“Equidade”

7.200,00 €/ano 
Antes: 14% IRS
OE2013: 28,5% (+14,5 pontos percentuais)

720.000,00 €/ano
Antes: 46,5% IRS
OE2013: 48% (+1,5 pontos percentuais)

[escalões]

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

27 Responses to “Equidade”

  1. Correia diz:

    Por acaso até é um título apropriado… “Equidade” entre aspas… Não existe aí qualquer equidade nesses escalões. Para haver Equidade toda a gente pagaria o mesmo de IRS

    • Rocha diz:

      Para haver equidade não haveria salários para uns e lucros para outros, toda a gente era accionista de todo o capital e toda a gente recebia o mesmo lucro, o mesmo dividendo e tinha acesso às mesmas contas de todas as empresas com os mesmos votos.

      Para haver equidade tinha que se extinguir o capitalismo e a sua divisão da sociedade em classes exploradoras e exploradas.

      Tenha cuidado com o que deseja… a sua estupidez ainda lhe pode sair muito cara.

      • Correia diz:

        Eu não o conheço de lado nenhum nem você me conhece. Não seja precipitado nos seus julgamentos…
        Aquilo que você diz no seu comentário não o desejo para mim, isso é em Cuba… Eu sou contra essa ideologia, mas também sou contra estes comentários de que quem ganha mais tem de pagar mais…
        Se toda a gente tiver o mesmo imposto, quem ganha mais paga mais. Se o imposto for 20% quem ganha 1000€ paga 200€ mas quem ganha 10000€ paga 2000€. Agora defender que quem ganha 1000€ devia pagar 10€ mas quem ganha 10000€ já devia pagar 5000€ porque ganha…

        • De diz:

          Errado.Tão errado que a própria social-democracia defendia o princípio da progressão nos impostos.
          É que nem é preciso ser comunista ou aparentado para defender tal princípio…
          Parece assim que a ideologia neoliberal faz o seu caminho,indiferente à sorte das pessoas e seguindo o velho princípio da dita escola que é o da defesa do “direito do mais forte à liberdade”.
          Não vale a pena inventar a roda.Passemos a palavra a Pedro Carvalho:

          “As receitas fiscais, resultantes dos impostos, são o meio pelo qual o Estado financia a oferta de bens e serviços públicos. Bens e serviços que pela sua natureza respondem à satisfação de necessidades humanas básicas e colectivas.

          Os impostos não são só um símbolo da soberania de um Estado, mas também do exercício dessa mesma soberania, pois financiam um orçamento, que em si mesmo comporta escolhas políticas, económicas e sociais.

          Sendo certo que a política fiscal pode promover essas escolhas, com incentivos, na forma de benefícios, isenções e deduções fiscais, e/ou desincentivos, por exemplo, por via do agravamento das taxas legais de imposto, também é certo que a sua principal função é (devia ser) de natureza redistributiva, tanto ao nível do rendimento, como da riqueza gerada no todo nacional, promovendo uma mais justa distribuição e repartição do rendimento e o desenvolvimento económico e social harmonioso do território nacional.
          Claro que o princípio da progressividade é um elemento essencial na repartição do esforço fiscal face ao rendimento que cada pessoa ou entidade aufere. As transferências do Estado sobre a forma de prestações sociais e o investimento público são elementos, não só dessa redistribuição, mas importantes estabilizadores económicos, sobretudo na resposta aos períodos de desaceleração e recessão do ciclo económico”

          Quer dizer, para alguns é exactamente igual que uma pessoa que aufira 1000 euros pague de imposto 200 euros, ficando “ainda” com 800 euros para viver,enquanto que alguém que receba 10 000 tenha um imposto de 2000.”Escassos” 8000 euros para poder sobreviver.

          Mas era o que mais faltava!

          Poderemos depois falar no que tem sido a política fiscal destes governos neoliberais/caceteiros.Será muito interessante observar de que forma os governos têm privilegiado o capital versus o trabalho
          Fica para depois

          • Rafael Ortega diz:

            “enquanto que alguém que receba 10 000 tenha um imposto de 2000.”Escassos” 8000 euros para poder sobreviver.”

