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	<title>cinco dias &#187; Rui Curado Silva</title>
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		<title>Fim de colaboração</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 10:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com este post encerro a minha colaboração com o blogue Cinco Dias. Continuarei a blogar no meu estaminé, no Klepsýdra, e tentarei colaborar com mais frequência com o blogue de divulgação científica do NUCLIO no site do Expresso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com este post encerro a minha colaboração com o blogue Cinco Dias. Continuarei a blogar no meu estaminé, no Klepsýdra, e tentarei colaborar com mais frequência com o blogue de divulgação científica do NUCLIO no site do Expresso.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Ennemis publics no Café Littéraire</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 13:24:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Michel Houellebecq e Bernard-Henri Lévy tiveram honras de uma emissão especial do excelente programa de literatura Café Littéraire dedicado em exclusivo ao livro &#8220;Ennemis publics&#8220;, objecto da minha entrada anterior. Para os meus fiéis leitores aqui fica o programa na &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/01/20/ennemis-publics-no-cafe-litteraire/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><object width="420" height="257" data="http://www.dailymotion.com/swf/k5PIsVYBKJaBHANUZe&amp;related=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/k5PIsVYBKJaBHANUZe&amp;related=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
<strong><a href="http://www.dailymotion.com/video/x72zvw_1_people"></a></strong><br />
<em></em></div>
<div style="text-align: justify;">Michel Houellebecq e Bernard-Henri Lévy tiveram honras de uma emissão especial do excelente programa de literatura <a href="http://programmes.france2.fr/cafe-litteraire/index.php?page=article&amp;numsite=1487&amp;id_article=3218&amp;id_rubrique=1490"><span style="font-style: italic;">Café Littéraire</span></a> dedicado em exclusivo ao livro &#8220;<a href="http://editions.flammarion.com/Albums_Detail.cfm?ID=33616"><span style="font-style: italic;">Ennemis publics</span></a>&#8220;, objecto da minha entrada anterior. Para os meus fiéis leitores aqui fica o programa na integra, dividido em dois vídeos Daily Motion .</p>
<p>Um programa de literatura dedicado a apenas um livro, escrito por dois dos maiores escritores da actualidade é certo, com 20 minutos de publicidade ininterrupta antes do início da emissão é algo verdadeiramente extraordinário que só acontece em França. Estavam ali jornalistas de vários países europeus que atestaram esta fabulosa singularidade francesa.</p></div>
<div><object width="420" height="257" data="http://www.dailymotion.com/swf/k3o89TBm762rAZNUMl&amp;related=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/k3o89TBm762rAZNUMl&amp;related=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
<strong></strong></div>]]></content:encoded>
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		<title>Acordar um dia</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 13:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[É um blogue de qualidade dedicado à micro narrativa da autoria do caríssimo Nuno Camarneiro, ex-colaborador do Klepsýdra, que anda lá fora a lutar pela vida. Dá-lhe Nuno!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://acordarumdia.blogspot.com/">É um blogue de qualidade dedicado à micro narrativa</a> da autoria do caríssimo Nuno Camarneiro, ex-colaborador do <a href="http://klepsydra.blogspot.com/">Klepsýdra</a>, que anda lá fora a lutar pela vida. Dá-lhe Nuno! <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>]]></content:encoded>
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		<title>Ennemis Publics</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 16:23:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Ennemis publics&#8221; é o resultado da troca de correspondência ocorrida de Janeiro a Julho de 2008 entre o escritor Michel Houellebecq e o filósofo Bernard-Henri Lévy. Na origem da publicação conjunta de tão diferentes personagens estão os ataques pessoais de &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/01/14/ennemis-publics/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><a href="http://editions.flammarion.com/Albums_Detail.cfm?ID=33616"><img src="http://editions.flammarion.com/docs/Albums/33616/9782081218345_cm.jpg" alt="" hspace="20" align="left" /></a> &#8220;<a style="font-style: italic;" href="http://editions.flammarion.com/Albums_Detail.cfm?ID=33616">Ennemis publics</a>&#8221; é o resultado da troca de correspondência ocorrida de Janeiro a Julho de 2008 entre o escritor Michel Houellebecq  e o filósofo Bernard-Henri Lévy. Na origem da publicação conjunta de tão diferentes personagens estão os ataques pessoais de que ambos são alvo e que vão muito para lá da sua escrita, chegando ao ponto de envolver a mãe de Houellebecq e no caso de Lévy, atingindo a actriz Arielle Dombasle, a sua companheira. Na primeira carta, Houellebecq classifica os dois correspondentes como <span style="font-style: italic;">individus assez méprisables</span>. No entanto, apesar de alguma vitimização menos interessante depressa a troca de correspondência toma contornos de um verdadeiro e vivo debate, onde as partes se irritam, para se acalmarem a seguir, voltando a irritar-se, sobrepondo-se a este ritmo emocional uma reflexão aberta digna de diálogos de filósofos da Grécia antiga. Houellebecq gosta da Rússia, das &#8220;sumptuosas louras russas&#8221;, mas Lévy, irritado, lembra que a Rússia é  também Putin, as oligarquias e a mão de ferro sobre os adversários políticos e as minorias étnicas. Ambos atravessam aleatoriamente a história do pensamento político dos dois últimos séculos e da literatura europeia (onde há referências a Pessoa). O debate atinge a sua fase mais interessante quando se aborda o tema da espiritualidade. Lévy, embora ateu, prefere Jerusalém a Atenas, prefere os escritos dos profetas e dos velhos rabis aos dos filósofos da Grécia antiga. Com uma certeza e uma clarividência surpreendentes, Houellebecq confessa-se desprovido de espiritualidade, assentando o seu pensamento exclusivamente na ciência. Estas reflexões vão sendo intercaladas ao longo da troca de correspondência com revelações pessoais em geral interessantes, onde os autores se expõem mais do que é comum, sobretudo Lévy.<span id="more-13267"></span></p>
<p>De Bernard-Henri Lévy conhecia muitos dos seus trabalhos, como a sua pertinente investigação sobre as guerras esquecidas (Angola, Colômbia e Sri Lanka), o excelente &#8220;<a href="http://www.grasset.fr/Grasset/CtlPrincipal?controlerCode=CtlCatalogue&amp;requestCode=afficherArticle&amp;codeArticle=9782246683919&amp;ligneArticle=0">Vertigem Americana</a>&#8221; , tão actual neste momento de transição dos EUA, ou o seu tratado sobre a esquerda &#8220;<a style="font-style: italic;" href="http://www.grasset.fr/Grasset/CtlPrincipal?controlerCode=CtlCatalogue&amp;requestCode=afficherArticle&amp;codeArticle=9782246688211&amp;ligneArticle=0">Ce grand cadavre à la renverse</a>&#8220;. De Houellebecq conhecia apenas a <a href="http://www.elementarteilchen.film.de/">adaptação dos seu livro &#8220;Partículas Elementares&#8221; ao cinema</a>, um dos meus filmes preferidos. Nesta troca de correspondência foi sobretudo Houellebecq que me surpreendeu. Gostei da clarividência rara com que se exprimiu sobre a ciência e da forma elegante como transita para o caos que é a sua vida afectiva e as suas (des)convicções políticas. De Lévy retive uma erudição fora de comum, uma memória vasta da literatura e do pensamento moderno e a forma como se envolve no debate político mesmo quando o seu parceiro de escrita é pouco dado a causas.</div>]]></content:encoded>
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		<title>Žižek sobre a ciência moderna</title>
		<link>http://5dias.net/2009/01/10/zizek-sobre-a-ciencia-moderna/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 11:53:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://5dias.net/2009/01/10/zizek-sobre-a-ciencia-moderna/">Ler o resto<span class="meta-nav">_</span></a> <a href="http://5dias.net/2009/01/10/zizek-sobre-a-ciencia-moderna/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://editions.flammarion.com/Albums_Detail.cfm?ID=32882&amp;levelCode=home"><img src="http://editions.flammarion.com/docs/Albums/32882/9782080801692_cm.jpg" alt="" hspace="20" align="left" /></a> No meu resumo de &#8220;Sede Sábios, Tornai-vos Profetas&#8221; do post anterior dei mais ênfase às passagens em que Charpak se lamenta do distanciamento entre filosofia e ciência, citando autores que apesar de tudo ele elogia. Charpak deixa bem claro que a ciência só tem a ganhar se conseguir estreitar esse fosso com a filosofia, não é de modo nenhum sua intenção criar clivagens estéreis entre as duas disciplinas.<br />
