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COMENTÁRIOS

convite

16 de Outubro de 2008 por ezequiel

quem desejar visitar o meu quinto cyberhabitat, poderá encontrar-me aqui. o blog não é recente mas foi negligenciado por algum tempo, os posts são escassos, por enquanto, mas a intenção de comunicar é genuína. deverei começar a postar obsessivamente dentro de apenas alguns dias, espero eu.  

ps: imagem retirada de www.visualcomplexity.com

os imponderáveis da transição para a democracia *

15 de Outubro de 2008 por ezequiel

Piotr Sztompka, eminente sociólogo Polaco foi, com Z Bauman (e alguns outros), um dos mais perspicazes interpretes das mudanças tumultuosas que se fizeram sentir na Europa de Leste. Ler o resto »

clarificação

14 de Outubro de 2008 por ezequiel

O Nuno Castro deixou-me esta interpelação aqui.

“agora, onde é que na histoire diz que a opressão confeccional (confessional) tem que ver com a ofuscação explícita do tema da sexualidade? E a confissão a que eu me referia não é a confissão-dispositivo disseminado mas sim a confissão entidade jurídica da Idade Média. Em que medida a sexualidade é ofuscada quando ela nem sequer existe? quando são esses mesmos discursos que referes (séc. XIX) que a produzem?” Ler o resto »

yummie series: no cream

6 de Outubro de 2008 por ezequiel

Rick Stein, BBC Prime. O melhor programa de culinária do planeta

Um bom  substituto do queijo Pecorino (DOP, sardignia&roma, it): queijo de S Jorge (DOP), envelhecido, o do label preto

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Le Pen e a questão da identidade

4 de Outubro de 2008 por ezequiel

Le Pen e questão da identidade

O que se passou em França durante o processo eleitoral foi deveras extraordinário. O candidato da extrema-direita, Le Pen, conseguiu influenciar de forma decisiva a agenda política de toda a direita Francesa. Fê-la gravitar em torno da “sacrossanta” questão da identidade nacional. Sarkozy, o candidato da direita tradicional, seguiu-o submissamente. É provável que esta submissão embaraçosa do jovem Nicolau ás directrizes comunicativas impostas por Le Pen tenha sido motivada tanto pelo medo da deserção de alguns dos seus apoiantes para Le Pen como pela possibilidade de atrair potenciais desertores da extrema direita. Nem a insuspeita socialista Ségolene conseguiu escapar à força gravitacional da questão identitária. O nacionalismo politicamente correcto de Ségolene não é o nacionalismo xenófobo de Le Pen, é certo. Não obstante, esta rentrée da identidade na politica eleitoral foi o facto mais significante das eleições Francesas, independentemente dos resultados eleitorais. Ler o resto »

ironia : especulações

4 de Outubro de 2008 por ezequiel

Obama propõe reinventar o estado “social”. As suas propostas não visam a instituição de um estado social à Europeia nem um regresso nostálgico ao passado Rooseveltiano, apesar do intuito ético-filosófico ser o mesmo: justiça social. Visam, pelo contrário, a criação de um estado social sustentável, com métodos de intervenção radicalmente inovadores. Ironicamente, a crise actual coloca-lhe nas mãos os instrumentos de que necessita para implementar este programa de mudança. É verdade que os instrumentos não estão em boas condições. Todavia, a capacidade de adaptação do sistema Americano não deve ser subestimada. Been there, done that! seria a metáfora histórica mais apropriada, julgo eu. O mito de que a intervenção ou a regulação é irracional ou indesejável foi aniquilado por Wall Street, no less.  O estigma da regulação será brevemente uma curiosidade arqueológica. Parece que até as estruturas hermenêuticas (Charles Taylor) estão a torcer pelo Obama!

