Ana Gomes está de parabéns

A primeira a falar dela foi a eurodeputada Ana Gomes. A socialista começou por dizer que “não advoga” as ideias “daqueles que querem a saída do Euro e da União Europeia” e propôs que se deixasse a ideia de “denúncia” do Memorando e se passasse a adoptar a ideia de “renegociação” do acordo. As palavras da eurodeputada provocaram alguns apupos na sala que a levaram a exclamar: “Se é para ser um congresso para fazer convergir as esquerdas, peço para ser ouvida”. A proposta acabou por não ser aceite, mas na justificação de José Castro Caldas, da comissão de redacção da declaração final, a “renegociação” já está implícita no texto. Ou seja, o CDA defende que se deve denunciar este Memorando de entendimento para depois negociar outras condições, com a renegociação da dívida pública à cabeça.

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Da intervenção da Mariana Avelãs ou de outros companheiros e companheiras, mais ou menos anónimos, que muito prezo, nada. O PS e os “independentes” ansiosos por deputar, dominaram o Congresso Democrático das Alternativas conseguindo obter uma declaração final, como terá explicado José Castro Caldas, em que não se advoga um corte com a troika. Como diria Jorge Coelho, quem se mete com o PS leva. E agora, continuamos à espera?

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