Lisboa! 29 de Setembro

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23 Responses to Lisboa! 29 de Setembro

  1. De diz:

    Magnífico!
    E belo,muito belo

    (a luta vai continuar.)

  2. JgMenos diz:

    O contributo para as receitas das portagens é sempre muito apreciado pela troika.
    Devem continuar.

    • De diz:

      Tanto despeito apenas numa simples frase
      🙂
      Ainda bem

    • Joaquim Teixeira diz:

      Acrescenta aí os panados, os bolinhos de bacalhau, o verde tinto e branco e, imagina, a urina que por lá ficou.
      Ó menos, vai-te foder!

    • Zuruspa diz:

      E assim se ajuda o país em tempo de crise.
      Até o grunho já JgMenos concorda em que a CGTP faz mais por ajudar a levantar Portugal que o governo PSD-CDS e PS juntos!

  3. menvp diz:

    -> Manifestações à CGTP, ou seja, «queremos mais dinheiro não importa vindo de onde…» – Não Obrigado!
    .
    -> Precisamos é de Manifestações à Islândia: a revolução censurada pelos Media, mas vitoriosa!
    Resumo (tudo pacificamente):
    – Regoneciação da dívida;
    – Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais;
    [uma sugestão: blog «fim-da-cidadania-infantil»]
    – Prisão de responsáveis pela crise;
    РReescrita da Constitui̤̣o pelos cidaḍos.
    [nota: dever-se-ia consultar o know-how islandês]

    • De diz:

      Queremos mais dinheiro não importa vindo de onde?
      Já se sabe que o grande capital sonha sempre com tal.E parece que o presidente do BPI teve o desplante de o afirmar em voz alta
      http://5dias.net/2012/09/27/da-falta-de-vergonha-2/

      Vai assim uma grande confusão na cabeça de menvp. Se tal é feito para propagandear blogs, o tiro sai-lhe pela culatra.
      🙂

      Uma magnífica manifestação.A luta continua.E ontem teve um bom empurrão

      • menvp diz:

        «Queremos mais dinheiro não importa vindo de onde?»

        Sim!
        -> Quando os aumentos vinham… o pessoal da GGTP varria para debaixo do tapete o facto da entidade pagadora – leia-se Estado – estar em déficit… e ter necessidade de pedir dinheiro emprestado a (perigosos) especuladores, e necessidade de vender activos…

        • De diz:

          A confusão aí instalada dá azo a todos os oportunismos.E a todas as desculpabilizações.
          Acusar os trabalhadores pela crise actual é esquecer(de forma miserável) que quem governou é que tem a responsabilidade pelo que fez.
          Basta ver quem enriqueceu.Basta ver para onde foi desviado o dinheiro de quem trabalha.Basta ver aonde chegámos e como chegámos.
          O discurso mediático ao serviço do poder permite reproduzir tiradas como as de menvp.
          Sorry mas não passa.
          Tal como não passa sem o devido registo este ódio viscoso contra a CGTP : É tão bom ter uma mão de obra obediente e encurvada, não é verdade menvp?
          O tanas

  4. Nuno Cardoso da Silva diz:

    De uma forma tão objectiva quanto possível, e sem quaisquer segundas intenções, noto:

    1. A manifestação não foi tão grande quanto se esperava, e nem chegou a lotar o Terreiro do Paço. Fica assim demonstrado que organizações partidárias isoladas, ou sindicais, não mobilizam muitas das pessoas que, como se provou em 15 de Setembro, estão prontas para sair à rua.

    2. A difusão, pelo sistema sonoro, da ‘Internacional’, foi um erro táctico de palmatória. Se há muita gente – na qual me incluo – que gosta desse hino, tanto pela música como pelo seu significado político, também é verdade que numa manifestação que se queria de toda a gente, o seu uso não era apropriado. Foi uma tentativa pouco inteligente para tomar posse ideológica de uma manifestação que não incluía apenas os sectores que se comovem com a ‘Internacional’.

    3. A greve geral anunciada, limitada necessariamente a um período de 24 horas, não vai servir para nada. Está visto que a CGTP não tem capacidade para, sozinha, mudar nada no nosso país. Se o governo vier a cair – e vai cair – não será por causa da CGTP, mas por uma movimentação popular muito mais vasta, que não se reconhece na central sindical.

    4. Para não ficar sozinha e impotente, o que seria pena, a CGTP vai ter de aprender a cooperar com outras forças sociais, e a não querer, a todo o custo, ser cabecilha do movimento de resistência às políticas oligárquicas.

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Nuno Cardoso da Silva, escrever a opinião antes das coisas acontecerem tem destas coisas. A manifestação foi enorme e não estiveram apenas pessoas que vão tradicionalmente às coisas da CGTP. Lamento, premissas faltas para conclusões erradas.

