Congresso Democrática das Alternativas

Já estão disponíveis no site do Congresso Democrático das Alternativas, a realizar no próximo dia 5 de Outubro na Aula Magna da Universidade de Lisboa, o programa, o regulamento e o projecto de Declaração, a ser debatido, alterado e aprovado no Congresso.

 Estão também disponíveis os relatórios dos Grupos Temáticos correspondentes aos 5 debates em secções durante a manhã e, para quem queira aprofundar mais algumas áreas, as contribuições individuais  para os debates preparatórios que foram recebidas pela organização.

Quem quiser aparecer e participar, melhor. As inscrições fazem-se aqui.

Para quem não quiser ou puder, fica um conjunto de materiais certamente uteis para  o crescente número de cidadãos que regeitam o memorando da troika e as “inevitabilidades” austeritárias.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged . Bookmark the permalink.

6 respostas a Congresso Democrática das Alternativas

  1. Diogo diz:

    Quais são as alternativas?

    Fernando Madrinha – Jornal Expresso de 1/9/2007:

    […] “Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. […] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.” […]

    Paulo Morais, professor universitário – Correio da Manhã – 19/6/2012

    […] “Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos.” […]

    […] “Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters.”

    • paulogranjo diz:

      Portanto, bóra aí sentarmo-nos no sofá, não pensarmos muito no assunto, e comprarmos a prestações uma bisnaga de vaselina.

  2. João Rodrigues diz:

    Eu não reGeito nada. Nem sei o que isso é, reGeitar.

  3. Rocha diz:

    Não será a verdadeira geração rasca os deputados do PS que votam como troikistas amigos do Gaspar no parlamento e posam como opositores à Troika adeptos de alternativas de esquerda no Congresso Democrático das Alternativas?

    Seria realmente interessante juntar gente bem diversa num Congresso de alternativas de esquerda, de democracia de base, de socialismo revolucionária, das classes exploradas e claro anti-Troika e anti-troikistas.

    O que não é interessante é assistir ao descaramento e hipocrisia eleitoreira dos deputados do PS e depois ainda haver quem lhes dê cobertura.

    • paulogranjo diz:

      Neste congresso de democracia de base, realmente de gente muito diversa, o “direito de admissão” era claro na convocatória que cada um tinha que subscrever para participar: recusar o memorando da troika e as políticas austeritárias, feitas em nome dao pagamento da dívida, à custa das condições de vida e dos direitos sociais dos portugueses.
      Para participar, era necessário assumir e declarar isto.

      Se meia dúzia, de entre os 1.800 participantes, são deputados que aceitaram (contra as suas convicções declaradas) a disciplina de voto împosta pelo seu partido (como por todos, quanto a essas ocasiões) na recente votação de moções de censura, será problema deles, da lógica partilhada pelos partidos parlamentares, e da sua consciência.

      Se alguém que lá não esteve acha que só seria interessante juntar pessoas cujo leque de diversidade não dependesse apenas dessas duas opções fundamentais, mas também de se assumirem como “socialistas revolucionários” e membros “das classes exploradas”, será problema seu.

      Eu, que me empenhei na organização do congresso, (e, pelo que pude vere ouvir, quase todos os restantes 1.800 participantes) tinhamos como objectivo encontrar uma plataforma de acordo entre gente tão amplamente diferente quanto possível; não falar apenas com quem soubéssemos, à partida, que concordaria connosco em praticamente tudo.

      Mas esteja à vontade. Organize um congresso de quem saiba que concorda em tudo consigo. Pode não ter grande utilidade social e política, mas sempre entretém e corresponde ao seu interesse.

      • Rocha diz:

        Entre o ideal e a farsa você não percebeu a minha ironia.

        Pode não existir um congresso ideal, mas é preferível o não existir do que existir uma farsa.

        “recusar o memorando da troika e as políticas austeritárias, feitas em nome dado pagamento da dívida, à custa das condições de vida e dos direitos sociais dos portugueses.”
        É assumido e declarado por toda essa gente do PS, tal como o Sócrates assumiu e declarou que iria criar 150 mil empregos. Tudo mentira.

        Mas sim é a disciplina partidária, sim não há alternativa, sim foram obrigados. Como já tinha dito o “descaramento e hipocrisia eleitoreira dos deputados do PS” ainda tem “quem lhes dê cobertura”.

Os comentários estão fechados.