A comida (não) é uma arma

A comida (não) é uma arma

Carta aberta a Isabel Jonet,

Não pude deixar de ficar chocada com as suas declarações em como «devemos empobrecer» e que «não podemos comer bife todos os dias» e «que vivemos acima das nossas possibilidades».

O boletim do INE (Balança Alimentar Portuguesa 2003-2008)[1] lembra-nos que a dieta dos Portugueses está cada vez menos saudável. A fome, escreveu um dos seus maiores estudiosos, o médico e geógrafo Josué de Castro, pode ser calórica ou específica, isto é, pode-se comer muitas calorias e mesmo assim ter fome. Hoje os reis são elegantes e os pobres gordos, num padrão histórico inusitado. Os Portugueses estão a comer uma quantidade absurda de hidratos de carbono. O consumo de papas aumentou 7% com a crise, com consequências graves para a saúde – diabetes, doenças degenerativas, obesidade – porque se trata de açúcares simples. As pessoas alimentam-se apenas de forma a garantir a energia necessária para continuarem a produzir. Sentem-se saciadas, mas manifestam carências alimentares de vitaminas, nutrientes, sais minerais e proteínas de qualidade. Os Portugueses têm uma alimentação hipercalórica – média de 3883 kCal por dia – pobre em peixe e carne, proteínas de origem animal, essenciais, porque são de digestão lenta e indispensáveis ao sistema nervoso.

O peixe era um dos raros alimentos na viragem do século XIX para o século XX que os pobres comiam mais que os ricos. Agora, o peixe chega à lota e é imediatamente colocado em carrinhas de frio em direcção à Alemanha e à Suíça, embora umas caixas fiquem na mesa dos ricos e do Governo que a senhora defende. O mesmo começou a passar-se  com os medicamentos – o paraíso das exportações é um inferno para quem vive do salário e empobrece.

No Norte da Europa os trabalhadores foram convencidos a comer «sandes» ao almoço para aumentar a produtividade e quase só a alta burguesia tem acesso a restaurantes. Comer de faca e garfo nos países nórdicos é fine dining.

Depois do 25 de Abril de 1974, as classes trabalhadoras portuguesas estiveram algum tempo entre as mais bem alimentadas do mundo, melhor do que na própria Alemanha ou EUA. O aumento dos salários dos trabalhadores, por via das lutas, greves e ocupações de empresa, a reforma agrária, o congelamento das rendas nas cidades e uma economia fortemente nacionalizada, entre outros factores, permitiram uma produção alimentar de qualidade e sobretudo de acesso policlasssista – não era preciso ser rico para se comer bem. Ir a um restaurante à hora de almoço comer peixe grelhado podia ser feito por um operário ou por um professor. Isso escandalizou os ricaços, claro: a visão de operários a experimentar o sabor do marisco (muitos pela primeira vez na vida) nos restaurantes da Rua das Portas de Santo Antão levou alguns então a apelidá-los, com rancor mal disfarçado, de «nova burguesia da cintura industrial de Lisboa»!

Com o aumento das rendas, diminuição dos salários, perseguição da ASAE e saque fiscal, os restaurantes populares fecham portas na mesma proporção que aumentam as filas do Banco Alimentar.

A fome é um problema cuja origem reside única e exclusivamente no sistema capitalista. Hoje, há tecnologia, terras e conhecimento para que o homem não esteja dependente das vicissitudes Natureza para se alimentar. É aliás isso que distingue o homem dos outros animais, domar a Natureza, através do trabalho, e superar o reino da necessidade, isto é, comer todos os dias e poder compor música ou escrever um livro. Isso é a liberdade.

A fome em Portugal deve-se única e exclusivamente a escolhas políticas pelas quais a senhora é co-responsável, com a sua defesa da política de «empobrecimento». A fome deve-se:1) à manutenção de salários abaixo do limiar de subsistência, abaixo do cabaz de compras, o que torna os sectores mais pobres dependentes das instituições que os alimentam; 2) ao encerramento de fábricas, empresas e aos despedimentos para elevar a taxa de lucro na produção; 3) ao desvio de investimentos para a especulação em commodities, entre elas, grãos; 4) à deflação dos preços na produção, ou seja, se não obtêm uma taxa média de lucro que considerem apetecível, as empresas de produção de alimentos preferem não produzir.

Mas a fome deve-se ainda a um factor mais importante tantas vezes esquecido, a questão da propriedade da terra. Enquanto mercadoria produzida para gerar lucro, a produção de alimentos deve render um lucro médio ao proprietário da produção semelhante ao lucro alcançado na indústria. Para além desse lucro médio temos que arcar também com a renda da terra (um pagamento inaceitável por aquilo que a natureza nos deu de borla). É também essa renda responsável pela existência de subsídios à produção. Porque a agricultura é menos produtiva do que a indústria, a renda da terra é subsidiada. Com a crise do crédito, esses subsídios diminuem e o preço dos alimentos dispara até preços incomportáveis. Por isso, sem emprego e expropriação de terras (reforma agrária) sob controle público, a fome só irá aumentar.

Quem percorre Portugal percebe também que se aqui há fome não é por falta de terras, máquinas ou pessoas para trabalhar. Em Portugal, 3 milhões de pessoas são consideradas oficialmente pobres. Produzimos uma riqueza na ordem dos 170 mil milhões de euros (PIB português que poderia ser bem maior não fosse a política de desemprego consciente do governo) e temos de “empobrecer”? Para onde vai este dinheiro, dona Isabel Jonet? 170 mil milhões de euros produzem os Portugueses juntos e não podem comer bife?

As tropas de famintos são uma mina de ouro para as instituições que vivem à sombra do Estado a gerir a caridade: os nossos impostos, em vez de serem usados para o Estado garantir o bem-estar dos que por infortúnio, doença ou desemprego precisam (solidariedade), são canalizados para instituições dirigidas sobretudo pela Igreja católica (caridade). A solidariedade é de todos para todos, a caridade usa a fome como arma política. Por isso nunca dei um grão de arroz ao Banco Alimentar contra a Fome. A fome é um flagelo, não pode ser uma arma para promover o retrocesso social que significa passarmos da solidariedade à caridade(zinha).

A sua cruzada, dona Isabel Jonet, lembra infelizmente os tempos do Movimento Nacional Feminino e as suas campanhas de socorro «às nossas tropas». As cartas das «madrinhas de guerra» e os pacotes com «mimos» até podiam alegrar momentaneamente o zé soldado, mas destinavam-se a perpetuar a guerra. Os pacotes de açúcar e de arroz do seu Banco Alimentar aliviam certamente a fome das tropas de destituídos que este regime, o seu regime, está a criar todos os dias. Mas a senhora e as políticas que defende geram fome, não a matam.

Raquel Varela, historiadora, coordenadora do livro Quem Paga o Estado Social em Portugal? (Bertrand, 2012)

 



[1] Publicado em Novembro de 2010.

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99 respostas a A comida (não) é uma arma

  1. António Costa diz:

    Imagino que para a Raquel, um dia que seja ministra da nutrição, o destino dos vegetarianos seja campos de reeducação alimentar, para se deixarem dessa coisa da subnutrição

    • Raquel Varela diz:

      Caro,
      Os vegetarianos têm que ser muito ricos em Portugal, com o valor dos alimentos de hoje, para comerem todos os nutrientes que devem. Mas passemos à frente, porque o essencial é escolher o que se pode comer. Quem quer não come carne> Mas quem quer deve poder comer carne.

      • Luis Ferreira diz:

        Não é assim. A alimentação vegetariana é sensivelmente ao mesmo preço da restante. Espero que outros dados neste texto não tenham a mesma falta de verdade que o deste comentário.
        A argumentação sobre a nutrição deve ter em em conta o factor da ineficiência da produção de carne.

        • Adriana diz:

          Desculpe, mas a dieta vegetariana não custa o mesmo que a normal… Eu já tentei e saía-me muito mais cara (e olhe que não sou dada a luxos e compro sempre os meus legumes, frutas e verduras na praça)

          • Luis Ferreira diz:

            Pois eu faço-o e sei que não é. E nem vivo numa zona que tenha muita oferta daqueles produtos com que os vegetarianos substituem a carne e o peixe.
            Repare que legumes e a maior parte dos alimentos que fazem parte de uma dieta vegetariana também fazem parte da dieta omnívora.

      • António Costa diz:

        Então o essencial resume-se ao que quem deve querer algo, deve poder tê-lo, estando-se aqui a falar de comida? Se eu quiser comer um simples prego de carne, devo poder? Se eu quiser comer uma sapateira devo poder? Se eu quiser comer duas doses de cozido à portuguesa, devo poder? Vamos tentar não ser redutores só para justificar um argumento mal fundamentado

        • José Silva diz:

          Caro António, pelo tom parece que está a tentar equiparar, parece-me, comprar um BMW a prestações a 48 meses e comprar alimentos para ter uma alimentação “normal” ( digo normal porque não estou aqui para discutir gostos de cada um ) durante um mês? Tenha lá calma, comer decentemente ainda não é “fazer vida com o que não se tem”, ou deve passar a ser?

