O Bloco a brincar com a Esquerda

O Beijo da Morte

É inaceitável o processo a partir do qual o BE está a reciclar o PS aos olhos da opinião pública. O namoro aberto entre os dois partidos não representa nenhuma utilidade para a esquerda e não terá como consequência um governo de esquerda. O PS, esperto, aproveita a benevolência, e aplaude. O BE, absolutamente à deriva, encontra no PS “muitos aspectos convergentes” mas não concretiza nenhum.

Esta entrevista à Catarina Martins é mesmo para levar a sério? É que se for ela é reveladora da forma como a política de unidade do BE o deixou órfão de qualquer resquício de identidade programática. O que é que a semi-liderança do BE quer dizer quando nos fala da “inevitabilidade da renegociação”? Em que se traduz essa ideia peregrina que se pode negociar directamente com os credores e os investidores? Acredita mesmo que a troika aceita uma “renegociação sem ratoeiras” ou “sem empobrecimento”? O que tem o pequeno ferrador que ver com o problema da dívida?

Será muita maçada tornarem público quais são os “pontos comuns” com que querem governar em nome de toda a esquerda?

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