A tecnologia desempenhará um papel crucial na criação e manutenção deste “novo” estado social. O que não deixa de ser doubly ironic: a crise no sistema financeiro dos EUA fará com que a aplicação de capitais acumulados (ex. subprime) seja considerada menos importante do que a gestação de valor no domínio da inovação tecnológica e cientifica. Precisamente  as policy  areas privilegiadas por Obama e os seus economistas! Ler o resto »

sem titulo

2 de Outubro de 2008 por ezequiel

Autor: Cunga

“Não pode ser esta a imaginação? Diz um homem sentado sozinho, consigo próprio, que, imperturbado, continua a falar. Nada aparenta, é limiar. Nada nunca é claramente nada. Com uma aparente leveza gestual, aponta para a dimensão do mar. Penso que vai chover hoje, ainda o mar está escuro. Aprecia ele, enquanto sentado numa cadeira de plástico carcomido, espera. Parecendo que a cadeira o tivesse parido e ambos tinham a mesma idade.”

mnemosyne

2 de Outubro de 2008 por ezequiel

“Fala-se hoje de um «renascimento» de Aby Warburg  para designar o interesse crescente pela sua obra e para reconhecer que ela terá finalmente chegado ao momento da sua legibilidade. Este «renascimento» não é motivado por um interesse arqueológico mas pela descoberta de que todo o trabalho de Warburg – as suas elaborações teóricas, as suas investigações historiográficas, a constituição de uma biblioteca que o ocupou a vida inteira – são um contributo importante para pensar a história da arte, isto é, tanto a disciplina assim chamada – nos seus métodos, nos seus pressupostos – como a própria historicidade das obras de arte. E, de maneira mais alargada, para pensar o vasto campo das «ciências da cultura».” 1

1-António Guerreiro e Mathias Bruhn (o Inglês é péssimo mas compreensível)

Warburg Institute

Desenho a carvão de João Decq, cousin, bro inesquecível, companheiro no estrangeiro, Papá há uma semana. Parabéns! Foi ele que me apresentou à obra de Warburg.

a infalibilidade cognitiva do liberalismo (concordância absoluta)

1 de Outubro de 2008 por ezequiel

Panorama, bbc

30 de Setembro de 2008 por ezequiel

“Americans Are From Mars, Europeans From Venus” *

29 de Setembro de 2008 por ezequiel

Nestas ocasiões, recordo-me sempre de uma frase de um amigo meu: “Generalisations are platitudes disguised as insight.” (refiro-me obviamente ao titulo do post * que advém de um titulo de um  famoso e reconhecido livro-nunca percebi porquê?- de um académico norte americano, de seu nome Kagan) 

Mas, a bem da verdade, refiro-me a estes políticos

Cristina Lafont (blog)

25 de Setembro de 2008 por ezequiel

Num interessantíssimo post publicado aqui,   Cristina Lafont aborda  uma questão central e problemática: o estatuto e papel da argumentação religiosa na deliberação pública formal e informal. Lafont considera algumas das recomendações de Habermas: os religiosos que participam na deliberação pública formal (parlamentos etc) deverão traduzir as razões religiosas que invocam na defesa de determinadas politicas para uma linguagem secular e acessível a todos os outros cidadãos. Será esta tradução possível? 

les neo-libs, victimes de la mode

25 de Setembro de 2008 por ezequiel

etlanuitfinniecommeça

24 de Setembro de 2008 por ezequiel

Sobre os “consensos” vacilantes

23 de Setembro de 2008 por ezequiel

Retirado daqui.

Via.

os meninos à volta da fogueira

23 de Setembro de 2008 por ezequiel

A publicação de um artigo do Rui Tavares no Público e a consequente “lamentação” de um consumidor ultrajado suscitou comentários muito interessantes. Destaco aqui o comentário do M. Abrantes, onde se afirma que é a “lógica da barricada ideológica” que afasta os cidadãos da política. Será a lógica da “barricada” contrária ao ethos democrático? Segundo a escola da democracia agonística, as barricadas ideológicas, as diferenças articuladas na esfera pública  são a matéria prima da política, a sua razão de ser e uma das suas condições primordiais. O pluralismo radical não pode, nem deve, ser posto sob o jugo de uma qualquer ética comunicativa transcendente que prometa uma conciliação explicita ou implícita de posições. Não nos podemos esquecer do seguinte. Não existe e nunca existiu na esfera pública (refiro-me aos processos de comunicação e não à configuração institucional e legal de direitos e deveres onde a ambiguidade normativa é menor – por razões evidentes- apesar de não ser inexistente ou imune a interpretações diversas) um consenso abrangente sobre o significado da democracia. Seria absurdo se tal coisa existisse. Este  suposto consenso, implícito ou explicito, submeteria o pluralismo e o próprio exercício da cidadania ao intolerável jugo da conformidade.  Não encontrar um consenso substantivo na comunicação democrática não implica o fim da democracia nem a defesa de um qualquer niilismo ético. Muito pelo contrário. Demonstra que as liberdades democráticas estão de boa saúde. A liberdade é a mais importante das condições da democracia. E seria sensato não esquecer que  a liberdade diferencia. Naturalmente.

dogma/s

22 de Setembro de 2008 por ezequiel

O que é um dogma?