      • XisPto diz:

        Mas onde é que o Lenine, ou o Gorgi, mais dado a essas coisas da natureza, disseram que numa sociedade comunista alguém pode ser vegetariano?

        • progenitora diz:

          XisPto, o seu comentário idiota é revelador de falta de conhecimentos.

          Se é esse tipo de regime “comunista” que quer, pode ir para a China, lá comem-se mesmo muito vegetais.

    • Nightwish diz:

      O que mais se vê são cantinas, refeitórios e restaurantes com pratos vegetarianos…

    • Maria Teresa diz:

      Ao A.Costa,
      Pelo seu comentário só posso deduzir que, ou não entendeu nada do que leu, ou então faz parte daqueles que pensam que quanto mais pobres estiverem os portugueses melhor.

  2. Isabel diz:

    “As pessoas alimentam-se apenas de forma a garantir a energia necessária para continuarem a produzir”: não, não e não. As pessoas alimentam-se assim mal porque não sabem comprar bem, nem com muito, nem com pouco dinheiro. Porque a publicidade impinge alimentos errados que elas não sabem reconhecer, porque nunca aprenderam nem se interessaram por comer melhor. O problema que refere é pura falta de conhecimentos de nutrição, porque ter menos dinheiro nunca foi sinónimo de comer pior; pergunte a qualquer pessoa que tenha vivido em tempos difíceis, como é o caso dos meus avós. Eles não se lembram, nunca, de passar fome, felizmente; lembram-se é de que certas coisas eram um luxo raro. Porquê? Porque não se podiam comprar sempre. Portanto, o segredo está em viver de acordo com as possibilidades e saber gastar BEM o dinheiro, independentemente da quantidade que se tenha; ou será que ser rico e comer bife todos os dias será saudável?

    • Catiamaria diz:

      Os seus avós certamente eram dos poucos felizardos que não passaram fome nesse tempo, para sua informação muita fome houve e há hoje em Portugal, não por falta de conhecimento ou de ignorância mas por falta de poder de compra!!… Convido-a alimentar um agregado familiar durante um mês com o ordenado mínimo nacional e depois venha dizer que é falta de conhecimento ou ignorância na hora de comprar os alimentos certos!!… Ignorância é falar do que não sabe e quando está longe da realidade vivida de muitos milhares de portugueses de hoje em dia.

      • Diogo diz:

        Ò Cátiamaria, para quê esta última frase? Até estava a dar o seu o seu argumento legitimamente e depois, no fim, um insultosinho desnecessário para acabar.
        Será que não se consegue discutir um assunto sem nos andarmos a ofender uns aos outros? Debates não têm que ser discussões…

        • Catiamaria diz:

          Não insultei ninguém! Quem insultou aqui, foi a sra. em cima, por falar do que não sabe e julgar que a fome que existe, existe por ignorância e não por falta de poder de compra!!

          • Isabel diz:

            Não estou ofendida, mas então sou ignorante por falar do que conheço, correcto? Onde é que eu disse que só existia fome por ignorância? Felizmente, não, não sei o que é fome na minha família nem nunca passei fome, o que não quer dizer que venha aqui armada em idiota dizer que só por eu não a conhecer, ela não existir. Como já referi num comentário abaixo, estava a comentar APENAS a estatística dos hidratos de carbono, daí ter indicado a frase em concreto que estava a comentar. Todas as restantes discussões não me interessam, nem vou entrar nelas.

        • Luis diz:

          Então vejamos, a Raquel não gosta Isabel Jonet porque esta dá comida aos probres, o que ajuda a perpetuar a sua pobreza, etc. Presumo então que deve estar do lado dos povos do norte da Europa que olham com maus olhos para toda esta caridade (sob a forma de empréstimos) dirigida a países como Portugal, que precisamente mais não fazem que perpetuar a nossa pobreza, pois não promovem uma muito saudável mudança de hábitos. A situação é exactamente a mesma, é só mudar a Isabel pela Merkel e os pobres pelos povos do sul da Europa, só que atacam pela Jonet pela acção e a Merkel pela inacção!

      • Ana Morin diz:

        Catiamaria, há fome no mundo todo – sempre houve e, infelizmente, sempre haverá.
        Os meus avós (de ambas as partes) estavam longe de ser ricos (MUITO longe) e nunca ouvi deles (nem dos meus pais) que tivessem passado fome. Não havia fartura, não havia luxo, não havia bifes todos os dias, mas havia criatividade e vivia-se com o que se podia.
        Os meus pais nunca foram ricos (mais uma vez, longe disso) e educaram, alimentaram, vestiram 4 filhos. Fui criada sem luxos, sem excessos e educada a ser frugal com as minhas escolhas. Hoje, felizmente para mim, se quisesse comer bife todos os dias, ate podia; mas…bife e coisa que não me agrada. Posso hoje ter luxos que não tive quando cresci, mas ainda assim vivo como se não os pudesse ter… mas, já me estou a afastar muito do assunto nutrição!
        Quando estou na fila para pagar as minhas compras no supermercado, e impossível não ver o que outras pessoas compram e as escolhas que fazem são flagrantes. Há, infelizmente, muita gente que efectivamente não pode, mas, há muito boa gente que não sabe comprar.

    • Rita Merêncio diz:

      Agrada-me sempre quando se fala do analfabetismo e da “incompreensão” do coitado do outro. Imagino sempre quem escreve, eloquente, de pé num pedestal, de casaco corte clássico manufacturado com tecidos nobres, e uma multidão interminável até perder de vista a grunhir:
      – Percebes-te o que ela disse?
      – Disse?! Ela já falou?
      – Já. Alguém percebeu o que foi dito?
      – Eu ouvi. Mas não percebi nada…
      – Perceber? O que é perceber?!”.

      Vou extrair do texto, porque isto é uma pérola imperdível, as provas da estupidez dos Portugueses, ou do outro em geral: (Análise de Conteúdo)

      “As pessoas alimentam-se assim mal porque não sabem comprar bem, nem com muito, nem com pouco dinheiro.”

      Preposição 1 – As pessoas alimentam-se mal.
      Preposição 2 – Não sabem (as pessoas) comprar bem; nem as ricas, nem as pobres.

      “Porque a publicidade impinge alimentos errados”

      Preposição 3 – Os publicitários impingem alimentos (deduzo) menos saudáveis;

      “que elas não sabem reconhecer, porque nunca aprenderam nem se interessaram por comer melhor.”

      Preposição 4 – (As pessoas) não sabem reconhecer os alimentos menos saudáveis impingidos pelos publicitários;
      Preposição 5 – Nunca aprenderam (o sistema educativo nunca ensinou)
      Preposição 6 – (Mesmo que tenha ensinado) nunca se interessaram por saber reconhecer uma alimentação mais saudável e fazer desse conhecimento uma práctica de vida”

      “O problema que refere é pura falta de conhecimentos de nutrição”,

      Preposição 7 – O problema que refere é: “A fome ou a preterição da carne em detrimento de outro tipo de alimentos mais baratos, enquanto resultado de uma sociedade classista que se sustenta e apoia baseada em princípios económicos, tendo como objectivo máximo a germinação de seres, oriundos das classes economicamente mais altas, com mais possibilidades para que venham também eles a ser futuras gerações de classes mais altas (no Poder, obviamente). É um ciclo perpétuo que já não causa (ou não causava) transtorno nem ao proletariado nem ao senhorio porque ambos se habituaram e adaptaram a corresponder àquilo que a sociedade espera deles. Este problema (GRAVE) é apenas falta de conhecimentos por parte da autora (e dos leitores) de nutrição. Porque o Mundo, baseia-se em conhecimentos de nutrição. E quem não percebe é parvo.

      Preposição 8 – A escritora deste texto que a Isabel comenta não percebe nada de nutrição. A Isabel é nutricionista.

      “porque ter menos dinheiro nunca foi sinónimo de comer pior;”

      Preposição 9 – Nesta sociedade, ter menos dinheiro é sinónimo de comer pior, obviamente. Não sei em que mundo vive, mas não será certamente no mesmo que eu. Apenas famílias que tenham efectivamente menos dinheiro mas, no entanto, um orçamento que lhes permita ainda não cortar na alimentação é que não come pior com menos dinheiro. Geralmente, a alimentação é das últimas coisas que se corta no cabaz de uma família quando o rendimento diminui. Há todo um cartaz grandioso de usufrutos a cortar em virtude de se ter menos no bolso (Viagens, Cultura, Medicinas alternativas, Estética, Roupa e Calçado, etc.). Há no entanto, Isabel, famílias que já há muito cortaram todos estes aspectos. E estas, Isabel, são as que efectivamente comem pior pelo facto de terem menos dinheiro. E estas, Isabel, são outras que não a sua. Não porque é nutricionista mas porque não necessitou ainda de cortar na alimentação. Está bem?

