Pela união de todos os que são de Esquerda


Mira Amaral, antigo ministro de Cavaco, reformado dourado da Caixa e presidente de um Banco angolano vendido pelo Estado ao preço da uva mijona, veio hoje dizer que pertence à classe média, atacando de permeio todos os que se atreveram a criticar o actual Governo. «Os Governos do dr. Bagão Félix», disse ele.
Também hoje, Francisco Van-Zeller, ex-presidente dos patrões e a senilidade em pessoa, vem dizer que o problema dos Estaleiros Navais de Viana é o sindicato comunista «violento» e a falta de qualificações dos trabalhadores. Não, o problema não é a falta de contratos, que uma Administração paga a peso de ouro teima em não conseguir. Não, a culpa, como sempre, é de quem trabalha.
Ainda hoje, a Associação Cais, direccionada para os sem-abrigo, faz mais um apelo dramático nas redes sociais. Se em 2010 18% da população portuguesa estava em risco de pobreza extrema, imagine-se qual será a percentagem actual. Nem de propósito, a manchete de hoje do «Jornal de Notícias» anuncia 3 milhões de pobres em Portugal.
E como isto é só o princípio – o princípio desta ofensiva contra os mais pobres e contra quem trabalha – está na hora de nos unirmos. Nós, os que somos de Esquerda. Sejamos militantes, votantes ou simpatizantes do Partido Comunista, do Bloco de Esquerda, do PCTP, de outro Partido de Esquerda ou de nenhum deles.
Há muitas formas de lutarmos e de nos unirmos. Nas instituições políticas, na dita sociedade civil, em todos os palcos da luta. E nos blogues. Sim, nos blogues também. Por isso, deixemo-nos todos de merdas e vamos à luta. Porque o que nos une é sempre mais do que aquilo que nos separa.

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