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	<title>cinco dias &#187; ezequiel</title>
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		<title>convite</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 16:38:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[quem desejar visitar o meu quinto cyberhabitat, poderá encontrar-me aqui. o blog não é recente mas foi negligenciado por algum tempo, os posts são escassos, por enquanto, mas a intenção de comunicar é genuína. deverei começar a postar obsessivamente dentro de &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/16/convite/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" title="convite" src="http://www.visualcomplexity.com/vc/images/51_big01.jpg" alt="" width="400" height="300" /></p>
<p>quem desejar visitar o meu quinto cyberhabitat, poderá encontrar-me <a href="http://ezequielmottamoreiradasilva.blogspot.com/">aqui</a>. o blog não é recente mas foi negligenciado por algum tempo, os posts são escassos, por enquanto, mas a intenção de comunicar é genuína. deverei começar a postar obsessivamente dentro de apenas alguns dias, espero eu.  </p>
<p>ps: imagem retirada de www.visualcomplexity.com</p>]]></content:encoded>
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		<title>os imponderáveis da transição para a democracia *</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 23:04:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Piotr Sztompka, eminente sociólogo Polaco foi, com Z Bauman (e alguns outros), um dos mais perspicazes interpretes das mudanças tumultuosas que se fizeram sentir na Europa de Leste.Enquanto Bauman, referindo-se à experiência Polaca, falava do estado &#8220;liminal&#8221; (entre a dissolução e &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/15/os-imponderaveis-da-transicao-para-a-democracia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Piotr Sztompka, eminente sociólogo Polaco foi, com Z Bauman (e alguns outros), um dos mais perspicazes interpretes das mudanças tumultuosas que se fizeram sentir na Europa de Leste.<span id="more-7793"></span>Enquanto Bauman, referindo-se à experiência Polaca, falava do estado &#8220;liminal&#8221; (entre a dissolução e a agregação de novas entidades e práticas) que sucedeu o estrondoso colapso do nefasto sistema comunista, Sztompka falava dos &#8220;imponderáveis&#8221; que seriam os mais resilientes obstáculos à tão desejada democratização. Num paper que não consigo obter na net, intitulado<em> * &#8220;The Intangibles and </em><em>Imponderables of</em><em> the Transition to Democracy&#8221;</em>, publicado num jornal cujo titulo também não me recordo, o sociólogo Polaco escreveu sobre &#8220;códigos culturais&#8221; profundos, chegando até a invocar o inconsciente cultural como pano de fundo da sua teoria. Um destes códigos imponderáveis, que havia sido legado pelo comunismo, foi a profunda desconfiança com que os povos do leste Europeu viam o estado e toda a classe política, um legado problemático para todos os que pretendiam promover a democratização através das acções do estado. Sztompka, com a astúcia analítica que lhe é familiar, distinguiu as reformas institucionais das mudanças culturais e alertou para a discrepância temporal entre estes dois processos de mudança. As instituições podem ser facilmente reconfiguradas de acordo com um determinado plano de reformas ou directrizes. Todavia, as culturas, os inconscientes culturais, os blue prints da acção social, demoram muito mais tempo  a mudar. Simples mas sábias, as palavras de Sztompka, pensei eu.</p>
<p>Hoje, ao olhar para o meu país, penso com os meus botões: será que a interpretação de Sztompka  aplica-se a Portugal?</p>
<p>PS: este post foi inspirado pela proposta de casamento gay que foi derrotada no Parlamento Nacional.</p>]]></content:encoded>
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		<title>clarificação</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/14/clarificacao/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 11:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Nuno Castro deixou-me esta interpelação aqui. &#8220;agora, onde é que na histoire diz que a opressão confeccional (confessional) tem que ver com a ofuscação explícita do tema da sexualidade? E a confissão a que eu me referia não é &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/14/clarificacao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Nuno Castro deixou-me esta interpelação <a href="http://5dias.net/2008/10/12/narrativas/#comments">aqui</a>.</p>
<p>&#8220;agora, onde é que na histoire diz que a opressão confeccional (confessional) tem que ver com a ofuscação explícita do tema da sexualidade? E a confissão a que eu me referia não é a confissão-dispositivo disseminado mas sim a confissão entidade jurídica da Idade Média. Em que medida a sexualidade é ofuscada quando ela nem sequer existe? quando são esses mesmos discursos que referes (séc. XIX) que a produzem?&#8221;<span id="more-7740"></span></p>
<p>Creio que nestas situações o melhor a fazer é citar o próprio Foucault.</p>
<p>&#8220;Consider the evolution of the Catholic pastoral and the sacrament of penance after the Council of Trent. Little by little, the nakedness of the questions formulated by the confession manuals of the <strong>Middle Ages,</strong> and a good number of those still in use in the seventeenth century, was <strong>VEILED</strong>. One avoided entering into that degree of detail which some authors, such as Sanchez or Tamburini, had for a long time believed indispensable for the confession to be complete&#8230;.Discretion was advised, with increasing emphasis. The greatest <strong>RESERVE</strong> was counseled when dealing with sins against purity&#8230;&#8221; (History of Sexuality, p 18-19)</p>
<p>Como poderemos ler aqui, não é a scientia sexualis como regime discursivo que &#8220;produz&#8221; a sexualidade pela primeira vez. Ou seja, a sexualidade sempre existiu. O que me interessa aqui é a sobreposição quase paradoxal de regimes discursivos distintos em ambas as épocas: ofusca-se e reprime-se a sexualidade enquanto se incita a produção discursiva sobre ela. No período medieval, a incitação discursiva é sub-repticiamente organizada e assume a forma de interrogações discretas e privadas nas quais o sujeito é pouco mais do que um mero observador da normatividade que o define e pune. A relação é dedutiva. O confessional moderno é diverso, mas preserva este atributo de camouflage do seu antecessor histórico.</p>]]></content:encoded>
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		<title>yummie series: no cream</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 03:50:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>

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		<description><![CDATA[Rick Stein, BBC Prime. O melhor programa de culinária do planeta Um bom  substituto do queijo Pecorino (DOP, sardignia&#38;roma, it): queijo de S Jorge (DOP), envelhecido, o do label preto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/WuSKHEvO1Sg&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/WuSKHEvO1Sg&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Rick Stein, BBC Prime. O melhor programa de culinária do planeta</p>
<p>Um bom  substituto do queijo Pecorino (DOP, sardignia&amp;roma, it): queijo de S Jorge (DOP), envelhecido, o do label preto</p>]]></content:encoded>
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		<title>Le Pen e a questão da identidade</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 17:32:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Le Pen e questão da identidade O que se passou em França durante o processo eleitoral foi deveras extraordinário. O candidato da extrema-direita, Le Pen, conseguiu influenciar de forma decisiva a agenda política de toda a direita Francesa. Fê-la gravitar &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/04/le-pen-e-a-questao-da-identidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoBodyText"><span lang="PT"><span> </span>Le Pen e questão da identidade</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align: center;"><img class="alignnone" title="Joan d Arc" src="http://www.maidofheaven.com/maid_assets/extras/thirion.jpg" alt="" width="356" height="500" /></p>
<p class="MsoBodyText"><span lang="PT"><span lang="PT">O que se passou em França durante o processo eleitoral foi deveras extraordinário. O candidato da extrema-direita, Le Pen, conseguiu influenciar de forma decisiva a agenda política de toda a direita Francesa. Fê-la gravitar em torno da “sacrossanta” questão da identidade nacional. Sarkozy, o candidato da direita tradicional, seguiu-o submissamente. É provável que esta submissão embaraçosa do jovem Nicolau ás directrizes comunicativas impostas por Le Pen tenha sido motivada<span> </span>tanto pelo medo da deserção de alguns dos seus apoiantes para Le Pen como pela possibilidade de atrair potenciais desertores da extrema direita. Nem a insuspeita socialista Ségolene conseguiu escapar à força gravitacional da questão identitária. O nacionalismo<span> </span>politicamente correcto de Ségolene não é o nacionalismo<span> </span>xenófobo de Le Pen, é certo. Não obstante, esta <em>rentrée</em></span><span lang="PT"> da identidade<span> </span>na politica eleitoral foi o facto mais significante das eleições Francesas, independentemente dos resultados eleitorais.<span> </span></span></span><span id="more-7122"></span></p>
