31O – “Somos todos estivadores!”

Os estivadores estão em greve às horas extraordinárias porque o governo português aprovou uma nova legislação de trabalho portuário que terá implicações terríveis no futuro profissional e pessoal dos actuais e futuros estivadores.

A reestruturação do sector portuário tem vindo a ser apresentada como a grande aposta para o relançamento da economia nacional. Reestruturação e relançamento são eufemismo para flexibilização e cortes salariais de forma a relançar os lucros dos sectores exportadores à custa do corte no poder de consumo de quem trabalha. Por isso a luta dos estivadores tem uma implicação determinante na vida de todos nós. A sua vitória será, antes de mais, uma vitória contra a política de desemprego e carestia apregoada pelo governo como uma saída nacional. Polítca brutal de cortes em salários e pensões, devorados pela subida de impostos,destruição dos serviços públicos, despedimentos e privatizações que Passos Coelho, Paulo Portas e Vitor Gaspar querem aprofundar com o OE para 2013. Por isso as manifestações contra o Orçamento e a Greve dos estivadores fazem parte da mesma luta.

Somos todos estivadores hoje, porque a luta contra a precariedade, desemprego e a miséria é só uma!

Por isso nós, activistas de diversos movimentos e do mundo sindical, organizadores e participantes da Concentração “Cerco ao Orçamento” do passado dia 15 de Outubro, nos juntamos às concentrações de dia 31 de Outubro contra a aprovação do Orçamento de Estado. Para que as várias lutas contra este governo e austeridade convirjam, durante as concentrações organizaremos um acto de solidariedade com a luta dos estivadores, em S.Bento, onde lançaremos um abaixo-assinado de apoio à sua luta.

Subscrições Colectivas: CADPP; Comissão de Trabalhadores Santander-Totta; Movimento Sem Emprego; Plataforma 15 de Outubro; Revista Rubra. Subscrições Individuais: Alexandra Martins – Plataforma 15 de Outubro; Alcides Santos – Movimento Sem Emprego; Ana Rajado – Movimento Sem Emprego; Délio Figueiredo – Comissão de Contratados e Desempregados do SPGL; João Pascoal – Comissão de Trabalhadores Santander-Totta; Renato Guedes – CADPP; Raquel Varela – Revista Rubra; Rui Viana – CADPP; Tiago C.- Plataforma 15 de Outubro.
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38 respostas a 31O – “Somos todos estivadores!”

  1. JgMenos diz:

    Estivador Renato, podemos saber que horrores está o Governo a propôr aos estivadores?

    • Miguel Gonçalves diz:

      Basicamente propõe-lhes que passem ao séc. XXI. Eles querem continuar no bem bom de haver turnos de 50 gajos quando são necessários 20, para poderem continuar todos a mamar sem fazer a ponta d’um chavelho.

      • RS diz:

        Ou seja, os estivadores estão a fazer greve apenas às horas extraordinárias, mas mesmo assim paralizam os portos. E há quem diga que há “turnos de 50 gajos quando são necessários 20”. Faz sentido.

      • Renato Teixeira diz:

        Não fazem “ponta d’um chavelho”? Estamos a falar de estivadores, não da esmagadora maioria dos deputados da AR…

        • nuno diz:

          boas mas quem é que nao faz a ponta de um chavelho amigo ? os estivadores ?

          se somos nós entao venha um semaninha e vai ver o que se faz na estiva .

      • nuno vaz diz:

