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	<title>cinco dias &#187; Nuno Ramos de Almeida</title>
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		<title>&#8220;Os grandes criminosos em Portugal não são negros&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2012 16:27:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Nos bairros há perseguição. Há uma forma de policiamento diferente, ponto final. Nem precisas de ser politizado: são dez da noite, estão seis gajos na rua, vais ser encostado à parede. Depois, se fizeste merda ou não, logo se vê. &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/05/25/os-grandes-criminosos-em-portugal-nao-sao-negros/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/05/33961_3647983911801_1040545467_3274955_1417617773_n-368x520.jpg" alt="" title="33961_3647983911801_1040545467_3274955_1417617773_n" width="368" height="520" class="aligncenter size-large wp-image-83624" /></a><a href="http://www.ionline.pt/boa-vida/chullage-arte-tem-papel-cantar-insustentavel">&#8220;Nos bairros há perseguição. Há uma forma de policiamento diferente, ponto final. Nem precisas de ser politizado: são dez da noite, estão seis gajos na rua, vais ser encostado à parede. Depois, se fizeste merda ou não, logo se vê. Logo se arranja, até. Se precisarem de te levar, arranjam qualquer coisa, nem que seja resistência à autoridade. Isto é uma realidade e podes perguntar às pessoas que vivem nos bairros. E também não é uma coisa só de pretos. Vai perguntar a brutalidade que se tem feito sentir no Porto, e não estou a falar da Fontinha&#8230; Há gente que acha que a repressão policial é nas manifestações, mas é ver a violência nos bairros do Porto. Agora, para o pessoal politizado, faz-_-se sentir sim senhor. Tanto há pessoas da plataforma como de outros grupos que a têm sentido, não só das escutas que levam, pelas pessoas que já foram agredidas por terem actividade política. As pessoas dos bairros já são perseguidas e se tiverem um discurso político são mais.&#8221;, Chullage em entrevista ao <em>i</em></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Uma esquerda comprometida</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 23:57:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É preciso unir forças. Somar gentes que se oponham à política da troika e que sejam intransigentes nesse combate. Juntar partidos, movimentos e cidadãos que não se reconheçam no capitalismo. Construir uma esquerda com a ambição de vencer que esteja &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/05/14/uma-esquerda-comprometida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso unir forças. Somar gentes que se oponham à política da troika e que sejam intransigentes nesse combate. Juntar partidos, movimentos e cidadãos que não se reconheçam no capitalismo. Construir uma esquerda com a ambição de vencer que esteja comprometida com a luta pela a igualdade.<br />
A crise é uma máquina de liquidação dos direitos sociais e políticos da maior parte da população. Vai ser difícil a mobilização das pessoas atormentadas pelo medo, separadas pelo receio de perderem o pouco que têm.<br />
A esquerda da igualdade tem de saber que o seu campo se edifica construindo novos sujeitos políticos que não se esgotam na política institucional. A afirmação de uma política de esquerda passa por dar poder às pessoas, fazê-las sujeitos e não espectadores da construção de uma alternativa. Não se trata de mudar a composição de um parlamento trata-se de inventar uma outra forma de fazer política. Afirmar que todos somos actores da nossa própria emancipação.<br />
O terreno desta luta está na conquista da rua e na afirmação da intervenção radical. A massificação da rua não pode impedir a multiplicação das tomadas de posição que procurem o choque. As acções concretas devem servir para demonstrar a irracionalidade das políticas neoliberais e de pôr à vista a violência de um Estado que reprime para as aplicar. Elas devem reivindicar o princípio do olho por olho e dente por dente.<br />
Vivemos num mundo global. Nenhuma luta é somente nacional, mas todas são feitas num local concreto.<br />
A crise ainda agora chegou, a multiplicação das redes de activistas, o reforço das suas ligações e o aumento do número de militantes combativos são uma das premissas fundamentais para transformar a crise, num determinado momento, em crise do capitalismo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Quando os tribunais rimam com repressão</title>
		<link>http://5dias.net/2012/05/12/quando-os-tribunais-rimam-com-repressao/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 00:01:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando uma rusga invade um bairro suburbano das grandes cidades as populações são tratadas como criminosos mesmo que haja provas em contrário. Sobretudo se houver prova em contrário. E pior se algum deles pretender dizer que tem direitos. Por milagre, &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/05/12/quando-os-tribunais-rimam-com-repressao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/quando-os-tribunais-rimam-repressao">Quando uma rusga invade um bairro suburbano das grandes cidades as populações são tratadas como criminosos mesmo que haja provas em contrário. Sobretudo se houver prova em contrário. E pior se algum deles pretender dizer que tem direitos. Por milagre, sempre que a polícia dispara para o ar há alguém que fica estendido no chão. A explicação para a nossa justiça não está normalmente no tiro, mas na estranha altura a que voam os pobres, os negros, os imigrantes e os radicais que andam nas ruas. O que é novo nesta violência de Estado é que ela se estendeu dos excluídos às classes médias.</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Palavras</title>
		<link>http://5dias.net/2012/05/03/palavras/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 14:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[É possível fazer uma revolução sem pronunciar a palavra? É possível viver sem pensar em palavras? A revolução é como a paixão, parte da não aceitação daquilo que existe e do desejo de conseguir aquilo que é dado como impossível. &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/05/03/palavras/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É possível fazer uma revolução sem pronunciar a palavra? É possível viver sem pensar em palavras? A revolução é como a paixão, parte da não aceitação daquilo que existe e do desejo de conseguir aquilo que é dado como impossível. São rupturas que criam as suas próprias condições de possibilidade. Dão vida aos seus próprio antecedentes passados. Como escrevia Rimbaud, quando pensava no inferno e se propunha transformar o mundo e mudar a vida,  “l’amour est à reiventer, on le sait”.</p>
<p>Vivemos uma época divertida em que nos apresentam, como conquistas civilizacionais, o café sem cafeína, o amor sem riscos e a política sem revolução. Uma campanha de um site de encontros francês proclamava com orgulho: “é possível ter paixão sem cair apaixonado”.  E acrescentava, “Pode perfeitamente estar apaixonado sem sofrer”. Para resolver este embate, o site de encontros propunha uma espécie de “coaching do amor”, para menorizar este choque traumático que é um encontro com o outro.</p>
<p>Nesta cruzada pela segurança das almas juntam-se os liberais, não há nada mais parecido com a doutrina do mercado capitalista que esta ideia das relações afectivas e sexuais como uma questão de gozo ligada a expectativas de consumo.</p>
<p>Na política como na vida deve-se lutar para reinventar o risco e a aventura contra a segurança e o conforto. Badiou defende que há no amor, como na revolução, uma capacidade de produzir verdade e uma semente da universalidade que transcende num momento a nossa própria mortalidade. Seja isso o que for, passa pela capacidade de se somar ao outro. Aquilo que começa por um encontro do acaso, torna-se um momento de ruptura, como escrevia Mallarmé: “l’hasard est enfin fixé…”.</p>
<p>As palavras são o momento dessa ruptura.</p>
<p>Publicado originariamente no <a href="http://5noites.tumblr.com/post/22289786850/palavras">5 noites</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O príncipio da esperança</title>
		<link>http://5dias.net/2012/04/27/o-principio-da-esperanca/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 14:40:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotografia da Paulete Matos Não tinha tempo, mas continuava a preocupar-se com a vida. Teve a capacidade de construir cidades no deserto Na minha juventude usávamos uma frase do Gramsci com que se pretendia expressar a nossa forma de ver &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/27/o-principio-da-esperanca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/04/dOORS.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/04/dOORS-520x293.jpg" alt="" title="dOORS" width="520" height="293" class="aligncenter size-large wp-image-81903" /></a><br />
Fotografia da Paulete Matos<br />
<strong>Não tinha tempo, mas continuava a preocupar-se com a vida. Teve a capacidade de construir cidades no deserto</strong></p>
<blockquote><p>Na minha juventude usávamos uma frase do Gramsci com que se pretendia expressar a nossa forma de ver o mundo e as adversidades do dia-a-dia. Tínhamos “o pessimismo da razão e optimismo do coração”. O Miguel foi abençoado com uma razão em que o coração e um imenso optimismo mandavam. Para ele era sempre possível tomar os céus de assalto e exigir o impossível, para me manter na linguagem de uma tribo diversa e particular de que ele era um dos expoentes. As vidas não têm resumo. Mas alguns gestos condensam uma existência.</p>
<p>Em 1982, o Miguel imaginou uma cidade num deserto. Durante mais de uma semana, milhares de jovens acampariam na praia do Carvalhal, na Comporta, em Tróia. Nada havia lá, para além do mar e dos mosquitos. Menos de um ano depois, sucediam-se debates, concertos e festas sob o lema “Dêem uma oportunidade à paz”. Neste debates participavam pessoas com opiniões plurais e diversas. Mais de dez mil concentraram-se na cidade de Setúbal contra a instalação dos mísseis nucleares dos EUA em território europeu. Um ano antes, ninguém julgava possível a construção de uma verdadeira cidade no meio de uma praia deserta. Mas o Miguel tinha a capacidade de nos fazer sonhar. Inspirava-nos a transcender a nossa vida e a mudar a realidade. E, de facto, centenas de pessoas mobilizaram-se para que, em Junho de 1983, aquilo que alguém tinha imaginado se transformasse numa vontade colectiva e numa realização de muitos.</p>
<p>Alguns dos seus amigos diziam a brincar que o Miguel tinha a capacidade de vender frigoríficos aos esquimós no Pólo Norte. Só assim se explica que com a ajuda dos seus amigos Dias da Cunha e Jorge Sampaio tenha falado com os banqueiros Jardim Gonçalves, José Roquette, Artur Santos Silva e Rui Vilar de que o país precisava de um semanário de esquerda e que eles deviam investir nisso, tendo convencido parte deles. Dessa vontade e capacidade nasceu o semanário “Já”, que juntava jornalistas e activistas de esquerda provenientes da revista “Contraste”, que o Miguel tinha dirigido, e dos “Cadernos Politika”, uma revista da Juventude Comunista Portuguesa. Durante mais de um ano, aquilo que parecia irrealizável foi feito com o trabalho de muitos e com umas dezenas de milhares de contos de uns poucos.<span id="more-81898"></span></p>
<p>Tinha um sorriso caloroso e uma generosidade contagiante. No meio do trabalho era possível os amigos zangarem-se com ele, mas era impossível ficarmos muito tempo furiosos. Era o Miguel e conquistava-nos com um novo sonho, uma nova quimera, uma nova ideia impossível. A verdade é que, nas suas mãos, as coisas pareciam fáceis.</p>
<p>Quem imaginaria que era possível fazer o Bloco de Esquerda?</p>
<p>Na passada quinta-feira tentei falar com ele, as notícias não eram boas. Respondeu-me por SMS, com o humor do costume: “A tua sorte é que não consigo falar. Novidades?” Não abordámos o maldito cancro. Informei-o de que a polícia de intervenção tinha cercado e isolado a escola da Fontinha e que uma pessoa nossa amiga estava lá dentro. Escreveu-me “manda-lhe um abraço de solidariedade”. Apesar de se saber sem tempo, escreveu um dos seus últimos comentários no facebook: “A Es.Col.A da Fontinha, que tem um trabalho mais do que meritório com a população do bairro, está a ser despejada à bruta por uma cruzada de políticos idiotas. Que todas as boas vontades se juntem contra a estupidez. Já.”</p>
<p>Certamente que se orgulharia dos milhares de jovens que no dia da liberdade, contra “a tolerância zero ao 25 de Abril” de um intendente da PSP, a retomaram, e diria com aquela voz rouca e calorosa: “É a nossa gente.” E rir-se-ia do autarca portuense que, no dia seguinte, mandou roubar as sanitas e as canalizações para que as populações não pudessem imaginar fazer qualquer coisa daquela escola. Miguel Portas sempre foi um militante político, mas o seu combate foi arranjar-nos formas de podermos concretizar os nossos sonhos e correr com a gente que se dedica a uma política de sarjetas</p></blockquote>
<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/principio-da-esperanca">Escrito para o i</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Crónica de um país totalmente normalizado</title>
		<link>http://5dias.net/2012/04/22/cronica-de-um-pais-totalmente-normalizado/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 13:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho que nunca tive tanto medo na vida como quando vi, para lá do muro baixinho do es.col.a e através do gradeamento, os capacetes do corpo de intervenção a aparecer da rua inclinada. Traziam escadas: alguns passaram a vedação e &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/22/cronica-de-um-pais-totalmente-normalizado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Acho que nunca tive tanto medo na vida como quando vi, para lá do muro baixinho do es.col.a e através do gradeamento, os capacetes do corpo de intervenção a aparecer da rua inclinada. Traziam escadas: alguns passaram a vedação e começaram a desmontar a barricada, outros a cercar-nos e a tentar separar-nos. Ao ouvido, um dos polícias sussurou-me: «irra que as gajas são sempre as mais difíceis», quando eu e outra tentávamos, como possível, agarrarmo-nos para não sermos levadas. Arrastaram-nos para a sala ao lado da cozinha, guardados por vários polícias. Lá de cima, no pátio sobre a cozinha, ouvíamos as rebarbadeiras a cortar a porta de acesso à caixa de escadas. Pouco depois, vimos, incrédulos, através da janela, cortar o mastro da bandeira do es.col.a (uma bandeira pirata que incomodava, ao vento, a autoridade sem sentido de humor&#8230;)</p>
<p>Protestávamos com os polícias, tentávamos explicar o óbvio: não há legalidade nem legitimidade no despejo de um projecto voluntário para e com uma comunidade pobre, de uma escola, naquele edifício outrora devoluto; que isto era uma birra política autoritária, que se eles queriam servir a comunidade não o estavam, concerteza, a fazer. Nada feito. Que «cumpriam ordens», desculpa habitual de quem veste a farda despindo a cidadania.</p>
<p>&#8230; Que tinham de nos revistar. Não, obrigada &#8211; que desculpassem, mas até que me mostrassem algo em contrário era inocente, mostrava a identificação e mai&#8217;nada. &#8230; e assim fui eu, de arrasto para o pátio, ser apalpada à força. A polícia atestou ainda &#8216;que não era lésbica&#8217;, o que me deixou obviamente muito mais descansada (?!?!) e confirmou por si mesma que eu não tinha mais que água, papeis, cadernos, livros, lápis, identificação, cinco euros, telemóvel, chaves de casa. Arrastaram-me para o pátio e obrigaram-me, como aos outros companheiros, um a um e depois do mesmo processo, a ficar de pé e de mãos à parede. Qual criminosos.</p>
<p>Do pátio, pelo canto do olho, a visão era tenebrosa, para quem não estiver habituado a rusgas policiais nas favelas do Rio de Janeiro: praí cem &#8216;agentes da autoridade&#8217; (nós éramos pouco mais de vinte), entre encapuzados, robocops e polícias &#8216;normais&#8217; &#8211; no telhado, pelo pátio, no edifício a tentar tirar o grupo de ocupantes do edifício que tinham ido para as palas adjacentes a cada uma das salas. Outro de nós  foi caço fora da escola e posto também à parede, aos safanões e pontapés &#8211; «onde é que deixaste a câmara, pá?» «&#8230;câmara? qual câmara?» </p>
<p>&#8230; já que não podíamos fazer mais nada, protestámos o tempo todo: «tenham vergonha!!! destapem a cara!! isto é uma escola!!! nós somos voluntários e recuperámos este edifício durante um ano de trabalho!!! isto estava abandonado pela câmara!! lacaios do rui rio! se no 25 de abril fossem todos como vocês, não tinha havido revolução!! tenham vergonha!!!» &#8230; e que tais.</p>
<p>Resultou, em parte: parte dos bombeiros sem farda, soubémos depois que enganados pelo rui rio (ver isto), tiraram os passa montanhas e pararam de obedecer, ficando de pé, no pátio, parados, a olhar para todo aquele espectáculo triste, no pátio de uma escola primária com as paredes pintadas às cores, visivelmente habitada por crianças. </p>
<p>Outros, porém, acabaram o trabalho. Roubaram a câmara de quem filmava, do telhado de um vizinho amigo. Fomos arrastados para fora do pátio, e pela rua fora, com as vizinhas idosas horrorizadas, às janelas, a assistir ao reestabelecer da ordem.</p></blockquote>
<p><a href="http://oblogouavida.blogspot.pt/2012/04/comunicado-cmp-ocupou-em-abril-de-2012.html">LER O RESTO DESTE TEXTO, COM URGÊNCIA.</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Tejo que levas o Rio, correndo de par em par &#8220;</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 10:02:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/04/Vamosla19.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/04/Vamosla19-520x367.jpg" alt="" title="Vamosla19" width="520" height="367" class="aligncenter size-large wp-image-81496" /></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Não se pode despejar uma ideia</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 09:21:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há vários edifícios públicos que estão abandonados, como a escola da Fontinha, que esteve a degradar-se durante cinco anos. O presidente da câmara, Rui Rio, veio dizer que a ocupação é ilegal e que há que respeitar a propriedade privada. &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/20/nao-se-pode-despejar-uma-ideia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/nao-se-pode-despejar-uma-ideia">Há vários edifícios públicos que estão abandonados, como a escola da Fontinha, que esteve a degradar-se durante cinco anos. O presidente da câmara, Rui Rio, veio dizer que a ocupação é ilegal e que há que respeitar a propriedade privada. Mas é preciso dizer que os edifícios públicos não são sua propriedade e se ele os privatizou com a sua incompetência, é legítimo que as populações e as pessoas os reclamem para o seu uso comum.</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Uma escola ocupada no coração do Porto</title>
		<link>http://5dias.net/2012/04/16/uma-escola-ocupada-no-coracao-do-porto-reportagem-no-i/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 23:24:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O cartaz é da Gui, a reportagem é minha e saiu no i “Já não voto, porque o voto/não dá voto na matéria/política perdeu a seriedade /e duvido que a recupere”, a métrica é do hip hop, a voz de &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/16/uma-escola-ocupada-no-coracao-do-porto-reportagem-no-i/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/04/451097f436fb9e2ed150cda6dd723f30.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/04/451097f436fb9e2ed150cda6dd723f30-367x520.jpg" alt="" title="451097f436fb9e2ed150cda6dd723f30" width="367" height="520" class="aligncenter size-large wp-image-81337" /></a><br />
<em>O cartaz é da <a href="http://oblogouavida.blogspot.pt/">Gui</a>, a reportagem é minha e saiu no i</em></p>
<p>“Já não voto, porque o voto/não dá voto na matéria/política perdeu a seriedade /e duvido que a recupere”, a métrica é do hip hop, a voz de Chullage ecoa na escola ocupada da Fontinha. O músico vindo da Arrentela, no Seixal, canta a letra do “Já não dá”. As palavras parecem ser sentidas da mesma maneira nas ruas desta zona popular do Porto. No pátio da escola acotovelam-se dezenas de pessoas, ao lado de uma vintena de tendas. Vieram de muitos lados para defender a Es.col.a, o nome que dão ao projecto autogerido que se instalou há quase um ano nas imediações das antigas habitações operárias da Fontinha. Despejado pela polícia uma vez, voltou a renascer. A Câmara Municipal do Porto terá prometido legalizar a situação. Ofereceu apenas um contrato de arrendamento até Junho. Reunidos em assembleia, populares e ocupantes não aceitaram o documento, que representa um despejo anunciado.</p>
<p>A reportagem começou várias semanas antes. Os activistas que ocupam a Es.col.a não confiam em meios de comunicação social “corporativos”, como dizem. O jornalista é convidado a apresentar-se numa assembleia com a proposta de reportagem ou a enviar por email aquilo que pretende para ser decidido por todos. A decisão é tomada na assembleia seguinte e mantém a política de não permitir fotografias dentro da escola, mas abre uma nesga: as actividades públicas podem ser fotografadas e é permitido ao repórter entrevistar quem aceitar dialogar com ele. Contudo, ninguém falará em nome do projecto.</p>
<p>O dia já entardeceu. Três polícias sobem a Rua da Fábrica Social. Trajecto inclinado de um purgatório operário, ladeado pelas casas baixas e cinzentas de pedra áspera que alojavam os trabalhadores fabris. O mais corpulento e idoso pede, arfante, para falar “com um responsável”. Não é certamente a palavra mais indicada para um libertário. Desconfiado, aproxima-se um jovem mascarado de técnico de controlo de radioactividade. O polícia pretende saber por onde vai andar o desfile de Carnaval. “Por aí”, responde o mascarado. “Sabe, os polícias não servem só para reprimir”, diz, já meio desesperado, o agente da autoridade. “Era para vos ajudar a atravessar a estrada”, acrescenta, solícito. O jovem anarquista garante ao polícia que vão pelas passadeiras e respeitarão os sinais luminosos. Está feita a paz social, os tambores começam a rufar.<span id="more-81336"></span></p>
<p>Estamos em pleno Carnaval. A actividade anunciada é a queima do Judas. Dentro do recinto ocupado um boneco de fato cinzento às riscas com ar de autarca próspero. Os ocupantes e os jovens da redondezas afadigam-se a fazer as máscaras e a experimentar as mais estranhas bicicletas já construídas, montadas por adolescentes ruidosos. Uma massa colorida de jovens e menos jovens vai descendo pelas ruas da cidade. Regularmente, o boneco vai apanhando umas pauladas. A cara do autarca não dura no estafermo. As ruas tornam-se mais escuras, uma centena de mascarados vão passando pelo centro do Porto, perante a curiosidade bem-disposta dos transeuntes. Chegados à câmara municipal, um homem com uma máscara brilhante lê um manifesto de defesa da Es.col.a em que se acusa a câmara de não honrar o prometido à população e pretender despejar os okupas. O fogo é ateado e o boneco arde no meio das labaredas e da explosão das bichas de rabiar. Regresso à Fontinha, sempre com a companhia prestável da polícia. No edifício da escola começam os preparativos da refeição comunitária. Algumas pessoas afadigam-se na cozinha, enquanto outros arrumam a divisão que funciona como sala de convívio. Tentamos falar com algumas das pessoas do projecto. Um dos estrangeiros presentes, um anarquista belga, corta-nos a conversa. Não é boa altura. Não nos conhecem e estão em plena reunião. O jantar vegetariano decorre e as conversas animam-se, o trabalho terá de ficar para outro dia.</p>
<p>Regresso à Fontinha no dia seguinte. Os jovens já estão impacientes à porta da Es.col.a à espera que alguém lhes abra a porta. Há várias chaves distribuídas entre activistas e populares, mas ainda ninguém chegou. José Lino, que vive numa habitação ao lado, aparece com as tão desejadas chaves. Os jovens das vizinhanças, impacientes, entram no pátio. Rapazes a jogar futebol e raparigas a falar umas com as outras. Uma das activistas mostra o espaço com indisfarçável orgulho. Fala das obras e do trabalho em que todos se afadigaram para recuperar o edifício, que estava abandonado e degradado. Aproveitaram materiais reciclados. A pintura, a carpintaria e a colocação de vidros exigiram centenas de horas de trabalho. Há a sala de convívio e a cozinha, uma biblioteca e várias salas de actividades, uma delas com aparelhos de musculação. Pergunto-lhe a razão, explica-me que foi uma reivindicação dos jovens das vizinhanças. O programa da semana inclui de aulas de ioga, capoeira, acompanhamento de estudos, música e muitas outras actividades. Todo o funcionamento e a programação do projecto são decididos numa assembleia semanal.</p>
<p>José Lino é morador da Fontinha e defende que aquilo que se passa no bairro é um espelho daquilo que está a acontecer no centro da cidade, onde os jovens estão a ser expulsos e apenas ficaram os velhos. “Se for a uma bancada do estádio das Antas é difícil encontrar habitantes do centro da cidade. São todos dos arredores.” O projecto foi para ele uma autêntica revolução. Afirma que as pessoas mais velhas foram ganhas pela Es.col.a. “Os mais novos aderiram antes, as pessoas de idade foram ganhas pelas actividades e pelo facto de isto dar mais segurança à zona. Isto antes era um espaço degradado.” Viu morrer muitas colectividades no centro do Porto. As pessoas deixaram de acreditar nas coisas. Teme que quando a câmara despejar a Es.col.a “as pessoas mais uma vez vão comer e calar”, murmura, resignado. Participa nas assembleias e na actividades do espaço, sorri e confessa que ainda não está habituado à forma de funcionamento em consenso e ao tipo descontraído de organização. “Isto é uma grande organização completamente desorganizada, mas a verdade é que todos os dias se fazem coisas.” O facto de nas assembleias não haver votações e as decisões serem consensuais ainda não o convence. “Vou às assembleias, mas acho que às vezes a minoria acaba por impor a sua opinião à maioria devido à questão do consenso, mas a verdade é que as coisas têm funcionado.”</p>
<p>Uma das razões que permitiram a ocupação e a manutenção do projecto da Es.col.a da Fontinha é a existência de trabalho continuado de um conjunto de colectivos anarquistas na cidade do Porto, envolvendo dezenas de activistas. Esta situação deve-se muito ao trabalho continuado do colectivo Terra Viva, de onde saíram muitos militantes que fundaram outros grupos anarquistas na Invicta. Parte desses activistas vieram por levas, uma das mais importantes no final dos anos 80, quando os acordes do punk ecoavam nas cidades.</p>
<p>Na Rua dos Bacalhoeiros, num bairro popular da cidade, é a sede da Associação Internacional dos Trabalhadores Secção Portuguesa, uma organização anarcossindicalista, e da Terra Viva. A sala das duas organizações é escura, pejada de livros. No espaço coexistem uma bicicleta e uma pequena cozinha. Nas paredes, cartazes, muitos deles desenhados por José Paiva. Foi ele que leu o manifesto junto à câmara durante a queima do estafermo. Este operário reformado e antigo militante maoista nos anos 70 é um dos activistas históricos das correntes libertárias. “Em Portugal, antes das organizações maoistas só existia o PCP. Embora fosse uma máquina em termos de acção, politicamente só poderíamos esperar dele que fizesse a unidade dos portugueses honrados. Ora a Guerra Colonial, a invasão da Checoslováquia e o Maio de 68 exigiam de nós jovens outro tipo de empenhamentos para combater a ditadura.”</p>
<p>Depois do 25 de Abril, este operário da siderurgia rompeu com as correntes marxistas-leninistas (ML). “Reparei que os problemas do autoritarismo que se levantavam em relação ao PC eram muito mais pronunciados nessas organizações, em que era clara uma rígida hierarquia e a existência de militantes de primeira, de segunda e terceira.” A releitura de livros de que o avô lhe tinha falado permitiu-lhe pensar em formas diferentes de fazer a política. “O meu avô insistia muito que eu lesse autores anarquistas e eu respondia-lhe que esse movimento já não existia, para mim o anarquismo estava ligado aos operários artesãos de ofícios desaparecidos. Quando peguei nesses textos libertários percebi que muitas das minhas preocupações em relação à questão do poder das hierarquias estavam aí. Deixei de distribuir propaganda maoista na fábrica e passei a distribuir propaganda libertária.”</p>
<p>Neste momento a sua militância divide-se entre ajudar as acções da Terra Viva, em que as questões ambientais e ecológicas são a principal preocupação, e o trabalho no sindicato anarcossindicalista. Estão concentrados em dois processos de lutas de trabalhadores, estiveram a ajudar na greve e na ocupação dos trabalhadores da Cerâmica Valadares para manter a fábrica a laborar. Acha que há um ressurgimento das ideias anarquistas. A crise tem demonstrado que “há uma falência do representativismo e as pessoas estão a redescobrir a democracia directa”. Para ele, a experiência da Es.col.a, mesmo que possa vir a ser violentamente interrompida, é fundamental. “Estas iniciativas são muito importantes, dão vivências de liberdade, dão vivências de participação, dão vivências aos jovens que não podem ser obtidas por livros. Aquilo que para mim mais positivo tem esta iniciativa é esta coragem de quebrar a modorra e fazer alguma coisa pelas próprias mãos.” Para o activista, a câmara tem medo da ligação que se estabeleceu entre um grupo de jovens libertários e a população. “Até porque o centro do Porto está a cair aos bocados e há ao todo mais de 800 casas devolutas. A Fontinha pode ser contagiosa”, adverte.</p>
<p>Se a Es.col.a fosse um vírus, parte dele podia ter sido incubado neste prédio de quatro andares, com um quintal e um terraço, em plena Praça Marquês de Pombal no Porto que se chama Casa Viva.</p>
<p>Neste centro cultural alternativo coexistem salas para exposições, reuniões e concertos e uma rádio para a internet. Saíram do colectivo que anima esta casa parte dos activistas portugueses e estrangeiros que montaram o projecto da Es.col.a. No andar térreo está a sala de convívio e a cozinha, no andar seguinte o estúdio de rádio e a biblioteca, mais acima a sala de concertos e no último andar um espaço em que podem habitar algumas dezenas de activistas. Vai-se falando ao ritmo da cerveja na sala de convívio.</p>
<p>As cerca de 20 pessoas presentes vão&#8211;se afadigando entre ajudar na cozinha e conversar. Por uma moeda come-se um arroz com seitã ou outra iguaria de terminação equivalente. As pessoas vão chegando. Nos corredores está uma exposição de ilustradores. As imagens estão entre a ironia e a militância. Misturadas com as frases grafitadas nas paredes. Na sala de concertos, umas 40 pessoas esperam a actuação dos britânicos Khuda, que fazem uma digressão europeia por centros culturais alternativos em várias cidades da Europa. O baterista de tronco nu vai massacrando literalmente os pratos num exercício de enorme violência, enquanto o guitarrista vai debitando ritmos, misturados de samplers em loop com um sorriso beatífico que nunca o abandona. O público abana a cabeça ao compasso das pancadas. A cerimónia dura 40 minutos. As tatuagens do baterista suam como se estivessem vivas. Pequeno e musculado, parece ter uma energia ilimitada. Quando a música xamânica acaba, as luzes parecem acender-se e ao meu lado uma rapariga ainda mais pequena pergunta a uma amiga: “Achas que ele tem a mesma energia em todo o lado?”</p>
<p>Na manhã seguinte subo a Rua do Bonjardim. Muitas das casas estão à venda. Há oficinas abandonadas. Encerradas durante o dia, vejo duas discotecas de alterne. Subo a rua até entrar na Fontinha. Aí os cafés têm colados nas paredes cartazes de apoio ao projecto da Es.col.a. Dentro deles as pessoas cumprimentam-se pelo nome. A meio da rua está a associação Musas. O sítio já foi uma casa do Benfica, hoje é um grupo libertário que pratica agricultura comunitária e participa em campeonatos de xadrez. Dezenas de pessoas estão envolvidas na gestão comum da associação e na sementeira dos produtos agrícolas. Apesar de usufruir de um espaço alugado, a associação encontra-se ameaçada de despejo pelo senhorio, que pretende vender o imóvel.</p>
<p>Virando à direita na Rua do Bonjardim começamos a caminhar em direcção ao edifício ocupado. No pátio está o Fábio a jogar à bola, uma das activistas, a Clara, passa e manda-lhe uma boca: “Fábio, é só jogar à bola&#8230; Não te vais baldar ao acompanhamento ao estudo?” O Fábio ri-se e diz que até tem ido. A Clara não desarma: “Olha que o teu teste de história desta semana não foi famoso.”</p>
<p>Aproveito a deixa e meto conversa. O Fábio diz-me que a escola está ocupada desde Abril de 2011 e que as coisas mudaram e não foi pouco. “Dantes nesta rua não se via ninguém, agora o que não falta é gente.” Ri-se para a Carla. “Faço muita coisa, jogo à bola, faço bicicleta e de vez em quando faço trabalhos de casa. Chego a participar em algumas assembleias. Quando tenho o computador aponto as coisas e ainda jogo um bocadinho. Quando não tenho o computador, acho um bocado chato e não vou.”</p>
<p>O Hugo é um dos activistas do projecto, mora na Fontinha há quatro anos. Participa desde a abertura do espaço. “Senti que o projecto fazia sentido, como parte dos vizinhos pensaram. Achei que não era um capricho de adolescentes, que era válido fazer disto uma espécie de sala de estar do bairro.” Sentámo-nos nesta sala, eu, o Hugo e a Clara. O Alex mantém-se de pé a pontuar a conversa. Enquanto falamos entra uma rapariga morena atraente e bem vestida, a monitora das aulas de ioga, e pergunta se há gente para a sessão. Há uns dias o grupo propôs-se fazer levitar o executivo camarário do Porto juntamente com o edifício, para iluminar a decisão. Não se sabe se o prédio voou, mas a vereação não mudou de opinião.</p>
<p>A Clara diz-me que o projecto é muito mais que uma série de serviços prestados à população da Fontinha. O mais importante está em descobrir regras para que todos participem. Daí a ideia do consenso. “As pessoas vivem juntas e vão aprendendo a estar umas com as outras e a respeitar-se.”</p>
