Orçamento do Estado para 2013 (parte 1): o significado do reajuste económico

Existe uma regra empírica simples para perceber o que pretende o governo fazer com as nossas vidas. Quando ele nos promete que a nossa situação vai melhorar, provavelmente está a mentir. Por outro lado, quando diz que a situação vai piorar é quase certo que está a falar verdade; quando muito, peca por defeito. A segunda situação, tendo o inconveniente de nos dizer que estamos em maus lençóis, tem a vantagem de nos facilitar a compreensão do que nos espera. O problema é que, infelizmente, encontramo-nos neste momento diante dessa situação. É como se o governo estivesse a dizer: «vamos transformar a vossa vida num inferno». A questão agora está em saber quão quente ele será.

A leitura do Relatório do Orçamento de Estado de 2013 (ROE) é bastante esclarecedora. Por exemplo, na página 14, dedicada à análise da economia portuguesa, encontramos a seguinte pérola: «A contracção da procura interna e a dinâmica do processo de ajustamento está associada a uma transferência de recursos para sectores produtores de bens transaccionáveis. (ROE – p. 14)»

Ler o resto da análise do Renato Guedes, no site do CADPP.

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