A dívida «pública» não é da responsabilidade dos trabalhadores

Um excelente texto do Rui Viana Pereira, do cadpp, que sintetiza as questões da dívida do ponto de vista económico e político. A ler!

A dívida «pública» não é da responsabilidade dos trabalhadores

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5 Responses to A dívida «pública» não é da responsabilidade dos trabalhadores

  1. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Algumas das reflexões do Rui são correctas, mas a argumentação está cheia de buracos e de cedências da reflexão à ideologia. Por exemplo, quando considera TODA a dívida como ilegítima, parece negar o princípio keynesiano de aumento da despesa pública para ajudar a redinamizar uma economia anémica. E esse aumento da despesa pública, para produzir resultados, terá de se traduzir em défice orçamental, ou seja, dívida pública. Curiosamente, com esta postura o Rui parece defender a todo o custo o equilíbrio orçamental, coisa que a UE tem vindo a querer impor aos estados-membros, inclusive como imperativo constitucional. Quando se defende que toda a dívida é ilegítima, deve pensar-se nas consequências do que se defende. A não ser que o Rui queira dizer que a dívida é ilegítima porque é contraída por partidos burgueses, mas já seria legítima se fosse contraída por partidos proletários. E então o problema já não seria da ilegitimidade intrínseca da dívida pública, mas do mau uso que dela se faz. E então já não se poderia afirmar que a dívida é ilegítima, mas simplesmente que foi destinada a fins ilícitos.

    É pena que os bons objectivos da análise do vosso livro – que comprei e estou a ler – possam ser prejudicados por tentativas atabalhoadas de vender à mistura certos peixes ideológicos…

    • notrivia diz:

      É só veneno a vir daí, não é?

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        Veneno? Acho que não. A minha luta é contra a ignorância, os raciocínios defeituosos, a submissão aos preconceitos e às falsas soluções. Há demasiados arautos a proclamarem enormes disparates como se fossem a via da salvação. Fala-se do que não se sabe com a suprema soberba que só a ignorância e a desfaçatez permitem. Encornam-se umas fórmulas ridículas que depois se querem fazer passar por ciência e reflexão, sem o menor pudor. O resultado é baralhar a mente de muita gente que compreensivelmente procura respostas válidas mas só encontra pela frente os disparates mais primários. Que bom que era se as pessoas só falassem ou escrevessem depois de pensar bem sobre as questões que as ocupam. Que bom que era que as pessoas tivessem a noção dos limites do seu conhecimento e se abstivessem de se pronunciar sobre o que não conhecem. Há demasiados reis nus pelas nossas ruas para que nos possamos permitir ficar calados.

  2. Dezperado diz:

    A divida publica é da responsabilidade dos partidozitos de merda que adoravam o investimento publico.

    Com investimento publico, criavam-se alguns empregos…e os partidozitos de merda apoiavam e aplaudiam!!!

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