A cada dia que passa a renda da dívida sobe

Enquanto se discute a TSU e os impostos, a renda dos capitalistas, patrióticos e estrangeiros, sobe todos os dias. Sem alarido, sem discussão, o capital acumula-se na dívida: «Juros da dívida a 10 anos sobem no dia em deverão ser anunciadas novas medidas de austeridade». É mais ou menos um tipo estar a olhar para o lado a pensar que vai ser atropelado por uma bicicleta enquanto do outro lado se aproxima um comboio.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

2 Responses to A cada dia que passa a renda da dívida sobe

  1. um anarco-ciclista diz:

    o pá! a malta não atropela ninguém!

  2. Dezperado diz:

    “Cerca das 9h30, os juros da dívida soberana portuguesa a 10 anos registavam subidas para os 8,942% (contra os 8,922% na terça-feira).

    A dois anos, por sua vez, os juros seguiam a aliviar, com os investidores a pedirem um juro de 5,036% para comprarem dívida portuguesa, ligeiramente abaixo dos 5,084% de terça-feira.

    A cinco anos, os juros recuavam para os 6,944% (dos 6,960% de terça-feira).”

  3. MigPT diz:

    A pergunta que se impoem é a seguinte:
    Porque é que nós contraimos essa dívida?
    Se Portugal não tivesse pedido dinheiro emprestado a ninguém os “capitalistas” não estariam a cobrar juros. Mas com o fantástico argumento de que “há vida para além do deficit” (lembram-se, particularmente este blog), Portugal foi-se endividando ao bonito ritmo de 8,5% ao ano, passando, em termos reais, de 35 mil milhões em 1995 para os bonitos 185 mil milhões de euros pedidos aos tais capitalistas em 2011.
    Mas não nos podemos esquecer que uma grande parte desta dívida foi contraida para satisfazer reivindicações muito amadas neste blog. O aumento desmesurado dos gastos do estado ao longo destes anos, que passaram de 36 mil milhões em 95 para 84 mil milhões em 2011 e em que a verba com maior crescimento foram as transferências correntes, com um crescimento médio anual de 8% e a representar 55% dos gastos totais e os salários com um crescimento médio anual de 4% e a representar 25% da despesa. Curiosamente, os juros da dívida tiveram um cresciemnto médio de 2% e representaram em 2011, 8% dos gastos, quando em 91 representavam 15% dos gastos.
    Eu sei que isto dos números são uma maçada e sei que neste blog não gostam que os factos estraguem uma boa história, por isso, desde já as minhas desculpas por esta terrível maçada.

    • Caxineiro diz:

      “Porque é que nós contraimos essa dívida?”
      epah, deixe-se de tretas. Se você mais os seus amigos contraíram dívidas, paguem-nas vocês

  4. “os capitalistas patrióticos”? se o Capital não tem pátria nem fronteira, os seus possidentes têm?
    Além do mais, como prova de que não se pode enfiar tudo no mesmo saco, saiba que os investidores estrangeiros em 2009 detinham 74,5% da Divida portuguesa, enquanto os investidores nacionais detinham apenas 8,4%
    Portugal está subjugado por interesses estrangeiros, como sempre esteve por séculos, e não pelas reles e irrisórias comissões dos lacaios “miguéis vasconcelos”
    ver quadro 3 aqui:
    http://www.omilitante.pcp.pt/pt/311/Economia/581/

  5. Caxineiro diz:

    “Porque é que nós contraimos essa dívida?”
    epah, se você mais os seus amigos contraíram dívidas, paguem-nas vocês

  6. antónio diz:

    Concordando com o MigPT só queria deixar uma nota.

    Desde o principio deste ano as taxas de juro implicitas nos títulos a 10 anos diminuiram cerca de 50%, de um máximo de 17..55% (30/1/2012) para 8.826% (4/10/2012).

Os comentários estão fechados.