      “pergunte a qualquer pessoa (Os avós da nossa sapiente escritora) que tenha vivido em tempos difíceis, como é o caso dos meus avós.”

      Preposição 10 – Eu perguntei, mesmo. Os meus por exemplo, lembram-se de passar fome. Tinham uma família numerosa, trabalhavam de sol a sol, e havia escassez de determinado tipo de alimentos, nomeadamente, os que não eram por eles produzidos.

      “Eles não se lembram, nunca, de passar fome, felizmente; lembram-se é de que certas coisas eram um luxo raro. Porquê? Porque não se podiam comprar sempre.”

      Preposição 11 – Certas coisas (a comentadora refere-se a bifes, porque era disto que a autora falava) são um luxo raro porque não se pode comprar sempre. Enquanto houver batatas no mundo o flagelo da fome é apenas uma miragem…
      Eu trago o sonho de viver numa sociedade em que um luxo raro seja um automóvel em condições ou uma viagem de sonho. Quando a minha sociedade me diz que um bife é um luxo raro, que não se pode comprar sempre, está na hora de fugir.

      “o segredo está em viver de acordo com as possibilidades e saber gastar BEM o dinheiro, independentemente da quantidade que se tenha;”

      Preposição 12 – D. Isabel, e é isto mesmo que as famílias fazem. Gerir orçamentos mensais que não cobrem as despesas. Eu ensino: Suponha, recebe 400 e tem despesas no valor de 500. ai, ai ai, que conta difícil. Pois, eu sei. Mas o Homem é um animal de hábitos. Num mês, não paga a renda ou fica a dever parte dela e enche o frigorifico de comida que não se estrague (por exemplo, vegetais que não se possam congelar, está fora de questão; fiambre, está fora de questão;) espero que esteja a entender o raciocínio… Compra porco (é o mais barato) e frango e congela. Enlatados (não se estragam). Assim, nesse mês tem comida para cozinhar para 2 meses. Paga todas as contas que sejam susceptíveis de lhe retirar serviços que necessita primeiro. Por exemplo, a água, o gás e a luz são contas impreteríveis. Bom, e poderíamos continuar mas creio que, inteligente como é, deve já ter alcançado a ideia.
      No entanto, tenho uma questão: Se eu tiver a quantidade de dinheiro 0€, quais as minhas possibilidades de vida e como gastá-lo da melhor forma?

      “ou será que ser rico e comer bife todos os dias será saudável?”

      Preposição 13 – Psicologicamente, é inequívoco que ter a possibilidade de comer bife, se assim o desejar, diariamente é o mais saudável. Uma sociedade que permite aos SEUS cidadãos optar pela forma como vão satisfazer as suas necessidades fisiológicas é uma sociedade saudável. Uma sociedade que põe ISTO em dúvida com ESTAS preposições está putrefacta.

      • Rita Merêncio diz:

        “– Percebes-te* o que ela disse?”

        *percebeste

      • JD Gonçalves diz:

        Irrepreensível!! Absolutamente notável, esta resposta!!
        Temo porém, que será muito complicado que alcance os objectivos de esclarecimento da senhora em questão, por razões óbvias.
        Felicitações uma vez mais!

      • Isabel diz:

        Como poderá ser evidente, ou não, conforme se tenha lido o texto que comentei ou não, a FRASE que retirei para comentar está relacionada com a estatística do que se compra (só hidratos de carbono, segundo o INE). Era só isso que estava a comentar, do alto do meu pedestal e usando o meu fabuloso blaser que me retira, como toda a gente sabe, qualquer capacidade pensante, porque o posicionamento corporal e o vestuário tudo determinam. Sabem o que vos digo, principalmente a quem se deu o trabalho de dissecar um comentário sobre estatística em preposições? (Uau!): têm demasiado tempo entre mãos. E pela curiosidade, não sou nutricionista. Mas obrigada pelo atestado de estupidez por um mero comentário: demonstra uma perspicácia pouco comum!

        • Catiamaria diz:

          Obrigada Rita Merêncio por explicar tudo muito bem, pode ser que assim, algumas pessoas possam finalmente compreender a noção básica detrás desta questão toda?!… Será que foi desta???… Não gostava que certas pessoas continuem a querer passar por idiotas ou ignorantes nesta questão!
          Parabéns Rita, a sua resposta é sem duvida espectacular e esclarecedora, as suas palavras faço-as minhas.

        • RM diz:

          Não fique espantada com o demasiado tempo que tenho entre mãos. 15% dos restantes cidadãos padecem como eu deste tempo em excesso que lhes escapa por entre os dedos. E repare, não tenho por hábito utilizar este tempo com estas irregularidades de percurso como dissecar comentários menos felizes. No entanto, o seu trouxe-me uma zanga muito particular às mãos e não pude resistir.

          Se me diz que era um simples comentário sobre estatística tente nos próximos que por aí plantar não tecer ofensas ao reles povo que afinal, segundo as estatísticas, se alimenta mal porque sofre de falta de esclarecimento e lucidez. E repare, isto que digo não é de pedestal nenhum, gosto pouco de megafones. É porque me identifiquei na imagem que criou, não porque não saiba ou não queira saber mas porque não tenho rendimentos para me alimentar melhor.
          E já agora, não posso mesmo comer bifes todos os dias.

          Mas o objectivo não era ofender os ânimos. Obviamente que o comentário não tinha o intuito de a reduzir enquanto pessoa. Foi, exactamente como referiu, um mero comentário ao seu mero comentário ao mero comentário da Raquel Varela ao mero comentário da Isabel Jonet à mera resposta à pergunta da jornalista.
          É o disse que disse…

      • Raquel diz:

        Depois de um par de horas a ler este tipo de posts em sítios vários, finalmente encontrei algo de jeito.
        É assertivo e assaz esclarecedor, até porque, infelizmente, na minha família (como em muuuiiitas outras, contrariamente ao que se pensa ou quer pensar), só se deixou de saber o que é fome na minha geração. Tenho nem 30 anos. E temo que a fome regresse à família igualmente nesta minha geração, que é letrada (seja muito, pouco ou mais ou menos, temos de tudo), esforçada, desenganada e nada deslumbrada.
        “De contente se lhe ri o dente.”

      • Maria Marques diz:

        Concordo plenamente. A questão que se coloca hoje a muitas famílias é precisamente essa: como “gastar bem” um orçamento de 0€ por mês!!!

  3. Isabel diz:

    “Os vegetarianos têm que [sic] ser muito ricos em Portugal” > mais uma vez, grande falta de informação da sua parte. Leguminosas são dos alimentos mais baratos e proteicos que há, por exemplo; ou é daquelas pessoas que acha que quem é vegetariano só se banqueteia em festins de tofu, soja e seitan? (E mesmo que banqueteasse, há processos relativamente simples de produzir estes alimentos em casa, pasme-se! Coisas que se aprendem quando se é vegetariano e não se é rico).

    • vegan diz:

      olha que não fica barato produzir sitan ou tof em casa, amigo. se acha que sim é porque tem dinheiro. porque comprar o seitan feito ou fazê-lo em casa é quase o mesmo preço. para fazer seitan tem que comprar o gluten. só o gluten custa quase o mesmo que comprar o seitan feito.

    • Fora de mim diz:

      Se as leguminosas são mais baratas, ou se são os bifes…. enfim… E que tal, então, “ensinar a pescar”, em vez de “dar o peixe” aos que dependem do Banco Alimentar e ensinar-lhes os tais “processos relativamente simples de produzir (…) alimentos em casa”?! Afinal, são “coisas que se aprendem quando (…) não se é rico”…

    • Zuruspa diz:

      Pois exactamente, Isabel.
      Para ser “vegetariano” tem obrigatoriamente de se comer (só) tofu, soja e seitan.
      Porque quem come feijäo com couves e arroz já näo é vegetariano… aí é só “pobre”.

      Uma das coisas que aprendi ao cozinhar para vegetarianos (aqueles a sério, e näo por ser moda) é que se pode substituir a carne, por exemplo, por feijäo encarnado. Coisas dessas.

      • Isabel diz:

        Zuruspa, exactamente o meu pensamento. Haja alguém que perceba e não venha aqui demonstrar que tem demasiado tempo entre mãos para dissecar comentários em pressupostos 🙂

  4. Suspeita diz:

    Excelente resposta. Identifico-me na perfeição. Parabéns.

  5. Ana Morin diz:

    “Caro,
    Os vegetarianos têm que ser muito ricos em Portugal, com o valor dos alimentos de hoje, para comerem todos os nutrientes que devem.” – para alguém tão [teoricamente] bem informada, a Raquel está longe da realidade…
    Comer bem e saudável não é uma questão de dinheiro, mas de escolha e de informação.
    Além do mais, acho bem que não se coma bife todos os dias, não sei se já leu sobre o assunto, mas a carne vermelha não é a mais saudável!

