Avião tradicional de feiticeiros despenhou-se em quintal

Numa vila do interior moçambicano que vive um boom mineiro, um senhor que perdeu em 2012 o pai, um filho por nascer e a carta de condução viu despenhar-se no seu quintal, na noite de ano novo, um avião tradicional que serve para transportar feiticeiros nas suas malfeitorias nocturnas.

Primeiro, pensou-se que a inesperada trouxa pudesse conter um nado-morto abandonado.
Mas, chamadas as várias polícias (incluindo a equivalente à Judiciária) e ganha coragem por parte de um ancião da vizinhança, que se atreveu a desamarrar a capulana que servia de embrulho, descobriu-se a macabra peneira mágica.

As polícias declaram que, não estando lá cadáveres nem pedaços de corpos, existe um vazio legal que impede a sua actuação.
O Secretário de Bairro lembra que há por ali muitos curandeiros estrangeiros sem fregueses, e que se deverá investigar por esses lados.

Esta peça jornalística notável é um extraordinário documento etnográfico.
Está lá tudo.

Se precisarem de descodificadores, para descortinar cabalmente o tal “tudo” e a rara coerência e racionalidade por detrás dos acontecimentos descritos, eles estão disponíveis aquiaqui aqui.

Votos de um melhor 2013!

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