10 Novembro – Manifestação Militares, um importante momento

Amanhã, sábado, começando às 15h na praça do município e terminando nos restauradores, tem lugar a manifestação da família militar. Este é um momento fundamental da luta em curso contra a Troika e os colaboracionistas nativos. Um forte contingente popular neste protesto dará um importante sinal aos militares e ao governo, ajudará a reforçar os laços entre as “forças da ordem” e o povo que é suposto protegerem. Quanto mais fortes as relações entre os movimentos em luta e sectores do aparelho de segurança, mais força terão todos os protestos, menos hipóteses há de repressão violenta, mais probabilidades há de derrotar Passos-Relvas-Gaspar.

Quanto maior a participação, maior legitimidade e espaço haverá para declarações deste género da Associação de Praças:

«É por demais evidente o falhanço das políticas impostas por este Governo, que se baseou na desvalorização do trabalho e dos direitos sociais, impondo mais e mais austeridade, mais desemprego, mais precariedade»

«Não podemos permitir que, ao sabor de qualquer troika, sejam retirados direitos legalmente consagrados na Constituição da República Portuguesa que jurámos defender e não podemos nem devemos permitir que uma nação como a nossa com mais de 900 anos definhe porque uns quantos senhores decidiram fazer de Portugal uma colónia dos interesses da alta finança europeia e mundial»

«Senhor primeiro-ministro, a bem de Portugal e dos portugueses, faça-lhes um favor, demita-se e já agora emigre»

No facebook há vários eventos com apelos à participação nesta manifestação, aqui, aqui, aqui e aqui.

No passado dia 6 foi a vez da polícia, já referida no 5dias, uma boa reportagem fotográfica e escrita pode ser encontrada no fb.

(…)PELA INDEPENDÊNCIA NACIONAL
CONTRA O DOMÍNIO DAS GRANDES POTÊNCIAS
FORA O IMPERIALISMO INTERNACIONAL
QUE TEM NAS MÃOS METADE DE PORTUGAL
ABAIXO O IMPERIALISMO!
INDEPENDÊNCIA NACIONAL!
POIS CLARO!(…)

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14 respostas a 10 Novembro – Manifestação Militares, um importante momento

  1. Maria Helena Teixeira diz:

    Já tardava! Pode ser que o medo da força das armas leve estes crápulas a recuar, nas medidas que nos estão a deixar sem força nos braços!

  2. Vissarionovitch diz:

    Socialismo por via castrense? Mais uma singularidade trotskista, nunca antes experimentada no mundo. Tudo para não se dar ao trabalho de formar um amplo movimento de massas.

    Este comentário é tão básico, rasteiro e abjecto que o vou manter como exemplo máximo da cegueira sectária.
    ENTÃO O 25 DE ABRIL? E O MFA? A REVOLUÇÃO DE ABRIL?
    SÃO PARA TI O QUÊ?????????
    E o CHAVEZ E O PAPEL DOS MILITARES NA REVOLUÇÃO BOLIVARIANA???
    É TRISTE VER ATÉ ONDE CHEGA A ESTUPIDEZ E O RIDÍCULO… PENA É QUE SEJA TAMBÉM PERIGOSO. FICA AQUI O EXEMPLO DE ATÉ ONDE A CEGUEIRA SECTÁRIA NOS PODE CONDUZIR
    Já agora nem percebo de onde vem o trotskista, devia ser o insulto que esta aventesma néscia tinha mais à mão.

  3. Rural diz:

    Será que os militares metem o Passos no Chaimite? Ou este nem tem gasolina para andar?

  4. Fernando Santos diz:

    Todos juntos somos poucos…..
    O “capital” que explora, sempre explorou, continua a ter mais força do que o Povo. Até quando? até quando as pessoas não estiverem agarradas a partidos e ponham a sua Pátria em 1º lugar.

  5. Diogo diz:

    É um excelente sinal saber que o militares e os polícias – os cidadãos armados – já começaram a perceber que existe uma organização bancária mundial que, a soldo dos políticos, da justiça e dos Media, tem de ser destruída.

    É importante que percebam que as «nossas instituições democráticas» não são mais que meros instrumentos da maior ladroagem do planeta, e cujo objectivo actual é criar um holocausto social e económico a nível mundial.

    • João Pedro diz:

      Caro Diogo

      À parte pensar que querias dizer que a organização bancária mundial esstá a soldo das entidades referidas, e não o contrário, tendo a concordar contigo.

  6. um anarco-ciclista diz:

    Militares… cumpram o vosso juramento, deponham e prendam o governo ilegítimo e corrupto dos passos, portas e relvas

  7. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Talvez os militares devessem mandar uma mensagem a Belém informando o PR de que ou ele demitia o governo e convocava novas eleições, ou os militares se encarregariam disso.

    • petardo no charco diz:

      Uma manobra militar não se anuncia… executa-se.
      O PR e o seus capangas há muito que perderam o beneficio da dúvida para merecerem tal consideração a quem se mostra de boa fé.