Na obra &#8220;<span style="font-style: italic;"><a href="http://editions.flammarion.com/Albums_Detail.cfm?ID=32882&amp;levelCode=home">La subjectivité à venir</a></span>&#8221; (Flammarion, 2006), Slavoj Žižek tem várias passagens sobre a ciência que ajudam a estreitar esse fosso (<a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/585822.html">tal como no artigo citado pela Palmira Silva</a>), formulando o problema identificado por Charpak quase nos mesmo termos:</p>
<p>&#8220;<em>&#8230; l&#8217;impasse réside simplement aujourd&#8217;hui dans le fait que le savoir scientifique ne nous sert plus de &#8220;grand autre&#8221; symbolique. Le fossé entre la science moderne et le bon sens aristotélicien de l&#8217;ontologie philosophique est ici insurmontable: si un premier signe de ce fossé se repère avec Galilé, il se creuse de manière extrême avec la physique quantique, lorsque nous avons affaire à des lois et des règles qui fonctionnent dans le réel bien qu&#8217;elles ne puissent plus être retraduites dans notre expérience de la réalité représentable</em>&#8220;, pag. 103.</p>
<p>Também sobre Heidegger, Žižek refere-se de uma forma semelhante às considerações de Charpak, classificando algumas das suas posições como &#8220;totalmente ambíguas&#8221;, embora ressalvando que existe muita crítica simplista para tentar desacreditar o filósofo (pag. 57).</p>]]></content:encoded>
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		<title>Sede Sábios, Tornai-vos Profetas</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 16:40:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Georges Charpak (Nobel da Física em 92) e Roland Omnès são autores do livro de título irónico &#8220;Sede Sábios, Tornai-vos Profetas&#8220;. Este livro surge na sequência de &#8220;Feiticeiros e Cientistas&#8220;, uma publicação conjunta entre Charpak e Henri Broch, onde ensina &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/01/09/sede-sabios-tornai-vos-profetas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><img src="http://www.criticaliteraria.com/images/Q/b4fbadc04ea46f086864cc3fa0c0c618/9721054836.jpg" alt="" hspace="20" align="left" /> Georges Charpak (<a href="http://nobelprize.org/nobel_prizes/physics/laureates/1992/charpak-cv.html">Nobel da Física em 92</a>) e Roland Omnès são autores do livro de título irónico &#8220;<a href="http://www.europa-america.pt/product_info.php?products_id=308">Sede Sábios, Tornai-vos Profetas</a>&#8220;. Este livro surge na sequência de &#8220;<a href="http://www.gradiva.pt/livro.asp?L=2121">Feiticeiros e Cientistas</a>&#8220;, uma publicação conjunta entre Charpak e Henri Broch, onde ensina o leitor a identificar através da matemática, da estatística e da lógica, os truques e as artimanhas de astrólogos e de outros charlatães. Neste &#8220;<span>Sede Sábios, Tornai-vos Profetas</span>&#8220;, <span>Charpak</span> parte da história da conhecimento e do método científico para analisar a relação da filosofia e da religião com a ciência. Charpak analisa a resposta da filosofia e da religião aos novos desafios colocados pela física moderna, pelo afastamento das leis da natureza da intuição humana e pela transcendência da dimensão humana quando analisamos a imensidade do universo ou quando estudamos partículas sub-atómicas.</p>
<div style="text-align: justify;">Charpak analisa as reflexões de Hume, de Kant e de Nietzsche sobre a ciência. Curiosamente, apesar de estar entre os que mais rapidamente a percebem a importância do método científico, Nietzsche é um dos primeiros a contestar o desenvolvimento da teoria atómica realizada por Dalton e Thompson e critica fortemente o darwinismo. Mais tarde, a aceitação da mecânica quântica sofreu grande resistência de filósofos que deram valiosos contributos para clarificar o significado do conhecimento da científico como Russell, Husserl ou Wittgenstein. Charpak dedica uma secção a Heidegger onde transcreve algumas passagens obscuras que revelam um considerável afastamento entre a sua filosofia e a ciência.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
</div>
<div style="text-align: justify;">Nesta obra pouco divulgada entre nós, Charpak lança algumas pistas que poderão ajudar a perceber o que está na origem de alguns dos casos de pseudo-ciência apontados por Boghossian na <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/584086.html">obra recomendada pela Palmira Silva</a>, que já está na minha lista de próximas aquisições.</div>]]></content:encoded>
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		<title>A Universidade Jaguar</title>
		<link>http://5dias.net/2009/01/06/a-universidade-jaguar/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 17:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Na passada semana encerrou definitivamente a Universidade Moderna sob o silêncio do xôtor Paulo Portas. Concordo em grande parte com o Luís Januário. Entre as privadas há mais universidades que deveriam fechar. E se fossemos mais rigorosos apenas uma merece &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/01/06/a-universidade-jaguar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><img src="http://lisboa.umoderna.pt/cmsimages/Image/titulo.jpg" alt="" hspace="20" align="left" /> Na passada semana <a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1064869">encerrou definitivamente a Universidade Moderna</a> sob o silêncio do xôtor Paulo Portas. <a href="http://anaturezadomal.blogspot.com/2008/10/uma-universidade-fechada-o-princpio-da.html">Concordo em grande parte com o Luís Januário</a>. Entre as privadas há mais universidades que deveriam fechar. E se fossemos mais rigorosos apenas uma merece o título de universidade: a Católica. No entanto, mesmo a Universidade Católica no contexto europeu é uma universidade coxa onde a produção científica é fraca e se resume praticamente apenas às ciências sociais e humanas. A maior parte das universidades privadas não tem sequer produção científica. Estas instituições deveriam perder o estatuto de universidade e ser designadas mais correctamente como escolas ou institutos de ensino superior, tal como é prática noutros países da OCDE. Existem vários casos de politécnicos no país que produzem trabalho científico e que mereciam bem mais o estatuto de universidade. Apesar de algumas das privadas ainda prestarem serviços à sociedade civil, elaborando sondagens ou estudos técnicos, as restantes dedicam-se apenas à cobrança de propinas e de inscrições nos exames, por vezes, utilizando estratagemas que indignam profundamente os estudantes.</p>
<p>É por estas e por outras que sou pouco sensível ao choradinho das universidades privadas quando se queixam de falta de financiamento do estado. As privadas, tal como as públicas, podem concorrer a projectos europeus e nacionais que financiam a investigação, mas curiosamente o que se verifica é que essas oportunidades são pobremente aproveitadas, especialmente nos domínios das Engenharias e das Ciências Exactas. No entanto, tal como a Moderna algumas das privadas não dispensam um parque de automóveis de luxo adquiridos ou alugados. Por exemplo, um Jaguar custa mais de 100 mil euros, o que corresponde a uma quantia superior ao orçamento médio dos projectos a três anos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Pelo preço de duas ou três viaturas destas é possível equipar um laboratório capaz de produzir trabalhos científicos com qualidade aceitável. É tudo uma questão de prioridades&#8230;</p></div>]]></content:encoded>
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		<title>O trilho da Eslováquia até ao Euro</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 01:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[É curiosa a história da moeda oficial da Eslováquia desde a independência do Império Austro-Húngaro. A coroa checoslovaca foi a moeda oficial enquanto durou a união da Rep. Checa e da Eslováquia, mas durante os 6 anos de anexação da &#8230; <a href="http://5dias.net/2009/01/03/o-trilho-da-eslovaquia-ate-ao-euro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://ec.europa.eu/economy_finance/images/thumbnail100w_12769.jpg" alt="" hspace="20" align="left" /> É curiosa a história da moeda oficial da Eslováquia desde a independência do Império Austro-Húngaro. A coroa checoslovaca foi a moeda oficial enquanto durou a união da Rep. Checa e da Eslováquia, mas durante os 6 anos de anexação da Rep. Checa pelos nazis a Eslováquia teve a sua própria coroa. A coroa eslovaca voltou depois da separação definitiva da Checoslováquia em 1993 para mais 15 breves anos de existência.<br />
