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	<title>cinco dias &#187; Nuno Ramos de Almeida</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>O segredo da justiça de classe</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 14:10:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A histeria legislativa e mediática sobre as alegadas violações do segredo de justiça é tardia em Portugal. Só aconteceu a partir do momento que nomes conhecidos de pessoas com poder social começaram a aparecer na comunicação social. As harpias, que normalmente berram sobre o assunto, raramente se ouvem quando o denunciado é um criminoso de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A histeria legislativa e mediática sobre as alegadas violações do segredo de justiça é tardia em Portugal. Só aconteceu a partir do momento que nomes conhecidos de pessoas com poder social começaram a aparecer na comunicação social. As harpias, que normalmente berram sobre o assunto, raramente se ouvem quando o denunciado é um criminoso de delito comum. Nesses casos, é, para eles, normal e socialmente aceite que os jornais revelem tudo sobre o processo.<br />
Entendamo-nos, os criminosos pobres não têm direito ao bom nome e são normalmente condenados; os ricos têm a sorte de ter um PGR e uma directora do DCIAP que parecem achar que a sua principal função é garantir a presunção da inocência só para cidadãos VIP. A isso, soma-se que, em Portugal, nunca, até agora, foi condenada gente poderosa.<br />
O único caso que me lembro, Vale e Azevedo, só foi condenado quando deixou de ser presidente de uma colectividade da Segunda Circular.<br />
Para registo, deixo duas notícias que mostram a diferença de tratamento social:</p>
<p>1-  há umas semanas, para gaúdio arfante da socratada da blogosfera, o Público anunciou na primeira página que o processo Freeport acabava até ao fim de Março e que Sócrates não era suspeito.<br />
Hoje, o mesmo jornal vem dizer que o processo dificilmente terminará nesse prazo assoprado por Cândida Almeida, e que Sócrates está a ser investigado. Tal como na altura escrevi, os jornalistas por muito próximos que sejam de uma fonte, devem verificar uma notícia. Era normal terem visto quantas vezes prometeu a doutora Cândida Almeida que o processo seria arrumado e quantas vezes garantiu que o primeiro-ministro não era suspeito. Na notícia de hoje, o Público redime-se e confirma que a directora do DCIAP já deu, ao longo do tempo, de preferência perto de períodos politicamente relevantes, quatro datas que não aconteceram para o encerramento do processo. Sempre que o fez, a sua maior preocupação foi inocentar José Sócrates.</p>
<p>2- Ontem foi morto, pela polícia, um jovem de 30 anos. O seu crime foi ter alegadamente não respeitado uma operação Stop. Era músico, era negro e vivia em Chelas.<br />
O Correio da Manhã noticia o acontecido e no final deixa essa linda passagem:<br />
&#8220;A polícia não sabia, mas Nuno Rodrigues, 30 anos, estava referenciado por tráfico. E terá estado envolvido num recente tiroteio junto à discoteca Kremlin&#8221;.<br />
Esta passagem é obscena. Não tem fonte citada e é obviamente fornecida ao jornalista, para que a opinião pública minimize o assassinato de um jovem. O Nuno Rodrigues podia ser tudo isso, ainda assim não tinha que ser morto a tiro. Acresce que todos estes &#8220;factos&#8221; não são verdadeiros. O jovem de Chelas há muito que não tinha problemas com a justiça, não existia contra ele nenhum mandado, nem nenhuma acusação de ser responsável por um tiroteio. Certamente o jornal teria sido mais cuidadoso se a família do morto fosse poderosa e tivesse meios de processar os caluniadores.<br />
Mas sobre isso, há o silêncio do costume. Um negro morto a tiro não tem normalmente direito à justiça, nem, muito menos, que respeitem a dor da sua família.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Obediência espectáculo</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 18:56:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As revistas são, muitas vezes, a expressão dos preconceitos e tiques dos países onde são feitas. Ler uma revista de filosofia de um país anglo-saxónico ou francesa é toda uma diferença cultural. Enquanto as revistas em língua inglesa, como a Philosophy Now ou a Radical Philosophy  são publicações espartanas quase só de texto, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q1nLm6xSpz4&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Q1nLm6xSpz4&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>As revistas são, muitas vezes, a expressão dos preconceitos e tiques dos países onde são feitas. Ler uma revista de filosofia de um país anglo-saxónico ou francesa é toda uma diferença cultural. Enquanto as revistas em língua inglesa, como a <em><a href="http://www.philosophynow.org/">Philosophy Now</a></em> ou a <em><a href="http://www.radicalphilosophy.com/">Radical Philosophy </a></em> são publicações espartanas quase só de texto, as suas congéneres francesas são muito diferentes. Quando passamos as páginas da <em><a href="http://www.philomag.com/">Philosophie Magazine</a></em> estamos sempre às espera de ter nas centrais o poster da filósofa do mês,  convinientemente fotografada,  devidamente produzida e eventualmente despida.<br />
Apesar do embrulho, o número de Março tem alguns artigos que analisam e, até expressam, esta espécie de insustentável leveza da modernidade. A revista discute os malefícios da pantalha a partir de uma emissão chamada &#8220;Até onde vai a televisão?&#8221;. Um antigo jornalista da <em>Actuel</em> inventa um produto televisivo, uma espécie de <em>reality show</em> com implicações filosóficas. Neste programa é recriada a célebre experiência de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Milgram_experiment">Milgram</a>. Só que desta vez, a obediência não é garantida por cientistas, mas por uma escultural apresentadora de televisão.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/4DPXcoYxfgs&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/4DPXcoYxfgs&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><span id="more-33768"></span><br />
Recordemos que na experiência inventada pelo psicólogo Stanley Milgram eram pedidas pessoas para participarem num suposto estudo sobre &#8220;a memória e aprendizagem&#8221;, parte delas fazia a função de aluno e as outras de monitor. O estudo dizia pretender analisar o efeito dos castigos na aprendizagem. O mecanismo era muito simples,: quando o aluno falhava uma resposta, o monitor dava-lhe um choque eléctrico. Essa punição era crescentemente proporcional à repetição dos erros. Os castigos começavam por um choque de 15 volts e terminavam aos 450 volts. A partir dos 375 volts, o painel informava o monitor que o choque era potencialmente grave para o aluno. Este último era um falso voluntário, um actor contratado que fingia receber choques electricos e reagia em função desses choques. Quando os choques &#8220;atingiam&#8221; grandes voltagens os &#8220;alunos&#8221; berravam e exigiam ser libertados, chegando no fim da experiência a simular desmaios e até a morte.<br />
O Fim da experiência era determinar até onde iriam as pessoas ao infligirem dores a um seu semelhante, punindo-o por um erro sem importância. Os sujeitos da experiência (os supostos monitores) eram escolhidos em todas as camadas sociais. A experiência foi repetida em várias universidades dos EUA e envolveu centenas de pessoas. Segundo o professor Milgram, &#8220;o objectivo era determinar quando e como as pessoas desafiariam a autoridade perante um imperativo moral claro (não ferir e matar um outro ser humano)&#8221;.<br />
Nestas experiências verificou-se que dois terços das pessoas obedeciam aos cientistas e infligiam, o que eles achavam ser choques eléctricos muito graves a outra pessoa, porque um cientista, quando interrogado pelos monitores mais renitentes, lhes dizia que &#8220;a experiência tem que continuar&#8221;. Milgram verificou que um número substancial de monitores chegava a um estado em que cumpria as ordens automaticamente sem protestar.<br />
A emissão francesa, de 2009, recria este estudo dos anos 60. É criado um programa de televisão chamado<a href="http://www.dailymotion.com/video/xc63qg_la-zone-xtr%C3%AAme-teaser-3_webcam"> &#8220;La Zone Xtrême&#8221;</a>. Esta emissão tem o formato de um concurso televisivo misturado de reality show: No cenário decorre um jogo de perguntas e repostas, em que interagem concorrentes que respondem a questões e outros que os castigam, em directo, quando falham. Como na experiência de Milgram, aqueles que apanham choques são actores contratados e os concorrentes, não previamente combinados, são aqueles que dão os choques eléctricos. Em vez de um cientista a dar as ordens, temos uma apresentadora e um produtor. Na experiência dos anos 60, quase 61,5% das pessoas obedeceram aos cientistas e deram &#8220;choques  eléctricos mortais de 450 volts&#8221;. No divertimento televisivo este número chegou aos 81%!<br />
Aparentemente, melhor do que a autoridade tradicional, para condicionar o comportamento das pessoas, é o espectáculo televisivo: para quê um patrão, um general ou um bispo, se podes ter ordens da Catarina Furtado ou da Cláudia Vieira.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os ressuscitadores</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 21:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É uma tarefa difícil. Recolhemos restos de DNA e refazemos vidas antigas. O nosso trabalho é recriar todas as existências que viviam na terra. Ficamos com aquelas que eram boas. Fazemos um julgamento pelas memórias da vida levada. Uma espécie de &#8220;juizo final&#8221;, segundo um registo muito antigo que descobrimos numa escavação. A maior dificuldade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-33644" href="http://5dias.net/2010/03/10/os-ressuscitadores/milo/"><img class="alignright size-full wp-image-33644" title="milo" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/03/milo.jpg" alt="" width="475" height="941" /></a><br />
É uma tarefa difícil. Recolhemos restos de DNA e refazemos vidas antigas. O nosso trabalho é recriar todas as existências que viviam na terra. Ficamos com aquelas que eram boas. Fazemos um julgamento pelas memórias da vida levada. Uma espécie de &#8220;juizo final&#8221;, segundo um registo muito antigo que descobrimos numa escavação. A maior dificuldade deste juízo é que as coisas não foram sempre absolutas. &#8220;Matar&#8221; pode significar &#8220;assassinar&#8221; ou &#8220;resistir&#8221;. O contexto define o julgamento e condiciona a respectiva sentença. O que torna a nossa profissão muito complicada, até porque sabemos tão pouco do passado. Decidimos com os poucos registos que temos. Embora nem sempre isso seja mau: a nossa rapidez de decisão baseia-se muitas vezes na nossa ignorância. O processo nunca é final, as coisas permanecem num limbo onde é sempre possível voltar a julgar ou reenviar as vidas recriadas de volta à sala do purgatório (outra estranha expressão que retirámos de uma pedra).</p>]]></content:encoded>
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		<title>Vias de facto</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 22:21:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Zé Neves, o Ricardo Noronha e o Miguel Serras Pereira têm uma nova casa na blogosfera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Zé Neves, o Ricardo Noronha e o Miguel Serras Pereira têm uma nova <a href="http://viasfacto.blogspot.com/">casa</a> na blogosfera. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Outlet ideológico</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 14:35:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando o filho do advogado de Sócrates e um deputado indicado pelo Sócrates aplaudem um ataque de Garcia Pereira ao Ministério Público, estamos num momento mágico em que as divergência ideológicas são alteradas pelo mais puro interesse. 
Nota: estou completamente de acordo com Garcia Pereira que 5 anos é muito tempo. O único aspecto que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o filho do advogado de Sócrates e um deputado indicado pelo Sócrates <a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/3820854.html">aplaudem </a>um ataque de Garcia Pereira ao Ministério Público, estamos num momento mágico em que as divergência ideológicas são alteradas pelo mais puro interesse. </p>
<p>Nota: estou completamente de acordo com Garcia Pereira que 5 anos é muito tempo. O único aspecto que é interessante é que o caso está nas mãos dos magistrados do DCIAP há cerca de um ano e há cinco anos sob a investigação enérgica da inspectora Alice.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os assessores do fim da luta de classes</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 22:35:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já houve tempos em que os jornais tinham uma secção chamada &#8220;trabalho&#8221;. Símbolo das mudanças de correlação de forças na nossa sociedade, hoje em dia, estas secções chamam-se &#8220;empresas&#8221; ou &#8220;mercados&#8221;. Estamos num país em que os salários são considerados despesas injustificadas e os lucros dos accionistas um bem social. Os prosélitos do partido do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já houve tempos em que os jornais tinham uma secção chamada &#8220;trabalho&#8221;. Símbolo das mudanças de correlação de forças na nossa sociedade, hoje em dia, estas secções chamam-se &#8220;empresas&#8221; ou &#8220;mercados&#8221;. Estamos num país em que os salários são considerados despesas injustificadas e os lucros dos accionistas um bem social. Os prosélitos do partido do governo, que se afirmam de esquerda, repetem a lengalenga que todos os males do mundo são devidos aos sindicatos anquilosados. Para eles, a luta de classes acabou. Devemos estar todos ao lado dos patrões, como está o governo. O facto de nas empresas as pessoas terem cada vez menos direitos, o trabalho precário aumentar, o número de desempregados bater todos os recordes e a redistribuição dos rendimentos ser cada vez menos favorável a quem trabalha não tem importância nenhuma. Mais de 30 anos de governos de PS e PSD &#8211; a darem regalias aos mesmos patrões, a fazerem quem trabalha pagar todas as crises &#8211; provaram-nos que a culpa é sempre dos sindicatos.<br />
Agora a sério, depois de 30 anos de trabalho a servir os patrões os Sócrates e os aprendizes galambinhas devem estar cansados. Não é altura de se irem governar para o outro lado e de termos uma política diferente?</p>]]></content:encoded>
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		<title>6 de Março de 1921</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 17:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ecoava no mundo o bramido dos 10 dias que abalaram o mundo. Homens e mulheres livres, numa terra que não era, acreditavam que o mundo podia ser diferente. Os que trabalhavam de sol a sol tinham direito a uma vida melhor. Não era obrigatorio viver sob o jugo dos exploradores. O poder devia estar nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ecoava no mundo o bramido dos 10 dias que abalaram o mundo. Homens e mulheres livres, numa terra que não era, acreditavam que o mundo podia ser diferente. Os que trabalhavam de sol a sol tinham direito a uma vida melhor. Não era obrigatorio viver sob o jugo dos exploradores. O poder devia estar nas mãos daqueles que produziam. Aqueles que se reuniram a 6 de Março de 1921 na Associação dos Empregados de Escritório acreditavam nisso. Muitos deles deram a vida por esse ideal. O facto do mundo continuar um sítio de injustiça, não torna as ideias deles menos necessárias. Parabéns.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Novas oportunidades (urgente)</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 10:23:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[És jovem. Ambicioso.Tens a quarta classe. Adoras o Câmara Corporativa. Responde a este anúncio. 
O link foi retirado a pedido do Aventar. Tendo o Ricardo enviado este comentário:
&#8220;Caro Nuno,
Peço-te encarecidamente que retires todos os links ao Aventar. A Esoterica não desbloqueia o serviço enquanto não retirarmos o anúncio relativo ao primeiro-ministro.
Obrigado.
Ricardo Santos Pinto&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/03/03/novas-oportunidades-urgente/blogger-2/" rel="attachment wp-att-33280"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/03/blogger1-520x416.jpg" alt="" title="blogger" width="520" height="416" class="alignright size-large wp-image-33280" /></a><br />
És jovem. Ambicioso.Tens a quarta classe. Adoras o Câmara Corporativa. Responde a este anúncio. </p>
<p>O link foi retirado a pedido do Aventar. Tendo o Ricardo enviado este comentário:<br />
&#8220;Caro Nuno,<br />
Peço-te encarecidamente que retires todos os links ao Aventar. A Esoterica não desbloqueia o serviço enquanto não retirarmos o anúncio relativo ao primeiro-ministro.<br />
Obrigado.</p>
<p>Ricardo Santos Pinto&#8221;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Informação para o Pedro Marques Lopes</title>
		<link>http://5dias.net/2010/03/01/informacao-para-o-pedro-marques-lopes/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 21:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Espantosamente, levantou&#8211;se um coro de indignação contra a procuradora Cândida Almeida por ela ter admitido a possibilidade de se fazerem escutas a magistrados do Ministério Público. Numa altura em que parece que a única forma de investigação é fazer escutas, só se dermos por certo que os senhores e as senhoras do Ministério Público [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1507030&#038;seccao=Pedro Marques Lopes&#038;tag=Opini%E3o - Em Foco"> &#8220;Espantosamente, levantou&#8211;se um coro de indignação contra a procuradora Cândida Almeida por ela ter admitido a possibilidade de se fazerem escutas a magistrados do Ministério Público. Numa altura em que parece que a única forma de investigação é fazer escutas, só se dermos por certo que os senhores e as senhoras do Ministério Público são seres especiais, que estão acima de qualquer suspeita e foram escolhidos pela sua incapacidade genética de praticar crimes, é que se pode criticar as declarações da responsável do DCIAP&#8221;.</a></p>
<p>É preciso esclarecer o Pedro Marques Lopes que os magistrados podem ser escutados. Sempre puderam ser escutados. Não são, ao contrário do primeiro-ministro Sócrates, cidadãos diferentes do resto dos portugueses nessa matéria.<br />
O que acontece até aqui, em Portugal, só podia haver escutas telefónicas para crimes com uma moldura penal superior a três anos. Ora, o crime de violação do segredo de justiça tem, até agora, uma pena inferior a esses três anos. Para o Pedro Marques Lopes perceber: um cosmonauta, uma virgem, um taberneiro, um jornalista,um magistrado, um taxista e o Pedro Marques Lopes não podiam ser escutados por violação do segredo de justiça. Se, como a senhora Cândida Almeida propõe, o crime da violação do segredo de justiça for agravado no nosso Código Penal para uma pena superior a três anos de cadeia, todos podemos ser escutados.<br />
Com essa medida cheia de sentido de oportunidade, os jornalistas que investigam notícias de corrupção podem estar sob escuta, sob ordens da doutora Cândida Almeida, para não incomodarem o labor abnegado de sua excelência.<br />
Do mal o menos, até é possível que a srª. directora do DCIAP saiba, com antecedência pelas escutas, quais são os próximos passos da investigação do Freeport, deixando assim de anunciar todas as semanas que a investigação terminou e que o sr. primeiro-ministro não será arguido.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Paraíso na outra esquina 4 (remix)</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/28/paraiso-na-outra-esquina-4-remix/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 16:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Não há liberdade sem liberdade de pensar. O meu direito ao conhecimento é superior às leis dos que roubam o que é de todos”, dizia-me um hacker alemão num cenário revelador. Computadores empilhados. Canibalizados. Esventrados. Salvo do massacre das máquinas estava um velho Apple Lisa, de 1983. O Kaos Komputer Klub (KKK) é uma organização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/02/28/paraiso-na-outra-esquina-4-remix/babel-brueghel-2/" rel="attachment wp-att-33053"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/babel-brueghel-2-520x429.jpg" alt="" title="babel-brueghel-2" width="520" height="429" class="alignright size-large wp-image-33053" /></a><br />
“Não há liberdade sem liberdade de pensar. O meu direito ao conhecimento é superior às leis dos que roubam o que é de todos”, dizia-me um hacker alemão num cenário revelador. Computadores empilhados. Canibalizados. Esventrados. Salvo do massacre das máquinas estava um velho Apple Lisa, de 1983. O Kaos Komputer Klub (KKK) é uma organização de hacktivistas que tem uma sede em Kreuzberg, o bairro que eu mais gosto do lado ocidental de Berlim. Boémia, imigração e activismo misturados. “Shaken, not stirred”, dizia alguém. As pinturas da resistência curda confundem-se com palavras de ordem dos autonomistas. A história está escrita nas paredes. É possível ver os impactes de bala que restaram do assalto soviético, no lado leste, junto ao centro da cidade. Nas ruas de Kreuzberg estão ainda as pichagens, datadas do final dos anos 70, protestos contra o assassinato na prisão de Ulrike Meinhof e Andreas Baader, da Facção do Exército Vermelho.<br />
À saída do KKK (não, não são os tipos do lençol), vêmos passar um grupo de autonomistas vestidos de preto, um amigo comenta-me que o problema dos autonomistas é que não querem mudar a Alemanha, mas aprender espanhol para ir para a América Latina. Acham que é “lá” que “as coisas vão acontecer”. Distraído com a ‘movida’ do bairro onde se cruzam gente de lenço islâmico misturada com punks de crista verde, no mais puro estilo Bilal,  pergunto: “acontecer o quê?”. “A revolução”, garante-me, divertido. Gargalhada geral. Naquele ano, de 1994, tinha atravessado Cuba de carro, durante um mês, e aquilo que consegui ver foi que a revolução andava cansada. A meio da viagem, um velho disse-me : “Camaguey é o estômago de Cuba, e este estômago está vazio”. Quase a chegar à cidade de Guantánamo, falei com um camponês. A casa estava cheia de condecorações. O “Herói do trabalho” tinha várias vezes ultrapassado os recordes das colheitas de cana de açúcar. Afirmava-se estar disposto a defender a sua pátria, de armas na mão, das ameaças dos yanquis e acrescentava-me a sorrir: “o socialismo é a coisa mais bonita do mundo, funciona nos livros, infelizmente não na realidade”.<span id="more-33052"></span><br />
Viviam-se os anos do “período especial”, a União Soviética tinha acabado e Cuba estava só. Tudo faltava. O turismo era um remédio que salvava e sujava. No final do Malecon, a mítica marginal de Havana, acotovelavam-se as jiniteras, nome por que as prostitutas são conhecidas na ilha. O rum e a música misturavam-se nas ruas, as pessoas dançavam ao som dos NG La Banda e a sua música de homenagem às novas heroínas: “tú te crees la mejor, tú te crees una artista/ Porque vas en turitaxi por buena vista/ Buscando lo imposible…”<br />
Bebíamos no Malecon o rum do cartão de racionamento, bastante mais adstringente do que o do Havana Club, aniejo do Hotel Nacional. Enquanto emborcávamos as conversas multiplicavam-se. Todo o mundo ria. Gente de copos. Homens que queriam partir da ilha. Bispos. Santeiros. Membros do partido. Marginais. Médicos. Putas. Artistas. Dissidentes. Polícias. Intelectuais. Cosmonautas se os houvesse. Cuba entranha-se na pele. Todas as pessoas são geniais. Se houvesse um concurso internacional de retórica, Cuba ganhava. Não há ninguém no mundo que fale tanto. Mal. Bem. Contra o regime. Viva Fidel! Sobre a ciência. Deus. O sexo. E os anjos. As mulatas e os mulatos dançavam. Os turistas e os jornalistas abanavam-se.<br />
Recordo-me de duas entrevistas, uma do Bispo Carlos Manuel de Cespedes, salvo erro, bisneto de um dos heróis da independência de Cuba, e outra de Abel Prieto, membro do Politburo do Partido Comunista Cubano. O dirigente do partido Abel Prieto respondeu-me a todas as perguntas de uma forma apaixonada, quando lhe disse que havia pessoas que estavam descontentes e que em algumas zonas de Havana tinha havido protestos por causa dos apagones (cortes de energia), ele respondeu-me duro: “Tu acreditaste em todas essas mentiras, Nuno? Os cubanos não são cobardes, na guerra com Espanha, mais de um milhão de pessoas morreu. Se não quisessem o regime, há muito que ele teria caído. Bastava que alguém subisse acima de um palanque, para que um multidão se formasse”, e olhou-me nos olhos e afirmou: “Se abríssemos as fronteiras meio milhão fugiria, mas essa gente não tem projectos, não quer um outro país, quer viver num outro país”.<br />
O Homem da Igreja disse-me, em pura linguagem marxista, que quando um país muda de estruturas económicas, legaliza o dólar, permite actividades privadas e autoriza o investimento estrangeiro, necessariamente a super-estrutura da sociedade não vai ficar igual. Para falar verdade, passados estes anos, parece-me que tudo está diferente, embora tudo esteja igual. Como dizia o cantor: “não é o mesmo, mas é igual”.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Não se pode substituir as eleições pelas sondagens cor-de-rosa do Rui Oliveira e Costa?</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 18:58:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de uma recente sondagem da Euroexpansão garantir que o PS e Sócrates aumentava de popularidade, vieram os barómetros da Marktest e da Aximage. A queda de Sócrates e do PS é a pique. Os pobres assessores da Câmara Corporativa que salivaram com os números criativos de Rui Oliveira e Costa, encontram-se na situação daqueles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de uma recente <a href="http://5dias.net/2010/02/12/uma-saida-feliz-para-socrates/">sondagem da Euroexpansão </a>garantir que o PS e Sócrates aumentava de popularidade, vieram os barómetros da <a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1506038">Marktest</a> e da <a href="http://margensdeerro.blogspot.com/2010/02/aximage-10-13-fev-n600-tel.html">Aximage</a>. A queda de Sócrates e do PS é a pique. Os pobres assessores da Câmara Corporativa que salivaram com os números criativos de Rui Oliveira e Costa, encontram-se na situação daqueles accionistas da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Enron">Enron</a> que acreditavam na contabilidade martelada da mesma. Bem-vindos ao deserto do real.<br />
Não seria a altura de os militantes do PS pedirem o partido de volta e correrem com a clique do primeiro-ministro que caniballizou o partido para servir os seus interesses pessoais? A alternativa que escolheram parece-se demasiado com aquele tipo que se atirou de um arranha-céus e que vai dizendo: &#8216;até agora vai tudo bem´.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os primeiros a abrir os olhos no Titanic</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/27/os-primeiros-as-abrir-os-olhos-no-titanic/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 13:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo de Freitas do Amaral sobre a decisão do conveniente PGR de arquivar as certidões retiradas do processo Face Oculta acerca do plano socrático para mudar a TVI:
HOUVE OU NÃO CRIME de «atentado ao Estado de Direito»? O PGR diz que não houve, porque faz uma interpretação restritiva do conceito: para ele, só existiria tal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/02/27/os-primeiros-as-abrir-os-olhos-no-titanic/jose_socrates-c400-2/" rel="attachment wp-att-32954"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/jose_socrates-c400.jpg" alt="" title="jose_socrates-c400" width="400" height="440" class="alignright size-full wp-image-32954" /></a><br />
Artigo de Freitas do Amaral sobre a decisão do conveniente PGR de arquivar as certidões retiradas do processo Face Oculta acerca do plano socrático para mudar a TVI:</p>
<p><a href="http://www.smmp.pt/?p=7383">HOUVE OU NÃO CRIME de «atentado ao Estado de Direito»? O PGR diz que não houve, porque faz uma interpretação restritiva do conceito: para ele, só existiria tal crime (ou os respectivos actos preparatórios) se houvesse indícios de «factos adequados a pôr em causa [na sua totalidade] o Estado de Direito, apontando para a sua destruição, alteração ou subversão. E esses factos não existem».<br />
Quer dizer: o PGR não encontrou, nas escutas que ouviu, «quaisquer indícios» de um plano para substituir a democracia por uma ditadura. Ainda bem! Creio que ninguém estaria à espera de que encontrasse isso. O que é discutível &#8211; no plano teórico &#8211; é se esse é o conceito legal de «atentado ao Estado de Direito». Não caberá neste conceito a tentativa de controlar meios de comunicação social privados? Ou, pelo menos, a de silenciar as vozes mais criticas e contundentes?</a></p>
<p>Adenda: Não tinha ainda lido este <a href="http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/1502610.html">post</a> do Pedro Correia. Prova que o meu não é muito original, fica aqui a referência ao que foi escrito primeiro.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Mobilizemo-nos contra mais uma utilização abusiva do sexo na publicidade. PS: Na próxima manif homofóbica podem cantar esta&#8230;</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/27/mobilizemo-nos-contra-mais-uma-utilizacao-abusiva-do-sexo-na-publicidade-ps-na-proxima-manif-homofobica-podem-cantar-esta/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 23:27:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" id="playerBelacena939" height="395" width="442"><param name="movie" value="http://www.belacena.com/swf/playerBlog.swf?videoID=939" /><param name="quality" value="high" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><embed src="http://www.belacena.com/swf/playerBlog.swf?videoID=939" quality="high" bgcolor="#ffffff" allowscriptaccess="always" wmode="transparent" name="playerBelacena939" type="application/x-shockwave-flash" align="middle" height="395" width="442"></embed></object>            </p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Leitura obrigatória: No país dos escuteiros</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/23/leitura-obrigatoria-no-pais-dos-escuteiros/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 18:10:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Está dito: ninguém escapará às escutas!
