Sobre a Violência

Via Artigo 21.º

“(…) não sei se era essa a intenção, mas, como é natural, a minha filha teve pesadelos com a polícia e não com quem estava a atirar pedras…”

Síntese de um testemunho impressionante sobre a carga policial indiscriminada que ocorreu na manifestação da greve geral, divulgado pela Rede14N.

Indiscriminado quer dizer “indiscriminado”. Porque razão nenhum órgão de comunicação o refere com a clareza que se vê nas imagens e se depreende de todos os testemunhos?

 

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10 Responses to Sobre a Violência

  1. Bruno Simão diz:

    Desta lista de nomes, conheço um. O jardineiro, reformado…. Não basta ser preso, ou levar umas bastonadas da polícia para se tornar um herói da luta dos povos! Este amigo não é sindicalista e pelo que pude apurar, nunca foi. tem uma queda para a mentira e em muitas circunstâncias da vida, a honestidade foi prima em 3º grau.

    • C. S. G. diz:

      Desde quando ser mentiroso dá direito a ser espancado e preso pela polícia de intervenção, oh Sr. Bruno Simão? Jardineiro, reformado ou sindicalista parecem-lhe qualidades próprias de um criminoso? E desde quando os criminosos, se os houvesse naquela manifestação, poderiam ser tratados deste modo? Esqueceu-se que vivemos numa democracia, num Estado de Direito – ou defende a sua suspensão provisória, defende uma “excepção”? O seu comentário carece de honestidade intelectual. E já agora, rodeie-se de muitos primos em muitos graus, são óptimas companhias para quem quer pensar.

      • JgMenos diz:

        Da sua desconversa resulta uma questão não resolvida.
        Devem as polícias de choque serem extintas nas democracias? Se numa democracia são inadmissíveis cargas policiais, para que ter polícia treinada para esse fim?
        Devem as cargas policiais passar a fazer-se a passo, parando sempre que haja um cidadão que queira ser esclarecido ou tenha alguma coisa a dizer?
        Questões da maior importâncoa que a meu ver merecem a organização de um ciclo de debates para definir uma política correcta, e as consequentes e indispensáveis formas de luta.

        • De diz:

          Debates?
          Ora aí está uma coisa que se podia debater.A responsabilidade de quem deu as ordens e de quem as assumiu (assumir,assumir mesmo,parece que ninguém.

          “Agostinho de Hipona encontrou uma engenhosa fórmula para desculpabilizar os soldados que matavam a torto e a direito nas guerras para as quais eram enviados pelos seus senhores: seguiam ordens e, como seguiam ordens, não tinham culpa. Ou seja: “estavam só a trabalhar”.
          No final do terceiro decénio do século passado, quando os esbirros das einsatzgruppen nazis disparavam tiros nas nucas de mulheres e crianças ajoelhadas à beira de valas comuns, já repletas com os corpos dos seus familiares assassinados nas vezadas anteriores, também “estavam só a trabalhar”. Sob a legitimidade de um trabalho, de uma ordem ou de um sufrágio já se fizeram e continuarão a ser feitas as piores atrocidades possíveis.
          Quando um carrasco, seja de que regime ou orientação política for, tortura outra pessoa para os mais abjectos fins, também “está só a trabalhar”.
          Quando um agente de um corpo de intervenção fractura com um cassetete a cara de uma mulher, que tem idade para ser sua mãe, também “está só a trabalhar”.
          adernosdedaath.blogspot.pt/2012/11/o-estomago-e-o-espelho.html

          Este quer debates se a carga policial deve ou não fazer-se a passo.Algo de néscio sobra,para além de mostrar o que se esconde de facto por trás da pesporrência e dos cânticos à violência gratuita.

      • Bruno Simão diz:

        Caro C. S. G.

        Leu nas minhas palavras, algo que não disse nem diria. Não encontra lá uma linha de justificação ou apoio à acção policial. Apenas disse e afirmo, que a informação dada pelo próprio detido é falsa. Não é sindicalista, nem nunca o foi! Confirma-se ter sido jardineiro e ser hoje reformado. Fez-se passar por quem não é, e isso é censurável. Atirou pedras, como o próprio afirma, então foi bem detido. Deveriam ter-lhe sido garantidos todos os direitos nessas circunstâncias? Claro que sim. A falta de carácter de alguém é pouco para justificar umas bastonadas? Tem razão, é muito pouco, mas também não será nenhum baptismo redentor. No que respeita à falta de “honestidade intelectual” do meu comentário, não vejo onde possa estar. O que disse é verdade, digo-o assinando com o meu nome. Não atire à queima roupa.

  2. Diogo diz:

    Porque andarão civis à pancada com polícias e vice-versa, todas vítimas dos vampiros financeiros internacionais (e dos seus lacaios nacionais) que estão a conduzir este e outros países a um holocausto social e económico?

    Porque não se juntam civis e polícias e vão jutos à caça dos verdadeiros criminosos?

  3. ignatz diz:

    podiam botar fotografias da cabeça partida do artista plástico, já tou farto da velha com ketchup e da nova com ar de ganzada. será que não arranjam fotografias e depoimentos mais credíveis do que essas fífias que apresentam tipo tadinho que não viu nada mas assustou-se com a bófia e atirou-lhe um paralelo, uma flor, já não me lembro bem e agora sou arguido. contratem arrumadores, paguem a maquilhadores profissionais e bons argumentistas e mostrem qualquer coisa com mais sustância para alimentar a chama da revolta dos calhaus. assim ninguém acredita.

    • De diz:

      Igazinz ou qualquer coisa assim.A fifia que parece que é ,tem a idade que tem.Se é velha ou velho é uma coisa que não tem qualquer interesse, menos para os papás que ainda serão mais velhos.Se gosta de ketchup ou de ganza também é um assunto que só tem mesmo a ver consigo.Se é bófia já é pior,embora o veja mais como arrumador que gosta particularmente de um maquilhador profissional.
      Mais do resto é apenas um pequeno a fazer o que sabe fazer.Gaspar também terá começado assim.Agora é que se vê.Anda por aí a lamber o Schäuble.
      🙂

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