<p>Um dos trunfos do projecto é a sua relação com a população. A Es.col.a só funciona até às 22 horas, para não incomodar os vizinhos. A população tem uma voz activa no projecto. Uma activista ironizou comigo que quando alguns órgãos de comunicação social pretendem vender uma imagem de violência e de perigo em relação aos libertários falam sempre de violência e de black bloc. “Na Fontinha o nosso black bloc são as mulheres de idade vestidas de preto que participam nas actividades.” Uma delas é a D. Amélia, sempre preocupada com a saúde dos seus jovens libertários e pelo facto de os mais novos não se alimentarem bem. Há dias exigiu ser ela a cozinhar para melhorar o estado anímico dos activistas. Fez uma massa com bacalhau. Perguntei ao Alex qual foi a reacção deles, devido a serem todos adeptos de alimentação sem proteínas animais. “Comemos tudo, e repetimos porque estava muito bom”, sorri, do alto do seu metro e oitenta e muitos centímetros, o jovem que trabalha como artista de rua. O Hugo quer acrescentar qualquer coisa: “Tem de ser, claro, que nós não somos missionários, nem temos o espírito de que estamos aqui para interagir com os pobrezinhos e dar-lhes coisas que eles não têm e assim ganhar-lhes a simpatia, isso é coisa de políticos. Nós fazemos coisas com eles de uma forma solidária”, conclui. Ao longe ouve-se o rap dos jovens da Fontinha: “ Estratégia solidária, consciência e obra. A nossa escola está de volta. O povo manda.”</p>]]></content:encoded>
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		<title>Criminalizar o descontentamento</title>
		<link>http://5dias.net/2012/04/13/criminalizar-o-descontentamento/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 16:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os governos, em vez de ouvirem as vozes dos seus povos, pretendem criminalizar os descontentes. Sabem que a maioria das populações está a sofrer com políticas económicas injustas e que beneficiam apenas os mais ricos. Como não podem garantir o &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/13/criminalizar-o-descontentamento/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/criminalizar-descontentamento">Os governos, em vez de ouvirem as vozes dos seus povos, pretendem criminalizar os descontentes. Sabem que a maioria das populações está a sofrer com políticas económicas injustas e que beneficiam apenas os mais ricos. Como não podem garantir o consenso de forma democrática, prontificam-se a passar a ténue linha que, em tempos de crise, separa a democracia do autoritarismo. Não é de estranhar que sejam os herdeiros do caudilho a dar este passo; eles são uma espécie de franquistas 2.0 da internet. O mais grave é que todos os governos da Europa os vão seguir. Basta ver as medidas do governo britânico e a complacência das autoridades portuguesas com os abusos policiais.</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Carta aos jovens sem futuro</title>
		<link>http://5dias.net/2012/04/06/carta-aos-jovens-sem-futuro/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2012 21:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um homem de 77 anos matou&#8211;se na Praça Sintagma, diante o parlamento grego. O seu único crime foi trabalhar mais de 33 anos e não ter dinheiro. “Sou reformado. Não posso viver nestas condições. Nego-me a procurar comida no lixo. &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/06/carta-aos-jovens-sem-futuro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um homem de 77 anos matou&#8211;se na Praça Sintagma, diante o parlamento grego. O seu único crime foi trabalhar mais de 33 anos e não ter dinheiro. “Sou reformado. Não posso viver nestas condições. Nego-me a procurar comida no lixo.</p>
<p>Por isso decidi pôr fim à minha vida”, escreveu numa carta que deixou. Dimitris Christoulas, farmacêutico reformado, não sobreviveu aos cortes sucessivos das pensões feitas pelo governo de Atenas sob a batuta da troika. O governo tinha-lhe liquidado qualquer esperança de sobrevivência, acusou nessas linhas.</p>
<p>Como não queria arrastar os filhos para a miséria com o peso das suas dívidas, matou-se. Segundo o diário grego “To Vima”, a carta expressou uma última vontade: “Acho que os jovens sem futuro um dia pegarão em armas e na Praça Sintagma [a mesma em que se matou] ajustarão contas com aqueles que traíram a nação, como fizeram os italianos com Mussolini em 1945.” E lembrou o castigo que os gregos deram ao governo colaboracionista grego que durante a Segunda Guerra Mundial apoiou os ocupantes nazis.</p>
<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/carta-homem-aos-jovens-sem-futuro">No mesmo dia em que morreu um homem, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, explicou-nos que o modelo social europeu tinha morrido. E que era preciso que as pessoas se habituassem a isso e aceitassem as reformas que lhes tiram salários e pensões. Draghi, que se nega a apoiar povos e países com o dinheiro da instituição europeia que dirige, é o mesmo que concede empréstimos de quase um bilião de euros a juros reduzidos aos bancos privados do velho continente. O que interessa que os homens morram se os bancos continuam a lucrar?</a></p>
<p>A minha coluna no i</p>]]></content:encoded>
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		<title>Por uma política de tumultos</title>
		<link>http://5dias.net/2012/04/05/por-uma-politica-de-tumultos/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 14:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[“Há noites em que o futuro é abolido, quando de todos os instantes só subsiste aquele que nós escolhemos para não ser”, é uma citação de Cioran que resume o momento. Garantem-nos que temos de ser pacientes. Vivemos acima das &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/05/por-uma-politica-de-tumultos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Há noites em que o futuro é abolido, quando de todos os instantes só subsiste aquele que nós escolhemos para não ser”, é uma citação de Cioran que resume o momento.<br />
Garantem-nos que temos de ser pacientes. Vivemos acima das nossas possibilidades, dizem-nos. É preciso reformar a economia, explicam-nos. O mundo muda a uma velocidade vertiginosa, e é necessário sob perigo de ruína ou morte (é a mesma coisa para os nossos economistas-administradores-comentadores), adaptarmo-nos a essa mudança inevitável, ou não estar mais neste mundo, repetem-nos.<br />
Às vezes devemos preferir a dor à sonolência. Escolher a violência em vez da passividade. Fazer um acto irreversível. É melhor simplesmente não ser.<br />
<a href="http://5noites.tumblr.com/post/20436008378/por-uma-politica-de-tumultos"><br />
Originalmente publicado aqui</a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Seminário pensamento crítico contemporâneo</title>
		<link>http://5dias.net/2012/04/04/seminario-pensamento-critico-contemporaneo/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 23:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A Unipop e a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL organizam um seminário que pretende promover o debate sobre um conjunto de propostas teóricas que, posicionando-se criticamente face ao estado do mundo, têm procurado pensar as circunstâncias presentes e as alternativas &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/04/04/seminario-pensamento-critico-contemporaneo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Unipop e a Associação de Estudantes do ISCTE-IUL organizam um seminário que pretende promover o debate sobre um conjunto de propostas teóricas que, posicionando-se criticamente face ao estado do mundo, têm procurado pensar as circunstâncias presentes e as alternativas que têm sido desenvolvidas no quadro da actual crise económica, mas também do ciclo de revoltas que, do Cairo a Wall Street, passando por Madrid, têm vindo a marcar o ritmo dos tempos que correm.</p>
<p>Ao longo de cinco sessões, o seminário colocará em confronto sensibilidades teórica e politicamente diversas que, organizando-se em torno de autores ou correntes, têm contribuído para a renovação do pensamento contemporâneo a nível da acção dos movimentos sociais, da pesquisa e investigação científicas ou ainda das práticas artísticas e culturais. Cada sessão contará com duas comunicações a cargo de investigadores que, da antropologia à filosofia, passando pela sociologia ou pela economia, entre outras áreas do saber, apresentarão os principais elementos de reflexão dos autores e correntes em questão, seguindo-se um breve comentário a cargo de um terceiro convidado que dará início a um período de debate entre todos os participantes no seminário.</p>
<p>O seminário destina-se a todas as pessoas interessadas em participar, independentemente da sua especialização profissional ou da sua situação académica.</p>
<p>Organização: UNIPOP e Associação de Estudantes do ISCTE-IUL</p>
<p>Local: ISCTE-IUL (Av. das Forças Armadas, Lisboa; Metro: Entrecampos / Cidade Universitária)</p>
<p>Datas: Dias 26 de Abril, 3, 10, 17 e 18 de Maio, das 18h às 20h30<span id="more-80822"></span></p>
<p>Inscrições: 15 euros (inclui o acesso a todas as sessões e a todo o material em discussão no seminário).</p>
<p>A inscrição em sessão avulsa está limitada à disponibilidade de lugares, não sendo susceptível de reserva prévia. Nesse caso, o valor da inscrição é de 5 euros.</p>
<p>A inscrição deve ser feita por transferência bancária, através do NIB 0035 0127 00055573730 49, seguida de e-mail com o comprovativo para <span class="oe_textdirection">&#x6d;&#x6f;&#x63;&#x2e;&#x6c;&#x69;&#x61;&#x6d;&#x67;<span class="oe_displaynone">null</span>&#x40;&#x63;&#x63;&#x70;&#x6f;&#x73;&#x72;&#x75;&#x63;</span>.</p>
<p>Lugares limitados.</p>
<p>No final do curso será emitido um certificado de frequência.</p>
<p>Programa:</p>
<p>26 de Abril</p>
<p>Auditório B103</p>
<p>Gayatri Spivak: a subalternidade sexuada, por Adriana Bebiano</p>
<p>Lila Abu-Lughod e o movimento feminista, por Shahd Wadi</p>
<p>Comentário de Manuela Ribeiro Sanches</p>
<p>3 de Maio</p>
<p>Auditório B103</p>
<p>Daniel Bensaid, cientificidade e contratempo no marxismo, por Carlos Carujo</p>
<p>Possibilidades: anarquismo e antropologia em David Graeber, por Diogo Duarte</p>
<p>Comentário de Miguel Serras Pereira</p>
<p>10 de Maio</p>
<p>Auditório B103</p>
<p>Keynes e keynesianismos, por João Rodrigues</p>
<p>Negri e Hardt: Império, multidão e comum, por José Neves</p>
<p>Comentário de Ricardo Noronha</p>
<p>17 de Maio</p>
<p>Auditório B103</p>
<p>Jacques Rancière e a partilha do sensível, por Manuel Deniz Silva</p>
<p>Axel Honneth e Jürgen Habermas: uso público da razão, luta pelo reconhecimento e crítica do capitalismo, por Gonçalo Marcelo</p>
<p>Comentário de João Pedro Cachopo</p>
<p>18 de Maio</p>
<p>Auditório B104</p>
<p>Alain Badiou e a hipótese comunista, por Bruno Peixe Dias<br />
Giorgio Agamben ou a desactivação, por André Dias</p>
<p>Comentário de Miguel Cardoso</p>
<p>Breve apresentação dos oradores:</p>
<p>Adriana Bebiano é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde é directora dos programas de mestrado e de doutoramento em Estudos Feministas. Doutorada em Literatura Inglesa, trabalha em Estudos Irlandeses, Shakespeare e Estudos Feministas.</p>
<p>Shahd Wadi é doutoranda em Estudos Feministas na Universidade de Coimbra e bolseira da FCT. Está a trabalhar num projecto sobre as representações dos corpos de mulheres palestinianas em produtos culturais e artísticos contemporâneos, como lugar de silenciamento e simultaneamente de resistência no contexto do conflito israelo-palestiniano.</p>
<p>Manuela Ribeiro Sanches é professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde investiga nas áreas dos Estudos Culturais, dos Estudos Pós-Coloniais e dos Estudos Literários, e é membro do Centro de Estudos Comparatistas.</p>
<p>Carlos Carujo é professor e mestre em Filosofia pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa.</p>
<p>Diogo Duarte é formado em Antropologia, investigador do Instituto de História Contemporânea (FCSH-UNL) e doutorando na mesma faculdade com uma tese sobre a história do anarquismo e do Estado em Portugal.</p>
<p>Miguel Serras Pereira é autor, entre outros, de Da Língua de Ninguém à Praça da Palavra e Exercícios de Cidadania. É igualmente tradutor de inúmeros escritores e ensaístas de referência.</p>
<p>João Rodrigues é economista e investigador do CES, onde integra o Núcleo de Estudos sobre Ciência, Economia e Sociedade (NECES).</p>
<p>José Neves é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e é investigador do Instituto de História Contemporânea da mesma faculdade. Tem trabalhado sobre comunismo, nacionalismo, historiografia e desporto.</p>
<p>Ricardo Noronha é investigador do Instituto de História Contemporânea da FCSH da Universidade Nova de Lisboa.</p>
<p>Manuel Deniz Silva é musicólogo, investigador do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.<br />
Gonçalo Marcelo é doutorando na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, investigador da Unidade Linguagem, Interpretação e Filosofia da Universidade de Coimbra e professor assistente convidado de filosofia social e ética na Universidade Católica Portuguesa (Porto). Em 2011 co-editou o livro Ética, Crise e Sociedade.</p>
<p>João Pedro Cachopo é investigador nas áreas da Filosofia Contemporânea, da Musicologia e dos Estudos Literários, tendo-se doutorado com uma tese sobre o pensamento estético de Adorno.</p>
<p>André Dias é doutorando em Ciências da Comunicação/Cinema na Universidade Nova de Lisboa. Investiga as relações entre cinema e filosofia política. Organizou uma conferência sobre biopolítica e traduziu Giorgio Agamben.</p>
<p>Bruno Peixe Dias é investigador do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e da Númena – Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas. Coordenou, com José Neves, a edição do livro A Política dos Muitos. Povo, Classes e Multidão (2010).</p>
<p>Miguel Cardoso é doutorando em Literatura Inglesa em Birkbeck College, University of London.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O beco sem saída</title>
		<link>http://5dias.net/2012/03/16/o-beco-sem-saida/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 03:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A ditadura europeia, com eixo em Paris e Berlim e coração nos interesses do capital financeiro, faz da democracia uma farsa. Não existe escolha real se, independentemente do voto, teremos de sofrer sempre a mesma política. A democracia, que era &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/03/16/o-beco-sem-saida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/beco-sem-saida">A ditadura europeia, com eixo em Paris e Berlim e coração nos interesses do capital financeiro, faz da democracia uma farsa. Não existe escolha real se, independentemente do voto, teremos de sofrer sempre a mesma política. A democracia, que era uma promessa de escolha, transformou-se numa ilusão para suportar uma política de austeridade única. Quando nos levam a um beco sem saída, obrigam-nos a decidir se aceitamos o muro que nos colocam ou se o derrubamos.</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O ponto de ruptura</title>
		<link>http://5dias.net/2012/03/02/o-ponto-de-ruptura/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 10:46:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há uma nova língua no ar: chama-se “ajuda” a um Memorando da troika que condena países à miséria. Chama-se “reforma laboral para criar empregos” a um conjunto de medidas que aumenta o desemprego e transforma toda a gente em trabalhador &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/03/02/o-ponto-de-ruptura/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/03/crisen.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/03/crisen.jpg" alt="" title="crisen" width="350" height="216" class="aligncenter size-full wp-image-79096" /></a></p>
<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/ponto-ruptura">Há uma nova língua no ar: chama-se “ajuda” a um Memorando da troika que condena países à miséria. Chama-se “reforma laboral para criar empregos” a um conjunto de medidas que  aumenta o desemprego e transforma toda a gente em trabalhador precário. Chama-se “democracia” a governos que são eleitos, mas cumprem ordens de pessoas que não são escolhidas pelos povos a quem condenam.  </p>
<p>Nada melhor que ver o que o Conselho Europeu vai decidir para a Grécia para percebermos o que nos espera. Atenas irá receber 130 mil milhões de euros que vão ser depositados numa conta à parte, gerida por uma equipa permanente da troika, que servirá exclusivamente para pagar dívidas contraídas noutros empréstimos feitos pelos agiotas que lucraram com a crise. A Grécia tem de aceitar ser governada por estrangeiros e que o dinheiro do seu orçamento tem de ser utilizado não para satisfazer necessidades sociais, nem para investir, mas exclusivamente para pagar a bancos e credores. O plano que levará a Grécia à falência mas salvará os bancos e os investidores que especularam com a sua dívida.</p>
<p>Depois desta crise nada ficará como dantes. A disputa política far-se-á entre os discursos que de uma forma mais eficiente arranjarem culpados para esta crise. Este será o terreno do conflito. As políticas do eixo franco-alemão estão a abrir a caixa de Pandora. O nacionalismo, a guerra e a revolução não são acontecimentos trancados no passado. Aqueles que nos vendem a miséria como salvação deviam lembrar-se que há um ponto a partir do qual as pessoas deixam de estar presas pelos seus medos. E se nada têm, nada têm a perder.  </a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Os tijolos da subversão</title>
		<link>http://5dias.net/2012/02/24/os-tijolos-da-subversao/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 03:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Escola da Fontinha vai ser despejada, se necessário a tiro, não porque é má para as pessoas, mas porque o seu sucesso podia ser contagiante e provava que as cidades são mais do que condomínios para a especulação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/02/James+Nachtwey56.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2012/02/James+Nachtwey56-520x343.jpg" alt="" title="James+Nachtwey56" width="520" height="343" class="aligncenter size-large wp-image-78655" /></a><br />
<a href="http://www.ionline.pt/opiniao/os-tijolos-da-subversao">A Escola da Fontinha vai ser despejada, se necessário a tiro, não porque é má para as pessoas, mas porque o seu sucesso podia ser contagiante e provava que as cidades são mais do que condomínios para a especulação. </a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O pin do chinês</title>
		<link>http://5dias.net/2012/02/03/o-pin-do-chines/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 10:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que vejo o primeiro-ministro Passos Coelho e o seu grupo de alegres ministros com um pin da bandeira nacional na lapela lembro-me da série britânica “Yes Prime Minister”. Num conhecido episódio, um assessor de comunicação explicava ao governante Jim &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/02/03/o-pin-do-chines/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/pin-chines">Sempre que vejo o primeiro-ministro Passos Coelho e o seu grupo de alegres ministros com um pin da bandeira nacional na lapela lembro-me da série britânica “Yes Prime Minister”. Num conhecido episódio, um assessor de comunicação explicava ao governante Jim Hacker que se ele queria apresentar na televisão uma medida revolucionária convinha que viesse vestido de fato e gravata e que o cenário fosse um fundo clássico com tons de madeira conservadores, usando o genérico da dita comunicação um curto intróito da música clássica em passo de ganso. Pelo contrário, caso a mudança proposta fosse para deixar tudo como estava, convinha que o ministro fosse vestido informalmente, com um traje jovem, que o fundo fosse uma obra de arte moderna berrante e que a música escolhida para a função, fosse pelo menos tão moderna como a difícil “Sagração da Primavera”, de Stravinsky, mas de preferência uma obra de electrónica contemporânea.</p>
<p>Cada vez que observo um dignitário do governo de Passos Coelho a vender-nos as políticas de austeridade para alegadamente nos salvar, recordo que essas políticas foram ditadas em documentos do executivo da chanceler Angela Merkel em que se defende que os governos nacionais vão responder directamente a responsáveis estrangeiros. Olho para o pin vermelho e verde com as quinas e tenho duas certezas: a primeira é que a bandeira nacional está lá para disfarçar uma política que serve apenas a um governo estrangeiro e aos seus grandes grupos financeiros. A segunda é que certamente o pin é made in China. </a>   </p>]]></content:encoded>
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		<title>Política do pastel de nata</title>
		<link>http://5dias.net/2012/01/15/politica-do-pastel-de-nata/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 04:46:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Olhando para os homens-chave do governo de Passos Coelho, Vítor Gaspar, Álvaro Santos Pereira, para não falar dos seus conselheiros mais próximos, vemos o olhar brilhante dos convertidos que nenhuma realidade fará recuar. Se o pastel de nata não resultar, &#8230; <a href="http://5dias.net/2012/01/15/politica-do-pastel-de-nata/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/politica-pastel-nata">Olhando para os homens-chave do governo de Passos Coelho, Vítor Gaspar, Álvaro Santos Pereira, para não falar dos seus conselheiros mais próximos, vemos o olhar brilhante dos convertidos que nenhuma realidade fará recuar. Se o pastel de nata não resultar, podem sempre cortar a hemodiálise </a><br />
<em><br />
O resto pode ser visto no link</em></p>]]></content:encoded>
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		<title>À esquerda da crise</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/28/a-esquerda-da-crise/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 00:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A crise que vivemos é uma crise económica e financeira, mas também é uma crise política. O neoliberalismo tomou, desde os anos 80, conta das nossas sociedades: as forças políticas de esquerda ou se renderam a ele ou não foram &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/28/a-esquerda-da-crise/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crise que vivemos é uma crise económica e financeira, mas também é uma crise política. O neoliberalismo tomou, desde os anos 80, conta das nossas sociedades: as forças políticas de esquerda ou se renderam a ele ou não foram capazes de o combater. Ironia da história, o neoliberalismo rebentou com a economia mundial e quem paga a factura são os trabalhadores. Como se caracterizam estes tempos a que chamamos crise? Existe uma alternativa de esquerda às troikas deste mundo? Vá ao Chapitô, beba muitos copos e descubra.</p>
<p>debate com:<br />
João Vasconcelos http://www.activismodesofa.net/<br />
Nuno Ramos de Almeida http://5dias.net/<br />
Ricardo Noronha http://unipoppers.blogspot.com/</p>
<p>moderado por:<br />
Zé Nuno Matos http://unipoppers.blogspot.com/</p>
<p>Bartô, o bar do Chapitô, Costa do Castelo, 1 dia 28 /12 às 22h </p>]]></content:encoded>
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		<title>Longa vida ao camarada pai natal!</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/25/longa-vida-ao-camarada-pai-natal/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 00:58:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/9NKHJ64qRR8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]></content:encoded>
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		<title>Quem é que deve ficar cá?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/24/quem-e-que-deve-ficar-ca/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 23:34:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Inicialmente parecia um erro de comunicação, quando um anódino secretário de Estado de apelido Mestre defendeu que as pessoas deviam deixar a sua “zona de conforto” e emigrar. Apesar de o próprio ter negado as declarações ao “Correio da Manhã”, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/24/quem-e-que-deve-ficar-ca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/quem-deve-ficar-ca">Inicialmente parecia um erro de comunicação, quando um anódino secretário de Estado de apelido Mestre defendeu que as pessoas deviam deixar a sua “zona de conforto” e emigrar. Apesar de o próprio ter negado  as declarações ao “Correio da Manhã”, o futuro mostrou que ele estava simplesmente a falar antes dos seus superiores. Semanas depois veio o superministro Miguel Relvas defender o mesmo e, recentemente, o primeiro-ministro fez saber que preferia que os professores emigrassem a que ficassem em Portugal, provavelmente a incomodar e a protestar. É óbvio que o governo desistiu de tentar resolver a vida dos portugueses, apenas deseja que eles vão fazer a vida noutro país.  </a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A última ceia de um condenado</title>
		<link>http://5dias.net/2011/12/10/a-ultima-ceia-de-um-condenado/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 00:17:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos cronistas do “Financial Times” escreveu no início da crise que os planos de “ajuda” à Grécia, Portugal e Irlanda lhe faziam lembrar a pequena história de um homem condenado à morte a quem dão uma última hipótese, dizendo-lhe &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/12/10/a-ultima-ceia-de-um-condenado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/ultima-ceia-condenado">Um dos cronistas do “Financial Times” escreveu no início da crise que os planos de “ajuda” à Grécia, Portugal e Irlanda lhe faziam lembrar a pequena história de um homem condenado à morte a quem dão uma última hipótese, dizendo-lhe que não o enforcam desde que ele ensine a falar o cavalo preferido do rei no prazo de um ano. O condenado pensa com os seus botões, antes de aceitar: “O rei e o cavalo podem morrer e até é possível que eu consiga ensinar o quadrúpede a falar.” Já passou um ano e, visivelmente, as únicas criaturas que continuam a falar são os líderes do eixo franco-alemão. Para eles existe apenas a vulgata monetarista. A economia do continente está a afundar-se e continuam a insistir que a realidade é que se engana. Quem não estava cego pela propaganda sabia que o euro era um gigante com pés de barro. Como é que era possível criar uma moeda única numa zona desigual do ponto de vista económico sem a existência de um orçamento que a sustentasse nem um Banco Central Europeu que cumprisse o seu papel? Impossível, como veio a verificar-se. Para toda a gente menos para a virtuosa senhora Merkel, as casas não se começam a construir pelo telhado. A unificação monetária tinha de ser precedida por uma política que permitisse a convergência das economias dos Estados-membros. Aquilo que a dupla Merkel e Sarkozy nos propõe agora é que só podemos ser membros formais da zona euro se aceitarmos ter salários do terceiro mundo e um governo alemão. Para nos convencerem a aceitar o protectorado da miséria, afirmam-nos que a alternativa é o caos. Mas há pior do que ser calado à força e mantido na miséria? </a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Polícia inventa perigoso alemão com mandado de captura da Interpol</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/28/policia-inventa-perigoso-alemao-com-mandado-de-captura-da-interpol/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 21:50:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A polícia e alguma imprensa apressaram-se a divulgar depois dos incidentes junto ao parlamento que o jovem alemão detido era conhecido como o &#8220;monstro&#8221;, tinha um mandado de detenção da interpol e estava fichado pela polícia alemã. Segundo fontes ligadas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/28/policia-inventa-perigoso-alemao-com-mandado-de-captura-da-interpol/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A polícia e alguma imprensa apressaram-se a divulgar depois dos incidentes junto ao parlamento que o jovem alemão detido era conhecido como o &#8220;monstro&#8221;, tinha um mandado de detenção da interpol e estava fichado pela polícia alemã. Segundo fontes ligadas ao processo nada disso é verdade. Para edificação dos leitores e para que conheçam as mentiras de um Estado crescentemente policial, aqui fica o comunicado das pessoas que prestam apoio aos acusados:</p>
<p><strong>COMUNICADO SOBRE OS ACONTECIMENTOS DO DIA DA GREVE GERAL DE 24 DE NOVEMBRO DE 2011</strong></p>
<p>Considerando a manifestação de 24 de Novembro em Lisboa, dia de greve geral, os momentos de brutalidade policial que aí ocorreram, a difusão mediática destes acontecimentos e a natureza das acusações formuladas contra os manifestantes, sentimo-nos obrigados a reclamar o “direito de resposta” para impedir a calúnia gratuita e a perseguição política.</p>
<p>Acreditamos, por aquilo que vemos, ouvimos e lemos todos os dias, que a televisão e os jornais são poderosos meios de intoxicação, de controlo social e de propagação da ideologia e do imaginário capitalista. A maioria das vezes recusamo-nos a participar no jogo mediático. Desta vez a natureza e gravidade das acusações impele alguns de nós a escrever este comunicado. A leitura que fazemos da realidade e daquilo que é dito sobre os acontecimentos do dia da greve geral tornam evidente que:</p>
<p>I. Está em curso acelerado a mais violenta banalização de um estado policial com recurso a agentes infiltrados, detenções arbitrárias, espancamentos, perseguições, bem como a justificação política de detenções e a construção de processos judiciais delirantes sustentados em mentiras.</p>
<p>II. Sobe de escala a montagem jornalístico-policial que visa incriminar, perseguir e reprimir violentamente – veremos mesmo se não aprisionar – pessoas que partilham um determinado ideário político, pelo simples facto de partilharem esse ideário. A colaboração entre jornalistas e polícias na construção de um contexto criminalizante tem o seu expoente máximo nas narrativas delirantes da admirável Valentina Marcelino do Diário de Notícias e das suas fontes, como José Manuel Anes do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.</p>
<p>III. A participação na construção deste discurso por parte de inúmeras instâncias de poder, desde sindicatos e partidos até ao mais irrelevante comentador de serviço, cria o clima ideal para que o anátema lançado sobre os “anarquistas” ou os “extremistas de esquerda” ajude a legitimar a montagem de processos judiciais, a invasão de casas, as detenções sumárias. Ao contrário do que a maioria pensa, são realidades com as quais convivemos há já algum tempo.</p>
<p>Por isso mesmo, vimos deste modo dar a nossa versão do que aconteceu no dia 24 de Novembro. Sendo que acreditamos que estamos especialmente bem colocados para falar do que aconteceu porque criámos um “Grupo de Apoio Legal”, que acompanhou a manifestação e está a procurar defender judicial e publicamente os detidos nesse dia por forças da ordem pública.</p>
<p>Fazemo-lo não por se tratar de companheiros “anarquistas”. Aliás, não só nenhum deles se conhecia entre si antes de ser detido, como nenhum de nós conhecia previamente nenhum dos detidos &#8211; a própria polícia será testemunha de que nem sabíamos os seus nomes.</p>
<p>Fazemo-lo porque – ao contrário dos sindicatos – consideramos que é nossa responsabilidade, enquanto indivíduos lúcidos, activos e organizados, apoiar e mostrar solidariedade com todas as pessoas que se juntam a uma greve que nós também convocámos. Sobretudo para com aqueles que foram vítimas de repressão e perseguição na sequência desse dia.</p>
<p>Temos por isso acesso aos processos e estamos neste momento a reunir provas e testemunhos que possam repor a “verdade legal” que, sabemos já, chegará tarde de mais para ser atendida pelos ritmos e critérios jornalísticos. Sobre o que aconteceu no dia 24 Novembro em São Bento temos testemunhos, vídeos e fotos que documentam o seguinte:</p>
<p>_Não sabemos exactamente o que aconteceu nos segundos de agitação em que as grades de contenção foram derrubadas. Infelizmente não estávamos no local e não pudemos participar. Sabemos apenas que, na sequência dessa confusão, um grupo de três polícias infiltrados apontou um alvo, num canto oposto a onde se deu o derrube (na rampa junto à Calçada da Estrela). Esse alvo era um rapaz de 17 anos, estudante no Liceu Camões. Poucos minutos depois, já fora da manifestação e em plena Calçada da Estrela, os três homens não identificados abordaram o rapaz e enfiaram-no num carro sem anúncio prévio de detenção. Várias pessoas, entre elas alguns colegas e professores, manifestaram-se contra essa detenção, aparentemente injustificada. Mais tarde, outro homem com cerca de 30 anos é detido de forma idêntica.</p>
<p>_Pode-se ainda observar claramente em vários vídeos que as três detenções que tiveram lugar no local onde as barreiras policiais foram derrubadas foram levadas a cabo por agentes não identificados que entraram no corpo da manifestação para deter, arrastar e algemar sem qualquer aviso os manifestantes. Segundo as leis que os próprios dizem defender, qualquer detenção com estas características tem um nome: sequestro.</p>
<p>_Já no fundo da Calçada da Estrela, três jovens dirigiam-se ao Minipreço da Rua de S. Bento quando um grupo de quatro homens que não se identificaram como agentes policiais, agarrou um deles e o encostou à parede. Enquanto um dos agentes à paisana afastava os outros dois, um rapaz com 21 anos de origem alemã era agredido brutalmente, como foi testemunhado por várias pessoas e registado em vídeo. Tudo indica que o agente que a polícia diz ter sido ferido se magoou na sequência desta detenção ilegal no momento em que o rapaz alemão procurava resistir a uma agressão sem sequer perceber ainda o que lhe estava a acontecer. A polícia veio mais tarde justificar a sua acção pelo facto de o rapaz ser perigoso e procurado pela Interpol.</p>
<p>Parece-nos da ordem do fantástico que todos os jornalistas e comentadores que se pronunciaram sobre o sucedido pareçam acreditar que um juiz de instrução possa libertar imediatamente alguém procurado pela INTERPOL.</p>
<p>O que para nós fica claro, após os acontecimentos descritos, é que se preparam novos métodos de contenção social e se assiste a uma escalada na repressão de qualquer gesto de contestação.</p>
<p>Neste contexto, o anúncio de que o ataque às montras de repartições de finanças foi obra de “anarquistas extremistas” é o corolário de uma operação que visa marginalizar e criminalizar toda a dissidência e toda a oposição activa ao regime que se procura impor. Não é apresentada nenhuma prova, nenhum indício que sustente sequer uma suspeita, quanto mais uma acusação.</p>
<p>Tornou-se uma evidência nestes anos de crise que os Estados e os seus gabinetes de finanças, têm em curso um roubo organizado das populações, através de impostos que servem em grande medida para cobrir os grandes roubos nas altas esferas do poder e da economia. Neste sentido, a criminalização dos anarquistas, e a sua identificação como o inimigo interno, serve sobretudo para isolar esses acontecimentos do crescente sentimento de revolta e da tomada de consciência social que atravessa a sociedade no seu todo.</p>
