Programa Foral > Miguel Relvas > Passos Coelho

Os números são esmagadores: só em 2003, 82% do valor das candidaturas aprovadas a empresas privadas na região Centro, no quadro do programa Foral, coube à Tecnoforma. E entre 2002 e 2004, 63% do número de projectos aprovados a privados pelos responsáveis desse programa pertenciam à mesma empresa.
Hoje, no Público


Há uns tempos, na SIC

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

8 Responses to Programa Foral > Miguel Relvas > Passos Coelho

  1. António Carlos diz:

    A esuqerda portuguesas devia reflectir nestes exemplos sempre que exige mais Estado (vide Gebalis), mais investimento na formação, mais investimento público (vide PPPs), …
    Como não está no governo as suas exigências são aproveitadas pelos partidos do “arco da governação” para dar dinheiro aos amigos.

    • De diz:

      A esquerda portuguesa devia reflectir naquilo que já reflecte há muito?
      Oh António Carlos anda distraído pela certa.
      As “suas exigências” são aproveitadas?Mas a esquerda nunca exigiu ou pediu PPP em forma de investimento público, nem este “investimento público”, relatado pelo post do Tiago, em forma de privados negócios de senhores privados.
      Oh António Carlos isso já não é distracção, é mesmo ignorância.

      Deixemo-nos de tretas.É o dinheiro privado que compra favores dos encarregados de gerenciar a coisa pública.E quando estes últimos são os senhores de turno dos primeiros…temos o caldeirão preparado. Os tais encarregados são de facto os agentes da privatização do Estado por meio da corrupção.

      A corrupção é um fenómeno que advém das estruturas de poder que se formam na relação entre o Estado e sociedade. É o próprio sistema político/econômico que está em causa.Por isso há que o substituir de forma decisiva e radical

      • António Carlos diz:

        “Mas a esquerda nunca exigiu ou pediu PPP em forma de investimento público, nem este “investimento público”, …”
        Neste ponto estamos totalmente de acordo. A esquerda (se descontarmos o PS) não pediu “esta forma” de fazer investimento. Mas isso não invalida, pelo contrário, o que eu escrevi.
        O que eu escrevi (e reitero) é que a esquerda pede/apoia “este investimento” (programas de formação) mas como não governa nem controla a forma como ele é efectivamente aplicado, na prática acaba por criar as condições para que estas situações aconteçam.
        Um outro exemplo: um programa em grande escala de requalificação das escolas. Quem é que pode ser contra a ideia? O problema é que um programa deste género vai redundar, inevitavelmente (e como se tem comprovado nas últimas décadas), na entrega de empreitadas a escritórios de arquitectos e empresas de construção civil “amigas”. Os “amigos” (do poder, note-se, não da esquerda) agradecem o empenho da esquerda na defesa deste tipo de programas.

      • António Carlos diz:

        Outros exemplos.
        – Acabar com o Instituto Português do Desporto e da Juventude é um crime lesa pátria, um ataque aos jovens, … (esquerda). O “arco da governação” agradece a sua defesa porque é uma forma excelente de dar emprego aos amigos.
        – Acabar com o INATEL é um crime lesa pátria, um ataque aos trabalhadores, … (esquerda). O “arco da governação” agradece a sua defesa porque é uma forma excelente de dar emprego aos amigos.

        Estamos de acordo (presumo) que as intenções da esquerda são louváveis mas a realidade mostra, repito, que a esquerda não governa nem controla a implementação destas ideias por isso o “arco da governação” aproveita-se.

        Soluções:
        – a esquerda ganha o poder e passa a implementar estes programas e instituições “como deve ser”; ou
        – o “arco da governação” acaba, voluntariamente, com a má aplicação dos programas e a má utilização dos instituições (corrupção); ou
        enquanto não estiver no poder, a esquerda ajuda a eliminar estes programas e instituições “secando” a fonte de corrupções e distribuição de benesses pelos amigos (do “arco da governação”).

        É um dilema. A minha sugestão é que se olhe para o que é verosímil atendendo ao que se tem passado nas últimas décadas.

        • De diz:

          Quanta confusão.
          -A corrupção não é o alfa e o omega da luta por uma nova sociedade.Mas a sua denúncia e o mostrar que o rei vai nu são contribuições importantes (de forma nenhuma despicientes) para o encher da maré.
          -O quanto pior melhor nunca foi uma saída que me agrade.Daí que todas as medidas que permitam uma maior dignidade para quem trabalha e para quem é explorado, não me são de todo indiferentes.
          -O não se tomarem ou defenderem medidas com medo do que o que o poder possa fazer delas é uma falácia.A partir daqui,o salto para colocar tudo nas mãos dos privados é demasiado pequeno.O que se passa é que a privatização dos meios de produção conduz a mais exploração e a mais miséria, a uma maior concentração de riqueza.E a corrupção ( que se revela quantas vezes logo nos processos de privatização) continua impávida e serena, como as muitas dezenas de anos transcorridos o podem comprovar.
          Lembro-me dos casos privados da Goldman Sachs por exemplo. Ou da lehman brothers.Ou, nós por cá , do banco privadíssimo do BPN. Ou dos submarinos alemães, em que os corruptos (privados) falavam essa língua de forma nenhuma não contagiada pela corrupção dos povos do sul.
          -A distribuição das benesses pelos amigos acontece assim, independentemente do que é público ou não.Tem é que se remover do poder quem serve os que exploram os outros,os tais encarregados que são de facto os agentes da privatização do Estado por meio da corrupção.
          -O secar as fontes de corrupção é apenas atirar areia para os olhos.Elas não se secam,porque o lobo tem sempre fome de mais. E elas limitam o direito dos povos à luta pelo que é justo ou pelo que é mais consentâneo com o nosso desenvolvimento social.
          -Não foi o desejo de “secar” as fontes da corrupção que levou à privatização da EDP. E no entanto devia a todo o custo ter-se evitado tal privatização.Os resultados estão aí.O amiguismo continua. E o capital sorri,engorda e regurgita.
          -É o próprio sistema político/econômico que está em causa.Por isso há que o substituir de forma decisiva e radical.

    • kur diz:

      ????? Faça-me um desenho!

  2. Mais um exemplo de empreendedorismo, típico da merDitocracia tão ao gosto do PPD/PSD e da Direita em geral…

  3. imbondeiro diz:

    Por esta e por outras se percebe a razão de Passos considerar Relvas “irremodelável”: o bom do Relvas é como a Nau Catrineta – tem muito que contar… Se o canário começa a cantar, o tenor Passos perde o piu…de vez. Isto não há como ter no Governo do país gente de seriedade a toda a prova.

Os comentários estão fechados.