<p class="MsoBodyText"><span lang="PT"> A questão da identidade nacional é uma verdadeira caixa de Pandora. O que é<span> </span>a “identidade nacional”? Práticas sociais e tradições? Valores que são constituídos e praticados livremente no espaço público democrático?<span> </span>Somos aquilo que escolhemos ser ou aquilo que a história “diz” que somos?<span> </span>As duas coisas? Sim, provavelmente. O conceito de identidade nacional encerra uma tensão entre os significados que herdamos e aqueles que criamos. Esta tensão omnipresente faz parte do próprio conceito de identidade e da própria interpretação (Gadamer). Sem memoria não pode haver identidade. Sem liberdade, a identidade não passa de uma imposição e ninguém se identifica com aquilo que lhe é imposto.<span> </span>A tensão persiste, inevitavelmente.</span></p>
<p class="MsoBodyText"><span lang="PT"><span lang="PT">O nacionalismo de Le Pen evoca o ideal do retorno às origens “impolutas” da identidade Francesa. A verdadeira pertença encontra-se num passado cristalino cuja reactualização é entendida como possível e desejável.<span> </span>É, portanto, um nacionalismo de pendor regressivo que tenta<span> </span>projectar para o presente algo que se perdeu no dilúvio imparável da modernidade: a sociedade homogénea, orgânica e hierarquizada, a ordem moral dos princípios absolutos e a memoria da grandeza imperial.<span> </span>Em suma, é a tentativa de restituir uma “essência” perdida. Esta obsessão nostálgica com a pureza de um passado perdido ou com um principio imaculado ao qual se permanece fiel, faz com que o nacionalismo das origens seja quase sempre dogmático e, por conseguinte, autoritário. </span></span></p>
<p class="MsoBodyText">PS: Este pequeno texto foi escrito poucos dias depois das últimas eleições Francesas.</p>]]></content:encoded>
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		<title>ironia : especulações</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 07:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Obama propõe reinventar o estado &#8220;social&#8221;. As suas propostas não visam a instituição de um estado social à Europeia nem um regresso nostálgico ao passado Rooseveltiano, apesar do intuito ético-filosófico ser o mesmo: justiça social. Visam, pelo contrário, a criação &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/04/ironia-especulacoes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obama propõe reinventar o estado &#8220;social&#8221;. As suas propostas não visam a instituição de um estado social à Europeia nem um regresso nostálgico ao passado Rooseveltiano, apesar do intuito ético-filosófico ser o mesmo: justiça social. Visam, pelo contrário, a criação de um estado social sustentável, com métodos de intervenção radicalmente inovadores. Ironicamente, a crise actual coloca-lhe nas mãos os instrumentos de que necessita para implementar este programa de mudança. É verdade que os instrumentos não estão em boas condições. Todavia, a capacidade de adaptação do sistema Americano não deve ser subestimada. Been there, done that! seria a metáfora histórica mais apropriada, julgo eu. O mito de que a intervenção ou a regulação é irracional ou indesejável foi aniquilado por Wall Street, no less.  O estigma da regulação será brevemente uma curiosidade arqueológica. Parece que até as estruturas hermenêuticas (Charles Taylor) estão a torcer pelo Obama!</p>
<p>A tecnologia desempenhará um papel crucial na criação e manutenção deste &#8220;novo&#8221; estado social. O que não deixa de ser doubly ironic: a crise no sistema financeiro dos EUA fará com que a aplicação de capitais acumulados (ex. subprime) seja considerada menos importante do que a gestação de valor no domínio da inovação tecnológica e cientifica. Precisamente  as policy  areas privilegiadas por Obama e os seus economistas!<span id="more-7113"></span></p>
<p>É sabido que se aproximam tempos difíceis, para todos. A crise é sistémica. Um exemplo: A China dispõe de cerca de (julgo eu, corrijam-me se estiver errado) 1500 biliões de USD em reserva. Imaginem, por favor: Os EUA em recessão. As exportações Chinesas para os EUA diminuem radicalmente. Repito: radicalmente. (Nos EUA, a estabilidade orçamental será um imperativo Kantiano, ou quase. São os efeitos transversais da presente crise). Continuemos:  os últimos anos de crescimento económico na China geraram expectativas nunca sentidas. Get the picture?  De onde virá o capital para manter a malta satisfeita? Das reservas do estado, naturalmente. Terá a China outros mercados para onde exportar. Claro que sim. Quais? Qual é o poder de compra destes mercados alternativos? Pois.</p>
<p>Em algumas partes da  Europa proclama-se o fim da hegemonia Americana com uma satisfação reminescente  da ejaculação precoce (neste caso,o Johnny come quickly syndrome tem um John at the elm). Gray escreve um artigo para o Guardian onde afirma, com a dramatismo teatral e English miopia que lhe é peculiar, o fim do hegemonia Americana. Não explica. Limita-se a constatar um facto. Não percebe e nunca perceberá que Washington não é Roma e que nunca será Londres (sorry, but, hey, that&#8217;s a fact). Não compreende o império Americano. Nem sabe onde se encontra. (escreverei um post acerca das teses estapafúrdias e cómicas de Gray). Na Áustria, a extrema direita realiza um objectivo há muito pretendido. A declaração mais memorável de um dos líderes da nova vaga de nazis, dirigida ao seu eleitorado,  é a seguinte (parafraseando): &#8221; Estes imbecis nem sequer conseguem resolver o problema do emprego!  Nós resolvemos este problema, não duvidem!&#8221; Seria bom lembrar que o desemprego já é bastante elevado na Europa.  Não duvido da determinação da extrema direita e não tenho qualquer dúvida que o autoritarismo Prussiano consegue nulificar o poder dos sindicados e dos esquerdistas bem intencionados em poucas semanas. Não tenho a menor das dúvidas.  Na Flandres, o Vlams Blog conquista novos aderentes com cada dia que passa.  Na Suécia, well well. A França de Sarkozy, da Action Directe, das minorias recalcadas e de Napoleão  poderá vir a testemunhar a ascendência meteórica da FN, particularmente no sul. Tragicamente, Sarkozy poderá ser a grande vitima desta crise. Com o falhanço da direita neo-lib-conservadora, a extrema direita terá uma oportunidade de ouro para emular os seus confréres Austríacos. Não duvidem: o falhanço de Sarkozy será a grande oportunidade da extrema direita Francesa. A esquerda Francesa não se entende e não se vislumbra um consenso a médio prazo. Nem quero pensar em tal coisa. (sim, refiro-me à possibilidade de uma guerra civil de baixa intensidade) O potencial impacto destas mudanças no projecto Europeu é deveras assustador. Repito: assustador.</p>
<p>O que me dizem?</p>
<p>Cenário provável?</p>]]></content:encoded>
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		<title>sem titulo</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 18:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor: Cunga &#8220;Não pode ser esta a imaginação? Diz um homem sentado sozinho, consigo próprio, que, imperturbado, continua a falar. Nada aparenta, é limiar. Nada nunca é claramente nada. Com uma aparente leveza gestual, aponta para a dimensão do mar. &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/02/sem-titulo-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Autor: Cunga</strong></p>
<p>&#8220;Não pode ser esta a imaginação? Diz um homem sentado sozinho, consigo próprio, que, imperturbado, continua a falar. Nada aparenta, é limiar. Nada nunca é claramente nada. Com uma aparente leveza gestual, aponta para a dimensão do mar. Penso que vai chover hoje, ainda o mar está escuro. Aprecia ele, enquanto sentado numa cadeira de plástico carcomido, espera. Parecendo que a cadeira o tivesse parido e ambos tinham a mesma idade.&#8221;</p>]]></content:encoded>
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		<title>mnemosyne</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 03:23:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Fala-se hoje de um «renascimento» de Aby Warburg  para designar o interesse crescente pela sua obra e para reconhecer que ela terá finalmente chegado ao momento da sua legibilidade. Este «renascimento» não é motivado por um interesse arqueológico mas pela &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/02/mnemosyne/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" title="J Decq" src="http://www.fonsecamacedo.com/obras/32_555_g_034009.jpg" alt="" width="197" height="300" /></p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Fala-se hoje de um «renascimento» de Aby Warburg  para designar o interesse crescente pela sua obra e para reconhecer que ela terá finalmente chegado ao momento da sua legibilidade. Este «renascimento» não é motivado por um interesse arqueológico mas pela descoberta de que todo o trabalho de Warburg &#8211; as suas elaborações teóricas, as suas investigações historiográficas, a constituição de uma biblioteca que o ocupou a vida inteira &#8211; são um contributo importante para pensar a história da arte, isto é, tanto a disciplina assim chamada  nos seus métodos, nos seus pressupostos  como a própria historicidade das obras de arte. E, de maneira mais alargada, para pensar o vasto campo das «ciências da cultura».&#8221; 1</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.educ.fc.ul.pt/hyper/resources/aguerreiro-pwarburg/">1-António Guerreiro</a> e <a href="http://www.educ.fc.ul.pt/hyper/resources/mbruhn/">Mathias Bruhn </a>(o Inglês é péssimo mas compreensível)</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://warburg.sas.ac.uk/">Warburg Institute</a></p>
<p style="text-align: left;">Desenho a carvão de João Decq, cousin, bro inesquecível, companheiro no estrangeiro, Papá há uma semana. Parabéns! Foi ele que me apresentou à obra de Warburg.</p>]]></content:encoded>
