A surrealidade da dívida e de Pedro Braz Teixeira

Em condições normais jamais escreveria sobre o assunto mas a luta que se trava na generalidade dos países do Sul da Europa trata de definir quem vai ao fundo, se o capital se os trabalhadores. Pleno de circunstância, em posse de todas as capacidades, dotado de cada um dos estados de consciência, Pedro Braz Teixeira prescinde de debater “Quem Paga o Estado Social em Portugal”, apenas para desqualificar os autores que o escreveram.

A dívida existe mas não é dívida nem pública, é um mecanismo de renda privada. A acusação de “irrealidade”, sobretudo quando está em causa o tema da dívida pública, remete o artigo de Pedro Braz Teixeira para a hermenêutica do totalitarismo. Incapaz de demonstrar que a dívida que existe foi contraída por quem trabalha, embora a factura lhes esteja a ser entregue, opta pela via da desconsideração. Não é um mecanismo novo. Ao longo dos séculos, a defesa de alternativas às teses dominantes, sobretudo quando a falência se torna evidente aos olhos da maioria das pessoas, leva os conservadores a patologizar o contraditório, transformando o adversário politico num doente mental, que deve ser olimpicamente ignorado ou rapidamente internado numa qualquer instituição psiquiátrica.

Pedro Braz Teixeira não tem uma palavra sobre a dívida que existe e porque existe, se o mecanismo de transferência é legitimo ou não e tropeça na armadilha da sua própria semântica. A dívida não existe porque não haja alguém com débito, mas porque sendo privada está a ser remetida para a esfera publica, dividindo por todos um esforço que irá pagar um benefício contraído só por alguns. Confundir o “Ser” com o “Dever-Ser” é um exercício antigo usado pelas mais diversas estirpes de demagogos, desde logo porque resumem todo o “Dever-Ser” ao “Ser” em causa, sem balbuciar uma palavra que seja capaz de provar a legitimidade da dívida que os negócios privados endossaram ao orçamento público.

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35 Responses to A surrealidade da dívida e de Pedro Braz Teixeira

  1. Dezperado diz:

    “Incapaz de demonstrar que a dívida que existe foi contraída por quem trabalha,”

    Será que uma mentira contada N vezes transforma-se em verdade?

    • Renato Teixeira diz:

      A mentira de que foram os trabalhadores que contraíram a dívida já esteve mais longe de ruir, sem dúvida.

      • Dezperado diz:

        O povo elegeu o fugitivo de Paris….o fugitivo meteu-se a fazer PPP porque tinha de haver investimento publico, assim ainda descia artificialmente a taxa de desemprego, duplicou a divida publica.

        O povo como estava a gostar do endividamento, e como adorou os aumentos em 2009 na função publica, o que fez? elegeu-o novamente….

        E com isto, diz-me que a culpa não é do povo….pois!!!!

        • De diz:

          Fugitivo de Paris?
          Isso parece linguajar de literatura de cordel feito à medida do fato que se quer vestir.
          As PPP são da responsabilidade da direita que nos tem governado.Seja PS,mais PSD mais PP.
          O fugitivo de Bruxelas também está implicado, para usar a terminologia tão em uso por parte dos propagandistas do regime.

          Por isso vá de rever as notas do caderninho e assacar as responsabilidades a quem as tem.
          O povo elegeu então não foi?Como tambem elegeu estes crápulas mentirosos que nos governam no presente.

          Essa mania que alguns têm de falar em “povo” Terão receio de serem contaminados se usarem a palavra “trabalhadores”?Ou é outra forma de responderem nozes a quem lhes fala de maçãs?
          Ou é apenas uma tentativa de desresponsabilizarem a mafia do capital que nos governa…?
          Pois!

  2. Dezperado diz:

    “Ao longo dos séculos, a defesa de alternativas às teses dominantes, sobretudo quando começam a falência se torna evidentes aos olhos da maioria das pessoas, leva os conservadores a patologizar o contraditório, transformando o adversário politico num doente mental, que deve ser olimpicamente ignorado ou rapidamente internado numa qualquer instituição psiquiátrica.”

    Isto foi o que fizeram ao Medina Carreira….quando ele lançava os avisos…o povo ignorava….vivia bem…..agora que começou a tocar na carteira de cada um….ja saem a rua!!!

    • Renato Teixeira diz:

      Claro, Monsieur Medina Carreira, o homem cuja obra não tem nenhuma relação com o actual estado de coisas.

      • Dezperado diz:

        “Claro, Monsieur Medina Carreira, o homem cuja obra não tem nenhuma relação com o actual estado de coisas.”

        Em vez de ler só livros vermelhos, experimente ler um livro do Medina, pode ser que aprenda alguma coisa sobre a economia do seu país…e não tenha medo que não lhe caem as pestanas!

