Analisa lá isto, ó Pacheco Pereira!

28 de Setembro, sexta-feira

(ACTUALIZADO A 28 DE SETEMBRO)

18h, Cais do Sodré, Largo das Belas Artes, Baixa/Chiado, Rossio, Largo do Carmo, Príncipe Real rumo ao Largo do Camões (Chegada ao Largo do Camões até às 19h30)

ACORREI, QUE MATAM A CULTURA

RUSGA DE RUSGAS

Grupos de agitação e esclarecimento convergem para o Largo do Camões.

Matam a Cultura! – rusga subterrânea. Excertos da Constituição, do Manifesto em defesa da Cultura e um poema. Com: André Levy, Ana Goulart, Bruno Carvalho, Elsa Loff, Fernanda Costa, Francisco Bento, João Lopes, Vasco Braz. Cais do Sodré, Baixa-Chiado > Largo do Camões. 

Arengar pela Cultura – tribuna móvel. A defesa do direito à cultura, do serviço público de cultura e do investimento do estado na Cultura. Com: André Escoval, Filipe Diniz. Largo de S. Domigos > Largo do Camões.

Peixeirada – rusga obscena. Vamos todos para a grandessíssima cultura que nos pariu! Pedro Penilo, Ana Fernandes, Ana Gouveia, Maria Gusmão, Mário Monteiro, Patrícia Garcia, Rita Morais, Sandra Machado, Vera Vitorino. Largo de S. Domigos > Largo do Camões. 

Poeta castrado, não! – Umbigo – Companhia de Teatro. Encenação: Ricardo Barceló e Rita Santana; Interpretação: André Imenso Cruz, Ricardo Barceló, Rita Santana e Rogério Paulo. Acompanhamento: Susana Neves. Largo das Belas Artes, Largo do Teatro de S. Carlos, Largo do Chiado > Largo do Camões.

Joga a Bola, Rapariga! – rusga de futebol feminino. Uma posição política e um gesto de cultura em forma de jogo. Largo das belas Artes > Largo do Camões.

Braço de Ferro ou A Angústia da Influência. Há muros a derrubar. Concepção: Joana Matos Estrela. Com: André Santos, Carolina Costa Reis, Laura Gonçalo, Ricardo Atayde, Sabine Delgado, Sara Vigário e Teresa Athayde. Jardim do Príncipe Real > Largo do Camões. 

Matam a Cultura – rusga gráfica. Com: Sara Gusmão, Joana Geraldo, José Coutinho, Margarida Dias Coelho.  Jardim do Príncipe Real > Largo do Camões. 

Rusga “Slam!” – Poetry slam na rua. Com: Andreia Guerreiro, Francisco Dias, Inês Gaio, José Anjos, Lis Alves, Nuno Piteira, Pedro Alves, Sérgio Amaral, Rodrigo Saraiva. Largo do Carmo > Largo do Camões.

Rusga poética – leituras de poesia. Com Eduardo Costa, Domingos Lobo, Maria Dhrama, Modesto Navarro. Largo do Carmo > Largo do Camões. 

Rusga Gaita de Foles – A associação Gaita de Foles entra na cegada. Largo de S. Domingos > Largo do Camões

Gaita e companhia – Gaita de foles e agitação. Sérgio Almeida. Cais do Sodré (Entrada do Metro) > Largo do Camões.

19h30, Largo do Camões
Intervenção política, Final

20h, Largo do Camões
Convívio de activistas

Programa Nacional

Opinião de Pacheco Pereira

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

5 respostas a Analisa lá isto, ó Pacheco Pereira!