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		<title>a infalibilidade cognitiva do liberalismo (concordância absoluta)</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/01/a-infalibilidade-cognitiva-do-liberalismo-concordancia-absoluta/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 15:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zvNw0P5ZMbA&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/zvNw0P5ZMbA&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>Panorama, bbc</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/30/o-expert-tiga-pronuncia-se-sobre-a-actual-crise-hey/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 19:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Zila505X-0M&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Zila505X-0M&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Americans Are From Mars, Europeans From Venus&#8221; *</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 23:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nestas ocasiões, recordo-me sempre de uma frase de um amigo meu: &#8220;Generalisations are platitudes disguised as insight.&#8221; (refiro-me obviamente ao titulo do post * que advém de um titulo de um  famoso e reconhecido livro-nunca percebi porquê?- de um académico &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/29/americans-are-from-mars-europeans-from-venus/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nestas ocasiões, recordo-me sempre de uma frase de um amigo meu: &#8220;Generalisations are platitudes disguised as insight.&#8221; (refiro-me obviamente ao titulo do post * que advém de um titulo de um  famoso e reconhecido livro-nunca percebi porquê?- de um académico norte americano, de seu nome Kagan) </p>
<p>Mas, a bem da verdade, refiro-me a estes <span style="color: #551a8b; text-decoration: underline;"><a href="http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,572315,00.html">políticos</a></span></p>]]></content:encoded>
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		<title>Cristina Lafont (blog)</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/25/cristina-lafont-blog/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 20:06:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Num interessantíssimo post publicado aqui,   Cristina Lafont aborda  uma questão central e problemática: o estatuto e papel da argumentação religiosa na deliberação pública formal e informal. Lafont considera algumas das recomendações de Habermas: os religiosos que participam na deliberação pública &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/25/cristina-lafont-blog/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT">Num interessantíssimo post publicado <a href="http://www.ssrc.org/blogs/immanent_frame/2008/01/29/inclusion-and-accountability-in-the-public-sphere/">aqui</a>,<span>   </span>Cristina Lafont aborda<span>  </span>uma questão central e problemática: o estatuto e papel da argumentação religiosa na deliberação pública formal e informal. Lafont considera algumas das recomendações de Habermas: os religiosos que participam na deliberação pública formal (parlamentos etc) deverão traduzir as razões religiosas que invocam na defesa de determinadas politicas para uma linguagem secular e acessível a todos os outros cidadãos. Será esta tradução possível? </span></p>
<p><!--EndFragment--></p>]]></content:encoded>
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		<title>les neo-libs, victimes de la mode</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/25/the-fuck-ballet-series-0/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 12:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uDtqGdtLkTc&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/uDtqGdtLkTc&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>etlanuitfinniecommeça</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/24/etlanuitfinniecommeca/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 00:32:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xPS16T0eaMs&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/xPS16T0eaMs&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre os &#8220;consensos&#8221; vacilantes</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/23/os-consensos-vacilantes/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 18:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Retirado daqui. Via.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" title="pew" src="http://pewresearch.org/assets/publications/955-1.gif" alt="" width="393" height="350" /><img class="alignnone" title="pew" src="http://pewresearch.org/assets/publications/955-2.gif" alt="" width="393" height="345" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">Retirado <a href="http://pewresearch.org/pubs/955/unfavorable-views-of-both-jews-and-muslims-increase-in-europe%22%20target=%22_blank">daqui</a>.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://agai-galicia-israel.blogspot.com">Via</a>. </p>]]></content:encoded>
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		<title>os meninos à volta da fogueira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/23/os-meninos-a-volta-da-fogueira/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 16:02:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A publicação de um artigo do Rui Tavares no Público e a consequente &#8220;lamentação&#8221; de um consumidor ultrajado suscitou comentários muito interessantes. Destaco aqui o comentário do M. Abrantes, onde se afirma que é a &#8220;lógica da barricada ideológica&#8221; que &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/23/os-meninos-a-volta-da-fogueira/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" title="o normativo pede que se calem" src="http://www.utdallas.edu/~bxc044000/images/CurranPoster1.jpg" alt="" width="340" height="456" /></p>
<p>A publicação de um artigo do Rui Tavares no Público e a consequente &#8220;lamentação&#8221; de um consumidor ultrajado suscitou comentários muito interessantes. Destaco aqui o comentário do M. Abrantes, onde se afirma que é a &#8220;lógica da barricada ideológica&#8221; que afasta os cidadãos da política. Será a lógica da &#8220;barricada&#8221; contrária ao ethos democrático? Segundo a escola da democracia agonística, as barricadas ideológicas, as diferenças articuladas na esfera pública  são a matéria prima da política, a sua razão de ser e uma das suas condições primordiais. O pluralismo radical não pode, nem deve, ser posto sob o jugo de uma qualquer ética comunicativa transcendente que prometa uma conciliação explicita ou implícita de posições. Não nos podemos esquecer do seguinte. Não existe e nunca existiu na esfera pública (refiro-me aos processos de comunicação e não à configuração institucional e legal de direitos e deveres onde a ambiguidade normativa é menor &#8211; por razões evidentes- apesar de não ser inexistente ou imune a interpretações diversas) um consenso abrangente sobre o significado da democracia. Seria absurdo se tal coisa existisse. Este  suposto consenso, implícito ou explicito, submeteria o pluralismo e o próprio exercício da cidadania ao intolerável jugo da conformidade.  Não encontrar um consenso substantivo na comunicação democrática não implica o fim da democracia nem a defesa de um qualquer niilismo ético. Muito pelo contrário. Demonstra que as liberdades democráticas estão de boa saúde. A liberdade é a mais importante das condições da democracia. E seria sensato não esquecer que  a liberdade diferencia. Naturalmente.</p>]]></content:encoded>
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		<title>dogma/s</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/22/dogmas/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 03:08:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é um dogma?  Julia respondeu. &#8220;O dogma é uma crença inabalável!&#8221; É evidente que todos concordamos imediatamente. O prof insistiu. Mas será apenas isto, uma crença inabalável? Continuou: será que o dogma é uma resposta a um determinado tipo &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/22/dogmas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é um dogma?</p>
<p><span id="more-6209"></span></p>
<p> Julia respondeu. &#8220;O dogma é uma crença inabalável!&#8221; É evidente que todos concordamos imediatamente. O prof insistiu. Mas será apenas isto, uma crença inabalável? Continuou: será que o dogma é uma resposta a um determinado tipo de situação ou problema?  Pertencerá ao domínio do irracional? Como é que o(s) dogma(s) se manifesta(m)? Serão todos os dogmas essencialmente iguais apesar de surgirem em culturas políticas distintas? Ou serão radicalmente (culturalmente) distintos mas com algumas semelhanças elementares (importantes)? Pois bem, meus caros-as,  tentem visualizar a questão. Quais seriam as imagens que usariam para ilustrar um/o/os dogma(s)? Repentinamente, o Prof. parou. Olhou para o  jardim caótico que nos rodeava e disse: Será que o dogma é uma solução para o caos que nos envolve? Uma forma de conferir estabilidade e sentido a um mundo que não controlamos? Éramos putos. Aquele manancial de perguntas deixava-nos perplexos, intimidados e, claro, silenciosos. Estão confusos? &#8220;Sim, estamos, estamos muito confusos Sr. Prof.&#8221;, afirmamos em uníssono.  Ansiávamos por uma resposta.</p>