        • De diz:

          Mas que mania esta?
          Desde quando as recomendações de leitura se tornam outra coisa que isto mesmo?
          A doutrina de Carreira foi exposta até à exaustão.Desde há muitos anos.O conhecido lambe-botas do FMI e da intervenção directa da troika teve e tem tempo de antena aberto para dar a conhecer o que ele tem dado a conhecer.
          E tal não foi nem inocente nem grátis.

          Mais do mesmo não obrigado.
          Esta mania de nos quererem a repetir os salmos do capital.tentando que nos esqueçamos que estes são oferecidos ao “povo” quotidianamente e da forma como o são…
          Era o que mais faltava.

    • De diz:

      Medina Carreira internado numa instituição psiquiátrica?
      Mas este pensará que a falta de memória acometeu todos?Ou apenas pretende fazer a propaganda barata de um propagandista barato?
      Mas o ex ministro Medina carreira não foi aquele que tirou bilhete vitalício como comentador oficial da corte já há uns bons anos?Um “economista” ao serviço do dono e que ganhava e bem pelo carinho dispensado pelos media oficiais e oficiosos?Um dos que pugnou pela vinda do FMI e pelo descalabro em que nos encontramos? Um dos rostos dos interesses privados em Portugal ,sobretudo quando falam em alemão ou em euros?

      O “povo” vivia bem?O “povo livre”que continua a viver bem?

      Saem à rua?Pois ainda bem que saem à rua.
      É tempo de dizer basta.

      • Dezperado diz:

        Em vez de continuar com discurso populista, porque não diz….O Medina enganou-se porque dizia isto e aconteceu aquilo….

        É que pelo seu discurso, ve se bem que não sabe quem é o Medina Carreira….mas compreende-se, quando se discute o quer que seja com palas, não se consegue ver alem disso.

        Acho que ta a confundir Medina Carreira com Carreira na Medicina….daí não sair do bla bla bla

        • De diz:

          Desperado.
          Deve estar a mangar não?
          O tempo que lhe sobra pode ir pesquisar o que já se escreveu sobre o Carreira.Aqui no 5 Dias. Também por mim e também por aqui.
          Fartos do personagem e do que é replicado pelos media e pelos que lhe seguram nas abas do caro e robusto sobretudo.
          Portanto deixe-se de demagogia barata ou de “populismos bacocos”.
          (Um sujeito de nick Samuel B tinha também o hábito de usar o termo “palas” quando as coisas lhe começavam a sair fora do controlo. As palas que nos querem colocar quando, né?)

          Mas a propósito do seu amado ex-ministro, um dos do arco do poder , uns dos com responsabilidades governativas, um dos que…
          http://foicebook.blogspot.pt/2012/10/as-2-feiras-na-tvi-24-programa-dos.html.

          Respigado de lá: “o neoliberalismo é escolástica em termos de pensamento, neofascismo em termos políticos”.
          Nem mais!

  3. CVC diz:

    As pessoas ao votarem estão a conceder o poder para que se façam uma série de coisas, incluindo contrair dívidas.

    É como passar uma procuração a uma pessoa e depois dizer que afinal não tem nada a ver com o que essa pessoa fez.

    A dívida está lá e é legítima.

    O que vai acontecer é que uma boa parte dessa dívida não vai ser paga.

    Não vai ser paga porque como é óbvio não se vai sacrificar o bem estar da população para satisfazer os compromissos com os credores.

    Mas a dívida é legítima.

    • eu diz:

      Wiseguy CVC:Divida ‘Publica’=((Divida bancaria+divida Privada)+Divida PÚBLICA)/Divida ‘Publica=(1/2+1/4)+1/4.
      mETADE É À PALA DOS BANKSTERS e 1/4 dos Privados.DIVIDA PÚBLICA é 1/4!E,estulto,os 3/4 querem nós PAGUEMOS!!!!!!
      Divida legitima é a dos BANKSTERS,lacaio ou no mínimo desinformado.
      Se for a 1ª hipótese,pq não fazem uma manif a favor???????

    • eu diz:

      ‘As pessoas ao votarem estão a conceder o poder para que se façam uma série de coisas, incluindo contrair dívidas.’ A DÍVIDA’ DOS BANKSTERS,YOU STUPID!

  4. CVC
    a dívida é legitima o tanas!
    um governo (qualquer governo) que se apresenta ao eleitorado e no dia seguinte às eleições muda esse programa para outro diametralmente oposto, perde a legitimidade. Devia ser imediatamente posto na rua, se tivéssemos um presidente da república que fosse aquilo para o que a Constituição o empossa: para garante da lei fundamental, da soberania, da independência, enfim, desses pequenos nadas que fazem a honestidade politica. O que não tem nada a ver com o facto deste governo ser chamado de gatunos por mais de 80% da população

    • Bolota diz:

      CVC

      Para alem disso, pelo menos eu não consigo perceber perceber como é qu eas familias estão falidas e a banca está com lucros nunca visto, BPI é disso exemplo. Não há aqui qualquer coisa que está destrocida??? A ideia que tenho é que a banca seria tanto mais solida, quanto mais prosperas estivessem as familias…mas pelos veisto.

