<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>cinco dias &#187; António Figueira</title>
	<atom:link href="http://5dias.net/author/antoniofigueira/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://5dias.net</link>
	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
	<lastBuildDate>Fri, 19 Mar 2010 01:55:37 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Graves erros editoriais</title>
		<link>http://5dias.net/2010/03/17/graves-erros-editoriais/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/03/17/graves-erros-editoriais/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 00:05:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=34032</guid>
		<description><![CDATA[Em 1996, a excelente Cotovia editou apenas 1200 exemplares da excelente tradução portuguesa deste não menos excelente livro. Erro grave: dado o interesse massivo da nossa juventude nas subtilezas das civilizações minóica e micénica, atrevo-me a pensar que a dita tradução conseguiria com facilidade rivalizar em número de exemplares e, logo, de leitores com outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1996, a excelente Cotovia editou apenas 1200 exemplares da excelente tradução portuguesa <a href="http://www.amazon.co.uk/Decipherment-Linear-B-Canto/dp/0521398304/ref=sr_1_3?ie=UTF8&#038;s=books&#038;qid=1268783407&#038;sr=1-3">deste</a> não menos excelente livro. Erro grave: dado o interesse massivo da nossa juventude nas subtilezas das civilizações minóica e micénica, atrevo-me a pensar que a dita tradução conseguiria com facilidade rivalizar em número de exemplares e, logo, de leitores com outras obras de grande porte, como, sei lá, o &#8220;Equador&#8221;, que eu prometo à Nossa Senhora de Fátima que hei-de ler quando fizer 80 anos (para ver se Ela mete uma cunha ao Altíssimo e me deixa viver até tão tarde, quando a malta que eu conheço já estiver toda a fazer tijolo). Em qualquer caso, garanto-vos que o raio do livro (descoberto, poeirento, na &#8220;Ler Devagar&#8221; um destes dias), é do melhor a acompanhar um lombo de bacalhau Pingo Doce e um tinto da (posso dizer excelente outra vez?) casa Ermelinda Freitas, de Fernão Pó (terra sita no distrito de Setúbal e não no Golfo da Guiné, conforme alguns javardolas terão desde já pensado).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/03/17/graves-erros-editoriais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O que mais precisa ser dito?</title>
		<link>http://5dias.net/2010/03/14/o-que-precisa-mais-de-ser-dito/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/03/14/o-que-precisa-mais-de-ser-dito/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 00:23:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=33851</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;J&#8217;aime mieux avoir tort avec Sartre que raison avec Aron&#8220;. Certo, nem Marcelo Rebelo de Sousa é Raymond Aron nem, muito menos (muito muito menos), José Sócrates é Jean-Paul Sartre. Mas pelo lado de  Marcelo a imagem colhe, e é impossível negar que Marcelo fala sobremaneira verdade quando hoje diz: &#8220;Sócrates mente tanto que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<em>J&#8217;aime mieux avoir tort avec Sartre que raison avec Aron</em>&#8220;. Certo, nem Marcelo Rebelo de Sousa é Raymond Aron nem, muito menos (muito muito menos), José Sócrates é Jean-Paul Sartre. Mas pelo lado de  Marcelo a imagem colhe, e é impossível negar que Marcelo fala sobremaneira verdade quando hoje diz: <a href="http://www.tvi24.iol.pt/politica/marcelo-psd-congresso-tvi24-psd2010-ultimas-noticias/1146946-4072.html">&#8220;Sócrates mente tanto que às vezes se esquece que está a mentir&#8221;</a>. Pintem-na das cores que quiserem, de esquerda, para ganhar votos, ao lado da direita, para fazer passar o orçamento: a situação actual é eticamente insustentável, e quanto mais depressa mudar, melhor para todos. Desde há pelo menos dois anos que isto devia ser claro.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/03/14/o-que-precisa-mais-de-ser-dito/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Indignação</title>
		<link>http://5dias.net/2010/03/11/indignacao/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/03/11/indignacao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 21:15:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=33728</guid>
		<description><![CDATA[Estou eu já no 12.º capítulo da excelente biografia de D.José assinada por Nuno Gonçalo Monteiro quando o monstro surge, a páginas 203: a propósito da célebre &#8220;Dedução Cronológica e Analítica&#8221; encomendada por Pombal para difamar os Jesuítas, escreve o autor: &#8220;Apesar da sua ampla fundamentação, era um texto indiscutivelmente maniqueísta, que inaugurava um registo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou eu já no 12.º capítulo da excelente biografia de D.José assinada por Nuno Gonçalo Monteiro quando o monstro surge, a páginas 203: a propósito da célebre &#8220;Dedução Cronológica e Analítica&#8221; encomendada por Pombal para difamar os Jesuítas, escreve o autor: &#8220;Apesar da sua ampla fundamentação, era um texto indiscutivelmente maniqueísta, que inaugurava um registo de escrita que não deixaria de ter alguns sucedâneos futuros&#8221;. NGM faz um uso extravagante dos pontos de exclamação, mas no geral tem uma escrita bastante aceitável, diminuída só por alguns barbarismos dispensáveis, como o ocasional &#8220;detalhe&#8221;; nada fazia pois prever este horrível e modernaço &#8220;registo&#8221;, que me eriçou de indignação; pior que &#8220;registo&#8221; nesta acepção, só mesmo a arquilamentável &#8220;postura&#8221;, que valha a verdade NGM nunca usa, sem dúvida por saber que &#8220;postura&#8221; têm-na só as galinhas e serve-lhes para cagar ovos. </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/03/11/indignacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Indícios de oiro (suite et fin)</title>
		<link>http://5dias.net/2010/03/10/indicios-de-oiro-suite-et-fin/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/03/10/indicios-de-oiro-suite-et-fin/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 12:23:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=33624</guid>
		<description><![CDATA[Outras colecções significativas incluem: a de livros herdados, furtados e perdidos; a de livros lidos em aeroportos, e que aeroportos, e que relações entre latitudes, longitudes e autores, voos atrasados e obras completas, ou completamente lidas, e digeridas no vasto tempo que havia para esperar, e que, enquanto outros reclamavam alto das companhias aéreas, eram, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outras colecções significativas incluem: a de livros herdados, furtados e perdidos; a de livros lidos em aeroportos, e que aeroportos, e que relações entre latitudes, longitudes e autores, voos atrasados e obras completas, ou completamente lidas, e digeridas no vasto tempo que havia para esperar, e que, enquanto outros reclamavam alto das companhias aéreas, eram, mais que silenciosamente lidas, relidas e digeridas, e isso até à saciedade; nas prateleiras, belas obras e livros feios, livros belos e obras de merda, livros esquecidos e renascidos, livros esquecidos e para sempre perdidos, livros ensinados:<span id="more-33624"></span> era Verão, alto Verão, calor de dia, vida à noite, gelosias corridas, à espanhola, no corredor, na cozinha, ele fumava, eu bebia (escondidamente) vinho de Málaga, e eu fiquei a saber tudo, até de madrugada, da última reunião do Grande Conselho Fascista e da traição do Conde de Ciano, como dos prostíbulos da <em>rue Troyon </em>e arredores, onde primeiro circulava François Lamballe e depois o C. tinha a sua loja, onde em 75 eu ouvia a Mme R. contar as suas histórias, de enfermeira russa na Viena ocupada, a mesma Viena do Terceiro Homem, vim eu a saber depois, a mesma Mme R. que roubava indecentemente o C., vim eu a saber depois, de tudo isso vim eu a saber depois, ele contava-me tudo por igual, com o mesmo amor pela história, enquanto fumava e morria, também vim eu a saber depois. Colecções sistemáticas e sistematizadas de jornais que avós e mães insistiam e insistem em deitar fora (criam bicho, dizem elas, agora há a net, digo eu, para poder perdoá-las), colecções de cromos, de Ídolos do Desporto, Armando Manhiça: o 115 do futebol leonino; Djalma: a sua profissão é o golo, Gonçalves, o rapaz de Pedrouços, que insistia em abrir a janela do avião, até onde o futebol o levava, colecções de lugares comuns e a invenção desse belo idioma, o futebolês, que ainda hoje me persegue, e formata o meu português: diga lá, Senhora Morgada, são duros ou são rudes, os golpes assestados? Verdades como punhos, conheço-vos a todos, clássicos imorredoiros da minha língua. Colecções de coisas, por vezes tão belas como livros, porém mudas, colecções de gajas, todas mais ou menos queixosas de mim e eu não menos queixoso delas, colecções de colecções de colecções, que eu arrumo em discos rígidos, em <em>pens</em>, rumo à imaterialidade, e que um dia hão-de ficar debaixo de uma casa, que há-de ruir por causa de um terramoto, quando eu já estiver bem morto, espero bem, e o inelutável movimento das placas tectónicas confirmar (numa escala monumental) a absoluta inutilidade do meu esforço de sistematização e memória, brumas da treta, indícios de oiro coisa nenhuma.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/03/10/indicios-de-oiro-suite-et-fin/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Indícios de oiro</title>
		<link>http://5dias.net/2010/03/10/indicios-de-oiro/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/03/10/indicios-de-oiro/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 12:16:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=33621</guid>
		<description><![CDATA[A colecção de títulos de transportes públicos divide-se em duas secções. A primeira, que se define pelo formato das suas peças (85,60 × 53,98 mm, o chamado formato de cartão de crédito, ou ID-1), inclui essencialmente cartões de embarque de viagens aéreas (ou o que deles sobra, depois da entrada no avião) e bilhetes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A colecção de títulos de transportes públicos divide-se em duas secções. A primeira, que se define pelo formato das suas peças (85,60 × 53,98 mm, o chamado formato de cartão de crédito, ou ID-1), inclui essencialmente cartões de embarque de viagens aéreas (ou o que deles sobra, depois da entrada no avião) e bilhetes de metro londrinos, entre os quais uma considerável quantidade de travelcards (<em>one day travelcards </em>e <em>family travelcards</em>). A actual tendência para a realização dos <em>check-ins </em>das viagens aéreas na internet, com a consequente não emissão de cartões de embarque em cartolina e em formato normalizado, ameaça reduzir drasticamente o número de novas entradas na colecção por esta via. Por outro lado, a tendência para a desmaterialização dos títulos de transporte que se verifica igualmente nos transportes londrinos, com a adopção gradual, a partir de 2003, do cartão <em>oyster</em>, que se carrega e utiliza electronicamente, permite imaginar que também deste modo a colecção não aumentará o número das suas peças e, portanto, o crescimento desta secção irá a breve trecho cessar. <span id="more-33621"></span></p>
<p>A segunda secção define-se por exclusão e compreende os restantes títulos de transportes públicos, ou seja, todos aqueles que não adoptam o formato ID-1, o que inclui &#8211; para além de uma selecção cuidada de bilhetes da Carris e do Metro das últimas décadas &#8211; tanto os bilhetes coloridos com eixo central castanho do metro parisiense (bilhetes “cegos”, que omitem data e destino, mas cuja cor permite situá-los no tempo, por ter variado, do amarelo dos anos setenta do século passado ao verde-água actual), como títulos de formas menos convencionais, relativos a geografias menos visitadas, e que, <em>mutatis mutandis</em>, estão para o resto da colecção, e para a primeira secção em particular, um pouco como a bandeira do Nepal está para as restantes bandeiras da comunidade internacional. </p>
<p>Ter é provar: com os canhotos dos cartões de embarque de viagens aéreas, que não registam o ano em que foram emitidos, pode conhecer-se apenas o número total de viagens realizado num dado período de tempo (<em>grosso modo</em>, durante a década que mediou entre a adopção do formato ID-1 e o abandono dos cartões de embarque em cartolina), assim como os destinos mais frequentes e as companhias aéreas mais utilizadas; já com os bilhetes londrinos é possível conceber, por exemplo, que em 25 de Junho de 1995 (um domingo) alguém se dirigiu a <em>Clapham Common</em>, presumivelmente à casa que em que a A.L. vivia nessa altura, que se calhar lhe levou uma garrafa de vinho branco, que depois do jantar festivo ouviu comovidamente um disco de João Gilberto, e que, nessa noite entre todas aventurosa, aventuras nocturnas igualmente viveu; que em 3 de Março de 1999 saiu na estação de <em>Chancery Lane</em>, perto da qual estava provisoriamente instalada a <em>British Library of Political and Economic Science</em>, que nessa época frequentava, e aventurar-se a imaginar a leitura luminosa que nesse dia poderá ter feito; que em 28 de Outubro de 2005 foi a <em>Hampstead</em>, revisitar <em>Hampstead</em>, lembrar-se dramaticamente do tempo que tinha passado em <em>Hampstead</em> e perceber como <em>Hampstead</em> (como ele próprio) estava agora diferente, e depois descer a pé pelo <em>Haverstock Hill </em>até <em>Belsize</em> e aí apanhar de novo o metro para o presente. Os títulos desta secção são também os melhores para marcar livros.</p>
<p>Com os títulos da segunda secção, alargam-se os horizontes geográficos e temporais que a colecção permite alcançar: cartõezinhos irregularmente picotados que custavam apenas tostões em Tânger há trinta anos, bilhetes de eléctrico que evocam as cidades coloridas da Europa Central onde ainda há eléctricos, peças de design avançado com línguas nórdicas lá escritas que se usavam ao desbarato nos metros e nos autocarros e os pequenos portugueses guardavam, no seu deslumbramento. Os títulos desta secção estão guardados numa caixa de cartas de jogar americanas, dos anos 50, que já se gastaram, tanto o uso que delas se fez, e que pertenciam à avó E.</p>
<p>Uma colecção de títulos de transporte serve pois o objectivo principal de propiciar recordações, de estabelecer ligações com o passado, mormente com aquele que é relativo a viagens (ou, neste caso particular, com os momentos menos breves mas sempre festivos de estadias mais prolongadas em Londres e Paris), o que é um modo como outros de prolongar a vida, criando múltiplos tendencialmente infinitos das situações vividas – outra forma de ser memorioso como Funes, ou como uma malinha de Cornell – com a vantagem de ser discreto e <em>à clef</em>: para o vulgo, 11 de Abril de 2008 não dirá nada, para o titular do título com essa data dirá tudo.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/03/10/indicios-de-oiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ficou provado:</title>
		<link>http://5dias.net/2010/03/10/ficou-provado/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/03/10/ficou-provado/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 00:29:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=33597</guid>
		<description><![CDATA[Apesar de ter um nome giro, o jogador Ruben Micael não servia para o Sporting Clube de Portugal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://mediaserver.rr.pt/newrr/ruben_micael_11868d7e1_630x354.JPG" class="alignnone" width="630" height="354" /></p>
<p>Apesar de ter um nome giro, o jogador Ruben Micael não servia para o Sporting Clube de Portugal.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/03/10/ficou-provado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uns dias fora</title>
		<link>http://5dias.net/2010/03/07/uns-dias-fora/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/03/07/uns-dias-fora/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 22:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=33428</guid>
		<description><![CDATA[A pedido de numerosas famílias, junto seguem impressões da última pseudo viagem de trabalho deste que vos escreve à capital do Império; como a estação é a dos Óscares, vão em forma de prémios:
Prémio melhor comezaina: Quinta à noite, no Bleeding Heart (seguida de suffering liver na sexta de manhã).
Prémio melhor compra: Esta fantástica pechincha, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pedido de numerosas famílias, junto seguem impressões da última pseudo viagem de trabalho deste que vos escreve à capital do Império; como a estação é a dos Óscares, vão em forma de prémios:</p>
<p><strong>Prémio melhor comezaina:</strong> Quinta à noite, no <a href="http://www.bleedingheart.co.uk/">Bleeding Heart </a>(seguida de suffering liver na sexta de manhã).</p>
<p><strong>Prémio melhor compra:</strong> Esta fantástica <a href="http://www.amazon.co.uk/gp/product/B001DA9VK6/ref=s9_simh_gw_p15_i3?pf_rd_m=A3P5ROKL5A1OLE&#038;pf_rd_s=center-1&#038;pf_rd_r=1G34ZSEMB5XK6V1V402A&#038;pf_rd_t=101&#038;pf_rd_p=467198433&#038;pf_rd_i=468294">pechincha</a>, comprada por cinco libras na HMV (mas atenção à publicidade enganosa: não cobre, como é dito, todas as gravações do período Verve, só quase todas).</p>
<p><strong>Prémio melhor descoberta:</strong> Esta frasezinha certeira do Stevenson: &#8220;Fiction is to grown men what play is to the child&#8221; (li o <a href="http://www.amazon.co.uk/Kidnapped-Penguin-Popular-Classics-Stevenson/dp/0140621067">Kidnapped</a> na ida e na volta, muito agradecido à Senhora Morgada pela sugestão).</p>
<p><strong>Prémio British Vice:</strong> lendo <a href="http://www.dailymail.co.uk/news/article-1255852/So-WERE-Tory-ministers-gay-flings-Christopher-Hitchens-Oxford.html">esta magnífica história do Mail </a>sobre o Christopher Hitchens, ficamos a saber que o rapaz, nos seus anos de Oxford, although a trot, had gay flings with future tory ministers e, embora achasse o Martin Amis muito sexy, o mais que conseguiu foi dormir com a irmã dele; recomendo-a vivamente às suas numerosas admiradoras locais (que, pelo que conheço delas, vão ficar a gostar ainda mais da personagem, se tal possível é).</p>
<p>Em Abril há mais.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/03/07/uns-dias-fora/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os inesgotáveis paralelos entre o futebol e a política</title>
		<link>http://5dias.net/2010/03/02/os-inesgotaveis-paralelos-entre-o-futebol-e-a-politica/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/03/02/os-inesgotaveis-paralelos-entre-o-futebol-e-a-politica/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 16:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=33249</guid>
		<description><![CDATA[Segunda-feira andei à cata de andrades, para os chagar um bocadinho (só um bocadinho). Em Lisboa não há muitos, mas ao final da manhã lá encontrei um, um beirão bonzão e comilão que há no meu escritório e tem a mania de ser diferente, e que por isso é do FCP. É um daqueles gajos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda-feira andei à cata de andrades, para os chagar um bocadinho (só um bocadinho). Em Lisboa não há muitos, mas ao final da manhã lá encontrei um, um beirão bonzão e comilão que há no meu escritório e tem a mania de ser diferente, e que por isso é do FCP. É um daqueles gajos que acha que o Pinto da Costa é uma personagem um pouco dúbia, mas como faz o Porto ganhar (e enquanto faz o Porto ganhar), o gajo atura-o (uma versão <em>mild</em> do &#8220;rouba mas faz&#8221; dos brasileiros). &#8211; Ora, ora, disse-lhe eu, armado em colunista-formalista, dúbio porquê?, nunca tribunal nenhum o condenou&#8230; &#8211; Pois, é precisamente por esse hábito que ele tem de frequentar os tribunais&#8230; Certamente, o meu beirão tinha lido o <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/48615-confia-em-socrates-50-personalidades-avaliam-efeito-das-escutas">i de sábado passado</a>, e a sábia resposta que Saldanha Sanches deu à questão de saber se confia em José Sócrates: “Não confio em pessoas que desta ou daquela forma estão sistematicamente referenciadas como estando relacionadas com certos tipos de processos judiciais.” Teoria das probabilidades.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/03/02/os-inesgotaveis-paralelos-entre-o-futebol-e-a-politica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A brahmalhada</title>
		<link>http://5dias.net/2010/03/02/a-brahmalhada/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/03/02/a-brahmalhada/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 00:16:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=33206</guid>
		<description><![CDATA[Pior que o denso book, só a difícil brahmalhada &#8211; mas o que vale é que, do que eu gosto mesmo é &#8211; da bola, senhores, da bola.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="384" height="313"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/j--waZB29N4&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/j--waZB29N4&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="384" height="313" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Pior que o denso book, só a difícil brahmalhada &#8211; mas o que vale é que, do que eu gosto mesmo é &#8211; da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iKZoU4rhUwg&#038;feature=related">bola</a>, senhores, da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iKZoU4rhUwg&#038;feature=related">bola</a>.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/03/02/a-brahmalhada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Notável com a bola nos pés, Maradona evidencia algumas limitações no jogo de cabeça</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/24/notavel-com-a-bola-nos-pes-maradona-evidencia-algumas-limitacoes-no-jogo-de-cabeca/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/24/notavel-com-a-bola-nos-pes-maradona-evidencia-algumas-limitacoes-no-jogo-de-cabeca/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 08:56:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=32647</guid>