            Quem tem que decidir se é escasso não sou eu, nem o De, nem o Passos ou o Gaspar. É a pessoa que trabalhou para os ter.

            Impostos progressivos é uma coisa, mas isto já começa a ser ridículo. Entre irs, taxa de solidariedade (curioso nome) e TSU, acima dos 80mil€/ano a pessoa fica sem 2/3 do que ganha.

            Com um salário 5800€/mês é-se rico? É um salário bom, mas não é uma pessoa com Porshe na garagem, iate na marina e que possa decidir um dia de manhã quando acorda que nunca mais vai trabalhar na vida porque não precisa.

            A redistribuição não é feita de ricos para pobres. É feita de classe média alta para pobres.

          • JgMenos diz:

            ‘governos neoliberais/ caceteiros’
            Para ver o cacete a trabalhar era ver a progressividade dos impostos em acção nas mãos dos DE deste jardim à beira-mar…

          • Antónimo diz:

            Já se vê o cacete a trabalhar nas mãos do Governo. Não reparou ou sentiu? Vive do quê, apenas de mais valias, off shores e apoios à banca?

          • De diz:

            Hoje não tenho tempo para responder a Rafael Ortega.
            A política fiscal deste governo é uma vergonha
            http://economia.publico.pt/Noticia/governo-pondera-aumento-do-irs-maior-na-classe-media-que-nos-rendimentos-mais-altos-1567197
            http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2826551

            Voltaremos para falar das lágrimas de crocodilo e da política de classes

            Quanto ao Menos…O fulano candidata-se a seguir os passos de Passos?Ao Menos não lhe basta ser o que é a endeusar esta corja.Quer também catalogar os outros daquilo que mostra seguir e adorar.

          • De diz:

            “Quem tem que decidir se é escasso não sou eu, nem o De, nem o Passos ou o Gaspar. É a pessoa que trabalhou para os ter.”

            Tornar o ordenado escasso é o objectivo deste governo. Em prol do excesso para o capital,capital esse que curiosamente decide sempre que é também escasso o que lhe dão.O empobrecimento real do país, levando para a miséria mesmo quem trabalha quotidianamente, é das coisas mais acintosas e desumanas.Este governo,as troikas interna e externa deram e dão uma importante contribuição para tal desiderato.

            A questão coloca-se assim num outro plano.Nem vale a pena sequer perder mais tempo com esta questão.

            Mais uma vez o governo não só privilegia o capital,como também recompensa quem tem mais. Como o indicam quem já se deu ao trabalho de fazer contas.
            Os links já foram citados.Quem quiser pode por sua própria iniciativa procurar outros.

            Porque aqui não se defende nem de perto nem de longe esta política fiscal a quem alguns de forma néscia consideram “progressiva”Este governo saqueia e rouba.Saqueia e rouba em nome dos senhores que serve.E atinge já os sectores que antes estavam mais protegidos.

            Há alternativas.A própria CGTP já apresentou algumas.O governo neoliberal/caceteiro optou por outra via
            Sorry Menos, mais o cacete que teima em não ver.Se calhar é porque também faz parte da clique, de forma objectiva ou subjectiva.

        • Antónimo diz:

          Não é preciso conhecê-lo para fazer afirmações sobre o quer disse. Rocha só foi é meigo.

  2. GM diz:

    Portanto, um pagará mais 1.000 e o outro mais 11.000. Além de que o mesmo aumento percentual passaria para uma taxa de 61% para o 2º exemplo. Isso é que é equidade?