<p>Dito isto, é preciso salientar que um “anarquista” é, antes de tudo, um defensor da liberdade individual, da autonomia e da organização horizontal e igualitária; Que, não existindo nenhum partido ou organização central que emita uma posição correspondente àquilo que “todos os anarquistas” pensam, este comunicado é apenas uma visão parcial de alguns indivíduos que partilham um património filosófico e social que são as ideias anarquistas. Uma versão naturalmente sujeita a críticas e discussão por parte dos nossos amigos e companheiros.</p>
<p>Por fim, gostávamos apenas de recordar a todas as pessoas que lutam para manter a sua lucidez, que o regime implantado no dia 28 de Maio de 1926 começou precisamente por se justificar com a necessidade de combater a anarquia e de reprimir os anarquistas, que nessa altura se organizavam em torno da Confederação Geral do Trabalho. Hoje é fácil perceber a natureza desse regime, nessa altura não o era.</p>
<p>Ontem como hoje, cada um de nós tem que decidir individualmente se toma posição activa contra o que está a acontecer ou se, com a sua passividade, colabora com o estado de coisas.</p>
<p>Grupo de Apoio Legal para o 24N</p>
<p>Lisboa, 28 de Novembro de 2011</p>]]></content:encoded>
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		<title>Ser catedrático em economia serve para quê?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/11/20/ser-catedratico-em-economia-serve-para-que/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 15:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Gentilmente sugerido pela Gui Um estudo da reputada London School of Economics e da Berlin’s Hertie School of Governance sobre o perfil dos ministros das Finanças de 27 países da União Europeia, desde 1973, chegou a um conjunto de correlações &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/20/ser-catedratico-em-economia-serve-para-que/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/11/MinistrosEconomia.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-74291" title="MinistrosEconomia" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/11/MinistrosEconomia-366x520.jpg" alt="" width="366" height="520" /></a></p>
<p>Gentilmente sugerido pela <a href="http://oblogouavida.blogspot.com/">Gui</a></p>
<p>Um <a href="http://blogs.wsj.com/source/2011/11/15/should-economists-be-allowed-to-run-economies/">estudo</a> da reputada London School of Economics e da Berlin’s Hertie School of Governance sobre o perfil dos ministros das Finanças de 27 países da União Europeia, desde 1973, chegou a um conjunto de correlações interessantes: quanto mais elevada a formação académica dos ministros das Finanças pior é são os resultados económicos. Surpresa das surpresas, Portugal e a Grécia têm o maior número de doutorados em economia na pasta das Finanças: 69% dos titulares gregos da pasta são doutorados nos mistérios da economia e 55% dos ministros da pasta portugueses tiveram a mesma sorte. Durante o mesmo período de tempo, o Reino Unido teve ZERO doutorados, da milagrosa ciência, nesses cargos. É de assinalar também <a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2011/11/em-cima.html">o facto </a>de tirando um pequeno precalço durantes 70 (acho que se chamava revolução), os ricos estão cada vez mais ricos em Portugal e os pobres cada vez mais pobres. Pode-se dizer que não há a mínima duvida que são preciso professores catedráticos de economia, uma espécie de cardeais da fé neoliberal, para continuar a espremer as pedrinhas da calçada.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Europa low cost</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 13:17:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta semana assinalou-se a data da queda do Muro de Berlim. Podemos dizer com alguma certeza que o velho continente se transformou nesse dia. Um dos efeitos colaterais mais perniciosos foi ter dado a possibilidade à D. Merkel de saltar &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/11/11/europa-low-cost/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana assinalou-se a data da queda do Muro de Berlim. Podemos dizer com alguma certeza que o velho continente se transformou nesse dia. Um dos efeitos colaterais mais perniciosos foi ter dado a possibilidade à D. Merkel de saltar para o lado de cá. Hoje os donos da Europa, sob a batuta pouco competente da liderança alemã, preparam-se para voltar a erguer uma cortina. Desta vez é muito mais poderosa: não é feita de tijolos, mas de diferenças de riqueza e de dinheiro. De um lado, os países poderosos que lucraram com a integração europeia e mais algumas nações demasiado populosas e militarmente poderosas para serem deixadas cair. Do outro lado, as vítimas de um processo de globalização e de integração europeia que lhes destruiu os sectores produtivos em troca de subsídios e crédito fácil.<br />
O crédito acabou. Os subsídios estão no fim. As indústrias nacionais não voltam. Restam as dívidas.<br />
O projecto europeu afirmava que ia construir uma zona de prosperidade para todos. Décadas depois, os países mais pobres continuam na mesma. E os donos do continente estão mais ricos. Afirmar que é possível dividir em duas zonas monetárias a Europa e manter a União Europeia é mera propaganda. A UE está acabada. Deve o funeral a um conjunto de líderes que foram competentes a conseguir mais proveitos para os seus, mas necessariamente incompetentes a resolver a crise económica mundial e os problemas dos povos da Europa.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Europa com medo do povo</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 12:48:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o processo de construção europeia sofre de um pecado original: as elites pretendem decidir o que garantem fazer bem às populações do continente sem as consultar. A democracia é um risco que não querem correr. Viu-se isso durante o processo de aprovação do Tratado de Lisboa, em que vários países, inclusive Portugal, foram obrigados a não fazer um referendo.<br />
Mais que a crise e a implosão da moeda única, Merkel e Sarkozy temem o mau exemplo grego ao ameaçar referendar uma política económica. As lideranças europeias querem garantir que a política de austeridade que escolheram para o continente seja considerada a única solução. Impedir a discussão democrática da economia é a forma de conseguir este propósito. A manobra é difícil, porque há cada vez mais gente a perceber que este rumo só serve interesses muito particulares dos muito ricos e lança os povos da Europa na pobreza. É por isso que os governos da Alemanha e da França, caso não consigam derrotar a ideia do referendo em Atenas, vão querer fazer da Grécia um exemplo. Pretendem castigar os gregos de modo que nenhum povo se lembre de querer decidir a sua vida.<br />
É uma política cega e suicida. As elites que mandam na Europa não percebem que o falhanço da União Europeia não se deve à falta de liberalização dos capitais e à ausência de abertura dos mercados. Há liberalização e mercados a mais. O que falta à Europa é uma dimensão democrática. A UE só sobreviverá se os seus povos a construírem em comum. Os mercados apenas vão gerar injustiça, o ódio e talvez a guerra.</p>
<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/europa-medo-povo">Pode ser encontrado no i</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Salve-se quem puder!</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 12:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante os próximos dias vamos ser bombardeados com a ideia de que a Europa começou a resolver a crise. O aumento do Fundo Europeu para um bilião de euros e o corte da dívida da Grécia para metade seriam passos para uma solução. Até à próxima queda generalizada da bolsa vão martelar-nos essa ilusão. Quando as coisas rebentarem novamente vão explicar-nos, cândidos, que o problema não foi do remédio, mas de os doentes não terem feito com convicção todas as piruetas recomendadas pela troika. Relativamente ao acordo, é preciso esclarecer que o aumento de um bilião de euros do fundo é fictício: grande parte vai ser feito por alavancagem e a crédito. Mesmo que fosse real, esse dinheiro não é suficiente para acudir a Itália e a Espanha. Outra meia verdade é o famoso corte da dívida grega. O que a Europa fez foi garantir ao sector bancário o reembolso de um crédito bastante malparado. Para a Grécia, isso apenas vai significar a instalação de um governo estrangeiro para controlar o pagamento das suas dívidas e prevê-se que em 2020 a dívida continue a valer 120% do PIB. Dando como adquirido que a Grécia consegue crescer a taxas superiores a 3% ao ano. Coisa visivelmente impossível. Para Portugal, a cimeira não foi benévola. Ainda estamos a discutir um Orçamento do Estado absolutamente assassino do emprego e da economia, e a Alemanha e acompanhantes mandam dizer que não chega: é preciso ainda mais austeridade. Só uma estratégia de crescimento comum permitirá salvar a Europa. Os líderes do continente apenas mandaram pôr as bóias e gritar “salve-se quem puder!”</p>
<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/salve-se-quem-puder">Crónica publicada no i</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Portugal num cavaco</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/21/portugal-num-cavaco/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 11:06:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[“Quer emagrecer 25 quilos? Corte uma perna.” Este é o tipo de solução que o governo nos propõe para a economia. Consegue-se a perda de peso, não consta é que o paciente corra muito. Os partidos da troika e os &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/21/portugal-num-cavaco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Quer emagrecer 25 quilos? Corte uma perna.” Este é o tipo de solução que o governo nos propõe para a economia. Consegue-se a perda de peso, não consta é que o paciente corra muito. Os partidos da troika e os economistas do regime, que nos levaram ao estado actual, explicam-nos candidamente que, embora a gente esteja a tomar as medidas da Grécia, o resultado vai ser, naturalmente, a Suécia. É obviamente impossível reduzir quase 6% o défice público num só ano, aumentar brutalmente os impostos, secar o crédito bancário às empresas, cortar mais de 30% dos salários, subir drasticamente o preço dos transportes, saúde e educação e pretender ficar com uma economia saudável.<br />
A receita é tão estapafúrdia que é preciso considerar o que de facto pretendem os governantes, para além do manto da propaganda. Estão a borrifar-se para o país. Há muito tempo que PSD e CDS assumiram o objectivo de conseguir impor o modelo económico da ditadura chilena, usando as imposições da Alemanha como tanques. No final desta crise, o executivo de Passos Coelho terá dado aos grupos económicos sectores estratégicos da economia, como a energia e as águas, que gerações de contribuintes pagaram. Terá acabado com a educação e a saúde públicas, de modo a que haja um serviço pago, de qualidade, para os ricos e uma espécie de sopa dos pobres para todos os outros. E, finalmente, terá garantido uma mão-de-obra submissa e a metade do preço. Não lhes interessa que os portugueses vivam melhor, basta-lhes que alguns tenham lucros milionários.</p>
<p><a href="http://www.ionline.pt/opiniao/portugal-num-cavaco">Crónica do i</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Façam o favor de olhar para baixo</title>
		<link>http://5dias.net/2011/10/14/facam-o-favor-de-olhar-para-baixo/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 10:41:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Orçamento do Estado apresentado pelo governo pretende salvar o país pelo exemplo. Onde a troika diz “mata”, o executivo diz “esfola”. A estratégia do governo é clara: é preciso fazer de bom aluno e cumprir as metas. Dessa forma os &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/14/facam-o-favor-de-olhar-para-baixo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/10/queda063.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-72641" title="queda063" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/10/queda063-352x520.jpg" alt="" width="352" height="520" /></a></p>
<p>Orçamento do Estado apresentado pelo governo pretende salvar o país pelo exemplo. Onde a troika diz “mata”, o executivo diz “esfola”. A estratégia do governo é clara: é preciso fazer de bom aluno e cumprir as metas. Dessa forma os mercados vão perceber que somos diferentes da Grécia e voltar a emprestar-nos dinheiros a juros aceitáveis. Além de a crise há muito ter envolvido toda a Europa, o único problema é que para cumprir as metas o governo vai destruir o que resta da economia a golpes de IVA e austeridade. Nessa altura os bons dos mercados vão recusar emprestar-nos dinheiro pela simples razão de que estamos enfiados numa profunda recessão.<br />
A estratégia é tão imbecil que este Orçamento não vai chegar. Cortamos despesas, a economia deixa de gerar receita, logo há menos impostos cobrados, o que obriga novamente a cortar despesas e assim sucessivamente.<br />
Parafraseando a anedota contada aos manifestantes dos EUA pelo filósofo Zizek: “Todos conhecemos a cena clássica do desenho animado: o coiote chega à beira do precipício e continua a andar, ignorando o facto de que não há nada por baixo dele. Somente quando olha para baixo e toma consciência de que não há nada é que cai. É isto que estamos a fazer aqui. Estamos a dizer aos rapazes de Wall Street [ou do governo português]: “Ei, olhem para baixo!’<br />
Amanhã vão manifestar-se pessoas em 600 cidades de todo o mundo contra políticas económicas cegas como a nossa. É uma boa altura para avisar o governo de que está a andar no vazio.<br />
<em></em></p>
<p><em>Junto a minha crónica no i, o site está irritantemente em baixo, por isso publico-a na integra.</em></p>]]></content:encoded>
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		<title>A medicina para o bolso</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 17:07:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um conhecido físico produziu a seguinte frase sobre o seu domínio de estudo: “Quem disse que compreendeu a física quântica é porque nunca a viu.” O mesmo problema deve acontecer com os eminentes economistas que dirigiram este país, o afundaram &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/10/07/a-medicina-para-o-bolso/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um conhecido físico produziu a seguinte frase sobre o seu domínio de estudo: “Quem disse que compreendeu a física quântica é porque nunca a viu.” O mesmo problema deve acontecer com os eminentes economistas que dirigiram este país, o afundaram com as receitas do costume e agora o pretendem salvar com os remédios habituais.<br />
Há dias tive o privilégio de ouvir na rádio o professor Augusto Mateus, ministro da Economia de António Guterres, a falar sobre a reforma do Sistema Nacional de Saúde. O especialista que justificou a construção do Aeroporto de Beja, em estudo pago no tempo do governo Sócrates, para ser utilizado como plataforma para distribuição de géneros frescos, vem propor uma medida salvífica para a saúde. Os médicos devem ser responsabilizados pelos meios de diagnóstico que pedem e, eventualmente, ganhar à percentagem das poupanças que induzem. Em vez de começarem “a inventar” e pedir TACs para doentes que parecem ter cancro, passam a fazer contas ao preço das coisas e só marcam esses exames caros se tiverem uma certeza absoluta. Uma decisão que se espera temperada com o prémio que vão perder. Os doentes mortos seriam uma espécie de vítimas colaterais nesta guerra virtuosa para cortar nas despesas do SNS. Para os génios que nos trouxeram até aqui, os valores da preservação da vida humana, o acesso igualitário aos cuidados de saúde e até o preço social a pagar pelas vítimas dessa medida são um pequeno preço para ter uma saúde como a economia neoliberal manda.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Faltava a música do aniversário</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Sep 2011 19:23:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/kDD5-lMF9a8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]></content:encoded>
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		<title>No dia em que Atenas cair</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/16/no-dia-em-que-atenas-cair/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 08:44:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não vale a penas cortar milhares de milhões de euros às despesas sociais, destruir o tecido económico, mandar para o desemprego centenas de milhares de pessoas, quando é claro que esta política europeia está a levar o continente ao desastre. &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/16/no-dia-em-que-atenas-cair/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/conteudo/149758-a-traicao-das-elites">Não vale a penas cortar milhares de milhões de euros às despesas sociais, destruir o tecido económico, mandar para o desemprego centenas de milhares de pessoas, quando é claro que esta política europeia está a levar o continente ao desastre. O remédio que nos aplicaram é o mesmo da Grécia, e dá para ver, por esse país que está há mais tempo a sofrer da cura, qual vai ser o resultado final. No dia em que Atenas cair, tudo vai desabar como um baralho de cartas.</a></p>
<p>Crónica no i</p>]]></content:encoded>
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		<title>Um fósforo, sff</title>
		<link>http://5dias.net/2011/09/09/um-fosforo-sff/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 17:41:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando no meio de uma crise a população é vítima de uma política injusta, que demonstra ser totalmente ineficaz, e apenas consegue afundar mais na recessão e no desastre o país; o primeiro-ministro bem pode discursar contra a contestação social. &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/09/09/um-fosforo-sff/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/09/fc-warning.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/09/fc-warning-520x390.jpg" alt="" title="fc-warning" width="520" height="390" class="aligncenter size-large wp-image-71021" /></a><br />
Quando no meio de uma crise a população é vítima de uma política injusta, que demonstra ser totalmente ineficaz, e apenas consegue afundar mais na recessão e no desastre o país; o primeiro-ministro bem pode discursar contra a contestação social. Mais tarde ou mais cedo, as pessoas vão achar intolerável aquilo que até aquele momento comeram calados.<br />
Os portugueses já perceberam que estão a pagar a salvação dos banqueiros. A única coisa que os faz estar parados é a convicção que lhes incutiram que, no fim do calvário, as coisas vão regressar à normalidade. A maioria ainda acredita que este remédio é amargo mas funciona. Quando perceberem que esta política só agrava a crise e que a &#8220;normalidade&#8221; é não ter emprego, receber metade dos salários e ficar sem qualquer apoio social que não seja a sopa dos pobres, não vai haver discurso político que salve o governo. Vai haver uma explosão social. As coisas podem não melhorar, mas não ficarão certamente assim. </p>]]></content:encoded>
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		<title>A foto da &#8220;reentré&#8221; que urgia</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 15:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O homem da mala estava entre nós. O Renato Teixeira estava a tentar comprar garrafas no pavilhão do Partido Comunista da Catalunha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/09/fa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-70902" title="fa" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/09/fa.jpg" alt="" /></a><br />
O homem da mala estava entre nós. O Renato Teixeira estava a tentar comprar garrafas no pavilhão do Partido Comunista da Catalunha. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Apartidário é uma cena que não me assiste</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/29/descontente-manifesto/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 22:39:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Irritam-me manifestações que se vêem na obrigação de garantir que são &#8220;apartidárias&#8221;. Não consigo ver nenhuma qualidade superior no facto de uma pessoa não ter partido. Não sou militante de nenhuma força política, mas só vou a manifestações que tomem &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/29/descontente-manifesto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irritam-me manifestações que se vêem na obrigação de garantir que são &#8220;apartidárias&#8221;. Não consigo ver nenhuma qualidade superior no facto de uma pessoa não ter partido. Não sou militante de nenhuma força política, mas só vou a manifestações que tomem partido. Gostei bastante da manifestação de 12 de Março, mas achei que estava gente a mais. O facto daquela gente toda se ter encontrado para dizer que não gostava do estado do país, não teve muitas consequências. Provavelmente, devido ao singelo facto de não estarem contra as mesmas coisas e seguramente não serem a favor de nenhuma acção política concreta. Uma grande manifestação deve ser plural e diversa, mas tem de encerrar uma afirmação por mais lata que seja. Para mim, tudo o que seja menos que recusar as receitas da troika e dos seus apoiantes, não chega.</p>
<p>Nota: O facto de eu achar errado reivindicar como qualidade o apartidarismo, não significa que eu seja contra uma manifestação ou tenha menos respeito por quem a promove. Pelo contrário, participarei mas não deixarei de ter , como todos, o direito à opinião. Há malta que tende a confundir a diferença de opiniões com o fazer o &#8220;jogo do inimigo&#8221;. Estão errados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O melhor contributo ao caso figueira foi dado pelo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/26/o-melhor-contributo-ao-caso-figueira-foi-dado-pelo-noronha/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 14:32:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Tirado daqui Embora, eu acho que ele engata menos do que isso]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/wBJIgZzAuFE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><a href="http://unipoppers.blogspot.com/2011/08/atencao-de-miguel-relvas.html?spref=fb">Tirado daqui</a></p>
<p>Embora, eu acho que ele engata menos do que isso</p>]]></content:encoded>
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		<title>Amorim é do povo, não é de Moscovo! (remix com link a funcionar)</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 11:47:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Américo Amorim só diz verdades]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/conteudo/145309-americo-amorim-so-diz-verdades">Américo Amorim só diz verdades</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A esquerda produções fictícias</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 21:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Daniel resolveu insultar toda a gente do 5 dias repegando as teses do seu novo guru, o Ferreira Fernandes. É muito fácil insultar o Daniel distorcendo as suas ideias, resumindo a sua carreira profissional e até amplificando a sua &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/24/a-esquerda-producoes-ficticias/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Daniel resolveu insultar toda a gente do 5 dias repegando as teses do seu novo guru, o Ferreira Fernandes. É muito fácil insultar o Daniel distorcendo as suas ideias, resumindo a sua carreira profissional e até amplificando a sua deriva política. Apesar de ter deixado hoje de ser amigo dele não o vou fazer.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Para o socratino de ouro</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 13:53:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Valupi sempre me divertiu. Escreve bem. É inteligente. Gosta apenas de torcer a realidade. No seu último post sobre o 5 dias. Tem a seguinte conclusão: se eu sou jornalista e não gosto do capitalismo, só me resta mendigar &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/24/para-o-socratino-de-ouro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Valupi sempre me divertiu. Escreve bem. É inteligente. Gosta apenas de torcer a realidade. No seu último post sobre o 5 dias. Tem a seguinte conclusão: se eu sou jornalista e não gosto do capitalismo, só me resta mendigar ou trabalhar no <em>Avante</em>. Sem desprimor, para hipótese de um dia ter de mendigar, dado os geniais governos do engenheiro Sócrates e do apoderado Passos Coelho, eu defendo que um jornalista pode e deve exercer a sua profissão, mesmo que se oponha à forma como funciona esta sociedade. Nunca deixarei de defender as minhas ideias e pretendo viver do meu trabalho. Simples, como se vê. Sobre o processo Freeeport, o diploma do Sócrates, o processo da Cova da Beira, as casinhas da Guarda, acho normal os jornalistas investigarem esses casos. Estou completamente de acordo com as perguntas que os magistrados do caso Freeport tentaram fazer ao primeiro ministro, e que infelizmente ficaram sem resposta. E subscrevo a opinião de um membro do Conselho Superior do Ministério Público, colega de Sócrates no governo de Guterres, que escreveu que se devia ter constituído arguido o antigo primeiro ministro no caso Freeport para que fosse apurada a verdade.</p>]]></content:encoded>
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		<title>As viúvas de Sócrates</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/23/as-viuvas-de-socrates/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 09:40:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uma pandilha na blogosfera que continua a espernear. São os últimos moicanos. Ainda não descobriram que Sócrates, como homem coerente, foi-se embora no mesmo dia da semana que se licenciou: a um domingo. Tirando eles, já ninguém liga à &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/23/as-viuvas-de-socrates/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma pandilha na blogosfera que continua a espernear. São os últimos moicanos. Ainda não descobriram que Sócrates, como homem coerente, foi-se embora no mesmo dia da semana que se licenciou: a um domingo. Tirando eles, já ninguém liga à criatura. Um dos saudosos (será da política de ajuste directo?) o Valupi brinda-me com a seguinte frase:</p>
<p>&#8220;O 5 Dias acabou por ser o blogue do Nuno Ramos de Almeida, um dos fundadores. O Nuno é a matriz que inspira o actual folclore radical anti-poder e anti-sistema. Acontece que ele próprio depende do sistema, sendo um jornalista que trabalha para os maiores capitalistas e reaccionários que tenham serviço para lhe dar. Foi assim que andou alegremente na TVI a mando da Moura Guedes&#8221;.</p>
<p>A ideia do jornalista andar a mando é maravilhosa: pela mesma lógica parva podíamos dizer  que a luz dos olhos do publicitário do Aspirina b é um capacho do João Marcelino.</p>
<p>A teoria é peregrina. Aplica-se também aos desmandos contra o Figueira. Quando se é contra o capitalismo tem de se ir para a selva e montar uma comuna autogerida. O capitalismo tem a particularidade de existir em todo o mundo. Ao contrário de alguns, a maioria não pode viver sem trabalhar.</p>
<p>PS- Usando a terminologia tão criativa do Valupi, o mastim dos manos Oliveiras, certamente soprado pela fada das sandálias, veio usar a sua coluna para mais um ajuste de contas. Não há como um repórter dos hotéis de cinco estrelas para elevar a questão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Devolvam-nos o futuro, sff</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/12/devolvam-nos-o-futuro-sff/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 10:28:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A minha crónica do i desta semana é sobre a revolta no Reino Unido. Nem sempre as revoltas querem criar futuro, algumas ficam-se pelas promoções nos grande armazéns. Consumam livremente, é para partilhar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/conteudo/142808-devolvam-nos-o-futuro-sff">A minha crónica do i desta semana é sobre a revolta no Reino Unido. Nem sempre as revoltas querem criar futuro, algumas ficam-se pelas promoções nos grande armazéns. Consumam livremente, é para partilhar</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A crise é um negócio</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/06/a-crise-e-um-negocio/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Aug 2011 00:55:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O milionário Warren Buffett, o terceiro homem mais rico do mundo de 2011 segundo a revista “Forbes”, comentou um dia as reduções multimilionárias aos impostos dos mais ricos dos EUA, fazendo notar que a sua empregada doméstica tinha uma taxa &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/06/a-crise-e-um-negocio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ionline.pt/conteudo/140081-a-crise-e-um-negocio">O milionário Warren Buffett, o terceiro homem mais rico do mundo de 2011 segundo a revista “Forbes”, comentou um dia as reduções multimilionárias aos impostos dos mais ricos dos EUA, fazendo notar que a sua empregada doméstica tinha uma taxa de imposto maior que ele. Para Buffett era claro que se vive uma guerra de classes e que, diz ainda, a classe dele “está a ganhar esta guerra”. Quando ouvimos que a crise toca a todos e que é uma espécie de peste negra que une a pátria esbaforida em uníssono, devemos perceber que no barco não estamos todos. Parte daqueles cujos interesses comandaram o Titanic luso já estão em bom porto. </a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Sabe bem pagar tão pouco</title>
		<link>http://5dias.net/2011/08/05/sabe-bem-pagar-tao-pouco/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 12:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagem roubada à Gui No grupo Jerónimo Martins detectou-se um número elevado de roubos de funcionários nos supermercados. Perceberam que essa gente o faz porque tem fome e resolveram fazer um plano social para ajudar na alimentação de 1100 trabalhadores. &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/08/05/sabe-bem-pagar-tao-pouco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/08/DSC09949.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-69546" title="DSC09949" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/08/DSC09949-520x152.jpg" alt="" width="520" height="152" /></a><em><a href="http://oblogouavida.blogspot.com/2011/08/caro-jeronimo-martins.html">Imagem roubada à Gui</a></em><br />
<a href="http://www.ionline.pt/conteudo/141490-sabe-bem-pagar-tao-pouco">No grupo Jerónimo Martins detectou-se um número elevado de roubos de funcionários nos supermercados. Perceberam que essa gente o faz porque tem fome e resolveram fazer um plano social para ajudar na alimentação de 1100 trabalhadores. Fantástico! Posso dizer uma coisa? Porque raio não lhes pagam salários decentes? Se o fizessem, essas pessoas não precisavam de roubar.</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>João Arsénio Nunes: Comunismo no cinema</title>
		<link>http://5dias.net/2011/07/02/joao-arsenio-nunes-comunismo-no-cinema/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Jul 2011 20:37:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[É com muito gosto que publico aqui no 5 dias um artigo do João Arsénio Nunes. O texto em anexo &#8211; uma reportagem do festival de cinema da revista Histoire realizado em Pessac em Novembro de 2009 &#8211; foi entregue &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/07/02/joao-arsenio-nunes-comunismo-no-cinema/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/07/mosfilmlogo.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/07/mosfilmlogo.jpg" alt="" title="mosfilmlogo" width="500" height="375" class="aligncenter size-full wp-image-67629" /></a></p>
<p>É com muito gosto que publico aqui no 5 dias um artigo do João Arsénio Nunes.</p>
<blockquote><p>O texto em anexo &#8211; uma reportagem do festival de cinema da revista Histoire realizado em Pessac em Novembro de 2009 &#8211; foi entregue e aceite em Dezembro do mesmo ano para publicação na revista Ler História. Nunca foi publicado nem submetido a referee.<br />
Propõe-se agora por este meio a sua divulgação a todas as pessoas interessadas em comunismo, ou em cinema, ou simplesmente em conhecer a situação presente do pluralismo de opinião em meio universitário.</p>
<p>João Arsénio Nunes</p></blockquote>
<p><span id="more-67628"></span></p>
<p>O comunismo no cinema. Filmes e debates do XX Festival internacional do filme histórico de Pessac.</p>
<p>A 20ª edição do Festival internacional do filme histórico, que desde 1989 se realiza em Pessac (periferia de Bordéus) sob o impulso da revista francesa de grande divulgação “L’Histoire”, decorreu entre 9 e 16 de Novembro de 2009, sob o título duplamente malicioso “Il était une foi: le communisme”. Explorando a homofonia das palavras fois (vez) e foi (fé), tal título remete o comunismo para a categoria das coisas do passado remoto, ao mesmo tempo que o identifica como religião.<br />
A realização deste ano assumiu-se como especial, por comemorar os 20 anos de existência do festival e da queda do muro de Berlim, correntemente considerada como o fim da “guerra fria”. O número de filmes exibidos durante a semana ultrapassou os cem (nem todos circunscritos à temática central) e, em paralelo, realizou-se um grande número de sessões de debate, recitais de poesia e “ateliers” pedagógicos – os jovens são um dos principais destinatários do festival e, entre outros, havia um júri dos estudantes liceais. </p>
<p>Porque caiu o muro de Berlim?<br />
A conferência inaugural, subordinada ao tema “Porque caiu o muro de Berlim?”, esteve a cargo do historiador polaco Krzysztof Pomian. Começou por sublinhar que a queda do<br />
muro não foi o princípio do fim do sistema do “bloco de leste” – na altura já a Polónia tinha um governo de coligação e a Hungria abrira a sua fronteira com a Áustria, já não havia portanto “cortina de ferro” -, mas também não foi o fim dos “regimes comunistas” europeus, já que a URSS duraria até 1991. A centralidade que o fim do muro de Berlim assumiu explica-se pelo seu alcance simbólico e mediático e pela importância das questões que envolvia, ligadas nomeadamente aos receios da reunificação alemã. Tratou-se de um acontecimento altamente contingente – até ao fim era imprevisível a reacção da URSS –, e que aliás correspondia perfeitamente ao tipo de evento que durante décadas os sovietólogos tinham declarado como absolutamente impossível. A opinião estabelecida partia do pressuposto de que “o comunismo” era inalterável e que, como sistema único por essência, não havia lugar para considerar diferenças nacionais. Tanto uma ideia como a outra estavam erradas, como mostra a análise de determinados momentos-chave na história da Europa de leste a partir da morte de Stalin, em 1953: além dos acontecimentos desse ano, as datas de 1956, 1968, 1980 e 1990-91. Sublinhou em especial o carácter periodisante de 1956, com a denúncia de Stalin por Kruschov no XX Congresso – uma denúncia não improvisada mas preparada no Politburo. A partir da mesma época, uma política de habitação que permitiu a consolidação das relações de família e a melhoria das condições de vida, em situação de paz, abriu espaço ao desenvolvimento da vida privada, de que vai emergir, após 1968, a dissidência, a qual não podia deixar de ter repercussões nos partidos no poder, enquanto partidos de massas que eram. A evolução foi mais rápida em algumas das democracias populares (os países da Europa de leste), nomeadamente na Hungria e na Polónia. Mesmo a imposição da lei marcial na Polónia em 1980 não interrompeu esta tendência, e os seus autores procuraram que ela não conduzisse à efusão de sangue. A derrota da União Soviética no Afeganistão, também a partir do princípio da década de 80, constituiu, segundo o conferencista, outro dos momentos cruciais nesta evolução. Assim, os acontecimentos precipitam-se, em 1989, por força da conjugação do desfasamento dos regimes em relação à transformação social com a relação de forças desfavorável ao nível internacional.<br />
