Começar de Novo sem Desistir de Lutar

Tenho partilhado com o Rogério vários momentos de luta. Desde os tempos de estudante, em Coimbra, em que nos batíamos por um ensino gratuito na universidade e por um modelo alternativo de habitação colectiva nas repúblicas, até aos primeiros anos de trabalhador, em Lisboa, onde me habituei a contar com a sua energia para fazer frente à aspereza do precariado e à angústia do desemprego.

A história do Rogério, um dos heróis do 15 de Outubro de 2011, é uma história comum a muitos jovens que são forçados a deixar as suas profissões e se vêem obrigados ou a voltar à terra ou a emigrar. Este é um retrato de uma geração que não desiste de lutar, seja em cima do leão da Assembleia da República, com a polícia literalmente à perna, seja com a enxada na mão pronto a aprender tudo de novo.

O Rogério vai ser, seguramente, um bom agricultor, mas o sistema de ensino em geral e os seus alunos em particular estão a perder um professor de mão cheia, que além de ensinar os conteúdos que o Ministério define, conseguia ainda dar conta de outros aspectos da vida.

Por tudo isto não podia deixar de lhe mandar um grande abraço e fazer os votos para que, entre colheitas, o consiga voltar a abraçar, entre protestos.

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23 respostas a Começar de Novo sem Desistir de Lutar

  1. Que voltas a vida dá, o Rogério tem um documentário! Um grande abraço para esse valente e muitas felicidades entre colheitas e protestos, até que as primeiras sejam escolha inteiramente livre e os segundos já não sejam necessários.

  2. Grevista diz:

    Herói do 15 de Outubro de 2011?

    • Renato Teixeira diz:

      Sim grevista, herói. Ainda não nos tiraram o direito a isso sem pagar impostos ou já paga IVA a 23% e 21,5% de IRS, certo?

      • Grevista diz:

        Renato, só queria perceber o porquê da qualificação. Heróis da luta política e social conheço uns quantos. E não negando à partida um heroísmo cujas razões desconheço era apenas por elas que perguntava.

  3. Pedro Marques diz:

    As políticas erradas começaram foi a ser feitas depois dos Governos Provisórios, e não logo após o 25 de Abril.

    • Nuno Valério diz:

      Caro Pedro Marques,

      Bem sei que é recente mais um aniversário do 25 de Novembro, 32 – trinta e dois – passaram. Será que passaram?

  4. Belo doc! Também eu comecei do zero no campo e hoje, passados 7 ou 8 anos, a coisa começa a dar frutos. É nunca desistir que, havendo pica, chega-se lá. Enquanto há pica há esperança. Quanto aos protestos, caro José Borges Reis, estes hão-de ser sempre necessários. Até porque há 150 anos lutava-se pela abolição do trabalho e hoje, havendo todas as tecnologias que de facto viabilizam essa luta, luta-se inversamente para se trabalhar. Este enorme retrocesso, que só se pode explicar pelo poder avassalador que o Partido Comunista teve nas classes populares europeias durante o último século, é de tal ordem que só a protestar até ao último segundo das nossas vidas poderemos de facto contribuir para libertar o homem dos seus constrangimentos. Desde o Paleolítico que a história é feita de avanços e recuos; e sem protestos nunca se deram avanços. Cultivar umas couves e uns nabos sim. Mas sempre a protestar, para que haja couves e nabos em todas as mesas!

    • De diz:

      O enorme retrocesso que só se pode explicar pela sentença do sr Duarte põe-me a pensar em muitas coisas.
      Uma delas é que está explicado o motivo porque o partido comunista teve tanto poder nas classes populares (dixit) europeias durante o último século.Foi para fazer retroceder “enormemente”as massas (alimentícias provavelmente?)
      Cada um é livre de dizer as calinadas que quiser.Cada um é até livre de ver o enorme poder que os comunistas tiveram em países como a Grã-Bretanha ou a Alemanha Ocidental.Está explicado o porquê.Está explicado também o tremendo êxito que o sr duarte prevê para aqueles países que se libertaram da influência maléfica dos comunistas e que se supõe que partam agora rumo ao enorme salto em frente das “massas populares”.
      Poderia dizer mais mas não me apetece. O meu inimigo é quem escreve aí mais abaixo e da forma como o faz.Esta afirmação do sr Duarte fica com ele e apenas a ele compromete.Teve um mérito.O de claramente perceber que a os constrangimentos do sr Duarte foram libertados.
      A luta continua.Apesar do sr Duarte. Sorry sr Duarte.Boa tarde sr Duarte.Vou ocupar-me agora dos que são injustamente acusados do enorme retrocesso social,como um tal geraldes