		<description><![CDATA[Maradona escreve como marca golos à Inglaterra: descai para a direita, para a esquerda, corre, finta, não pára. Maradona escreve ao correr da pena (da esferográfica, da tecla, whatever): reverá Maradona o que escreve? Em meio de um vasto post sobre geografia &#038; território, escreve Maradona assim: &#8220;As razões porque os aglomerados populacionais nascem onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Maradona escreve como marca golos à Inglaterra: descai para a direita, para a esquerda, corre, finta, não pára. Maradona escreve ao correr da pena (da esferográfica, da tecla, <em>whatever</em>): reverá Maradona o que escreve? Em meio de um vasto post sobre geografia &#038; território, escreve Maradona assim: <em><a href="http://acausafoimodificada.blogs.sapo.pt/382875.html">&#8220;As razões porque os aglomerados populacionais nascem onde nascem forma uma intrincada teia de interrelações muito dificilmente ao alcance das imaginações e inteligências dos nossos Leviatãs; é aqui que o liberalismo clássico e mais radical (conservador) &#8211; está tudo bem &#8211; se enche de lógica, no sentido em que a melhor solução é fazer render as nossas políticas de povoamento à extrema complexidade dos fenómenos envolvidos.&#8221; </a></em>Terá Maradona noção do anacronismo que vai naquela frase? O Maradona parece-me um tipo culto: prova de que está envenenado <em>par l&#8217;air du temps</em>, se acredita mesmo na ideologia vulgar da direita modernaça, segundo a qual &#8220;o liberalismo clássico e mais radical [é] conservador&#8221;. É que sucede precisamente o contrário: o liberalismo clássico nasce por oposição ao conservadorismo, a visão <em>whig</em> do mundo à visão <em>tory</em>; antes de as massas emergirem na vida política e de ter surgido a reivindicação socialista, o radicalismo era um património exclusivo dos liberais: a título de arqueologia política, recordo que o partido liberal dinamarquês, por ex., que é hoje um tranquilo partido de direita, se chama desde que foi fundado, há quase 150 anos, &#8220;Venstre&#8221;, ou seja, &#8220;Esquerda&#8221;, ou que os escritos coevos desse arquétipo do liberalismo clássico que foi Stuart Mill sobre a emancipação feminina, também por ex., muito dificilmente casariam com o <em>motto</em> conservador &#8220;está tudo bem&#8221;. Para o liberalismo clássico, apesar de todos os esforços da mão invisível, não estava tudo bem, o género humano podia e devia ser reformado e melhorado, a tradição, <em>whatever that may be</em>, não tinha necessariamente valor de santidade: e é justamente esse &#8220;melhorismo&#8221; liberal, que por definição o conservadorismo não possui, que torna as duas escolas diferentes &#8211; clássica e radicalmente.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/24/notavel-com-a-bola-nos-pes-maradona-evidencia-algumas-limitacoes-no-jogo-de-cabeca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dedos pelos olhos adentro, sempre mais fundo</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/23/dedos-pelos-olhos-adentro-sempre-mais-fundo/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/23/dedos-pelos-olhos-adentro-sempre-mais-fundo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 12:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=32544</guid>
		<description><![CDATA[Sobre o facto de Figo ter dado o seu apoio ao PS no mesmo dia em que celebrou o contrato com a Taguspark, Sócrates defendeu que, &#8220;se isso aconteceu, não há nenhuma razão para ligar as duas coisas&#8221;:  &#8220;Não passa de uma ignomínia insinuar-se que Luís Figo celebrou um contrato publicitário para pagar um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o facto de Figo ter dado o seu apoio ao PS no mesmo dia em que celebrou o contrato com a Taguspark, Sócrates defendeu que, &#8220;se isso aconteceu, não há nenhuma razão para ligar as duas coisas&#8221;:  &#8220;Não passa de uma ignomínia insinuar-se que Luís Figo celebrou um contrato publicitário para pagar um favor político,&#8221; declarou. </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/23/dedos-pelos-olhos-adentro-sempre-mais-fundo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Relações dialécticas entre forma e conteúdo</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/23/relacoes-dialecticas-ente-forma-e-conteudo/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/23/relacoes-dialecticas-ente-forma-e-conteudo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 12:28:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=32542</guid>
		<description><![CDATA[O PGR preocupado com a divulgação ilícita do seu despacho, não com o facto de este revelar que ele mentiu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PGR preocupado com a divulgação ilícita do seu despacho, não com o facto de este revelar que ele mentiu.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/23/relacoes-dialecticas-ente-forma-e-conteudo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>In denial</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/21/in-denial/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/21/in-denial/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 18:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=32389</guid>
		<description><![CDATA[Três versões, três narrativas, três delírios - a escolha é sua.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.publico.pt/Política/tres-versoes-para-os-ataques-a-socrates_1423606">Três versões, três narrativas, três delírios </a>- a escolha é sua.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/21/in-denial/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma experiência religiosa</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/20/uma-experiencia-religiosa/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/20/uma-experiencia-religiosa/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 16:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=32304</guid>
		<description><![CDATA[Eu vou pouco ao Jugular, muito pouco mesmo, e a razão é simples: o que lá se escreve nunca tem o mérito de me surpreender. Engano meu: a Ana Matos Pires interpelou-me num post que lá escreveu, por isso fui lá responder-lhe e, por isso também, na passagem obrigatória que tive de por lá fazer, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu vou pouco ao Jugular, muito pouco mesmo, e a razão é simples: o que lá se escreve nunca tem o mérito de me surpreender. Engano meu: a Ana Matos Pires interpelou-me num <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1596032.html">post</a> que lá escreveu, por isso fui lá responder-lhe e, por isso também, na passagem obrigatória que tive de por lá fazer, voltei a ver o Jugular, pelo que devo admitir: fiquei surpreendido. Há uns dias, eu dissera aqui que blogs como aquele não me pareciam de uma seita religiosa, mais do MR de 74 ou 75: ora eu enganei-me &#8211; e enganei-vos: aquele <strong>é</strong> um blog religioso (por mais que isso custe à Palmira &#8211; que julga, coitada, que o pobre do Hitchens é <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1596355.html">&#8220;um dos pensadores mais brilhantes da actualidade&#8221;</a>), em que Sócrates é Deus e Fernanda Câncio a sua profeta (Sócrates é infalível e a f. distribui o beija-mão aos fiéis, vejam <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1598780.html">os comentários aos posts dela</a>, é assustador). É uma pena: a f. escrevia magnificamente, antes de se devotar em exclusivo, no DN como na blogosfera, ao serviço da mais dúbia causa política do Portugal contemporâneo, e ele há outros seres que aqui há uns anos pensavam, antes de escreverem posts patéticos como <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1597750.html">este</a>. O que fará este pessoal todo quando descobrir (mais cedo do que tarde) que <em>Gott ist tot</em>? </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/20/uma-experiencia-religiosa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Alegoria</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/19/alegoria/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/19/alegoria/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 10:59:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=32175</guid>
		<description><![CDATA[Conta o DN de hoje: o MP pediu 15 meses de pena suspensa para o dono dos quatro rottweilers que em 2007 mataram uma mulher na Várzea de Sintra, alegando que este agiu com leviandade e descuido quando deixou os cães fora do canil, à solta dentro de uma propriedade que possuía uma rede exterior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1498453&#038;seccao=Sul">Conta o DN de hoje</a>: o MP pediu 15 meses de pena suspensa para o dono dos quatro rottweilers que em 2007 mataram uma mulher na Várzea de Sintra, alegando que este agiu com leviandade e descuido quando deixou os cães fora do canil, à solta dentro de uma propriedade que possuía uma rede exterior fraca e, além disso, não comunicando o desaparecimento dos animais, na véspera, às autoridades, como era obrigado. Nas alegações finais, pode ler-se: &#8220;A detenção dos animais implicava especiais atenções que não foram cumpridas. Foi a sua conduta [do proprietário] que permitiu a fuga e o ataque consequente com especial violência&#8221;. A defesa, por seu lado, não está convencida de que as acusações tenham sido provadas e pede a absolvição. &#8220;Se alguém falhou, foram aqueles que não deviam&#8221;, nomeadamente a PSP e a GNR, que, &#8220;avisadas por particulares, pegaram numa questiúncula de territorialidade e andaram num jogo do empurra&#8221;, disse o advogado. A defesa vai mais longe e afirma que não resulta que a mulher, uma ucraniana de 59 anos, tenha sido morta pelos cães: &#8220;Fica a dúvida se a vítima não estaria já morta quando foi atacada.&#8221; Creio que só por incompreensível timidez, a defesa não chegou a colocar a hipótese que faltava: a de ter sido a vítima a atacar os cães, suicidando-se em seguida.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/19/alegoria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dedos pelos olhos adentro</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/18/dedos-pelos-olhos-adentro/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/18/dedos-pelos-olhos-adentro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 20:50:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=32125</guid>
		<description><![CDATA[- Lembram-se no Dominguez, que jogou no Sporting há uns anos? Um jogador talentoso, com uma finta curta notável, mas tão notável que o tipo parecia mais um artista de circo do que um jogador de futebol: só via a finta, não via a baliza (só via a árvore, não via a floresta), o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Lembram-se no Dominguez, que jogou no Sporting há uns anos? Um jogador talentoso, com uma finta curta notável, mas tão notável que o tipo parecia mais um artista de circo do que um jogador de futebol: só via a finta, não via a baliza (só via a árvore, não via a floresta), o que fazia dele, apesar de talentoso, um jogador imprestável. Os <em>spin doctors </em>deste governo são um pouco o Dominguez revisitado: eu já nem falo das considerações éticas (que são de tomo, e deveriam ser evidentes), mas, mesmo em termos de pura eficácia, as acções deles parecem-me obviamente ser, e logo a curto prazo, inconsequentes: o gozo, o puro gozo, a vertigem do <em>spin</em> levou-os à criação da central de propaganda anónima na blogosfera descrita nomeadamente <a href="http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/114613.html">aqui</a> &#8211; mas não deveria ser evidente que, cedo ou tarde, a careca do Abrantes ficaria a descoberto e que os danos emergentes desse facto seriam sempre superiores àqueles que a existência do Câmara Corporativa conseguira prevenir?</p>
<p>Aliás, uma das razões por que o CC e os outros blogues do socratismo, a começar pelo Jugular, são relativamente ineficazes, é porque não conseguem mais do que mobilizar as hostes próprias, não conseguem alargá-las; e isto tem que ver justamente (e talvez perversamente) com o seu excesso de mobilização, com a fúria com que se defendem e com o monolitismo da sua argumentação; eu não os compararia com uma seita religiosa, mas lembram-me muito o MRPP de 74/75. Este tipo de atitude é insusceptível de permitir o alargamento da sua base de apoio; pode ser útil a muito curto prazo, mas não demora muito tempo até alimentar a dúvida e gerar a dissidência. Nenhuma pessoa de bom senso acredita que as mil e uma histórias em que o PM está envolvido, da licenciatura dominical ao caso da TVI (a lista é longa, permitam-me que a abrevie) não têm nunca, nenhuma delas, um qualquer fundo de verdade, que resultam todas da conspiração de poderes ocultos, da maledicência dos adversários, da perseguição dos media, etc. Negar tudo e em bloco é de Testemunha de Jeová: fere o senso comum. E isto para acabar no João Galamba: não tenho nada, mas mesmo nada contra ele, é amigo de amigos meus, e reconheço-lhe qualidades (talvez não tantas quanto ele próprio, mas adiante), agora por favor não me venham dizer que entre a sua militância nos blogues da situação, a sua meteórica carreira política e os <a href="http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=3D7F61C0-D394-487D-B9AE-44C05EF30E30&#038;channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&#038;h=11">ajustes directos </a>com a administração pública que foram conhecidos hoje não há nem pode haver nenhum tipo de relação. Quero dizer: podem vir dizer-me isso, mas aí eu respondo, como a vasta maioria das pessoas responde: pois.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/18/dedos-pelos-olhos-adentro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como se celebra o Carnaval na freguesia de Santos-o-Velho</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/16/como-se-celebra-o-carnaval-na-freguesia-de-santos-o-velho/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/16/como-se-celebra-o-carnaval-na-freguesia-de-santos-o-velho/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 20:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=31901</guid>
		<description><![CDATA[Nem Billy Budd Melville, nem Moby Dick Melville, nem nada: Jean Pierre Melville, the one and only (ainda mais divertido de ver do que ler Peter Cheney): como a cassette do Doulos cá de casa tinha ido pró galheiro, resolvi comprar o DVD, primeiro na amazon.fr, que me pareceu a escolha mais óbvia, mas enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-31905" href="http://5dias.net/2010/02/16/como-se-celebra-o-carnaval-na-freguesia-de-santos-o-velho/ba110371/"><img class="alignnone size-full wp-image-31905" title="ba11037[1]" src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2010/02/ba110371.jpg" alt="" width="356" height="475" /></a></p>
<p>Nem Billy Budd Melville, nem Moby Dick Melville, nem nada: Jean Pierre Melville, the one and only (ainda mais divertido de ver do que ler Peter Cheney): como a cassette do Doulos cá de casa tinha ido pró galheiro, resolvi comprar o DVD, primeiro na amazon.fr, que me pareceu a escolha mais óbvia, mas enquanto na dotéferre a fita custava trinta aéreos (!), na dotuquei <a href="http://www.amazon.co.uk/Jean-Pierre-Melville-Collection-DVD/dp/B001N4KBBU/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=dvd&amp;qid=1266352720&amp;sr=1-1">seis-fitas-seis </a>do grande homem custavam só dezasseis pounds, e por isso, e porque a pound está quase ao preço do aéreo, foi hoje inaugurado o ciclo Melville, para grande felicidade da pequenada (eu); trabalho de casa para esta noite: resumir o enredo do Doulos (complicado como só um grande roman noir consegue ser) em menos de trezentas palavras &#8211; e reflectir também sobre a dívida do hexágono à bota: belmondo, reggiani, piccoli, pronunciem-nos como deve ser e perceberão o que eu quero dizer.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/16/como-se-celebra-o-carnaval-na-freguesia-de-santos-o-velho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>And Now for Something Completely Different</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/13/and-now-for-something-completely-different-4/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/13/and-now-for-something-completely-different-4/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 15:35:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=31681</guid>
		<description><![CDATA[Ao descrever, num passo célebre das suas epístolas (II.1.139-163), os entretenimentos dos lavradores que, na festa das colheitas, proferiam “injúrias rústicas”, Horácio refere os versos fesceninos que talvez não andem longe da “Fescennina licentia” (talvez de Fescennium, cidade etrusca) e cuja tradição chegará até nós pela preciosa incontinência camiliana, primeiro, e depois pela sua refundação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao descrever, num passo célebre das suas epístolas (II.1.139-163), os entretenimentos dos lavradores que, na festa das colheitas, proferiam “injúrias rústicas”, Horácio refere os versos fesceninos que talvez não andem longe da “<em>Fescennina licentia</em>” (talvez de Fescennium, cidade etrusca) e cuja tradição chegará até nós pela preciosa incontinência camiliana, primeiro, e depois pela sua refundação moderna e urbana, por Rubem Fonseca, já no limiar do século XXI. (Tais excessos dos lavradores impediam a referida festa de ser “uma distracção inofensiva”, nas palavras da maior latinista portuguesa, e acabaram, por isso, por ser corrigidos por lei, algures no século III A.C.). </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/13/and-now-for-something-completely-different-4/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Salvé, Rainha!</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/12/salve-rainha/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/12/salve-rainha/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 13:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=31609</guid>
		<description><![CDATA[Não será do infame propretor Verres, aliás Sócrates (que classicismo infeliz!), que a posteridade se há-de lembrar, será sempre do cicerónico e verrinoso Rainha! (o que não desculpa o facto de as minhas Mahler by Boulez nunca mais chegarem).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não será do infame <em>propretor </em>Verres, aliás Sócrates (que classicismo infeliz!), que a posteridade se há-de lembrar, será sempre do cicerónico e verrinoso Rainha! (o que não desculpa o facto de as minhas Mahler by Boulez nunca mais chegarem). </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/12/salve-rainha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Volta, João, estás perdoado!</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/11/volta-joao-estas-perdoado/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/11/volta-joao-estas-perdoado/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 19:23:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=31514</guid>
		<description><![CDATA[Avolumam-se os sinais inequívocos do fim de um reinado: no &#8220;Jugular&#8221;, é João Galamba que escreve estas verdades comos punhos: &#8220;O formalista rejeita discutir o conteúdo por causa do modo como ele surgiu, isto é, lida com a divulgação recusando-se a comentar o que é divulgado. Mas esta posição é contraditória: não podemos responder a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Avolumam-se os sinais inequívocos do fim de um reinado: no &#8220;Jugular&#8221;, é João Galamba que escreve estas verdades comos punhos: <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1567558.html">&#8220;O formalista rejeita discutir o conteúdo por causa do modo como ele surgiu, isto é, lida com a divulgação recusando-se a comentar o que é divulgado. Mas esta posição é contraditória: não podemos responder a uma realidade negando a sua existência. Insistir na pureza da forma é um suicídio político.&#8221;</a> João, eu perdôo-te o episódio da luta de classes na Convenção do PS (e aviso-te by the way que podes encontrar a edição de 75 da Presença d&#8217;&#8221;A Ideologia Alemã&#8221; na &#8220;Letra Livre&#8221;, ali ao fundo da Calçada do Combro, os dois volumes em muito bom estado por 22 heróis); volta, que há uma vaga para filósofo no 5dias!</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/11/volta-joao-estas-perdoado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os cátaros da política</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/os-cataros-da-politica/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/10/os-cataros-da-politica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 10:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=31331</guid>
		<description><![CDATA[Dizem assim: Não estão reunidas as condições – e, Deus querendo, nunca hão-de estar: há sempre uma imperfeição no plano, uma rugosidade na superfície, uma bastardia qualquer que deita tudo a perder. 