Pensavam os magistrados estar isentos? Desenganem-se!
No futuro, quando a lei for alterada (ah, imprevidente legislador!) e permitir as escutas quanto ao crime de segredo de justiça, passará a ser assim: logo que iniciado um inquérito, o magistrado titular passará, imediatamente, a ter os telefones sob escuta, pois ele é o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogsinedie.blogspot.com/2010/02/no-pais-dos-escuteiros.html">Está dito: ninguém escapará às escutas!<br />
Pensavam os magistrados estar isentos? Desenganem-se!<br />
No futuro, quando a lei for alterada (ah, imprevidente legislador!) e permitir as escutas quanto ao crime de segredo de justiça, passará a ser assim: logo que iniciado um inquérito, o magistrado titular passará, imediatamente, a ter os telefones sob escuta, pois ele é o principal suspeito da eventual futura violação do dito segredo. Imediatamente, porque só esse procedimento preventivo poderá identificar o violador.<br />
Para tanto, abrir-se-á um inquérito, a cargo de outro magistrado do MP, que passará igualmente, e pelas razões apontadas a estar sob escuta, tal como o JIC que as autorizar.<br />
Consequentemente, abrir-se-á novo inquérito para autorizar e acompanhar as ditas escutas, cujos magistrados, pelas razões apontadas, passarão a estar sob escuta, abrindo-se novo inquérito. E assim sucessivamente. Enquanto houver magistrados disponíveis&#8230;</a></p>
<p>Nota: este post de Eduardo Maia Costa , a propósito das declarações de Cândida Almeida, só lhe falta revelar um outro aspecto que a chefe do DCIAP esqueceu-se, por modéstia, de nos prevenir: toda a gente sob escuta, menos ela o PGR e o nosso primeiro, para poderem livremente melhorar a nossa justiça e pedirem os arquivamentos dos processos que devem ser arquivados, de preferência em expedientes administrativos secretos. Tudo a bem da nação, como se dizia antigamente.</p>
<p>Segunda nota: quantas vezes Cândida Almeida já garantiu que Sócrates não seria acusado no Freeport? Quantas vezes disse que no fim do mês o inquérito estava fechado? À vigésima vez recebe como prémio uma assinatura da Meo da PT? A gente que pensava que a função dela era dirigir o DCIAP e não tentar garantir que os inquéritos não vão até ao fim.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Eu cá sou pela resistência artística</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/22/eu-ca-sou-pela-resistencia-artistica/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 14:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/J4oKXagF3IE&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/J4oKXagF3IE&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>A comédia bufa no meio da tragédia</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/21/a-comedia-bufa-no-meio-da-tragedia/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 14:40:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto do Pedro Correia é de leitura obrigatória:
Portugal está de luto. Portugal inteiro? Não: algures no Porto, a meio da tarde, um político fala aos militantes do seu partido, com direito a transmissão directa no canal público de notícias. Pura acção de propaganda, ao jeito a que este político já nos habituou. E que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto do Pedro Correia é de leitura obrigatória:<br />
<a href="http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/1484184.html">Portugal está de luto. Portugal inteiro? Não: algures no Porto, a meio da tarde, um político fala aos militantes do seu partido, com direito a transmissão directa no canal público de notícias. Pura acção de propaganda, ao jeito a que este político já nos habituou. E que diz ele? Repete que os jornalistas cometeram &#8220;crimes&#8221; ao divulgar escutas telefónicas. Proclama, como se ele próprio acreditasse nisso, que Portugal &#8220;foi dos primeiros países a sair da recessão técnica&#8221; e que &#8220;podemos esperar crescimento económico já em 2010&#8243;. Empolgado pela sua própria oratória, afirma: &#8220;Aumentámos o défice para evitar que o desemprego subisse.&#8221; Estranhamente, sem escutar um coro de gargalhadas na sala.</p>
<p>O político a que me refiro é José Sócrates. Insensível à tragédia ocorrida numa parcela do território nacional, teimou em manter o discurso aos militantes do seu partido, como se a hora não fosse de luto. Confirma-se: para ele a propaganda está sempre em primeiro lugar. Nunca conseguirei espantar-me o suficiente com a falta de sentido de Estado deste homem.</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Memória reconstruída</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 00:24:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A história da blogosfera contada pela Câncio é fascinante. Convidou toda a gente do 5 dias. Não conhecia o Daniel antes do referendo do Aborto &#8211; o tempo não perdoa, mesmo às pessoas mais espertas, esqueceu-se que trabalhou com ele no semanário Já. Finalmente, conhece de ginjeira o Abrantes. Essa parte já desconfiávamos. Acho que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história da blogosfera <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1598780.html">contada pela Câncio</a> é fascinante. Convidou toda a gente do 5 dias. Não conhecia o Daniel antes do referendo do Aborto &#8211; o tempo não perdoa, mesmo às pessoas mais espertas, esqueceu-se que trabalhou com ele no semanário Já. Finalmente, conhece de ginjeira o Abrantes. Essa parte já desconfiávamos. Acho que com algum esforço até se vai lembrar quem são os outros todos da Câmara Corporativa. </p>]]></content:encoded>
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		<title>A minha vida não é isto</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/19/a-minha-vida-nao-e-isto/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 22:32:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O João Pedro Henriques &#8211; como metade do mundo já foi do 5 dias (a outra metade eventualmente será) &#8211; vai abrir um novo blogue. Como de costume, a coisa promete. A malta cá da casa saúda, com uma lágrima no canto do olho esquerdo, um dos melhores bloggers da pátria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O João Pedro Henriques &#8211; como metade do mundo já foi do 5 dias (a outra metade eventualmente será) &#8211; vai abrir um <a href="http://aminhavidanaoeisto.blogspot.com/">novo blogue</a>. Como de costume, a coisa promete. A malta cá da casa saúda, com uma lágrima no canto do olho esquerdo, um dos melhores <em>bloggers</em> da pátria. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Adenda necessária ao programa &#8220;Novas Oportunidades&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 19:19:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta imagem está descontextualizada
&#8220;Descontextualizar&#8221;, segundo os dicionários, significa tirar do contexto. Contexto, por sua vez, quer dizer que um determinado assunto se insere num todo. Para conhecimento da chusma que vai às televisões justificar-se, &#8220;descontextualizar&#8221; não significa coisas deste tipo: &#8217;são palavras que eu disse sobre coisas que não devia ter feito&#8217; ou &#8216;conversas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/02/19/adenda-necessaria-ao-programa-das-novas-oportunidades/x435-4/" rel="attachment wp-att-32222"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/x435.jpg" alt="" title="x435" width="442" height="435" class="alignright size-full wp-image-32222" /></a><br />
<strong>Esta imagem está descontextualizada</strong></p>
<p>&#8220;Descontextualizar&#8221;, segundo os dicionários, significa tirar do contexto. Contexto, por sua vez, quer dizer que um determinado assunto se insere num todo. Para conhecimento da chusma que vai às televisões justificar-se, &#8220;descontextualizar&#8221; não significa coisas deste tipo: &#8217;são palavras que eu disse sobre coisas que não devia ter feito&#8217; ou &#8216;conversas que preferia, pela sua gravidade, que ninguém soubesse&#8217; ou, mesmo, &#8216; o sócrates vai-me bater por usar o telefone para tratar destes assuntos&#8217;.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Bufaria organizada</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 21:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As notícias do Correio da Manhã provocaram na blogosfera uma certa incomodidade. Muita gente vem falar de questões laterais &#8211; o papel político dos assessores, a naturalidade de se recorrer a eles para argumentário de campanha eleitoral &#8211; esquecendo-se do essencial. O essencial é que não é normal que um gabinete de um primeiro-ministro organize [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As notícias do Correio da Manhã provocaram na blogosfera uma certa incomodidade. Muita gente vem falar de questões laterais &#8211; o papel político dos assessores, a naturalidade de se recorrer a eles para argumentário de campanha eleitoral &#8211; esquecendo-se do essencial. O essencial é que não é normal que um gabinete de um primeiro-ministro organize um blog de assessores anónimos para atacar os <em>bloggers </em>que lhe são antipáticos na blogosfera.<br />
O Pedro Correia colocou a questão de uma forma brilhantemente clara num post:</p>
<p><a href="http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/114613.html"><strong>&#8220;Compreenderás que a real identidade das pessoas [que fazem o Câmara Corporativa] é protegida por motivos de segurança e da própria viabilidade do projecto. É, aliás, extraordinário que passado este tempo todo ainda não se saiba quem o Miguel Abrantes é, o que mostra que o cuidade que existe tem resultado. (&#8230;) O Câmara Corporativa é feito por várias pessoas que contribuem com regularidade variada. O Miguel Abrantes é o&#8230; Miguel Abrantes. E depois há outras pessoas.&#8221;</strong></p>
<p>Excerto de um e-mail de Hugo Mendes, assessor de Almeida Ribeiro, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, divulgado ontem no CM</p>
<p>Aquilo que todos já sabiam foi ontem confirmado pelo Correio da Manhã, ao longo de duas páginas assinadas por Eduardo Dâmaso, Tânia Laranjo e Manuela Teixeira: assessores e adjuntos do Governo alimentam um blogue que se especializou na calúnia, na injúria e no servilismo histérico a José Sócrates. Sempre sob a capa do anonimato: a sigla Miguel Abrantes, como surge agora confirmado no e-mail de Hugo Mendes tornado público, é uma espécie de franchising que agrupa um grupo de boys que fazem no Executivo o mesmo que o confrade Rui Pedro Soares fazia na comissão executiva da PT: fretes ao primeiro-ministro. Com o acréscimo de comodidade, para os &#8220;cooperativos&#8221;, de o fazerem a coberto do anonimato.</p>
<p>A partir de agora, diz-nos o Correio da Manhã, em cada post &#8220;cooperativo&#8221;, onde se lê &#8220;Abrantes&#8221; deverá ler-se Hugo Mendes. E Tiago Antunes, outro boy do gabinete de Almeida Ribeiro, entretanto promovido a chefe de gabinete. E André Figueiredo, assessor de Socrates no partido. E talvez o próprio Almeida Ribeiro lá faça uma perninha, reforçando os turnos de fim de semana.</a></p>
<p>Sobre a &#8220;questão Galamba&#8221; , noticiada hoje, confesso-me incomodado. Não sou amigo do João Galamba. Convidei-o para o 5 dias e ele fez o favor de ir pregar para outra freguesia sem uma palavra, mas a noticia chateia-me. Dizer que o Galamba recebeu 32 mil euros por ajuste directo, para fazer um trabalho, de poucos meses, e que parte desse tempo esteve de férias, em campanha eleitoral e em licença de casamento parece-me o comum entre os boys, mas nada de ilegal. O João Galamba, em sua defesa, afirma ter produzido um relatório desse trabalho que, diz, é público. Acho que o jornalista devia ter procurado esse relatório e avaliar com especialistas o trabalho que foi feito, antes de deixar no ar a ideia que o Galamba recebeu esse dinheiro para poder fazer campanha do PS ou, pior, que se vendeu por essa quantia.<br />
Volto a repetir, acho este governo um total nojo, implicado em muitos casos, mas defendo que se deve investigar, com tanto cuidado como se fosse a nossa avozinha.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Todos pela imbecilidade</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 00:54:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há um conjunto de beatas de sacristia, padres idosos, escutas desocupados, malucos de catequese, tipos com galões mas sem neurónios e de fachos vários que querem decidir sobre as pessoas que cada um de nós mete dentro da cama. Essa brigada do reumático promove uma manifestação contra os casamentos homossexuais. Um blogger conhecido pelo seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um conjunto de beatas de sacristia, padres idosos, escutas desocupados, malucos de catequese, tipos com galões mas sem neurónios e de fachos vários que querem decidir sobre as pessoas que cada um de nós mete dentro da cama. Essa brigada do reumático promove uma manifestação contra os casamentos homossexuais. Um <em>blogger</em> conhecido pelo seu imenso radicalismo verbal, apenas comparável pela sua imensa tolerância ao governo PS e à Câmara Municipal de Lisboa, pretende-nos <a href="http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/2010/02/tods_pela_liber.html">&#8220;provocar&#8221;</a>. Como se houvesse alguma dúvida sobre a nossa posição sobre o assunto. Em relação à parte foclórica da contra-manifestação, para dar razão às beatas e fachos e dramatizar o assunto, a minha dúvida é se tu vais de fato ou de máscara? Como é carnaval, há sempre hipótese de ires de máscara e gravata.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O elogio do sectarismo</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/17/o-elogio-do-sectarismo/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 18:56:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Futura versão impressa do 5 dias
Um blogue não é um partido nem um projecto de poder. Não tem de produzir consensos. Não precisa de criar cumplicidades para chegar ao governo. Falando sinceramente, até os partidos deviam ter preocupações de não fazerem programas plasticina e de não terem permanentemente a cenoura dos votos à frente da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-32037" href="http://5dias.net/2010/02/17/o-elogio-do-sectarismo/tnpg_168_09_01/"><img class="alignright size-large wp-image-32037" title="tnpg_168_09_01" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/tnpg_168_09_01-402x520.jpg" alt="" width="402" height="520" /></a><br />
<em>Futura versão impressa do 5 dias</em></p>
<p>Um blogue não é um partido nem um projecto de poder. Não tem de produzir consensos. Não precisa de criar cumplicidades para chegar ao governo. Falando sinceramente, até os partidos deviam ter preocupações de não fazerem programas plasticina e de não terem permanentemente a cenoura dos votos à frente da boca. Os subsídios governamentais medem-se pelas eleições, a vida não. Há ideias que são justas, mesmo não sendo eleitoralmente populares. As ideias têm de fazer o seu caminho. Muitas delas podem não vencer mas merecem ser defendidas.<br />
Voltando aos blogues e a este blogue em particular, lamento a saída do Zé Neves, do Ricardo Noronha, do Miguel Serras Pereira e do João Branco do 5 Dias. Nada têm a ver com sectarismo colectivo, mas com a total ausência dele. Ao contrário do Arrastão, nós não temos como regra não discutirmos os <em>posts</em> dos outros. Aqui ninguém manda na opinião dos outros. Por vezes, a discussão é dura e torna-se, infelizmente, pouco salutar. São os problemas de um blogue plural em que todos têm direito a defender as suas opiniões, às vezes com muita paixão.<br />
Num texto célebre sobre política e ciência, Weber distinguia os juízos de facto dos juízos de valor. Afirmava que todos os cientistas têm os seus valores, mas quando fazem ciência têm de exercê-la no quadro de um método. Para ele, a ciência e a política são irredutíveis uma à outra. Na política, dizia Weber que a verdade a existir não está provado que se encontre na média entre os extremos. Ela pode bem encontrar-se nos extremos. Não há sobre isso nenhum método científico, muito menos um cálculo oportunístico que a defina.<br />
Tudo isto para dizer que falta sectarismo nos blogues, falta gente que dê a sua opinião sem cálculos para agradar aos mandantes de turno. Fazem falta opiniões claras e extremadas que enriqueçam a nossa vida e inteligência. Espero que o Zé, o Ricardo, o Miguel e o João continuem a fazer ouvir a sua voz. Certamente, que os <em>bloggers</em> do 5 dias vão continuar a escrever a sua opinião, por mais que não agrade ao grande geógrafo das fronteiras da esquerda. Uma espécie de capilé da social democracia. É docinho e serve para casamentos e baptizados. Anima qualquer festa.</p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Sentiu um turbilhão de emoções?&#8221;</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/15/sentiu-um-turbilhao-de-emocoes/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 20:50:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Banksy
Pergunta de Rodrigo Guedes de Carvalho ao vencedor dos ídolos, convertido em entrevistado principal do Jornal da Noite. Estou comovido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/02/15/sentiu-um-turbilhao-de-emocoes/riotcoppers/" rel="attachment wp-att-31850"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/riotcoppers-520x322.gif" alt="" title="riotcoppers" width="520" height="322" class="alignright size-large wp-image-31850" /></a><br />
<em>Banksy</em></p>
<p>Pergunta de Rodrigo Guedes de Carvalho ao vencedor dos ídolos, convertido em entrevistado principal do Jornal da Noite. Estou comovido.</p>]]></content:encoded>
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		<title>As limitações dos &#8220;portugueses honrados&#8221;</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/15/as-limitacoes-dos-portugueses-honrados/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 20:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Banksy
É um facto positivo que haja gente de todos os quadrantes que está indignada com a desonestidade do poder socratista não altera uma coisa fundamental: a desonestidade não é filha única. Não é por acidente que Sócrates se encontra no governo. O capitalismo português, que desenvolveu-se durante estes anos de bloco central, tem características muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/02/15/as-limitacoes-dos-portugueses-honrados/monkey_parliament2/" rel="attachment wp-att-31853"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/monkey_parliament2-520x312.jpg" alt="" title="monkey_parliament2" width="520" height="312" class="alignright size-large wp-image-31853" /></a><br />
<em>Banksy</em></p>
<p>É um facto positivo que haja gente de todos os quadrantes que está indignada com a desonestidade do poder socratista não altera uma coisa fundamental: a desonestidade não é filha única. Não é por acidente que Sócrates se encontra no governo. O capitalismo português, que desenvolveu-se durante estes anos de bloco central, tem características muito especiais: privatiza lucros e nacionaliza prejuízos. À sombra do Estado, expropriado pelos interesses privados, cresceram grandes empresas que fazem negócios à conta do erário público e que empregam ex-ministros e futuros ministros. Entendamo-nos, se o governo não fosse de Sócrates outra criatura da raça dos Dias Loureiros ou dos Jorge Coelhos estaria no poder de turno. O derrube deste governo atolado em escândalos tem o efeito positivo de ser uma contestação aos sintomas do capitalismo português, mas não vai à raiz do mal desta sociedade corrupta e desigual.<br />
As alternâncias de direita que se preparam afirmam que a raiz do mal está em existirem empresas públicas e empresas com participação estatal. A solução que propõem é vender tudo, por meia duzia de patacos, aos seus amigos. De resto tudo ficava igual, as grandes obras públicas, os investimentos na saúde, na educação, seriam dados aos mesmos empresários de sempre, a diferença é que em vez de haver um conjunto de bens comuns na posse do Estado, essa riqueza seria cedida ao desbarato. Existem outras soluções: uma esquerda que se preze deve exigir que a energia, a água, a saúde, as comunicações, a educação, e parte das finanças tenham que responder ao interesse comum. Sejam empresas com objectivos públicos e não a simples maximização do lucro.<br />
Mesmo na comunicação social, o Estado deve ter meios de comunicação que devem ser geridos por grupos diversificados de jornalistas, em alternativa aos meios privados. Os meios privados e os sociais devem responder a um caderno de encargos sério e ser fiscalizados por uma entidade credível e não uma excrescência do poder, como é a ERC. Só assim será possível garantir a pluralidade da informação, tão necessária para uma democracia a sério.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os heróis do inferno</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/15/os-herois-do-inferno/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 19:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Banksy
Les héros de l&#8217;enfer é um livro interessante, mas não é bem um livro. Passadas as 200 páginas não se encontra a obra que Mike Davis ia escrever, sobre a galáxia do terrorismo revolucionário de 1878 a 1932, que todos parecem comentar. É como se Borges tivesse ditado a lógica da edição destas folhas. Todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-31837" href="http://5dias.net/2010/02/15/os-herois-do-inferno/heroisdoinferno/"><img class="alignright size-large wp-image-31837" title="Heroisdoinferno" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/Heroisdoinferno-520x339.jpg" alt="" width="520" height="339" /></a><br />
<em>Banksy</em></p>
