Como as mulheres afegãs nos anos 80, as sírias têm muito a perder com a vitória do extremismo religioso e do imperialismo


Elas dizem isto…

…porque não querem que isto…

…se transforme nisto!

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8 respostas a Como as mulheres afegãs nos anos 80, as sírias têm muito a perder com a vitória do extremismo religioso e do imperialismo

  1. De diz:

    Ou de como o fascismo islâmico anda de mãos dadas com o imperialismo
    (e infelizmente com o apoio envergonhado ou explícito de alguns da nossa e de alheia praça)

  2. Argala diz:

    Os salafistas da NATO já perderam a guerra. Agora é só uma questão de gerir a derrota e fechar o conflito com um acordo.
    O triângulo de resistência Irão-Síria-Hezbollah, com o apoio da Rússia e da China, vai passar a mandar naquela zona daqui a alguns anos.

    • Rocha diz:

      Não esqueças o PKK e a insurgência curda. Os curdos também estão profundamente envolvidos na guerra regional da Síria-Turquia-Líbano.

      O teatro de guerra vai do Curdistão noroeste (sudeste da Turquia) ao norte do Líbano, passando claro por Aleppo (ponto de origem da infiltração militar turca) e por Homs (sede da Irmandade Muçulmana).

      Desde a guerra da Líbia que há uma guerra regional contínua com múltiplos desdobramentos: guerra civil no Mali, escaramuças creio que de berberes na península de Sinai, guerra civil no Yemen… Esta última jogada da Turquia de agredir a Síria secular já lhe está a custar pesadas baixas na frente de guerra com a guerrilha curda.

      É certo que que os regimes seculares e nasseristas não saem inteiros desta “primavera de chumbo”. Mas as vitórias dos salafistas e da Irmandade muculmana são débeis, quando estes são desmascarados, no Egipto por exemplo, com a sua aliança com Israel. A Turquia islamista e imperialista também não vai sair inteira desta guerra. O Yemen está numa caótica guerra civil, o conflito mantém-se no Barahein. O imperialismo brinca com o fogo.

  3. João Silva Jordão diz:

    A questão aqui é um pouco mais complicada, mas é claro, é necessário desmascarar as mentiras que se estão a propagar sobre a Síria. Muitos ‘activistas’ dizem que ‘está a acontecer um massacre na Síria’, e que é preciso ‘fazer algo’, ou seja, defendem uma invasão militar. Porém as tuas palavras também perpetuam a incompreensão sobre o Islão que impera aqui no Ocidente, incompreensão essa que também é fundamental para perpetuar políticas neo-coloniais.

    • De diz:

      Penso que o que foi posto em causa foi o extremismo religioso e não o Islão ( ou qualquer outra religião).
      O retrocesso civilizacional a que chegaram alguns países pela mão da santa aliança entre o império e os fascistas islâmicos…

  4. Rocha diz:

    A coragem destas mulheres é um exemplo de grande valentia face a estes rufias do Free Syrian Army e das potências imperialistas da NATO.

    Isto foi na televisão australiana não foi? Mais uma razão para louvar a coragem destas mulheres.

    Vivemos no tempo dos prémios (ig)nobeis da guerra. De Obama para a União Europeia, com vivas à vitória da democracia na Líbia e fortes tentativas de fazer o mesmo na Síria.

    As mulheres, sobretudo, as mulheres que hipocritamente são utilizadas miseravelmente pelo imperialismo para fazer a guerra na Palestina e no Irão – como arma de propaganda – são rapidamente transformadas em combustível de guerra – baixas aceitáveis – da grande cavalgada dos rebeldes sírios e líbios – fantoches da NATO e de Israel – para derrubar os “ditadores”.

    Os sanguinários passam por “defensores de direitos humanos” e os que ousam defender valores e conquistas sociais duramente alcançados são ou “ditadores” ou “terroristas”.

  5. De diz:

    Infelizmente há quem pense que as coisas estão resolvidas e que o império já perdeu.
    Pura fantasia.
    É não conhecer nem o império nem os seus apêndices sanguinários. Mais os seus “acordos” de pacotilha.
    A imprensa burguesa segue o seu caminho e tem aliados nos mais inesperados sítios.

    De facto a coragem destas mulheres é exemplar.São elas e as suas companheiras as primeiras a saber que a luta continua e que nada ainda é certo.A barbárie está ali, ao virar da esquina.Em todo o seu horror.Em todo o seu horror indesmentível e atroz.

  6. Carlos Carapeto diz:

    Camarada Rocha.

    A situação na Síria é muito mais complicada que isso.

    A Síria é passagem para o Irão e o Irão por sua vez é o prémio para o dominio dos hidrocarbonetos da Bacia do Cáspio e a conquista de toda a Ásia Central (já lá têm algumas bases).

    Tens que não esquecer entre outras coisas. Que as maoires riquezas da Rússia estão concentradas na praticamente despovoada Sibéria Central ( entre o Obi e o Lena).

    E conhecer também opinião de M Albrigth sobre isso, “é uma injustiça as imensas riquezas da Sibéria serem controladas por um só país, deviam ser postas ao serviço da humanidade”.

    Como ´não menos importante conhecer quais eram os planos da Trilateral acerca da Rússia, nem mais nem menos que dividi-la em três Estados.

    Por outro lado o imperialismo sabe que não tem quaisquer hipoteses de desastibilizar a China por o mar, por isso tenta tudo por fazê-lo através das conturbadas provincias Ocidentais do Tibete e Xinjiang.

    A invasão do Afeganistão e do Iraque teve como objetivo principal isso mesmo, ensaduichar o Irão, submete-lo e avançar por aí até à fronteira da China.

    Consulta a estratégia do Hearthland de Halford Mackinder, está lá tudo explicito, ou ainda de Brzezinsky “O Grande Jogo de Xadrez”.

    Pezarat Correia publicou um livro que esboça superficialmente isso.

    Há aí um livro em Português esclarecedor sobre este assunto, embora seja de um homem da UMP mas não deixa de ser aconselhavel. Alexandre del Val ” Guerras Contra a Europa”.

    São jogos estrategicos para o dominio territorial e das riquezas naturais que estão delineados há muito tempo por as potencias imperialistas.

    Um abraço.

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