  1. DC diz:

    O  Portugal dito “moderno” acabou. Os nossos avanços – que existiram de facto – foram assentes em alicerces de barro. De repente surgiu uma nova classe média, sem tradições, sem valores e com uma voragem consumista pouco recomendável. A educação foi a do dinheiro. Pior: foi pelo dinheiro. E assim nasceram e  cresceram as vítimas (paradoxalmente co-autoras) deste descalabro.
    Extremamente informada – mais do que nenhuma outra geração, arrisco dizer –, com uma série de pregaminhos académicos de qualidade duvidosa e sem qualquer espécie de base cultural (nem tradicional por vergonha, nem erudita por desconhecimento) a nossa classe média foi votando de forma sistemática e acrítica em quem lhe prometia mais.
    Na política as velhas elites (ou gente que se foi formando com alguma substância e pensamento crítico) foram-se afastando sistemáticamente do poder. Da esquerda à direita a qualidade dos agentes políticos diminuiu de forma assustadora. As decisões, como seria de esperar, foram cada vez mais desastrosas.
    Hoje Portugal enfrenta uma das piores crises de sempre. A classe média é, na verdade, pouco média: é apenas baixa com um empréstimo às costas. Foi construída à imagem e semelhança do seu país, uma terra estruturalmente pobre onde foram injectados (e desperdiçãdos) largos milhões. Como seria de esperar ninguém aguenta uma situação desta natureza. E o pior ainda está para vir. O país que se prepare. 
    http://www.odiabo-coxo.blogspot.com

    • De diz:

      Há algumas coisas que concordo.Mas o post escamoteia os aspectos que tenho como essenciais.
      O neoliberalismo sabe o que faz.E colocou os seus agentes políticos adequados à função em causa. De uma eficácia tremenda para os objectivos a alcançar.
      Como se vê na presente situação.
      Quanto às nossas ditas élites:
      “É este o tempo do reflorescimento do proverbial oportunismo da esmagadora parte das “elites” político-económicas lusas. Sempre que a coisa corre mal para o seu lado, elas foram, invariavelmente e “avant la lettre”, “mais troikistas que a troika”: em 1383-1385; em Alfarrobeira; antes, durante e depois de Alcácer-Quibir; na Restauração; nas Invasões Francesas e no sequente protectorado britânico; no despotismo do auto-proclamado Messias Sr. D. Miguel; e etc. e etc. Nunca elas hesitaram em acoitar-se sob a asa de quem lhes enchesse, fartamente, a gamela, como jamais lhes repugnou alienar em miserável leilão o país que, também, era o seu, se com isso garantissem cativar os seus larguíssimos privilégios. Ser o patrão castelhano, francês ou britânico, ser agora quem manda, coisa inusitada, uma filha de um pastor alemão, isso tanto lhes dá desde que uma coisa se lhes garanta: segurarem na mão o chicote de capataz da quinta.
      Assim foi ontem, assim é hoje. ”
      Palavras apropriadas e justas de “imbondeiro”

      Quanto à identificação da esquerda com a direita, como sendo tudo igual….mais uma vez, tiro ao lado. Completamente ao lado.
      Fica para uma próxima oportunidade

  2. tric diz:

    antes do 25 de Abril…havia industria de cinema português…havia teatro de autores portuguesas…havia industria discográfica portuguesa…havia protecção à grande cultura portuguesa! depois…foi a destruição…agora é só cultura da estrangeirada

    • De diz:

      Há algo de bafiento, de terrivelmente bafiento neste comentário.Que branqueia o fascismo, que mente sobre o “depois” …
      A memória do apoio à grande cultura portuguesa antes do 25 de Abril deve-se ater aos três fs, não?
      – Fátima, futebol e fado
      Já nem sequer há pudor na forma grosseira como se tenta manipular e aldrabar…

  3. Mateus diz:

    Parece que não gostam quando apontam o facto de que pseudo-artistas desesperam por ser passados e pagos como artistas do regime, e insurgem-se quando suspeitam que o governo pensa em cortar a mama a esses parasitas. E ainda andam por aí a criticar que há jobs for the boys.

    • De diz:

      Parece que não gostam? pseudo-artistas? artistas do regime?governo corta a mama? parasitas?
      Mas que vocabulário é este?Saído das páginas de um jornaleco de um qualquer partido neoliberal/caceteiro?
      Lol…Com o rabo escondido bem de fora,qual boy para o job.Aí precisamente evidente nessa frase tão clara como demolidora “E ainda andam por aí a criticar que há jobs for the boys.”
      Percebido.
      Um artista do regime pago como boy, qual parasita à mama em busca de job.
      Estará bem assim esta composição para este “rapaz” que se assina como mateus?

Os comentários estão fechados.