos a ter dias felizes. Com a máquina do Estado e dos grandes grupos económicos ao seu serviço, a partir de 2014 começarão a ser distribuídas umas côdeas aos portugueses, anunciando-se o fim dos sacrifícios graças à política rigorosa do PSD. Que em 2015 ganha novamente as eleições &#8211; e quem sabe se com Maioria Absoluta. Já vimos que os portugueses são capazes de tudo.<br />
Quanto a Sócrates, no discurso da derrota já ensaiou a continuação da narrativa. Um discurso que foi ensaiado ao pormenor para que o autor deixasse de ser visto como o «animal feroz» de antigamente. Agora não: é um ser afável, meigo, simpático, cordial e digno. E logo no momento da maior derrota do PS nos últimos 24 anos! Aposto que nos próximos 2 anos ninguém lhe vai pôr o olho em cima. Em 2013 voltará a aparecer para preparar a candidatura às Presidenciais de 2016. E ganhará, porque em confronto terá um Durão Barroso com o estigma da fuga para Bruxelas em 2004. Sócrates andará durante um ano inteiro (ou alguém por ele) a debitar a cassete da fuga. E o povo, burro como sempre, já não se irá lembrar de tudo o que Sócrates lhe fez ao longo de 6 anos e dar-lhe-á mais 10 anos de poder.<br />
Enquanto isso, a Esquerda irá definhando. Por essa altura, o Bloco já deve ter desaparecido e muitos dos seus elementos estarão integrados no PS. Quanto ao PCP, está visto que a receita certa não é aquela que tem sido seguida. Se num momento de Bancarrota, com um culpado claramente identificado e outros dois coadjuvantes também claramente identificados, não consegue assumir-se como a terceira força política em Portugal, então é porque alguma coisa está mal. O discurso do costume, com as noites eleitorais que são sempre vitoriosas, se calhar precisa de ser revisto. É que, se isso não acontecer, teremos os mesmos de sempre a governar. E quando pensámos que nos livrámos deles, afinal não.<br />
Gostava muito de estar enganado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Como é óbvio, vou deitar o voto na CDU</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/05/como-e-obvio-vou-deitar-na-cdu/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 09:43:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[CDU]]></category>
		<category><![CDATA[eleições legislativas]]></category>
		<category><![CDATA[voto]]></category>

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		<description><![CDATA[Como se diz na minha terra, hoje vou deitar o voto na CDU. Não tive grandes dúvidas sobre o Partido em que iria botar o voto (outra expressão deliciosa), mas soube desde o início, de forma muito clara, em quem &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/05/como-e-obvio-vou-deitar-na-cdu/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como se diz na minha terra, hoje vou deitar o voto na CDU. Não tive grandes dúvidas sobre o Partido em que iria botar o voto (outra expressão deliciosa), mas soube desde o início, de forma muito clara, em quem não votaria.<br />
Nunca poderia votar num Partido, o PS, que deixou Portugal na bancarrota ao fim de 6 anos de governação. Misturando a mentira com a propaganda e com a tentativa (bem sucedida) de silenciar os críticos, o PS usou a máquina do Estado, durante longos anos, em benefício do Partido e dos seus dirigentes. O PS é muito pior do que o PSD ou o CDS. Porque estes, aspesar de tudo, assumem-se de Direita. O PS não, tem vergonha de ser de Direita e anda ali pelo meio, dando umas côdeas à Esquerda, mas nada mais faz senão governar completamente à Direita. Em termos económicos e sociais, os Governos de Sócrates sempre estiveram mais à Direita do que alguma vez o PSD esteve.<br />
Nunca poderia votar num Partido, o PSD, que governou como governou sempre que esteve no poder. No PSD, os grandes interesses dos grandes grupos económicos têm lugar marcado, ainda para mais agora que o Partido se prepara para virar (ainda mais) à Direita.<br />
Nunca poderia votar num Partido, o CDS, que ainda há pouco tempo tinha como principal bandeira eleitoral a luta contra os emigrantes e que hoje em dia, ignorando os grandes privilégios que os Governos de Sócrates deram à Banca, enche a boca diariamente para falar do Rendimento Mínimo. Da última vez que esteve no Governo, o CDS mostrou bem por que razão precisa de estar no poder: o caso Portucale, os financiamentos do BES (Jacinto Leite Capelo Rego, lembram-se?), os submarinos e por aí fora. Isto tudo em apenas 2 anos. Foi mesmo à descarada.<br />
Decidi também desde cedo que não ia votar no Bloco de Esquerda, <span id="more-65455"></span> apesar de me identificar com muitas das suas ideias e de, ideologicamente, estar muito perto. A questão, em relação ao Bloco, é outra. Durante mais de um ano, Louçã andou de braço dado com Sócrates no apoio ao candidato presidencial do Governo.  E à medida que se aproximavam essas eleições, os PEC&#8217;s sucessivos de José Sócratres contrastavam de forma crescente com um silêncio cada vez mais ensurdecedor de Francisco Louçã. Para cúmulo, logo que acabaram as Presidenciais apresentou uma moção de censura atabalhoada, como forma de se demarcar do PS e de se antecipar ao PCP. Mas deixou bem claro que aquela moção não era para aprovar &#8211; porque se os Partidos da Direita a votassem seriam ridículos.<br />
Assim sendo, nada mais me resta a não ser votar na CDU. O Partido que mais defende os trabalhadores e as camadas sociais mais carenciadas. O Partido que mais defende o tecido económico português e o emprego.  O Partido que mais defende o Estado Social. Mesmo que nem sempre concorde com algumas das posições do Partido, sobretudo na forma como encara os regimes comunistas do resto do mundo, parece-me que votar CDU (já que não se pode votar apenas PCP) é o voto correcto.  </p>]]></content:encoded>
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		<title>A oportunidade perdida de Francisco Louçã</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/03/a-oportunidade-perdida-de-francisco-louca/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 00:26:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bloco de esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[carta de intenções]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Louçã]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[memorando]]></category>
		<category><![CDATA[toika]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelos vistos, a Comunicação Social portuguesa descobriu ontem que existe uma Carta de Intenções assinada pelo Governo na mesma altura em que foi assinado o Memorando da Troika. Nessa Carta dirigida ao FMI, o Governo compromete-se, entre outras medidas, a &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/03/a-oportunidade-perdida-de-francisco-louca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelos vistos, a Comunicação Social portuguesa descobriu ontem que existe uma Carta de Intenções assinada pelo Governo na mesma altura em que foi assinado o Memorando da Troika. Nessa Carta dirigida ao FMI, <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/127610-governo-prometeu-corte-significativo-da-tsu-ao-fmi">o Governo compromete-se</a>, entre outras medidas, a reduzir de forma significativa a Taxa Social Única.<br />