    • Rafael Ortega diz:

      “um governo (qualquer governo) que se apresenta ao eleitorado e no dia seguinte às eleições muda esse programa para outro diametralmente oposto”

      olhe que os governos que prometeram dívida, cumpriram. obras públicas e outros gastos não faltaram

      • De diz:

        A questão é a de mentir e de aldrabar.
        Ou a desfaçatez já chegou ao ponto de se tentar desta forma um pouco manhosa “proteger” quem mente, rouba e saqueia?

  5. CVC diz:

    Legalmente não vejo nenhuma razão que suporte a tese de que a dívida é ilegítima.

    Ela foi contraída por pessoas devidamente habilitadas para o fazer.

    O voto legitima a dívida.

    Quanto ao governo que muda completamente de atitude quando chega ao poder, é apenas uma questão moral. Não há sustentação legal para o mandar embora.

    Portanto eu acho esse discurso da ilegitimidade da dívida muito perigoso.

    A verdade é que a dívida foi contraída.

    Agora não há condições para a pagar. Mas não tem nada a ver com a ilegitimidade.

    O governo precisava de dinheiro e pediu emprestado. Tão simples quanto isso.

    • notrivia diz:

      Se tu és responsável pelo endividamento, tu que o pagues. É tão simples como isso.
      O “votou, legitimou” nem sequer é argumento, porque quem votou tem a possibilidade de responsabilizar e condenar legalmente quem foi eleito, se do exercício das respectivas funções se concluir que existe/existiu gestão danosa.
      Lá vamos nós outra vez:

      Artigo 22.º
      Responsabilidade das entidades públicas

      O Estado e as demais entidades públicas são civilmente responsáveis, em forma solidária com os titulares dos seus órgãos, funcionários ou agentes, por acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício, de que resulte violação dos direitos, liberdades e garantias ou prejuízo para outrem.

      E mais,

      Artigo 48.º
      Participação na vida pública

      1. Todos os cidadãos têm o direito de tomar parte na vida política e na direcção dos assuntos públicos do país, directamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos.

      2. Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos.

      A realidade factual e legal estão à anos luz do peixe podre desinformativo que pretende vender.

      Eduque-se seu ignorante!

    • De diz:

      Não vê CVC mas isso é um problema de cegueira…ideológica.
      Já lá iremos.

      Ah e o voto não legitima o crime.
      Pode ir procurar casos em que.

      • CVC diz:

        Continuo à espera que arranjem um argumento legal que permita concluir que a dívida é ilegítima.

        Eu não vejo onde possa estar esse argumento.

        Se você alega gestão danosa então terá de o provar em tribunal. O facto de você não concordar com as opções do governo não as transforma em gestão danosa por milagre.

        Legalmente o seu argumento não cola.

        Isto não tem nada a ver com ideologia. Tem a ver com factos.

        • De diz:

          Tem tem .
          Tem tanto a ver com ideologia que se vêem os esforços patéticos para se tentar fazer passar a ideologia da não ideologia.Com parece ser o seu caso.
          Confuso?
          E que tal ir estudar?

          Ah,e não é gestão danosa.É bastante mais do que isso.

          No caso do Equador [auditoria concluída em 2008] foi por iniciativa do novo governo depois de cinco anos de campanha a favor da auditoria por parte de movimentos sociais. Essa decisão abriu as portas e os arquivos do ministério das Finanças e do banco central, mesmo com a resistência de altos funcionários do ministério e do banco central…e o que lá se viu

          E a Islândia o que fez?
          E os EUA perante a pretensa dívida de Cuba a Espanha?

          Mas há mais, a mostrar como estas coisas são profundamente ideológicas.

        • De diz:

          Por exemplo este caso profundamente ideológico agora de fuga às suas dívidas.
          No caso vertente, o da Alemanha ao fugir ao pagamento das indemnizações devidas à Grécia pelos crimes e atrocidades cometidas pelos nazis:

          http://aventar.eu/2011/12/08/peticao-sobre-a-divida-da-alemanha-a-grecia-em-reparacao-pela-invasao-na-ii-guerra-mundial/

        • Nuno Cardoso da Silva diz:

          “Continuo à espera que arranjem um argumento legal que permita concluir que a dívida é ilegítima.”

          Curiosa frase…

          Há coisas legítimas que são legais e coisas legítimas que são ilegais. Há coisas legais que são legítimas, e há coisas legais que são ilegítimas.

