Votar no 5dias! (III)

slavojzizek-594x405Ainda a pretexto da angariação de votos para o 5dias, o único voto no lado certo da força, aproveito para deixar mais uma brilhante entrevista ao Zizek, outro dos grandes timoneiros desta praça. A ver se é desta que conseguimos cavalgar a diferença para a unidade sem princípios entre o Carlos e os suspeitos do costume.

Ler também: Votar no 5dias I e II.
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2 respostas a Votar no 5dias! (III)

  1. Lenin sempre diz:

    “Unidade sem princípios”??? Ressuscita Feuerbach, volta Kautsky, regressa Bernstein, que o Renato Teixeira acabou de vos abrir os braços deixando cair o Lenin que trazia no regaço.

  2. Carlos Carapeto diz:

    Renato.
    Este Žižek não é aquele senhor que escreve num dos seus livros umas opiniões bastante “abonatórias” acerca do casal Rosenberg?
    Bem: não só branqueia o processo, como que legitima a sentença, omitindo descaradamente a monstruosidade da gigantesca campanha de falsidades propagandísticas montada em redor da questão, com a finalidade de amedrontar a população Americana, ou não se vivesse no período da caça às bruxas.

    Depois lá mais para a frente tenta caldear Che Guevara com Robespierre, embora não o faça explicitamente, fá-lo por o enunciado das palavras de um de outro.
    Este Senhor esqueceu-se que entre Robespierre e Che medeiam quase dois séculos?

    E sobre a Coreia do Norte é um fartote de lavagem ao cérebro.

    Depois num outro dos seus livros tem este desabafo pitoresco acerca do Marxismo.
    “ Marx cuja obra pode ser descrita como uma reescrita materialista da biblia. Retomando todas as figuras presentes nesta última e com o proletariado a desempenhar o papel de messias.”
    Depois prossegue: “ O pensamento ideológico do século XIX é, sem margem para discussão, uma teoria materialista. Mas ainda que o Marxismo tenha morrido, o imperador nu continua a assombrar-nos com os seus novos trajes, entre os quais se destaca o ecologismo”.
    Embora tente atribuir este pensamento a Sorman, mas está lá escrito por a mão dele. Tal como as afirmações que reproduz da Ministra Polaca e de outros, acerca de Che Guevara.

    Depois ainda tenta ilibar a invasão do Iraque acerca do pretexto das armas de destruição massiva. “Se fosse um país totalitário a faze-lo essas armas apareciam sempre porque o próprio invasor as colocaria lá para serem “ encontradas”.

    Quanto a Abu Ghraib defende que se soube, porque as torturas foram praticadas por elementos de um país democrático.

    Esqueceu-se o que aconteceu ao soldado que tornou publicas as fotos?

    E Slavoj Žižek será assim tão ingénuo , ou pretenderá fazer de parvo quem o lê para acreditar que em Bragam e noutros carceres clandestinos espalhados por o mundo não se cometeram crimes e torturas mais horrorosas contra prisioneiros que em Abu Ghraib?
    Ficamos por aqui, creio que seja o suficiente para desmascarar um inteletual pseudo revolucionário que faz o jogo da burguesia.

    Diz o povo e com bastante sabedoria. “Diz-me com quem andas que dir-te-ei quem és”.
    Renato, continue que está muito bem acompanhado.

    Quanto ao seu ídolo Bronstein, devia ler Victor Serge camarada de percurso durante muito tempo.

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