É estranho que essa Carta seja agora apresentada como nova, quando a sua existência já é muito do conhecimento geral. Mesmo o 5 Dias já publicou <a href="http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo/">um resumo das partes mais importantes</a> há mais de 15 dias.<br />
Relembre-se que quem «levantou a lebre» pela primeira vez foi Francisco Louçã no debate com José Sócrates, atirando com a questão da TSU e deixando o primeiro-ministro embaraçado.<br />
O que não se compreende é a razão pela qual o líder do Bloco não explorou devidamente o documento. Neste, o Governo compromete-se a aumentar o IVA, a introduzir uma nova taxa sobre a electricidade a partir de 2012, a privatizar uma parte da Caxa Geral de Depósitos, a privatizar mais 2 grandes empresas em 2012 e a alterar a legislação relativa ao despedimento por justa causa. E Francisco Louçã, com o documento na mão, foi incapaz de questionar Sócrates sobre estas matérias.<br />
Foi aí que Louçã perdeu uma oportunidade única para derrotar Sócrates de forma flagrante e pôr em xeque toda a narrativa.<br />
É igualmente espantoso o que aconteceu nos dias seguintes. O PS negou tudo, chegando a dizer que era uma carta que ainda não tinha ido para o Correio, mas o Bloco também não soube esclarecer devidamente que carta era aquela.<br />
E de repente o documento «desapareceu». Até ontem. Agora, o Bloco <a href="http://www.publico.pt/Política/luis-fazenda-acordo-com-a-troika-e-inconstitucional_1497260">já fala outra vez.</a><br />
Mas não será tarde?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Dúvidas existenciais de um ateu</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/31/duvidas-existenciais-de-um-ateu/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 15:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[ateus]]></category>
		<category><![CDATA[aulas de substituição]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Moral Religiosa Católica]]></category>
		<category><![CDATA[EMRC]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que um ateu, que abomina o catolicismo e os seus hediondos crimes ao longo da História da Humanidade, devia ser obrigado a dar uma Aula de Substituição de Educação Moral e Religiosa Católica? Mais uma vez, aconteceu hoje. E &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/31/duvidas-existenciais-de-um-ateu/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será que um ateu, que abomina o catolicismo e os seus hediondos crimes ao longo da História da Humanidade, devia ser obrigado a dar uma Aula de Substituição de Educação Moral e Religiosa Católica?<br />
Mais uma vez, aconteceu hoje. E era suposto eu dizer o quê durante a aula? Que abomino tudo aquilo que é o tema da disciplina? Que não acredito em nada do que o professor deles lhes disse ao longo do ano lectivo? Que aquela disciplina não faz qualquer sentido na Escola Pública de um Estado laico? Que estar ali é a mesma coisa que obrigar um médico a eutanasiar alguém ou a praticar um aborto contra a sua vontade? Que me recuso a dizer seja o que for por motivos de objecção de consciência?</p>]]></content:encoded>
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		<title>A extraordinária máquina de propaganda eleitoral do PS</title>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 16:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[campanha eleitoral]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitos comentadores têm mostrado a sua admiração pelo facto de o PS conseguir estar ainda tão bem colocado nas sondagens. O que me admira é como é que não está à frente e como é que não vai ganhar estas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/30/a-extraordinaria-maquina-de-propaganda-eleitoral-do-ps/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-large wp-image-64910" title="ps máquina" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/ps-máquina-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /><br />
Muitos comentadores têm mostrado a sua admiração pelo facto de o PS conseguir estar ainda tão bem colocado nas sondagens. O que me admira é como é que não está à frente e como é que não vai ganhar estas eleições. Ao lado da extraordinária máquina de propaganda eleitoral do PS, todos os outros Partidos, incluindo o PSD, são quase amadores. Senão vejamos:<br />
- 5 autocarros de 55 lugares em permanência<br />
- 20 monovolumes em permanência<br />
- um camião tir com palco, régie e ecrã gigante e 3 técnicos<br />
- duas estruturas independentes com equipas de 10 elementos cada uma para montagem e desmontagem de palco, dotado de sistema de som profissional estilo concerto de média dimensão<br />
- 3 bancadas (duas laterais e uma frontal) com capacidade total para 250 pessoas sentadas<br />
- t-shirts, sacos de pano, canetas, calendários, chapéus, edição de 6 jornais de campanha, flyers de todo o tipo e feitio, múltiplos adereços para oferta, autocolantes, etc.<br />
- mobilização constante de dezenas de autocarros &#8211; foram pelo menos 20 no comício da Afurada, 25 no de Braga (todos da Transdev) e um número incalculável no comício do Porto de ontem.<br />
No meio disto tudo, expliquem-me por favor como é que o PS <a href="http://www.tvi24.iol.pt/politica/ps-campanha-partidos-eleicoes-tvi24-custos-eleicoes/1249020-4072.html">só prevê gastar 2 milhões de euros </a>na presente campanha eleitoral. E, já agora, quem é que vai pagar o resto&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>O discurso de Futre nos «Globos de Ouro» e o incómodo de Mira Amaral</title>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2011 15:34:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Futre esteve em grande nos «Globos de Ouro». À parte os seus ataques a Bárbara Guimarães (só faltou saltar-lhe em cima), numa atitude típica de «macho latino», ficou uma mensagem séria aos políticos portugueses. Falou da classe média, que tem &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/30/o-discurso-de-futre-nos-%c2%abglobos-de-ouro%c2%bb-e-o-incomodo-de-mira-amaral/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><embed width="410" height="358" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/fUDKROoEjnWjqI1mRaOU/mov/1"></embed><br />
Paulo Futre esteve em grande nos «Globos de Ouro». À parte os seus ataques a Bárbara Guimarães (só faltou saltar-lhe em cima), numa atitude típica de «macho latino», ficou uma mensagem séria aos políticos portugueses. Falou da classe média, que tem cada vez mais dificuldades em chegar ao fim do mês; e nos pobres, que nem sequer têm dinheiro para comer. «A classe baixa portuguesa está a passar fome. Repito, a classe baixa portuguesa está a passar fome. Concentrem-se, por favor», disse.<br />