      • DE,

        Há-de ter notado que o interlocutor do meu comentário anterior era ‘outro’ (de nome José Borges Reis); e tinha na verdade ‘outra’ estaleca para entender as minhas palavras. Em comunicação, é sempre importante saber-se escolher o interlocutor. E eu até tive esse cuidado…

        Talvez um dia o DE conceda que os lugares comuns do seu pensamento (incluo aqui também as palavras que endereçou ao inenarrável Geraldo) possuem algo de fatigante: não servem de ponto de partida para nenhuma digressão, para nenhuma deriva, para nenhum ‘comentário’ (cuja raiz latina – ‘commento’ – remete, nalgumas das acepções que permite, para ‘imaginar, descobrir’). Na sombra desses seus lugares comuns, não se fica senão paralisado, adormecido; estagnado como as águas que uma represa não deixa fluir. Mas talvez ainda chegue o dia em que a inércia dos seus diques se torne insuficiente e, na sempre reconfortante companhia do rebanho, o DE abandone a crença tão desesperadamente actual no ‘Arbeit mach frei’.

        Se, entretanto e por um brevíssimo instante, quiser pôr à prova algum dos lugares comuns que destapou com o seu ‘comentário’, tenha a ousadia de pensar seriamente nisto:

        “O trabalhador, portanto, só se sente em si fora do trabalho; no trabalho sente-se fora de si. Só está à vontade quando não trabalha, quando trabalha não está no seu domínio. A estranheza do trabalho ressalta claramente do facto de se fugir dele como da peste, logo que não exista nenhuma coerção material ou de outro tipo.” Karl Marx

        No séc. XIX, era do senso comum que a libertação dos constrangimentos humanos passava por uma crítica radical que levasse à destruição do trabalho (‘trabalho’ provém do latim ‘tripalium’, nada mais do que um instrumento de tortura medieval… Marx conhecia bem a essência oculta do trabalho). Mas, no séc. XX, quando a industrialização/mecanização fabricaram o contexto material propício para se consumar a destruição do trabalho ou pelo menos para reduzi-lo a actividade humana residual, esta crítica (odiada como nenhuma outra por permitir um abalo sem precedente no xadrez social, obrigando a que, no grande tabuleiro da história, todos os jogadores subvertam os seus papeis e abandonem as suas identidades) foi abandonada até à sua quase extinção. Hoje, e nisto reside o espantoso retrocesso que leva Marx a dar voltas no interior do seu caixão inglês, as marchas, as manifestações, as greves, os combates com a ‘polícia’ (que partilha de uma mesma raiz latina com ‘política’) fazem-se ‘PELO’ trabalho.

        Mas porque raio deu a história tamanha volta?

        Terá cabido ao estalinismo e sucedâneos mais recentes algum papel nesta estagnação e inércia do pensamento crítico tão genuinamente exemplificadas pelas intervenções do DE nesta caixa?

        • De diz:

          Duarte:
          Parece que não percebeu.Mas desculpe, para essas conversas já dei.
          Um pedante feito pedante é o que é,como parece ser o seu caso. O “slogan”,que os nazis também utilizaram e que v.entoa, é o que é também, e mostram-no um pouco mais,permitindo associar ao presunçoso oco que parece ser,o personagem desonesto que é de facto.

          O registo está feito.O que está escrito está escrito e o Duarte bem pode socorrer-se de umas tiradas feitas lições escolásticas polvilhadas de origens etimológicas e tudo.É que nada do que diz apaga o que disse.Por isso poupe nos discursos à volta da pequena chamada de atenção.
          É chato ver “anotado” o disparate do Duarte? Pois claro que sim.Ainda mais chato se o dito é o que é.
          É que por mais que o texto seja longo, o que sobra resume-se numa frase batida Está ai escarrapachada.Pelo dito Duarte.Que depois Duarte tente fugir, primeiro pela resposta ao lado de professor serôdio e arrogante,depois pela porta larga do estalinismo é um problema dele.
          A fuga para o estalinismo curiosamente é geralmente comum a tantos outros.É o refúgio em que se acoitam tantos, e muitos usam-no cobardemente para tentar fazer passar a sua mensagem.Tentando confundir os dados da questão e atribuindo aos outros o que de facto não se disse. Mas o borrão ideológico é sempre melhor. Reafirmo, não dou para esse peditório,sorry.
          Quanto à presunção gozo apenas com esta
          🙂