<p><a href="http://www.editionstextuel.com/index.php?cat=020363&#038;id=328">Les héros de l&#8217;enfer</a> é um livro interessante, mas não é bem um livro. Passadas as 200 páginas não se encontra a obra que Mike Davis ia escrever, sobre a galáxia do terrorismo revolucionário de 1878 a 1932, que todos parecem comentar. É como se Borges tivesse ditado a lógica da edição destas folhas. Todos analisam uma obra real, porque completamente imaginária. Supostamente, esta obra abordaria as relações entre o &#8220;terrorismo&#8221; do passado e de hoje. Ajudar-nos-ia a compreender esta chama que não se extingue. Apesar desta ausência, encontram-se aqui uma série de textos interessantes, como <a href="http://www.muse.uq.edu.au/login?uri=/journals/radical_history_review/v085/85.1wiener.pdf">a entrevista de Mike Davis à Radical History Review, em 2003</a>, a introdução de Daniel Bensaid e alguns texto de Davis sobre as revoltas urbanas em França de Los Angeles.<br />
O livro mostra a força de uma tempestade que em poucas dezenas de anos assassinou reis, generais, poderosos em todas as latitudes do planeta (o assassinato de D. Carlos encontra-se nesta cronologia). A explosão de revoltas inscreve-se, segundo alguns autores, na passagem de um certo milenarismo rural, dos rebeldes primitivos de Hobsbawn, num novo milenarismo das revoltas urbanas. Um conjunto de ensaios interessantes para se conhecer um passado que não está enterrado, na sua violência e contradições. Ao princípio era o verbo e nada melhor do que as palavras de Marx, na Recensão dos Conspiradores d&#8217;A. Chenu, que abrem este livro, para colocar o problema:<br />
&#8220;São alquimistas da revolução, partilham com os alquimistas de antanho a confusão das ideias e o espírito cheio de ideias fixas. Precipitam-se sobre invenções supostamente capazes de conseguir prodígios revolucionários: bombas incendiárias, máquinas infernais de efeitos mágicos, disturbios que, esperam eles, sejam tanto mais milagrosos e surpeendentes quanto menos fundamentos racionais tenham&#8221;.<br />
De qualquer forma, este livro não deixa de ser uma homenagem a aqueles homens e mulheres que transcender a atomização e a impotência por um grito de violência. Como se fosse possível mudar a história por um simples gesto de desespero. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Marinho e Galamba a mesma luta!</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/15/jornalismo-de-excelencia-do-heroi-do-filosofo-deputado/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 02:15:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[João Galamba cita o inefável bastonário da Ordem dos Advogados, um homem a quem, decerto, elogiará a verve, a frontalidade e a elegância intelectual. Aqui ficam algumas frases fortes do herói do Galambinha:
&#8220;O jornalismo português tem vindo a degradar-se por falta de referências éticas. Hoje, tudo vale para obter informações, incluindo o recurso a &#8220;bufos&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1584031.html">João Galamba cita o inefável bastonário da Ordem dos Advogados</a>, um homem a quem, decerto, elogiará a verve, a frontalidade e a elegância intelectual. Aqui ficam algumas frases fortes do herói do Galambinha:</p>
<p>&#8220;O jornalismo português tem vindo a degradar-se por falta de referências éticas. Hoje, tudo vale para obter informações, incluindo o recurso a &#8220;bufos&#8221;. Nos tempos do Estado Novo usava-se esse termo para designar as pessoas que davam informações à polícia política sem que ninguém desconfiasse delas. Geralmente eram até da confiança das vítimas. Faziam delação às escondidas, por dinheiro ou simplesmente para tramar os visados. Agora continua-se a denunciar pessoas a quem as possa tramar. Os &#8220;bufos&#8221; são os informadores privilegiados dessa nova polícia de costumes em que se transformaram certos órgãos de informação de Lisboa.&#8221;</p>
<p>Interessantes conclusões. Aconselho o deputado filósofo a ler as crónicas do jornalista e advogado Marinho Pinto, vertidas no Diário do Centro e datadas do ano 2000, para ver a qualidade do jornalismo praticado, com o qual João Galamba certamente se identificará na deontologia e no estilo contido:<br />
<a href="http://rogeriobarroso.spaces.live.com/Blog/cns!A1B310A597D4023A!1418.entry"><br />
«DINHEIRO DE MACAU»</p>
<p>Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo chefiado por MÁRIO SOARES, ROSADO CORREIA, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos. *A proveniência do** dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, ANTÓNIO **VITORINO, *foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora. Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso EMAUDIO (e o célebre fax de Macau) é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista. MENANO DO AMARAL chegou a ser responsável pelas finanças do PS e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ou seja, pela angariação de fundos no estrangeiro.<br />
(&#8230;&#8230;)</p>
<p>FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS<br />
A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal. Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos. SÓ O GOVERNO, DE UMA SÓ VEZ DEU-LHE 500 MIL CONTOS E A CÂMARA DE LISBOA, PRESIDIDA PELO SEU FILHO, DEU-LHE UM PRÉDIO NO VALOR DE CENTENAS DE MILHARES DE CONTOS. Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado. </p>
<p></a><br />
Estamos, de facto, perante um homem que pode dar lições de deontologia a todos os jornalistas que investigam os vários casos que animam o passado e o presente de José Sócrates</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os beneméritos</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/14/os-benemeritos/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 15:07:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem mandou os SMS da manif Fonte Luminosa, vai uma apostinha?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.telecom.pt/InternetResource/PTSite/PT">Quem mandou</a> os SMS da manif Fonte Luminosa, vai uma apostinha?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Admirável mundo novo</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/13/admiravel-mundo-novo-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 10:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo uma apoiante de Sócrates a revelação de emails privados de jornalistas do Público não é crime, coisa que faz o sempre expedito e voluntarista deputado Galamba salivar. Parece que a única coisa que é crime neste país é investigar os muitos casos que José Sócrates está envolvido. Em vez de lerem o Câmara Corporativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/02/13/admiravel-mundo-novo-2/blindness/" rel="attachment wp-att-31670"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/blindness-520x375.jpg" alt="" title="blindness" width="520" height="375" class="alignright size-large wp-image-31670" /></a><br />
Segundo uma apoiante de Sócrates<a href="http://defenderoquadrado.blogs.sapo.pt/616040.html"> a revelação de emails privados de jornalistas do Público não é crime,</a> coisa que faz o sempre expedito e voluntarista deputado <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1580950.html">Galamba salivar</a>. Parece que a única coisa que é crime neste país é investigar os muitos casos que José Sócrates está envolvido. Em vez de lerem o Câmara Corporativa repetidamente, para decorarem a ordem de serviço, já meditaram que são casos a mais? Dito de uma forma mais simples, sendo pessoas inteligentes, já tentaram pensar?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Não é o navio que esta a ir ao fundo, isto é um submarino. Rosa, por sinal</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 11:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos blogues mais bem escritos alinhados com o governo inventou uma nova corrente artística: o irrealismo socratista. Não viu nada, não vê nada, não verá nada. Como de costume, para os últimos fieis, a realidade é que se engana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos blogues mais bem escritos alinhados com o governo inventou uma nova corrente artística: o irrealismo socratista.<a href="http://daliteratura.blogspot.com/2010/02/cade-historia.html"> Não viu nada, não vê nada, não verá nada.</a> Como de costume, para os últimos fieis, a realidade é que se engana. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Avô cantigas</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 01:20:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;A imaginação fértil de um agente local do Ministério Público conseguiu ver numas conversas telefónicas (aliás ilegalmente registadas) um execrando plano de controlo de uma estação de televisão por parte do primeiro-ministro, apesar de ele nem sequer participar em tais conversas&#8221;.
Vital Moreira
O facto de ser doutor de Coimbra, na expressão de Almeida Santos, não o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/02/12/avo-cantigas/pinocchio-and-gepetto/" rel="attachment wp-att-31556"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/pinocchio-and-gepetto-520x363.jpg" alt="" title="pinocchio-and-gepetto" width="520" height="363" class="alignright size-large wp-image-31556" /></a><br />
<a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2010/02/o-plano.html">&#8220;A imaginação fértil de um agente local do Ministério Público conseguiu ver numas conversas telefónicas (aliás ilegalmente registadas) um execrando plano de controlo de uma estação de televisão por parte do primeiro-ministro, apesar de ele nem sequer participar em tais conversas&#8221;.</a><br />
<em>Vital Moreira</em></p>
<p>O facto de ser doutor de Coimbra, na expressão de Almeida Santos, não o devia inibir de saber o mínimo da sua área de estudo. O que são &#8216;conversas telefónicas ilegalmente registadas&#8217;? São aquelas que não são autorizadas por um juiz. Estas foram. Já sabemos que tem uma relação complicada com a verdade, escusava de ter abandonado a inteligência quando entrou no PS. É um caso de corrupção neuronal pelo poder. O que é pena.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Uma saída feliz para Sócrates</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 00:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O barómetro, desta semana, da Eurosondagem, dirigida por Rui Oliveira e Costa, é a peça mais divertida que já li. O PS sobe de popularidade na sondagem, Sócrates sobe, o Ministério Público, comandado pelo PGR, sobe, os juizes, capitaneados por Noronha do Nascimento, sobem também na apreciação dos portugueses. Se tudo correr mal a este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O barómetro, desta semana, da Eurosondagem, dirigida por Rui Oliveira e Costa, é a peça mais divertida que já li. O PS sobe de popularidade na sondagem, Sócrates sobe, o Ministério Público, comandado pelo PGR, sobe, os juizes, capitaneados por Noronha do Nascimento, sobem também na apreciação dos portugueses. Se tudo correr mal a este governo, Sócrates pode sempre emigrar para o país sondado por Rui Oliveira e Costa. A Tangolândia?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Alfabetização de adultos</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/11/alfabetizacao-de-adultos-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 19:58:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguém explica ao líder parlamentar do PS, Francisco Assis, que as escutas publicadas, na semana passada, no Sol não são ilegais.  Só as escutas com Sócrates foram anuladas pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, as outras foram legalmente autorizadas. Muito devagar para perceberem no grupo parlamentar do PS: as escutas não são ilegais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém explica ao líder parlamentar do PS, Francisco Assis, que as escutas publicadas, na semana passada, no Sol não são ilegais.  Só as escutas com Sócrates foram anuladas pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, as outras foram legalmente autorizadas. Muito devagar para perceberem no grupo parlamentar do PS: as escutas não são ilegais, já a actuação do primeiro-ministro tem muito que se lhe diga, tirando para o Pinto Monteiro, claro.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Desobediência Civil</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 19:38:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Posto aqui o apelo do Joaquim Vieira (apesar de não saber se o Arrastão o acha suficientemente de esquerda):
 &#8220;Chegou o momento de desobediência civil dos jornalistas&#8221;
Joaquim Vieira, ex-provedor do Público e presidente do Observatório de Imprensa, considera que as escutas do semanário &#8220;Sol&#8221; devem ser publicadas e que os jornalistas não devem ceder às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Posto aqui o apelo do Joaquim Vieira (apesar de não saber se o Arrastão o acha suficientemente de esquerda):<br />
 &#8220;Chegou o momento de desobediência civil dos jornalistas&#8221;<br />
<a href="http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&#038;id=409789">Joaquim Vieira, ex-provedor do Público e presidente do Observatório de Imprensa, considera que as escutas do semanário &#8220;Sol&#8221; devem ser publicadas e que os jornalistas não devem ceder às intimações judiciais. Em causa estão princípios como o direito à informação e o interesse público, defende. </a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Virtudes da legalidade</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 18:34:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A vantagem de não terem sido autorizadas as escutas de Sócrates, é que só hoje sabemos da providência cautelar de Rui Pedro Soares. Caso isso não fosse assim, a semana passada, já tinhamos lido as ordens do chefe no Sol.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vantagem de não terem sido autorizadas as escutas de Sócrates, é que só hoje sabemos da <a href="http://www.meiosepublicidade.pt/2010/02/11/administrador-da-pt-interpoe-providencia-cautelar-ao-sol/">providência cautelar</a> de Rui Pedro Soares. Caso isso não fosse assim, a semana passada, já tinhamos lido as ordens do chefe no Sol.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A função social do 5 dias</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 12:36:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O nosso papel de promotor da dignidade de estadista, de certas pessoas, reforça-se. Normalmente, os nossos posts permitem-lhe mostrar a faceta responsável e a capacidade de construir pontes plenas de potencialidades com o PS. Uma espécie de socratismo de face humana. Desta vez, fizemo-lo descobrir a esquerda e a luta dos trabalhadores. Os amigos são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O nosso papel de promotor da dignidade de estadista, de certas pessoas, reforça-se. Normalmente, os nossos posts permitem-lhe mostrar a faceta responsável e a capacidade de construir pontes plenas de potencialidades com o PS. Uma espécie de socratismo de face humana. Desta vez, fizemo-lo descobrir a esquerda e <a href="http://arrastao.org/sem-categoria/deste-lado-da-luta/">a luta dos trabalhadores</a>. Os amigos são para as ocasiões. Daniel, qualquer dia estás a cantar fado como o povo e a ir aos mercados cumprimentar as peixeiras.</p>
<p>Agora vou sair, a exemplo do Vasco Barreto, o Daniel convenceu-me a ir à manif.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Daniel Bensaïd: Potências do comunismo</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 21:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O último artigo de Bensaid, publicado e traduzido pelo site brasileiro Carta Maior
Num artigo de 1843 sobre “os progressos da reforma social no continente”, o jovem Engels (20 anos) via o comunismo como “uma conclusão necessária que se é claramente obrigado a tirar a partir das condições gerais da civilização moderna”. Um comunismo lógico em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-31427" href="http://5dias.net/2010/02/10/daniel-bensaid-potencias-do-comunismo/sonhos/"><img class="alignright size-large wp-image-31427" title="sonhos" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/sonhos-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /></a></p>
<p><strong>O último artigo de Bensaid, publicado e traduzido pelo site brasileiro <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?idioma_id=1&amp;alterarHomeAtual=1&amp;home=S">Carta Maior</a></strong></p>
<p>Num artigo de 1843 sobre “os progressos da reforma social no continente”, o jovem Engels (20 anos) via o comunismo como “uma conclusão necessária que se é claramente obrigado a tirar a partir das condições gerais da civilização moderna”. Um comunismo lógico em resumo, produto da revolução de 1830, na qual os operários “voltaram às fontes vivas e ao estudo da grande revolução e se apoderaram vivamente do comunismo de Babeuf”. Para o jovem Marx, em troca, este comunismo não era ainda mais do que “uma abstração dogmática”, uma “manifestação original do princípio do humanismo”. O proletariado nascente havia “se jogado nos braços dos doutrinários de sua emancipação”, das “seitas socialistas”, e dos espíritos confusos que “divagam como humanistas” sobre “o milênio da fraternidade universal” como “abolição imaginária das relações de classe”.</p>
<p>Antes de 1848, este comunismo espectral, sem programa preciso, estava presente na atmosfera do tempo sob as formas “pouco polidas” das seitas igualitárias ou dos sonhos icarianos. No entanto, já então a superação do ateísmo abstrato implicava um novo materialismo social que não era outra coisa que o comunismo. “Assim como o ateísmo, enquanto negação de Deus, é o desenvolvimento do humanismo teórico, também o comunismo, enquanto negação da propriedade privada, é a reivindicação da vida humana verdadeira”. Longe de todo anticlericalismo vulgar, este comunismo era “o desenvolvimento de um humanismo prático”, para o qual não se tratava já só de combater a alienação religiosa, mas sim a alienação e a miséria sociais reais de onde nasce a necessidade da religião.</p>
<p>Da experiência fundadora de 1848 &#8211; ano que marca a primeira publicação do Manifesto Comunista, de Marx &#8211; à experiência da Comuna de Paris (1871), o “movimento real” que busca abolir a ordem estabelecida tomou forma e também força, dissipando as “loucuras sectárias” de então e expondo ao ridículo “o tom de oráculo da infalibilidade científica”. Dito de outra forma, o comunismo, que foi primeiramente mais um estado de espírito ou um, por assim dizer, “comunismo filosófico”, encontrava finalmente a sua forma de expressão política. Em um quarto de século, concretizou-se a sua mudança: de seus modos iniciais de aparição, de caráter filosófico e utópico, à sua forma política, por fim encontrada: a da emancipação.<span id="more-31426"></span></p>
<p>1. As palavras da emancipação não saíram incólumes das tormentas do século passado. Pode-se dizer delas, como dos animais da fábula, que não morreram todas, mas que todas foram gravemente feridas. “Socialismo”, “revolução”, “anarquia” não estão em situação muito melhor que “comunismo”. O socialismo implicou-se no assassinato de Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo, nas guerras coloniais e colaborações governamentais até o ponto de perder todo o conteúdo à medida que ganhava em extensão. Uma metódica campanha ideológica conseguiu identificar, aos olhos de muitos, a revolução com a violência e o terror. Mas, de todas as palavras ontem portadoras de grandes promessas e sonhos de futuro, a do comunismo foi a que sofreu maior dano, por causa de sua captura pela razão burocrática do Estado e sua submissão a um empreendimento totalitário. Resta saber se, entre todas essas palavras feridas, há algumas que vale a pena reparar e pôr de novo em movimento.</p>
<p>2. É necessário para isso pensar o que ocorreu com o comunismo do século XX. A palavra e a coisa não podem ficar fora do tempo das provas históricas a que foram submetidos. O uso massivo do título “comunista” para designar o Estado liberal autoritário chinês pesará muito mais durante longo tempo, aos olhos da grande maioria, do que os frágeis brotos teóricos e experimentais de uma hipótese comunista. A tentação de subtrair um inventário histórico crítico conduziria a reduzir a idéia comunista a “invariantes” atemporais, a fazer dela um sinônimo das idéias indeterminadas de justiça ou de emancipação, e não a forma específica da emancipação na época da dominação capitalista. A palavra perde então em precisão política o que ganha em extensão ética ou filosófica. Uma das questões cruciais é saber se o despotismo burocrático é a continuação legítima da Revolução de Outubro ou o fruto de uma contra-revolução burocrática, verificada não só pelos processos, as purgas, as deportações massivas, mas também pelas convulsões dos anos 30 na sociedade e no aparato de Estado soviético.</p>
<p>3. Não se inventa uma nova palavra por decreto. O vocabulário se forma com o tempo, por meio de usos e experiências. Ceder à identificação do comunismo com a ditadura totalitária stalinista seria capitular diante dos vencedores provisórios, confundir a revolução e a contra-revolução burocrática, e fechar assim o capítulo das bifurcações, o único aberto à esperança. E seria cometer uma irreparável injustiça para com os vencidos, todas as pessoas, anônimas ou não, que viveram apaixonadamente a idéia comunista e que a vivenciaram contra suas caricaturas e falsificações. Vergonha daqueles que deixaram de ser comunistas ao deixar de ser stalinistas e que só foram comunistas enquanto foram stalinistas! (1)</p>