      • Nuno Cardoso da Silva diz:

        Tiago,

        Estive na manifestação, percorri o Terreiro do Paço sem andar aos encontrões a ninguém, e escrevi o meu comentário mais de doze horas depois da manifestação. O meu comentário é resultante da minha observação directa. O comentário ao meu comentário é que parece estar algo desajustado…

        • De diz:

          Cardoso da Silva:
          Eu compreendo que lá tenha estado e percorrido o terreiro do paço com os seus próprios pés, sem andar aos encontrões com ninguém.
          Veja lá que eu também,mas houve alturas em que era impossível passar. Nem com encontrões nem sem encontrões.Apinhado.
          Sorry Cardoso da Silva.
          Talvez alguns factos possam justificar tal, relacionados com a fuga à exposição solar directa ou o peso do que se transportava.Talvez o livro de Robert Michels debaixo do braço não seja o mais aconselhado. Lol.
          Mas o que quer o senhor? Ainda não há nenhuma greve com data marcada e o senhor salta lá dos fundos.
          Não deixa de ser patético ouvi-lo falar que “se o governo cair e vai cair não será por causa da CGTP, mas por”…etc e tal.
          A falta de rigor científico dá nisto,quando para o todo não se contam as suas diferentes partes…lol. Sabendo que já foi professor, ficamos com dúvidas se esse complexo enorme que tem demonstrado, não resultará de um umbigo maior do que o que seria aconselhável,já que deveria conhecer o b-á-bá do método científico.Ficaria assim percebido esse contínuo matraquear a tudo o que não passe pelos caminhos estreitos que trilha. Fluídos com certeza, desestruturados sempre.Com todo o direito entenda-se , mas não imune às críticas, e fortes, tal como estiveram os seus candidatos apoiados pelo senhor em épocas passadas.

          “Sozinho e impotente” são designações que não quero usar.Acho que não são expressões para utilizar aquando num processo de luta mais vasto. Nem as vou usar para definir alguns velhos do restelo.Porque pobres e redutoras.
          Mas quem as usa não deixa de mostrar muita coisa. E começa a cheirar mal este perpétuo ruminar com tudo o que não lhe cabe na alma nem nos seus passinhos fluidos e pouco estruturados.Porque a união faz a força.Sempre. E o senhor apenas faz o que faz.

          • Nuno Cardoso da Silva diz:

            Não tenho a menor dúvida de que há muitas coisas que ambos queremos neste combate contra a oligarquia. Mas porque será que o PCP, a CGTP e os seus militantes/filiados nunca aceitam críticas que venham de fora, nem admitem que por vezes podem estar em erro? Será possível que vocês tenham sempre razão, e que os vossos críticos nunca a tenham? A defesa a todo o custo das vossas posições por vezes pode prejudicar os objectivos comuns, ou não será assim? E realmente acreditam que os vossos críticos sejam sempre movidos pela malevolência, a estupidez ou a ignorância? Nunca acertamos uma?…

          • De diz:

            É bom ver que o tom muda e muda para um diálogo mais civilizado.
            Não, a razão não está sempre de um lado.E sim,as críticas são sempre bem-vindas ou devem-no ser sempre,desde que não sejam meras “bocas”.

        • Zuruspa diz:

          Lendo as suas palavras só se pode concluir que as imagens em directo da TVI foram manipuladas.

          Fantástico! Eles têm um programa de quadriplicaçäo de pessoas que funciona em tempo real! Fabuloso!

          Você parece os gajos do Insurgente e similar lixo tóxico, a comentar as manifs que eles queriam que tivessem acontecido, em vez das que aconteceram.

          A difusão, pelo sistema sonoro, da ‘Internacional’, do ‘Hino da CGTP’, d’A Portuguesa’, feito por quem organizou a manifestaçäo e pagou pelo sistema sonoro, é mais do que legítimo.
          Já agora, pode juntar à sua diatribe o Janita Salomé, que natramente também näo agradaria a todos os presentes!

        • Manuel San-Payo diz:

          também estive lá mas fui-me embora…não apreciei o Gel

      • Antónimo diz:

        Não subscrevo a totalidade do que diz Nuno Cardoso da Silva, mas infelizmente, fiquei bastante desiludido com a manifestação.

        Gente de todas as gerações, mas pouca diversidade sociológica ao contrário do que se passou dia 15. Ainda massas compactas desciam a rua do ouro e já o pessoal debandava após ouvir o discurso de Arménio Carlos. Clima muito diferente do do 15 de Setembro e até passaram por mim alguns dos organizadores desta e gente do MSE e do MAS.

        Não vejo motivos para especial satisfação. Foi honesta, de dimensão razoável, cumpriu, mas não é por ali. Pouco acrescentou à luta necessária. Convence quem está convencido, mas pela dimensão, tal como a nova Greve Geral, permite mais umas quantas bicadas da comunicação social. O Governo que precisava de permanecer em lume brando, vai poder descansar até novo sobressalto.