A sessão inaugural concluiu com uns divertidos “Contos da era dourada” (expressão que designava os anos 70 e 80 na Roménia de Ceausescu), um filme em quatro sketches dirigido por Cristian Mungiu, em que se evidenciam alguns dos aspectos mais caricatos da relação entre o voluntarismo megalómano do regime, aliás muito apreciado no Ocidente, e uma sociedade marcada pelo peso das tradições agrárias.</p>
<p>Outubro de 1917: revolução ou golpe de Estado?<br />
A quantidade de documentários hoje conhecidos e divulgados sobre a revolução russa não motivava, em princípio, para ir ver um novo filme sobre o tema. No entanto, demos por bem empregues as duas horas do filme de Paul Jenkins, 1917 A Revolução Russa (de 2007). Combinando os depoimentos de especialistas de várias orientações (desde Hélène Carrère d’Encausse, sempre tão inteligente como tendenciosa, a historiadores russos de gerações mais novas que fazem um balanço positivo da história soviética) com uma grande massa de documentação fílmica, em parte anteriormente desconhecida, o filme apresenta uma imagem equilibrada da relação, no decurso do processo revolucionário, entre os movimentos de massas e as elites revolucionárias, nomeadamente o partido bolchevique, apresentando por vezes informações e documentos tão curiosos como surpreendentes (por exemplo a carta de um intelectual bolchevique ao irmão, general do exército czarista, convidando-o, após Outubro, a colaborar com o novo poder (o que este fez, trazendo consigo outros oficiais e dando uma contribuição muito importante para a vitória na guerra civil).<br />
O principal debate da segunda jornada ocupou-se da controvérsia clássica acerca da tomada bolchevique do poder em Outubro de 1917: revolução ou golpe de Estado? Controvérsia que, facto habitualmente esquecido, já ocupava os próprios bolcheviques nos anos 20 (os quais não recusavam considerar a tomada do poder como perevorot, que se pode traduzir como “golpe”, reivindicando-o positivamente). Participantes eram desta vez os conhecidos historiadores Marc Ferro (autor de vastíssima bibliografia e nomeadamente de uma tese clássica sobre a revolução russa1) e Nicholas Werth, autor de uma História da União Soviética2 e co-autor do famoso Livro Negro do Comunismo3. Embora de gerações diferentes, ambos os participantes são igualmente alheios a qualquer simpatia comunista e não representaram propriamente pontos de vista opostos na interpretação da revolução. Pode considerar-se que foram as intervenções de M. Ferro a dominar o debate e, sem trazerem novidades importantes em relação às suas investigações conhecidas, delas ressaltou com clareza o quadro das condições em que se dá a iniciativa de Outubro. Embora partindo da afirmação de que para os contemporâneos dos acontecimentos (com quem ainda contactou no começo da sua investigação) “a verdadeira revolução era a de Fevereiro” – quando “o poder caiu, os sovietes de soldados assumiram autoridade sobre os oficiais, os operários convocaram assembleias de fábrica, os estudantes exigiram o marxismo nos programas e por toda a parte um sentimento de fraternidade se difundiu” –, a incompatibilidade entre a revolução e a prossecução da Guerra tornou-se clara desde princípio, e a contestação da autoridade no Exército propagou-se rapidamente pondo em causa a ordem estabelecida. Os camponeses de início queriam apenas dividir as terras não cultivadas, ao mesmo tempo que nas cidades começava a ocupação de habitações devolutas. A escalada de violência dá-se porque os proprietários resistem às medidas democráticas elementares e “o governo provisório nada faz”. Quando em Agosto, com Kornilov, a contra-revolução tenta o golpe de estado, a reacção popular é imediata porque “os responsáveis dos sovietes e organizações de base sabiam que seriam fuzilados; é isto que vai permitir o sucesso de Outubro.” A separação dos bolcheviques em relação aos outros partidos permite-lhes serem os beneficiários desta disposição das massas populares, o que então se exprime nos resultados das eleições dos sovietes e de outras organizações. A tomada bolchevique do poder foi minuciosamente preparada e tais preparativos já eram aliás difusamente conhecidos nas vésperas da insurreição, mas os panfletos que denunciavam o possível golpe bolchevique eram confiscados pelos próprios comités populares. O debate que se seguiu ultrapassou o âmbito cronológico de 1917 e, tal como em outros dos debates do Festival, nele se fez sentir a permanência de simpatias pela tradição revolucionária e comunista que contrastam com o predomínio quase absoluto do centrismo “liberal” entre os conferencistas. Em resposta a uma pergunta, M. Ferro reconheceu o “plebeísmo e populismo” de Stalin, em comparação com o intelectualismo de Trotsky, como uma das chaves explicativas do êxito do primeiro.</p>
<p>Maurice e Jeanette<br />
Preenchemos o terceiro dia do festival com uma série de filmes e debates centrados na história do Partido Comunista Francês. Dos anos 30 aos anos 70, a influência comunista no meio intelectual português foi em boa parte mediada pela influência da cultura francesa; por outro lado, em muitos aspectos, o PCF foi o “partido-irmão” com que o PCP teve um relacionamento mais próximo.<br />
A manhã começou com um proveitoso “café historique”, conversa com a historiadora Anette Wiewiorka a propósito do seu livro de próxima publicação “Maurice et Jeanette”, uma dupla biografia do líder histórico do PCF (entre 1934 e a morte em 1964) e de sua mulher, Jeanette Thorez-Vermeersch, também ela dirigente muito destacada do Partido e representante, após 1968, de uma corrente “ortodoxa” oposta à evolução “eurocomunista” que o Partido sofreu nos anos 70. Apesar da existência de estudos biográficos anteriores sobre Maurice Thorez (e da famosa autobiografia “Fils du Peuple”)4, o novo livro de Anette Wieviorka justifica-se não só pela perspectiva “conjugal” adoptada, como pela descoberta de novas fontes. Nomeadamente, o arquivo pessoal de Maurice Thorez, que permaneceu na posse de Jeanette Vermeersch até à morte desta em 2001 e foi recentemente depositado pelos herdeiros do casal nos Arquivos Nacionais. Como a conferencista explicou, Maurice Thorez trabalhava habitualmente em casa, pelo que o arquivo pessoal é de facto muito mais do que isso, nele se incluindo os numerosíssimos presentes oferecidos ao secretário-geral comunista em 1950 por ocasião da passagem dos seus 50 anos, em pleno ambiente de “culto da personalidade” (a celebração reflectia o “modelo” que fora, um ano antes, a comemoração dos 70 anos de Stalin).<br />
A palestra de A. Wieviorka, numa sessão aliás destinada a um público pouco numeroso, foi um dos momentos interessantes do festival, por combinar a síntese biográfica com a revelação de simples curiosidades que permitiam partilhar a emoção da historiadora pelas suas descobertas. Começando por se referir aos presentes recebidos pelo secretário-geral, notou como, nomeadamente os do 50º aniversário, reflectiam a intensidade da relação sentimental do “povo comunista” com o líder – entre eles encontram-se por exemplo os manuscritos autógrafos de cartas de despedida de jovens condenados à morte durante a Ocupação, assim como as cinzas mantidas como relíquia pelas famílias. Wieviorka percorreu em seguida os principais momentos da vida política de Maurice Thorez, desde a prisão em 1930, passando pelo encontro pouco tempo depois com Jeanette Vermeersch no Lux de Moscovo (o hotel do Comintern), demorando-se com algum detalhe na crise de 1931 (que o levou a escrever uma carta de demissão) e sobretudo no momento áureo que foi o da participação do PCF na Frente Popular em 1936. Em relação ao problema, durante muito tempo controvertido, da “autoria” da política de Frente Popular (decisão de Moscovo funcional à política externa da URSS ou decisão do PCF), Wieviorka esclareceu que há hoje consenso historiográfico em reconhecer “um jogo de vai-vem que deixou a Maurice Thorez uma margem de iniciativa.” Acrescentou entretanto que resulta mais claramente dos documentos agora conhecidos que o secretário-geral do PCF desejava a participação no governo de aliança com socialistas e radicais (e não apenas o apoio parlamentar, como aconteceu), e lamentava que a Internacional Comunista (IC) a tivesse impedido, pensando que “a História podia ter sido diferente.” Outras questões conexas com a relação com Moscovo que suscitaram perguntas da assistência foram as relativas à incorporação de Thorez quando é chamado às fileiras no princípio da II Guerra mundial e à sua deserção algumas semanas depois. Apesar do pacto germano-soviético, a orientação do PCF era no sentido da participação dos seus militantes na guerra e era essa também a intenção pessoal de Maurice Thorez. A deserção obedeceu a instruções da IC e foi motivada pelo risco iminente de prisão, no contexto das perseguições a que os comunistas foram sujeitos pelo governo francês. A fuga para Moscovo deu-se através da Finlândia com falsos documentos, utilizando vias habituais para os comunistas franceses, e não envolveu nenhuma espécie de colaboração alemã. Várias outras anotações de interesse para a caracterização da personalidade do líder do PCF foram feitas pela conferencista, por exemplo a de que, como político, “praticamente nunca mentia”. Única excepção a esta regra foi a atitude perante o relatório Kruschov de 1956 (o famoso relatório secreto de denúncia dos crimes de Stalin), cuja existência Thorez nunca reconheceu embora dele tivesse tido conhecimento em primeira mão.<br />
Gostámos de ver “Les camarades l’appelaient Maurice. Maurice Thorez cet inconnu&#8221;, de Pierre Desfons. O filme, de 1998, é um documentário honesto, informado e informativo, do percurso biográfico do líder do PCF, que consegue transmitir a natureza da sua personalidade e os motivos que fizeram o seu grande prestígio. Foram utilizados depoimentos de muitos dos actores políticos que se cruzaram com Thorez, tanto dentro como fora do Partido, incluindo de políticos da direita gaullista (a propósito das relações Thorez-De Gaulle), bem como da viúva e dos filhos. Intervêm também historiadores, nomeadamente Roger Martelli (até há pouco também dirigente do PCF) e Stéphane Courtois. Noutros tempos, a “teoria marxista-leninista da História” sustentava que a verdade histórica era simultaneamente “objectiva e partidária”. Porém, entre o comunista Martelli e o anti-comunista Courtois, é o segundo quem domina esta dialéctica, ou pelo menos o seu lado partidário: o resultado é que os dois convergem na redução a “estalinismo” de todos os episódios em que esteja em causa a subordinação de uma decisão à disciplina colectiva (nomeadamente a da Internacional), como se tal postura não fosse constitutiva da identidade comunista e uma sua condição de eficácia5. O filme no entanto contém muitos outros motivos de interesse, por exemplo acerca de Thorez como homem de cultura e da sua relação pessoal próxima com intelectuais como Aragon, Éluard e Picasso.</p>
<p>Era uma vez os comunistas franceses<br />
Um dos mais interessantes filmes do conjunto do Festival foi, em minha opinião, o documentário de Yves Jeuland, “Camarades, il était une fois les communistes français” (2003), pelo que consegue transmitir do que foi, na França da segunda metade do século passado, a militância comunista como relação social e experiência humana, como “contra-sociedade” no sentido que Annie Kriegel deu à expressão6. Numa sequência cronológica que, ao longo de 3 horas (divididas em duas partes), acompanha seis décadas do Partido Comunista Francês, desde a Libertação (1944) até ao princípio do século XXI, o filme fornece informação, através dos testemunhos pessoais e documentos da época, sobre as diversas fases da História e simultaneamente a maneira como os participantes a viveram. A subjectividade comunista, nas suas manifestações colectivas, é bem captada pelas entrevistas a duas famílias em que, ao longo de três gerações, todos os membros pertencem ao Partido, o que permite também fazer perceber o comunismo como parte da identidade de algumas regiões de França. A história do PCF é assim comunicada, ao mesmo tempo que como facto ético (um dos participantes refere que o essencial é perceber “o que este Partido foi capaz de forjar como tipo humano”), como realidade social em relação com as diversas conjunturas da história nacional. Do ambiente eufórico da Libertação, quando Maurice Thorez é acolhido triunfalmente no seu regresso de Moscovo, o PCF alcança 28% dos votos e parecia que o comunismo e de Gaulle eram partes “assim não tão diferentes” dum mesmo conjunto, passa-se, após 1947, para o ambiente tenso da guerra fria, quando as manifestações contra o general americano Ridgway são reprimidas com violência. No entanto a influência eleitoral do Partido persiste, reforça-se até o seu enraizamento social, a que não é alheia a multiplicidade de publicações com que o Partido consegue acompanhar praticamente cada aspecto da vida dos Franceses. É também a grande época do “comunismo municipal” e o filme documenta bem o que foi, nas vésperas da entrada na “sociedade de consumo”, o contributo comunista em matéria de habitação social, de criação de creches ou de colónias de férias. A crise de 1956, desencadeada pelo relatório Kruschov e agravada pelos acontecimentos húngaros, é real. Mas, logo depois, e pela década de 60 adentro, o PCF conhece de novo um período de grande prestígio, em que se reflectem os êxitos da União Soviética de que Gagarin, o primeiro cosmonauta, foi o símbolo. São bem retratadas as tensões e vibrações dos anos 60, a maneira como o PCF as atravessou e foi atravessado por elas, desde a oposição à guerra da Argélia às contradições e impasses perante algumas das tendências históricas que se revelariam mais marcantes – assim por ex. a oposição, protagonizada por Jeanette Vermeersch, à contracepção (“porquoi la classe ouvrière voudrait-elle accéder aux vices de la bourgeoisie?”).<br />
O Maio de 68 – “o PCF não percebeu nada de 1968”, afirma um dos participantes – marca sem dúvida o início de uma mudança na inserção do Partido na sociedade francesa, mas não é uma liquidação. Em 1969 o PCF conhece um sucesso eleitoral, com os 22% (5 milhões de votos) alcançados por Jacques Duclos nas presidenciais. A outro nível, o filme documenta a implantação do PCF, que se manteve até anos recentes e dava continuidade a antigas tradições republicanas, em certas regiões rurais, na base de uma política que nada tinha a ver com o exemplo soviético da colectivização, mas se baseava na defesa das pequenas explorações. Também a acção cultural é abordada, com testemunhos expressivos da acção das escolas de quadros – que não se limitavam à difusão do “marxismo-leninismo” mas foram para muitos uma via real de acesso à cultura nas ciências sociais, na literatura e na arte. Finalmente, o filme não ignora os impasses em que o Partido entrou a partir do final dos anos 70, as forças e fraquezas da personalidade de Georges Marchais, a incapacidade de estabilizar opções teóricas e políticas após o fracasso eleitoral da estratégia de união da esquerda. Um dos entrevistados refere um “repli ouvriériste au moment du déclin de la classe ouvrière”, no quadro do qual se situam alguns tristes episódios de hostilidade aos imigrantes e de discurso nacionalista. Com 3,37% dos votos nas presidenciais de 2002 (em 2007, já depois da saída do filme, foram 1,97%), há hoje quem preveja a sua extinção a curto prazo. E no entanto a festa do “Humanité” permanece “a maior das festas populares em França”.<br />
No mesmo dia, tivemos ocasião de assistir à mesa-redonda “Tout le monde n’a pas eu la chance d’avoir été au PCF”, com a participação de três historiadores &#8211; além de Anette Wieviorka, Jean-Jacques Becker (especialista da história da I Guerra mundial e ex-comunista) e Stéphane Courtois &#8211; e ainda de Jean Cabanes, jornalista e responsável do PCF que foi durante muitos anos redactor principal do “Humanité”, o órgão central do Partido. Ao passo que Wieviorka completou alguns elementos do retrato pessoal e intelectual de Thorez que iniciara na sessão da manhã – debruçando-se nomeadamente sobre a biblioteca de Thorez, a sua vasta cultura, os seus interesses de latinista, mas também as suas carências (“lia Lucrécio em latim, mas nas suas estantes não se encontra nem Proust, nem Malraux, nem Simone de Beauvoir”), Courtois acentuou a competência profissional de que, como políticos, não só Thorez mas também, por exemplo, Jacques Duclos deram provas, sublinhando que não havia neles um “duplo discurso” em que as afirmações públicas estivessem separadas da convicção subjectiva: por exemplo, em relação às purgas de 1936-38 na URSS, ambos estavam absolutamente convictos da culpabilidade de figuras como Zinoviev ou Bukharin. Por seu lado, Jean Cabanes pôs sobretudo em evidência a inserção do PCF na tradição democrática e revolucionária francesa derivada de 1789 e, no aspecto intelectual, a relação positiva do partido com algumas da expressões avançadas da cultura francesa do século XX – “o Humanité foi o primeiro jornal a publicar em fascículos as “Caves do Vaticano” de André Gide ou um artigo de Paul Nizan sobre a tese de Lacan”. Concluiu, explicando porque considerava “uma sorte” ter pertencido ao PCF, que fora através do Partido que encontrara “a sua inserção na cadeia humana”.</p>
<p>… e era uma vez o PCI<br />
Muito mais limitado no seu objectivo, mas também tentativa interessante de inquérito à experiência humana do comunismo em Itália, onde ainda há 30 anos o Partido Comunista era a segunda maior força parlamentar, com 1/3 dos deputados, e hoje simplesmente não existe, é o filme do belga Hugues le Paige com o título italiano (embora co-produção franco-belga de 2006) “Il fare politica”. Compreende-se bem a opção do realizador por não traduzir a expressão. Fazer política, em francês como em português, remete para o jogo e a manobra política, para a política profissional dos políticos, ao passo que o que o realizador procurou captar, através de uma série de encontros, ao longo de mais de vinte anos, com quatro militantes de uma aldeia da Toscânia (onde a presença do PCI era um facto histórico enraizado com tradições que remontavam à época pré-fascista), foi a acção política como prática quotidiana e subjectividade das “bases”. É a crónica, entre a melancolia e a aceitação “realista”, de um fracasso histórico. No princípio dos anos 80, o PCI, embora já afastado da coligação parlamentar com a Democracia Cristã, é ainda o grande representante de uma alternativa social, política e cultural que muitos nas esquerdas europeias olharam como superação possível do capitalismo e simultaneamente dos impasses do “modelo soviético”. O “fazer política” que estes militantes integraram como norma de conduta, como combinação do confronto e da procura de consenso – indissociável da perspectiva do “compromisso histórico” proposto pelo secretário-geral Berlinguer – era vivido como a concretização do comunismo enquanto política de Gramsci e Togliatti, como o assumir pela própria massa dos militantes dos compromissos necessários à conquista da hegemonia socialista. Berlinguer morre subitamente em 1984, a grande manifestação que foi o seu funeral teve ainda alguma coisa da comoção ligada ao desaparecimento de um “chefe histórico”, como a que marcara a despedida de Togliatti vinte anos antes. Em 1984 já se acumulavam as interrogações sobre o socialismo como futuro, embora não fosse previsível a facilidade com que, poucos anos volvidos, os dirigentes do PCI procederiam à liquidação expeditiva do partido e sua transformação no PDS (hoje Partido Democrático). O filme acompanha as reacções dos quatro militantes ao longo destes vários momentos. A “passagem” a PDS é ainda inicialmente vivida por alguns como operação audaciosa de expansão das ideias e objectivos de sempre, mas depressa a realidade se impõe. Em 1994 é a primeira vitória eleitoral de Berlusconi e a entrada num período de contínuo (apesar dos períodos de governo do “centro-esquerda”) retrocesso das posições do movimento operário. O filme acompanha as diversas reacções dos protagonistas a esta evolução, distribuídas entre a continuação no PDS, a adesão à Refundação Comunista (hoje também em crise) ou a substituição do empenho político por actividades de assistência social ou apoio familiar. Embora o filme documente alguns episódios recentes de importantes lutas sindicais e uma greve geral, a impressão que fica é que a grande ambição democrática de “fazer política” como prática social deu lugar, vinte anos depois, à alternativa entre a inserção num sistema político degradado ou o “refluxo no privado”. O que não pode deixar de fazer reflectir sobre a relação entre este epílogo e as ambiguidades da cultura do “compromisso histórico”, já em Berlinguer dominadas por um pathos “ético” que subalternizava a luta de classe.</p>
<p>Tempos vermelhos<br />
Um filme de 1937 que combina também a descrição do quotidiano com imagens de alguns grandes acontecimentos é o clássico Le Temps des Cerises, de Jean Paul Chanois, que foi assistente de realização de Jean Renoir. O filme acompanha a vida de duas famílias entre si relacionadas, uma burguesa a outra operária, através da biografia de dois filhos nascidos na mesma altura e mostrando alguns momentos-chave da história francesa (1895, 1900, 1914, 1937), concluindo com imagens do período da Frente Popular que celebram, em especial, a campanha do PCF em defesa dos direitos dos velhos.<br />
A parte da história do movimento comunista que, em toda a Europa, mais marcou diversas gerações, é sem dúvida a que se liga à Resistência à ocupação alemã durante a II guerra mundial. Talvez menos conhecido entre nós é o papel desempenhado na Resistência francesa por refugiados estrangeiros que, fugindo às perseguições nos seus países, se tinham acolhido à França “pátria das liberdades”. Judeus, polacos, italianos, húngaros, romenos, espanhóis, entre outros, integraram as organizações da MOI (mão de obra imigrada), sob a chefia do arménio Missak Manouchian, como parte da organização armada FTP (Francs Tireurs Partisans). O grupo foi descoberto, preso e 23 dos seus membros fuzilados. Os ocupantes nazis divulgaram os seus nomes e fotografias como “exército do crime” numa famosa “affiche rouge” (cartaz vermelho), que mais tarde forneceu o título de um belíssimo poema de Aragon que os imortalizava. Sobre este episódio, Robert Guédiguian realizou em 2008 um filme justamente com o título “L’Armée du crime”. O filme foi muito criticado num artigo de Stéphane Courtois e Sylvain Boulouque por imprecisões da reconstituição factual, por sugerir comportamentos individualistas e até opiniões políticas dos protagonistas incompatíveis com a natureza e o tipo de disciplina próprio da organização secreta, sob controle comunista, que era a do grupo em causa. Em relação às inexactidões factuais, o próprio realizador reconhece, no genérico, ter-se afastado pontualmente da realidade, em benefício da economia narrativa e do impacto emocional. Courtois tem provavelmente razão em considerar inverosímeis determinados comportamentos nas condições da Ocupação (por exemplo, logo ao início, um dos protagonistas, jovem estudante de fim de liceu, afixa nas paredes, em pleno dia e à vista de outros, propaganda clandestina do PCF). Tudo somado, no entanto, creio que o filme consegue reconstituir o ambiente da adesão militante dos jovens (quase todos) que integraram o grupo de Missak Manouchian, os dilemas envolvidos no uso da violência, as tensões entre o idealismo moral e as aspirações de vida pessoal, e tem nesse sentido valor didáctico.</p>
<p>Ópio dos intelectuais?<br />
Dos anos 30 aos anos 70 a história do comunismo em França é indissociável da presença do PCF entre os intelectuais, um dos factores que contribuíram decisivamente para a expansão da influência comunista no pós-guerra e seu impacto internacional. O esplêndido filme de Michel van Zele de 1986, Les Colporteurs du Front Populaire, retrata a experiência do grupo de teatro popular “Outubro”, entre 1932 e a Frente Popular de 1936. Grande animador e inspirador foi o poeta e dramaturgo Jacques Prévert (1900-1977), vindo do surrealismo. O grupo intervinha regularmente com pequenas manifestações teatrais durante as greves operárias, em comícios políticos e em teatro de rua. Longe da circunspecção “ortodoxa” que predominará no marxismo do pós-guerra, marcado pelo jdanovismo, Outubro concebia-se como bando de agit-prop, profundamente empenhado na luta de classes e na luta contra a guerra, sem nunca abandonar o espírito de subversão cultural e de ruptura com as convenções herdado do surrealismo.<br />
Também de certo modo relacionado com a presença cultural comunista, mas reportando-se a outro período e a um episódio infausto dessa história, é o interessante e recentíssimo documentário de Bernard George sobre o “affaire Kravtchenko”. Victor Kravtchenko era um diplomata soviético que em 1943 pediu asilo nos EUA e em seguida publicou um livro de memórias – I chose Freedom &#8211; em que denunciava a existência dos campos de prisioneiros na URSS (o que depois ficou conhecido como Gulag), que foi traduzido para francês7. Estava-se no apogeu da influência mundial da União Soviética, a seguir à guerra, e no princípio da guerra fria, e os comunistas franceses reagiram, através do semanário cultural de grande projecção Les Lettres Françaises, que acusou Kravtchenko de mentir e de ser agente dos serviços americanos. Kravtchenko pôs um processo em tribunal contra o jornal, que acabou por ganhar. O filme é um documentário sóbrio, que aproveita as gravações das audiências e fornece imagens impressionantes dos depoimentos em juízo não só de figuras destacadas da intelectualidade mas também, nomeadamente, da ex-mulher de Kravtchenko (pela defesa das Lettres Françaises) e da ex-comunista alemã, “prisioneira de Stalin e de Hitler”, Margarete Buber-Neumann8 (pela acusação). Kravtchenko contou no processo com a colaboração da CIA e do Departamento de Estado.<br />
Infelizmente o debate que teria por objecto a relação dos intelectuais com o comunismo nada trouxe em termos de investigação. Michel Winock propunha-se explicar a amplitude da adesão de intelectuais ao comunismo sob a figura do “ópio” (homenagem a um famoso livro de Raymond Aron, de 1955). Para além da constatação de que, com a guerra fria, se vivia num “mundo binário”, Winock, autor, entre outros, de uma vasta história dos intelectuais franceses9, considerou (lamentou) que a França “vive desde 1789 numa cultura revolucionária” e nunca superou a condição de “sociedade de dissenções”. Da assistência houve quem perguntasse se, ao denunciar o comunismo como fé, não se estava a contrapor-lhe, em lugar da análise racional, uma outra fé, a crença neo-liberal. </p>
<p>“L’Internationale sera le genre humain”, ou a globalização comunista<br />
Nos últimos dias assistimos a filmes e debates mais centrados em acontecimentos da fase histórica recente, marcada pela crise e colapso dos regimes socialistas da Europa de leste, ou mesmo relativos à situação actual e perspectivas de futuro dos partidos e das ideias comunistas. Antes porém, no “café historique” da manhã de sexta-feira, Serge Wolikow – autor de uma tese dedicada às relações entre o PCF e a Internacional Comunista10 – abordou “o comunismo como projecto de mundialização” (“mondialisation” é a palavra utilizada em francês para designar a globalização).Traçou a génese da IC, baseada na concepção de Lenin acerca do imperialismo, notando que a política de Stalin se vai desenvolver a partir do final dos anos 20 “sobre as ruínas da revolução mundial”. Longe de a IC ter sido um simples instrumento da política externa soviética, sobretudo nos anos 20 há muitas vezes uma atitude de desconfiança da diplomacia soviética relativamente ao Comintern. Pelo contrário, no final dos anos 30 há quase uma “fusão” dos serviços de informações do Estado soviético com a IC. Em resposta a uma pergunta da assistência acerca do valor actual da experiência da IC, notou que a génese daquela está ligada ao contexto da I Guerra mundial e do entendimento da guerra como matriz da Revolução. A dispersão de conflitos sangrentos que caracteriza o mundo de hoje é sintoma da ausência de projecto unificador mas, por outro lado, “um processo mundial que não tenha em conta a dimensão nacional” (como ocorre com as versões hoje dominantes do liberalismo económico) “abre o caminho aos nacionalismos.” Sublinhou por fim que a elaboração da experiência histórica não pode reduzir-se à contabilização das vítimas.</p>
<p>Fim do comunismo?<br />
Um dos debates de fundo do penúltimo dia abordava o fim do comunismo (“o comunismo morreu?”) e envolvia, em aparente equilíbrio, a participação de três estrelas da cena político-cultural francesa, o historiador Marc Lazar (autor de um famoso ensaio sobre o comunismo como “paixão francesa”11), o político Alain Krivine, figura histórica da “extrema-esquerda” de derivação trotskista e o historiador Michel Winock na qualidade de moderador.<br />
M. Winock começou por colocar a questão da perspectiva histórica do “tempo longo”, não circunscrito às balizas do nascimento e desaparecimento da URSS, lembrando que o “espectro que assombra a Europa”, expressão com que o comunismo era referido no Manifesto de 1848, cem anos depois, no segundo pós-guerra, era efectivamente uma realidade que assombrava a Europa, na forma do Exército Vermelho e da força dos partidos comunistas. Pode assim pôr-se hoje a hipótese de uma renovação de tendências comunistas no quadro das reacções à crise capitalista, e expressa, em França, na influência actual de agrupamentos de derivação revolucionária, ou mesmo, em países como Portugal e a Grécia, na persistência de fortes partidos comunistas, ou ainda em novas formações como o Bloco de Esquerda português. Marc Lazar considerou que a “assombração” comunista nunca abrangeu a Grã-Bretanha ou os Países escandinavos e que, quanto ao que designou de “galáxia neo-comunista”, esta nada tem a ver com a tradição dos PCs, dado o desaparecimento da alternativa de sociedade e a dominação dum modelo cultural individualista. Reconheceu no entanto a permanência em França – que considerou como problema – de uma tradição de “anti-americanismo, anti-reformismo e anti-capitalismo”. Alain Krivine, por seu lado, recusou as questões de natureza teórica colocadas pelo moderador (acerca do papel da coacção na mudança social e da noção de “extinção do Estado”), para resumir o seu programa “revolucionário” (expressão que quase sempre preferiu à de “comunista”) numa reivindicação de “partilha das riquezas e controle pela população”. A uma observação do moderador que considerava a sua posição como de “social-democrata de esquerda”, respondeu, não sem pertinência, que “a verdadeira social-democracia morreu porque a crise e a globalização lhe puseram fim.” Para Marc Lazar, pelo contrário, a social-democracia é “parte da identidade europeia”, sob condição de se conformar às regras do liberalismo económico e da globalização.<br />
Decorreu no quadro do Festival uma entrevista (30 min.) de Stéphane Courtois à rádio France Inter sobre a história do PCF, no âmbito do programa “2000 Ans d’Histoire”. Courtois, co-autor com o citado M. Lazar de uma história do PCF, e coordenador do Livro negro do Comunismo, abordou as várias etapas da “vida e morte do comunismo francês.” Apesar da certidão de óbito passada ao PCF, Courtois concluiu que “a ideia do comunismo é muito anterior a 1917, o que morreu foi a forma bolchevique nascida na sequência da revolução russa, o comunismo continua.” Afirmação no fundo semelhante à que Álvaro Cunhal costumava repetir, quando posto perante a questão do possível desaparecimento dos partidos comunistas: que em tal eventualidade seria a necessidade inerente à existência do antagonismo de classes a impor o seu reaparecimento.</p>
<p>“Socialismo real”: repressão e não só<br />
Temática predominante no Festival era a relativa à experiência do “socialismo real” e nomeadamente aos seus aspectos repressivos.<br />
Vi com interesse O Destino de Laszlo Rajk, uma co-produção franco-húngara de 1996 dirigida por Patrick Rotman e Jérôme Kanapa. Laszlo Rajk, que antes da sua prisão e execução em 1949 fora sucessivamente ministro do Interior e dos Negócios Estrangeiros da Hungria, foi uma das principais vítimas dos processos estalinistas do princípio da guerra fria relacionados com a condenação do “titismo”. Embora não trazendo elementos interpretativos novos, o filme tem o interesse de reunir às imagens da época o testemunho de vários dos participantes dos acontecimentos, incluindo o de um dos agentes policiais envolvidos, entretanto reciclado em historiador.<br />
O documentário O último complot de Stalin, de Philippe Saada (2009) apresentou o último dos processos de repressão desencadeados em vida de Stalin, o famoso “caso das batas brancas”, que atingiu uma série de médicos judeus acusados de provocarem a morte de Jdanov e outros dirigentes soviéticos, desencadeando uma vaga de anti-semitismo. O filme apresenta uma série de interessantes testemunhos de sobreviventes e de filhos das vítimas, e também de um oficial do KGB que justifica o processo com as condições internacionais de isolamento da URSS no princípio da guerra fria.<br />
Com a participação do historiador Emmanuel Droit, da politóloga búlgara Nadezda Ragaru e de uma participante da ex-RDA que não consegui identificar, desenvolveu-se um debate dedicado à “vida quotidiana nos países do comunismo real”. O tema é de interesse actual, tendo em conta particularmente que, à excepção da Checoslováquia, a maior parte dos aparelhos partidários que se encontraram no poder durante o “regime comunista” continuam hoje, depois de convertidos nominal e programaticamente em social-democracias, a ser parte importante dos sistema políticos existentes. Em alguns países (ou, no caso da Alemanha, na sua parte oriental), regista-se também um fenómeno mais ou menos extenso que é comummente designado de “nostalgia” em relação a aspectos perdidos da vida sob o regime socialista (do que é significativo documento o conhecido Good Bye, Lenin ! realizado por Wolfgang Becker em 2002 e também projectado no festival).<br />
