“O melhor povo do mundo” vai derrotar o pior governo do pós 25 de Abril

O José Manuel Fernandes aderiu à mistificação e sonha com um lugar na estiva, a Margarida Rebelo Pinto lamenta que a crise a tenha obrigado a fazer um downsizing do seu lifestyle e inveja os sinais exteriores de riqueza dos indignados, o General Pires Veloso sente um cheiro de PREC no ar e o António Ribeiro Ferreira depois de querer partir a espinha aos sindicatos quer agora partir os ossos dos estivadores e dos grupos radicais.

“Os homens que param o país” estão a deixar os austeritários em sentido mas como ironiza e bem o António Mariano, um dos estivadores que tem acompanhado este processo de luta, eles são também “os homens que faziam funcionar o País, 24 horas por dia, 362 dias por ano”. Estivadores, movimento social e sindical, partidos de esquerda, cidadãos e activistas empenhados, em suma, “o melhor povo do mundo”, tem dado conta disso mesmo e por isso o governo já sabe que o seu tempo acabou.

Nos próximo dia 27 e no próximo dia 29 – datas da votação do Orçamento de Estado e da Manifestação Internacional de Estivadores – o governo, a troika e os seus acólitos vão consumir o último trago de ar que ainda os mantém vivos e esse será, paradoxalmente, o garante de que todos os outros poderão continuar a respirar.

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23 Responses to “O melhor povo do mundo” vai derrotar o pior governo do pós 25 de Abril

  1. Geraldo Ribeiro diz:

    Acham que é possível consertarem o que alteraram no feed rss? De repente passou a só disponibilizar cabeçalhos, forçando quem o lê a vir ao site ler o resto. Já fiz esta pergunta várias vezes, sem resposta. Obrigado.

  2. Graza diz:

    Não tenho por mau hábito ler o JMF, tentei apenas para o enquadrar neste post, mas o Público, que tive o bom hábito de deixar de ler desde que tomou conta dele, também não nos permite a leitura, e também não me vou inscrever só por isso. Espero deduzir da leitura dos restantes links, o enquadramento do link do JMF.
    Não li ainda a MRP, mas esta entrevista e os três parágrafos a seguir ao downnsizing dizem-me que fiz bem.

  3. ignatz diz:

    mais uma greve dos motoristas com diploma de pesados emitido pela universidade comuna dos portos de lisboa. são tão imprescindíveis que o sindicato limita o acesso à profissão para controlar a mama.

    • De diz:

      O moço do relvas (ou será do Ângelo?) está preocupado com a emissão de diplomas?Ou com a força dos trabalhadores?
      Sossegue o moço que isto de diplomas a eito e com trapaça, só mesmo entre a quadrilha neoliberal que nos (des)governa.A mama fica assim controlada pelos bosses dos igatzs.
      Por enquanto,claro
      🙂

  4. JgMenos diz:

    ‘o estado de negação é aquele em que a pessoa finge não existir um problema ou ataca qualquer pessoa que fale sobre o assunto.’

  5. Pingback: “Querestroika? 01 – Ide Pró Caralho” |

  6. Rascunho diz:

    Por razões que desconheço o vídeo (vídeos) que se encontrava disponível, “Questroika?” do Vítor Ruas, deixou de estar… Vou manter a ligação/”pingback”, atendendo que o Renato já partilhou…

  7. Por razões que desconheço o vídeo (vídeos) que estava disponível, “Questroika?” do Vítor Ruas, deixou de estar… Vou manter a ligação/”pingback”, tendo em conta que o Renato já fez partilha…

  8. Rafael Ortega diz:

    Não me parece estranho salientar a quantidade de indignados que têm tablets e telemóveis que não estão acessíveis a qualquer um.

  9. António Carlos diz:

    “eles são também “os homens que faziam funcionar o País, 24 horas por dia, 362 dias por ano””
    Nem percebo para quê organizar eleições em que todos podem votar: poupava-se muito dinheiro se as eleições se limitassem aos estivadores. Ou então, passar a haver um visto prévio das candidaturas feito pelos estivadores.

    • Caxineiro diz:

      ou:
      nem percebo o porquê de haver sindicatos greves ou oposição. Poupava-se dinheiro se toda a gente fizesse o que o governo pretende que façam, já que ganhou as eleições

      Mas a realidade por vezes é uma chatice…

    • De diz:

      Esse “nem percebo” é uma ideia roubada à tia, não? Adivinha-se até o sotaque típico da dita e o mindinho levantado a acompanhar o gesto. Porque o que não se percebe é o que têm as eleições e o visto prévio (esta é suspeita; deformação profissional?) a ver com o simples facto de ser quem trabalha, quem faz de facto funcionar o pais.
      Depois o post tem um âmbito muito mais vasto.Ora é só ler:”Estivadores, movimento social e sindical, partidos de esquerda, cidadãos e activistas empenhados, em suma, “o melhor povo do mundo”.
      Parece simples,não? Mas o que se há-de fazer.?Ficam-se nos parâmetros literários da tia margarida e depois dá isto.
      Tá certo. A tia margarida pugna pelo direito do cabelo a ser cortado, afirmando que “toda a gente tem dinheiro para ter uma máquina que corta o cabelo em casa”.
      Outros invocam à maneira neoliberal o direito ao “visto prévio”, enquanto teimam em “organizar eleições”.Como o fizeram no Chile com a dupla pinochet/friedman?