  6. Pingback: A comida (não) é uma arma » Revista Rubra

  7. Agata diz:

    Por acaso isso não é verdade, querem comparar o preço de meio quilo de carne com meio quilo (ou mesmo um quilo!) de feijão ou outra leguminosa?! Ou mesmo com soja?! É porque fica muito mais barato ser vegetariano, para além das óbvias questões ambientais.
    Mas não acho que seja essa a questão, pois penso que ela se prende com a falta de vergonha na cara desta mulher que parece querer perpetuar a fome e a pobreza (será para poder manter o seu trabalho de caridadezinha e ser vista com “bons olhos” socialmente?!) invés de os abolir!

  8. Filipa Costa diz:

    Parabéns!!!
    Adorei ler o seu artigo, Raquel.
    Uma resposta perfeita às declarações chocantes da Sra. Isabel Jonet.

    Infelizmente a maioria das pessoas tem alguma dificuldade em entender que igualdade significa que todos temos direito à opção. Irmos ao supermercado e podermos escolher que alimentos comprar, deveria ser um direito de todos. Infelizmente alguns acham que a escolha faz parte de uma pequena elite. Comentários como o da Sra. Jonet só demonstram que a desigualdade em Portugal está a aumentar perigosamente.

  9. Carlos Santos diz:

    Existe muita contra informação sobre nutrição, devido a interesses económicos e farmacêuticos.

    A verdade é que a fruta e vegetais que consumimos hoje em dia não possuí a mesma quantidade de nutrientes que possuía antigamente, devido à constante utilização dos mesmos solos, que ano após ano, são cultivados e nos quais são utilizados pesticidas e outros produtos nocivos aos mesmos.

    Para uma boa nutrição é necessário ingerir principalmente carne, peixe, vegetais, alguma fruta e ovos. O resto é dispensável e muitas vezes desnecessário como por exemplo o arroz que não passa de hidratos de carbono vazios, com muito poucos nutrientes.

    De notar que o mais importante é comer uma alimentação não processada, sem açucares e outros produtos adicionados.

  10. António diz:

    Já aqui foi dito mas nunca é demais repetir. Essa historia da proteinas está obviamente mal contada. Nao precisa de carne e peixe para fazer ter uma vida saudavel e lhe garanto que uma dieta variada vegetariana pode ser até mais barata que uma dieta “normal”. E falo-lhe por experiencia propria eporque tenho as contas feitas. Nao ando subnutrido nem com falta de vitaminas, antes pelo contrario, nunca me senti tao bem, com a vantagem de chegar ao fim do mes com mais dinheiro no bolso. Com alguma informaçao (obtida de forma gratuita na internet por exemplo) qualquer pessoa pode seguir este caminho.
    Disparar disparates nao faz o artigo mais serio…. O paragrafo da alimentaçao dos trabalhadores no pos-25 de abril também é de facto brilhante. Teorias da conspiraçao e a suposta inveja dos ricos porque o vizinho pobre come peixe também é coisa que só podia ser lida neste exemplar blog.
    A confusao contante entre fome e má nutriçao (nao subnutriçao) para tentar convencer-nos desta brilhante peça também nao abona em seu favor.

  11. Ai não que não é.
    A comida é uma arma e a fome também .
    A exms Isabel JONET
    foi à TV para dizer que ” NÃO EXISTE MISÉRIA EM PORTUGAL.”

    Eu pergunto:
    -Se NÃO EXISTE MISÉRIA EM PORTUGAL para que raio serve então o tal Banco alimentar?? Para dar de comer aos ricos amigos da senhora em questão??

  12. será que a corda do ulrich aguenta? diz:

    – será que a corda da forca do ulrich aguenta?
    – ai aguenta, aguenta!

    boa resposta, Raquel!

  13. António Paço diz:

    Parece que alguns vegetarianos resolveram fingir que não entenderam de que fala este post para aqui defenderem a sua causa. Ou, como o Luis Ferreira, tendo demonstrado zero, nicles, coisa nenhuma, sugerir que os dados citados no post poderão ser falsos. Tem bom remédio, sr. Ferreira: vá verificá-los.
    Há um argumento usado pela Isabel que é verdadeiro (há falta de informação sobre nutrição), mas usado ao serviço de uma péssima causa: afirmar que «ter menos dinheiro nunca foi sinónimo de comer pior». Se a Isabel saísse do seu círculo restrito (as memórias dos avós que «não se lembram, nunca, de passar fome»), saberia que houve e há muita gente que passou e passa fome, e não é por falta de educação alimentar. É mesmo por falta de dinheiro. A falta de informação tem o seu papel, claro. As duas coisas não são sinónimas, mas costumam andar juntas.
    «As pessoas alimentam-se apenas de forma a garantir a energia necessária para continuarem a produzir», cita a Isabel para dizer «não, não e não».
    Olhe que sim, Isabel, olhe que sim. Há anos dei aulas num bairro africano da periferia de Lisboa. A maior parte das minhas alunas (adultas) trabalhavam na limpeza de escritórios. Levantavam-se às 4 da manhã para garantir que os escritórios estariam limpos para as pessoas que iniciavam o trabalho às 9. Depois, faziam outros turnos após as 7 da tarde. A sua alimentação era muito desequilibrada. Por exemplo: em vez de beber água, bebiam bebidas açucaradas (mais caras que a água, claro). Passavam muitas horas sem comer e depois encharcavam-se de comidas baratas e hipercalóricas. Por quê e para quê? Falta de informação, certo. Mas a falta de dinheiro, os horários de trabalho, os condicionamentos à mobilidade (para os mais pobres qualquer deslocação implica fazer contas de cabeça, e não há lojas de comida vegetariana e biológica nos bairros mais pobres) são um condicionamento absoluto. Por isso, comem alimentos que, como se dizia – e ainda diz – no campo, ajudam «a puxar carroça», que forneçam calorias instantâneas para queimar.
    Eu não era professor de nutrição, mas fiz os possíveis por melhorar a informação dos meus alunos e alunas. Estou certo de que muitos professores o fazem, ainda que a sua área seja o português, a matemática ou a geografia. Mas a luta contra a fome não é só, nem principalmente, por melhor informação alimentar. É sobretudo contra as políticas (descritas no post) que geram fome.

    • Isabel diz:

      Caro António, tem toda a razão; quando falei da falta de conhecimento, se passei a ideia de que era a única causa de todos os males e que de alguma forma, eu achava que a fome não existia só por, felizmente, não existir na minha família (sou uma privilegiada, sim, não sei o que é fome, ao contrário de muitos; só falei do que conhecia), passei a ideia errada. Estava apenas a referir aquilo que, acho, justifica uma boa parte da preferência dada a hidratos de carbono, alimentos que puxam carroça, como muito bem diz e exemplifica; não sendo nutricionista e gostando de achar que não sou completamente estúpida, foi um comentário bastante simples a uma percentagem.

    • Luis Ferreira diz:

      António Paço,

      O meu comentário foi mesmo muito curto, mas mesmo assim foi o suficiente para que fizesse uma grande confusão com ele. Eu apenas contradisse a afirmação da Raquel Varela de que era preciso ser rico para ser vegetariano. Eu sou vegetariano, conheço muitos vegetarianos e nenhum deles é rico. Não me estendi em argumentos porque a própria afirmação não tem argumento nenhum. Essa sim, é um nicles total, e competia à sua autora explicá-la, mas o António Paço preferiu só ver para um lado e depois acaba a errar como se vê.
      Quanto ao texto do post, não o contradisse. Nem sequer discordo do que de substancial lá é dito. Acho que a Isabel Jonet não vive no mesmo mundo das pessoas normais e não faz mínima ideia da realidade que a circunda. Sou incondicionalmente pela solidariedade e crítico da caridade.
      Agora, a falta de verdade e o desprezo total pelo rigor do comentário sobre a riqueza dos vegetarianos, vindos da mesma pessoa que escreveu o post, não abona a favor da credibilidade deste e só a autora fica a perder.

  14. Mar diz:

    “..pergunte a qualquer pessoa que tenha vivido em tempos difíceis, como é o caso dos meus avós. Eles não se lembram, nunca, de passar fome”.

    Tenho 43 anos lembro-me de a minha avó contar que atirava a galinha das escadas abaixo para ver se punha o ovo mais depressa, para poder dar de comer à minha mãe e à minha tia quando eram pequeninas. Cómico, mas verdade. Sim, passou fome para as filhas não passarem. E eu fui criada com ela e ensinada a não desperdiçar uma côdea de pão, por mais pequena que fosse. Houve muita fome por falta de dinheiro e continua a haver fome por falta de dinheiro, não por uma má gestão dos orçamentos familiares.

  15. Afonso Costa diz:

    Fala-se de fome e empobrecimento e aparece o exército dos vegetarianos a defender a sua causa para desviar o assunto da provocação da comendadora Jonet. São todos dos Jonet, ali de S. José à Lapa?

  16. Piskas diz:

    Porra António, estava a ver, que andava tudo maluco…obrigado por alguma lucidez…Pessoal, bem vindos ao Portugal real….é que, há que andar na rua, cuzinho sentado a intelectualizar, dá conclusões da treta…
    Obrigado Raquel, e perdoa-os, é que é muita barriguinha cheia, então só conseguem mirar os seus umbigos.
    …e desculpem lá qualquer erro ortográfico, é que sou muita bronco, deve ser da falta de chicha.

