Unidade, mas pouco.

Ontem, BE e PCP, para espanto dos cépticos, anunciavam um plano de acção conjunta contra a austeridade, o que incluía uma moção de censura ao governo. Volvidas 24h fica claro que cada um vai continuar a pedalar na sua bicicleta, facilitando a vida à abstenção violenta do PS.

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35 Responses to Unidade, mas pouco.

  1. Filipe Diniz diz:

    Ó RT, porque é que não vai pedir satisfações ao jornalista Luciano Alvarez, que lançou umas bolas para o pinhal, em vez de estar a culpar o BE e o PCP pelas suas expectativas frustradas?
    Nas condições existentes, uma convergência e coincidência de Moções de Censura já é uma coisa com interesse, por uma vez o BE não actua tendo como principal preocupação entalar o PCP. Quanto ao resto, se para si a palavra unidade significa qualquer coisa como juntar os trapinhos, é possível que fique sempre desiludido. E dois a andar na mesma bicicleta é uma proeza circense, mas em política é inestético.

    • Renato Teixeira diz:

      Bem me parecia.

    • Victor Nogueira diz:

      Mas só os ingénuos é que pensam que o PS seja quem for votaria uma moção de censura ao Governo. O pS é como a UGT – Ou antes, o inefável Proença não se manifesta nem a 15 nem a 29 de setembro pk não foi convidado, poque não concorda com as palavras de ordem, pk a troika é imprescíndivel e blá blá blá. Mas tb não organiza manifestações – a favor do psd-cds pk seria deixar cair a máscara, contra – seria a quadratura do círculo

      Qd o PCP apresentou em tempo uma moção de censura o PS não votou favoravelmente. Quando do TSU “ameaçou” com uma moção de censura que deixou cair Mas quer num quer noutro caso não “ajustou” previamente com o PCP ou o BE.

      Depois de BE e PCP anunciarem moções de censura e acordarem que as votarão, o PS Seguro vem malhar no PCP e por arrrasto no BE acusando aquele de falta de “sentido de estado”. Naturalmente que não denuncindo a troika” e o compromisso que ps-psd-cds- esCavao assinaram e apoiam e aplicam, o sentido de estado de Seguro é indubitavelmente de cócoras. Sempre de cocóras e de costas … voltadas contra o eleitorado e os manifestantes. Raio de manifestantes que não têm a relvda e aparada inteligência de bórgea nem de seguro ou passes de coelho o sentido de estado. Desordeiros .. do poder na Rua! Poder, só o do voto sem bota nos traquitanas vendedores de banha da cobra !

      Fosse Eça de Queirós vivo e na sua galeria de […] figuraria uma nova figura – a do Conselheiro Borgeanamente Seguro” cujo lema seria “agarrem-me, agarrem-me que se não voto contra … a queda do cabelo”

      O resto e poeira ou tentar tapar o sol com a peneira!

  2. Américo Gonçalves diz:

    O mais grave é que o (in)Seguro já veio dizer que “não se sente condicionado”. O António Costa que lhe pregue um par de tabefes! Então o Povo na rua, o saque das empresas públicas, uma eugenia social em marcha, não o “condicionam”? Ou o PS faz parte da Solução , ou parte do problema, e nesse caso, irá ao fundo com o Pétain de Massamá.

    • Rocha diz:

      O PS sempre fez parte do problema e sempre fará. Pela simples razão que o PS é um partido DE DIREITA.

      Isso já Manuel Serra sabia em 1974, ele que dos que passaram por essa instituição do regime capitalista, foi o único (ele e alguns camaradas seus) que da oposição ao neoliberalismo capitalista tirou as devidas consequências: rasgar o cartão de militante e bater com a porta.

      • V Cabral diz:

        Rocha, eu julgo que estás certo, mas nunca ouvi o PCP, declarar que o PS, é um Partido de Direita. Se fosse a ti, sugería ao Partido que se não quer dizer que o PS é um Partido de Direita, diga : O PS, não é um Partido de direita, é um partido de Merda !!
        Quem sabe eu não me inscrevería No Glorioso …

        • Vasco diz:

          Caro V Cabral, aqui vai um excerto do texto caracterizador do PS inscrito nas Teses em discussão para o XIX Congresso do PCP, disponível em http://www.pcp.pt/node/258574

          ” O PS perdeu, entre as legislativas de 2005 e de 2011, mais de um milhão de votos e cerca de dezassete pontos percentuais, naquele que constitui um dos seus piores resultados de sempre. Este desastre eleitoral e a correspondente perda de apoio social e político, foram o corolário de seis anos de governos que confirmaram o Partido Socialista como um partido da política de direita que, ao serviço do grande capital, concretizou um ataque brutal aos trabalhadores e ao povo e prosseguiu uma política de declínio nacional, que culminou na subscrição do Pacto de Agressão.