Um discurso que arrancou muitos aplausos da multidão presente na cerimónia. Inadvertidamente, no meio dos aplausos entusiásticos, a realização mostra um Mira Amaral descontente que não bate palmas e que está visivelmente irritado com o discurso. Logo atrás, um outro «colarinho branco» não disfarça os seus sentimentos com uma expressão marcada pela arrogância (cerca dos 4 minutos).<br />
Para a classe política, a pobreza é um incómodo. Um tema extremamente inadequado para uma cerimónia daquelas. E Futre, esse, deve ser um comunista radical &#8211; só pode&#8230;<br />
Houve um outro político que não pareceu gostar muito da prestação de Futre. Manuel Maria Carrilho não conseguiu disfarçar o sorriso amarelo. Mas aí, está bom de ver, os motivos foram outros&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Como o PS preparou a privatização do ensino</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/24/como-o-ps-preparou-a-privatizacao-do-ensino/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 11:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Primeiro, privatizaram alguns serviços das escolas, como as cantinas, concessionadas a privados. É o que temos hoje na maioria dos estabelecimentos de ensino público: comida de pior qualidade (na minha escola, dizem os alunos, come-se arroz com arroz, porque às &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/24/como-o-ps-preparou-a-privatizacao-do-ensino/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro, privatizaram alguns serviços das escolas, como as cantinas, concessionadas a privados. É o que temos hoje na maioria dos estabelecimentos de ensino público: comida de pior qualidade (na minha escola, dizem os alunos, come-se arroz com arroz, porque às vezes a carne ou o peixe não chega para todos ou chega aos seus pratos intragável), gastos maiores para o Estado e um reduto privado dentro da própria escola que, no fundo, não é público. Chega-se ao absurdo de ver a escola a pagar o aluguer da cantina se quiser organizar aí um convívio de professores ou de alunos. Isto se a empresa autorizar, claro.<br />
Forma hábil, também, de reduzir drasticamente a probabilidade de existirem greves e consequente encerramento das escolas. Em tempos, bastava que as cozinheiras fizessem greve para que a escola fechasse. Com privados, a cantiga é sempre outra.<br />
Depois veio a entrega do ensino básico de 1.º ciclo aos municípios, que muitas vezes gerem o seu parque escolar através de empresas municipais facilmente privatizáveis. Não é difícil imaginar que, nas mãos de um município, uma escola perde a sua autonomia administrativa e pedagógica. Mesmo nas restantes escolas básicas e secundárias, os famigerados Agrupamentos e Mega-Agrupamentos, hoje em dia são os municípios que, na prática, escolhem o Director. Fecharam-se escolas a torto e a direito nas aldeias, mas em seu lugar criaram-se centros escolares, muitas delas em centros urbanos e em locais muito apetecíveis para os privados. E todos conhecemos o apetite devorador das Câmaras pelo sector urbanístico.<br />
Ainda dentro do 1.º ciclo, a criação das AEC&#8217;s &#8211; Actividades Extra-Curriculares foi porventura o exemplo mais às claras de privatização do ensino. <span id="more-64489"></span>Actividades entregues sem disfarce a empresas privadas, que por sua vez passaram a contratar os professores. Aqui, a exploração foi sempre a palavra de ordem. Abundam os casos em que estes professores, muitas das vezes a recibo verde, recebem 4 euros por hora e, para além das aulas, ainda têm de acompanhar os meninos durante o intervalo. Uma situação que foi piorando à medida que o programa se foi implementando. Na Câmara do Porto, por exemplo, começou por ser a Faculdade de Letras a contratar os professores de Inglês das AEC&#8217;s, mas dois anos depois já era uma empresa privada de Lisboa a tratar do assunto, pagando, como é óbvio, muito menos. Em 2009/2010, numa medida com o mais elevado sentido pedagógico, os docentes receberam os seus horários para o ano lectivo numa garagem de Matosinhos.<br />
A cereja no topo do bolo chamou-se Parque Escolar. A pretexto de modernizar as escolas &#8211; algumas precisavam, outras não &#8211; entregou-se a uma empresa pública o planeamento, a gestão, o desenvolvimento e a execução das obras, na maior parte das vezes através de ajustes directos e sem a menor transparência, como o <a href="http://5dias.net/author/tiagoms/">Tiago Mota Saraiva </a>tantas vezes denunciou no 5 Dias. Uma empresa pública que, repare-se, tornou-se a proprietária das escolas que intervencionou, sendo que estas passaram a pagar verdadeiros balúrdios de renda mensal à Parque Escolar. E se esta um dia for privatizada (será <a href="http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo/">uma das duas grandes empresas que Sócrates queria privatizar em 2012</a>?), todas essas escolas passam a ser privadas. Simples, não é?<br />
Num assomo de honestidade, em fim de festa, os nossos amigos corporativos <a href="http://aventar.eu/2011/05/24/o-amor-do-ps-pelo-ensino-privado/">acabam por reconhecer que os Governos de Sócrates não pararam de aumentar o financiamento do ensino privado</a>, apesar da diminuição do número de turmas subsidiadas.<br />
Depois disto tudo, é provável que os socialistas tenham a suprema lata de vir dizer que o PSD quer privatizar o ensino. E logo eles que não fizeram nada para isso&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>A questão nuclear da campanha não é saber quem vai destruir o Estado Social</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/23/a-questao-nuclear-da-campanha-nao-e-saber-quem-vai-destruir-o-estado-social/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 10:38:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Campanha]]></category>
		<category><![CDATA[estado social]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque, no fundo, o dito Estado Social já está em fanicos. A questão é saber quem é que andou a destruí-lo  nos últimos 6 anos (e, já agora, quem são os únicos que podem salvar o pouco que resta).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque, no fundo, o dito Estado Social já está em fanicos.<br />
A questão é saber quem é que andou a destruí-lo  nos últimos 6 anos (e, já agora, quem são os únicos que podem salvar o pouco que resta).</p>]]></content:encoded>
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		<title>Se ganhar as eleições, Sócrates aumenta o IVA</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/20/se-ganhar-as-eleicoes-socrates-aumenta-o-iva/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 May 2011 14:37:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[carta do governo]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
