Fui
17 de Fevereiro de 2010 por Zé NevesEste é o meu último post. Uma parte dos blogues políticos persegue uma identidade bastante definida. Outros adoptam estratégias multiculturais. Tem sido o caso do 5dias. O meu interesse por políticas multiculturais é o seguinte. Trata-se apenas e só de conseguir reunir condições mais favoráveis a que impere a confusão. E durante muito tempo a confusão foi rainha e senhora deste blogue. Ainda bem. Entretanto, os desentendimentos que temos tido perderam, no último mês e meio, uma boa parte da sua politicidade. E o que perderam em politicidade foram ganhando em autoridade. Neste filme, o que é menos relevante é saber quem são os bons e quem são os maus. Quando há uma separação, o historiador político mais convencional pergunta quem foi, quem foi mesmo, que teve a culpa, a culpa definitiva e verdadeira, e enche a boca com traição, génio, fé, carisma e outros pormenores. Mas o historiador das estruturas, por mais ou menos estruturalista que seja, jamais subirá a esse nível. E eu, que não sou um adepto do historiador das estruturas, menos serei do historiador político convencional.
Entretanto, o mais importante neste post de despedida é escrever isto: quero brindar a todos e todas que aqui me acolheram, sem excepção, mas em particular ao Nuno Ramos de Almeida, amigo de razões e camarada do coração, pelo menos desde o longínquo ano de 1848. Deixo um abraço especial, também, ao Luís Rainha, ao Tiago Saraiva e ao António Figueira, os postadores mais habituais, que continuarei a seguir com toda a atenção. Ao Renato Teixeira deixo também uma saudação, certo de que poderei contar com ele para assinalar todos os meus desvios, as minhas traições, os meus pecados. Do Ricardo Noronha, por afazeres vários, de que não nos conseguimos livrar, não vale a pena despedir-me. O Miguel Serras Pereira já foi, mas pode ser que o encontre por aí… Quanto aos leitores e comentaristas, particularmente estes últimos, não há razão para grandes despedidas. Pode bem dar-se o caso de nos reencontrarmos brevemente noutra tasca. Haja vinho, haja pão. Por ora, deixo-vos com o Carlos Vidal. Boa noite e boa sorte.