São generosos no querer: radicalidade, exigência, rigor, auto-determinação, autonomia, libertação – mas porque a vida nunca é tão perfeita como o plano (é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem assim: Não estão reunidas as condições – e, Deus querendo, nunca hão-de estar: há sempre uma imperfeição no plano, uma rugosidade na superfície, uma bastardia qualquer que deita tudo a perder. </p>
<p>São generosos no querer: radicalidade, exigência, rigor, auto-determinação, autonomia, libertação – mas porque a vida nunca é tão perfeita como o plano (é a vida!), os amanhãs que cantam transformam-se em dias de S. Nunca à tarde.</p>
<p>Neste combate contra o real, nesta denúncia apaixonada das suas asperezas, parece que todos os pretextos servem, os paralelos mais absurdos, as desculpas mais delirantes: o Miguel Serras Pereira escreve mais abaixo que “há na ‘lógica’ e na ‘dinâmica’ desta movimentação [o manifesto “Todos pela liberdade de expressão!”] qualquer coisa que evoca em termos ‘estranhamente inquietantes’ a doutrina da social-democracia definida “social-fascismo” como inimigo principal do período entre as duas guerras” e o Ricardo Alves (palma de ouro, desculpa Miguel) comenta sobre o mesmo assunto que “o que estamos a assistir é ao reforço do poder dos grupos económicos sobre a política [porque] nunca um empresário que afastasse um jornalista por este o criticar mereceria uma manifestação”. O manifesto é pois da inspiração de José Estaline e de Ricardo Salgado: sim, Miguel, respondendo à tua pergunta, sinto-me esclarecido.</p>
<p>Infelizmente, eu não possuo o requinte teórico nem a visão de longo alcance dos cátaros da política: confesso, sou um impuro: aceito como ponto de partida a realidade como ela é e não como eu gostaria que ela fosse (para que um dia ela possa ser como eu gostaria que ela fosse e não continue a ser sempre como é), não me importo de ir a jogo, de meter as mãos na massa, de ousar lutar e ousar vencer (e também perder): se a liberdade de expressão está em perigo – e ainda há quem duvide? – é preciso defrontar esse perigo, e ponto.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/10/os-cataros-da-politica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>31</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Anti-Social-Fascismo (R)?</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/10/anti-social-fascismo-r-2/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/10/anti-social-fascismo-r-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 23:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=31289</guid>
		<description><![CDATA[Miguel Serras Pereira, a propósito do teu post, permite-me uma pergunta (e permite também que te peça uma resposta curta): de que lado estiveste tu no &#8220;caso República&#8221; e porquê?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Miguel Serras Pereira, <a href="http://5dias.net/2010/02/09/anti-social-fascismo-r/">a propósito do teu post</a>, permite-me uma pergunta (e permite também que te peça uma resposta curta): de que lado estiveste tu no &#8220;caso República&#8221; e porquê?</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/10/anti-social-fascismo-r-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias políticas, nota final</title>
		<link>http://5dias.net/2010/02/01/biografias-politicas-nota-final/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/02/01/biografias-politicas-nota-final/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 23:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30697</guid>
		<description><![CDATA[Nota - &#8220;Depois de publicada a 1.ª edição deste livro, pronunciou o professor Joaquim Fiadeiro, da Escola Superior de Medicina Veterinária, uma conferência na Casa do Alentejo, da qual extraio as tabelas seguintes:
Média da capitação do consumo de carne (não incluindo a de aves, coelhos e caça) nos seguintes países (1930-1934):
Argentina, 120,8kg
Inglaterra, 63,7kg
França, 43,5kg
Itália, 16,1kg
Portugal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/01/27/biografias-politicas-anexo/"><strong>Nota</strong></a> <em>- &#8220;Depois de publicada a 1.ª edição deste livro, pronunciou o professor Joaquim Fiadeiro, da Escola Superior de Medicina Veterinária, uma conferência na Casa do Alentejo, da qual extraio as tabelas seguintes:</p>
<p>Média da capitação do consumo de carne (não incluindo a de aves, coelhos e caça) nos seguintes países (1930-1934):</p>
<p>Argentina, 120,8kg<br />
Inglaterra, 63,7kg<br />
França, 43,5kg<br />
Itália, 16,1kg<br />
Portugal, 9,0kg</p>
<p>Média da capitação do consumo de leite (1936):</p>
<p>Suiça, 380lt<br />
Inglaterra, 338lt<br />
Alemanha, 150lt<br />
Polónia, 95lt<br />
Portugal, 11lt</p>
<p>Media da capitação do consumo de queijo nos seguintes países (1936):</p>
<p>Suiça, 8,7kg<br />
França, 6,0kg<br />
Alemanha, 6,0kg<br />
Inglaterra, 4,0kg<br />
Portugal, 0,1kg</p>
<p>Média da capitação do consumo de manteiga nos seguintes países (1936):</p>
<p>Nova Zelândia, 16kg<br />
Inglaterra, 10kg<br />
Alemanha, 7,4kg<br />
França, 5kg<br />
Portugal, 0,4</p>
<p>Média da capitação do consumo de ovos nos seguintes países (1936):</p>
<p>Canadá, 360 unidades<br />
Inglaterra, 186 unidades<br />
Alemanha, 135 unidades<br />
França, 130 unidades<br />
Portugal, 20 unidades&#8221;</em></p>
<p>Sérgio, António (1973, ed. crit.) Introdução Geográfico-Sociológica à História de Portugal, Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/02/01/biografias-politicas-nota-final/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>À chacun sa madeleine</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/30/a-chacun-sa-madeleine/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/30/a-chacun-sa-madeleine/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 16:32:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30658</guid>
		<description><![CDATA[Acabado o almoço, acendi um Gauloises, e posso assegurar que senti nesse momento o odor do tabaco preto tal como primeiro o conheci, tinha treze anos, em Paris. Posso agora dizer: cancro de pulmão, não serás em vão (e a vida ganhou um novo mesmo que pequenino significado).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabado o almoço, acendi um Gauloises, e posso assegurar que senti nesse momento o odor do tabaco preto tal como primeiro o conheci, tinha treze anos, em Paris. Posso agora dizer: cancro de pulmão, não serás em vão (e a vida ganhou um novo mesmo que pequenino significado).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/30/a-chacun-sa-madeleine/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vão ao cinema, outra vez (maintenant c&#8217;est le tourbillon de la vie)</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/29/vao-ao-cinema-outra-vez-cest-le-tourbillon-de-la-vie/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/29/vao-ao-cinema-outra-vez-cest-le-tourbillon-de-la-vie/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 23:42:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30572</guid>
		<description><![CDATA[A Jeanne Moreau já tinha aparecido aqui, apeteceu-me fazer colecção; juntei também o trailer do Jules et Jim e uma fotografia do Oskar Werner, que dá ares ao David Hemmings, mas esse não aparece (por agora).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/1JH3O4HSs7g&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/1JH3O4HSs7g&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>A Jeanne Moreau já tinha aparecido <a href="http://5dias.net/2010/01/22/vao-ao-cinema/">aqui</a>, apeteceu-me fazer colecção; juntei também o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=oPWTJsO89-M">trailer do Jules et Jim </a>e uma fotografia do <a href="http://www.google.com/imgres?imgurl=http://www.thegoldenyears.org/oskar_werner.jpg&amp;imgrefurl=http://www.thegoldenyears.org/werner.html&amp;h=201&amp;w=171&amp;sz=9&amp;tbnid=zbiNVOP0b5zNhM:&amp;tbnh=104&amp;tbnw=88&amp;prev=/images%3Fq%3Doskar%2Bwerner&amp;hl=en&amp;usg=__J1b4sHrXMdUNybkm1kPqGBoeuSs=&amp;ei=1x9iS-XSGtP24AbyzsniCw&amp;sa=X&amp;oi=image_result&amp;resnum=5&amp;ct=image&amp;ved=0CBcQ9QEwBA">Oskar Werner</a>, que dá ares ao <a href="http://images.google.com/imgres?imgurl=http://www.fashionstate.com/hemmings/hemmings1.jpg&amp;imgrefurl=http://davidhemmings.fashionstate.com/&amp;usg=__zoEazFDky9ADEOzHb4RuyXReaI8=&amp;h=311&amp;w=251&amp;sz=21&amp;hl=en&amp;start=9&amp;um=1&amp;tbnid=uSBR6Nq7H4Qs9M:&amp;tbnh=117&amp;tbnw=94&amp;prev=/images%3Fq%3Ddavid%2Bhemmings%26hl%3Den%26rls%3Dcom.microsoft:en-us:IE-SearchBox%26sa%3DN%26um%3D1">David Hemmings</a>, mas esse não aparece (por agora).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/29/vao-ao-cinema-outra-vez-cest-le-tourbillon-de-la-vie/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias politicas, anexo</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/27/biografias-politicas-anexo/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/27/biografias-politicas-anexo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 22:50:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30447</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;É muito plausível, ao que nós supomos, a hipótese de que o povo dos nossos campos, desde o final da Idade Média, tem levado uma vida da maior pobreza, obrigado a contentar-se com uma alimentação fraquíssima [nota], de que são efeitos imperfeições orgânicas que alguns vinculam à entidade &#8216;raça&#8217;. Ao depressor espectáculo de miséria última [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;É muito plausível, ao que nós supomos, a hipótese de que o povo dos nossos campos, desde o final da Idade Média, tem levado uma vida da maior pobreza, obrigado a contentar-se com uma alimentação fraquíssima</em> <strong><a href="http://5dias.net/2010/02/01/biografias-politicas-nota-final/"><strong>[nota]</strong></a></strong><em>, de que são efeitos imperfeições orgânicas que alguns vinculam à entidade &#8216;raça&#8217;. Ao depressor espectáculo de miséria última que é uma viagem pelas províncias de Portugal corresponde o facto de que as juntas militares têm chegado a rejeitar até dois terços dos mancebos que se apresentam aos exames de recrutamento, por inferiores ao mínimo de robustez exigida. A subalimentação devida à penúria é a circunstância básica que se não deverá esquecer, ao que a nós nos parece, sempre que se comprove a decadência da raça e a inferioridade sanitária da nossa gente.<span id="more-30447"></span></p>
<p>O dever imperioso é o de lhes dar mais pão. Não me venhais objectar que &#8216;nem só de pão vive o homem&#8217;: pois precisamente porque nem só de pão vive o homem é que me parece essencial que se lhe garanta o pão; se o quero para os homens é porque os creio espíritos, e na precisa proporção em que os creio espíritos; pouco me interessaria que tivesse pão quem fosse unicamente um comedor de pão. Os indivíduos que dele carecem traem-se por necessidade na sua qualidade de espíritos, e é por isso que o seu bem económico constitui para nós outros uma preocupação</em> moral [it. no original]</p>
<p><em>Quando iam para o Ultramar é que cobravam os nossos camponeses a ideia da possibilidade de um nível de vida superior ao da miséria que por cá conheciam. &#8216;Nós outros&#8217; (reflexionavam os soldados em Ceuta) &#8216;mesquinhos que andamos no nosso Portugal pelos campos colhendo nossas messes, e fatigados com a força do tempo, cá por derradeiro não temos outro repouso senão pobres casas que em comparação destas querem parecer choças de porcos&#8217; (Azurara,</em> Tomada de Ceuta, <em>cap. LXXXVII).</p>
<p>Lê-se na</em> Descrição do Terreno em roda de Lamego <em>, escrita em 1531: &#8216;o homem pobre, que aqui não tem casal, é mais pobre que em nenhuma outra parte&#8217;. Ideia susceptível de se generalizar ao País, a começar do século de Quatrocentos. Os italianos Tron e Lippomani, que visitaram os Portugueses em 1580, testemunharam que &#8216;vivem parcamente, porque a plebe, pela maior parte, é pobre&#8217;, e do povo de Lisboa atestam que &#8216;vive pobremente, sendo a sua comida diária sardinhas cozidas, salpicadas, que se vendem em grande abundância por toda a cidade; raras vezes compram carnes, porque o alimento mais barato é esta casta de peixe, que se pesca em notável cópia fora da barra, como se pesca muito outro de todas as qualidades e muito grande; mas&#8230; tão caro que faz espanto aos estrangeiros e custa muito aos naturais, que passam mal pelo preço excessivo de tudo quanto serve para o sustento. Comem os pobres uma espécie de pão nada bom&#8230; feito de trigo do país, todo cheio de terra&#8230; O pão bom e alvo faz-se de trigo de fora&#8230; e até a vitela é cara&#8217; (sobre o peixe, alimentação do pobre, o imposto ultrapassava 50 por cento, em algumas partes). [Nos fins do século XVIII, o académico Vila-Nova Portugal notava que o número de viúvas excedia o de viúvos, e dava a seguinte explicação ao facto: 'o que pode atribuir-se à pouca nutrição dos homens do campo e muito trabalho que têm, a que suprem com o vigor momentâneo que dá o vinho'.]</em> &#8211; Sérgio, António (1973, ed. crit.) <em>Introdução Geográfico-Sociológica à História de Portugal</em>, Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/27/biografias-politicas-anexo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>From Field of Orik, with love</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/24/from-field-of-orik-with-love/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/24/from-field-of-orik-with-love/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 15:49:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30348</guid>
		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iHj_eV6WSdg&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/iHj_eV6WSdg&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/24/from-field-of-orik-with-love/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nostalgia rossa</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/24/red-nostalgia/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/24/red-nostalgia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 00:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30337</guid>
		<description><![CDATA[Musicalmente, esta versão tem muito menos graça do que o Gioia e Revoluzione original, com a grande voz do grande Demetrio Stratos, mas o Youtube, embora também grande, não tem a outra (quero dizer, tem, mas sem video, só com umas fotozinhas muito mal escolhidinhas; se quiserem mesmo ouvir, que ainda assim vale a pena, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-iX-6QV2jaY&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/-iX-6QV2jaY&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Musicalmente, esta versão tem muito menos graça do que o <em>Gioia e Revoluzione </em>original, com a grande voz do grande <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Demetrio_Stratos">Demetrio Stratos</a>, mas o Youtube, embora também grande, não tem a outra (quero dizer, tem, mas sem video, só com umas fotozinhas muito mal escolhidinhas; se quiserem mesmo ouvir, que ainda assim vale a pena, basta clicarem <a href="http://www.youtube.com/watch?v=BXB-PoihfYI&#038;feature=related">aqui</a>, percebem logo a diferença).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/24/red-nostalgia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vão ao cinema</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/22/vao-ao-cinema/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/22/vao-ao-cinema/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 11:02:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30246</guid>
		<description><![CDATA[Hoje à noite, na Cinemateca, passa o India Song.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje à noite, na Cinemateca, passa o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=w9fLfi9nZmI&#038;feature=related">India Song</a>.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/22/vao-ao-cinema/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias políticas, actualização</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/21/biografias-politicas-actualizacao/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/21/biografias-politicas-actualizacao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 01:56:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30170</guid>
		<description><![CDATA[Quem tenha visto &#8220;O laço branco&#8221; e julgado que se trata da história de crimes sem castigo, engana-se: há uns castigados, os de sempre, os pobres (a mulher que morre por acidente, o filho que é preso, o pai que se enforca, o resto da família que fica sem trabalho), que compõem uma história que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem tenha visto &#8220;O laço branco&#8221; e julgado que se trata da história de crimes sem castigo, engana-se: há uns castigados, os de sempre, os pobres (a mulher que morre por acidente, o filho que é preso, o pai que se enforca, o resto da família que fica sem trabalho), que compõem uma história que por comparação é anódina, e a que falta a pungência de um incesto ou da repressão da masturbação de um púbere, mas que se infiltra eficazmente na história principal das perversidade locais. <em>(Com os meus agradecimentos à minha amiga I., fina observadora).</em></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/21/biografias-politicas-actualizacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias políticas, problemas teóricos</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/19/biografias-politicas-problemas-teoricos/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/19/biografias-politicas-problemas-teoricos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 21:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30036</guid>
		<description><![CDATA[Como falar de miséria sem cair no miserabilismo? A miséria é sempre má conselheira: não faz de pessoa nenhuma uma boa pessoa, politicamente it’s a recipe for disaster (o lumpen proletariado insiste sempre em ser mais lumpen que proletariado) e, como ensinam os clássicos, a literatura da miséria é sempre uma miséria de literatura. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como falar de miséria sem cair no miserabilismo? A miséria é sempre má conselheira: não faz de pessoa nenhuma uma boa pessoa, politicamente <em>it’s a recipe for disaster </em>(o lumpen proletariado insiste sempre em ser mais lumpen que proletariado) e, como ensinam os clássicos, a literatura da miséria é sempre uma miséria de literatura. O miserável não se liberta sozinho, tem de ser da lei da miséria libertado: por isso o miserabilismo literário, apesar da sua bondade e rebeldia aparentes, é um xarope conformista, no geral assaz ilegível; literatura verdadeiramente subversiva, só a dos factos enxutos, ou então do plano da sua transformação. A primeira quer-se brutal e impactante, a segunda económica de palavras, <em>res non verba</em>, mais eficaz que jactante. <em>(Exemplos do primeiro tipo: o <a href="http://www.releituras.com/rfonseca_feliz.asp">“Feliz Ano Novo”</a>, do Rubem Fonseca, que quase toda a gente conhece, ou “Um caso sem importância”, dos “Contos Vermelhos”, do Soeiro Pereira Gomes, que quase ninguém conhece.)</em></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/19/biografias-politicas-problemas-teoricos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias políticas, corrigenda</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/19/biografias-politicas-corrigenda/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/19/biografias-politicas-corrigenda/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 00:07:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29995</guid>
		<description><![CDATA[Onde se lia factfinders, leia-se antes factdiggers.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://5dias.net/2010/01/11/biografias-politicas-elucubracoes/">Onde</a> se lia <em>factfinders</em>, leia-se antes <em>factdiggers</em>.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/19/biografias-politicas-corrigenda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Alguém que me explique</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/17/alguem-que-me-explique/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/17/alguem-que-me-explique/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 21:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29933</guid>
		<description><![CDATA[Quando a velha Colletts morreu, passei a abastecer-me na Bookmarks, uma livraria engraçadinha como o nome que tem, cinco minutos a pé da primeira e ao lado de uma outra loja que vende acessórios preciosos para as longas leituras do Inverno. Os gajos toparam-me, e por isso passaram a pôr livros em português naquelas cestas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a velha <a href="http://www.london-rip.com/morebookshops.html">Colletts</a> morreu, passei a abastecer-me na <a href="http://www.bookmarksbookshop.co.uk/cgi/store/bookmark.cgi">Bookmarks</a>, uma livraria engraçadinha como o nome que tem, cinco minutos a pé da primeira e ao lado de uma <a href="http://www.royalmilewhiskies.com/viewindex.asp?article_id=ourshops">outra loja </a>que vende acessórios preciosos para as longas leituras do Inverno. Os gajos toparam-me, e por isso passaram a pôr livros em português naquelas cestas de livros ao desbarato que ficam à porta das livrarias. Eu topei que eles toparam e ao princípio joguei o jogo; e foi assim que em Setembro passado comprei por três modestas libras uma primeira edição d’”A revolução portuguesa: o passado e o futuro”, enriquecida com o autógrafo e a glosa profusa de Paulo Varela Gomes – glosa essa que enfeitava de tal forma a prosa austera de Álvaro Cunhal que quase me fez deitar fora o exemplar que eu antes tinha do mesmo livro (eu era um estudante muito menos aplicado que o PVG e as minhas anotações ressentiam-se desse facto). O problema é que a coisa entretanto se soube e a prática se espalhou, a ponto de na sexta-feira passada, tendo eu decidido castigar a Bookmarks pela sua inconfidência e ido antes à cata de esquisitices à <a href="http://www.juddbooks.com/">Judd Books</a>, já perto de King’s Cross, encontrar aqui a £1,90, em perfeito estado de conservação, um exemplar da edição portuguesa d’”O século soviético”, de Moshe Lewin, traduzido pelo meu colega de blogue Miguel Serras Pereira. Comprei-o, claro, mas não para o ler – apenas como corpo de delito e para apurar responsabilidades: afinal, quem é que anda a mandar lá para fora os tesouros artísticos nacionais?</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/17/alguem-que-me-explique/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vamos divulgar</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/13/vamos-divulgar/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/13/vamos-divulgar/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 21:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29784</guid>
		<description><![CDATA[De um querido amigo brasileiro que conheci em Bruxelas recebi o e-mail seguinte:
VAMOS DIVULGAR: Carta do cineasta Silvio Tendler ao ministro Nelson Jobim
O cineasta Silvio Tendler enviou carta ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendendo que os envolvidos em crimes de tortura em nome do Estado Brasileiro devem ser julgados e punidos por seus atos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De um querido amigo brasileiro que conheci em Bruxelas recebi o e-mail seguinte:</p>
<p><strong>VAMOS DIVULGAR: Carta do cineasta Silvio Tendler ao ministro Nelson Jobim</strong></p>
<p>O cineasta Silvio Tendler enviou carta ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendendo que os envolvidos em crimes de tortura em nome do Estado Brasileiro devem ser julgados e punidos por seus atos. Tendler critica a posição do ministro, contrária à punição aos torturadores. &#8220;Este gesto, na prática, resulta em dar proteção a bandidos que desonraram a farda que vestiam ao torturar, estuprar, roubar, enriquecer ilicitamente sempre agindo em nome das instituições que juraram defender. É incompreensível que o nosso futuro democrático seja posto em risco para acobertar crimes praticados por bandidos&#8221;, escreve o cineasta.</p>
<p>Eis a carta:<span id="more-29784"></span></p>
<p>Ao Ministro da Defesa Exmo. Dr. Nelson Jobim</p>
<p>Invado sua caixa de mensagem pedindo atenção para um tema que trata do futuro, não do passado. O Sr. me conhece pessoalmente e lembra-se de que quando fui Secretário de Cultura de Brasília, no ano de 1996, o Sr. era Ministro da Justiça e instituiu e deu no Festival de Cinema Brasília um prêmio para o filme que melhor abordasse a questão dos Direitos Humanos. Era uma preocupação comum a nossa. </p>
<p>Por que me dirijo agora ao senhor? Um punhado de cidadãos -̶ hoje somos mais de dez mil -̶ assinamos um manifesto afirmando que os envolvidos em crimes de tortura em nome do Estado Brasileiro devem ser julgados e punidos por seus atos, contrários aos mais elementares sentimentos da nacionalidade. Agimos em nome da intransigente defesa dos direitos humanos. O Sr., Ministro da Defesa, homem comprometido com a ordem democrática, eminente advogado constitucionalista, um dos redatores e subscritores da Constituição de 1988, hoje em ação concertada com os comandantes das forças armadas, condena a iniciativa de punir torturadores pelos crimes que cometeram. </p>
<p>Este gesto, na prática, resulta em dar proteção a bandidos que desonraram a farda que vestiam ao torturar, estuprar, roubar, enriquecer ilicitamente sempre agindo em nome das instituições que juraram defender. É incompreensível que o nosso futuro democrático seja posto em risco para acobertar crimes praticados por bandidos o que reforça a sensação de impunidade. Ao contrário do que afirmam os defensores da impunidade dos torturadores. O que está em juízo não é o julgamento das forças armadas, como afirmam os que as querem arrastar para o lodo moral que mergulharam. Agora pretendem proteger sua impunidade, camuflados corporativamente em nome da honra da instituição.</p>