<a href="http://ec.europa.eu/economy_finance/the_euro/coins12768_en.htm">Desde 1 de Janeiro, os Eslovacos voltam a ter uma moeda partilhada com outras nações</a> mas desta vez os imperadores que chamavam Pressburg a Bratislava já não são coroados na Catedral de São Martinho e as lagartas dos tanques do Império do outro lado da Europa já não rasgam o alcatrão da estrada em frente à Universidade Comenius.<br />
Mas a história não acaba aqui. Após o recente afundanço económico da Hungria e do impacto económico negativo da crise nos países fora da eurozona, o atlantismo populista que emanava da Polónia para o resto dos países de leste perdeu muito da sua chama. Uma sondagem recente realizada na Rep. Checa dá 65% da população a favor do euro. Ironia, das ironias, em breve checos e eslovacos voltarão a ter a mesma moeda.</div>]]></content:encoded>
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		<title>Bom 2009!</title>
		<link>http://5dias.net/2009/01/01/bom-2009/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 01:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Christiane (Martina Gedeck) e Bruno (Moritz Bleibtreu) em &#8220;Partículas Elementares&#8221; de Oskar Roehler.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.linternaute.com/cinema/image_diaporama/540/les-particules-elementaires-15053.jpg" alt="" /><br />
<span style="font-size:85%;">Christiane (Martina Gedeck) e Bruno (Moritz Bleibtreu) em &#8220;</span><a href="http://www.elementarteilchen.film.de/"><span style="font-size:85%;">Partículas Elementares</span></a><span style="font-size:85%;">&#8221; de Oskar Roehler.</span></p>]]></content:encoded>
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		<title>Onde está a esquerda israelo-palestiniana?</title>
		<link>http://5dias.net/2008/12/29/onde-esta-a-esquerda-israelo-palestiniana/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 18:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante a minha vida de nómada europeu convivi com refugiados israelitas católicos, israelitas palestinianos ateus, com libaneses muçulmanos, libaneses ateus, palestinianos muçulmanos e sei lá que mais! Amizades duradouras, amizades fugazes, colegas de trabalho e co-autores de artigos científicos ouvi-os durante &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/29/onde-esta-a-esquerda-israelo-palestiniana/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://www.palestinefacts.org/images/us_rabin_arafat_handshake.jpg" alt="" /></div>
<p>Durante a minha vida de nómada europeu convivi com refugiados israelitas católicos, israelitas palestinianos ateus, com libaneses muçulmanos, libaneses ateus, palestinianos muçulmanos e sei lá que mais! Amizades duradouras, amizades fugazes, colegas de trabalho e co-autores de artigos científicos ouvi-os durante anos sobre a questão israelo-palestiniana. Algumas das histórias eram duras e deixaram sequelas físicas. As opiniões sobre o conflito eram diversas, mas eram comuns num ponto: a solução não passava pela disputa da fronteira ao centímetro e só poderia ser de cariz diplomático.</p>
<p>Até hoje, a única ocasião em que essa solução foi conseguida deve-se ao esforço quer da esquerda palestiniana quer da esquerda israelita. Por muito criticáveis que sejam, o que é certo é que Rabin ou Arafat conseguiram (com ajuda, mas a diplomacia é assim mesmo) o que mais ninguém conseguiu. Desde então, Rabin foi assassinado por extremistas fanáticos cujo objectivo de boicotar o processo de paz foi plenamente conseguido e Arafat morreu deixando caminho livre à extrema-direita e aos fanáticos do Hamas (<a href="http://klepsydra.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110019143335192291">preferia não ter razão</a>, caro <a href="http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/">Francisco</a>). Com a direita dura, a extrema-direita e os fanáticos quase todos no poder em Israel e na Palestina, a guerra a meio-gás é a solução ideal para se perpetuarem no poder. E a vitimização é uma arma que ambas as partes empregam com maestria. Eles sabem muito bem o que fazem. Os mísseis de Israel dão votos ao Hamas e os rockets do Hamas dão votos à direita dura e à extrema-direita israelita. <span id="more-12324"></span>Aliás, não me admirava nada se o espectro político das duas partes se deslocasse ainda mais para a direita. Há bem pior do que o Kadima em Israel e dentro do Hamas há quem considere os actuais governantes como traidores. E é exactamente a palavra traidor que tem sido a palavra-chave dos extremistas. Segundo o seu assassino Rabin era um traidor e Arafat sempre foi um traidor para o Hamas (apesar de estes terem sido apoiados por Israel). Todos os que tentarem um processo de paz naquela zona serão forçosamente traidores. É uma lógica que só deixa de fora do conceito de traidor os mais sanguinários e os mais fanáticos, esses serão sempre virgens puras intocáveis.</p>
<p>A região entrou num processo de retro-realimentacao positiva que desloca sucessivamente o espectro partidário para o fanatismo e a ortodoxia, que cultiva a paranóia colectiva e a vitimização. Para além de uma intervenção da ONU, só vejo uma solução para quebrar este ciclo vicioso. Seria algo como uma união das esquerdas israelo-palestinianas e da minoria de direita que acredita na diplomacia num programa político comum para a resolução do conflito; num compromisso de paz pré-eleitoral que deixasse apeados os amigos dos mísseis e dos rockets, que os isolasse. Assim cada rocket e cada míssil disparado antes das respectivas eleições teria um valor político muito mais reduzido. A esquerda europeia poderia dar uma valiosa ajuda nesse difícil combate interno, sobretudo depois da eleição de um presidente dos EUA de &#8220;esquerda&#8221;. Convém relembrar que foi justamente com um presidente americano de &#8220;esquerda&#8221; que Rabin e Arafat assinaram os acordos de Oslo.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Um Clooney para as leitoras 5 Dias</title>
		<link>http://5dias.net/2008/12/24/um-clooney-para-as-leitoras-5-dias/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 11:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Temo que a quantidade de pin-ups que aqui foi debitada recentemente tenha atraido aquele tipo de leitores que assombram as nossas vielas vestidos de gabardine, um par de sapatos e um par de meias em decomposicao, afastando lamentavelmente as nossas &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/24/um-clooney-para-as-leitoras-5-dias/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Temo que a quantidade de pin-ups que aqui foi debitada recentemente tenha atraido aquele tipo de leitores que assombram as nossas vielas vestidos de gabardine, um par de sapatos e um par de meias em decomposicao, afastando lamentavelmente as nossas leitoras mais interessantes.<br />
Contra as pin-ups aqui vai um Clooney para o sapatinho ou para imaginar a sair todo farrusco da chamine. E fica a promessa de riposta a mais pin-ups com um Pierce Brosnan, um Johnny Depp, um Vitor Baia, um Didier Drogba, um Brad Pitt, um Daniel Auteuil ou um Alain Delon (nao me pecam um Orlando Bloom).</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/e4SQT8epHOc&amp;hl=cs&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/e4SQT8epHOc&amp;hl=cs&amp;fs=1" /></object></p>]]></content:encoded>
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		<title>Silly Season II</title>
		<link>http://5dias.net/2008/12/23/silly-season-ii/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 10:54:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://img.timeinc.net/time/photoessays/2007/wacky_santa/wacky_santa_01.jpg"><img src="http://img.timeinc.net/time/photoessays/2007/wacky_santa/wacky_santa_01.jpg" alt="Silly Season II" /></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Silly Season</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 10:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.uncovertheinternet.com/wp-content/uploads/2007/12/holiday-shopping.jpg" alt="" /></p>]]></content:encoded>