<p>Muito bem. A aula acabou. Está a chover. Vou para dentro ler. A biblioteca só fecha à meia noite e a Sra. Burns gosta de companhia.  Sorriu e partiu.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Apology to Daniel Pipes</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/21/apology-to-daniel-pipes/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 16:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[An opinion article published in The Canberra Times by Irfan Yusuf on August 18, &#8221;Justice the remedy required to help Bosnia heal&#8221;, cited the US analyst Daniel Pipes as predicting that Europe&#8217;s next Holocaust victims would be Muslim migrants and &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/21/apology-to-daniel-pipes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>An opinion article published in The Canberra Times by Irfan Yusuf on August 18, &#8221;Justice the remedy required to help Bosnia heal&#8221;, cited the US analyst Daniel Pipes as predicting that Europe&#8217;s next Holocaust victims would be Muslim migrants and it alleged that Mr Pipes suggested Muslims thoroughly deserved such slaughter. The Canberra Times and Irfan Yusuf accept that Mr Pipes never predicted nor has he ever endorsed a Holocaust of European Muslims, and they unreservedly apologise to him for the errors.</p>
<p><a href="http://www.canberratimes.com.au/news/local/news/general/apology-to-daniel-pipes/1275090.aspx">Aqui</a></p>
<p>A  sátira de Jeremy Lott. </p>
<p>&#8220;So sorry about accusing you of wanting a second Holocaust, Mr. Pipes. It was an innocent mistake. We hope you understand.&#8221; </p>
<p><a href="http://jeremylott.net/?p=1642">Aqui</a></p>
<p><a href="http://jeremylott.net/?p=1642"></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>The Emergence of noopolitik</title>
		<link>http://5dias.net/2008/09/21/the-emergence-of-noopolitik/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 15:53:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[The emergence of noöpolitik ( ver: 1) (este artigo foi retirado da www.firstmonday.org) By noöpolitik we mean an approach to statecraft, to be undertaken as much by non–state as by state actors, that emphasizes the role of informational soft power &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/09/21/the-emergence-of-noopolitik/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>The emergence of noöpolitik ( ver: <a href="http://www.firstmonday.org/issues/issue12_8/ronfeldt/index.html#r2">1</a>)</h3>
<h3>(este artigo foi retirado da www.firstmonday.org)</h3>
<p>By noöpolitik we mean an approach to statecraft, to be undertaken as much by non–state as by state actors, that emphasizes the role of informational soft power in expressing ideas, values, norms, and ethics through all manner of media. This makes it distinct from realpolitik, which stresses the hard, material dimensions of power and treats states as the determinants of world order. Noöpolitik makes sense because knowledge is fast becoming an ever stronger source of power and strategy, in ways that classic realpolitik and internationalism cannot absorb.</p>
<p>In the coming years, diplomats and strategists will be drawn to both realpolitik and noöpolitik. As noöpolitik takes shape and gains adherents, it will serve sometimes as a supplement and complement to realpolitik, and sometimes as a contrasting, rival paradigm for policy and strategy. As time passes and the global noosphere swells, noöpolitik may provide a more relevant paradigm than realpolitik. Noöpolitik has much in common with liberal internationalism, but we anticipate that the latter is a transitional paradigm that can and will be folded into noöpolitik.</p>
<p><strong>Growing strength of global civil society.</strong> No doubt, states will remain paramount actors in the international system. The information revolution will lead to changes in the nature of the state, but not to its “withering away.” What will happen is a transformation. At the same time, non–state actors will continue to grow in strength and influence. This has been the trend for several decades with business corporations and international regulatory regimes. The next trend to expect is a gradual worldwide strengthening of transnational NGOs that represent civil society. As this occurs, there will be a rebalancing of relations among state, market, and civil–society actors around the world — in ways that favor noöpolitik over realpolitik .</p>
<p>Noöpolitik upholds the importance of non–state actors, especially from civil society, and requires that they play strong roles. Why? NGOs (not to mention individuals) often serve as sources of ethical impulses (which is rarely the case with market actors), as agents for disseminating ideas rapidly, and as nodes in networked apparatuses of “sensory organizations” that can assist with conflict anticipation, prevention, and resolution. Indeed, because of the information revolution, advanced societies are on the threshold of developing a vast sensory apparatus for watching what is happening around the world. This apparatus is not new, because it consists partly of established government intelligence agencies, corporate market–research departments, news media, and opinion–polling firms. What is new is the looming scope and scale of this sensory apparatus, as it increasingly includes networks of NGOs and individual activists who monitor and report on what they see in all sorts of issue areas, using open forums, specialized Internet mailing lists, Web postings, and fax machine ladders as tools for rapid dissemination. For example, using these tools to provide early warning about crisis is a burgeoning area of attention and development among disaster–relief and humanitarian organizations.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>el gadamer e a nossa conversa</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/13/el-gadamer-e-a-nossa-conversa/</link>
		<comments>http://5dias.net/2008/03/13/el-gadamer-e-a-nossa-conversa/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 16:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O João lançou para a mesa uma polémica interessante. E lançou-a de forma brilhante. Encontrou, com muita perspicácia, um certo absolutismo na concepção de liberdade negativa (de Berlin), que se manifesta na redução da liberdade à ausência de coerção. Este &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/03/13/el-gadamer-e-a-nossa-conversa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O João lançou para a mesa uma polémica interessante. E lançou-a de forma brilhante. Encontrou, com muita perspicácia, um certo absolutismo na concepção de liberdade negativa (de Berlin), que se manifesta na redução da liberdade à ausência de coerção.<span id="more-2352"></span></p>
<p>Este desejo de um gajo não ser submetido ao jugo de um qualquer ditadorzeco megalomaníaco foi  &#8220;traduzido&#8221; pelos iluminados que dão pelo nome de neocons como:  os indivíduos são os &#8220;átomos da sociedade.&#8221; Uma delimitação de esferas de liberdade foi transformada numa concepção da natureza humana.  Ou seja, transformaram aquilo que era uma referência normativa muito especifica (deixem-me em paz)  numa descrição metafísica do todo a que podemos chamar homem-no-mundo (heidegger, apesar do todo do heidegger envelhecido ser mais pluralista).  Absolutizaram um aspecto, transformaram-no uma teoria compreensiva e inquestionável do homem-mundo: os átomos! Brilhante. Aqui, nesta metáfora espacial, já se sente o pesado fardo da solidão do individualismo possessivo que C.B Macpherson descreveu de forma brilhante.  O todo é um conjunto imenso de pontos pretos numa tela branca. Bolas!  Falamos também da relação entre ideias  e conceitos e afirmamos que um conceito, para ser conceito, tem que ser mais do que uma ideia abstracta. Ou que uma ideia não é apenas um conceito mental: é um acontecimento no mundo comunicativo e é, por esta razão, um acontecimento.  Tudo isto para tentar demonstrar que uma ideia ou um conceito, para serem o que são, tem que estar incorporadas em práticas. Serem coisas que existem no mundo, que possuem significância, palpabilidade, sentido, relevância e que evocam sentimentos. Apelamos, porventura de forma primária e rude (i.e. yours truly), aos mais elementares sentidos de pertença e a uma sensibilidade existencial que acreditamos existir em cada humano. Não fomos bem sucedidos. A ideia dos átomos, indiferente e intrépida, fechou miraculosamente os ouvidos e começou a berrar (bem, foi mais um nhen nhen irritante, mas prontos, c`est la vie)</p>
<p>Esta discussão interessante provocou uma busca infernizada por um livro de Gadamer chamado, <em>The Idea of the Good in Platonic-Aristotelian Philosophy</em>,  uma verdadeira pérola, na minha opinião. Prefiro este pequeno livro ao gigantesco e por vezes indecifrável <em>Verdade e Método</em>, uma obra brilhante mais repetitiva  do que um tema de trance alemão (no elevador).  O assunto que me traz aqui é precisamente este: a relação das ideias com as práticas (distinção que não assume a correspondência absoluta entre ideias e práticas) ou, se preferirem, as ideias-práticas.  Neste livro, Gadamer afirma que a noção das ideias (ou conceitos) de Platão  persiste intacta e serena nos trabalhos de Aristóteles.  É isto que ele diz, entre outras coisas:</p>
<p>&#8220;These days the dominant view assumes that the dogmatic doctrine of the ideas-which Plato was supposed  to have taught at the beginning&#8230;was later taken back, or at the very least dilluted, by Plato himself&#8230;.&#8221;</p>
<p>Poucas frases depois:</p>
<p>&#8220;It is more or less fatal for this theory, however, that the ancient tradition never reports such a change in the views of either Plato or Aristotle-aside from a single observation&#8230;&#8221; (p.8)</p>
