Estelle

Israel voltou a impedir que Gaza comunique com o mundo, de modo a que o mundo continue sem saber o que se passa em Gaza. Palavras como apartheid, gueto e holocausto, vão continuar a figurar no léxico do século XXI, escritas a ferro e fogo pela elite de um credo que fala em nome de um dos povos mais castigados no século passado. A história tem ironias verdadeiramente macabras.

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7 Responses to Estelle

  1. Carlos Carapeto diz:

    “A história tem ironias verdadeiramente macabras.”

    E as opiniões das pessoas também têm coisas verdadeiramente levadas da breca, ou do arco da velha (como queira).

    Lembrasse o que tem escrito sobre o conflito na Siria? Muito bem! Portanto os refugiados Palestinianos que vivem na Siria podem ser massacrados indiscriminidamente?

    A Mossad ali tem as mãos livres para eliminar impunemente altos quadros civis e militares da FPLP ? Seria eticamente incorreto “nós da esquerda” aplaudir-mos esse tipo de crimes. Mas por uma atitude moral também não devemos condenar, visto isso acontecer no país governado por o “ditador” Assad a responsabilidade é toda dele.

    Tal como os mercenários a soldo do imperialismo cometerem massacres de civis Palestinianos como muito bem entenderem, como aconteceu em Houla ainda recentemente.

    Enquanto não se soube que a maioris das vitimas eram Palestinianos os orgãos de des´informação burgueses andavam todos em polvorosa a espalhar aos sete ventos que o exército Sirio e as milicias pró regime tinham cometido um massacre horroroso de mulheres e crianças em Houla, mas quando foi conhecida a identidade das vitimas todos se remeteram ao silêncio, incluindo o Renato.
    Se estou a faltar à verdade a seu respeito indique onde manifestou a sua condenação sobre este caso?

    Depois do massacre de Houla, em Junho foi cometido outro contra 19 recrutas Palestinianos que viajavam num autocarro, mandaram-nos sair e executaram-nos sumariamente com um tiro na nuca.
    A partir dessa altura as forças da FPLP também começaram a participar no conflito.

    Neste ultimo caso a atitude do Renato também foi semelhante à informação burguesa, nem truz nem muz.

    Não defendo que sejam coincidencias, mas que há coisa levadas da breca lá isso há ?

    Sobre o caso Estella já sabe vir embandeirar em arco.

    • clara diz:

      Boa! Gostei, Carlos! Na mouche!

    • Renato Teixeira diz:

      Embandeiro o que me parecem boas bandeiras. Onde não tenho certezas prefiro ler a escrever. Estou certo que não dará a essa postura uma dimensão de classe.

      • Carlos Carapeto diz:

        O Renato pelos dotes “culinários” que tem mostrado, parece que em politica as caldeiradas são o seu prato favorito.

        Não percebeu ou fez que não percebeu o sentido da minha interpelação. Talvez mais grave ainda pisgou-se ao fulcro central da questão.

        Insisto na pergunta com menos palavras.

        Quando e em que condições os Palestinianos devem merecer a nossa solidariedade?

        O Renato só costuma mostrar solidariedade e compaixão por o problema do povo Palestiniano quando o assunto é mediatizado.
        Porque a partir daí remete-se ao silêncio, fecha-se na concha.

        Desculpe mas isso na minha terra tem um nome, chama-se gosmisse.

        • Renato Teixeira diz:

          Poupe-me ao despautério. Os palestinianos merecem o nosso apoio em todas as horas, mas esse apoio está longe de se resumir a solidariedade de letra, num qualquer blogue da praça.

          • Carlos Carapeto diz:

            De acordo. Se for pendurados em campanhas panfletárias resolve-se o problema mais depressa?
            Mais desgaste sofreu Israel na campanha do Libano e na Síria que sofreu com todas as flotilhas da paz.

            Sobre a sua resposta respondo-lhe com esta pergunta.
            Sabe o que disse Dudaev a Gratchov? Encontram-nos noutro lado! E o resultado foi o conhecido.

            De certeza que também nós vamos ter ocasião de encontrar a nossa Grosny noutro lado.

            Até à próxima.

          • Renato Teixeira diz:

            Camarada, com todo o respeito, não recebo lições nesta matéria. Quer aprofundar? Eu contacto-o em privado.

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