  8. vejam lá se percebem que estes “militares” são a sargentada e os pançudos amanuenses de que as FA não se conseguiram ainda ver livres. Estes não têm qualquer força.
    A verdadeira força operacional e paga a peso de ouro está toda adstricta à NATO, havendo inclusivamente uma brigada de intervenção ás ordens da União Europeia pronta para intervir caso se verifique algum perigo nos paises membros. E sabemos também que as convulsões sociais serão rapidamente diabolizadas como actos de terrorismo.
    Face a isto, aceitam-se sugestões de como, por quem (uma vez que a própria esquerda marginaliza os partidos revolucionários) e contra quem deverão ser dirigidos as acções de revolta

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      Os partidos ditos “revolucionários” não servem o país, servem a sua ideologia e a ambição de poder dos seus dirigentes. Só as forças armadas, enquanto exército de cidadãos (que talvez já não sejam), podem exercer a força ao serviço do soberano (o povo) sem abrir a porta à arbitrariedade. Muito complicado – por causa das tentações caudilhistas ou fascistas – mas possível. Só podemos tentar mandatar essa força de cidadãos armados para repor a legitimidade, e esperar pelo melhor. Mas se o povo se manifestar de forma massiva exigindo a demissão dos governantes, é possível que essas forças armadas se sintam encorajadas a servir a comunidade e não os governantes. A alternativa deixa-me preocupado.

      Não és fascista, mas lá vens novamente com a lengalenga contra-revolucionária… Espero que da última discussão tenhas abandonado os equívocos que tinhas acerca de Robspierre e do terror revolucionário, que como viste, não era nada aleatório. Para alguém que é suposto dar aulas de “Teoria de Estado, da Democracia e da Revolução” (é na Lusófona, mas enfim…) demonstras muita ignorância e falta de objectividade… Aconselho-te estas aulas para complementares a tua formação, Yale tem um programa fantástico de “cursos abertos”, todas as aulas são gravadas em youtube e a bibliografia está toda referenciada. Aconselho-te sobretudo:
      HIST 116: THE AMERICAN REVOLUTION
      HIST 119: THE CIVIL WAR AND RECONSTRUCTION ERA, 1845-1877
      HIST 202: EUROPEAN CIVILIZATION, 1648-1945

      Na pior das hipóteses aprofundas os teus conhecimentos e sendo um tipo com espírito crítico e curiosidade intelectual espero que fiques com uma visão menos caricatural dos processos revolucionários e dos seus principais agentes.

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        Francisco,
        Adoro os teus conselhos de leitura, mas não consegues é responder ao que escrevi. Por isso tentas desviar a conversa das minhas opiniões e argumentos para a tua opinião sobre o valor dos meus conhecimentos. Partindo do princípio que estarias à altura de fazer essa avaliação… Se tivesses vindo às minhas aulas já eu não tinha de estar aqui sempre a corrigir as tuas comoventes manifestações de fé…

        Agora és tu que estás a desconversar, não é possível começar uma discussão séria se os pressupostos de que partimos estão errados, ou se são completamente contraditórios. Toda a tua visão acerca do papel histórico dos “partidos revolucionários” é preconceituosa e pouco rigorosa, daí a necessidade de te informares (ou formares) melhor. Depois diz o que é que achas. “O sábio quer aprender o ignorante diz saber”

        • Nuno Cardoso da Silva diz:

          Francisco,
          A questão não é a de saber se os partidos revolucionáros tiveram ou não um papel na história. É óbvio que tiveram. Mas nenhum conseguiu fazer uma transformação sustentada da sociedade sem sacrificar valores tão essenciais como a liberdade e a livre participação dos cidadãos na res publica. Ambos queremos uma mudança sistémica profunda, mas tu achas que essa mudança se pode fazer por via de partidos revolucionários com uma visão ideológica exclusivista e imperativa mesmo à custa da liberdade, e eu acho que essa mudança tem de ser feita de forma consensual (o que não tem de significar 100% das pessoas) e num quadro de liberdade, desde o princípio. Não acredito que os partidos ditos revolucionários estejam dispostos a admitir políticas e abordagens que não sejam as suas. Por isso o partido comunista grego fez guerra ao Syriza e permitiu assim a formação de um governo de direita. Porque ou conseguiam impor as suas ideias ou estavam dispostos a destruir a possibilidade de uma maioria de esquerda. E atenção que o Syriza não é o Pasok. É esta postura arrogante, exclusivista, intolerante e egoísta dos ditos partidos revolucionários que eu critico. Tu acharás que os comunistas gregos sacrificaram o imediato medíocre a um futuro óptimo. Só que as ideias dos comunistas gregos não têm a menor hipótese de virem a ser apoiadas pela maioria dos gregos, pelo que a sua postura é perversa e profundamente destrutiva. Tu, e quem pensa como tu, nunca aceitarão o facto de a maioria das pessoas não andar à procura de utopias, mas apenas de um sistema razoavelmente justo e eficaz, que não sacrifique, em caso algum, a liberdade individual e colectiva. Os homens não são anjos e nunca conseguirão construir o paraíso na terra. Já ficamos satisfeitos se formos razoavelmente livres, capazes de prover em liberdade ao nosso sustento, com uma razoável expectativa de sermos tratados com justiça e no respeito da nossa dignidade, podendo contar com redes de segurança em caso de perda de emprego ou na doença, tendo assesso sem restrições à educação e aos cuidados de saúde. É por essas coisas que lutamos, não é por uma sociedade sem classes, pela planificação central da economia, e pela posse pelo estado dos meios de produção. Tu só pensas nos meios – que devem responder aos teus anseios românticos – e eu penso nos resultados. Tu vives nas nuvens, eu vivo na terra. Eu estou disposto a trabalhar contigo desde que tu não me queiras obrigar a submeter-me à tua cartilha. Tu só estás disposto a trabalhar comigo se eu me submeter, ou se tu pensares que no fim te podes livrar de mim. É essa a cruel realidade.

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