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		<title>Revolução verde para combater a crise</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 10:11:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jeremy Rifkin, presidente da Foundation on Economic Trends e autor do livro &#8220;O Sonho Europeu&#8221; que ganhou actualidade com a presente crise, apela neste artigo a uma revolução verde para combater a actual crise. A solução proposta por Rifkin tem &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/18/revolucao-verde-para-combater-a-crise/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Jeremy Rifkin, presidente da <a href="http://www.foet.org/">Foundation on Economic Trends</a> e autor do livro &#8220;<a href="http://www.wook.pt/product/product/id/179197">O Sonho Europeu</a>&#8221; que ganhou actualidade com a presente crise, apela <a href="http://www.courrierinternational.com/article.asp?obj_id=92526">neste artigo</a> a uma revolução verde para combater a actual crise. A solução proposta por Rifkin tem a virtude de responder igualmente ao problema levantado pelo <a href="http://www.occ.gov.uk/activities/stern.htm">Relatório Stern</a>, que alerta para os custos consideráveis para a economia resultantes dos efeitos directos e indirectos do aquecimento global. Rifkin propõe a massificação da utilização de novas tecnologias mais limpas no sector automóvel, em particular a banalização da utilização de tomadas para veículos eléctricos nas paragens das auto-estradas e nos parques de estacionamento, onde a associação estratégica entre empresas do sector automóvel e a indústria de produção de electricidade poderia ter um papel importante na aceleração do processo. Rifkin ilustra o seu discurso citando os exemplos actuais de associação entre a Toyota e a EDF e a Daimler e RWE.<br />
Relembro que o insucesso de anteriores projectos de automóveis eléctricos se deveu em grande parte à diversidade e à incompatibilidade de sistemas utilizados, bem como à rapidez com que os referidos sistemas se tornavam obsoletos, desvalorizando os automóveis eléctricos usados a níveis preços que impossibilitavam a sua revenda por parte dos particulares.</div>]]></content:encoded>
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		<title>O Mestre</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 00:57:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Le Maître. Era desta forma que o director do cinema Odyssée de Estrasburgo &#8211; cidade onde vivi quatro anos &#8211; se referia a Manoel de Oliveira. O Odyssée fazia questão de apresentar as estreias nacionais do Mestre, convidava actores, realizadores, &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/12/o-mestre/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="font-style: italic;">Le Maître</span>. Era desta forma que o director do <a href="http://www.cinemaodyssee.com/">cinema Odyssée</a> de Estrasburgo &#8211; cidade onde vivi quatro anos &#8211; se referia a Manoel de Oliveira. O Odyssée fazia questão de apresentar as estreias nacionais do Mestre, convidava actores, realizadores, críticos e a <span style="font-style: italic;">première</span> de um Oliveira era sempre uma <span style="font-style: italic;">soirée</span> especial. Foi nessa altura que percebi a verdadeira dimensão internacional da obra de Manoel de Oliveira, que só tinha paralelo entre os autores portugueses no cinema de João César Monteiro. Na prática, para o resto do mundo estes são os únicos realizadores portugueses que existem. É uma pena, mas espero que as carreiras de João Botelho, de Joaquim Sapinho ou de Pedro Costa me desmintam um dia.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/87mRFMdFAgk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/87mRFMdFAgk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Para além da qualidade do cinema de Manoel de Oliveira, há outra característica que aprecio no autor: a sua permanente capacidade de deslumbramento. <span id="more-11197"></span>Num país que é diariamente bombardeado pelas crónicas da escola de Vasco Pulido Valente, o narrador omnisciente enfadado, que já sabe tudo o que aconteceu, o que acontece e o que acontecerá, dá-me um gozo bestial este jovem de 100 anos que faz um manguito a esse estado de espírito e que continua a entusiasmar-se com o que extrai da literatura, das vidas das jovens mulheres e de gandas malucos como o Pedro Abrunhosa. Este vídeo em que Wim Wenders filma Oliveira a imitar o Charlot é um exemplo perfeito desse jovem Oliveira entusiasta, humorado, que continua a apreciar cada segundo de vida.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Agustina e Leonor</span><br />
Estas são as duas grandes mulheres que contribuíram em parte para o sucesso do Mestre. A qualidade dos romances da Agustina Bessa-Luís e a interpretação de Leonor Silveira, que na minha opinião é de longe a melhor actriz portuguesa, são a base do melhor que Oliveira produziu para a sétima arte.</div>]]></content:encoded>
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		<title>Sobre a tolerância à asneira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/12/11/11141/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 06:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Este fim-de-semana o nosso serviço público radiofónico transmitiu durante quase uma hora a entrevista de Fernando Alvim a Alexandra Solnado, autora do livro &#8220;Mais Luz&#8221;. Dentro do género a entrevista nem foi das piores, o tom jocoso do apresentador tentou &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/11/11141/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Este fim-de-semana o nosso serviço público radiofónico transmitiu durante quase uma hora a entrevista de Fernando Alvim a Alexandra Solnado, autora do livro &#8220;Mais Luz&#8221;. Dentro do género a entrevista nem foi das piores, o tom jocoso do apresentador tentou transmitir algum cepticismo sobre a cavaqueira que Alexandra Solnado entretém com Nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto, o problema reside na frequência com que personagens como a dita entrevistada aparecem no nosso espaço público e  pior é quando se atribui a essas personagens absoluta credibilidade por defeito. Lembram-se da astróloga do programa Praça da Alegria da RTP?</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Vivi em países em que existe algum espírito crítico no espaço público e por isso habituei-me a ver essas personagens que contactam com o além restringidas às prateleiras das livrarias dedicadas ao esoterismo, aos yogas e às medicinas placebo. Quando muito tinham o seu espaço mais mediático em canais de televisão especializados onde vendiam diariamente a sua banha da cobra. Geralmente, nas ocasiões em que essas personagens tentavam conquistar o espaço público eram cilindradas imediatamente por especialistas (médicos, astrónomos, psicólogos, historiadores, etc.), davam meia volta e regressavam ao seu habitat natural! Em Portugal raramente é assim. Estamos mal habituados, estamos habituados a tolerar a asneira, toda a asneira, desde a asneira do astrólogo até à asneira do típico xico-esperto lusitano.</p>
<p><span id="more-11141"></span></p>
<p>Desde há longos anos que assumi entre as minhas obrigações de investigador divulgar ciência e combater a desinformação científica no espaço público. Fazer divulgação científica é um trabalho muito gratificante, um trabalho em que transmitimos uma imagem simpática. Combater a desinformação é um trabalho em que poucos dos meus colegas se aventuram, porque é trabalho sujo, em que é preciso estar disposto a vestir o fato de macaco e a calçar um par de luvas. Recordo as vivas discussões que tivemos na SPA sobre se deveríamos intervir contra este ou aquele charlatão. Cada vez que me empenhei no combate à desinformação estava perfeitamente consciente de que não iria ser bonito. Já se sabe que em boa parte dos casos não se vai lá com falinhas mansas, é preciso ir à bruta. Nesses casos os visados e os seus procuradores acusaram-me de muita coisa: cartesiano, fundamentalista, dogmático, mau feitio, inquisidor, fascista, comunista, &#8220;perigoso cientista dos átomos&#8221;, etc. Enfim, fiz muitas amizades para o resto da vida como devem imaginar, mas a minha carapaça é dura, pode bem com esse espernear nervoso e garanto-vos que valeu quase sempre a pena intervir. Da mesma forma, posso bem com esses coros de virgens que se levantaram na sequência da minha entrada anterior e que outrora se divertiam à brava no respeitável, educado e nada fulanizante <a href="http://oanacleto.blogspot.com/">blogue Anacleto</a> (lembram-se da economia anacleta?).</p>