          Agora vá lá mostrar mais umas paisagens de alemães a curtirem as regiões ditas turísticas.Um fundo feito de narcisos ficaria um primor
          Eu prefiro outros alvos.
          http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSC7wSa1jayceMBVudAkPZXA6T89gQ2pLN566J6S8BzpAJ_1MGDLg
          E denunciar os namoros às claras ou camuflados. Originais ou sucedâneos,tanto faz

        • De diz:

          (Ah…
          Ficámos a saber que “Este enorme retrocesso, que só se pode explicar pelo poder avassalador que o Partido Comunista teve nas classes populares europeias durante o último século”…
          se converteu numa segunda versão, numa dúvida existencial mais doce e menos afirmativa, sobre o papel do “estalinismo e sucedâneos”.
          🙂

        • Carlos Carapeto diz:

          Oh Sô Pedro Duarte é preciso ter muita pachorra, para escrever tamanha eloquencia verborreica para afinal não conseguir dizer absolutamente nada.

          Eu é que não tenho pachorra nenhuma para aturar sapientes da sua enorme estatura.
          Portanto foi tentar ser o mais breve possivel, tenho menos paciência que o De.

          Primeiro; está redondamente enganado quando insinua que Marx está ultrapassado.
          O Marxismo está tão atual como quando Marx o escreveu.
          Ou o meu Caro Pedro Duarte está assim tão distraido, (talvez pior que distarido tenta preverter a verdade) para não compreender que a intervenção estatal na economia para salvar empresas e bancos como tem acontecido com a presente crise são métodos de delinedos nas teorias Marxistas?
          Apesar de serem em beneficio do capitalismo, não deixam de ser isso mesmo, Marxismo. Ninguem antes dele propôs ou defendeu tais processos.

          Mais; foram postos em prática pela primeira vez por governos de ideologia Marxista, obviamente agora também por governos servirçais do capital financeiro nas horas de aflição.

          Portanto não se esforce em fazer discursos muito floreados porque não consegue desvirtuar a herança de Marx.

          Depois quando faz afirmações descrépitas deste género ” Marx a dar voltas no seu caixão inglês” ignora que Marx está para as ciências socias, como Darwin está para o processo evolutivo, ou Einestein está para a teoria da relatividade.

          Ninguém até hoje conseguiu suplantar as teorias Marxistas nas relações do trabalho/ capital nos sistemas de produção.

          Foram desenterrar as velhas teorias de Adham Smith, dando-lhe o nome de neoliberalismo, mas o resultado está aí à vista.
          Com cada vez mais gente a viver na pobreza, e mais acumulação de riqueza por uma minoria restrita.

          Tem que ler mais Marx , vai ver que passa a ser mais elucidativo com aquilo que escreve e poupa-se a escrever longos comentários enfadonhos esvaziados de conteúdo.

          Quanto à sua predilação por Estaline. Desejo saber se está disposto e em condições para discutir comigo a sério, Estaline
          Quer aceitar o desafio?

          • C. Carapeto,

            Marx, ultrapassado? Nem pensar! O sr. Carapeto entendeu tudo exactamente ao contrário: ou seja, nada. Digo mais: absolutamente nada! Ultrapassado aqui vejo apenas você. Aliás, ‘ultrapassado’ é uma forma suave de dizer a coisa…

            Quanto ao DE, creio de facto que aplicará melhor o seu tempo com o Geraldo. A sua ousadia não lhe dá para mais…

            The end

  5. luis geraldes diz:

