A ler

Convergência com Seguro? por Sérgio Lavos

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4 Responses to A ler

  1. tirando isse diz:

    é pouco seguro que seja com seguro
    mas em questões de fé…

  2. Edgar diz:

    A questão da convergência com o PS fez-me recuar a 1969 e à tentativa de aliança com a Acção Socialista (antecessora do PS) para as eleições de 1969. Lembro-me das intermináveis discussões em casa de Armando Bacelar, no Porto, que servia de mediador entre nós e António Macedo.
    Uma das questões mais sensíveis para o PS era a declaração do direito “à autodeterminação e independência” dos povos das colónias, direito esse há muito reconhecido pela ONU e objecto de várias resoluções.
    Como se sabe, a Acção Socialista abandonou a CDE (Comissão Eleitoral Democrática) criou a CEUD (Comissão Eleitoral de Unidade Democrática), dividiu a oposição ao fascismo e concorreu isoladamente às eleições.
    Marcelo Caetano tinha sucedido a Salazar, substituíra o nome da PIDE pelo de DGS, os presos políticos continuavam presos e os opositores continuavam a ser apelidados de “subversivos”. O fascismo só mudava de máscara mas havia quem considerasse que vivíamos na “primavera marcelista”.
    Podem ser recordações de velho, mas ainda mais velho me parece este PS que parece tão insensível ao sofrimento do povo e afastado da realidade que prefere renegociar o memorando em vez de renegociar a dívida e, logo a seguir, em convergência com o PSD quer reduzir o número de deputados da Assembleia da República.

  3. Renato Teixeira diz:

    Um texto que começa e acaba a falar “neste PS” deixa-me sempre curioso sobre qual será o outro. Ao olhar para todo o seu tempo de história só se lhe conhece uma cara e o tempo que se perdeu à procura da outra teve os resultados que estão à vista.

    De que será que estão à espera?

    • Edgar diz:

      Renato Teixeira,
      Pelo que vejo, expressei-me mal. Comecei a falar da Acção Socialista e acabei a falar “deste PS”, querendo referir o PS de 2012 que, 43 anos depois, parece enfermar dos mesmos defeitos e do mesmo oportunismo.
      Por isso mesmo, apesar de não ter assistido ao Congresso das Alternativas, também não acredito nas alternativas com algum PS que por lá apareceu “amarrado” ao pacto de agressão e à troika e, logo a seguir, “aparece nas televisões como esquerda responsável”.
      Mas não fiz parte da organização nem enviei os convites.

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