<p>A pseudociência com motivações económicas, espirituais ou ideológicas fazem parte do meu reportório desde as primeiras linhas do <a href="http://klepsydra.blogspot.com/">Klepsýdra</a> e dada a abundância do assunto no nosso país serão aqui objecto de escrita sempre que se apresente uma boa ocasião. <span style="font-style: italic;">Stay tuned</span>.</div>]]></content:encoded>
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		<title>Orelhas de burro</title>
		<link>http://5dias.net/2008/12/04/orelhas-de-burro/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 02:01:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Como se pode verificar neste comunicado da NASA, o Sol entrou no seu novo ciclo de aproximadamente 11 anos, o ciclo 24, em Janeiro quando foram detectadas as primeiras manchas solares com polaridade invertida em relação à polaridade das manchas &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/12/04/orelhas-de-burro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><a href="http://science.nasa.gov/headlines/y2008/07nov_signsoflife.htm">Como se pode verificar neste comunicado da NASA</a>, o Sol entrou no seu novo ciclo de aproximadamente 11 anos, o ciclo 24, em Janeiro quando foram detectadas as primeiras manchas solares com polaridade invertida em relação à polaridade das manchas do ciclo 23. Apesar deste mínimo ter sido um dos mais calmos registados, os mínimos de 1933, 1954 tiveram um número de dias sem manchas que será comparável ao do corrente ano e o mínimo de 1913 foi bem mais tranquilo com mais de <a href="http://science.nasa.gov/headlines/y2008/images/blankyear/100years.gif">300 dias sem manchas solares</a>. O corrente ciclo 24 é um ciclo normal que já registou cerca de 18 manchas solares com a nova polaridade, um valor normal em ano de mínimo, e cujo fluxo de radiação emitida tem sido também o esperado. <a href="http://klepsydra.blogspot.com/2006_05_01_archive.html#114669793251817962">Aqui algumas imagens do Sol</a> que registei no Observatório de Coimbra durante um eclipse parcial de 96, ano de mínimo, onde apenas se observam duas pequenas manchas. Como é hábito em anos de mínimos e máximos <a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008-01/msu-isp012808.php">a comunidade científica reuniu-se</a> para debater os dados resultantes das observações e curiosamente já em Julho deste ano a NASA deu-se ao trabalho de prevenir o público contra as habituais especulações pseudo-científicas, <a href="http://science.nasa.gov/headlines/y2008/11jul_solarcycleupdate.htm">explicando porque não havia nada de errado na actividade do Sol</a>.</p>
<p>Mas, como o João Miranda nem a NASA ouve, não resistiu e <a href="http://blasfemias.net/2008/11/28/conveniencia-politica-vs-curiosidade-natural/">debitou um texto</a> de pura desinformação, errado de uma ponta à outra, onde reina a especulação ignorante e pseudo-científica com o único intuito de tentar negar o aquecimento global, uma obsessão ideológica recorrente do autor.  Mas a melhor passagem é aquela em que o autor insinua que se deveria especular sobre um novo mínimo de Maunder. <span id="more-10690"></span>O Mínimo de Maunder é um período de 70 anos (1645 a 1715) durante o qual apenas se registaram cerca de 50 manchas solares. Ora, desde Janeiro, em apenas 10 meses, só <a href="http://www.solarcycle24.com/">o ciclo 24 já registou 18 manchas</a>&#8230; Assim sendo, as conclusões do João Miranda têm tanta lógica como diagnosticar a menopausa a uma jovem de 27 anos só porque a menstruação de um determinado mês foi menos intensa do que a dos 6 meses precedentes&#8230; Isto não é de espantar vindo do mesmo autor que queria abrir um <a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2006/09/finalmente-um-debate-de-jeito.html">debate sobre o criacionismo</a> (porque não sobre o pai Natal ou o Peter Pan?) defendendo-o de mansinho até poder, que afirmou que a maior ameaça ao darwinismo vinha da física fundamental (não estou a gozar, <a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2006/09/evolucionismo-vs-criacionismo-o-estado_22.html">leiam isto</a>),  que escreveu no mesmo post que &#8220;a física é uma teoria&#8221; (dava chumbo no secundário), que não percebe o método científico, que veladamente <a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2007/10/darwinismo-o-kansas-e-o-politicamente.html">lançou de uma entrada</a> do nível da <a href="http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2007/10/na-massa-do-sangue.html">massa do sangue de Arroja</a>,  que jurava que o livro de Al Gore estava cheio de mentiras (essa foi um fartote&#8230;) e que afirmou que <a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2007/10/o-prmio-poltico-do-ipcc-ii.html">as conclusões do relatório do IPCC não tinham base científica, que eram apenas uma opinião&#8230;</a></p>
<p>Isto quando é escrito no Blasfémias vale o que vale, mas o nível de disparate das crónicas do mesmo autor nas páginas do DN, lido por milhares de pessoas, supostamente um jornal sério, é do mesmo calibre. Li-lhe três ou quatro artigos e aquilo batia largamente a Palin na disciplina de lançamento da bojarda. O pior é que o DN é lido nos centros de imprensa internacional e estas crónicas são objecto de gozo em Bruxelas, no Luxemburgo, em Estrasburgo e garanto-vos que dão muito mau aspecto do país e do seu ensino.</p>
<p>Para desintoxicar, quem se interessar por física solar aqui ficam umas referências:</p>
<p>- &#8220;<a href="http://www.amazon.com/Sun-Star-Harvard-books-astronomy/dp/0674854357"><span style="font-style: italic;">The Sun, Our Star</span></a>&#8221; de Noyes pelo qual aprendi os primeiros fundamentos de física solar;<br />
- <a href="http://www.astro.mat.uc.pt/novo/observatorio/site/index.html">Sítio do Observatório Astronómico de Universidade de Coimbra</a> onde existe um registo quase diário de imagens do Sol que vai até 1926;<br />
- <a href="http://sohowww.nascom.nasa.gov/">Sítio do satélite SOHO</a> que observa o Sol em contínuo;<br />
- <a href="http://www.solarcycle24.com/">Sítio do ciclo solar 24</a>;<br />
- <a href="http://www.siam.fc.ul.pt/">Sítio do SIAM</a>, Universidade de Lisboa, onde o meu caro colega André Moitinho estuda o contributo eventual de vários fenómenos astronómicos (fluxo solar, raios cósmicos e contribuições de natureza galáctica) para o aquecimento global.</div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>De Cartão de Sócio no Conselho da ESA</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/25/de-cartao-de-socio-no-conselho-da-esa/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 12:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Teve hoje início o Conselho de Ministros da Agência Espacial Europeia que deverá decidir qual será o orçamento para os próximos anos. Temo muito que a actual crise financeira contribua para que o orçamento da ESA continue a encolher, até &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/11/25/de-cartao-de-socio-no-conselho-da-esa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Teve hoje início o <a href="http://www.esa.int/SPECIALS/Ministerial_Council/SEMUPQ4DHNF_0.html">Conselho de Ministros da Agência Espacial Europeia</a> que deverá decidir qual será o orçamento para os próximos anos. Temo muito que a actual crise financeira contribua para que o orçamento da ESA continue a encolher, até porque esta seria uma má resposta à crise. A Europa é hoje líder em vários sectores da tecnologia espacial, temos a melhor rede de observatórios terrestres e espaciais, do rádio aos raios gama, temos o melhor veículo de lançamento de satélites, <a href="http://www.esa.int/esaMI/Launchers_Home/index.html">o foguetão Ariane</a>, e em breve o melhor sistema de posicionamento global será europeu, <a href="http://www.esa.int/esaNA/galileo.html">o sistema Galileu</a>. Apesar do PIB dos EUA não diferir muito do PIB da Europa, actualmente a NASA tem um orçamento cinco vezes superior ao da ESA. A Europa arrisca-se assim a perder liderança nas áreas mencionadas e isso não deixará de ter impacto na nossa economia. Apostar na expansão da ESA garantiria essa liderança e abriria a porta a áreas como as missões tripuladas, sector em que temos andado sistematicamente à boleia de russos e de americanos, numa altura em que até a China já tem as suas próprias missões. Apostar mais no espaço é também uma forma eficaz de combater a crise, dado que este é um domínio que gera sub-produtos de alta tecnologia que estimulam a indústria dos países que os inventam e cujos lucros frequentemente ultrapassam em muito os custos de investigação e desenvolvimento, gerando riqueza e emprego.<span id="more-10245"></span></p>
<p><span style="font-weight: bold;">Levamos o Cartão de Sócio</span><br />
