Redesenhar o Médio Oriente

Os EUA e a NATO persistem nos seus planos para redesenhar as fronteiras do Médio Oriente. Israel aprofunda a sua escalada contra a Autoridade Palestina e a construção de colonatos nos territórios da AP. A pressão sobre a Síria e o apoio a forças internas terroristas hostis ao regime de Assad persiste, incluindo (paradoxalmente) apoio a forças alinhadas com a al-Qaeda. Os EUA tem neste momento mais de 10 mil tropas junto da fronteira Síria (ref), juntamente com forças da França e Reino Unido. As tensões na fronteira entre a Síria e a Turquia, membro da NATO, têm todo o potencial para servir de pretexto para puxar toda a NATO num assalto à Síria. E persistem as ameaças ao Irão, pelo seu alegado programa de armas nucleares. Um artigo recente de Seyed Hossein Mousavian, académico em Princeton e ex-negociador nuclear do Irão, apontam as razões pelas quais pensar que o Irão tem um programa de armas nucleares é mera fantasia.

 

Sobre André Levy

Sou bolseiro de pós-doutoramento em Biologia Evolutiva na Unidade de Investigação em Eco-Etologia do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa
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