<p>4. De todas as formas de nomear “ao outro” necessário e possível do capitalismo imundo, a palavra comunismo é que conserva maior sentido histórico e carga programática explosiva. É a que evoca melhor o comum da partilha e da igualdade, o funcionamento comum do poder, a solidariedade frente ao cálculo egoísta e à concorrência generalizada, a defesa dos bens comuns da humanidade, naturais e culturais, a extensão aos bens de primeira necessidade de um espaço de gratuidade (desmercantilização) dos serviços, contra a rapina generalizada e a privatização do mundo.</p>
<p>5. É também o nome de uma medida diferente da riqueza social daquela da lei do valor e da avaliação mercantil. A competição “livre e não falseada” repousa sobre “o roubo do tempo de trabalho do outro”. Pretende quantificar o inquantificável e reduzir a sua miserável medida comum, mediante o tempo de trabalho abstrato, a incomensurável relação da espécie humana com as condições naturais de sua reprodução. O comunismo é o nome de um critério diferente de riqueza, de um desenvolvimento ecológico qualitativamente diferente da corrida quantitativa pelo crescimento. A lógica da acumulação do capital exige não só a produção para o lucro e não para as necessidades sociais, mas também “a produção de novo consumo”, a ampliação constante do círculo do consumo “mediante a criação de novas necessidades e pela criação de novos valores de uso”&#8230; “Daí a exploração da natureza inteira” e “a exploração da terra em todos os sentidos”. Esta desmedida devastadora do capital funda a atualidade de um eco-comunismo radical.</p>
<p>6. A questão do comunismo é primeiro, no Manifesto Comunista, a da propriedade: “Os comunistas podem resumir sua teoria nesta fórmula única: supressão da propriedade privada” dos meios de produção e de troca; não confundir com a propriedade individual dos bens de uso. Em “todos os movimentos, põem na frente a questão da propriedade, seja qual for o grau de evolução que tenha atingido, como a questão fundamental do movimento”. Dos dez pontos que concluem o primeiro capítulo, sete concernem às formas de propriedade: a expropriação da propriedade latifundiária e a vinculação da renda da terra aos gastos do Estado; a instauração de uma tributação fortemente progressiva; a supressão da herança dos meios de produção e de troca; o confisco dos bens dos emigrados rebeldes; a centralização do crédito em um banco público; a socialização dos meios de transporte e a construção de uma educação pública e gratuita para todos; a criação de manufaturas nacionais e a ocupação (para plantio) das terras sem cultivar. Estas medidas tendem todas elas a estabelecer o controle da democracia política sobre a economia, a primazia do bem comum sobre o interesse egoísta, do espaço público sobre o espaço privado. Não se trata de abolir toda forma de propriedade, mas sim “a propriedade privada de hoje, a propriedade burguesa”, o “modo de apropriação” fundado na exploração de uns pelos outros.</p>
<p>7. Entre dois direitos, o dos proprietários apropriarem-se dos bens comuns, e o dos despossuídos à existência, “é a força que decide”, diz Marx. Toda a história moderna da luta de classes, da guerra dos camponeses na Alemanha às revoluções sociais do século passado, passando pelas revoluções inglesa e francesa, é a história deste conflito. Resolve-se pela emergência de uma legitimidade oposta à legalidade dos dominantes. Como “forma política encontrada da emancipação”, como “abolição” do poder de Estado, como realização da república social, a Comuna ilustra a emergência desta nova legitimidade. Sua experiência inspirou as formas de auto-organização e de auto-gestão populares aparecidas nas crises revolucionárias: conselhos operários, soviets, comitês de milícias, cordões industriais, associações de vizinhos, comunas agrárias, que tendem a desprofissionalizar a política, a modificar a divisão social do trabalho, a criar as condições de extinção do Estado enquanto corpo burocrático separado.</p>
<p>8. Sob o reino do capital, todo progresso aparente tem sua contrapartida de regressão e de destruição. Em última instância, não consiste em mais do que mudar a forma de servidão. O comunismo exige uma idéia diferente e alguns critérios diferentes do que os do rendimento e da rentabilidade monetária. A começar pela redução drástica do tempo de trabalho obrigatório e a mudança da própria noção de trabalho: não poderá haver completo desenvolvimento individual no ócio ou no “tempo livre” enquanto o trabalhador permanecer alienado e mutilado no trabalho. A perspectiva comunista exige também uma mudança radical da relação entre o homem e a mulher: a experiência da relação entre os gêneros é a primeira experiência da alteridade e enquanto subsista essa relação de opressão, todo ser diferente, por sua cultura, sua cor, ou sua orientação sexual, será vítima de formas de discriminação e de dominação. O progresso autêntico reside, enfim, no desenvolvimento e na diferenciação de necessidades cuja combinação original faz de cada um e de cada uma um ser único, cuja singularidade contribui para o enriquecimento da espécie.</p>
<p>9. O Manifesto concebe o comunismo como “uma associação na qual o livre desenvolvimento de um é condição do livre desenvolvimento de todos”. Aparece assim como a máxima de um livre desenvolvimento individual que não deveria ser confundido nem com as ilusões de um individualismo sem individualidade submetido ao conformismo publicitário, nem como igualitarismo grosseiro de um socialismo de quartel. O desenvolvimento das necessidades e das capacidades singulares de cada um e de cada uma contribui para o desenvolvimento universal da espécie humana. Reciprocamente, o livre desenvolvimento de cada um e de cada uma implica o livre desenvolvimento de todos, pois a emancipação não é um prazer solitário.</p>
<p>10. O comunismo não é uma idéia pura, nem um modelo doutrinário de sociedade. Não é o nome de um regime estatal, nem o de um novo modo de produção. É o de um movimento que, de forma permanente, supera/suprime a ordem estabelecida. Mas é também o objetivo que, surgido deste movimento, o orienta e permite, contra políticas sem princípios, ações sem continuidade, improvisações diárias, determinar o que aproxima e o que afasta deste objetivo. Neste sentido, não é um conhecimento científico do objetivo e do caminho, mas sim uma hipótese estratégica reguladora. Nomeia, indissociavelmente, o sonho irredutível de um mundo diferente, de justiça, de igualdade e de solidariedade; o movimento permanente que aponta para a derrocada da ordem existente na época do capitalismo; e a hipótese que orienta este movimento na direção de uma mudança radical das relações de propriedade e de poder, a distância dos acomodamentos com um mal menor que seria o caminho mais curto para o pior.</p>
<p>11. A crise, social, econômica, ecológica e moral de um capitalismo que não retrocede diante de seus próprios limites e cuja desmedida e irracionalidade crescentes ameaçam ao mesmo tempo a espécie humana e o planeta, volta a colocar na ordem do dia “a atualidade de um comunismo radical”, invocado por Benjamin diante do aumento dos perigos do período entre guerras.</p>
<p><strong>Nota</strong><br />
<em>(1) Ver Mascolo, D. (2000) A la recherche d´un communisme de pensée. Paris : Editions Fourbis, p. 113.</em></p>
<p><em>Versão em espanhol publicada na Revista Viento Sur, traducción de Alberto Nadal (http://www.vientosur.info/). Tradução para o português: Marco Aurélio Weissheimer.</em></p>]]></content:encoded>
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		<title>Cartilha do bom comportamento esquerdista</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 17:23:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[1. A partir de agora devemos evitar confusões. Se um partido de esquerda vota com a direita uma comissão de inquérito parlamentar à actuação do governo deve ser condenado. Antes todos os pecadilhos do Sócrates do que acompanhar no voto a direita. Quem sabe se o Diogo Feio lavou os dentes?
2. Contribuir para a queda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1. A partir de agora devemos evitar confusões. Se um partido de esquerda vota com a direita uma comissão de inquérito parlamentar à actuação do governo deve ser condenado. Antes todos os pecadilhos do Sócrates do que acompanhar no voto a direita. Quem sabe se o Diogo Feio lavou os dentes?</p>
<p>2. Contribuir para a queda deste governo significa desejar o mesmo que a direita. Percebe-se assim que devemos todos pugnar para que Sócrates se mantenha no poder muitos e bons anos. O que interessa o código de trabalho, as pequenas corrupções e todas as políticas a favor dos grandes grupos económicos? Parece que o governo é de esquerda, pelo simples facto de não ser o governo do PSD e do CDS.</p>
<p>3. Se alguém da direita diz que o Sócrates está envolvido em processos como o Freeport ou a Cova da Beira, entre outros, devemos negar com veemência. Se alguém de direita o diz, será sempre mentira.</p>
<p>4.Devemos evitar fazer unidade por objectivos na política, na sociedade, na cultura e mesmo em Marte. Pode lá estar disfarçado um perigoso blogger de direita. Nada garante que o João Miranda não seja de Plutão &#8211; Marte é demasiado vermelho para ele. Manifestações de professores e da função pública, nunca mais. Quem sabe se nem todas as pessoas presentes são de esquerda. É preciso evitar o contágio.</p>
<p>5. Se um gajo de direita afirma que o Sócrates é &#8220;chavista&#8221;, isso significa que ser contra o Sócrates é ser contra o Chavéz, a favor do imperialismo e sobretudo ser a favor de manifestações de direita.</p>
<p>6. Devemos contribuir para isolar, chamando maluquinhos a todos os gajos de esquerda que não pensem assim. Cada vez que alguém se refira ao 5 dias como um manicómio, vamos lá agradecer. Mais vale menos gajos de esquerda que gajos que vão a manifestações a condenar políticas do Sócrates. Já se sabe, se a direita não gosta do Sócrates, é porque ele é de esquerda.</p>
<p>Nota: prefiro o Manual de Civilidade para as Meninas, de Pierre Louys, acho que todas as santinhas devem seguir à letra este conselho: &#8220;Podeis pedir ao senhor Presidente da República uma madeixa pelos seus favores; seria porém leviano que lhe cortásseis a pila, a fim de a conservares como recordação&#8221;.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O apelo que leva à manifestação</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 14:32:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui vai o texto do apelo. Só ele baliza a acção. As opiniões do Carlos Abreu Amorim e outros são, felizmente, livres, mas, no meu entender, disparatadas. Tanto, como algumas simplificações demagógicas sobre as intenções escondidas da manifestação.
&#8220;O primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião.
Esta dificuldade tem sido evidenciada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui vai o texto do apelo. Só ele baliza a acção. As opiniões do Carlos Abreu Amorim e outros são, felizmente, livres, mas, no meu entender, disparatadas. Tanto, como algumas simplificações demagógicas sobre as intenções escondidas da manifestação.</p>
<p>&#8220;O primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião.<br />
Esta dificuldade tem sido evidenciada ao longo dos últimos 5 anos, em sucessivos episódios, todos eles documentados. Desde o condicionamento das entrevistas que lhe são feitas, passando pelas interferências nas equipas editoriais de alguns órgãos de comunicação social, é para nós evidente que a actuação do primeiro-ministro tem colocado em causa o livre exercício das várias dimensões do direito fundamental à liberdade de expressão.<br />
A recente publicação de despachos judiciais, proferidos no âmbito do processo Face Oculta, que transcrevem diversas escutas telefónicas implicando directamente o primeiro-ministro numa alegada estratégia de condicionamento da liberdade de imprensa em Portugal, dão uma nova e mais grave dimensão à actuação do primeiro-ministro.<br />
É para nós claro que o primeiro-ministro não pode continuar a recusar-se a explicar a sua concreta intervenção em cada um dos sucessivos casos que o envolvem.<br />
É para nós claro que o Presidente da República, a Assembleia da República e o poder judicial também não podem continuar a fingir que nada se passa.<br />
É para nós claro que um Estado de Direito democrático não pode conviver com um primeiro-ministro que insiste em esconder-se e com órgãos de soberania que não assumem as suas competências.<br />
É para nós claro que este silêncio generalizado constitui um evidente sinal de degradação da vida democrática, colocando em causa o regular funcionamento das instituições.<br />
Assistimos com espanto e perplexidade a esse silêncio mas, respeitando os resultados eleitorais e a vontade expressa pelos portugueses nas últimas eleições legislativas, não nos conformamos. Da esquerda à direita rejeitamos a apatia e a inacção.<br />
É a liberdade de expressão, acima de qualquer conflito partidário, que está em causa.</p>
<p>Apelamos, por tudo isto, aos órgãos de soberania para que cumpram os deveres constitucionais que lhes foram confiados e para que não hesitem, em nome de uma aparente estabilidade, na defesa intransigente da Liberdade&#8221;.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Argumentações de alcova</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/09/argumentacoes-de-alcova/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 22:19:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Banksy
A linha de defesa da actuação de José Sócrates pede-nos para abdicarmos de saber e faz do formalismo o seu principal argumento. Não vou discutir que, mesmo, essa afirmação não é factual: os despachos dos magistrados de Aveiro, porque arquivados sabiamente por Pinto Monteiro, passaram a estar necessariamente sob o escrutínio público. Não vou discutir, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-31272" href="http://5dias.net/2010/02/09/argumentacoes-de-alcova/howdoyoulikeyoureggs/"><img class="alignright size-large wp-image-31272" title="howdoyoulikeyoureggs-" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/howdoyoulikeyoureggs--360x520.jpg" alt="" width="360" height="520" /></a><br />
<em>Banksy</em></p>
<p>A linha de defesa da actuação de José Sócrates pede-nos para abdicarmos de saber e faz do formalismo o seu principal argumento. Não vou discutir que, mesmo, essa afirmação não é factual: os despachos dos magistrados de Aveiro, porque arquivados sabiamente por Pinto Monteiro, passaram a estar necessariamente sob o escrutínio público. Não vou discutir, sequer, que a actuação de Pinto Monteiro só se verifica porque está em causa Sócrates. Toda a gente percebe que se uma escuta ilegal apanhasse dois operacionais da ETA, ela não servia para os julgar em tribunal, mas de certeza que era utilizada para mandar investigar essas pessoas. No caso de Sócrates, Pinto Monteiro serviu-se da declaração da suposta ilegalidade das escutas para impedir a investigação ao primeiro-ministro.<br />
Vamos, por um momento, esquecer estas verdades e imaginar que os amigos da Câmara Corporativa e demais &#8220;situacionistas&#8221; têm razão, e que a publicação das escutas divulgadas pelo &#8220;Sol&#8221; é uma grave ilegalidade. Isso faz desaparecer o facto, de a partir de agora, sabermos o que Sócrates e os seus amigos fizeram para alterar a direcção da TVI? Isso deve-nos inibir de ter um julgamento político à actuação de José Sócrates?<br />
A argumentação daqueles que nos pedem a ignorância forçada deve ter sido baseada numa conhecida anedota:<br />
&#8220;Um marido que volta mais cedo do trabalho encontra a mulher na cama com outro homem. A mulher, apanhada de surpresa, exclama: &#8216;Por que voltaste mais cedo?&#8217;. O marido riposta furioso:&#8217;O que estás a fazer na cama com outro homem?&#8217;. A mulher responde-lhe calmamente: &#8216;Fiz-te uma pergunta primeiro, não tentes escapar mudando de assunto!&#8217; &#8221; (Anedota citada por Zizek, no livro a Violência, traduzido para português por Miguel Serras Pereira).<br />
Por favor, não perguntem ao Sócrates se tinha um plano, com a PT e outros empresários, para controlar a comunicação social. Condenem apenas a notícia do &#8220;Sol&#8221;.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Cronologia das coincidências</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/08/cronologia-das-coincidencias/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 21:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Segundo dados revelado pelo Sol e Correio da Manhã, são apanhados em escutas elementos da PT e do BCP do PS a combinar um negócio de compra de parte da TVI e saída da sua direcção de informação. Fazem tudo isso alegando cumprir a vontade de Sócrates.
2. Nas escutas a Armando Vara são apanhadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1. Segundo dados revelado pelo Sol e Correio da Manhã, são apanhados em escutas elementos da PT e do BCP do PS a combinar um negócio de compra de parte da TVI e saída da sua direcção de informação. Fazem tudo isso alegando cumprir a vontade de Sócrates.</p>
<p>2. Nas escutas a Armando Vara são apanhadas conversas com Sócrates no mesmo sentido.</p>
<p>3. O procurador e o juiz de Aveiro responsáveis pelo caso extraem certidões sobre crimes não abrangidos pelo processo Face Oculta, em que afirmam haver sérios indícios de que Sócrates e gente das suas relações esteja a cometer um crime contra o Estado de direito ao planificar mudar a direcção de informação de órgãos de comunicação social que lhes são antipáticos.</p>
<p>4. Os magistrados de Aveiro, segundo o Correio da Manhã, avisam o PGR, Pinto Monteiro, do plano para a TVI, em Junho.</p>
<p>5. Segundo a imprensa, avisados por alguém, os envolvidos nas escutas mudam todos de telemóvel, tirando o sucateiro que apenas muda de chip, permitindo assim aos investigadores continuarem a escutá-lo.</p>
<p>6. O primeiro-ministro usa a posição do Estado na PT para inviabilizar o negócio. Facto que lhe permite agora dizer que foi ele que impediu o negócio.</p>
<p>7. O PGR manda apenas as certidões com as escutas de Vara a falar com Sócrates para serem apreciadas pelo Supremo Tribunal de Justiça.</p>
<p>8. Em vez da secção competente do STJ julgar o caso, o seu presidente, Noronha do Nascimento, chama a si a competência e despacha (ignora-se em que processo) pela nulidade das escutas.</p>
<p>9. O PGR, tendo o conhecimento de todas as certidões, inclusive das conversas de Sócrates, das que envolviam elementos da PT e Armando Vara, e dos documentos aprendidos pela PJ que revelavam um contrato de compra da PT de parte da Média Capital, considera que em tudo isso não há indício de prática de crime. E arquiva as certidões.</p>
<p>10. Instado a revelar a fundamentação do seu despacho e permitir , como é de lei, o acesso público ao processo, o PGR escuda-se nas escutas invalidadas, que seriam citadas nos despachos, para manter para sempre secreto o processo. Garantindo, assim, que ninguém teria acesso à fudamentação que levou Pinto Monteiro a considerar que, com esta quantidade de factos, não havia nenhum indício da prática de crimes.</p>
<p>11. O Sol e o Correio da Manhã revelam os despachos dos magistrados de Aveiro, em que fica patente um conjunto de factos pouco explicados.</p>
<p>12. O primeiro-ministro fala em jornalismo de buraco de fechadura.</p>
<p>13. António Vitorino vem dizer, no seu programa da RTP, que o facto de um administrador da PT e outros quadros de empresa falarem de um plano do primeiro-ministro não quer dizer que ele o conhecesse. Fica por explicar a ida de Sócrates ao professor Fofana, evento que lhe permitiu falar com Armando Vara de factos que, segundo António Vitorino, ele não conhecia.<br />
Vitorino tem uma certa razão, o primeiro-ministro também fala de economia e em inglês, e não sabe nada disso.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sócrates, o primeiro empresário do Estado</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/07/socrates-o-primeiro-empresario-do-estado/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 10:36:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O único blogue que conquistou tolerância de ponto, nos feriados, e que mostra um zelo profissional inquebrantável na defesa do grande líder surgiu com uma nova linha de defesa do engenheiro:
&#8220;É claro que só por delírio se pode considerar que José Sócrates desenvolveu uma actividade neste sentido quando, se isso é verdade, desenvolveu diligências para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O único blogue que conquistou tolerância de ponto, nos feriados, e que mostra um zelo profissional inquebrantável na defesa do grande líder surgiu com uma nova linha de defesa do engenheiro:</p>
<p>&#8220;É claro que só por delírio se pode considerar que José Sócrates desenvolveu uma actividade neste sentido quando, se isso é verdade, desenvolveu diligências para obter mudanças de titularidade nos órgãos de comunicação social. Aliás, numa sociedade de mercado, isso é o que fazem empresários, jornalistas e até políticos na sua actividade corrente. O que não podem é recorrer a meios ilícitos para o efeito.&#8221;</p>
<p><a href="http://blasfemias.net/2010/02/06/socrate-e-uma-especie-de-empresario-do-ps-no-governo/">Câmara Corporativa, via Blasfémias</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Daniel Bensaïd, comunista herético</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/06/daniel-bensaid-comunista-heretico/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 20:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo de Lowy, publicado no Esquerda.net
Daniel Bensaïd deixou-nos. É uma perda irreparável, não somente para nós, seus amigos, seus camaradas de luta, mas para a cultura revolucionária. Com a sua irreverência, o seu humor, a sua generosidade, a sua imaginação era um exemplo raro de intelectual militante, no sentido forte da expressão.