O nosso Ministro leva o cartão de sócio da ESA para o Conselho e é só por isso que o deixam participar. Portugal paga uma quota anual de cerca de 10 milhões de euros para pertencer à ESA e a única maneira de reaver esta soma é participando em projectos e missões da Agência. Escusado será dizer que o retorno das verbas da ESA para o nosso país é um dos mais baixos entre os países membros. Até 2005 existia um <a href="http://www.fct.mctes.pt/pt/programasorientados/pdcte/">Programa Dinamizador das Ciências e Tecnologias para o Espaço</a> que servia para garantir o co-financiamento de instituições nacionais caso um dos seus projectos fosse aprovado pela ESA. Sublinho que este é um tipo de garantia importantíssima para participar em consórcios europeus que propõem missões à ESA. A partir de 2006, ao contrário da esmagadora maioria dos países da ESA, os investigadores portugueses só poderão contar com os seus orçamentos correntes, não existindo qualquer esforço nacional a nível institucional para combatermos o nosso défice no retorno da verba que pagamos à ESA. Passamos por vergonhas grandes em reuniões de consórcios da ESA onde apenas podemos garantir uma contribuição em função dos trocos que ainda nos restam em caixa&#8230;</div>]]></content:encoded>
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		<title>O Homem-Betoneira</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/24/o-homem-betoneira/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 23:12:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Referi na passada semana no Klepsýdra a fúria da câmara da Figueira da Foz, cujo presidente Duarte Silva foi constituído arguido no processo do Vale do Galante, para tentar passar a revisão de um plano de urbanização que é mais &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/11/24/o-homem-betoneira/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><a href="http://klepsydra.blogspot.com/2008_11_01_archive.html#2161768449894756342">Referi na passada semana no Klepsýdra</a> a fúria da câmara da Figueira da Foz, cujo <a href="http://www.campeaoprovincias.com/jornal/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=3525&amp;Itemid=3">presidente Duarte Silva foi constituído arguido no processo do Vale do Galante</a>, para tentar passar a revisão de um plano de urbanização que é mais um atentado ao ordenamento do território. Um dos principais beneficiados das políticas de urbanização do executivo de Duarte Silva tem sido o empresário Aprígio Santos, proprietário da empresa de construção civil Imoholding e presidente do Naval 1° de Maio. Estão a ver o filme não estão? <a href="http://www.imoholding.pt/PT/index_pt.html#/filme/">Agora vejam este</a>. Não, não é o <a href="http://fr.youtube.com/watch?v=5wSKMtJU68c">Ezequiel Valadas do Gato Fedorento</a>, aqui a personagem é real.</div>]]></content:encoded>
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		<title>Todos querem o euro</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/21/todos-querem-o-euro/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 15:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[À atenção do João Rodrigues Neste interessante artigo publicado no Financial Times é realçado o euro-entusiasmo emergente fora da zona euro após o desespero gerado pela actual crise financeira. Na Polónia, o mais atlantista dos países europeus, o euro é &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/11/21/todos-querem-o-euro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/"><span style="font-size:85%;">À atenção do João Rodrigues</span></a></p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.blogger.com/%20http://ft.onet.pl/0,16465,single_currency_gains_new_appeal_for_outsiders,artykul_ft.html">Neste interessante artigo publicado no Financial Times</a> é realçado o euro-entusiasmo emergente fora da zona euro após o desespero gerado pela actual crise financeira. Na Polónia, o mais atlantista dos países europeus, o euro é agora considerado como uma forma de protecção contra a crise financeira, cerca de 70% dos islandeses desejam a adesão ao euro, em recente sondagem realizada na Suécia 47% dos cidadãos declararam-se favoráveis à moeda única contra os 42% do SIM no último referendo e na Dinamarca pela primeira vez a maioria da população deseja o euro. Neste país discute-se já a <a href="http://us.ft.com/ftgateway/superpage.ft?news_id=fto110420081826480218">organização de um referendo</a> após <a href="http:///">um ataque especulativo sofrido pela coroa dinamarquesa em Outubro</a> que obrigou o banco central a aumentar as taxas de juro de 5 para 5,5% (1,75% acima do valor da eurozona) para evitar futuros ataques.</div>
<div style="text-align: justify;"><span id="more-10066"></span></div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="font-weight: bold;">Europeísta</span><br />
<a href="http://5dias.net/2008/10/27/cinco-dias-alargados/">O Filipe Moura apresentou-me como sendo europeísta</a>. No entanto convém esclarecer que sou europeísta, não porque considere que exista algo especial ou transcendental no continente europeu, mas sim porque considero que a soma da Europa unida é bem superior à soma das paroquiazinhas separadas. Poderia do mesmo modo ser africanista, bolivarista ou oceanista, desde que os mesmos princípios fossem implementados nas respectivas zonas do planeta. Dito isto, estive desde a primeira hora entre aqueles que à esquerda consideraram o euro como um instrumento que iria contribuir para unir mais a Europa e tornar a União bem mais imune a ataques especulativos, como os que ajudaram a destruir as economias de alguns dos &#8220;tigres&#8221; asiáticos nos anos 90. Apesar de muitas coisas ainda poderem correr mal, o mínimo que se pode dizer é que o euro cumpriu na perfeição a função para a qual foi criado e, permitam-me a ousadia, acho mesmo que nas últimas semanas acabou de se pagar. Façam uma estimativa dos custos adicionais que a crise provocou fora da Eurozona e apliquem-nos aos 15 países onde circula o euro e chegarão certamente a um valor bem superior aos custos da sua implementação.</div>]]></content:encoded>
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		<title>Put your hands up for Detroit!</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/18/put-your-hands-up-for-detroit/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 22:46:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[As três marcas de Detroit (GM, Ford e Chrysler) estão neste momento no Congresso Americano a tentar obter 25 mil milhões de dólares de ajuda do bolo de 700 mil milhões de dólares do programa de salvação das instituições financeiras &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/11/18/put-your-hands-up-for-detroit/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://edition.cnn.com/2008/POLITICS/11/17/big.three.auto.bailout/index.html">As três marcas de Detroit (GM, Ford e Chrysler) estão neste momento no Congresso Americano a tentar obter 25 mil milhões de dólares de ajuda</a> do bolo de 700 mil milhões de dólares do programa de salvação das instituições financeiras (<em>Troubled Asset Relief Program</em>) aprovado em Outubro.<br />
É a segunda vaga da crise a atingir empresas que dependem de crédito directo e do crédito ao consumo dos seus clientes. A crise de Detroit não é brincadeira nenhuma, sem esta ajuda o <em>Center for Automotive Research</em> estima em cerca de dois milhões e meio o número de empregos em risco se a produção das três empresas fosse reduzida para metade &#8211; a solução equacionada para evitar falências.</p>
<p>Repete-se a história, agora na indústria automóvel, perante a ameaça de falência de empresas-chave a mão invisível passa a ser um conceito apenas útil à retórica de crentes, enquanto no terreno é à mão socialista que calha o trabalho sujo. Além do mais, convém neste caso evitar a vergonha que seria a invasão das estradas americanas por viaturas europeias, após décadas do proteccionismo agressivo praticado no mercado automóvel americano.</p>
<div><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="381" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/kUiUTei9LChyJejagh&amp;related=0&amp;canvas=medium" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="381" src="http://www.dailymotion.com/swf/kUiUTei9LChyJejagh&amp;related=0&amp;canvas=medium" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>]]></content:encoded>