<p>Um pouco de história não faz mal a ninguém. Não está em questão que para consumar o golpe de 64, os chefes militares de então tiveram que expurgar das forças armadas milhares de homens entre oficiais, sub-oficiais e praças cujo único crime foi defender o regime constitucional do país. Afastaram da vida política brasileira expressivas lideranças, cassando direitos políticos e mandatos parlamentares ou sindicais. Empurraram milhares de cidadãos, na imensa maioria jovens, para a ação clandestina que desembocou na luta armada. </p>
<p>De qualquer maneira os golpistas de 64 protegidos pela lei de anistia não serão anistiados pela história. Fecharam e cercaram o Congresso Nacional. Inventaram a excrescência chamada de Senador Biônico para não perder, pelo voto, o controle do Senado em plena ditadura militar. Os chefes militares podem ficar tranqüilos que seus antecessores não irão para a cadeia pelos crimes que cometeram contra um país, contra uma geração inteira, a minha, que desaprendeu a falar e pensar em liberdade. Nada disso está em juízo. Vinte e cinco anos depois de iniciada a transição democrática, o que está em juízo não é o processo de anistia política. </p>
<p>Tranqüilize seus colegas militares, ministro. O regime militar não está sendo julgado pela quebra do sistema público de saúde ou pela quebra do sistema educacional. Estamos pedindo a punição contra criminosos comuns por crimes de lesa humanidade. Queremos o julgamento e condenação da prática de crimes hediondos. Só isso. Assusta a quem? Em nome do quê o Brasil será eternamente refém de bandidos? O que justifica acobertar crimes condenados por todos os códigos, normas e tribunais internacionais em matéria de direitos humanos? O Sr. deve estar se perguntando o porquê do meu empenho nesta causa. Vou lhe contar.</p>
<p>Despontei pra a vida adulta baixo a ditadura militar. Em 1964, tinha 14 anos e cresci sob o signo do medo. Sou de uma família de judeus liberais, meu pai advogado e minha mãe médica. Invoco as raízes judaicas porque meus pais eram muito marcados pelo holocausto, pelos crimes nazistas cometidos contra a humanidade. Tínhamos muito medo das soluções autoritárias. Eu queria viver num país livre e tinha sentimentos de profunda repugnância a ditaduras. Meus amigos também eram assim. </p>
<p>Participei de passeatas, diretórios estudantis e cineclubes. Queria derrubar a ditadura fazendo filmes. Acreditava que era possível. Em 1969, um companheiro de Cineclubismo seqüestrou um avião para Cuba. Não tive nada a ver com isso. Desconhecia as intenções e a organização do seqüestro. Meu crime foi ser amigo – sim, meu crime foi o de ser amigo de um seqüestrador. Quase fui preso e morreria na tortura sem falar, não por ato de bravura, mas por absoluto desconhecimento de causa. Não pertencia a nenhuma organização revolucionária. Não sabia nada sobre o seqüestro. </p>
<p>Escapei dessa situação pela coragem pessoal de minha mãe que driblou os imbecis fardados que foram me prender e consegui fugir de casa nas barbas da turma do Ministério da Aeronáutica que, naquele momento, ao invés de dedicar-se a cumprir sua missão constitucional de proteger nossas fronteiras, prendiam, torturavam e matavam estudantes. Tive também a ajuda do Coronel Aviador Afrânio Aguiar que empenhou-se até a medula para que não fosse preso e massacrado na Aeronáutica. A ele dedico meu filme mais recente Utopia e Barbárie. Sem ele, dificilmente estaria contando essa história hoje aqui. Outras pessoas também me ajudaram a sair vivo dessa história mas como não tenho autorização para citá-los e estão vivos, guardo nomes e lembranças no coração.</p>
<p>Em 1970 fui viver no Chile por livre e espontânea vontade. Saí do Brasil legalmente com passaporte, ainda que tenha ido ao DOPS explicar por que saía do Brasil. Eles sabiam as razões pelas quais saía (como é cantado na música, &#8220;Não queria morrer de susto, bala ou vício&#8221;). Em Janeiro de 1971,do Chile, mandei uma carta para minha mãe, trazida por uma portadora, senhora de boa cepa, que fora visitar o filho no exílio em um gesto humanitário se ofereceu, ingenuamente, para trazer correspondência para os familiares dos exilados. O gesto lhe custou prisão e &#8220;maus tratos&#8221; nas dependências da aeronáutica. Na carta pedia a minha mãe que me enviasse livros e minha máquina de escrever. </p>
<p>A carta foi entregue em Copacabana por militares do Doi-Codi que arrombaram minha casa, arrombaram móveis a procura de metralhadora (Assim entenderam &#8220;máquina de escrever&#8221;). Minha mãe foi levada para o quartel da PE na Barão de Mesquita, onde foi humilhada e um dos &#8220;patriotas&#8221;que a conduziu assumiu de forma permanente a guarda do relógio que entrou com ela na PE e não voltou para casa. Amigos ocultos numa rede de gente decente ajudaram a tirar minha mãe daquela filial verde oliva do inferno. </p>
<p>Sim ministro, havia muita gente decente nas forças armadas ou que gravitavam em torno dela e que faziam o que podiam para ajudar pessoas. A maioria, prefere, até hoje, não revelar seus gestos por medo dos que praticando atos dignos dos piores momentos da máfia intimidam e atemorizam pessoas de bem. Pior do que o relógio foi o destino do ex-deputado Rubens Paiva que foi preso no mesmo dia e nunca mais encontrado. Os senhores fazem muita questão mesmo de proteger os canalhas que seqüestraram e assassinaram o ex-deputado pelo crime de ter recebido correspondência pessoal de exilados no Chile? A quem interessa essa “Omertá&#8221;? Ministro, para esses crimes não há justificativa e menos O que leva a chefes militares e o Ministro da Defesa a se pronunciarem contra a apuração de crimes? Tortura, estupro, morte, muitas vezes seguido de roubo, são atos políticos passíveis de anistia?</p>
<p>Desculpe a franqueza, mas não consigo entender. Em nome do futuro democrático do Brasil , espero que a banda podre, montada no Dragão da Maldade, não saia vitoriosa. </p>
<p>Os chefes militares pronunciam-se a favor do pagamento de reparações às vitimas do arbítrio como um ato indenizatório. Pagamento este feito com recursos públicos desviado de finalidades mais nobres para ressarcir prejuízos causados por canalhas que deveriam ter seus bens confiscados e pagarem com recursos próprios os crimes que cometeram. Muitas empresas que se locupletaram durante a ditadura e inclusive financiaram o aparato repressivo poderiam participar dessas indenizações. No meu caso, ministro, posso lhe dizer que não há dinheiro que feche essa conta. </p>
<p>Não pedi anistia nem indenização porque acho que não sou merecedor (nunca fui exilado, nunca me apresentei assim). E vivo bem com meu trabalho de cineasta há quarenta anos e professor universitário há 31. Se fosse pago com recursos dos bandidos, aceitaria de bom grado. Recursos públicos não. Cada centavo que aceitasse, me sentiria roubando de uma criança ou de um homem ou uma mulher humildes que precisam mais desse dinheiro numa escola pública, num posto médico, do que eu. Não recrimino quem, por necessidade ou sentimento de justiça, o faça. </p>
<p>A reparação que peço é a punição exemplar dos torturadores da minha mãe. O senhor há de concordar que não estou pedindo muito nem nada despropositado. E quando digo que penso no futuro e não no passado é porque a punição exemplar de criminosos desestimulará semelhantes práticas no futuro e terá uma função pedagógica para os que caiam em tentação de uso indevido dos poderes do Estado, que entendam que não vivemos no país da impunidade.Justiça, peço apenas justiça.</p>
<p>Bom 2010 para o sr.</p>
<p>Atenciosamente,</p>
<p>Silvio Tendler</p>
<p>P.S. Falamos de tanta coisa mas esquecemos de comentar dois crimes cometidos depois de 1979 que já não estariam cobertos pela lei de anistia: O assassinato de D. Lyda Monteiro da Silva, secretaria do Presidente da OAB, a mutilação do jornalista José Ribamar em 1980 e, em 1981, a bomba que explodiu no Riocentro que causou a morte de um sargento e graves ferimento no Capitão. Imagino que enquanto advogado, o quanto lhe repugna o assassinato da secretária do Presidente da OAB e a mutilação de um jornalista. Tantos anos decorridos, talvez ainda seja possível descobrir &#8220;os comunistas&#8221; responsáveis pela bomba do Riocentro, como concluiu o vexaminoso IPM instaurado na ocasião. </p>
<p>Por falar em comunistas, movimento que condenava a luta armada, o que dizer do assassinato do jornalista Wladimir Herzog, do operário Manoel Fiel Filho e do desaparecimento do dirigente Davi Capistrano? Seus assassinos terão imagem, nome e sobrenome ou continuarão protegidos por este exército das sombras?</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/13/vamos-divulgar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias políticas, elucubrações</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/11/biografias-politicas-elucubracoes/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/11/biografias-politicas-elucubracoes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 22:34:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29683</guid>
		<description><![CDATA[O meu lugar era na casa das máquinas de uma vasta powerhouse de produção de escrita, num subterrâneo de tectos altos com paredes de tijolo à vista, iluminado pela luz crua de enormes lâmpadas eléctricas, e organizado como uma fábrica oitocentista, onde o nosso exército de factfinders se ocupava febrilmente de desenterrar, dos registos infindáveis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meu lugar era na casa das máquinas de uma vasta <em>powerhouse</em> de produção de escrita, num subterrâneo de tectos altos com paredes de tijolo à vista, iluminado pela luz crua de enormes lâmpadas eléctricas, e organizado como uma fábrica oitocentista, onde o nosso exército de <em>factfinders</em> se ocupava febrilmente de desenterrar, dos registos infindáveis de factos sociais, as histórias verdadeiras dos Franciscos, Mateus, Domingos, Manoeis e Conceições, pequenos gatunos que dormiam nas escadas, ladrões de peixe que-não-te-metas-com-eles, putas bêbadas &#038; baratas, que fizeram a história verdadeira e numerosa de Portugal, a história dos que nunca foram cantados nem sequer contados, e que outros depois, nos andares de cima (camaradas, nesta república das letras reinava a igualdade), transformavam em literatura, poderosa na sua inquestionável simplicidade: chamavam-lhe o neo-neo-realismo.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/11/biografias-politicas-elucubracoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Porra, acabou</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/11/porra-acabou/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/11/porra-acabou/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 21:37:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29675</guid>
		<description><![CDATA[O João Villalobos escolheu o Ma nuit chez Maud, eu escolho a Collectionneuse: nenhum cineasta me deu tanto prazer como Rohmer, nada como todo o Rohmer; agora porra, acabou.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O João Villalobos escolheu o <a href="http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/23312.html">Ma nuit chez Maud</a>, eu escolho a Collectionneuse: nenhum cineasta me deu tanto prazer como Rohmer, nada como todo o Rohmer; agora porra, acabou.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p8t33yoVpOU&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/p8t33yoVpOU&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/11/porra-acabou/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias políticas, questionário</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/10/biografias-politicas-questionario/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/10/biografias-politicas-questionario/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 12:28:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29592</guid>
		<description><![CDATA[A partir da leitura das &#8220;Biografias políticas&#8221; 1, 2, 3 e 4, publicadas infra, imagine as respostas possíveis às seguintes perguntas: (fundamente)
1 &#8211; Descreva sumariamente o meio doméstico e familiar de que é proveniente Francisco (&#8220;Biografia política, 1&#8243;).
2 &#8211; Em função das variações que sofre o uso oficial do seu nome e a ausência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A partir da leitura das &#8220;Biografias políticas&#8221; 1, 2, 3 e 4, publicadas infra, imagine as respostas possíveis às seguintes perguntas: (fundamente)</strong></p>
<p>1 &#8211; Descreva sumariamente o meio doméstico e familiar de que é proveniente Francisco (&#8220;Biografia política, 1&#8243;).<br />
2 &#8211; Em função das variações que sofre o uso oficial do seu nome e a ausência de apelidos no mesmo, extrapole qual deveria ser a relação de Francisco (1) com os registos e com os diferentes serviços do Estado.<br />
3 &#8211; Forneça uma descrição (pálida) dos usos &#038; costumes vigentes na Casa de Detenção e Correcção de Lisboa em 1895.<br />
4 &#8211; Elabore um texto curto, descrevendo o pequeno banquete de Mateus (2) em Sintra (que companhia tinha, que atitude exibia, que produtos consumiu, etc.).<br />
5 &#8211; Em que condições calcula que tenha decorrido a sua viagem da Galiza até Lisboa?<br />
6 &#8211; A quê ou a quem terá Manoel (3) atirado pedras?<br />
7 &#8211; Quando terão Francisco (1), Mateus (2), Manoel e Domingos (3) usado pela primeira vez sapatos nas suas vidas (se é que alguma vez os usaram)?<br />
8 &#8211; A &#8220;Biografia política, 3&#8243; refere-se a factos ocorridos em 1910; qual seria a posição de Manoel e Domingos em relação à mudança de regime ocorrida nesse ano em Portugal?<br />
9 &#8211; Qual seria, em seu entender, a profissão da mãe de Maria da Conceição (4)?<br />
10 &#8211; Tendo em conta que Maria da Conceição (4) foi presa, entre 1895 e 1910, mais de cem vezes, estabeleça a frequência mensal das suas prisões.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/10/biografias-politicas-questionario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias políticas, pequeno léxico</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/10/biografias-politicas-pequeno-lexico/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/10/biografias-politicas-pequeno-lexico/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 12:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29585</guid>
		<description><![CDATA[Sota &#8211; S. m. Boleeiro que vai montado no cavalo da sela: &#8220;Leva um sota que se mostra sempre ao lado esquerdo da parelha&#8221;, Luís Edmundo, &#8220;O Rio de Janeiro no Tempo dos Vice-Reis&#8221;, 109; rapaz que conduzia a dianteira ou parelha de reforço, nos serviços de viação.
Assuada &#8211; S.f. (do lat. assunata) Desordem, briga, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://5dias.net/2010/01/06/biografias-politicas-1/">Sota</a></strong> &#8211; S. m. Boleeiro que vai montado no cavalo da sela: &#8220;Leva um sota que se mostra sempre ao lado esquerdo da parelha&#8221;, Luís Edmundo, &#8220;O Rio de Janeiro no Tempo dos Vice-Reis&#8221;, 109; rapaz que conduzia a dianteira ou parelha de reforço, nos serviços de viação.</p>
<p><strong><a href="http://5dias.net/2010/01/06/biografias-politicas-1/">Assuada</a></strong> &#8211; S.f. (do lat. <em>assunata</em>) Desordem, briga, tumulto, alarido, vozearia: &#8220;O sucesso que motivara aquela assuada ou tumulto&#8230; excitava vivamente a cólera popular&#8221;, Herculano, &#8220;Lendas e Narrativas&#8221;, I, 56. (em Morais Silva, António [1949, 10ª ed.] Grande Dicionário da Língua Portuguesa, Lisboa, Editorial Confluência)</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/10/biografias-politicas-pequeno-lexico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Música sem palavras</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/09/musica-sem-palavras/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/09/musica-sem-palavras/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 23:17:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29534</guid>
		<description><![CDATA[Para alguém que parte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/N3i21beJgVM&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/N3i21beJgVM&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Para alguém que parte.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/09/musica-sem-palavras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Le genou de Claire, revisited</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/08/le-genou-de-claire-revisited/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/08/le-genou-de-claire-revisited/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 22:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29527</guid>
		<description><![CDATA[Em português, um bocadinho menos sofisticado, temos as caras de Clara (e ficamos todos a saber quem é Pedro Palma, fotógrafo).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em português, um bocadinho menos sofisticado, temos <a href="http://albergueespanhol.blogs.sapo.pt/18240.html">as caras de Clara </a>(e ficamos todos a saber quem é Pedro Palma, fotógrafo).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/08/le-genou-de-claire-revisited/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias políticas, 4</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/08/biografias-politicas-4/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/08/biografias-politicas-4/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 08:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29469</guid>
		<description><![CDATA[“Embora o crime respeite sobretudo aos homens, surgem também mulheres com percursos de vida que permitem que a polícia as classifique também como ‘gatunas, vadias e desordeiras’. Apenas um exemplo: Antónia da Conceição é presa em Dezembro de 1910, por ter agredido com um banco um marinheiro inglês, nas escadas do seu prédio. Tem 32 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Embora o crime respeite sobretudo aos homens, surgem também mulheres com percursos de vida que permitem que a polícia as classifique também como ‘gatunas, vadias e desordeiras’. Apenas um exemplo: Antónia da Conceição é presa em Dezembro de 1910, por ter agredido com um banco um marinheiro inglês, nas escadas do seu prédio. Tem 32 anos, é natural de Luanda, afirma-se como meretriz e sofreu a sua primeira prisão em 1895. Em quinze anos, entre 1895 e 1910, foi presa mais de cem vezes pelas mais diversas razões: desordem, furto, vadiagem, embriaguês, agressão à polícia, ultraje à moral, entre muitas outras. Será julgada e condenada a 60 dias de prisão e a 10.000 réis de multa, sendo considerada vadia e, como tal e de acordo com a legislação, colocada à disposição do Governo Civil para se lhe dar trabalho.” </em>- Vaz, Maria João (2006) <em>Gatunos, vadios e desordeiros. Aspectos da criminalidade em Lisboa no final do século XIX e início do século XX,</em> em “Lei e Ordem: Justiça Penal, Criminalidade e Polícia (séculos XIX-XX)”, coord. Pedro Tavares de Almeida e Tiago Pires Marques, Lisboa: Livros Horizonte</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/08/biografias-politicas-4/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias políticas, 3</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/08/biografias-politicas-3/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/08/biografias-politicas-3/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 00:18:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/2010/01/08/biografias-politicas-3/</guid>
		<description><![CDATA[“Em 1910, são presos pela Polícia Civil de Lisboa Domingos José Lopes e Manoel Pereira, acusados de pertencerem a uma quadrilha de gatunos que se dedicava a furtar peixe no mercado da 24 de Julho, e de ameaçar e agredir quem os repreendia ou lhes conseguia tirar o peixe que tentavam furtar. Manoel tem 12 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Em 1910, são presos pela Polícia Civil de Lisboa Domingos José Lopes e Manoel Pereira, acusados de pertencerem a uma quadrilha de gatunos que se dedicava a furtar peixe no mercado da 24 de Julho, e de ameaçar e agredir quem os repreendia ou lhes conseguia tirar o peixe que tentavam furtar. Manoel tem 12 anos, é natural de Lisboa e fora preso pela primeira vez aos 10 anos, em 1908. Em dois anos foi preso seis vezes por vadiagem ou por suspeita de vadiagem e uma vez por atirar pedras. Domingos tem 19 anos, é natural de Cabo Verde e foi preso pela primeira vez em 1903 por vadiagem. Desde então foi preso mais seis vezes por furto, três por vadiagem, uma por atirar pedras e uma por desordem. Ambos são julgados e condenados a trinta dias de prisão e a 10.000 réis de multa, devendo no final do cumprimento da pena ser colocados à disposição do Governo Civil para se lhes dar trabalho.”</em> (continua)</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/08/biografias-politicas-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias políticas, 2</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/07/biografias-politicas-2/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/07/biografias-politicas-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 09:03:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29409</guid>
		<description><![CDATA[“Em 1897, Mateus Marinho é capturado pela Polícia Civil de Lisboa, acusado de ter furtado uma carteira com 800.000 réis. Antes de ser capturado pela polícia teve tempo de gastar algum do dinheiro furtado: comprou um relógio de prata, um alfinete de ouro, um chapéu, um par de botas, um colete, uma gravata e foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Em 1897, Mateus Marinho é capturado pela Polícia Civil de Lisboa, acusado de ter furtado uma carteira com 800.000 réis. Antes de ser capturado pela polícia teve tempo de gastar algum do dinheiro furtado: comprou um relógio de prata, um alfinete de ouro, um chapéu, um par de botas, um colete, uma gravata e foi dar um passeio a Sintra onde fez mais algumas despesas em comida e bebidas. É classificado pela polícia como ‘vadio’, pois, de acordo com a fórmula habitual, não tem domicílio certo em que habite, nem meios de subsistência, nem exerce habitualmente ‘qualquer profissão ou ofício ou outro mister em que ganhe a vida’. Tem nesta altura 16 anos, é solteiro e natural da Galiza. Possui já um percurso de vida recheado de prisões por furto e vadiagem. É mandado aguardar em liberdade o despacho de pronúncia, mas não volta a ser localizado, tendo o seu processo o destino dado a muitos outros: ‘aguarde-se até se conhecer o paradeiro do réu’.”</em> (continua)</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/07/biografias-politicas-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Biografias políticas, 1</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/06/biografias-politicas-1/</link>
		<comments>http://5dias.net/2010/01/06/biografias-politicas-1/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 08:48:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=29320</guid>
		<description><![CDATA[“Francisco Domingos (que também se apresenta como Francisco Duarte, ou Francisco Luiz, ou José Francisco, a imprecisão quanto à identificação dos indivíduos presos é uma constante) é preso no início de Agosto de 1895, acusado de furtar a quantia de 13.850 réis da gaveta de um estabelecimento na rua dos Douradores. Tem 16 anos, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Francisco Domingos (que também se apresenta como Francisco Duarte, ou Francisco Luiz, ou José Francisco, a imprecisão quanto à identificação dos indivíduos presos é uma constante) é preso no início de Agosto de 1895, acusado de furtar a quantia de 13.850 réis da gaveta de um estabelecimento na rua dos Douradores. Tem 16 anos, é solteiro, natural de Santarém e morador em Lisboa, na rua das Farinhas. Apresenta-se como tendo a profissão de <strong>sota</strong>. Depois do furto pôs-se em fuga e foi apanhado na rua Augusta pelo próprio dono do estabelecimento onde praticara o furto. Confessa logo o crime e devolve de imediato ao seu dono a quantia furtada. No processo-crime que a partir de então se desenvolve apresenta-se o seu cadastro. Fora preso pela primeira vez em 1891, com 11 anos de idade, acusado de furto. Desde então e até Agosto de 1895 fora preso mais dezoito vezes, dez vezes por furto ou tentativa de furto, uma por <strong>assuada</strong>, duas por vadiagem, duas vezes por ser considerado “vadio e gatuno” (certamente ao abrigo da legislação que permitia a prisão para averiguações e que na prática possibilitava à Polícia Civil de Lisboa prender indivíduos sem nenhuma suspeita ou acusação concreta mas apenas para averiguações) e mais três vezes por furto e vadiagem. Está inicialmente preso na Casa de Detenção e Correcção de Lisboa, mas devido à demora do despacho de pronúncia é solto. Finalmente o despacho de pronúncia é feito, quatro meses depois, em Dezembro de 1895, emitindo-se um mandato de captura e apurando-se que o réu se encontrava de novo preso, em Vila Fernando, agora acusado do crime de vadiagem.”</em> (continua)</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2010/01/06/biografias-politicas-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Marcações e demarcações</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/28/marcacoes-e-demarcacoes/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/28/marcacoes-e-demarcacoes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 16:25:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28957</guid>