  3. Pingback: A equidade segunda Gaspar – Aventar

  4. Pisca diz:

    Vai haver uma diminuição de salários que em muitos casos ultrapassará mais de 50%

    Se não vejamos, um alto quadro de uma empresa privada, mas muito alto, não vai papar ser taxado desta maneira, ainda que seja apenas mais 1.5%, sendo assim é altura de cortar o seu salário a bem da empresa e dos sacrificios nacionais

    Por outro lado, o plafond do cartão de credito, o carro, o colégio dos meninos e das meninas, os fardamentos das crianças e respectivos livros e tudo o mais que se possa inventar, incluindo as despesas das amigas e amigos ali à mão deverão ser suportados pela empresa e ficamos todos felizes, e o fisco já não mete o dente no assunto

    Já existe em vários lados, mas vai ser aplicado com mais cuidado

    Nem falo dos gerentes de empresas bem lucrativas, com dezenas de trabalhadores e ganhar pouco mais que o salário minimo

    Sei do que falo conheci vários, e também alguns que estão de baixa médica há anos e todos os dias “passam pela loja”, para ver como vão as coisa

    Há especialistas para tratar do assunto

  5. Vasco Nunes diz:

    Este post está errado. Apenas o rendimento superior a 7000 euros é que está sujeito
    à taxa de 28.5%. O imposto a pagar no OE13 será de 7000*0.145 + 200*0.285.

    Para um rendimento de 30000 o imposto a pagar será 7000*0.145 + 13000*0.285 + 10000*0.37

    É um roubo, a notícia do Público está mal escrita, mas o post também não ajuda. 🙂

  6. eu diz:

    Há tanta gente estúpida que o resultado,se vê na forma em como votam!

  7. Dezperado diz:

    Aí está a demagogia ao mais alto nível….

    As pessoas ja estão fartas do centrão…..mas quando lhes oferecem demagogia, as pessoas tambem não gostam….

    • De diz:

      Demagogia ao mais alto nível?
      Deve estar a falar na demagogia made in passos? Com o ámen de Seguro
      Do mais lato nível a raiar o nível da sargeta.

      Por exemplo,exemplos de demagogia do mais alto nível:
      Falam da redução de deputados, mas convenientemente não falam das PPPs , nem das rendas excessivas, nem dos juros da dívida pública, nem do que o Estado tem dado aos bancos através dos benefícios fiscais, etc.,etc.
      Eis exemplos de demagogia também por omissão
      Ao mais alto nível,pois então
      (mas não só,mas não só)

  8. Buiça diz:

    O senhor que ganha 720 mil contribui com mais de 300 mil euros para os serviços públicos prestados a todos os outros.
    Mais, com um rendimento desses, não deve ser o contribuinte quem lho paga.

    Se for o Estado a decidir o que ganham todos é fácil de ver que acabam todos no escalão dos 7 mil e até podem cobrar 100% que o Estado acaba a distribuir senhas para um pão que já ninguém faz.
    Já foi aliás tentado em muitos países. Depois caíu o muro. Já caíu alguma décadas, não se entende porque ainda há quem julgue que engana alguém pensando que ninguém vê o que há no outro lado.

    Por último, discutir as percentagens é burrice.
    Na Áustria são 50% a partir dos 60 mil. Na Bélgica 50% a partir dos 35 mil. Na Holanda 52% a partir dos 56 mil. Na Finlândia 30% a partir dos 68 mil. Na República Checa 15% escalão único para todos.
    Nenhum destes Estados faliu em Maio de 2011.
    E das percentagens de escalão máximo não podemos concluír nada.
    O que interessa é quanto é efectivamente cobrado e quanto é gasto e onde.
    Sendo obviamente insustentável gastar mais do que se arrecada.
    Cumps
    Buiça

    • De diz:

      Buiça ( Buíça, um nome que respeito,já agora) por vezes parece confuso.Vejamos:
      -O senhor que ganha 720 000 contribui com mais de 300 000 para os serviços públicos prestados a todos os outros?
      Mas como sabe o destino dos impostos de tal senhor?Se o governo os desvia para os especuladores e agiotas nacionais e internacionais?Essa de “todos os outros “é humor negro,provavelmente.