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Apology to Daniel Pipes

21 de Setembro de 2008 por ezequiel

An opinion article published in The Canberra Times by Irfan Yusuf on August 18, ”Justice the remedy required to help Bosnia heal”, cited the US analyst Daniel Pipes as predicting that Europe’s next Holocaust victims would be Muslim migrants and it alleged that Mr Pipes suggested Muslims thoroughly deserved such slaughter. The Canberra Times and Irfan Yusuf accept that Mr Pipes never predicted nor has he ever endorsed a Holocaust of European Muslims, and they unreservedly apologise to him for the errors.

Aqui

A  sátira de Jeremy Lott. 

“So sorry about accusing you of wanting a second Holocaust, Mr. Pipes. It was an innocent mistake. We hope you understand.” 

Aqui

The Emergence of noopolitik

21 de Setembro de 2008 por ezequiel

The emergence of noöpolitik ( ver: 1)

(este artigo foi retirado da www.firstmonday.org)

By noöpolitik we mean an approach to statecraft, to be undertaken as much by non–state as by state actors, that emphasizes the role of informational soft power in expressing ideas, values, norms, and ethics through all manner of media. This makes it distinct from realpolitik, which stresses the hard, material dimensions of power and treats states as the determinants of world order. Noöpolitik makes sense because knowledge is fast becoming an ever stronger source of power and strategy, in ways that classic realpolitik and internationalism cannot absorb.

In the coming years, diplomats and strategists will be drawn to both realpolitik and noöpolitik. As noöpolitik takes shape and gains adherents, it will serve sometimes as a supplement and complement to realpolitik, and sometimes as a contrasting, rival paradigm for policy and strategy. As time passes and the global noosphere swells, noöpolitik may provide a more relevant paradigm than realpolitik. Noöpolitik has much in common with liberal internationalism, but we anticipate that the latter is a transitional paradigm that can and will be folded into noöpolitik.

Growing strength of global civil society. No doubt, states will remain paramount actors in the international system. The information revolution will lead to changes in the nature of the state, but not to its “withering away.” What will happen is a transformation. At the same time, non–state actors will continue to grow in strength and influence. This has been the trend for several decades with business corporations and international regulatory regimes. The next trend to expect is a gradual worldwide strengthening of transnational NGOs that represent civil society. As this occurs, there will be a rebalancing of relations among state, market, and civil–society actors around the world — in ways that favor noöpolitik over realpolitik .

Noöpolitik upholds the importance of non–state actors, especially from civil society, and requires that they play strong roles. Why? NGOs (not to mention individuals) often serve as sources of ethical impulses (which is rarely the case with market actors), as agents for disseminating ideas rapidly, and as nodes in networked apparatuses of “sensory organizations” that can assist with conflict anticipation, prevention, and resolution. Indeed, because of the information revolution, advanced societies are on the threshold of developing a vast sensory apparatus for watching what is happening around the world. This apparatus is not new, because it consists partly of established government intelligence agencies, corporate market–research departments, news media, and opinion–polling firms. What is new is the looming scope and scale of this sensory apparatus, as it increasingly includes networks of NGOs and individual activists who monitor and report on what they see in all sorts of issue areas, using open forums, specialized Internet mailing lists, Web postings, and fax machine ladders as tools for rapid dissemination. For example, using these tools to provide early warning about crisis is a burgeoning area of attention and development among disaster–relief and humanitarian organizations.

el gadamer e a nossa conversa

13 de Março de 2008 por ezequiel

O João lançou para a mesa uma polémica interessante. E lançou-a de forma brilhante. Encontrou, com muita perspicácia, um certo absolutismo na concepção de liberdade negativa (de Berlin), que se manifesta na redução da liberdade à ausência de coerção. Ler o resto »