Equivalência à cadeira de “Pseudo-Jornalismo Canalha II”, por apenas 1,30 euros

1. Pegue numa foto confusa daquela manifestação acerca da qual lhe mandaram instigar repulsa.

2. Arranje um título que permita uma desculpa para, juntando cores pouco legíveis, só se ler à primeira vista de quem se trata e que mostraram como são. Por exemplo, “Forças Armadas mostram”, e depois uma coisa qualquer que não se leia, como “cartão vermelho” escrito a vermelho sobre castanho.

3. Ponha por cima, em letras garrafais e numa sequência e arranjo gráfico em que esse título corresponda, nos outros dias, à fotografia que se lhe segue, uma coisa horrorosa e repulsiva de que esteja a ser acusado um membro do grupo que se está a manifestar na foto. Por exemplo, “Militar manda queimar filho recém-nascido”. Chiça!

4. Se ainda não estiver toalmente seguro do efeito e o quiser reforçar com uma cena mais discreta e subliminar, enfie com um rodapé que reforce a repulsa. Por exemplo, oito fotos de bebés fôfinhos, com um discreto título do tipo “Bebés da esperança”.

5. Sirva aos clientes e passantes. Se alguém reclamar, diga que é mera coincidência resultante das prioridades do interesse jornalístico, reclame que é um jornalista respeitado e isento e nunca faria nada de tão baixo.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged . Bookmark the permalink.

7 respostas a Equivalência à cadeira de “Pseudo-Jornalismo Canalha II”, por apenas 1,30 euros

  1. Pingback: Pasquim de referência. « Declínio e Queda

  2. De diz:

    Uma boa denúncia de um pasquim.
    Aqui em baixo, num post de Francisco Furtado, chama-se a atenção para uma coluna miserável duma jonet do jornalismo, nem mais nem menos do que a directora do jornal de distribuição gratuita, o Destak. (isabel stiwell)
    Já não se trata só de “demagogia barata”.As coisas vão bem mais fundo. O”ódio mesquinho e salazarento” a que se associa a falta de escrúpulos e a doutrina da voz do dono “fazem escola” no lodo dos media.

    Sabem o que fazem

  3. Pedro Marques diz:

    Onde está o primeiro?

    • paulogranjo diz:

      Pela elaboração, esta 1ª página já dá equivalência a uma cadeira mais avançada.

      As manipulações mais burgessas do costume é que dão para a cadeira de “Pseudo-jornalismo Canalha I”.

      😉

  4. eu diz:

    Para mim,os ‘jornalistas’ estão fodidos-não compro nenhum ‘jornal’,muito menos ‘revista’.Vão trabalhar para a estrada.Há um punhado de jornalistas como exceção à regra pq o resto são MERDA!

  5. Dezperado diz:

    Então, depois disto não se organiza uma manif em frente ao edificio do Correio da Manha???

    Fraquinhos!!!

  6. Paulo Barros diz:

    Deixei de comprar jornais, ver TV e rádio, só às vezes e para ouvir música. Precisamente porque tudo o que apresentam é LIXO. Notícias confrangedoras e acima de tudo propaganda e mensagens subliminares que favorecem os grandes responsáveis, ladrões, da crise económica. Não é fácil mas é necessário limpar a mente, pouco-a-pouco, e procurar informação esclarecedora fora dos meios Tradicionais.
    Este artigo é um bom exemplo de como as pessoas se começam a aperceber que a comunicação social atual não vale nada, não presta. Cada vez somos mais a ignorar estes ditos “Jornais de Referência”. Realmente o que se poderia esperar de jornais que misturam mamas, encontros pessoais, futebol, política, vida privada. Não faz tudo parte do espetáculo, do lixo e da imbecilização?

Os comentários estão fechados.