          Intimamente associado aos interesses dos grupos económicos e do capital financeiro; esgrimindo falsamente um posicionamento de «oposição» ao governo, desmentido pela cumplicidade e apoio dado às mais graves medidas dirigidas contra os interesses dos trabalhadores e do País – seja pela colaboração dada nas alterações à legislação laboral, seja na aprovação de resoluções e tratados europeus que significam uma abdicação da soberania e interesses nacionais; adoptando como projecto para o País o programa de declínio, retrocesso e submissão nacional inscrito no Pacto de Agressão que subscreveu com PSD e CDS – o PS confirma-se como uma força ao serviço da política de direita, com uma postura e orientação contrárias aos interesses dos trabalhadores e do povo português, comprometido com o rumo de desastre nacional a que o País está submetido.

          Norteado por uma fidelidade ao aprofundamento de soluções federalistas que, amarrando o País ao subdesenvolvimento, servem os interesses do capital transnacional, comprometido com o processo de centralização e concentração capitalistas e o cortejo de injustiças e empobrecimento que o acompanha, o PS representa – em flagrante colisão com os anseios e aspirações de parte significativa da sua base social de apoio – uma peça essencial no jogo de alternância que, comandado a partir dos centros da oligarquia financeira, visam perpetuar e reproduzir, sempre a partir de patamares mais avançados, o programa de liquidação de conquistas e direitos económicos e sociais alcançados com a Revolução de Abril.

          Partido da política de direita, mascarado com um discurso de «esquerda» para iludir os muitos milhares de eleitores socialistas que aspiram sinceramente a uma ruptura com a política de direita, o PS encontra, no quadro mediático orientado para promover falsas alternativas e perpetuar a política ao serviço do grande capital, o espaço para, sem deixar de colaborar e fazer avançar medidas antipopulares, se apresentar como «alternativa» ao actual governo. Uma situação que não só não corresponderia à necessária viragem de fundo nas políticas e orientações governativas como abriria uma nova fase na promoção e prosseguimento dos objectivos inscritos no Pacto de Agressão.

          Sem desvalorizar ou subestimar movimentações de sectores do PS de aparente distanciamento ou incómodo com a linha colaboracionista com o actual governo, elas próprias inseparáveis das inevitáveis contradições que o desenvolvimento da luta induzirá, o que prevalece não são quaisquer atitudes ditadas por uma genuína vontade de romper com a política de direita, mas sim o propósito de animar e promover soluções destinadas a alimentar ilusões e falsas alternativas, e a criar dificuldades à afirmação do PCP e às reais possibilidades de crescimento que a sua acção coerente e determinada suscita em vastos segmentos da população.”

  3. Pedro Pinto diz:

    Não percebo em que é que haver uma moção única ou duas alarga ou estreita a unidade. As razões de um e de outro partido são diferentes para apresentar as ditas moções e os fundamentos também. E não percebo como é que o PS alguma vez poderia entrar nestas contas… Que ilusões… O PS foi quem chamou a troika, foi quem começou a contra-revolução, foi quem meteu Portugal na CEE e no euro e quem destruiu a Reforma Agrária… Os militantes e simpatizantes do PS – não os dirigentes – serão muito bem vindos na luta que é necessária travar, mas o PS é porventura o principal partido da política de direita.

    • Renato Teixeira diz:

      Na medida em que duas moções de censura abre campo a que o PS se demarque de qq uma delas com mais facilidade. Se a linha diferenciadora é a troika então esse seria o limiar da moção de censura. Ao avançar cada partido na sua bicicleta é maior a tendência para declinar o texto à sua imagem e condição sem com isso encostar o PS às redes da troika.

      • Vasco diz:

        Isso da linha diferenciadora ser a troika tem o que se lhe diga. Em primeiro lugar, antes da troika já Portugal rumava a grande velocidade para o desastre, por mão da troika nacional PS, PSD e CDS – que chamaram em seu auxílio a troika estrangeira FMI, UE, BCE. Em segundo lugar quem chamou a troika estrangeira foi o PS, ao não conseguir aprovar o PEC 4 – que era assim uma espécie de memorando da troika sem a dita cuja.

