Criar um, dois, três protestos. Este orçamento não passará!

Ninguém pode ficar alheio a mais um gigantesco sinal que foi dado no Sábado. Milhares de pessoas estiveram na rua nos diversos protestos que encheram Lisboa e o país. Ninguém pode negar que o povo tem vindo a acordar – recuperando tanto do nosso riquíssimo cancioneiro de Abril – expressando-se nas ruas em manifestações e protestos, fazendo política activa e construindo a democracia no presente. Não me parece absurdo dizer que, durante o último mês, terão estado na rua e nos diferentes protestos por todo o país, mais pessoas do que as que contribuíram com o seu voto para eleger a actual maioria governamental. Este governo perdeu toda a legitimidade que lhe era conferida pelo acto eleitoral.
Mas a luta não começou no dia 15 de Setembro, nem acabará amanhã.
Hoje, na Assembleia da República, prepara-se mais uma batalha com o cerco ao Parlamento (evento no facebook) convocado por vários colectivos.
Até logo.

 

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11 Responses to Criar um, dois, três protestos. Este orçamento não passará!

  1. Apesar da derrota (embrulhem!!), o PPD/PSD conseguiu mais 8 mil votos que há 4 anos atrás… Parabéns, açorianos! vocês validaram (mais uma vez…) a teoria de Albert Einstein: “não há limites conhecidos para o Universo e para a estupidez humana”

    http://regionais12.azores.gov.pt/EleiConsulta/

    • António Carlos diz:

      O que é mais interessante é que, apesar dos protestos, a CDU e o BE desceram em nº de votantes e em nº de mandatos. É obra!

  2. Dezperado diz:

    “Não me parece absurdo dizer que, durante o último mês, terão estado na rua e nos diferentes protestos por todo o país, mais pessoas do que as que contribuíram com o seu voto para eleger a actual maioria governamental.”

    Não é nada absurdo….é mesmo estupido dizer tal coisa!

    • De diz:

      Estúpido?
      Humm.
      E quem o diz?
      Alguém desesperado por?

      De facto “Este governo perdeu toda a legitimidade que lhe era conferida pelo acto eleitoral.”
      Fazer-lhe o enterro depressa e manter as acusações que lhe são imputadas, para se tirarem todas as consequências. Todas.E dar início a um novo rumo,radicalmente diferente.

      • Dezperado diz:

        Senta bobby, senta….good dog

        • De diz:

          Ainda bem que.
          .)
          Fica mais uma vez demonstrada a forma como os neoliberais de direita se comportam feitos caceteiros em acção.

          Entretanto e deixando para trás a baba desesperada, citemos as palavras do Samuel no Cantigueiro:
          “Aí está o monstruoso e criminoso Orçamento de Estado para 2013! Diz o PCP que é «Indigno do 25 de Abril». Dizem Os Verdes que é um «verdadeiro massacre às famílias». Diz o BE que é o «maior ataque jamais feito por um Governo ao país na História da democracia». Todas as críticas são justas! Toda a resistência é urgente!”
          http://samuel-cantigueiro.blogspot.pt/2012/10/oe-2013-massacre-indigno-de-abril.html#links

          Toda a resistência é urgente!
          É isso aí

  3. António Carlos diz:

    “Não me parece absurdo dizer que, durante o último mês, terão estado na rua e nos diferentes protestos por todo o país, mais pessoas do que as que contribuíram com o seu voto para eleger a actual maioria governamental.”
    Se analisar os resultados eleitorais mais recentes (Açores) verificará que PS sobe (votantes e mandatos), PSD sobe nº de votantes (desce nº de mandatos), CDS desce (votantes e mandatos). Nada de inesperado. O que é verdadeiramente surpreendente (e que mereceria uma reflexão da sua parte) é a descida do BE (votantes e mandatos) e da CDU (votantes)!
    Resumindo. Protestos à parte, os 3 partidos do arco da governação (favoráveis ao Memorando) sobem, e os 2 principais partidos “do protesto” (contra o memorando) descem. É assim que se contabiliza a vontade popular, não é contando manifestantes.

    • antónimo diz:

      é verdade que se contabilizam nas votações, mas também não compare um tecido como o açoriano, onde toda a gente é proprietária, com o continental.

    • De diz:

      No seu afã de pintar o quadro de acordo com as suas características ideológicas, António Carlos mente.
      Tal é o ímpeto de propagandear a direita troikista que chega a contradizer-se no seu próprio comentário.
      “os 3 partidos do arco da governação (favoráveis ao Memorando) sobem” apressa-se a dizer como que num remate paroxístico
      Antes todavia escrevera que “CDS desce (votantes e mandatos)”
      Típico das “conclusões” dos pulhas que acorrem ás televisões, para servir fielmente a voz do dono
      🙂

      Mas há mais. Antónimo, na sua voz de homem da ciência, já chamou a atenção para a enorme diferença do tecido social açoriano e continental.
      Na sua pressa de despachar a coisa, António Carlos escreve que não há “nada de inesperado”.
      Mais uma vez a aldrabice foge-lhe por entre os dedos.
      Nada de inesperado?
      Um jornal acima de toda a suspeita no assunto em questão, o Público, pela voz de Luciano Alvarez:
      “Há dois meses poucos analistas arriscariam colocar Berta Cabral fora da corrida à vitória nas regionais açorianas. Mas Portugal mudou nos últimos dois meses pelas mãos de Pedro Passos Coelho e da troika. E Berta como, diz o povo, levou por tabela. Não lhe chegou renegar vezes sem conta o líder do PSD e as políticas do Governo. Não lhe chegou dizer que ela e Passos eram incomparáveis, não chegou dizer que nos Açores mandam os açorianos e que as políticas, como ela no poder nas ilhas, seriam muito diferentes das impostas pelo Governo Central. Mais do que a derrota de Berta, nos Açores foi derrotado o Governo.”

      O Carlos que do alto da sua pressa, aldraba e mente, mostra que o mar de tranquilidade que nos quer fazer passar, afinal não passa de encenação pura e dura.
      Já conhecíamos a “tranquilidade” do povo português que aquele canalha do Passos e seus companheiros de saque apregoavam até há bem pouco tempo.
      Esta é uma nova versão.”Nada de inesperado”
      🙂

  4. António Carlos diz:

    Fonte: CNE (http://eleicoes.cne.pt/raster/index.cfm?dia=05&mes=06&ano=2011&eleicao=ar)

    Legislativas de 2011:
    PSD – 2.159.181 votantes
    CDS/PP – 653.888 votantes
    PS – 1.566.347 votantes

    Governo: 2.813.069
    Subscritores do memorando: 4.379.416

    Não vale simplesmente somar os participantes nas várias manifestações: é necessário contar com as repetições!

    • De diz:

      O Carlos, que já foi apanhado com a mão na massa, regressa com um exercício numérico assaz interessante.
      Conta com as repetições dos troikistas?Não,não quer contar com as repetições dos participantes.
      Lol
      E?
      O que sobra é um futurologia de alguém que se se mostrou que não passa de um aldrabão em exercício.Que se repete, ou não, isso é-me indiferente.
      O que resulta dos números é que a votação nos partidos subscritores da troika representam menos de metade do universo dos eleitores.
      🙂
      Obrigado pela lembrança.

      Consta que nas vésperas do 25 de Abril a brigada do reumático foi em beija-mão ao governo fascista da época.Marcelo também terá tirado um caderninho a mostrar a vitória da UN sobre todos os demais cidadãos?
      E foi na rua que o 25 de Abril se afirmou,nessa jornada histórica do 1º de Maio.

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