		<description><![CDATA[O verdadeiro uniforme do 5dias é o tronco nu, porque aqui não há camisolas para vestir. Cabe cá tudo &#8211; nos posts e nos comentários &#8211; o que couber nas fronteiras largas do free speech, mesmo que uns de entre nós não gostem do que os outros escrevem. Tenho perfeitamente consciência de que o meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O verdadeiro uniforme do 5dias é o tronco nu, porque aqui não há camisolas para vestir. Cabe cá tudo &#8211; nos posts e nos comentários &#8211; o que couber nas fronteiras largas do <em>free speech</em>, mesmo que uns de entre nós não gostem do que os outros escrevem. Tenho perfeitamente consciência de que o meu sportinguismo solipsista, por exemplo, é uma doença que não afecta muitos mais, e, também por exemplo, posso acrescentar que <a href="http://5dias.net/2009/12/28/pedro-namora-explica-soares-e-alegre-foram-os-maiores-obstaculos-a-investigacao-no-tema-casa-pia/">a invocação de Pedro Namora </a>ou a glorificação do <a href="http://5dias.net/2009/12/25/os-tres-reis-magos/">empurrão ao Papa </a>é algo que me incomoda &#8211; até porque, apesar de incréu, pertenço com honra a uma tradição política que sempre respeitou o catolicismo enquanto religião (o que é distinto de criticar a prática política da Igreja). A <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1456478&#038;seccao=Ferreira">crónica</a> do Ferreira Fernandes no DN de ontem, em princípio, ter-me-ia incomodado tanto quanto os meus humildes escritos o incomodam a ele, que mais do que provavelmente não os lê: nada; só chegou a incomodar-me porque inclui um ataque rasteiro, <em>ad hominem</em>, à pessoa do meu amigo Nuno Ramos de Almeida, e não às ideias que ele defende. Dito isto, eu não <a href="http://5dias.net/2009/12/27/quem-e-ferreira-fernandes-ainda-nao-jantei-i-e-daqui-por-3h-ja-posso-expelir/">marquei o FF </a>para nada, nem passei procuração a ninguém para o fazer em meu nome. Gosto da iconoclastia do Carlos Vidal, aprecio a presença dele neste blog e defendi-a quando foi posta em causa; dito isto também, com frontalidade e camaradagem digo ao Carlos que aprecio o gesto, mas não me sinto incluido no seu <a href="http://5dias.net/2009/12/27/quem-e-ferreira-fernandes-ainda-nao-jantei-i-e-daqui-por-3h-ja-posso-expelir/">&#8220;aqui na esquerda radical&#8221;</a>, porque para mim o 5dias é apenas uma pluralidade de pessoas, e não uma pessoa colectiva.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/28/marcacoes-e-demarcacoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aviso ao público</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/26/aviso-ao-publico/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/26/aviso-ao-publico/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 16:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28848</guid>
		<description><![CDATA[A todos quantos uma inesperada audácia puder alguma vez exceder a fraca índole: se fordes de metro, e sairdes na estação da Baixa-Chiado, não hesiteis em entrar na tenda de venda de livros aí montada, e nela comprar um singelo livrinho: &#8220;Herbert West: Reanimador&#8221;, de H.P.Lovecraft, ao preço de um euro e meio; natalício não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A todos quantos uma inesperada audácia puder alguma vez exceder a fraca índole: se fordes de metro, e sairdes na estação da Baixa-Chiado, não hesiteis em entrar na tenda de venda de livros aí montada, e nela comprar um singelo livrinho: &#8220;Herbert West: Reanimador&#8221;, de H.P.Lovecraft, ao preço de um euro e meio; natalício não será propriamente, mas perturbador e mesmo belo é certamente. Pior que H.P.Lovecraft, no ridículo do seu nome, só A.O.Lovejoy; &#8220;The Great Chain of Being&#8221; é um dos meus livros preferidos de todos os tempos; mas Lovejoy portou-se como um poltrão, no maccarthismo, e o meu ser semi-barreirense despreza-o por isso. </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/26/aviso-ao-publico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Complicações do comunismo</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/26/28841/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/26/28841/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 23:56:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28841</guid>
		<description><![CDATA[O meu avô materno jogava à bola, e na primeira divisão: era half-back do F.C.Barreirense, nos anos 30 (e muito  provavelmente nunca imaginaria que a filha mais velha viesse algum dia a chamar-se Figueira, e menos ainda a ser minha mãe). Chamavam-lhe &#8220;o Ruço&#8221;, certamente por ser alourado; ora se houvesse Correio da Manhã [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meu avô materno jogava à bola, e na primeira divisão: era <em>half-back </em>do F.C.Barreirense, nos anos 30 (e muito  provavelmente nunca imaginaria que a filha mais velha viesse algum dia a chamar-se Figueira, e menos ainda a ser minha mãe). Chamavam-lhe &#8220;o Ruço&#8221;, certamente por ser alourado; ora se houvesse Correio da Manhã à época, e este fizesse as <a href="http://5dias.net/2009/12/24/a-imprensa-cor-de-rosa-gosta-de-pluralidade-de-opiniao-desde-que-nao-saia-do-estabulo/">confusões</a> do tipo que se conhece, entre o Palácio de Inverno e o Reichstag, ainda teria acabado como &#8220;o Russo&#8221;, com dois ésses, e sido apodado de bolchevista, em consequência &#8211; o que teria muito provavelmente complicado o casamento da sua primogénita e o feliz nascimento do seu filho mais novo: eu.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/26/28841/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>3:08</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/24/308/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/24/308/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 15:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28782</guid>
		<description><![CDATA[Natal Inverno, Inverno Winterreise, Winterreise Der Leiermann, Der Leiermann Fahrenden Gesellen, Fahrenden Gesellen Die zwei blauen Augen, começa aos três minutos e oito segundos (quem quiser ouvir o ciclo inteiro, interpretação Fischer-Dieskau, encontra o link para a primeira parte dos Lieder Eines Fahrender Gesellen no Youtube). Feliz Natal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Natal Inverno, Inverno Winterreise, Winterreise Der Leiermann, Der Leiermann Fahrenden Gesellen, Fahrenden Gesellen Die zwei blauen Augen, começa aos três minutos e oito segundos (quem quiser ouvir o ciclo inteiro, interpretação Fischer-Dieskau, encontra o link para a primeira parte dos Lieder Eines Fahrender Gesellen no Youtube). Feliz Natal.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dfRK0u3PXLM&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/dfRK0u3PXLM&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/24/308/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Estou incomodado</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/24/estou-incomodado/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/24/estou-incomodado/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 00:04:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28758</guid>
		<description><![CDATA[O meu filho, que tem 13 anos, é sócio do Sporting. Porquê? Não é certamente pela mística (horror!), nem tão só pela hereditariedade (eu próprio sou sportinguista desde miúdo, como o meu pai e os meus tios afectivamente mais significativos e o pai deles o foram antes de mim); descontando o leão e as riscas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O meu filho, que tem 13 anos, é sócio do Sporting. Porquê? Não é certamente pela mística (horror!), nem tão só pela hereditariedade (eu próprio sou sportinguista desde miúdo, como o meu pai e os meus tios afectivamente mais significativos e o pai deles o foram antes de mim); descontando o leão e as riscas verdes, que são de facto muito bonitos, mais a lenda dos Stromps, o que conta no Sporting é o estado de espírito: um clube <em>clean</em>, esforço, devoção, dedicação &#038; glória: não queremos apenas ganhar ao Benfica (ao Porto também, mas não conta tanto, fica muito longe), queremos ser diferentes: não há mística, não há catedral: há <em>sportsmanship</em>, civilidade, desportivismo: antes o desporto que o clube, porque o clube é o desporto. Acontece que o actual rumo do futebol do Sporting parece ser o contrário de tudo isto, e eu (que fui avisado da contratação do João Pereira por um sms fora de horas do meu filho) não sei o que hei-de responder-lhe agora se ele me perguntar por que razão somos nós sportinguistas: é que eu ando há anos a tentar explicar ao Nuno Ramos de Almeida que os partidos também têm o seu quê de clubes desportivos, que, para além das pessoas e das políticas do momento, há identidades duradouras, <em>us against them</em>, cores, símbolos, afectos, que é preciso aceitar e respeitar, na longa duração, mas também penso o contrário disso, que os clubes não são só cores, os verdes contra os encarnados da bandeira, mas também têm, se não programas, pelo menos princípios, sem os quais perdem o sentido. Gostava muitíssimo que alguém na actual direcção do meu querido SCP percebesse isto.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/24/estou-incomodado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Estou contra</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/23/estou-contra/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/23/estou-contra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 22:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28748</guid>
		<description><![CDATA[Estou contra a contratação do João Pereira. Pouco me importa que ele agora diga que vai dar a vida pelo Sporting (dar a vida pelo Sporting? Que ideia tão estúpida; aos sportinguistas deve bastar ter as quotas em dia e apoiar os atletas do clube); o homem não é sportinguista, no sentido essencial do termo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou contra a contratação do João Pereira. Pouco me importa que ele agora diga que vai dar a vida pelo Sporting (dar a vida pelo Sporting? Que ideia tão estúpida; aos sportinguistas deve bastar ter as quotas em dia e apoiar os atletas do clube); o homem não é sportinguista, no sentido essencial do termo, que é o de ser desportivista: ainda me lembro da figura repugnante que ele fez num SCP-SLB, e de uma agressão miserável ao Hugo Viana. Aliás, se queriam dar três milhões de euros ao Braga, fossem antes buscar o Hugo Viana, que é um tipo decente, porque foi formado na casa, além de ser um bom jogador. Não, não vale tudo: antes perder um campeonato do que perder a alma. Os mergulhos do Postiga para a piscina já me dão voltas à barriga, aplaudir a equipa do João Pereira é superior às minhas capacidades. Só falta porem o Stoikovick a jogar para consumarem de vez a derrota moral do clube.</p>
<p>PS Achei graça à notícia (dada por quem?) de que o JP já tinha ido a um jantar da Juve Leo, o que legitimaria a sua viragem de casaca clubística; qualquer dia ainda temos as claques a mandar, e aquela malta inteligente a fazer as vezes do Conselho Leonino.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/23/estou-contra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Rerum cognoscere causas</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/20/reum-cognoscere-causas/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/20/reum-cognoscere-causas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 18:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28602</guid>
		<description><![CDATA[Sim, sim, o Leo Strauss é o que se sabe &#8211; e, não obstante, poucos textos há mais luminosos que o seu &#8220;Sur le nihilisme allemand&#8221; para entender (entender finamente) como é que se chegou ao Terceiro Reich e à ditadura criminosa e analfabeta de Hitler a partir do reino de Frederico Guilherme, o distinto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, sim, o Leo Strauss é o que se sabe &#8211; e, não obstante, poucos textos há mais luminosos que o seu <a href="http://www.amazon.fr/Nihilisme-politique-Leo-Strauss/dp/2743612371/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#038;s=books&#038;qid=1261361606&#038;sr=1-1"><em>&#8220;Sur le nihilisme allemand&#8221;</em></a> para entender (entender finamente) como é que se chegou ao Terceiro Reich e à ditadura criminosa e analfabeta de Hitler a partir do reino de Frederico Guilherme, o distinto violoncelista a quem Beethoven dedicou esta preciosidade:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CE_WynMoi6A&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/CE_WynMoi6A&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>PS: Ezequiel: o meu reino não é a vã filosofia, mas aquilo que, em Letras, antigamente (cortesia da <em>Ecole des Annales</em>, suponho), se chamava a &#8220;história das mentalidades&#8221;: <em>rerum cognoscere causas</em>, creio que a frase te dirá qualquer coisa. Abraços, A.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/20/reum-cognoscere-causas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Solestício de Inverno</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/20/solesticio-de-inverno/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/20/solesticio-de-inverno/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 17:36:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28595</guid>
		<description><![CDATA[A todos os que vão sofrer os três meses de escuro, aos que fazem anos amanhã (o meu irmão N. e a minha sobrinha F., que eu saiba) e a todas quantas concordam que esta é a mais bonita canção portuguesa dos anos 60 e uma das mais belas de sempre, aqui vai o &#8220;Sol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HsAbEjCh8oU&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/HsAbEjCh8oU&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/c9W-ejLlOJg&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/c9W-ejLlOJg&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>A todos os que vão sofrer os três meses de escuro, aos que fazem anos amanhã (o meu irmão N. e a minha sobrinha F., que eu saiba) e a todas quantas concordam que esta é a mais bonita canção portuguesa dos anos 60 e uma das mais belas de sempre, aqui vai o &#8220;Sol de Inverno&#8221; (versões RTP e Eurovisão, <em>spot the differences</em>, nomeadamente os três segundos de saxofone entre 1:58 e 2:01) e o meu grande bem-haja.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/20/solesticio-de-inverno/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ainda a notícia da minha morte</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/19/ainda-a-noticia-da-minha-morte/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/19/ainda-a-noticia-da-minha-morte/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 23:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28437</guid>
		<description><![CDATA[Num pillow talk recente, em vez do sexo que seria mais óbvio mas que as circunstâncias tornavam fútil, dei por mim às tantas da manhã a falar de história da Igreja, e isto por causa de uma série porreira que tinha visto na Arte há uns tempos, sobre o Cristianismo primitivo. Ouvi então que os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num <em>pillow talk </em>recente, em vez do sexo que seria mais óbvio mas que as circunstâncias tornavam fútil, dei por mim às tantas da manhã a falar de história da Igreja, e isto por causa de uma <a href="http://www.arte-boutique.fr/detailProduct.action?product.id=2634">série</a> porreira que tinha visto na Arte há uns tempos, sobre o Cristianismo primitivo. Ouvi então que os martírios voluntários, antes do Édito de Constantino e da religião imperial, chegaram a ser combatidos pela própria Igreja de tantos que eram, por serem uma das raras formas de afirmação e promoção pessoal possíveis numa sociedade tão rigidamente estratificada e socialmente imóvel como era a sociedade antiga. Tendo lido há pouco tempo a <a href="http://5dias.net/2009/12/11/o-dia-em-que-eu-acordei-mais-novo-gay-e-morto-a-tiro/">notícia</a> da minha morte, num blogue brasileiro impagável chamado <a href="http://omundomau.blogspot.com/2009/10/jairo-francisco-franco.html">Mundo mau</a>, veio-me ao espírito que um processo mental semelhante pode perfeitamente ter ocorrido com alguns dos grandes criminosos ali retratados &#8211; e que por crimes viciosos se foram da lei da morte libertando: os criminosos que martirizam são afinal os verdadeiros mártires. Esta minha recente descida aos infernos só ficou completa com uma visita a um <a href="http://www.city-journal.org/html/6_2_oh_to_be.html"><em>memorial site </em></a>de Fred e Rosemary West, talvez os mais ultrajantes de todos os <em>serial killers </em>das últimas décadas, que violaram, torturaram e assassinaram até os próprios filhos &#8211; e, depois de presos, escreveram poemas de amor àqueles que sobreviveram. Desculpem lá qualquer coisinha: soubera eu também viver sem passado.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/19/ainda-a-noticia-da-minha-morte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Decretos imperiais</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/14/decretos-imperiais/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/14/decretos-imperiais/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 11:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28331</guid>
		<description><![CDATA[Quando, após um curto interregno de alguns séculos, foi restabelecido o Império e o gosto foi restaurado na plenitude dos seus direitos e prerrogativas, a torpe lírica sentimental foi de pronto substituída por uma jovem e audaciosa prosa, que trouxe um vigor novo às coisas do amor.
Sucessivos decretos imperiais fixaram o índex das palavras agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando, após um curto interregno de alguns séculos, foi restabelecido o Império e o gosto foi restaurado na plenitude dos seus direitos e prerrogativas, a torpe lírica sentimental foi de pronto substituída por uma jovem e audaciosa prosa, que trouxe um vigor novo às coisas do amor.</p>
<p>Sucessivos decretos imperiais fixaram o índex das palavras agora proibidas e as penas que cominavam o seu uso. O emprego de “fofo(a)” entre lençóis, por exemplo, implicava o banimento de quem tal ousasse para a mais bárbara província do Império, no extremo ocidental da Hispânia, e “fofinho(a)” justificava mesmo a convocação de um tribunal de excepção, conhecido pela severidade dos seus julgamentos.</p>
<p>O rigor da nova ordem amorosa deixou alguns preocupados. O Imperador, porém, não se deteve: – Contra mim falo – lembrou ele aos seus cortesãos – pois, por um uso impróprio da palavra “carinho”, já o Império perdeu uma Imperatriz. E ainda: – Recordai-vos que há em Delfos um novo oráculo que reza assim: “<em>Thou shalt call a spade a spade</em>”.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/14/decretos-imperiais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O dia em que eu acordei mais novo, gay e morto a tiro</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/11/o-dia-em-que-eu-acordei-mais-novo-gay-e-morto-a-tiro/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/11/o-dia-em-que-eu-acordei-mais-novo-gay-e-morto-a-tiro/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 14:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28295</guid>
		<description><![CDATA[Eu já tinha morrido uma vez, quando um francês salafrário  me partiu os dentes à coronhada, deu-me um tiro pelas costas, à queima, e enfiou-me esvaído em sangue debaixo da cama dele, para morrer de morte lenta. Depois, à custa de muito exercício espiritual, melhorei e voltei à vida; esqueci o perigoso mundo dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já tinha morrido uma vez, quando um<a href="http://www.publico.clix.pt/Sociedade/franca-vai-extraditar-suspeito-da-morte-de-empresario-do-grupo-os-mosqueteiros_1344463"> francês salafrário </a> me partiu os dentes à coronhada, deu-me um tiro pelas costas, à queima, e enfiou-me esvaído em sangue debaixo da cama dele, para morrer de morte lenta. Depois, à custa de muito exercício espiritual, melhorei e voltei à vida; esqueci o perigoso mundo dos supermercados e dediquei-me aos blogs, e logo a coisa torna a acontecer: em Outubro, foi um <a href="http://omundomau.blogspot.com/2009/10/jairo-francisco-franco.html">brasileiro tresloucado</a> que acabou comigo em Caparicuíba, estava eu na flor da idade e gostava de meninos, à noite, no parque da cidade. Vocês brincam, mas eu levo isto muito a sério: vão ver que, um dia, ainda morro de vez. </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/11/o-dia-em-que-eu-acordei-mais-novo-gay-e-morto-a-tiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pensamentos antes de jantar</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/10/pensamentos-antes-de-jantar/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/10/pensamentos-antes-de-jantar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 18:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28260</guid>
		<description><![CDATA[A miúda sobreviveu ao exame e foi prevaricar, o astro-rei recolheu os seus tímidos raios de Inverno e deixou à vista a patética iluminação natalícia do Marquês de Pombal, e eu próprio apresto-me a regressar a casa com a satisfação do dever incumprido. Nestas coisas sou muito rigoroso, e nunca confundo trabalho com serviço: quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A miúda sobreviveu ao exame e foi prevaricar, o astro-rei recolheu os seus tímidos raios de Inverno e deixou à vista a patética iluminação natalícia do Marquês de Pombal, e eu próprio apresto-me a regressar a casa com a satisfação do dever incumprido. Nestas coisas sou muito rigoroso, e nunca confundo trabalho com serviço: quando estou de serviço não trabalho, e quando trabalho é fora de serviço, elucubrações de péssimo recorte literário que instilo nos blogs que por caridade me acolhem e insistem em ocupar-se de coisas sérias. Ainda não estão reunidas as condições para eu suar a camisola e, Deus ajudando, nunca estarão: trabalho é trabalho e a vida é cognac. Sempre dado à cultura, esta noite vou praticar de novo a ancestral arte da adivinhação através da observação das entranhas de um animal: teremos peixe ao jantar.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/10/pensamentos-antes-de-jantar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pensamentos depois de almoço</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/10/pensamentos-depois-de-almoco/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/10/pensamentos-depois-de-almoco/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 14:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28248</guid>
		<description><![CDATA[A malta do chat, como a humanidade inteira, divide-se entre os velozes – aqui, os multidigitalistas – e os lentos – os unidedais (na humanidade tomam o nome, respectivamente, de busybodies e ensimesmados). Os multidigitalistas estão à altura da função, vê-los pede uma sesta; os unidedais (entre os quais me incluo, facto que, já no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A malta do <em>chat</em>, como a humanidade inteira, divide-se entre os velozes – aqui, os multidigitalistas – e os lentos – os unidedais (na humanidade tomam o nome, respectivamente, de <em>busybodies</em> e ensimesmados). Os multidigitalistas estão à altura da função, vê-los pede uma sesta; os unidedais (entre os quais me incluo, facto que, já no Lar da Criança, exasperava as minhas excelentes &#038; <em>otherwise</em> mui pacientes professoras) atrapalham tudo: antes que as respostas cheguem, já chovem novas perguntas, e depois as respostas não se sabe a que perguntas respondem, o diálogo explode, a confusão é imensa e os equívocos inevitáveis; como ao célebre comunista alentejano que um dia foi a Moscovo, ficou-lhes o <em>joli petit nom</em> de &#8220;sostrovam&#8221;. (&#8220;Pensamentos depois de almoço&#8221; parece <em>&#8220;L’amour l’après-midi&#8221;</em>, devo andar a ver muito Rohmer).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/10/pensamentos-depois-de-almoco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pensamentos desta manhã</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/10/pensamentos-desta-manha/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/10/pensamentos-desta-manha/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 09:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28224</guid>
		<description><![CDATA[A miúda faz hoje exame e acordou prazerosa depois de um sono bom. “-Acho que há um alinhamento dos astros a meu favor”. Eu rio-me do disparate (o riso dela faz-me rir): é óbvio que não acredito nos astros, os augúrios já eu os tinha lido nas entranhas do porco preto que abatemos &#038; devorámos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A miúda faz hoje exame e acordou prazerosa depois de um sono bom. “-Acho que há um alinhamento dos astros a meu favor”. Eu rio-me do disparate (o riso dela faz-me rir): é óbvio que não acredito nos astros, os augúrios já eu os tinha lido nas entranhas do porco preto que abatemos &#038; devorámos ontem à noite ao jantar, mas deixá-la. No caminho para o exame: a guerra do Natal à vista, o Menino Jesus gordinho dos panos encarnados contra a tentação por demais luciferina do consumo de lingerie nesta hora sagrada (Intimissimi 2 – Triumph 1): a religião está perdida, o combate é desigual. Ainda o raio dos minaretes na rádio: cá para mim, os suíços fizeram um favor ao mundo, mostraram os fachos que eles são (e os fachos muito machos acham que não gostam de minaretes, mas nem sabem o que perdem). Agora são nove horas, vou trabalhar, <em>auguri per tutti</em>.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/10/pensamentos-desta-manha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, mapa</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/02/uma-questao-de-transportes-mapa/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/02/uma-questao-de-transportes-mapa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 10:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28047</guid>
		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://5dias.net/wp-content/uploads/2009/12/Image-0001-364x520.jpg" alt="Image-000" title="Image-000" width="364" height="520" class="alignnone size-large wp-image-28049" /></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/02/uma-questao-de-transportes-mapa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Problemas das comunicações modernas</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/02/problemas-das-comunicacoes-modernas/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/02/problemas-das-comunicacoes-modernas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 09:41:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28039</guid>