        A linha diferenciadora está, sim, entre os que pretendem continuar a exploração, o empobrecimento e a submissão do país aos ditames da união europeia (dirigida pelos grandes monopólios) e os que lutam por outra política, que sirva os trabalhadores e o povo. Quem está com quem?

  4. Pedro Pinto diz:

    Ah, e o PCP não apresentou nada disso ontem. Foi uma vez mais a imprensa a lançar a bisca…

  5. JMJ diz:

    Renato, quem decide a acção politica do PCP é o PCP.

    Não é o 5 Dias, não é o Público, não é Renato.

    É o PCP, tendo por base a sua análise da realidade nacional, que decide da sua acção.

    • Renato Teixeira diz:

      E onde é que essa legitimidade é posta em causa? Naturalmente que o PCP, como qualquer outro partido, é passível de crítica e de elogio, consoante quem queira fazer e quando e sobre o que entenda. Ou não é assim?

      • Vasco diz:

        Pode ser criticado, pode, claro que sim. A questão é saber se a crítica é justa, se colar com cuspo uma moção de censura com o Bloco ou com quem quer que fosse ajuda alguma coisa, como se branquear o PS e a sua política fosse um serviço prestado aos trabalhadores e ao povo. Cá para mim, não! A moção de censura do PCP é clara: aponta as responsabilidades aos três partidos da troika interna, aponta aos 36 anos de política de direita (e não apenas a este ano e a este governo) a responsabilidade pelo estado do país, propõe um política alternativa não ocultando a necessidade de romper com a integração capitalista europeia. Por isso, a moção do PCP soma, não exclui. Qualquer moção de censura que tivesse como preocupação central «atrair» o PS seria pobre, mentirosa e dúbia – e não é de ilusões que os trabalhadores precisam.

  6. josé cerqueira diz:

    Diz o Renato que o PCP e o BE anunciaram não sei o quê. Agora só lhe falta mostrar ou linkar qualquer declaração autêntica dos dois ou de cada um dos partidos a anunciarem a tal coisa.
    Eu nunca vi. e não encontro em lado nenhum.

  7. Jorge Feliciano diz:

    O PCP nunca podia apresentar uma moção de censura que branqueasse as responsabilidades do PS pela actual situação. Não por acaso hoje o PS defendeu-se ridiculamente das acusações do PCP acusando os comunistas de serem “aliados objectivos da direita”.

  8. Vasco diz:

    Tá visto: o Renato acredita que o PS é de esquerda e que de deve branquear a sua acção política, em nome da «unidade». E talvez acredite no Pai Natal.

    • Renato Teixeira diz:

      Não. Acredito que é de direita e que uma moção de censura conjunta entre o BE e o PCP ajudaria a deixar isso claro.

      • Vasco diz:

        Assim deixará duas vezes claro, com dois votos contra?…

        • Renato Teixeira diz:

          Não. Assim dirá que as moções são contra o PS e não contra o Governo ou o programa da troika.

          • Zuruspa diz:

            Assim [o PS] dirá que as moções são contra o PS…
            Até diz que foi o BE & PCP que ajudaram a Direita ao votar contra o PEC IV. Que também o tenham feito com os PEC I, II, E III, é indiferente para o PS.
            O PS diz sempre o quer quer, está no seu direito. Mas isso, de resto, näo muda a realidade.

            Concordo, com o Vasco, assim deixará duas vezes claro, com dois votos contra. Por mais que desagrade ao Renato.
            E pensar que eu apoiei o Seguro desde há 10 anos…
            Espero que o PS se PASOKize, que bem merece.

          • Vasco diz:

            Deixa lá que eles para dizerem coisas estão aí. Dirão sempre o que quiserem – e terão espaço nos noticiários.