Os intervenientes concordaram na necessidade de distinguir, na análise do “bloco de leste”, diferentes situações nacionais, diferentes períodos e diferentes processos sociais (os níveis económico, político e cultural não são homogéneos). No caso da RDA, apesar da hemorragia da força de trabalho para o ocidente (3 milhões, predominantemente dos mais qualificados), existia à época da construção do muro em 1961 um ambiente de optimismo e convicção no futuro económico do socialismo. A RDA logrou nos anos 60 a construção de uma modesta sociedade de consumo socialista que em alguns aspectos – por exemplo o da sexualidade – era mais avançada do que as sociedades ocidentais.<br />
Partindo da análise das diversas explicações propostas para o facto de na Bulgária não se terem verificado revoltas contra o regime, N. Ragaru referiu a proximidade com a URSS, o peso da ruralidade e simultaneamente as grandes oportunidades de ascensão social proporcionadas pela rápida industrialização. Em 1989, 90% dos búlgaros eram proprietários dos seus apartamentos e muitos tinham uma segunda habitação: “não se pode pensar apenas na perspectiva da penúria”.</p>
<p>Traições de Mussolini<br />
Já não pudemos ficar para o último dia do Festival, em que se procedia à atribuição dos prémios (ficção e documentário, do júri oficial, e prémios dos júris de estudantes universitários e de estudantes liceais).<br />
O filme que ganhou o 1º prémio do júri de ficção: Vincere (Vencer), de Marco Bellochio, apresentado este ano em Cannes, nada tem a ver com o tema comunismo. Mussolini foi simplesmente, na juventude, um dos líderes da tendência revolucionária do Partido Socialista Italiano, que traiu, em 1914, ao lançar o quotidiano Popolo d’Italia e o movimento pela intervenção na Guerra mundial de que veio a nascer o fascismo.<br />
O filme é a história de Ida Dalser, que conheceu Mussolini em 1914 e com ele terá casado, dessa união nascendo um filho no ano seguinte. Mussolini partiu para a guerra e em 1915 casou com Rachele Guidi, esposa oficial até à morte. Ida Dalser porém reivindicou sempre a existência do casamento (durante a guerra as autoridades atribuíram-lhe um subsídio na qualidade de cônjuge de combatente) e a paternidade de Mussolini em relação ao filho. Com a chegada do líder fascista ao poder em 1922, esta questão tornou-se para ele particularmente incómoda, sobretudo em vista da importância que a reconciliação com a Igreja tinha na sua estratégia de poder. Em 1926 (não por acaso coincidindo com o fim da gravíssima crise política que pôs a sua posição em risco após o assassínio de Matteoti), Ida Dalser é internada num manicómio, de onde nunca mais conseguiu sair até à sua morte prematura em 1937, apesar de uma tentativa de fuga dois anos antes. O filho, fisicamente muito parecido com o pai – no filme são representados pelo mesmo actor -, foi entregue aos cuidados de um chefe fascista que o perfilhou, vindo posteriormente a ser também internado e acabando por morrer, aos 26 anos, em 1942. Esta história, divulgada em 2005 por um documentário da RAI, tem sem dúvida interesse, do ponto de vista da biografia do ditador (que em anos recentes adquiriu em Itália uma imagem de bom pai de família) e do problema dos usos políticos da psiquiatria. O realizador porém afirma que não esteve interessado em denunciar as infâmias do regime fascista, mas sim na reivindicação de identidade de Ida Dalser. É duvidoso que o objectivo tenha sido alcançado, porque os comportamentos em que o realizador se demora mais sugerem uma justificação do internamento psiquiátrico. Esteticamente salvam-se, na primeira parte do filme, as cenas eróticas, graças à actriz principal, Giovanna Mezzogiorno.</p>
<p>Jean Lacouture<br />
Para concluir numa nota positiva, referirei a forte impressão causada por uma sessão igualmente marginal ao tema do comunismo, a ante-estreia do documentário de Nicole et Gilbert Balavoine, Jean Lacouture, l&#8217;engagement d&#8217;un journaliste, e sobretudo a entrevista que se lhe seguiu com o próprio Lacouture, conduzida pelo historiador e presidente honorário do festival, Jean-Noel Jeanneney. Hoje com 87 anos, Lacouture exibiu a agilidade mental (e física, logo ao subir ao estrado) de um jovem. Nunca tendo sido comunista, mas sim de formação cristã, este grande jornalista acompanhou no terreno vários dos acontecimentos e processos da história do século XX em que o comunismo esteve directa e indirectamente implicado, da II Guerra mundial à guerra do Vietnam, passando pela crise do Suez e a guerra da Argélia, com uma aguda compreensão da necessidade histórica das descolonizações. Além disso, desenvolveu uma vasta actividade de historiador, como biógrafo de Nasser, Bourguiba, Ho Chi Minh, De Gaulle, Mauriac. Um dos aspectos interessantes da entrevista foi a oportunidade de ouvir a apreciação do autor sobre várias das suas obras – um modelo de ausência tanto de narcisismo como de falsa modéstia, na maneira como apreciava as virtudes e defeitos de cada uma. E ficou-se a saber que um autor de vastíssima e importante bibliografia histórica, em alguns casos pioneira, como é Lacouture, pode no entanto não se considerar … historiador.</p>
<p>ANEXO &#8211; Lista de filmes projectados no Festival (por temas/regiões do mundo)<br />
Ásia<br />
Balzac et la petite tailleuse chinoise<br />
Dai Sijie, France, 2001, 111mn<br />
Minsk World<br />
Xiao Xing Cheng, France, 2006, 49mn<br />
Ronde de flics à Pékin<br />
Ning Ying, Chine, 1995, 102mn<br />
S-21, la machine de mort khmère rouge<br />
Rithy Pahn, France/Cambodge, 2003, 101mn<br />
Un taxi à Pékin<br />
Ning Ying, Chine, 2000, 97mn<br />
Zhao Le. Jouer pour le plaisir<br />
Ying Ning, Chine, 1992, 97mn</p>
<p>América<br />
Good Night and Good Luck<br />
George Clooney, États-Unis, 2005, 93mn<br />
Cuba, l’art de l’attente<br />
Eduardo Lamora, France, 2008, 80mn<br />
Guantanamera<br />
Tomas Guttiérez Alea et Carlos Tabio, Cuba, 1995, 101mn<br />
Liste d&#8217;attente<br />
Juan Carlos Tabío Rey, Cuba/France/Espagne/Mexique, 1999 105mn<br />
Soy Cuba<br />
Mikhail Kalatozov, Cuba/Russie, 1964, 145mn<br />
La fête cubaine – (série « Génération »)<br />
Françoise Prébois, France, 1988<br />
Fraise et Chocolat<br />
Tomas Guttiérez Aléa et Carlos Tabio, 1993, 111 mn</p>
<p>Europa central e Balcãs<br />
1946. Automne allemand<br />
Michael Gaumnitz, France, 2009, 76mn<br />
Alouettes, le fil à la patte<br />
Jiri Menzel, Tchécoslovaquie, 1969, 90mn<br />
L’Aveu<br />
Costa-Gavras, France, 1969, 139mn<br />
Berlin-Est, les derniers jours du Politburo (Documentaire)<br />
Thomas Grimm et Jens Becker, Allemagne, 2009, 89mn<br />
Berliner Ballade<br />
Chris Marker, France, 1990, 25mn<br />
Camarades Gangsters, levez-vous!<br />
Alexandru Solomon, France, 2004, 73mn<br />
Le Chêne<br />
Lucian Pintilie, France/Roumanie, 1991, 105mn<br />
La Cicatrice<br />
Krzystof Kieslowski, Pologne, 1976, 112 mn<br />
Contes de l’âge d’or<br />
Cristian Mungiu, Roumanie, 2009, 80mn<br />
Le Destin de Laszlo Rajk (Documentaire)<br />
Patrick Rotman et Jérôme Kanapa, France, 1996, 52mn<br />
Einsatzgruppen, les commandos de la mort<br />
Michael Prazan, France, 2009, 2x90mn<br />
Les Filles des Ruines<br />
Xavier Villetard, France, 2009, 62mn<br />
Good Bye Lenin !<br />
Wolfgang Becker, Allemagne, 2002, 118mn<br />
Le Hasard<br />
Krzystof Kieslowski, Pologne, 1984, 122mn<br />
L’Homme de fer<br />
Andrzej Wajda, Pologne, 1981, 140mn<br />
L’Homme de marbre<br />
Andrzej Wajda, Pologne, 1976, 160mn<br />
Katyn<br />
Andrzej Wajda, Pologne, 2007, 87mn<br />
Kolonel Bunker<br />
Kutjim Çashku, Albanie/France/Pologne, 1995, 100mn<br />
L’Oreille<br />
Karel Kachyna, Tchécoslovaquie, 1969, 94mn<br />
Papa est en voyage d&#8217;affaires<br />
Emir Kusturica, Yougoslavie, 1985, 135mn<br />
La Plaisanterie<br />
Jaromil Jires, Tchécoslovaquie, 1968, 80mn<br />
Le Temps des miracles<br />
Goran Paskaljevic, Yougoslavie, 1989, 98mn<br />
Tito et moi<br />
Goran Markovic, Yougoslavie, 1992, 100mn<br />
La Vie des autres<br />
Florian Henckel von Donnersmarck, Allemagne, 2006, 137mn</p>
<p>Europa ocidental<br />
Les Enfants de Russie<br />
Jaime Camino, Espagne, 2001, 93mn<br />
La Ferme des animaux<br />
John Halas et Joy Batchelor, Grande-Bretagne, 1954, 72mn<br />
Il fare politica. Chronique de la Toscane rouge (1982-2004)<br />
Hugues Le Paige, Belgique, 2005, 86mn<br />
Land and Freedom<br />
Ken Loach, Grande-Bretagne/Espagne/Allemagne, 1995, 109mn<br />
Palombella Rossa<br />
Nanni Moretti, Italie, 1989, 86mn<br />
Vincere<br />
Marco Bellocchio, Italie, 2009, 118mn</p>
<p>França<br />
L’Affaire Kravchenko. La guerre froide à Paris (documentaire)<br />
Bernard George, France, 2008, 52mn<br />
Les Années Mao (documentaire)<br />
Bernard Debord, France, 2005, 55mn<br />
L’Armée du crime<br />
Robert Guédiguian, France, 2009, 139mn<br />
Les Camarades l&#8217;appelaient Maurice… Maurice Thorez, cet inconnu<br />
Pierre Desfons, France, 1998, 62mn<br />
Camarades. Il était une fois les communistes français (documentaire)<br />
Yves Jeuland, France, 2003,  2x 82 mn<br />
Les Colporteurs du Front populaire : le groupe Octobre (documentaire)<br />
Michel Van Zele, France, 1986, 89mn<br />
La Foi du siècle<br />
Patrick Rotman et Patrick Barbéris, France, 1998, 208mn<br />
Le Fond de l&#8217;air est rouge<br />
Chris Marker, France, 1977, 180mn<br />
L’Homme que nous aimons le plus<br />
France, 1949, 20mn<br />
Jean Lacouture, L’Engagement d’un journaliste<br />
France, 2009, 52mn<br />
Mémoires d&#8217;ex<br />
Mosco Boucault, France, 2004, 185mn<br />
Le Monde des Trotskystes, les Trotskystes du monde<br />
Guy Girard, France, 2005, 160mn<br />
C&#8217;EST PARTI !<br />
Camille de Casablanca, France, 2009<br />
L’Ombre rouge<br />
Jean-Louis Comolli, France/Allemagne, 1981mn<br />
Parts de Marchais<br />
Yves Jeuland France 2007/72mn<br />
Rouge Baiser<br />
Véra Belmont France/Allemagne, 1985, 112mn<br />
Le Temps des cerises<br />
Jean-Paul Le Chanois, France, 1937, 75mn<br />
Tout le monde n&#8217;a pas eu la chance d&#8217;avoir des parents communistes<br />
Jean-Jacques Zilbermann, France, 1993, 90mn<br />
La Vie est à nous<br />
Jean Renoir, France, 1936, 62mn<br />
La Faute à Fidel<br />
Julie Gavras, France, 2005, 99mn</p>
<p>Ex URSS:<br />
1917 – La Révolution russe<br />
Paul Jenkins, France, 2007, 104mn<br />
Les Aventures extraordinaires de Mister West au pays des Bolcheviks<br />
Lev Koulechov, URSS, 1924, 95mn<br />
La Belle de Moscou<br />
Rouben Mamoulian, États-Unis, 1957, 117mn<br />
Bouge pas, meurs, ressuscite<br />
Vitali Kanevski, URSS, 1990, 105mn<br />
La Commissaire<br />
Alexandre Askoldov, URSS, 1967, 110mn<br />
Le Communiste<br />
Yuli Raizman, URSS, 1957, 111mn<br />
Le Cuirassé Potemkine<br />
Serguei M. Eisenstein, URSS, 1925, 75mn<br />
Le Dernier Complot de Staline<br />
Philippe Saada, France, 2009, 76mn<br />
L’Esclave de l&#8217;amour<br />
Nikita Mikhalkov, URSS, 1976, 100mn<br />
Goulag<br />
Iossif Pasternak, France, 2000, 2x150mn<br />
La Grève<br />
Serguei M. Eisenstein, URSS, 1925, 78mn<br />
J&#8217;ai 20 ans<br />
Marlen Khoutsiev, URSS, 1964, 189mn<br />
Je demande la parole<br />
Gleb Panfilov, URSS, 1976, 145mn<br />
La Liberté, c&#8217;est le paradis<br />
Sergueï Bodrov, Russie, 1989, 75mn<br />
La Ligne générale / L&#8217;Ancien et le Nouveau<br />
Serguei M. Eisenstein, URSS, 1926, 110mn<br />
La Maison haute<br />
Pavel Lounguine, France, 2003, 87mn<br />
Ninotchka<br />
Ernst Lubitsch, États-Unis, 1939, 110mn<br />
Octobre<br />
Serguei M. Eisenstein, URSS, 1927, 112mn<br />
Quand passent les cigognes<br />
Mikhail Kalatozov, URSS, 1957, 97mn<br />
Le Quartier de Vyborg<br />
Grigori Kozintsev et Leonid Trauberg, URSS, 1938, 121mn<br />
Soleil trompeur<br />
Nikita Mikhalkov, Russie/France, 1994, 152mn<br />
Tchapaiev<br />
Gueorgui et Serguei Vassiliev, URSS, 1934, 85mn<br />
Le Tchékiste<br />
Alexandre Rogojkine, France/Russie, 1992, 54mn<br />
La Vérification<br />
Aleksei Guerman, URSS, 1971, 95mn<br />
Volga, Volga<br />
Grigori Alexandrov, URSS, 1938, 98mn</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os amigos foram feitos para chatear</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jun 2011 00:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O António Figueira e o Carlos Vidal forçam-me a entrar nestes jogos de Verão que a blogosfera é tão propícia. Actualmente, não me lembro as páginas que fechei na véspera, vamos ver se a minha memória de longo prazo está &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/24/os-amigos-foram-feitos-para-chatear/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O António Figueira e o Carlos Vidal forçam-me a entrar nestes jogos de Verão que a blogosfera é tão propícia.<br />
Actualmente, não me lembro as páginas que fechei na véspera, vamos ver se a minha memória de longo prazo está em melhor estado. Fechei o número 666 do jornal onde trabalho, mas infelizmente não tenho um dragão.</p>
<p><strong>1 – Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?</strong><br />
Muitos. Mas os mais extraordinários foram aqueles que me mudaram. Vi a vida diferente. Por ordem cronológica: O conde Monte Cristo, São Jorge de Ilheus, Os dez dias que abalaram o mundo, os Thibault, Margarida e o mestre, A cabra cega, A segunda morte de Ramon Mercader, o assassinato no comité central, D. Juan do Ballester, Viagem ao fundo da noite e Le mauvais démiurge do Cioran. Há muito tempo que não consigo apaixonar-me por um livro. Impotência da idade.</p>
<p><strong>2 – Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?</strong><br />
Defendo o direito de morder os livros. Riscar as páginas. Ler só os capítulos que me interessam. Estou permanentemente a meio do Em busca do tempo perdido. Nunca consegui perceber o Finnegans Wake. Pretendo um dia conseguir ler até ao fim, sem pensar em cenas tórridas de sexo e no programa da máquina de lavar loiça durante as demonstrações matemáticas, o L&#8217;être et l&#8217;evenement o o Logiques des mondes de Badiou. </p>
<p><strong>3 – Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?</strong><br />
Tenho medo que as páginas acabem. Talvez as dezenas de livros pequenos de Borges. Cada conto é um concentrado de muitos livros possíveis.</p>
<p><strong>4 – Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?</strong><br />
Tenho as estantes cheias deles. Mas não há nenhum a quem eu não tenha roubado uma frase. O jornalismo mata o tempo e a inteligência. Leio todos os dias para não ficar vazio.</p>
<p><strong>5- Que livro leste cuja ‘cena final’ jamais conseguiste esquecer?</strong><br />
Lembro-me de pouca coisa: Da frase inicial do Estrangeiro do Camus, da cena final dos Cem anos de Solidão e de um tipo a lavar os dentes na Cabra cega. </p>
<p><strong>6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?</strong><br />
Tudo o que conseguia: Jorge Amado li do País do carnaval até à Tieta do Agreste, Mark Twain, todo o Dumas &#8211; mesmo os livros que o filho estragou, como A mão do finado, A guerra e paz e o Dom tranquilo, consegui ler isso tudo até à adolescência. Fiz batota na primeira vez que li Tolstoi, saltava as partes filosóficas.</p>
<p><strong>7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?</strong><br />
Só faço isso em ensaios. Leio até ao fim na esperança que o sofrimento me salve. </p>
<p><strong>8. Indica alguns dos teus livros preferidos.</strong><br />
Para além dos primeiro que gostei sou bastante limitado, os meus gostos são muito adolescentes e maioritariamente francófonos: Cioran, Rimbaud, Baudelaire, Mallarmé, Milton, Sade e como a maioria das donas de casa biografias. Tempero isso com ensaios salteados. Tropeço com prazer nos livros de Fernando Morais, E.H. Carr, Isaac Deutscher, Benjamin, Nelson Rodrigues, Michael Löwy. Sou seguidor da santíssima trindade: Rancière, Zizek e Badiou. Não nego que esta paixão intelectual pode ser passageiras, já li com prazer um autor que tem o nome do meu gato preto (Negri).</p>
<p><strong>9. Que livro estás a ler neste momento?</strong><br />
Um policial com um detective eunuco, passado em Istambul, A serpente de pedra e uma data de coisas de trabalho de economia e de justiça. Mas como me pagam para isso, não conta.</p>
<p><strong>10. Indica dez amigos para o Meme Literário:</strong><br />
Fico-me pela <a href="http://oblogouavida.blogspot.com/">Gui Castro Felga</a>, a <a href="http://minoriarelativa.blogspot.com/">Andrea Peniche</a>, <a href="http://ruitavares.net/blog/">Rui Tavares</a><a href="http://viasfacto.blogspot.com/"> Luís Rainha e Zé Neves.</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>ah pois é</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 00:30:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=10,0,0,0" width="640" height="390"><param name="movie" value="http://tv.repubblica.it/static/swf/z_adv_player.swf"></param><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param value="bgColor=black&#038;autostart=false&#038;keyT=&#038;key=&#038;baseURL=http://tv.repubblica.it/static/images/player/&#038;file=repubblicatv/file/2011/06/pdlaereopazzo130611.mp4&#038;repeat=false&#038;logo=0&#038;strip=0&#038;nielsenBrand=repubblicatv_&#038;brand=brand_repubblicaradio&#038;dState=normal&#038;scaleMethod=fit&#038;rel=false&#038;fsType=fl&#038;baseURL=http://tv.repubblica.it/static/images/player/&#038;videoTitle=Ore 16, panico sullaereo del Pdl...&#038;streamURL=http://tv.repubblica.it/copertina/ore-16-panico-sull-aereo-del-pdl/70627?video=&#038;ref=HRER3-1&#038;nielsenBrand=repubblicatv_&#038;pub=politica###" name="flashvars"><embed src="http://tv.repubblica.it/static/swf/z_adv_player.swf" allowScriptAccess="always"  type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="640" height="390" flashvars="bgColor=black&#038;autostart=false&#038;keyT=&#038;key=&#038;baseURL=http://tv.repubblica.it/static/images/player/&#038;file=repubblicatv/file/2011/06/pdlaereopazzo130611.mp4&#038;repeat=false&#038;logo=0&#038;strip=0&#038;nielsenBrand=repubblicatv_&#038;brand=brand_repubblicaradio&#038;dState=normal&#038;scaleMethod=fit&#038;rel=false&#038;fsType=fl&#038;baseURL=http://tv.repubblica.it/static/images/player/&#038;videoTitle=Ore 16, panico sullaereo del Pdl...&#038;streamURL=http://tv.repubblica.it/copertina/ore-16-panico-sull-aereo-del-pdl/70627?video=&#038;ref=HRER3-1&#038;nielsenBrand=repubblicatv_&#038;pub=politica###"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Uma discussão assim-assim, mas com muito respeitinho</title>
		<link>http://5dias.net/2011/06/08/uma-discussao-assim-assim-mas-com-muito-respeitinho/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 18:09:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=65785</guid>
		<description><![CDATA[João Rodrigues fornece aos militantes e simpatizantes do BE um guia para a discussão que se avizinha. A saber: 1. É desejável que os militantes se pronunciem sobre os erros, quando se cria &#8220;um fosso que se abre sempre que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/08/uma-discussao-assim-assim-mas-com-muito-respeitinho/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Rodrigues fornece aos militantes e simpatizantes do BE um guia para a discussão que se avizinha. A saber:</p>
<p>1. É desejável que os militantes se pronunciem sobre os erros, quando se cria <a href="http://arrastao.org/2279643.html">&#8220;um fosso que se abre sempre que se fragiliza a participação democrática. Da moção de censura à recusa em reunir com a troika&#8221;.</a></p>
<p>2. Há no entanto, assuntos que estão proibidos e que devem à partida ser retirados da discussão: <a href="http://arrastao.org/2279643.html">&#8220;Aos dirigentes, militantes e simpatizantes pede-se ética da responsabilidade, pede-se que não transfiram responsabilidades pelo desaire das legislativas para uma candidatura presidencial digna&#8221;.</a></p>
<p>Como é bom quando as premissas da discussão já têm contidas as devidas conclusões. É muito mais simples, as pessoas nem têm que pensar.</p>]]></content:encoded>
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		<title>E se fizessem uma discussão séria</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 00:03:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Daniel anda imparável. Parece que o Bloco perdeu metade do seu eleitorado por imitar o PCP. Há três meses o partido de Louçã apoiava Manuel Alegre, o candidato de Sócrates e também de Daniel Oliveira, mas parece que isso &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/06/07/e-se-fizessem-uma-discussao-seria/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O<a href="http://arrastao.org/2275489.html"> Daniel anda imparável</a>. Parece que o Bloco perdeu metade do seu eleitorado por imitar o PCP. Há três meses o partido de Louçã apoiava Manuel Alegre, o candidato de Sócrates e também de Daniel Oliveira, mas parece que isso não contribuiu em nada para a confusão. A razão do desastre é clara para uma data de comentadores: foi o facto dos bloquistas terem feito uma moção de censura e recusado ir ao beija mão da troika. Esses dois actos levaram metade do eleitorado a não votar nesse partido.<br />
É interessante que essa análise não consiga explicar que os candidatos do BE perdem votos tanto nos sítios em que os candidatos são façanhudos UDPs, como em zonas em que são fofinhos e dialogantes, como o José Manuel Pureza em Coimbra, que foi apoiado por uma vasta coligação local (Boaventura, Daniel, Elísio Estanque, Rui Bebiano, etc..).<br />
Para as conclusões serem importantes, convinha que a discussão fosse séria, e não pretendesse apenas servir propósitos tácticos e justificar as alianças pretendidas com o PS.<br />
Talvez a coisa seja mais estrutural do que faltar a uma reunião e ter feito uma moção de censura pouco clara.<br />
O Bloco de Esquerda cresceu muito com o voto de protesto. Esse crescimento não foi solidificado. O eleitorado não é estruturado com sindicatos, movimentos sociais e autarquias. É natural que numa conjuntura de crise, perante o voto útil no PS contra a direita, e o voto útil para correr Sócrates em outros partidos, parte dessa votação se perdesse. Aparentemente, já tinha voado, alguma dela, nas presidenciais.<br />
Naturalmente, a falta de capacidade de crescer do Bloco, e a quase estagnação do PCP, tem que ver com outras causas. A esquerda que não aceita o programa da troika não consegue apresentar alternativas políticas e de poder que os eleitores acreditem. Essa impotência impede uma perspectiva de transformar as coisas. No meio de uma crise gravíssima, tentar resistir não chega. É preciso ter a ambição de ganhar. Mas isso não se resolve com ser muleta da política neoliberal das sucessivas direcções do PS.<br />
A experiência mostra que a colaboração com os partidos socialistas levou à destruição dos partidos de esquerda. Basta ver os exemplos francês e italiano.<br />
A vontade de dar pancada à actual direcção do BE é má conselheira para uma discussão séria que leve à criação de uma alternativa aos partidos da troika.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Strauss-Kahn preso nos EUA por tentar fazer a uma empregada de hotel, o que tem feito a Portugal</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/15/strauss-kahn-preso-nos-eua-por-tentar-fazer-a-uma-empregada-de-hotel-o-que-tem-feito-a-portugal/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 May 2011 00:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Pode ser lido aqui]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pode ser lido <a href="http://www.publico.pt/Mundo/presidente-do-fmi-detido-em-nova-iorque-por-ataque-sexual_1494194">aqui</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Contra a mercantilização do sexo</title>
		<link>http://5dias.net/2011/05/01/contra-a-mercantilizacao-do-sexo/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 19:03:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao contrário do Sérgio, da Joana Manuel e se calhar a maioria das pessoas deste blogue, eu não acho a prostituição uma profissão como as outras. Estou de acordo que devem ser feitas campanhas de prevenção da Sida dirigidas para &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/05/01/contra-a-mercantilizacao-do-sexo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário do<a href="http://5dias.net/2011/05/01/sobre-a-tomada-de-posicao-da-cgtp-contra-direitos-sociais-para-quem-presta-servicos-sexuais/"> Sérgio, da Joana Manue</a>l e se calhar a maioria das pessoas deste blogue, eu não acho a prostituição uma profissão como as outras. Estou de acordo que devem ser feitas campanhas de prevenção da Sida dirigidas para a prostituição, concordo que devam ser defendidas as prostitutas das redes criminosas de tráfico de seres humanos, etc&#8230; Mas não estou disposto a aceitar a prostituição com uma profissão normal. Para mim, esta classificação de &#8220;normalidade&#8221; não pretende tirar o estigma às mulheres e aos homens que sobrevivem a fazê-la, mas desculpar uma sociedade que aceita que se venda o sexo por dinheiro.<br />
Todos os nossos discursos são feitos a partir de uma leitura ideológica e de uma moral, a minha é que o sexo e os afectos não devem ser mercantilizados. Não acredito numa emancipação de homens e mulheres que seja feita a partir do reconhecimento da exploração do sexo.<br />
É verdade que somos obrigados a vender a força de trabalho, mas há conquistas civilizacionais que fizeram-nos progredir desde a escravatura e impedir determinadas práticas no trabalho.<br />
Há limites morais ao trabalho, nem tudo se prende com a alegada liberdade de escolha, uma sociedade democrática não aceita o trabalho infantil, mesmo que isso significasse melhorar as condições de vida das crianças que o praticam, nem defende que os pobres vendam livremente os seus órgãos para ganhar dinheiro.<br />
Normalmente, há quem argumente com o direito de as pessoas disporem livremente do seu corpo. Não reconheço uma escolha livre a quem não tem emprego e por isso é forçado a prostituir-se.<br />
A mim não me apetece que num qualquer centro de emprego, alguém vá, depois da lei devidamente alterada, perder o direito ao subsídio de desemprego porque recusa trabalhar num bordel. Como em muitos países acontece quando não se aceita uma oferta de emprego qualquer.<br />
Sou de uma esquerda que tem como moral a luta contra a exploração das pessoas e contra a exploração sexual. Não acompanho algumas correntes modernas, que a pretexto de defenderem a prostituta fazem na prática a legitimação da clientela da prostituição e contribuem para a sua generalização.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Combate dos blogues pode ser visto</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/24/combate-dos-blogues-pode-ser-visto/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 11:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/13417978/1">Aqui</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Ministra da Saúde de Sócrates ganha prémio Nobel da Física</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/21/ministra-da-saude-de-socrates-ganha-premio-nobel-da-fisica/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 18:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois do engenheiro Sócrates se candidatar ao prémio Nobel da Economia ao conseguir um superávit na despesa pública, não pagando aos fornecedores até às eleições. O governo continua na sua senda milagreira de surpreender o mundo, a ministra da Saúde &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/21/ministra-da-saude-de-socrates-ganha-premio-nobel-da-fisica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do engenheiro Sócrates se candidatar ao prémio Nobel da Economia ao conseguir um superávit na despesa pública, <a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&#038;id=480327">não pagando aos fornecedores até às eleições</a>. O governo continua na sua senda milagreira de surpreender o mundo, a ministra da Saúde anuncia um novo prodígio: <a href="http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1835351">&#8216; as fraldas nos hospitais têm asas e desaparecem&#8217;. </a><br />
Permitam-me duvidar, a gente aprende com a ciência que, na maior parte das vezes, as explicações mais simples são as verdadeiras. Se as fraldas, como por magia, desaparecem de TODOS os hospitais, não será que a razão está na merda que este governo faz ao cortar nas ditas cujas? Pensem nisso.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Tirando as mariquices com o Benfica, assino por baixo</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/20/tirando-as-mariquices-com-o-benfica-assino-por-baixo/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 23:03:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Outra coisa, porém, é pretender negociar um programa de governo nacional com alguém que não foi eleito, como o Daniel praticamente exige. E aqui acho que o Daniel está a levar longe do mais o seu reformismo. Uma coisa é &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/20/tirando-as-mariquices-com-o-benfica-assino-por-baixo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://viasfacto.blogspot.com/2011/04/o-daniel-queria-que-o-jeronimo-de-sousa.html">Outra coisa, porém, é pretender negociar um programa de governo nacional com alguém que não foi eleito, como o Daniel praticamente exige. E aqui acho que o Daniel está a levar longe do mais o seu reformismo. Uma coisa é pedir que PCP e BE negoceiem um programa de governo com o PS caso este seja o partido mais votado. Outra coisa é pedir que negoceiem um programa de governo com o FMI não sendo votado. Não sou um defensor do &#8220;quanto pior, melhor&#8221;, mas também não creio que o melhor meio para melhorar as coisas seja procurar simular pequenas vitórias no que é uma clamorosa derrota. A esquerda, os trabalhadores, os benfiquistas, a democracia &#8211; como queiram &#8211; perderam com a chegada do FMI. Não vale a pena tentar disfarçar. Saber perder é importante para voltar a vencer, como disse, um dia, o grande Jaime Pacheco (ou foi o Manuel José, já não sei). </a><br />
Zé Neves, Vias de Facto</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Exclusivo: a conferência em que a troika revelou a solução para Portugal e o &#8220;mercado de trabalho&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 22:39:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de aterrar em Lisboa a equipa que vai governar Portugal deu uma conferência numa universidade em que abordou algumas soluções para resolver a nossa crise e permitir que salvemos os credores. Um exclusivo dos Yes Men.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/GEuzVMwsK7o" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Antes de aterrar em Lisboa a equipa que vai governar Portugal deu uma conferência numa universidade em que abordou algumas soluções para resolver a nossa crise e permitir que salvemos os credores. Um exclusivo dos <a href="http://theyesmenfixtheworld.com/">Yes Men</a>. </p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Manuel Gusmão ganha prémio da APE</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/19/manuel-gusmao-ganha-premio-da-ape/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 14:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[MANUEL GUSMÃO vence grande prémio de Ensaio da APE A Associação Portuguesa de Escritores (APE) atribuiu o grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho ao poeta e ensaísta Manuel Gusmão, anunciou aquela institutição. O prémio de ensaio é atribuído este &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/19/manuel-gusmao-ganha-premio-da-ape/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/manuel-gusmao.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/manuel-gusmao-520x345.jpg" alt="" title="manuel gusmao" width="520" height="345" class="aligncenter size-large wp-image-61698" /></a></p>
<blockquote><p>MANUEL GUSMÃO vence grande prémio de Ensaio da APE<br />
A Associação Portuguesa de Escritores (APE) atribuiu o grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho ao poeta e ensaísta Manuel Gusmão, anunciou aquela institutição.<br />
O prémio de ensaio é atribuído este ano pela segunda vez &#8211; na primeira edição foi distinguido Vítor Aguiar e Silva &#8211; e a obra escolhida é &#8220;Tatuagem Palimpsesto &#8211; da poesia em alguns poetas e poemas&#8221;, que Manuel Gusmão publicou na Assírio &#038; Alvim.</p></blockquote>
<p>O poeta Manuel Gusmão escreveu um dia esta frase de que gosto muito:<br />
“A poesia é que recapitula o mundo<br />
chamando em cada chama<br />
pela chama de cada sílaba”<br />
De alguma forma, é também desta forma que os ensaios do Manuel Gusmão se colocam: ajudam-nos a entender este mundo, a passar o manto das aparências e a conseguir pensar uma prática para o transformar. Parabéns, Manuel Gusmão.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os objectivos eleitorais de Marinho Pinto</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/16/os-objectivos-eleitorais-de-marinho-pinto/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 22:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Duas teorias à escolha: 1. O apoiante de Sócrates Marinho Pinto ao defender que quem está descontente não vote quer o quê? A mim parece-me claro que ele quer que apenas votem nas próximas eleições as pessoas que estão felizes &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/16/os-objectivos-eleitorais-de-marinho-pinto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas teorias à escolha:<br />
1. O apoiante de Sócrates Marinho Pinto ao defender que quem está descontente não vote quer o quê? A mim parece-me claro que ele quer que apenas votem nas próximas eleições as pessoas que estão felizes com o governo e a situação. Retirados do sufrágio os descontentes, decidirão, pelos abstencionistas, os boys e os amigos. Uma intenção interessante, não acham?</p>
<p>2. Depois de ter visto que Sócrates ia à vida , Marinho Pinto quer reciclar a sua carreira política como líder populista. Há sempre umas criaturas que são os primeiros a abandonar o Titanic. A malta de bom gosto para não ouvir a Celine Dion, a maioria para fazer vida em outras paragens. O nosso bastonário tem o porte e a verve de um homem que elevará o discurso populista de extrema-direita até um patamar eleitoralmente promissor: Sócrates morto e Marinho vivaço. Quem sabe se algum dia se candidata a uma espécie de Le Pen presidenciável?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Quem se mete com os tachistas, leva</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/15/quem-se-mete-com-os-tachistas-leva/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 18:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Miguel Portas tentou sem êxito no Parlamento Europeu que os deputados fossem obrigados a viajar em classe turística em vez de executiva. Parecia de elementar justiça que os deputados que exigem (mal) austeridade às populações, pelo menos tivessem a &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/15/quem-se-mete-com-os-tachistas-leva/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/2011041416eurodiputado_int.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/2011041416eurodiputado_int.jpg" alt="" title="2011041416eurodiputado_int" width="498" height="250" class="aligncenter size-full wp-image-61513" /></a></p>
