O fundamental

É normal termos divergências. É ocasional haver mal-entendidos. Agora, estamos juntos neste blogue porque assumimos que estas diferenças são enriquecedoras e que aquilo que nos une é muito mais do que nos separa. É bom que estejamos todos unidos a 29 de Setembro contra a troika e os seus governos apesar das nossas diferenças. Todos somos ainda poucos, mas estamos muito mais perto de darmos cabo deles. Até sábado.

Nota: Terei todo o gosto de ir com o pessoal da Rubra à manif.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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18 respostas a O fundamental

  1. RS diz:

    Não tens estrutura sindical, para te integrares? Eu também gostava de ir com amigos, mas é no pano do meu sindicato que é o meu lugar. Não é um desfile, é uma manifestação.

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      Caro imbecil, até sou dirigente sindical. Mas vou com quem quiser. Era o que faltava que tivesse às suas ordens.

      • RS diz:

        Que elegância, Nuno.

      • RS diz:

        Ena, Nuno, que elegância. Naturalmente que vais com quem quiseres, como todos os manifestantes. Agora, sendo dirigente sindical dá-me ideia que é tua obrigação, perante os teus camaradas, estar junto deles. Não percebo o porquê de tanto agressividade mal dirigida…

        • Nuno Ramos de Almeida diz:

          Bom, ok. Posso ter-me excedido. Mas irrita-me que me mandem marchar. Não sendo militante de um partido podia ir com muita gente. Sou membro de um sindicato, de várias organizações sociais. E nas manifestações vou com quem me apetece. É uma expressão de luta e liberdade. Era o que faltava que me mandassem ir num sítio. Só isso. Não tendo gostado de alguns os posts. Registo positivamente os esclarecimentos acerca que vão e convocam para a manif da CGTP, que o seu coordenador já disse ser de todos. Logo, não tem donos que me mandem a mim marchar no sítio em que lhes apetece.

  2. marta diz:

    finalmente! ora nem mais, até sábado!

  3. rms diz:

    diz-me com quem andas…

  4. Leo diz:

    Mas o pessoal da Rubra precisa de guarda-costas? Quem diria…

  5. xatoo diz:

    por vezes parte-se do principio que “não pertencer a nenhum partido” nos enriquece o curriculo
    Essa máxima será verdade em termos de obter empregabilidade, porém deveras suspeita em termos de luta politica. Até porque essa “neutralidade” que se invoca amiúde de não pertencer a nada não existe. Ser neutral é, por ausência ou meias-tintas, tomar o partido de quem impõe as regras, cujo principal objectivo é conservá-las.
    Obviamente, isto acontece porque há uma boa dose de filosofia individual liberal enraizada nas consciências de muita gente que foi lá enfiada a martelo pela cultura dominante. Mas “um indíviduo” pode ter a mania psicológica dentro da cuca que é muito importante e determinante, etc e tal. Mas se o individuo não estiver integrado na Sociedade não é nada, embora possam existir perfeitamente amontoados de individuos (sem programa politico ou objectivos definidos, “que se passeiam”). Mas é sempre a Sociedade onde se insere que determina o individuo e não o contrário.
    Até sábado

  6. Rascunho diz:

    “nunca mais é Sábado” ; )

  7. CausasPerdidas diz:

    É isso mesmo Nuno (perdoe-me a familiaridade).
    O que me leva a uma questão “que me faz espécie”: olho para as “manifs” dos sindicatos, Primeiros de Maio incluídos, em França, Espanha e Itália, para só citar estes países, e vejo bandeiras de centrais, sindicatos, partidos e associações de diversos interesses, desfilam cada um na sua, às vezes até andam misturados. Neste últimos dias, vejo fotos de Espanha onde aparecem bandeiras de grupos nacionalistas da Galiza, junto a republicanos e anarco-sindicalistas, e símbolos partidários. Não vejo por aquelas paragens o culto do “apartidarismo” que leva a criticar quem ouse levar a bandeira do seu partido ou associação. Aliás, segundo o que leio, até fazem questão de contar as organizações que se fazem representar como forma de sublinhar a importância dos actos.
    Isto para dizer: Acho que já é tempo de cada um se fazer representar como quer e ir como quer. Vai à manifestação que está de acordo com a sua convocatória. Ponto.
    Teria uma vantagem: saberíamos quem estava presente.

  8. zé manel diz:

    tenho cada vez menos paciencia para o 5 dias.net – peço-vos desculpa.
    Tanta energia gasta a debater palavras, palavrinhas, o que fulano disse, o que afinal queria dizer, o que se subentende e o que ficou por dizer…
    Dasse ó pessoal!! olhem para esta caixa de comentários a este post do nra!!!
    …por amor sei lá de quem!!!! Não sei se já repararam …mas a direita está a fazer a maior vingança ao 25 de abril de que há memória e o pessoal aqui diverte-se a discutir purezas revolucionaria, purezas ideológicas et paroles, paroles, paroles…defeito pode ser meu – mas começa a faltar a pachorra para aqui vir!!!!

  9. João. diz:

    Xatoo,

    Uma coisa é certa, se Portugal algum dia virar à esquerda decisivamente terá de ser em conjunto com milhões de pessoas que possam ao mesmo tempo não querer militar em Partidos sem que lhes chateiem a cabeça com isso. É preciso nunca não esquecer isto, principalmente por quem for militante.

    Moro fora do país. Não vou estar na manifestação. Que seja grandiosa.

  10. Renato Teixeira diz:

    Nuno, continuarás a ser bem-vindo, como já foste noutras ocasiões. Ainda bem que o fundamental prevaleceu. Um abraço.

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