		<category><![CDATA[iva]]></category>
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		<category><![CDATA[troika]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi ele próprio que se comprometeu com o aumento do IVA na «Carta do Governo» que enviou ao FMI e que faz parte do Memorando da Troika. 7. Do lado da receita, o foco é aumentar a quota dos impostos sobre &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/20/se-ganhar-as-eleicoes-socrates-aumenta-o-iva/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi ele próprio que se comprometeu com o aumento do IVA na <a href="http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo/">«Carta do Governo» </a>que enviou ao FMI e que faz parte do Memorando da Troika.</p>
<blockquote><p><strong>7. Do lado da receita, o foco é aumentar a quota dos impostos sobre o consumo e reduzir privilégios fiscais</strong>:</p>
<ul>
<li>O valor mais elevado das taxas do IVA, IRS e de IRC no Orçamento de 2011 permanecerão em vigor até 2013. A lista de bens e serviços sujeitos a uma taxa reduzida do IVA será revista em 2011.</li>
</ul>
</blockquote>
<p>E para que servirá o aumento do IVA? Para compensar a descida «ousada» da Taxa Social Única. É ele que o diz.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">39. Um dos principais objectivos do nosso programa é incrementar a competitividade. Isso implicará uma <strong>redução significativa das contribuições patronais para a segurança social</strong>. Esta medida será totalmente calibrada aquando da primeira revisão. As medidas de compensação necessárias para garantir a neutralidade fiscal poderão incluir a alteração da estrutura e das taxas de IVA, reduções adicionais permanentes das despesas e aumento de outros impostos que não tenham efeito adverso na competitividade. Embora a proposta possa ser implementada em duas etapas, <strong>um primeiro passo ousado será implementado no contexto do orçamento de 2012 </strong>(tradução para português <a href="http://aventar.eu/2011/05/18/carta-do-governo-para-a-troika-em-portugues/">aqui</a>)</p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p> </p></blockquote>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Será que Sócrates quer privatizar as Águas de Portugal?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/19/sera-que-socrates-quer-privatizar-as-aguas-de-portugal/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 15:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[águas de portugal]]></category>
		<category><![CDATA[carta do governo]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>
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		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>
		<category><![CDATA[troika]]></category>

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		<description><![CDATA[No ponto 17 da chamada «Carta do Governo», na qual o Primeiro-Ministro se compromete, junto do FMI, com uma série de medidas para os próximos dois anos, José Sócrates refere expressamente: «Pretendemos acelerar o nosso programa de privatizações. O plano já &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/19/sera-que-socrates-quer-privatizar-as-aguas-de-portugal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.prlog.org/10580890-thames-water-utilities-ltd.jpg" alt="" width="278" height="275" /></p>
<p>No ponto 17 da chamada <a href="http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo">«Carta do Governo», </a>na qual o Primeiro-Ministro se compromete, junto do FMI, com uma série de medidas para os próximos dois anos, José Sócrates refere expressamente:</p>
<blockquote><p>«Pretendemos acelerar o nosso programa de privatizações. O plano já existente abrange os transportes (Aeroportos de Portugal, TAP e ramo de mercadorias da CP), energia (GALP, EDP e REN), comunicações (Correios de Portugal) e de seguros (Caixa Seguros). Vamos identificar, no momento da segunda avaliação, mais duas grandes empresas para privatização até ao final de 2012. Um plano de privatização actualizado será preparado até Março de 2012.» (tradução portuguesa <a href="http://aventar.eu/2011/05/04/memorando-da-troika-em-portugues/">aqui</a>)</p></blockquote>
<p>Para além de Sócrates assumir perante o FMI que vai privatizar parte da Caixa Geral de Depósitos (medida que tanto tem criticado ao PSD), é muito interessante a frase que se segue: <strong>«Vamos identificar, no momento da segunda avaliação, mais duas grandes empresas para privatização até ao final de 2012».</strong><br />
Sendo que assumidas já estão as privatizações da TAP, parte da CP, GALP, EDP e REN e Correios, e sabendo que quase tudo o resto já está privatizado, quais serão as duas grandes empresas que Sócrates se propõe privatizar em 2012? Serão as Águas de Portugal? A RTP? Ou outra empresa qualquer?</p>
<p>Especulação? <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/socrates-e-mario-lino-prepararam-privatizacao-das-aguas-em-2000_1494883">Leiam o Público de hoje</a>, que descobriu que já em 2000 José Sócrates, como Ministro do Ambiente, preparava com Mário Lino a venda das Águas de Portugal à inglesa Thames Water.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Aleluia!</title>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 00:21:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[liga europa]]></category>
		<category><![CDATA[porto - braga]]></category>

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		<description><![CDATA[Dúvida? Não. Mas, luz, realidade e sonho que, na luta, amadurece. - O de tornar maior esta cidade. Eis o desejo que traduz a prece. Só quem não sente o ardor da juventude poderá vê-la, de olhos descuidados. Porto – &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/19/aleluia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.record.xl.pt/storage/ng1163338.jpg" alt="" width="446" height="330" /><br />
Dúvida? Não. Mas, luz, realidade<br />
e sonho que, na luta, amadurece.<br />
- O de tornar maior esta cidade.<br />
Eis o desejo que traduz a prece.</p>
<p>Só quem não sente o ardor da juventude<br />
poderá vê-la, de olhos descuidados.<br />
Porto – palavra exacta. Nunca ilude.<br />
Renasce, nela, a ala dos namorados!</p>
<p>Deram tudo por nós estes atletas.<br />
Seu trajo tem a cor das próprias veias<br />
e a brancura das asas dos poetas…<br />
Ó fé de que andam nossas almas cheias!</p>
<p>Não há derrotas quando é firme o passo.<br />
Ninguém fale em perder! Ninguém recua…<br />
E a mocidade invicta em cada abraço<br />
a si mais nos estreita. A pátria é sua.</p>
<p>E, de hora a hora, cresce o baluarte!<br />
Lembro a torre dos Clérigos, às vezes…<br />
Um anjo dá sinal quando ele parte…<br />
São sempre heróis! São sempre portugueses!</p>
<p>E, azul e branca, essa bandeira avança…<br />
Azul, branca, indomável, imortal.<br />
