O problema é de classe social, e não profissional

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2 Responses to O problema é de classe social, e não profissional

  1. De diz:

    Este post e o do Bruno completam-se admiravelmente!

  2. Luis Almeida diz:

    Tive experiências pessoais interessantes de conversar com os polícias ( até graduados ) supostos manter a “ordem” em todas as manifestações onde vou ( e são praticamente todas ). São conversas rápidas porque vou em andamento, dentro da manifestação e não quero atrasar-me muito dos outros camaradas, mas, as respostas nunca são hostis, por regra manifestam compreensão, por vezes até vontade de estar junto dos manifestantes em desfile.
    Mas, a mais interessante foi junto da Sorefame/Bombardier em que, para dar apoio moral, me juntei ao piquete que tentava impedir a saída de máquinas e equipamentos caríssimos da fábrica. Dirigi-me ao mais graduado que ali estava ( estrelas no ombro e não galões, devia ser acima de comissário ) e comentei baixinho, de forma discreta e cortês ( de modo a só ele ouvir ): ” Perdoe-me, mas, não acha excessivo tanto aparato policial ( eram muitas carrinhas com imensos polícias de choque ) apenas para”fazer face” a trabalhadores desarmados e pacíficos que a única que fazem é postar-se à porta da fábrica para impedir a saída da maquinaria de forma a poderem pelo menos, receber indemnizações já que vão perder o emprego ?”
    Ele, hieraticamente e de braços cruzados, em posição marcial, nunca respondeu a este meu comentário e outros iguais. O meneio constante da sua cabeça, porém, foi eloquente: sempre acenou positivamente, como que concordando comigo, a tudo o que eu lhe disse…
    Não mais esquecerei o acolhimento silencioso que as minhas palavras tiveram nele…

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