Os amigos do BPN

Hoje, no Jornal da Noite da SIC, passará um peça jornalística sobre o BPN. No anúncio que vi esta manhã, refere-se que o banco poderá custar aos contribuintes 7 mil milhões de euros – buraco que o sempre amigo dos interesses privados, Banco de Portugal, estimou, há pouco mais de seis meses, em 2,8 mil milhões.
É neste momento que devemos recordar novamente que os prejuízos do BPN foram nacionalizados há quatro anos em nome de um alegado “risco sistémico“. Hoje, nenhum dos foliões da aventura bancária do cavaquismo está preso e sabe-se que Teixeira dos Santos teria na sua posse, à data da privatização, um relatório que diria que o BPN não representava um risco sistémico. Mais, o Presidente da Associação Portuguesa de Bancos, declarou na Assembleia da República que, se o governo tivesse decidido pagar todos os depósitos fechando o banco, teria sido uma operação bem menos onerosa para os cofres dos Estado.
O que terá feito o governo de Sócrates decidir-se pela nacionalização dos prejuízos do banco, também deve ser visto como um caso de polícia e não apenas uma decisão política errada.

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