<p>Seria inoportuno e maçador estar aqui a transcrever ou a interpretar todos os argumentos que Gadamer  apresenta neste livro acerca desta relação.  O que suscita o meu interesse é esta coisa da reciprocidade intrínseca  ideia-prática. Estou a simplificar um pouco para sugerir um contraste mais claro.  Um céptico diria, com alguma razão: meus senhores, esta correspondência (estou a exagerar um pouco)  que vocês presumem entre ideias e práticas não é coisa estável e até é provável que não seja plausível porque  existem ideias que não estão inscritas em práticas-acções. Podem estar inseridas em práticas comunicativas etc mas não fazer parte da organização das coisas (são ausentes-presentes, como diria Ricoeur). Existem ideias que não são acções no mundo.</p>
<p>Isto não implica que a maior parte das ideias não estejam de facto implantadas em práticas onde se manifestam ou de onde emanam, por assim dizer. E também não implica que a própria articulação comunicativa das ideias que não estão corporizadas no mundo sob a forma de acções sociais significativas não sejam acções&#8230;distintas das acções mundanas, não obstante.)  Esta &#8220;distância&#8221; entre ideias e acções é paradoxal, de certa forma: mesmo a crítica radical, que pretende negar o mundo existente,  acaba sempre por o recuperar, tal como ele é, como objecto de um projecto de mudança, como condição de possibilidade.  Nega-o e afirma-o, ao mesmo tempo. Nega-o pela crítica e afirma-o como possibilidade da mudança proposta na crítica (construtiva, é claro). Ou seja, uma grande volta, ou pirueta,  mas chegamos ao mesmo lugar: ao mundo como ideia(Heidegger e Platão, juntos..sem perceberem bem como&#8230;)</p>
<p>continuado (isto foi adicionado horas depois da primeira postage)</p>
<p>Heurística.</p>
<p>1- Se existe, am alguns casos, uma relação paradoxal entre práticas e ideias, quais são as implicações desta &#8220;evidencia&#8221; para a tese hermenêutica de que o Ser é a Linguagem? (gadamer, no VM, evita esta questão cardinal e a ainda mais importante interrogação da Sarah: o inefável. Ela tinha uma  &#8220;resposta&#8221; Gadamer nem toca neste assunto! ) Se a relação entre ideias e práticas não é uma de correspondênci, stricto sensu, como poderemos elaborar uma ontologia coerente? Mais: e se as práticas forem entendidas como actividades que produzem (ou tem lugar) (n)uma pluralidade de conceitos, como é que estabelecemos as &#8220;coordenadas ontológicas&#8221; entre ideia e prática?</p>
<p>2-Será este carácter paradoxal da ideia-prática uma peculiaridade da razão crítica na sua relação com o mundo?</p>]]></content:encoded>
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		<title>dois livrinhos fantásticos</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 20:51:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Não gosto muito de recomendar livros. Mas não resisto. Recebi-os ontem. Estou deliciado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://nupress.northwestern.edu/title.cfm?ISBN=0-8101-2413-0"><img src="http://nupress.northwestern.edu/images%5Ccovers%5C9780810124134.gif" height="100" width="100" /></a></p>
<p><a href="http://nupress.northwestern.edu/title.cfm?ISBN=0-8101-1749-5"><img src="http://nupress.northwestern.edu/images%5Ccovers%5C0810117495.gif" height="100" width="100" /></a></p>
<p>Não gosto muito de recomendar livros. Mas não resisto. Recebi-os ontem. Estou deliciado.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Mohamed Sifaoui: &#8220;I Consider Islamism to Be Fascism&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 14:27:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mohamed Sifaoui was born on July 4, 1967, and spent most of his childhood in Algeria. He holds a master&#8217;s degree in political science and studied theology for two years at the University of Algiers and for two additional years &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/03/11/mohamed-sifaoui-i-consider-islamism-to-be-fascism/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mohamed Sifaoui was born on July 4, 1967, and spent most of his childhood in Algeria. He holds a master&#8217;s degree in political science and studied theology for two years at the University of Algiers and for two additional years at Zeitouna University&#8217;s Institute of Theology in Tunis. In 1994, he began work for the Algerian daily Le Soir and survived a February 11, 1996 bomb attack at Le Soir&#8217;s headquarters at the Maison de la Presse. In 1999, the French government granted him political asylum after he received death threats both from Algerian Islamists and the military. In Paris, Sifaoui works at the French weekly Marianne. Between October 2002 and January 2003, he infiltrated an Al-Qaeda cell in France in order to research his book, Mes frères assassins: Comment j&#8217;ai infiltré une cellule d&#8217;Al-Qaïda. (My assassin brothers: How I infiltrated an Al-Qaeda cell).[1]</p>
<p>Sophie Fernandez Debellemanière, a former intern at Le Figaro and The Weekly Standard, interviewed Sifaoui in Paris on September 12, 2007, after meeting him at a 9-11 ceremony on the Champ de Mars.<br />
<span id="more-2317"></span></p>
<p><strong>Middle East Quarterly<br />
Spring 2008, pp. 12-18 </strong></p>
<p><strong> In Islamism&#8217;s Cross Hairs </strong></p>
<p>Middle East Quarterly: Did you flee Algeria because of the terrorist attack on Le Soir?</p>
<p>Mohamed Sifaoui: No. Throughout the 1990s, I was determined to stay. I only left in 1999 when I was sentenced to one year in jail for insulting the head of state. I had criticized President Abdelaziz Bouteflika&#8217;s reconciliation policy because I considered it unfair to grant amnesty to a terrorist without even judging him. The Algerian government talked about peace without ever recognizing there was a war. The terrorists suddenly got themselves released with the same rights as the victims&#8217; families. Bouteflika&#8217;s behavior towards his people was criminal. They wanted to send me to jail at the same time they were releasing criminals.</p>
<p>MEQ: You stayed longer than most. Were people right to leave Algeria?</p>
<p>Sifaoui: The intellectuals and journalists who left Algeria when the murders started in 1992 were right to do so because the risk was real. Survival instinct is natural and legitimate. It would be indecent to judge them because fear is a legitimate human feeling. In this sense, I was the one being unreasonable by risking my life to stay.</p>
<p>MEQ: Why did you stay in Algeria?</p>
<p>Sifaoui: I didn&#8217;t want to leave the country under pressure, because of the possibility of another terrorist attack. Nor do I believe that I was especially brave to stay. It is not a question of being brave or weak. The only thing that matters is the message and the values that you want to transmit. As a journalist, I felt that I had to stay. We never obtained press freedom in Algeria, but I wanted to struggle to get a small part of it. We made some progress, but then, Islamism took us backward. By staying, I wanted to show that I would not accept submission to Islamist censorship and its diktat.</p>
<p>MEQ: Are you still worried? After all, two bodyguards are supervising this interview.</p>
<p>Sifaoui: No, I am not worried. I have built sort of a shell around me. I keep calm, and I do not panic. Honestly, I prefer not to think about it; otherwise, I would worry too much.</p>
<p>MEQ: Are you proud today to have risked your life for your ideas?</p>
<p>Sifaoui: Yes, because I am lucky enough to be alive. It is a shame that those who died did not leave for safety. I stayed because I felt that I was able to accomplish this act of resistance. Each person resists in his or her own way; each does what he or she feels able to. Among the members of the World War II resistance, some hid other resisters; some hid Jewish families or helped them escape to Switzerland, and some failed only to denounce them. For me, at this time, my resistance to fundamentalism is based on a determination not to concede any ground to the Islamists but to keep on writing and to defy danger everyday.</p>
<p>MEQ: What was your reaction to Al-Qaeda deputy leader Ayman al-Zawahiri&#8217;s appeal on September 20, 2007, &#8220;to wipe sons of France and Spain&#8221; out of the Maghreb?[2]</p>
<p>Sifaoui: I&#8217;ve been expressing the same warnings about Islamist terrorism for years. Zawahiri&#8217;s statement doesn&#8217;t surprise me. Since the GSPC [Salafist Group for Preaching and Combat] pledged its allegiance to Al-Qaeda in September 2006, Algerian terrorists and Al-Qaeda leaders expressed their objective very clearly: Intensify terrorist attacks against the Algerian regime and its institutions, as well as against lay and democratic people, targeting Western and especially French citizens.</p>
<p>MEQ: Do you believe that Zawahiri was referring to the descendants of former colonists in Algeria by using the expression &#8220;sons of?&#8221; Or was this the result of too literal a translation of the Arabic?</p>
<p>Sifaoui: No! This has nothing to do with any literal translation! Zawahiri is referring to all French and Spanish citizens by saying &#8220;sons of.&#8221; Al-Qaeda&#8217;s targets are all the French and Spanish citizens in the Maghreb.</p>
<p>MEQ: Less than twenty-four hours after the release of Zawahiri&#8217;s message, a terrorist attack in Lakhdaria in northern Algeria, fifty miles southeast of Algiers, wounded two French citizens, one Italian, and six Algerians.[3] Is this attack a sign that the European presence in the Maghreb is in jeopardy?</p>
<p>Sifaoui: I would not be so pessimistic, but such a quick reaction indicates how organized and coordinated Al-Qaeda and the GSPC are. It also shows the Algerian regime&#8217;s incapacity to deal with terrorism.</p>
<p><strong> An Islamist and Fascist Nexus?</strong></p>
