Greve geral

Que a greve de amanhã mobilize mais trabalhadores e mais trabalhadoras para a luta contra as políticas de austeridade. E que mais trabalhadores e mais trabalhadoras tomem consciência de que só através de relações solidárias de classe desenvolvidas entre si no local de trabalho um novo mundo sem relações hierárquicas de poder (estatal, empresarial, corporativo, ou outro) pode nascer.

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13 respostas a Greve geral

  1. Zegna diz:

    Amanha temos greve e reclama-se contra as politicas de austeridade , tudo muito bem ……
    Mais tarde nas proximas eleiçoes elegem politicos iguais a estes………volta tudo ao mesmo , nao seria melhor alertar o pessoal que a democracia funciona nas eleiçoes com outras escolhas ? IR VOTAR e ESCOLHER OUTROS! , ok?

    • Jaculina diz:

      Pois é.
      Eles ficam todos contentes porque sabem que o pessoal fala, fala, barafusta, faz greve mas no fim vota sempre neles. E ainda poupam um dia de salário.
      Ainda se os corressem à pedrada…

      • João Valente Aguiar diz:

        Não concordo nada consigo. Quem fará greve amanhã não vota no governo. Essa ausência de quem votou no arco do poder na greve é que é um problema para o avanço das lutas em Portugal (e não só).

  2. Neto diz:

    mais uma greve que não dará em nada. Agora para um golpe de estado podem contar comigo. Isso sim faria a diferença.

  3. Diogo diz:

    «Que a greve de amanhã mobilize mais trabalhadores e mais trabalhadoras para a luta contra as políticas de austeridade»

    Que luta? Cartazes, palavras de ordem, discursos e canções de intervenção?

    E os jovens que nunca conseguiram emprego? E os precários? E os trabalhadores com ordenados de miséria? E os pensionistas?

    Não será mais assertivo tomar outras medidas?

    Só a violência cirurgicamente dirigida contra banqueiros, lacaios da pandilha PS+PSD+CDS, comentadores venais, etc., apanhando-os um a um e justiçando-os é que de poderá obter algum resultado. Não esquecer que estamos a lidar com genocidas que estão deliberadamente a provocar um holocausto social e económico no nosso país. Sem misericórdia.

    Fernando Madrinha – Jornal Expresso de 1/9/2007:

    […] “Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. […] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.” […]

  4. Caxineiro diz:

    blá blá, blá blá, e a realidade é que amanhã é dia de greve

    Bem sei que a história, nem de perto, acaba aqui, mas sei tambem que amanhã todo o país discutirá a greve e a situação económica e política do país sob um ángulo completamente diferente daquele que diariamente lhe é dado pelos sabujos habituais que ocupam os lugares de proa nos meios de informação.
    Se preferirem colocar um cinturão de dinamite e ir dar um abraço a um ladrão qualquer, vão que eu aplaudo; partir em cacos o BPN ou outro parasita qualquer, eu aplaudo; encharcar de ovos podres o gajo dos submarinos, eu aplaudo, mas vão, não se fiquem pela conversa da treta.
    Amanhã estou na greve. E o futuro é uma incógnita; é um espaço em aberto

  5. Bolota diz:

    Amanhã, apesar de ser um micro empresario vou aderir á greve

  6. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Esta greve geral não derrubará o governo, mas talvez ajude a radicalizar uma oposição ao governo e ao sistema, o que acabará por dar frutos.

    Mais eficaz seria uma greve por tempo indefinido dos trabalhadores que sustentam o aparelho do estado. Paralisando a máquina governativa até à demissão do governo. Como bastariam uns poucos milhares desses trabalhadores em greve para obter resultados, seria possível às estruturas sindicais recolherem os meios necessários a manter os grevistas durante o tempo que fosse preciso.

    Quanto tempo acham que o governo resistiria sem pessoal administrativo, sem informáticos, sem motoristas, etc.?

    • Carlos Carapeto diz:

      Se julga ser essa a solução, não se fique apenas por as palavras, avance já para a luta.

      Eu ajudo naquilo que precisar.

      O blá blá de alguns participantes faz-se lembrar o maltês do romance Cerro Maior de Manuel da Fonseca, que queimava e desfazia o agrário mas quando chegou a hora de agir acobardou-se e foi o camponês pacato e chefe de familia que deu o corpo ao manifesto.

      Os moinantes que aqui andam a incitar à violencia são iguais, mas quando chegar a hora da verdade são os primeiros a fugir.

      Se eles nem se dispõem aderir a jornadas pacificas (manifestações, ações de informação).
      Como podem ter coragem participar noutras formas de luta?

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        A ideia que apresentei só pode ser posta em prática pelas estruturas sindicais respectivas. Eu só posso contribuir com dinheiro para manter os grevistas enquanto for necessário.

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