Lembrando o óbvio: as consequências económicas da manutenção do euro (não, não cabe ao 5dias ser antena oficiosa da troika!!)

(Antoni Muntadas)

Seria bom que aquelas forças políticas ou simples personalidades que defendem a manutenção do euro indicassem claramente os custos desta opção.

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10 respostas a Lembrando o óbvio: as consequências económicas da manutenção do euro (não, não cabe ao 5dias ser antena oficiosa da troika!!)

  1. Dezperado diz:

    “Seria bom que aquelas forças políticas ou simples personalidades que defendem a saida do euro indicassem claramente os custos desta opção.”

    • Carlos Vidal diz:

      Esse é o tema de um post infeliz deste blogue (copiado de outro, de outro blogue que não indico pois não aumento número de visitantes de cabotinos), neste blogue, dizia, aqui mesmo em baixo desta minha nota. Acho que o Dezperado tem lá a resposta, aqui não vem fazer nada.

  2. Justiniano diz:

    Caríssimo Vidal, já aqui, nestas páginas, e a páginas tantas já há muito passadas, confessei o meu espanto face às evidentes contradições dos alucinados anti troika e outros tantos, tontos, que, imagine-se, querem as suas vidas de volta, a tia Amélia, reviver um amor, há muito, morto, a revolução sem revolução, sol na eira e chuva no nabal…
    A nenhum daqueles ouvi a declaração genuína, pesada e destemida de romper a moeda com curso legal, nem lhes li a vontade de tomar nas mãos o esforço desabrido de se refazer ou desfazer Portugal.
    Mas que aqueles muito se animam, ainda, com o euro (o elo simbólico de ligação à grande civilização da riqueza) e não vêm muito mais mundo para além deste!! Que se calem, então!!
    Meu caro Vidal, os custos da opção são evidentes, estão por aí, à vista!! Mas à pergunta inversa, dos custos da outra opção, poucos, abertamente, ousam!! (o problema maior nesta discussão, caríssimo Vidal, é a repetição. De tanto dito por estes anos já muito me custa repetir)
    Deste Portugal, há que dizê-lo, de olhos abertos e alma fechada, já nada me comove!!
    Um bem haja para si,

    • Justiniano diz:

      O texto ali do caro JVA, ao qual creio referir-se também o caro Vidal, é, sem dúvida, um registo diferente dos anteriores. Muitíssimo positivo, aquele último!! Há ali uma provocação que subscrevo em absoluto!!
      Mas o caro JVA terá que, tal como insta aos outros e assim os convoca(provoca), assumir tudo, tudinho, pela medida devida e sem desconversar nem chutar pra canto!!
      Assim, sim!!

      • Carlos Vidal diz:

        Exactamente, pois querer o euro e não querer austeridade ou “regra de ouro” é também uma absurda forma de querer sol na eira e chuva no nabal.
        A JVA não comento. Ele cita apenas um conhecido blogue anticomunista. Primário e inconsequente.

        • Justiniano diz:

          “querer o euro e não querer austeridade ou “regra de ouro” é também uma absurda forma de querer sol na eira e chuva no nabal.” perfeitamente e evidente, caro Vidal!! O mais extraordinário é haver quem não queira perceber evidencias!!

          • Carlos Vidal diz:

            Exactamente. É absurdo tomar esta ideia de defesa do euro como um estandarte. E nem vejo isso como ideia concordante com as lutas do 5dias. A não ser que se comece a escrever “lutas”. Já todos vimos tudo, meu caro amigo.

  3. Rocha diz:

    Números da sorte – A Grécia mantém-se no Euro – Vamos ver se nós também ganhamos esta “salvação”

    Uma lista incompleta de alegrias gregas:
    – Os dados oficiais falseados por baixo (pelo governo grego e pelo Eurostat) da queda do PIB, aumento da inflação e do desemprego.
    – De 2008 a 2012 o PIB da Grécia terá descido oficialmente 21,8% (-15,3 2008-11 Eurostat + 6,5% em 2012 segundo a previsão optimista do governo grego). A dimensão desta destruição económica é muito maior do que estes números mas decorre neste momento no Eurostat em coordenação com o governo grego uma “lavagem” das principais estatísticas económicas e sociais gregas.
    – Todo o peso desta queda do PIB foi colocado em cima dos já baixos salários da Grécia.
    – Durante a primeira metade do ano o PIB da Grécia já estava a cair 6,2%.
    – O Desemprego oficial da Grécia situa-se em mais de 25% (25,1%) para o conjunto do trabalhadores e em mais de 50% (55,4%) para os jovens. A taxa real é ainda superior a estes números e nem sequer se menciona números da precariedade.
    – Oficialmente, 7% dos trabalhadores gregos trabalhavam em part-time em 2011. Os números reais de part-time, outras formas de precariedade e trabalho clandestino são muito superiores.
    – Entre 2008 e 2011, a Inflação oficial grega situou-se num acumulado de 13,3%. Enquanto os salários caiam todos os anos a inflação subia e os números reais podem ser o dobro dos oficiais.
    – Cortes no salário mínimo de 22% e no salário mínimo dos jovens de 32%.
    – O IVA subiu pelo menos uma vez (já no tempo do Papandreu) de 19% para 21%. Todos os impostos sobre os combustíveis, álcool e tabaco subiram.
    – O IVA subiu de novo para 23% com o governo de Papademos.
    – Papandreu já tinha subido um imposto de propriedade (tipo IMI) que esperava arecar ente 2 e 3 mil milhões de euros. Uma despesa média de 1000 euros adicionais por casa segundo especialistas consultados pela imprensa.

    Em conclusão:
    Entre impostos, cortes salariais, despedimentos, redução de serviços públicos e outros roubos em nome da manutenção no Euro, os trabalhadores gregos perderam mais de metade dos seus salários, têm um nível desemprego completamente insuportável e estão com a perspectiva de morrer ou pela fome ou pelo suicídio.

    E este é o rumo daqueles que pretendem manter Portugal no Euro, assim como todos os outros países subjugados pela austeridade da Troika dentro da zona Euro. Queiram ou não esta é a realidade que acham menos grave do que a saída do Euro rompendo com estas imposições em nome do Euro e da Troika.

  4. Caxineiro diz:

    obrigado por este post

  5. Caxineiro diz:

    o meu anterior comentário era para o Rocha e para a forma clara como expressou o seu ponto de vista.
    Que se fodam os grilhões desta europa mal parida

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