Fluxogramas e Vernissages

Daniel J. Boorstin

“Nunca se consome o objecto em si (no seu valor de uso) – os objectos (no sentido lato) manipulam-se sempre como signos que se distinguem quer filiando-o no próprio grupo tomado como referência ideal, quer demarcando-o do respectivo grupo por referência a um grupo de estatuto superior. (…) É precisamente ai que reside o valor estratégico e a astúcia da publicidade: atingir cada qual em função dos outros, nas suas veleidades de prestigio social ratificado.  Nunca se dirige apenas ao homem isolado: visa-o na relação diferencial e quando dá a impressão de retardar as suas motivações ‘profundas’, fá-lo sempre de modo espetacular, isto é, convoca sempre os vizinhos, o grupo, a sociedade inteiramente hierarquizada para o processo de leitura e encarecimento que ela instaura. (…) O consumo define-se sempre pela substituição da relação espontânea mediatizada por meio de um sistema de signos.”

Jean Baudrillard

A reler os teóricos dos pseudo-eventos, a propósito desta notícia e dos contributos do Party Program e do Rick Dangerous.

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