Por acaso, votei no “Arrastão” (até porque o Sérgio Lavos mudou muito e está a escrever em grande forma)

Desculpa lá, pá, mas este sítio (ou blogue) não é nem oficial nem oficiosamente trotskista. E qualquer conversa séria tem de partir dos 5 aqui mostrados fotograficamente. Não há outra hipótese !!

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26 respostas a Por acaso, votei no “Arrastão” (até porque o Sérgio Lavos mudou muito e está a escrever em grande forma)

  1. anarquista diz:

    Há muito tempo que não via tanta porcaria junta. Tornaram o blogue num “chiqueiro”?

  2. jms diz:

    Ridículo. Como se gente de há 70-140 tivesse alguma coisa de relevante a dizer sobre os problemas (económicos, ecológicos, energéticos) que a humanidade tem pela frente no século XXI. Se quer cinco nomes para partir para uma conversa séria, eu dou-lhos de graça. Podem ser estes: Joseph Tainter, Craig Dilworth, George Mobus, Antonio Turiel, Richard Heinberg. Não, não é gente das “ciências” humanas, não são filósofos políticos nem sociólogos, porque esses não sabem senão de fantasias (abro aqui uma excepção, vá, para Anselm Jappe), mas gente que analisa a realidade económica-ecológica-energética a partir dos dados biofísicos deste planeta finito.

    • Carlos Vidal diz:

      Uma lista de génios, portanto. Agradeço.

      • jms diz:

        Génios? Que linguagem é essa? Julga que estamos nalguma história das mil e uma noites, ou em plena revolução romântica? A análise política não precisa de génios, precisa de gente informada, capazx de analizar os dados do mundo real. Marx foi um brilhante analista do capitalismo movido a carvão, mas entrentanto, não sei se reparou, passaram 150 anos. Nem o planeta terra, nem sequer este capitalismo, é o mesmo do século XIX. Procurar soluções para os problemas do presente em pseudo-profetas de há cem anos faz tanto sentido como pretender curar infecções com aplicações de sanguessugas.
        Por muito que pese aos actuais aspirantes a lenine, o capitalismo não vai ser destruído pela ideologia socialista. O capitalismo vai-se autodestruir. Portanto, esqueçam a ideia de empalmar os louros ou de se abotoarem com os restos. ,
        E não precisa de agradecer, que eu tenho um coração de escuteiro e só estou bem a fazer o bem.

        • Carlos Vidal diz:

          Poderia desenvolver a resposta, mas não o farei:
          – por falta de tempo
          – por desinteresse
          Quando Mao diz o “um divide-se em dois”, quer dizer que o “um”, o “uno” é uma entidade ou figura teológica. O “dois” é o humano. Isto é discutido desde Parménides ou Plotino. Mao entra numa discussão invariante, que se perde no tempo, na existência. A sua proposta relaciona-se com o o conceito de emancipação. Que não quer dizer uma coisa hoje, e outra no tempo de Aristóteles. Emancipação é sempre emancipação. Nem Marx está desactualizado, nem Platão, etc. etc.

          • jms diz:

            Filosofia, filosofia… a esquerda partidocrata é incorrigível… Não é com modelos teóricos concebidos para uma época TOTALMENTE diferente da nossa que se alcança a emancipação. E o problema não está na definição de emancipação, mas sim nos meios de a alcançar. E para identificar esses meios, há que reflectir a partir dos DADOS do PRESENTE. Marx foi grande porque soube ler o SEU tempo. E pretender fazer dele um profeta revela toda a pequenez, e justifica a invisibilidade, da esquerda actual.

  3. Zinoviev e Kamenev diz:

    Fosga-se! É querer alterar a história com certeza. Ou isso ou é adepto da eliminação física dos opositores. Democratas de politburo… É ser imbecil alguém defender um ditador que só via o comunismo como um meio para chegar a um fim e ainda se achar de esquerda. Agrada-lhe o comunismo isolacionista de “socialismo num só país” por certo… Aliás o PCP seguiu-lhe as pisadas e não é internacionalista. Por alguma razão não se chama Partido Comunista de “Portugal” mas “Português”… Patriotas estalinistas! Há sempre uma imbecilidade que nos aparece pelo ecrã antes de ir dormir…

    • Carlos Vidal diz:

      Não gosto da palavra democracia. Nunca gostei da palavra democracia. Já morreu gente suficiente em nome da democracia.

    • Tiago diz:

      Veja a data da formação do PCP e a da teorização de “socialismo num só país” e depois reflicta sobre a baboseira que acabou de dizer.