  17. Concordo totalmente com a sua carta. Claro que vão aparecer uma série de iluminados a dizer que “as pessoas é que não sabem comer” e “não sabem comprar”, mas pronto, para estas mentes obtusas as políticas educativas existem por si e não influenciam em nada a forma como vivemos em sociedade…
    Os vegetarianos que resolveram vir aqui mandar farpas, que calculo sejam de direita (vá-se habituado Raquel que os partidos têm gente desta a descredibilizar comentários inteligentes, quando estes obtém demasiada popularidade), parece que também falam do que não sabem, a alimentação para vegetarianos é barata que quiserem comer tofu dia sim dia sim. Se quiserem uma alimentação variada, garanto-vos que precisamente de um bom orçamento.
    Espero que essa Isabel Jonet (o apelido diz tudo) seja demitida o quanto antes, apesar de sabermos que no lugar vai ser posta/o outro/a fantoche.

    • Luis Ferreira diz:

      E também somos anti-comunistas primários?
      Faça os cálculos baseado em qualquer coisa de palpável. O olhómetro não é bom conselheiro.

      • lj diz:

        Levanta-te às 5 para ires limpar escritórios de tarde vais fazer umas limpezas e á noite vais arrumar a casa e fazer o jantar de tofu para a família, será que és capaz?

  18. José Manuel Coelho Vieira Soares diz:

    O cartoon da Inês vale por mil palavras !!!!!!!!

  19. António Melo diz:

    É deveras curioso como algumas pessoas insistem em discutir o acessório, esquecendo o fundamental das questões.
    Não está aqui em causa a virtude de uma alimentação ou de outra, mas sim o direito a ter uma alimentação, tendo os meios para o fazer com liberdade e dignidade, sendo pago com justiça pelo valor do seu trabalho, e vendo os seus impostos a serem aplicados onde devem: no pagamento das suas necessidades sociais, educação, saúde, justiça, segurança, etc. e não continuando a sustentar a má gestão do estado, da banca e dos nossos reformados de luxo, que continuam na vida “activa” mas não prescindem das suas “pequenas reformas” e têm moral para vir á comunicação social apelar e justificar sacrifícios e austeridade, para os outros, lógico. Isto sim é, para mim, fundamental e deve ser discutido.

  20. Parabéns pela resposta! Temos de denunciar todos os esquemas da direita beata e balofa.

  21. Francisco Seabra diz:

    Creio que a Raquel Varela escreve um post tao insensivel como as afirmaçoes da Jonet. Confundir o trabalho do banco Alimentar com a sua presidente e bastante redutor. Alem de que e ofensivo para as milhares (sim, milhares) de pessoas que todos os dias matam a fome com os donativos desta organizaçao. O paragrafo sobre a alimentaçao a seguir ao 25 de Abril e de ir as lagrimas.

    (o teclado esta avariado, por isso nao tem acentos. As minhas desculpas)

    • carlos carvalho diz:

      Penso que o melhor para “aproveitar” o pensamento e preparação desta senhora seria, recomendável, atribuir-lhe e com urgência o “Ministério do Empobrecimento Rápido do Povo Português”.

  22. Manuel Ferreira diz:

    Comer bem é um luxo. Pelo menos nas cidades. Tão luxo que é que a comida dita biológica (ou natural) tem um preço caríssimo e é um negócio que vai crescendo, seguindo aliás uma tendência de países ricos.
    A fruta é caríssima e muitas vezes sem qualidade.
    Os legumes também não são nada baratos.
    Pela verdade, o azeite está mais acessível, e é um produto de qualidade. Outros produtos como o arroz também estão relativamente acessíveis. Depois, a porcaria que o pessoal costuma comer, essa também é relativamente barata. Comidas açucaradas e altamente processadas.

    Esta gente da caridade, são geralmente, meninas e meninos bem, católicos, que até se reúnem aos Domingos de manhã, antes de irem fazer a nova viagem ao estrangeiro, e que até se conhecem do ténis ou da ginástica, e que não perdem a oportunidade para passear a vaidade. Não dão 50 cêntimos a um pobre. São racistas contra os pobres, porque pertencem à classe dos ricos e pseudo-ricos, essa raça superior.

    Obrigado Raquel Varela.

  23. rui bento diz:

    Totalmente de acordo! Obrigado pela carta aberta Dra. Raquel Varela

  24. Maria diz:

    Bom, para a pobre Isabel Jonet e seus seguidores recomendo;
    Saiam da sua zona de conforto durante 6 meses, providenciem o sustento do vosso agregado familiar, durante esse tempo, com 500 euros por mês, líquidos, e depois venham explicar-nos o que comem todos os dias depois de pagar renda, água, luz, gás, algum medicamento que precisem e transportes para o agregado familiar se deslocar para o trabalho e/ou para a escola, podem então ajudar-nos a ser felizes com o exemplo de tamanho despojamento.
    Se não sobrar nada para comer, podem sempre usar velas, em vez de eletricidade, ir à fonte buscar água, colherem lenha na natureza para cozinhar e viverem numa barraca, talvez assim sobre alguma coisa para os filhotes poderem ir aos concertos de rock.
    Os ricos, para ficarem mais ricos, precisam sempre de mais pobres.

  25. Maria diz:

    Bom, para a pobre Isabel Jonet e seus seguidores recomendo;
    Saiam da sua zona de conforto durante 6 meses, providenciem o sustento do vosso agregado familiar, durante esse tempo, com 500 euros por mês e depois venham explicar-nos o que comem todos os dias depois de pagar renda, água, luz, gás, algum medicamento que precisem e transportes para o agregado familiar se deslocar para o trabalho e/ou para a escola, podem então ajudar-nos a ser felizes com o exemplo de tamanho despojamento.
    Se não sobrar nada para comer, podem sempre usar velas, em vez de eletricidade, ir à fonte buscar água, colherem lenha na natureza para cozinhar e viver debaixo da ponte, talvez assim sobre alguma coisa para os filhotes poderem ir aos concertos de rock.
    Os ricos, para ficarem mais ricos, precisam sempre de mais pobres.

  26. Manuela Ferreira diz:

    Comer bem é um luxo.
    A fruta e as verduras são caríssimas, e a fruta muitas vezes não tem qualidade.
    Tanto que é luxo que até se converteu num negócio – comida biológica.

    Esta gente da (alta) caridade, são “gente de bem”, geralmente muito católicos (mas nada cristãos) até se reúnem ao Domingo de manhã, para confraternizarem e debaterem as “ajudas”, que e só para disfarçar possam alguma vez sair do bolso deles. Até já se conhecem do clube de ténis ou da natação. Nesses encontros passeiam a vaidade, descrevem a última viagem ao estrangeiro e a que estão agora a planear fazer, quando “tiverem tempo” (para dizer que trabalham). Não dão um cêntimo a um pobre ou fazem qualquer esforço para ajudar o que está à beirinha a precisar de ajuda. Muitos são só pseudo-ricos. São racistas, não gostam de pessoas pobres. Pode andar lá um ou outro enganado.

    Obrigada cara Raquel Varela, e a todos os que ajudam os outros de verdade.

  27. Victor Nogueira diz:

    Há duas questões que estão baralhadas
    1. – a dieta alimentar
    2. – os custos da dieta alimentar.