<p>MEQ: Would you use the term Islamo-fascism to describe this threat?</p>
<p>Sifaoui: I certainly am one of the first Muslims to consider Islamism to be fascism. This is not a subjective decision but rather a serious, academic argument. Fascism and Islamism are comparable in many aspects: Fascism, without evoking all its particularities, bears similarities to trends also present in Islamism. I am, of course, making a reference to their will to exterminate the Jews. On this point, the Islamists may go even further in their doctrine than the Nazis did, considering that the end of the world could only occur when there are no Jews left on earth. In the three monotheist religions, apocalypse, end of the world, and doomsday exist and are liturgical events invested with a high degree of spirituality. Hence, the Islamists interpret the end of the world in a very special way. Whereas it is written nowhere in the Qur&#8217;an, exegetes describe the end of the world as the day when even the trees and rocks will be able to talk and tell the Muslims: &#8220;Come here, there is a Jew hiding behind me. Come and kill him.&#8221; And this would go on, until there would not be any Jew left on earth. This ideology is pure fascism.</p>
<p>MEQ: Are there other similarities?</p>
<p>Sifaoui: The will to exterminate or do harm to homosexuals is another similarity between Nazism and Islamism. The Islamists, also, say that they are the best community in the world, a superior race thanks to their beliefs. They use political means to arrive at this erroneous exegesis. I do not fear to call it fascism. And there are many more similarities between fascism and Islamism.</p>
<p><strong> Islamism vs. Moderate Islam</strong></p>
<p>MEQ: Do you believe it is possible to criticize Islamism without being called a racist?</p>
<p>Sifaoui: Absolutely, I would say that one must criticize Islamism. When I am criticizing Nazism, I am not being anti-German.</p>
<p>MEQ: When did you feel for the first time that you had to criticize Islamism?</p>
<p>Sifaoui: I have always felt that it was a moral duty.</p>
<p>MEQ: Do you believe that moderate Islam exists?</p>
<p>Sifaoui: Of course, it does. If the majority of Muslims were not moderate, Islamists would have destroyed the Western world a long time ago. Despite its technological lead, its nuclear power, and all its armies, the Western world would never be able to face an Islamist world entirely convinced by the terrorist cause. One billion people supporting Al-Qaeda would reduce the rest of the world to ashes. Islam contains violent texts that need not be applicable today. Islam is a religion of moderation. I know because I studied theology for four years.</p>
<p>Perhaps 20 percent of Muslims on the planet must be totally reeducated. We have to fight them politically, ideologically, and also militarily. Western societies do not fight them well; whenever they try to do so, they end up strengthening them.</p>
<p>One proof that moderate Islam exists is the huge number of sympathy messages that I received from Muslim people when my investigative story on Al-Qaeda Salafist networks, J&#8217;ai infiltré une cellule islamiste, was broadcast on French television M6.</p>
<p><strong> Iran</strong></p>
<p>MEQ: Given the Islamists&#8217; vision of apocalypse, do you believe that Iranian president Mahmoud Ahmadinejad would fear reprisal should Iran attack Israel? Should Western analysts rely on Iran&#8217;s rationality?</p>
<p>Sifaoui: Too many Western analysts look at any adversary through a Western lens. Western analysts believe that Al-Qaeda is as rational as the Basque separatist group ETA [Euskadi Ta Askatasuna] or the Irish Republican Army. My personal history, culture, and investigative journalism work allow me to understand what Westerners cannot see: Iran will attack Israel as soon as it can.</p>
<p>MEQ: Doesn&#8217;t Iran take into account the eventuality of its own destruction?</p>
<p>Sifaoui: No, it does not. Martyrdom is exalted in Iran. Iranians view annihilation positively. The Islamists&#8217; main purpose is to create the conditions for the West to believe that chaos is possible. The argument that says that Iran will not attack Israel because of immediate and massive retaliation from Israel and the United States is absolutely wrong. The Islamists would welcome such retaliation in order to cement coalitions among Muslim peoples and to encourage riots in the Arab street. U.S. military action, or even its prospect, coincides with Islamists&#8217; interests. That is the reason why I was against the war in Iraq.</p>
<p>MEQ: Can you explain?</p>
<p>Sifaoui: Between October 2002 and January 2003, I spent four months infiltrating an Al-Qaeda terrorist cell in France. Two months before the launching of the Iraq war, when I was in the midst of the group, one of the Islamists said, &#8220;Now we are going to pray for George Bush to attack Iraq.&#8221; I was surprised and acted as if I were stupid: &#8220;Really? Why do you want America to kill our brothers?&#8221; The most clever and elevated in Al-Qaeda&#8217;s hierarchy, Amara Saïfi [the GSPC's emir in London] whispered to me, &#8220;All over the world, our brothers are now praying for George Bush to attack Iraq. War between the Muslim world and the Western world is bound to happen. Unfortunately, Muslims are too divided. Far too many of them do not pray regularly and neglect religion and jihad. In order to unify and mobilize all these people, we have to continue what we initiated on 9-11. We attacked America to make her retort everywhere in the Muslim world, in order to create a real war between Muslims and the West, and especially Israel.&#8221;</p>
<p>MEQ: That&#8217;s incredible.</p>
<p>Sifaoui: Another of the group added, &#8220;Once Iraq is at war, many of our brothers will go there to fight jihad. George Bush will have answered our prayers by suppressing our enemy Saddam Hussein and unifying the Muslims in jihad. Then as Westerners do not know how to fight attrition wars, we know that they will inevitably get stuck. We will wait until they leave in order to establish an Islamist state in Iraq. This war will be a pretext to launch terrorist attacks in Europe as well.&#8221;</p>
<p>Unfortunately, you can see their theory is valid. They predicted exactly what is happening.</p>]]></content:encoded>
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		<title>sarkozy, andrea and her sherlocks &amp; e outros bla bla</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 04:26:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escrevo isto sem fazer a menor ideia se será do agrado dos meus caros-as comparsas internéticos. Foi uma coisa que me passou pela cabeça. Achei piada. Estava eu deambulando pelo luminoso mundo das notícias quando estacionei, felizmente, na france24, com &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/03/11/sarkozy-andrea-and-her-sherlocks-e-outros-bla-bla/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevo isto sem fazer a menor ideia se será do agrado dos meus caros-as comparsas internéticos. Foi uma coisa que me passou pela cabeça. Achei piada. Estava eu  deambulando pelo luminoso mundo das notícias quando estacionei, felizmente, na france24, com a Andrea Sanke,  jornalista sagaz e determinada, acompanhada por um conjunto de sherlocks, i.e. &#8220;analistas&#8221;, &#8220;especialistas.&#8221;  Estavam a submeter o pobre Niklas às mais diversas apreciações&#8230;bolas, pensei eu, coisa interessante!!!&#8230;vamos lá a ver o que diz a  malta, a coisa promete&#8230;não me recordo dos nomes de todos os presentes&#8230;um é Johan, o outro Paul, um outro italiano com nome de avançado do roma, enfim.. e lá estavam eles e ela a bla bla sobre os devaneios bohémios de Niklas e de outros notáveis que o precederam&#8230;só faltava um croissant e uma fotografia gigantesca, a preto e branco, do Baudrillard&#8230;eu , perplexo, mas?, como?, hellooo!&#8230; de que raio estão vocês a falar? (cá com os meus botões) Toda a gente sabe que os franciús estão-se a borrifar para a vida privada do presidente, uma decisão sensata: eu, por exemplo, nem sequer consigo imaginar o Chirac em cuecas!  O que os Franceses querem, verdadeiramente, é que aquele pendor quasi Napoleónico do jovem Niklas se transforme em algo de observável, de objectivicável.<span id="more-2312"></span>  Estava eu a aproximar-me  desta simples constatação (não sou bem versado nos dramas da política Francesa, mas adoro croissants! )  e o programa parte para a Gb para ouvirmos a opinião de um outro notável caramelo&#8230; não apanhei o nome deste especialista,  é brit, aparece numa foto ridicula e diz simplesmente isto: o Nicolau ainda não fez coisa alguma! Nada mudou, disse o brit. Ou melhor, nada começou a mudar.  A conversa mudou radicalmente. O Johan , o Romagnolli, o Paul e, claro, a simpática Andrea..começaram logo a embicar para a vivência, para as condições: pois, diziam eles, é verdade, há montes de malta chateada nos arredores, muitos que se sentem &#8220;abandonados&#8221;, o PS parece uma guerra civil amistosa,  a dívida camuflada não pára de crescer, o sistema de saúde é sustentado por acrobacias contabilísticas mais elaboradas do que um poema de Holderlin,  enfim. Uma chatice.  Devem recordar-se que Monsieur Le Président envergou, com muito empenho, uma postura quase napoleónica  nas últimas eleições. Ainda não fez nada. uuh  Not nice.  A argúcia deste &#8220;analista&#8221; (pode ser escritor, jornalista, não faço a mínima) é notável precisamente pela sua simplicidade. Foi direitinho ao essencial da &#8220;questão&#8221; (que não é uma questão&#8230;é uma condição*, uma vivência&#8230;existem pessoas a sofrer, malta que não consegue arranjar emprego por razões sinistras, políticas sociais em descalabro quase total&#8230;e , por favor, não me venham com a ladainha que se trata de um ataque hediondo ao bendito estado social&#8230;! o facto que me interessa aqui é que está em mau estado + -)&#8230;ninguém está satisfeito!! Sarkozy prometeu mudança. Não existirá, certamente, da esquerda à direita, algum-a franciu que tenha  presumido que o tal mundo novo Sarkozyene seria coisa fácil de materializar. Independentemente da sensatez ou insensatez dos Franceses nas últimas eleições, é um facto incontestável que o jovem Nicolau foi eleito com uma saudável maioria. A maioria acreditou nele.  Sempre me dizeram que a legitimação exige uma correspondência salutar de interpretações, crenças, valores, percepções e acções entre cidadãos e governo eleito. Quando esta relação primordial é corroida sem dó nem piedade e com muita irresponsabilidade,  a enxaqueca de ontem pode transformar-se num doloroso pesadelo, hoje. Os niveis de impopularidade do Président sobem vertiginosamente com cada semana que passa. Dá mesmo vontade de dizer: Get Real!</p>