<p>O Miguel Portas tentou sem êxito no Parlamento Europeu que os deputados fossem obrigados a viajar em classe turística em vez de executiva. Parecia de elementar justiça que os deputados que exigem (mal) austeridade às populações, pelo menos tivessem a atitude de a praticar.<br />
A maioria do parlamento ficou incomodada. Vai daí, magicaram pequenas campanhas pessoais. O primeiro golpe foi dado, publicam uma foto, tirada por um outro eurodeputado, do Miguel Portas a viajar em executiva numa delegação oficial do Parlamento Europeu a Moçambique há um ano e meio. Como se isso tornasse menos justa a proposta que os tipos do costume votaram contra. </p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>maismenos ao poder, já!</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/11/maismenos-ao-poder-ja/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 22:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[± EGO SUM PANIS VIVUS ± from PlusqueMinusque on Vimeo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/21415500" width="400" height="225" frameborder="0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/21415500">± EGO SUM PANIS VIVUS ±</a> from <a href="http://vimeo.com/user5181030">PlusqueMinusque</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Vasco Pulido Valente e a história</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/09/vasco-pulido-valente-e-a-historia/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Apr 2011 18:22:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Há um fenómeno estranho que se verifica quando os historiadores de profissão escrevem nos jornais e nos blogues: assassinam a história. Na sua sempre rigorosa e sóbria crónica, Vasco Pulido Valente expõe a tese que o encontro entre PCP e &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/09/vasco-pulido-valente-e-a-historia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um fenómeno estranho que se verifica quando os historiadores de profissão escrevem nos jornais e nos blogues: assassinam a história. Na sua sempre rigorosa e sóbria crónica, Vasco Pulido Valente expõe a tese que o encontro entre PCP e Bloco é um acontecimento histórico: parece que os comunistas estão moles,  em vez de odiar trotskistas e maoistas reúnem com eles. Seria uma degradação nunca vista. Era importante relembrar ao Pulido Valente que embora a mentira também faça a história, uma crónica nomeada de &#8221; facto histórico&#8221; convinha que fosse, pelo menos, factualmente correcta.<br />
Não é a primeira vez que o PCP reúne com a chamada extrema esquerda e até já chegou a integrar elementos dela nas suas listas. O PCP já reuniu algumas vezes com as direcção da UDP e do PSR. E chegou a ter elementos da UDP, como independentes, no parlamento, e elementos do PSR e UDP, na sua quota da lista para a autarquia de Lisboa, quando Sampaio se candidatou pela primeira vez. Sobre a seriedade da crónica estamos conversados. Sobre o resto, é caso para dizer, se esta ameaçadora convergência é insultada pelo Vasco Pulido Valente, é capaz de não ser má de todo. Pelo menos incomoda muitas das nossas vacas sagradas.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Encontro PCP e Bloco</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/08/encontro-pcp-e-bloco/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 12:58:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece que é para continuar. Esperemos que sim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/IkPRIHZFbdo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Parece que é para <a href="http://www.esquerda.net/artigo/%E2%80%9Cesquerda-ergue-se-para-sa%C3%ADda-pol%C3%ADtica-de-esquerda%E2%80%9D">continuar</a>. <a href="http://www.pcp.pt/sobre-o-encontro-entre-o-pcp-e-be">Esperemos</a> que sim.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O dia de hoje é radicalmente diferente do de ontem</title>
		<link>http://5dias.net/2011/04/07/o-dia-de-hoje-e-radicalmente-diferente-do-de-ontem/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 21:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é que a política dos PECs não nos levasse inevitavelmente a este desfecho. Não é que não continuamos a ser mandados pelos mesmos. Mas vir a ter este desfecho, não significa estar nesta situação. Perante a afirmação da crise &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/04/07/o-dia-de-hoje-e-radicalmente-diferente-do-de-ontem/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é que a política dos PECs não nos levasse inevitavelmente a este desfecho. Não é que não continuamos a ser mandados pelos mesmos. Mas vir a ter este desfecho, não significa estar nesta situação. Perante a afirmação da crise em todo o seu esplendor, é preciso lembrar que ela não é neutra. Por muito que pareça que estamos todos no mesmo barco, é importante assinalar que, há muito, uns poucos já não estão aqui. A crise é uma espécie de catástrofe encomendada. Poucos vão lucrar muito, a grande maioria vai perder quase tudo. A crise é um instrumento da luta de classes. A maioria das conquistas sociais de gerações de trabalhadores vai ser engolida neste <em>tsunami.</em> Quando o tempo passar, o capital financeiro terá engolido uma ainda maior fatia dos rendimentos dos trabalhadores dos países do sul da Europa. E estará a pressionar para que se  limitem os direitos dos trabalhadores do norte e centro da Europa. Perante este desastre seria necessário reconstituir uma esquerda capaz de afirmar que a crise e a austeridade não são uma obrigação, mas uma escolha política. A alternativa passa pela contrução de uma outra política à escala europeia. Acontece que embora a economia seja global, e a política económica e o euro sejam continentais, a política democrática existe apenas confinada nas fronteiras dos estados nação. O Parlamento Europeu não passa de um simulacro, afundado em burocracia, de uma democracia. Por isso, este combate acontece em todas os países, no espaço nacional de cada um. Em Portugal, PCP e BE deveriam perceber que não estamos em tempos normais. E que estes acontecimentos exigem respostas radicalmente novas. Fazer uma reunião entre os dois partidos é simpático, mas tem de ser mais do que uma encenação para eleitor ver. Só uma coligação entre comunistas e bloquistas alargada a outros activistas de esquerda podia ter a ambição de contestar a política dos PECs e do FMI. Quem não se bate para vencer torna-se progressivamente inútil.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Outros &#8220;resgates financeiros&#8221;: Tacheles foi despejado</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 11:23:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos mais célebres centros culturais alternativos do mundo, o Tacheles de Berlim, foi despejado por um banco. Nada de novo em cima do planeta Terra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/Aspecto_exterior_casa_artistas_Tacheles_centro_Berlin.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/Aspecto_exterior_casa_artistas_Tacheles_centro_Berlin.jpg" alt="" title="Aspecto_exterior_casa_artistas_Tacheles_centro_Berlin" width="620" height="456" class="aligncenter size-full wp-image-60795" /></a><br />
Um dos mais célebres centros culturais alternativos do mundo, o Tacheles de Berlim, foi despejado por um banco. Nada de novo em cima do planeta Terra.<br />
<a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/Tacheles+Artists+Collective+Threatened+Closure+8egYr-EJD1Xl.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/04/Tacheles+Artists+Collective+Threatened+Closure+8egYr-EJD1Xl.jpg" alt="" title="Tacheles+Artists+Collective+Threatened+Closure+8egYr-EJD1Xl" width="594" height="396" class="aligncenter size-full wp-image-60797" /></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Por uma convergência alternativa</title>
		<link>http://5dias.net/2011/03/28/por-uma-convergencia-alternativa/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 14:57:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Para mim, a resposta é a formação de um movimento CONVERGÊNCIA E ALTERNATIVA que se apresente às próximas eleições com uma política de relançamento do crescimento da economia, em alternativa à política depressiva dos PECs. Em seminários de trabalho, eventualmente &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/28/por-uma-convergencia-alternativa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2011/03/quem-e-que-os-vai-derrubar.html">Para mim, a resposta é a formação de um movimento CONVERGÊNCIA E ALTERNATIVA que se apresente às próximas eleições com uma política de relançamento do crescimento da economia, em alternativa à política depressiva dos PECs.</p>
<p><a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2011/03/quem-e-que-os-vai-derrubar.html">Em seminários de trabalho, eventualmente com o apoio de economistas estrangeiros a convidar, os economistas do PCP, do BE e independentes, fariam um esforço de concretização de uma política económica exequível que, distribuindo com justiça os sacrifícios que forem inevitáveis, evite o desastre financeiro, económico e social que um «governo de pilhagem partilhada» nos vai apresentar como inevitável e merecedor da nossa resignação. Esse esforço de convergência deveria culminar com a candidatura unitária CONVERGÊNCIA E ALTERNATIVA.<br />
</a><br />
<a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2011/03/quem-e-que-os-vai-derrubar.html">Será pedir demasiado? No estado em que nos encontramos, fazer este esforço de convergência é um imperativo moral. A última palavra pertence ao PCP e ao BE já que independentes não faltam para dar um contributo desinteressado. A começar por mim. </a></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A contradição interessante da sondagem da Intercampus</title>
		<link>http://5dias.net/2011/03/28/a-contradicao-interessante-da-sondagem-da-intecampus/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 12:24:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A última sondagem da Intercampos dá dois resultados politicamente significativos: Os partidos do PEC (PSD, PS e CDS) têm cerca de 85% dos votos dos inquiridos, mas quando se pergunta aos mesmos, se estes PECs têm servido para alguma coisa? &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/28/a-contradicao-interessante-da-sondagem-da-intecampus/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A última sondagem da Intercampos dá dois resultados politicamente significativos:<br />
Os partidos do PEC (PSD, PS e CDS) têm cerca de 85% dos votos dos inquiridos, mas quando se pergunta aos mesmos, se estes PECs têm servido para alguma coisa? Quase 33% dos inquiridos garantem que não serviram para nada, contra cerca de 14% que dizem que afiançam que os PECs foram muito úteis para resolver a situação do país.<br />
É claro nesta sondagem que o maior problema que tem o PCP e o BE é conseguir tornar-se o voto credível para as pessoas que são contra os PECs e que perceberam que eles só nos levam ao desastre.<br />
A situação actual da situação política está bem espelhada nos resultados da sondagem. A maioria dos eleitores prevê que o próximo governo vai fazer as mesmas políticas deste, embora sendo do PSD, e a maioria não acredita que haja uma alternativa a estas políticas de austeridade.<br />
Cabe à esquerda demonstrar que a austeridade é uma política de classe que vai destruir as conquistas sociais de quem trabalha. Redistribuindo, mais uma vez, uma fatia cada vez maior do rendimento nacional aos mais ricos. A esquerda tem de mostrar, também, que esse caminho tem custos do ponto de vista da nossa independência económica, dado que vai continuar a destruir os sectores produtivos portugueses, privilegiando, reiteradamente, o capital financeiro em relação aos sectores que produzem bens e serviços.<br />
Para conseguir contestar este caminho, PCP e BE têm de demonstrar que existem outras políticas económicas alternativas para combater a crise. E, sobretudo, têm de conseguir convencer as pessoas que podem ser uma alternativa política e eleitoras ao bloco central dos interesses.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O REGRESSO DA CONTESTAÇÃO NA RUA E NA MÚSICA</title>
		<link>http://5dias.net/2011/03/28/o-regresso-da-contestacao-na-rua-e-na-musica/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2011 11:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Na próxima quarta-feira às 22 horas, o Chapitô em parceria com o 5 dias. Debate sobre a ascensão da geração à rasca nas ruas e o reaparecimento da música de intervenção. Oradores: Helena Matos – (Blasfémias) João San Payo – &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/28/o-regresso-da-contestacao-na-rua-e-na-musica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na próxima quarta-feira às 22 horas, o Chapitô em parceria com o 5 dias. Debate sobre a ascensão da geração à rasca nas ruas e o reaparecimento da música de intervenção.</p>
<p>Oradores:</p>
<p>Helena Matos – (Blasfémias)</p>
<p>João San Payo – Músico dos Peste &#038; Sida</p>
<p>Miguel Morgado – Cachimbo de Magritte</p>
<p>Tiago Mota Saraiva – 5 dias</p>
<p> António Tomás – Jornalista, antropólogo e colunista no Novo Jornal (publicação angolana) </p>
<p>Sérgio Vitorino – 5 dias/ Panteras Rosa</p>
<p>Moderador:</p>
<p>Vítor Belanciano – Crítico cultural e jornalista</p>
<p><strong>30 de março, às 22 horas, no Chapitô</strong></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Custos de amizade e publicidade mal paga: Tryo do Apocalipse</title>
		<link>http://5dias.net/2011/03/25/custos-de-amizade-e-publicidade-mal-paga/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/03/25/custos-de-amizade-e-publicidade-mal-paga/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 19:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Rainha, são duas cubas livres, sff]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/2wJKUEj_gLA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Rainha, são duas cubas livres, sff</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Petição para uma alternativa de esquerda</title>
		<link>http://5dias.net/2011/03/25/peticao-para-uma-alternativa-de-esquerda/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/03/25/peticao-para-uma-alternativa-de-esquerda/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 16:43:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Não acredito muito nestas coisas, mas tentar não custa. Pode ler o texto da petição e a listagem dos subscritores aqui: Eleições à porta, PS e direita ensaiam os habituais jogos palacianos, na tentativa de fazer crer que algo vai &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/25/peticao-para-uma-alternativa-de-esquerda/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Não acredito muito nestas coisas, mas tentar não custa. Pode ler o texto da petição e a listagem dos subscritores aqui:</strong></p>
<blockquote><p><a href="http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8105">Eleições à porta, PS e direita ensaiam os habituais jogos palacianos, na tentativa de fazer crer que algo vai mudar quando, é sabido, deste rotativismo resulta que tudo fica na mesma. </p>
<p><a href="http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8105">No país, os trabalhadores e os desempregados, os precários jovens e menos jovens, os reformados e os pensionistas, têm saído à rua, contestando com firmeza as políticas de austeridade para os que menos têm, enquanto os detentores da riqueza continuam a merecer todas as benesses dos poderes nacionais, com a cobertura das grandes potências europeias e do capital internacional. </p>
<p>À esquerda, a oposição parlamentar apresenta diagnósticos e políticas alternativas que revelam assinalável convergência, não obstante naturais diferenças nalgumas soluções concretas.Prova disso mesmo, é a votação de ambos os partidos nas medidas alternativas ao PEC 4. Mas esta convergência, que é também acompanhada pelo movimento sindical de classe e muitos sectores sociais, não tem suscitado qualquer alternativa de governo às políticas de quase quatro décadas, que nos conduziram ao que dizem ser um beco sem saída, a não ser que cedamos ao FMI. </p>
<p><a href="http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8105">Conscientes de que os caminhos não são fáceis, até porque tem faltado vontade de os trilhar, os cidadãos e cidadãs de esquerda abaixo-assinados apelam: </p>
<p>- ao Bloco de Esquerda e ao Partido Comunista Português, para que se encontrem, com o objectivo único de debater alternativas de governo, à Esquerda, que mobilizem o povo português para uma ruptura com as políticas neo-liberais; </p>
<p>- a que nessa procura de alternativas sejam interlocutores a CGTP e as organizações representativas dos trabalhadores, os partidos da esquerda extra-parlamentar e os movimentos sociais progressistas; </a></p>
<p>- a que todos juntos (partidos, movimentos e cidadãos de esquerda) consigamos ultrapassar divergências, em nome de uma mudança de rumo do país, que responda aos anseios não concretizados da Revolução de Abril. </a></p></blockquote>
<p></a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Por um programa comum das esquerdas em copy left</title>
		<link>http://5dias.net/2011/03/23/por-um-programa-comum-das-esquerdas-em-copy-left/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/03/23/por-um-programa-comum-das-esquerdas-em-copy-left/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 23:47:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Recomendo vivamente estes dois posts do Ricardo Paes Mamede (1 e 2). Nestas eleições a esquerda portuguesa (PCP e BE) vai continuar entalada numa realidade que a torna credível para protestar , mas sem crédito para governar. Do meu ponto &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/23/por-um-programa-comum-das-esquerdas-em-copy-left/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recomendo vivamente estes dois posts do Ricardo Paes Mamede (<a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2011/03/momento-da-verdade-para-esquerda.html">1</a> e <a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2011/03/como-vamos-construir-o-caminho-para-o_6674.html">2</a>).<br />
Nestas eleições a esquerda portuguesa (PCP e BE) vai continuar entalada numa realidade que a torna credível para protestar , mas sem crédito para governar. Do meu ponto de vista, é pena que PCP e BE não se entendam para concorrer às próximas eleições em coligação. Só uma dinâmica nova poderia criar uma alternativa, em relação, aos senhores Sócrates e Coelho, o parzinho maravilha dos PECs.<br />
Sendo isso muito difícil, acho que deveria ser feito um esforço comum entre pessoas do PCP , do BE, da esquerda do PS e independentes para criar uma base programática comum. Uma espécie de dez pontos do que poderia ser uma política alternativa de esquerda para Portugal. Um programa eleitoral partilhado em <em>copy left</em> que criasse a base de resistência à política neoliberal que se vai agudizar. Uma base que permita articular a luta em Portugal com a constestação na Europa. Sejamos claros, a alternativa à política neoliberal passa necessariamente pela capacidade de construir uma alternativa em Portugal, mas isso não é suficiente, se não se conseguir juntar forças à escala europeia que proponham um outro caminho para a Europa, para além da política de recessão dos PECs.</p>
<p>Adenda: em Fevereiro de 2008, já tinha escrito isto <a href="http://5dias.net/2008/02/17/uma-mesa-redonda-de-esquerda-em-formato-copyleft/">sobre o assunto.</a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Daniel Oliveira e a Líbia</title>
		<link>http://5dias.net/2011/03/21/daniel-oliveira-e-a-libia/</link>
		<comments>http://5dias.net/2011/03/21/daniel-oliveira-e-a-libia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 19:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O meu amigo Daniel Oliveira considera demagógica a afirmação que as potênciais ocidentais bombardeiam a Líbia mais por causa do seu petróleo que por causa da sua ditadura. Segundo ele, há muito que as empresas ocidentais exploram o petróleo deste &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/21/daniel-oliveira-e-a-libia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meu amigo Daniel Oliveira <a href="http://arrastao.org/2208478.html">considera</a> demagógica a afirmação que as potênciais ocidentais bombardeiam a Líbia mais por causa do seu petróleo que por causa da sua ditadura. Segundo ele, há muito que as empresas ocidentais exploram o petróleo deste país.<br />
Verdade? Não totalmente: é óbvio que se o critério da intervenção militar estrangeira fosse estarmos perante uma ditadura que massacra o seu povo, há muito que os aviões estariam a bombardear o Iémen e o Barhein. Também não é totalmente verdadeiro que depois de terem optado por apoiar os revoltosos na guerra civil líbia, as empresas e os países ocidentais ficassem obrigatoriamente com os benefícios do petróleo do país de Kadhafi. Além disso, afastado o ditador e a sua família, a percentagem dessas empresas e sobretudo a sua segurança na exploração dos recursos dos líbios aumentará muito.<br />
O Daniel também esclarece que não é contrário às intervenções militares nos assuntos internos dos países, é só contra aquelas que não têm aprovação do Conselho de Segurança da ONU. Sobre isto, duas coisas: primeira questão, o mandato da ONU previa a criação de uma zona de exclusão aérea e impedir o ataque das tropas de Kadhafi a civis. Não consta que fosse um mandato para apoiar um lado da guerra civil líbia e para arranjar uma força aérea aos revoltosos &#8211; Que se saiba nem os tanques nem a cidade natal de Kadhafi voam e ambos foram bombardeados. A segunda questão, é se o direito internacional deve ser casuístico e deixado a esse órgão, em que apenas as grandes potências têm direito de veto, decidir os critérios da sua violação? Já vimos que há dezenas de ditaduras na zona que matam revoltosos impunemente. No Barhein e na Arábia Saudita até com o silêncio cúmplice das potênciais ocidentais. A minha duvida é se abrir esse precedente de intervenções militares externas fará do nosso mundo um lugar mais democrático ou pelo contrário será a legitimação da lei do mais forte. A partir de agora, os EUA e a Nato vão sentir-se livres para decidir quais os ditadores que vão correr e quais que vão proteger. Há muito que sabemos que os países que têm grandes martelos, tendem a ver os problemas como pregos. A violação deste princípio vai favorecer soluções militares para problemas políticos. Não vai custar nada aos EUA e à Nato inventarem incidentes em Cuba ou na Venezuela para justificar intervenções militares.<br />
Duvido muito que a violação do princípio do direito internacional de não ingerência militar nos assuntos internos de países por outros governos nos conduza a um mundo mais democrático e mais seguro; e ainda duvido mais que a democracia seja imposta pelas bombas. Viu-se que isso não aconteceu com o derrube do ditador iraquiano, dificilmente irá acontecer na Líbia.<br />
Acresce, que sendo o conflito na Líbia de base tribal, quando os &#8220;democratas&#8221; entrarem em Tripoli quem é que vai impedir que façam uma limpeza étnica nas tribos que apoiaram Kadhafi?<br />
Provavelmente, as nossas consciências ficarão descansadas, porque as televisões ocidentais vão poupar-nos a isso, mas, para mim, um assassinato é um assassinato, seja ele em Tripoli ou em Bengasi.<br />
O apoio de algumas pessoas ditas da esquerda às bombas ocidentais não me surpreende, seguem uma tradição intelectual em que homens como Castoriadis acabaram a sua vida intelectual a apoiar a instalação de mísseis nucleares dos EUA na Europa e a pedir a destruição da União Soviética por todos os meios. A esse respeito de completo alinhamento ao imperialismo, leia-se o folheto de má qualidade &#8220;Perante a guerra&#8221; de Castoriadis. Já me surpreende o alinhamento do Daniel a este tipo de posições suportadas pelos Bernard Henri Levy locais.<br />
Leio estes posts com pena, e temo que o alinhamento do Daniel nas posições mais favoráveis à unidade entre PS e BE que o Rui Tavares simboliza, esteja a cegar-lhe a inteligência.</p>
<p>PS- Não vou discutir a artimanha do Daniel de inventar uma maioria do GUE que estaria favorável à intervenção militar, quando foi , como o Zé Neves <a href="http://viasfacto.blogspot.com/2011/03/o-mal-dos-outros-e-o-bem-dos-nossos.html">demonstrou</a>, foi exactamente o contrario que aconteceu.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Robert Fisk: os perigos da &#8220;intervenção humanitária&#8221; na Líbia</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 15:38:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conque vamos a tomar &#8220;todas las medidas necesarias&#8221; para proteger a los civiles libios, ¿cierto? Lástima que no se nos haya ocurrido hace 42 años. O 41 años. O… bueno, ustedes saben el resto. Y no nos dejemos engañar sobre &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/20/robert-fisk-os-perigos-da-intervencao-humanitaria-na-libia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conque vamos a tomar &#8220;todas las medidas necesarias&#8221; para proteger a los civiles libios, ¿cierto? Lástima que no se nos haya ocurrido hace 42 años. O 41 años. O… bueno, ustedes saben el resto. Y no nos dejemos engañar sobre lo que en realidad significa la resolución del Consejo de Seguridad. Una vez más, será el cambio de régimen. Y así como en Irak –para usar una de las únicas frases memorables de Tom Friedman en ese tiempo–, cuando el último dictador se vaya, ¿quién sabe qué clase de murciélagos saldrán de la caja?</p>
<p>Y luego de Túnez y de Egipto, tenía que ser Libia, ¿verdad? Los árabes de África del norte demandan libertad, democracia, no más opresión. Sí, eso es lo que tienen en común. Pero otra cosa que esas naciones tienen en común es que fuimos nosotros, los occidentales, quienes alimentamos a sus dictaduras década tras década. Los franceses acurrucaron a Ben Alí, los estadunidenses apapacharon a Mubarak y los italianos arroparon a Gadafi hasta que nuestro glorioso líder fue a resucitarlo de entre los muertos políticos.</p>
<p>¿Sería por eso, me pregunto, que no habíamos sabido de lord Blair de Isfahán en fechas recientes? Sin duda debería haber estado allí, aplaudiendo con júbilo ante una nueva intervención humanitaria. Tal vez sólo está tomando un descanso entre episodios. O tal vez, como los dragones en La reina de las hadas, de Spenser, está vomitando en silencio panfletos católicos con todo el entusiasmo de un Gadafi en pleno impulso.</p>
<p>Abramos el telón apenas un poco y observemos la oscuridad que hay detrás. Sí, Gadafi es un orate absoluto, un lunático del nivel de Ajmadineyad de Irán o Lieberman de Israel, quien una vez, por cierto, se puso a fanfarronear con que Mubarak podía &#8220;irse al infierno&#8221;, pero se puso a temblar de miedo cuando Mubarak fue en verdad lanzado en esa dirección. Y existe un elemento racista en todo esto.</p>
<p>Medio Oriente parece producir estos personajes… en oposición a Europa, que en los 100 años pasados sólo ha producido a Berlusconi, Mussolini, Stalin y el chaparrito aquel que era cabo en la infantería de reserva del 16 regimiento bávaro y que de plano perdió el seso cuando resultó elegido canciller en 1933… pero ahora estamos volviendo a limpiar Medio Oriente y podemos olvidar nuestro propio pasado colonial en este recinto de arena. Y por qué no, cuando Gadafi dice a la gente de Bengasi: “iremos zenga, zenga (callejón por callejón), casa por casa, cuarto por cuarto”. Sin duda es una intervención humanitaria que de veras, de veritas es una buena idea. Después de todo, no habrá &#8220;tropas en tierra&#8221;.<span id="more-59954"></span></p>
<p>Desde luego, si esta revolución fuese suprimida con violencia en, digamos, Mauritania, no creo que exigiéramos zonas de exclusión aérea. Ni en Costa de Marfil, pensándolo bien. Ni en ningún otro lugar de África que no tuviera depósitos de petróleo, gas o minerales o careciera de importancia en nuestra protección de Israel, la cual es la verdadera razón de que Egipto nos importe tanto.</p>
<p>Enumeremos algunas cosas que podrían resultar mal; demos una mirada de soslayo a esos murciélagos que aún anidan en el reluciente y húmedo interior de su caja. Supongamos que Gadafi se aferra en Trípoli y que británicos, franceses y estadunidenses destruyen sus aviones, vuelan sus aeropuertos, asaltan sus baterías de vehículos blindadas y misiles y él sencillamente no desaparece. El jueves observé cómo, poco antes de la votación en la ONU, el Pentágono comenzaba a ilustrar a los periodistas sobre los peligros de toda la operación, precisando que podría llevar días instalar una zona de exclusión aérea.</p>
<p>Luego está la truculencia y villanía de Gadafi mismo. Las vimos este viernes, cuando su ministro del Exterior anunció el cese del fuego y el fin de todas las &#8220;operaciones militares&#8221;, sabiendo perfectamente, por supuesto, que una fuerza de la OTAN decidida al cambio de régimen no lo aceptaría y que eso permitiría a Gadafi presentarse como un líder árabe amante de la paz que es víctima de la agresión de Occidente: Omar Mujtar vive de nuevo.</p>
<p>¿Y qué tal si sencillamente no llegamos a tiempo, si los tanques de Gadafi siguen avanzando? Entonces enviamos mercenarios a ayudar a los &#8220;rebeldes&#8221;. ¿Nos instalamos temporalmente en Bengasi, con consejeros, ONG y la acostumbrada palabrería diplomática? Nótese cómo, en este momento crítico, no hablamos ya de las tribus de Libia, ese curtido pueblo guerrero que invocamos con entusiasmo hace un par de semanas. Ahora hablamos de la necesidad de proteger al &#8220;pueblo de Libia&#8221;, ya sin registrar a los senoussi, el grupo más poderoso de familias tribales de Bengasi, cuyos hombres han librado gran parte de los combates. El rey Idris, derrocado por Gadafi en 1969, era senoussi. La bandera &#8220;rebelde&#8221; roja, blanca y verde –la vieja bandera de la Libia prerrevolucionaria– es de hecho la bandera de Idris, una bandera senoussi.</p>
<p>Ahora supongamos que los insurrectos llegan a Trípoli (el punto clave de todo el ejercicio, ¿no es así?): ¿serán bienvenidos allí? Sí, hubo protestas en la capital, pero muchos de esos valientes manifestantes venían de Bengasi. ¿Qué harán los partidarios de Gadafi? ¿Se &#8220;disgregarán&#8221;? ¿Se darán cuenta de pronto de que siempre sí odiaban a Gadafi y se unirán a la revolución? ¿O continuarán la guerra civil?</p>
<p>¿Y si los &#8220;rebeldes&#8221; entran en Trípoli y deciden que Gadafi y su demente hijo Saif al-Islam deben recibir su merecido, junto con sus matones? ¿Vamos a cerrar los ojos a las matanzas de represalia, a los ahorcamientos públicos, a tratos como los que los criminales de Gadafi han infligido durante tantos años? Me pregunto. Libia no es Egipto. Una vez más, Gadafi es un chiflado y, dado su extraño desempeño con su Libro Verde en el balcón de su casa bombardeada, es probable que de cuando en cuando también monte en cólera.</p>
<p>También está el peligro de que las cosas &#8220;salgan mal&#8221; de nuestro lado: las bombas que caen sobre civiles, los aviones de la OTAN que pueden ser derribados o estrellarse en territorio de Gadafi, la súbita sospecha entre los &#8220;rebeldes&#8221;/&#8221;el pueblo libio&#8221;/los manifestantes por la democracia de que la ayuda de Occidente tiene, después de todo, propósitos ulteriores. Y luego hay una aburrida regla universal en todo esto: en el segundo en que se emplean las armas contra otro gobierno, por mucha razón que se tenga, las cosas empiezan a desencadenarse. Después de todo, los mismos &#8220;rebeldes&#8221; que la mañana del jueves expresaban su furia ante la indiferencia de París ondeaban banderas francesas la noche de ese día en Bengasi. ¡Viva Estados Unidos! Hasta que…</p>
<p>Conozco los viejos argumentos. Por mala que haya sido nuestra conducta en el pasado, ¿qué debemos hacer ahora? Es un poco tarde para preguntar eso. Amábamos a Gadafi cuando llegó al poder en 1969 y luego, cuando mostró ser un orate, lo odiamos; después lo volvimos a amar –hablo de cuando lord Blair le estrechó las manos– y ahora lo odiamos de nuevo. ¿Acaso Arafat no tuvo un similar historial de altibajos para los israelíes y los estadunidenses? Primero era un superterrorista que anhelaba destruir a Israel, luego un superestadista que estrechó las manos de Yitzhak Rabin, y luego de nuevo se volvió un superterrorista cuando se dio cuenta de que había sido engañado sobre el futuro de &#8220;Palestina&#8221;.</p>
<p>Algo que podemos hacer es ubicar a los Gadafi y Saddam del porvenir que alimentamos hoy, los futuros dementes sádicos de la cámara de torturas que cultivan a sus jóvenes vampiros con nuestra ayuda económica. En Uzbekistán, por ejemplo. Y en Turkmenistán, Tayikistán, Chechenia y otros por el estilo. Hombres con los que tenemos que tratar, que nos venderán petróleo, nos comprarán armas y mantendrán a raya a los &#8220;terroristas&#8221; musulmanes.</p>
<p>Todo es tan conocido que fastidia. Y ahora estamos de nuevo en ello, dando puñetazos en el escritorio en unidad espiritual. No tenemos muchas opciones, a menos que queramos ver otro Srebrenica, ¿verdad? Pero un momento: ¿acaso aquello no ocurrió mucho después de que impusimos nuestra zona de &#8220;exclusión aérea&#8221; en Bosnia?</p>
<p>© The Independent</p>
<p>Traducción: Jorge Anaya, in www.rebelion.org</p>]]></content:encoded>
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		<title>Fofana e Karamba escrevem no Expresso</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 12:48:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Miguel Sousa Tavares, com a certeza que garantiu nas semanas anteriores que a manif de dia 12 de Março não ia ter gente, afiança agora que ela teve gente, mas não teve significado. Nesse sentido, são também as peças que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/20/fofana-e-karamba-escrevem-no-expresso/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Miguel Sousa Tavares, com a certeza que garantiu nas semanas anteriores que a manif de dia 12 de Março não ia ter gente, afiança agora que ela teve gente, mas não teve significado. Nesse sentido, são também as peças que o <em>Expresso</em> publica na mesma edição. Segundo o cronista e os textos de jornalistas desse semanário, a demonstração da geração à rasca não tinha sentido: todo o mundo estaria lá com intuitos diferentes e até contraditórios. Logo, este acto esgotar-se-ia aí, sem implicações nem consequências.<br />