        vou responder ai ao miguel…..isso que tas a falar era antigamente,agora sao 20 trabalhadores pa 50 funcoes,foram trocados os papeis,otario!ve se mesmo que nao sabes o que é trabalhar asério……tudo parece facil para quem só houve buatos e nunca se propôs sequer a ver como realmente se trabalha na estiva hoje em dia.digo aqui mais uma coisa ao miguel,qtas noites dormes fora de casa,mas a trabalhar nao è em noitadas???!!pois la trabalha se muito e passa se muitas noites a trabalhar ,sem tar com a mulher e os filhos,para ver se lhes conseguimos dar uma vida um pouco melhor,mas hoje em dia não podem ver ninguem a ganhar um pouco melhor que logo querem tirar…..fdx ate faz confuzão a mentalidade dos portugeses,mas não penses que ganho os 5.000euros como dizem,porque isso é uma mentira muito grande,ganho entre 1200 e 1700euros,mas trabalho para que o país não pare,eu e os meus colegas todos,e tambem não pensem que na estiva entra so conhecidos,não é verdade,pois ha la muita gente a trabalhar que entrou sem conhecer ninguem,nem saber o que era realmente a estiva.todos os que entram são sujeitos a exames médicos e psicotécnicos!por fim tambem digo aqui que ha muitos que entram e poucos dias depois vão se logo embora,será porque?????!!!!!!explica me tu agora,e até me podes ligar pa ir la ver como se trabalha ou tirares as tuas duvidas.nuno vaz 967489280

      • José Correia diz:

        Nao, são precisos 50 e põem 20, quem está de fora vira mister ó esperto!!!

    • Renato Teixeira diz:

      Acho que ainda não lhes está a ser oferecido uma participação na mais-valia do Import-Export. Quando assim for…

      • António Carlos diz:

        Nada como a lógica de mercado. Parabéns Renato!

        • Renato Teixeira diz:

          A lógica do mercado distribui mais-valias pelos trabalhadores? Onde, precisamente?

          • António Carlos diz:

            “Acho que ainda não lhes está a ser oferecido uma participação na mais-valia do Import-Export. Quando assim for…”

            Peço desculpa por ter percebido mal o seu comentário. Ao lê-lo pensei que estava a dizer que tendo os estivadores o poder de bloquear as exportações, deviam fazer uso desse poder (à lá mercado) para receber parte das mais-valias, acabando com a greve e passando de trabalhadores/assalariados a capitalistas/rentistas.

            Ainda estou curioso para perceber se nesse caso continuariam a participar nos protestos dos debaixo e a fazer parte da classe trabalhadora, ou se passariam automaticamente a ser burgueses.

          • Renato Teixeira diz:

            Os portos sobre controlo operário servirão o povo, naturalmente.

          • JgMenos diz:

            “…servirão o povo, naturalmente” … sob a liderança da sua vanguarda que os há-de meter na ordem, que isto de pôr uns a comer a dobrar e outros a comer pela metade não pode ser!

          • Renato Teixeira diz:

            Não me parece que precisem de grande vanguarda. Nem a minha, nem a sua. Estão a dar uma lição de luta com a qual todos têm muito a aprender.

  2. Dezperado diz:

    Meta os números no post….assim poderemos ter melhor noção do que fala…

    Diga quanto é que eles recebem de ordenado, quanto é que recebem de horas extras e quanto é que o governo quer cortar…

    Não tenha medo dos numeros, ou será que depois o post deixaria de ter a força que quer?

    • Renato Teixeira diz:

      Há muito profissional liberal que ganhando muito mais faz muito menos e ainda assim não é justo que lhes baixem os salários ou que os empurrem para a precaridade.

      • Dezperado diz:

        Voce faz um post, para incutir o povo de se juntar à luta dos estivadores.

        Mas não mete os numeros, para o povo conseguir perceber o porquê da greve.

        Ou seja, voce quer que o povo adira à luta dos estivadores sem saber bem o porquê da greve, é isso????

        Eu percebo, se meter os números, perde metade dos apoiantes!

    • José Correia diz:

      Alguém chama aí os patrões para dizer a estes meninos que só fazemos horas porque não querem colocar mais pessoal especializado.

  3. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Informo que o CADPP enquanto movimento não pode subscrever o manifesto, porque essa questão não foi colocada a voto em nenhuma reunião do colectivo. No entanto qualquer pessoa associada ao CADPP pode subscrever esse manifesto, tal como eu faria se tal me fosse solicitado. Dito isto, acho até provável que o CADPP tivesse aprovado uma proposta nesse sentido, se tivesse sido feita, mas o facto é que tal não aconteceu.