    O Rogério, o tal “heroi”, que gosta essencialmente de ser visto. Como o Renato.
    O pobre desempregado, que pobre e incapaz de sobreviver tem de se tornar agricultor. Que estória comovente!
    O probre cavador de sapatinho e luva branca que senta o cú num mercedes-banheira para ir até Coimbra, coitadinho. A rede expresso tem 3 ligações por dia de Oliveira para Coimbra…
    Sempre foi um árduo trabalhador, a enrolar ganzas. Achou que um cursito de médias fáceis de entrar – sim, é por essa razão que 90% dos colocados em Geografia o são, não por gosto ou por terem qualquer intenção profissional séria – tinha de lhe garantir emprego para a vida. Que o estado que lhe deu uma cadeira na escola e um numero clausus na universidade tem é que lhe garantir empreguinho, porque ele até estudou.
    O Renato – ai espera, não, o Rogério, fugiu o texto – tem tanto de agricultor como o Passos Coelho de ferreiro. Lá foi plantar umas coivitas à pressa para o filme, ou semear uns alhos ignorantes para fazer cebolada. Ó Rogério, a tua mae sabe perfeitamente que o alho não se semeia, planta-se, depois de semeado e nascer em viveiro de areia. Se o teu “regresso à terra” tivesse um pingo de verdade, terias dado ao trabalho de lhe perguntar. Apanhar castanhas de luvas? é comédia? sabes para que servem umas botas? apanhas antes ou depois de lhes passar com o mercedes por cima?
    Depois, Renato – caraças – Rogério, o teu querido estado que não te garantiu emprego, tem um generoso programa para jovens agricultores, com 100% de atribuição. Só tens que te dar ao trabalho de candidatar.
    Tens é que te comprometer a trabalhar a terra por 5 anos, que é uma chatice eu sei. É muito mais fácil ir apanhando umas castanhitas do carvalho do avô para vender.
    Sabes, o castanheiro vai morrer se não cuidares dele. Não podes só aparecer ao fim de semana para apanhar castanhas. Os teus pais também e os teus avós também, é a lei da vida. Nesse dia estás fodido, porque o pai deixa de te dar mercedes e o castanheiro já não paga as jecas.
    Nesse dia, vais perceber “ai de santa bárbara” que não sabes fazer um caralho. Se realmente queres ser lavrador, melhor aprender com quem sabe, enquanto vivem e deixares-te de filmes parolos. Se queres ser politico, boa sorte, mas o teu pai não é o pai do Renato.
    O Renato, esse é um pouco diferente, o pai não é construtor civil que fez fortuna, como o Rogério. Esse o pai mexe-se nas esferas oleadas a euro e lá o vai empurrando para a “politica” dos mimados, em descapotável na faculdade. oooops, não gostas nada que te relembrem dessa…..

    • Renato Teixeira diz:

      Este, está visto, nunca apanhou castanhas.

      • luis diz:

        Apanhou muitas castanhas Renatito. Bem mais que alguma vez comerás. Por isso mesmo é que sei que só para o filme é que tiras castanhas do ouriço à mão.
        Quem realmente quer “voltar às origens” pergunta a quem sabe como se faz e logo lhe dizem para calcar o ouriço com os pés e só depois meter as mãos ao barulho.
        Já agora, também lhe teriam dito que plantar couves ou alho em Novembro é uma idiotice, que condena as pobres plantas à morte pelo frio nos próximos meses.

        Mas claro, para o heróico filme vale tudo. Para tentar manter a chuchita toda a mentira é válida.

        Como percebes tanto de cavar terra como o Rogério e não tens argumentos fluentes, fizeste a unica observação que te deixa nú de ignorancia.

        • Renato Teixeira diz:

          Com toda a franqueza, meta lá a viola no saco. Qualquer declaração, minha ou do Rogério, daria ao Geraldes motivo de escárnio. Um imbecil não ouve que o tipo está a “começar de novo”. A aprender um ofício novo que para o que já aprendeu não tem direito a soldo. Ninguém aqui meteu a arte do cavar ao peito. A única que me atrevo a contrapor é mesmo a das castanhas. E da respiga não passa. Ouviu?

    • De diz:

      A forma como este geraldes escreve é paradigmática do neoliberal pesporrento em fase de defesa do patrono.Mas não só.
      O ódio boçal que exprime só sobrevive paredes meias com os juízos de intenção do geraldes.Ei-lo a desfilar as suas conclusões sobre quem aqui é focado.Ei-lo como se baba por tentar compor o seu ramalhete.Ei-lo que invectiva o mercedes,sem sequer saber se o mercedes serve ou não para algo mais do que o transporte pessoal.
      Parte à desfilada e de cabeça perdida.Ei-lo a marrar com os cursos de geografia e as “suas médias fáceis de entrar”.Cientificamente até fala em percentagens de 90% etc e tal.Reproduz o que ouve na hola, a revista científica da dona jonet? Mas reproduz com aquele ar de perturbado agente governamental neoliberal de serviço, em que atira contra tudo o que não obedece ao seu peculiar modo de pensar.Um émulo do passos coelho e das suas teses ( de pulha encartado) sobre os preguiçosos que estão desempregados por gosto e opção.Apimentando a coisa até com pequenos palavrões que lhe enchem a boca.Mas que mostram também que geraldes é movido por outra coisa, que é o da raiva contra quem não obedece aos princípios do dono.
      Sobra-lhe assim este comentário “característico” que o mostra, para além de propagandista patético do regime em que vivemos ( com um particular carinho pela amante dos proprietários urbanos e dos grandes proprietários rurais , de nome cristas), um ser ressaibiado e com um trauma profundíssimo. Adquirindo nesse processo todo aquela tonalidade com que se fizeram outrora os capos do regime ou os pides da altura.
      Este candidata-se a um lugar