      Isto está a piorar e muito. Só senso-comum, ideologia dominante por todos os poros, frases feitas, muita ignorância e muito ódio.

      Nada de esquerda por aqui, vou para outras bandas.

      • Zinoviev e Kamenev diz:

        “Nada de esquerda?”
        Concordo! Estalinismo é tão de esquerda como Nacional-Socialismo! Aliás os opostos destas ideologias estranhamente tocam-se nos métodos de aplicação. Eliminação física dos próprios “camaradas” é uma das premissas. O sangue dos companheiros nas próprias mãos é apenas um pormenor na luta atroz pelo poder.
        Eu na minha ingenuidade nem sabia que ainda havia tanto adepto do Djugashvili, o empalador da Sibéria, aqui pelo burgo.
        Realmente é de pensar ir para outras bandas.

        • Carlos Vidal diz:

          Pois, meu caro, tem no autor deste post um admirador de Estaline.
          O comunismo constrói-se com muito esforço.
          Bem pode ir para outras bandas.

          • Zinoviev e Kamenev diz:

            O comunismo não se constrói eliminando camaradas de luta. Isso é de uma canalhice só à altura de um bom estalinista de facto.
            Eu vou para outras bandas mas aqui dentro do 5 dias porque de facto não se deve a perder demasiado tempo a comentar desditos de pasquim de pessoas com graves falhas de carácter.

          • Carlos Vidal diz:

            Caro,
            Publiquei o seu comentário porque calhou.
            Confundir uma discordância táctica, estratégica ou política com “falta de carácter” é o limite da estupidez.
            Sem mais.

  4. andreas diz:

    É pena estes façanhudos em vez do caixa-d’óculos de mãos fininhas (uma picareta na cabeça, nenhuma enxada nas mãos). Dos trotskas cocorico, internacionalistas entre St. Germain e o XVIIIéme até à ínclita família Kristol de DC – ils sont si rigolos…

    • Carlos Vidal diz:

      É um facto: a família Kristol foi toda trotskista !!
      O ex-trotskista Irving Kristol apresenta-se mesmo como o bastião americano do anticomunismo.
      E definiu a Segurança Social como “indigentes vivendo da caridade pública”.
      Ora porque será tudo isto?

  5. Vicente diz:

    Já estou a ver a solução.
    Ditadura do “proletariado”.
    Polícia Política.
    Gulags.
    Assassinatos selectivos para eliminar a oposição externa e interna.
    Assassinatos em massa para reinar pelo terror.
    Bela solução!!!

  6. Pingback: Votar no 5dias! (II) | cinco dias

  7. Miguel Botelho diz:

    Correta observação.
    Podem dizer o que quiserem acerca de José Estáline. Aquilo que não podem dizer, é que não era comunista e que não promoveu o socialismo na URSS.
    Aqueles que o criticam, de modo leviano, esquecem-se de todas as campanhas contra o comunismo, desde o aparecimento da URSS até depois da sua implosão.

  8. josé rodrigues diz:

    Ahhh Ei-los na fila de baixo, os da teoria prática ! Que maravilha qual deles o melhor?

  9. h diz:

    Eh,eh… o Carlos Vidal em grande forma… não faltará, apenas, o Hegel antes do Engels?

  10. LGF Lizard diz:

    Já parece a atribuição da Bola de Ouro ao melhor jogador.

    Por mim, entrego o título de “maior assassino da História” ao Messi chinês e não ao Cristiano Ronaldo russo.

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  12. De diz:

    Pode-se não concordar com tudo o que Carlos Vidal diz.
    Mas a forma como enfrenta e “responde” a algumas das “questões” postas é admirável.
    Muitas vezes sozinho, arrostando saraivadas de insultos quantas vezes resultantes de leituras por demais superficiais.Leituras superficiais não só dos escritos de Vidal mas sobretudo da Vida e da Condição Humana.E que entram em choque bastas vezes com a postura coerente e estruturada do pensamento deste autor.

    A hipocrisia não faz parte do seu jeito de ser. Ainda bem.

    • Carlos Vidal diz:

      Como se depreende facilmente, é por causa de escritos e comentários como os de De e de Justiniano que, mesmo sem tempo nenhum, ainda aqui, de vez em quando, venho, volto.
      Trabalho no emprego (faculdade, função pública), trabalho fora (por exemplo, conferências que não me apetece publicitar para não ser confundido com R. Varela [mais orientações de bom número de teses]), obrigam-me a estar desaparecido. Com muita pena, por causa dos diálogos com De e Justiniano. A médio prazo regularizarei a minha assiduidade.
      Estou certo.

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