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		<title>Björk sobre a crise na Islândia</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/12/bjork-sobre-a-crise-na-islandia/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 01:03:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A cantora Björk desabafa no The Times sobre a falência da Islândia e sobre as pobres ideias para sair do buraco financeiro propostas pelos mesmo políticos que afundaram o país. O genial plano de salvação nacional propõe a transformação do &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/11/12/bjork-sobre-a-crise-na-islandia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/comment/columnists/guest_contributors/article5026175.ece">A cantora Björk desabafa no The Times</a> sobre a falência da Islândia e sobre as pobres ideias para sair do buraco financeiro propostas pelos mesmo políticos que afundaram o país. O genial plano de salvação nacional propõe a transformação do país numa gigantesca metalurgia em regime de &#8220;monocultura&#8221; de produção de alumínio. Björk teme o pior pela paisagem, pelo ambiente e pela economia do país que em caso de crise no mercado do alumínio mergulhará o país numa situação <em>déjà vu</em>.</p>]]></content:encoded>
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		<title>O Beijo entre Uhura e o Capitão Kirk</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/08/o-beijo-entre-uhura-e-o-capitao-kir/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 21:42:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis uma curiosidade que ilustra a importância simbólica da eleição de Obama. Em 1968, durante o episódio intitulado &#8220;Plato&#8217;s Stepchildren&#8221; (Enteados de Platão) da série Caminho das Estrelas, é transmitido pela primeira vez na televisão americana um beijo entre pessoas &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/11/08/o-beijo-entre-uhura-e-o-capitao-kir/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis uma curiosidade que ilustra a importância simbólica da eleição de Obama.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/WG_bHeoqaOc&amp;hl=fr&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/WG_bHeoqaOc&amp;hl=fr&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Em 1968, durante o episódio intitulado &#8220;<em>Plato&#8217;s Stepchildren</em>&#8221; (Enteados de Platão) da série Caminho das Estrelas, é transmitido pela primeira vez na televisão americana um beijo entre pessoas de diferente cor de pele. Nesse episódio, Kirk (William Shatner), o capitão da nave Enterprise, beija a tenente Uhura (Nichelle Nichols). Hoje, esse beijo não representaria nada de especial na televisão da esmagadora maioria dos países do nosso planeta, mas em 1968, numa época em que o racismo ainda era considerada uma prática normal em certas regiões dos EUA, o beijo entre Kirk e Uhura constituiu uma decisão arrojada dos produtores da série (David Alexander, Gene Roddenberry e Meyer Dolinsky). Note-se que apesar da ousadia dos produtores, o beijo envolve um homem branco e uma mulher negra e não uma mulher branca que beija um homem negro, obviamente que as cadeias de televisão receavam a acumulação de sentimentos racistas com o machismo aquando da transmissão do primeiro beijo entre indivíduos de diferente cor de pele. Na verdade, durante a rodagem da cena não existiu qualquer contacto entre os lábios dos dois actores.</p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Graça Moura e o secretário de Estado da Defesa Merrywhistler</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/06/graca-moura-e-o-secretario-de-estado-da-defesa-merrywhistler/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 18:18:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto a seguir foi publicado por Vasco Graça Moura na edição do Diário de Notícias de 19 de Fevereiro de 2003 e está disponível neste sítio do autor. Leiam-no até à parte do secretário de Estado da Defesa John &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/11/06/graca-moura-e-o-secretario-de-estado-da-defesa-merrywhistler/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto a seguir foi publicado por Vasco Graça Moura na edição do <a href="http://dn.sapo.pt/">Diário de Notícias</a> de 19 de Fevereiro de 2003 e está disponível <a href="http://www.gracamoura.org/docs/2005758013.%20dn%20Europa,%2017%20de%20Fevereiro%20de%202033%2019.2.2003.doc">neste sítio do autor</a>. Leiam-no até à parte do secretário de Estado da Defesa John K.<em> </em>Merrywhistler. Eu prefiro não comentar, tirem as vossas próprias conclusões&#8230; São textos como este que fazem da vitória de Obama uma vitória tão deliciosa.</p>
<p><em><strong><a href="http://www.gracamoura.org/docs/2005758013.%20dn%20Europa,%2017%20de%20Fevereiro%20de%202033%2019.2.2003.doc">Europa, 17 de Fevereiro de 2033</a></strong></em></p>
<p><em>Paris. O presidente Moustapha Ahmed Ibn Dupont aprovou várias medidas de apoio à alta costura francesa para a promoção do chador no mundo. Os oculistas protestam e afirmam que os óculos é que dão mais valor às mulheres, quando elas só mostram os olhos. No Centre Pompidou abriu uma exposição pós-pós-moderna de sapatos acumulados à entrada de Notre-Dame. Um crítico de arte imprudente que falou de souliers de Satan foi defenestrado por blasfémia do alto de um minarete em Montparnasse. Só depois se verificou tratar-se de uma gralha tipográfica. O revisor responsável foi lapidado.</em></p>
<p><em>Berlim. O chanceler Abdul Klaus von Rundfunk interditou a Nona Sinfonia de Beethoven em audições públicas ou privadas. A simples detenção de partituras ou discos implicará o corte das orelhas dos prevaricadores. Vai ser intensificada a investigação sobre tecnologia dos altos fornos. Altos responsáveis desmentem quaisquer preocupações étnicas na matéria.</em></p>
<p><span id="more-9155"></span><em>Bruxelas. O rei Babadur-al-Alrun de Hohenlohe convocou o primeiro-ministro Abu-Akhbar Desfôrets e o ministro francófono Hassan Ibn Cocasse com vista à preparação de mais uma acção de sensibilização da opinião pública contra a separação entre a religião e o estado, uma vez que ou o estado se conforma com os preceitos da religião e é dispensável, ou diverge deles e é nefasto. O aiatola Eustache Ibn Gamal, reitor da Universidade Aladdin de Lovaina, falou do “eixo do mel” na abertura do seminário internacional sobre o papel da apicultura intensiva na redução do choque das civilizações. Confirma-se o achado de documentação relativa à extinta União Europeia num bunker da Rue de la Loi: foi nomeada uma comissão de expurgo, presidida pelo ministro flamengo Mohamed van der Roeckwaerts.</em></p>
<p><em>Vaticano. O papa Omar I relatou pormenorizadamente ao colégio dos cardeais a sua última peregrinação a Meca, explicando as razões atendíveis por que não foi autorizado a entrar no santuário. Foi aprovada a substituição do tratamento de &#8220;Sua Santidade&#8221; pelo de &#8220;Sua Obediência&#8221; e a exportação de vacinas de água-benta para os territórios em que ainda se detecte a presença do vírus da varíola, em consequência da última jihad de libertação da Europa, ocorrida há 30 anos. O consistório, como prova de boa vontade e tolerância, mandou revestir os frescos da Capela Sixtina com azulejos sobrantes da casa de banho de um dos palácios de Saddam Hussein.</em></p>
<p><em>Córdova. O rei Tarik II incumbiu o conde Julian Al-Barabi de Mora y Moro das obras de construção da nova e esplendorosa capital da Ibéria. O mulá Osama Extchgandiarra manifestou a sua preferência por Bilbao para sede do califado. </em></p>
<p><em>Lisboa. O ministro da educação, Sheik Al-Nefzaouí da Silva Pimentel, declarou não valer a pena mandar queimar Os Lusíadas pelo seu teor anti-islâmico, uma vez que a obra está fora do mercado e completamente esquecida. Mantém-se todavia a sanção do arrancamento dos olhos para quem os ler. Yassib Neca, presidente do F. C. da Merdaleja, denunciou como &#8220;cão infiel&#8221; o Dr. Samir Getúlio, presidente da Liga de Clubes. O Dr. Samir recolheu ao Aljube. Depois da remoção das vinhas, o vale do Douro vai passar a produzir sémola em socalcos, com vista à exportação de cuscus. Figuras da meiga esquerda lusitana foram condecoradas a título póstumo com a Ordem do Crescente Suave, por serviços prestados à causa de Bagdad.</em></p>
<p><em>Washington. O secretário de Estado da Defesa, John K. Merrywhistler, resumiu em quatro palavras a posição do seu país quanto à presente situação da Europa: &#8220;Let them fuck themselves&#8221;.</em></p>
<p><em>Vasco Graça Moura<br />
</em></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Não é nacionalização, é compra&#8230;</title>