      -“Os 720 000 não deve ser o contribuinte que lhe paga”. Hum…As quase certezas que se têm por vezes sem se saber se.(Mas ao menos contraria a retórica de alguns neoliberais que olham para o “contribuinte” sempre como sendo ele o fulcro da questão).

      -O estado decidir o que todos ganham? Lol. Olha o estado a decidir o que ganha o Catroga e o que ganha o desgraçado que trabalha numa mina, e o Estado depois a decretar que ganham por igual. Uma brincadeira, não? Brincadeira essa que continua com a referência a “já foi assim noutros países” e à cambalhota até ao muro…
      (que Buiça salte para cima do muro e que veja o que quer ver.O ponto de fuga a refugiar-se atrás de, lol.

      -Houve um estado que faliu em 2011? Aqui Buiça reproduz a voz dos que chamaram a troika. E continua no mesmo tom de reprodutor da ideologia dominante ao falar no” gastar-se mais do que se arrecada.”
      Com um pedido de desculpas, tal paleio já teve melhores dias.Reproduzido até à exaustão pelos media obedientes e pelos sequazes dos troikistas, tal discurso já fede.Uma espécie de tentativa de justificação para a via de sentido único que nos querem impor?Isso e algo mais.O desmontar da tese já foi aqui feito centenas de vezes. Basta dar-se ao trabalho de o pesquisar para o comprovar e já agora aprender que há outras marés.

      -De facto a percentagem do retido nos diferentes escalões,incluindo o máximo, interessa e muito.
      Interessa tanto que há quem o tente ocultar.
      🙂

  9. Rui dantas diz:

    Como alguém já explicou num outro comentário, é preciso saber minimamente interpretar os escalões, senão perde-se a razão. Quem ganha 7200 *não* paga 28,5%…

  10. Zé Ganhol diz:

    “O que interessa é quanto é efectivamente cobrado e quanto é gasto e onde.”

    E o que deve ser feito para tornar a situação equilibrada entre a receita e os gastos?

    Talvez subsidiar a construção de mais marinas de luxo?
    Mais campos de de Golfe?
    Oferecer ainda mais beneficios fiscais a quem construir hotéis de cinco estrelas?
    Incentivar a criação de mais coutadas?
    Entregar todos os terrenos agricolas às familias Salgados deste país para fazer o mesmo que estes estão fazendo na herdade da Comporta?
    Oferecer mais jazidas minerais a consorcios estrangeiros?

    Convidar as frotas pesqueiras doutros países a rapinar o pouco que resta do nosso pescado?

    Enfim; continuar com a mesma politica tresloucada que tem sido seguida nas ultimas tês décadas.

    Isso de largar larachas, embrulhadas em ” boas opiniões” na tentativa de desresponabilizar os responsáveis do caminho que conduziu o país à ruína, é um digestivo que assenta muito bem. Falta é coragem de dizer o que provocou a indigestão.

    O aperto em que o país se encontra foi provocado por a incompetência de quem tem governado. A cegueira obediente aos ditames dos mandantes Europeus atirou-nos para o loudaçal que estamos a patinhar.
    Esta gente não teve a capacidade de prever as consequências que essas politicas trariam no futuro.

    Os Chineses e os Egipcios já sabiam há mais de 50 seculos que a agricultura era a base de sustentação da sociedade, em Portugal o setor de produção de bens alimentares foi a primeira vitima deste bando de criminosos.

    Por isso hoje somos altamente deficitários na produção de alimentos (trigo já importamos mais de 90%).
    A metalurgia e a metalomecanica deram o mesmo baque.

    Estes (ou não fossem iguais aos outros) estão empurrando o país para uma direção ainda mais perigosa que o abismo, agora já vamos na direção da cratera de um vulcão.
    Se este povo não tem a capacidade de se unir acabamos por perder a nossa indepedência.

    Descobiram agora que salvação está nas exportações. De que servem as exportações sem aumentar a produção de bens para satisfazer a procura interna?

    Isto é coisa de gente louca. Demagogos.

Os comentários estão fechados.