Como não pôr no Porto uma esperança<br />
se “daqui houve nome Portugal”?</p>
<p>Pedro Homem de Mello</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Memorando da Troika: O documento escondido, ou o programa neo-liberal do Governo Sócrates</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 May 2011 17:08:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O documento principal do Memorando da Troika já é por demais conhecido e nele estão previstas as medidas do FMI para a sua intervenção em Portugal. O debate entre Francisco Louçã e José Sócrates, no entanto, chamou a atenção para &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/18/memorando-da-troika-o-documento-escondido-ou-o-programa-neo-liberal-do-governo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O documento principal do <a href="http://aventar.eu/2011/05/04/memorando-da-troika-em-portugues/">Memorando da Troika</a> já é por demais conhecido e nele estão previstas as medidas do FMI para a sua intervenção em Portugal.<br />
O debate entre Francisco Louçã e José Sócrates, no entanto, chamou a atenção para um outro documento constante desse Memorando, que o Executivo tentou manter escondido até hoje.<br />
Esse documento é uma Carta do Governo ao FMI / BCE, na qual o Primeiro-Ministro assume uma série de compromissos para os próximos anos. O Aventar acaba de publicar a sua <a href="http://aventar.eu/2011/05/18/carta-do-governo-para-a-troika-em-portugues/">tradução integral em português</a> e, depois de a ler, só dá mesmo para abrir a boca de espanto com aquilo que o Governo lá escreve. Não tanto pelo neo-liberalismo de algumas dessas medidas, algumas já conhecidas, mas sobretudo pela desfaçatez com que José Sócrates tem falado delas na pré-campanha eleitoral a propósito do PSD.<br />
Eis algumas pérolas: <span id="more-64054"></span></p>
<blockquote><p>. A lista de bens e serviços sujeitos a uma redução de valores do IVA será revista em 2011.</p>
<p>. Uma taxação sobre a electricidade será introduzida a partir de Janeiro de 2012.</p>
<p>. <strong>Pretendemos acelerar o nosso programa de privatizações.</strong> O plano já existente abrange os transportes (Aeroportos de Portugal, TAP e ramo de mercadorias da CP), energia (GALP, EDP e REN), comunicações (Correios de Portugal) e de<strong> seguros (Caixa Seguros).</strong></p>
<p>. Vamos identificar, no momento da segunda avaliação, mais duas grandes empresas para privatização até ao final de 2012. <strong>Um plano de privatização actualizado será preparado até Março de 2012</strong>.</p>
<p>. As taxas moderadoras serão aumentadas em Setembro de 2011, indexadas à inflação no final de 2011, e as isenções serão substancialmente reduzidas.</p>
<p>. O banco da CGD deverá aumentar o seu capital para os novos níveis exigidos a partir de recursos internos do grupo e melhorar a gestão do grupo. Isso incluirá uma agenda mais ambiciosa com vista à já anunciada <strong>venda do ramo de seguros do grupo</strong>, um programa para a eliminação gradual de todas as subsidiárias não nucleares.</p>
<p>. Vamos nivelar as indemnizações por rescisão nos contratos sem termo e nos contratos a prazo, vamos apresentar legislação com vista a reduzir a indemnização para todos os novos contratos para 10 dias por ano de trabalho.</p>
<p>. Vamos preparar até ao final de Dezembro de 2011, uma proposta que visa introduzir <strong>ajustamentos aos casos de despedimento individual com justa causa.</strong></p>
<p>. Um dos principais objectivos do nosso programa é incrementar a competitividade. Isso implicará uma <strong>redução significativa das contribuições patronais para a segurança social</strong>. As medidas de compensação necessárias para garantir a neutralidade fiscal poderão incluir a alteração da estrutura e das taxas de IVA, reduções adicionais das despesas permanentes e aumento de outros impostos que não tenham efeito adverso na competitividade. <strong>Embora a proposta possa ser implementada em duas etapas, um primeiro passo ousado será implementado no contexto do orçamento de 2012</strong>.</p>
<p>. O envolvimento do Estado nas actividades do sector privado será reduzido, e a independência das entidades reguladoras sectoriais reforçado. Vamos eliminar os &#8220;golden shares&#8221; e todos os direitos especiais.</p>
<p>. A administração tributária vai ser modernizada. A administração tributária nacional, a administração aduaneira e os serviços de tecnologia da informação serão unificados. A estrutura irá racionalizar agências locais, fechando pelo menos 20 por cento das repartições locais em 2011 e 2012.</p></blockquote>
<p>No meio disto tudo, faz ainda parte do Memorando da Troika um terceiro documento, que por enquanto permanece secreto&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Ou como Manuel António Pina sacudiu de vez um arreliador pintelho que teimosamente o importunava</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2011 14:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[manuel antónio pina]]></category>
		<category><![CDATA[marinho pinto]]></category>
		<category><![CDATA[prémio camões]]></category>

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		<description><![CDATA[E não é que o cretino lá ganhou o Prémio Camões&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/_Bjnwc8xM8eU/TPEhOB8X4FI/AAAAAAAAWYY/TygTer1Dbhw/s1600/marinho-pinto1%255B1%255D.jpg" alt="" width="501" height="366" /></p>
<p>E não é que <em><a href="http://aventar.eu/2011/05/03/a-fineza-e-educacao-de-um-bastonario/">o cretino </a></em>lá ganhou o Prémio Camões&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Festival da Eurovisão: O dia em que a Europa fica maior</title>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 16:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[dana internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Festival da canção]]></category>
		<category><![CDATA[Homens da Luta]]></category>
		<category><![CDATA[israel]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu era pequenino, a minha mãe fazia um bolo sempre que dava na televisão o Festival da Canção. Era nesse dia e no dia das eleições, cujos resultados finais só chegavam pela madrugada. Eram os momentos mais importantes do &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/10/festival-da-eurovisao-o-dia-em-que-a-europa-fica-maior/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/_77tWdzYyKEw/RmwdrBPA7RI/AAAAAAAAAUw/sL1z97k3HEw/s1600/oriente_medio_mapa.gif" alt="" width="439" height="475" /><br />
Quando eu era pequenino, a minha mãe fazia um bolo sempre que dava na televisão o Festival da Canção. Era nesse dia e no dia das eleições, cujos resultados finais só chegavam pela madrugada. Eram os momentos mais importantes do ano. Não me lembro da «Desfolhada», porque ainda não tinha nascido; nem do «E Depois do Adeus», porque tinha apenas 3 anos; mas lembro-me perfeitamente do «Adios, adios, aufwiedersehen, goodbye» (uma canção eminentemente <a href="http://aventar.eu/2011/05/08/os-tres-tristes-e-os-homens-da-luta/">étnica</a>); ou da magnífica canção da Sabrina que representou Portugal na semi-final de 2007 e cuja letra tocava o menos sensível.</p>