    • Renato Teixeira diz:

      Oh Nuno, deve andar a faltar às reuniões…

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        Só se foi clandestina… Já agora, e para meu sossego, em que dia foi feita a reunião em que foi aprovado subscrever o referido manifesto? Andei a vasculhar os meus arquivos de e-mails e não encontrei nenhuma convocatória nesse sentido, mas admito que não me tenha chegado às mãos por lapso de alguém… A última de que tive conhecimento foi no dia 16 de Outubro, às 18 horas, e não dei por que esta questão tenha sido lá discutida. A ordem de trabalhos foi a seguinte:

        Ordem de trabalhos

        -breve balanço da intervenção do CADPP nos movimentos sociais em curso
        -alternativas para a mobilização cidadã em torno da anulação da dívida pública
        -gestão do site CADPP.ORG

        Se sou eu que estou em erro, as minhas desculpas. Mas acho que não.

        • Renato Teixeira diz:

          Não sei, não tenho participado nas reuniões do CADPP. Terá que falar com os seus companheiros do CADPP, algo que me parece que devia ter feito antes de vir carpir mágoas para uma caixa de comentários.

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            Pois é. Mas então o teu comentário “Oh Nuno, deve andar a faltar às reuniões…” foi perfeitamente descabido e cabe na classificação de “vir carpir mágoas para uma caixa de comentários”. Só deve criticar quem tem alguma autoridade ou conhecimento para o fazer. Mas há sempre quem goste de limpar rabos a bébés alheios…

          • Renato Teixeira diz:

            Não quer que lhe limpe o seu? Tem bom remédio. Nunca gostei de queixinhas.

          • António Carlos diz:

            Renato Teixeira says:
            Oh Nuno, deve andar a faltar às reuniões…

            Renato Teixeira says:
            Não sei, não tenho participado nas reuniões do CADPP.

            Hilariante.

          • Renato Teixeira diz:

            António Carlos, rir é sempre bom remédio mas não vejo o que o leva a achar piada ao assunto. O Nuno vem fazer uma delacção de um colectivo no qual participa – ou participava – sem ter antes procurado saber o que se passa com os seus companheiros do CADPP. Eu já só suspiro que o riso deixou de me sair com este tipo de troolagem.

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            Renato,

            Estás enganado. Tentei saber e não me responderam. Porque há pseudo-autoritários que só sabem viver na prática do autoritarismo. Porque há pseudo-democratas que odeiam o respeito dos outros. Porque há pseudo-anti-capitalistas que só sonham com gulags. E se vim, deliberadamente, a um blogue que eles não podem bloquear, foi para que o meu protesto pudesse ver a luz do dia, para que a denúncia da ilegalidade e da ilegitimidade não pudesse ser escamoteada.

            Cada vez mais me convenço que a única razão porque este governo e este regime não são derrubados imediatamente, é porque muitos portugueses receiam, e com razão, as acções dos “libertadores” no dia seguinte à libertação. Enquanto forem visíveis entre os muitos que lutam contra a injustiça e a exploração bandos de opressores e exploradores em potência, o regime capitalista terá os seus dias assegurados. Se não escorraçarmos do nosso meio os que nos atraiçoariam na primeira ocasião, não conseguiremos mobilizar o povo português para a ruptura que se impõe. A exploração do homem pelo homem tem muitos rostos, e alguns mascaram-se de socialistas ou comunistas – e não falo dos que o são sinceramente – para mais facilmente nos dominarem e oprimirem. Por isso venho “carpir para caixas de comentários”…

          • Renato Teixeira diz:

            Eu não perderia mais um segundo se é essa a razão da sua opressão.