    • Carlos Carapeto diz:

      ” The end ”

      Significa pedido de tréguas ou rendição?

      Carissimo Pedro Duarte ainda me restam muitas munições.

      ” Ultrapassado aqui vejo apenas você. Aliás, ‘ultrapassado’ é uma forma suave de dizer a coisa…”

      Compreendo-o.
      Ultrapassado está quem se recusa engolir a pílula estalinista?
      Porque na dianteira vão aqueles que ultrapassam Marx por a direita deturpando os seus conceitos filosóficos!
      Que é o seu caso, ao pretender virar Marx do avesso.

      Como essa afirmação que faz de que há 150 anos se lutava por o fim do trabalho.
      É uma tentativa grosseira de falsificar a história. Não passa de uma provocação com o fim de desvirtuar o grande contributo da luta de classes do século XIX para as alterações socias que se seguiram.
      Tal como o rabisco grotesco que imputa a Marx sobre os trabalhadores e o sentimento que têm em relação ao trabalho.

      Aqui; “O trabalhador, portanto, só se sente em si fora do trabalho; no trabalho sente-se fora de si. Só está à vontade quando não trabalha, quando trabalha não está no seu domínio. A estranheza do trabalho ressalta claramente do facto de se fugir dele como da peste, logo que não exista nenhuma coerção material ou de outro tipo.” Karl Marx ”

      Isto é falso é mentira, não passa de uma intrujice, esta canalhice foi amputada de uma opinião de Marx, sobre as duras condições de trabalho e o horário prolongado que os operários eram submetidos.

      Pedro Duarte, eu não uso formas suaves , trato as coisas por os respectivos nomes.

      Caro Amigo o que Marx escreveu foi isto.
      “ O trabalhador que durante mais de doze horas , tece , fia, perfura, aperta, constrói , cava, parte pedras, carrega fardos, etc——- Achará ele que estas horas a tecer , perfurar, apertar, construir, cavar, partir pedras, são uma manifestação da sua vida? Pelo contrário, para ele a vida começa quando esta actividade cessa, à mesa , na taberna, na cama. Marx (276)

      É quase o mesmo mas com um sentido totalmente oposto ao que Vc interpretou.
      Nem é para admirar! Para quem atira à cara de um comunista slogan nazis como este “ Arbeit macht frei” não se deve esperar melhor da opinião que tem de Marx.

      Também podia ter escrito esta reflexão de Marx:
      “ Se tivermos escolhido aquela posição na vida em que podemos acima de tudo trabalhar para a humanidade, nenhum fardo nos pode vergar, porque são sacrifícios para benefícios de todos; não sentiremos então nenhuma alegria mesquinha, limitada e egoísta, mas a nossa felicidade pertencerá a milhões , as nossas acções permanecerão silenciosas mas continuamente a trabalhar e sobre as nossas cinzas derramar-se-ão as lágrimas quentes de pessoas nobres “.

      Oh Pedro Duarte aconselho-o a tirar essa máscara, Vc já não pode esconder nada daquilo que é. Outros embusteiros muito melhor disfarçados foram postos a descoberto.

      E sobre Estaline, não se atreve sair da toca?

  6. Carlos Carapeto diz:

    “luis geraldes”

    És um miserável.
    É o melhor aplicativo que posso encontrar para canalhas da tua estirpe.

    E a partir daqui sei que tens tudo que de mais reles se pode encontrar no ser humano.

    Tentas dar lições de agricultura, para afinal mostrares que não percebes nada do assunto. Quando é que os alhos são primeiro semeados em viveiro e depois transplantados? Só na tua pobre parvalheira.

    Não é a tua ignorância sobre agricultura que me preocupa.

    Não tolero a insensibilidade que mostras em relação aos dramas das outras pessoas.