Lembro-me das nossas longas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/02/06/daniel-bensaid-comunista-heretico/daniel-bensaid-006-1238140402/" rel="attachment wp-att-31056"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/daniel-bensaid-006.1238140402-520x390.jpg" alt="" title="daniel-bensaid-006.1238140402" width="520" height="390" class="alignright size-large wp-image-31056" /></a><br />
<em>Artigo de Lowy, publicado no <a href="http://www.esquerda.net/content/view/15130/1/">Esquerda.net</a></em></p>
<p>Daniel Bensaïd deixou-nos. É uma perda irreparável, não somente para nós, seus amigos, seus camaradas de luta, mas para a cultura revolucionária. Com a sua irreverência, o seu humor, a sua generosidade, a sua imaginação era um exemplo raro de intelectual militante, no sentido forte da expressão.</p>
<p>Lembro-me das nossas longas conversas, por vezes discussões, à volta duma mesa sobretudo no momento entre a sobremesa e o café, no «Charbon», o seu restaurante favorito. Não estávamos sempre de acordo, longe disso, mas como não gostar dele e admirar a sua extraordinária criatividade e, acima de tudo, o seu espírito de resistência para com e contra tudo, para infâmia da ordem estabelecida?<br />
«Auguste Blanqui, comunista herético» era o título dum artigo que Daniel Bensaïd eu próprio redigimos juntos, em 2006  para um livro de socialistas do séc. 19 em França, organizado pelos nossos amigos Philippe Corcuff e Alain Maillard). Este conceito aplica-se perfeitamente ao seu próprio pensamento, obstinadamente fiel à causa dos oprimidos, mas alérgico a toda a ortodoxia.<span id="more-31055"></span></p>
<p>Se os livros de Daniel se lêem com tanto prazer é porque foram escritos com a pluma aguçada dum verdadeiro escritor que tem o dom da fórmula: não uma fórmula que pode ser assassina, irónica, enraivecida ou poética mas que vai sempre a direito até ao fim. Este estilo literário, próprio do autor e inimitável, não é gratuito mas está ao serviço duma ideia, duma mensagem, dum apelo: não se vergar, não se resignar, não se reconciliar com os vencedores. A força da indignação atravessa, como um sopro inspirado, todos os seus escritos.</p>
<p>Fidelidade ao espectro do comunismo do qual dava uma bela definição: é o sorriso dos explorados que ouvem ao longe os tiros de espingarda dos insurgentes em Junho de 1848 &#8211; episódio contado por Tocqueville e reinterpretado por Toni Negri. O seu espírito sobreviverá ao triunfo da mundialização  capitalista, da mesma maneira que o espírito do judaísmo à destruição do Templo e à expulsão de Espanha (gosto desta comparação insólita e um pouco provocadora). O comunismo do séc. 21 era para ele herdeiro das lutas do passado, da Comuna de Paris, da Revolução de Outubro, das ideias de Marx e de Lenine e dos grandes vencidos que foram Trotsky , Rosa Luxemburgo, Che Guevara. Mas também algo de novo, à ltura das apostas do presente: um eco-comunismo (termo que ele inventou) integrando centralmente o combate ecológico contra o capital.</p>
<p>Para Daniel, o espírito do comunismo era irredutível às suas contrafacções burocráticas. Se recusava com a última das energias a tentativa de Contra-Reforma liberal de dissolver  o comunismo no estalinismo, não deixava de reconhecer que não se pode fazer a economia dum balanço crítico dos erros que desarmaram os revolucionários de Outubro face às provações da História, favorecendo a contra-revolução termidoriana: confusão entre povo, partido e estado, cegueira em relação ao perigo burocrático. É preciso retirar daí algumas lições históricas já esboçadas por Rosa Luxemburgo em 1918: importância da democracia socialista, do pluralismo democrático, da separação dos poderes, da autonomia dos movimentos sociais em relação ao estado.</p>
<p>Entre todas as contribuições de  Daniel Bensaïd à renovação do marxismo, a mais importante, a meu ver, é a sua ruptura radical com o cientismo, o positivismo e os determinismo que tão profundamente impregnaram o marxismo «ortodoxo», nomeadamente em França. Auguste Blanqui é uma referência importante neste passo crítico. No artigo mencionado mais acima, recorda a polémica de Blanqui contra o positivismo, este pensamento de progresso em boa ordem, de progresso sem revolução, esta «doutrina execrável do fatalismo histórico» erigida em religião. Para Blanqui «a engrenagem das coisas humanas não é de forma alguma fatal como a do universo, é modificável a cada momento». Daniel  Bensaïd comparava esta fórmula com a de Walter Benjamin: cada segundo é a porta estreita por onde pode surgir o Messias, quer dizer, a revolução, esta irrupção factual do possível no real.</p>
<p>A sua releitura de Marx, à luz de Blanqui, de Walter Benjamin e de Charles Péguy, condu-lo a conceber a história como uma sucessão de entroncamentos e de bifurcações, um campo de possíveis cuja saída é imprevisível. A luta de classes ocupa o lugar central. Mas o seu resultado é incerto e implica uma parte de contingência.  Em «Le pari melancolique» (Fayard, 1997), talvez o seu mais belo livro retoma a fórmula de Pascal para afirmar que a acção emancipadora é um «trabalho para o incerto», implicando uma aposta sobre o futuro. Redescobrindo a interpretação marxista de Pascal por Lucien Goldmann, define o compromisso político como uma aposta arrazoada sobre o futuro histórico «com o risco de tudo perder e de se perder». A revolução cessa de ser portanto o produto necessário das leis da história ou das contradições económicas do capital para se tornar uma hipótese estratégica, um horizonte ético, «sem o qual a vontade renuncia, o espírito de resistência capitula, a fidelidade falha, a tradição se perde». Por consequência, como explica em «Fragments mécréants» (Lignes, 2005), o revolucionário é um homem de dúvida oposto ao homem de fé, um indivíduo que joga nas incertezas do século e que põe uma energia absoluta ao serviço de certezas relativas. Em suma, alguém que tenta, incansavelmente, praticar este imperativo exigido por Walter Benjamin no seu último escrito, as Teses «Sobre o conceito de história» (1940): passar a mão pela história ao arrepio.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O candidato de esquerda</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 20:18:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As declarações de Manuel Alegre sobre as notícias do SOL e do Correio da Manhã e o plano de Sócrates para &#8220;solucionar&#8221; jornalistas demonstram que, apesar do namoro sem quebras do BE, Alegre está disposto a engolir sapos do tamanho do Freeport para conseguir o apoio de Sócrates. Resta saber se,  caso seja eleito, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As declarações de Manuel Alegre sobre as notícias do SOL e do Correio da Manhã e o plano de Sócrates para &#8220;solucionar&#8221; jornalistas demonstram que, apesar do namoro sem quebras do BE, Alegre está disposto a engolir sapos do tamanho do Freeport para conseguir o apoio de Sócrates. Resta saber se,  caso seja eleito, Alegre conseguirá transcender o papel de capacho usado para limpar todos os pequenos problemas judiciais que surjam ao presidente do conselho. A anos luz, do putativo candidato, estão as declarações de João Cravinho que lembra que o centro da corrupção está nesta &#8220;classe política&#8221;. Não podem arranjar um candidato de esquerda? </p>]]></content:encoded>
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		<title>O país da palhaçada</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 20:01:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia da capa do Correio da Manhã, a SIC e a TVI abriram com a agressão de Carlos Queiroz a um comentador. Temos o país que merecemos. Jornalismo de variedades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia da capa do Correio da Manhã, a SIC e a TVI abriram com a agressão de Carlos Queiroz a um comentador. Temos o país que merecemos. Jornalismo de variedades.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Por uma política de valores na justiça</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/05/por-uma-politica-de-valores-na-justica/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 19:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[John Heartfield
Portugal gostava de ser como a Itália. Eles são ricos e corruptos. Infelizmente, nós não somos ricos. Um italiano dá o exemplo, um primeiro-ministro português inveja, e, provavelmente, a Mota-Engil ganha o ajuste directo.
Revelamos, em primeira mão, a matriz da próxima mudança das leis judiciais deste país. Separação dos poderes para quê? Com isto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/02/05/por-uma-politica-de-valores-na-justica/executioners_justice/" rel="attachment wp-att-31000"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/Executioners_Justice-360x520.jpg" alt="" title="Executioners_Justice" width="360" height="520" class="alignright size-large wp-image-31000" /></a><br />
<em>John Heartfield</em></p>
<p>Portugal gostava de ser como a Itália. Eles são ricos e corruptos. Infelizmente, nós não somos ricos. Um italiano dá o exemplo, um primeiro-ministro português inveja, e, provavelmente, <a href="http://5dias.net/2010/02/06/a-parque-engil/">a Mota-Engil ganha o ajuste directo</a>.<br />
Revelamos, em primeira mão, a matriz da próxima mudança das leis judiciais deste país. Separação dos poderes para quê? Com <a href="http://jornal.publico.clix.pt/noticia/05-02-2010/parlamento-italiano-aprova-lei-que-adia-julgamentos-de-silvio-berlusconi-18734790.htm">isto</a>, vamos ter um país cheio de valores. Para quando <a href="http://5dias.net/2010/02/06/teremos-direito-a-saber/">uma comenda para Pinto Monteiro</a>?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os chantagistas</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/04/os-chantagistas/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 21:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O governo Sócrates está a fazer um pé de vento por causa de 50 milhões de euros. É a estratégia da demissão. O país está num completo caos económico. Sócrates faz tudo para demitir-se, para que a culpa seja do governo que se segue. 50 milhões de euros são uma gota de água nos 6156, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O governo Sócrates está a fazer um pé de vento por causa de 50 milhões de euros. É a estratégia da demissão. O país está num completo caos económico. Sócrates faz tudo para demitir-se, para que a culpa seja do governo que se segue. 50 milhões de euros são uma gota de água nos <a href="http://resistir.info/e_rosa/utilizacao_fundos_qren.html">6156, 6 milhões de euros de fundos comunitários que este governo desperdiçou.</a> Nos quase 3 mil milhões de <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/494746">contrapartidas aos investimentos militares que foram atirados para o lixo.</a> Já para não falar das muitas centenas de milhões de euros dados em <a href="http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2009/audit-dgtc-rel026-2009-2s.pdf">negócios desastrosos do Estado com Mota-Engil</a>, como a renovação da concessão do terminal dos contentores de Alcântara até à eternidade.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Finais felizes</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 16:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois da guerra do Peloponeso, Esparta forçou Atenas a aceitar o comando dos 30 tiranos. Este governo era composto por aristocratas amigos de Sócrates. A ideia de um governo imposto de fora, é, segundo um cronista do Financial Times, uma das hipóteses possíveis, analisadas pela União Europeia, para obrigar países como Grécia e Portugal a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/02/04/finais-felizes/durao-barroso-e-jose-socrates-depois-de-anunciar-o-acordojpg/" rel="attachment wp-att-30936"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/durao-barroso-e-jose-socrates-depois-de-anunciar-o-acordojpg.jpg" alt="" title="durao-barroso-e-jose-socrates-depois-de-anunciar-o-acordojpg" width="450" height="342" class="alignright size-full wp-image-30936" /></a><br />
Depois da guerra do Peloponeso, Esparta forçou Atenas a aceitar o comando dos 30 tiranos. Este governo era composto por aristocratas amigos de Sócrates. A ideia de um governo imposto de fora, é, <a href="http://www.ft.com/cms/s/0/408cb3be-079c-11df-915f-00144feabdc0.html?catid=181&#038;SID=google">segundo um cronista do Financial Times</a>, uma das hipóteses possíveis, analisadas pela União Europeia, para obrigar países como Grécia e Portugal a seguirem uma política de austeridade social drástica. São, pelos vistos, sempre os mesmos que pagam a crise. Atenção, porque os 30 tiranos duraram dois anos e aquilo acabou em cicuta. </p>]]></content:encoded>
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		<title>O vício da liberdade</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 10:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[No próximo sábado às 21 horas na RTP2 é exibido um excelente documentário sobre Cruzeiro Seixas. Vi, ontem, na Fábrica do Braço de Prata, e é surpreendente. Quero realçar o trabalho de dois amigos meus: a realização do Ricardo Espírito Santo e a direcção de arte do José Pedro Rosado. O documentário &#8220;Cruzeiro Seixas &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/02/04/o-vicio-da-liberdade/phoca_thumb_l_cruzeiroseixas_89_stitulo/" rel="attachment wp-att-30913"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/phoca_thumb_l_CruzeiroSeixas_89_Stitulo-520x402.jpg" alt="" title="phoca_thumb_l_CruzeiroSeixas_89_Stitulo" width="520" height="402" class="alignright size-large wp-image-30913" /></a><br />
No próximo sábado às 21 horas na RTP2 é exibido um excelente documentário sobre Cruzeiro Seixas. Vi, ontem, na Fábrica do Braço de Prata, e é surpreendente. Quero realçar o trabalho de dois amigos meus: a realização do Ricardo Espírito Santo e a direcção de arte do José Pedro Rosado. O documentário &#8220;Cruzeiro Seixas &#8211; o vício da liberdade&#8221; tem a autoria do jornalista Alberto Serra.<br />
Durante quase uma hora, vemos desfilar este Portugal pobre mas honrado, assistimos à erupção dos surrealistas portugueses. Entramos nos cafés. Ouvimos Cesariny e muito mais. Um verdadeiro Gin Tonic.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Ligações frágeis</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 21:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8216;O homem sem ligações&#8217; de que falava Zygmunt Bauman aplica-se bem ao filme Nas Nuvens. Vivemos uma época em que tudo se tornou efémero. Quem sempre trabalhou acorda sem emprego. Como no filme, os tipos do costume vendem-nos essa transformação como um progresso. Quando despedem os pobres coitados, explicam-lhes que &#8216;todos os grandes homens começaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/01/30/ligacoes-frageis/tumblr_kvhfmrqdrs1qzgq8co1_500/" rel="attachment wp-att-30660"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/01/tumblr_kvhfmrQDrs1qzgq8co1_500.jpg" alt="" title="tumblr_kvhfmrQDrs1qzgq8co1_500" width="500" height="333" class="alignright size-full wp-image-30660" /></a></p>
<p>&#8216;O homem sem ligações&#8217; de que falava Zygmunt Bauman aplica-se bem ao filme <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=GWZGkfE-Zw0">Nas Nuvens</a></em>. Vivemos uma época em que tudo se tornou efémero. Quem sempre trabalhou acorda sem emprego. Como no filme, os tipos do costume vendem-nos essa transformação como um progresso. Quando despedem os pobres coitados, explicam-lhes que &#8216;todos os grandes homens começaram por ser despedidos, e que este pequeno problema vai tornar-se uma grande oportunidade&#8217;. Na vida real os comentadores neoliberais de serviço garantem-nos que não ter segurança no trabalho faz bem à economia. O que interessa que destrua a vida de 600 mil portugueses? São simples danos colaterais para um propósito mais grandioso.<br />
Hoje, ouvi um tipo numa rádio muito cheio de si, a criticar os jornalistas de serem de esquerda e de não perceberem, como ele que tinha uma pós-graduação, o que é a economia. Alguém explica à criatura que a economia é uma escolha, não está pré-determinda nem gravada na pedra. Para uns, a economia são as mais valias bolsistas, para outros, a quantidade de empregos gerados. Uma coisa, como todos sabemos, não implica a outra. Como Cavaco Silva disse uma vez , quando era primeiro-ministro, sobre a crise do Vale do Ave: &#8216;há empresários ricos com empresas falidas&#8217;. A economia é uma luta. Não existe uma solução mágica que contente todos, existem escolhas e políticas diferentes. Cabe-nos a nós escolher um lado.</p>
<p>PS- A quantidade de comentadores que diz que os jornalistas são de &#8220;esquerda&#8221;, como se isso fosse verdade ou fosse um grande condicionamento à comunicação social. Sinceramente, nunca vi nenhuma dessas vozinhas protestar que os donos dos grupos de comunicação social são maioritariamente de direita, como se a propriedade e a concentração dos meios de comunicação social em alguns grupos não condicionasse a sua pluralidade.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Alain Badiou: Por detrás da lei do lenço islâmico, o medo</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/29/alain-badiou-por-detras-da-lei-do-lenco-islamico-o-medo/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 18:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ler o texto aqui]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/01/29/alain-badiou-por-detras-da-lei-do-lenco-islamico-o-medo/attachment/14/" rel="attachment wp-att-30635"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/01/14-520x353.jpg" alt="" title="14" width="520" height="353" class="aligncenter size-large wp-image-30635" /></a></p>
<p>Ler o texto <a href="http://5dias.net/2006/12/09/alain-badioupor-detras-da-lei-do-lenco-islamico-o-medo/">aqui</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A excitação do tédio</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 19:41:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Stalin and Marilyn, de Leonid Sokov
Não acredito nas virtudes da deriva. Debord dizia que &#8216;a fórmula para mudar o mundo não a encontrámos nos livros , mas vagueando&#8217;. Acho simpática a ideia que a revolta deve ser prazenteira, mas profundamente errada. Só a dor erradica o tédio. Os murros têm a vantagem de nos fazerem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/staline_marilyn432/" rel="attachment wp-att-30562"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/01/staline_marilyn432.jpg" alt="" title="staline_marilyn432" width="432" height="487" class="aligncenter size-full wp-image-30562" /></a></p>
<p><em>Stalin and Marilyn, de Leonid Sokov</em></p>
<p>Não acredito nas virtudes da deriva. Debord dizia que &#8216;a fórmula para mudar o mundo não a encontrámos nos livros , mas vagueando&#8217;. Acho simpática a ideia que a revolta deve ser prazenteira, mas profundamente errada. Só a dor erradica o tédio. Os murros têm a vantagem de nos fazerem acreditar que estamos vivos. Não há redenção sem sofrimento: É a única coisa com que concordo com o catolicismo, para além da bonita imagem de <a href="http://5dias.net/2010/01/27/santa-maluqueira/">João Paulo II a chibatar-se</a>. E, claro, da certeza que as carmelitas descalças ficam melhor de bigode.<br />
&#8216;Libertar o mundo da História&#8217;, lê-se no Fight Club. Não sei o que é, mas parece-me um excelente projecto. Aceitam recibos verdes?</p>]]></content:encoded>
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		<title>Perdido na tradução</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/26/perdido-na-traducao/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 11:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Parece que falamos com sombras quando estamos num país onde não conseguimos entender as pessoas. Alguma coisa se perde no momento em que pretendemos traduzir uma língua com 46 consoantes e 24 vogais, para o nosso alfabeto de referência. &#8220;Mai&#8221; quer dizer &#8220;Não&#8221;, mas também quer dizer: &#8220;novo&#8221;, madeira&#8221;, &#8220;queimar&#8221; e &#8220;microfone&#8221;. Mai mai mai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que falamos com sombras quando estamos num país onde não conseguimos entender as pessoas. Alguma coisa se perde no momento em que pretendemos traduzir uma língua com 46 consoantes e 24 vogais, para o nosso alfabeto de referência. &#8220;Mai&#8221; quer dizer &#8220;Não&#8221;, mas também quer dizer: &#8220;novo&#8221;, madeira&#8221;, &#8220;queimar&#8221; e &#8220;microfone&#8221;. Mai mai mai mai mai, como quem diz: &#8216;não queimes o microfone novo com a madeira&#8217;. As línguas tonais são verdadeiras armadilhas. Simbolizam as fronteiras intransponíveis para quem quer perceber uma cultura. Nas ruas do turismo, ouve-se permanentemente a cantilena do &#8220;massage&#8221;. As noites estão pejadas de gogo-girls invisíveis à sociedade. Mulheres que alimentam as suas aldeias pobres do norte, cujo o comportamento a sociedade tailandesa condena, mas por imperativo religioso, que exige não dizer mal dos outros, e por hipocrisia social, se tornaram simplesmente invisíveis para quem não é turista. No amanhecer, são essas mesmas mulheres que acompanham os estrangeiros à praia, tomando banho de mar, por uma questão de &#8220;modéstia&#8221;, completamente vestidas.<br />
Estranho país com três sexos no bilhete de identidade, em que o &#8216;olá&#8217; declina-se conforme a opção sexual. Mais do que a confusão dos fusos horários, perdi-me na tradução.</p>
<p>PS- Espero não ter escrito muitos disparates, para mais informações sobre o país dos livres (thai), ler este <a href="http://500anosportugaltailandia.blogspot.com/">blogue</a>, <a href="http://frombangkok.blogspot.com/">este</a> ou o <a href="http://combustoes.blogspot.com/">Combustões</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Vou de reportagem, regressa o Rainha :)</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 23:21:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos próximos 10 dias, de 14 a 24, estarei aqui em reportagem. O Luís Rainha, agora que é mestre (17 valores!!!), prometeu regressar. É uma pena eu não estar cá, quando ele começar a distribuir castanhada pela maravilhosa blogosfera, com o fantástico feitio que o celebrizou. Se encontrar um coqueiro com net, mando uns posts. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/01/13/vou-de-reportagem-regressa-o-rainha/kohsamui/" rel="attachment wp-att-29732"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/01/kohsamui-520x416.jpg" alt="" title="kohsamui" width="520" height="416" class="aligncenter size-large wp-image-29732" /></a><br />
Nos próximos 10 dias, de 14 a 24, estarei aqui em reportagem. O Luís Rainha, agora que é mestre (17 valores!!!), prometeu regressar. É uma pena eu não estar cá, quando ele começar a distribuir castanhada pela maravilhosa blogosfera, com o fantástico feitio que o celebrizou. Se encontrar um coqueiro com net, mando uns posts. </p>
<p>PS- É verdade, FF, também ando de avião e parece que não é da Aeroflot. Já sei que o verdadeiro proletário vai de gaivota, mas é a vida.</p>]]></content:encoded>
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		<title>De vitória em vitória, até à derrota final</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/10/de-vitoria-em-vitoria-ate-a-derrota-final/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 22:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Daniel, sem me nomear, acusa-me de ter o culto da derrota. Era bom a gente perceber o que é uma derrota e uma vitória, para nos entendermos. Para o Daniel, a vitória é derrotar Cavaco Silva. Para ele, o maior problema parece vir da Presidência da República.