        E o mesmo sucederá – oxalá, me engane -, dentro de dias, com o Congresso Democrático das Alternativas, do qual não sou fã. Teria sido importante que entre o 15 de Setembro e o 5 de Outubro, se tivesse mantido a mesma mobilização. Saberia eu fazer diferente? Possivelmente, de modo substancial, não. Teria sido possível fazer diferente? Se calhar não, com Proença, PS, Cavaco e muita comunicação social, empurrando para o mesmo lado. É que nem a ultrapassagem do PSD nas sondagens pelo conjunto CDU/BE altera uma faixa importante da percepção popular. Boa parte dos eleitores continua a achar o mesmo que o casal de imbecis histéricos que gritava contra Catarina Martins. Como diz o partido onde habitualmente voto, será quando o povo quiser ou não será, e não se vê que este queira.

        • De diz:

          Antónimo:
          Acho que foi uma grande manifestação.Que não chega?Nem de longe nem de perto.Que é preciso mais?Mas claro que sim.
          Muito mais.
          Mas a luta é todos os dias e todos os dias é preciso convocar novos sectores.Sem sectarismos e com frontalidade.
          Uma boa notícia parece ser esta:
          “PCP e Bloco de Esquerda unem-se contra a austeridade”
          http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/bloco-de-esquerda-1565253

          • antónimo diz:

            Caro De, Essa é uma grande notícia.

            Não tenho dúvidas de que foi uma grande manifestação. Mas tem contornos de participação que aconselham prudência. E não tenho o mínimo gosto ou prazer em achar o que acho.

            O ponto de vista é meramente impressionista, mas: no dia 15, havia muita gente que eu nunca vira nas ruas. Na vigília, até os histéricos que atacaram Catarina Martins e que devem ter votado no Cavaco lá estavam. No sábado, já fomos os do costume. Muitos, muitos mesmo, mas os do costume. A TSU caiu substituída e, mesmo com o histrião Borges a ajudar, muita gente baixou os braços. E segue a marcha propagandística sobre a inevitabilidade da austeridade (http://www.ionline.pt/opiniao/os-neoconservadores-portugueses) num país que não produz e que pela ordem de razões da direita está fadado a não ter saúde, educação ou velhos.

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  6. Rocha diz:

    Alguém reparou nos estivadores?

    Eu também olhei para eles e inicialmente pareciam-me uns hoolignas aos berros e cânticos cheios de mimos (FDP e coisas que tais) para o governo. Afinal revelou-se me a minha própria ignorância de um dos sectores mais estratégicos e combativos da classe operária.

    E alguém reparou que os estivadores tem feito greves que deixam a CIP furiosa?

    Eu estava ao lado deles quando o Arménio Carlos perguntou ao povo do Terreiro se estavam de acordo com uma Greve Geral. A saudação entusiástica dos estivadores à Greve Geral (como a do resto do povo) foi ensurdecedora.

  7. TIago diz:

    Sendo a manifestação organizada pela CGTP, seria para mim para mim imperdoável se a internacional não tivesse tocado. Aliás é parte da razão de ser da necessidade imperiosa de manifs com um conteúdo político concreto. Obviamente que há quem diga que se indentifica mas acha mal ser tocada para n importonar os outros, eu acho precisamente o contrario, tocar para que todas aquelas pessoas percebam por onde passa a alternativa e que a CGTP n nasceu ontem, no facebook, tem uma historia de muitos anos.

    Sobre o numero de pessoas é tão mesquinho, logo mais do que esperada essa discussão , parq tentar desvalorizar o que aconteceu no sábado.

    Mais do mesmo, dos mesmos de sempre, para ajudar os de sempre.

    Nesta altura do campeonato, o sectarismo parece serr mais do importante doque por todos os meios valorizar as lutas, para mandar abaixo o governo.

    Nada de novo por aqui.

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      Primeiro a manifestação era da CGTP. Depois passou a ser de toda a gente. E finalmente só se apresentam os símbolos queridos da CGTP, ou até apenas de parte dela. Não é a Internacional que eu critico, até porque estou mais do que disposto a cantá-la nos sítios e momentos adequados. É ter sido usada numa manifestação que se tinha dito querer ser mais abrangente.

      E depois, Tiago, as tuas palavras revelam aquilo que muita gente sente: que o PCP e a CGTP olham mais para o passado do que para o futuro, e quando olham para o futuro vêem-no apenas como um “remake” do passado. Por isso estão condenados a serem uma pequena minoria no nosso país. O que até não seria problema se estivessem dispostos a trabalhar lealmente e sem complexos com outras forças de esquerda, para que a actual oligarquia possa ser derrotada.

      • Zuruspa diz:

        O Nuno Cardoso da Silva parece uma cassete do PS!

        Ó homem, faça lá o aggiornamento, e de caminho avise o Assis que quem o precisa de fazer é o troyka-PS!

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