A palavra ao movimento

Além da reportagem do MV, das primeiras notas que aqui deixei, do Carlos Guedes, do Tiago Mota Saraiva, do Rui Viana e da Raquel Varela, vale a pena ler as considerações do Party Program.

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15 respostas a A palavra ao movimento

  1. João. diz:

    Aquele pessoalzinho das pedras à polícia, que politicamente são burros que nem uma porta, e que têm por aqui no blog alguns adeptos, são um empecilho a uma luta de esquerda consistente. É mais que evidente que aquele pessoal vai acabar por afastar muitas pessoas das manifestações e mais do que isso vai acabar por fazer parecer bem o ministro da administração interna e até o próprio governo.

    • Renato Teixeira diz:

      NTão poucos e com tanto poder? Não lhe estará a faltar parcelas à equação?

      • Ulhó diz:

        imbecilidade total. o poder que têm é proporcional ao interesse objectivo que cumpriram, o de abafar uma gigantesca Greve Geral.

        Renato, veja bem, a quem interessou o que se passou?
        Que interesses serviu?
        Que portas abre?
        Que alargamento se consegue?

        Um grupelho bem reduzido, que certamente não estava com 40 horas de dia em em cima, conseguiu dar o pretexto para abafar uma jornada que envolveu e envolve milhares de dirigentes e activistas sindicais, no esclarecimento e mobilização, no protesto e proposta.

        Ontem, aqueles que permaneceram na AR depois da CGTP-IN dar por terminada a concentração, ainda que com diferentes objectivos – do voyerismo, à cumplicidade, da indignação ao protesto, foram cumplices da política de direita!

        Problemas do radicalismo pequeno – burguês…

      • João. diz:

        Renato, eu não me esqueço dos Barrosos e dos Cratos que no PREC também queriam dar ao PCP lições de luta contra a burguesia – veja onde eles andam agora. E veja ainda que representatividade tem hoje o MRPP. É disto que falo. A CGTP quando luta traz, junto com os slogans, propostas concretas, estudadas, este pessoal das pedras traz só slogans. Uma virada à esquerda no país não é possível sem um vasto apoio do povo português e o risco que este pessoal das máscaras e das pedras coloca é precisamente a alienação desse apoio. E depois aquelas máscaras do Guy Fawkes a mim diz-me muito sobre quem é este pessoal. O Guy Fawkes participou numa conspiração para substituir um Rei Protestante por um Rei católico e eu pergunto: o que é que isto tem a ver connosco, em que é que o Fawkes é um herói da luta de esquerda – ele nem sequer era republicano…

        • Anonimo diz:

          O simbolo da mascara de Guy Fawkes nao respresenta os ideais da propria pessoa.
          Foi algo que atraves do tempo , do filme V de vinganca e de alguma ignorancia que o seu significado se foi alterando sendo agora um simbolo de protesto e liberdade.

          • João. diz:

            Eu vi o filme. Mas fui ver também quem foi ele no contexto histórico. Em certa medida, na medida em que lutou pela restauração de um Rei Católico, foi um agente do Vaticano. Enfim, desculpe que lhe diga, mas é um símbolo que não tem ponta por onde se lhe pegue – a meu ver é claro. De um lado, vem de Hollywood – California e de outro vem da restauração católica na Inglaterra.

            Quando a Warner Bros. se tornar uma organização de esquerda avise – é que ao que sei não é ainda o caso. E o mesmo quanto às causas políticas do Vaticano.

            Cumprimentos.

  2. Leo diz:

    Esta gente adora a estética da violência…

    • Renato Teixeira diz:

      Fala de quem Leo? Da violência ou dos insubordinados?

      • Leo diz:

        A fingir que não percebe….

        É uma tristeza que nunca assume nada, nadinha de todo.

      • João. diz:

        Insubordinados a quê? À polícia. Ok. Muito bem. Que se faça portanto da polícia o adversário político e boa sorte na convocação dos portugueses para essa luta, especialmente num período como o que vivemos em que a criminalidade está a aumentar e as pessoas a pedirem mais presença da polícia nas ruas.

  3. João. diz:

    Porque é que o governo em outras manifestações infiltrou polícias, como vocês mesmo mostraram aqui, julgo, para provocar conflitos com a polícia de choque? Porque vê nisso vantagens para o governo. E agora você veja lá se se fala muito no país sobre essas infiltrações? Não se fala. Fala-se aqui e ali, mas está muito longe de ser um tema que ocupe a opinião pública. Porém já não é assim o caso de ontem. A meu ver estão a cair na armadilha do governo.

    Eu disse o que se segue num comentário que julgo não ter passado e portanto se passou e me estou a repetir peço desculpa, mas, então, digo que não me esqueço dos Barrosos e dos Cratos que no PREC é que sabiam como é que se lutava contra a exploração. Pois. Veja lá onde anda o Barroso e o Crato e veja também onde anda o MRPP.

    E qual é a das máscaras do Fawks? O que é que aquilo tem a ver connosco, portugueses. O Fawkes participou numa conspiração para remover o Rei protestante e colocar no seu lugar um Rei católico. O que é que este personagem tem a ver connosco, com o nosso povo? O que é que tem a ver com a luta de esquerda? Ele nem sequer era republicano.

    • Leo diz:

      “E qual é a das máscaras do Fawks? O que é que aquilo tem a ver connosco, portugueses. O Fawkes participou numa conspiração para remover o Rei protestante e colocar no seu lugar um Rei católico. O que é que este personagem tem a ver connosco, com o nosso povo? O que é que tem a ver com a luta de esquerda? Ele nem sequer era republicano.”

      Obrigado pela denúncia corajosa e oportuna.

  4. Caxineiro diz:

    O que estes gajos do poder querem é ver meia dúzia de tansos à pedrada à polícia a ocupar as notícias. Da greve, zero ou quase zero. Se isto não é fazer o jogo do poder…

    Quanto à bestialidade dos infiltrados e a reação das chefias, nada de novo, Esperavam o quê? Estado de direito é só quando lhes convem tirar dele benefícios
    Se os gorilas estão de facto identificados tratem-lhes da folha e deixem-se de merdas, foda-se! Mas isto deve ser difícil para quem depois de passar uma hora a atirar pedras à bófia, foge cobardemente deixando para trás os outros manifestantes a apanhar porrada

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