  4. ruben morais diz:

    já reparei que há muita gente priocupada com o que os estivadores ganham, mas não se priocupam com os tachos que ha no governo.
    eu sou estivador há ja 6 anos ainda como percario contractos atras de contractos pq patrões assim o querem ,se acham que ganhamos muito estão enganados eu já tive meses de levar 250 euros para casa..acham muito????
    tentem pagar as vossas despesas com isto.
    se temos ordenados mais ou menos pois bem posso dizer que não são bem pagoa pq trabalhamos a chuva ao frio,sol, calor enquanto muitos meninos estão sentados numa cadeira bem quentinhos assinam uns papeis e recebem muito mais.
    A nossa luta não é pedir aumentos mas tb não deixar que nos cortem os salarios e pedir sim que se dê uma vida digna a nós todos estavel por assim dizer e eu deixar de estar nestas condiçoes precarias para poder dar uma vida estavel a minha familia.
    AH os portos não estão parados por e simplesmente todos os trabalhadores estão a fazer as suas 8horas normais
    E A LUTA CONTINUA PQ SOMOS ESTIVADORES E UNIDOS TODOS JUNTOS POR UMA BOA CAUSA

    • De diz:

      Uma boa resposta para as boçalidades de alguns desesperados!

    • Fernando Miranda diz:

      Já percebemos que essa “boa causa” são os vossos bons salários que não querem perder. Eu, se estivesse no vosso lugar, provavelmente faria o mesmo. Agora, o que tem que concordar é que em causa própria, sobretudo quando se trata de dinheiro, muito poucos conseguirão ser imparciais. De tudo o que li, parece inquestionável que os estivadores são bastante bem pagos. Mas trabalham no duro, dirão eles; não digo que não, mas também conheço muita gente que toda a vida trabalhou como um ‘mouro’ e ganha o salário mínimo.

      • Renato Teixeira diz:

        Pois está bom de que se a bitola passar a ser a do trabalho digno e com direitos, ninguém se fica a rir de ninguém.

  5. Mário diz:

    Todos os dias os Portugueses são bombardeados com notícias sobre a greve nos portos cuja verdade fica perdida nos critérios editoriais da comunicação social.

    Desde há largas semanas, os Estivadores estão em greve e durante este percurso têm desenvolvido variadas formas de luta. Actualmente, a “greve” dos Estivadores cinge-se aos sábados, domingos e feriados e dias úteis entre as 17 e as 08 do dia seguinte. Ou seja, cada estivador trabalha, afinal, o que trabalha cada português que ainda não está no desemprego: 8 horas por dia, 40 horas por semana.

    Sabia que o ritmo de trabalho de um estivador chega a 16 e até 24 horas por dia?

    Sabia que nos portos se trabalha 24 horas por dia, 362 dias por ano?

    Sabia que Portugal é dos poucos países da Europa onde os profissionais da estiva não têm direito a reforma antecipada por profissão de desgaste rápido?

    Sabia que o trabalho na estiva é hoje extremamente especializado requerendo uma formação profissional exigente e sofisticada?

    Sabia que devido aos equipamentos pesados envolvidos nas operações a nossa actividade, actualmente, não suporta amadorismos que conduzem, frequentemente, a acidentes mortais ou incapacitantes?

    As empresas em vez de exigirem uma requisição civil dos Estivadores deveriam exigir o cumprimento da Lei aprovada em 1993 por um governo Cavaco Silva.

    Porque, se os Estivadores “merecem” uma requisição civil, então porque não exigir que essa requisição se estenda a todos os Portugueses que ainda conseguem trabalhar um turno normal de trabalho e transformamos este País num campo de trabalhos forçados?

    Com os Estivadores a trabalhar um turno normal de trabalho interessa responder a outra pergunta. Como é que havendo, neste momento, portos mais ou menos amigos a trabalhar, esta nossa “greve” provoca o bloqueio económico do País e entope as exportações redentoras?

    Pura e simplesmente porque as empresas do sector não querem admitir para os seus quadros as largas dezenas de jovens profissionais de que o mundo da estiva necessita. E o País jovem desempregado anseia.

    Mas então é “só” por isto que os Estivadores estão em “greve” tão prolongada? Não. Ao longo dos anos as greves nos nossos portos têm-se sucedido por esta mesma razão. As empresas do sector apenas têm admitido novos Estivadores profissionais na sequência de greves de Estivadores.