Fina análise, era como se eu dissesse que o facto do Expresso vender 84 mil exemplares por semana não significa nada: alguns compram-no para o ler, outros para levar o saco de plástico e os brindes e ainda alguns, como eu, com a vaga esperança de um dia encontrar uma notícia, para além das do <em>Wikileaks</em>, e como isso não sucede, aproveitam o formato <em>berliner </em>do jornal para forrar o caixote do gato. A verdade é que independentemente das minhas especulações, ainda há pessoas que compram <em>o Expresso</em>.<br />
Os factos já são difíceis, sem entrarmos nesta espécie de jornalismo que pretende ir para além deles, e especular sobre as supostas motivações das pessoas. Aquilo que se pode dizer da manif de 12 de Março é que saiu muita gente à rua, expressando um grande descontentamento com a situação do país. Qualquer análise não pode escamoetar que a manifestação era uma condenação explicita ( no seu manifesto, na sua propaganda e nos cartazes levados pelas pessoas) às políticas que levaram à precariedade laboral; e que o facto de lá estarem 20 skins e 10 clientes do BPP não pode esconder estarmos perante um enorme protesto contra o governo.<br />
Como é natural esta explosão de descontentamento está sujeita a uma disputa política, mas isso não significa que não tenha sido expressa uma enorme vontade de mudar.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os invisíveis</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 12:18:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um marciano que aterrasse em Portugal e visse as televisões e lesse os chamados jornais de referência concluiria que o assunto mais importante do país era o congresso do CDS. O paladino do jornalismo light e sexy, o Público, dá-lhe &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/20/os-invisiveis/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um marciano que aterrasse em Portugal e visse as televisões e lesse os chamados jornais de referência concluiria que o assunto mais importante do país era o congresso do CDS.<br />
O paladino do jornalismo <em>light</em> e <em>sexy</em>, o Público, dá-lhe três páginas. Os canais televisivos noticiosos estão de manhã à noite em permanente directo. O que lá acontece de novo? O líder é contestado? O CDS/PP vai deixar de ser oposição e apoiar o governo? Nada disso, ao todo e por junto, Nobre Guedes reconciliou-se com Paulo Portas. O congresso do CDS é uma não notícia. Nada de novo aconteceu. Tudo de importante: a chamada à votação do PEC IV no parlamento, o facto de ir concorrer sozinho as eleições que se avizinham, estava decidido antes do conclave começar. O sonorífero massacre televisivo só pode ter duas razões: ou os jornalistas de política tornaram-se tão próximos de determinados políticos que se esqueceram dos critérios jornalísticos, não percebendo que noticiar significa mediar e seleccionar o importante no meio do acessório, ou, no caso das televisões, para justificarem o fim de semana em Viseu e os meios de directo deslocados, torturam os espectadores com incontáveis horas de emissão.<br />
O mais grave é que essas horas não significam uma cobertura de qualidade, toda a comunicação social referiu que o congresso tinha cerca de 1000 delegados, na votação sobre o fim das eleições directas do líder participaram pouco mais de 300 delegados e nenhum jornalista reflectiu sobre a veracidade da informação que divulgaram antes.<br />
Voltemos ao Público, e à maioria da comunicação social, ao contrário do congresso do CDS,  minimizaram a gigantesca manifestação da CGTP. Na edição online ela estava relegada para as últimas notícias e o referido diário, por exemplo, dedica-lhe uma página. O Correio da Manhã corre a coisa com 1/4 de página. Uma cobertura substancialmente diferente daquela que, correctamente, dedicaram às manifestação de dia 12 de Março. É visível que para a direcção do jornal da Sonae, como para os outros, há camadas sociais que são visíveis, como os delegados do CDS, e outros que praticamente não existem. Uma das maiores manifestações sindicais que Lisboa viu, nunca aconteceu. É suposto ser silenciada com umas linhas de circunstância. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Joana Amaral Dias, enfermeira gira e Jel juntos a ao vivo na manif de 12 de março da geração à rasca(alterado)</title>
		<link>http://5dias.net/2011/03/17/joana-amaral-dias-enfermeida-gira-e-jel-juntos-a-ao-vivo-na-manif-de-12-de-marco-da-geracao-rasca/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 14:34:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ouvi dizer que a Joana tinha sido &#8220;vaiada&#8221; por uma multidão em fúria no dia 12 de Março, garantia o podre de chic Luís Pedro Nunes. Fui à procura de imagens do evento onírico do rapazinho, posso dizer que ele &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/17/joana-amaral-dias-enfermeida-gira-e-jel-juntos-a-ao-vivo-na-manif-de-12-de-marco-da-geracao-rasca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><embed src="http://blip.tv/play/AYKq7x8A" type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="505" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></p>
<p>Ouvi dizer que a Joana tinha sido &#8220;vaiada&#8221; por uma multidão em fúria no dia 12 de Março, garantia o podre de chic Luís Pedro Nunes. Fui à procura de imagens do evento onírico do rapazinho, posso dizer que ele tem, pelo menos, muita imaginação. Nem se vê um pobre Luís Fazenda a vaiar. A intenção desses comentadores é simples: tentar provar que a manif de dia 12 não se opunha às políticas do bloco central e à precariedade do trabalho, mas à classe política. PCP e BE estariam no mesmo bolo que Sócrates e Cavaco e companhia limitada. Confundem os desejos com a realidade.<br />
Falando de outro assunto, esta é a manif mais filmada de todos os tempos, metade dos manifestantes estava a filmar a outra metade. Um projecto sério de antropologia de imagens seria pedir a toda a gente a criação de um banco de imagens com todos esses registos, não é Paulo Granjo?</p>]]></content:encoded>
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		<title>O risco impossível</title>
		<link>http://5dias.net/2011/03/16/o-risco-impossivel/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 22:01:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aquilo que aconteceu no Japão, com as centrais nucleares, volta a colocar na ordem do dia a questão do risco e a ideia de estabelecer para as iniciativas humanas o princípio da precaução. O facto de as centrais nucleares serem &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/16/o-risco-impossivel/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aquilo que aconteceu no Japão, com as centrais nucleares, volta a colocar na ordem do dia a questão do risco e a ideia de estabelecer para as iniciativas humanas o princípio da precaução.<br />
O facto de as centrais nucleares serem alegadamente seguras a 99% não as torna uma escolha acertada. Devemos sempre contar que seja possível acontecer o pior. As empresas e as sociedades calculam o risco. Isso é normal em acidentes de automóvel em que podem morrer as poucas pessoas que andam num carro, mas não pode ser norma aplicável quando pode estar em causa o planeta inteiro.<br />
A teorização sobre <a href="http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/ulrich.htm">a Sociedade do Risco</a> não é nova, mas parece ter escapado a empresários e políticos. A energia nuclear, tal como a conhecemos, não é apenas perigosa neste momento: se por milagre fechassemos todas as centrais nucleares hoje, os riscos prolongar-se-iam por muitos milhões de anos &#8211; o tempo que os resíduos, por elas, produzidos durassem. Há uns anos, li no <em>Le Monde Diplomatique</em> que foi realizada uma conferência para discutir esse problema, os especialistas tropeçaram em questões que nunca lhes tinham ocorrido: de que modo se devem sinalizar os resíduos nucleares de modo que daqui a 100 mil ou 200 mil anos, alguém saíba que lá estão e que são perigosos? São sinais que nos mostram que esta é uma energia proibida.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Há um vampiro que assombra as TVs é o espectro da mudança?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 18:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Há dois anos escrevi este post. Não tinha muito em que pensar, menos que escrever, e fiz esta elucubração: Todos os dias multiplicam-se os livros e os filmes de vampiros. Os antigos malditos passaram aos saldos da indústria cultural. Qual &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/16/ha-um-vampiro-que-assombra-as-tvs-e-o-espectro-da-mudanca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/03/fearlessvampirekillers.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/03/fearlessvampirekillers.jpg" alt="" title="fearlessvampirekillers" width="508" height="755" class="aligncenter size-full wp-image-59632" /></a><br />
Há dois anos escrevi este post. Não tinha muito em que pensar, menos que escrever, e fiz esta elucubração:</p>
<p><a href="http://5dias.net/2009/06/01/por-favor-morda-me-o-pescoco/">Todos os dias multiplicam-se os livros e os filmes de vampiros. Os antigos malditos passaram aos saldos da indústria cultural. Qual é a razão desta moda?<br />
O romantismo descobriu o diabo romântico e saudou aqueles que em troca da paixão e conhecimento vendiam a alma ao Diabo. Os anjos caídos eram um grito contra as novas prisões da modernidade. Uma espécie de ludistas, falhados como muitas revoltas, que pretendiam impedir um progresso violento que os transformava em engrenagens e em meras mercadorias.<br />
O culto dos vampiros, em pleno século XXI, significa certamente outra coisa. A repetição tende a ganhar contornos de comédia. Claro que precisamos de adrenalina para ter a excitação do tédio. Claro que o terror tornou-se uma espécie de montanha russa de feira. Claro que receber umas dentadas em troca da imortalidade não parece um mau negócio. Apesar de tudo isso e das lantejoulas, o vampirismo parece a forma distorcida que a fantasia romântica ganha numa época em que o mundo se autodestrói de uma forma autofágica, mesmo quando tem poster na <em>Bravo</em>.</a></p>
<p>Na edição de março da revista de <em>lingerie</em> do pensamento, que dá pelo nome de <em>Philosophie Magazine</em>, encontrei <a href="http://www.boomerangbooks.com.au/Metamorphoses-of-the-Vampire-in-Literature-and-Film/Erik-Butler/book_9781571134325.htm">a ideia</a> do historiador Erik Butler que cada vez que se avizinha um periodo conturbado de revolução e mudança, os vampiros aparecem à luz do dia (salvo seja). Uma correlação espúria ou uma dentada simpática?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Jardim zoológico</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 19:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos escribas mais divertidos do Jugular é um tal de Rui Herbon, escolhido provavelmente por ter um nome parecido com um edifício da Rua Castilho. Os posts dele caracterizam-se sempre por escrever o que pensa, sem nunca pensar no &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/14/jardim-zoologico/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos escribas mais divertidos do Jugular é um tal de Rui Herbon, escolhido provavelmente por ter um nome parecido com um edifício da Rua Castilho. Os posts dele caracterizam-se sempre por escrever o que pensa, sem nunca pensar no que escreve. Disputa com a historiadora Irene Pimentel o prémio da cegueira ideológica. Vejam, com os vossos olhos, o diálogo que ele criou com um suposto elemento da &#8220;geração à rasca&#8221;:</p>
<p><a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/2529641.html">– Então, foste à manifestação da geração à rasca?</p>
<p>– Sim, claro.</p>
<p>– Quais foram os teus motivos?</p>
<p>– Acabei o curso e não arranjo emprego.</p>
<p>– E tens respondido a anúncios?</p>
<p>– Na realidade, não. Até porque de verão dá jeito: um gajo vai à praia, às esplanadas, as miúdas são giras e usam pouca roupa. Mas de inverno é uma chatice. Vê lá que ainda me sobra dinheiro da mesada que os meus pais me dão. Estou aborrecido.</a></p>
<p>Genial, não é?</p>]]></content:encoded>
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		<title>A intervenção de Luísa Costa Gomes sobre &#8220;O filho de Campo de Ourique&#8221; de António Figueira</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Mar 2011 12:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para quem não conseguiu lugar para o acontecimento da saison (como diria a Morgada), fica um belo texto: Um dos efeitos adversos da publicação de novos autores na revista Ficções era o da sua relativa inconsequência. Um autor que publica &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/11/a-intervencao-de-luisa-costa-gomes-sobre-o-filho-de-campo-de-ourique-de-antonio-figueira/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem não conseguiu lugar para o acontecimento da saison (como diria a Morgada), fica um belo texto:</p>
<p><em>Um dos efeitos adversos da publicação de novos autores na revista Ficções era o da sua relativa inconsequência. Um autor que publica um conto, seja ele genial – para usar um termo caro a António Figueira – é autor mas apenas de um conto. Não será propriamente o não-autor que supostamente foi o Filho de Campo de Ourique, mas é um autor que ainda não escreveu quase nada. Como o estudante que não estuda quase nada, só com muito boa vontade e empatia se poderá considerar um estudante. O trabalho consequente de escrita e a sua consequente publicação em forma de livro parece ser um objectivo legítimo e consensual. Digo isto porque não foram nem por sombras todos os autores que publicaram na revista que decidiram alcançar a forma do livro. Lembro-me de Cláudia Clemente e de Pedro Manuel Calvete, por exemplo. Não quero dizer com isto que o importante seja a “carreira”, absurda invenção da indústria, ou a inauguração dela. Mas um conjunto de contos dá obviamente a ver várias facetas de um espírito multifacetado e, neste caso, também razoavelmente faceto. E isso é de saudar nesta colecção de contos: é uma colecção composta de registos muito díspares, que inclui entrevistas e ensaios, artigos da wikipédia, rimas populares, exercícios de escrita à Queneau e outros constrangimentos oulipianos, uma história da net com o meu amigo Manuel Resende, um conto de edificação moral sobre transportes, contos circunstanciais (para depois do jantar), com número pré-determinado de palavras, etc. E em todos estes registos se reconhece a mesma voz de narrador irónico, mais perto ou mais longe da primeira pessoa, mais perto ou mais longe da omnisciência (bastante assumidamente subjectiva, diga-se de passagem, bem à la Campo de Ourique), mas sempre voz homogénea.<br />
Uma preocupação literária atravessa todo o livro. Uma preocupação com o literário, por um lado, com o que ele é ou deixa de ser, com a sua simplicidade, a sua profundidade, a sua relação com o “real” entre aspas, as várias formas de sublimação criativa, etc.; e tudo isto através de paródias e auto-paródias sem fim, em textos de auto-referência em que não fica claro quem é o “auto” da auto-referência, em deslizamentos entre autor-narrador-personagem que se duplicam e de reflectem (somos tão maus assim? Ora, não somos tão maus assim…), etc. E sobretudo uma inquietação atravessa os contos sempre escritos com mão limpa e segura, mas a que de vez em quando escapa uma coisa mal escrita, uma coisa meio torta, uma repetição esquisita, um adjectivo drolático e inesperado, e aí se vê, desculpe-me o autor, o autor que o António Figueira será quando deixar de julgar o autor que ele não quer de forma nenhuma ser. E esta inquietação de que eu falo é a pergunta “que farei com isto?”, ou seja, o que é hoje um escritor, ou seja, quem sou eu como escritor. Serei o autor de coboiadas inovadoras ou o eremita dos planos complicados com histórias que se contam de trás para a frente ou do meio para sabe-se lá onde? Serei um original escritor de intrigas, o criador de personagens inesquecíveis, o prosador feérico à maneira de Camilo? Tudo isso? Nada disso?<span id="more-59107"></span><br />
É natural que esta preocupação com o literário se manifeste ainda como preocupação com a recepção do literário (“esta é uma história sobre a fama”, diz logo à cabeça o narrador de O Filho de Campo de Ourique). Fama? Em Portugal? Em Campo de Ourique? Mas é realmente uma preocupação com a maldade humana (dantes chamava-se “natureza humana”) maldade que não reconhece os génios (como se os houvesse, de facto e como se o destino de todo o génio não fosse ser ignorado, por uma forma de justiça irónica), sobre a crítica literária (figura do real que hoje só existe, em Campo de Ourique e fora de Campo de Ourique, na ressentida imaginação de poucos escritores), ou seja, e em geral, o maldito fantasma do leitor, do leitor compreensivo, do leitor incompreensivo, do leitor que rega com brandy reles a obra transpirada do escritor.<br />
Este livro realiza o sonho de qualquer jornalista cultural: traz em si, já feita, a sua própria recensão crítica! Não precisa de ser lido, pois o autor, que o leu em primeira mão, escreveu também o manual de instruções, o modo de usar este livro. O Regresso do filho de Campo de Ourique, escrito no vazio da obra em tom devoto, parodia as liturgias dos espólios literários e desde logo apresenta um escritor transformado em ícone pela própria razão de ser seu objecto de estudo. Isso vê-se à vista desarmada no conto : é o estudioso que cria, para dignificar o seu estudo, um objecto digno de estudo. Esse é o princípio da missa literária, que logo perverte a possível autenticidade do valor do estudado.<br />
Não sei se é legítimo perguntar pela credibilidade da renovação de algo que não existe. De facto, a nossa literatura criminal teve expoentes como Dennis McShade e Ross Pynn, mas esses tinham por cenários Quintas Avenidas que nunca tinham visto. Houve Pessoa, claro, que considerava a literatura policiaria como base da sua obra a publicar e escreveu de facto longos fragmentos que, a serem concluídos (o que por definição, no caso particular das novelas policiarias, me parece muito improvável sem alterações de fundo), seriam o pilar de uma verdadeira literatura policial. Mas Pessoa era um escritor, não era um escritor de coboiadas.<br />
Campo de Ourique é o princípio desta realidade. É o reino da decepção (no sentido de deception e self-deception) e da desilusão, temas maiores da literatura universal – também presentes neste bairro tão castiço. Londres, Bruxelas e Paris são sítios onde se reencontra gente de Campo de Ourique doutras eras. Campo de Ourique está sempre lá. Esta gente não é portuguesa, não é europeia. É dum bairro. É dum detalhe do universo. É dum andar caótico onde se martela a Olivetti pela noite dentro, incomodando os vizinhos que perdoam, que dizem, coitadinho, deixa-o lá, aquilo é como se fosse a boneca dele. Não há mais do que isso. É uma boa definição de que é um escritor.</p>
<p>Luísa Costa Gomes, Lisboa, 10 de Março 2011</em></p>]]></content:encoded>
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		<title>Leopoldina, salva-me!</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Mar 2011 12:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Malta mal intencionada aponta ao Miguel Sousa Tavares o pequeno lapso de se ter enganado 56 anos na libertação dos escravos e na pessoa que assinou a dita cuja. Quero admoestá-los com as imortais palavras do Conde de Abranhos quando &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/11/leopoldina-salva-me/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Malta mal intencionada aponta ao Miguel Sousa Tavares <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gFH4SWpmSUQ&#038;feature=player_embedded">o pequeno lapso</a> de se ter enganado 56 anos na libertação dos escravos e na pessoa que assinou a dita cuja. Quero admoestá-los com as imortais palavras do Conde de Abranhos quando os jornalistas contestaram a sua frase que Moçambique seria &#8216; a nossa possessão na costa ocidental de África&#8217;: &#8220;questões de latitude não mudam a política!&#8221;.<br />
As pessoas não percebem que a Leopoldina é mais do que uma pessoa, é um conceito. Não interessa nada que ela não tenha libertado os escravos em concreto. Interessa é a ideia que os escravos não conquistam a liberdade, precisam das Leopoldinas deste mundo para lhes oferecer a salvação. Fiel a este princípio da voz do dono, tantas vezes enunciados pelos comentadores de turno, vou preencher a minha folhinha em branco na manif de amanhã (que ideia mais pirosa) com a seguinte frase: &#8220;Leopoldina, salva-me!&#8221;.    </p>]]></content:encoded>
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		<title>Deus quer, o homem sonha e a Leopoldina faz</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 23:31:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A história nunca mais será a mesma desde que Miguel Sousa Tavares resolveu revelar os seus meandros. Até agora tudo nos parecia obscuro. Graças a Deus e à SIC tivemos uma epifania. Esqueçam o preconceito que os escravos conquistaram a &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/11/deus-quer-o-homem-sonha-e-a-leopoldina-faz/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história nunca mais será a mesma desde que Miguel Sousa Tavares resolveu <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gFH4SWpmSUQ&#038;feature=player_embedded">revelar</a> os seus meandros. Até agora tudo nos parecia obscuro. Graças a Deus e à SIC tivemos uma epifania. Esqueçam o preconceito que os escravos conquistaram a liberdade e que a história é feita por multidões de homens e mulheres. Tudo isso é feitiçaria aldrabona dum passado de ignorância. A escravatura acabou por única e exclusiva vontade da Leopoldina. Imaginem os pobres coitados na sanzala, no bem bom, à sombra dos direitos adquiridos, como hoje se diz, esse pai de todos os vícios&#8230; eis que chega de rompante a imperatriz Leopoldina que acaba com o regabofe escorraçando os escravos para a liberdade.<br />
Quem diz Leopoldina, diz Merkel. Esqueçam os precários, os desempregados, os trabalhadores, sobretudo esqueçam a ideia de que eles têm voto na matéria sobre o seu futuro e do seu país. A Merkel decide por eles. Só a Merkel é Deus e o Miguel Sousa Tavares, o seu profeta. Juizinho e não se manifestem no 12 de Março: a Merkel e o Sócrates não gostam.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Se queriam uma música portuguesa e respeitosa, podiam ter escolhido esta</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 00:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Levem a Carla, sff PS- O mais esticadinho não é o Ferreira Fernandes e o &#8220;S&#8221; do cinto até dá para o querido líder.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/Es-TQa03Ij8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Levem a Carla, sff</p>
<p>PS- O mais esticadinho não é o Ferreira Fernandes e o &#8220;S&#8221; do cinto até dá para o querido líder.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O filho pródigo regressa ao Jardim da Parada</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2011 00:35:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Faltam poucas horas para o acontecimento do ano. O nosso homem do Renascimento: ex-diplomata, doutorado, gastrónomo, escritor, eminente jurista, estratosférico filósofo e , como todos nós, revolucionário de pacotilha apresenta um livro. Marque já a cadeirinha. O croquete é difícil, &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/09/o-filho-prodigo-regressa-ao-jardim-da-parada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/03/Convite.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/03/Convite-520x247.jpg" alt="" title="Convite" width="520" height="247" class="aligncenter size-large wp-image-58900" /></a><br />
Faltam poucas horas para o acontecimento do ano. O nosso homem do Renascimento: ex-diplomata, doutorado, gastrónomo, escritor, eminente jurista, estratosférico filósofo e , como todos nós, revolucionário de pacotilha apresenta um livro. Marque já a cadeirinha. O croquete é difícil, mas é nosso!</p>
<p>Code dress &#8211; Casaca para os homens e chapéu para as mulheres.</p>
<p><strong>10 de Março, quinta-feira pelas 19 horas, Livraria Bulhosa em Campo de Ourique, Rua Tomás da Anunciação 68, com apresentação de Luisa Costa Gomes.</strong></p>]]></content:encoded>
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		<title>Sócrates, geração à rasca e uma pergunta do contribuinte</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Mar 2011 09:14:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto retirada do DN Estes garbosos seguranças, com ar de polícias, que nesta fotografia foram apanhados a espancar jovens que incomodaram sua excelência o secretário-geral do PS, foram pagos pelo contribuinte? A gente percebe a fúria, parece que os jovens &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/08/socrates-geracao-a-rasca-e-uma-pergunta-do-contribuinte/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/03/ng1469720.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/03/ng1469720.jpg" alt="" title="ng1469720" width="420" height="273" class="aligncenter size-full wp-image-58850" /></a><br />
<a href="http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1800868"><em>Foto retirada do DN</em></a><br />
Estes garbosos seguranças, com ar de polícias, que nesta fotografia foram apanhados a espancar jovens que incomodaram sua excelência o secretário-geral do PS, foram pagos pelo contribuinte?<br />
A gente percebe a fúria, parece que os jovens em questão eram mesmos licenciados, mas não me apetecia que estivessem a usar o dinheiro dos meus impostos para reprimir pessoas. Sou um bocadinho alérgico a isso.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os homens da luta para a Alemanha, já!</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Mar 2011 14:42:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso que não acho graça aos homens da luta. Parecem-me os gémeos da famosa Banda Almôndega. Quem já ouviu a voz estridente do José Jorge Letria, não consegue achar graça a gente que fica muito aquém da realidade. Uma das &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/07/os-homens-da-luta-para-a-alemanha-ja/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que não acho graça aos homens da luta. Parecem-me os gémeos da famosa Banda Almôndega. Quem já ouviu a voz estridente do José Jorge Letria, não consegue achar graça a gente que fica muito aquém da realidade. Uma das coisas que me chateou quando o bardo Letria foi para o PS, foi não ter continuado a cantar. Sentir-me-ia vingado se eles tivessem sofrido nos ouvidos metade do que a minha militância viveu. Claro que a letra teria de mudar: em vez de ouvirem o &#8220;quem tem medo do comunismo&#8221;, sofreriam, com os mesmos acordes, com &#8220;quem tem medo da Mota-Engil&#8221;, mas a cerimónia iniciática seria a mesma. Não há prazer sem dor.<br />
O facto de não me rir com os Homens da Luta, não me impede de ficar contente com a sua vitória. Infelizmente, é pouco provável que a Merkel seja obrigada a os ouvir, mas não deixa de ser um sinal, uma espécie de trompas de Jericó desafinadas, dos sentimentos da população.</p>
<p>P.S. &#8211; Tal como o Carlos também acho a Odete Santos a maior cómica portuguesa, mas acho que ele nunca percebeu, como o Professor Marcelo, o humor dos Gato Fedorento. Deve ser um nível de ignorância que só se atinge com o doutoramento.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Um editorial revelador</title>
		<link>http://5dias.net/2011/03/06/um-editorial-revelador/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Mar 2011 18:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabei de visitar alguns monumentos com mais de mil anos. Enquanto caminhava, ao frio, ouvia os cantos daqueles que apelavam à oração: reproduzindo as acções de milhares de pessoas que ecoam há muitas centenas de anos. Depois de atravessar o &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/06/um-editorial-revelador/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de visitar alguns monumentos com mais de mil anos. Enquanto caminhava, ao frio, ouvia os cantos daqueles que apelavam à oração: reproduzindo as acções de milhares de pessoas que ecoam há muitas centenas de anos.<br />
Depois de atravessar o Bósforo, fui à internet ler os jornais. Percebi que os Homens da Luta tinham ganho o festival da canção e tropecei no editorial do <em>Público</em>. Essas peças há muito tempo que são uma merda, mas nos tempos do José Manuel Fernandes, antes da versão levezinha e fresca do diário da Sonae, tinham uma grande virtude: eram assinados. Agora, quem escreve, escuda-se na cobardia de uma assinatura colectiva. Mas aceitemos as regras, a posição editorial desse jornal, ultrapassando os trocadilhos engraçadotes entre &#8220;paredes de vidro&#8221; e &#8220;enublado&#8221;, é que &#8220;o PCP é um anacronismo&#8221;. Não querendo comentar que com os &#8220;sucessos&#8221; da actual direcção editorial do jornal é mais provável o &#8220;moderno&#8221; <em>Público</em> fechar do que o ultrapassado PCP acabar, queria fazer notar uma coisa: é interessante que a opinião publicada dê como anacrónicos aqueles que lutam contra a exploração, num pais com mais de 11% de desemprego e que é um dos mais desiguais da Europa.<br />
Aceitemos que os pobres são anacrónicos e os ricos modernos: percebe o anónimo editorialista que é a política dos modernaços que permite a multiplicação dos arcaicos?<br />
Arcaismo, por arcaismo, mais irracional é o que aceita como normal o desemprego e a miséria.</p>]]></content:encoded>
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		<title>And Now for Something Completely Different</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 01:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando leio posts como o do Renato fico sempre com a impressão que não se pretende unir, mas ajustar contas. Parece que para a nossa esquerda, muitas vezes, mais importante do que ter razão com os outros é mostrar que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/03/04/and-now-for-something-completely-different-6/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/gb_qHP7VaZE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br />
Quando leio posts como o do Renato fico sempre com a impressão que não se pretende unir, mas ajustar contas. Parece que para a nossa esquerda, muitas vezes, mais importante do que ter razão com os outros é mostrar que os outros não têm razão. Esta tendência sectária autofágica apenas nos levou até aqui. É tempo de multiplicar protestos, defender acções comuns, mas não atacar acções diversas. Irei com o mesmo prazer ao 12 de Março e ao 19 de Março. Felizmente, vou estar fora nos próximos dias e não vou conseguir seguir esta milionésima interessantíssima polémica sectária.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Moacyr Scliar, o riso dos vencidos</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 22:14:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Morreu alguém para quem o riso tudo vingava. Posso imaginá-lo a contar uma última piada, à beira da morte, procurando desarmar o fim de tudo. Tive o privilégio de ter falado com ele algumas vezes. Em 2001, entrevistei-o em Porto &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/02/28/moacyr-scliar-o-riso-dos-vencidos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/02/MoacyrScliar1.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/02/MoacyrScliar1.jpg" alt="" title="MoacyrScliar1" width="470" height="472" class="aligncenter size-full wp-image-58170" /></a><br />
Morreu alguém para quem o riso tudo vingava. Posso imaginá-lo a contar uma última piada, à beira da morte, procurando desarmar o fim de tudo. Tive o privilégio de ter falado com ele algumas vezes. Em 2001, entrevistei-o em Porto Alegre, para a revista Ler. É costume dizer isso quando uma pessoa que admiramos morre, mas é mesmo verdade: o mundo ficou mais pobre.</p>
<p>Quem perde toda a vida pode sempre rir no fim. São assim os romances de Moacyr Scliar. Em <em>A Majestade de Xingu</em>, o médico Noel Nuts está a morrer de um cancro. O Brasil estava, também, moribundo pela acção das suas &#8220;vacas fardadas&#8221;, vulgarmente apelidadas de generais. O leito de morte está cercado de fardas e divisas. Num último estertor, Noel Nuts abre os olhos e um general solícito pergunta: &#8220;Como é que se sente?&#8221;. O médico olha e diz as suas últimas palavras: &#8220;Estou como o Brasil, na merda e cercado de generais&#8221;.<br />
O humor de Moacyr Scliar é uma vingança sobre a história do século XX. A vida do escritor é um espelho dos tempos. Nascido em 1937, filho de imigrantes judeus fugidos da Rússia czarista, Scliar milita no partido comunista na sua juventude.<br />
Sai do &#8220;partidão&#8221; desiludido, mas não zangado. Para isso contribuiram a sua entrega à medicina e a descoberta da literatura. O próprio sublinha que a psicanálise também lhe fez bem.<br />
O divã do médico tinha de estar no seu destino: judeu, ex-comunista, e que foi como o seu pai foi, um dos 18 &#8220;torcedores&#8221; do Esporte Clube Cruzeiro. Famoso clube com estádio despejado por um cemitério e que chegou a pagar os ordenados dos jogadores com jazigos perpétuos.<br />
Moacyr Scliar é um dos grandes escritores brasileiros.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O amigo americano</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Feb 2011 23:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Una vez establecido unánimemente por el Consejo de Seguridad de la ONU que Muamar Gadafi ha perdido toda legitimidad y merece acabar ante el Tribunal Internacional de La Haya, Estados Unidos se ha precipitado a entrar en contacto con las &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/02/28/o-amigo-americano/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/EE/UU/establece/contacto/rebeldes/les/ofrece/todo/tipo/ayuda/elpepuint/20110227elpepuint_11/Tes">Una vez establecido unánimemente por el Consejo de Seguridad de la ONU que Muamar Gadafi ha perdido toda legitimidad y merece acabar ante el Tribunal Internacional de La Haya, Estados Unidos se ha precipitado a entrar en contacto con las fuerzas rebeldes y a ofrecerles &#8220;cualquier clase de asistencia&#8221;, según anunció la secretaria de Estado norteamericana, Hilllary Clinton, que mañana se reunirá en Ginebra con sus colegas árabes y europeos para precisar y coordinar esa ayuda.</a></p>