		<description><![CDATA[Parece-me razoavelmente claro que as comunicações modernas acabaram de pregar o último prego no caixão do casamento tradicional (e logo agora, que este se vai abrir aos casais do mesmo sexo), não tanto por causa dessa desagradável porém omnipresente realidade que é a da intercepção, fortuita ou intencional, das comunicações do outro (a caixa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece-me razoavelmente claro que as comunicações modernas acabaram de pregar o último prego no caixão do casamento tradicional (e logo agora, que este se vai abrir aos casais do mesmo sexo), não tanto por causa dessa desagradável porém omnipresente realidade que é a da intercepção, fortuita ou intencional, das comunicações do outro (a caixa de e-mail que ficou aberta, o sms por apagar&#8230;), mas por algo que é um pouco o seu contrário: o excesso de transparência que, sobretudo os telemóveis, introduziram na vida das pessoas, agora permanentemente disponíveis e localizáveis: não há álibis que lhes resistam (e Deus sabe como os bons álibis são indispensáveis à sobrevivência dos casais).<span id="more-28039"></span></p>
<p>As técnicas de construção literária também ainda não foram, a meu ver, convenientemente adaptadas aos últimos avanços das telecomunicações, de tão vastas consequências na psicologia e no comportamento humanos: bem vistas as coisas, a maior parte das obras, da época clássica do romance, por exemplo, pode ser reduzida a uma sucessão mais ou menos feliz de <em>quid pro quos</em>, a que qualquer simples chamada de telemóvel poria hoje rapidamente termo, sem apelo nem agravo (a capacidade dos telemóveis subverterem as categorias tradicionais do espaço e do tempo na construção literária parece-me claramente menosprezada).</p>
<p>Outra área a merecer atenção é a do <em>chat</em>: estou longe de ser um especialista (aliás, usei um pela primeira vez há poucas horas, e tenho testemunhas disso), mas descrições coincidentes de pessoas diferentes levam-me a crer que apresenta também um problema mal estudado: refiro-me aos disfuncionamentos do mecanismo pergunta/resposta, passíveis de ocorrer aqui muito mais do que numa conversa oral: como a sequência destes dois termos é afectada (inevitavelmente, eu diria) pela sua redução a escrito, perde-se a alteridade tendencialmente perfeita da conversa a dois e aumenta o risco de equívocos e mal-entendidos; a situação dos nossos casais não pode senão ressentir-se de tal facto.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/02/problemas-das-comunicacoes-modernas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 3.1</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/01/uma-questao-de-transportes-3-1/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/12/01/uma-questao-de-transportes-3-1/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 23:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28015</guid>
		<description><![CDATA[As razões foram múltiplas: os impostos que se abateram sobre os velhos automóveis com motor de explosão, a sua crescente impopularidade por razões ambientais, as medidas restritivas do trânsito de carros em geral nos centros urbanos, a própria desaceleração que se verificou no crescimento do rendimento per capita, por efeito do empobrecimento relativo da Europa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As razões foram múltiplas: os impostos que se abateram sobre os velhos automóveis com motor de explosão, a sua crescente impopularidade por razões ambientais, as medidas restritivas do trânsito de carros em geral nos centros urbanos, a própria desaceleração que se verificou no crescimento do rendimento <em>per capita</em>, por efeito do empobrecimento relativo da Europa que sucedeu à deslocalização produtiva: todas juntas, contribuíram para uma adesão sempre em crescimento ao transporte sobre duas rodas, que em Portugal e em Lisboa, em particular, se limitou a seguir a tendência que, desde o início do século, se tornou dominante em toda a União Europeia. A imagem, hoje corrente, de massas de pessoas, de todas as idades e condições, circulando nas nossas cidades em veículos de duas rodas, poderia parecer ainda há poucos anos uma visão futurista, e uma adaptação algo forçada do que antes se passava sobretudo nas grandes urbes asiáticas; mas as motas vieram para ficar, e quando lemos agora, a escassas décadas de distância, as estranhas manifestações de temor daqueles que receavam pela integridade e a vida de quantos se deslocavam (sabemo-lo hoje) nos veículos do futuro, vêm-nos inevitavelmente ao espírito a lembrança dos luditas de outrora e da sua raiva contra a máquina, mais do que extemporânea, absurda.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/12/01/uma-questao-de-transportes-3-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 3</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/30/uma-questao-de-transportes-3/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/30/uma-questao-de-transportes-3/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 23:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27954</guid>
		<description><![CDATA[Embora haja cerca de 600 milhões de carros e apenas 200 milhões de motas (incluindo scooters e “aceleras”) em uso pelo mundo fora, na China e na Índia existiam em 2002 mais de 70 milhões de motas, contra apenas 15 milhões de carros. Em países como a Indonésia ou o Vietname, a escassez de transportes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Embora haja cerca de 600 milhões de carros e apenas 200 milhões de motas (incluindo <em>scooters</em> e “aceleras”) em uso pelo mundo fora, na China e na Índia existiam em 2002 mais de 70 milhões de motas, contra apenas 15 milhões de carros. Em países como a Indonésia ou o Vietname, a escassez de transportes públicos e o elevado preço dos carros transformam a mota no mais popular meio de transporte, um pouco o cavalo – ou o burro – dos tempos modernos. Os quatro maiores mercados de motas no mundo situam-se hoje todos na Ásia – China, Índia, Indonésia e Vietname – mas as motas são igualmente populares no Sudoeste brasileiro, estando muito presentes nas cidades de fronteira com o Paraguai e a Argentina. Mesmo em tempos de crise, quando a procura estagna ou se retrai em quase todo o mundo, o mercado das motas continua a crescer – e cresceu mesmo cerca de 6,5% a nível mundial em 2008.<span id="more-27954"></span></p>
<p>A primeira mota moderna – pouco mais do que uma bicicleta com um motor de gasolina acoplado – terá sido desenhada e construída por Gottlieb Daimler, em Estugarda, em 1885; foi porém em 1894 que a primeira mota foi colocada à venda, também na Alemanha, pela fábrica Hildebrand &#038; Wolfmüller. Até à Primeira Guerra, o maior fabricante mundial de motas localizava-se na Índia e fabricava cerca de 20.000 veículos por ano; mas nos anos 20 esse título passou para a Harley-Davidson, que já vendia os seus modelos em quase 70 países, regressando ainda antes da Segunda Guerra à Alemanha e à DKW. No pós-guerra, foi a britânica BSA que primeiro assumiu a condição de líder mundial, com vendas de cerca de 75.000 unidades por ano, antes de ser ultrapassada pela NSU (alemã), que se tornou no maior fabricante entre meados dos anos 50 e finais dos anos 70, quando as marcas japonesas se impuseram como líderes mundiais. Hoje, Honda, Kawasaki, Suzuki e Yamaha dominam o mercado (que é maioritariamente asiático, recorde-se), apesar de nomes históricos como Harley-Davidson, BMW, Piaggio ou Peugeot continuarem a deter importantes posições de mercado.</p>
<p>Em quase todo o mundo, as motas e o seu culto deram origem a identidades culturais com traços muito distintivos e marcantes (de que os “<em>Mod’s</em>” e os &#8220;<em>Rockers</em>” britânicos dos anos 50 e 60 serão talvez os exemplos mais emblemáticos), e que em diversos países estão mesmo associadas com o submundo do crime e o crime organizado. Bandos de motociclistas fora-da-lei são uma realidade particularmente presente nos E.U.A.; o F.B.I. designou quatro desses <em>gangs</em> – os <em>Hell Angels, Bandidos, Outlaws e Pagans </em>– como os mais perigosos de todos, pelo que são habitualmente referidos como os “<em>Big Four</em>”.</p>
<p>As motas são, em todo o lado e em todos os tempos, mais perigosas que os carros. Em 2005, nos E.U.A., por exemplo, para um igual número de veículos e de quilómetros realizados, sucediam quatro vezes mais acidentes de motas do que de carros, de que resultavam 28 vezes mais vítimas. Muitas medidas, no plano educativo e das exigências de segurança feitas aos próprios motociclistas (incluindo a obrigação, em muitos países, do uso de capacete), têm procurado, com resultados desiguais, diminuir esta elevada taxa de sinistralidade; esta, porém, parece resistir, e dever-se sobretudo a dois factores: o descontrolo do próprio motociclista (eventualmente relacionado com o consumo de álcool) e o comportamento dos condutores de outros veículos, que é explicado nos E.U.A. pelas iniciais SMIDSY: “<em>Sorry, mate, I didn’t see you</em>”.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/30/uma-questao-de-transportes-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um post sobre sexo</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/26/um-post-sobre-sexo/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/26/um-post-sobre-sexo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 21:17:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27861</guid>
		<description><![CDATA[O Ouriquense, seguramente o melhor blogue da peneplanície e arredores, refere incidentalmente num post recente a diferença muitas vezes menosprezada entre dormir com uma pessoa e ir simplesmente para a cama com ela &#8211; e com muito a propósito o faz, porque essa distinção na aparência trivial dá lugar a duas artes de todo diferentes: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://ouriquense.blogs.sapo.pt/">Ouriquense</a>, seguramente o melhor blogue da peneplanície e arredores, refere incidentalmente num <a href="http://ouriquense.blogs.sapo.pt/139189.html">post recente </a>a diferença muitas vezes menosprezada entre dormir com uma pessoa e ir simplesmente para a cama com ela &#8211; e com muito a propósito o faz, porque essa distinção na aparência trivial dá lugar a duas artes de todo diferentes: ir simplesmente para a cama com alguém pode de resto, em certos casos, ser considerado uma arte circense, e consubstanciar aquilo a que alguns artistas chamam &#8220;a queca mágica&#8221;: eu como-te, e a seguir tu desapareces (&#8220;-Coelho, volta para dentro da cartola&#8221;); um artista de nomeada, Jack Nicholson, parece que uma vez terá mesmo dito, quando interrogado pela polícia de L.A. sobre se tinha mantido relações sexuais com uma profissional, que não, que não lhe tinha pago para ir para a cama com ela, só para ela se ir embora no fim (<em>bed&#8217;s too small with you</em>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=24w_2OAg-fU">há uma canção assim parecida).</a></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/26/um-post-sobre-sexo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 4.1.1.1</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/26/uma-questao-de-transportes-4-1-1-1/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/26/uma-questao-de-transportes-4-1-1-1/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 23:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27810</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Tu sabes quantas vezes eu já ouvi essas tuas profecias da desgraça, desastres horríveis (de mota ou coisa parecida), corpos mutilados, colecções de cabeças à beira da estrada, ou então vidas estragadas, pesadelos sem saída, Alcoitões a vida inteira? Eu oiço-te isso desde pequena, tu dás-te conta? Só encontro uma virtude na tua conversa, meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Tu sabes quantas vezes eu já ouvi essas tuas profecias da desgraça, desastres horríveis (de mota ou coisa parecida), corpos mutilados, colecções de cabeças à beira da estrada, ou então vidas estragadas, pesadelos sem saída, Alcoitões a vida inteira? Eu oiço-te isso desde pequena, tu dás-te conta? Só encontro uma virtude na tua conversa, meu tarado querido: é que, como tudo o que tu prevês, por definição, nunca se realiza, o que tu és, realmente, é um profeta da felicidade&#8221; (e cada um desses <em><a href="http://www.tate.org.uk/servlet/ViewWork?workid=75335&#038;tabview=text">Russian endings </a></em>vale na verdade por um final feliz).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/26/uma-questao-de-transportes-4-1-1-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 4.1.1.2</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/26/uma-questao-de-transportes-4-1-1-2/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/26/uma-questao-de-transportes-4-1-1-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 23:06:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27808</guid>
		<description><![CDATA[Estás lá perto: uma das minhas intenções deve ser conjurar o perigo, sim, imagino que sim, embora também não consiga confirmá-lo (porque isso passa-se muito lá no fundo, num daqueles bunkers escondidos a que a minha consciência civil e urbana não tem acesso); outra, claro, é multiplicar as realidades possíveis, e viver carradas de vidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estás lá perto: uma das minhas intenções deve ser conjurar o perigo, sim, imagino que sim, embora também não consiga confirmá-lo (porque isso passa-se muito lá no fundo, num daqueles <em>bunkers</em> escondidos a que a minha consciência civil e urbana não tem acesso); outra, claro, é multiplicar as realidades possíveis, e viver carradas de vidas numa só &#8211; não gostas da ideia? A mim, confesso, é o que mais gozo me dá (na vida; como dizia o outro, &#8220;o puto é muito imaginoso&#8221;).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/26/uma-questao-de-transportes-4-1-1-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Certo tipo de gente</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/23/certo-tipo-de-gente/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/23/certo-tipo-de-gente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 13:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27703</guid>
		<description><![CDATA[Se há coisas que me fazem uma certa confusão, é a mania de um certo tipo de gente de usar certas palavras para dizer certas coisas, a maior parte das vezes incertas. Ali em baixo, há bocado, houve um comentador que escreveu que aqui o nosso Vidal usava &#8220;certo tipo de argumentos para tentar criticar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se há coisas que me fazem uma certa confusão, é a mania de um certo tipo de gente de usar certas palavras para dizer certas coisas, a maior parte das vezes incertas. Ali em baixo, há bocado, houve um comentador que escreveu que aqui o nosso Vidal usava &#8220;certo tipo de argumentos para tentar criticar o PS, e não as questões de fundo&#8221;; que argumentos serão esses? Não serão de fundo, já se vê, mas então serão de quê? Serão certos no sentido de determinados (tipo &#8220;certos e determinados&#8221; argumentos, uma das frases mais parolas que Deus ao mundo deitou)? Serão certos como os problemas de matemática do meu filho, abençoados por altas notas sob o olhar atento de seu pai? Serão certos porque precisos, rigorosos, exactos? E se não forem nada disto, se forem apenas C.P.N.&#8217;s &#8211; os famosos certos de porra nenhuma? Pois se ele sabe que argumentos são esses, porque raio é que não diz? E se não sabe, porque é que finge que sabe? Chato do caraças.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/23/certo-tipo-de-gente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A mí, Madrid me encanta</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/21/a-mi-madrid-me-encanta/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/21/a-mi-madrid-me-encanta/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 21:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27631</guid>
		<description><![CDATA[Apenas o meu proverbial sentido de sacrifício me permitiu aceitar uma estadia de quatro dias em Madrid à conta de terceiros. Quem me conhece, sabe bem que a vil materialidade não me tenta; o meu desprezo pelos bens terrenos admite só uma excepção, o dinheiro propriamente dito, mas apenas pelo seu valor icónico.
Trago boas notícias: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas o meu proverbial sentido de sacrifício me permitiu aceitar uma estadia de quatro dias em Madrid à conta de terceiros. Quem me conhece, sabe bem que a vil materialidade não me tenta; o meu desprezo pelos bens terrenos admite só uma excepção, o dinheiro propriamente dito, mas apenas pelo seu valor icónico.</p>
<p>Trago boas notícias: a <em>movida</em> de Madrid ainda não acabou, a <em>movida</em> de Madrid nunca acabará. Aos peões de Lisboa, eu levá-los-ia a estagiar em Madrid: os que regressassem vivos portar-se-iam muito melhor, e deixariam a malta que guia carros (como eu) muito mais à vontade.</p>
<p>No sétimo ano do Liceu, apontaram-me como exemplo paradigmático do uso do adjectivo em Eça de Queirós o “pensativo cigarro” que o Zé Fernandes fuma a páginas 99 de “A Cidade e as Serras” (na edição que eu tenho em casa); na “<em>Historia universal de la infamia</em>”, Jorge Luis Borges descreve Lazarus Morell “<em>fumando pensativos cigarros</em>” na página 27 da edição espanhola que eu comprei na quarta-feira (e que é a mais barata). As possíveis explicações deste facto são várias e parece-me ocioso enumerá-las.</p>
<p>Comi e bebi muito bem em Madrid, e aprendi o que verdadeiramente distingue Portugal e Espanha: aquilo que nós conhecemos pelo nome amigo de “peixinhos da horta”, designam eles, com mal disfarçada sanguinolência, como “<em>judías revueltas en huevo</em>”: é pois toda uma filosofia.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/21/a-mi-madrid-me-encanta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 4.1.1</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/20/uma-questao-de-transportes-4-1-1/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/20/uma-questao-de-transportes-4-1-1/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 17:43:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27601</guid>
		<description><![CDATA[Vejo-me forçado a desmentir: F.C., a jovem estudante de 20 anos que morreu na madrugada de ontem, num desastre de mota ocorrido na A5, não era F.C., a jovem estudante de 20 anos que frequenta a sua escola, possui uma mota semelhante à sua e é, como ela, é amiga de C.T.: esta é uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejo-me forçado a desmentir: F.C., a jovem estudante de 20 anos que morreu na madrugada de ontem, num desastre de mota ocorrido na A5, não era F.C., a jovem estudante de 20 anos que frequenta a sua escola, possui uma mota semelhante à sua e é, como ela, é amiga de C.T.: esta é uma personagem real (se bem que de contornos destorcidos, para preservar o seu anonimato) e que, para felicidade de todos quantos a amam, e entre os quais me incluo, está, mais do que viva, vivaz, enquanto a outra é o <em>ersatz</em> de um pobre soldado da GNR, que morreu na fatídica madrugada do passado dia 13 de Outubro, num desastre de mota, sim, mas ocorrido na A6 (todos os pormenores <a href="http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010&#038;contentid=00217622-3333-3333-3333-000000217622&#038;goComments=11">aqui</a>).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/20/uma-questao-de-transportes-4-1-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 4.1.2</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/20/uma-questao-de-transportes-4-1-2/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/20/uma-questao-de-transportes-4-1-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 12:15:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27584</guid>
		<description><![CDATA[Eu sabia; eu sabia e tornava a saber, mas ninguém me quis ouvir. Eu posso dizer agora: eu bem vos disse, mas de que serve dizer agora eu bem vos disse? F., foste vítima da tua soberba. Ah, e vós, curva da Pimenteira, Bessa Leite, Circunvalação, ponte do Feijó, quando saciareis vós vossa sede de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sabia; eu sabia e tornava a saber, mas ninguém me quis ouvir. Eu posso dizer agora: eu bem vos disse, mas de que serve dizer agora eu bem vos disse? F., foste vítima da tua soberba. Ah, e vós, curva da Pimenteira, Bessa Leite, Circunvalação, ponte do Feijó, quando saciareis vós vossa sede de sangue? Poças de óleo na auto-estrada, visões de motas a explodir, eu a acordar alagado em suor às tantas da madrugada – será essa a vida que me resta viver? Não, infelizmente, o tempo há-de fazer secar as lágrimas e deixar no seu lugar a dor da perda e da ausência, e eu hei-de aprender a viver com ela. Lerei então os clássicos, os estóicos, e um dia também morrerei, cansado de ter tido razão.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/20/uma-questao-de-transportes-4-1-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 4.1</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/20/uma-questao-de-transportes-4-1/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/20/uma-questao-de-transportes-4-1/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 12:12:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27582</guid>
		<description><![CDATA[A jovem F.C. tinha iniciado há pouco mais de cinco minutos, de moto, o trajecto entre um local de diversão nocturna na zona do Guincho e a casa onde residia. Ainda não tinha percorrido dois quilómetros na Auto-Estrada A5, na zona da Ribeira das Vinhas, quando foi violentamente abalroada por trás. Teve morte imediata. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A jovem F.C. tinha iniciado há pouco mais de cinco minutos, de moto, o trajecto entre um local de diversão nocturna na zona do Guincho e a casa onde residia. Ainda não tinha percorrido dois quilómetros na Auto-Estrada A5, na zona da Ribeira das Vinhas, quando foi violentamente abalroada por trás. Teve morte imediata. O desastre deu-se pelas 02h15. A vítima mortal, de 20 anos, solteira e residente em Lisboa, seguia a uma velocidade moderada na traseira de um camião de grandes dimensões, atrás de uma amiga e colega de faculdade que também se fazia transportar de mota e só por sorte não foi apanhada no acidente. O condutor que provocou o desastre, A.R., de 41 anos, residente em Paço de Arcos, funcionário da administração fiscal, estava alcoolizado: acusou uma taxa de álcool de 1,77 gramas – quase quatro vezes superior à permitida por lei. A jovem foi projectada violentamente contra o solo e a moto, que tinha sido previamente atestada de combustível, explodiu e ficou a 150 metros do local do embate. “A jovem seguia a velocidade moderada, num troço de auto-estrada bem iluminado, as luzes da moto funcionavam correctamente e o capacete tinha os reflectores obrigatórios. Não existem explicações para o sucedido, pois não era difícil vê-la”, afirmou o graduado da BT que tomou conta da ocorrência. O condutor foi ontem presente ao Tribunal de Cascais. Saiu em liberdade, obrigado a apresentar-se semanalmente na esquadra da PSP da mesma localidade. “A F. era uma amiga impecável. Tinha mota há vários anos e nunca tinha acidentes, era super cuidadosa quando guiava”, disse ao nosso jornal C.T., a amiga que testemunhou o acidente, lavada em lágrimas.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/20/uma-questao-de-transportes-4-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 4.2</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/17/uma-questao-de-transportes-4-2/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/17/uma-questao-de-transportes-4-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 14:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27478</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Na história das motas, a tua prudência tem um nome: tu sofres de uma doença ainda sem cura chamada velhice: por outras palavras, tu estás velho. Tu já te ouviste falar? Tu dizes &#8216;no meu tempo&#8217;, sabes quem é que falava assim? Lembras-te? Tu estás pronto para te juntares aos teus queridos antepassados, aliás, tu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Na história das motas, a tua prudência tem um nome: tu sofres de uma doença ainda sem cura chamada velhice: por outras palavras, tu estás velho. Tu já te ouviste falar? Tu dizes &#8216;no meu tempo&#8217;, sabes quem é que falava assim? Lembras-te? Tu estás pronto para te juntares aos teus queridos antepassados, aliás, tu és um antepassado, tu és o meu antepassado! (não, não és nada&#8230;&#8221;, riso maligno, beijinhos &#038; abraços ternurentos, protestos de amor filial).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/17/uma-questao-de-transportes-4-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 4</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/17/uma-questao-de-transportes-4/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/17/uma-questao-de-transportes-4/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 00:59:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27463</guid>
		<description><![CDATA[Lamentações coisa nenhuma, reflexões serenas, objectividades. É evidente que eu não quero viver a tua vida por ti, fazer da minha experiência a tua experiência (capítulo I das impossibilidades) – que é como quem diz desencarnar, ser outro, no caso tu e procurar repetir o irrepetível; mas precisarei eu de me embebedar duas vezes nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lamentações coisa nenhuma, reflexões serenas, objectividades. É evidente que eu não quero viver a tua vida por ti, fazer da minha experiência a tua experiência (capítulo I das impossibilidades) – que é como quem diz desencarnar, ser outro, no caso tu e procurar repetir o irrepetível; mas precisarei eu de me embebedar duas vezes nas águas do mesmo rio? Precisarei eu de ver chegar o desastre anunciado, assistir pacientemente ao seu desenrolar completo e depois, afectando surpresa, organizar com prontidão os socorros necessários? Não haverá algures um ponto equidistante entre a ambição de tudo prevenir e a graça de por vezes, em horas boas, conseguir salvar? “Não, não há, deixa-me da mão”, diz ela com aquele juvenil ar selvagem que me assusta tanto, já oiço a porra da jovem guarda que vai levar-me ao cadafalso (“e vais de mota, meu querido”).</p>