    Os seres humanos não são por natureza vegetarianos mas carnívoros. Não sei os termos mas o aparelho digestivo e a dentição são idênticas às dos carnívoros e não dos ruminantes ou equídeos.
    O ser humano pode optar por uma alimentação exclusivamente vegetariana ou omnívora, equilibrada e saudável ou não. Naturalmente condicionado por hábitos alimentares ou pela publicidade, com uma dieta equilibrada ou não. Que em qualquer caso tem custos, comportáveis ou não face ao nível de rendimentos.
    E Raquel Varela questiona dois aspectos relativamente a Isabel Jonet e a instituições como o Banco Alimentar:
    1. – a questão ideológica, da caridadezinha substituir-se à solidariedade e aos direitos como reivindicação e não “esmola” que constam da Declaração Universal dos Direitos do Homem, adoptada pela ONU em resultado da II Guerra Mundial, entre outras. A mesma questão ideológica que leva á fome e subalimentação resultantes da lógica da produção capitalista. A mesma ideologia subjacente às igrejas, independentemente da “boa-fé” e que leva ao conformismo.
    A lógica do Banco Alimentar é que sejam os consumidores a comprarem produtos que dão lucro aos vendedores, sobretudo às grandes superfícies comerciais, as quais fogem não só ao pagamento de impostos, como aliás a Igreja Católica Apostólica Romana, como destroem os excedentes não consumidos para manterem as taxas de lucro.
    Aliás, a própria natureza das recolhas do Banco Alimentar leva a uma dieta desequilibrada: enlatados, arroz, massas. Nem carne nem peixe nem fruta nem legumes frescos.
    2. – É um facto que além de se alimentarem mal e insuficientemente, antes do 25 de Aril as pessoas passavam fome. Dizem-no as estatísticas e diz a vivência de quem contactou as populações em trabalho de campo sociológico ou ouviu as “histórias da vida”. Alimentação que melhorou depois do 25 de Abril. Basta as pessoas pensarem ou repararem como eram enfezadas as pessoas do “antigamente” e como os seus filhos e netos, apesar de todos os erros alimentares, são mais altos e saudáveis.
    2. – A 2ª questão é a peregrina ideia de que as pessoas passam fome pk não sabem alimentar-se. É certo que quanto mais baixo o rendimento maior é a parcela da despesa de alimentação. Que outrora, sendo apesar disso insuficiente em termos energéticos, era substituída pelo tal vinho que dava de comer a um milhão de portugueses. Peregrina ideia de que somos todos naturalmente vegetarianos e que se todos fossem vegetarianos não haveria problemas .. de fome e subnutrição, com exemplos anedóticos da esfera familiar tomada como um todo. Havia fome em Portugal antes do 25 de Abril e voltou a haver fome na península de setúbal, então negada pelo 1 Ministro Mário Soares, fome que voltou em força, obrigando hoje muitas autarquias a fornecerem alimentação às crianças. Porque o desemprego e as prestações sociais e subsídios não chegam para as despesas elementares quanto mais para todas as outras consagradas na Ta “subversiva” Declaração Universal dos Direitos do Homem adoptada pela ONU e consubstanciadas naquilo que se convencionou chamar os direitos de 2ª e 3ª geração, que consideram o ser humano mais que uma máquina (re)produtora alimentada ao nível de subsistência, como alguém defende. Pk o problema é que o actual desenvolvimento das forças produtivas e da ciência e tecnologia permitiriam alimentar a humanidade desde que a lógica da produção e da organização da sociedade não fossem a da maximização do lucro e da subordinação da economia a esta lógica predadora e desumana.

    http://www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-e-os-direitos-humanos/
    http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/publicacoes/direitos-humanos/Manual_Pratico_Direitos_Humanos_Internacioais.pdf

  28. Victor Nogueira diz:

    Há duas questões que estão baralhadas
    1. – a dieta alimentar
    2. – os custos da dieta alimentar.

    Os seres humanos não são por natureza vegetarianos mas carnívoros. Não sei os termos mas o aparelho digestivo e a dentição são idênticas às dos carnívoros e não dos ruminantes ou equídeos.
    O ser humano pode optar por uma alimentação exclusivamente vegetariana ou omnívora, equilibrada e saudável ou não. Naturalmente condicionado por hábitos alimentares ou pela publicidade, com uma dieta equilibrada ou não. Que em qualquer caso tem custos, comportáveis ou não face ao nível de rendimentos.
    E Raquel Varela questiona dois aspectos relativamente a Isabel Jonet e a instituições como o Banco Alimentar:
    1. – a questão ideológica, da caridadezinha substituir-se à solidariedade e aos direitos como reivindicação e não “esmola” que constam da Declaração Universal dos Direitos do Homem, adoptada pela ONU em resultado da II Guerra Mundial, entre outras. A mesma questão ideológica que leva á fome e subalimentação resultantes da lógica da produção capitalista. A mesma ideologia subjacente às igrejas, independentemente da “boa-fé” e que leva ao conformismo.
    A lógica do Banco Alimentar é que sejam os consumidores a comprarem produtos que dão lucro aos vendedores, sobretudo às grandes superfícies comerciais, as quais fogem não só ao pagamento de impostos, como aliás a Igreja Católica Apostólica Romana, como destroem os excedentes não consumidos para manterem as taxas de lucro.
    Aliás, a própria natureza das recolhas do Banco Alimentar leva a uma dieta desequilibrada: enlatados, arroz, massas. Nem carne nem peixe nem fruta nem legumes frescos.
    2. – É um facto que além de se alimentarem mal e insuficientemente, antes do 25 de Aril as pessoas passavam fome. Dizem-no as estatísticas e diz a vivência de quem contactou as populações em trabalho de campo sociológico ou ouviu as “histórias da vida”. Alimentação que melhorou depois do 25 de Abril. Basta as pessoas pensarem ou repararem como eram enfezadas as pessoas do “antigamente” e como os seus filhos e netos, apesar de todos os erros alimentares, são mais altos e saudáveis.
    2. – A 2ª questão é a peregrina ideia de que as pessoas passam fome pk não sabem alimentar-se. É certo que quanto mais baixo o rendimento maior é a parcela da despesa de alimentação. Que outrora, sendo apesar disso insuficiente em termos energéticos, era substituída pelo tal vinho que dava de comer a um milhão de portugueses. Peregrina ideia de que somos todos naturalmente vegetarianos e que se todos fossem vegetarianos não haveria problemas .. de fome e subnutrição, com exemplos anedóticos da esfera familiar tomada como um todo. Havia fome em Portugal antes do 25 de Abril e voltou a haver fome na península de setúbal, então negada pelo 1 Ministro Mário Soares, fome que voltou em força, obrigando hoje muitas autarquias a fornecerem alimentação às crianças. Porque o desemprego e as prestações sociais e subsídios não chegam para as despesas elementares quanto mais para todas as outras consagradas na Ta “subversiva” Declaração Universal dos Direitos do Homem adoptada pela ONU e consubstanciadas naquilo que se convencionou chamar os direitos de 2ª e 3ª geração, que consideram o ser humano mais que uma máquina (re)produtora alimentada ao nível de subsistência, como alguém defende. Pk o problema é que o actual desenvolvimento das forças produtivas e da ciência e tecnologia permitiriam alimentar a humanidade desde que a lógica da produção e da organização da sociedade não fossem a da maximização do lucro e da subordinação da economia a esta lógica predadora e desumana.
    http://www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-e-os-direitos-humanos/
    http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/publicacoes/direitos-humanos/Manual_Pratico_Direitos_Humanos_Internacioais.pdf

  29. Carlos Carvalho diz:

    Obrigado Raquel
    Esta senhora teve a resposta que merecia. Já lhe tinha ouvido duas intervenções, uma delas na prédica do Prof. Marcelo R.de Sousa. Confesso que não gostei e fiquei até confuso.
    Ao ver e ouvir a participação da senhora na SIC N, fiquei admirado com tanta arrogância e “cumplicidade” politica com quem nos está a desgovernar com as doses, que periodicamente nos são administradas e que acabarão por nos “liquidar”, já numa fase irreversivel de overdose de austeridade.
    Esta senhora, se assumisse aquilo que disse, devia despedir-se.
    Quanto à dieta, vegetariana, prescrita por alguém que se está nas tintas para a realidade permito-me citar uma expressão com séculos:” Só ri da cicatriz, quem nunca foi ferido”

  30. Carlos Carapeto diz:

    Parece que Manuel da Fonseca deu a resposta a esta senhora e àqueles que aqui veem distrair-se ruminando vegetais.

    Aqui; http://www.youtube.com/watch?v=ayquZcawQYI

    E aqui; http://www.youtube.com/watch?v=m3RVpGHcAI4

    Porque razão não se propõe esta senhora denunciar as causas que levam à pobreza?

    Prefere humilhar quem precisa com a sua generosidade?
    Lamentavel é haver quem corre o risco de um dia cair numa situação de carência social aplaudir (embora em surdina) os dislates que ela lá do alto do seu autoritarismo solta.

    Sim; porque a senhora tem plena consciência das causas sociais que levam a estas situações.

  31. Zuruspa diz:

    Para além das conjecturas sobre os bifinhos dos pobres, a Isabel Chonet acha muito normalzinho uma pessoa ter de escolher entre um bife, um concerto de rock, ou pagar uma radiografia. Lá no pensamento serôdio bafiento salazaróide dela näo deve existir um SNS universal e grátis a quem toda a gente possa recorrer quando parte uma perna.

  32. Nuno diz:

    Mas que grande texto!!!! Parabéns Raquel, não se deixe nunca abater por comentários de pessoas medíocres.

  33. maumé diz:

    Fodam-se!é só especialistas a defenderem a dona choné.País de muita gente orgulhosamente má,estúpida e atrasada,mesmo aqueles q são doutores.Olhem q o miguel relvas,também é dessa laia!