<blockquote><p>Dança comigo, que eu dou-te o céu que há em mim<br />
Dança comigo, que aos teus desejos direi sim<br />
Dança comigo, que nos teus braços vou sonhar<br />
Dança comigo, que eu dou-te a lua, o sol e o mar</p></blockquote>
<p>Devia ter uns 7 ou 8 anos quando Israel ganhou o Festival da Canção com «Aleluia». Ao que parece, a Turquia não participou por motivos políticos, mas suponho que na altura esse pormenor me tenha passado ao lado. Aliás, é provável que tenha ficado a pensar que Israel fazia parte da Europa.<br />
Passaram muitos anos. Nunca mais me lembrei do Festival da Canção<a href="http://www.publico.pt/Media/os-homens-da-luta-sobem-ao-palco-amanha-e-ja-tem-apoio-de-duas-finlandesas_1493317"> até hoje</a>. Os <a href="http://aventar.eu/2011/03/06/homens-da-luta-o-video-da-vitoria-e-a-letra-de-um-hino-politico-para-toda-a-europa/">«Homens da Luta» </a>devolveram-me a lembrança desses tempos. E com mais ou menos caricaturas, não me lembro de ter ouvido antes num festival transmitido em directo pela RTP a frase gritada «A luta continua / quando o povo sai à rua».<br />
No entanto, há uma dúvida que continua a atormentar-me tantos anos depois. Israel fica na Europa? Eu até nem desgosto da letra da música que vai representar Israel em 2011, cantada pela famosa <a href="http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/_Ldjs9cIwRJE/TOaJOhjKSYI/AAAAAAAACQI/uKLZL8X3sYA/s1600/dana.jpg&amp;imgrefurl=http://angelahelenos.blogspot.com/2010_11_01_archive.html&amp;h=567&amp;w=378&amp;sz=157&amp;tbnid=MmYw9USOj_PI7M:&amp;tbnh=134&amp;tbnw=89&amp;prev=/search%3Fq%3Ddana%2Binternacional%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&amp;zoom=1&amp;q=dana+internacional&amp;hl=pt-PT&amp;usg=__fS8oInYSI43xDpY8tvF6Qq26dwo=&amp;sa=X&amp;ei=XWbJTbD5G8HX8gOf0aTbBg&amp;ved=0CD4Q9QEwAg">Dana Internacional</a> <span id="more-63503"></span></p>
<blockquote><p>Ding dong, diz nunca mais<br />
Ouço uma oração silenciosa<br />
Que me faz levitar e voar &#8211; eu sei até onde<br />
Estou a vir-me</p></blockquote>
<p>mas a questão não é essa. A questão é mais geográfica. Aquilo é um Festival da Canção da Europa, constituído por países que ficam na Europa.<br />
Mas Israel fica na Europa? E a Palestina? E a Síria, Jordânia, Arábia, também? E o Iraque? E o Irão? E o Afeganistão?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os convites do Bloco</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/09/os-convites-do-bloco/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 08:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bloco de esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[convenção]]></category>

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		<description><![CDATA[O Bloco de Esquerda convidou para o último dia da sua Convenção o PCP e o PS, mas não convidou o PSD e o CDS. Passando ao lado da refinada educação dos Bloquistas, apetece perguntar se o Bloco vê alguma &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/09/os-convites-do-bloco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Bloco de Esquerda convidou para o último dia da sua Convenção o PCP e o <a href="http://5dias.net/2011/05/08/convencao-do-be-viii-a-resposta-do-ps-ao-governo-de-esquerda-foi-peremptoria-e-nao-veio-da-boca-do-socrates-o-ps-quer-governar-com-o-psd-com-o-cds-ou-com-ambos/">PS</a>, mas não convidou o PSD e o CDS.<br />
Passando ao lado da refinada educação dos Bloquistas, apetece perguntar se o Bloco vê alguma diferença entre PS e PSD. Eu não vejo e, <a href="http://www.publico.pt/Política/louca-pede-voto-a-sociaisdemocratas-e-centristas_1493222">pelo discurso </a>que fez, pensei que Francisco Louçã também não via.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A caminho do Temple Bar</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/06/a-caminho-do-temple-bar/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 10:55:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[dublin]]></category>
		<category><![CDATA[liga europa]]></category>
		<category><![CDATA[porto - braga]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou a festa de Portugal em Dublin. Desde que não falte o «whiskey in the jar». Quem ganha? Quase me apetecia dizer que agora já não interessa. Mas interessa, claro que interessa. Por agora, que viva o Porto e que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/06/a-caminho-do-temple-bar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://aventadores.files.wordpress.com/2011/05/dsc01045.jpg?w=400" class="alignnone" width="400" height="300" /><br />
Ou a festa de Portugal em Dublin. Desde que não falte o «whiskey in the jar».<br />
Quem ganha? Quase me apetecia dizer que agora já não interessa. Mas interessa, claro que interessa. Por agora, que viva o Porto e que viva o Braga.<br />
<iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/46EXY4oP1Do" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]></content:encoded>
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		<title>A hipocrisia do subsídio de desemprego para os recibos verdes</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/05/a-hipocrisia-do-subsidio-de-desemprego-para-os-recibos-verdes/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 10:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[memorando]]></category>
		<category><![CDATA[troika]]></category>

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		<description><![CDATA[A frase do ponto 4.1 do «Memorando da Troika é esta: «Apresentação de uma proposta para alargar a elegibilidade para receber o subsídio de desemprego para categorias claramente definidas de trabalhadores independentes que prestam serviços a uma única empresa numa &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/05/a-hipocrisia-do-subsidio-de-desemprego-para-os-recibos-verdes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A frase do ponto 4.1 do «Memorando da Troika é esta: <a href="http://aventar.eu/2011/05/04/memorando-da-troika-em-portugues/">«Apresentação de uma proposta para alargar a elegibilidade para receber o subsídio de desemprego para categorias claramente definidas de trabalhadores independentes que prestam serviços a uma única empresa numa base regular».</a><br />
Ou seja, estender o subsídio de desemprego aos falsos recibos verdes.<br />
Uma verdadeira hipocrisia, pois. Porque se são falsos não deviam existir. Em vez deles, tinham de ser estabelecidos os normais contratos de trabalho a termo certo ou incerto.<br />
