Os estivadores são aqueles que hoje mais lutam contra a Troika

A estratégia da troika consiste na transferência de recursos para sectores exportadores. Esta  – ideia que roubo ao Renato Guedes do cadpp – é uma estratégia semelhante à de um campo de concentração: expulsão da mão-de-obra em “excesso” do ponto de vista da produção de lucro (os judeus mandados para os fornos aqui são os desempregados e pensionistas) e a força de trabalho que fica deve trabalhar até ao limite, consumindo o menos possível. Para aumentar as exportações, neste sistema, há que aumentar a produtividade. Isso em Portugal é feito compensando a queda do PIB, resultante da queda do consumo interno, com um queda ainda maior do emprego. Quem objectivamente está a fazer gorar os planos do PS/PSD/CDS/ Troika, mais do que qualquer outra acção de protesto até aqui, são os estivadores. Daí Pires de Lima vir em pânico exigir a requisição civil. Porque sem portos não há exportações. Tenho dúvidas que haja algo neste momento tão consequente em Portugal a lutar contra a troika como a greve dos estivadores, tenham eles plena consciência ou não de que estão de facto a lutar por todos nós. Estamos a devolver-lhe em solidariedade? Porque dia 31 não vamos também ao Porto de Lisboa agradecer-lhes?
 
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