    • Carlos Carapeto diz:

      ” Nem percebo para quê organizar eleições em que todos podem votar: poupava-se muito dinheiro se as eleições se limitassem aos estivadores.”

      Não percebeu, porque não percebe mesmo nada. E quando não se percebe faz-se sempre muita confusão com a aquilo que não se percebe.

      Percebeu?

      E na minha terra costuma dizer-se que cada macaco no seu galho e cada galo no seu poleiro.

      E agora já está a perceber alguma coisa?

      Isso mesmo; os Estivadores estão a defender legitimemente os seus direitos com muita dignidade.
      Têm tido muita coragem na sua luta para impedir que este governo lhes imponha as medidas anti sociais que que pretende.

      Não sei é por quanto tempo mais conseguem resistir. Nesse ponto não partilho o optimismo do Renato.

      Mas nisso também tenho a minha quaota parte de culpas, porque em vez de estar para aqui a perder tempo a discutir com quem se vangloria com a chacina social deste governo que é o principal responsável por os Estivadores viverem esta situação, se estivesse junto deles a lutar era mais proficua a minha solidariedade.

      Agora de certeza que só não percebeu como também entendeu.

      Eleições, eleições, desta vez sou eu que não percebo.
      Não se estará a tentar referir àqueles espetáculos de folclore que se realizam periodicamente em que se sabe sempre de antemão quem é o vencedor?

      No atual modelo politico as eleições são uma autentica farsa que têm por finalidade legitimar os sicários da burguesia no controle dos governos que servem os seus interesses financeiros.

  10. António Carlos diz:

    “os homens que faziam funcionar o País, 24 horas por dia, 362 dias por ano”
    A elite dos trabalhadores, portanto: o que eles decidirem está decidido e não se fala mais nisso. Aos outros trabalhadores, que “não fazem funcionar o País 24 horas por dia, 362 dias por ano”, resta agradecer a solidariedade na luta (enquanto as suas reivindicações não forem atendidas, claro).

    • De diz:

      Sorry António Carlos.
      Nem elite nem meio elite.Apenas a sua tentativa aqui de tentar fazer um pouco de politiquice rasca em torno dos estivadores.O que até se poderia compreender dadas as suas posições ideológicas.Mas sabe? O que já cheira mal,cheira mesmo mal.E essa sua pretensão tem-se repetido com assaz regularidade em torno do mesmo tema.É ver os posts sobre o tema.
      Tem algum interesse particular no assunto,para além de?

      E hoje nem vale a pena falar nessa sua manobra de tentar atirar trabalhadores contra trabalhadores.Uma velhíssima arma usada há muito e que os neoliberais usam porfiada e quotidianamente.
      Como de resto é patente.

      • António Carlos diz:

        Caro De,

        a si (trabalhador como eu, presumo) não lhe causa incómodo este alinhar táctico com a luta dos estivadores que chega ao ponto de afirmar “os homens que faziam funcionar o País, 24 horas por dia, 362 dias por ano”?

        Porventura estes estivadores estão a lutar para a queda do governo, contra a austeridade em Portugal, ou contra a aprovação do orçamento como os posts do Renato querem fazer crer (aproveitamento táctico)? – O que fazem então aqui os estivadores estrangeiros?

        Até este momento alguém tinha notado a sua presença em manifestações ou greves, nomeadamente da CGTP?

        Porventura os estivadores demonstraram, até verem beliscados os seus direitos, alguma solidariedade de classe para com os outros trabalhadores ou desempregados? Julga que vão continuar a demonstrar logo que vejam as suas pretenções satisfeitas?

        Acha mesmo que o que motiva os estivadores é garantir que mais trabalhadores sejam contratados para os portos?

        As greves dos estivadores são porventura justas mas não passam disso mesmo. Greves de uma classe profissional (nem toda) para legitimamente (repito, legitimamente) fazer valer os seus direitos. O que me parece excessívo e contra-producente (e aliás já foi referido até por outros insuspeitos bloggers do 5Dias) é este súbito “endeusamento” dos estivadores (“os homens que faziam funcionar o País, 24 horas por dia, 362 dias por ano”) e da sua consciência social. Vai ver que esta semana só se vai falar de estivadores e da CGTP (por exemplo), nada. Foi só isso que eu quis dizer.

        • De diz:

          Caro António Carlos:
          O que agora explicita está a anos luz do que disse antes.Pelo menos assim o interpreto.
          E não tenho nenhum problema em escrever que sou sensível e até concordo com algumas coisas do que escreve agora.De facto não endeuso ninguém. A luta faz-se de milhares de lutas. E todas confluem (ou devem confluir) num leito comum.
          Mas também sou franco em dizer-lhe que costumo pautar as minhas intervenções solidárias, independentemente do que antes fizeram os protagonistas dos protestos.As causas justas devem ser defendidas se de facto o são.E tenho sempre esperança que a consciência de classe acabe por triunfar.
          Aprecio todavia e como já o disse, o seu esclarecimento.

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