<p>Não agir por vezes é pior do que agir errado. Ou melhor, não agir é um agir errado. (na política a inacção é sempre uma acção  interpretada, logo, uma &#8220;acção&#8221; com consequências, suponho eu, com a ajuda de  alguns filósofos, incl ricoeur e foucault) Não agir quando as circunstâncias exigem que se faza alguma coisa é de uma irresponsabilidade sem nome.</p>
<p>* movidas por alguma maquinação misteriosa que desconheço, muitas vezes as práticas  linguísticas e as formações discursivas vigentes (foucault)  induzem-nos em erro&#8230;quando se discute, estou a pensar no debate da  Andrea Sanke com os sherlocks,  o conceito &#8220;questão&#8221; assume proeminência&#8230; quando tentamos compreender o que sente a maioria, o conceito condição ganha primazia (estas oscilações, por vezes num mesmo acto de fala, interessantes)&#8230;quase que são dois modos de estar distintos. Não estão separados por nenhuma fissura cognitiva. Estão intrinsecamente entre-ligados. Mas são momentos distintos num olhar-ouvir contínuo.  Existem momentos nas interpretações. O momento actual não parece ser muito agradável.</p>]]></content:encoded>
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		<title>robomusik?</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 14:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qZUKBCupZaA"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/qZUKBCupZaA" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>doha debates (hoje,bbc)</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/08/doha-debates-hojebbc/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 20:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um debate interessantíssimo. Vale mesmo a pena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um debate interessantíssimo. Vale mesmo a pena.</p>]]></content:encoded>
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		<title>ian, rest in peace mate!</title>
		<link>http://5dias.net/2008/03/06/ian-rest-in-peace-mate/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 20:40:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[o filme já saiu. gostaria de escrever um post sobre este filme mas não tenho tempo. mas, vou fazê-lo&#8230;mal tenha tempo. Promessas, promessas mas rien, nichts, zero&#8230; ainda não respondi ao simpático José Manuel Pureza, nem ao visitante que nos &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/03/06/ian-rest-in-peace-mate/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BNMbuygEju8"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/BNMbuygEju8" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p>o filme já saiu.<br />
gostaria de escrever um post sobre este filme mas não tenho tempo.<br />
mas, vou fazê-lo&#8230;mal tenha tempo. Promessas, promessas mas rien, nichts, zero&#8230;<br />
ainda não respondi ao simpático José Manuel Pureza, nem ao visitante que nos lembrou das virtudes lusas e a outros que agitaram estes neurões saltimbancos. Não presumo que estejam a aguardar ansiosamente pela minha pena cibernética. Só desejo afirmar que não me esqueci das promessas que fiz. That`s all. Dedico esta musica sublime à mais fantástica mulher que eu já conheci. Ela deve estar algures entre o hemisfério norte e o hemisfério sul. Se Deus existe, espero que esteja ao seu lado. Sempre.</p>]]></content:encoded>
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		<title>comunidade</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Mar 2008 17:36:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Estendo o pé e toco com o calcanhar numa bochecha de carne macia e morna; viro-me para o lado esquerdo, de costas para a luz do candeeiro, e bafeja-me um hálito calmo e suave; faço um gesto ao acaso no &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/03/02/comunidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;</strong>Estendo o pé e toco com o calcanhar numa bochecha de carne macia e morna; viro-me para o lado esquerdo, de costas para a luz do candeeiro, e bafeja-me um hálito calmo e suave; faço um gesto ao acaso no escuro e a mão, involuntária tenaz de dedos, pulso, sangue latejante, descai-me sobre um seio morno nu ou numa cabecita de bebé, com um tufo de penugem preta no cocuruto da careca, a moleirinha latejante; respiramos na boca uns dos outros, trocamos pernas e braços, bafos suor uns com os outros, uns pelos outros, tão conchegados, tão enbrulhados e enleados num mesmo calor como se as nossas veias e artérias transportassem o mesmo sangue girando, pulpitassem compassadamente, silenciosamente, duma igual vivificante seiva.<strong>&#8221; </strong></p>
<p><strong>Luiz Pacheco</strong>, <em>Exercícios de Estilo, </em>Editorial Estampa.</p>]]></content:encoded>
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		<title>liberais? new liberals? new right?</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 15:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[uma entrevista interessante. estou um pouco confuso mas acho que vale a pena &#8230;Stephen Sackur, sempre incisivo nas suas interrogações, não foi muito agressivo neste HARDtalk. Curioso. (deve dar hoje na televisão) p.s. uma pequena nota aos eventuais interessados: com &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/02/27/liberais-new-liberals-new-right/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>uma entrevista <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/programmes/hardtalk/7266582.stm">interessante</a>.</p>
<p>estou um pouco confuso mas acho que vale a pena &#8230;Stephen Sackur, sempre incisivo nas suas interrogações, não foi muito agressivo neste HARDtalk. Curioso. <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  (deve dar hoje na televisão)</p>
<p>p.s. uma pequena nota aos eventuais interessados: com o ecrã muito pequenino a qualidade da imagem é consideravelmente melhor.</p>]]></content:encoded>
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		<title>uufa, chegou ao fim, a noite</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Feb 2008 03:31:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4Ny5ajCn0xw&#038;rel=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4Ny5ajCn0xw&#038;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>(in)falibilidade científica</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 16:12:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[As indústrias farmacêuticas estão deprimidas. Não sinto pena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.mabot.com/brain/zoom-x/149.jpg" height="298" width="256" /></p>
<p>As indústrias farmacêuticas estão <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/7263494.stm">deprimidas</a>.</p>
<p>Não sinto pena.</p>]]></content:encoded>
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		<title>tibor fisher</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Feb 2008 15:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Já me tinha esquecido deste grande senhor da literatura contemporânea Britânica. Ontem, como que por milagre, encontrei os seus dois livros. Estavam ignobilmente depositados numa caixa de botas. Nem queria acreditar. Não sou grande leitor de &#8220;literatura.&#8221; Nunca fui. &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/02/23/tibor-fisher/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.fantasticfiction.co.uk/images/3/18974.jpg" height="288" width="237" /></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="left">Já me tinha esquecido deste grande senhor da literatura contemporânea Britânica. Ontem, como que por milagre, encontrei os seus dois livros. Estavam ignobilmente depositados numa caixa de botas. Nem queria acreditar. Não sou grande leitor de &#8220;literatura.&#8221; Nunca fui. Mas adoro este escrivão. Um autor que conjuga o neorealismo britânico com o surrealismo do leste europeu nas suas narrativas fantásticas. Improvável? Contraditório? Sim, sem dúvida. Dirão, certamente, que o neorealismo Brit é a mais perfeita antítese do surrealismo. (digo eu) Que se lixem os críticos literários e as suas categorias!</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left"><a href="http://www.amazon.com/Under-Frog-Novel-Tibor-Fischer/dp/0312278713/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1203780497&amp;sr=1-1">under the frog</a></p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left"><a href="http://www.amazon.com/THOUGHT-GANG-Tibor-Fischer/dp/0684830795/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1203781177&amp;sr=1-1">the thought gang </a></p>]]></content:encoded>
