“Empenharemos todas as nossas forças na intensificação e convergência da luta de massas, com todos os desenvolvimentos e expressões que ela possa assumir.”

Poucas vezes tenho ouvido um dirigente de um partido parlamentar, mesmo à esquerda, a fazer uma declaração tão acertada. Infelizmente, como se pode ver pelo debate que o último vídeo do Ministério da Verdade está a gerar, ela não é, nem de perto nem de longe, levada a cabo pela maioria dos dirigentes com que nos têm brindado. Para eles, como se pode ler aqui ou aqui, tudo o que não tem a benção da nomenklatura já não merece nem empenho, nem intensificação da luta de massas, nem convergência. Os desenvolvimentos e expressões que a luta tem assumido deixa a direita e a esquerda parlamentar a partilhar o mesmo sentimento: o medo. Os primeiros, porque receiam o fim do deboche, respondem ora com demagogia ora com repressão. Os segundos, porque temem o fim do monopólio, respondem ora com demarcações ora com a cumplicidade do silêncio. Como diz o Alexandre Fernandes, da Voz do Fogo, “este jogo não se joga sozinho…e apesar da flecha enviada pelo ministro macedo, não vi do outro lado da barricada quem tivesse muita vontade de se desviar dela“. A rua, espera-se, irá continuar a falar mais alto do que todas as certezas.

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