CONVITE – Testemunhos Cercados Pelo Orçamento: Isabel Louçã

“- Porque ontem, uma mãe me dizia: “tenho 2 filhos e o RSI que recebia (256 euros) foi cortado para 96″. E chorava por nem sequer lhes conseguir dar Nestum todas as noites;
– Porque o João não vai ter os óculos de que precisa e a Ana não vai tratar as cáries. E a minha escola está cheia de Joões e Anas e, não podendo acudir àquelas famílias, sentamos o João na 1ª fila e damos analgésicos à Ana;
– Porque a Joana ainda não conseguiu aprender a ler, mas sabe o que este governo desconhece: com 30 colegas na turma, no final do ano estará na mesma;
– Porque a Sofia, a Olga, a Mª João, o Miguel e tant@s outr@s profs, depois de mais de 10 anos ao serviço da escola pública, foram despedid@s, apesar de fazerem falta na escola;
– Porque a educação tem a ver com democracia. E o desinvestimento na educação e, particularmente, na escola pública, é uma política criminosa;
– Porque sou uma professora, não sou um número.”
Isabel Louçã, e alguns porquês importantes para cercar o Orçamento de Estado.

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Além do que já disseram as 14 organizações e as duas centenas de pessoas que subscreveram o chamado, chegou a hora de ouvir todos os que queiram tomar a palavra.

Lá dentro, no Parlamento, dificilmente compreenderão as razões dos que têm expresso a sua indignação, mas já estiveram mais longe de se confrontarem com as suas consequências.

Até segunda – e quem sabe depois disso – darei conta dos que, como a Isabel Louçã, façam questão de não deixar margem para dúvidas de que este Orçamento não tem legitimidade, pelo menos até que o governo se digne a voltar a ir a votos.

A única saída airosa que se pode aconselhar a Passos Coelho é que se dirigira à manifestação a partir da varanda da Assembleia da República, ladeado por António Costa e por Cavaco Silva, e ice as bandeiras de Portugal, da Alemanha e de Bruxelas, comme il faut, precisamente às 18h.

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