		<link>http://5dias.net/2008/11/03/nao-e-nacionalizacao-e-compra/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 21:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Não é uma nacionalização, é a compra de um banco pelo Estado&#8221;. Afirmou o porta-voz do PSD sobre a nacionalização do BPN. É &#8220;compra&#8221;, é&#8230; É duro engolir sapos, isso é que é! A radicalização recente do PSD aproximando-se da &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/11/03/nao-e-nacionalizacao-e-compra/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não é uma nacionalização, é a compra de um banco pelo Estado&#8221;. Afirmou o porta-voz do PSD sobre a nacionalização do BPN.<br />
É &#8220;compra&#8221;, é&#8230; É duro engolir sapos, isso é que é! A radicalização recente do PSD aproximando-se da ideologia do Estado Mínimo é a responsável por este niilismo trapalhão. Há pessoas dentro do PSD que deveriam tirar algumas conclusões muito sérias sobre o que andaram a escrever nos últimos anos sobre as maravilhas do mercado, mas preferem continuar a esquivar-se nem que para isso tenham que engolir sapos de todas as cores e feitios.</p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Passagens sobre o casino ENRON</title>
		<link>http://5dias.net/2008/10/31/passagens-sobre-o-casino-enron/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 15:52:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Passagens do livro &#8220;The smartest guys in the room&#8221; (ver entrada anterior): &#8220;market participants could see prices on a screen (&#8230;) &#8220;It was free, it was easy, and it was addictive&#8221;, says a former ENRON executive&#8221; pag. 221. &#8220;Because market &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/31/passagens-sobre-o-casino-enron/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Passagens do livro &#8220;<a href="http://www.amazon.com/Smartest-Guys-Room-Amazing-Scandalous/dp/1591840538">The smartest guys in the room</a>&#8221; (<a href="http://5dias.net/2008/10/29/estudar-a-enron-para-perceber-a-crise/">ver entrada anterior</a>):</p>
<p>&#8220;<em>market participants could see prices on a screen (&#8230;) &#8220;It was free, it was easy, and it was addictive&#8221;, says a former ENRON executive</em>&#8221; pag. 221.</p>
<p>&#8220;<em>Because market rewarded every new move they made, ENRON&#8217;s employees started to think they couldn&#8217;t make mistakes. One top executive says, &#8220;We got to the point where we thought we were bulletproof</em>&#8220;. pag. 230</p>
<p>&#8220;<em>On August 23, 2000, ENRON&#8217;s stock closed at $90 &#8211; its all-time high (&#8230;) When people asked Skilling about the chances of the stock tumbling, he had a ready answer: &#8220;I can&#8217;t worry about comets hitting the building</em>&#8221; pag. 244</p>
<p>&#8220;<em>Vince Kaminski, ENRON&#8217;s probability guru, used to warn Skilling that he shouldn&#8217;t have earnings expectations when it came to the trading business; in any given year, profits were as likely to go down as to go up. Skilling would respond that people always told him that, but the traders had always come through. And he assumed they&#8217;d keep coming through. So every year, trading was handed a budget that was substantially higher than the year before.</em>&#8221; pag. 228.</p>
<p>Nesta última passagem Skilling incorre na mesma lógica da batata que se escreveu sobre o valor as pensões na Argentina, parece que iam subir para sempre. <a href="http://blasfemias.net/2008/10/25/aos-sabado-no-dn/">Quem é havia de ser?</a> O pior é que estas asneiradas são publicadas em jornais supostamente sérios&#8230;</div>]]></content:encoded>
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		<title>Estudar a ENRON para perceber a crise</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 23:24:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Curado Silva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;The Smartest Guys in The Room&#8220;, o livro que descreve em detalhe a ascensão e queda da ENRON é verdadeiro um tratado sobre a actual crise económica. Os autores, Bethany McLean e Peter Elkind, recorreram a centenas de entrevistas para &#8230; <a href="http://5dias.net/2008/10/29/estudar-a-enron-para-perceber-a-crise/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://images.alibris.com/isbn/9781591840534.gif" alt="ENRON" width="121" height="187" />
<div> &#8220;<span style="italic;"><a href="http://www.amazon.com/Smartest-Guys-Room-Amazing-Scandalous/dp/1591840538">The Smartest Guys in The Room</a></span>&#8220;, o livro que descreve em detalhe a ascensão e queda da ENRON é verdadeiro um tratado sobre a actual crise económica. Os autores, Bethany McLean e Peter Elkind, recorreram a centenas de entrevistas para reconstituir os percursos dos principais quadros da ENRON, a relação da empresa com os seus parceiros comerciais, com clientes, com a imprensa e com o poder político. Como se de um romance se tratasse vamos seguindo a apaixonante história dos principais actores, Jeff Skilling (CEO), Ken Lay (Presidente) e Rebecca Mark (sector internacional), desde os tempos de dificuldades vividos no seio de famílias modestas até à sua ascenção meteórica no seio da ENRON. Os dois últimos naturais do Midwest representam a encarnação perfeita do sucesso idealizado pelos teóricos do ultraliberalismo puro e duro, o seu supremo fantasma erótico. Aí estava o grande exemplo de que o esforço, o trabalho e o sacrifício, aliados à desregulação e ao ultraliberalismo forjavam o que havia de melhor entre as empresas americanas. Praticamente todos caíram que nem patinhos, a imprensa, os comentadores, os políticos e as principais escolas de economia, em particular Harvard. Sobre o verdadeiro significado de esforço, de trabalho e de sacrifício, ficamos inteiramente esclarecidos na obra de McLean e Elkin. Durante largos períodos o trabalho dos principais quadros da ENRON pouco os distinguia dos viciados das salas de jogo de um casino, e a se a ENRON era alguma coisa, era sobretudo um casino onde se jogava forte, contra as probabilidades mais desfavoráveis, frequentemente por puro narcisismo e megalomania.</div>
<div style="justify;">Um dos grandes méritos desta obra, lançada em 2004, é o de interpelar o leitor sobre um dos ingredientes principais que está na génese da crise que hoje vivemos. Aceita que a sua fornecedora de energia, a sua seguradora ou o seu banco joguem no mercado financeiro a um nível de risco comparado ao risco do jogo de um casino? No entanto, o caso ENRON tem a agravante de parte dos seus intervenientes &#8211; crentes profundos nos benefícios sociais do darwinismo de mercado e do ultraliberalismo puro e duro &#8211; fazerem uso do mais profundo cinismo e de um desprezo absoluto pelos clientes que estavam obrigados a servir.  O pior exemplo foi dado por um grupo de correctores bem doutrinados que instalou o caos na rede de abastecimento de energia da Califórnia, provocando apagões propositados  que geraram desemprego, mortes, prejuízo, falências e demissões políticas. Tudo isto em troca de ganhos imediatos de milhões de dólares, ganhos sem esforço, sem produzir nada que justificasse sequer 1% dos ganhos. Esta foi a permanente história da ENRON, a história de como ganhar milhares de milhões sem produzir, ou produzindo pouco, sem servir os clientes, aproveitando a dimensão e a complexidade da empresa para escapar ao controlo financeiro. Foi assim que foram possíveis grandes manobras através de contas em paraísos fiscais, a criação de fundos de investimento ilegais e uma especulação bolsista do mais cínico e do mais agressivo que se possa imaginar.<br />
<img src="http://www.bitsmag.com.br/conteudo/imagem/imagens/lancamentos/enron_jeff_skilling.jpg" alt="" hspace="20" align="right" /><br />
A ENRON foi ao fundo e levou consigo a Arthur Andersen, a empresa de consultadoria que fechava os olhos às manobras mais fraudulentas, juntas produziram dezenas de milhares de desempregados, arruinaram fundos de pensões acumulados durante toda a vida por milhares de trabalhadores e deixaram inactiva durante mais de cinco anos uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dabhol_Power_Company">mega-central eléctrica em Dabhol</a> na Índia que teve de ser paga quase na integra pelos contribuintes indianos. Jeff Skilling, o cérebro da ENRON foi condenado a 24 anos de prisão, Ken Lay morreu antes da sentença e a maioria dos quadros envolvidos nas fraudes foram condenados com penas pesadas, à excepção dos que colaboraram com a justiça. A administração Bush posteriormente retocou algumas das regras dos mercados financeiros, mas deixou a auto-estrada da desregulação aberta para os mais habilidosos especuladores e que resultou na crise que se faz agora sentir.</div>]]></content:encoded>
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