Uma ofensa a um é uma ofensa a todos

A carga policial foi sobre todos nós, imigrantes de bairros pobres que sobrevivem da caridade, doutorados que recebem como bolseiros, professores desempregados, operários da construção civil que dormem no metro, trabalhadores sindicalizados, estivadores, pensionistas, médicos, idosos, crianças. Estavam lá vários de cada um destes grupos e muitos outros que não enumerei. A carga policial foi sobre todos os que em Portugal vivem do salário e não de renda, juro ou lucro.

Hoje o Jornal de Negócios diz que «há cada vez mais pessoas a ganhar menos de 310 euros por mês». O salário quando não é complementado com a massa fora de prazo do Banco Alimentar é com pedras da calçada. 

Felizmente este não é o país de Salazar, camponeses analfabetos de aldeias perdidas. Não vão fazer-nos lá voltar com a mesma facilidade de 1926. Há 1 milhão e 300 mil licenciados, um analfabetismo quase inexistente, uma população praticamente toda urbanizada e escolarizada, uma esquerda que conquistou o povo para esta verdade singela: vocês são um bando de ladrões.

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