Não é a primeira vez que o Governo faz isso: em vez de combater os falsos recibos verdes, legitima-os. E pelo que se percebe agora &#8211; «<em>prestam serviços a uma única empresa numa base regular</em>» &#8211; é muito fácil perceber se um recibo verde é falso ou não. Basta vontade política.<br />
E ainda há quem fique contente com isto.  </p>]]></content:encoded>
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		<title>O memorando aí está</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/04/o-memorando-ai-esta/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 19:25:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Já se pode encontrar o texto integral em português do Memorando de entendimento entre a Troika e o Governo. Está aqui. De José Sócrates, já se esperava ouvir dizer que era um bom acordo. De Manuel Alegre também. E de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/04/o-memorando-ai-esta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já se pode encontrar o texto integral em português do Memorando de entendimento entre a Troika e o Governo. Está <a href="http://aventar.eu/2011/05/04/memorando-da-troika-em-portugues/">aqui</a>.<br />
De José Sócrates, já se esperava ouvir dizer que era um bom acordo. De <a href="http://5dias.net/2011/05/04/esquerda-de-confianca/">Manuel Alegre </a>também. E de João Galamba também.<br />
Bom acordo? São todos uns brincalhões&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Viva a tortura, viva a pena de morte</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/04/viva-a-tortura-viva-a-pena-de-morte/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 15:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bin laden]]></category>
		<category><![CDATA[pena de morte]]></category>

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		<description><![CDATA[O Pedro Correia do Delito de Opinião escreve que eu sou a favor da execução de George W. Bush e de Tony Blair, a propósito da minha alusão aos maiores terroristas da actualidade que ainda permanecem vivos. Fazendo igualmente uma &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/04/viva-a-tortura-viva-a-pena-de-morte/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Pedro Correia do <a href="http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/">Delito de Opinião </a>escreve que eu sou a favor da execução de George W. Bush e de Tony Blair, a propósito da <a href="http://5dias.net/2011/05/02/so-faltam-dois/">minha alusão </a>aos maiores terroristas da actualidade que ainda permanecem vivos.<br />
Fazendo igualmente uma interpretação livre <a href="http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/2973533.html">deste post</a>, então poderia concluir que o Pedro Correia é a favor da pena de morte e da <a href="http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1843619&#038;especial=11%20de%20Setembro&#038;seccao=MUNDO">tortura</a> como meio para alcançar os fins, sejam eles quais forem.<br />
Não, Pedro, não sou a favor da execução de George W. Bush, de Tony Blair, de <a href="http://www.publico.pt/Mundo/cia-diz-que-foto-de-bin-laden-morto-devera-ser-divulgada_1492581">Bin Laden </a>ou de outra pessoa qualquer. Porque sou completamente contra a pena de morte. Tu, pelos vistos, não és.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Só faltam dois&#8230;</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/02/so-faltam-dois/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 11:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[bin laden]]></category>
		<category><![CDATA[geoge w. bush]]></category>
		<category><![CDATA[tony blair]]></category>

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		<description><![CDATA[Dos 3 grandes terroristas mundiais da actualidade, um já foi, executado em país estrangeiro e sem direito a julgamento a mando do Prémio Nobel da Paz de 2010. Agora, só faltam os outros dois&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/LeadersBinLaden19981-150x150.jpg" alt="" title="LeadersBinLaden1998" width="150" height="150" class="alignnone size-thumbnail wp-image-62757" />  <img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/george-w-bush1-150x150.jpg" alt="" title="george-w-bush" width="150" height="150" class="alignnone size-thumbnail wp-image-62758" />  <img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/05/blair1-150x150.jpg" alt="" title="blair" width="150" height="150" class="alignnone size-thumbnail wp-image-62759" /><br />
Dos 3 grandes terroristas mundiais da actualidade, um já foi, <a href="http://www.publico.pt/Mundo/corpo-de-bin-laden-foi-lancado-ao-mar_1492178">executado em país estrangeiro e sem direito a julgamento </a> a mando do Prémio Nobel da Paz de 2010.<br />
Agora, só faltam os outros dois&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>As receitas do FMI são velhas de séculos</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/01/as-receitas-do-fmi-sao-velhas-de-seculos/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/05/01/as-receitas-do-fmi-sao-velhas-de-seculos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 May 2011 10:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[FMI]]></category>

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		<description><![CDATA[«O camponês vive como um porco. Não gosta de uma vida graciosa e a riqueza sobe-lhe à cabeça quando se eleva a uma posição de prosperidade. Portanto, o melhor é manter-lhe a manjedoura vazia, consumir os seus bens e fazê-lo &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/01/as-receitas-do-fmi-sao-velhas-de-seculos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<blockquote>«O camponês vive como um porco. Não gosta de uma vida graciosa e a riqueza sobe-lhe à cabeça quando se eleva a uma posição de prosperidade.<br />
Portanto, o melhor é manter-lhe a manjedoura vazia, consumir os seus bens e fazê-lo sofrer o vento e a chuva.»<br />
Bertran de Born (trovador do séc. XII)</p></blockquote>
<p></strong></p>
<p>No <a href="http://economia.publico.pt/Noticia/ugt-e-cgtp-apelam-luta-pelo-estado-social-no-dia-do-trabalhador_1492122">Dia do Trabalhador</a>, convém não esquecer que as receitas que o FMI agora nos quer servir são as mesmas desde há vários séculos.<br />
Nada de novo, portanto. O povo não se sabe governar, por isso deve ser aliviado do pouco dinheiro que ganha. Através dos impostos, do roubo e da subjugação, os senhores do poder tratarão do assunto. Mas é só para ajudar. Afinal, não é público que os pobres gastam todos os subsídios que recebem <a href="http://www.esquerda.net/content/idosos-pobres-usam-subs%C3%ADdios-em-cervejas-e-doces-diz-mjnogueira-pinto">em cervejas e bolos</a>?<br />
Mesmo que o PS tenha seguido à letra estes ensinamentos, reduzindo a fanicos o Estado social &#8211; ou se calhar por isso mesmo &#8211; e que não pareça haver grandes esperanças para o futuro, a única solução é lutar.<br />