<p>Os Estados Unidos que não reconhecem, para as suas violações do direito internacional, a soberania do Tribunal Internacional de Haia e que têm uma visão utilitária dos direitos humanos &#8211; veja-se o que se passa no Iraque e a sua abstenção no Conselho de Segurança durante a crise humanitária do Darfur &#8211; resolveram estender os seus braços para a Líbia. Não fosse o país um dos maiores produtores mundiais de pretróleo. É a conhecida diplomacia do sangue por petróleo, que deu espantosos resultados nos últimos anos, basta contar as centenas de milhares de mortos no Iraque.<br />
Afinal, Fidel de Castro <a href="http://www.granma.cu/portugues/reflexoes/24fevereiro-reflexoes.html">tinha razão</a> quando alertava que, <a href="http://www.granma.cu/espanol/reflexiones/22febrero-reflexiones.html">para além do comportamento do ditador (a palavra é minha) líbio, estava em causa a intervenção dos EUA nos assuntos internos de outro país</a>, como forma de criar mais um precedente, para essas ingerências humanitárias, estendê-las a outros países, quem sabe se, num futuro próximo, a Cuba e à Venezuela.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Resoluções do almoço do Soviet Supremo cá do burgo</title>
		<link>http://5dias.net/2011/02/20/resolucoes-do-almoco-do-soviet-supremo-ca-do-burgo/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 19:41:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[- Pelas alminhas, juro que vi o Badiou ao lado do Bruno Peixe Reunidos no Grande Palácio de Hong Kong, para honrarem o desvio pró-chinês de alguns dos seus elementos, os representantes do 5 dias, deliberaram pouco, almoçaram muito, mas &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/02/20/resolucoes-do-almoco-do-soviet-supremo-ca-do-burgo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/02/veteran11507_wideweb__470x3700.jpg"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/02/veteran11507_wideweb__470x3700.jpg" alt="" title="veteran11507_wideweb__470x370,0" width="470" height="370" class="aligncenter size-full wp-image-57733" /></a><br />
<em>- Pelas alminhas, juro que vi o Badiou ao lado do Bruno Peixe</em></p>
<p>Reunidos no Grande Palácio de Hong Kong, para honrarem o desvio pró-chinês de alguns dos seus elementos, os representantes do 5 dias, deliberaram pouco, almoçaram muito, mas decidiram bem. Na parte pública da reunião, a que não constava do &#8220;minuto conspirativo&#8221;, foi nomeada uma comissão das comemorações do quinto aniversário do 5 dias. O calendário dos eventos e as iniciativas serão anunciadas num futuro próximo. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Combate de blogs : censuras das arábias</title>
		<link>http://5dias.net/2011/02/20/combate-de-blogs-censuras-das-arabias/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 03:27:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/BM0s6L9EFBI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>]]></content:encoded>
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		<title>Que mil moções de censura floresçam</title>
		<link>http://5dias.net/2011/02/16/que-mil-mocoes-de-censura-florescam/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 21:59:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao contrário dos meus amigos Rui Tavares, Daniel Oliveira e Renato Teixeira eu acho muito bem que o Bloco de Esquerda tenha apresentado uma moção de censura. Parece-me acertado que o BE sinalize que, apesar de ter tido um candidato &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/02/16/que-mil-mocoes-de-censura-florescam/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário dos meus amigos Rui Tavares, Daniel Oliveira e Renato Teixeira eu acho muito bem que o Bloco de Esquerda tenha apresentado uma moção de censura. Parece-me acertado que o BE sinalize que, apesar de ter tido um candidato presidencial comum a Sócrates, condena as políticas deste governo. Outra discussão é se os comentários dos dirigentes do BE, à hipotética moção do PCP quando a qualificavam de um &#8216;frete à direita&#8217;, não foram tiros no pé, para quem, passados uns dias, apresenta uma moção de censura. Outra reflexão, porventura mais importante, é o facto que a direcção do BE não consegue respeitar os formalismos necessários para um funcionamento democrático e a maior parte das decisões serem resultado do &#8220;viu-se&#8221; entre Louçã e Fazenda. O que demonstra que a promessa do BE de inventar novas formas, mais democráticas, de militância política à esquerda, não foi, para ser simpático, totalmente conseguida.<br />
Mas isto não me impede de pensar que o BE fez bem em censurar este governo e a sua política.<br />
Passemos à parte mais substancial da polémica, o Rui e o Daniel afirmam que demitir este governo é entregar o poder a um governo pior: o do PSD. É um argumento que é parcialmente verdadeiro: infelizmente, depois deste governo seguir-se-á, provavelmente, o do PSD com uma escolha política e económica no mesmo sentido do que este. Mas aceitar este tipo de argumento é aceitar a chantagem do &#8220;voto útil&#8221;. Esta lógica conduz ao apoio cego ao PS, independentemente da sua política. Ora, o partido proprietário da sede no Rato nunca fez uma política de esquerda no governo, e este executivo de Sócrates agravou esta tendência: privatizou empresas públicas lucrativas, diminuiu os salários de quem trabalha, aprovou um código laboral gravoso, deu o máximo de negócios aos amigos, preservou os lucros dos especuladores e não fez nada que o fizesse merecer o apoio da esquerda.<br />
O Rui Tavares que na sua crónica, do Público de hoje, parece definir-se como &#8216;pragmático, institucional e engravatado&#8217;, em oposição aos &#8216;dogmáticos, populares e histriónicos&#8217; (sublinhe-se a curiosa oposição que o autor faz entre &#8216;engravatados&#8217; e &#8216;histriónicos&#8217; desde a <em>Queda de um Anjo</em> que os deputados que colocam uma roupinha tendem a ter outras ideias) conclui da seguinte forma: o facto de não haver políticas de esquerda, apesar do BE ter a certeza do que elas devem ser, não é culpa do PS, mas do BE. Provavelmente, para o eurodeputado eleito pelo BE, o governo de Sócrates não é assim tão mau, e seria muito melhor se tivesse o apoio e a participação do partido de Louçã.<br />
A minha conclusão é substancialmente diferente: Portugal precisa de uma esquerda que rompa com o socratismo, mas que se afirme como uma alternativa de poder. Isto só pode ser conseguido com uma nova força política e eleitoral que nasça da cooperação entre PCP e BE e se alargue a outros sectores de esquerda. Uma moção de censura redigida pelos dois partidos era um bom começo para esse caminho. É preciso criar uma alternativa eleitoral, política e governativa de toda a gente que se opõe às políticas dos PECs do PS, PSD e PP. Difícil? Praticamente impossível, devido ao sectarismo dos dois partidos, mas não vejo nenhuma alternativa no actual quadro democrático.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Cocó, ranheta e facada denunciam os Deolinda</title>
		<link>http://5dias.net/2011/02/08/coco-ranheta-e-facada-denunciam-os-deolinda/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 23:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O João Pinto e Castro coloca um gráfico a dizer que os licenciados portugueses têm mais acesso ao emprego do que alguns dos seus congéneres europeus. A Irene Pimentel e o maradona reagem com suspiros de adolescentes, arfando profusamente. A &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/02/08/coco-ranheta-e-facada-denunciam-os-deolinda/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O João Pinto e Castro coloca <a href="http://4.bp.blogspot.com/_eXIaUcOuVMY/TVAH5zvCobI/AAAAAAAAALk/flSU716lYWg/s1600/OCDE%2BEduca%25C3%25A7%25C3%25A3o.png">um gráfico</a> a dizer que os licenciados portugueses têm mais acesso ao emprego do que alguns dos seus congéneres europeus. A Irene Pimentel e o <a href="http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/498657.html">maradona</a> reagem com suspiros de adolescentes, arfando profusamente. A Irene Pimentel bate com o punho no peito farto e <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/2471991.html#comentarios">pede desculpa</a> por ter gostado das canções dos Deolinda. Pequeno pecado, a excelente e premiada estudiosa apesar de ser tentada com <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/2468624.html">musiquinhas duvidosas, nos táxis</a>, sabe muito e já tinha alertado os músicos para não se deixarem &#8220;instrumentalizar&#8221; pelos malandros dos esquerdistas. Músico que se preze não pode dizer mal do governo do sr. engenheiro. Fica mal.<br />
Mas vamos aos dados publicados pelo Pinto e Castro,  o gráfico não esclarece que tipo de emprego maravilhosos esses ganda manganões conseguiram, nem o tipo de vínculo contratual. Apenas que são licenciados e no momento do inquérito estão empregados. Podem ser o CEO da EDP, só há um e ganha mais do que o salário mínimo, ou os milhares de licenciados que estão a atender telefonemas em salinhas simpáticas onde se acumulam algumas centenas deles, por pouco mais que o salário mínimo. É sobre a precariedade do trabalho e a falta de qualidade dele que fala a canção em questão. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Zizek e Tariq Ramadan discutem o Egito</title>
		<link>http://5dias.net/2011/02/07/zizek-e-tariq-ramadan-discutem-o-egito/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 17:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Fanado ao grande Bruno Sena Martins]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://5dias.net/2011/02/07/zizek-e-tariq-ramadan-discutem-o-egito/"><img src="http://img.youtube.com/vi/29NffzEh2b0/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Fanado ao grande <a href="http://arrastao.org/2167145.html#comentarios">Bruno Sena Martins</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Tudo o que é solido se dissolve no ar</title>
		<link>http://5dias.net/2011/02/05/tudo-o-que-e-solido-se-dissolve-no-ar/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 14:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma pessoa de quem gosto fica triste quando ouve os Deolinda cantar: &#8220;E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar&#8221;. A mim arrepia-me a salva de palmas final de quem não esperava a &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/02/05/tudo-o-que-e-solido-se-dissolve-no-ar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pessoa de quem gosto fica triste quando ouve os <em>Deolinda</em> cantar:<a href="http://www.youtube.com/watch?v=f8lo82tXbWU"> &#8220;E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar&#8221;</a>. A mim arrepia-me a salva de palmas final de quem não esperava a canção, mas vê-se inscrito na letra. Reconhecer que esta existência não é normal é o primeiro passo para romper com uma lógica e uma política que nos amarra a vida. Há uma contradição insanável neste tempo: há cada vez mais gente com conhecimentos a quem nada deixam fazer. Tiraram-lhes o direito a trabalhar, adiam-lhes a vida até nunca mais. Essas pessoas têm o conhecimento e a vontade, mas apenas as deixam sobreviver. Até agora só se viam como gente sozinha que tinha um futuro escrito num livro de recibos. Descobriram que são muitos, muito mais do que aqueles que os escravizam. Começaram a perceber que podem ser fortes.<br />
Há muitos anos, dois jovens de 28 anos escreveram que &#8220;os proletários nada têm a perder a não ser as suas cadeias. Têm um mundo a ganhar&#8221;.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Zizek animadito</title>
		<link>http://5dias.net/2011/02/04/zizek-animadito/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 21:57:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Fanado ao Adeus Lénine]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/hpAMbpQ8J7g" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Fanado ao <a href="http://adeuslenine.blogspot.com/2011/02/zizek-first-as-tragedy-then-as-farce.html">Adeus Lénine</a></em></p>]]></content:encoded>
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		<title>O Francisco Assis que não é o santo e o &#8220;moralismo bacoco&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 14:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O líder parlamentar do PS afirmou que uma moção do BE a defender a revolta do povo egípcio era uma manifestação de &#8220;moralismo bacoco&#8221;. Já se sabia há muito que para o partido de Sócrates ter moralidade é ser bacoco. &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/02/04/o-francisco-assis-que-nao-e-o-santo-e-o-moralismo-bacoco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O líder parlamentar do PS afirmou que uma moção do BE a defender a revolta do povo egípcio era uma manifestação de &#8220;moralismo bacoco&#8221;. Já se sabia há muito que para o partido de Sócrates ter moralidade é ser bacoco. Renderam-se ao princípio da &#8220;realidade&#8221;. São a esquerda dos interesses e dos ajustes directos. Passeiam, com a mesma alegria, dos seus colegas dos bloco central, entre os corredores do poder e os assentos dos grandes negócios. A política realista não passa, para eles, de um trapolim para os gabinetes dos grandes grupos financeiros, das maiores construtoras ou das gigantescas empresas energéticas e de comunicação.<br />
A sua análise internacional decorre da sua escolha nacional. Os émulos da Terceira Via que acolheram de braços abertos os ditadores tunisno e egípcio na Internacional Socialista renderam-se ao princípio do &#8220;realismo&#8221;. Argumenta Assis que ter princípios que condenem os ditadores &#8220;não tem nenhum efeito real&#8221;,<a href="http://www.mediapart.fr/club/blog/hetre/030211/slavoj-zizek-cest-donc-maintenant-linstant-de-verite-au-sujet-de-legypte"> tal como diz Toni Blair,</a> qualquer mudança no Egito deve ser &#8220;estável&#8221; e, como tal, resultar de um acordo com os ditadores: uma espécie de alargamento da gamela da corrupção a mais uns tantos.<br />
Os discursos de Louçã e do PCP são, segundo eles, coisas de padrecos, de um moralismo atroz. Entendamo-nos, ser honesto não é equivalente a ser de esquerda &#8211; há muitos e homens e mulheres de direita que são pessoalmente honestos -, é , no entanto, preciso dizer que o regime do bloco central instalou em Portugal um capitalismo que vive à conta dos contribuintes, em que os lucros são privados e os prejuízos são públicos. Todo o capitalismo, e este em particular, gera a desonestidade. A aceitação do princípio da &#8220;realidade&#8221; é o primeiro passo no sentido de deixar de ser de esquerda. Ao contrário do que julgam esses senhores, e os seus amigos da esquerda fofinha e responsável, ser de esquerda não passa por essa aceitação da política tal como ela é, mas pelo contrário da afirmação daquilo que parece hoje impossível. É esta irredutibilidade ao presente que caracteriza aqueles que querem uma política diferente. Impossível? Talvez. Mas é a única política que vale a pena. E certamente nos impede de ser cúmplices dos Mubarak de turno. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Para a malta do Jugular cantar, o resto pode protestar</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2011 13:46:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O site AVAAZ.org sugere que as pessoas telefonem aos líderes mundiais para expressar a sua solidariedade para com o povo egípcio. Como tal, liguei hoje para o número (+351) 213 923 500 e atendeu-me uma senhora muito simpática, confirmando que &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/02/02/para-a-malta-do-jugular-cantar-o-resto-pode-protestar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/QwOU3bnuU0k" frameborder="0" allowFullScreen></iframe></p>
<p><a href="http://adeuslenine.blogspot.com/2011/02/accao-do-dia.html">O site AVAAZ.org sugere que as pessoas telefonem aos líderes mundiais para expressar a sua solidariedade para com o povo egípcio.<br />
Como tal, liguei hoje para o número (+351) 213 923 500 e atendeu-me uma senhora muito simpática, confirmando que era o gabinete do primeiro ministro de Portugal, á qual deixei as minhas preocupações.</a></p>
<p><em>Via Francisco do Adeus Lenine</em></p>]]></content:encoded>
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		<title>Não sei se é árabe, mas apetece-me</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 23:58:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A estética também pode não ser do agrado de alguns imbecis]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/4AoV9_zqDoQ" frameborder="0" allowFullScreen></iframe><br />
A estética também pode não ser do agrado de alguns imbecis</p>]]></content:encoded>
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		<title>Jornalista e blogger fala sobre a revolta no Egito</title>
		<link>http://5dias.net/2011/01/31/jornalista-e-blogger-fala-sobre-a-revolta-no-egito/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 22:31:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[In Carta Maior Hossam el-Hamalawy é um jornalista e blogueiro do site 3arabawy. Mark LeVine, professor da Universidade da Califórnia, conseguiu contactar Hossam por meio do Skype e conseguiu um informe em primeiro mão sobre os eventos que estão ocorrendo &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/01/31/jornalista-e-blogger-fala-sobre-a-revolta-no-egito/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/01/foto_mat_26282.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-56072" title="foto_mat_26282" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/01/foto_mat_26282.jpg" alt="" width="470" height="274" /></a>In <a href="http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17345">Carta Maior</a></p>
<p>Hossam el-Hamalawy é um jornalista e blogueiro do  site 3arabawy. Mark LeVine, professor da Universidade da Califórnia,  conseguiu contactar Hossam por meio do Skype e conseguiu um informe em  primeiro mão sobre os eventos que estão ocorrendo no Egito. Hossam  destaca o papel que a juventude e o movimento sindical estão  desempenhando nos protestos contra a ditadura egípcia e prevê momentos  difíceis nas relações com os EUA. &#8220;Qualquer governo realmente limpo que  chegue ao poder na região, entrará em um conflito aberto com os EUA,  porque proporá uma redistribuição racional da riqueza e terminará com o  apoio a Israel e a outras ditaduras&#8221;.</p>
<p>Mark LeVine – Al- Jazeera</p>
<p>Hossam el-Hamalawy é um jornalista e blogueiro do site <a href="http://www.arabawy.org/" target="_blank">3arabawy</a>.  Mark LeVine, professor da Universidade da Califórnia, conseguiu  contactar Hossam por meio do Skype e conseguiu um informe em primeiro  mão sobre os eventos que estão ocorrendo no Egito.</p>
<p><em>Por que foi necessária uma revolução na Tunísia para tirar os egípcios das ruas em uma quantidade sem precedentes?</em></p>
<p>No  Egito dizemos que a Tunísia foi mais um catalisador que um instigador,  porque as condições objetivas para um levantamento existiam no país e  durante os últimos anos a revolta estava no ar. Já tivemos duas  mini-intifadas, ou “mini-Tunísia” em 2008. A primeira foi um  levantamento em abril de 2008 em Mahalla, seguido por outro em Borollos,  no norte do país.</p>
<p>As revoluções não surgem do nada. Não temos  mecanicamente uma amanhã no Egito porque ontem ocorreu uma na Tunísia.  Não é possível isolar esses protestos dos quatro últimos anos de greves  de trabalhadores no Egito ou de eventos internacionais como a intifada  al-Aqsa e a invasão do Iraque pelos EUA. A eclosão da intifada al-Aqsa  foi especialmente importante porque nos anos 80 e 90 o ativismo nas ruas  havia sido efetivamente impedido pelo governo como parte da luta contra  insurgentes islâmicos. Só seguiu existindo nos campus universitários ou  nas centrais dos partidos. Mas quando estourou a intifada em 2000 e a  Al Jazeera começou a transmitir suas imagens, isso inspirou a nossa  juventude a tomar as ruas, da mesma maneira que hoje a Tunísia nos  inspira.</p>
<p><em>Como se desenvolvem os protestos?</em></p>
<p>É muito  cedo para dizer como se desenvolveram. É um milagre que continuaram  ontem depois da meia noite, apesar do medo e da repressão. A situação  chegou a um ponto em que todos estão fartos, seriamente fartos. E mesmo  que as forças de segurança consigam aplastar os protestos hoje não  poderão aplastar os que ocorrerão na próxima semana, no próximo mês ou,  mais adiante, durante este ano. Definitivamente há uma mudança no grau  de coragem do povo. O Estado usou a desculpa do combate ao terrorismo  nos anos 90 para acabar com todo tipo de dissenso no país, um truque  utilizado por todos os governos, incluindo os EUA. Mas uma vez que a  oposição formal a um regime passa das armas a protestos massivos, é  muito difícil enfrentar esse tipo de dissenso. Pode-se planejar a  liquidação de um grupo de terroristas que combate nos canaviais. Mas o  que vão fazer diante de milhares de manifestantes nas ruas? Não podem  matar a todos. Nem sequer podem garantir que os soldados o façam, que  disparem contra os pobres.<span id="more-56071"></span></p>
<p><em>Qual a relação entre eventos regionais e locais neste país?</em></p>
<p>É  preciso entender que o regional é local no Egito. No ano de 2000, os  protestos não começaram como protestos contra o regime, mas sim contra  Israel e em apoio aos palestinos. O mesmo ocorreu com a invasão dos EUA  no Iraque três anos depois. Mas uma vez que se sai para as ruas e se  enfrenta a violência do regime, a pessoa começa a se fazer perguntas:  por que Mubarak envia soldados para enfrentar os manifestantes ao invés  de enfrentar Israel? Por que exporta cimento para Israel, que o utiliza  na construção de assentamentos, ao invés de ajudar os palestinos. Por  que a política é tão brutal conosco quando só tratamos de expressar  nossa solidariedade com os palestinos de maneira pacífica? E assim os  problemas regionais como Israel e Iraque passaram a ser temas locais. E,  em poucos instantes, os manifestantes que cantavam slogans em favor dos  palestinos começaram ma fazê-lo contra Mubarak. O momento decisivo em  termos de protestos foi em 2004, quando o dissenso se tornou interior.</p>
<p><em>Na  Tunísia, os sindicatos desempenharam um papel crucial na revolução, já  que sua ampla e disciplinada organização assegurou que os protestos não  fossem sufocados facilmente. Qual o papel do movimento dos trabalhadores  do Egito no atual levantamento?</em></p>
<p>O movimento sindical egípcio  foi bastante atacado nos anos oitenta e noventa pela polícia, que  utilizou munição de guerra contra grevistas pacíficos em 1989 durante  greves nas plantas siderúrgicas e, em 1994, nas greves das fábricas  têxteis. Mas, desde dezembro de 2006, nosso país vive continuamente as  maiores e mais sustentadas ondas de ações grevistas desde 1946,  detonadas por greves na indústria têxtil na cidade de Mahalla, no delta  do Nilo, centro da maior força laboral do Oriente Médio, com mais de 28  mil trabalhadores. Começou por temas trabalhistas, mas se estendeu a  todos os setores da sociedade com exceção da polícia e das forças  armadas.</p>
<p>Como resultado dessas greves, conseguimos obter dois  sindicatos independentes, os primeiros de sua classe desde 1957, o dos  cobradores de contribuições de bens imóveis, que inclui mais de 40 mil  funcionários públicos e o dos técnicos de saúde, mais de 30 mil dos  quais lançaram mês passado um sindicato independente daqueles  controladas pelo Estado.</p>
<p>Mas é verdade que há uma diferença  importante entre nós e a Tunísia. Ainda que fosse uma ditadura, a  Tunísia tinha uma federação sindical semi-independente. Mesmo que sua  direção colaborasse com o regime, os seus membros eram sindicalistas  militantes. De modo que, quando chegou a hora das greves gerais, os  sindicatos puderam se somar. Mas aqui no Egito tempos um vazio que  pretendemos preencher rapidamente. Os sindicalistas independentes foram  alvo de uma caça ás bruxas desde que trataram de se estabelecer; já há  processos iniciados contra eles pelos sindicatos estatais e respaldados  pelo Estado, mas eles seguem se fortalecendo apesar das continuadas  tentativas de silenciá-los.</p>
<p>É certo que, nos últimos dias, a  repressão foi dirigida contra os manifestantes nas ruas, que não são  necessariamente sindicalistas. Esses protestos reuniram um amplo  espectro de egípcios, incluindo filhos e filhas da elite. De modo que  temos uma combinação de pobres e jovens das cidades junto com a classe  média e os filhos filhas da elite. Penso que Mubarak conseguiu agrupar  todos os setores da sociedade com exceção de seu círculo íntimo de  cúmplices.</p>
<p><em>A revolução tunisiana foi descrita como fortemente  liderada pela juventude e dependente para seu êxito da tecnologia das  redes sociais como Facebook e Twitter. E agora as pessoas se concentram  em torno da juventude no Egito como um catalisador importante. Trata-se  de uma “intifada juvenil” e ele poderia ocorrer sem o Facebook e outras  novas tecnologias midiáticas?</em></p>
<p>Sim, é uma intifada juvenil na  rua. A internet desempenha um papel na difusão da palavra e das imagens  do que ocorre no terreno. Não utilizamos a internet para nos organizar. A  utilizamos para divulgar o que estamos fazendo nas ruas com a esperança  de que outros participem da ação.</p>
<p><em>Como deve ter ouvido, nos  EUA, o apresentador de programas de entrevistas Glenn Beck atacou uma  acadêmica, Frances Fox Piven, por um artigo que ela escreveu chamando os  desempregados a realizar protestos massivos por postos de trabalho. Ela  recebeu inclusive ameaças de morte, algumas de pessoas sem trabalho que  parecem mais felizes fantasiando sobre usar uma de suas numerosas armas  do que lutando realmente por seus direitos. É surpreendente pensar no  papel crucial dos sindicatos no mundo árabe atual, tendo em conta as  mais de duas décadas de regimes neoliberais em toda a região, cujo  objetivo primordial é destruir a solidariedade da classe trabalhadora.  Por que os sindicatos seguiram sendo tão importantes?</em></p>
<p>Os  sindicatos sempre são o remédio mágico contra qualquer ditadura. Olhe a  Polônia, a Coréia do Sul, a América Latina ou a Tunísia. Os sindicatos  sempre foram úteis para a mobilização das massas. Faz falta uma greve  geral para derrotar uma ditadura, e hoje não há nada melhor que um  sindicato independente para fazê-lo.</p>
<p><em>Há um programa ideológico mais amplo por trás dos protestos, ou o objetivo é mesmo livrar-se de Mubarak?</em></p>
<p>Cada  um tem suas razões para sair às ruas, mas eu suponho que se nosso  levante tiver êxito e derrubarmos Mubarak aparecerão divisões. Os pobres  querem impulsionar a revolução para uma posição muito mais radical,  impulsionar a redistribuição radical da riqueza e combater a corrupção,  enquanto que os chamados reformistas querem colocar freios, pressionar  mais ou menos por mudanças “desde cima” e limitar um pouco os poderes,  mas mantendo alguma essência do Estado atual.</p>
<p><em>Qual é o papel  da Irmandade Muçulmana e como influencia o cenário atual o fato de ter  permanecido até aqui distante dos atuais protestos?</em></p>
<p>A  Irmandade sofreu divisões desde a eclosão da intifada al-Aqsa. Sua  participação no Movimento de Solidariedade à Palestina quando se  enfrentou com o regime foi desastrosa. Basicamente, cada vez que seus  dirigentes chegam a um compromisso com o regime, especialmente os  acólitos do atual guia supremo, desmoralizam seus quadros da base.  Conheço pessoalmente vários jovens que abandonaram o grupo. Alguns deles  se uniram a outros grupos, outros seguem independentes. A medida que  cresce o atual movimento de rua e os militantes da base participam,  haverá mais divisões porque a direção superior não pode justificar por  que não toma parte desse novo levante.</p>
<p><em>[N.T. Nesta  segunda-feira (31), a Irmandade Muçulmana divulgou um comunicado  rejeitando o novo governo e pedindo que prossigam as manifestações para a  queda do regime do presidente Hosni Mubarak]</em></p>
<p><em>Qual o papel dos EUA neste conflito? Como as pessoas na rua avaliam suas posições?</em></p>
<p>Mubarak  é o segundo maior beneficiário da ajuda externa dos EUA, depois de  Israel. Ele é conhecido como o capanga dos EUA na região; é um dos  instrumentos da política externa dos EUA, que implementa seu programa de  segurança para Israel e assegura o fluxo sem problemas do petróleo  enquanto mantem os palestinos confinados. De modo que não é nenhum  segredo que esta ditadura goza do respaldo de governos dos EUA desde o  primeiro dia, inclusive durante a enganosa retórica em favor da  democracia protagonizada por Bush. Por isso, não há surpresa diante das  risíveis declarações de Clinton, que mais ou menos defendiam o regime de  Mubarak, já que um dos pilares da política externa dos EUA é manter  regimes estáveis a custa da liberdade e dos direitos civis.</p>
<p>Não  esperamos nada de Obama, a quem com sideramos um grande hipócrita. Mas  esperamos que o povo estadunidense – sindicatos, associações de  professores, uniões estudantis, grupos de ativistas – se pronunciem em  nosso apoio. O que queremos é que o governo dos EUA se mantenha  completamente fora do assunto. Não queremos nenhum  tipo de apoio,  simplesmente que corte imediatamente a ajuda a Mubarak e retire o apoio a  ele, e também que se retire de todas as bases do Oriente Médio e deixe  de apoiar o Estado de Israel.</p>
<p>Em última instância fará tudo o que  for preciso para se proteger. De repente, pode adotar a retórica mais  anti-americana que se possa imaginar se isso puder ajudar a salvar sua  pele. No final das contas, está comprometido com seus próprios  interesses e se avaliar que perderá o apoio dos EUA, se voltará em outra  direção. A realidade é que, qualquer governo realmente limpo que chegue  ao poder na região, entrará em um conflito aberto com os EUA, porque  proporá uma redistribuição racional da riqueza e terminará com o apoio a  Israel e a outras ditaduras. De modo que não esperamos nenhuma ajuda  dos EUA. Só que nos deixem em paz.</p>
<p><em>(*) Mark LeVine é professor  de história na universidade da Califórnia Irvine e pesquisador  visitante sênior no Centro de Estudos do Oriente Médio na Universidade  Lund, na Suécia. Seus livros mais recentes são<br />
Heavy Metal Islam (Random House) e Impossible Peace: Israel/Palestine Since 1989 (Zed Books). </em></p>
<p><em>Fonte: <a href="http://english.aljazeera.net/indepth/features/2011/01/201112792728200271.html" target="_blank">http://english.aljazeera.net/indepth/features/2011/01/201112792728200271.html</a></p>
<p>Traduzido do inglês para o Rebelión por Germán Leyens</em></p>
<p><em>(*) Traduzido do espanhol para a Carta Maior por Marco Aurélio Weissheimer</em></p>]]></content:encoded>
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		<title>Um detective para troca-tintas</title>
		<link>http://5dias.net/2011/01/31/um-detective-para-troca-tintas/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 22:22:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[No outro dia, vi na livraria que a editora da Zita Seabra tem um policial em que a introdução reza o seguinte: &#8220;O inspector Pekkala – conhecido como «O Olho Esmeralda» – foi em tempos o mais célebre detective de &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/01/31/um-detective-para-troca-tintas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No outro dia, vi na livraria que a editora da Zita Seabra tem um policial em que a introdução reza o seguinte: &#8220;<a>O inspector Pekkala – conhecido como «O Olho Esmeralda» – foi em  tempos o mais célebre detective de toda a Rússia, o favorito do czar.  Agora, é prisioneiro dos homens a quem antes devia dar caça. À semelhança de milhões de outras almas, foi metido nos campos do Gulag,  na Sibéria, onde quase que mais valia a pena estar morto.&#8221;</a></p>
<p>Lendo com mais atenção, percebe-se que o herói do livro é um inspector da Okhrana, a polícia política do Czar. Estou em pulgas para ler a estreia de um polícial em que o herói da editora Zita Seabra será o<a href="http://www.bertrand.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=104503"> inspector Gouveia</a>. Só cá faltava.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Não se pode mudar de esquerda?</title>
		<link>http://5dias.net/2011/01/24/nao-se-pode-mudar-de-esquerda/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 19:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um protesto de operários contra o governo da República Democrática Alemã, o secretário da União dos Escritores apressou-se a justificar o governo, o que levou o dramaturgo e militante comunista Bertolt Brecht a escrever o poema &#8220;A Solução&#8221;: &#8230; <a href="http://5dias.net/2011/01/24/nao-se-pode-mudar-de-esquerda/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/01/frankfurt-bahnhof-nytimes-2005.09.04-19.26.44.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-55540" title="Image of Frankfurt Haupthbahnhof from nytimes.com (AP photo)" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2011/01/frankfurt-bahnhof-nytimes-2005.09.04-19.26.44-520x391.jpg" alt="" width="520" height="391" /></a></p>
<p>Depois de um protesto de operários contra o governo da República Democrática Alemã, o secretário da União dos Escritores apressou-se a justificar o governo, o que levou o dramaturgo e militante comunista Bertolt Brecht a escrever o poema &#8220;A Solução&#8221;:</p>
<p><em><strong>«Após a insurreição de 17 de Junho<br />
O secretário do Sindicato dos Escritores<br />
Mandou distribuir panfletos na Avenida Stalin<br />
Declarando que o povo<br />
Se tornara indigno da confiança do governo<br />
E só à custa de trabalho intenso<br />
A poderia recuperar. Não seria<br />
Mais simples então que o governo<br />
Dissolvesse o povo e<br />
Elegesse outro?»</strong></em></p>
<p>Ao ler <a href="http://www.esquerda.net/opiniao/esquerda-foi-derrotada-nas-presidenciais">as análises do Francisco Louçã </a> e ouvindo o <a href="http://www.franciscolopes.pt/intervencoes/sobre-os-resultados-das-elei%C3%A7%C3%B5es-presid%C3%AAnciais-2011-0">discurso de Francisco Lopes </a>lembro-me sempre deste poema. Quando é que percebem que não podemos estar contentes e que este é o pior resultado possível? Louçã escreve como se o BE tivesse tido a melhor estratégia para bater a direita, Lopes como se os comunistas tivessem tido uma grande vitória. Nós sabemos que isso é tudo mentira. Temos um país em crise profunda e os partidos de esquerda (PCP e BE) acantonados nas suas pequenas estratégias, a defenderem os seus míseros lugares, sem capacidade de se entenderem e , sobretudo, sem quererem juntar esforços para apresentar uma alternativa com força que combata a política neoliberal do bloco central. Estes partidos estão convertidos em máquinas de produzir e justificar derrotas. Não querem, nem ambicionam vencer. Em vez de nos quererem convencer que temos de mudar de povo, não seria melhor a esquerda começar a mudar?</p>]]></content:encoded>
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