  9. Tiago Santos diz:

    Faço minha a indignação do Renato Teixeira. Acho que, para qualquer pessoa que partilhe os valores da esquerda, será minimamente expectável que partidos que defendem uma política “patriótica e de esquerda” e uma “esquerda de confiança” fossem capazes de se unir devidamente para fazer frente a este ataque brutal que a direita está infligir aos cidadãos deste país. A apresentação de moções de censura separadas, além de inconsequente, parece-me ingénua, dá a crer que PCP e BE pressionam o PS na vã esperança que este se torne finalmente, passados 38 anos, um partido de esquerda ou que forneça uma solução quando toda a gente sabe que o PS faz parte do problema. É óbvio que esta é apenas a minha interpretação limitada, mas estando nós perante uma crise em que mesmo a opinião pública menos informada consegue atribuir a sua responsabilidade à direita, os partidos de esquerda se deveriam questionar porque é que o povo, como as sondagens e eleições demonstram, não está do seu lado e se será com jogos parlamentares e batalhas de egos à laia de People’s Front of Judea versus Judean People’s Front que essa percepção será mudada. Voltando à analogia ciclística, não pensem na proeza circense de dois a andar na mesma bicicleta, mas sim numa bicicleta tandem, os (im)pacientes de esquerda agradecem.

  10. Zuruspa diz:

    Com duas moçöes à escolha, o PS näo pode usar a desculpa de “ai, o PCP estava lá metido ao barulho e nós somos contra eles, portanto näo votamos a favor”.
    Assim, se o quisesse, reprovava a do PCP e apoiava a do BE, com quem até já apresentaram o mesmo candidato a PR.

    Como näo quer, vai-se definir como “PS: ainda e sempre pro-troyka” 2-vezes-2, e assim os últimos “cépticos do direitismo do PS” desenganam-se, e portanto, deixaräo de lhe votar.

    • Tiago Santos diz:

      Acho que não se deve menosprezar o trabalho que José Sócrates e António Seguro fizeram/estão a fazer pela destruição da imagem do PS junto da opinião pública. Se à partida nas últimas eleições temos uma população que vota PSD e CDS como resposta às políticas de direita que deram origem aos sucessivos PEC’s, podemos tirar duas elações: 1- Não estavam minimamente informados sobre quem e quais as consequências do seu voto 2- Não encaram o PCP e BE como alternativa. Acho que é no segundo ponto que deve focar a luta. Penso que PCP e BE devem pugnar não pelo enfraquecimento do PS mas pelo fortalecimento destes partidos junto da população enquanto alternativas viáveis de governação, daí uma única moção de censura que simbolizasse o desagrado destes dois partidos, que se unem face à adversidade ultrapassando, mesmo que por momentos, as suas querelas políticas.

  11. Vasco diz:

    Essa ideia de que a unidade se faz assim, num ápice, numa espécie de casamento de ocasião é, a meu ver, errada. A convergência entre o PCP e o BE tem existido em matérias essenciais – nomeadamente na AR – mas há muitas e substanciais diferenças entre eles que convém não relativizar em dicotomias simples Esquerda/Direita; pró ou anti troika. Há que valorizar o que temos e não querer dar saltos maiores do que as pernas…

  12. Vasco diz:

    Entre a política “patriótica e de esquerda” do PCP e a “esquerda de confiança” do BE há diferenças bem mais substanciais do que entre a People’s Front of Judea e a Judean People’s Front e mais do que batalhas de egos. As propostas, as vias, os aliados – tudo isso diverge. Para quê fingir que não?

    • Tiago Santos diz:

      Eu não estou a defender um casamento de ocasião, mas uma união face a uma ameaça e causa maior. Apesar das diferenças ideológicas, penso que será mais o que une os dois partidos do que o que os separa e seria relativamente fácil encontrar meia-dúzia de pontos comuns em torno dos quais se pudesse estabelecer um plano de acção, sem prejuízo ideológico para qualquer um dos partidos. Nesta matéria o PCP até estaria claramente em vantagem pois tem quase um século de luta anti-fascista, algo que nenhuma união ou homem poderá alguma vez seriamente atacar. O que é certo é que na ausência de uma união à esquerda, temos plenários a reunir todas as semanas com uniões à direita. É irónico (embora devastador para os 2 milhões abaixo do limiar da pobreza e do 1+ milhão de desempregados) pensarmos que temos uma esquerda que luta individualmente sem sucesso pelo bem do colectivo em resposta a uma direita coligada a favor de um individualismo darwinista.

      • Vasco diz:

        Tiago, leu os textos das moções de censura? Uma, a do PCP, dirige-se aos que nos últimos 36 anos levaram o país a esta situação; outra, a do Bloco, fala apenas no último ano, não fazendo uma única referência ao PS, às suas responsabilidades de décadas nem sequer ao facto de ter sido ele, PS, a chamar a troika. Uma aponta causas, responsáveis e soluções; a outra tenta seduzir o PS. Para esse peditório o PCP não dá. Nunca deu e não será agora.