    Embora tente disfarçar mas é bem patente o desespero que esta pessoa está a viver e a angustia das palavras da mãe , alguém que conheceu a dureza da vida e se esforçou por dar um futuro diferente ao filho o que viu foi desmoronarem-se o seus sonhos e os seus esforços. Isso é muito dificil de suportar.
    Fiquei indignado, sinto desprezo e repulsa por quem está a condenar à exlcusão o melhor que uma sociedade tem a esta situação.
    Imaginei logo a frustação que aquele jovem deve sentir? Qual será a esperança que tem sobre o futuro? Quantas vezes a incerteza do amanhã não o faz passar muitas noites em claro?

    Trata-se de um jovem que tem anseios e projetos para a vida, que quer contribuir com os seus conhecimentos e o seu esforço para um Portugal melhor, mas que num ápice esbateu num muro que lhe corta todas as saídas.
    Quando estava a ver o video pensei, este homem e todos os que estão na situação dele não terão direito de viver com a dignidade que desejam ? Ninguém seja com que pretextos for pode interromper um sonho ou assassinar um projeto de vida. Ainda mais de alguém que pretendia dedicar-se a uma causa nobre coletiva como a dele. O ensino.

    Ser agricultor não é uma desonra nem tão pouco sinonimo de estatuto de inferioridade, mas cada cidadão tem o direito de escolher aquilo que pretende e sonha ser na vida.
    E cabe à sociedade dar-lhes essas condições, é uma responsabilidade que todos nós devemos assumir para com os nossos jovens.

    Porque do modo como estamos a tratar a nossa juventude estamos a arriscar um futuro muito perigoso.
    Tentar dar apenas a primazia aos filhos das élites burguesas frequentarem as universidades e só eles prosseguirem a carreira profissional que desejam, ao mesmo tempo negando esses direitos aos filhos dos trabalhadores é condenar qualquer sociedade ao fracasso, ao atraso. Assim não conseguimos evoluir.

    Nesse momento (em que estava a ver o video) pensei nas grandes lições da Revolução Bolchevique e da enorme transformação e do colossal desenvolvimento daquela sociedade em apenas duas décadas ao apostar na massificação do ensino e na preparação profissional e tecnica da sua população, dos jovens em particular.

    Lembrei-me ainda de muitas outras coisas, algumas delas já aqui colocadas. Lembrei-me que jamais poderei esquecer de quem me roubou a infância e me assassinou a juventude.

    Nesse tempo de escuridão e exploração desenfreada, em que Portugal era governado por os fascistas antecessores destes que estão agora aí estão, recebi como recompensa por ter tido a ousadia de fazer a 4 ª classe com dez anos, ir trabalhar atolado com água e lama até à barriga nos arrozais do Vale do Sado. Como eu, outros milhares de jovens deste país sofreram as mesmas agruras.

    E isso nunca irei perdoar e jamais esquecerei. Sei muito bem quem contribuiu para essa situação, são os mesmos que hoje me estão a roubar, que querem impedir que faça uma vida sem sobressaltos, também são esses mesmos que estão a empurrar todos os Rogérios deste país para a miséria e o desespero.

    Como nunca poderei esquecer os momentos de angustia por que passei quando vi um filho de 19 anos partir desamparado para o estrangeiro, sem destino certo. É muito duro é deveras frustrante o desespero que sentimos nesses momentos, julgava-me culpado sem ter qualquer culpa por não conseguir arranjar uma solução que pudesse ajudar o meu filho. Felizmente as coisas correram bem. E se tivesse sido ao contrário?

    Se estas situações preocupassem os Geraldes dementes deste país, não tinha-mos chegado à penuria social em que nos encontamos. Porque de certeza que havia muita mais gente a opor-se às arbitrariedades de que nos tem governado.

    Mas a besta (não encontro outro epiteto melhor) só se preocupou com o mercedes. Não teve foi o cuidado de reparar na matricula do carro.

    Por isto mesmo é que comecei por chamar-lhe miserável, trata-se de um seboso corroído por a inveja, que não deve ter onde cair morto, para no meio de um drama pessoal ter visto apenas um mercedes, só não conseguiu ver que o carro tem mais de 20 anos.

    Confrontado este tipo de rebotalho social , faço sempre minhas as palavras do Comandante Marcos. Assumo ser tudo aquilo que eles odeiam. E odeio e combato tudo o que eles são e defendem.

    Rogério força.
    Vá procurando por aí uma mina abandonada que pode ser que um dia ainda tenha-mos necessidade de meter lá esta gente toda.

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