Nasha rodina, CCCP!


Não tive e nunca terei o passaporte soviético de que tanto se orgulhava Maiakovski. Nunca estive e nunca estarei na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Mas nunca esquecerei os que deram a vida pela defesa do primeiro Estado controlado por operários e camponeses. É que por muito que alguns se escondam atrás de cortinas vermelhas para iludir o seu posicionamento ao lado do revisionismo histórico capitalista, a URSS foi, até ao momento, a grande conquista dos trabalhadores de todos os países. O prestígio e a imensa força que a URSS ganhou aos olhos de milhões em toda a Europa depois da derrota do nazi-fascismo fez avançar o movimento comunista europeu. Não há dúvidas de que o capital se teve que ajoelhar e ceder à social-democracia e ao Estado social. Por muitos erros que se possam imputar à URSS, a emancipação de milhões de seres humanos que viviam no Império Russo num ambiente feudal, as conquistas das mulheres soviéticas, o apoio à República Espanhola, a derrota do nazi-fascismo, o apoio à libertação nacional de países africanos e asiáticos, as conquistas no campo da ciência, os desenvolvimentos no campo da arte e do desporto são elementos que bastam para que a verdade seja dura como punhos. Quem quer apagar a história da URSS, com as suas vitórias e derrotas, com os seus acertos e os seus erros, não percebe que a luta de classes é um processo cumulativo e despreza todos os que fizeram parte de uma das mais belas obras da humanidade.

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