O objectivo do Daniel, parece ser, uma coligação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Daniel, sem me nomear, <a href="http://arrastao.org/sem-categoria/viciados-na-derrota/">acusa-me</a> de ter o culto da derrota. Era bom a gente perceber o que é uma derrota e uma vitória, para nos entendermos. Para o Daniel, a vitória é derrotar Cavaco Silva. Para ele, o maior problema parece vir da Presidência da República.</p>
<p>O objectivo do Daniel, parece ser, uma coligação governamentel entre PS e Bloco, que ele gostaria que não tivesse Sócrates. Para mim, o objectivo é conseguir criar um polo à esquerda do PS que tenha a ambição de determinar a política portuguesa.</p>
<p>Neste sentido, não vejo as presidênciais como o alfa e omega que traçam o destino do país. Lamento discordar do Daniel, para mim, o maior problema da democracia portuguesa está no mau governo de Sócrates. O maior perigo é dar a Sócrates os instrumentos para ter um governo, um presidente e dar-lhe de bandeja a maioria absoluta nas próximas legislativas. Por sua vez,  a maior dificuldade da esquerda portuguesa, é termos um PS, que é o maior partido eleitoral da esquerda, a fazer uma política de direita. Derrubar o governo Sócrates e ir criando uma alternativa de esquerda, devem ser as prioridades políticas da esquerda da esquerda.</p>
<p>Apoiar, neste contexto, à primeira volta, o mesmo candidato que Sócrates, é legitimar o partido socratista, permitir confundir Sócrates com a esquerda, e entregar-lhe centenas de milhar de votos nas próximas eleições legislativas. É dar um passo atrás no necessário processo de fazer corresponder os votos da esquerda aos partidos de esquerda.</p>
<p>A participação do Bloco numa candidatura apoiada por Sócrates vai ser um abraço de urso. Alegre vai sacrificar todas as diferenças com o centro-esquerda e o centro (código de trabalho, política de alianças) ao sonho de ser eleito presidente. Mais de que um presidente Alegre, comprometido com Sócrates, nós precisamos de reforçar uma esquerda que não se confunda com Sócrates e, sobretudo, que não o reforce.</p>
<p>Alegre podia ter tido um papel histórico na recomposição desta esquerda, se tivesse aceite personificar a vontade de muitos milhares de socialistas que não concordam com Sócrates. Escolheu a sua ambição pessoal, em ver de participar num processo colectivo da reestruturação da esquerda. Fez mal. Faz mal o Bloco se apoiar, nestas circunstâncias, a sua candidatura.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Improvavelmente alegre</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/09/improvavelmente-alegre/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 17:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao contrário dos meus amigos Renato, Carlos e Tiago, eu não tenho uma opinião definida em relação à provável candidatura de Manuel Alegre. O mundo e o PS andaram tanto para a direita que o poeta tornou-se, comparativamente, num homem bastante à esquerda. Se não duvido de certas qualidades de Alegre, tenho poucas certezas em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário dos meus amigos Renato, Carlos e Tiago, eu não tenho uma opinião definida em relação à provável candidatura de Manuel Alegre. O mundo e o PS andaram tanto para a direita que o poeta tornou-se, comparativamente, num homem bastante à esquerda. Se não duvido de certas qualidades de Alegre, tenho poucas certezas em relação à sua utilidade. Uma candidatura de Alegre apoiada pelo PS de Sócrates, à primeira volta, nunca contará com o meu voto. A eleição de um candidato manietado pela actual direcção do PS, é um voto na política de direita, nas negociatas e na promiscuidade entre o governo e os interesses privados. Não pretendo legitimar a sua existência apoiando um seu candidato. Mais, acho até perigoso &#8211; numa conjuntura que o governo pretende &#8220;Berlusconizar&#8221;  a justiça, dominar a comunicação social e conseguir um poder absoluto &#8211; ter um presidente e um governo na dependência directa de Sócrates.<br />
A candidatura de Manuel Alegre é interessante no caso de ser feita sem o apoio do partido socratista. Nesse contexto, pode dar voz às centenas de milhar de eleitores socialista que não se reconhecem neste PS. Ajudando a construir um espaço de uma esquerda a sério que possa ambicionar ganhar e governar à esquerda. Nesse espaço cabe Manuel Alegre, por direito próprio, e poderá ser, se o quiser, um protagonista deste necessário realinhamento da esquerda.<br />
Para além de resistir, a esquerda deve ter ambição de poder mudar este pais. Apenas com a participação de sectores de esquerda do PS, do PCP, do Bloco e de muitas e muitos independentes isso será possível. Só nessas circunstâncias, e com esse objectivo, votarei Alegre.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Divergências sanadas</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/08/divergencias-sanadas/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 15:59:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O bigode, as patilhas e os braços abertos identificam a esforçada cidadã em pleno esforço de autocrítica voluntária]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/01/08/divergencias-sanadas/x435-3/" rel="attachment wp-att-29502"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/01/x435-520x394.jpg" alt="" title="x435" width="520" height="394" class="aligncenter size-large wp-image-29502" /></a><br />
O bigode, as patilhas e os braços abertos identificam a esforçada cidadã em pleno esforço de autocrítica voluntária</p>]]></content:encoded>
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		<title>Poder é parecido com foder</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/08/poder-e-parecido-com-foder/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 23:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[As palavras são poderosas. A Bíblia garante que Deus criou as coisas nomeando-as. O poder das coisas está inscrito no seu nome. Perdemos a capacidade de controlar o mundo, porque deixamos de conseguir chamar as coisas pelo seu próprio nome. Como é possível mudar um mundo que não se conhece?
Segundo o Livro, Deus não gostou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/01/08/poder-e-parecido-com-foder/4203164728_695fce7803_o/" rel="attachment wp-att-29446"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/01/4203164728_695fce7803_o.jpg" alt="" title="4203164728_695fce7803_o" width="417" height="625" class="aligncenter size-full wp-image-29446" /></a><br />
As palavras são poderosas. A Bíblia garante que Deus criou as coisas nomeando-as. O poder das coisas está inscrito no seu nome. Perdemos a capacidade de controlar o mundo, porque deixamos de conseguir chamar as coisas pelo seu próprio nome. Como é possível mudar um mundo que não se conhece?<br />
Segundo o Livro, Deus não gostou da liberdade humana e derrubou a orgulhosa Torre de Babel que tentava tomar os céus de assalto. Dividiu os homens para que esquecessem a língua do poder e para que ficassem enredados e divididos na Babel dos idiomas. Liberdade, inteligência e sexo eram pecados que tinham que ser punidos.<br />
Desde aí, tanto a política quanto a cabala têm falhado a possibilidade de reconstituir a humanidade universal da ‘terra sem amos’. Apenas a poesia aparece para sustentar o velho desafio.<br />
“A poesia é que recapitula o mundo<br />
chamando em cada chama<br />
pela chama de cada sílaba”, escreve o poeta Manuel Gusmão.<br />
A poesia é uma coisa séria. Não é por acaso que Platão pretendia expulsar os poetas da cidade. A poesia revela-nos a vida e subverte os equilíbrios de poder.<br />
Por uma questão de higiene mental é preciso não confundir este atalho para a língua sagrada com os ademanes xaroposos.<br />
Mesmo no sexo e no amor, a poesia queima, com ferro em brasa, os versinhos afogueados dos beijinhos, dos repousos quentinhos e dos miminhos.<br />
Leia-se o Eclesiastes de Adília Lopes que transcende as piroseiras, revelando vida:<br />
“Tempo de foder<br />
tempo de não foder<br />
saber gerir<br />
os tempos<br />
compor<br />
saber estar sozinha<br />
para saber estar contigo<br />
aqui estão as minhas contas<br />
do que foi”. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Enquanto a malta tentava criar um, dois, três, muitos Vietnames&#8230; a blogosfera criou mais dois blogues</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/05/enquanto-a-malta-tentava-criar-um-dois-tres-muitos-vietnames-a-blogosfera-criou-mais-dois-blogues/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 03:10:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Albergue Espanhol &#8211; um compromisso histórico entre jantantes, jornalistas do DN, amigos do Passos Coelho, sob a mirada atenta do nosso António Figueira.
Córtex Frontal &#8211; Um bicho carpinteiro depois da autópsia que conta com a nossa fundadora Joana Amaral Dias e o Medeiros Ferreira.
Para os dois blogues: boas postas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/01/05/enquanto-a-malta-tentava-criar-um-dois-tres-muitos-vietnames-a-blogosfera-criou-mais-dois-blogues/b-07-8/" rel="attachment wp-att-29275"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/01/b-07-8.jpg" alt="" title="b-07-8" width="428" height="582" class="aligncenter size-full wp-image-29275" /></a><br />
<a href="http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/">O Albergue Espanhol</a> &#8211; um compromisso histórico entre jantantes, jornalistas do DN, amigos do Passos Coelho, sob a mirada atenta do nosso António Figueira.</p>
<p><a href="http://cortex-frontal.blogspot.com/">Córtex Frontal</a> &#8211; Um bicho carpinteiro depois da autópsia que conta com a nossa fundadora Joana Amaral Dias e o Medeiros Ferreira.</p>
<p>Para os dois blogues: boas postas.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Suicídios em 20 segundos</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/04/suicidios-em-20-segundos/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 18:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ideia da Morgada
Um dos aspectos divertidos do 5 dias é ser um blogue de discussão. O problema é que há uma certa tendência autofágica nas conversas na internet. A esquerda da esquerda tem mais um problema tradicional: confunde a discussão com a pessoalização. A história recente foi muito intensa. as pessoas continuam presas a velhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/h1dZ0YddG7w&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/h1dZ0YddG7w&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><em>Ideia da Morgada</em></p>
<p>Um dos aspectos divertidos do 5 dias é ser um blogue de discussão. O problema é que há uma certa tendência autofágica nas conversas na internet. A esquerda da esquerda tem mais um problema tradicional: confunde a discussão com a pessoalização. A história recente foi muito intensa. as pessoas continuam presas a velhas questões com reduzido interesse e muitas ofensas. O desafio do 5 dias é não se levar muito a sério e conseguir ultrapassar a maldição das discórdias pessoais que minam as discussões interessantes. As divergências podem ser uma riqueza. As ofensas pessoais, não. Era bom termos a capacidade de aprender nas divergências e de não tropeçarmos nas eventuais ofensas. Muitas delas são mais mal lidas do que reais. Pessoalmente, tenho a certeza que a maioria dos posts que escrevo não têm nenhuma importância e não passam de retórica. E não me ofendo com isso. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Conversas da treta (2) &#8211; Dar voz a quem não tem voz</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/01/conversas-da-treta-2-dar-voz-a-quem-nao-tem-voz/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 19:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma velha anedota relatava que o PCP, nos tempos do &#8220;Novo Impulso&#8221;, tinha adoptado um cartaz com as Antilook (girls band com modelos portugueses), para  sublinhar uma certa renovação. Ao olhar fresco desses novos sujeitos históricos estariam associados a uma intenção de sempre: &#8216;dar voz a quem não tem voz&#8217;.
É a partir desta ideia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/01/01/conversas-da-treta-2-dar-voz-a-quem-nao-tem-voz/pussycat-dolls/" rel="attachment wp-att-29062"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/12/pussycat-dolls-520x390.jpg" alt="" title="pussycat-dolls" width="520" height="390" class="aligncenter size-large wp-image-29062" /></a><br />
Uma velha anedota relatava que o PCP, nos tempos do &#8220;Novo Impulso&#8221;, tinha adoptado um cartaz com as Antilook (girls band com modelos portugueses), para  sublinhar uma certa renovação. Ao olhar fresco desses novos sujeitos históricos estariam associados a uma intenção de sempre: &#8216;dar voz a quem não tem voz&#8217;.<br />
É a partir desta ideia, salvo seja, que Rancière constroi a sua teoria da política. A emancipação expressa no cerne da política acontece, quando a parte dos sem parte toma a palavra, com o pressuposto da igualdade. Para Rancière, a emancipação é feita em sucessivos momentos de interrupção, em que aqueles que não pertencem a uma classe concreta, a uma raça específica ou a um género determinado assumem, num determinado momento, a agenda da transformação, dando um passo na direcção da igualdade. A política ao contrário da ideia da gestão das sociedades, a quem Rancière chama de &#8216;polícia&#8217;, ultrapassa delegações de poder e de representação e pressupõe que a emancipação seja obra dos próprios sujeitos.<br />
Nos seus últimos textos sobre o projecto comunista, Zizek defende que os principais antagonismos do capitalismo encontram-se na crise ecológica; na apropriação privada dos bens públicos, na privatização da vida e do genóma humano; na tentativa de liquidação do carácter social da produção do conhecimento; e na produção da exclusão e na multiplicação dos excluídos. No entanto, só timidamente, o filósofo esloveno tenta esboçar uma hipótese de um novo sujeito histórico.<br />
&#8220;É somente o quarto antagonismo, a referência aos excluídos, que justifica a palavra comunismo&#8221;, diz ele. Todos os antagonismos tornam os excluídos uma realidade cada vez mais vasta. O problema é que não basta serem muitos, têm que ter um programa e uma vontade de acção. Como escreve Zizek no <em>Espectro da Ideologia</em>: &#8220;Parece mais fácil imaginar o &#8216;fim do mundo&#8217; que uma mudança muito mais modesta no modo de produção, como se o capitalismo liberal fosse o &#8216;real&#8217; que de alguma forma sobreviverá, mesmo na eventualidade de uma catástrofe ecológica global&#8221;, conclui o autor, &#8220;assim pode-se afirmar categoricamente a existência de uma ideologia <em>qua</em> matriz geradora que regula a relação entre o visível e o invisível, o imaginável e o inimaginável, bem como as mudanças nessa relação&#8221;.<br />
O drama parece manter-se: É sobre quem é que está interessado em ter voz. Já dizia o velho marxismo que não basta ser &#8216;classe em si&#8217;, é preciso ser &#8216;classe para si&#8217;. Esta tomada da consciência não é um processo automático. A ideia de um sujeito com características universais &#8211; uma classe que se liberta, libertando todas as outras &#8211; está dificultada no capitalismo tardio. Parte da classe operária dos países capitalistas desenvolvidos está amarrada ao crédito bancário, parte não é nacional desses países e outra foi exportada para o terceiro mundo. O consumismo, a nação e a geografia parecem dividir os proletários mais do que uni-los.<br />
Já há 40 anos, Marcuse concluiu que a classe operária tinha deixado de ser revolucionária, os jovens tinham o problema de envelhecer e o lupenproletariado é mais vezes lupen do que é proletariado. A revolução tinha-se tornado um lugar deserto, por falta de clientela.<br />
A ideia de formação de uma comunidade para a mudança, parece ser uma questão importante para aqueles que defendem que este mundo é o pior dos possíveis e que são possíveis outros. </p>]]></content:encoded>
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		<title>O gurkha do dono</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/31/o-gurkha-do-dono/</link>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 03:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O apoiante de Bush, o especialista em reportagens em hotéis de 5 estrelas, voltou a escrever sobre nós. Vamos clarificar as coisas que ele está com algumas dificuldades de compreensão: o seu problema não é ter sido revolucionário na sua juventude, é apenas não passar de um reles troca-tintas na sua decrepitude.
É a segunda vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O apoiante de Bush, o especialista em reportagens em hotéis de 5 estrelas, voltou a <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1459003&#038;seccao=Ferreira%20Fernandes&#038;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco">escrever</a> sobre nós. Vamos clarificar as coisas que ele está com algumas dificuldades de compreensão: o seu problema não é ter sido revolucionário na sua juventude, é apenas não passar de um reles troca-tintas na sua decrepitude.</p>
<p>É a segunda vez que a criatura dedica uma coluna inteira a insultar-me. Espero não ter de me referir mais vezes a este indivíduo que usa a coluna que tem no jornal para atacar quem não gosta. Deve ser uma espécie de prebenda, para quem utiliza, a maioria das vezes, esse espaço para defender o sr. primeiro-ministro e o presidente dos EUA que esteja no posto.<br />
Nós, do 5 dias, somos simples bloggers, mas se pensa que nos assusta, está muito enganado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Conversas da treta (1) &#8211; Da reprodução dos Coelhos</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/30/conversas-da-treta-1-da-reproducao-dos-coelhos/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 14:32:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Num livro colectivo de crítica à obra de Zizek, chamado The Truth of Zizek, uma das críticas que é feita a Zizek é que ele tem um discurso encantatório sobre a realidade, mas não dá nenhuma pista para sua transformação.  Um dos autores, Simon Critchley, acusa: &#8220;Eu lembro-me de perguntar, há vários anos, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2009/12/30/conversas-da-treta-1-da-reproducao-dos-coelhos/gloria-steinem6/" rel="attachment wp-att-29052"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/12/gloria-steinem6.jpg" alt="" title="gloria-steinem6" width="375" height="481" class="aligncenter size-full wp-image-29052" /></a><br />
Num livro colectivo de crítica à obra de Zizek, chamado The Truth of Zizek, uma das críticas que é feita a Zizek é que ele tem um discurso encantatório sobre a realidade, mas não dá nenhuma pista para sua transformação.  Um dos autores, Simon Critchley, acusa: &#8220;Eu lembro-me de perguntar, há vários anos, a Zizek as implicações para a acção política do seu trabalho. Ele respondeu-me, caracteristicamente, &#8216;eu tenho o chapéu, mas falta-me o coelho&#8217;. A minha questão é onde está o coelho? É preciso um coelho, talvez mais se queremos que eles se reproduzam&#8221;.<br />
Zizek, num artigo sintomaticamente intitulado: &#8216;Com amigos destes, quem precisa de inimigos&#8217;,  não nega esta interpelação, admite &#8216;manter-se crítico acerca dos coelhos que são oferecidos nos dias de hoje à esquerda&#8217;. Para ele, é preciso uma séria análise sobre os coelhos e não floreados retóricos, sobre como é melhor ter um coelho do que não ter.<br />
Zizek defende que, neste momento, a célebre tese de Marx sobre Feuerbach deve ser invertida: mais do que transformar o mundo é preciso pensá-lo.<br />
O autor defende que vivemos tempos negros para as &#8216;políticas emancipatórias&#8217;, que é possível fazer a crítica do capitalismo, apontar as contradições e insuficiencias das formas de legitimação democrática que ele encontra e até prever as crises que o capitalismo necessariamente engendrará no seu funcionamento, mas estamos, neste momento, incapazes de formular um projecto de mudança global. Apesar de achar que o apelos &#8216;baratos&#8217; à superação do capitalismo e a sua forma de legitimação democrática, apelos úteis a médio prazo, são inúteis nos dias que correm, Zizek não está disposto a aceitar a substituição da ideia de mudança radical e global, pela defesa da multiplicação de práticas locais de resistência como único horizonte da transformação.<br />
Todos os posts &#8211; que neste blogue aparecem sobre violência, capitalismo e a sua superação, a multiplicação das práticas de auto-determinação que não se vêem em lado nenhum &#8211; não passam, na minha opinião, de retórica. Uma retórica meramente encantatória, mas que é certamente necessária para fazer um luto e refazer pensamentos. Ela multiplica-se em centenas de blogues, site e livros. Sem se ter conseguido responder a estas perguntas fundamentais para uma esquerda radical: qual é o projecto da transformação? Quais são os sujeitos que terão interesse em fazer essa, mesma, transformação? </p>]]></content:encoded>
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		<title>No outro dia, lembraram-me esta passagem</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/29/no-outro-dia-lembraram-me-esta-passagem/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 14:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gb_qHP7VaZE&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/gb_qHP7VaZE&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>A minha solução para o desemprego</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/28/a-minha-solucao-para-o-desemprego/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 13:57:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Dada a minha alegada vasta experiência nestes campos, pensei ultrapassar a minha vida de desempregado, com esta ideia. O verdadeiro governo Socrático é aquele que tem como principal conquista a multiplicação dos desempregados. Só Sócrates é Deus e o Fernandes o seu profeta. Vou seguir o conselho do empregado do Diário da Manhã.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2009/12/28/a-minha-solucao-para-o-desemprego/kfcbigimage1/" rel="attachment wp-att-28939"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/12/kfcbigimage1.gif" alt="" title="kfcbigimage1" width="447" height="347" class="aligncenter size-full wp-image-28939" /></a><br />
Dada a minha alegada vasta experiência nestes campos, pensei ultrapassar a minha vida de desempregado, com esta ideia. O verdadeiro governo Socrático é aquele que tem como principal conquista a multiplicação dos desempregados. Só Sócrates é Deus e o Fernandes o seu profeta. Vou seguir o conselho do empregado do Diário da Manhã.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Assuntos pouco importantes</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/27/assuntos-pouco-importantes/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 19:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[p]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ferreira Fernandes resolveu reparar em dois posts meus, não discute aquilo que escrevi &#8211; nem os deve ter lido -, e tenta desqualificar-me. Eu teria, crime dos crimes, trabalhado numa agência de comunicação com a conta da Mcdonald&#8217;s. Tive sempre o defeito de ter de trabalhar para ganhar a vida. E é verdade que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1456478&#038;seccao=Ferreira">Ferreira Fernandes</a> resolveu reparar em <a href="http://5dias.net/2009/12/23/saber-dizer-nao/">dois</a> posts <a href="http://5dias.net/2009/12/20/tornar-a-violencia-visivel/">meus</a>, não discute aquilo que escrevi &#8211; nem os deve ter lido -, e tenta desqualificar-me. Eu teria, crime dos crimes, trabalhado numa agência de comunicação com a conta da Mcdonald&#8217;s. Tive sempre o defeito de ter de trabalhar para ganhar a vida. E é verdade que trabalhei seis meses numa agência de comunicação, apesar de não ter a conta da Mcdonald&#8217;s. Para auxiliar um colega, no âmbito das minhas funções de assessoria, telefonei ao João Ferreira que edita a revista do Diário de Notícias a convidar um jornalista a ir a um concurso internacional de música organizado pela Mcdonald&#8217;s. O DN, do qual o Ferreira Fernandes é quadro, achou o assunto jornalisticamente interessante, tanto que mandou um colaborador. Qual é o problema? Mesmo que fosse assessor de imprensa da Mcdonald&#8217;s, isso tornaria as minhas opiniões erradas por isso?<br />
A ideia que a partir de agora só podiam emitir opiniões contra o capitalismo as pessoas que trabalhassem em empresas proletárias, é fantástica, mas pouco exequível. Vivemos numa economia capitalista e a esmagadora maioria de nós trabalha para empresas privadas. Há uma dimensão ética entre a posição política e aquilo que se faz, mas em meu entender não passa por não trabalhar em empresas privadas.<br />
Já fui jornalista em muitos órgãos de comunicação social e trabalhei numa agência de comunicação. Há uma coisa que não podem dizer de mim, é que reneguei as minhas convicções políticas, para subir profissionalmente e, sobretudo, não podem dizer que sou um lambe botas do director de turno. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Agora o natal dos nossos patrocinadores</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/24/agora-o-natal-dos-nossos-patrocinadores/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 18:02:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Send your own ElfYourself eCards]]></description>
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		<title>O pai natal é vermelho (2)</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 23:20:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Send your own ElfYourself eCards

O Zé Neves, a Margarida, a Natasha (para a envergonhar), o Zé Nuno e o Luís Rainha também  apareceram. O resto das renas que se organize que eu já estou farto disto.]]></description>
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<p>O Zé Neves, a Margarida, a Natasha (para a envergonhar), o Zé Nuno e o Luís Rainha também  apareceram. O resto das renas que se organize que eu já estou farto disto.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O pai natal é vermelho!</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 22:43:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Send your own ElfYourself eCards

O Zé Nuno é o responsável da música, por modéstia não apareceu. O Rainha está de férias. O Zé Neves fugiu, levando na sua peugada o resto dos elementos do 5 dias. Ficaram na foto o Figueira, o Vidal, o Tiago, o Ricardo e eu. Para que conste.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyNjE2MDgxNDk5NzkmcHQ9MTI2MTYwODE3MDE3MCZwPTQxODgxMyZkPTIwMzUxMCZnPTImbz*4OTNhOGU1ZDVhYWQ*N2RmYjcxMDJhYTE3MDZiNWE*ZSZvZj*w.gif" />
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<p>O Zé Nuno é o responsável da música, por modéstia não apareceu. O Rainha está de férias. O Zé Neves fugiu, levando na sua peugada o resto dos elementos do 5 dias. Ficaram na foto o Figueira, o Vidal, o Tiago, o Ricardo e eu. Para que conste.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Memória selectiva</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 21:58:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O meu amigo Tomás Vasques pergunta ao PCP se vai homenagear o ditador romeno Ceausesco. Estranha pergunta, atendendo que o dito partido Estado do &#8216;génio dos Cárpatos&#8217;, nas alturas do PREC, era convidado de honra dos congressos&#8230; do PS e não ia aos do PCP.