<p><em>PS: Aos muitos leitores e ainda mais comentadores, uma explicação: vou ausentar-me por alguns dias, para um país bárbaro onde a internet é incerta e o post duvidoso; há ainda muito a dizer sobre a tormentosa questão dos transportes em Portugal; se tiveram paciência para chegar até aqui, p.f. tenham também paciência para esperar até ao final da semana pela continuação. Ah!, e não me esqueci do ponto 3 entre os pontos 2 e 4; vem logo a seguir (um dia eu explico tudo, como se fosse um livro aberto).</em></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/17/uma-questao-de-transportes-4/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 2.2.2</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/15/uma-questao-de-transportes-2-2-2-2/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/15/uma-questao-de-transportes-2-2-2-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 23:56:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27357</guid>
		<description><![CDATA[Quando descia a Infante Santo de pé na sua mota, de braços abertos como um Cristo, o D.C. ostentava o seu poder e arriscava a glória – a glória de, caindo, morrer (a paixão de D.C.), a glória de, safando-se, viver (mas em todo o caso a glória de fazer o que o vulgo não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando descia a Infante Santo de pé na sua mota, de braços abertos como um Cristo, o D.C. ostentava o seu poder e arriscava a glória – a glória de, caindo, morrer (a paixão de D.C.), a glória de, safando-se, viver (mas em todo o caso a glória de fazer o que o vulgo não fazia, não podia fazer). O D.C. detinha os meios necessários para o exercício do seu poder (a sua já referida mota) e provocava o inconsciente religioso das massas que assistiam à sua passagem, sempre à espera que um ser superior, milagreiro e salvador, as surpreendesse, exercendo o seu mando espiritual de um modo espantoso e em permanente crescendo, até à sua queda da graça (irreparável) e ao seu fim, que tanto podia ser o seu fim como o seu princípio. O D.C. não foi apenas um esteta – foi um teólogo.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/15/uma-questao-de-transportes-2-2-2-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 2.2.1</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/14/uma-questao-de-transportes-2-2-1/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/14/uma-questao-de-transportes-2-2-1/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 17:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27328</guid>
		<description><![CDATA[O D.C. é a grande figura de sobrevivente da nossa geração: da garrafa de White Horse que partilhámos na Páscoa de 76 partiu para muito mais altas cavalarias, onde eu já não cabia: ácidos, pós e finalmente um grande estoiro de mota benfazejo, dois anos e meio depois, que o agarrou a uma cama de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O D.C. é a grande figura de sobrevivente da nossa geração: da garrafa de White Horse que partilhámos na Páscoa de 76 partiu para muito mais altas cavalarias, onde eu já não cabia: ácidos, pós e finalmente um grande estoiro de mota benfazejo, dois anos e meio depois, que o agarrou a uma cama de hospital, lhe roubou um ano de vida, mas provavelmente o salvou de um fim ainda mais inglório: saiu limpo da experiência, com meio quilo de platina no corpo, mas a esta hora advoga, é casado e pai de filhos (numerosos), e vi-o um destes dias a sair da missa na Basílica. É em boa parte por causa do D.C. (a quem eu quero bem, entenda-se), que eu desconfio tanto da figura do revoltado: a declamar Rimbaud aos berros no liceu, a fazer o Cristo na mota pela Infante Santo abaixo, a meter merdas no corpo que nem ele sabia o que eram, o homem era um “excessivo”, como ele próprio dizia, um “exaltado”, como eu lhe chamava; agora não é nada, porque ele também nunca foi nada por razão nenhuma.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/14/uma-questao-de-transportes-2-2-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 2.2</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/14/uma-questao-de-transportes-2-2-2/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/14/uma-questao-de-transportes-2-2-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 10:12:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27319</guid>
		<description><![CDATA[As motas não matam de propósito; o seu propósito é transportar pessoas, permitir que algumas se vistam de cabedal negro, que outras esvoacem cabelos compridos, quando sentadas atrás do condutor, etc. Aquilo, porém, que é sem dúvida um efeito secundário e indesejável (i.e., a perigosidade deste modo de transporte e o carácter tendencialmente letal dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As motas não matam de propósito; o seu propósito é transportar pessoas, permitir que algumas se vistam de cabedal negro, que outras esvoacem cabelos compridos, quando sentadas atrás do condutor, etc. Aquilo, porém, que é sem dúvida um efeito secundário e indesejável (i.e., a perigosidade deste modo de transporte e o carácter tendencialmente letal dos acidentes que origina), é elevado por alguns dos cultores das motas a <em>raison d’être </em>do seu culto: um pouco como aqueles toureiros bastardos que glorificam o sangue na arena mais do que a arte de tourear, estes outros desviados coleccionam cicatrizes na vida e mostram-se também dispostos a tudo. O esteticismo é claramente uma perversão do espírito: esta sua variante particular – cantar a vertigem da velocidade extrema, o risco desmedido e insensato, a nobreza da pega de caras consumada em cima de um maquinismo motorizado de duas rodas a não-sei-quantos quilómetros por hora – seria apenas risível se não fosse mais do que isso patética (porque o patético nunca está ausente dos velórios e enterros). </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/14/uma-questao-de-transportes-2-2-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Schubert, quinteto para dois violoncelos, terceiro andamento</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/14/schubert-quinteto-para-dois-violoncelos-terceiro-andamento/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/14/schubert-quinteto-para-dois-violoncelos-terceiro-andamento/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 23:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27311</guid>
		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CoM46I4PBVM&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/CoM46I4PBVM&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/14/schubert-quinteto-para-dois-violoncelos-terceiro-andamento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 2.1</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/13/uma-questao-de-transportes-2-2/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/13/uma-questao-de-transportes-2-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 12:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27276</guid>
		<description><![CDATA[Durante anos, as Zundapps rurais, devidamente lubrificadas pelo vinho que dava de comer a um milhão de portugueses, pesaram indevidamente nas nossas estatísticas de sinistralidade rodoviária, obscurecendo o facto de as populações urbanas, deslocando-se já na sua maioria sobre quatro rodas, se comportarem de um modo que, tendencialmente, era também ele mais urbano &#8211; tanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, as Zundapps rurais, devidamente lubrificadas pelo vinho que dava de comer a um milhão de portugueses, pesaram indevidamente nas nossas estatísticas de sinistralidade rodoviária, obscurecendo o facto de as populações urbanas, deslocando-se já na sua maioria sobre quatro rodas, se comportarem de um modo que, tendencialmente, era também ele mais urbano &#8211; tanto quanto isso é possível no faroeste europeu. Eram muitas as vítimas, e nós &#8211; o país legal &#8211; olhávamos para elas com um estatístico desdém; o que as vítimas sofriam ou não, se viam a morte de caras ou outros incidentes poéticos, de pouco nos incomodava &#8211; até o desastre se acercar de nós, e um dia se revelar, e um dia a casa implodir. Desta vez eram os nossos miúdos que ficavam estropiados ou morriam; e parecia que uma espécie de guerra colonial surda, feita agora por crianças-soldados, continuava a flagelar a pequena-burguesia das cidades portuguesas.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/13/uma-questao-de-transportes-2-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 2</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/13/uma-questao-de-transportes-2-duas-vasas-para-cima/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/13/uma-questao-de-transportes-2-duas-vasas-para-cima/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 10:41:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27246</guid>
		<description><![CDATA[O que distingue os acidentes de mota dos demais, à parte a sua habitual ferocidade, o facto de o corpo não encontrar protecções no embate com alvos fixos ou móveis e muitas vezes voar, qual Ícaro, até um regresso brutal à terra de que ousou descolar, está na frontalidade com que o acidentado aborda o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que distingue os acidentes de mota dos demais, à parte a sua habitual ferocidade, o facto de o corpo não encontrar protecções no embate com alvos fixos ou móveis e muitas vezes voar, qual Ícaro, até um regresso brutal à terra de que ousou descolar, está na frontalidade com que o acidentado aborda o desastre, olhando-o de frente, desprotegido e leve, até as mais das vezes se levantar e outras, menos frequentes, felizmente, acordar num hospital ou em lado nenhum (isto é, morrer, quer instantânea quer lentamente). O acidente de mota é pois o acidente de caras por excelência, e por isso está mais perto da tauromaquia do que dos outros acidentes de viação (embora a questão de saber se a mota é mais touro ou mais toureiro possa conduzir-nos a longas e temo que inconclusivas discussões).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/13/uma-questao-de-transportes-2-duas-vasas-para-cima/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 1</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/12/uma-questao-de-transportes-1-mais-um/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/12/uma-questao-de-transportes-1-mais-um/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 14:14:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27207</guid>
		<description><![CDATA[Os deuses manipuladores têm múltiplas artes: os barcos que eu vejo da minha janela, que uma vez em rota de colisão não têm maneira de evitá-la, ilustram a situação daquelas pessoas que correm para o confronto sabendo para o que correm mas não conseguindo ainda assim arrepiar caminho, mas ele também há o seu contrário, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os deuses manipuladores têm múltiplas artes: os barcos que eu vejo da minha janela, que uma vez em rota de colisão não têm maneira de evitá-la, ilustram a situação daquelas pessoas que correm para o confronto sabendo para o que correm mas não conseguindo ainda assim arrepiar caminho, mas ele também há o seu contrário, as pessoas que se afastam umas das outras percebendo nitidamente que à medida que a vida avança elas se afastam mas não podendo em qualquer caso escapar à lei da expansão do universo, que deixa os planetas tão longe uns dos outros que, no limite, os impede de se falarem.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/12/uma-questao-de-transportes-1-mais-um/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, -2</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/11/uma-questao-de-transportes-2/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/11/uma-questao-de-transportes-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 11:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27177</guid>
		<description><![CDATA[O A.R. enfiou uma vez o pé direito na roda raiada de uma Honda Amigo, o pé foi seccionado como um salame, ele teve de fazer uma data de operações e andou anos de muletas, não sei se alguma vez ficou bom; o D.C. apita por todos os aeroportos onde passa, de tanta platina que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O A.R. enfiou uma vez o pé direito na roda raiada de uma Honda Amigo, o pé foi seccionado como um salame, ele teve de fazer uma data de operações e andou anos de muletas, não sei se alguma vez ficou bom; o D.C. apita por todos os aeroportos onde passa, de tanta platina que tem no corpo, um malho monumental na estrada do Autódromo, maior do que todos os outros, deixou-o um ano estendido numa cama, teve de repetir o Propedêutico e acabou o curso um ano depois de mim; o J.P. morreu, acho que de morte instantânea, colado à parte de trás de um camião como uma mosca a um vidro, depois de devidamente golpeada por um mata-moscas, neste caso um táxi, ao pé do Museu dos Coches; só eu me safei, integral, e do ponto de vista retrospectivo, que é por definição o melhor e o mais justo (filosofia trágica da história), estou tentado a pensar que foi para passar a mensagem de que o perigo (este perigo, que é apenas mais um perigo) vem em duas rodas, a dificuldade (não só aqui e agora, mas sempre e em toda a parte) está em explicar, a alguém que não viveu o que eu vivi (e ninguém pôde viver exactamente o que eu vivi), aquilo que eu penso, com a veemência que é devida para explicar cabalmente e convencer esse alguém do carácter fundamental da mensagem que eu sou suposto passar. Espero ter-me feito entender.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/11/uma-questao-de-transportes-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, -1</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/11/historia-de-transportes-1-menos-um/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/11/historia-de-transportes-1-menos-um/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 23:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27141</guid>
		<description><![CDATA[Foi no último dia das férias da Páscoa de 1976: éramos quatro, em casa dos avós do F.Q. (ausentes), bebemos uma garrafa de White Horse (que eu não me lembro a que é que me soube), espadeirámos com as espadas do avô (um bravo de La Lys, acho eu), deitámos fogo a um maple (por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi no último dia das férias da Páscoa de 1976: éramos quatro, em casa dos avós do F.Q. (ausentes), bebemos uma garrafa de White Horse (que eu não me lembro a que é que me soube), espadeirámos com as espadas do avô (um bravo de La Lys, acho eu), deitámos fogo a um maple (por acidente) e por fim saímos &#8211; eu e o D.C., na Yamaha 50 dele: segundo diversos testemunhos concordantes, fizemos várias tangentes de belo efeito e alto risco na intersecção da Sant&#8217;Ana à Lapa com a Infante Santo, de que nos safámos por muito pouco (íamos sem capacete); depois, andei bêbado quinze dias (&#8220;esquisito&#8221;, achou a minha mãe). Hoje não posso contar nada disto à F., evidentemente, mas peço-vos que acreditem que quando falo no perigo das motas sei do que estou a falar.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/11/historia-de-transportes-1-menos-um/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma questão de transportes, 0</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/08/historia-dos-transportes/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/08/historia-dos-transportes/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 00:09:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27055</guid>
		<description><![CDATA[A F. anda de mota, e eu tenho medo de motas desde um dia das férias da Páscoa de 1976 em que ia na parte de trás de uma Yamaha 50 e vi a morte de perto (j’ai frolé la mort) na esquina do Carrossel, e mais ainda desde que na quinta-feira passada vi um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A F. anda de mota, e eu tenho medo de motas desde um dia das férias da Páscoa de 1976 em que ia na parte de trás de uma Yamaha 50 e vi a morte de perto (<em>j’ai frolé la mort</em>) na esquina do Carrossel, e mais ainda desde que na quinta-feira passada vi um tipo estendido na Praça de Espanha, cheio de sangue na cara, com a mota abalroada por um carro de matrícula estrangeira miraculosamente de pé ao seu lado (“para que é que me contas essas merdas?, sabes perfeitamente que eu não vou deixar de andar de mota por isso…”). A F. caiu uma vez de um cavalo e já bateu também com a mota; a mim, nos acidentes, o que mais me custa são aqueles instantes, fracções de instantes, em que eu percebo que vou bater mas não há nada a fazer e só me resta esperar pelo choque; nas batalhas navais, com os barcos que eu vejo da janela, é especialmente assim, porque os barcos grandes não travam em meia dúzia de metros, como as motas, e uma vez numa trajectória de colisão não têm maneira de evitá-la, tal qual aquelas pessoas que, guiadas uma mão oculta, correm para a sua desgraça sabendo que correm para ela mas não conseguindo ainda assim fugir (“não, nunca pensei nisso, acho que com as motas é tudo mais rápido, não há tempo para essas lamentações”).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/08/historia-dos-transportes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ode ao nabo</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/01/ode-ao-nabo/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/11/01/ode-ao-nabo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 12:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26933</guid>
		<description><![CDATA[Quando, esta manhã, eu estava a cortar, rasgar, despedaçar – porém com amor – as hortaliças compradas ontem na praça, com vista a fabricar a sopa que há-de servir de base ao regime que há-de tornar-me esbelto &#038; saudável, achei nas minhas mãos um nabo, um singelo nabinho roxo e branco, que fez luz no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando, esta manhã, eu estava a cortar, rasgar, despedaçar – porém com amor – as hortaliças compradas ontem na praça, com vista a fabricar a sopa que há-de servir de base ao regime que há-de tornar-me esbelto &#038; saudável, achei nas minhas mãos um nabo, um singelo nabinho roxo e branco, que fez luz no meu espírito. Ele não há criança que goste de nabo; é para evitar que tenha de comê-lo, em casa da madrinha, que se lhe ensina a fórmula, entre todas ridícula, do “não aprecio”; mais: aos maljeitosos e desengonçados, chamam os infantes “nabos” &#8211; o que, por juntar o insulto à injúria, dá bem a medida do desprezo infantil pelo nobre vegetal. E no entanto… no entanto, também não conheço paladar adulto, maduro, educado, que não “aprecie” nabo – ou seja, no rude português que deve ser o nosso, não goste de nabo. O amor do nabo é pois um privilégio da idade, a nossa vingança sobre o triunfalismo vital das criancinhas ignaras. Não nos iludamos: seres para a morte que somos, todos preferiríamos lá no fundo estar no lugar delas, com as avenidas da vida abertas pela frente, do que pensar que o bolo estava bom, mas já comemos dele mais de metade, ou de dois terços, ou de três quartos…; agora o que só nós podemos ter e elas não, é a compreensão fina e superior do encanto do nabo, cozido, estufado, enfim, amado, por todas as pessoas de bom gosto.</p>
<p>(Publicado também<a href="http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/"> aqui</a>).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/11/01/ode-ao-nabo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tomasi di Lancaster</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/29/tomasi-di-lancaster/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/10/29/tomasi-di-lancaster/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 21:33:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26864</guid>
		<description><![CDATA[Nos anos setenta, havia uma só estação de televisão e uma só telenovela por dia. Nessa altura, todas as telenovelas eram grandes êxitos. A terceira ou quarta telenovela a ir para o ar chamava-se &#8220;O Astro&#8221; e contava a história de um astrólogo que trapaceava as meninas. Um dia, quando a novela ainda estava a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos anos setenta, havia uma só estação de televisão e uma só telenovela por dia. Nessa altura, todas as telenovelas eram grandes êxitos. A terceira ou quarta telenovela a ir para o ar chamava-se &#8220;O Astro&#8221; e contava a história de um astrólogo que trapaceava as meninas. Um dia, quando a novela ainda estava a passar, o galã brasileiro que fazia de &#8220;Astro&#8221; resolveu vir a Portugal, aproveitar um pouco a popularidade de que gozava (achava ele). Foi recebido no aeroporto por um bando de mulheres em fúria, que queria bater-lhe por causa daquilo que ele fazia às meninas. Não sei se a esta hora ele já terá recuperado do choque.<span id="more-26864"></span></p>
<p>Mais perto de nós, diz-se (eu não ouvi) que Catarina Furtado terá uma vez afirmado, numa entrevista, que &#8220;como diz Burt Lancaster, é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma&#8221;.</p>
<p>E mais perto ainda, a propósito <a href="http://5dias.net/2009/10/26/trinta-anos-de-esforcos-em-menos-de-quinhentas-palavras/">deste post</a>, eu tive direito a conselhos terapêuticos, a mensagens preocupadas, a manifestações de sentido pesar. A todas e todos, quero por isso dizer que a primeira pessoa desse post não sou eu, que a minha líbido tem se portado bem, obrigado, que a conta do shrink ainda não me impede de mudar o óleo ao carro, que a orientação da minha casa continua a pertencer à minha fiel Ludmila (que vai lá duas vezes por semana e tem idade para ser minha mãe, entenda-se) e que eu não ajudo camponesas da Beira-Baixa nos duros caminhos da fama (embora possa ficar-lhes com o requeijão, se elas se descuidarem). Sei bem que a fronteira entre a ficção e a realidade é por vezes ténue, mas eu estou demasiado gordo para fazer strip-teases morais à frente de tanta gente. </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/10/29/tomasi-di-lancaster/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Scarlatti (D)</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/27/scarlatti-d/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/10/27/scarlatti-d/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 23:15:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26724</guid>
		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8yhd-dpC_7o&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8yhd-dpC_7o&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/10/27/scarlatti-d/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Trinta anos de esforços</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/26/trinta-anos-de-esforcos-em-menos-de-quinhentas-palavras/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/10/26/trinta-anos-de-esforcos-em-menos-de-quinhentas-palavras/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 22:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26720</guid>
		<description><![CDATA[Ele estava no bolso direito das calças quando o ouvi tocar: “-Olá, sou eu. Era só para te pedir que me tirasses daqui; o teu órgão não se mexe há semanas e deita um cheiro a podre que está a tornar-se insuportável”. Foi preciso o prometido choque tecnológico para chegarmos a isto: conversas com um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele estava no bolso direito das calças quando o ouvi tocar: “-Olá, sou eu. Era só para te pedir que me tirasses daqui; o teu órgão não se mexe há semanas e deita um cheiro a podre que está a tornar-se insuportável”. Foi preciso o prometido choque tecnológico para chegarmos a isto: conversas com um telemóvel sábio que dá dicas úteis e ainda analisa o dono pelo preço de um SMS. Seja: eu reconheço que a minha líbido anda por baixo, mas é por causa dos anti-depressivos: durante o dia é só rir, e depois à noite não tenho ponta para quase nada (será isto uma mensagem subliminar do Criador, para a gente não pensar que o sexo é uma brincadeira?). De resto, vou fazendo a minha vida videirinha, sem dar razões de queixa a ninguém: os meus textos andam certinhos, rasteiros porém certinhos, e é disso que o público gosta: &#8220;omnia nimia nocent&#8221; – ou seja, no latim vulgar do meu chefe, “o que é demais só atrapalha”. Enquanto não arranjo uma gaja que trate de mim a tempo inteiro, arranjei uma camponesa que me orienta a casa; ela diz que anda em arquitectura e eu finjo que acredito, porque eu também acho (por razões diferentes das suas, claro está) que a rapariga é artista. A moça vem da Beira Baixa, região que o progresso aproximou da capital com resultados funestos (quando a viagem demorava seis horas, em vez das três que demora hoje, ela lia duas vezes mais), e já se interessa por coisas difíceis, tipo arte contemporânea e agricultura biológica; eu digo-lhe que sim a tudo, enquanto como o requeijão que ela traz, e que é óptimo (embora evite a arte, que é uma maçada), mas sinto que não vou conseguir agarrá-la por muito mais tempo: é só aparecer um gajo com pachorra suficiente para trocar uma missa por Paris, ou uma vernissage por uma queca, e aí vai ela, rumo àquilo que lá na terra dela passa por ser a grande vida, e aí é deixá-la ir, e começar a aparecer de novo vocês sabem aonde para ver se aparece outra que tal. Vou ao psicanalista todas as semanas, mas ainda não descobri quem é que mais me lixou: se o meu pai castrador, se a minha mãe permissiva, se a minha ex-, que me ora me despreza, ora me implora, e em qualquer caso me explora; o shrink custa-me tão caro como ela, quase uma renda, e não me deixa mudar de carro (o que tem consequências negativas sobre a minha capacidade de engate), mas eu não desisto de conseguir um dia enfrentar a vida, escrever a grande obra para a qual nasci e encontrar a gaja que nasceu para mim: mais trinta anos de esforços e acho que estarei pronto.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/10/26/trinta-anos-de-esforcos-em-menos-de-quinhentas-palavras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Insuficiência metafísica</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/21/insuficiencia-metafisica/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/10/21/insuficiencia-metafisica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 08:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26638</guid>