  34. Rui Manuel Rodrigues diz:

    Isabel Jonet é uma fundamentalista católica. Por outras palavras, uma terrorista religiosa da mesma laia do Ossama Bin Laden, ou do George W Bush. Enquanto o primeiro se punha de cócoras para Meca e o segundo reza sentado com uma biblia, a Isabel Jonet tomba de joelhas frente a um boneco crucificado, ao som das missas dadas por pedófilos dementes de batina branca. O Banco Alimentar “Contra a Fome” é uma instituição criminosa, porque pratica a CARIDADE. Entenda-se como tal a representação d@ pobre, ou de qualquer pessoa que apresente uma vulnerabilidade social (ou outro qualquer tipo de vulnerabilidade), como sendo alguém inferior…e que deve interiorizar a sua condição de inferior, de incapaz, etc, etc…Como pessoa inferiorizada, tem a obrigação moral de se submeter a quem está numa posição de poder. Aqui está a essência cruel do cristianismo, nomeadamente na sua variante católica apostólica romana. O individuo vulnerável é submetido ao dominio do individuo mais “forte”, em troca de uma postura paternalista da parte deste último.
    A solidariedade é algo de exatamente oposto! Identificam-se pessoas que se encontram em vulnerabilidade, por exemplo, passam fome ou subnutrição. Mobilizam-se os recursos para fornecer a alimentação a essas pessoas, fazendo-o como um direito humano inalienável, ao invés de uma esmola dada porque o dador tem “bom coração”. Após a providência do direito à necessidade básica de alimentação, há que permitir que todo e qualquer indivíduo possa produzir a riqueza para si e para a sociedade em que vive. A LIVRE CONDIÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE UM INDIVIDUO TEM DE SER, NECESSÁRIAMENTE, A LIVRE CONDIÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DE TODA UMA SOCIEDADE.
    Viva a solidariedade, que é um valor crucial do pensamento socialista e libertário, abaixo a crueldade da caridade católica.

    • Agora Jonet é uma terrorista religiosa. Olhe, pelas suas palavras o sr Rodrigues é que se encaixa perfeitamente num grupo de fanáticos constituido pelos anarquistas, aliás os primeiros terroristas da era moderna. A Caridade é olhar o próximo como a si mesmo, mas isto não dirá nada ao sr. Rodrigues e aos restantes loucos de instintos assassinos que pensam como ele. Mais valia acabar com esse “crime” que é a Caridade e deixar morrer quem tem fome para se implantar a revolação mais depessa, não é?

      • Rui Manuel Rodrigues diz:

        Nem vale a pena dar grande resposta a terroristas assassinos como esse tal de senhor João Pimenta, que deve ter as mãos sujas de sangue, da inquisição à repressão sexual. A pandemia do catolicismo é um grande problema mundial, que urge resolver, tal como todas as restantes religiões. Atenção! Não se deve combater a religião, enquanto sensibilidade, mas as religiões enquanto ideologias e instituições totalitárias e obscurantistas.
        Incluo ainda organizações terroristas dos fundamentalistas vegetarianos, que é um meio de controlar a Liberdade dos individuos, impondo-lhes normas de alimentação. São conhecidas as promiscuidades dos fanáticos do budismo, travestidos de amigos dos animais e do vegetarianismo, com a extrema direita e o fundamentalismo católico.
        Viva A LIBERDADE!! Morte à OPRESSÂO CATOLICA !!

      • Rui Manuel Rodrigues diz:

        João Pedro Pimenta falou nos anarquistas como os terroristas da era moderna. Porventura algum anarquista exerceu algum ato de violência contra pessoas inocentes, ou contra alguém que está no alvo de algum preconceito!!!????? Os anarquistas têm determinados códigos de ética que os impedem de tomar determinados tipos de comportamentos. Portanto, essa acusação de que os anarquistas são terroristas, não tem qualquer sentido, a não ser ter saído da boca de um qualquer criminoso católico-fascista. A igreja católica apostólica romana está cheia de casos de crueldade e de terrorismo. Os católicos do IRA punham bombas em estações do metropolitano de Londres, mtando pessoas inocentes. A pedofilia, a perseguição a homossexuais e a todos os desviados do moral caqtólica, são constantemente assediados por terroristas católicos. O Anders Breivik assassinou dezenas de pessoas nas ruas de Oslo e numa ilha onde se encontravam membros da juventude social-democrata noroeguesa. O seu amigo Breivik usou o embuste do fundamentalismo islâmico para dissimular o seu alvo real: A mentalidade liberal e não racista predominante no povo noroueguês. Foi isso que o irritou. Anders Breivik matou em nome dos valores abjetos da moral judaico-cristã.
        O Ossama Bin Laden mandou matar gente em nome do islão e o seu alter ego o cristão puritano George W Bush massacrou uma população inteira do Iraque, pondo os seus marines a torturar simples cidadãos em Abu Grahib. Seriam preceisos muitos livros negros para denunciar a máquina de crueldade de todas as religiões existentes.

        • Os anarquistas não têm preconceitos nem atacam pessoas inocentes? Que grande piada! Então e quando atiravam bombas para dentro dos cafés franceses, isso não era preconceito contra a “burguesia”? Em França, em Itália, em Espanha (aí capturavam os inimigos e nem faziam prisioneiros nem julgamentos, eram logo “despachados”) não mataram ninguém por puro preconceito de classe? e aonde é que o Breivik era católico? Acaso o avental dele também seria um grande símbolo cristão? É culpa ou inspiração de alguma igreja o crime que ele cometeu? Fala do embuste islâmico para depois falar do Bin Laden, não há dúvida que é coerente. Os princípios judaico-cristãos que reputa como “abjectos” são de inspiração Divina e a pedra basilar da civilização ocidental de que me orgulho de pertencer, pesem todos os erros e crimes que cometeram em Seu nome e que ninguém nega, ao contrário dos que foram cometidos contra as religiões e que causaram mais mortos no último século do que em todos os anteriores. E já que em baixo fala de determinismo, recordo-lhe que isso é uma característica essencial dos que defendem os “mundos sem classes, sem amos e sem Deus” e os “amanhãs que cantam”.

  35. Rui Manuel diz:

    Isabel Jonet é uma fundamentalista católica. Por outras palavras, uma terrorista religiosa da mesma laia do Ossama Bin Laden, ou do George W Bush. Enquanto o primeiro se punha de cócoras para Meca e o segundo reza sentado com uma bíblia, a Isabel Jonet tomba de joelhas frente a um boneco crucificado, ao som das missas dadas por pedófilos dementes de batina branca. O Banco Alimentar “Contra a Fome” é uma instituição criminosa, porque pratica a CARIDADE. Entenda-se como tal a representação d@ pobre, ou de qualquer pessoa que apresente uma vulnerabilidade social (ou outro qualquer tipo de vulnerabilidade), como sendo alguém inferior…e que deve interiorizar a sua condição de inferior, de incapaz, etc., etc.,..Como pessoa inferiorizada, tem a obrigação moral de se submeter a quem está numa posição de poder. Aqui está a essência cruel do cristianismo, nomeadamente na sua variante católica apostólica romana. O individuo vulnerável é submetido ao domínio do individuo mais “forte”, em troca de uma postura paternalista da parte deste último.
    A solidariedade é algo de exatamente oposto! Identificam-se pessoas que se encontram em vulnerabilidade, por exemplo, passam fome ou subnutrição. Mobilizam-se os recursos para fornecer a alimentação a essas pessoas, fazendo-o como um direito humano inalienável, ao invés de uma esmola dada porque o dador tem “bom coração”. Após a providência do direito à necessidade básica de alimentação, há que permitir que todo e qualquer indivíduo possa produzir a riqueza para si e para a sociedade em que vive. A LIVRE CONDIÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DE UM INDIVIDUO TEM DE SER, NECESSÁRIAMENTE, A LIVRE CONDIÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DE TODA UMA SOCIEDADE.
    Viva a solidariedade, que é um valor crucial do pensamento socialista e libertário, abaixo a crueldade da caridade católica.

    • Carlos Carapeto diz:

      Rui Manuel.

      Contra factos não há argumentos. Acertou em cheio.

      Sem consciência social os problemas da humanidade não se resolvem, vão-se adiando. E é precisamente o que esta cambada de “generosos” tem feito ao longo de séculos.
      Provocam a exclusão a miséria e a degradação social para depois com esmolas humilharem as suas próprias vitima auto promovendo-se em benfeitores amigos dos pobrezinhos.

      É preciso compreender que as ações de caridade procuram atingir vários objetivos.
      Subjugar as vitimas, fazendo com que se rendam à sua condição de pobreza, levando-as a aceitar essa condição como um fatalismo ou até atribuirem a si próprias a culpa do seu “infortunio”.

      E é precisamente isto que aqueles mais conscientes têm o dever de demascarar.

      Porque a pobreza não é um fatalismo (não está no destino da pessoa) como também as pessoas não são capazes de competir na sociedade por incompetencia ou incapacidade. Não lhe deram foi condições para se prepararem para a vida.

      A Belinha do coração bondoso era mais util à sociedade se estivesse a fazer um trabalho produtivo, assim não deixa de ser aquilo que sempre foi, uma parasita élitista.

      • Rui Manuel Rodrigues diz:

        Carlos Carapeto
        Faço minhas as suas palavras! De uma forma muito sintetizada estabeleceu a razão da caridade, que é uma forma de subjugação de quem não detém poder, por qarte de quem o detém. O desmontar da visão determinista (muito cara aos fundamentalistas religiosos) também foi e bem, desmontada por si. Ninguém está predestinado a nada!