Um esquecimento desculpável, até porque, nesses tempos agitados, o Tomás Vasques [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meu amigo Tomás Vasques<a href="http://hojehaconquilhas.blogs.sapo.pt/1062077.html"> pergunta</a> ao PCP se vai homenagear o ditador romeno Ceausesco. Estranha pergunta, atendendo que o dito partido Estado do &#8216;génio dos Cárpatos&#8217;, nas alturas do PREC, era convidado de honra dos congressos&#8230; do PS e não ia aos do PCP.<br />
Um esquecimento desculpável, até porque, nesses tempos agitados, o Tomás Vasques era maoista e achava o Pol Pot um gajo porreiro. A memória é muito traiçoeira.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Saber dizer &#8220;não&#8221;.</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 03:02:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma musiquinha para trautearem
Há muito tempo vi uma fotografia que não consigo encontrar. Não valia nada, como enquadramento, textura, cor ou contraste. Era apenas um sopro. Centenas de prisioneiros iraquianos, durante a guerra Irão-Iraque estavam prostrados a fazer as suas orações ao ritmo imposto dos seus captores e cercados de guardas armados. Apenas três deles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fQyGBinRB04&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/fQyGBinRB04&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
<em>Uma musiquinha para trautearem</em></p>
<p>Há muito tempo vi uma fotografia que não consigo encontrar. Não valia nada, como enquadramento, textura, cor ou contraste. Era apenas um sopro. Centenas de prisioneiros iraquianos, durante a guerra Irão-Iraque estavam prostrados a fazer as suas orações ao ritmo imposto dos seus captores e cercados de guardas armados. Apenas três deles mantinham-se de cabeça direita, recusando qualquer gesto de submissão. Negação irracional. A recusa em representar foi paga, certamente, com a vida. Mas, no momento da fotografia eles transcendiam as cobardias e as obediências e mostravam que a humanidade passa pela força de dizer &#8220;não&#8221;.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Tornar a violência visível</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 02:25:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De repente, uma série de pessoas descobriu que há gente de esquerda que afirma que as nossas sociedades brandas são lugares onde existe violência. Gente que lembra que os chamados consensos sociais são impostos pela violência. Há muito que os habitantes do mundo sofrem de um série de formas de violência menos mediáticas do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/12/7-520x346.jpg" alt="7" title="7" width="520" height="346" class="aligncenter size-large wp-image-28561" /></p>
<p>De repente, uma série de pessoas descobriu que há gente de esquerda que afirma que as nossas sociedades brandas são lugares onde existe violência. Gente que lembra que os chamados consensos sociais são impostos pela violência. Há muito que os habitantes do mundo sofrem de um série de formas de violência menos mediáticas do que as recordações turísticas voadoras a aterrar na face do primeiro ministro de Itália. O lançamento da estátua teve um autor facilmente identificável. O resultado foi Berlusconi perder dois dentes. O desemprego, a miséria, a fome, a injustiça têm culpados mais escondidos e resultados negativos bastante mais graves do que parte de uma dentição Pepsodent.<br />
Há uma célebre frase de Baudelaire sobre o Diabo, em que este afirma que o maior feito do Demo foi ter-nos convencido da sua inexistência. O maior feito dos estados capitalistas foi ter-nos convencido da sua suposta neutralidade e da bondade dos seus métodos. Por vezes, é preciso um murro no estômago para perceber a realidade das coisas. As acções não violentas servem exactamente para isso. Quando uma activista saaraui entra em grave da fome porque foi expulsa do seu país, rasga o véu da ilusão e demonstra a realidade de todos os dias. Mostra a violência escondida daquilo que até ao momento parecia normal. Milhares de pessoas são expulsas por ano dos seus países ou dos sítios onde se refugiaram, com a cumplicidade de governos democráticos. Para estados como o italiano, as pessoas do terceiro mundo não são gente. Uma criança nascida em itália, filha de imigrantes ilegais, é italiana. Os seus país serão expulsos e as crianças separadas dos parentes e enviadas para orfanatos na Itália. As leis aprovadas pela União Europeia prevêem a expulsão dos imigrantes para países terceiros. Um convénio entre a Itália e a Libia tem enviado milhares deles para o deserto, para muitos morrerem a caminho dos seus países. Se isso não é violência, o que é a violência?<br />
Há uma certa tendência de medir as virtudes do Estado de direito democrático na Avenida de Roma, talvez fosse mais verdadeiro medirem-no na Bela Vista e na Cova da Moura. Perceberiam que há sítios em que o Estado significa pouco mais do que a polícia e que esta não é tão educada como na Quinta da Marinha. Caminhamos para sociedades cada vez mais desiguais, o acesso à justiça é inexistente para os mais pobres, os mais ricos são praticamente inimputáveis: é mais fácil prender um ladrão de 100 euros do que um vigarista de muitos milhões.<br />
A incapacidade do capitalismo responder à grave crise ecológica que se avizinha vai tornar os conflitos mais agudos e as crises mais destruidoras e persistentes. A violência dos estados e poderosos será cada vez menos disfarçada e perante isso é preciso contrapor a acção daqueles que não aceitam este estado de coisas. Defender a acção não se confunde com pregar o terrorismo, nem marcar assaltos ao Palácio de Inverno. Significa apenas não renunciar a todas as formas de luta passíveis de construir uma ruptura com a lógica da sociedade capitalista. Qualquer acto político que quebre esta normalidade anormal e que defenda o pressuposto da igualdade é um acto subversivo. Não porque pretenda ser violento, mas porque não aceita como normal a desigualdade que nos querem impor, como único caminho possível.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Do arco da degustação ao arco da governação</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 14:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Não me deu nenhum prazer as imagens de Berlusconi a escorrer sangue. Não gosto de ver bandidos decrépitos depois de levarem  com uma &#8220;pedrada&#8221;. Sobretudo, tenho muitas dúvidas se determinados acontecimentos não têm como efeito a legitimação desses poderes mafiosos. Foi um louco que começou o incendio do Reichstag, foi Hitler que ficou no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não me deu nenhum prazer as imagens de Berlusconi a escorrer sangue. Não gosto de ver bandidos decrépitos depois de levarem  com uma &#8220;pedrada&#8221;. Sobretudo, tenho muitas dúvidas se determinados acontecimentos não têm como efeito a legitimação desses poderes mafiosos. Foi um louco que começou o incendio do Reichstag, foi Hitler que ficou no poder. Dito isto, não confundo as coisas: Berlusconi está no poder porque a &#8220;esquerda responsável&#8221; o colocou nessa cadeira. Os governos Prodi (com participação &#8220;responsável&#8221; da Refundação Comunista) são , com a sua política de direita e anti-trabalhadores, os maiores obreiros do regresso de Berlusconi ao governo. Para quê ser de esquerda, se ela faz a política da direita? Essa postura responsável da esquerda é um oportunismo suicidário: não convence os eleitores de esquerda (a refundação comunista foi à vida), nem os de direita (os votos dessa gente foram todos para Berlusconi). O oportunismo, esclareçamos, tem sempre o mesmo desfecho: compensa para alguns, mas lixa a vida de todos.<br />
Os blogues não são partidos políticos: as pessoas não têm que apurar uma opinião comum. No entanto, tenho a convicção que o 5 dias tem um papel histórico: convencer quão fofinho e responsável é o Daniel Oliveira. Conseguir levá-lo do arco da degustação, em que é convidado para jantares e beberetes, para o arco da governação, em que nos vai surpreender a todos,  no barco da esquerda responsável, com muitas e profundas reformas. Nessa altura, estou certo que honrará a ideia que mudar a vida é diferente de mudar de vida. Será infelizmente demasiado tarde.<br />
Gosto muito do Daniel Oliveira. É uma pessoa inteligente, honesta e com muitas qualidades. Aprendi há muito tempo que a identificação política não é a base da amizade, nem, sequer, do sexo. Para que não haja confusões, a ideia é genérica, e garanto que nunca tive nada de sexual com o Daniel e pouco tenho de político com ele. Depois da Fernanda Câncio ter sido convidada para as reuniões do grupo de reflexão do Bloco de Esquerda do Parlamento Europeu em Bruxelas não quero vir a ser acusado de estragar novos encontros políticos entre a esquerda responsável.<br />
Acho, no entanto, que a política do Daniel Oliveira terá o efeito de todas as políticas &#8220;responsáveis&#8221; da esquerda: a manutenção da governação à direita. As coisas valem o que valem e, provavelmente estarei errado, mas tenho a convicção que a primeira derrota da esquerda foi ter aceite a limitação daquilo que é pensável. A incorporação do capitalismo como horizonte inultrapassável da humanidade é disso um dos maiores exemplos. Mantenho-me fiel à esquerda irresponsável. Poderá não dar em nada, mas, pelos menos, não terá o seu clímace nos Jorges Coelho e nos Pinas Mouras desta vida. A minha responsabilidade é uma espécie de ética interna e fica-se por esta frase de um gajo com barbas: &#8220;sejamos realistas, exijamos o impossível&#8221;.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Som e fúria novamente.</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 21:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Odeith e Lisboa
Amanhã a reportagem Som e Fúria vai passar na TVI, logo a seguir ao Jornal Nacional. No mesmo dia,  TVI 24 às 21.30, vai haver um debate, sobre a reportagem, em que vão estar presentes Chullage (Nuno Santos), Nuno Magalhães, ex- secretário-Estado do MAI, do CDS, no governo de Santana Lopes, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ANjyyj20zBM&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ANjyyj20zBM&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
<em>Odeith e Lisboa</em></p>
<p>Amanhã a reportagem Som e Fúria vai passar na TVI, logo a seguir ao Jornal Nacional. No mesmo dia,  TVI 24 às 21.30, vai haver um debate, sobre a reportagem, em que vão estar presentes Chullage (Nuno Santos), Nuno Magalhães, ex- secretário-Estado do MAI, do CDS, no governo de Santana Lopes, e eu. Há um consenso assinalável: todos se chamam Nuno&#8230;</p>]]></content:encoded>
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		<title>Odeith mais</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 15:28:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JEK0xtQcXsE&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/JEK0xtQcXsE&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>Concursos MP3</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 16:36:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Raramente vejo televisão. Problema de trabalhar numa. Por gosto, perco o tempo a piratear documentários. Tropecei no outro dia no ídolos. Parece MP3. Como se sabe, os formatos digitais permitiram a massificação da música, mas com determinados custos. A compressão formata a música e torna-a &#8216;transportável&#8217;, mas faz de todos os sons, coisas medianas, sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Raramente vejo televisão. Problema de trabalhar numa. Por gosto, perco o tempo a piratear documentários. Tropecei no outro dia no ídolos. Parece MP3. Como se sabe, os formatos digitais permitiram a massificação da música, mas com determinados custos. A compressão formata a música e torna-a &#8216;transportável&#8217;, mas faz de todos os sons, coisas medianas, sem arestas nem brilhos. O jurí do programa, justificando estar a escolher ídolos para um determinado mercado, usa os critérios da mediocridade, perpétua uma música de plástico, sem surpresas. É uma espécie de compressão mental, para cérebros pequeninos. És bonitinho(a), abanas-te e fazes uns trinados &#8216;à la&#8217; moda, tens aqui os teus 5 minutos de fama. Não deixes que os teus neurónios se interponham, entre ti, e o sucesso de plástico. Se correr bem ainda apareces no mama show.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Som e fúria</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 01:04:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A imagem é do grande Odeith, pode ser encontrada na fronteira da Cova da Moura.
Na próxima segunda-feira, dia 7 de Dezembro, passa a minha grande reportagem no Repórter TVI, depois do Jornal Nacional. O Som e a Fúria fala dos chamados bairros perigosos e do rap. Relata a vida de músicos invisíveis que são uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-large wp-image-28092" title="2_da_real_Queens_by_Odeith" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/12/2_da_real_Queens_by_Odeith-520x391.jpg" alt="2_da_real_Queens_by_Odeith" width="520" height="391" /><br />
<em><br />
A imagem é do grande Odeith, pode ser encontrada na fronteira da Cova da Moura.</em></p>
<p>Na próxima segunda-feira, dia 7 de Dezembro, passa a minha grande reportagem no Repórter TVI, depois do Jornal Nacional. O Som e a Fúria fala dos chamados bairros perigosos e do rap. Relata a vida de músicos invisíveis que são uma espécie de CNN dos bairros. As reivindicações, os protestos e as esperanças estão nas letras e batidas destes sons que não aparecem nas rádios, nem nas lojas.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Deixa a chuva cair</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 22:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Sentado no sofá, com uma almofadinha de cor indefinível a aconchegar-me as costas, penso no problema da falta de vitalidade da vida contemporânea. Estou pronto para uma mudança radical. Qual é a tecla do telecomando? São possíveis filhos adoptivos da classe operária, mas fofos? Onde pára o proletariado? Sendo obrigado a ver o Gossip Girl, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sentado no sofá, com uma almofadinha de cor indefinível a aconchegar-me as costas, penso no problema da falta de vitalidade da vida contemporânea. Estou pronto para uma mudança radical. Qual é a tecla do telecomando? São possíveis filhos adoptivos da classe operária, mas fofos? Onde pára o proletariado? Sendo obrigado a ver o <em>Gossip Girl</em>, pela minha acompanhante, parece-me claro que o pior de tudo não é os ricos terem-nos fodido a vida, é obrigarem-nos a assistir aos seus sonhos pueris. Provavelmente, nem são deles, pertencem a algum betinho da Musgueira. Gosto desta passagem de Shakeaspeare (Macbeth, 3º acto, Cena 3) em que Banquo sai do castelo, acompanhado pelo filho, e comenta para uns homens que se encontram no exterior, que a chuva vem aí. Obtém como única resposta uma lámina a rasgar o peito e uma frase curta: &#8220;Deixa a chuva cair.&#8221; Parece-me uma mudança simpática. Na vida, pior do que as algemas são as almofadas.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A hipótese poética</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 15:32:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8216;Há um momento em que tudo explode no explendor, para onde todo o ar foge&#8217;, garante o poeta. O mesmo que nos diz que &#8216;a poesia recapitula o mundo, chamando-o em cada chama, pela chama de cada sílaba&#8217;. Na República, Platão propõe a expulsão dos poetas da cidade. Dado que, como defendia Sócrates, o poeta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BXB-PoihfYI&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/BXB-PoihfYI&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
&#8216;Há um momento em que tudo explode no explendor, para onde todo o ar foge&#8217;, garante o poeta. O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Gusm%C3%A3o">mesmo</a> que nos diz que &#8216;a poesia recapitula o mundo, chamando-o em cada chama, pela chama de cada sílaba&#8217;. Na República, Platão propõe a expulsão dos poetas da cidade. Dado que, como defendia Sócrates, o poeta imita as coisas sem as conhecer. A poesia impede a educação do homem, pois dá à ilusão ares de verdade. Não querendo, nem podendo, discutir Platão, tenho sempre a ideia que no nosso mundo as ilusões são tão reais como as pedras. Muitas vezes, as pedras não passam de pedras na estrada e as ilusões, muito antes da Mota-Engil, fazem as estradas. Uma das cenas mágicas que me lembro de ver no cinema, foi na Siberiada de Andrei Konchalovsky. Neste filme, um homem constroi uma estrada, perdido no meio da tundra siberiana, num mero acto de desespero e vontade. As palavras tendem a construir um sentido, encontram no real os caminhos do possível (ou do impossível). Citando Durruti, a partir da contracapa do album Crac! dos AREA (podem ouvir a música): &#8216;Noi portiamo un mondo nuovo dentro di noi, e questo mondo, ogni momento che passa, cresce. Sta crescendo, proprio adesso che io sto parlando con te&#8217;. Uma coisa é certa, fica muito melhor em italiano. </p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8216;Os recibos verdes são azuis&#8217;</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 12:35:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Concedo que a associação do Basso Profundo, versão Devotchka, com o título é espúria e filha de uma famosa anedota que não vou contar. Se isso vos incomodar, vejam este post a prestações: leiam o título e meia hora depois regressem e oiçam a música. A ordem dos factores é arbitrária. A frase é roubada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SrsBNH8KPE8&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/SrsBNH8KPE8&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Concedo que a associação do Basso Profundo, versão Devotchka, com o título é espúria e filha de uma famosa anedota que não vou contar. Se isso vos incomodar, vejam este post a prestações: leiam o título e meia hora depois regressem e oiçam a música. A ordem dos factores é arbitrária. A frase é roubada a um <a href="http://ouriquense.blogs.sapo.pt/137099.html">post do Ouriquense</a>. Para que conste.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A vertigem</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 03:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Façam o favor de não ligar às legendas. Há coisas que não devem ser lidas. Deve-se viver até ao fim. Recusar virar a cara ao choque. Não parar. 
No outro dia, aconselharam-me a não participar num sindicato devido &#8220;à minha situação laboral&#8221;. Já repararam no pudor fascinante da expressão? Sempre me intrigaram os eufemismos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2ZFr2Fh66zs&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2ZFr2Fh66zs&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
<em><br />
Façam o favor de não ligar às legendas. Há coisas que não devem ser lidas. Deve-se viver até ao fim. Recusar virar a cara ao choque. Não parar. </em></p>
<p>No outro dia, aconselharam-me a não participar num sindicato devido &#8220;à minha situação laboral&#8221;. Já repararam no pudor fascinante da expressão? Sempre me intrigaram os eufemismos do tipo &#8220;doença prolongada&#8221; e outras invenções silenciosas. Qual é a razão que nos impede de dizer que alguém morreu de cancro? Qual é a razão que impede as pessoas de chamarem as coisas pelos os seus nomes?  Vejamos uma formulação clara: &#8217;sicrano, acho que não devias participar no sindicato, isso vai ajudar-te a ser despedido e a não arranjares emprego&#8217;. Muito melhor. Talvez, a clareza das palavras seja a primeira condição para percebermos onde estamos. O silêncio mantém silêncios. O medo multiplica o medo. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Justiça para os traidores</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 15:06:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A figura do traidor está injustamente valorada na história universal. O Carlos Vidal, citando um palhaço do meu agrado, já nos tinha revelado isso, a propósito do seu voto (no PSD?). Sem Judas não haveria Cristo. O traidor fez o maior dos sacrifícios para que o Messias pudesse triunfar. Sem a crucificação do Senhor, Ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A figura do traidor está injustamente valorada na história universal. O Carlos Vidal, citando um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Slavoj_%C5%BDi%C5%BEek">palhaço</a> do meu agrado, já nos tinha <a href="http://5dias.net/2009/09/26/uma-analise-perversa-mas-muito-verdadeira-para-o-proximo-dia-27/">revelado</a> isso, a propósito do seu voto (no PSD?). Sem Judas não haveria Cristo. O traidor fez o maior dos sacrifícios para que o Messias pudesse triunfar. Sem a crucificação do Senhor, Ele não poderia redimir os nossos pecados, matando-se. O pobre do Judas nem sequer teve a sorte de ressuscitar. Para o bem da humanidade, recebeu um péssimo pagamento e acabou a abanar-se numa oliveira para opróbrio do gentio. O beijo que deu foi um fraco prémio de consolação, mesmo para os padrões do Jugular. Muitos citam filósofos, como argumento de autoridade a esse respeito, eu limito-me a roubar o Hugo Pratt. Está tudo explicado nos cangaceiros e nas Célticas. Nessa obra maior da literatura universal expropria-se, brilhantemente, um conto das Ficções de Borges e descobre-se que o verdadeiro herói é, de facto, um traidor. Nesta história, um pobre irlandês aceita matar o maior lutador da independência para que ele se torne mártir e, com o seu assassinato, a revolução triunfe. A beleza está nos pormenores: o herói estava feito com os ingleses. O verdadeiro herói era o traidor que matou o falso herói, para que ele ficasse impoluto na história. Quando os cidadãos da Irlanda homenageavam o mártir e execravam o traidor, estavam, na verdade, a insultar o herói. Sem o traidor não teria existido herói, embora o herói, fosse na realidade um grande traidor. Ainda dizem que a vida não é divertida.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Nem tudo foi mau no dia 25 de Novembro</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/25/nem-tudo-foi-mau-no-dia-25-de-novembro/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 20:02:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Aconteceu há 10 anos. Bem lembrado pelo Filipe Moura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/h6A9peGjt2k&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/h6A9peGjt2k&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Aconteceu há 10 anos. Bem lembrado pelo <a href="http://avesso-do-avesso.blogspot.com/">Filipe Moura</a>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>2012</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 02:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mais fantástico, deste filme, é que é preciso matar a quase totalidade da população do planeta, para haver um final feliz: o antigo marido e pai pouco extremoso regressa para os braços da esposa e ganha o respeito dos filhos. O tipo que lhe tinha sucedido no leito nupcial morre sem ninguém dar por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mais fantástico, deste filme, é que é preciso matar a quase totalidade da população do planeta, para haver um final feliz: o antigo marido e pai pouco extremoso regressa para os braços da esposa e ganha o respeito dos filhos. O tipo que lhe tinha sucedido no leito nupcial morre sem ninguém dar por ele. Danos colaterais.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Música oculta</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/22/musica-oculta/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 04:34:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Basta clicar na foto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=9RHn7yfwuQk"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/11/amigos.jpg" alt="amigos" title="amigos" width="360" height="239" class="aligncenter size-full wp-image-27648" /></a></p>
<p>Basta clicar na foto</p>]]></content:encoded>
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		<title>Não há cu para os vampiros</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/22/nao-ha-cu-para-os-vampiros/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 01:10:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Se escrevesse um livro teria este título. Ainda não pensei no enredo, mas a denominação parece-me promissora.