        • Tiago Santos diz:

          Vasco, esse pensamento é falacioso, não se pode provar a sedução ao PS pela ausência de referência a este na moção de censura, até porque esta moção, supostamente deverá atacar o governo e não o PS. É o mesmo tipo de pensamento falacioso que leva a crer que o ataque ao PS irá angariar simpatias ou votos do eleitorado, principalmente quando os “partidos” que angariam mais votos são a abstenção, a antipatia pela democracia e do discurso de “são todos uns gatunos” e de “os partidos são todos iguais e só querem poleiro”. Ao apostar numa proposta conjunta comunicar-se-ia que ambos partidos estariam interessados num desígnio maior que a governação, acima de interesses político-partidários, algo imperativo na minha opinião.

  13. Vasco diz:

    “A democracia avançada que o PCP propõe, incorporando uma concepção de regime e a definição de uma política democrática, caracteriza-se fundamentalmente por constituir um projecto de sociedade cuja construção se apresenta como inteiramente correspondente aos interesses dos trabalhadores e das outras classes e camadas antimonopolistas e às necessidades nacionais.
    “A construção da democracia avançada constitui assim um processo de transformação da vida e da sociedade para cujo êxito serão determinantes, para lá de soluções institucionais, políticas e governamentais, a luta de massas, o esforço criador e o empenho colectivo dos trabalhadores e do povo português.
    “A acção permanente e quotidiana em defesa dos interesses do povo e do País, o combate firme e persistente à política de direita, o reforço da unidade da classe operária, o empenho na formação de uma vasta frente social de luta, o fortalecimento das organizações e movimentos unitários de massas, os progressos na convergência e unidade dos democratas e patriotas, a conjugação da acção eleitoral e institucional com a acção de massas, a intensificação e convergência da luta de massas, com todos os desenvolvimentos e expressões que ela possa assumir – factor determinante e decisivo – bem como a concretização de soluções políticas progressistas de conteúdo patriótico e de esquerda, fazem parte e inserem-se no processo de ruptura antimonopolista e anti-imperialista necessário à construção da democracia avançada.
    “O reforço da influência social, política e eleitoral do PCP, a ampliação da consciência do seu papel como força indispensável à concretização da alternativa e a sua participação no governo do País são condição decisiva para a construção de uma democracia avançada.”

    do Projecto de alterações ao Programa do PCP

  14. Um anarco-ciclista diz:

    “cada um na sua bicicleta”…
    Jerónimo o disse e Louçã o pensa!!

    São tão sectários que ainda não perceberam que fugas individuais nunca conseguem ser bem sucedidas perante o pelotão [leia-se Troika]. E enquanto cada um pedala para o seu lado, cá vamos nós todos a penantes a caminho do abismo…

    Como é que cantava o Mário Branco? “consolida, filho consolida”… Depois vêm com a conversa da “falta de condições” e da “falta de consciência” – que é outra forma de chamar burros aos portugueses por não perceberem as maravilhas programáticas e elegâncias tácticas dos 2 partidos de esquerda, mais interessados em comparar o tamanho das pilinhas do que em unirem-se e unirem o povo para subirmos a montanha e tomarmos o céu e assalto.

  15. Vasco diz:

    Elegâncias tácticas? Tamanho das pilinhas? Entre quem acha que a unidade se faz no imediato com deputados e dirigentes do PS (Alegre, Ana Gomes, Helena Roseta, etc – que apoiaram no essencial os últimos 36 anos da política de direita) ou que esta se constrói com o desenvolvimento da luta dos trabalhadores e do povo, não semeando ilusões acerca de soluções fáceis, vai mais do que elegância ou tamanho. O mesmo quando o assunto é quem acha que é com mais federalismo (de esquerda, claro) que se resolve o problema ou com quem acha que é só rompendo com a integração capitalista europeia… Tal não significa que não exista convergência em questões concretas, mas unidade e união não me parece viável. E ainda bem.

  16. Falas bem mas passas por cima das alianças CDU/PSD em Sintra e no Porto – só para dar este exemplo. Ainda bem que o Partidão arrepiou caminho, né? Que seja para manter!

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