    Mas os Estivadores não se esquecem que já foram todos precários até 1979 e recusam voltar mais a esses tempos de escravatura, de indignidade e de miséria.

    Acontece que as empresas monopolistas do sector portuário, estão a tentar aproveitar a passagem, esperamos que fugaz, de um governo com cartilha ultraliberal assumida, para lhes encomendar uma lei conveniente que acabe com a segurança no emprego, as nossas condições dignas e a organização sindical.

    Para isso, este governo fez um acordo perverso com pseudo-organizações sindicais que representam, quando muito, 15% dos Estivadores nacionais — simulando um acordo nacional — e incendiando os portos onde trabalham os restantes 85% dos Estivadores. Com total menosprezo pelos prejuízos para a economia nacional que sabia ir provocar.

    Em resumo, este governo assinou um acordo com os “amigos” de Leixões onde nas últimas duas décadas o sindicato aceitou, para os respectivos associados, uma diminuição salarial de cerca de um terço e o retalhamento do seu âmbito de actividade em clara violação da lei em vigor.

    Assim, desde 1993, as empresas portuárias no porto de Lisboa admitiram cerca de 200 novos Estivadores efectivos enquanto, em Leixões, e no mesmo período, as empresas locais que pertencem aos mesmos grupos económicos das de Lisboa, admitiram o total de ZERO novos Estivadores efectivos.

    Como se não bastasse a estes “sindicalistas” terem alienado o futuro dos seus sócios e respectivos filhos, bem como da restante juventude local, pretendiam agora, através deste acordo indigno, alienar as hipóteses de muitos jovens portugueses encontrarem no sector portuário uma alternativa para o desemprego, a precariedade, a miséria, a dependência e a emigração forçada.

    Se aceitássemos o que nos querem impor, dois terços dos actuais Estivadores profissionais iriam engrossar as filas do desemprego. A que propósito, quando nos querem hoje a trabalhar 16 e mais horas por dia? É pela dignidade da nossa profissão que estamos em luta.

    Os Estivadores de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz, Aveiro, Sines, Viana do Castelo, Caniçal — Estivadores do Portugal todo, porque não? — lutam por um futuro digno para os Portugueses. Por isso gritamos bem alto. E não nos calam!

    Estivadores de Portugal

    Portugal, 12 de Outubro de 2012

    Estivadores de Portugal

    • JgMenos diz:

      Cá para mim ou os patrões dos estivadores são burros ou há aqui marosca por contar!
      Pode explicar-me porque não há turnos na estiva?
      Pode dizer-me se há horários flexíveis?
      Há precários na estiva?

      • Renato Teixeira diz:

        Não há precários e essa é uma das batalhas. Justíssima. Quanto às restantes perguntas estou certo que o JgMenos sabe a resposta.

  6. Sonia diz:

    Esses senhores que estão tão preocupados com os numeros quanto é que ganham? já agora secalhar ate ganham mais, mais uma vez é a mentalidadezinha do portuga de falar sem saber, só para ter uma opiniao tristeza…

    • Fernando Miranda diz:

      Sou Técnico Superior e trabalho na Função Pública há mais de 24 anos. O meu vencimento líquido mensal são 1.350,00 euros. São raras as semanas em que trabalho menos de 45 horas e não recebo nada pelas horas extras, mas gostaria muito de receber. O tempo extra que passo no trabalho é tempo que roubo à família. O meu trabalho não é, certamente, tão exigente fisicamente como o do estivador, mas intelectualmente é bastante mais exigente, e é muito frequente levar trabalho para casa. São trabalhos muito diferentes, não se podem comparar. Mas será sempre legítimo perguntar quem deveria ganhar mais, se o cavador que passa o dia de enxada na mão ou o doutor que passa a maior parte do dia sentado.

  7. vitormonteiro diz:

    a luta dos estivadores é aluta por um pais com justiça social sem precariedade ,com melhores salarios

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