Há seis meses, insisti que estávamos a ser invadidos por uma moda de vampiros. Nas livrarias, nos cinemas, nas telenovelas assístimos à multiplicação dos morcegos. Qualquer dia, vamos ter uma série de Morangos com Açúcar com caninos proeminentes, uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/11/x-art_milla_teenage_vampire-14-sml-520x346.jpg" alt="x-art_milla_teenage_vampire-14-sml" title="x-art_milla_teenage_vampire-14-sml" width="520" height="346" class="aligncenter size-large wp-image-27639" /><br />
Se escrevesse um livro teria este título. Ainda não pensei no enredo, mas a denominação parece-me promissora.<br />
Há seis meses, <a href="http://5dias.net/2009/06/01/por-favor-morda-me-o-pescoco/">insisti</a> que estávamos a ser invadidos por uma moda de vampiros. Nas livrarias, nos cinemas, nas telenovelas assístimos à multiplicação dos morcegos. Qualquer dia, vamos ter uma série de Morangos com Açúcar com caninos proeminentes, uma espécie de &#8220;Por favor não me mordas no morango&#8221;. Descartando as teorias psicanalíticas que misturam vampirismo e antropofagia, a praga é transparente: arrastamo-nos pela existência sem vitalidade, estamos num mundo incerto, em que somos, cada vez mais, excedentários e precários. Nada como os vampiros para nos garantirem o sangue, essa seiva da vida, e a eternidade. O sobrenatural dá-nos, como sempre, um sentido para uma existência sem fim. O imaginário da industria cultural colmata o espaço entre a nossa sobrevivência real e o que seria uma vida interessante.<br />
Sinal dos tempos, já tropecei em alegres criaturinhas que consultam a bruxa para mudar de namorado ou mesmo para decidirem qual é o canalizador que contratam. Quando o mundo perdeu a verdade, não há como o professor Fofana para nos dar o rumo certo. Fábula por fábula, continuo a preferir Corto Maltese, filho de uma cigana de Malta, que olhando para a sua mão, não gostou da pequenez da sua linha da sorte e traçou-a com uma navalha. </p>]]></content:encoded>
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		<title>Como eu gosto que a Vimeo decida o que eu posso ver</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/16/como-eu-gosto-que-a-vimeo-decida-o-que-eu-posso-ver/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 09:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Mardi Gras Birthday 2009 from Clayton Cubitt on Vimeo.
Mardi Gras Birthday 2009, Clayton Cubitt]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="400" height="270"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3701827&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=3701827&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="270"></embed></object>
<p><a href="http://vimeo.com/3701827">Mardi Gras Birthday 2009</a> from <a href="http://vimeo.com/siege">Clayton Cubitt</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Mardi Gras Birthday 2009, Clayton Cubitt</p>]]></content:encoded>
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		<title>Justiça oculta</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/11/justica-oculta/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 00:07:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo o Expresso online o presidente do Supremo Tribunal de Justiça declarou nulas as certidões baseadas nas escutas que envolviam as conversas entre Armando Vara e José Sócrates, baseando-se na seguinte argumentação: &#8220;Segundo apurou o Expresso, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, presidido por Noronha do Nascimento, baseia-se no facto de as escutas envolvendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo o Expresso online o presidente do Supremo Tribunal de Justiça declarou nulas as certidões baseadas nas escutas que envolviam as conversas entre Armando Vara e José Sócrates, baseando-se na seguinte argumentação: <a href="http://aeiou.expresso.pt/supremo-diz-que-escutas-a-socrates-sao-nulas=f546583">&#8220;Segundo apurou o Expresso, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, presidido por Noronha do Nascimento, baseia-se no facto de as escutas envolvendo o primeiro-ministro terem de ser previamente validadas por um tribunal superior&#8221;</a>.<br />
O argumento é fantástico. Como se sabe, as escutas não foram feitas a José Sócrates, mas a Armando Vara. Durante as escutas autorizadas judicialmente a Vara, os magistrados tropeçaram em conversas com Sócrates que eles acharam que indiciavam a prática de ilícitos criminais. Foram retiradas as devidas certidões, como envolviam o primeiro-ministro, foram enviadas ao Procurador Geral da República e seguidamente ao Supremo Tribunal de Justiça, para que a investigação desse ilícito fosse validada. A ser verdade a decisão noticiada, estamos perante um caso de ocultação e de grosseira violação da lei. Não conheço nenhum caso em que numa acção autorizada judicialmente se tropeça com um eventual ilícito criminal e que não se retire as devidas certidões e não se proceda à devida investigação. Os sinais são muito claros: com os actuais actores da justiça, os políticos e poderosos não têm que se preocupar, a justiça vela por eles. É convenientemente cega. Em Portugal, nunca haverá um caso semelhante às mãos limpas italianas, não porque o país seja impoluto, mas porque, a acreditar no Expresso,  parece que há pouca gente que tenha as mãos nesse estado. E os que as têm, como os investigadores de Aveiro, estão de mãos atadas.</p>]]></content:encoded>
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		<title>As minhas leituras do Daniel</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 20:11:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Daniel defende que o comunismo é igual a estalinismo, embora haja alguns comunistas que não são estalinistas. Importa discutir seriamente a tese e levar as suas conclusões até ao fim. Para discutir uma ideia, convém analisar o seu lado forte e não ridicularizá-la. É muito fácil dizer que, segundo a doutrina Oliveira, o comunismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Daniel defende que o comunismo é igual a estalinismo, embora haja alguns comunistas que não são estalinistas. Importa discutir seriamente a tese e levar as suas conclusões até ao fim. Para discutir uma ideia, convém analisar o seu lado forte e não ridicularizá-la. É muito fácil dizer que, segundo a doutrina Oliveira, o comunismo é pior do que o cristianismo, já que tirando a Palmira do Jugular ninguém defende que todos os cristãos são clones do Torquemada e que a prática do cristianismo só pode levar-nos direitinho às fogueiras da inquisição. Esta defesa da incapacidade do comunismo superar os seus próprios erros, é, segundo percebo do pensamento do Daniel, devido a um pecado original de que enfermaria o seu DNA. Qual é esse pecado original? Parece ser a ideia de uma história construída por rupturas e revoluções. No meu entender, o que o Daniel Oliveira contesta é qualquer possibilidade de ruptura e de superação do capitalismo. O que no fundo o Daniel defende é que não há socialismo possível. E que toda a tentativa de superação do capitalismo levar-nos-ia, obrigatoriamente, a uma ditadura estalinista. Esta conclusão ontológica, tem obviamente consequências na prática política. Se o capitalismo é o horizonte inultrapassável da humanidade, uma espécie de fim da história, o máximo que podemos ambicionar é mais reformas e direitos. Nesse quadro não há nenhuma barreira ideológica entre os partidos à esquerda do PS e o actual PS. Qualquer medida reformista pode, e deve, levar o Bloco a colaborar com o governo de Sócrates, mostre ele um pendor reformista sério e se esqueça da Mota-Engil. Mais, segundo o <em>daniel-oliveirismo</em>, a grande barreira na esquerda não se faz entre o PS actual e o PC e o Bloco, mas entre o PS e o Bloco, por um lado, e o PCP, por outro.<br />
Do ponto de vista táctico, uma boa política seria aquela que reivindicando tacticamente a unidade da esquerda, desse cabo do PCP e assessoriamente mudasse a direcção do PS. Levando a minha interpretação do pensamento do Daniel até o seu corolário lógico, a esquerda séria é aquela que abandonou o desejo totalitário de transcender o capitalismo e aposta num conjunto de reformas que melhorem significativamente a vida das pessoas sem contestar a primazia do capital em relação ao trabalho.<br />
Sinceramente, ao contrário do Daniel, não acho que o capitalismo seja reformável. A história tem muitos séculos, nada dura para sempre: nem a vida, nem a história, muito menos o capitalismo. Isso não quer dizer que estejamos condenados à felicidade. Recuperando uma formulação da Rosa do Luxemburgo, o socialismo, como superação do capitalismo é apenas uma hipótese, mas no meu entender, melhor do que as que nos esperam em alternativa.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Pois</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 14:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/11/V3plvX2eRobn34j1sIbVt8aWo1_400.gif" alt="V3plvX2eRobn34j1sIbVt8aWo1_400" title="V3plvX2eRobn34j1sIbVt8aWo1_400" width="350" height="198" class="aligncenter size-full wp-image-27095" /></p>]]></content:encoded>
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		<title>Estou um dia atrasado, mas apeteceu-me</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 12:52:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AWiY1i4E21k&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/AWiY1i4E21k&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>A propósito da última aparição de Saramago</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/01/a-proposito-da-ultima-aparicao-de-saramago/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 21:11:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Contava-se a seguinte anedota depois do finar da União Soviética, dois amigos encontravam-se e um dizia muito indignado:
 &#8211; Já viste que eles (PCUS) mentiram-nos completamente sobre o socialismo.
 A que o outro respondia prontamente:
- E o mais grave não é isso&#8230;
- Há coisa mais grave do que isso?
- Muito mais, o mais tenebroso é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/11/saramago.jpg" alt="saramago" title="saramago" width="488" height="472" class="aligncenter size-full wp-image-26962" /><br />
Contava-se a seguinte anedota depois do finar da União Soviética, dois amigos encontravam-se e um dizia muito indignado:<br />
 &#8211; Já viste que eles (PCUS) mentiram-nos completamente sobre o socialismo.<br />
 A que o outro respondia prontamente:<br />
- E o mais grave não é isso&#8230;<br />
- Há coisa mais grave do que isso?<br />
- Muito mais, o mais tenebroso é que eles disseram-nos toda a verdade sobre o capitalismo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Novo blogue para ler</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 20:55:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Carregar na foto, sff]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://suctionvalcheck.blogspot.com/"><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/11/Porn_Booth-520x364.jpg" alt="Porn_Booth" title="Porn_Booth" width="520" height="364" class="aligncenter size-large wp-image-26959" /></a><br />
Carregar na foto, sff</p>]]></content:encoded>
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		<title>Mundo vermelho</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 20:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Oiçam a música. Oiçam-na outra vez. Quando me garantem que houve violência a mais, digo-vos que houve a menos. Todos os dias, uma coisa sem nome exerce-se sobre os excluídos. O mais grave dessa brutalidade é que os torna invisíveis. A maioria da cidade não tem direitos. Não são cidadãos. Alguns não podem votar. Vivem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zHBibx5j-EI&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/zHBibx5j-EI&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Oiçam a música. Oiçam-na outra vez. Quando me garantem que houve violência a mais, digo-vos que houve a menos. Todos os dias, uma coisa sem nome exerce-se sobre os excluídos. O mais grave dessa brutalidade é que os torna invisíveis. A maioria da cidade não tem direitos. Não são cidadãos. Alguns não podem votar. Vivem no desemprego que às vezes se transforma em emprego de miséria. Nascem condenados. São apenas livres de ser reprimidos &#8211; são os Homo Sacer de que fala Agamben. Enquanto a gente se ocupa da telenovela da pequena política, dos pequenos arranjos parlamentares, do elogio do funcionário político do mês, tudo permanece permanentemente na mesma. Peço desculpa de não acreditar no consenso, por mais democrático que seja. A haver solução, estou longe de acreditar que exista, ela não vai ser doce. Tudo o que é novo tem as suas dores, na melhor das hipóteses, de parto. Não há mudança sem revolta. Não se quebra uma violência oculta e permanente, sem, como falava Benjamin, uma violência sagrada.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Face oculta</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 16:51:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Madre Teresa de Calcutá depois de dez anos de governo Sócrates]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/10/doncorlonepq8-404x520.jpg" alt="doncorlonepq8" title="doncorlonepq8" width="404" height="520" class="aligncenter size-large wp-image-26917" /><br />
Madre Teresa de Calcutá depois de dez anos de governo Sócrates</p>]]></content:encoded>
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		<title>Animação de fim de semana</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 15:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/axPs5RvvJ0Q&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/axPs5RvvJ0Q&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>Amor vs. paixão (publicidade mal paga)</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/27/amor-vs-paixao-publicidade-mal-paga/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 22:49:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A minha escolha para Lisbeth Salander, a heroína dos romances de Stieg Larsson, retirado do fascinante site das &#8220;namoradas do Partido Nacional Bolchevique&#8221;, acho que vou dedicar um post inteiro ao site, mal consiga ver o documentário que esteve no DOC Lisboa. 
Hoje, às 21 horas, na livraria/Bar do Cinema King, defrontam-se o João Villalobos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/10/va14.jpg" alt="va14" title="va14" width="333" height="500" class="aligncenter size-full wp-image-26788" /><br />
<em>A minha escolha para Lisbeth Salander, a heroína dos romances de Stieg Larsson, retirado do fascinante site das &#8220;namoradas do Partido Nacional Bolchevique&#8221;, acho que vou dedicar um post inteiro ao site, mal consiga ver o documentário que esteve no DOC Lisboa. </em></p>
<p>Hoje, às 21 horas, na livraria/Bar do Cinema King, defrontam-se o João Villalobos e o João Gomes de Almeida, sob a batuta avisada da Ana Anes. O primeiro João vai previsivelmente vender-nos as vantagens do amor platónico e o segundo João defender os benefícios da respiração pesada. A não perder.</p>
<p>PS- A pub foi colocada com lamentável atraso, pensei que o choque de titãs era amanhã.  </p>]]></content:encoded>
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		<title>Crónica de um linchamento</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/27/cronica-de-um-linchamento/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 21:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou um pouco farto da polémica do Gulag. Sempre que aparece uma cara nova do PCP, a amável comunicação social pergunta-lhe pelo Gulag a Coreia do Norte e a China. Não consta que a Rita Rato tenha mais de 100 anos, seja norte-coreana ou que tenha estado no Congresso do PS; a que assistiu, salvo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou um pouco farto da polémica do Gulag. Sempre que aparece uma cara nova do PCP, a amável comunicação social pergunta-lhe pelo Gulag a Coreia do Norte e a China. Não consta que a Rita Rato tenha mais de 100 anos, seja norte-coreana ou que tenha estado no Congresso do PS; a que assistiu, salvo erro, uma delegação de alto nível do, auto-denominado, Partido Comunista da China. É interessante que não me lembro que perguntem aos novos dirigentes dos partidos &#8220;burgueses&#8221; algum facto sobre os inúmeros crimes do capitalismo. Limitam-se a colocar as perguntas do dia. Provavelmente, porque os jornalistas de turno não acreditam que as guerras do Vietname, da Argélia, do Iraque, o golpe de Estado de Pinochet, entre muitos acontecimentos históricos, tenham sido crimes. Bem espremidinho, até vão dizer que o Pinochet melhorou a economia e derrubou o perigosamente totalitário e marxista Allende.<br />
Dito isto, tenho para mim claro que a China é um regime ditatorial e capitalista, que a Coreia do Norte é uma farsa e que as primeiras vítimas do estalinismo foram os próprios comunistas, acho até que temos o dever de ser críticos das várias experiências que se reivindicaram socialistas, mas isso não me faz ser cumplice do&#8221;fuzilamento&#8221; mediático da Rita Rato. A nova deputada do PCP podia ter respondido melhor? podia, mas isso não a torna adepta do Gulag.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Os melhores momentos, em inglês, do novo ministro da Defesa</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/23/os-melhores-momentos-em-ingles-do-novo-ministro-da-defesa/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 19:26:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NkGG5fp2kPI&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NkGG5fp2kPI&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Parte do &#8216;manual de más práticas&#8217; de que eu gosto</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/20/parte-do-manual-de-mas-praticas-de-que-eu-gosto/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 11:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Em meu leito, durante a noite,
busquei o amor de minha alma:
procurei, mas não o encontrei.
Hei de levantar-me e percorrer a cidade,
as ruas e praças,
procurando o amor de minha alma:
Procurei, mas não o encontrei.
Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade.
Vistes o amor de minha alma?
Apenas passara por eles,
encontrei o amor de minha alma:
agarrei-me a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Em meu leito, durante a noite,</p>
<p>busquei o amor de minha alma:</p>
<p>procurei, mas não o encontrei.</p>
<p>Hei de levantar-me e percorrer a cidade,</p>
<p>as ruas e praças,</p>
<p>procurando o amor de minha alma:</p>
<p>Procurei, mas não o encontrei.</p>
<p>Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade.</p>
<p>Vistes o amor de minha alma?</p>
<p>Apenas passara por eles,</p>
<p>encontrei o amor de minha alma:</p>
<p>agarrei-me a ele e não o soltarei</p>
<p>até trazê-lo à casa de minha mãe,</p>
<p>à alcova daquela que me concebeu.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.dhnet.org.br/w3/henrique/espiritualidade/salomao/cantares.html">Cântico dos Cânticos</a>, in Antigo Testamento</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/10/20/parte-do-manual-de-mas-praticas-de-que-eu-gosto/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Discussão interessante</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/15/26490/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/10/15/26490/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 11:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A propósito da primeira parte de um post meu, o Miguel Dias dá-me uma tareia, provavelmente com alguma razão:
Há ideias feitas que se instalam, que fazem escola e que são papagueadas com se de verdades incontestáveis se tratassem. Tiram-se conclusões e propõem-se remédios, sem cuidar de saber que se o pressuposto inicial é suportado por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito da primeira parte de um <a href="http://5dias.net/2009/10/12/autarquias-cada-vez-mais-fofinhas/">post meu</a>, o Miguel Dias dá-me uma tareia, provavelmente com alguma razão:</p>
<p><a href="http://aventar.eu/2009/10/14/os-pobres-patos-bravos/">Há ideias feitas que se instalam, que fazem escola e que são papagueadas com se de verdades incontestáveis se tratassem. Tiram-se conclusões e propõem-se remédios, sem cuidar de saber que se o pressuposto inicial é suportado por um mínimo razoável de evidência. Este post do Nuno Ramos de Almeida (que muito prezo, diga-se) ilustra de forma exemplar este fenómeno recorrente. Todo o raciocínio do NRA parte deste pressuposto: “Os sucessivos cortes orçamentais e as reiteradas violações das leis das finanças locais, colocaram a maioria das autarquias como reféns dos construtores civis. Muitas câmaras só sobrevivem graças ao crescimento do imobiliário”.</p>
<p> Ora a verdade é que o impacto nas receitas municipais supostamente gerado pelo crescimento imobiliário não chega aos 20% para a média dos municípios portugueses. E nestes 20% incluem-se o IMI, o IMT, sendo que as taxas não chegam a representar 1% das ditas receitas (e incluem outro tipo de taxas que não as devidas pelas operações urbanísticas). Mais de metade das receitas municipais vêm dos impostos gerais transferidos directamente do orçamento de estado (FEF, Fundos Estruturais e outros). Os restantes 30% são gerados pela própria actividade económico financeira dos municípios ( Venda de serviços, bens de investimento, rendimentos de propriedade, etc.).</a></p>
<p>Acho que é uma discussão interessante, não estou totalmente convencido. Relembro que a pressão e o crescimento do imobiliário é um fenómeno que tem acontecido em todo o país. Muitas vezes, as formas de compensação das autarquias não se faz apenas pelos impostos municipais, mas por obras feitas em regime de contrapartida e , sobretudo, a alienação de terrenos camarários para construção privada. Já para não falar dos financiamentos ilícitos dos candidatos autárquicos. Apesar destas dúvidas, lendo o artigo do Miguel, reconheço que a sua posição está muito mais bem fundamentada do que a minha. Espero que escreva mais sobre o assunto.  </p>]]></content:encoded>
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