Greve, Geral e Insurreccional

A noticia mais significativa desta greve geral é o passo em comum – e por isso em frente – que será dado entre o movimento social e sindical, numa manifestação que começa logo às 13h, no Cais do Sodré. A desobediência sugerida pelo MSE (também noticiada no Público) e a emancipação proposta pelo Party Program, já estiveram mais longe de começar a fazer caminho, sobretudo enquanto houver Secretários de Estado como o Sérgio Monteiro, que parece que anda a “tirar as medidas para fazer a estátua ao Primeiro-Ministro”. Com o seu gabinete tão perto de São Bento, destino de todos os protestos de hoje, e com tanta gente satisfeita no sector dos transportes, dos Estivadores aos Utentes da A22, não é de espantar que acabe o dia agraciado. O governo pode ou não vir a cair antes do final da legislatura, mas há quem só por absoluta falta de decoro terá muito mais tempo para concretizar os seus grandes projectos e desfrutar dos últimos momentos antes de cair da cadeira. A Greve já está com os olhos postos nas greves do futuro.

 

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10 respostas a Greve, Geral e Insurreccional

  1. António diz:

    Oh Renato, estás em que piquete? Saí agora do trabalho e queria ir para os piquetes com o MSE. Onde estás tu Renato?

    • Renato Teixeira diz:

      O MSE faz os piquetes que pode, com os trabalhadores que os organizam. É bem-vindo a ligar para o piquete móvel.

  2. Ana Rita diz:

    Alguém tem ideia de como estão a correr as coisas?

  3. A bem dizer, o movimento sindical também é um movimento social 🙂

  4. JgMenos diz:

    O cartaz é interessante.
    Não se trata do direito ao trabalho, ele é o direito ao emprego: com direitos, para toda a vida, sossegado, com cómoda reforma no fim de uma cómoda vida.
    Eis o modelo CGTP num nundo-cão de competição por recursos escasso, ao fim e ao cabo como sempre o mundo foi e será, até que o transformem num qualquer asilo de robots dopados sob a pata de um BigBrother e seus acólitos.

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