  36. Pedro Morais diz:

    Só vejo comentários a falar sobre comer carne ou comer vegetais…
    Querem reduzir um texto brilhante a uma questão carnívora ou vegetariana? Vegetais têm vocês todos no lugar onde deveria estar um cérebro.
    Cada um come o que quiser e como quiser.
    Até há uns que comem a merda que a Jonet, Coelho, Gaspar e Ullrich dizem.

  37. André diz:

    “A solidariedade é de todos para todos, a caridade usa a fome como arma política. Por isso nunca dei um grão de arroz ao Banco Alimentar contra a Fome.”

    1º Solidariedade com o dinheiro alheio qualquer um faz. Só tem valor quando uma pessoa livremente abdica de algo seu para ajudar outro;

    2º Não deixa de ser impressionante como em nome de principios ideológicos se prejudica aqueles que justamente afirmam querer proteger. Fantástico! A Inquisição não faria melhor, diferindo obviamente nos meios e objectivos.

    Nem quero imaginar o que esta gente faria se algum dia governasse… Safa!

    • Zuruspa diz:

      O que esta gente faria se algum dia governasse seria acabar com a pobreza, dar Ensino e Saúde grátis a todos os portugueses, e desse modo instituiçöes parasitas de caridadezinha fechariam por näo terem razäo de existir.

      E como eu näo brinco à caridadezinha, também näo mais darei nada a estes “recolectores de esmola”. A Isabel Chonet e os amigos dela que estäo na Direcçäo que dêm dos milhares de euros mensais que ganham.

      • André diz:

        Grátis? Mas os professores e doutores iam trabalhar de borla?…

        • Zuruspa diz:

          Ó sua besta, se não percebeu, percebesse.
          E agora, volte para o infantário, está na hora da sua sesta.

          • André diz:

            Pois… Argumentar é mais difícil que insultar, não é?… 🙂 Mas olhe, gostava mesmo era que me dissesse de onde vem o dinheiro para pagar aos professores e médicos. Será que é capaz?

  38. giveme5 diz:

    Nem sei o que responder/acrescentar aos comentários que li. Fica-me uma sensação de ler textos de bloguistas que por terem a oportunidade de serem lidos, escrevem qualquer mer.. que lhes vem à cabeça ( veja-se o desvio de “Ai ai a Jonet é isto e aquilo” para vegetarianos, vegetais e outras tretas).
    Então a ajuda do BA, leia-se centenas de pessoas, para a recolha e distribuição de alimentos está posta em causa?!?! Escreve-se que se pretendem atingir objectivos politicos e outras barbaridades, poe-se em causa a solidariedade para com pessoas mais carenciadas?!?!?!
    Ao autor do texto deixo expresso o meu repudio pela demonstração de intrínseca má formação de vida, de dor de corno, e de “olhem para mim que (num blog) sou capaz de dizer que o trabalho da Isabel Jonet é uma merda”. Quanto ao outros, espero encontrá-los na proxima recolha de alimentos para podermos partilhar a alegria das pessoas que agradecem os alimentos que as instituições que oferecem via BA.
    Obrigado por colaboram nos proximos dias 1 e 2 de Dezembro. Alguem que não conhecem ira ficar um pouco mais feliz por terem ajudado.

    • André diz:

      100% de acordo!

    • Zuruspa diz:

      Eu na próxima recolha vou-me é abastecer aos carrinhos do Banco Alimentar.

    • Pedro Morais diz:

      Você é um idiota. “para podermos partilhar a alegria das pessoas que AGRADECEM os alimentos…” Mas que grande IDIOTA, tão bonzinho, tão caridoso, presunçoso e preconceituoso. Seu grande cabrão, na próxima vez que vos vir à porta do hipermercado vais levar poucas.
      http://tabancadeganture.blogspot.pt/2012/05/banco-alimentar-engorda-da-igreja.html

    • Raquel diz:

      “(…) a alegria das pessoas que agradecem os alimentos que as instituições que oferecem via BA.”

      Oh meu caro, sinceramente… Pare lá para pensar um bocadinho.
      Acha mesmo que quem tem que forçosamente depender da comida alheia sente alegria nisso?
      Agradecem, sim, mas alegria mesmo era terem uma vida que lhes permitisse sustentar a sua própria alimentação, seja ela vegetariana, só de carne, só de peixe ou só de batatas fritas e coca cola.
      Erradicar a fome no mundo parece-me utópico. Mas redistribuir a riqueza e adequá-la ao papel de cada cidadão na sociedade para que a fome se aproxime de uma miragem nem por isso – quero com isto dizer que, da mesma maneira que uma empregada de limpeza não pode ter os mesmos rendimentos que um médico, também um gajo que vá meia dúzia de vezes à AR mandar bocas não devia ganhar mais que um investigador que trabalha todo o dia todos os dias para que, por exemplo, não se morra à fome. Isto só para utilizar um exemplo que não me inclui nem a mim nem à Isabel Jonet. Nem inclui os tontinhos que pensam que as pessoas se sentem felizes por não terem dinheiro para comer só porque existe o Banco Alimentar.

      Note-se que, ainda assim, aplaudo (alguns) voluntários e o trabalho que fazem (sei o que é ser voluntário e trabalhar com pessoas desfavorecidas), não sou capaz de não contribuir, e, aliás, todos os anos o faço – o justo não pode pagar pelo pecador, mas não me iludo de que estou a fazer alguém mais feliz, simplesmente penso que haverá alguém que pode continuar a ter alguma força para se levantar de manhã e ir à luta por dias melhores.

      • giveme5 diz:

        Ok Raquel, só acho que qualquer ajuda que se possa dar a quem quer que seja é sempre bom para quem o faz, e por muito pequena que seja a mesma, é sempre bom para quem recebe.

  39. oxy diz:

    TIA ISABEL CHONÉ…

  40. Carlos Carapeto diz:

    Parece que já chegou o momento de não perder mais tempo com esta canalha.

    Vamo-nos concentrar na recepção a Merkel e na greve geral.

    EU NO DIA 14 NÃO COMPRO NEM VENDO NADA. Faço greve.

    • carlos carvalho diz:

      É verdade.
      É importante reflectir sobre o discurso, repetitivo e sempre igual, do nosso primeiro e, ainda, a repetiçao da defesa da dose por parte da sra. Merkel.
      Estamos nas “lonas” e dificilmente chegaremos a algum destino com esta gente, e também, com a outra mesmo que tenha Seguro como apelido.

  41. Maria diz:

    Tanto azedume que para aqui vai!
    Nao se pode comer bifes todos os dias?
    Mesmo que se pudesse comer, nao se deve. Comer bife significa comer carne de outra criatura que tem de morrer ( ainda por cima de forma barbara) para nos alimentar.
    Deve ser a obsessão pela comida que põe este pessoal histérico por causa das declarações da senhora.
    Ela nao disse nada de errado! O sentido em que o disse e que foi errado.
    Eu poderia, do ponto de vista económico, comer bife todos os dias. Mas prefiro comer sopa todos os dias. A sopa nao me enjoa. Os bifes enjoar-me-iam se os comesse diariamente.
    Na verdade as vezes vou ao supermercado e fico banzada! A carne de porco esta em promoção? – são filas de gente com carros carregados de carne de porco!
    O frango esta em promoção? Lá vemos carros cheios de frangos.
    Parece que só vivemos para comer e nao o contrário!
    Depois a senhora do texto fala da nacionalização da terra como remédio para a abundância!
    Eu nao sei que idade tem a senhora, mas anda tão afastada da realidade!
    Ninguém quer trabalhar a terra! Muita gente que tem terras cedem-nas gratuitamente para nao ficarem a criar mato! Mesmo assim ninguém lhes pega!
    Foram os que ,ao contrário da Jonet, convenceram o povo de que era rico, que podia abandonar a triste aldeia e vir para o bairro social da cidade viver do rendimento mínimo, que geraram a ideia de que nem todo o trabalho e digno.
    Eu que tenho o gosto de ter uma hortinha biológica, pago mais a senhora que mA granjeia num mês, do que pagaria por aqueles alimentos meio ano.
    O que se paga em sementes, adubos e outros produtos e superior ao preço do que existe no supermercado, importado.
    Eu nao tenho admiração pelo B.A. Acho que e uma mega estrutura a trabalhar para outras que já recebem dinheiro do Estado. E e sobretudo um bom negocio para as grandes superficies. Mas este barulho cheira-me a disputa política . Ou seja a disputa de abutres pelo controlo da presa.

  42. Pedro Morais diz:

    Apresente-me se faz favor o nome e a morada dessas pessoas que não querem as terras e que estão dispostas a cedê-las gratuitamente a quem quer trabalhar.
    Se não o fizer resumo todo o seu texto a uma palavra: DEMAGOGIA.

  43. empada de vegetais com sumo de fruta fresca diz:

    o banco alimentar é capitalismo selvagem. uma sociedade equânime não pode permitir que nenhum individuo viva da generosidade e da boa vontade do outro.

  44. Nuno diz:

    Parabéns pelo texto, muito bom.

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