		<description><![CDATA[Às vezes, quando vou de carro, oiço sem querer a Rádio Renascença às santas horas; como não fui abençoado com o dom da fé, fico a ouvir aquilo com uma estranheza estranha, como quando vou de carro no estrangeiro e ligo a rádio para ouvir uma língua que não conheço: estou de fora, não percebo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes, quando vou de carro, oiço sem querer a Rádio Renascença às santas horas; como não fui abençoado com o dom da fé, fico a ouvir aquilo com uma estranheza estranha, como quando vou de carro no estrangeiro e ligo a rádio para ouvir uma língua que não conheço: estou de fora, não percebo o sentido do que dizem nem sequer a língua que falam, mas aprecio o ritmo, as ênfases, o aparente propósito. Quando uma vez me separei de alguém, e deixei de conhecer quem eu antes conhecia, tive uma sensação parecida: as últimas cartas que ela me mandou, quando já não conseguiamos falar, confesso que não cheguei a lê-las, porque já não percebia nada do que ela me dizia (e também porque a distância que eu descobria neste caso me incomodava): era tudo abstracto, e fazia referência a um sistema (de palavras e de ideias) que para mim era chinês. Às vezes, quando menos espero, a coisa volta a atacar: ele são ideias que descolam do real, volteiam no ar e parecem poesia quando são só <em>emptiness</em>, ele é uma <em>langue de bois </em>que substitui a língua das pessoas e a descrição útil das coisas e passa a ser um código novo, uma nova comunidade, a que eu descubro que não pertenço, e que será sempre estrangeira para mim. Eu acho que, no fundo, o problema é meu: uma médica do espírito diagnosticou-me uma vez uma insuficiência metafísica.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/10/21/insuficiencia-metafisica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma explicação:</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/13/uma-explicacao-2/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/10/13/uma-explicacao-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 21:39:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26431</guid>
		<description><![CDATA[Finalmente explicada às massas a razão por que Ana Gomes falhou de tão longe a Câmara de Sintra: está tudo aqui (atente-se no modo soberbo e elitista como a candidata derrotada escreve o nome da segunda maior ilha do arquipélago indonésio).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente explicada às massas a razão por que Ana Gomes falhou de tão longe a Câmara de Sintra: está tudo <a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2009/10/penar-por-padang.html">aqui</a> (atente-se no modo soberbo e elitista como a candidata derrotada escreve o nome da segunda maior ilha do arquipélago indonésio).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/10/13/uma-explicacao-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Meu coração chora</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/13/meu-coracao-chora/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/10/13/meu-coracao-chora/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 21:33:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26429</guid>
		<description><![CDATA[Nunca uma transferência do SCP para o SLB me entristeceu tanto como a desta grande referência desportiva &#038; olímpica, farol da nossa juventude.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca uma transferência do SCP para o SLB me entristeceu tanto como a <a href="http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1404871">desta</a> grande referência desportiva &#038; olímpica, farol da nossa juventude. </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/10/13/meu-coracao-chora/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As eleições acabaram</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/13/as-eleicoes-acabaram/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/10/13/as-eleicoes-acabaram/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 21:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26427</guid>
		<description><![CDATA[Voltou a vida (e parece que há-de haver sempre gente perplexa com a vida).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voltou a <a href="http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1389423">vida</a> (e parece que há-de haver sempre gente perplexa com a vida).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/10/13/as-eleicoes-acabaram/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Weekend hit parade</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/10/weekend-hit-parade/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/10/10/weekend-hit-parade/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Oct 2009 15:25:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26344</guid>
		<description><![CDATA[Como é sábado, está sol e alguém pode querer dançar, queria só dar conta de um site muito bom que eu encontrei um destes dias: http://eislermusic.com/ (exclusivamente para os mais entusiastas, o video de uma outra música belíssima do Hanns Eisler, que já conheceu os seus dias de glória: http://www.youtube.com/watch?v=fZ6Y4B4QZfo, albeit a bit too fast [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/R4ExkGrnUzo&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/R4ExkGrnUzo&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>
<p>Como é sábado, está sol e alguém pode querer dançar, queria só dar conta de um site muito bom que eu encontrei um destes dias:<a href="http://eislermusic.com/"> http://eislermusic.com/</a> (exclusivamente para os mais entusiastas, o video de uma outra música belíssima do Hanns Eisler, que já conheceu os seus dias de glória: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=fZ6Y4B4QZfo">http://www.youtube.com/watch?v=fZ6Y4B4QZfo</a>, albeit a bit too fast played, I agree).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/10/10/weekend-hit-parade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Depois do u de Sumatra, o n de fina</title>
		<link>http://5dias.net/2009/10/03/depois-do-u-de-sumatra-o-n-de-fina/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/10/03/depois-do-u-de-sumatra-o-n-de-fina/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 20:08:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26233</guid>
		<description><![CDATA[Enormes problemas ocupam o meu espírito, ao lado dos quais a formação do próximo Governo é de uma risível pequenez. Reposta a ordem ortográfica nas Índias Orientais, é tempo de atacar outra magna questão: a da grafia das águas na hodierna sociedade portuguesa. Esclarecimento prévio: eu sou um furioso consumidor de águas de picos (a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enormes problemas ocupam o meu espírito, ao lado dos quais a formação do próximo Governo é de uma risível pequenez. Reposta a ordem ortográfica nas Índias Orientais, é tempo de atacar outra magna questão: a da grafia das águas na hodierna sociedade portuguesa. Esclarecimento prévio: eu sou um furioso consumidor de águas de picos (a ponto de acreditar que serão elas, e não o w. que lá vai dentro, que hão-de levar-me à perdição, <em>car le pire ennemi du marin, ce n&#8217;est pas l&#8217;alcool, mais la vague écumante qui emporte tout sur son passage</em>); excessivo, como em tantas outras coisas, <em>hélas!</em>, consumo-as nas variantes da bolha grossa e da bolha fina (<em>perlée</em>, em francês piroso), a primeira para fazer xarope de w., a segunda, no <em>day after</em>, para tratar dos malefícios que aquele possa ter causado. Ora sucede que, entre as águas portuguesas, existe uma das melhores bolhas grossas do mundo, a nossa Castello, que é tão boa ou melhor do que a tão cantada Perrier, mas nenhuma bolha fina de jeito, capaz de ombrear com a clássica Vichy, a grande Badoit ou mesmo a mezzo-gorda San Pellegrino (a Água das Pedras, magnífica, pertence a outro campeonato, que é o das águas enxofradas). Assim sendo, recebi com júbilo a notícia de que a Água do Castello, ao lado da garrafa vermelha, de bolha grossa, tinha criado uma nova versão, de rótulo azul e bolha fina. Fui experimentá-la: era porreira &#8211; mas, oh, horror, no rótulo a dita água surge designada como &#8220;finna&#8221;, assim mesmo, com dois énes! O amigo do povo que há em mim, que é inimigo por inerência de todas as consoantes dobradas, revoltou-se logo &#8211; mas como a água é porreirinha, eis-me perante um cruel dilema: cedo nos princípios e emborco a água, ou recuso a traição de classe e apanho uma seca? As águas têm tanto que se lhes diga!</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/10/03/depois-do-u-de-sumatra-o-n-de-fina/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>15</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Que viva Sumatra!</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/30/que-viva-sumatra/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/09/30/que-viva-sumatra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 22:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26176</guid>
		<description><![CDATA[A experiência, horas a fio, da SIC Notícias (ou qualquer outro canal de notícias no cabo, acho eu) é como a do amor em Miguel Esteves Cardoso: é f. Esta tarde, num quarto de hospital, fui espectador atento e obrigado de um maremoto nas Samoa e de um terramoto na Indonésia, com actualizações às meias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A experiência, horas a fio, da SIC Notícias (ou qualquer outro canal de notícias no cabo, acho eu) é como a do amor em Miguel Esteves Cardoso: é f. Esta tarde, num quarto de hospital, fui espectador atento e obrigado de um maremoto nas Samoa e de um terramoto na Indonésia, com actualizações às meias horas: foi uma chumbada tétrica, mas, ainda assim, uma chumbada. Pormenor que acresce: o terramoto tinha ocorrido na ilha de Sumatra, mas a SIC-N, todo o dia, de meia em meia-hora, referiu-a como sendo a ilha de Samatra &#8211; a ponto de eu ter estado quase a telefonar para Carnaxide, para resagatar a honra de uns bravos sumatrenses a quem chamavam agora de samatrenses (eu percebo particularmente o problema: volta e meia recebo cartas dirigidas a António Figueiras e faço como o meu pai fazia, umas poucas vezes devolvo-as, as mais acendo os charutos com elas, mesmo que haja cheques lá dentro e eu não fume charutos). Mas em boa hora não o fiz desta vez (outra vez, a falta de pachorra venceu os bons princípios, o que explica a razão por que o MEP não elegeu nenhum deputado), e isto porque, ao sair da área de influência da SIC (o quarto de hospital), acendi a rádio (no carro) e logo ouvi a TSF a desinformar sobre&#8230; &#8220;o sismo em Samatra&#8221;! Ficou pois provada a existência uma central de desinformação dos media portugueses, diga o que disser Augusto Santos Silva, que cria raízes na proverbial ignorância dos nossos jornaleiros (que não é só geográfica, longe disso: a Fernanda Câncio não pretendeu há pouco tempo comparar o maltratado José Sócrates ao Dreyfus do caso com o mesmo nome?) &#8211; e que suscita duas respostas possíveis: escrever cartas ao Director, posts em blogs e outras formas cidadãs de indignação, ou consumir jornais na net, preferencialmente jornais estrangeiros, e ler blogs bem informados (tipo 5dias): pró-activo como eu sou, podem desde já imaginar-me a escrever inteligentes e oportunas cartas a João Marcelino (na óbvia expectativa da sua publicação).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/09/30/que-viva-sumatra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>28</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um homem só</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/um-homem-so/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/09/29/um-homem-so/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 22:18:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26119</guid>
		<description><![CDATA[Como suponho que a maioria dos portugueses, achei a alocução do PR uma trapalhada. É espantosa a erosão que sofreu o prestígio do PR: o único partido que soou vagamente cavaquista nos seus comentários foi o PP (a última confirmação da velha tese de que a natureza tem horror ao vazio, e o carro da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como suponho que a maioria dos portugueses, achei a alocução do PR uma trapalhada. É espantosa a erosão que sofreu o prestígio do PR: o único partido que soou vagamente cavaquista nos seus comentários foi o PP (a última confirmação da velha tese de que a natureza tem horror ao vazio, e o carro da direita tem sempre um pneu sobressalente) e, mesmo reconhecendo que grande parte dos opinadores televisivos são hoje, e para o que mais conta, pró-governamentais (vá-se lá saber como), até doeu ver os tratos de polé a que o homem foi sujeito. Da história, até agora [The Story So Far, é o título das memórias do Eric Ambler], consigo cheirar o perfume da provocação, dos golpes e contra-golpes, uns bem-sucedidos, outros canhestros à brava; conto agora com o Prof. Marcelo e com o Prof. Louçã para ir conhecendo por antecipação as cenas dos próximos capítulos, que adivinho edificantes. Entretanto, conto igualmente com o jogo de quinta-feira com o Hertha para voltar à realidade [The Return of the Real: Hal Foster, todas as gerações a humanidade acredita que está à beira do abismo, Benjamin dixit, e todas as gerações a arte regressa ao real] e faço minhas as palavras de Dias da Cunha, porque se o provocador Vítor Pereira é sócio do SCP, está na altura de os outros sócios correrem com ele (é assim que se trata a vil provocação).</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/09/29/um-homem-so/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Não desgostei lá muito do resultado das últimas eleições</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/28/nao-desgostei-la-muito-do-resultado-das-ultimas-eleicoes/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/09/28/nao-desgostei-la-muito-do-resultado-das-ultimas-eleicoes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 22:40:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26098</guid>
		<description><![CDATA[Será preciso explicar porquê? Na esperança de que não me forcem a recuar à odiada aritmética infantil, deixo-vos aqui, de peito aberto, algo de completamente diferente (e raios partam aquele ou aquela que vir nesta singela homenagem ao grande Carlos Ramos uma mensagem subliminar qualquer).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será preciso explicar porquê? Na esperança de que não me forcem a recuar à odiada aritmética infantil, deixo-vos aqui, de peito aberto, algo de completamente diferente (e raios partam aquele ou aquela que vir nesta singela homenagem ao grande Carlos Ramos uma mensagem subliminar qualquer).</p>
<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IcrVML-8_E4&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/IcrVML-8_E4&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/09/28/nao-desgostei-la-muito-do-resultado-das-ultimas-eleicoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Presidente caiu, viva o Vice-Presidente</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/23/o-presidente-caiu-viva-o-presidente/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/09/23/o-presidente-caiu-viva-o-presidente/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 19:47:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=25886</guid>
		<description><![CDATA[O non-stop de declarações de Francisco Louçã sobre a farsa das escutas de Belém parece ter atingido o seu paroxismo e Louçã já não se coíbe, a este propósito, de falar sobre as condições para Cavaco permanecer &#8211; ou não &#8211; no cargo para que foi eleito. Eu julgo que Louçã deveria mesmo propor, caso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>non-stop </em>de declarações de Francisco Louçã sobre a farsa das escutas de Belém parece ter atingido o seu paroxismo e Louçã já não se coíbe, a este propósito, de <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1402018&#038;idCanal=12">falar sobre as condições para Cavaco permanecer &#8211; ou não &#8211; no cargo para que foi eleito</a>. Eu julgo que Louçã deveria mesmo propor, caso Cavaco &#8220;não reúna as condições&#8221; e deva demitir-se, a sua substituição pelo segundo candidato mais votado nas últimas Presidenciais &#8211; que foi, como se sabe, Manuel Alegre. Não tenho dúvidas que essa proposta seria igualmente &#8220;clarificadora&#8221; dos portugueses e permitiria perceber melhor a espécie de dirigente político que Louçã é.</p>
<p>Publicado também <a href="http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/3206706.html">aqui</a>.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/09/23/o-presidente-caiu-viva-o-presidente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>23</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Não se faz anos todos os dias (só todos os anos)</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/18/nao-se-faz-anos-todos-os-dias-so-todos-os-anos/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/09/18/nao-se-faz-anos-todos-os-dias-so-todos-os-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 00:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=25579</guid>
		<description><![CDATA[Só para fanáticos, mais um morceau (o último, prometo) dos Rita Mitsouko e do album No Comprendo &#8211; Andy, um clip tão datado, tão datado, que daqui a pouco tempo nos vai fazer chorar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só para fanáticos, mais um morceau (o último, prometo) dos Rita Mitsouko e do album No Comprendo &#8211; Andy, um clip tão datado, tão datado, que daqui a pouco tempo nos vai fazer chorar.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1C7nX7GekLg&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1C7nX7GekLg&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/09/18/nao-se-faz-anos-todos-os-dias-so-todos-os-anos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Festa de anos (after hours)</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/17/festa-de-anos-after-hours/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/09/17/festa-de-anos-after-hours/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 22:53:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=25566</guid>
		<description><![CDATA[Para os melhores de entre vós (todos, afinal on ira tous au paradis) mais um bocadinho de chanson, quando a genial Catherine Ringer tinha metade da idade que tem agora (e que bem lhe fez a idade!, vejam-na aqui), o mui alegórico Les histoires d&#8217;amour finissent mal (en général)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para os melhores de entre vós (todos, afinal on ira tous au paradis) mais um bocadinho de chanson, quando a genial Catherine Ringer tinha metade da idade que tem agora (e que bem lhe fez a idade!, vejam-na <a href="http://www.amazon.fr/Chante-Rita-Mitsouko-more-Cigale/dp/B001GRTPXO/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#038;s=music&#038;qid=1253228510&#038;sr=1-1">aqui</a>), o mui alegórico Les histoires d&#8217;amour finissent mal (en général)</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ML9PWVm0wEQ&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ML9PWVm0wEQ&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/09/17/festa-de-anos-after-hours/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A miséria da filosofia (trechos inéditos)</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/17/a-miseria-da-filosofia-trechos-ineditos/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/09/17/a-miseria-da-filosofia-trechos-ineditos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 22:01:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=25556</guid>
		<description><![CDATA[Simplifiquemos (é tarde, temos todos imenso que fazer): O João Galamba misturou atrevimento e ignorância e fez uma alocução risível na recente Convenção do PS, em que preveniu a esquerda contra o uso da luta de classes, como se a dita fosse uma de entre múltiplas opções ao dispor da esquerda, eventualmente substituível pela guerra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Simplifiquemos (é tarde, temos todos imenso que fazer): O João Galamba misturou atrevimento e ignorância e fez uma alocução risível na recente Convenção do PS, em que preveniu a esquerda contra o uso da luta de classes, como se a dita fosse uma de entre múltiplas opções ao dispor da esquerda, eventualmente substituível pela guerra dos géneros &#8211; ou pela colaboração das classes.</p>
<p>O <a href="http://5dias.net/2009/09/16/aos-dois-minutos-deus-nosso-senhor-declarou-o-fim-da-luta-de-classes/">Nuno Ramos de Almeida</a>, o <a href="http://5dias.net/2009/09/16/aos-dois-minutos-deus-nosso-senhor-declarou-o-fim-da-luta-de-classes/">Zé Neves</a> e o <a href="http://5dias.net/2009/09/16/o-segundo-homem-mais-rico-do-mundo-em-2009-de-acordo-com-a-forbes-desmente-joao-galamba-e-os-socialistas-que-o-aplaudem-na-sua-missa/">Tiago Mota Saraiva </a>referiram-se ao facto (necessariamente, riram-se de algo risível) e o João ripostou, confirmando que a sua crítica do conceito marxista da luta de classes se baseava num desconhecimento (também eventualmente risível, mas em qualquer caso profundo) daquilo e daquele (do marxismo e do próprio Marx, respectivamente) que eram o seu objecto.</p>
<p>Se eu tinha achado patética a alocução inicial do João, mais patética ainda achei <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1139299.html">a sua segunda intervenção</a>. Se antes o tinha achado atrevido (um traço não necessariamente negativo, sobretudo num tipo simpático como &#8211; digo-o sem hipocrisia &#8211; o João é), agora achei indesculpável a sua ignorância. Não basta ser um utilizador habilidoso das palavras, é preciso também ser um utilizador minimamente sério dos conceitos. E o João Galamba, neste caso, não o é.</p>
<p>O Nuno <a href="http://5dias.net/2009/09/17/uma-resposta-adiada/">voltou a responder-lhe </a>(deixando o link para o texto a que se referia) e o João <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1141562.html">respondeu à resposta</a> (não deixando o link para o texto a que se referia, o que acho deselegante e me parece mostrar receio do contraditório). É a esta última peça do João a que vou referir-me sumarissimamente, entrando pela última vez numa polémica que já provou o que tinha a provar (isto é, que o João Galamba deve procurar saber do que fala antes de efectivamente falar).</p>
<p>Os problemas que o João tinha evidenciado eram múltiplos: achava Marx o inventor da luta de classes, não compreendia o sentido da necessidade na filosofia marxista da história, confundia o materialismo histórico com o materialismo dialéctico, aconselhava a leitura de livros inexistentes (e que portanto, e por definição, ele nunca tinha lido), etc. No seu último texto, o João resolve a confusão literariamente, invocando o seu espírito simplificador (afinal, estamos em campanha e ele é um Simplex) e produzindo nomeadamente esta frase oportuníssima: &#8220;os conceitos Marxistas são interdependentes e não existem independentemente da filosofia de Marx&#8221;. Ou seja, e assim sendo, um conceito pode ser o que é ou outro qualquer, porque todos os conceitos são interdependentes (e, logo, as suas confusões são perdoadas) e todas se referem à &#8220;filosofia de Marx&#8221;, que somos supostos acreditar ser aquilo que o João diz que ela é, quando ele manifestamente a confunde.</p>
<p>Sucede que, de facto, ela não é aquilo que o João diz que ela é &#8211; e que por parlapatões como o simpático Galamba tinha Marx o desprezo (intelectual, claro) que vai no título deste post. Caro João, lê, reflecte, discute e afirma, com atrevimento, se necessário &#8211; mas por esta ordem, por favor.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/09/17/a-miseria-da-filosofia-trechos-ineditos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Parabéns a nós todos, nesta data querida</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/17/parabens-a-nos-todos-nesta-data-querida/</link>
		<comments>http://5dias.net/2009/09/17/parabens-a-nos-todos-nesta-data-querida/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 19:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Figueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinco dias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=25546</guid>
		<description><![CDATA[Parabéns para todos, para mim, para o Nuno, para o Rui, para o Ivan e para a Joana, que fomos os primeiros Cinco Dias, parabéns a todos os que cá estão agora (não escrevo os nomes porque a lista é muito comprida, mas foram todos grandes contratações), parabéns a todos os que por cá passaram, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns para todos, para mim, para o Nuno, para o Rui, para o Ivan e para a Joana, que fomos os primeiros Cinco Dias, parabéns a todos os que cá estão agora (não escrevo os nomes porque a lista é muito comprida, mas foram todos grandes contratações), parabéns a todos os que por cá passaram, incluindo os que quiseram ficar com os arquivos à saída (<em>no hard feelings whatsoever: in war, resolution, in victory, magnanimity</em>), parabéns a quem nos lê, a quem nos comenta, a quem nos insulta, parabéns para toda a gente. Só esta tarde me avisaram de que fazíamos anos, e que eu tinha a incumbência de fazer o discurso e tratar do presente; felizmente ainda fui a tempo de pedir ao nosso genial compatriota Liedson um truque da cartola, um golo por cada ano de vida. E agora, a pedido de muitas famílias, toca o hino oficial do 5dias: </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AkVnRFKaHZ8&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/AkVnRFKaHZ8&#038;hl=en&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://5dias.net/2009/09/17/parabens-a-nos-todos-nesta-data-querida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