Lutar sempre com todos os que não se vergam, mesmo que, pelo meio, não se perceba a presença nas comemorações do 1.º de Maio de <a href="http://aventar.eu/2010/12/22/joao-proenca-devia-ter-vergonha/">certos sindicalistas </a>sempre tão amigos do poder. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Como o PS prepara o Fórum da TSF</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/29/como-o-ps-prepara-o-forum-da-tsf/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 18:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[fórum tsf]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagino a cena. Na véspera, o Quartel-General Abrantes reune-se em conferência. Em cima da mesa, o Fórum da TSF do dia seguinte, para além do programa equivalente da Antena 1, dos agendamentos do blogue do regime e da agenda mediática &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/29/como-o-ps-prepara-o-forum-da-tsf/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagino a cena.<br />
Na véspera, o Quartel-General Abrantes reune-se em conferência. Em cima da mesa, o Fórum da TSF do dia seguinte, para além do programa equivalente da Antena 1, dos agendamentos do blogue do regime e da agenda mediática dos mais diversos órgãos de comunicação.<br />
Há gente para tudo. O Quartel-General Abrantes tem ao seu serviço uma legião de fiéis remunerados. Pagos, como é óbvio, pelo Erário público.<br />
Dada <a href="http://aventar.eu/2011/04/28/eu-tambem-gosto-muito-do-forum-tsf/">a vergonha que constituiu ontem a entrevista do Primeiro-Ministro aos ouvintes</a>, e que obrigou a uma espécie de pedido de desculpas por parte do seu Director, concentro-me no Fórum da TSF.<br />
Não é difícil, ao Quartel-General Abrantes, adivinhar o tema do dia seguinte, sobretudo nos dias que correm. Caso haja dúvidas, é só perguntar. O <a href="http://aventar.eu/2010/03/09/o-%C2%ABamigo-joaquim%C2%BB-tem-medo-de-que/">«amigo Joaquim»</a> está mesmo à mão, embora, como é óbvio, <a href="http://aeiou.expresso.pt/paulo-baldaia-desmente-sol=f566222">haja um caminho bem mais curto</a>. <span id="more-62502"></span><br />
Conhecido o tema, falta apenas a distribuição de tarefas. A cassete, debitada até à exaustão, está preparada e pronta a funcionar nos mais diversos níveis de acção do Quartel-General Abrantes. Consoante o tema, a ramificação central, distrital ou regional do Quartel-General Abrantes é chamada a actuar. Nos casos mais graves, <a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5003276.html">o próprio líder </a>do Quartel-General Abrantes é instado a entrar em acção.<br />
Imagino toda esta cena, como disse no princípio, mas conheço demasiado bem alguns casos para ficar apenas pela imaginação.<br />
Um deles é sintomático sobre a forma como se é recrutado pelo Quartel-General Abrantes. Uma estrutura que, no fundo, já existe no PS há muitos anos, embora no passado funcionasse de forma relativamente informal e bem mais amadora face ao profissionalismo que hoje em dia revela.<br />
Um «boy». Um «boy», militante da JS, destaca-se pela presença assídua nas reuniões da sua Concelhia e, mais tarde, da sua Distrital. Anos de abnegação são recompensados com um cargo na área do Ambiente de uma Câmara Municipal do PS da Área Metropolitana de uma das grandes cidades portugueses.<br />
Nessa Câmara Municipal, a parte mais importante do seu trabalho prende-se com o Fórum da TSF. Telefonar diariamente para o Fórum, sempre com nomes diferentes, e, consoante o tema, defender as políticas do Governo e atacar as Oposições.<br />
Este caso em concreto passou-se na fase final do Governo de António Guterres. Terminado esse Governo e aquele que se seguiu, do PSD, esse «boy» viria a passar pelo Governo Civil de um determinado distrito e hoje em dia é Administrador de uma empresa pública.<br />
O Quartel-General Abrantes ainda hoje lhe agradece a devoção. E tal foi a sua experiência no cargo que, de quando em vez, chama esse «boy» para intervir no Fórum da TSF.<br />
Não sei se foi o caso de ontem. Mas pelo que se viu, também não foi necessário&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sons de Abril: Sérgio Godinho &#8211; Eh meu irmão! (ou mais uma canção do medo)</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 22:28:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Santos Pinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[eh meu irmão]]></category>
		<category><![CDATA[segio godinho]]></category>
		<category><![CDATA[sons de abril]]></category>

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		<description><![CDATA[«Eh meu irmão (Ou mais uma canção do medo)» faz parte do LP «Pré-Histórias», editado em 1972, ainda nos tempos da Ditadura. Foi o seu segundo trabalho. Passada a fase de Abril, Sérgio Godinho continua a ser um símbolo da &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/24/sons-de-abril-sergio-godinho-eh-meu-irmao-ou-mais-uma-cancao-do-medo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/d1EWEPNcB2E" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
 «Eh meu irmão (Ou mais uma canção do medo)» faz parte do LP «Pré-Histórias», editado em 1972, ainda nos tempos da Ditadura. Foi o seu segundo trabalho. Passada a fase de Abril, Sérgio Godinho continua a ser um símbolo da intervenção da música na sociedade e – opinião pessoal – o mais importante escritor de canções da actualidade.</p>
<p>Letra completa:</p>
<p>Eh, meu irmão, que é que tens<br />
que tremes como um chouriço?<br />
Eh, meu irmão que é que tens,<br />
parece que viste um bicho! <span id="more-62114"></span><br />
Um bicho vi, sim senhor,<br />
enroscou-se a mim e pediu-me amor<br />
tinha corpo de mulher<br />
cabelo encaracolado<br />
beijou-me, apagou as luzes<br />
e eu então gritei!<br />
Ai, um bicho!<br />
Eh, meu irmão, que é que tens<br />
estás branco que nem um nabo!<br />
Eh, meu irmão que é que tens,<br />
parece que vistes o diabo!<br />
Vi mesmo, bateu-me à porta<br />
disse que o povo estava na rua<br />
e que a rua era do povo<br />
que é p´ra quem ela foi feita<br />
e o povo somos nós todos<br />
e eu então gritei!<br />
Ai, o diabo!</p>
<p>Eh, meu irmão, que é que tens<br />
estás branco como o jasmim!<br />
Eh, meu irmão, que é que tens<br />
o que é que te pôs assim!<br />
Foi o medo da água fria<br />
o medo da vida, o medo da morte<br />
o medo da lua-cheia<br />
o medo da lua-nova<br />
o medo até de ter medo<br />
que me faz gritar<br />
Ai, que medo!</p>
<p>E assim com medo de tudo<br />
perdeu meu irmão a vida<br />
e assim com medo de tudo<br />
viveu-a e não foi vivida<br />
meteram-no num caixão<br />
às duas por três, num dia de Verão<br />
desceram-no p´ra uma cova<br />
deitaram terra por cima<br />
espetaram-lhe uma cruz<br />
ita missa est<br />
Amen. </p>]]></content:encoded>
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