          A dívida pública só é legítima se tiver sido contraída para a promoção do bem comum. Por muito legal que toda ela tenha sido. Assim, a dívida pública que não foi contraída para promoção objectiva do bem comum é apenas da responsabilidade de quem a contraiu, e nunca do povo que dela não beneficiou. Pode é ser difícil determinar sempre com rigor se uma dívida beneficiou ou não a comunidade. Mas isso é outra questão…

    • eu diz:

      Não,não precisava!!!!!A ‘BANCA’ e os gastos dos PRIVADOS é que precisavam,daí terem que por estes gajos (psd/ps/cds) a assinarem ‘acordos’ com a troika.Mande um abraço e um xi coração ao Dias loureiro,Jardim Gonçalves,Catroga,Isaltino,fere«reira do ASmaral, e tutti quanti maffiosi!

    • eu diz:

      Como p.ex. 3 auto Estradas de Lisboa -pORTO.dAAAAAAAAAAAAAAAAHAAAAAAAAAAAAAA

  6. António Carlos diz:

    O que faz falta é desobediência cívil.
    Para demonstrar que a dívida não é sua, as pessoas deviam deixar de andar em estradas e auto-estradas pagas através do endividamento.
    Deviam deixar de ir a escolas modernizadas, pagas com endividamento (e, já agora, devolver os Magalhães).
    Deviam prescindir dos seus salários e pensões, pagas com endividamento.
    Deviam prescindir de ir a hospitais construídos e geridos à custa de endividamento.
    Etc …
    Só assim os que clamam pela inexistência de dívida ou pela sua ilegalidade eram coerentes.

    • eu diz:

      Eh pá,o que andas a tomar?Ainda não compreendeste a história da Dívida ‘Pública’?Vai comentar para o car****!Fo****-**

    • De diz:

      Ora a cantiga neo-liberal a ver se pega.
      Esta é nova.A canção entenda-se.Mas de tão ridícula só merece uma valente gargalhada.
      Ó António.Agora está numa de demonstração?
      Ainda há quem queira demonstrar que a ponte 25 de Abril pertence a salazar.Conhece o argumentário?
      Ahahaha

      Mas já lá iremos

    • De diz:

      Mas vejamos um pouco mais do substracto ideológico do neoliberalismo a tentar passar por entre as gotas da chuva.
      Estradas e auto-estradas?Hospitais?
      Estará a falar das PPP?
      Daquela forma trasladada por Cavaco e levada à pratica pelos nossos governos de direita,neoliberais e/ou caceteiros de fazer transferir o dinheiro público para o bolso privado?
      Quer António Carlos fazer pagar os negócios privados à custa do erário público?
      O que já foi pago para cobrir estas negociatas é para ser devolvido?E a criminilização dos criminosos é para avançar?
      Então e que tal ir dar banho ao cão?

      Isso é uma forma encapotada de defender as PPP?Ou apenas uma forma declarada de tentar fazer passar as negociatas como coisa séria?

      Alguns antecedentes conhecidos?
      Lol

    • De diz:

      “Deviam prescindir dos seus salários e pensões, pagas com endividamento.”

      Esta é mais uma. A ver se faz o seu caminho.
      O endividamento agora foi derivado do pagamento a salários e a pensões? Recebiam de mais os trabalhadores? O Capital pelo contrário singrou na pobreza franciscana traduzido nos ordenados dos Catroga dos Mexia e dos Loureiros de ocasião. Pintalgados com as negociatas dos Relvas associados ao primeiro-ministro terrorista social

      “Até hoje, não se conhece a dívida, não se conhecem as origens de cada montante, não se conhece a proporção dos juros acumulados, o impacto da especulação e agiotagem”
      Por isso são necessárias estas “flores”por parte dos cúmplices do neoliberalismo reinante.Para que se oculte o essencial e se manipule no restante.
      ” Basta recordar que o mesmo país que estava a semanas da bancarrota ( o alarido que os crápulas fizeram com esta ameaça) foi capaz de esperar meses pela primeira transferência vinda da “troika” internacional, e que sobreviveu sem ruptura das contas públicas, pagando não apenas salários e pensões como as rendas pornográficas das PPP ou os juros agiotas a que já se encontrava submetido. A esfarrapada desculpa da bancarrota é uma mentira tão mentirosa como a promessa de Passos Coelho de não mexer nos subsídios.”

      Fede de facto.

  7. Deixa ver se percebi a imagem, são três, a Alemanha, a troika e Portugal… A Alemanha diz, vamos lá divertirmos-nos, Portugal na cadeira da austeridade risse, e a Troika, representante dos interesses da Alemanha risse de Portugal com a ternura que a caracteriza. É isso que a imagem retrata não é?

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