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		<title>the (always) beautiful Sabrina</title>
		<link>http://5dias.net/2008/02/21/the-always-beautiful-sabrina/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 18:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://fashion.thebargainqueen.com/images/photos/audrey_hepburn.jpg" height="320" width="330" /></p>]]></content:encoded>
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		<title>Um tributo musical ao Obama</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Feb 2008 19:36:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Obrigado Zé Nuno e Pedro, do :ilhas. O tema é fixe, hey? Espero que gostem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="400" height="20"><param name="movie" value="http://lifelogger.com/common/flash/flvplayer/flvplayer_basic.swf?file=http://pedroarruda.lifelogger.com/media/audio0/637678_ealenpyvol_conv.flv&#038;autoStart=false"></param><embed src="http://lifelogger.com/common/flash/flvplayer/flvplayer_basic.swf?file=http://pedroarruda.lifelogger.com/media/audio0/637678_ealenpyvol_conv.flv&#038;autoStart=false" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="20"></embed></object></p>
<p>Obrigado Zé Nuno e Pedro, do :ilhas.<br />
O tema é fixe, hey?<br />
Espero que gostem.</p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Yes, we can!&#8221; *</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 16:13:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Na conjugação destas três simples palavras encontramos a alma Americana. O “yes, we can!” presume a existência de um limite que será transposto pela via da vontade. Foi na transgressão revolucionária dos limites impostos pela hegemonia imperial Britânica que a &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/02/19/yes-we-can-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na conjugação destas três simples palavras encontramos a alma Americana. O “yes, we can!” presume a existência de um limite que será transposto pela via da vontade. Foi na transgressão revolucionária dos limites impostos pela hegemonia imperial Britânica que a América encontrou a sua identidade, o sentido do seu ser e do seu devir. A crença no poder transformativo da vontade humana é um dos mais importantes aspectos da cultura política Americana, um aspecto que transcende os particularismos ideológicos e as fissuras que deles advêm. Todas as correntes da cultura política Americana interiorizaram esta pertença ao futuro como facto primordial. A pertença ao futuro não assenta na negação cega e dogmática do passado mas na aceitação da evidencia que o passado é, mais do que um mero legado de gerações passadas, um futuro que foi arduamente conquistado e formado pela vontade humana. Interpretar a história de outra forma é um horrendo acto de renúncia, de abandono, de sujeição. Nos EUA, a vivência do passado é impregnada pela convicção de que a história não é apenas um conjunto de diktaks e de práticas a que estamos sujeitos. Não, é mais do que isto. É uma celebração da criatividade. O que se celebra não é a história em si mas a criação da história pela vontade. A memória da capacidade criadora é hoje invocada por todos os candidatos à Presidência dos EUA. O candidato que melhor a representa é, a meu ver, Obama.(por razões complexas que não interessa considerar aqui, por agora) É interessante notar que muitos conservadores americanos respeitam o senador democrata do Illinois. Porquê? Porque Obama fez-se ultrapassando limites pela força da vontade. Obama, no psique colectivo Americano, é um Founding Father. Quando esta evocação histórica é aliada a um programa credível de mudança (que ainda não foi detalhado por razões que se prendem com os cálculos da sua estratégia eleitoral), tudo é possível.</p>
<p><embed src='http://www.brightcove.tv/playerswf' bgcolor='#FFFFFF' flashVars='initVideoId=1381682549&#038;servicesURL=http://www.brightcove.tv&#038;viewerSecureGatewayURL=https://www.brightcove.tv&#038;cdnURL=http://admin.brightcove.com&#038;autoStart=false' base='http://admin.brightcove.com' name='bcPlayer' width='486' height='412' allowFullScreen='true' allowScriptAccess='always' seamlesstabbing='false' type='application/x-shockwave-flash' swLiveConnect='true' pluginspage='http://www.macromedia.com/shockwave/download/index.cgi?P1_Prod_Version=ShockwaveFlash'></embed></p>
<p><strong>* texto inicialmente publicado no <a href="http://www.ilhas.blogspot.com">www.ilhas.blogspot.com</a><br />
</strong></p>]]></content:encoded>
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		<title>matt bai e o seu livro</title>
		<link>http://5dias.net/2008/02/14/matt-bai-e-o-seu-livro/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 22:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[este rapaz e um outro chamado matt stoller&#8230;são interessantíssimos, a sério&#8230;bem, uhmm,  sei lá&#8230;só uma ideia! São muito mais interessantes do que o Baudrillard, o Zizek e o Josézinho (é cá da rua) juntos!  O Jacques que me perdoe. O Zizek não &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/02/14/matt-bai-e-o-seu-livro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>este <a href="http://www.mattbai.com/argument-book">rapaz</a> e um outro chamado matt stoller&#8230;são interessantíssimos, a sério&#8230;bem, uhmm,  sei lá&#8230;só uma ideia! São muito mais interessantes do que o Baudrillard, o Zizek e o Josézinho (é cá da rua) juntos!  O Jacques que me perdoe. O Zizek não precisa de perdoar coisa nenhuma. Provavelmente (eu) não compreenderia o perdão. Mais tarde, ser-me-ia explicado que isto é, afinal, o perdão.( a não compreensão do perdão é o perdão, espero que compreendam o meu dilema )  O homem deixa-me à beira de um ataque de nervos. Fico nervoso com o seu nervosismo. Contagiado. Bolas, apetece-me oferecer-lhe uma gigantesca garrafa de champagne.  Talvez consiga conter toda aquela perspiração com a ajuda dos  Bollinger (sim, acertaram, penhorava o carro para calar o gajo) ehheh eh eh e he he heh eh  O Baudrillard exige requisitos especiais como, por exemplo, a telepatia. Hesito, portanto.  Sempre fui um pragmático. Nada a fazer.      </p>]]></content:encoded>
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		<title>Sarah</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Feb 2008 17:47:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Estávamos todos sentados em redor da mesa, ansiosos. Hoje era o dia da apresentação (lecture) da Sarah. O imponente relógio informava-nos que Sarah estava atrasada. Os professores que se tinham deslocado de outros departamentos e universidades para a ouvir brincavam &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/02/04/sarah/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left">Estávamos todos sentados em redor da mesa, ansiosos. Hoje era o dia da apresentação (lecture) da Sarah. O imponente relógio informava-nos que Sarah estava atrasada. Os professores que se tinham deslocado de outros departamentos e universidades para a ouvir brincavam com as suas canetas e diziam as trivialidades habituais. Com cada minuto que passava, surgia a interrogação: “onde é que está a Sarah?” “Eu vi a Sarah a beber um chocolate quente no corredor da biblioteca há pouco ”, dizia a Senhora Burns. Sarah tinha sido internada, há poucos meses atrás, por um período de duas semanas. Depressão. Lady Burns era uma solteirona simpática que trabalhava como secretária do departamento. Adorava a Sarah. Ela e eu fomos os únicos a visitá-la no “hospital.” Não trocamos uma única palavra com ela quando a visitámos pela primeira vez. Olhava para nós. Sorria. Fechava os olhos. Ficavamos com a impressão que o abrir dos olhos era um acto notável e uma vitória miserável. Num só gesto.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">Às oito e meia da manhã, Sarah chegou à sala do seminário. Tremia, como sempre. Os seus olhos azuis-acinzentados contrastavam com os seus cabelos blondish-punk, quase sempre despenteados. Era linda! A Sarah sentou-se no seu lugar. Cumprimentou-nos com um simples movimento vertical dos olhos. “Très nippon”, dizia a Julie, uma colega nossa. Os profs apressaram-se a posicionar as suas canetas em write-mode. Comportavam-se como mercenários à procura de uma vantagem macabra, numa guerra qualquer. Sarah não era uma filósofa. Era uma vítima da filosofia. Só mais tarde é que percebi que só aqueles ou aquelas que sofrem com a filosofia é que podem vir a ser filósofos ou filósofas. Aprendi isto com ela. A Sarah era um “lugar” onde decorria uma interminável batalha. A sua batalha tinha pouco ou nada que ver com as absurdas guerras académicas que envolviam e agitavam o departamento. Nas expressões da sua cara testemunhávamos a tortura implacável da filosofia. A Sarah era autêntica.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">“Hoje, na minha apresentação, vou falar acerca do inefável, do indizível. Um desígnio paradoxal? Não se precipitem! ” Começou assim, como começava sempre. Sem apresentações biográficas, sem cumprimentos ridículos, sem referências patéticas, sem notas. Detestava ornamentos retóricos. Detestava a sinuosidade. Não estava ali para “socializing.” Era o inefável que a movia. (continua…)</p>]]></content:encoded>
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		<title>Olá</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 19:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Só para agradecer o amável convite.  É um prazer estar aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só para agradecer o amável convite.  É um prazer estar aqui.</p>]]></content:encoded>
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